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Aulas para a vida. Valores para sempre.


Primeira Impressão

A oração do

amigo

Recentemente encontrei em uma oração a seguinte prece: “Senhor, faça com que eu partilhe a vida com meus amigos. Que eu seja tudo para cada um deles. Que a todos dê minha amizade, minha compreensão, meu carinho, minha simpatia, minha alegria, minha solidariedade, minha atenção, minha lealdade. Que eu os aceite e os ame como são. Que eu seja um refúgio poderoso e um amigo fiel. Faça com que permaneçamos unidos, pela nossa eternidade. Que essa amizade floresça sempre como um belo jardim, para que nós possamos nos lembrar com gratidão. Que sejamos todos cúmplices de bons e maus momentos. Que eu possa estar presente sempre que precisarem, mesmo que seja só para dizer: “Oi, tudo bem com você?” Senhor! Eu peço que continue a nos guiar, amparar e proteger.” Esta edição de nossa revista Em Família é dedicada a um dos sentimentos que mais marcam a vida das pessoas. Um sentimento que as tornam cúmplices, que as apoiam em seus mais variados desafios e que faz delas seres humanos na sua essência: a amizade. A este, podemos relacionar ainda outros valores: fraternidade, justiça, solidariedade, empatia, etc. Percebe-se hoje em nossa sociedade, onde a mudança é uma constante, a retomada destes princípios que acompanham a humanidade de longa data e que, por vezes, são colocados em segundo plano. Grandes empresas passam a constituir departamentos voltados a questões éticas deixando claro para toda a organização que tais valores são essenciais até mesmo entre instituições que visam somente ao lucro. Deixam clara a importância que o ser humano tem para suas instituições. Valorizar o ser humano em todas as suas dimensões é o que se busca hoje. Este foi o desejo do Padre Champagnat quando

iniciou seu projeto de construir uma instituição voltada à educação de crianças particularmente necessitadas. Iniciou assim a Instituição Marista. Para ele, ser marista é comprometer-se com virtudes e valores que transcendem a lógica utilitarista, ou seja, ultrapassam a concepção de que o ato de fazer as coisas é guiado pelas vantagens obtidas. Os valores maristas lembram que educar é estar presente, é amar tudo o que se faz, é realizar as ações com um espírito que nos lembra a nossa própria família, de forma simples e transparente. A oração que a criança faz a Deus traz à nossa reflexão valores fundamentais e que, como Colégio Marista, se busca transmitir a todos os seus alunos. Isso é diferencial: valorizar as pessoas que tornam possíveis seus objetivos. O professor que prepara bem suas atividades, o colega que anseia por acompanhá-lo na saída da sala de aula, o zelador que não mede esforços para deixar o ambiente adequado para a aprendizagem, o diretor que faz de tudo para estar presente nas atividades educacionais de sua escola, o pai e a mãe que não medem esforços para exigir de seus filhos e de toda a sociedade condições que possibilitem o melhor para seu aprendizado. Estas são as atitudes de educadores e educandos que dão e recebem uma educação de qualidade. Ser amigo é isso, buscar, em tudo o que se faz, o bem daquele que está ao nosso lado. Algo que não se consegue compreender, apenas admirar, pois surge do coração humano que está verdadeiramente conectado a um Alguém maior que só quer o nosso bem.

No alto, detalhe da ilustração da artista Nina Pandolfo/Muro do Colégio Marista Nossa Senhora da Glória

Ir. Paulinho Vogel Diretor Executivo da Rede Marista de Colégios


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Giro

Amigos de fé e de

ação

PJM é momento de se voltar para a espiritualidade e para o protagonismo juvenil Nos últimos anos, um movimento tem unido os jovens do Instituto Marista em torno da espiritualidade cristã e do desejo de viver a fé do “jeito de Maria”. É a Pastoral Juvenil Marista (PJM), que acolhe alunos a partir dos 9 anos em um processo de formação que prevê atuação fundamental no protagonismo juvenil e intervenção na sociedade. Com seus encontros animados e seus debates mais que atuais a PJM é uma proposta educativo-evangelizadora que busca, em parceria com os próprios jovens, dar respostas autênticas e consistentes aos anseios e necessidades fundamentais da evangelização das juventudes. As etapas de formação A PJM está organizada de forma que dialogue com os processos pelos quais os próprios adolescentes e jovens passam de acordo com as faixas etárias em que estão. Os cinco momentos (conheça cada um deles no quadro ao lado) são um espaço de tempo considerado ideal para o desenvolvimento do processo de formação integral proposta especificamente para cada faixa etária. “É um tempo propício para a descoberta da identidade pessoal e de grupo e para a vivência de experiência da fé, da personalidade, da afetividade, da solidariedade, destaca o documento Caminho da Educação e Amadurecimento na Fé – Mística da Pastoral Juvenil marista. Ainda que seja necessário dividir, didaticamente, estes momentos, vale destacar que eles são dinâmicos e em todos há uma interrelação. Experiências Formativas O convite para participar da PJM é feito a todos os jovens. Durante o tempo de

participação nos grupos, os adolescentes e jovens engajados têm a oportunidade de participar de algumas experiências de formação. Na Província Marista do Brasil Centro-Sul, são organizados em âmbito regional ou microrregional eventos como Desafio juvenil Marista (DJM), que visa ao despertar para o protagonismo juvenil, à vivência dos valores de Amizade e Partilha e ao aprofundamento e ao conhecimento de si e do outro através dos desafios propostos. O Curso de Lideranças Maristas (CLIMA) é uma das atividades realizadas com os jovens para que possam aprofundar e assumir o ministério da liderança nos diferentes espaços dos quais participam. Há também a Missão Solidária Marista (MSM), uma semana dedicada à realização de atividades educativas e gestos concretos de caráter educativo e espiritual, objetivando desenvolver em todos os participantes senso de solidariedade, por meio da imersão em uma determinada comunidade. E para proporcionar momentos de reflexão e vivência, pessoal e comunitária, para o aprofundamento sobre as relações, potencialidades e limites, a PJM promove o Retiro de Projeto de Vida (RPV). Congresso Para celebrar os os cinco anos de caminhada nacional, a União Marista do Brasil realiza no Colégio Marista Santa Maria, em janeiro do próximo ano, o 1º Congresso Nacional da PJM. O evento possibilitará aos jovens participantes a convivência intercultural, a partilha das experiências formativas, a discussão de temas juvenis e a proposição de ações de protagonismo juvenil.

As fases na PJM Pastoral tem cinco momentos especiais, divididos por faixa etária

1º Momento: Descoberta do caminho comunitário 9 a12 anos (aproximadamente)

2º Momento: Descoberta do grupo 13 a 14 anos (aproximadamente)

3º Momento: Descoberta da Comunidade Ensino Médio

4º Momento: Descoberta da questão social acima de 18 anos

5º Momento: despertar da vocação e o amadurecimento do projeto de vida. (Acima de 18 anos, ex-alunos)


Uma nova juventude As Diretrizes Nacionais da Pastoral Juvenil Marista diz: “Ao contemplar os horizontes da Pastoral Juvenil Marista sonhamos com uma juventude solidária, protagonista, com valores evangélicos, comprometida com a cidadania e com o conhecimento científico, inserida na realidade, portadora de esperança e transformadora da sociedade”. (DNPJM, 368 – pag. 137)


6 Destaques das edições locais da revista Em Família nos 15 colégios da Província Marista do Brasil Centro-Sul

• ARQUI

Colégio Marista Arquidiocesano (SP) realizou em setembro a 24ª edição da OLIARQUI, o maior evento esportivo realizado entre colégios de São Paulo. Alunos de mais de 49 colégios estiveram presentes.

• MARISTINHA Por toda admiração que sentiam pelo fundador do Instituto Marista, a família Boaventura colocou em um de seus filhos o nome de Marcelino Champagnat. Para conhecer a história desta família, conversamos com o próprio Marcelino Champagnat, que hoje é pai marista.

• MARISTÃO Com o Projeto de Estudos

• MARINGÁ Alunos do Marista de Maringá participam da discussão de políticas públicas para as crianças e os adolescentes de Maringá e Região.

• PARANAENSE Leandro e Juliana viram suas tarefas diárias quadriplicarem do dia para a noite quando descobriram que quadrigêmeos estariam por vir. Hoje Luísa, Otávio, Ricardo e Leonardo estudam no Infantil 3 do Marista Paranaense (Curitiba-PR).

