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A Jangada www.jangadeiros.com.br

Dezembro de 2012

Regata dos 71 anos Revista Jangada_n12.indd 1

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EDITORIAL

A Jangada A Revista A Jangada é uma publicação do Clube dos Jangadeiros, de Porto Alegre, com circulação dirigida aos seus sócios, clubes náuticos, entidades esportivas e imprensa.

DIRETORIA DO CLUBE DOS JANGADEIROS – 2012/2014 Renê dos Santos Garrafielo Comodoro Cesar Augusto Jaquet Rostirolla Vice-Comodoro Administrativo

Decisões que nascem da vontade dos sócios

Francisco de Paula B. de Freitas Vice-Comodoro Esportivo Jorge Decken Debiagi Vice-Comodoro de Obras e Patrimônio Cristiano Roberto Tatsch Vice-Comodoro de Desenvolvimento e Marketing André Jobim de Azevedo Diretor Jurídico Luiz Francisco Gerbase Diretor de Planejamento

A gestão de um clube passa, necessariamente, pela aprovação de seu quadro associativo, representado pelos membros do Conselho Deliberativo.

Paulo Tupinambá Barcellos Fernandes Diretor de Associativismo

Mas a nossa Gestão foi além deste caminho natural e estatutário. Resolveu

Marcelo Kern e Henrique Freitas Diretores da Escola de Vela

ouvir seus sócios, conhecer de perto suas expectativas e demandas, seus

Pedro Luiz Gomes Boletto Diretor de Cruzeiro

sonhos e, principalmente, suas percepções sobre o futuro do seu clube. Através de uma consulta junto aos sócios, com resultados objetivos, a

CONSELHO DELIBERATIVO Manuel Ruttkay Pereira Presidente Paulo Renato Paradeda Vice-Presidente Claudio Roberto Broxete da Silva Secretário

CONSELHO FISCAL Efetivos Tuffy Calil Jose Michael Weinschenck Paulo B. Arruda dos Santos

Suplentes Caio Mario F Netto da Costa Cleber Duarte de Albuquerque Gilberto de Carvalho

Comodoria já tem em mãos um relatório detalhado com as manifestações dos sócios que participaram deste importante projeto de avaliação que irá nortear nossas futuras decisões. Aproveito para agradecer aos sócios pela contribuição espontânea em responder o questionário, que terá efeito para todo quadro associativo. Outro projeto que merece destaque é um estudo do atual quadro associativo e, as indicações do seu grupo de trabalho através de um anteprojeto, que a Comodoria está encaminhando para avaliação do Conselho Deliberativo. São ações determinadas por uma Gestão com visão de futuro, que deseja modernizar e reestruturar seus processos de administração, com

Revista A Jangada

resultados práticos e objetivos de caráter permanente, tornando sua gestão cada vez mais profissionalizada. E, por falar em ordem prática, é preciso reconhecer o esforço da Co-

Produção e Edição Jornalista Responsável: Guto Moisés – Fenaj 6543/RS Assistente de Redação: Ivan Netto Fotos: Arquivo Jangadeiros, Guto Moisés e Ivan Netto Projeto Gráfico e Diagramação: Imagine Design Revisão: Luciane Tavares Tiragem: 1.500 exemplares Distribuição Dirigida Comercialização: Alexandre Dallapicola Tel.: 3233.7334 – alx@dft.com.br

modoria que inverteu a lógica inflacionária e reduziu em 8% as despesas ordinárias. Ao encerrarmos o ano, desejo um Ano Novo com novos desafios e de muitas vitórias.

Renê Garrafielo Comodoro

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INFORME JANGADEIROS

Acesso dos sócios terá controle digital

Jangadeiros/Office Press

A partir de janeiro o acesso ao clube se dará a partir de uma identificação eletrônica de todos os sócios. As duas portarias, do Continente e da Ilha, terão um controle digital que ficará armazenado em uma CPU com os dados de entrada, saída, entre outras informações que irão contribuir com a segurança do clube. Até o final de dezembro haverá o cadastramento e a emissão das carteiras sociais, já com o dispositivo de leitura ótica, que garante a entrada dos sócios e automóveis. Para obter a nova carteira o sócio deve ser dirigir na Secretaria ou realizar o cadastro pelo email cadastramento@jangadeiros.com.br, informando CPF e RG , além de enviar uma foto modelo 3x4 para a confecção da identidade social.

Entorno da piscina ganha novas espreguiçadeiras Verão, calor e Clube dos Jangadeiros. Uma bela combinação, um privilégio dos associados. E nada melhor que passar a tarde na beira da piscina, olhando para o Guaíba e pegando um solzinho. Pensando nos sócios que gostam deste tipo de programa, foram compradas 30 espreguiçadeiras. Adquiridas em novembro, as novas cadeiras de sol estão à disposição dos associados, localizadas no entorno das piscinas do Clube.

