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Aurelice

Vasconcelos

Rubens

Matsushita

Reserva Florestal da SAMA

1a Edição

Brasília, 2015


Coordenação Geral Coordenação Executiva Concepção Editorial Projeto Gráfico Editor Fotografias Tratamento de Imagens

Rubens Matsushita Aurelice Vasconcelos João Campello e Rubens Matsushita João Campello Josafat Souza Aurelice Vasconcelos e Rubens Matsushita Rubens Matsushita

Curadoria

Marcos Rizolli

Tradução

Margi Moss

Textos Fotografia da Capa Arte da Capa Impressão Editora

Aurelice Vasconcelos, Rubens Matsushita e Rubens Rela Filho Rubens Matsushita João Campello Ipsis Gráfica e Editora Abecer

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação Matsushita, Rubens / Vasconcelos, Aurelice. Nos Veios de Cana Brava: Reserva Florestal Sama/ Rubens Matsushita e Aurelice Vasconcelos. - 1. Ed. - Brasília: Editora Abecer, 2015. 108 p : il. Corte da rocha-mãe com inscrustação de veio de crisotila (serpentinito mineral). Cut of host rock with incrustation of crysotile streak (mineral serpentine).

Edição bilíngue: português/inglês. ISBN 978-85-64282-13-1

1. Fotografias. 2. Reserva Florestal SAMA 3.Arte Visual. 4.Cerrado. I. Matsushita, Rubens. II. Vasconcelos, Aurelice. III. Título. 11898

CDD 779.81


Fotografia é arte. Arte do momento, do instigante, do desequilíbrio provocador, do questionável, da eternização do fugaz. Rubens Matsushita

Photography is art. Art of the moment, of the instigation, of the provocative unbalance, of the questionable, of the fleeting eternization. Rubens Matsushita


Reserva Florestal da SAMA: 30 anos O Cerrado Brasileiro é um bioma de grandes belezas. Devido à sua situação geográfica, funciona como elo de compartilhamento de espécies entre os vários biomas como a Caatinga, o Pantanal, a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. É a savana mais rica do mundo, detendo 5% da biodiversidade do planeta, mas também é considerado um dos biomas mais ameaçados do mundo por conta do seu desmatamento acelerado e indiscriminado. Infelizmente hoje restam menos de 20% da sua distribuição original. A Reserva Florestal da SAMA está localizada na Serra de Cana Brava, na cidade de Minaçu, estado de Goiás. Integra parte de uma área de 4.500 hectares concedidas à exploração do minério Crisotila pela A SAMA S.A. – Minerações Associadas. Esta empresa - por lei - deveria manter somente 20% preservados como Reserva Legal, mas contrariando a lógica do Código Florestal, decidiu manter um percentual de 80%, por entender a importância e a necessidade da preservação dessa área dentro dos princípios de conservação e proteção ambiental, minimizando e mitigando assim os impactos ao meio ambiente. Além disso, a Reserva é considerada importante refúgio de animais silvestres, uma das últimas remanescentes de Cerrado preservado na região norte de Goiás, integrando o Corredor Ecológico Paranã-Pirineus. A Reserva Florestal da SAMA foi homologada em 1985 e neste ano vive o seu trigésimo aniversário. E para comemorarmos, não há nada melhor que revelar suas belezas e riquezas naturais com esta obra fotográfica denominada Nos veios de Cana Brava, que traz a pretensão de valorizar a vida existente neste belo fragmento de Cerrado. Este livro traz em seu âmago o intuito de sensibilizar e internalizar o desejo de cuidado, preservação, conservação, uso sustentável e contemplação por parte da sociedade e do poder público, além do sentimento de pertencimento da comunidade regional a esse patrimônio natural, que é um dos últimos fragmentos intactos desse bioma tão explorado e devastado. Rubens Rela Filho Diretor-Geral da SAMA


