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Em Órbita

A Shenzhou-5 e o voo de Yang Liwei A cápsula espacial tripulada Shenzhou-5 tinha a capacidade de levar a cabo um regresso automático em caso de emergência, executar um regresso controlada de forma manual, e regressar à Terra no segundo ou terceiro dia da missão. O foguetão CZ-2F Chang Zheng-2F (Y5) foi colocado na plataforma de lançamento a 11 de Outubro de 2003. Dezasseis horas antes do lançamento, o primeiro taikonauta Yang Liwei foi seleccionado de um grupo de três candidatos e cerca de 2 horas e 45 minutos antes do lançamentos ingressava na Shenzhou-5 que seria lançada às 0100:03,497UTC do dia 15 de Outubro. A T+2m a torre do sistema de emergência separava-se do lançador com os quatro propulsores laterais a separarem-se 17 segundos mais tarde. O primeiro estágio separou-se a T+2m 39s e o segundo estágio entrava em ignição. A T+3m 20s ocorria a separação da carenagem de protecção e a T+7m 40s terminava a queima do segundo estágio. Já em órbita terrestre, a Shenzhou-5 separava-se a T+9m 47s. Em órbita a nave espacial colocou-se em modo operacional e abriu os seus painéis solares no módulo de serviço. Quando a missão iniciou a sua 5ª órbita, foi implementada uma transferência orbital para uma órbita quase circular a 343 km de altitude. Durante a missão o centro de controlo esteve atento e sempre em contacto com Yang Liwei para se inteirar da sua condição física através dos seus parâmetros fisiológicos. Ao mesmo tempo, Yang Liwei monitorizava a execução de comandos importantes e a operação da cápsula em longo do seu voo. Yang Liwei também completou as operações relevantes de acordo com as condições pré-estabelecidas. Quando a missão entrou na sua 7ª órbita, o taikonauta mostrou a bandeira nacional da China e a bandeira das Nações Unidas. A 343 km acima da Terra, Yang Liwei enviou sudações para as pessoas de todo o mundo, saudou os seus camaradas que trabalham no programa espacial tripulado, bem como saudou os seus compatriotas chineses, agradecendo o seu apoio. Na 8ª órbita Yang Liwei também falou com os seus familiares e escreveu no seu livro de apontamentos, “Para a Paz e o avanço de toda a Humanidade, a China chegou ao espaço!” A Shenzhou-5 orbitou a Terra de forma autónoma por 14 vezes e na última órbita, a nave espacial recebeu dados precisos a partir do solo e começou o seu programa de regresso à Terra. A primeira manobra consistiu um fazer rodar o veículo 90º para separar o módulo orbital, seguindo-se uma nova volta de 90º para activar o motor de retrotravagem. Finalmente, o módulo de serviço foi separado a uma altitude de 145 km. O Módulo de Reentrada reentrou na atmosfera terrestre e passou pela zona de blackout antes de descer no principal local de aterragem. O pára-quedas foi aberto, diminuindo assim a velocidade de descida. A cerca de 1 metro acima do solo foram activados quatro motores de propulsão sólida para fazer diminuir a velocidade de impacto. A aterragem teve lugar às 2222:48UTC do dia 15 de Outubro após um voo de 21 horas 22 minutos e 45 segundos. O módulo orbital permaneceu em órbita durante 707 dias levando a cabo uma grande quantidade de experiências científicas e acumulando experiência para o desenvolvimento e fabrico de veículos espaciais de longa duração.

Shenzhou-6 e a primeira tripulação chinesa A segunda missão espacial tripulada da China teve início às 0100:03,583UTC do dia 12 de Outubro de 2005 com a Shenzhou-6 a ser lançada pelo foguetão CZ-2F Chang Zheng-2F (Y6). O principal objectivo desta missão foi o de dominar a tecnologia relacionada com um voo orbital com mais de uma pessoa e mais de um dia de duração, bem como levar a cabo experiências relacionadas com o voo espacial tripulado, verificar as funções e a performance de vários sistemas, melhorar a segurança e a fiabilidade, acumular a experiência na estadia prolongada no espaço (viver e trabalhar), e estabelecer as bases para o desenvolvimento sustentável da engenharia do voo espacial.

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Em Órbita n.º 128 - Setembro de 2012  

Edição do Boletim Em Órbita para Setembro de 2012. Nesta edição podemos encontrar um artigo sobre a missão Shenzhou-9 e um outro sobre a mis...

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