Jangadinha está com as inscrições abertas Está chegando um dos momentos do ano mais esperado pela criançada: as férias escolares. E a grande pedida para este período é a Jangadinha, a colônia de férias da Escola de Vela Barra Limpa, que inicia logo nas primeiras semanas de 2013. Nela, os pequenos têm uma opção diferenciada para aproveitar o verão, com atividades variadas e contato direto com a natureza da bela Ilha dos Jangadeiros, sempre com completa e total supervisão, orientação e acompanhamento de professores experientes. As inscrições estão abertas e podem ser efetuadas na Secretaria da Escola de Vela Barra Limpa, pelo e-mail escoladevela@jangadeiros.com.br ou ainda pelo telefone (51) 3268-0080. E nem precisa ser sócio do Clube dos Jangadeiros para participar. Simplesmente imperdível!

Agenda: 31/12 a 06/01 Campeonato Sul-Americano de 420. 07/01 a 09/01 Campeonato Sul-Americano de 470. 09/01 a 12/01 Campeonato Brasileiro da 420. 10/01 a 12/01 Campeonato Brasileiro de 470.

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DESENVOLVIMENTO E MARKETING

“Ao contrário de outros clubes, temos a guarda do patrimônio do associado. Isto determina custos.” Nesta entrevista, o Vice-Comodoro de Desenvolvimento e Marketing, Cristiano Tatsch, analisa a situação e prevê o desenvolvimento de uma política de longo prazo para o ingresso, recepção e fidelizacao dos novos associados. Uma das estratégias de planejamento desta gestão é de avaliar o processo de associativismo e de propor aperfeiçoamento na entrada de novos sócios. Esta questão é muito importante para a equilíbrio econômico-financeiro sustentável do clube e há cerca de um ano reunimos um grupo de trabalho, formado pelos sócios Paulo Tupinambá, Roberto Gruner e Paulo Vier, com a colaboração do Sr. Antonio Nasi, auditor contábil-fiscal do clube há oito anos, com o objetivo de apresentarmos ao Conselho Deliberativo do Clube um anteprojeto de aperfeiçoamento dos mecanismos de ingresso de novos sócios. Hoje, todos os clubes náuticos do país enfrentam problemas nesta área de incremento do quadro social. Isso porque de alguma maneira, os condomínios multiúso já suprem este caráter de associativismo. Por outro lado, o processo de modernização dos clubes passa, necessariamente, pela contínua ampliação e renovação do quadro de sócios. Como esta análise leva em conta as especificidades de um clube náutico? Nós temos uma ilha de 6 hectares, que concentra mais de 390 embarcações. E este patrimônio precisa ser vigiado, guardado, sob a responsabilidade da administração do clube, 24 horas por dia. São gastos sofisticados para atender uma demanda de alto valor patrimonial dos sócios. Quando comparado aos demais clubes de SP, RJ, SC, a mensalidade do nosso clube é substancialmente mais reduzido pela própria composição do nosso associado, que tem na vela uma forma de praticar esporte e lazer. Por isso temos muito dificuldade de manter o equilíbrio financeiro. É um clube que tem um custeio alto e uma receita limitada. Por isso a equação é difícil. Primamos-nos em manter uma mensalidade razoável e ao mesmo tempo temos que fazer frente a despesas muito significativas pela singularidade do nosso clube.

Como foi feito o estudo, quais as informações utilizadas por esta comissão de associativismo? Primeiro fizemos um levantamento de dados, o que demonstra que temos hoje 709 pagantes de um total de 1.309 associados. É algo que nos preocupa. É um universo relativamente pequeno daqueles que contribuem. Os estudos mostram ainda um universo de 172 sócios na condição de contribuintes, que estatutariamente, mediante uma contribuição, poderiam migrar para a condição de proprietários ilha e adquirir plenas condições do associativismo do Clube. Temos também 186 sócios jubilados, os quais, pelo Estatuto, estão isentos da mensalidade, o que é normal, é estatutário, mas que com o bem-vindo aumento da longevidade impacta as finanças do Clube.

Embarcações por associado e por tipo de embarcação Nº SÓCIOS 72 222 3 14 7 2 1 10 331

EMBARCAÇÕES POR ASSOCIADO TIPO Nº BARCOS Sócios Contribuintes 80 Associados P. Ilha Associados Beneméritos Associados Jubilados Associados Aspirantes Associado Proprietário Associados Rep. PJ. Associados Filhotes

271 4 15 7 2 1 10 390

QUANTIDADE DE EMBARCAÇÕES NO CLUBE Veleiros (Oceano) 208 Monotipos 106 Lanchas 60 Infláveis 14 Reserva de Box 2 390