SAMA’s Forest Reserve: 30 years The Brazilian biome called Cerrado is an area of astounding natural beauty. By virtue of its geographical location, it forms a link of shared species with various other biomes – Caatinga, Pantanal, Atlantic Rainforest and Amazon Rainforest. It is the richest savannah in the world, home to 5% of the planet’s biodiversity, but it is also considered one of the world’s most threatened biomes due to the rapid rate of its indiscriminate deforestation. Unfortunately, only 20% of its original land area still remain preserved. SAMA’s Forest Reserve is located in the Cana Brava mountain range, in the municipality of Minaçu, in the state of Goiás. It forms part of an area of 4,500 hectares granted to SAMA S.A. Minerações Associadas for the mining of chrysotile. By law, the company had to maintain 20% of the total area preserved as a Legal Reserve, but going against the reasoning behind the Forest Code, it decided to keep 80% of the area intact, because it understands the importance of and need to protect this land in accordance with the principles of conservation and environmental protection, minimizing and mitigating impact on the environment. Furthermore, the Reserve is considered an important refuge for wildlife, being one of the last remaining patches of undisturbed Cerrado in the north of Goiás state, and it is part of the Paranã-Pirineus ecological corridor. SAMA’s Forest Reserve was ratified in 1985 and celebrates its thirtieth anniversary this year. No better way to commemorate this than by revealing its wealth and natural beauty through this photographic work entitled In the veins of Cana Brava, which aims to enhance appreciation of the variety of life that coexists in this lovely fragment of Cerrado. The very essence of this book intends to awaken our senses and inspire in us a desire to promote safeguarding, protection, conservation, sustainable use and contemplation on the part of both society and the governing powers, as well as to instil a sense of belonging in the local community with respect to this natural heritage, one of the last intact fragments of this biome that has been so exploited and devastated. Rubens Rela Filho General Director of SAMA


Sintao

Cerrado

Queremos lhe convidar a vivenciar um momento de aproximação das magníficas belezas existentes no Cerrado. Perceberá muitos detalhes, vida e sentimentos. Ao abrir o livro e contemplar as fotos, desejamos que você se sinta adentrando a floresta da Reserva.

água produz cenários com formas e movimentos únicos. Animais aquáticos surgem por toda parte. Aves aquáticas esvoaçam para todos os lados, mas não muito distante, por estarem ligados intrinsecamente à água, numa relação de extrema dependência.

Inicialmente seguirá apreciando as árvores e flores, ouvindo o cantar dos pássaros e o som das águas e do vento nas folhas.

A paisagem se enche de cor com as pequenas e grandes borboletas. Uma linda caligo pousa como se quisesse te observar melhor com os olhos desenhados em suas asas.

Aos poucos, perceberá a presença de diminutos animais, como louva-deus, gafanhotos, opiliões, aranhas, bicho-pau, entre outros... E ao permanecer em silêncio perceberá que não está sozinho, mas no cerne de muitos movimentos de aves e os assustadores –porém assustados – répteis e anfíbios. Sagüis e bugios começam a curiar a presença de tão diferente ser, parando para observar e serem observados, num ato reflexo. Ah, e falando em curiar, surgem os cachorros-do-mato, em sua infinita relação de medo e curiosidade, a qual não os deixam se aproximar por demais e nem ir embora... Caminhando, você irá se deparar com um rio. Como é bom ouvir os sons das águas! E é maravilhoso ver como essa

E em sua longa caminhada, chegará ao topo da Serra, a Cana-Brava. Deslumbrante de tanta beleza nativa. Belos postais, desenhados pela mãe-natureza, com toda calma e muito afinco. Num relance, uma cena se destaca: uma árvore seca no meio de tanto verde. E isso lhe faz refletir... qual será o futuro desse paraíso? Mas, de repente, um sobressalto na mata desvia o seu pensamento. Ah, veadoscatingueiros! Não param de comer, de andar, de saltar e sobressaltar, com suas grandes orelhas e andar delicado. Outros animais vão se aproximando e pedindo licença para passar. O tamanduábandeira, a cuíca, mais aves, outros macacos e quatis.


