Page 1

rtro magazine Nยบ 22


Já alguma vez deram por vocês a pensar “no meu tempo é que era?” Como se antigamente as coisas tivessem um significado real, uma essência intrínseca que parece ter-se perdido pelos meandros do tempo? Eu já. E decerto que vocês também. Contudo, quanto dessa impressão será real? É um estado permanente que nos acompanha a cada passo ou apenas um desabafo momentâneo que surge quando nos apercebemos de que, hoje em dia, as músicas que passam na rádio parecem cópias (ou extensões) umas das outras? É uma queixa que tenho ouvido com frequência, o que leva a RTRO deste mês a traçar um retrato da música pop actual. Mas porque as férias já arrancaram em pleno (adeus, exames!) preparámos um guia com looks inspirados nos principais festivais portugueses. Propostas descomplicadas e descontraídas para aquelas que devem ser as tardes e noites mais longas do ano!

rtro

Tardes que, ou por serem passadas sob um céu hipnotizante ou junto a uma piscina cristalina, irão certamente ser pinceladas pelo azul pastel, esse tom doce e nostálgico. Nem sempre fácil de conjugar, a RTRO explora as nuances daquela que é uma das cores eleitas dos criadores para esta estação. Se na última edição abordámos as melhores formas de proteger a pele do sol, nesta explicamos como fazê-la brilhar pelos melhores motivos – através de iluminadores.

A nossa incursão pela beleza leva-nos ainda numa viagem através dos principais mitos que a assombram: Saltar uma refeição emagrece? Apanhar sol no rosto reduz a acne? Descubram mais à frente.

Tivemos ainda tempo (e o prazer) de conversar com a empresa nortenha Lighthouse e de ir até ao… México! Bem, não propriamente, mas é lá que nos sentiremos quando nos deixarmos envolver pela sessão fotográfica que incluímos algumas páginas à frente. Também não fizemos reserva em Cannes mas tal não nos impede de analisar os looks que passaram pelo festival e de fazer as nossas escolhas. E porque nunca perdemos uma oportunidade de dar cor e energia às nossas vidas, a RTRO correu no Color Run em Braga e conta-vos como foi! Resta-nos desejar que tenham umas óptimas férias, dentro ou fora de casa, dentro ou fora do país. Haja sol, boa companhia e boa música!

magazine

Editorial

Boa leitura 

Margarida Cunha Editora


rtro staff

editora Margarida Cunha redactores Ana Rodrigues

Joana Vilaça

Ana Cristina Silva

Margarida Cunha

Catarina Oliveira

Mariana Sá

Beatriz Subtil

Tiago Amorim

Helena Martins paginação Ana Dias Manuel Costa layout Manuel Costa fotografia Catarina Oliveira Inês Manique Ricardo Costa foto de capa Sara Ferreira

A rtro está sempre à procura de modelos, fotógrafos,stylists, maquilhadores, designers, que queiram colaborar, expor os seus trabalhos, se achas que tens o que é preciso contactanos para o nosso email.

geral@rtromagazine.com


Índice

6

10

14

Focus on Designer Isabel Marant

Color me Azul Pastel

Blogger Chat Soraia do Carmo

38

41

50

Guia Festivais 2013

Diário de Bordo Optimus Primavera Sound

Tendências Novidades SS 2013

78

86

90

México

Cannes 2013 Passerelle

Pop of the Flops


20

22

26

34

Beleza: Iluminadores

Mitos & Factos

Angel of Tracks

StreetStyle

56

60

70

74

Entrevista Lighthouse

Kaleidoscope

it Girl

it Boy

98

102

104

106

The color Run: 5 km para aparvalhar

Dot by Marc Jacobs

Um romance a desvendar pĂŠtala por pĂŠtala

Ler. Ver. Ouvir.

108 Wishlist


Focus on Designers por Joana Vilaรงa


Isabel Marant

6 – 7 | rtro


Focus on designers

Isabel Marant é uma designer bastante conceituada com um gosto muito particular. As suas colecções reflectem a sua alma francesa, o elemento chique encontra-se sempre presente, no entanto não se fica só por aqui… As suas roupas reflectem muito a sua perspectiva única de Moda, optando por salpicos boémios que nos remetem para os anos 70. Ainda que afrancesada, Marant, conseguiu um lugar único no panorama da Moda - um boémio que se interconecta a um gosto requintado, polido, mas de quem não tem efectivamente medo de arriscar. Apesar de Isabel encontrar-se estabelecida desde 1994, na realidade há quem atribua o seu enorme sucesso à sua reconhecida colecção de Outono-Inverno 2011-2012, onde surgiram pela primeira vez as infames sapatilhas com salto em cunha. Estas sapatilhas, que causaram alguma estranheza na primeira instância, foram, no entanto, replicadas por inúmeras lojas fast fashion, nomeadamente a Zara, sendo desde então facilmente vislumbradas nas ruas de todo o Mundo. No entanto, depois deste enorme protagonismo, Marant não se ficou por aqui, criando constantemente peças únicas, ostentando assim um contínuo desejo pelas suas colecções. A mesma é responsável por dois recentes estrondosos sucessos, como as botas pontiagudas que surgiram na sua colecção Outono-Inverno 2012-2013. Botas essas com uma clara influência do Oeste Americano, fazendo uma clara alusão às botas de cowboys. No entanto, como não poderia deixar de ser, são bastante mais sofisticadas, repletas de detalhes, nomeadamente tachas, surgindo também com um salto fino e uma frente bem pontiaguda.


Isabel continua a somar sucessos, pois, na sua presente colecção de Primavera/ Verão 2013, surgiu com um modelo de sandálias com um salto bastante confortável, repletas de tachas que têm feito as delícias das fashionistas. Isabel Marant é assim um nome cada vez mais sonante no mundo da Moda. No entanto, o seu sucesso não se fica só pelo calçado, pois o seu estilo boho-chic, repleto de tons terra, padrões, franjas, gangas, bordados, brilhos tem cada vez mais sucesso, num estilo bastante effortless mas sempre com um toque boémio. Prova disso, e da sua clara conquista nas passerelles mundiais, é que a mesma vai ser a próxima designer a colaborar com a gigante sueca H&M. Ainda não se sabe muito sobre esta colaboração e sobre a colecção em si, mas podemos desde já afirmar que irá tornar Marant ainda mais conhecida, gravando o seu nome também numa enorme cadeia de fast fashion. Podemos dizer, por isso, que o triunfo desta designer está apenas a começar. 8 – 9 | rtro


Color me

por Catarina Oliveira


Basta olhar para cima. Nos dias bons, claro, e já são raros. O azul do céu é a inspiração mais nítida que temos à frente. É o apelo às roupas de Verão, o pastel mais fresco que há, e aquele que mais classe tem. Não é a cor que vemos em todas as pessoas pelas quais passamos. É subtil, e tem de ser bem usado para não ficar “deslavado” no tom de pele. Mas quando descobrimos a peça ideal, a peça leve e delicada, azul pastel acaba por ser a cor perfeita. A palavra delicada repete-se mais que uma vez, naquela que é realmente a melhor definição para esta cor. Sonia Rykiel aborda o tom de uma maneira mais agressiva, dá-lhe a finalidade de uma saia assimétrica, mas não lhe remove a leveza. Givenchy usa a cor para um belíssimo vestido com folho a todo o contorno. Quem diria que azul pastel seria a tonalidade que viraria todos os olhares para si numa festa? A casa francesa consegue precisamente isso. É nessa perícia que reside o bom uso da cor. Mas a vencedora acaba por ser Dior. Dominou as passerelles com um desfile de vestidos alta costura que não saíram das nossas mentes, tantos meses depois. E a sua abordagem ao azul pastel faz-lhe imenso jus. A geometria e o tecido são tão elegantes que nos questionamos porque não o temos no armário. Esta tonalidade acaba realmente por ser sinónimo de classe. É tão subtilmente digna de riqueza que percebemos porque não é uma cor que acaba por ser usada até ao extremo. É para ser usada em moderação, fazendo valer a pena. A RTRO propõe exactamente algumas peças leves para vestir azul pastel neste Verão. Se o azul do céu não se quer mostrar, ele estará bem visível nos nossos corpos.

10 – 11 | rtro


Color me

johnlewis.com 105€

reiss.com 90€

rupertsanderson.com 520€


mytheresa.com 440€

Jil Sander 451€

12 – 13 | rtro


Blogger Chat por Helena Martins


Nos finais do ano 2009, surgiu um novo blog de moda que viria a inspirar muitas pessoas. Soraia do Carmo, a blogger por detrás do blog “Carmo”, formou-se em Comunicação Social na Universidade Católica, em Lisboa, e é jornalista de profissão. Porém, sentiu a necessidade de ter um cantinho só seu onde pudesse partilhar diversos conteúdos relacionados com a moda. Fomos falar com a Carmo, para conhecer a blogger por detrás do blog, os seus sonhos e as suas inspirações.