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E como surgiu o sócio contribuinte? O novo projeto prevê o fim desta modalidade de ingresso ao clube? A condição do sócio contribuinte foi bem estabelecida, muito sábia em um momento difícil da economia nacional. Na época, as receitas do clube estava sendo afetada por muita inadimplência e não tínhamos a entrada de novos sócios, sendo que e a busca de sócios contribuintes foi uma saída inteligente. Mas já estava previsto, na própria adesão desta modalidade de associado, que haveria a possibilidade de transformar-se em sócio permanente. De de tal maneira que o contribuinte possa comprar o título, utilizando o patrimônio que já despendeu ao clube e adquirir um título proprietário ilha, garantindo todos os direitos, votar e ser votado e participar de uma maneira completa das decisões do clube. E assim ter acesso de todas asprerrogativas do proprietário ilha. Estamos estudando de que maneirapossa ser feita esta transição sem extinguir a categoria) Neste estudo foi avaliada a questão das diferentes formas de utilização do clube por seus associados? Entre os dados colhidos, referente a setembro de 2012, identificamos a questão de número de embarcações por associado. O que vemos é que o pagamento de mensalidade e de barcos corresponde a 74,64% das receitas totais. A receita extraordinária, cerca de 25,36%, vem da locação dos espaços para eventos sociais, para atividades empresariais, de ambientes da Ilha para produtoras de cinema e vídeo, para agência de publicidade, além do aluguel da antena do rádio do porto para a telefonia celular da Oi. O que nos chama atenção é expressiva participação da receita com o aluguel para as classes de Oceano e Lanchas, que corresponde a quase 1/3 da receita. Verificamos que 268 embarcações são de Oceano e Lanchas. A conclusão é

que uma parte expressiva da receita do clube vem da vela de cruzeiro e do aluguel dos boxes para as lanchas. Quando se analisa a origem das receitas do Clube, fica claro o peso da “Vela de Cruzeiro” e “Lanchas” na estrutura de arrecadação. Como este fato repercute no perfil de gastos do CDJ? Por filosofia do Clube dos Jangadeiros, as assim chamadas” estruturas de base”, formadas pela Escola de Vela, as flotilhas de monotipos e os serviçoa a elas disponibilizados assim como a vela de competição em geral, na verdade representam um investimento no futuro do Clube que queremos, e como tal são tratados. Mesmo comparativamente a outros clubes náuticos, esta postura é mais significativa no Jangadeiros. É dentro desta filosofia e com este princípio que administramos nosso Clube.

Receita do clube em setembro de 2012 R$ Mensalidades 1 – Sócios Aspirantes 2 – Sócios Contribuintes

5.567,12 51.027,98

3 – Sócios Filhotes 4 – Sócios P. Ilha 5 – Sócios Proprietários 6 – Sócios Correspondentes

717,78 115.603,46 373,13 3.582,00 176.871,47 Barcos

1 – Monotipos 2 – Oceanos 3 – Infláveis 4 – Lanchas

7.677,06 55.654,28 2.155,40 29.490,00 94.976,74 271.848,21

TOTAL

A Receita para o período de dezembro 2012 será de R$ 279.616,85.

Quadro social atual O quadro social do Clube em setembro de 2012 era o que segue: Quadro Social Jubilados PI – Ativo PI – Licenciado (1) PI – Especial (2) PI – Inativo Proprietários Remidos Representantes PJ 2 Aspirantes Beneméritos Contribuintes Correspondentes(3) Filhotes Honorários Total

Total de Associados 186

Com Título 186

Não Pagantes 172

Pagantes 14

379 35 16 391 2 19 1 60 12 172 15 14 7 1.309

379 35 16 391 19 1 12 15 1.054

391 19 9 3 7 601

379 35 16 2 2 60 3 172 12 14 709

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SOCIAL

Espaço Jangadeiro, o ponto de encontro A inauguração do novo espaço para eventos sociais dos associados foi inaugurado com a presença da Comodoria e dos sócios.

Dezenas de associados prestigiaram a inauguração do Espaço Jangadeiro, realizada no dia 25 de novembro. Com direito a um saboroso churrasco e brindados por um espetacular pôr-do-sol, os presentes eram só elogios para o novo salão do Clube dos Jangadeiros. Iniciado no fim da tarde de um sábado de sol, o evento contou com a presença de integrantes da Comodoria, da Diretoria e do Conselho Deliberativo, que rapidamente encheram o salão. Um dos locais mais apreciados foi a área externa, onde os sócios sentaram para bater papo e apreciar a estonteante vista para o Guaíba e a para a Ilha dos Jangadeiros.

O Espaço Jangadeiro

Jangadeiros/Office Press

Com capacidade para 50 pessoas, o Espaço Jangadeiro é exclusivo para locação de associados. A estrutura conta

com louças, copos, talheres, espetos, tábua, panela, chaleira e formas. O salão também é equipado com freezer, geladeira, fogão industrial (com forno), forno de micro-ondas e churrasqueira, e também possui banheiro com acesso para cadeirante. O horário limite para eventos é até às 2h (duas da manhã). O Espaço Jangadeiro já está disponível para locação e o valor é de R$ 300,00. Acima de 40 pessoas, há a necessidade de contratar um agente de segurança e, caso haja sonorização, o associado precisará efetuar o pagamento da taxa do Ecad, bem como a contratação de um agente de decibelímetro, que fará a medição mantendo o nível de ruído permitido. Mais informações com a Central de Locações & Eventos, pelo telefone (51) 3268-0080 ou e-mail eventos@ jangadeiros.com.br.