Uma grande rocha chama a atenção. Ela sustenta uma imponente figueira, onde suas raízes realizam um abraço como uma relação de troca de generosidade. Sustentando uma vida e sua biodiversidade. Você continua caminhando lentamente. O que é aquilo deitado na moita? Ah, um gato do mato. Pequeno e delicado. De repente, o silêncio toma conta da mata. Nada mais se movimenta. Nada mais parece respirar. Você olha em sua volta e vê as árvores, impassíveis e eternas, aguardando o que está por vir. Uma grande sombra passa e se materializa em um galho. Uma Águia-Real! A rainha alada das florestas, senhora dos ares. Também conhecida como Harpia, posa majestosamente com suas impressionantes garras, com seu manto de longas e fortes penas. Você olha e permanece diante dessa grandiosa ave, admirando cada detalhe e suas penas em forma de coroa. A caminhada continua. Ouve-se um esturro ecoando fortemente dentro da floresta! Você olha para um lado, olha para o outro e logo a vê. Sim! É ela! A selvagem e imponente onça-pintada. Ela pára e fixa seu olhar típico de um felino curioso e feroz, mas que deixa claro seu comportamento reservado e

Cobras, serpentes, lagartos surgem... magníficos e receados, misteriosos e cautelosos. A vida na floresta é feita de surpresas, contemplação e admiração. Sons de rochas se batendo, como se estivessem esmagando algo. E eis que passam na sua frente vários macacos-prego. Ah, sim... estavam quebrando cocos de macaúbas, mas agora parecem querer algo de você! Diversão? Ou somente sua atenção? Ah, como são lindos! Quanta alegria em ver animais tão brincalhões!

pela existência de preciosas espécies da fauna silvestre e de uma flora esplendorosa. Tesouros a serem preservados. E eternizados em imagens fotográficas. Boa contemplação!

Cores e flores ressaltam e se destacam. E eis que um cheiro forte surge... sim, é dele, o lobo-guará! Ao olhar para o chão, você percebe pegadas grandes. E lá está a anta, enorme e silenciosa. Impassível, ela simplesmente continua seu caminho. Você ouve cada vez mais cantos de aves. Melodias incríveis e orquestradas. Tons e movimentos por toda parte. Voando, pousadas e comunicativas. Já estão procurando um galho, o ninho para seu descanso. O dia vai findando com sublimes tonalidades no céu, as últimas luzes vão penetrando o olhar. De dentro do seu âmago, vem um sentimento de gratidão

Aurelice Vasconcelos Rubens Matsushita


We would like to invite you to share a moment of familiarity with the magnificent beauty to be found in the Cerrado. You will come to notice many tiny details, see much life and experience new feelings. When you open this book and look at the photographs, we hope you feel as though you are taking a walk in the forest of this Reserve. Initially, you’ll be able to appreciate the flowers and the trees around you, listen to the birdsong, the sounds of water and the wind rustling the Little by little, you’ll become aware of tiny animals, like praying-mantises, grasshoppers, harvestmen, spiders, stickinsects and so on. And if you keep really quiet, you’ll soon notice that you are not alone, but amidst the bustle of numerous birds and the frightening but actually frightened reptiles and amphibians. Then, suddenly, marmosets and howler monkeys will peer down from the trees at the unexpected presence of another being, stopping to observe and to be observed, in a reflex reaction. Talking of peeping, crab-eating foxes might arrive on the scene, torn by their internal conflict between fear and curiosity which doesn’t

allow them to come too close, but neither lets them move away…

They are always on the move, eating, walking, jumping about.

Walking on, you will reach a river. It’s so pleasant listening to the water burbling away! And it’s wonderful to see how this water produces scenarios with their own unique forms and movements. Aquatic animals appear all over the place. Water birds scatter, flying hither and thither, but not going very far away because their lives are intrinsically connected to and dependent upon water.

Other animals might approach, asking to pass by. Giant anteaters, possums, more birds, monkeys and coatis.

The surroundings fill with the colours of tiny and enormous butterflies. A lovely owl-butterfly, eyes etched on its wings, lands nearby, as if it wants to watch you more closely. After a long walk, you’ll reach the top of the Cana Brava mountain range. An amazing native vegetation. Lovely post-card scenes that Mother Nature herself has drawn, so pausedly and with such great determination. At a glance, one particular image stands out: a lone, dead tree in the profusion of greenery. It makes one wonder… what does the future hold for this haven? But then, another quick movement in the forest distracts you from your line of thought. Ah, gray brocket deer, with their large ears and delicate gait.

