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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES PÚBLICAS

BIANCA PEDROSO JULIA WILHELM MÁRCIO OLIVEIRA MOACIR SOARES TELMA LAMBERT

PELA SEGURANÇA NO MAR: ELABORAÇÃO DE UMA AÇÃO DE COMUNICAÇÃO PARA A ONG MARSEGURO INSTITUTO THIAGO RUFATTO PROJETO EXPERIMENTAL COMUNITÁRIO

Porto Alegre 2012


BIANCA PEDROSO JULIA WILHELM MÁRCIO OLIVEIRA MOACIR SOARES TELMA LAMBERT

PELA SEGURANÇA NO MAR: ELABORAÇÃO DE UMA AÇÃO DE COMUNICAÇÃO PARA A ONG MARSEGURO INSTITUTO THIAGO RUFATTO PROJETO EXPERIMENTAL COMUNITÁRIO

Trabalho acadêmico considerado requisito para obtenção de grau na disciplina Projeto Experimental Comunitário do curso de Relações Públicas da Faculdade de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Professora orientadora: Me. Glafira Furtado

Porto Alegre 2012


RESUMO

O presente projeto tem por objetivo a criação de um plano de comunicação baseado nas teorias e práticas das Relações Públicas para uma organização não governamental (ONG). Este tipo de organização está inserido no chamado terceiro setor; são organizações de interesse público, mas de caráter privado que tentam debater questões que tanto a esfera pública quanto as grandes empresas pouco conseguem agir. Este estudo tratará do caso específico da ONG maRSeguro, criada após a morte do jovem surfista Thiago Rufatto, vítima das redes de pesca na praia de Capão da Canoa (Rio Grande do Sul).

Palavras-chave: Relações Públicas Comunitárias. Organização Não Governamental. Terceiro Setor. ONG maRSeguro. Thiago Rufatto. Comunicação Comunitária.


ABSTRACT

This project has as its main objective the creation of a plan of communication based in the theories and practices of the Public Relations for a nongovernmental organization (NGO). This kind of organization is inserted in the third sector; they are organizations of public interesting, but private character that try to discuss questions that the public sphere and the great enterprises get to act so little. This research will treat of the specific case of the NGO maRSeguro, created after the young surfer Thiago Rufatto’s death, victim of the fishing nets in Capão da Canoa Beach (Rio Grande do Sul).

Key Words: Communitarian Public Relations. Nongovernmental Organization. Third Sector. NGO maRSeguro. Thiago Rufatto. Communitarian Communication.


RESUMEN

El presente proyecto tiene por objetivo la creación de un plano de comunicación fundamentado en las teorías e practicas de las Relaciones Publicas para una organización no gubernamental (ONG). Ese tipo de organización está inserida en el llamado tercero sector; son organizaciones de interés público, pero de carácter privado que intentan discutir cuestiones que tanto la esfera pública cuanto las grandes empresas poco consiguen actuar. Ese estudio tratará del caso específico de la ONG maRSeguro, creada después de la muerte del joven surfista Thiago Rufatto, víctima de las redes de pesca en la playa de Capão da Canoa (Rio Grande do Sul).

Palabras llave: Relaciones Publicas Comunitarias. Organización No Gubernamental. Tercero Sector. ONG maRSeguro. Thiago Rufatto. Comunicación Comunitaria.


INTRODUÇÃO

Este

documento

compreende

no

Projeto

Experimental

Comunitário,

desenvolvido para a disciplina de mesmo nome, correspondente ao oitavo semestre do curso de Relações Públicas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). O trabalho foi orientado pela Professora Me. Glafira Furtado, durante o primeiro semestre do ano de 2012. O grupo realizou a construção do projeto através de um estudo aprofundado a respeito de uma Organização Não Governamental (ONG). A organização escolhida é o Instituto Thiago Rufatto - ONG maRSeguro. A escolha da mesma deu-se a partir do seu conhecimento. O grupo interessou-se pela luta que a maRSeguro vem buscando, há algum tempo, na sociedade: dar fim às mortes de cidadãos, principalmente surfistas, no mar gaúcho por motivo de redes de pesca em locais impróprios para tal atividade. Outro motivo é o fato de um dos integrantes do grupo ter convivido com o Thiago Rufatto e possuir um primo que faz parte da ONG, facilitando o nosso contato com a presidente de Honra, Neuza Rufatto. Além disso, o grupo optou por dar continuidade ao trabalho desenvolvido no semestre anterior. O objetivo do projeto foi definido para a divulgação da ONG maRSeguro para um maior público possível, bem como a divulgação da causa pela qual suas atividades são intencionadas. As ações desenvolvidas pelo grupo objetivam, também, a motivação interna dos integrantes do Instituto Thiago Rufatto e dos próprios voluntários participantes. A adesão à prática de esportes vem aumentando cada vez mais entre os gaúchos. Há algum tempo, o surf vem sendo mais praticado no Rio Grande do Sul. Diante dessas tendências, nota-se a importância da causa da ONG maRSeguro que também possui o objetivo de mostrar a necessidade de mudanças na legislação e na fiscalização para as autoridades.