Francisco Freitas e Pedro Pesce

Jorge Debiagi e Ivon Oliveira

Jorge Aydos, Renê Garrafielo e Andre Wahrlich

Rejane e Francisco Freitas, com a filha Helena

Maria Beatriz e Manuel Ruttkay Pereira Laura Milano Bergallo, Rejane Debiagi, Aline Kusiak e Maria Beatriz Ruttkay Pereira

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Alice Kraemer e Pedro Boletto

Ricardo Zuwick e Elton Presta

Luiz Gerbase e Michael Weinschenck

Renê Garrafielo e Laura Milano Bergallo, com a filha Olívia

Rejane e Jorge Debiagi

Paulo Tupinambá Barcellos Fernandes Maribel e Silvio Perez e Jorge Debiagi

Marcio Lima e Leonardo Kauer de Oliveira

Lucy e Claudio Alberto Franke Aydos

José Antônio Torelly Campello, Antonio Claudio Alberto Franke Aydos e Joaquim Machado e Ari Valter Schneider Jorge Aydos

Luiz Fernando Schramm e Henrique Freitas

Funcionários Eduardo, Marcos Rogério, Cesar Rostirolla, João Paulo Estivalet e Paulo Vier Jorge, Natália, Adriana e Iara

CRO/RS 7103

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GESTÃO

Uma consulta com resultados A depender das sugestões e das respostas objetivas da consulta realizada pelo Clube dos Jangadeiros junto aos seus sócios, as Comodorias terão suas decisões com uma base de dados, qualificados, que reflete os desejos e as expectativas dos associados. “A ideia era esta, de ouvir os sócios e buscar um encontro entre quem utiliza o clube e sua administração,” comemora Luiz Francisco Gerbase, Diretor de Planejamento que esteve à frente do projeto de consulta, individualizada, com cada sócio. De acordo com Gerbase, estes dados irão subsidiar a revisão do Plano Estratégico para os próximos anos. Isso possibilitou identificar também oportunidades de melhorias, e como o associado poderá contribuir na construção do nosso Clube. Achamos que este foi um importante momento de reflexão e foi indispensável a colaboração dos associados que responderam o questionário, aos quais aqui agradecemos. Segundo Gerbase, “para chegar a um consenso sobre o questionário enviado, as perguntas foram elaboradas pela Comodoria, buscando a opinião sobre os assuntos que mais influenciam as decisões estratégicas”. Com apoio da empresa SPHINX Brasil, que atuou voluntariamente neste projeto sob o comando do sócio Henrique Freitas, realizou a consulta via internet e através de formulário enviado, via correios, para os endereços cadastrados na Secretária Geral. Para segurança das informações e dados dos participantes, a SPHINX Brasil depositou termo de garantia de sigilo dos dados coletados, os quais foram entregues ao Clube dos Jangadeiros para a Comodoria e Conselho Deliberativo. A cobertura da pesquisa foi integral, incluindo todos associados com situação regular. A consulta foi toda feita baseada em modernas ferramentas de pesquisa e bancos de dados via internet, demandando dezenas de horas de trabalho, seja para a elaboração das perguntas como para a realização técnica e compilação dos resultados. De acordo com o Diretor de Planejamento, “o único custo incorrido na realização da consulta foi o envio das senhas de acesso ao site da pesquisa via correios, para quem não possuía e-mail registrado no cadastro do clube” finalizou.

Jangadeiros/Office Press

Com os dados objetivos e análise das respostas abertas, o clube vai direcionar seus planos para o futuro.

Luiz Francisco Gerbase, Diretor de Planejamento

Esta consulta, já entregue ao Conselho Deliberativo, também será enviada, por e-mail, aos sócios que participaram da consulta, bem como já se encontra em nossa Secretaria Geral. A seguir apresentamos algumas das respostas e seus respectivos gráficos. Tem interesse em ajudar em alguma atividade ou contribuir de alguma forma para a melhoria do clube, mesmo que eventualmente? 65,2% 27,7% 7,1% Sim

174

Não

74

Não respondeu Total

19 267

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Qual sua principal atividade no clube? 1,1% 8,2% 1,5%

Sócios participam de consulta 11,6%

28,5%

Henrique Freitas, Comandante do velamar 24 Uruguaiana e sócio da SPHINX Brasil, empresa dedicada a soluções para apoio à tomada de decisões, foi o coordenador voluntário do projeto de consulta junto aos sócios.