An enormous rock attracts our attention. There’s a huge fig tree growing on top of it, its roots embracing the rock as if in an exchange of favours. A rock sustaining life and its biodiversity. On you go, strolling slowly. Now, what’s that lying up ahead on a tussock? Ah, yes, an oncilla – so small, so delicate! Silence envelops the forest. All is still. Nothing seems to breathe. You look around and see just trees, impassive, eternal, patiently awaiting the future. A huge shadow passes by overhead and materializes on the branch of a tree. What could that be? Wow. A harpy eagle! The winged queen of the forests, grand dame of the skies. It sits there majestically in its regal coat of long, strong feathers, clinging on with its huge talons. Astonished, you stand still and stare for a long time, over-awed by this magnificent bird, admiring every detail and its crown of feathers.


The hike continues and now a loud roar echoes through the forest. You look to one side and then the other, and then you see it. A wild, daunting jaguar. It stops and fixes a typically feline glare on you, both curious and ferocious, demonstrating a certain cautious reserve whilst, at the same time, preparing for an attack. There are snakes and lizards here too, wonderful to behold, both wary and mysterious. Life in the forest is full of surprises, opportunities for contemplation and admiration. We hear the sound of banging stones, as if some-one is crushing something. A troupe of capuchin monkeys comes by. They were cracking macaúba nuts, but now they seem to want something from you! Just have some fun maybe, or simply attract your attention? It’s amusing to watch these playful animals.

You hear an increasing number of different birdsongs. Amazing melodies. Flashes of different colours all around. Flying, landing, chattering. They are looking for a branch and a nest for your rest. The day is drawing to a close with a bright array of tonalities in the sky, the last light holds your gaze and there, in the very core of your being, emanates a feeling of gratitude for the very existence of so many precious species of fauna and flora. They are treasures that should to be preserved in real life at all costs and contemplate made eternal in photographs. Enjoy looking and reflecting!

Colours and flowers jump out at you. A strong smell pervades the air – ah yes, the maned wolf has also passed by here! And if you glance down at the ground, you might spot some large tracks. They could be from a tapir, so large and yet so quiet. Totally immersed in its own world, it goes on its way.

Aurelice Vasconcelos Rubens Matsushita

Feel the Spirit

of the

Cerrado


11

FalcĂŁo-de-coleira (Falco femoralis)


Borboleta-coruja (Caligo sp.)

12


13

Larva de borboleta-coruja (Caligo sp.)


Borboleta asas-de-vidro (Greta oto)

14


15

Bicho-pau (Cephalocoema sp.)


17

Bodum (Opiliones)


19

Abelha JataĂ­ (Tetragonisca angustula)


Teia de aranha

20


21

Noite estrelada na Mata Seca


23

Louva-a-Deus (ordem Mantodea)


25

Garรงa-branca-grande (Ardea alba)


Colhereiros (Platalea ajaja)

26


27

Araras canindĂŠ (Ara ararauna)


Pato-do-mato (Cairina moschata)

28


29

Martim-pescador-grande (Megaceryle torquata)


Pica-pau-branco (Melanerpes candidus)

30


31

Pica-pau-branco (Melanerpes candidus)


33

CaurĂŠ (Falco rufigularis)


Suindara (Tyto furcata)

34


35

Corujinha do Mato (Megascops choliba)


Ă guia-Real (Hapia harpyja)

36


37

Ă guia-Real (Harpia harpyja)


Seriema (Cariama cristata)

38


39

Anu-branco (Guira guira)


41

Maritaca (Psittacara leucophthalmus)


Breu

42


43

Tiziu (Volatinia jacarina)


SaĂ­ra-amarela (Tangara cayana)

44


45

Gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus)


CancĂŁ (Cyanocorax cyanopogon)

46


47

Quiriquiri (Falco sparverius)


49

Caracarรก (Caracara plancus)


Beija-flor-de-barriga-violeta (Thalurania furcata)

50


51

Besourinho-de-bico-vermelho (Chlorostilbon lucidus)


53

Periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri)


54


55


57

Flor de orquĂ­dea


59

Flores do campo


Flores do campo

60


61

Flores do campo


Flores do campo

62


63

Flores de Taipoca ou IpĂŞ-branco (Tabebuia roseoalba)


65

Flores do campo


Jovem de perereca (Hypsiboas sp.)