14 – 15 | rtro


Blogger chat

1. Quando começaste esta aventura, procuravas uma plataforma para mostrar as tuas ilustrações. Como é que evoluiu para um blogue de moda? Para dizer a verdade não vejo o meu blog como um blog de moda... pelo menos não em pleno... Vejo-o como um escape criativo, que foi evoluindo até se tornar uma plataforma de partilha de ideias sobre estilo, fotografia, ilustrações... 2. O teu blog começou por se chamar ”Carmo Avant Chanel” e agora é apenas “Carmo”. Porquê esta mudança? O nome Carmo avant Chanel derivou de uma brincadeira com o nome de um filme (Coco avant Chanel), e, de certa forma, este blog começou por isso mesmo, por uma brincadeira, sem pretensões...Mas, ao fim de três anos muito mudou, cresci, comecei a valorizar outras referências... e, o meu blog, enquanto prolongamento do que sou, sofreu também essas transformações. Para além disso, este sempre foi o blog da Carmo, daí ter sentido a necessidade de simplificar o título e torna-lo mais "meu"! 3. Em apenas três palavras, como definirias o teu blog? Despretensioso, feminino, boa-onda. 4. Quando criaste o teu blog tinhas noção do sucesso que iria ter? Não tinha sequer a noção que o blog poderia sobreviver mais do que um ano... Por isso, ter leitores fiéis ao fim de tanto tempo é muito recompensador. Foi o carinho dos leitores que manteve o blog vivo. 5. As pessoas reconhecem-te na rua? Sim, por vezes sou abordada por leitores! E, da minha parte, adoro conhecer quem está do outro lado do ecrã! 6. Esta é, provavelmente, a pergunta à qual já respondeste milhões de vezes, mas como defines o teu estilo? Não tenho "um único estilo"... visto-me de acordo com o meu estado de espírito. Porém, gosto da simplicidade e dou primazia ao conforto! 7. O que estás a vestir neste momento? Calças pretas da Topshop e uma sweat da Nike :)


16 – 17 | rtro


Blogger chat

8. És uma fã dos básicos e dos clássicos, ou das tendências que invadem as lojas todas as estações? Básicos e clássicos. Respondo a esta questão sem pestanejar :) 9. Qual foi a última peça de roupa que compraste? Um tank top da Zadig&Voltaire. 10. Quais são, para ti, os aspectos positivos e negativos da blogosfera portuguesa? A diversidade é um ponto positivo! Quanto ao ponto negativo: creio que é um fenómeno com um prazo de validade... e que infelizmente, vive na sombra de um injusto estereótipo... 11. Se tivesses de escolher qual o melhor blog de moda nacional, qual seria o teu eleito? Artur in the Woods... Do meu ponto de vista, ele sim, tem um blog de moda, que preenche em pleno esse conceito. 12. O que é, para ti, a moda? Uma das maiores formas de expressão de individualidade. 13. Há uns tempos, criaste juntamente com a marca nacional “Poise” uma colecção compostas por cinco carteiras. Como foi a experiência? Foi excelente! E, uma experiência com a qual aprendi muito e que adoraria repetir, com outras marcas... ou a solo! 14. Em relação à moda, o que ainda te falta fazer? Algum sonho por concretizar? Essa é fácil... Trabalhar em comunicação nessa área! 15. A nossa revista chama-se RTRO. O que é, para ti, ser “retro”? Recuperar o passado, homenageando-o.


18 – 19 | rtro


BELEZA ILUMINADORES! por Beatriz Subtil


Uma das mais recentes tendências na maquilhagem são os iluminadores, fazem toda a diferença num look pouco atractivo, trazendo luz ao rosto. O iluminador não é nada mais nada menos que um produto que serve para dar luz, brilho e até mesmo volume ao rosto. Light of my life… Sem dúvida que hoje em dia, o que se procura na maquilhagem é luz. Os iluminadores são pioneiros nesse campo, pois têm na sua composição micropartículas reflectoras de luz, que têm capacidade de captar os raios luminosos. Qual escolher? Podemos encontrar no mercado vários tipos de iluminadores, para efeitos diferentes. Existem várias cores no entanto, os mais utilizados são os de tons claros, para disfarçar as zonas mais marcadas. Os tons mais fáceis de encontrar são: . Amarelo ou bronze: Para dar um tom dourado à pele. . Rosa: Potenciam o brilho em peles morenas e bronzeadas. . Dourados ou prateados: Contêm micropartículas de brilho. São os menos aconselhados para peles oleosas. . Verde: Para iluminar espaços com rubor e criar volume. São bons para peles muito rosadas.

Como aplicar? Podemos ter iluminadores em pó ou líquidos. Como tal, o tipo de aplicação será também diferente, para os iluminadores em pó, basta usar um pincel ou os dedos para iluminar zonas mais concretas. Já os iluminadores líquidos servem para dar toques muito específicos, normalmente trazem um pincel, para mais precisão. Os iluminadores são óptimas formas de disfarçar o lado mais escuro da nossa pele, bem como tornar o nosso look mais leve e clean.

20 – 21 | rtro


Mitos & Factos por Tiago Amorim

JĂĄ alguma vez pensaram nos rituais de beleza de antigamente? JĂĄ se questionaram se algum deles ĂŠ verdadeiramente um facto ou se estes se tratam apenas de um mito? Fiquem atentos a estas dicas de beleza e experimentem (os factos)!


Banho de leite – FACTO Pois é verdade! O banho de leite deixa a nossa pele muito macia. Reza a lenda que a famosa Cleópatra banhava-se em leite de cabra, mel e pétalas de rosa. Eu diria que encher uma banheira com leite seria um acto de tremenda luxúria, no entanto, um pequeno recipiente com leite poderá ser suficiente para mimar a nossa pele. De acordo com Darrel MacCurtain, terapeuta de spa, o ácido láctico encontrado no leite é um hidratante natural para a nossa pele, assim como podemos encontrar em carnes e até mesmo o ser humano o produz!

Combater as rugas a partir do interior! – FACTO Se os cremes convencionais não estão a fazer o seu trabalho, talvez se os ajudarmos com uma dieta reforçada à base de alimentos ricos em sílica pode ser que tenhamos maior efeito na nossa pele. É o caso da alface, pimentos, pepinos, tomates, alho francês e muitos outros. A sílica é um mineral que ajuda a fortalecer os tecidos conjuntivos do corpo, o défice da mesma resulta em perda de elasticidade e o tempo de cicatrização da nossa pele.

22 – 23 | rtro


Mitos & Factos

Avançar uma refeição. – MITO Avançar refeições dá sempre mau resultado, pois na próxima podem comer duas vezes mais. Podem perder aqueles quilos a mais mantendo refeições equilibradas, e consumindo sempre alimentos ricos em vitamina C (laranjas), B3 (amendoins), vitamina E (abacate) e vitamina A (batata doce). Graças a estas vitaminas vão poder manter uma pele saudável sem riscos de envelhecimento precoce ou secura! Masturbação em excesso provoca acne! – MITO Em muitos casos, na adolescência a acne aparece quando os jovens começam a descobrir a sua sexualidade e entram na fase da puberdade. Masturbar nunca fez mal à saúde mesmo para ambos os sexos: perde-se calorias, e deixa as pessoas felizes e relaxadas. Sim, por isso continuem a fazê-lo!

Usar perfume nos pulsos faz com que o cheiro dure mais tempo. – FACTO Não só nos pulsos mas também atrás das orelhas, são ambas zonas quentes e as fragrâncias reagem a essas zonas. Agora podem pensar duas vezes relativamente a borrifar a roupa com o vosso cheiro preferido!


Escovar o cabelo todos os dias faz com que este fique brilhante. – FACTO É simples, escovando todos os dias o cabelo desde os comprimentos às pontas faz com que o sebo natural produzido pelo mesmo viaje um pouco mais além do couro cabeludo. Não ficando por aqui, com umas leves escovagens todas as noites ajudamos também a eliminar impurezas e estimulamos também a circulação sanguínea para um crescimento saudável dos fios.

A luz emitida pelo ecrã do computador provoca o envelhecimento da pele. – MITO Sim, este é um grande mito. Mantenham a calma porque, independentemente do aparelho, a radiação ultravioleta emitida é insuficiente para afectar a nossa pele de alguma maneira.