• PIO XII Para os alunos do Infantil do Marista PIO XII (Ponta Grossa-PR), cozinha experimental é coisa séria.

Cooperativos e Solidários (ECS), alunos do Maristão (Brasília-DF) compartilham o saber em grupos de estudos mais que especiais. Em resumo: alunos com melhores notas apoiam os quem tem mais dificuldades.

• CASCAVEL Está comprovado: definir metas e estratégias aumentam o rendimento escolar. Por isso, o Marista de Cascavel (PR) propôs o “Plano Estratégico do Aluno”, com o objetivo de desenvolver a autonomia e otimizar os estudos. • CRICIUMA No Marista de Criciúma, projeto trabalha superação do racismo com as crianças do Infantil.

• FREI ROGÉRIO Marista Frei Rogério (Joaçaba-SC) aposta na educação ambiental como a principal forma de salvar o planeta.

• GLORIA Bons resultados escolares legitimam programa de bolsa de estudos entre o Colégio Marista Glória e escolas públicas.

• LONDRINA Alunos do Marista de Londrina arrecadaram mais de 45 toneladas de alimentos e roupas com a 27ª Gincana Champagnat.

• RIBEIRÃO Equipe da Biblioteca Marista de Ribeirão Preto orienta sobre a importância do hábito da leitura.

• SANTA MARIA Ampliado do Marista Santa Maria (Curitiba-PR) é espaço para proposta pedagógica de vanguarda.

• SÃO FRANCISCO Ex-alunos e professores falam sobre os 50 anos de educação e desenvolvimento do Colégio Marista São Francisco (Chapecó-SC).

• SÃO LUIS Colégio Marista São Luis (Jaraguá do Sul) incentiva pesquisa desde a Educação Infantil.


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Sala de Visitas


Os gêmeOs A arte urbana dos irmãos que cresceram no bairro Cambuci conquista espaço e admiradores Mara Cavalcante Quem anda pelo Cambuci, em São Paulo, já deve estar acostumado com os grafites pelos os muros e vielas. O que muitos não sabem, é que o bairro já acolheu grandes pintores como Alfredo Volpi. Outra importante revelação artística do bairro são os irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, internacionalmente conhecidos como Os Gêmeos. Os trabalhos da dupla mais famosa do grafite nacional estão presentes em diferentes cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Grécia, Cuba, entre outros países. Os temas vão de retratos de família à crítica social e política e são presença constante em galerias estrangeiras como na fachada da famosa Tate Modern, em Londres, e no Castelo de Kelburn, na Escócia. Em 2007, O Colégio Marista Glória teve o muro da Rua Lavapés grafitado por eles. Foi um presente para o Colégio e para o bairro. O muro recebeu, ainda, as assinaturas de Nina Pandolfo, que recorre a temas infantis e femininos e de Nunca, outro artista que também está na Tate Modern. Os Gêmeos, que são tios da aluna marista Mariana Alves, conversaram com a Revista Em Família e falaram um pouco sobre arte e reconhecimento.

MSN... coisas do tipo, ainda mais com a cidade cada vez mais violenta”. Inspiração “Buscamos inspiração nos sonhos, na vida, nas pessoas e acontecimentos, momentos, nos problemas sociais, nas dificuldades, no cotidiano, no amor, na amizade, na família, em Deus e suas criações, na natureza, na música, na mente brilhante das pessoas que acreditam e fazem da arte seu instrumento musical colocando um pouquinho de vida e sonho nos olhos daqueles que ainda estão ‘cegos’ ou que não querem ver”.

Arte de rua nas galerias “Iniciamos nas ruas, pintando em lugares abandonados deteriorados, sem vida, sujos, vias e avenidas onde as pessoas passam sem se perceber, sem pretensão de expor nosso trabalho em uma galeria. Tudo foi acontecendo naturalmente na nossa vida com a simples preparação de Deus (sempre acreditamos em Deus e em nosso trabalho). Só queríamos pintar e mais nada; não tínhamos noção da grandeza, da força que a rua tem, que isso um dia fosse nos levar a conhecer o mundo todo através de nossa arte, que fôssemos expor e vender um trabalho no melhor museu do mundo. Hoje somos realizados e felizes de poder viver da nossa arte, coisa que não era nada  fácil naquela época , de ter uma família maO início “Em 1986, no Bairro do Cambuci, a cultura ravilhosa que sempre nos deu força e acreditando Hip Hop era muito forte. Éramos pequenos e ví- em nosso trabalho.” amos os caras mais velhos dançando “break” na frente da nossa casa e fazendo grafite. Já desenhá- Quem se identifica com o grafite... “Pessoas que sentem vontade de transformar, vamos e foi fácil apaixonar por este movimento. A cultura Hip Hop era um movimento em alta nos de dizer algo que jamais foi dito, de questionar, anos 80 e muitos se tornaram adeptos, forman- reivindicar. Há aquele também que, quando está do assim o “Fantastic break” do bairro. Na época, dirigindo, ao invés de olhar para o trânsito olha vivíamos brincando na rua, inventando, improvi- para as paredes”. sando com pouco e isso fez com que despertásMara Cavalcante é Assistente de Marketing semos também o lado criativo. Hoje já não se vê do Colégio Marista Nossa Senhora da Glória isso; os jovens estão nos computadores, Ipods,


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Intervalo

Um novo olhar

Mudanças no ENEM apontam para um novo tempo na educação. Mas é apenas o começo.

O Novo ENEM é mais uma etapa no sentido de deixar para trás o vestibular tradicional. De acordo com o Ministro da Educação, Fernando Hadad, “o novo exame será uma prova que combina as virtudes do Enem com as virtudes do vestibular criando um novo conceito”. Para Isabel C. Michelan Azevedo, da Diretoria Executiva da Rede de Colégios Maristas, a mudança na avaliação é um bom começo, mas para que tenhamos alunos e profissionais melhores “é preciso mudar a concepção de ensinoaprendizagem que sustenta as práticas pedagógicas tanto das escolas quanto das faculdades e universidades”. Quais são as características da Educação Marista que permitem dizer que os colégios da Rede estavam no caminho certo? Marcelino Champagnat, fundador do Instituto Marista, há quase 200 anos, considerava que a educação cumpre o papel de transformar as pessoas, de possibilitar experiências pessoais que serão importantes por toda a vida, por isso afirmava ter o objetivo de “formar bons cristãos e virtuosos cidadãos”. Durante todo esse tempo, Irmãos e Leigos vêm se esforçando por concretizar esse ideal, por meio de ações educativas de qualidade, marcadas pela responsabilidade de garantir a formação integral de crianças e jovens e voltadas para o desenvolvimento de cada um como agente de transformação social (MEM – Missão Educativa Marista, documento oficial do Instituto, 2000, p. 39). A proposta de um Enem menos preocupado com a memorização de conteúdos e mais direcionado à mobilização de conhecimentos para resolver situações-problema e/ou para entender a diversidade existente nas relações hu-

manas e sociais, visando ao desenvolvimento de competências, é algo que combina perfeitamente com os objetivos educacionais maristas. Como tem sido a atuação da Rede de Colégios com relação às mudanças? O esforço, desde a criação do ENEM, tem sido o de garantir bons resultados dos alunos como consequência de um trabalho pedagógico de excelência, por isso os alunos não são selecionados para participar do exame, pelo contrário todos são incentivados a realizarem a prova objetiva e a redação, e os alunos não são “treinados” para o teste, como sabemos que acontece em vários outros colégios. O novo modelo contribui para tornar a passagem da educação básica para a educação superior menos traumática e estressante para o aluno? Se durante todo EM o trabalho for realizado no sentido de desenvolver competências e habilidades e os cursos de graduação tiverem como preocupação, desde os módulos básicos, a formação dos alunos para enfrentarem os desafios da sociedade contemporânea, poderemos afirmar que o processo seletivo constituído pelo novo Enem diminuiria a transição da educação básica para a educação superior. Com isso quero dizer que não basta mudar um único exame, é preciso mudar a concepção de ensino-aprendizagem que sustenta as práticas pedagógicas tanto das escolas quanto das faculdades e universidades, para que possamos entender os níveis de ensino dentro de uma progressão que favoreça o desenvolvimento das pessoas.

A proposta de um Enem menos preocupado com a memorização de conteúdos e mais direcionado ao desenvolvimento de competências é algo que combina perfeitamente com os objetivos educacionais maristas.