66


67

RĂŁ-Macaco (Phyllomedusa hypochondriallis)


69

Tracajรก (Podocnemis unifilis)


71

JacarĂŠ-tinga (Caiman crocodilus)


Azulรฃo-bรณia (Leptophis ahaetulla)

72


73

Azulรฃo-bรณia (Leptophis ahaetulla)


Capivara (Hydrochaeris hydrochaeris)

74


75

Anta (Tapirus terrestris)


Tamanduรก-bandeira (Myrmercophaga tridactyla)

76


77

Raízes


Rio Bonito

78


79

Rio Bonito


81

Gameleira na rocha (Ficus sp.)


Mata seca

82


83

Noite estrelada na Mata Seca


85

Bugio (Alouatta caraya)


87

Macaco-prego (Cebus apella)


Quati (Nasua nasua)

88


89

CuĂ­ca-lanosa (Caluromys philander)


Urubu-rei jovem (Sarcoramphus papa)

90


91

Gato-do-mato (Leopardus tigrinus)


Onรงa-Preta (Panthera onca)

92


93

Onรงa-Pintada (Panthera onca)


Lobo-Guarรก (Chrysocyon brachyurus)

94


95

Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous)


97

Veado-campeiro (Ozotoceros bezoarticus)


Sonho-de-Ă?caro

98


99

Por-do-sol


101

Por-do-sol


103

Tucanuรงu (Ramphastos toco)


Agradecemos à empresa SAMA S/A e seus colaboradores que proporcionaram a viabilização dessa obra. Ao Diretor-Geral, Rubens Rela Filho, por acreditar em nosso trabalho. Ao Gerente Administrativo e Financeiro, Wagner Ventura Calvo, e ao Gerente de Recursos Humanos, Moacyr de Melo Júnior. À equipe de Comunicação Integrada Vivian Duarte da Silva, Katiucia Moreira Silva e Leandro Ferreira da Silva, por toda acolhida, profissionalismo e assessoria. Aos colaboradores Francisco Pinheiro de Moura Neto (Xico Pinheiro), Ivanildo Vieira da Silva (Gigante), Reni de Oliveira Couto e Geneci Celirio (equipe do Setor de Segurança e Higiene Ambiental) e Pedro de Almeida Melo (Setor de Beneficiamento), pela logística do trabalho na Reserva, pela companhia que iniciava nas madrugadas e terminava tarde da noite, pelos desafios, aprendizados, superações e conquistas fotográficas. À Cilene Bastos de Paula, do Projeto Quelônios. À Lídia Silvia Nogueira Teixeira pelo apoio incondicional à realização dessa obra. Aos amigos Ricardo Cavalcante e Matheus Cavalcante por acreditarem em nosso potencial. À amiga Margi Moss pela revisão e tradução dos textos de forma tão amorosa à temática ambiental. A Marcos Rizolli que, com sua experiência em estudos sobre visualidade, abraçou a curadoria das fotografias. A Josafat Souza, pela dedicação e busca do melhor para a editoração desta obra. A João Campello, pelo esmerado trabalho de diagramação no qual se envolveu intensamente. Aos amigos Anah Jácomo e Leandro Silveira (Instituto Onça Pintada) por transformar seu lar em um centro de pesquisa para a manutenção da vida silvestre, iniciativa tão presente na vida e profissão desse casal. E também por nos ajudar na produção de belas imagens da fauna brasileira. Aos amigos Carlos Leão e Adriana Leão e seus queridos filhos, Bárbara, Débora e Junior (Cerefalco/ Centro de Reprodução de Falconiformes e Falcoaria) pela dedicação de corpo e alma na preservação da biodiversidade faunística e nos possibilitar imagens fantásticas de aves. Às nossa famílias, por todo o apoio e amor incondicional. E a todos que acreditam e fazem seu papel na preservação e conservação desse tão importante e sofrido patrimônio natural, que é o nosso Cerrado.