Apanhar sol no rosto faz desaparecer a acne. – MITO Apanhar sol no rosto não nos vai fazer mais do que subir uns tons. É sempre necessário o uso de protecção solar, caso contrário podemos agravar a infecção provocada pela acne. 24 – 25 | rtro


Angel Off Tracks Fotografia: Catarina Oliveira Modelo: Sara Ferreira

26 – 27 | rtro


Sess達o rtro


28 – 29 | rtro


Sess達o rtro


30 – 31 | rtro


Sess達o rtro


32 – 33 | rtro


st r st y por Ana Dias Ana Rodrigues


re et yl e 34 – 35 | rtro


Focus on designers

Ana Rolo

José Ferraz

Camisa loja local Casaco Bershka Calças Pull & Bear Sapatilhas AllStar

Camisa H&M Calças Retromarche Sapatos Nike Oculos Retromarche


Inês Azevedo Kimono Zara Vestido H&M Carteira Vintage Sapatilhas Vans

Daniela Correia

Tânia Pereira

Sapatos Office Saia H&M Camisola Zara Carterira Lazy Oaf

Camisola loja local Sapatos Seaside Calças Levi’s

36 – 37 | rtro


Guia Festivais 2013

por Helena Martins

O início do Verão e a chegada do bom tempo marcam o início dos festivais de Verão. Por cá a diversidade é muita e o difícil é mesmo escolher. Por isso, nesta edição criámos este guia para saberes o que esperar e não encontrares grandes surpresas, para assim poderes desfrutar do festival ao máximo.

38 – 39 | rtro


Guia Festivais 2013

MEO Marés Vivas Onde: Praia do Cabedelo, Gaia Quando: 18, 19 e 20 de Julho O que ver: Este ano, o cartaz conta com Smashing Pumpkins no primeiro dia, James Morrison e David Guetta no segundo e 30 Seconds to Mars e o português Rui Veloso no último dia, entre muitos outros. O que vestir: Ao pé da praia, durante a noite, pode ficar frio, por isso um agasalho para as noites mais frias deve ser o ideal, ou então vai já prevenida com algo que seja mais quente do que o habitual, como por exemplo, uma camisa. Contactos: https://www.facebook.com/FestivalMaresVivas


Mango 19.99€ Pull&Bear 15.99€ Pull&Bear 29.99€ Mango 24.99€ Pull&Bear 5.99€ Converse 45.00€

Diário de Bordo: Optimus Primavera Sound por Ana Rodrigues

Começou no passado dia 30 de Maio e terminou dia 1 de Junho. Foi o evento mais falado das últimas semanas: um pouco por todo o lado podia ver-se fotografias e comentários sobre o festival e respectivos concertos. Com um cartaz tão recheado (Blur, Explosions in the Sky, James Blake, Nick Cave & The Bad Seeds, Savages, etc) e um recinto encantador, no Parque da Cidade do Porto, só podia resultar bem. A RTRO conta-vos como foi a experiência de uma das redactoras no seu primeiro dia no Optimus Primavera Sound Festival.

40 – 41 | rtro


Guia Festivais 2013

MEO Sudoeste Onde: Herdade da Casa Branca, Zambujeira do Mar Quando: 7, 8, 9, 10 e 11 de Agosto O que ver: Os portugueses Richie Campbell e Expensive Soul, ambos vencedores dos Globos de Ouro, fazem parte do grande grupo de artistas a não perder. Também Snoop Lion, em versão reggae, vem mostrar a sua música, depois de ter passado pelo festival em versão hip-hop, nessa altura ainda Snoop Dog. O que vestir: No festival, além da música, há sempre uma montanha russa ou uma roda gigante para os fãs de adrenalina, por isso tens de estar preparada para este tipo de actividades, para aproveitares o festival ao máximo. Contactos: http://sudoeste.meo.pt/


Zara 59.95€ H&M 12.95€ Pull&Bear 12.95€ H&M 24.95€ Pull&Bear 45.99€

Dia 1. Acordei à pressa para os últimos preparativos para o grande dia de hoje. Explosions in the Sky, My Bloody Valentine, Dinosaur Jr, The Sea and Cake... nomes e nomes a matutar na minha cabeça desde que comprei o bilhete há duas semanas atrás. “Vai ser um dia em grande” pensei eu, ao pegar na mochila antes de partir rumo ao Porto. Foi uma decisão fácil, ter duas das minhas bandas preferidas a tocar no mesmo dia, só podia valer muito a pena. Já no comboio a caminho do Porto, decidi começar a planear os horários. Hum, concerto sobreposto aqui, outro ali, espaço para jantar... Comecei a organizar também ideias que tinha visto sobre locais onde almoçar antes de ir para o recinto. E assim foi, chegada ao Porto entrei

42 – 43 | rtro


Guia Festivais 2013

Milhões de Festa Onde: Parque Fluvial de Barcelos Quando: 25, 26, 27 e 28 de Julho O que ver: Se és fã de música alternativa o Milhões de Festa é o teu festival. Pelo evento vão passar mais de 60 bandas, sendo algumas delas Autra, Mykki Blanco, Orange Goblin, Egyptian Hip Hop, Loosers e Dirty Beaches. O que vestir: A música divide-se entre quatro palcos, mas é ao pé de um palco com palmeiras que poderás dar um mergulho na piscina do festival, enquanto ouves os concertos, lives e DJ sets, por isso é melhor levares um fato de banho para te poderes refrescar nesta atracção do festival. Contactos: http://www.milhoesdefesta.com/


H&M 4.95€ Mango 69.99€ Pull&Bear 9.99€ H&M 6.95€ H&M 19.95€ Pull&Bear 22.99€ Tricirculo 25€

no metro a caminho de “Matosinhos Sul” e, juntamente com uns amigos almoçamos num restaurante típico quase à beira-mar. Estava atolado de espanhóis, todos com pulseirinha branca (do festival). Um ambiente óptimo, sentimo-nos como se já estivéssemos a petiscar dentro do recinto, cinco minutos antes de The Glokenwise! E pronto, acabados de almoçar lá fomos nós para a última etapa da nossa aventura do dia, chegar ao recinto, colocar pulseira e desfrutar do melhor dia deste mês! A ajudar, estava o sol e o calor que contrabalançava com o vento forte que se fazia sentir e a minha primeira impressão do espaço não podia ter sido melhor. Grandes patrocinadores fazem-se notar: recinto maravilhoso, ofertas e mais ofertas para os festivaleiros, gelados “à pala”, limpeza extrema, casas de banho “de verdade” com distinção entre sexos, zona de alimentação cuidada e com grande oferta, coroas de flores para todos, feira de “tudo-e-mais-alguma-coisa”... enfim, adorei! Um contraste enorme em relação a outros festivais que frequentei. Lá para as cinco e tal começaram os concertos. Devo dizer que os primeiros da parte da tarde foram vistos sem grande atenção... estava-se melhor a dividir o tempo entre estar deitada na relva a beber uma Somersby ou a passear pelas diferentes zonas do evento. A noite, digamos que começou, mais coisa menos coisa, com Paus. Para dizer a verdade, já os tinha visto uns anos antes em Paredes de Coura e gostei bastante, desta e da outra vez. Depois, dos concertos mais ansiados para este festival foi The Sea and Cake, banda que ouvia sem cessar 44 – 45 | rtro


Guia Festivais 2013

Super Bock Super Rock Onde: Herdade do Cabeço, Meco Quando: 18, 19 e 20 de Julho O que ver: Pela primeira vez a rapper nova-iorquina Azealia Banks vem a Portugal, depois de no ano passado ter cancelado a sua participação no mesmo festival. Arctic Monkeys, The Killers e Kaiser Chiefs já vieram a Portugal, mas este ano voltam, trazendo a sua música e a sua energia ao festival. A grande atracção do festival serão os norteamericanos Queen of The Stone Age. O que vestir: O terreno é arenoso, por isso é aconselhável o uso de calçado prático e o uso de saltos altos é completamente proibido. Contactos: http://www.superbocksuperrock.pt


Mango 59.99€ Pull&Bear 15.99€ Pull&Bear 9.99€ Zara 15.95€ Pull&Bear 99.99€

no meu tempo do ensino secundário. Esperava imenso que eles tocassem faixas dos álbuns que o meu Pai tinha guardados na discoteca dele, os que mais gostava na altura em que descobri a banda mas, infelizmente, a banda limitou-se a mostrar mais dos últimos projectos. Ainda assim, o quarteto do Sam Prekop, de Chicago, tem um registo totalmente diferente de praticamente todas as bandas que passaram pelo Primavera, que os torna únicos: um pop psicadélico e melodioso que nunca passa de moda. O grande concerto de que estava à espera era (quase óbvio) dos Explosions in the Sky e, apesar das várias opiniões um pouco negativas acerca do concerto deles, de minha parte, eu achei BRUTAL! Levitei durante aquele tempo todo, entre Yasmin the Light, Greet Death, Your Hand in Mine, tantas... Foi dos melhores concertos que vi até hoje. Não sei se por esperar tanto por vê-los finalmente ao vivo, se por saber de “trás para a frente” as músicas todas mas, para mim aquele concerto foi do melhor! Os críticos “especialistas-da-treta” são, tal e qual como a própria palavra que lhes dá nome “críticos” e só sabem colocar defeitos! A contrastar foram os My Bloody Valentine que, embora saiba que é uma banda noise e psicadélico, simplesmente não conseguia ouvir as vozes. O som estava distorcido, as guitarras com o som demasiado alto comparativamente às vozes, mas de tal forma, que tive dificuldade algumas vezes em identificar as músicas. Fiquei bastante desapontada.

