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A Jangada www.jangadeiros.com.br

Junho de 2012

A bela Ilha dos Jangadeiros Revista Jangada_n10.indd 1

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EDITORIAL

A Jangada A Revista A Jangada é uma publicação do Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre, com circulação dirigida aos seus sócios, clubes náuticos, entidades esportivas e imprensa.

DIRETORIA DO CLUBE DOS JANGADEIROS – 2010/2012 Renê dos Santos Garrafielo Comodoro Luiz Francisco Gerbase Vice-Comodoro Administrativo Francisco de Paula B. de Freitas Vice-Comodoro Esportivo Jorge Decken Debiagi Vice-Comodoro de Obras e Patrimônio Cristiano Roberto Tatsch Vice-Comodoro de Desenvolvimento e Marketing André Jobim de Azevedo Diretor Jurídico Luiz Fernando Schramm Pereira Diretor da Escola de Vela Mario Roberto Dubeux Diretor Técnico de Vela Olímpica Renato da Costa Brito Diretor de Vela de Monotipos Atila Pellin de Lima Diretor de Vela Infanto Juvenil Pedro Luiz Gomes Boletto Diretor de Cruzeiro CONSELHO DELIBERATIVO Manuel A Ruttkay Pereira Presidente Pedro Cesar de Oliveira Fº Vice-Presidente Claudio Roberto Broxete da Silva Secretário CONSELHO FISCAL Efetivos César Augusto Rostirolla Gilberto Carvalho Michael Weinschenck Suplentes Paulo Boa Ventura Arruda Paulo Tupinambá Fernandes Tuffy Calil Jose

Revista A Jangada

Objetivos comuns, conquistas de todos

Estar à frente da Comodoria é uma honra e um compromisso com objetivos comuns de todos os associados. Uma função que nos permite uma visão mais ampla, das necessidades impostas e das prioridades que devem respeitar o nosso orçamento anual. Neste equilíbrio entre receitas e despesas nossa principal missão é garantir investimentos e tornar o clube ainda mais bonito e atrativo para todos nós. Juntamente com isso, temos feito muitas ações com objetivo de integrar os sócios através de eventos sociais e esportivos. Acreditamos que um clube se faz por seus associados e pela convivência social entre eles. E neste sentido fomos felizes nesta gestão com inúmeras atividades que tiveram seu êxito pelo comprometimento e dedicação dos membros da Comodoria e da Diretoria. Além disso, ressalto o empenho e profissionalismo do nosso quadro de funcionários, sempre atuantes para melhor realizar e colaborar com o sucesso das atividades propostas. Quero encerrar esta gestão agradecendo a confiança e o

Produção e Edição Jornalista Responsável: Guto Moisés – Fenaj 6543/RS Assistente de Redação: Ivan Netto

apoio dos associados, aos meus parceiros de comodoria e dire-

Fotos: Arquivo Jangadeiros, Ivan Netto e Guto Moisés Projeto Gráfico e Diagramação: Imagine Design Tiragem: 2.000 exemplares Distribuição Dirigida Comercialização: Alexandre Dallapicola Tel.: 3233.7334 – alx@dft.com.br

Clube dos Jangadeiros que trabalham para uma administração e

toria que estiveram à bordo deste barco, e aos colaboradores do

organização de resultados positivos, de metas cumpridas e sonhos alcançados. Renê Garrafielo Comodoro

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INFORME JANGADEIROS

É dia de São João! Está chegando a hora tirar o chapéu de palha do armário, vestir uma camisa xadrez e vir para o Clube dos Jangadeiros curtir a nossa tradicional Festa Junina. Este ano, o evento será realizado no dia 30 de junho, a partir das 15h, no Pavilhão de Monotipos Edmundo Fróes Soares. Além de muitas brincadeiras, a organização promete comidinhas gostosas, brindes e diversão ilimitada. E, é claro, muito pinhão e quentão para aplacar o frio. Para mais informações, ligue para o telefone (51) 32680080 – ramal 6.