ARQUIDIOCESANO

Corações novos para um mundo novo Passaporte para a universidade

Ensino religioso se aprende na escola? Mãe coragem Além da língua Escrevendo um mundo melhor Galeria 24ª OLIARQUI Top 5 Diz aí Amor tamanho família


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Diário

Corações novos para um

mundo novo Benê Oliveira, fms - Diretor Geral

Em setembro, reuniram-se em Roma os Irmãos Provinciais e delegados ao 21º Capítulo Geral como portadores da vida que flui nas comunidades maristas espalhadas pelo mundo. Um Capítulo Geral é um tempo propício de muita comunhão institucional, de muita reflexão e oração, de convencimento de que “se o Senhor não construir a casa em vão trabalharão os construtores” (Sl 126). Na bagagem, o programa “Corações Novos para um Mundo Novo” (lema do 21º Cap. Geral) e o desejo de que a assembléia capitular fosse a tenda da vida, da fraternidade, da acolhida, da benquerença, da escuta atenta, da diversidade que palpita na pluralidade das línguas e culturas dos continentes e países da instituição marista. No fundo, levaram consigo alegrias e dificuldades, anseios e inquietudes, desafios e esperanças e o sonho de tecer um futuro promissor e fecundo para os próximos oito anos do Governo Geral do Instituto Marista. Um Capítulo Geral não tem somente um caráter administrativo, mas requer, por um lado, atenção fiel ao projeto de Deus e à nossa tradição e, por outro, sensibilidade aos sinais dos tempos. Por isso, espera-se do 21º Capítulo Geral maior sensibilidade em relação aos temas e problemas ligados a ecologia, ao meio ambiente, a ética, a sustentabilidade; com a dimensão internacional do terrorismo e das guerras; com as conseqüências planetárias da crise econômica e das doenças contagiosas; com o vertiginoso desenvolvimento tecnológico e científico, que pode oferecer soluções a muitos dilemas e problemas que nos assaltam. Vale dizer, atenção especial aos problemas locais que logo se tornam universais e exigem soluções globais. Num mundo que globaliza problemas e dificuldades, a instituição marista está instada a globalizar soluções evangélicas! Juntos vivamos o programa: “Corações Novos para um Mundo Novo” em nossa vida a serviço da missão no Arqui!

O m undo é um lugar p er i goso de se v i v er n ã o po r

causa daque les que faz em o m a l, m as sim po r causa daque les que obser vam e de i x am o m a l aconte cer. Albert Einstein

Tudo podemos n’Aquele que nos dá a força.

(cf. Fl 4,13)


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Educação

Passaporte para a

universidade

Arqui organiza planejamento especial para Enem e Vestibular A velocidade com que a moderna arquitetura social se modifica e altera a nossa vida, exige que a educação básica – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio – promova o desenvolvimento das competências com as quais os sujeitos busquem e assimilem novas informações, interpretem códigos e linguagens e empreguem os conhecimen-

tos adquiridos, tomando decisões autônomas e socialmente relevantes. Desta forma, reconhece-se a importância do trabalho desenvolvido em todas as séries do Ensino Básico, no processo de ensino-aprendizagem e na formação humana do indivíduo. Porém, ao longo do Ensino Médio o aluno deve redobrar suas atenções, seus esforços e estudos para a preparação dos exames externos que ocorrem ao final do segmento, como o ENEM e o Vestibular. Por essa razão, além das ações desenvolvidas e distribuídas ao longo dos três anos do Ensino Médio, o Núcleo Psicopedagógico do Marista Arquidiocesano organizou um planejamento especial para esses desafios. Em 2009, fizeram parte do programa a participação dos alunos em di-

versos simulados, palestras com renomados profissionais do mercado, aulas especiais voltadas para a produção de textos, trabalhos específicos com exercícios e temas utilizados nos vestibulares, aulas abertas com temas como Água e Energia, Retrato das Juventudes e das Juventudes Brasileiras, Economia Mundial e Influenza A. Todos esses temas foram trabalhados por professores e especialistas de diferentes áreas do conhecimento para que a abordagem interdisciplinar fosse contemplada. A idéia é perpassar, durante o trabalho, com os temas sugeridos pelos eixos temáticos dos Parâmetros Curriculares Nacionais Não podemos esquecer de que a escola é também espaço de cultura: incentivo à leitura, ao teatro, ao cinema, às exposições, aos estudos de meio e aos debates, dentre outros. São atividades essenciais para o desenvolvimento das múltiplas linguagens e formação humana, auxiliam o educando a formar sua opinião acerca das questões relacionadas ao meio ambiente, à política e ao contexto social, bem como propor soluções pautadas nos princípios e valores éticos. Aos pais, agradecemos por participarem de forma direta com suas presenças na palestra, e por motivarem, em parceria conosco, seus filhos tanto para participarem ativamente das ações preparatórias do Colégio como para efetuarem os exame com dedicação e desenvoltura, aplicando todos os conhecimentos construídos ao longo do Ensino Básico: conteúdos conceituais, habilidades e competências. Mais que sorte, desejamos que utilizem as competências trabalhadas para superar todas as provas da Vida!


Competências Conheça as competências específicas que serão esperadas dos estudantes dentro das quatro áreas que vão compor o Exame: Linguagens, códigos e suas tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias

Diálogo com o presidente Experiência mostra que um bom desempenho sempre vale à pena Sabemos das inúmeras vantagens de se ter uma boa colocação no Enem, em virtude da destacada participação e expressivo resultado os estudantes do Arqui no Enem 2008, os mesmos foram convidados a participar de um “Diálogo com o Presidente” no Instituto Fernando Henrique Cardoso. O projeto consiste na visita de grupos de alunos do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas, para conhecer partes do acervo em exposição e um diálogo com o ex-presidente sobre temas de Política, em conformidade com o regimento do Instituto, de modo apartidário, como ciência e prática democrática. "Foi uma experiência única: pude pela primeira vez acompanhar, de perto, o pensamento de um ex-presidente do Brasil. Impressionou-me sua facilidade de articular as idéias e, obviamente, sua inteligência. E ainda é carismático" (Henrique de A Mendrone, da 3ª série A). O ex-presidente desenvolveu sua palestra a partir do tema proposto pelos estudantes do Arqui: A visibilidade do Brasil no mundo atual: a participação do Brasil na América do Sul, nos organismos internacionais e com recurso junto ao FMI, Fernando Henrique Cardoso destacou a projeção do Brasil no mundo desde sempre, contextualizando a visibilidade do país em diferentes épocas da história e respondeu as perguntas Foi uma experiência única: dos estudantes do Arqui sobre aspectos pude pela primeira vez políticos, sociais e culturais do Brasil.

acompanhar, de perto, o pensamento de um expresidente do Brasil. Impressionou-me sua facilidade de articular as idéias e, obviamente, sua inteligência.

1. Dominar linguagens Dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa 2. Compreender fenômenos Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos históricogeográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas 3. Enfrentar situaçõesproblema selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema 4. Construir argumentação Relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente 5. Elaborar propostas Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural


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Educação

Ensino religioso se aprende

na escola?

Na noite de 26 de agosto de 2009, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o texto do PDL (Projeto de Decreto Legislativo) sobre o acordo entre Brasil e Vaticano, assinado em novembro de 2008 pelo presidente Lula. O acordo prevê, entre outros assuntos, a retomada do ensino religioso em escolas públicas. No parágrafo 1º do artigo 11 diz que “o ensino religioso, católico e de outras religiões (esta observação não se encontra no arti-

go 33 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), de matrícula facultativa, constitui disciplina do horário normal das escolas públicas de Ensino Fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, em conformidade com as leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”. O assunto tem gerado polêmica, desde a reflexão sobre o Padroado (Brasil Império), passando pelas constituições republicanas. Outro ponto que tem sido fortemente abordado é o fato do Brasil ser um Estado laico, ou seja, neutro em questões religiosas, não apoiando nem opondo-se a nenhuma religião.

Afinal de contas, o Ensino Religioso se aprende em casa ou na Escola? No Marista Arquidiocesano, o Ensino Religioso assegura o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, sem qualquer forma de preconceito ou tentativa de proselitismo*, promovendo com os alunos o conhecimento de novas culturas, diferentes tipos de religião ou outras manifestações de religiosidade e a maneira pela qual seus seguidores a vivenciam. A partir do 7º ano, os alunos inclusive visitam sinagogas, mesquitas, templos budistas, além de igrejas católicas, ortodoxas e protestantes.