46 – 47 | rtro


Guia Festivais 2013

VODAFONE Paredes de Coura Onde: Praia Fluvial do Tabuão, Alto Minho Quando: 14, 15, 16 e 17 de Agosto O que ver: The Kills são uma das bandas que irão passar pelo festival, depois de no ano passado terem tocado no Optimus Alive. Palma Violets, Calexico e Toy são mais alguns dos nomes que irão abanar o festival e contagiar os festivaleiros com a sua música. O que vestir: A chuva costuma abençoar este festival, por isso tens de estar pronta para o mau tempo. Umas galochas serão as tuas melhores amigas. Contactos: http://www.paredesdecoura.com/


Blanco 25.99€ Mango 99.99€ Pull&Bear 15.99€ Hunter 79.00€ Pull&Bear 9.99€

Entre estes concertos que acabei de destacar, também fui vendo Dinosaur Jr., Manel, Fucked Up, Dan Deacon,... Gostei de um ou outro mas não formulei uma opinião mais detalhada sobre eles. Por fim, embora tenha visto ainda The Magician, a minha noite terminou a dançar ao som de Headbirds, num ambiente totalmente diferente: eu e os meus amigos misturados com o pessoal estrangeiro que por lá andava. Foi bonito, palavra que posso arriscar para caracterizar a minha primeira noite no Primavera Sound Festival que, espero poder repetir para o próximo ano que vem!

48 – 49 | rtro


TE


EN Tendências Novidades SS 13

por Ana Rodrigues

A RTRO tem estado a par das mais recentes novidades no mundo da moda, para além do que vos temos mostrado nas edições anteriores da revista. Estão desejosos de saber em que peças devem apostar para as vossas próximas compras para esta estação? Então continuem a ler!

50 – 51 | rtro


Tendências Primavera/Verão 2013

Vestidos/saias longos Se ainda não repararam, devem aperceber-se agora de que praticamente todas as lojas começaram a ter imensos vestidos ou saias compridos/as! É uma das novidades nas tendências para esta estação. Optem, principalmente, por escolher tecidos com uma única cor (e bem forte) e deixem de lado os tecidos com padrões ou texturas. O contraste de um azul forte ou vermelho com o tom da nossa pele fará toda a diferença e o resultado será fantástico!


Marble Esta foi uma das tendências mais curiosas para esta estação. Depois de ter surgido em desfiles de Jil Sander já há alguns anos, na colecção para Homem de Outono/Inverno 08/09, nunca mais ouvimos falar deste tipo de print. Nos últimos tempos, a RTRO tem-se apercebido de vários modelos que vão surgindo na blogosfera, uma tendência que se começa a tornar viral.

Plataformas Outra novidade são as plataformas! A RTRO aconselha especialmente os modelos mais clean e minimalistas. Têm-se visto inúmeros modelos deste género pelas lojas, com plataformas brancas ou pretas, muito simples.

52 – 53 | rtro


Tendências Primavera/Verão 2013

Saias geométricas Já não é propriamente uma novidade mas, achamos por bem destacar que esta tendência continua a estar em alta! Desde o corte ao print do tecido, das mais caras às mais baratas, temos várias opções pelas lojas! Destacamos alguns exemplos, como poderão ver nas imagens que se seguem. Relativamente às saias com prints geométricos, uma vez que este tipo de tecidos possui já demasiada cor, a RTRO aconselha-vos a optar por combiná-las com camisolas ou t-shirts de um único tom e sem texturas. Já as saias com cortes geométricos e sem prints, poderão combiná-las com padrões, tecidos lisos de cores fortes ou texturas (este modelo oferece-vos uma variedade enorme de combinações possíveis!).


Balenciaga inspired crop tops Esta é uma das novidades mais fresquinhas que temos para vos dar! Muitas de vocês já se devem ter deparado com esta notícia no mundo da Moda. Pela blogosfera têm surgido imensos modelos inspirados neste crop top da Balenciaga e que têm feito um sucesso imenso. Nas lojas também se tem feito notar esta tendência, especialmente na Zara e na H&M, que também optaram por desenhar um top semelhante. Para quem não se importa de andar com a barriguinha à mostra ou então, combiná-lo com uma saia ou calças high waisted não vai querer deixar passar despercebida esta tendência!

54 – 55 | rtro


Entrevista

Lighthouse

por Monica Dias

A Lighthouse é uma empresa recente, sediada no Porto e criada por duas amigas recém-licenciadas dá área de Design de Comunicação, a Cristiana Gouveia e a Joana Bravo, que descobriram as vantagens da lixívia sobre a roupa. Vamos conhecer um pouco melhor esta marca que, apesar de recente, já anda a conquistar fãs a nível internacional!

56 – 57 | rtro


Lighthouse - Entrevista

1. Em que consiste a Lighthouse e como surgiu a ideia de criar esta marca? Lighthouse surgiu do interesse em encontrar um método alternativo de estampagem. O princípio é o de criar elementos tirando partido da ausência de cor, aproveitando as características do suporte de base, retirando cor, em vez de acrescentar como acontece num processo de estampagem convencional. Assim, explora-se a reacção da lixívia em vários materiais coloridos. 2. Porquê este nome? O nome remete para a ideia de abrir um ponto de luz no escuro, aludindo à luz de um farol. A reacção da lixívia sobre o material colorido forma "pontos de luz", particularmente quando a lixívia é aplicada com um borrifador (a principal ferramenta que utilizamos). 3. Em que é que se inspiram para a criação de cada peça? Procuramos encontrar motivos diferentes e combinar elementos já existentes de novas formas, criando sempre objectos únicos. Tirando partido dos naperons e rendas hoje já pouco utilizados como elemento decorativo de mesas ou cortinados, criamos padrões que por vezes conjugamos com stencils que criamos ou recortamos. 4. Através de que meios têm expandido a marca? A marca começou por ser divulgada através do Facebook e entre amigos. Posteriormente, contactámos algumas lojas que poderiam ser potenciais vendedoras das nossas peças.


5. Apesar de ser um projecto recente, já foram convidados para dar workshops e tiveram a oportunidade de marcar presença no Optimus Primavera Sound 2013 no Porto. Querem falar-nos um pouco destas oportunidades e que impacto estas parcerias têm trazido para a expansão da Lighthouse? A experiência de monitorizar workshops foi muito interessante. Por um lado, conseguimos divulgar a marca junto de um público mais alargado. Por outro, foi engraçado ver como as pessoas pegavam nos nossos naperons e stencils e faziam as suas criações de formas que nunca tínhamos imaginado. A oportunidade de ter as nossas peças à venda no Optimus Primavera Sound foi muito boa: já não são apenas os amigos e conhecidos que compram as nossas peças, há um público que desconhecemos que se interessou e comprou as nossas criações. 6. Quais são os objectivos da marca a curto e longo prazo? Queremos continuar a desenvolver o projecto até onde for possível aproveitando sempre as oportunidades que nos forem surgindo. As criações Lighthouse estão disponíveis na página de Facebook da marca (facebook.com/hello.lighthouse) e também na loja Águas Furtadas, no Porto e no Heart Coffee House, em São João da Madeira.

