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Rússia lança satélite meteorológico europeu O programa Meteorological Operational satellite (MetOp) é uma iniciativa europeia para fornecer serviços de dados meteorológicos para monitorizar o clima e melhorar as previsões sobre o estado do tempo. O programa foi estabelecido em conjunto pela ESA e pela European Organisation for the Exploitation of Meteorological Satellites (Eumetsat), formando o segmento espacial do sistema Eumetsat's Polar System (EPS).

O programa meteorológico MetOp O programa MetOp representa também a contribuição europeia para uma associação internacional com a (ational Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) dos Estados Unidos que durante os últimos 40 anos tem fornecido dados meteorológicos a partir da órbita polar, e de forma gratuita, para os utilizadores mundiais. Lançado em Outubro de 2006, o MetOp-A, o primeiro de uma série de três satélites, substituiu um dos dois serviços de satélite operados pelo NOAA e tornou-se no primeiro satélite polar europeu dedicado à meteorologia operacional. Uma vez em órbita operacional, as responsabilidades pelos serviços meteorológicos têm sido partilhadas entre os Estados Unidos e a Europa. Os satélites MetOp são desenhados em conjunto com o sistema de satélites NOAA, voando em órbitas complementares. A órbita polar do MetOp é sincronizada com o Sol, de forma que o traçado na sua órbita na superfície terrestre é sempre o mesmo na respectiva hora local, neste caso a meio da manhã. A NOAA continua a operar o seu serviço de satélite a meio da tarde como parte do sistema Polar Orbit Enviromental Satellites (POES). Dos instrumentos transportados pelos MetOp, cinco são instrumentos europeus de nova geração, enquanto que os restantes possuem uma herança bem provada e foram fornecidos pelo NOAA e pela agência espacial francesa CNES. Os satélites em órbita polar orbitam a baixa altitude – tipicamente a 800 km em comparação com os 36.000 km para os satélites geossíncronos – e podem observar a Terra com mais detalhe. Este sistema de observação global fornece dados meteorológicos valiosos a partir da órbita polar para os utilizadores 135 minutos após terem sido obtidos, com os utilizadores regionais a serem capazes de receberem os dados em tempo real. Com um conjunto de instrumentos sofisticados, os satélites MetOp podem fornecer dados de detalhe e resolução sem precedentes num variado conjunto de diferentes variáveis tais como temperatura e humidade, velocidade dos ventos na superfície oceânica e concentrações dos gases que danificam a camada de ozono – proporcionando assim um grande avanço nas previsões meteorológicas a nível mundial e nas capacidades de monitorização do clima. Adicionalmente, estes novos satélites fornecem imagens das superfícies terrestres e oceânicas bem como transportam equipamentos de busca e socorro para auxiliar as embarcações e aeronaves em apuros. Um sistema de retransmissão de dados encontra-se também a bordo, fazendo a ligação a bóias e outros dispositivos de recolha de dados. O satélite MetOp-B, o segundo satélite da série lançado a 17 de Setembro de 2012, irá operar em conjunto com o MetOp-A, aumentando ainda mais o valor dos dados. O terceiro e último satélite, MetOp-C, será lançado em 2016. Lançando um novo satélite a cada cinco ou seis anos, garante a continuidade da entrega de dados de alta qualidade para as previsões meteorológicas de médio ou longo alcance e a monitorização climática até pelos menos o ano 2020. Porque necessitamos do MetOp? O clima «governa» muitos aspectos da forma como vivemos. Tendo uma influência na saúde pública e no nosso bem-estar geral, as condições meteorológicas têm um impacto directo em numerosos sectores da economia tais como agricultura, comércio, industria, transportes e turismo. Por exemplo, imaginemos como os nevões podem bloquear os sistemas de transporte, a forma como uma onde de calor aumenta a demanda de água ou como um evento extremo tal como um furacão pode trazer a devastação geral. Os benefícios económicos e sociais das previsões meteorológicas precisas são enormes; permitem-nos ter tempo para preparar e tomar decisões, quer seja realizar uma colheita antes das chuvas, arranjar as estradas para prevenir acidentes, desviar o tráfego aéreo

Em Órbita – Vol.12 – .º 129 / Outubro de 2012

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Em Órbita n.º 129 - Outubro de 2012  

Edição do Boletim Em Órbita referente ao mês de Outubro de 2012. Nesta edição: o regresso da Soyuz TMA-03M e da Soyuz TMA-04M; uma actividad...

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