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A Jangada www.jangadeiros.com.br

Copa Cidade Porto Alegre

Marรงo de 2012


EDITORIAL

A Jangada A Revista A Jangada é uma publicação do Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre, com circulação dirigida aos seus sócios, clubes náuticos, entidades esportivas e imprensa.

DIRETORIA DO CLUBE DOS JANGADEIROS – 2010/2012 Renê dos Santos Garrafielo Comodoro Luiz Francisco Gerbase Vice-Comodoro Administrativo Francisco de Paula B. de Freitas Vice-Comodoro Esportivo Jorge Decken Debiagi Vice-Comodoro de Obras e Patrimônio Cristiano Roberto Tatsch Vice-Comodoro de Desenvolvimento e Marketing André Jobim de Azevedo Diretor Jurídico Luiz Fernando Schramm Pereira Diretor da Escola de Vela Mario Roberto Dubeux Diretor Técnico de Vela Olímpica Renato da Costa Brito Diretor de Vela de Monotipos Atila Pellin de Lima Diretor de Vela Infanto Juvenil Pedro Luiz Gomes Boletto Diretor de Cruzeiro CONSELHO DELIBERATIVO Manuel A Ruttkay Pereira Presidente Pedro Cesar de Oliveira Fº Vice-Presidente Claudio Roberto Broxete da Silva Secretário CONSELHO FISCAL Efetivos César Augusto Rostirolla Gilberto Carvalho Michael Weinschenck Suplentes Paulo Boa Ventura Arruda Paulo Tupinambá Fernandes Tuffy Calil Jose

Investimentos no bem-estar Valorizar ainda mais os espaços para o bem-estar dos sócios tem sido a meta dessa gestão, comprometida em oferecer ambientes para o lazer, entretenimento e de convivência social entre os associados. E, neste sentido, o clube está finalizando o projeto do Continente, que recebeu melhorias a partir do acesso principal, entre outros benefícios, como um novo Espaço Gourmet com um deck de frente para o Guaíba. E faz parte dos nossos projetos a reformulação da sede social da Ilha, que precisa de uma atualização dentro das demandas de seu quadro social. São investimentos importantes em uma área nobre do clube que tem necessidade de expansão para a realização de atividades sociais voltadas ao associado. E a nossa marina também está no planejamento de obras e de manutenção dos trapiches. Obras à parte, temos também que comemorar as vitórias do clube na XVIII Copa Cidade Porto Alegre de vela de Oceano e no

Revista A Jangada

Brasileiro de Optimist, que receberam mais de 200 velejadores para competirem nas águas do Guaíba. Estamos na torcida, agora, Produção e Edição Jornalista Responsável: Guto Moisés – Fenaj 6543/RS Assistente de Redação: Ivan Netto Fotos: Arquivo Jangadeiros, Ivan Netto e Guto Moisés Projeto Gráfico e Diagramação: Imagine Design Revisão: Luciane Tavares Tiragem: 2.000 exemplares Distribuição Dirigida Comercialização: Alexandre Dallapicola Tel.: 3233.7334 – alx@dft.com.br

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pelas três duplas do Jangadeiros nas regatas pré-olímpicas que acontecem na Europa, que decidem quem serão os velejadores que irão aos Jogos Olímpicos de Londres. Temos um 2012 com muitas conquistas pela frente.

Renê Garrafielo Comodoro


Copa da Juventude Dois velejadores do Clube dos Jangadeiros chamaram a atenção de quem assistiu as regatas da Copa da Juventude, realizada de 29 de fevereiro a 4 de março, em Porto Alegre. Júlia Fernanda Silva e Antonio Rosa, o Totó, ficaram com o vice-campeonato na classe Laser Radial e mostraram que tem potencial para conquistarem muitos títulos nos próximos anos. Também representaram o Clube dos Jangadeiros na competição: Tiago Brito e Artur Schneider (420), Rodrigo Fasolo e Martin Rump (29er), Gabriela Rukat (Laser Radial –Feminino), Ana Luísa Mergel (Laser Radial – Feminino) e Andrei Kneipp (Laser Radial – Masculino).

Ivan Netto/Comunicação

INFORME JANGADEIROS

Flotilha vitoriosa na classe Laser Radial

Divulgação/Classe Cruzeiro

Convênio

Sede AFCEEE

O Clube dos Jangadeiros e a Associação dos Funcionários das Companhias e Empresas de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (AFCEEE) fecharam uma parceria, no final do mês de setembro. No contrato assinado pelo comodoro Renê Garrafielo e pelo presidente da AFCEEE, João Paulo Santos de Souza, ficou estabelecido que os associados do Clube dos Jangadeiros poderão utilizar a sede da Associação, que é o local onde foi realizado o almoço do Velejaço de Dia dos Namorados, na Ponta Grossa. As atividades deverão ser previamente agendadas por correspondência, pessoalmente ou por e-mail (dirsocial@afceee.com.br ou lazer@afceee.com.br).

Cadastro de veículos Já está disponível nas duas portarias do Clube dos Jangadeiros o formulário para atualização cadastral e cadastramento dos veículos dos associados. As fichas devem ser preenchidas e entregues na Secretaria Administrativa, onde serão trocadas por um (ou mais) adesivo (s). Estes deverão ser fixados no para-brisa dos automóveis, junto ao canto inferior do lado do motorista. O objetivo da campanha é de melhorar e facilitar o controle e o acesso dos carros nas dependências do Clube. Assim, em breve, apenas os veículos adesivados poderão ingressar na Ilha dos Jangadeiros. Vale lembrar também que o acesso à Ilha é somente para os sócios do Clube dos Jangadeiros e que o adesivo não isenta a necessidade de identificação na portaria da ponte. Mais informações pelo telefone (51) 3268-0080.