21,0%

28,1% Vela Cruzeiro ou motonáutica e convívio no Clube

76

Convívio no Clube e outros

75

Vela esportiva e convívio no Clube

56

Venho pouco ao clube

31

Praticamente só Vela Cruzeiro ou motonáutica

22

Praticamente só vela esportiva

3

Não respondeu Total

4 267

Você acha que o clube deve seguir um modelo de gestão profissional do tipo PGQP (Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade), através do qual são estabelecidas, entre outras, metas físicas e níveis de qualidade de serviços a serem atingidas, descrição e avaliação de tarefas funcionais e procedimentos financeiros de receitas e despesas com alto grau de comprometimento? 75,3% 16,5% 3% 5,2%

Sim

201

Não é necessário em um clube

44

Não sei o que é

8

Não respondeu Total

14 267

O clube deve promover eventos sociais? 86,9% 4,9% 8,2%

Sim

232

Não

13

Não respondeu Total

22 267

Em sua opinião, qual é a avaliação sobre o índice (percentual) de retorno da consulta? Henrique – o resultado obtido foi excelente! Tivemos uma quantidade invejável de respostas completas fornecidas por 267 associados, sendo 27,8% de um total de 961 associados ativos que foram acionados para emitir opiniões aos temas tratados na consulta. Dados ricos, diversos, instigantes, críticos, de toda natureza apresentados nas perguntas abertas. Além dos questionários enviados pelos correios, a maior participação dos sócios foi utilizando o link web, com respostas pela internet. Dos 702 associados via e-mail tivemos a excepcional taxa de resposta de 36,6% de respostas. Levando em conta a existência de perguntas abertas, qual é sua avaliação neste quesito? Henrique – As perguntas tipo texto aberto permitiram aglutinar informações muito úteis para subsidiar a Comodoria. Praticamente 800 textos foram emitidos e registrados pelos 267 associados. Os dados foram triados e listados na sua forma original, seguindo dois critérios importantes: a atividade do associado, e a categoria do associado; o que facilita a análise pelos grupos de trabalho ou pelos setores do clube que farão uso destes dados no aperfeiçoamento e melhorias em suas atividades. Como especialista neste segmento, qual é a sua avaliação geral da consulta realizada? Henrique – Fizemos três chamadas para cada e-mail válido cadastrado no clube. O objetivo era colher o maior universo de dados e sugestões dos associados, que resultou em uma excelente avaliação. A quantidade de associado que respondeu a consulta, 267, nos permitiu uma aferição qualitativa e com boa margem de segurança, seja pela composição de tipo de atividade no Clube 37% cruzeiristas, 28% clube, 22% esportiva, 12% vem pouco ao Clube, seja pela categoria de associado, 63% ilha, 24% contribuinte, 8% mérito e afins, 5% aspirante e filhote.

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OCEANO

Dia de balões abertos para os 71 anos A comemoração do aniversário do Clube dos Jangadeiros não poderia ter sido melhor: céu azul, vento sul e, principalmente, muitos barcos colorindo o Guaíba. belas disputas, em várias classes. Entre os destaques do Clube dos Jangadeiros na competição estão o Noa Noa II, de Thomas Burger, vencedor da BRA-RGS A; o Hobart, de Airton Schneider, primeiro colocado da Regata em Solitário; e o Maná, de Marcio Lima, campeão do Velejaço.

Jangadeiros/Office Press

Dezenas de barcos de Oceano abriram os balões e celebraram o 71º aniversário do Clube dos Jangadeiros, em regatas disputadas nas águas do Guaíba, na raia da Tristeza. Os competidores enfrentaram o calor forte e, em alguns momentos, a falta de vento, mas mesmo assim, proporcionaram

ANARQUIA, de Roberto Trindade – Cruzeiro 26

ALVARÁ, de Cid Paim – Cruzeiro 23

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Velejaço da Regata de Aniversário pelos 71 anos do Clube dos Jangadeiros

BRA-RGS – A 01º NOA NOA II / Thomas Burger (CDJ) 02º DELIRIUM / Carlos F. Hofstaetter (CDJ) 03º KAMIKAZE XI / Hilton L. Piccolo (CDJ)

HPE 25 01º REX / André Gick (VDS) 02º TEREZA / Niels Rump (VDS)

BRA-RGS – B 01º ZAPECA / Walther Bromberg (VDS) 02º HAWA / Marcelo Kern (6) (CDJ) 03º TAZ / Augusto Moreira (VDS)

J-24 01º MEU GURI / André Streppel (VDS) 02º TANGO / Alex Luiz (VDS)

BRA-RGS – Geral 01º ZAPECA / Walther Bromberg (VDS) 02º NOA NOA II / Thomas Burger (CDJ) 03º HAWA / Marcelo Kern (6) (CDJ)

Microtoner 19 01º GUAPO / Roberto Blum (Sava) 02º 14 BIS / Humberto Blatner (Sava) 03º IMAGINE / Márcio Tozzi (VDS)

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MONOTIPOS

Vitórias em dia de aniversário Jangadeiros/Office Press

A festa foi na raia em frente a Ilha dos Jangadeiros, com disputas equilibradas entre os velejadores dos clubes náuticos de Porto Alegre.