Arqui no

MTV Debate

Prof. Chico Sedrez fala sobre o resgate cultural que o ensino religioso oferece Para ajudar a esclarecer esse assunto, o Colégio Marista Arquidiocesano foi convidado a participar do MTV DEBATE, sendo representado por seu Diretor Educacional, Ascânio João (Chico) Sedrez e pela aluna da 3ª série do Ensino Médio, Bruna Graziella Biancardi, que teve aulas de Ensino Religioso desde o 1º ano do Ensino Fundamental. Falou-se também sobre o controverso aspecto, especialmente no Estado de São Paulo, do pagamento de professores para este componente curricular. O debate esquentou, pois entendido, equivocadamente, como aula de catequese de uma ou outra determinada religião, o Ensino Religioso nem caberia no quadro curricular de nenhuma escola, muito menos na escola pública, lugar do acolhimento da pluralidade cultural que caracteriza a nossa sociedade. O Ensino Religioso resgata o patrimônio cultural religioso da humanidade e aprofunda essa dimensão de significados no cotidiano de cada cultura e de cada pessoa. O conhecimento religioso deve ser de domínio de todas as pessoas, não é exclusividade de grupos ou segmentos sociais ou de instituições religiosas. A escola, mantida pelo poder público ou por entidade privada deve dar livre acesso e espaços de reflexão fundamentada sobre o Fenômeno Religioso.

Em busca do sentido “Não se pode entender a história de um país sem estudar a religião, ela está envolvida histórica e geograficamente na construção de cada nação, de cada povo. Não nos compreendemos como pessoas sem essa dimensão própria da vida humana: a busca de um sentido mais profundo”. Prof. Ascânio João (Chico) Sedrez

Construção do ser humano “A disciplina de Ensino Religioso contribuiu muito na minha formação, ajudou a me tornar uma pessoa melhor. Com ela aprendi a ver o mundo com outros olhos, a ser mais solidária além de uma verdadeira cidadã. “As aulas de Ensino Religioso no Arqui nos proporcionam a oportunidade de conhecer diversas religiões, realizar trabalhos voluntários e exercer o respeito ao próximo”. Bruna Graziella Biancardi

* Proselitismo: tentativa de constituir prosélitos, seguidores de um grupo ou crença


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Inspiração

Mãe

coragem

Procuradora atua no combate à exploração sexual da criança na Internet Adriana Scordamaglia é mãe da Beatriz, aluna do 5º ano do Arqui, e Procuradora Chefe da Procuradoria da República no Estado de São Paulo. Ela é uma das voluntárias integrantes do grupo de combate aos crimes cibernéticos da Procuradoria da República em São Paulo, criado em 2003, diante do considerável aumento de exploração sexual da criança na rede mundial de computadores. Adriana decidiu juntar-se ao grupo no dia em que uma pessoa próxima lhe disse que a filha de 8 anos havia sido vítima de abuso sexual. “Fiquei transtornada após saber que uma menina de 08 anos, filha de alguém próximo a mim, havia sofrido abuso sexual após conhecer o agressor pela internet. Como mãe e profissional, eu tinha o dever de fazer valer a nossa Constituição Federal. Senti-me na obrigação de contribuir para melhorar esse cenário”, destaca. Adriana destaca as dificuldades do trabalho, mas tem consciência da sua missão. “Sei que é um trabalho de formiguinha e que por isso cada vitória precisa ser comemorada. Conseguimos, após muita briga, incutir nas empresas do ramo de telecomunicações. a consciência de que tem o dever de propiciar a existência de uma internet segura para seus usuários. Além disso, desenvolvemos trabalhos preventivos com várias escolas e conseguimos alterar a legislação vigente para incluir novos tipos penais que antes estavam impunes”, explica. Diante de tantas conquistas, Adriana salienta que sua maior vitória é ver sua filha Beatriz e seus amigos, sabendo utilizar a internet com cautela. “Afinal, não importa quem o internauta diga que é, pois nunca sabem, ao certo, quem está do outro lado”, finaliza.

Fiquei transtornada após saber que uma menina de 08 anos, filha de alguém próximo a mim, havia sofrido abuso sexual após conhecer o agressor pela internet. Como mãe e profissional, eu tinha o dever de fazer valer a nossa Constituição Federal. Senti-me na obrigação de contribuir para melhorar esse cenário

Não caia na rede Quatro dicas especiais de segurança para você não se tornar mais uma vítima da internet Pense antes de postar, perde-se o controle sobre qualquer conteúdo colocado na internet, seja sobre quem terá acesso a ele, seja sobre sua reprodução; Mantenha-se informado e atualizado, através de cursos, palestras, artigos, a internet está em constante mudança e atualização; Para os pais: não proíbam o acesso dos filhos à internet. Em vez disso, dialoguem e procurem se informar sobre o que seus filhos fazem na web e com quem conversam. Não deixem o computador com acesso restrito a eles em sua casa; Não faça na internet o que você não faria na rua e instrua os outros quanto a isso; lembre-se de que a internet NÃO é uma terra sem lei, e que o anonimato que ela aparentemente passa é apenas relativo.

Serviço: Para se informar ou fazer denúncias: www.safernet.org.br • www.denunciar.org.br • www.prsp.mpf.gov.br


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Aprendiz

Além da

língua Mia Couto valoriza a poesia na língua portuguêsa Considerada uma das sete artes tradicionais, a poesia pode ser uma mensagem, uma frase ou um pensamento. Pode ainda ser romântica ou falar de guerras, de si próprio ou do mundo, mas sempre se expressa através de um lindo texto. Texto este que fica ainda mais rico quando escrito na língua portuguesa utilizando suas diversas nuances e ricas formas de expressão. E não há como falar de poesia sem citar o nome de um dos maiores escritores da língua portuguesa, o moçambicano Mia Couto. Sócio-correspondente da Academia Brasileira de Letras, o moçambicano Mia Couto é um dos maiores escritores contemporâneos africanos e da literatura de língua portuguesa. Além disso, é um escritor acostumado aos prêmios. Recentemente tornou-se o primeiro africano a vencer o União Latina das Literaturas Românticas, entregue em Roma, e seu primeiro romance, Terra sonâmbula, foi eleito um dos 12 melhores livros de toda a África no século XX. É o autor de seu país mais traduzido no mundo e, só em Portugal, seus livros somam quase meio milhão de exemplares vendidos. Mia Couto é autor de inúmeros livros renomados como “O último vôo do Flamingo”, “Terra Sonâmbula”, “O Gato e o Escuro”, entre outros. Fã dos escritores brasileiros como como Guimarães Rosa, João Cabral de Melo Neto, Manoel Bandeira, Manoel de Barros e Chico Buarque de Holanda, Mia esteve no Brasil para o lançamento de seu mais recente livro “Antes de nascer o Mundo” e o Arqui teve o prazer de recebê-lo, com sua forma simples e original de ser, para um bate papo descontraído, animado e inesquecível. Couto também é biólogo e dirige uma empresa de estudos de impacto ambiental em Moçambique, um dos 20 países mais pobres do mundo, onde metade da população é analfabeta.

É preciso entender que os meninos estão deixando de ler os livros porque estão deixando de ler o mundo, de ser capaz de ler os outros, de ler a vida. Estão perdendo a disponibilidade de estar aberto aos demais, estar atentos às vozes, saber escutar. Há toda uma pedagogia que é preciso ser feita no conjunto. Não se pode isolar o livro e torná-lo como se fosse bandeira única desta luta. Uma coisa que aprendo na África é esta habilidade de se contar histórias e fazer com que o livro seja uma maneira de estimular, que os meninos não sejam só consumidores de história, mas também produtores de história. Quem não sabe contar uma história é pobre de alguma maneira. Mia Couto, em entrevista para a revista ISTO É.

Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”


Escrevendo um

mundo melhor Mobilização dos alunos contribui para a socialização da leitura “Um livro não muda o mundo. Um livro muda pessoas. E as pessoas, sim, podem mudar o mundo”. A frase é de um autor desconhecido, mas foi feita sob medida para mostrar a todos o quanto a leitura pode ser transformadora. 29 de outubro é o Dia Nacional do Livro. A data é importante para nos lembrarmos o quanto é bom ler, adquirir cultura, descobrir novas possibilidades e aprender a expor nossas idéias com mais facilidade. Os livros nos convidam para uma grande viagem, descobrindo novos caminhos e horizontes. Têm, igualmente, a capacidade de nos fazer refletir sobre outras possibilidades de ação e formas de viver. É neste sentido que vemos a leitura como um poderoso instrumento de produção do conhecimento. A utilização deste instrumento possibilita ao leitor diferentes formas de vivenciar e compreender as inúmeras transformações por que

passa o mundo. Nas páginas da nossa história, entretanto, é triste constatar que o livro ainda pode ser considerado um artigo caro no Brasil e inacessível para a maior parte da população. Tendo consciência sobre os benefícios da leitura e as maravilhas de sua multiplicação, os alunos do Arqui mais uma vez fizeram a diferença durante a Semana da Solidariedade promovida pelo Colégio. Com uma grande ‘corrente do bem’ contribuíram com a doação de inúmeros livros, de diversos assuntos e tipos de abordagem. Os livros foram entregue ao projeto Bom Livro que viabiliza os mesmos para as entidades assistidas ao custo de R$ 1,00 (revertidos para o próprio projeto) e os participantes ainda levam um brinquedo ou bombom. A idéia do projeto é tornar os livros acessíveis e associá-los de alguma forma a algo prazeroso.

Dica O Menino sem Imaginação Uma pane no sistema de telecomunicações deixa o Brasil sem televisão por tempo indeterminado. A confusão é geral e o país fica de pernas pro ar. Tavinho é um garoto viciado em televisão. Assiste a três aparelhos de uma só vez. Portanto, reaprender a viver sem a televisão não será nada fácil. Ainda mais para Tavinho que, de tanto assistir à TV, ficou sem imaginação.


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Galeria

Talento em todos os estilos Com o objetivo de valorizar e incentivar a dança e a ginástica aeróbica, o Dançarqui 2009 reuniu mais de 500 estudantes de 18 colégios convidados, além de professores, bailarinos e coreógrafos. Durante o evento foram apresentados diversos estilos de dança - clássico, contemporâneo, jazz, livre, street dance. As danças Indiana, Turca e Árabe também marcaram presença e dividiram espaço com temas como ET, Flash Dance, Crepúsculo e Madonna. Os alunos que se destacaram durante o evento foram premiados com medalhas. As três primeiras escolas classificadas na categoria competitiva de cada estilo foram premiadas com troféus. Todas as escolas receberam certificado de participação e comentários dos jurados, profissionais de expressão na dança e ginástica.

Dom Odilo Sherer no Arqui

Para celebrar o 43º dia das Comunicações, o Cardeal Dom Odilo Scherer esteve presente no Arqui, em um debate promovido pela Arquidiocese. O Cardeal apresentou a importância da Educação Católica nos dias de hoje, além de citar os desafios que encontramos em uma cidade tão complexa como São Paulo. Dom Odilo falou também sobre a contribuição da escola católica na construção de um mundo melhor e, quando indagado sobre como o Colégio Marista Arquidiocesano poderia contribuir com a missão da Igreja em São Paulo, respondeu: “Faço votos que o Colégio Arquidiocesano continue a desempenhar bem o seu papel ao oferecer a sua proposta de uma maneira muito clara, consciente e corajosa. Uma proposta vinculada à construção do conhecimento, mas, ao mesmo tempo, transmite uma postura cristã, com valores ligados a sua missão evangelizadora”


Encontro multicultural Pelo quarto ano consecutivo, o Arqui recebeu um grupo de americanos jogadores de futebol, popularmente conhecido nos Estados Unidos como “soccer”. Esse grupo vem ao Brasil para aprender um pouco sobre a cultura e o nosso futebol, bem como efetivar uma partilha no campo da evangelização. Durante o encontro, os jovens cantam, contam histórias sobre suas experiências de vida e testemunham. Num segundo momento, as turmas se dividem para trocar experiências, adquirir cultura, entender costumes e ainda praticar a Língua Inglesa. “É uma experiência incrível e enriquecedora para todos”, relata a professora de Inglês, Vanessa Pagnocca.

De Marista para Marista Durante o ano o Arqui conta com a presença de alguns Irmãos Maristas e alguns jovens que estão em uma das fases de preparação para a consagração religiosa, os Postulantes. As visitas tem o objetivo de promover a animação vocacional e o contato com os jovens de nosso Colégio. Esse ano as turmas da 1ª e 2ª série do Ensino Médio participaram de um Encontro de Formação com o grupo visitante. O momento foi descontraído e proporcionou a integração entre todos. O Ir. José Aderlan, que fez sua consagração perpétua no dia 17 de maio, partilhou com os jovens sua experiência de Irmão Marista e suas expectativas, além de explicar, junto com outros Irmãos, as etapas de formação do Irmão Marista.


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Esporte

24ª

OLIARQUI

A OLIARQUI 2009 é marcada por vitórias, alegrias e superação. Este ano, o Marista Arquidiocesano organizou a 24ª edição da OLIARQUI, o maior evento esportivo realizado entre colégios de São Paulo, com patrocínio da Universidade Anhembi Morumbi. O evento reuniu, por duas semanas, jovens e crianças de 49 colégios de São Paulo que interagiram através de competições saudáveis nas mais diversas modalidades esportivas, como a natação, o judô, a ginástica artística, vôlei, basquete, handebol, futsal e xadrez. Além do entusiasmo e incentivo dos torcedores, familiares, amigos e atletas, a Oliarqui 2009 contou com a participação de alguns ilustres esportistas, que esbanjaram simpatia. No dia da abertura, tivemos um maravilhoso espetáculo que foi iniciado com a palavra do diretor, em seguida, durante o hasteamento da bandeira, tivemos a honra de

receber o ex- atleta de natação e campeão dos jogos olímpicos de Los Angeles, Ricardo Prado, que atualmente é coordenador do curso de Educação Física da Universidade Anhembi Morumbi. O espetáculo continuou com as inesquecíveis apresentações do Setor Artístico, além da marcante apresentação de Taikô do grupo Himawari. Encerramos a cerimônia de abertura com chave de ouro, através da volta olímpica representada pelos esportistas do Arqui, e o acendimento da tocha Olímpica pelo atleta e campeão olímpico de judô, Denílson Lourenço. Foram dias inesquecíveis, marcados pelo poder transformador que o esporte possibilita a cada um dos atletas. A garra e alegria foram sensações sempre presentes, o que possibilitou a todos sentirem-se pessoas vencedoras.


Um show na

natação

Na OLIARQUI 2009, tivemos um dia especial na natação, que contou com a participação de 150 jovens e 140 crianças, além mais de 350 visitantes - torcedores. Nesse dia, estavam presentes competidores do Marista Arquidiocesano, Santo Américo, Maria Imaculada, São Miguel Arcanjo, Albert Sabin, Rosário e Madre Cabrini. Da equipe de vencedores da Universidade Anhembi Morumbi, recebemos o campeão de natação Tales Cerdeira de 23 anos, recém chegado do Mundial de Roma, e a nadadora Maria Caroline De Souza Pereira, 20 anos, que participou do Troféu José Finkel. Tales, sempre muito simpático e atencioso, dirigiu algumas palavras de incentivo aos participantes. Depois, é claro, caiu na água, fazendo algumas demonstrações dos 4 nados. Os vencedores foram premiados com medalhas e muitas saudações!


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top5

Cinco coisas que você deve saber sobre o Arqui

Memorial do Arqui

O Memorial do Arqui foi criado em 2007 e reúne, organiza e disponibiliza informações e documentos sobre a trajetória Marista, divulgando assim suas memórias, cultura e princípios pedagógicos. O Memorial mantém uma exposição permanente e está aberta à visitação da comunidade. Seu acervo é composto por painéis e vitrines com fotos, textos, publicações, medalhas, objetos escolares, materiais didáticos e mais de 30.000 documentos. Venha conferir !! A exposição está aberta ao público de segunda à sexta-feira, das 8h às 16h30 - Rua Domingos de Moraes, 2565 - Vila Mariana - Fone: 5081- 8444 Veja mais informações no site www.marista.org.br/memorial

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Cozinha experimental

Você deve estar se perguntando: “o que as crianças podem aprender enquanto cozinham?”. As crianças adoram todo o processo de medir ingredientes, adicionálos, criar formas, cores e texturas e depois, é claro, comer aquilo que produziram com tanto entusiasmo. Nas aulas de cozinha experimental do Arqui as crianças aprendem brincando. Através do toque, elas têm as sensações de temperatura, bem como a percepção das texturas, volumes e formas. Nesta atividade são desenvolvidas habilidades como a percepção pelos sentidos, atenção e observação direta na preparação dos alimentos, noções sobre alimentação, matemática, cuidados que devemos ter na cozinha e a partilha.


