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Em Órbita

O estágio criogénico principal cai então para o Atlântico após a separação, destruindo-se numa reentrada atmosférica a uma altitude entre os 80 km e os 60 km devido às cargas geradas pelo atrito. O estágio deve ser despressurizado para evitar o risco de explosão devido ao sobreaquecimento do hidrogénio residual. Uma válvula lateral do tanque de hidrogénio, actuada por um temporizador que é activado pela separação do EPC, é utilizada para este propósito. Esta força lateral é também utilizada para fazer com que o EPC entre numa rotação, reduzindo assim a dispersão dos detritos originados na reentrada. O ângulo de reentrada do estágio criogénico é de -2,1º e a longitude do ponto de impacto é registada a 6,77º O. O voo do ESC-A tem uma duração de cerca de 16 minutos. Esta fase de voo é finalizada por um comendo enviado pelo OBC, quando o computador estima, a partir de dados calculados pela unidade de orientação inercial, que a órbita alvo foi atingida. Esta é a referência temporal H3 e ocorre a H0+1.525,0s. O propósito da fase balística seguinte é o de: a) orientar o conjunto na direcção requerida para a separação dos dois satélites e na direcção necessária para a separação do adaptador Sylda-5; b) lenta rotação transversal antes da separação do Intelsat-20; c) estabilização nos três eixos espaciais antes da separação da Sylda-5; d) colocar o conjunto numa lenta rotação antes da separação do satélite Hylas-2; e) separação dos satélites Intelsat-20 e Hylas, além do adaptador Sylda-5; f) rotação final do conjunto a 45º/s; e g) despressurização do estágio ESC-A (tanques de oxigénio líquido e hidrogénio líquido), precedida de uma fase de despressurização que envolve a abertura simultânea de oito escapes SCAR. Estas operações contribuam para a gestão a curto e médio prazo da distância mútua dos objectos em órbita. A fase balística da missão é composta por 23 fases elementares que incluem a separação dos dois satélites e do adaptador Sylda-5.

Lançamento da missão VA208 Integração A 4 de Maio de 2012 chegavam ao Porto de Pariacabo, Guiana Francesa, a bordo do navio de carga MN Colibri, vários componentes do foguetão Ariane-5ECA (L564) nomeadamente o estágio criogénico principal, a secção compósita superior (o estágio criogénico superior e a secção de equipamento), o sistema adaptador Sylda e equipamento respectivo, além da carenagem de protecção. Todos estes elementos seriam removidos da embarcação e posteriormente transportados para o Centro Espacial de Kourou. Nesta altura encontravam-se em Kourou os componentes de três foguetões Ariane-5ECA que seriam utilizados nas missões VA206 (a 15 de Maio para o lançamento dos satélites JCSAT-13 e Vinasat-2), VA207 (a 5 de Julho para o lançamento dos satélites Jupiter-1/EchoStar-17 e MSG-3) e na missão VA208. A campanha para o lançamento da missão VA208 teve início a 5 de Junho tendo sido no mesmo dia iniciado o

processo de integração do foguetão Ariane-5ECA com a colocação do estágio EPC na plataforma móvel de lançamento no interior do edifício BIL (Basic Integration Building), após a sua despressurização. Nesse dia e no dia seguinte procedeu-se à transferência dos dois propulsores laterais de combustível sólido EAP, sendo integrados no EPC a 12 de Junho. O sistema compósito superior foi despressurizado e colocado em posição a 25 de Junho e o controlo de síntese do lançador ocorreu três dias mais tarde. Nesta fase faz-se um controlo de qualidade do lançador que seria aceite pela Arianespace a 4 de Julho. Entretanto, o satélite Intelsat-20 havia chegado a Kourou a 26 de Junho, enquanto que o satélite Hylas-2 chegava a 6 de Julho. O foguetão Ariane-5ECA era transferido do BIL para o FAB (Final Assembly Building) a 16 de Julho.

Em Órbita – Vol.12 – .º 128 / Setembro de 2012

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Em Órbita n.º 128 - Setembro de 2012  

Edição do Boletim Em Órbita para Setembro de 2012. Nesta edição podemos encontrar um artigo sobre a missão Shenzhou-9 e um outro sobre a mis...

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