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OBRAS E PATRIMÔNIO

Um novo Continente Nesta entrevista o Vice-comodoro de Obras e Patrimônio, Jorge Decken Debiagi, fala da revitalização das áreas do Continente, dos benefícios da nova entrada e portaria central, bem como de algumas novidades sobre o projeto da sede social. Com a colaboração da arquiteta Marisa Almeida, os projetos buscam valorizar ainda mais os ambientes e espaços destinados ao lazer e de convivência social dos associados.

Guto Moisés/Comunicação

Por Guto Moisés

A entrada do clube ganhou uma nova circulação, qual foi o objetivo desta mudança? Voltamos ao tradicional acesso ao clube, com o trajeto direto à ponte e para a área de estacionamento. Com esta alteração integramos o Espaço Goumert com o Rio do Guaíba, sem a passagem de veículos pela frente. Também criamos uma nova relação da área do restaurante do Continente com o jardim e o parque infantil, bem como os passeios exclusivos para pedestres, inclusive com faixa de segurança entre o restaurante e o estacionamento. Com a reforma, as crianças ganharam um espaço integrado com a área da varanda do restaurante do Continente. Esta era uma preocupação da Comodoria? É verdade, entre os beneficiados por esta importante reformulação, estão as crianças, filhos dos nossos associados que

Jorge Debiagi

podem curtir o espaço externo do restaurante com os olhos em seus pupilos. Isso porque o fechamento da entrada anterior de veículos de sócios nos permitiu ampliar o “parquinho” da criançada. E, além de maior segurança para brincarem, agora pais e filhos podem curtir o mesmo espaço.

Acesso volta à entrada original do clube

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Na área de estacionamento, quais foram as melhorias? Neste setor já está sendo concluída a calçada de circulação das pessoas que permite acesso à academia, lojas náuticas, secretaria e para o Espaço Gourmet. Com a finalização destas obras será iniciado o novo piso do estacionamento, além do término do projeto de paisagismo.


O Espaço Goumert terá um novo ambiente? Sim, além do atual, que é destinado com exclusividade aos sócios, teremos um novo espaço junto à beira do Guaíba, localizado na extensão da nova loja Equinautic, com um espaço fechado e outro aberto, com um deck de frente para nossa Ilha. Com isso ampliamos a oportunidade de utilização para os sócios. Será a varanda do Continente de frente para o nosso Guaíba. Antes de falarmos das novidades para a Ilha, como está o projeto da nova ponte? Estamos avaliando a atual estrutura do trapiche, que é a primeira parte da ponte entre o continente e a ilha. Esta parte faz parte do início do clube quando não tínhamos ainda a Ilha. E por ser antigo, cerca de 70 anos, possui problemas próprios de um projeto feito para ser um trapiche e depois utilizado como ponte. A atual situação não permite o acesso de veículos pesados, bem como não há um espaço próprio para circulação de pessoas. Da Ilha para o Continente temos a primeira parte da ponte, que se interliga ao antigo trapiche, por isso aquele “dente” entre as duas partes. A continuidade da ponte se daria ao lado do trapiche, mas neste momento os estudos são pela revitalização dos pilares que sustentam o trapiche.

Parquinho das crianças

Embora o Continente tenha recebido um novo conceito para melhor aproveitamento de seus espaços, é bem verdade que a Ilha é o principal espaço de lazer e social dos sócios. Quais são as novidades? O principal projeto para a Ilha será a ampliação da nossa sede social. Desde a fundação da Ilha, nos anos 80, a sede social se confunde com o restaurante que atende os frequentadores da piscina e das áreas verdes ao seu redor. A ideia é de criar e ampliar o espaço destinado para as atividades sociais, com entrada independente pela parte sul ao salão principal. Neste momento iremos iniciar com

Trapiche deverá ser revitalizado

o fechamento da varanda, através de portas de vidros tipo “gaita”, que podem ficar recolhidas ou fechadas, de acordo com a necessidade e do clima. Este será o primeiro passo de outras intervenções ainda em estudos, com objetivo de oferecer espaços com maior conforto e funcionalidade para todos os sócios. Com o novo projeto social, a área de lazer, como a piscina, churrasqueiras e quiosques, terão acesso a banheiros próprios, independentes dos atuais que também irão receber melhorias e condições de acesso facilitado.

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SOCIAL

Os 70 anos do Clube dos Jangadeiros No dia 7 de dezembro de 1941 foi fundando o Clube dos Jangadeiros. Um sonho lançado às águas por iniciativa do empresário e desportista Leopoldo Geyer, igualmente fundador dos clubes Veleiros do Sul e Iate Clube Guaíba, e que hoje tornou-se um símbolo da cidade e um verdadeiro celeiro de talentos da vela brasileira. O aniversário de 70 anos foi comemorado nos dias 3 e 4 de dezembro de 2011, do jeito que os associados mais gostam, com muitas regatas no Guaíba e um jantar na Sede da Ilha. A Comodoria do Clube dos Jangadeiros recebeu associados e convidados em um evento que reuniu cerca de 200 pessoas e contou com os serviços gastronômicos do Restaurante da Ilha (SP Eventos) e do Restaurante Pimenta Rosa. A decoração ficou por conta da talentosa Cristina Pereira, que montou um cenário impecável para a festa, com direito a exposição de fotografias históricas e fogos de artifícios. Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a homenagem feita ao casal de associados Lucy e Claudio Aydos, símbolos do Clube dos Jangadeiros. O comodoro Renê Garrafielo e o presidente do Conselho Deliberativo, Manuel Rutkay, discursaram, saudando o casal, que ainda recebeu flores e uma placa. Na água, a festa também foi animada e recheada de muitas disputas e fortes emoções. Com ventos que ultrapassavam os 20 nós, os velejadores deram um show, brindando aos espectadores que assistiam às regatas, a beira da piscina do clube ou em botes e lanchas, no Guaíba. As comemorações foram encerradas com a cerimônia de premiação das regatas e uma homenagem a alguns atletas do clube que foram laureados, devido as suas importantes conquistas mundo afora.