Aulas Abertas

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As Aulas Abertas têm sido um espaço privilegiado à formação Integral do estudante, além de favorecer o desenvolvimento crítico acerca do mundo contemporâneo. O Arqui promove uma educação emancipadora e alia outras práticas como a exibição de filmes e palestras aos temas discutidos em sala de aula. Entre as diversas aulas abertas realizadas no Colégio tivemos a exibição do filme “Promessas de Um Mundo Melhor”. A produção retrata o conflito entre judeus e palestinos que se arrasta por mais de 60 anos e os seus reflexos nas relações humanas. Em outro momento, os alunos tiveram uma palestra sobre Vinícius de Moraes e sua obra na cultura brasileira, além da sua inclusão no vestibular da FUVEST.

Inglês e Japonês

Com professores altamente qualificados, o Arqui Idiomas oferece aos seus estudantes, às famílias e para toda a comunidade aulas de inglês e japonês. Em turmas pequenas, desenvolve-se uma gama de atividades que promovem uma aprendizagem motivadora e eficiente. Nos cursos regulares são oferecidos estágios que seguem o framework internacional de proficiência para que os estudantes estejam prontos para prestar o Exame de Cambridge (FCE). Nas aulas prioriza-se a comunicação, pois, com a aquisição da expressão oral, a mais difícil, todas as outras habilidades podem ser melhor entendidas e conquistadas. Também são oferecidas aulas VIP e preparação para exames em pós-graduação.

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Três gerações

O Arqui Fitness é o máximo. Além de promover e incentivar o desenvolvimento físico dos participantes é também capaz de unir a família em torno da qualidade de vida. Prova disto é a família da aluna Luiza Árias Bagno, a mãe Elizabeth Árias e a avó Aparecida Crepaldi, todas participantes do programa. As atividades foram iniciadas em 2004 pela Elizabeth que buscava saúde e condicionamento. Ao perceber os benefícios, ela trouxe sua mãe em 2007, por indicação médica e, recentemente, Luisa também ingressou no Fitness. “Fatores como a localização, flexibilidade de horários, atenção dos professores e diversas modalidades foram decisivos na hora escolha, eu acho maravilhoso” relata Elizabeth.


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Diz aí

Nas ondas do rádio O rádio ainda é considerado um meio de comunicação de extrema importância na sociedade atual, e entre suas diversas atribuições estão a informação, entretenimento e o lazer. A linguagem radiofônica obedece a critérios que vão desde a concisão, exatidão, objetividade e “simplicidade”.

Deve ser nítida e agradável aos ouvidos. E tais critérios exigem o uso correto da língua para que se alcancem os objetivos pretendidos de comunicar aos ouvintes. Pensando nisso, os alunos da 2ª série do EM do Arqui desenvolveram o projeto “Nas ondas do Arqui”, com o

objetivo de trabalhar a comunicação e levar os alunos a exercitar técnicas pertinentes à locução e linguagem do radialismo além de veicular produtos na Rádio Arqui.

“Eu achei o projeto da rádio muito divertido e dinâmico, pois além de ser uma forma de integração do grupo, nós pudemos estar mais atualizados e sintonizados com o que acontece no mundo em que vivemos. Descobrimos também que divulgar notícias é uma forma de levar conhecimento e aprender com ele”

“Foi um projeto revolucionário, pois incentivou os alunos a procurarem temas atuais além de ter sido realizado da maneira que nós adolescentes gostamos, ou seja, utilizando a informática e a tecnologia através do programa de áudio”.

“Eu achei o projeto muito legal, cultural, divertido e interessante. Legal por ter sido realizado de maneira descontraída; cultural por nos proporcionar um conhecimento através das pesquisas; divertido pelo fato das gravações que foram extremamente engraçadas e interessante por atribuir tais características a um único projeto”.

Giulia Vetoline

Bianca C Letti

Maria Marçal

2ª série E

2ª série B

O projeto foi um verdadeiro sucesso entre os alunos. Veja os depoimentos:

2ºF


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Gente Nossa

Amor tamanho família Família Patané relata com saudade os bons tempos no Arqui “Me lembro como se fosse hoje, a primeira vez que eu e minha irmã entramos no Arqui, era o ano de 1981, e estávamos procurando o Colégio por indicação de alguns amigos, além de boas referências sobre a qualidade do ensino”, relata o empresário Angelo Tadeu Patané, proprietário da Teenager, juntamente com sua irmã Patricia Patané. Eu me lembro de querer aproveitar cada minuto daquele mundo que era o Arquidiocesano, do recreio, dos campeonatos e do querido Irmão Leão. Aproveitei toda a maravilha dos esportes, participei da seleção, fiz amigos, conquistei medalhas e já adulto garanti

meu espaço no mercado de trabalho. Nosso contentamento era tamanho,e mais tarde meus pais matricularam meus irmãos Ricardo e Rogério, ambos profissionais de sucesso.

Agradecemos ao Arqui pelo ensino da Missão Marista, que nos deu o conhecimento necessário para seguir os estudos, além de nos formar verdadeiros cidadãos para o mundo.


Capa

o Marista Amizades d tempo e resistem ao à distância

metti Fernanda Jaco

ra. a qualquer ho m e b i a v o ig Um bom am les que nos e u q a d é se a E melhor aind ue basta um q o p m te to n conhecem a ta os sentindo. m a st e e u q o er ? olhar para sab amizade assim a m u r a iv lt u c is Mas como as tão especia o ss e p r a tr n o E onde enc Geralmente s? ra v la a p m ncia que dispensa a na adolescê d in a m e c re a ao elas ap que resistem s e d a iz m a m e forma Marista tem O . ia c n tâ is d à tempo e bre para contar so s a ri tó is h s a it mu ber o melhor é sa e s e d a iz m a boas nte, muitas a st in to a x e e se que hoje, nest ão surgindo e st e s e d a iz m a outras jovens alunos. s o e tr n e o d n fortalece


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Capa

Y

ara Achoa, da turma dos formandos de 1984 do Colégio Marista Arquidiocesano, de São Paulo fazia parte de um inseparável grupo de quatro amigas. Faziam trabalhos juntas, uma ia à casa da outra e conversavam sobre todos os assuntos... Depois de formadas cada uma seguiu seu rumo. Uma estudou Educação Física, outra Pedagogia, Yara, Comunicação Social, e assim por diante. Casaram-se, tiveram filhos, montaram o próprio negócio, mudaram de cidade e, assim, os anos foram passando. Apesar de todas as mudanças, os laços que as uniam mantiveram-se vivos e graças ao orkut se reencontraram. “Voltamos a nos falar com mais frequência”, conta Yara. Depois de algum tempo, surgiu a oportunidade de Yara visitar uma de suas amigas, a Leila, que mora no Rio de Janeiro. “A gente não podia imaginar o que seria uma da outra, mas percebemos que temos muito em comum, somos fortes e temos muita personalidade”. Em uma amizade de mais de 25 anos, as conversas ultrapassam as questões do dia-a-dia e retomam histórias importantes que fizeram parte do desenvolvimento de cada uma. “Você resgata coisas da adolescência, dos paqueras, das bagunças. Vi que somos muito parecidas

Quando você se identifica com alguém, a amizade extrapola um dos setores da vida e passa a fazer parte do todo.

com o que éramos na época do colégio”, diz. Segundo Yara, os Maristas ofereceram condições para a criação dos vínculos de amizade. Ela cita o estímulo para fazer trabalhos em grupo, para a prática de esportes e o valor às relações humanas transmitidos no colégio. “Quando você se identifica com alguém, a amizade extrapola um dos setores da vida e passa a fazer parte do todo”, completa. Nos negócios Os 12 anos no Marista São Luis, de Jaraguá do Sul, deram a Vinícius Salai Floriano, de 24 anos, amigos que, mais tarde, tornaram-se parceiros de negócios. Formado em Direito, Vinícius trabalha no escritório de contabilidade e auditoria de sua família e diz que muitos de seus atuais clientes já foram colegas de escola. “É uma oportunidade de crescimento para ambos”, diz. Além disso, a amizade traz segurança às duas partes. “Você conhece a índole da pessoa e ela te conhece. Queremos o melhor tanto para o empresário como para o amigo”, complementa. O Orkut, assim como no caso de Yara, o ajudou a retomar contatos. “Temos uma comunidade com mais de 700 pessoas dos exalunos do São Luis”, conta.