SUMÁRIO 1

APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO ............................................................ 10

1.1

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO ...................................................................... 10

1.2

DIRETORIA E CONSELHEIROS DELIBERATIVOS E FISCAL ................... 10

1.3

ORGANOGRAMA ........................................................................................ 11

1.4

HISTÓRICO ................................................................................................. 12

2

PRINCÍPIOS NORTEADORES .......................................................................... 13

2.1

MISSÃO ....................................................................................................... 13

2.2

VALORES DA MISSÃO ............................................................................... 13

2.3

VISÃO .......................................................................................................... 13

3

ANÁLISE DE AMBIENTES ................................................................................ 15

3.1

ANÁLISE DO MACROAMBIENTE ............................................................... 15

3.1.1

Político-Legal .......................................................................................... 15

3.1.2

Econômico............................................................................................... 16

3.1.3

Demográfico ............................................................................................ 16

3.1.4

Ecológico ................................................................................................. 17

3.1.5

Cultural .................................................................................................... 18

3.2

ANÁLISE DE SETOR ................................................................................... 18

3.2.1

Novos concorrentes ............................................................................... 19

3.2.2

Serviços substitutos ............................................................................... 20

3.2.3

Poder de apoio das parcerias ................................................................ 20

3.3 3.3.1

ANÁLISE DO MICROAMBIENTE................................................................. 20 Competências Organizacionais ............................................................. 20

3.3.1.1

Estratégias ......................................................................................... 20

3.3.1.2

Estrutura ............................................................................................. 21


3.3.1.3

Cultura ................................................................................................ 21

3.3.1.4

Base Financeira ................................................................................. 22

3.3.1.5

Sistemas de informação ..................................................................... 22

3.3.2

Recursos físicos ..................................................................................... 22

3.3.2.1

Instalações e Equipamentos .............................................................. 22

3.3.2.2

Localização Geográfica ...................................................................... 22

3.3.3

Recursos Humanos ................................................................................ 23

3.3.3.1 3.3.4

Conhecimento e Habilidades dos membros da ONG ......................... 23 Comunicação .......................................................................................... 23

3.3.4.1

Comunicação Interna ......................................................................... 23

3.3.4.2

Veículos de mídia externa .................................................................. 23

3.3.4.3

Cultura e Estrutura da Comunicação.................................................. 24

4

ANÁLISE DE PÚBLICOS................................................................................... 25

4.1

REFLEXÕES TEÓRICAS ............................................................................ 25

4.2

MAPEAMENTO DE PÚBLICOS ................................................................... 26

5

DIAGNÓSTICO .................................................................................................. 28

5.1

CONCLUSÕES SOBRE A ANÁLISE DOS AMBIENTES ............................. 28

5.2

RELATO

COMUNICAÇÃO

DOS DA

PONTOS

FORTES

ORGANIZAÇÃO

E

COM

FRACOS OS

ANALISANDO

DIVERSOS

A

PÚBLICOS

COMPARANDO-A COM A OUTRAS DO MESMO SETOR DE ATUAÇÃO .............. 29 5.3

PÚBLICO/PROBLEMA A SER TRABALHADO: INDICAÇÃO DE UM

SEGMENTO

A

SER

TRABALHADO

E

DO

RESPECTIVO

PROBLEMA

DIAGNOSTICADO .................................................................................................... 30 6

PROGNÓSTICO ................................................................................................. 31

7

POLÍTICA DE AÇÕES ....................................................................................... 32


7.1

PONTOS FORTES/POSITIVOS .................................................................. 32

7.2

PONTOS FRACOS/NEGATIVOS ................................................................ 33

8

COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA NO CONTEXTO DAS ORGANIZAÇÕES .... 34

8.1

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA NO CONTEXTO

DAS ORGANIZAÇÕES ............................................................................................. 34 8.2 9

APLICAÇÃO AO CONTEXTO DA ORGANIZAÇÃO ESTUDADA ................ 35 PROGRAMA ...................................................................................................... 37