Cláudio Bergmann/Comunicação

Com a presença de sócios e de convidados especiais, o clube comemorou os 70 anos em uma noite festiva no restaurante da Ilha. Cláudio e Lucy Aydos foi o casal homenageado.

A Família Aydos compareceu em peso

Aimée Virgínia Bento Soares e Margit Steiner Lamachia

André Jobim e Andréa Prates da Cunha de Azevedo

Heloísa, Marga e Helena Paradeda

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SOCIAL

Henrique Milano Bergallo, Michael Weinschenck Tuffy Calil, Deda De Lorenzi e Carlos Alberto Aydos

Lucy e Claudio Aydos e o comodoro Renê Garrafielo

Maria Beatriz e Manuel Ruttkay Pereira

Michael Weinschenck e Roberta Venzon Borges

Paulo Tupinambá Barcellos Fernandes e Aline Kusiak

Pedro Chaves Barcellos e Maria do Carmo Ribeiro Tellechea

Rossana Strunz e Nilo Coelho

Sylvia e Paulo Renato Paradeda

Vanira e Dedá De Lorenzi

Werner e Margie Siegmann

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BALANÇO

Demonstrativo Econômico Financeiro Cláudio Bergmann/Comunicação

Com suas finanças em equilíbrio e investimentos em todos os setores, o Clube dos Jangadeiros segue à risca seu Orçamento anual, com critérios de gestão na admistração das despesas e suas prioridades de obras.

A implantação do Sistema Orçamentário no Clube dos Jangadeiros, em 2007, foi decisiva para os resultados econômico-financeiros que mantém equilibradas as finanças do clube, como se obserLuiz Gerbase va no demonstrativo dos últimos três anos. “O Clube dos Jangadeiros não só encontrou seu equilíbrio entre receitas e despesas, mas apresenta uma saúde financeira responsável por investimentos Patrimoniais e na Vela, o que demonstra uma gestão comprometida com o futuro

do clube” disse Luiz Francisco Gerbase, Vice-Comodoro Administrativo-Financeiro. De acordo com Gerbase, “atingimos estes resultados a partir do cumprimento do Orçamento anual, instrumento que nos possibilitou organizar, de forma criteriosa, as prioridades do clube tanto em seu custeio como, principalmente, nos investimentos em obras novas e nas melhorias das nossas instalações”. Além do controle rígido das despesas, o clube vem buscando aumento de sua receita através das locações seja para eventos sociais ou de espaços comerciais, como é o caso das lojas de equipamentos náuticos. “Neste setor, especialmente, fizemos investimentos com a reforma do pavilhão antigo, no Continente, transformando em um novo espaço comercial, que deverá ser ampliado para a instalação de novas lojas”.

DEMONSTRATIVO DE RESULTADO

2009

2010

2011

RECEITA OPERACIONAL ORDINÁRIA

2.114.600,34

2.297.071,86

2.630.675,67

712.631,54

809.232,93

691.980,05

96.764,12

183.763,03

72.169,51

2.923.996,00

3.290.067,82

3.394.825,23

2.413.724,75

2.554.356,23

2.745.706,11

135.646,79

151.500,43

175.391,35

40.910,02

136.776,27

71.250,97

TOTAL DA DESPESA ................................................................

2.590.281,56

2.842.632,93

2.992.348,43

RESULTADO ..............................................................................

333.714,44

447.434,89

402.476,80

2009

2010

2011

140.824,97

203.853,01

267.948,10

2009

2010

2011

271.125,25

262.279,74

304.212,62

RECEITA OPERACIONAL EXTRAORDINÁRIA RECEITA EXTRAOPERACIONAL TOTAL DA RECEITA ................................................................. DESPESA OPERACIONAL ORDINÁRIA DESPESA OPERACIONAL EXTRAORDINÁRIA DESPESA EXTRAOPERACIONAL

VALORES INVESTIDOS IMOBILIZADO......................................................................................................... VALORES INVESTIDOS DA VELA ***

*** Fundo de Vela, Equipe Olímpica, Instrutores e Monitores de Vela e Promoções Esportivas. 8 • A Jangada


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OCEANO

Kamikaze XI é tricampeão da Copa Cidade Guto Moisés/Comunicação

Realizada nos dias 24 e 25 de março, a tradicional Copa Cidade Porto Alegre abriu o calendário das regatas de Oceano no Estado. Com um clima agradável de início de outono, sol e vento sul, a competição contou com o patrocínio exclusivo do Banrisul, que participou da premiação na Ilha dos Jangadeiros.

O Velejaço da 18ª Copa Cidade de Porto Alegre reuniu 21 tripulações

A comemoração dos 240 anos de Porto Alegre foi especial para a tripulação do Kamikaze XI, que conquistou seu terceiro título da Copa Cidade. Criada em 1995, em uma homenagem do Clube dos Jangadeiros à Capital Gaúcha, o evento em sua 18ª edição, reuniu mais de uma centena de competidores e 46 barcos, vindos dos principais clubes náuticos da cidade, Clube dos Jangadeiros (o anfitrião do evento), Veleiros do Sul, Iate Clube Guaíba e Sava Clube.