Classe Hobbie 16

Classe Snipe

Mais de uma centena de velejadores encheram a raia

tidores fizeram a festa. Os principais destaques do Clube dos

montada pela Comissão de Regatas (CR) em frente à Ilha dos

Jangadeiros vieram das classes Snipe (Alexandre Paradeda e

Jangadeiros, para participar das provas comemorativas ao 71º

Gabriel Kieling), Hobie Cat (João Carlos Lindau e a dupla Aleks

aniversário do Clube, realizadas nos dias 8 e 9 de dezembro.

Vasconcelos / Karoline Bauermann), 420 (Tiago Brito e Andrei

Em um final de semana de sol e ventos médios, os compe-

Kneipp) e Optimist (Bernardo Trevisan).

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BALANÇO

No rumo do equilíbrio Jangadeiros/Office Press

No período de julho-setembro, houve uma redução de 8% das despesas, possibilitando o pagamento de dívidas na ordem de R$97.122,01, entre fornecedores e empréstimos bancários. os custos fixos, sob pena de prejuízos à saúde financeira do clube” disse César Augusto Rostirolla, Vice-Comodoro Administrativo. Por outro lado, “e graças às receitas extraordinárias, originárias das locações para espaços de eventos sociais, locações de lojas no Centro Náutico, do pavilhão de esportes para academia, dos espaços dos restaurantes, cursos de vela, entre outros, nos subsidia para enfrentarmos o Orçamento anual com menor déficit possível”. Neste primeiro trimestre do ano fiscal, que vai de julho de 2012 a junho de 2013, as receitas totais foram de R$1.009.918,16, sendo R$786,017,83 de mensalidades e locações de boxes para barcos e lanchas; R$190.852,01 por conta das diversas locações de espaços, venda de joias; e de R$33.048,32 de receita extraoperacional. Também, neste período, foram imobilizados R$45.431,49 com as obras do novo Espaço Jangadeiro e demais melhorias no Continente e na Ilha.

César Augusto Rostirolla, Vice-Comodoro Administrativo

Os resultados fazem parte da estratégia de redução das dívidas do clube, que tem despesas superiores à receita ordinária. Para buscar o saneamento das contas, a Comodoria está atuando fortemente na avaliação de todas as suas despesas, além de buscar receitas alternativas com as locações de espaços para eventos e atividades empresariais. Diminuir em 8,7% as despesas ordinárias em tempos de custos ascendentes é uma operação que exige determinação e maior qualidade do custeio do clube. “Temos uma receita ordinária limitada, baseada em mensalidades e de locações de espaços na marina, o que nos leva a manter o cinto apertado para

Cursos de Vela

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Locação de espaços

DEMONSTRATIVO ECONÔMICO FINANCEIRO DEMONSTRATIVO DE RESULTADO

JUL A SET/2012

RECEITA OPERACIONAL ORDINÁRIA

786.017,83

RECEITA OPERAC. EXTRAORDINÁRIA

190.852,01

RECEITA EXTRAOPERACIONAL

33.048,32

TOTAL DA RECEITA

1.009.918,16

DESPESA OPERACIONAL ORDINÁRIA

738.434,20

DESPESA OPERAC. EXTRAORDINÁRIA

41.665,99

DESPESA EXTRAOPERACIONAL

32.712,15

TOTAL DA DESPESA

812.812,34

RESULTADO

197.105,82

VALORES INVESTIDOS IMOBILIZADO

JUL A SET/2012 45.431,49

Locação de antena de rádio para a empresa Oi Celular.

RECEITA OPERACIONAL ORDINÁRIA: Mensalidades sociais, aluguéis de armários, espaço de barcos e carretas. RECEITA OPERACIONAL EXTRAORDINÁRIA: Cursos Escola de Vela, locação sedes para eventos, ressarcimento de combusível, joias sócios Aspirantes e Contribuintes, títulos, taxas de transferência, aluguel lojas Centro Náutico, pavilhão de esportes e restaurantes, carteira social, Escola de Tênis, locação churrasqueira coberta da Ilha. RECEITA EXTRAOPERACIONAL: Receita promoções esportiva e sociais, receitas financeiras, anúncios jornal “A Jangada”, patrocínios e recuperação de despesas (cobrança de energia elétrica, gás dos economatos e lojas do Centro Náutico). DESPESA OPERACIONAL ORDINÁRIA: Pessoal (salários, variáveis, adicional de férias, 13º salário, indenizações, encargos sociais e benefícios). Gerais: água, energia elétrica, telefone, combustíveis e lubrificantes, manutenções de equipamentos, manutenção de instalações, manutenção embarcações, material de expediente, correios, material de higiene e limpeza, coleta de lixo, publicações, etc. Serviços de terceiros: assessoria de Vela, auditoria, assessoria jurídica, monitores e instrutores da Escola de Vela, marketing, contabilidade, comunicação social, arquitetura e eventuais. DESPESA OPERACIONAL EXTRAORDINÁRIA: Promoções esportivas e sociais. DESPESA EXTRAOPERACIONAL: Despesas financeiras e eventuais. Obs.: Com a redução das despesas no trismestre conseguimos reduzir os passivos em R$ 97.122,01, sendo R$ 45.380,50 em fornecedores e R$ 51,741,51 em bancos.