Areia das obras do PISA

Uso do adesivo de identificação As portarias, recepção e da ilha, já estão monitorando o acesso de veículos que entram no clube a partir da identificação dos sócios através do adesivo colocado no vidro dianteiro do automóvel. Além do sistema de câmeras de segurança, a circulação de veículos no Continente e na Ilha, fazem parte das ações adotadas para a melhor segurança de todos os associados. Para cadastrar o seu veículo e atualizar os seus dados, basta o preenchimento de formulário disponível na Secretaria do clube.

A decisão sobre a areia despejada junto à enseada do lado oeste da Ilha, em virtude das obras do PISA, está com a Fepam para deliberação sobre seu destino e utilização. A Comodoria apresentou uma sugestão de manejo da areia com objetivo de permitir seu uso dentro do traçado original da ilha, que previa o aterramento até o farol.

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COMODORIA

Gestão de Resultados Nesta entrevista, o Comodoro Renê Garrafielo faz um balanço geral de sua administração e das realizações nestes últimos dois anos. Obras importantes foram executadas para melhor aproveitamento dos espaços do Continente e na Ilha. Quais foram os principais desafios de sua gestão? Acredito que o grande desafio em um clube como o Jangadeiros é manter um equilíbrio financeiro sem prejudicar seu crescimento. Com a saúde financeira em dia, podemos promover eventos sociais e esportivos, fazendo o sócio participar ativamente em seu dia a dia. Esta é a vida do clube, promover atividades aos associados. E olhando para nossa gestão, saímos felizes e realizados com o que promovemos. Quais os projetos realizados que você destacaria? Realizamos várias ações em diversos setores do clube, entre as quais: - A recuperação da piscina e renovação das mesas e cadeiras do lado Leste da Piscina; - A aquisição do trator para as lanchas e área do porto; - Revitalização dos espaços no continente, que engloba a alteração da entrada, as novas instalações para nossos funcionários de vestiário e refeitório, a integração da área infantil com o restaurante; - Reforma das churrasqueiras do lado Norte; Renê Garrafielo

- Criação de um novo espaço gourmet (ainda em obras); - Recuperação da quadra de tênis; - Fechamento envidraçado da varanda do restaurante da Ilha.

Varanda do restaurante recebeu vidros para fechamento

As metas de sua gestão para atender as demandas dos sócios foram atendidas? Tenho convicção que nosso trabalho recebeu aprovação dos associados. Realizamos grande parte do que desejávamos. Um período de dois anos é um espaço de tempo muito pequeno e o pensamento da gestão de um clube deve ser um processo contínuo e de planejamento a longo prazo. É preciso melhorar sempre. Há muito para ser feito e não podemos parar. Devemos pensar e agir além do período de uma gestão.

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E os Velejadores? Atender a vela de competição, realizando campeonatos de grande destaque, como o Brasileiro de Snipe e o de Optimist foi muito importante. Focar os esforços na formação de velejadores e na Escola de Vela, viabilizando uma renovação e um fortalecimento da juventude no clube mostrou ser uma estratégia acertada também. Os passeios realizados, com cerca de 50 embarcações em cada evento, mostram que a vela de cruzeiro e os motonautas estão muito dispostos aos eventos relacionados à confraternização e ao convívio da atividade náutica. E as atividades sociais? A vida social do clube também merece destaque. A grande participação de sócios e amigos, nos diversos eventos realizados, mostra isso. A festa de Aniversário dos 70 anos, o jantar de queijos e vinhos, o réveillon, a festa junina, o evento de dia das crianças, a abertura das piscinas, as entregas de prêmios, todas as realizações foram um grande sucesso graças à essa adesão dos associados, que são a essência de um clube.