Fotografia: Joana Bravo, Smile n' Wave Studio e Lighthouse

58 – 59 | rtro


Kaleidoscope 60 – 61 | rtro


Sess達o2


62 – 63 | rtro


Sess達o2


64 – 65 | rtro


Sess達o2


66 – 67 | rtro


Sess達o2


Fotografia: Inês Manique Modelo: Mafalda De Castro Do Blog Last Time Around Assistante: Jorge Wan Conceito: Inês Manique Make-Up And Styling: Inês Manique

68 – 69 | rtro


it girl

Alt s'il vous plaît por Helena Martins

De calças de cabedal pretas, uma camisa, sapatos que a elevam a outro nível e com uma maquilhagem praticamente nula, Emmanuelle Alt dirige-se ao seu local de trabalho, a Vogue Paris, onde é a editora chefe. Alt, não poderia estar mais afastada da imagem distante, fria e cruel de “O Diabo Veste Prada”. Depois de ter trabalhado em diversas revistas francesas, como a ELLE (onde começou em 1984, apenas com 17 anos) e depois na revista 20 Ans onde chegou a ser a editora chefe, Alt foi contratada por Carine Roitfeld para trabalhar na Vogue Paris. Em 2011, quando Carine Roitfeld se demitiu da revista, Alt foi a escolha número um para ficar no comando. A sua primeira capa como editora chefe foi em Abril de 2011, onde a brasileira Gisele Bündchen fez as honras da casa e desde então tem sido uma das escolhas de Emmanuelle Alt a par com a polaca Daria Werbowy. Com Alt à frente da revista, o rock&roll renasceu para o mundo da moda. Raramente a vemos em saias


ou vestidos, no entanto, esteja onde estiver, com quem estiver e como estiver, Alt consegue sempre deslumbrar e fazer soltar algumas suspiros. Com 46 anos, a francesa não poderia parecer mais jovem. Da sua mãe, modelo entre os anos 60 e 70, herdou a sua experiência com a moda, tal como as suas longas pernas e os looks camera-ready. De facto, Alt daria uma excelente modelo, no entanto a francesa sempre mostrou muito mais interesse no styling e por essa razão a maior parte do styling da Vogue Paris fica a seu cargo. Quando está de folga, a moda passa para segundo plano, e o seu marido e os seus dois filhos são o centro das atenções. Alt é mais que apenas a editora chefe da Vogue; é puro rock&rol, é uma nova visão do mundo da moda; Alt é…Alt.

70 – 71 | rtro


It girl


72 – 73 | rtro


it boy British Boy por Helena Martins

Casado com uma das modelos mais importantes do mundo, metade da banda de indie rock The Kills, Jamie Hince é um dos melhores músicos e, acima de tudo, dos melhores artistas do século XXI. Nasceu e cresceu numa pequena vila rural, onde não havia bandas a tocar, onde uma visita à cidade era das viagens mais emocionantes que se poderiam fazer. Foi então que Jamie Hince decidiu comprar álbuns de música e percebeu que a moda e a música andam de mãos dadas. E desde então que tem uma regra no que toca à moda: nunca usar um chapéu e óculos de sol ao mesmo tempo. “Parece que estamos a usar um disfarce”, disse o músico. Podem parecer regras estúpidas à primeira vista, mas são o que faz dele o que é. É o que faz dele um cantor, um guitarrista, um compositor, um baterista fantástico. O que faz dele tudo o que ele quer ser e tudo o que nós queremos ver. O seu estilo não poderia adequar-se mais à cidade onde vive, Londres. Ele é um british boy com um B grande e com muito rock&roll à mistura. Encara o seu estilo de forma tão única e pessoal que nunca iremos encontrar alguém como ele. Depois de ter passado por diversas bandas, foi nos The Kills, juntamente com Alison Mosshart, que se consagrou e se tornou no músico que é hoje. Hince frequenta bastantes desfiles de moda, não fosse a sua mulher a famosíssima modelo Kate Moss, e está sempre presente na fila da frente. No entanto, já afirmou por diversas vezes que não é algo com que está familiarizado e se sente à vontade. O seu estilo é espontâneo e, como é óbvio, não segue modas ou tendências, porque ele mesmo é uma tendência. Uma tendência que todos adoramos e que adorávamos conseguir seguir.


74 – 75 | rtro


It boy


76 – 77 | rtro


México

78 – 79 | rtro


México


80 – 81 | rtro


México


82 – 83 | rtro


México


Fotografia: Ricardo Costa (www.ricardocosta.org) Modelo: Mariana Temudo MUA: Andreia Moreira, Atelier MakeitUp (makeituppt.blogspot.pt) Roupas: Newlook Multimarcas Assistente: Nuno Marques Agradecimentos: Quinta da Fonte Quente na Tocha da APPACDM Coimbra e Dono do Mangerico (burro) e Carroça, Sr. Aires vicente

84 – 85 | rtro


Cannes 2013 Passerelle por Catarina Oliveira


O maior festival de cinema invadiu a cidade costeira francesa. Não são os Óscares, são algo mais diversificado, com mais riscos de moda, com filmes mais ousados e celebridades de todo o mundo! A RTRO prestou atenção aos looks que passaram durante os vários dias, e ficam aqui as escolhas para melhor e pior vestido.

86 – 87 | rtro


Cannes 2013

1) Lily Donaldson em Emilio Pucci. Vermelho, decotado dos lados, tem tudo para ser arrebatadoramente sexy, no entanto encontra o equilíbrio na gola subida e na geometria que contornam a modelo de maneira invejável.

2) Nicole Kidman em Valentino. O vestido seguro mas que apresenta pormenores de tecido tão belos que não se consegue deixar de olhar. Neste vestido, Nicole parece a rainha do festival, fazendo justiça à casa Valentino e aos seus eternos vestidos estonteantes.

3) Carey Mulligan em Balenciaga. Um jumpsuit com pormenores interessantes, o corpete, o laço e acima de tudo a introdução de um novo decote que complementa o corpo da actriz na perfeição. Apropriado e avant-garde ao mesmo tempo.


1) Berenice Bejo em Alexis Mabille Couture. Uma peça de alta costura que dá a entender que alguém ficou com frio e improvisou um blazer por cima de um vestido de gala não pode ser bom sinal. Não assenta bem na actriz, e torna-a desadequada.

2) Paz Vega em Stephanie Roland. Algo parece não funcionar com a arquitectura deste vestido, como se a transparência estivesse lá por engano e não como parte da peça. Dá à actriz uma estatura pequena e deselegante.

3) Emmanuelle Seigner em Alexandre Vaulhier. A esposa de Roman Polansky estraga o conceito de decote a todo o comprimento. Em vez de lhe atribuir classe, dá a ideia que esteve a jantar e saiu do restaurante desengonçada. Exageradamente aberto, dá a ideia de desleixo.

88 – 89 | rtro


Pop of the Flops

Um diagn贸stico da actual m煤sica Pop por Margarida Cunha


Oiço “Live it up”, nova colaboração entre Jennifer Lopez e Pitbull. É vibrante, contagiante e soa… a tantas outras músicas que ouvi nestes últimos anos. As melodias entram-me no ouvido tão depressa quanto saem, as batidas repetem-se, rotineiras, uma atrás da outra num déjà-vu incessante. Os vídeos, que outrora mostravam pessoas e atitudes, hoje vendem-me óculos Dior, garrafas de Moët & Chandon e smartphones Nokia. As letras das músicas, outrora poderosas e tocantes, são tão repetitivas ou insignificantes que nem ficam na memória. Na verdade, se parar para pensar, ultimamente tudo o que a música pop me diz é algo entre o “diverte-te, aproveita a vida, vive o momento” e o “quero-te aqui e agora, o resto do mundo não interessa” (ou ainda “nunca mais estaremos juntos. Tipo, nunca!”). Ah, há ainda espaço para músicas que nos ensinam os dias da semana – não vamos nós, com a azáfama do quotidiano, esquecer-nos.