Agradecimentos


Acknowledgements

We would like to thank SAMA S/A, the members of its staff and the following people who have helped make the production of this book possible. General Director Rubens Rela Filho, for believing in our work. Administrative and Financial Manager Wagner Ventura Calvo and Manager of Human Resources, Moacyr de Melo Júnior. The Communications team - Vivian Duarte da Silva, Katiucia Moreira Silva and Leandro Ferreira da Silva – for their professionalism and assistance, and for welcoming us . Francisco Pinheiro de Moura Neto (Xico Pinheiro), Ivanildo Vieira da Silva (Giant), Reni de Oliveira Couto and Geneci Celirio (Safety and Environmental Hygiene team) and Pedro de Almeida Melo (Processing), for logistics inside the Reserve, for their company when we would set off before dawn and still be in the field until late at night, for the challenges, for all we learned and achieved, and the winning photographs we took. Cilene Bastos de Paula of the Chelonians Project. Lídia Silvia Nogueira Teixeira for her unconditional support in making this book happen. Our friends Ricardo Cavalcante and Matheus Cavalcante for believing in our capabilities. Our friend Margi Moss for translating the texts with all due concern for the book’s environmental theme. Marcos Rizolli who, with all his experience in visuality studies, took on the curatorship of the photographs. Josafat Souza for his dedication and to pursuit for the best of this publication. João Campello for his refined diagramation work in which intensely involved himself. Anah Jácomo and Leandro Silveira (Jaguar Institute) for transforming their home into a wildlife research station, an initiative so central to their professional and home life. Thanks also for helping us obtain beautiful shots of Brazilian wildlife. Our friends Carlos Leão, Adriana Leão and their dear children, Bárbara, Débora and Junior (Cerefalco/ Falconiformes Reproduction and Falconry Centre) for their whole-hearted dedication to the conservation of wildlife biodiversity, and for enabling us to take amazing photographs of birds. Our families for all suport and inconditional love. Finally, we are grateful to all those who believe in and who play their own part in the conservation of this vitally important, but long-suffering, natural heritage biome: our Cerrado.


Nós somos aquilo que fazemos. E capturar na lente as belezas naturais, com sua graciosidade e encantamento, é o que esta fotógrafa gosta e sabe fazer. Brasiliense, ela trabalha como professora de Ensino Fundamental na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal e sempre usou a fotografia como recurso de educação ambiental. Atualmente está fazendo o Doutorado em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie, em São Paulo. Possui Mestrado em Ecologia Humana e Educação e Graduação em Pedagogia, ambos pela Universidade de Brasília. A sua experiência com meio ambiente e fotografia abrange trabalhos realizados como educadora ambiental (Jardim Botânico de Brasília - JBB e no Instituto Brasília Ambiental - IBRAM), coordenação pedagógica em cursos e workshops de fotografia, ministrados no Jardim Botânico de Brasília e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade/ICMBio (Parque Nacional de Brasília, Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e na Academia Nacional da Biodiversidade/ACADEBio), além de instituições de ensino e empresas. Atuou também como colaboradora pedagógica do Projeto Rios Voadores, que trata da conscientização do valor da água e da importância da preservação da Floresta Amazônica. E como parceira do ICMBio, onde contribuiu com fotografias de natureza para exposições e publicações. Participou das exposições Animais Ameaçados de Extinção (ICMBio/Ministério do Meio Ambiente) e Resex Chico Mendes 24 Anos: Afirmando os Ideais dos Trabalhadores da Floresta (ICMBio/Ministério do Meio Ambiente e WWF-Brasil) e na produção do livro fotográfico Vida: uma poesia ao Cerrado (Senado Federal/2012).Dentro de sua visão ambiental e imagética, vem realizando projetos que envolvam o meio ambiente e a fotografia; e, para isso, tem feito diversas expedições fotográficas pelo Brasil e pelo mundo.