Churrasqueiras passaram por reformas e melhorias

Aquisição do trator para rebocar lanchas e embarcações

Existem muitas necessidades e uma receita limitada para atender os desejos de todos. Em uma escala de prioridades, quais seriam as obras/melhorias para o clube? Nossa ilha é a prioridade agora e a sede deve ser melhorada. Desenvolver um espaço na área social com a ampliação e melhorias em nosso salão principal. Uma etapa já foi realizada, que é o fechamento da varanda com um sistema de vidros, que permite isolamento térmico e acústico. Precisamos prestigiar o associado com um ambiente confortável e de bom convívio. Outro ponto que entendo ser necessário é melhorar e criar uma área infanto juvenil, além da pracinha e da quadra de futebol, é preciso mais atrativos, é hora de pensar em algo para manter nossa gurizada que veleja mais tempo no clube. Uma quadra poli esportiva e uma pista de skate (pequena para não gerar fraturas) seriam obras interessantes no clube. Qual é sua avaliação sobre sua gestão, metas e resultados? Encerramos esta gestão com muita alegria e a certeza de que realizamos o melhor possível. Alguns fatores imprevistos prejudicaram algumas ações e fomos obrigados a readequar nosso orçamento. Tocamos em frente e realizamos tudo o que foi viável, sempre comprometidos com o planejamento financeiro do clube.

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CRUZEIRO

O luau dos Cruzeiristas Os Cruzeiristas estão movimentando a programação náutica do clube com velejaços que chegaram a reunir mais de 50 veleiros. Com a liderança de Pedro Boletto, diretor de Cruzeiro, os comandantes e suas tripulações participaram do Lual na praia do Arado Velho.

Velejaço e confraternização na praia do Arado Velho

Foi uma noite especial para os comandantes e suas tripulações no luau na praia do Arado Velho. O evento dos Cruzeiristas, que contou com mais de 50 barcos e pelo menos 150 associados, foi comemorado por Pedro Boletto, Diretor de Cruzeiro: “Foi bonito ver o pessoal confraternizando em volta da fogueira, na beira da praia, após o churrasco. Na água, eram tantos barcos, que até parecia uma cidade flutuante”. Boletto destacou que a ideia agora é montar um calendário para os cruzeiristas, com pelo menos seis eventos anuais, e ressaltou a participação dos sócios do Jangadeiros. “O apoio dos associados e da Comodoria foi fundamental para o sucesso do even-

to”, destacou. Na mesma linha, o vice-comodoro Administrativo, Luiz Francisco Gerbase, um dos grandes incentivadores do Luau, também festejou o sucesso. “Isso mostra a importância dos cruzeiristas para o nosso clube, que é reconhecido pela formação de velejadores para o esporte e lazer, mantendo a tradição da vela através destes eventos que reúne toda a família e amigos”, disse. Para o sócio Leandro Najfeld “foi mais uma exitosa atividade do clube, que está de parabéns por tudo. Fica aqui um especial agradecimento ao Capitão Pedro Boletto, a Capitã Tina, aos marinheiros do clube, que proporcionaram este fim de semana inesquecível”, publicou no grupo do Clube

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Foca Howes e Caco More

O casal Rejane e Jorge Debiagi

Luiz Fernando Schramm, Cesar Rostirolla e Pedro Bolleto

O casal Cesar Rostirolla e Marisa Medaglia Almeida

dos Jangadeiros, no Facebook. O Luau foi o segundo evento da temporada iniciada em abril quando quase duas centenas de pessoas e mais de 50 barcos prestigiaram o velejaço para areias da Praia do Tranqüilo, em uma ensolarada tarde de domingo. A turma se reuniu na sede campestre da Associação dos Funcio-

nários das Companhias e Empresas de Energia Elétrica do Rio Grande do Sul (AFCEEE) para uma confraternização que teve o carreteiro como prato principal. “Dia lindo, companhia perfeita e ótima comida”, resumiu a associada Marisa Medaglia Almeida, após o evento.