90 – 91 | rtro


Pop of the Flops

Quando é que a Pop se tornou, tipo, tão aborrecida? WE NEED A RESOLUTION Em Maio deste ano, um estudo conduzido pelo Public Policy Polling concluiu que, relativamente às estrelas do actual panorama pop, Taylor Swift, Adele, Beyoncé e Justin Timberlake recolhem um parecer favorável por parte do público. Já Chris Brown, Justin Bieber e Lady GaGa “chumbaram” aos olhos de mais de 50% dos inquiridos, sendo que Rihanna e Jay-Z também obtiveram feedback negativo. Quando questionados acerca da possibilidade de um dos nomes citados assumir a presidência dos Estados Unidos, a maioria (34%) elegeu Justin Timberlake, seguido de Adele (19%) e Beyoncé (14%). Quanto tiveram de apontar o seu género musical favorito, os cerca de 570 inquiridos escolheram o country (24%), seguido da música clássica (22%) e do rock (16%). Só então vem a música pop, com 12%, ficando apenas à frente do jazz (6%), R&B (6%), dubstep (2%) e rap (1%). Números um pouco estranhos, uma vez que “pop” é a contracção da palavra “popular”. Contudo, “saturado” talvez seja a expressão mais correcta para definir o estado da Pop actual. Pitbull e David Guetta há muito que criaram uma zona de conforto, obtida à base de pop e electrónica, tendo os outros artistas seguido a rota. Em 2010, Thom Yorke, dos Radiohead, antevia a morte da música pop. Criativamente falando, a karma police não tardou em chegar: um estudo conduzido por Joan Serrà, investigador do Artificial Intelligence Research Institute of the Spanish National Research Council, em Barcelona, analisou, em 2012, diversas músicas pop desde 1955 com base em 3 aspectos: timbre, pitch e intensidade do som. As conclusões? A variedade de timbres diminuiu, assim como de conteúdo pitch – ou seja, as faixas apresentam actualmente menos acordes e melodias. O único


Não é fruto da nossa cabeça, a música pop está cada vez mais homogénea

O saudosismo é um óptimo mercado: há sempre públicoalvo, pois todos temos um passado

elemento a ter sentido uma subida foi a intensidade do som. Portanto, não é fruto da nossa cabeça, a música pop está mesmo cada vez mais homogénea – obrigada, Will.i.am. Não deixa de ser paradoxal que a variedade musical dentro da Pop seja inversamente proporcional ao número crescente de novos artistas. Ainda assim, como refere Dorian Lynskey no artigo Pop music is in a sickly state – but could 2013 bring a great revival?, não deixa de ser curioso que os maiores hits de 2012 foram aquilo que designa de “anomalias refrescantes”, referindo-se a Gotye, PSY e Lana del Rey. BACK IN THE DAY “Blue Jeans” é um vídeo fascinante. Lana del Rey. Uma piscina. O amante. Preto e branco. Simples. Eficaz. A cereja no topo de bolo? Lembra-nos Chris Isaak e o seu “Wicked Game”. Por que é que gostamos de Lana del Rey? É por tratar-se de um sopro de nostalgia num ambiente consumista? Por nos lembrar as melancólicas tardes de Verão da nossa infância? Porque há uma tristeza e fatalismo constantes nas suas letras e vídeos? Porque há todo um glamour retro associado ao período áureo de Hollywood? Nem toda a gente gosta da voz de Lana mas todos concordam que a sua presença é refrescante. Uma figura não consensual, mas sobre a qual todos têm uma opinião. Por que é que “Get Lucky” é um hit global? Será apenas reflexo do há muito aguardado regresso dos Daft Punk ou há algo mais consistente sob a superfície? Algo como uma vontade de romper com os padrões da actual música pop, estrangulada pelas influências da EDM (Electronic and Dance Music)? Algo como uma vontade de voltar atrás no tempo, quando a música ainda tinha… alma? O saudosismo é um óptimo mercado: há sempre público-alvo, pois todos temos um passado. Por outro lado, é uma inevitabili92 – 93 | rtro


Pop of the Flops

dade da passagem do tempo (e parece que, se formos portugueses, é mesmo um legado cultural), o que faz com que músicas e bandas que julgávamos boas (ou pelo menos originais) talvez não passem de um repositório de recordações distorcidas, misturadas com momentos do passado em que fomos mais ou menos felizes. Ou será que temos mesmo razões para acreditar que a Pop e os seus representantes já viram melhores dias? I NEED A HERO “Justin Bieber atropela fotógrafo”, “Rihanna atira microfone à cabeça de um fã num concerto”, “Britney agride fotógrafo com um guarda-chuva”. São títulos a que temos vindo a habituar-nos, no que às estrelas pop diz respeito. E não é um fenómeno novo. No artigo “Girls Gone Bad?”, publicado na Newsweek, em 2007, Kathleen Deveny escreveu acerca das bad girls que na altura protagonizavam as manchetes dos tabloides – nada mais nada menos que o trio Britney Spears, Lindsay Lohan e Paris Hilton. Os seus comportamentos erráticos – fumar (às vezes drogas), beber, usar pouca roupa (ou até nenhuma interior) e praticar sexo casual – eram temas de alerta para as mães americanas, que receavam que a sua banalização pudesse ser interpretada pelas crianças e jovens como algo normal. Contudo, e apesar de referir estudos que confirmam que a exposição contínua a mensagens e imagens sexualmente sugestivas aumenta a probabilidade de uma sexualidade activa precoce, esse artigo também ressalva que as estatísticas relativas ao consumo de drogas, álcool e gravidez adolescente nos EUA apontavam para números decrescentes. No fundo, Deveny traçou um retrato sem o generalizar, e explorando diferentes prismas – por exemplo, aquilo que condenamos nessas mulheres é o que os homens fazem há anos. E não é porque somos fascinados por uma estrela que a admiramos e seguimos os seus passos. E, mesmo que o

Parece difícil de acreditar mas a Pop já foi um meio de transmissão de ideias


façamos, tal não nos condena, como refere Kathleen, a um futuro agarrado ao varão. Até porque, ressalva, na nossa adolescência todas tivemos as nossas pequenas “pancas” sem que isso tivesse vindo a hipotecar o nosso futuro. Contudo, há uma diferença notória entre as celebridades musicais que hoje se fabricam e os ícones que se notabilizaram nos anos 90: a mensagem. Parece difícil de acreditar mas a Pop, embora um formato de fácil digestão e assumidamente comercial, já foi um meio de transmissão de ideias e atitudes. No capítulo Role models in pop music, do livro “Media, Gender and Identity”, David Gauntlett refere o girl power que pautou os anos 90. Época dourada das girls bands, os anos 90 assistiram à explosão das Spice Girls e das Destiny’s Child, que não eram apenas bonecas imaculadamente vestidas e maquilhadas, mas mulheres de personalidade forte e mente focada. E com algo a dizer: “Survivor”, “Independent Women” ou “Bills, bills, bills” são cartas abertas de mulheres que sabem bem o que querem e que não dependem de nenhum homem para sobreviver. Parece pouco mas trazer o feminismo das elites académicas para os palcos musicais não é para qualquer um. Também poderíamos citar as TLC e a sua “Unpretty”. Os retratos masculinos eram mais variados: dos mais machistas (Eminem) aos mais doces (Backstreet Boys), passando pelos andrógenos (The Cure), as bandas e artistas a solo conseguiam geralmente reunir quer a admiração dos homens, que queriam ser como eles, quer a histeria das mulheres, que queriam casar com eles. Hoje, artistas como Justin Bieber ou One Direction podem suscitar ataques de histeria colectiva mas não são propriamente alvo de admiração. Como poderiam sê-lo se não se tornaram ainda homens? Poderão ter alguns hits mas nunca saberão o que é ser um Nick Carter. Ou um Michael Jackson.

94 – 95 | rtro


Pop of the Flops

Como uma boa prenda, nos anos 90 o embrulho podia ser lindo, mas o conteúdo estava à altura; hoje, temos papel de embrulho cada vez mais sofisticado, de todas as cores e texturas, com brilhos e purpurinas e uma fitinha em HD mas… a prenda não satisfaz. WORD UP Rihanna, Eminem e Lady GaGa são os artistas com o maior número de seguidores no Facebook – com cerca de 74, 73 e 58 milhões, respectivamente. E o que nos dizem as letras das suas músicas? Por exemplo, a good girl gone bad fala-nos sobretudo de homens – “Where have you been?”, “What’s my name?”, “Rude Boy”. Mesmo os seus êxitos mais biográficos ou introspectivos, como “Russian Roulette” ou “Man Down”, resultam de episódios marcados por homens. A discografia de Eminem dispensa apresentações: desde “My name is” a “The Real Slim Shady”, não há quem não leve por tabela. Britney Spears, Christina Aguilera, Will Smith, Fred Durst, entre muitos outros constam do longo rol de celebridades de alguma forma criticadas ou gozadas pelo rapper. Apesar disso, um dos seus maiores sucessos, “Lose Yourself”, é um hino ao self-made man, uma poção de auto-ajuda destilada em 5 minutos. Já Lady GaGa possui um portefólio menos polémico mas nem por isso menos impressionante. Os seus “Poker Face”, “Bad Romance” e “Born this way” são dos hits que mais rodaram nas rádios e nos canais temáticos. Dos três artistas, GaGa é a mais expressiva em relação aos fãs, incentivando-os a gostar de si próprios tal como são – apoiando fortemente a comunidade LGBT, a quem dedicou, precisamente, “Born this way”. Não há dúvida de que os artistas pop da actualidade conseguem somar hits atrás de hits. As questões que se colocam são:


Quantos artistas deixarão hinos para a posteridade?