Fotógrafo há mais de 15 anos de experiência, Rubens estudou a luz com afinco, na busca das melhores imagens para retratar e imortalizar o que vê através de sua lente. Estudou e trabalhou com renomados fotógrafos, como Araquem Alcântara, João Paulo Barbosa e Olivier Boëls. Sua formação em biologia, com conhecimentos sobre espécies e ambientes diversos, influenciou e contribuiu para sua dedicação à fotografia de natureza. Participou das exposições Parques Nacionais e Animais Ameaçados de Extinção (ICMBio), além de exposições particulares, como Vida e Nuances da Natureza. Produziu também o livro fotográfico Vida: uma poesia ao Cerrado (Senado Federal/2012) e colaborou no livro 300 Frogs - A Visual Reference to Frogs and Toads from Around the World. Atualmente leciona fotografia em cursos e workshops para universidades, órgãos públicos e empresas privadas. Viajar é preciso, fotografar mais ainda. Com esse pensamento, Rubens participou de diversas expedições fotográficas de norte a sul do Brasil, buscando os melhores instantes e as mais belas luzes para retratar as belezas e riquezas naturais dos biomas brasileiros.

Aurelice

Vasconcelos

aurelice.vasconcelos@gmail.com www.aurelicevasconcelos.com

Rubens

Matsushita

rubens.matsushita@gmail.com www.rubensmatsushita.com


We are what we do. And behind the lens, this photographer knows how to capture the natural beauties with its grace and enchantment. Born in Brasília, Brazil, Aurelice works as a Primary School teacher of the Secretary of Education of Federal District of Brazil. Has used photography as a resource of environmental education, holding a master degree in Human Ecology and Education and a undergraduate course in Pedagogy, both by University of Brasília. Currently studies at Mackenzie University, in São Paulo as a PhD student of Education, Art and History of Culture. Her experience with photography and environment includes works as environmental educator (Botanical Garden of Brasília and Environmental Institute of Brasília), pedagogic coordination in photography courses and workshops in Botanical Garden of Brasília and Chico Mendes Institute of Biodiversity Conservation/ICMBio (Brasília National Park, Pantanal Matogrossense National Park and National Academy of Biodiversity/ACADEBio), and also other teaching institutions and companies. Aurelice also worked as pedogagic collaborator of the Flying Rivers Project which addresses awareness of water value and the importance of preserving the Amazon Rainforest. As a partner of ICMBio, contributed in exhibitions and publications with nature photographs. Also participated in two photographic exhibitions: Extinction Threatened Animals (ICMBio/Ministry of Environment) and 24 Years of Chico Mendes Extractive Reserve: Affirming Ideals of Forest`s Workers (ICMBio/Ministry of Environment and WWF-Brasil) and helped to produce the photographic book called Life: a poetry to the Brazilian Savannah (Federal Senate/2012). Inside her environmental and imagetic vision, Aurelice is developing projects that involve nature and photography by photographic expeditions in Brazil and around the world.

Photographer with more than 15 years of experience, Rubens studied the light with dedication, looking for the best images to portray and immortalize what he sees through his lens. He worked and studied with renowned photographers as Araquem Alcântara, João Paulo Barbosa and Olivier Boëls. His background in biology, with knowledge of species and diverse environments, influenced and contributed to his dedication to nature photography. He participated in photographic expositions, like National Parks and Threatened Animals of Extinction (ICMBio/Ministry of Environment) as well as private exhibits such as Life and Nuances of Nature. He also produced a photographic book called Life: a poetry to Brazilian Savannah (Federal Senate/2012) and colaborated on the book 300 Frogs - A Visual Reference to Frogs and Toads from Around the World. He also teaches photography through courses and workshops in universities, public agencies and private companies. Traveling is necessary but photographing is even more. With this in mind, Rubens participated in several photographic expeditions through north and south of Brazil, seeking the best moments and the most beautiful lights to portray the natural beauty and richness of Brazilian biomes. * Traduzido para inglês pelos autores


www.abecer.com.br +55 61 35266165


Nos veios de Cana Brava  

The Brazilian biome called Cerrado is an area of astounding natural beauty. By virtue of its geographical location, it forms a link of share...

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