Churrasco na praia de Arado Velho

Paisagem bonita e local tranquilo para velejar

Veleiros ancorados para a confraternização na praia

Música ao vivo de qualidade, um show à parte

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O CONTINENTE

O charme da antiga casa de veraneio Foi aqui que tudo começou, há 70 anos. O que antes foi uma casa de veraneio e uma chácara, tornou-se na década de 40 a sede do Clube dos Jangadeiros. As duas casas, onde estão o Restaurante e a Secretaria, fazem parte deste acervo histórico e continuam reproduzindo o passado: são locais acolhedores que buscam preservar a harmonia do local com a convivência de seus ilustres visitantes, os associados. Neste ano, o Continente passou por um Projeto de Revitalização que valorizou ainda mais este charmoso espaço, com uma vista deslumbrante do Guaíba e da exuberante natureza que compõe este cenário de rara beleza e plasticidade. Sua nova entrada resgatou o antigo portão que dá acesso direto ao antigo trapiche dos tempos que a nossa Ilha ainda era um sonho a ser conquistado.

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A MARINA

O repouso dos veleiros antes da partida

Os veleiros e seus mastros, com suas velas enroladas, nos revelam uma imagem de descanso, de uma pausa entre uma velejada e o próximo destino. É assim, vizinhos do mesmo trapiche, que os veleiros aguardam o dia que seu Comandante irá levá-los a novos horizontes ao sabor do vento e da magia que é deslizar pelas águas. Quando atracados na marina, os veleiros se acomodam lado a lado no balanço de

águas tranquilas, ficam adormecidos à espera de uma nova partida. São dias para limpeza das cracas, de polimento do casco, de cuidados indispensáveis para enfrentar ventos suaves ou tempestades domadas. Estes veleiros, com nomes próprios grafados por seus Comandantes, fazem parte da família, são suas casas de veraneio ou de morada, dependendo a temporada ou destino.

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A ILHA

Viver em um cartão postal

Uma ilha que nasceu dos sonhos e de um traçado feito à mão, lápis e papel. Homens virtuosos que deixaram esta espetacular herança de pura natureza e sua deslumbrante fauna. Em seus 5 hectares de terra dragada, centenas de milhares de pedras em sua volta, a Ilha dos Jangadeiros é um cartão postal por sua beleza interior, seus recânticos floridos e túneis verdes, um lugar que nasceu de forma braçal e hoje faz poesia. 12 • A Jangada

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INFRAESTRUTURA

Mastros enrolados, dias de estaleiro De tempos em tempos os veleiros deixam a água, são erguidos por um guincho e passam alguns dias no estaleiro. Com seus calados à mostra, velas recolhidas, cabinas fechadas. É tempo para alguma reforma e, por que não, um novo batismo ao retornar ao seu ambiente natural: as águas do rio Guaíba. Conservação é a palavra-chave da equipe de manutenção, ora estão dragando ou trocando estacas, ora cortam gramas de ponta a ponta, para alegria da gurizada do futebol e das crianças que adoram correr e brincar nestes tapetes verdes. E para que serve esta antena tão alta? Equipada com rádio frequência, ela faz parte da logística da navegação, mantendo vigilância constante da entrada e saída das embarcações e dando boas vindas aos que nos visitam. E nos momentos de aperto dos Comandantes e de suas tripulações, as ondas de rádio levam socorro e segurança aos que estão enfrentando tormentas ou simplesmente um problema mecânico. O rádio do porto tem sua valiosa missão, imprescindível para os nossos navegantes.

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EVENTO SOCIAL

Happy Hour de Dia das Mães Com uma ideia diferente para comemorar o tradicional Dias das Mães, Vanda Vier liderou um grupo de mais de 80 pessoas nesta comemoração prestigiada também pelos maridos e filhos.

Com a presença de mais de 80 pessoas, o Happy Hour de Dias das Mães do Clube dos Jangadeiros foi um sucesso. Idealizado pela associada Vanda Vier, o evento não demorou para os casais preencherem a Sede do Continente. Logo, os grupos de amigos estavam formados e a conversa corria solta, sempre regada a vinho tinto e às delícias preparadas pela turma do Restaurante Pimenta Rosa. Em seguida, foi a vez de o cantor Danilo Sacchet embalar a noite com muita música italiana. Os presentes tomaram a pista e encerram a sexta-feira dançando e distribuindo sorrisos e alegria. “Estava maravilhoso”, resumiu a associada Vanira Sgambaro De Lorenzi.