quantos deles deixaram (ou deixarão) hinos para a posteridade? Quantos deles conseguirão imortalizar a essência da juventude de hoje num videoclipe? E quantos deles conseguirão chegar ao coração caótico e à mente confusa de um adolescente? Para me recordar de alguém que tenha conseguido responder a essas perguntas tenho de recuar mais de 10 anos, até 2002. Refiro-me a Christina Aguilera e à sua “Beautiful”, provavelmente a última balada pop que conseguiu realmente tocar o público e a crítica. BEAT IT Em Maio deste ano, numa conferência de imprensa que teve lugar nos Billboard Music Awards, Céline Dion revelou as suas impressões acerca da indústria. Um dos momentos que maior atenção obteve foi quando realçou a diferença entre coleccionar hits e ter uma carreira. Destacou ainda que o rumo de cada indivíduo depende de decisões diárias e que, no final de contas, ter sucesso não é difícil; é mais importante preservar a nossa identidade. Numa verdadeira lição de vida, a artista canadiana referiu que o talento é secundário, quando comparado a elementos como o ambiente que rodeia os artistas, o seu foco e as suas escolhas. Céline Dion não é das minhas cantoras de eleição. Gosto de algumas músicas mas o tema recorrente é o Amor e essa é uma abordagem em que geralmente não me revejo. Mas quando Céline Dion tem algo a dizer sobre a indústria, eu paro e escuto. Porque, apesar de não ser fã, reconheço-lhe aquilo que todos lhe reconhecem: o vozeirão e a carreira sólida que construiu. Porque faz música, quando podia simplesmente lançar hits. Porque cria, apesar de poder copiar. Porquê ser uma celebridade quando podemos ser um ícone?

96 – 97 | rtro


The color Run: 5 km para aparvalhar por Mariana Sá

Os portugueses andam doidos com a Color Run. E tudo o que lhe esteja associado. A promessa de felicidade (5km mais felizes do planeta) atrai uma população, supostamente, desiludida e deprimida com a situação económica do país. Ainda que, para participar, seja necessário pagar 15€ (no mínimo). Agora, somos todos atletas! No entanto, nas corridas não se nota qualquer desânimo. Pelo contrário! A possibilidade de usar a indumentária mais ridícula que conseguirmos arranjar (a maioria não se fica pela roupa branca e head-band, vêem-se autênticas produções), levar com pó colorido e ocasionais jactos de tinta, tem animado até o mais sisudo. Vão até famílias inteiras. Quem não participa, pelo menos, fica a assistir e alguns até tentam aproveitar a tinta perdida para se “macacarem” um pouco e partilhar da alegria. A corrida, que foi criada Travis Snyder (Utah, Estados Unidos da América) e acontecia apenas neste continente, espalhou-se agora pela Europa, América do Sul e Oceânia. A primeira da Europa foi em Matosinhos (7 de Abril)! Entretanto, já tivemos outra em Coimbra (desta vez, com sol) e, no sábado 15 de Junho, veio para Braga a primeira Color Run Sunset. Afinal de contas, o calor era bastante e assim, até as cortinas e jactos de água sabiam bem, e ajudavam a segurar a cor.

98 – 99 | rtro


4 lições que aprendi com a série ‘Girls’

Mas o que é isto, afinal? Para quem nunca viu, ouviu falar ou faz ideia do que estou a falar. Nesta “corrida” convívio, os participantes devem ter algumas peças brancas (pelo menos a t-shirt) que faz parte do kit. Depois, a cada quilómetro é atirada/borrifada tinta de uma cor específica: 5 km, 5 cores diferentes. No final, há um ponto de reunião dos participantes. Ali é feito o color blast (são vários de X em X tempo, conforme as pessoas vão terminando). Todos os participantes têm no kit um saco de cor (há várias diferentes). Quando o animador do color blast avisa para abrir e atirar a cor, vive-se uma mini-tempestade de poeira colorida. É bonito e divertido de se ver. Nesse momento, parece que estamos mesmo no Holi (festival hindu indiano que inspirou a Color Run). Só que neste caso, é só mesmo porque sim e há música de dança e coreografia improvisada.

Não fui à corrida de Coimbra, nem vou à de Lisboa. Portanto, os meus elementos de comparação ficam-se por Matosinhos e Braga. A parte do sol dá alguma vantagem a Braga. No entanto, o percurso de Matosinhos (e por ter sido a primeira) bate mais forte. A emoção era mais genuína, a expectativa também e depois o trajecto era mais apelativo. A partida e a chegada não estavam separadas por um separador, pelo que não víamos o que nos esperava. Lá parecia mesmo uma corrida. Em Braga, estava tudo mais apertado. Claro, que todos estavam conscientes de que não era para correr a sério. Mas, o propósito da Color Run é estimular a paixão pelo desporto, que não se fique pela cor. Que se faça exercício também. Ainda assim, foi giro passar pela multidão que vinha na direcção oposta, nos túneis. Foi quase tão intenso como o S. João, em 2004, em Braga.


Se vale a pena ir? Vale. É animação na certa. Por muito estranho que pareça, é mesmo engraçado fazer este percurso e depois, no final, vermos a nossa figurinha e dos nossos amigos. Os níveis de felicidade elevam-se. Os níveis de parvalheira também. Havia pessoas deitadas no chão para tirar fotos, havia quem rebolasse na cor (eu fui uma delas: para garantir que a cor agarrava bem!) E não há cá vergonhas. Para quem ainda não experimentou. Não se acanhem. Vão correr, andar ou rebolar. O que interessa é chegar ao fim com um sorriso nos lábios e irreconhecíveis debaixo de tanta cor. Se no final não conseguirem sequer reconhecer os amigos, debaixo de tanta tinta, e falarem para estranhos a pensar que são eles. Então, missão comprida! Agora, com o sucesso do Color Run, não estranhem que apareçam festas e festivais de cores por todo o lado. Virou moda. Em Julho (14), já vai haver um no Porto, Happy Holly- o Festival das cores. Parece-me que vai haver escassez de detergente e sabonete nos próximos tempos…

Fotografia: Rui Coimbra 100 – 101 | rtro


Smells like…

DOT by

Marc Jacobs por Margarida Cunha

Marc Jacobs nunca gostou das coisas preto no branco. Não admira, portanto, que DOT, lançado na Primavera do ano passado, seja um dos perfumes mais coloridos que criou. Descrito como uma fragrância floral sumarenta, as suas notas de topo resultam da harmonia entre frutos vermelhos, madressilva e pitaia; mais tarde liberta um aroma a jasmim, água de coco e, já na base, baunilha. A embalagem é baseada no padrão polka dot, pontuado por pequenas borboletas aqui e ali. Por fim, a decoração é ultimada por uma pérola, conferindo-lhe um toque de sofisticação. É uma aposta segura para dias quentes, pois é leve, jovial e de fixação fácil – embora não muito duradoira. A campanha de lançamento foi protagonizada pela modelo Codie Young e filmada nas Maldivas. A linha DOT é composta pelos produtos e formatos habituais: Eau de Parfum de 30, 50 e 100ml; Radiant Body Lotion (150ml) e Fresh Shower Gel (150ml). Poderá também ser adquirida em coffret, que inclui Eau de Parfum (100ml) e Radiant Body Lotion (150ml).


102 – 103 | rtro


UM ROMANCE PÉTALA PO

por Ana Cr

Narrado à vez por diferentes personagens, “A praia das pétalas de rosa”, é o oitavo romance de Dorothy Koomson publicado em Portugal. Trata-se de um romance contemporâneo com um quê de suspense, com personagens tão bem descritas quanto complexas. A história: Tamia é casada com Scott, com quem tem duas filhas, uma linda casa em Brighton e as duas melhores amigas que uma mulher pode desejar, Mirabelle e Beatrix. Tudo parece perfeito até que um dia a polícia entra em sua casa e prende Scott. O crime de que é acusado? Só quando Tamia descobrir, nos apercebemos que o suposto crime vai abalar tudo o que até então parecia perfeito. Ela é a narradora principal e o fio condutor de toda a história que vai ligar três mulheres de uma maneira irrevocável. A segunda narradora, Mirabelle, é amiga e vizinha de Tamia e companheira de trabalho de Scott. Ela será o elemento desestabilizador da história, uma mulher cheia de mistérios e com um passado por resolver. A outra narradora é a melhor amiga de Tamia, Beatrix. Divorciada, numa busca incessante pelo amor, é também insegura e bastante dependente da sua amizade com Tamia. Para além de ter um trio de narradoras, este romance tem também a particularidade de recuar e avançar constantemente no tempo, dando-nos a conhecer melhor o passado das personagens, na tentativa de justificar algumas das suas atitudes presentes. É com um flashback, por exemplo, que ficamos a conhecer como começou e evoluiu o romance entre Tamia e Scott e tudo aquilo que ultrapassaram para ficar juntos. Scott começa por ser o grande amor da vida de Tamia, com quem se mudou para Brighton, deixando para trás uma família bastante disfuncional, e com quem tem duas filhas. Começamos, pois, por admirá-lo mas, assim que a história vai avançando, à medida que novos segredos e aspectos do seu carácter são revelados, damos por nós a culpá-lo por tudo o que acaba por destruir uma vida que se via perfeita. As personagens centrais são tão complexas que custa a perceber as suas motivações, o que torna os referidos constantes flashbacks (que noutra narrativa me fariam perder um pouco