Nova geração “A escola é campo fértil para sementes de amigos, onde se reúnem e convivem gerações: crianças, adolescentes, pais, avós, educadores. A escola é período áureo para encontros belos e profundos para toda a vida”. O belo pensamento é do Ir. Lauro Darós, Diretor Geral do Colégio Marista de Cascavel. De lá vieram os personagens da capa desta edição. Mayara Letícia Quadri, Gabriel Almeida Tavares, Caio Augusto Maistrovicz Gomes da Silva e Alana Gabriela Bandeira.. Para eles, que estão no Ensino Médio e já conhecem o Marista há um bom tempo, nada é mais forte no Colégio que o espírito de família. “É isso que faz com que a gente dê mais valor para as amizades. Sabemos que aqui somos valorizados por todos”, conta Caio, apoiado pelos colegas. É bom saber que a história continua e seja qual for a próxima invenção do homem após o Orkut e as redes sociais, é muito bom saber que os amigos sempre estarão se reencontrando e lembrando dos bons tempos em que estudavam juntos para as provas ou dividiam o lanche no recreio.

Mais que amigos

A escola é campo fértil para sementes de amigos, onde se reúnem e convivem gerações: crianças, adolescentes, pais, avós, educadores. A escola é período áureo para encontros belos e profundos para toda a vida.

o médio, em Quando Alessandra Rayes estava no 2° ano do ensin a seria seu 1986, nem imaginava que um de seus colegas de turm antes e logo futuro marido. Ela havia entrado no Colégio um ano acabo fazendo formou seu grupo de amigos. “Sou muito falante e amizade fácil”, explica. escola fizeram Os trabalhos, as brincadeiras e os encontros fora da esposo virasse com que no 3° ano a amizade entre ela e seu atual namoro e 15 de namoro. De lá para cá, são 22 anos juntos: oito de casamento. na vida do Dos amigos do colégio, quatro estão sempre presentes na, viajam juntos casal. Encontram-se praticamente todo fim de sema Alessandra. e um deles foi, inclusive, padrinho de casamento de filhos deles. É uma “Nossas duas filhas acabaram ficando amigas dos e sabemos que relação muito próxima, é como se fossem da família são pessoas em quem podemos confiar”, diz.

Irmão Lauro Darós


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Você Repórter

Esporte

em família

Os Hemmig encontraram no taekwondo uma forma de estarem sempre juntos Marcela Francisca Ideta Cavalcante Hemmig Depois do nascimento dos filhos, minha rotina era da típica mulher do século XXI. Trabalhar, cuidar dos filhos e cuidar do casamento. Tudo em seu tempo, mas não seguia, necessariamente, uma ordem. E o pior: com o atropelo das horas, muitas vezes eu acabava deixando alguma das tarefas em segundo plano. E é quando estamos mais ausentes que os problemas começam a aparecer. Certa vez, orientados pela equipe da escola, eu e meu marido, Ismael, levamos Marcelo (nosso filho mais velho, hoje com 11 anos) para sua primeira aula de taekwondo. De personalidade forte, ele andava um pouco “rebelde” nos estudos, com algumas briguinhas com os colegas de turma e atitudes em casa que também não estavam de acordo com a educação que primamos. Acho que muitos dos meninos, nesta fase, ficam assim. Então concordamos que um esporte que trabalhasse a mente e o corpo poderia ajudar. Na primeira semana pensamos que não daria certo, pois ele não queria fazer o que o instrutor pedia, brincava a todo o momento e não levava a sério o esporte. Mas para a nossa surpresa ele foi muito bem estimulado e nas semanas seguintes ele queria estar no tatame em todos os horários de treino. Mesmo assim, continuei acompanhando. Senti que ele precisava da minha presença para perseverar. Depois de um tempo de treino ele começou a se destacar nas competições. A família toda estava orgulhosa e isso também o estimulava. Foi aí que o “feitiço virou contra o feiticeiro”. De tanto ver os treinos, passei a querer frequentar as aulas. Porém, como não tinha turma para minha idade, movimentei um grupo de mães e conseguimos abrir um horário. Parece fábula, mas hoje nós dois já ganhamos muitas medalhas, temos um espaço em casa onde elas ficam expostas e aumentam a cada campeonato. Ismael, que nos levava para lá e para cá em treinos e competições, passou de torcedor a juiz. Fez cursos na área de arbitragem do taekwondo e hoje faz parte da comissão técnica da Federação Paranaense. Para não contrariar o ditado (Filho de peixe, peixinho é...), nossa caçula Isabella, de 7 anos, passou este ano a praticar o esporte. Hoje treinamos juntos e viajamos juntos. A união da família se fortaleceu por intermédio do esporte. Agora, nossa rotina é estar juntos, unidos e incentivando uns aos outros. Marcela Francisca Ideta Cavalcante Hemmig é artesã e mãe dos alunos Marcelo e Isabella, do Colégio Marista de Cascavel/PR


pais ativos. crianças mais ainda!

Itamar Vicente Ribeiro Virou bordão dizer que as crianças não brincam mais na rua devido à falta de segurança nas cidades e que a diversão está sendo substituída pelos videogames. Afirmações que infelizmente são fatos e se transformaram em problema mundial. Porém, não podemos nos esquecer de que o exercício físico é um ingrediente essencial para a vida, tanto dos pequenos quanto dos mais crescidos. Então, por que não unir o útil ao agradável e começar a mexer o corpo junto com seus filhos? Isso sim é que é dar exemplo. E, quem diria comprovado cientificamente. Uma pesquisa feita na Universidade de San Diego, Califórnia, concluiu que filhos de mães ativas têm duas vezes mais chances de serem ativos do que os de mães sedentárias. Essa probabilida-

de salta para três vezes e meia quando se trata de o pai ser o cheio de energia e para quase seis quando ambos praticam atividades físicas. Mais do que servir de referência, quando os pais também entram na brincadeira estão agarrando a oportunidade de passar mais tempo com os filhos, de conversar, rir e superar dificuldades juntos. O que só faz o relacionamento ganhar em força e cumplicidade. É legal reservar um horário para praticar atividades juntos e dizer: “a partir de agora, todo sábado vamos jogar futebol, praticar ‘taekwondo’, ou todo domingo vamos andar no parque”. Com isso, você acaba criando uma tradição na família. Itamar Vicente Ribeiro é professor de Educação Física, mestrando em Ciências Médicas e Consultor Comportamental


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Qualidade de vida

Lanche sem

estresse

Como fazer as melhores opções na hora da alimentação dos filhos? Antes de começar a ler essa matéria, é preciso lembrar que alimentação saudável, seja em casa ou na escola, não é um assunto apenas para as crianças. “Nada de impor regras só para alguns na casa, afinal de contas, o problema é sério e alimentação saudável e atividades físicas fazem bem a todos. Com frequência, só a mãe

está disposta a encarar o problema”, destaca o Dr. Fabiano Lago, médico endocrinologista e ex-aluno Marista. Ao mesmo tempo em que nossa cultura supervaloriza e até idolatra a magreza e a beleza, promove e estimula os meios para que engordemos cada vez mais. Portanto, é preciso fazer das calorias o inimigo número um da sua

família. Na hora de preparar o lanche para o seu filho ou mesmo de pensar na refeição da família, o ideal é adotar novas atitudes aos poucos, sem stress e sem cobranças excessivas. “Alimentação deve ser sempre um assunto agradável e para isso um diálogo positivo é fundamental”, ensina o médico.


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No ponto A alimentação das crianças e dos adolescentes deve ser reflexo da forma como a família encara a qualidade de vida

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cal da Determine um lo , não casa para comer . Quer em frente a TV que está comer? Pare o é a mesa. fazendo e vai at

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Faça uma limpeza no armário da cozinha, nada de ter em casa toneladas de doces, chocolates ou bolachas recheadas. Reserve chocolates para situações esporádicas, como ir ao cinema, etc.

Nada é proibido, mas tem que ter a hora certa. Procure estimular o consumo de frutas e saladas. Como? Oferecendoas sempre fresquinhas e a vista, respeitando as preferências individuais de cada pessoa.

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Seja sensível, porém firme. Os novos hábitos adquiridos devem ser duradouros. Mantenha certa vigilância. Cuidado com idas muito freqüentes a lanchonetes de fast-food, elas devem ser exceção e não regra.