A idealizadora do evento Vanda Vier

O vice-comodoro Esportivo do Clube dos Jangadeiros Francisco Freitas ao lado da esposa rejane e da filha Helena

Alice Kraemer e Pedro Boletto

Melissa Telles e Luiz Francisco Gerbase

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MONOTIPOS

1º Optifest, festa de vela em família Foi uma super festa, com pais e mães participando com o filhos das regatas de Optmist. Com a organização de Priscila Plentz o evento em sua primeira edição veio para ficar, integrando o calendário de atividades de vela de monotipos do próximo ano. Pais, mães e filhos tomaram a Ilha dos Jangadeiros no dia 12 de maio para prestigiar um evento que parece ter chegado para ficar: o Optifest. Com velas enfeitadas, pais fantasiados de mulher e mães a bordo dos pequenos barcos da classe Optimist, o evento proporcionou grandes disputas e muitas risadas. As primeiras regatas iniciaram às 14h e foram realizadas ao lado da rampa de monotipos, entre a Ilha e o Continente, o que possibilitou ao público assistir as provas. “Estava tudo lindo! Obrigado a todos que prestigiaram o evento”, agradeceu a idealizadora e organizadora do 1º Optifest, Priscila Plentz.

O filho João Luka Howes More e a mãe Foca Howes.

O pai Robson Morales e a filha Mell Morales

A mãe Andrea Kraemer e o filho Salvatore Meneghini

Luiza Howes More e Amanda Plentz

Na água (e em terra), diversão realmente não faltou. Lorenzo Bernd venceu a regata geral, que teve como segundo colocado o técnico da Flotilha da Jangada e diretor de vela Infanto-Juvenil do Clube dos Jangadeiros, Átila Pellin. Na regata com as mães, quem ficou com o primeiro lugar foi a dupla João Pedro Tatsch/Elizabeth Carara, com Tiago e Valéria Brito em terminando segundo lugar. A última regata do dia reuniu ex-optimistas em uma raia montada atrás da Escola de Vela Barra Limpa. A prova contou com a presença de diversos campeões históricos do Jangadeiros, como Jorge Aydos, Roberto Paradeda, Gabriel Kieling e Tiago Brito. Mas quem levou a melhor foi Andrei Kneipp, um dos velejadores que mais faturou medalhas no evento. A segunda colocação ficou com Lucas Aydos, seguido por Átila Pellin. A Jangada • 17

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DUPLA OLÍMPICA

Fernanda e Ana nas Olimpíadas de Londres Através de sua velejadora Fernanda Oliveira, que começou a velejar no clube com 11 anos de idade, o tradicional clube de vela do Rio Grande do Sul, garantiu mais uma vez presença em Jogos Olímpicos. Garra, talento e muita superação. Estas são algumas das marcas da carreira de uma porto-alegrense que aos 31 anos encaminha-se para a sua quarta olimpíada. Velejadora desde os 11 anos de idade, Fernanda Oliveira deu início a sua vitoriosa trajetória esportiva na Escola de Vela Barra Limpa, do Clube dos Jangadeiros. E desde cedo a menina mostrava que, além de habilidade, tinha muita determinação. “A Fernanda sempre foi muito competitiva, perder sempre a deixava muito braba”, lembra o primeiro treinador da velejadora, o multicampeão da vela brasileira Alexandre Paradeda. “Desde que saiu da Escola de Vela e ingressou na Flotilha da Jangada, ela sempre foi uma das mais dedicadas, sempre querendo treinar mais do que os outros e buscando a perfeição”, complementa o vice-comodoro Esportivo do Clube dos Jangadeiros, Francisco Freitas, que foi treinador de Fernanda em dois campeonatos brasileiros da classe Optimist. E foi com essas características que a competidora do Clube dos Jangadeiros tornou-se uma atleta olímpica. A primeira participação nos Jogos aconteceu em 2000, em Sidney,