Kamikaze XI Na abertura oficial das regatas de Oceano, no Estado, o grande vitorioso foi o barco Kamikaze XI, do comandante Hilton Piccolo, que ficou com o título na classe BRA RGS, o prin10 • A Jangada

cipal do campeonato. O segundo colocado foi o Noa Noa II, de Leonardo Gomes. Os dois barcos fizeram uma dobradinha do Clube dos Jangadeiros, que ainda teve o terceiro colocado geral, o Magia, que este ano foi comandado por Francisco Freitas, com apoio da tripulação campeã brasileira da classe ORC do barco San Chico 2.

Super Comandante Um dos grandes destaques da competição foi o velejador Marcelo Bernd. Comandante do Boa Vida IV, ele Regata em Solitário e o Velejaço, um verdadeiro Super Comandante. Bernd ganhou a Regata em Solitário com uma vantagem de quase dez minutos em relação ao segundo colocado, o Escapada, de


Fábio Santarosa. Os dois velejadores fizeram uma dobradinha do Clube dos Jangadeiros, em uma prova que contou com a presença de 14 barcos e ainda competidores do Veleiros do Sul, do Iate Clube Guaíba e do Sava Clube. Já, no segundo dia de regatas, o principal adversário do Boa Vida IV foi o Marina 4, do comandante Felipe Carvalho, também do Jangadeiros. O terceiro lugar, entre os 21 barcos que participaram do Velejaço, ficou com o Escapada, de Fábio Santarosa. Outro velejador, que mais uma vez esteve muito bem, foi José Antônio Torelly Campello, comandante campeão da classe Microtoner 19., que

Comandante do Escapada, Fábio Santarosa (D) ficou em segundo na Regata em Solitário e em terceiro no Velejaço

Comandante do Manatee, Roberto Bins Ely (segundo da direita para a esquerda) foi o primeiro colocado na categoria Cruzeiro 35 na Regata em Solitário

Comandante do Boa Vida IV, Marcelo Bernd (D) venceu a Regata em Solitário e o Velejaço

Kamikaze XI manteve o título na categoria RGS

A tripulação do Meu Garoto, primeiro colocado na categoria Cruzeiro 23 no Velejaço

Kamikaze XI vencedor da Copa Cidade

Tripulação do Escapaca recebe prêmio das mãos do presidente da Fevers, Carlos Henrique De Lorenzi


OCEANO teve ainda 14 Bis e Gazeio na segunda e terceira colocação, respectivamente. E na classe J-24 o Veleiros do Sul foi o destaque com Tango, de Alex Luz na frente, seguido de Cosa Nostra e Diferencial, ambos do VDS. Entre todas as regatas da tradicional Copa Cidade de Porto Alegre, merece elogios a participação de 35 barcos das classes Solitário e Velejaço, que juntamente com as outras embarcações, transformaram o horizonte do Guaíba com as cores de suas velas e balões.

Tripulação do Manatee recebe prêmio de 1º lugar na categoria Cruzeiro 35 do Velejaço

Tripulação do Boa Vida IV, campeão do Velejaço

Comandante do Bolt II, Delmar Meinerz (D) foi o primeiro colocado na categoria Cruzeiro 20 na Regata em Solitário

A tripulação do Thermopylae, o grande campeão da classe Microtoner 19

A jovem tripulação do Cosa Nostra terminou em segundo lugar na J-24

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A tripulação do Tango, o campeão da classe J-24


NONO NONO

BRA RGS 1º Kamikaze XI - Hilton Piccolo (CDJ) 2º Noa Noa II - Leonardo Gomes (CDJ) 3º Magia by San Chico BY SAN CHICO - Francisco Freitas (CDJ)

A tripulação do Oceano IV, campeão da classe RGS Estreante

Microtoner 19 1º Thermopylae - José Antonio T. Campello (CDJ) 2º 14 Bis - Humberto Blattner (Sava) 3º Gazeio - Mauro Marcelo Lino (Sava) J-24 1º Tango - Alex Luiz (VDS) 2º Cosa Nostra - Artur Schneider (VDS) 3º Diferencial - Nelson Ilha (VDS) Regata em Solitário: 1º Boa Vida IV - Marcelo Bernd (CDJ) - Força Livre 2º Escapada - Fábio Santarosa (CDJ) - Cruzeiro 30 3º Sir Wallace - Eduardo Grafulha (ICG) - Cruzeiro 30 4º Meu Garoto - Marco Py (VDS) - Cruzeiro 23 5º Tem a Ver Comigo - Werner Siegmann (CDJ) - Cruzeiro 23 6º Manatee - Roberto Bins Ely (CDJ) - Cruzeiro 35 7º Entre Pólos - Ademir de Miranda (ICG) - Força Livre 8º Vadio - Fernando Gadret (CDJ) - Cruzeiro 30 9º Confidence - Miguel Petkovicz (ICG) - Cruzeiro 23 10º Sem Destino - João Pedro Castro (ICG) - Cruzeiro 23 11º Bolt II - Delmar Meinerz (Sava) - Cruzeiro 20 12º Desafio - Reinaldo Roesch (ICG) - Cruzeiro 23 13º Princess Mell - Robson Morales (CDJ) - Cruzeiro 30 14º Antares - Mathias Glimm (VDS) - Cruzeiro 26 Velejaço: 1º Boa Vida IV - Marcelo Bernd (CDJ) - Força Livre 2º Marina 4 - Felipe Carvalho (CDJ) - Força Livre 3º Escapada - Fábio Santarosa (CDJ) - Cruzeiro 30 4º Friday Night - Frederico Roth (VDS) - Cruzeiro 40 5º Meu Garoto - Nilmar Flores (VDS) - Cruzeiro 23 6º Aquário II - Henrique Ilha (VDS) - Cruzeiro 30 7º Jodan 3 - João Daniel Xavier Nunes (CDJ) - Cruzeiro 30 8º Sir Wallace - Eduardo Grafulha (ICG) - Cruzeiro 30 9º Esperanza- Vitor Hugo Stepanski (ICG) - Cruzeiro 23 10º Manatee - Roberto Bins Ely (CDJ) - Cruzeiro 35 11º Alvará - Luciano Veloso (CDJ) - Cruzeiro 23 12º Ventum II (ICG) - Cruzeiro 23 13º Cyclone - Eduardo Bojunga (CDJ) - Cruzeiro 20 14º Desafio - Reinaldo Roesch (ICG) - Cruzeiro 35 15º Viva La Vida - João Pedro Wolff (CDJ) - Cruzeiro 30 16º Cavalo Loko - Alexs Sandro Lessa (Marina Lessa) - Cruzeiro 30 17º Pazzo Per Te - Fabricio Henrique Paim (CDJ) - Cruzeiro 35 18º Bolt II - Ricardo Ferrazzo Ribeiro (SAVA) - Cruzeiro 20 19º Entre Pólos - Ademir De Miranda (ICG) - Força Livre 20º Princess Mell - Robson Morales (CDJ) - Cruzeiro 30 21º Águia Real - Rodrigo Aquino (CDJ) 20