E A DESVENDAR OR PÉTALA

ristina Silva

o fio à meada da história) um elemento necessário à narração. Tamia, do dia para a noite, vê a vida que tinha com Scott mudar radicalmente, começam as dúvidas e a própria culpa. Acaba por ser uma personagem que sofre com todas as decisões que os outros tomam sem ter, directamente, culpa de nada. Mirabelle e Scott são mais difíceis de entender. Mirabelle é o elemento que acaba por despoletar boa parte dos acontecimentos trágicos que afectam todas as outras personagens e custa-nos acreditar nas escolhas que faz ao longo do livro. Beatrix, para ser sincera, foi uma personagem cujo interesse para a história nunca percebi e, a uma dada altura, as suas constantes divagações já começavam a aborrecer. É uma história de reviravoltas; são tantas as vidas duplas a ser desvendadas e tantas vozes diferentes que o livro mais parece uma montanha russa: quando achamos que já percebemos tudo, que já sabemos quem diz a verdade, algo novo sucede e voltamos à estaca zero, sem saber em que acreditar. O facto de ser um livro de Dorothy Koosom já diz tudo (quem leu “A filha da minha melhor amiga” percebe bem o que digo). A autora é mestre em fazer-nos ver todos os lados da história e em fazer-nos ter dificuldade em encontrar (apenas) um culpado para tudo. “A praia das pétalas de rosa” é, por isso, um romance com suspense q.b., que nos mantém, durante as suas cerca de 500 páginas, fixados em descobrir a razão e os culpados por detrás de tudo. Um livro em que ninguém é totalmente inocente, com personagens longe de serem perfeitas e moldadas pelas circunstâncias da vida.

Título: A praia das pétalas de rosa Título original: The rose petal beach Autora: Dorothy Koomson Tradutor: Irene Ramalho Editora: Porto Editora Edição: Abril de 2013 Páginas: 544 Género: Romance 104 – 105 | rtro


Ler. Ver. Ouvir. por Mariana Sá

Ler A Guerra dos Tronos: As Crónicas de Gelo e Fogo Autor: Roberto Bolaño Editora: Quetzal Editores Ano: 2009 Género: Romance Este foi o último romance de Roberto Bolaño, que faleceu em 2003, e foi publicado postumamente. A ideia do autor era que deveria ser publicado em cinco partes, para assegurar a saúde financeira dos filhos. Aliás, Bolaño deixou por escrito uma estratégia delineada de publicação e negociação com as editoras. No entanto, os filhos acabaram por decidir publicá-lo como um todo, para salvaguardar a obra. Assim sendo, em 2004, entrou nas livrarias, com mais de 900 páginas, o livro do escritor chileno. Tem cinco capítulos: a parte dos críticos; a parte de Almafitano; a parte de Fate; a parte dos Crimes e a Parte de Archimboldi. Em 2666 assistimos a uma teia de eventos e relações. O que liga quatro germanistas europeus (unidos pela paixão física e pela paixão intelectual pela obra de Benno von Archimboldi) ao repórter afro-americano Oscar Fate, que viaja até ao México para fazer a cobertura de um combate de boxe? O que liga este último a Amalfitano, um professor de filosofia, melancólico e meio louco, que se instala com a filha, Rosa, na cidade fronteiriça de Santa Teresa? O que liga o forasteiro chileno à série de homicídios de contornos macabros que vitimam centenas de mulheres no deserto de Sonora? E o que liga Benno von Archimboldi, o secreto e misterioso escritor alemão do pós-guerra, a essas mulheres barbaramente violadas e assassinadas? As primeiras páginas podem parecer pesadas e estranhas, mas não desistam!


Ver

Ouvir

A Ressaca – Parte III

Like Clockwork

Realização: Todd Philips

Autor: Queens of the Stone Age

Elenco: Bradley Cooper, Zach Galifianakis

Editora: Matador Records

Ano: 2013

Ano: 2013

Género: Comédia

Género: Rock Alternativo

A trilogia chegou ao fim. Os dias de tatuagens na cara, tigres no quarto de hotel, dentes de ouro, amigos desaparecidos terminaram. Stu (Ed Helmes) pode finalmente sossegar. Nada de surreal vai acontecer na manhã seguinte. Pelo menos, retratado em filme não deverá surgir mais nada.

Os reis, ou melhor, os queens do deserto californiano voltaram aos álbuns. Os fãs estiveram a seco durante 6 anos. É verdade que entretanto, Joshua Homme (o líder da banda) esteve ocupado com o super grupo “Them Crooked Voltures” com Dave Grohl e Sir John Paul Jones. Saíram também versões comemorativas dos primeiros álbuns, mas já havia ânsia por novidades da banda.

Na última parte da ressaca, a história não se desenvolve em torno de nenhuma despedida de solteiro, nem há propriamente uma ressaca. Passaram dois anos desde Bangkok. Todos vivem a sua vida normalmente. Phil (Bradley Cooper), Stu e Doug (Justin Bartha) estão casados. Apenas Alan (Zack Galfanakis) continua um pouco desnorteado. Parou de tomar os medicamentos e anda (ainda mais) desequilibrado. As peripécias começam e a família anda preocupada. Uma intervenção é necessária e a missão da matilha passa por recuperar Alan. O propósito é levá-lo para uma clínica de recuperação. Se forem os amigos a levá-lo ele aceita a recuperação. Reunidos os quatro, iniciam a viagem até à clínica de recuperação. No entanto, a viagem não corre como previsto. Alguém anda à procura de Leslie Chow (Ken Jeong) e eles vão ter de ajudar. Todos já sabem que quando o Chow está envolvido as coisas mais loucas podem acontecer…O que será desta vez? Dica: esperem até ao final do filme, um dos momentos mais engraçados aparece mesmo nos créditos.

Like Clockwork saiu, portanto, na altura certa: a 3 de Junho e atingiu pela primeira vez o top da revista Billboard (referência nos Estados Unidos). Conseguindo interromper a hegemonia dos Daft Punk, que lideravam há duas semanas consecutivas. O álbum trouxe mudanças na bateria. Joey Castillo saiu da banda e, durante as gravações, essa posição foi ocupada por Dave Grohl e John Theodore (The Mars Volta). No entanto, durante a digressão o posto tem sido assumido pelo último. Quanto à sonoridade, mantém aquela vibe pesada e gótica, com solos de baixo poderosos, imediatamente visíveis na música de abertura “Keep your eyes peeled”. No entanto, é um álbum bem versátil, com letras fantásticas, guitarras mágicas e a voz perfeita de Homme. Isto, para não falar das inúmeras colaborações, que passaram por Elton John em “Fairweather Friends” (que não é nenhuma balada), Jake Shears (Scissor Sisters), Alex Turner (Arctic Monkeys) e mesmo Nick Olivieri (o baixista que tinha sido despedido por Homme). Não deixem de ouvir “I appear missing”, “If I had a Tail” e “The Vampire of Time and Memory”. Bónus: os Queens vão passar por Portugal, brevemente. Dia 20 de Julho vão estar no Super Bock Super Rock, no Meco.

106 – 107 | rtro


1

2

Chic 3

v

4 Wishlist

11 Marc Marcby byMarc MarcJacobs, Jacobs,

22 Tibi, Tibi,aprox. aprox.450€ 450€

aprox. aprox.129€ 129€ por Ana Rodrigues

33

44

Céline, Céline,aprox. aprox.266€ 266€

Marc Marcby byMarc MarcJacobs, Jacobs,aprox apro


vs

x. 69€ ox. 69€

2

1

Cheap! 3

4 1

2

Zara, aprox. 20€

River Island, aprox. 47€

3

4

Parfois, aprox. 13€

Pull & Bear, aprox. 19€

108 – 109 | rtro


Rtro #22  

Revista de Moda e Cultura produzida em Braga, Edicao Nº22, Julho-Agosto 2013 Fashion and Culture Magazine made in Braga, Nº22, July-August...

Advertisement
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you