Don Emmert AFP CP

Por Ivan Netto

Fernanda Oliveira - Jogos Olímpicos de Pequim - 2008

Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan - Campeonato Europeu de Vela 2011 - Thom Thouw

quando formava dupla com Maria Krahe. Ainda muito jovem (Fernanda tinha apenas 19 anos), ela terminou o campeonato na 19ª colocação. Em 2004, o desafio foi na Grécia, onde Fernanda, em parceria com Adriana Kostiw, disputou os Jogos Olímpicos de Atenas. Com 23 anos na época, terminou em 16º lugar. O resultado estava longe do que pretendia e Fernanda decidiu investir pesado, visando a Olimpíada de Pequim. E para isso contou com o experiente técnico Paulo Roberto Ribeiro, campeão Pan-Americano da classe 470 ao lado de José Luiz Ribeiro, em 1983. A proeira, mais uma vez, mudou. Agora, quem formava parceria com Fernanda era a carioca Isabel Swan. E o

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Francisco Lino

Em 2011, Fernada Oliveira e Ana Barbachan ficaram em 5º lugar no evento-teste, em Weymouth.

Antes de embarcar para os Jogos Olímpicos deste ano, Fernanda ainda terá muitos dias de treinos no local que hoje ela pode chamar de segunda casa: o Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre. “Mais do que o clube que eu frequento desde criança, hoje o Jangadeiros é o meu local de trabalho. Aqui me sinto em casa”, frisa Fernanda. Bom para a gurizada que está começando na vela e pode aproveitar o contato com a sempre simpática medalhista olímpica. “A Fernanda é um exemplo para os jovens velejadores do Clube dos Jangadeiros de que se dedicando é possível alcançar os objetivos”, define Alexandre Paradeda, concluindo: “Esta oportunidade de conviver com uma velejadora vencedora e tão completa com ela é única para esta gurizada”. Divulgação

trio deu certo. Depois de garantir classificação para a China, veio a conquista da primeira medalha olímpica da vela feminina brasileira. “A evolução dela foi incrível. Hoje, a Fernanda é uma das velejadoras brasileiras que possui a receita para ir à Olimpíada”, afirma o amigo e companheiro de treinos, Fábio Pillar, que também está em campanha olímpica. Aos 31 anos, Fernanda garantiu na última semana pela quarta vez a vaga para uma olimpíada. Na Inglaterra, ela competirá ao lado da jovem Ana Barbachan, sua atual proeira. Foram quatro anos de trabalho duro e três seletivas para decidir a vaga: o Mundial de Perth, realizado na Austrália, em dezembro passado; a Semana Brasileira de Vela, disputada em fevereiro, em Búzios; e a decisão final no 43º Trofeo Princesa Sofía, em Palma de Mallorca, na Espanha. O duelo era contra a antiga parceira, Isabel Swan, que hoje forma dupla com Martine Grael, filha de um dos maiores velejadores do País, Torben Grael. Na primeira, Isabel e Martine levaram a melhor. Fernanda e Ana empataram o duelo em Búzios e levaram a decisão para Mallorca. E, em águas espanholas, a dupla do Clube dos Jangadeiros mostrou muita competência e carimbou o passaporte para a Inglaterra, terminando a competição na 11ª colocação, com 20 pontos de vantagem sobre as velejadoras do rio de Janeiro, que ficaram com o 16º lugar. “O segredo do bom velejador é saber que para vencer é preciso muita dedicação, e neste quesito a Fernanda sempre se destacou”, pondera Kurt Keller, o primeiro instrutor da medalhista olímpica, ainda na Escola de Vela Barra Limpa.

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan

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A Jangada: Junho de 2012  

Revista do Clube Jangadeiros