Comandante do Meu Garoto, Nilmar Flores foi o primeiro colocado na categoria Cruzeiro 23 da Regata em Solitário

Tripulação do San Chico 2 correu a bordo do Magia e terminou em 3º lugar na RGS

Tripulação do Noa Noa II, o segundo colocado da RGS

Tripulação do Kamikaze XI, o grande campeão da 18ª Copa Cidade de Porto Alegre

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Hilton Piccolo (segundo da esquerda para a direita) sagrou-se campeão da Copa Cidade pelo terceiro ano consecutivo


OS CAMPEÕES DOS 70 ANOS

Uma coleção de vitórias e títulos Desde o Clube dos Filhotes, criado pelo patrono Leopoldo Geyer para incentivar o esporte de vela esportiva, o Clube dos Jangadeiros sempre se destacou nas regatas em todos os níveis. Vencemos mundiais, conquistamos uma medalha olímpica, além de acumular vitórias em pan e sul-americanos, brasileiros e campeonatos estaduais. Por Ivan Netto

Títulos mundiais, pan-americanos, sul-americanos, brasileiros, estaduais e até uma medalha olímpica. Em seus 70 anos de vida, o Clube dos Jangadeiros produziu campeões de todos os tipos, gêneros e classes. Desde a longínqua década de 1950, quando brilhavam velejadores como Gabriel Gonzales e Gastão Altmayer, dezenas de vitoriosos representaram o Clube mundo afora, sempre mostrando muita competência e enchendo de orgulho toda a Família Jangadeiros. E é difícil saudar os nossos campeões sem começar pelos anos 60. Foi nesta década que ganhamos o primeiro título mundial, com os irmãos Marco Aurélio Paradeda e José Adolfo Paradeda, na classe Pinguim. “Foi uma vitória importante, que ajudou a desenvolver a vela juvenil do Clube dos Jangadeiros e nos deu motivação para seguir competindo”, conta Marco Aurélio, que sagrou-se campeão mundial com 19 anos de idade (José Adolfo tinha apenas 14). Dois anos mais tarde, Nelson Piccolo e Carlos Henrique de Lorenzi, o Dedá, repetiram a façanha, só que na classe Snipe. Então com 28 anos, Piccolo já colecionava títulos nacionais, todos conquistados como proeiro de Gabriel Gonzales. Mas foi em 1967, em Nassau, nas Bahamas, que o multicampeão ganhou o mundo. “Transportar o barco

1967 - Piccolo e Dedá na

Classe Snipe

até o campeonato foi muito complicado e, quando ele finalmente chegou lá, estava num estado muito ruim. Precisamos trabalhar bastante nele antes do início do campeonato, mas mesmo assim conseguimos um excelente desempenho nas regatas”, lembra. Ícones dos anos 1960, 1970 e 1980, Nelson Piccolo e Marco Aurélio Paradeda não paravam de obter vitórias. A classe podia mudar, mas as conquistas continuavam. Ainda em 1967, Piccolo ainda venceu o Pan-Americano e o Brasileiro de Snipe. Anos mais tarde, passou a competir de Hobie Cat 14 e Super

Tem que pegar o gostinho do barco, gostar do que está fazendo. Velejar não pode ser uma obrigação. E, claro, sem treino não se ganha nada. 1967 - Nelson Piccolo e Carlos Henrique De Lorenzi

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(Nelson Piccolo)


OS CAMPEÕES DOS 70 ANOS

Acho que temos muita tradição na formação de bons iatistas e isso, através da Escola de Vela Barra Limpa, se consolidou no Clube dos Jangadeiros. Cabe a cada um aproveitar essas oportunidades que o clube oferece. E, é claro, o velejador precisa de muita perseverança, dedicação e disciplina.

gadeiros sediou o Campeonato Sul-Americano de 470, em 1985, ele, ao lado do parceiro Pedro Chiesa, terminou a competição tendo seu barco carregado pelos amigos, aos gritos de “ é campeão”. “Este campeonato foi no ano que eu mais treinei na minha vida”, explica Silvana, emendando: “Eu queria ir pro Mundial, mas acabamos não tendo patrocínio. Apesar de não sermos os favoritos, continuamos treinando e chegamos muito preparados no Sul-Americano”.

