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Em Órbita

Galileu no solo Existe muito mais do sistema Galileu do que somente os seus satélites no espaço. Uma rede global é necessária para garantir a continuada fiabilidade da informação sobre o tempo e o posicionamento embebida nos sinais vindos de órbita. Mantendo os satélites a horas e em linha A navegação por satélite parte da derivação do tempo e da localização no espaço por parte do receptor de um sinal transmitido com um alto nível de precisão. Esta informação está embebida no próprio sinal do satélite. Mas o relógio atómico a bordo de um satélite pode assim mesmo variar – e somente um erro de um bilionésimo de segundo representa um aumento de 0,3 metros no erro. Um erro de um segundo iria colocar o utilizador a 300.000 km de distância do seu ponto actual. Assim, uma rede de estações no solo verifica constantemente o tempo do relógio de cada satélite em relação ao sistema GST. Tendo uma precisão de 28 bilionésimos de segundo, o GST é gerado pelas Instalações de Tempo Preciso nos Centros de Controlo Galileu em Fucino e em Oberpfaffenhofen, que são por sua vez comparados no seu alinhamento pelo tempo UTC por um grupo de laboratórios de tempo europeus. A órbita do satélite também pode derivar, alterada pelo campo gravitacional da Terra devido à ligeira protuberância equatorial do planeta e devido à influência da Lua e do Sol. Mesmo o pequeno mas contínuo fluxo de luz solar pode afectar as órbitas dos satélites. Assim, as estações terrestres colocadas em torno do globo e que captam os sinais dos satélites Galileu, fazem a determinação da distância via rádio para determinar a posição dos satélites e determinar alguma deriva orbital. A informação sobre a performance do relógio dos satélites e as posições, é reunida para que uma mensagem de correcção possa ser enviada para os satélites para ser retransmitida para os utilizadores no sinal do próprio satélite. Assim, fechando o ciclo desta forma significa que a óptima performance pode ser mantida ao longo do tempo. A qualidade e a fiabilidade de cada sinal Galileu são assim também verificadas a nível individual. O segmento de solo Galileu Necessariamente, o Segmento de Solo Galileu é um dos desenvolvimentos mais complicados levados a cabo pela Europa, tendo de cumprir níveis estritos de performance e segurança. •

Ground Mission Segment (GMS) – tem de fornecer uma performance de navegação avançada a alta velocidade a qualquer hora, processando dados enviados por uma rede global de estações. O GMS tem dois milhões de linhas de código, 500 funções internas, 400 mensagens e 600 sinais a circular por 14 diferentes elementos.

Groung Control Segment (GCS) – monitoriza e controla a constelação de satélites com um alto grau de automação.

Estações de telemetria, rastreamento e comando – duas estações em Kiruna, Suécia, e Kourou, Guiana Francesa.

Estações de uplink – uma rede de estações para o envio de dados de navegação e integridade.

Estações sensor – uma rede global que proporciona uma cobertura para a sincronização de relógios e medições orbitais.

Rede de disseminação de dados – uma rede de interconecta todas as instalações Galileu,

Durante a fase IOV o GMS está localizado no Centro de Controlo de Fucino e no GCS no Centro de Controlo em Oberpfaffenhofen. No futuro os dois centros irão abrigar instalações equivalentes, trabalhando em conjunto como suplentes com uma sincronização de dados em tempo real. Na possibilidade de perda de um dos centros, o outro será capaz de continuar as operações de forma contínua.

Em Órbita – Vol.12 – .º 130 / ovembro de 2012

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Em Órbita 130 - Novembro de 2012  

Edição do Boletim Em Órbita para o mês de Novembro de 2012.

Em Órbita 130 - Novembro de 2012  

Edição do Boletim Em Órbita para o mês de Novembro de 2012.

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