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MONOTIPOS

O HPE 25 é moderno e fácil de velejar Jangadeiros/Office Press

A nova classe passou a integrar a flotilha e se prepara para a temporada de 2013.

Tereza, de Niels Rump, nas regatas comemorativas ao 71º aniversário do Clube dos Jangadeiros

Moderno, versátil e confortável, o High Performance Equipament, ou simplesmente HPE 25, enfim, desembarcou no Pavilhão de Monotipos Edmundo Soares. Criado a partir do desejo dos velejadores Eduardo Souza Ramos, Felipe Furquim e Luiz Rosenfeld por um barco ágil, veloz e fácil de velejar, o veleiro de 25 pés foi desenhado pelo renomado engenheiro naval argentino Javier Soto Acebal e, rapidamente, tornou-se muito popular em estados como Rio de Janeiro e São Paulo,

atingindo uma flotilha com cerca de 50 barcos. “É uma grande classe, um verdadeiro sucesso. O barco é moderno, rápido e, pelas suas características, torna-se ideal para a realidade do Rio Grande do Sul”, afirma André Fonseca, o Bochecha, dono de um dos currículos mais impressionantes da vela brasileira, com duas regatas Volta ao Mundo e três participações olímpicas, que destaca ainda o tamanho do calado (1,70m) e a quilha retrátil como trunfos para o sucesso da classe em Porto Alegre.

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Lançado em 2004 e fabricado pelo estaleiro Zonda Boats, em Indaiatuba, São Paulo, o HPE 25 chegou ao Rio Grande do Sul pelas mãos de Niels Rump, associado do Clube dos Jangadeiros e do Veleiros do Sul. Com 50% do seu peso na quilha e bulbo, o barco torna-se extremamente estável e seguro e não requer grande esforço físico dos tripulantes. “O HPE 25 é moderno e fácil de velejar. A minha ideia é fazer com que pessoas que abandonaram a vela, devido ao desgaste físico causado em outras classes, voltem ao esporte com este barco”, explica Rump, proprietário do Tereza, um dos três integrantes da classe que vem navegando pelo Guaíba nos últimos meses. Outro sócio que aderiu ao HPE 25 foi Fabio Adegas Faccio, dono do Blue Shark, segundo colocado no 22º Troféu Cayru de Vela de Oceano e primeiro na 2ª Copa Austral de Vela. “A classe proporciona competições em barcos velozes, com ótimo nível técnico e a um custo muito menor que dos S40, tanto de aquisição quanto, principalmente, de manutenção”, destaca Faccio. Ele ressalta também que, além de “regatas emocionantes”, o Blue Shark vem proporcionando excelentes velejadas. “Meu objetivo com o barco é competição, mas tenho velejado com minha noiva e aproveitado para lazer também”, conta, e deixa um convite aos associados do Jangadeiros: “Eu e o Niels Rump estamos à disposição de quem tiver interesse em conhecer os barcos e para auxiliar no que for possível para termos, em breve, um número cada vez maior de HPEs velejando no Guaíba”.

O HPE 25 O modelo alia tecnologia nos materiais utilizados na sua concepção com a inovação em diferentes aspectos. O resultado é um veleiro que atinge velocidade e um bom rendimento em uma regata, sem exigir do velejador o condicionamento físico de um jovem atleta. O casco é produzido com fibra de vidro e espuma de PVC rígida. Esses itens são colocados em um molde a seco e, em seguida, pressionado para que a resina seja transferida para a cavidade da forma. Este processo resulta em um laminado com baixa quantidade de resina, e, por isso, um barco mais leve, resistente, homogêneo e veloz, se comparado com um casco feito com laminação manual. O layout simples e eficiente do deck, aliado à praticidade do enrolador da buja, faz com que o HPE possa ser facilmente velejado por duas pessoas. Em competições, o limite é de quatro tripulantes. Ano de lançamento: 2004. Comprimento: 7,62/2,60 metros. Área vélica: 31,34 m². Calado máximo: 1,70 metros. Peso sem motor: 1.100 quilos. Capacidade de pessoas durante o dia: Máximo de 360 kg em regata ou seis pessoas em “Day Sailer”.

Blue Shark, de Fabio Faccio, no 22º Troféu Cayru de Vela de Oceano

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SULAMERICANO

Nando, este título é seu Jangadeiros/Office Press

A vitória foi uma homenagem ao velejador Fernando Krahe, que faleceu precocemente em outubro.

Idéia Fixa no Sul-Americano de Soling

No dia 18 de novembro de 2012, os velejadores André Wahrlich, Manfredo Flöricke e Leonardo Gomes conquistaram um, até então, título inédito para o Clube dos Jangadeiros, o Sul-Americano de Soling. Mas engana-se quem pensa que a vitória da tripulação do barco Idéia Fixa está resumida às regatas disputadas em Punta Del Este, no Uruguai. Na verdade, a conquista começou muito antes, mais precisamente em março, durante o Campeonato Brasileiro da classe, realizado em Porto Alegre.