(Marco Aurélio Paradeda) Cat 17 e empilhou títulos nacionais. Ao todo, apenas nestas duas classes, foram 16 campeonatos nacionais conquistados. Já Marco Aurélio foi para o Snipe e venceu os Brasileiros de 74, 75 e 76, com três parceiros diferentes (Rainer Weiprecht, Hebert Heidrich e Luiz Pejnovic, respectivamente). Mas ainda faltava algo. Foi então que Marco Aurélio decidiu mudar de classe novamente, comprou um barco de 470 e iniciou o sonho olímpico. “Todo atleta amador tinha como sonho maior participar de um evento desse nível. E, quando aconteceu, foi fantástico”, ressalta o velejador, que participou dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, ao lado de Luiz Alberto Aydos; e de Los Angeles, em 1984, ao lado de Peter Nehm. As conquistas dos dois velejadores eram uma motivação óbvia para os jovens que iniciavam na Escola de Vela Barra Limpa, nos anos 1980. E foi neste período que uma nova geração nascia. Irmão mais novo de Luiz Alberto Aydos, o parceiro de Marco Aurélio em Montreal, Jorge Alberto, o Silvana, teve em quem se espelhar, tanto que também começou a competir na classe 470. E quando o Clube dos Jan-

1980 - Marco Aurélio Paraded no Campeonato Mund a e Luiz Alberto Aydos ial da Classe 470

Ainda nos anos 1980, dois irmãos começavam a destacar na classe Optimist e mostravam que novas gerações de vencedores estavam a caminho. Sobrinho de Marco Aurélio, Alexandre Paradeda começou a escrever o seu nome na história do Clube dos Jangadeiros em 1987, quando venceu o Campeonato Brasileiro de Optimist. Era a primeira vez que um velejador do clube conquistava a competição e, ali, já se via que muito se ouviria falar em Alexandre. Inspirado nos campeões do clube, Xandi foi para o Snipe e não parou mais de vencer. “Os exemplos dentro do clube facilitam muito. Na minha época me inspirei muito no meu tio Marco (Marco Aurélio Paradeda),

Treinar é fundamental, mas não se pode nunca esquecer de se divertir e da amizade proporcionada pelo nosso esporte. A parceria entre os velejadores é algo essencial para a felicidade na vela. (Jorge Alberto “Silvana” Aydos) 1989

a dos e Pedro Chies - Jorge “Silvana” Ay

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OS CAMPEÕES DOS 70 ANOS

Não tem atalho. A facilidade natural te leva até um certo ponto, mas o trabalho é fundamental. Sem isso, é impossível ir longe. (Alexandre Paradeda) no Vergonha (José Luiz Ribeiro), no Dodão (George Nehm) e no Victor Hugo (Victor Hugo Schneider)”, ressalta, destacando um deles em especial: “O Dodão me levou bastante pra velejar e me ensinou muitas coisas”. E os ensinamentos de George Nehm devem ter sido bons mesmo, porque Alexandre conquistou nada mais, nada menos que 18 campeonatos brasileiros (classes Optimist, Snipe e 470), 10 sul-americanos (classes Snipe, 470, Soling e Europa), um Mundial (Snipe), um Hemisfério Ocidental (Snipe) e ainda ganhou uma medalha de ouro e uma de prata em Jogos Pan-Americanos. Sobre o título mundial, conquistado em 2001, Xandi conta: “Foi um ano pós Olimpíada e eu tive bastante para me dedicar ao Mundial de Snipe. Além disso, estava muito motivado porque tinha ficado em segundo lugar nos principais campeonatos do ano anterior”. Então com 28 anos,

Xandi voltou de Punta del Este, onde a competição foi realizada, com direito a caminhão de bombeiros e muita festa ao lado de seu proeiro e primo, Eduardo Paradeda. Outro Paradeda que mostrou talento ao longo da história do Clube dos Jangadeiros foi o irmão mais novo de Alexandre, Roberto. Vice-campeão brasileiro de Optimist em 1996, em uma vitoriosa geração oriunda da Escola de Vela Barra Limpa, Beto conta que em seus anos de velejador a grande dificuldade

2012 - André Fonseca e Ma rco

Grael - Semana Brasileira de Vela

- Búzios

O velejador não pode pensar em resultados, e sim em se divertir. As coisas acontecem ao natural e as oportunidades sempre aparecem. Às vezes, o cara que foi super campeão no Optimist acaba parando logo ali e um outro cara que não foi também, mas que sempre se divertiu, acaba se tornando um grande velejador e um campeão. O período inicial não pode ser estressante. É preciso se divertir. (André “Bochecha” Fonseca)

classe 470 2002 - Campeonato Brasileiro da

É preciso treinar muito. Pra vencer são necessárias muitas horas de Guaíba, o resto vem ao natural. (Roberto Paradeda) 1 • A Jang 16 Ja Jangada ang gad adaa

era o acesso aos melhores materiais. Mas isso não o impediu de mostrar competência e vencer importantes títulos, como o Brasileiro e o Sul-Americano de 420, em 2006, ao lado de Gabriel Kieling, o Bolinha. Anos antes, na classe Snipe, Beto destacava-se ao lado de André “Bochecha” Fonseca, outro velejador que carimbou seu nome na história do Clube dos Jangadeiros. Catarinense de Florianópolis, Bochecha chegou a Porto Alegre para formar dupla com Xandi, em busca da vaga olím-