4Alimente a criança

com frutas ou lanchinhos pouco calóricos a intervalos freqüentes, para “matar a fome” antes de “morrer de fome”. Sem tanto apetite, ela terá mais chance de fazer as escolhas corretas nas refeições maiores.

6 Converse sempre com o profissional que acompanha a família, sobre como a situação está indo, procurando ser criativo na hora da alimentação. 

Por que comer frutas? Elas têm grandes fontes de vitaminas, como a vitamina C, beta caroteno, potássio, fibras, além de serem altamente nutritivas e de fácil digestão. Contém também bioflavonóides, que protegem contra o câncer e outras doenças e nos fornece energia rápida, pois a fonte de açúcar é natural. Também são muito saborosas. Podem ser servidas sozinhas ou com outros pratos, adicionando sabor e visual. São muito consumidas no verão, pois são leves e refrescantes.


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Rede BRASÍLIA

Colégio Marista de Brasília - Educação Infantil e Ensino Fundamental SGAS 609 CONJ A Bairro Asa Sul - Brasília - DF 70200-690 Fone: (61) 3442-9400

Destaque: Mayara Letícia Quadri, Gabriel Almeida Tavares, Caio Augusto Maistrovicz Gomes da Silva e Alana Gabriela Bandeira Foto: João Borges

A Revista Em Família é uma publicação da Rede Marista de Colégios, com distribuição dirigida a pais, funcionários e colaboradores.

Presidente da Mantenedora Ir. Dario Bortolini Vice Presidente da Mantenedora Ir. Davide Pedri Superintendente ABEC / UCE Aleksandro Mroczek Comunicação e Marketing Patrícia Cobra Costa Silvia S. Tateiva Pollyana Nabarro Kelen Y. Azuma Alexandre L. Cardoso Patricia L. Egashira Katsuk Suemitsu Rede de Colégios Ir. Paulinho Vogel Valdemar Donizeti Bassetto Isabel Cristina Michelan Azevedo

Diretor: Ir. Valter Pedro Zancanaro Dir. Educacional: Cláudia Regina P. T. Pinto Gerente Administrativo: Orivaldo Pincinato Comunicação e Marketing: Fernanda Lages Colégio Marista de Brasília - Ensino Médio SGAS 615 CONJ C Bairro Asa Sul - Brasília - DF 70200-750 Fone: (61) 3445-6900 Diretor: Ir. Valter Pedro Zancanaro Dir. Educacional: José Leão da Cunha Filho Gerente Administrativo: Orivaldo Pincinato Comunicação e Marketing: Luana Mendonça Dias dos Santos

CASCAVEL

Colégio Marista de Cascavel Rua Paraná, 2680 Centro - Cascavel - PR - 85812-011 Fone: (45) 3036-6000 Diretor: Ir. Lauro Darós Dir. Educacional: Everton Lozano Gerente Administrativo: Zeneide Grapegia Comunicação e Marketing: Juliana Dotto

CHAPECÓ

Edição: Luís Fernando Carneiro Textos: Fernanda Jacometti Projeto Gráfico: Paulo Schiavon Fotografia: João Borges Publicidade: Francine Junqueira

Para anunciar: 41 3018-8805 info@editoraruah.com.br Rua Casimiro José Marques de Abreu, 706 Ahú - Curitiba/PR www.editoraruah.com.br Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução sem autorização prévia e escrita. Todas as opiniões são de responsabilidade dos respectivos autores.

Colégio Marista São Francisco Rua Marechal F. Peixoto, 550L Chapecó - SC - 89801-500 Fone: (49) 3322-3332 Diretor: Ir. Nilto Squersato Dir. Educacional: Liane P. Danieli Gerente Administrativo: Leurete Bonissoni Comunicação e Marketing: Renato Angelino Darui

CRICIÚMA

Colégio Marista de Criciúma Rua Antonio de Lucca, 334 Criciúma - SC - 88811-503 Fone: (48) 3437-9122 Diretor: Jairo Rambo Dir. Educacional: Tania Burigo Gerente Administrativo: Giselle Vieira Comunicação e Marketing: Samira Dutra

CURITIBA

Colégio Marista Paranaense Rua Bispo Dom José, 2674 Seminário Curitiba - PR - 80440-080 Fone: (41) 3016-2552 Diretor: Elemar Menegati Dir. Educacional: Mario J. Pykocz Gerente Administrativo: Maurício Tourinho Comunicação e Marketing: Bruno Bonamigo Colégio Marista Santa Maria Rua Prof. Joaquim de M. Barreto, 98 Curitiba - PR - 82200-210 Fone: (41) 3074-2500 Diretor: Valentin Fernandes Dir. Educacional: Gerson Carassai Gerente Administrativo: José Valdeci Melo Comunicação e Marketing: Bruna F. Gonçalves

JARAGUÁ DO SUL

Colégio Marista São Luís Rua Mal. Deodoro da Fonseca, 520 Centro Jaraguá do Sul - SC - 89251-700 Fone: (47) 3371-0313 Diretor: Ir. Evilázio Tambosi Dir. Educacional: Vivian Roberta S. Lawin Gerente Administrativo: José Luís Finguer Comunicação e Marketing: Dinara Fabiane Picinini

JOAÇABA

Colégio Marista Frei Rogério Rua Frei Rogério, 596 Joaçaba - SC - 89600-000 Fone: (49) 3522-1144 Diretor: Ir. Roque Brugnara Dir. Educacional: Daví Antonio Ceron Gerente Administrativo: Suzana Darold Comunicação e Marketing: Luiz Domingos Guzi Neto

MARINGÁ

Colégio Marista de Maringá Rua São Marcelino Champagnat, 130 Centro - Maringá - PR 87010-430 Fone: (44) 3220-4224 Diretor: Ir. Pedro Danilo Trainotti Dir. Educacional: Yandara de Sá Gomes Gerente Administrativo: José Roberto Facco Comunicação e Marketing: Mayara Muller

PONTA GROSSA

Colégio Marista Pio XII Rua Rodrigues Alves, 701 Jardim Carvalho - Ponta Grossa - PR 84015-440 Fone: (42) 3224-0374 Diretor: Ir. Vanderlei Siqueira dos Santos Dir. Educacional: Ude Hasselmann Gerente Administrativo: Sergio Giacomozzi Comunicação e Marketing: Otávio Oliveira

RIBEIRÃO PRETO

Colégio Marista de Ribeirão Preto Rua Bernardino de Campos, 550 Higienopólis - Ribeirão Preto - SP 14015-130 Fone:(16) 3977-1400 Diretor: Ir. Paulo Antonio Forster Ramos Dir. Educacional: Pedro Armando Fossa Gerente Administrativo: Carlos Cesar Vieira Comunicação e Marketing: Mayara do Amaral Haudicho

SÃO PAULO

Colégio Marista Arquidiocesano Rua Domingos de Moraes, 2565 Vila Mariana São Paulo - SP - 04035-000 Fone: (11) 5081-8444

Colégio Marista de Londrina Rua Maringá, 78 Jardim dos Bancários - Londrina - PR 86060-000 Fone: (43) 3374-3600

Diretor: Ir. Benê Oliveira Dir. Educacional: Ascânio João (Chico) Sedrez Gerente Administrativo: Wilson Ermerick de Souza Comunicação e Marketing: Fabiana Mustafci

Diretor: Acádio João Heck Dir. Educacional: Marize Rufino Gerente Administrativo: Aguinaldo Guerreiro Comunicação e Marketing: Tatiana Stoicov

Colégio Marista Nossa Senhora da Glória Rua Justo Azambuja, 267 Cambuci São Paulo - SP - 01518-000 Fone: (11) 3207-5866

LONDRINA

Diretor: Ir. Benê Oliveira Gerente Administrativo: Amélia Orui Comunicação e Marketing: Mara Cavalcante


Foto: Luis Prado

É mais do que transformar a teoria em prática. É transformar a teoria em vida. FTD Sistema de Ensino. Educação é como uma árvore: para ser forte precisa das melhores sementes. Quando a sua escola elege o FTD – Sistema de Ensino para a formação de seus alunos, está oferecendo a eles uma base sólida de conhecimentos.

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Colégio Marista Arquidiocesano - Em Familia 04  

Revista da Rede Marista de Colégios com conteúdo da Rede e do Colégio Marista Arquidiocesano - São Paulo

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