Na oportunidade, Fernando Krahe, Leonardo Gomes, Rafael Paglioli representaram o clube no evento, terminando em quinto lugar. Em meio à disputa, porém, o comandante do Idéia Fixa sentiu-se mal e precisou realizar alguns exames. O resultado foi o pior: um câncer tomava conta do corpo do velejador Fernando Krahe. Ali começava a luta de um valente pela vida e também a história de um título inesquecível.

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Debilitado por causa do tratamento da doença, Krahe confiou ao amigo André Wahrlich a missão de seguir velejando com o Idéia Fixa. Leonardo Gomes e Rafael Paglioli completavam o time, que, a pedido do dono do barco, seguiu participando de regatas em Porto Alegre. “Em uma das visitas que fiz pro Nando, ele me pediu para colocar o barco na água e seguir velejando”, conta Wahrlich, emendando: “E uma das coisas que ele queria era que nós (Wahrlich, Paglioli e Gomes) fôssemos para o Sul-Americano”. A situação mudou no dia 29 de outubro, com o falecimento de Fernando Krahe, aos 42 anos. Filho de Patrícia e João Fernando Krahe e irmão de Roberto e Maria Krahe, a Dijá, Nando, como era conhecido entre os amigos, foi cremado no dia seguinte. Em um uma cerimônia que reuniu o mundo da vela no Crematório Metropolitano São José, amigos lembravam as façanhas do velejador, como o vice-campeonato Mundial de Snipe, em 1993, e o título brasileiro de Snipe, em 1994, ambos ao lado de George Nehm, o Dodão. E foi também neste momento que Wahrlich, Paglioli e Gomes decidiram participar do Campeonato Sul-Americano e homenagear o amigo. “Eu, o Wahrlich e o Rafa nos reunimos ali mesmo, no velório, e decidimos fazer o que o Nando queria e correr o campeonato. Conversamos com a família, que achou uma boa ideia e autorizou o transporte do barco”, lembra Gomes. Tripulação confirmada (mesmo sem os três velejadores nunca terem velejado juntos), a equipe seguiu para o Uruguai na tarde do dia 14 de novembro. Chegaram a Punta Del Este com uma sensação de missão cumprida. “O nosso objetivo era levar o barco para o campeonato e homenagear o nosso amigo,

então estávamos felizes naquele momento”, frisa Wahrlich. Na sexta-feira, primeiro dia de regatas, o time foi para raia esbanjando tranquilidade, querendo fazer um bom campeonato, mas sem grandes pretensões. Talvez, até mesmo por isto, o Idéia Fixa terminou o dia na primeira colocação, com um terceiro lugar na primeira regata e um primeiro na segunda. “Terminamos o dia no céu, mas sabíamos que era apenas o primeiro dia”, pondera Wahrlich. O segundo dia foi ainda melhor. O barco andava rápido e obteve dois segundos lugares. E aí o sentimento da tripulação mudou. “Após quatro regatas, abrimos uma vantagem muito boa e, então, nos demos conta de que havíamos nos tornado favoritos ao título”, ressalta Wahrlich, lembrando que três campeões mundiais da classe estavam disputando a competição (George Nehm, Gustavo Warburg e Roman Koch). A equipe entrou no terceiro e último dia de competição com a estratégia montada: terminar a quinta regata na frente do segundo colocado, o amigo George Nehm, que competia ao lado de Marcos e Lucio Pinto Ribeiro. E foi exatamente o que aconteceu, o Idéia Fixa terminou em terceiro e os adversários diretos, em quinto, eternizando os nomes de André Wahrlich, Manfredo Flöricke e Leonardo Gomes (e Fernando Krahe) na história do Clube dos Jangadeiros. “Na última boia, estávamos em terceiro, com grandes possibilidades de vencer o campeonato e com a sensação de que o Nando estava ali, e, faltando poucos metros para a chegada, uma borboleta passou por baixo da retranca, lentamente, e foi embora. Nós três nos olhamos e cruzamos a linha de chegada em lágrimas”, relata Gomes. “Foi tudo muito incrível”, resume Wahrlich.

O encerramento da temporada das competições de Vela foi marcado pela entrega do Troféu Edmundo Soares – Destaque do Ano – aos velejadores André Wahrlich, Leonardo Gomes e Fernando Krahe (in memorian), pelo inédito título Sul-Americano de Soling. No evento, os pais do associado Fernando Krahe, falecido no dia 29 de outubro, e o associado do Veleiros do Sul, Manfredo Flöricke, que integrou a tripulação campeã sul-americana, participaram da entrega do troféu e da homenagem ao “Nando”. Na mesma cerimônia, a Comodoria fez a entrega da Láurea ao velejador Leonardo Gomes, com a saudação da flotilha de monotipos e de todos os presentes no evento.

Jangadeiros/Office Press

Troféu Edmundo Soares destaca título sul-americano

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A Jangada: Dezembro de 2012  

Revista do Clube Jangadeiros