OS CAMPEÕES DOS 70 ANOS pica para Sidney. E de lá pra cá, impressionou a todos, escrevendo um dos mais completos currículos da vela brasileira. Para se ter ideia, são 18 título brasileiros, duas voltas ao mundo, diversos sul-americanos e três participações olímpicas. E, como se não bastasse tudo isso, tornou-se pioneiro no país na classe 49er. “Éramos muito jovens e pegamos um barco que não existia no Brasil. Mas mesmo assim começamos do nada esse projeto de ir para a Olimpíada de Atenas e fomos bem sucedidos”, revela Bochecha, que terminou os Jogos Olímpicos de 2004 em 6º lugar. Nesta mesma época, quem também aspirava ao sonho olímpico era Fernanda Oliveira. Em um clube onde os homens eram maioria entre os velejadores, Fernanda mostrou talento, superou barreiras e tornou-se a primeira mulher a conquistar uma medalha olímpica para a vela brasileira. Competindo ao lado de Isabel Swan, Fernanda fez bonito nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, terminando a competição com a medalha de bronze. Além do feito inédito, Fernanda participou de outras duas Olimpíadas (Sidney e Atenas) e dominou a classe 470 em nível nacional. Uma verdadeira estrela da vela do Clube dos Jangadeiros.

Fábio Pillar e G ustavo Thiese n - Classe 470

O Clube dos Jangadeiros é uma fábrica de campeões e só depende dos próprios velejadores manter esta tradição. O segredo é treinar, se dedicar e seguir os exemplos que tiveram sucesso no passado. (Fábio Pillar)

2012 -

Ana Barbachanl Fernanda Oliveira e

- Semana Brasileira

de Vela - Búzios

Velejem por prazer, acreditem nos seus sonhos e não esqueçam que cada dia de treino deve ser merecedor de uma medalha, portanto trabalhem duro! (Fernanda Oliveira)

Em meio a tantos velejadores vitoriosos, como Alexandre, Roberto, Bochecha e Fernanda, um novo talento despertava. Oriundo da Escola de Vela Barra Limpa, Fábio Pillar sempre mostrou-se um velejador habilidoso. Depois do início no Optimist, Fábio escolheu a classe Laser para dar sequência a sua trajetória na Vela. E, com apenas 20 anos, sagrou-se campeão Mundial de Laser Radial, feito inédito entre os velejadores do Clube dos Jangadeiros. “Eu era muito leve, mas gostava de velejar com vento forte. Treinei muito a parte física para compensar a falta de peso e, no campeonato, deu de tudo, vento fraco, forte e médio. Eu vinha de um título brasileiro e um segundo lugar no Sul-Americano e quando chegou o Mundial, então estava no meu melhor momento. Nunca treinei tanto como nesta época”, pondera. Do Laser, Fábio pulou para o 470, no qual disputou a Olimpíada de Pequim ao lado de Samuel Albrecht, e iniciou uma série de vitórias, em âmbito nacional, vencendo as edições de 2010 e 2011 do Campeonato Brasileiro. Hoje, segue em campanha olímpica, desta vez ao lado de Gustavo Thiesen. E, com talento de sobra, promete dar muitas alegrias para a Família Jangadeiros. A Ja Jang Jangada ng gada ad da • 17 17


MONOTIPOS

O 40º Campeonato Brasileiro de Optimist Emoção e luta até a última regata. Assim foi a disputa do 40º Campeonato Brasileiro da Classe Optimist, competição sediada pelo Clube dos Jangadeiros, de 12 a 21 de janeiro. Na água, os competidores enfrentaram o sol, chuva e ventos fortes e, apesar da pouca idade, velejaram como gente grande. Enquanto isso, na Ilha dos Jangadeiros, os pais roíam as unhas e andavam impacientes de um lado para o outro, à espera dos resultados. Os primeiros a irem para a água foram os estreantes. E justamente os menores foram os que tiveram mais trabalho. Depois de um primeiro dia com duas regatas, a carioca Sabrina Magalhães, do Iate Clube do Rio de Janeiro, assumiu a liderança da competição. Só que nos dias seguintes a chuva não deu trégua e a Copa Brasil de Optimist Estreante acabou mesmo com apenas duas provas realizadas. O segundo lugar ficou com o também carioca Bernardo Tostes, seguido pela pernambucana Marina Hutzler. Na quarta colocação, mais uma menina: Esther Wölner, do Rio de Janeiro. Já o quinto lugar ficou com Lorenzo Bernd, do Clube dos Jangadeiros, que ainda faturou o segundo lugar na categoria Mirim. Depois de três dias de muita chuva e poucas regatas, o sol e o vento finalmente apareceram para os participantes do 40º

Os velejadores do Clube dos Jangadeiros e do Veleiros do Sul formaram os times que representaram o RS na competição por equipes

18 • A Jangada

Ivan Netto/Comunicação

Jangadeiros foi anfitrião da mais importante competição da classe Optimist em nível nacional. Os velejadores mostraram muita garra nas disputas das regatas realizadas de 12 a 21 de janeiro . Os catarinenses venceram por equipe, seguidos da flotilha do Rio de Janeiro.

Cristiano Tatsch e Francisco Freitas comandaram a cerimônia de premiação

Campeonato da Classe Optimist. Desde o início, a briga pelo título se desenhava entre dois velejadores do Rio de Janeiro: Leonardo Lombardi, do Clube Naval Charitas, de Niterói, e Rodrigo “Tintin” Luz, do Iate Clube do Rio de Janeiro. Foram 14 regatas e um verdadeiro show de vela na raias das Baías da Pedra Redonda e da Tristeza. No último dia, Tintin e Leozinho começaram empatados em pontos, com vantagem para o carioca nos critérios de desempate (mais primeiros lugares). Na primeira regata do dia, com um velejador em cada bateria, ambos terminaram em segundo lugar. Na prova seguinte, Tintin e Leozinho brigaram na raia pela melhor colocação, e aí valeu a estratégia do velejador niteroiense, que marcou o carioca durante toda a regata. Com isso, Tintin terminou a prova na 28ª posição e Leozinho na 31ª, resultados que ambos descartaram. E o descarte foi amplamente favorável ao velejador do Clube Naval Charitas, que ao final da regata comemorou a conquista com os amigos, ainda na raia da Baía da Pedra Redonda. “A minha regularidade tornou o campeonato menos difícil”, explicou Lombardi, que não poupou elogios ao Clube dos Jangadeiros: “Conheço o Janga há muito tempo e, pessoalmente, gosto muito daqui. A estrutura é muito boa e tenho vários amigos. A raia, como de costume, nessa época, proporcionou ventos ótimos e uma condição excelente para o campeonato”. Logo atrás de Lombardi ficaram: Rodrigo Luz (2º), Thiago Ribas (3º), Gabriel Eldstrodt (4º), Felipe Rondina (5º) e Pedro Zonta


MONOTIPOS (6º). Este último, por sinal, terminou o campeonato de maneira impressionante, vencendo as últimas cinco regatas da competição. O jovem velejador do Clube dos Jangadeiros garantiu vaga para o Sul-Americano da classe e encheu os olhos de quem assistiu as regatas de sexta e sábado. “O nosso objetivo era colocar três integrantes entre os 15 primeiros e nós fizemos isso. O desempenho do Zontinha não me surpreende porque ele é um velejador muito talentoso”, sentenciou o diretor de Vela Infanto Juvenil do Clube dos Jangadeiros e treinador da Flotilha da Jangada, Átila Pellin, destacando o excelente desempenho de Marcelo Gallicchio (13º) e Phillip Rump (15º). Quem também comemorou bastante foi a catarinense Maria Luiza Rupp, campeã no feminino. A velejadora do Iate Clube de Santa Catarina terminou o campeonato na 16ª colocação geral e com uma folgada vantagem em relação a segunda colocada, a baiana Luiza Cruz, do Yacht Clube da Bahia. O terceiro lugar ficou com Julia Correia, do Clube Naval Charitas. Na competição por equipes, quem levou a melhor foi o time de Santa Catarina. Assim como em 2011, os velejadores catarinenses mostraram muita competência e espírito de grupo, vencendo a equipe 1 do Rio de Janeiro.

Os 15 melhores da Copa Brasil de Optimist Estreante: 1º Sabrina Faria Magalhães (ICRJ - RJ) 2º Bernardo Souza Pinto Tostes (ICRJ - RJ) 3º Marina P. Hutzler (CIC - PE) 4º Esther Pessanha Ferreira Wölner (ICRJ - RJ) 5º Lorenzo de Lemos Bernd (CDJ - RS) 6º Luiz Otávio Vieira Correia (CNC - RJ) 7º Carlos Eduardo Lopes (YCB - BA) 8º Gabriel Kern (CDJ - RS) 9º Marina Mariutti Carioba Arndt (Ilhabela - SP) 10º Rafael Servaes (ICSC - SC) 11º Carlos André Folly Falcão (CNC - RJ) 12º Victor van Swaay De Marchi (CCSP - SP) 13º Matheus Magalhães Reis Oliveira (EVI - SP) 14º Nina Marcolini Thoni (PCSF - RJ) 15º Nicholas Harb Bizzi (CDJ) Campeonato por Equipes 1º Santa Catarina 1 2º Rio de Janeiro 1

Na final da tarde de sábado, todos os campeões foram homenageados e receberam troféus. A cerimônia de premiação foi comandada pelos vice-comodoros de Planejamento e Marketing e Esportivo, Cristiano Tatsch e Francisco Freitas, respectivamente, e teve como grand finale uma apresentação da Imperadores do Samba, que marcou o encerramento do evento.

Pedro Zonta obteve o melhor resultado entre os velejadores do Clube dos Jangadeiros

Os 15 melhores do 40º Campeonato Brasileiro da Classe Optimist: 1º Leonardo Lombardi (CNC - RJ) 2º Rodrigo Luz (ICRJ - RJ) 3º Thiago Ribas (VDS - RS) 4º Gabriel Eldstrodt (YCSA - SP) 5º Felipe de Santa Ritta e Rondina (ICB - DF) 6º Pedro Zonta (CDJ - RS) 7º Ricardo Luz Bittencourt (ICRJ - RJ) 8º Pedro Luiz Marcondes Corrêa (YCSA - SP) 9º Gustavo Luis Ribeiro Abdulklech (ICRJ - RJ) 10º Michel Scheffer Durieux (ICSC - SC) 11º Vitor Costa de Almeida Abreu (ICB - DF) 12º Luis Antonio Dotta (YCSA - SP) 13º Marcelo Gallicchio (CDJ - RS) 14º João Pedro Frimm (CCSP - SP) 15º Phillip Rump (CDJ - RS)

Os campeões por categoria do 40º Campeonato Brasileiro da Classe Optimist: Masculino

Feminino

Juvenil

Juvenil

Leonardo Lombardi (CNC - RJ)

Maria Luiza Cimardi Rupp

Infantil

Infantil

Gustavo Luis Ribeiro Abdulklech (ICRJ - RJ)

Luiza Macedo Cruz

Mirim

Mirim

Tiago Monteiro

Marina P. Hutzler

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NONO NONO

20 • A Jangada

A Jangada: Março de 2012  

Revista do Clube Jangadeiros