9.1

NOME DA AÇÃO ......................................................................................... 37

9.2

JUSTIFICATIVA ........................................................................................... 37

9.3

OBJETIVO ................................................................................................... 38

9.4

PÚBLICO ..................................................................................................... 38

9.5

PERÍODO DE REALIZAÇÃO ....................................................................... 38

9.6

ESTRATÉGIA – AÇÃO ................................................................................ 38

9.7

COMUNICAÇÃO/INSTRUMENTOS ............................................................ 38

9.8

RECURSOS NECESSÁRIOS ...................................................................... 39

9.9

CUSTOS ...................................................................................................... 39

9.10

PÚBLICOS ENVOLVIDOS ........................................................................... 39

9.11

CRONOGRAMA COM LISTA DE PROVIDÊNCIAS E CONTROLE ............ 40

9.12

SISTEMA DE AVALIAÇÃO .......................................................................... 40

10

CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................ 42

11

ANEXOS ......................................................................................................... 43

12

REFERÊNCIAS ............................................................................................... 52


10

1

1.1

APRESENTAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO

DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nome: Instituto Thiago Rufatto Razão Social: InstitutoThiago Rufatto CNPJ: 13.714.347/0001-48 Localização: Rua Vinícius de Moraes, nº 591 – Canoas (RS) Site (blog): http://ong-marseguro.blogspot.com/ E-mail: ong.marseguro@gmail.com Twitter: http://twitter.com/ongmaRSeguro Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001876341538 Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12672063453025829710 Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=108734396 Canal no Youtube: http://www.youtube.com/user/ongmaRSeguro Descrição das instalações:

1.2

DIRETORIA E CONSELHEIROS DELIBERATIVOS E FISCAL

Diretoria Geral Presidente de Honra: Neuza Rufatto Diretor Administrativo: Márcio Augusto Grazziotin Dutra Diretor Financeiro: Ana Maria Boeira Dias Diretor Jurídico: Antão Alberto Farias Diretor Técnico: Virgilio Panzini de Matos Diretor de Comunicação e Marketing: Tiago Dutra Cardoso Diretor de Mobilização: William da Silva Nunes Diretor de Segurança: Cesar Belmonte

Conselho Deliberativo Conselheiro: Ana Carina Hrihorowitsch Conselheiro: Nathan Chesini


11

Conselheiro: Osmar Rufatto Conselheiro: Nelson Guarda Jr Conselheiro: Armani Oliveira Kichalowsky Suplente 1: Felipe Longhi Malheiro da Graça Suplente 2: Nicoli Veronezi Suplente 3: Leandro Henrique Franzon Suplente 4: Pedro Guilherme Flach Rodrigues

Conselho Fiscal Conselheiro: Aldo Antonello Rosito Conselheiro: Rosane Fatima Kaiser Conselheiro: Maria Catarina Mello Suplente 1: Fabiane Machado Martins Ruszkowski Suplente 2: Fernanda Fagundes

1.3

ORGANOGRAMA

O organograma representa a hierarquia do Instituto Thiago Rufatto. A organização não possui um modelo estruturado. Apresentamos abaixo uma sugestão feita pelo grupo.

Figura 1- Organagrama do Instituto Thiago Rufatto


12

1.4

HISTÓRICO

No dia 1º de novembro de 2010, o jovem Thiago Rufatto, 18 anos, morreu ao ficar preso em um cabo de pesca de rede fixa enquanto surfava no mar da praia de Capão da Canoa. O local do acidente correspondia a uma área própria para a prática de surf e imprópria para a pesca. O jovem surfista foi a 49ª vítima das redes de pesca no Estado do Rio Grande do Sul desde 1978, contabilizando uma vítima a cada oito meses. Os familiares e amigos de Rufatto, abalados com a situação, iniciaram pequenos movimentos de protesto em defesa da vida de outros surfistas e banhistas da região, reacendendo a polêmica em relação aos espaços destinados ao surf e à pesca e a fim de evitar novos acidentes. Em dezembro do mesmo ano, um mês após o ocorrido, Neuza Martins Rufatto, mãe de Thiago, inaugurou a ONG maRSeguro (anexo 1) Instituto Thiago Rufatto, legitimando a luta por um mar mais seguro para todos. A continuação do movimento objetivou a centralização das ações, através de uma representatividade efetiva para surfistas, banhistas, familiares e comunidade em geral. A ONG passou a lutar ativamente pelo fim das mortes de surfistas com a extinção das redes de pesca de cabo fixo na beira da praia, pela presença constante, organizada e efetiva de salva-vidas, especialmente em datas de maior afluência de banhistas, pela visibilidade, pela pressão aos órgãos competentes e, sobretudo pelo fim das tragédias em armadilhas humanas nos mares. Além disso, a instituição também se engajou com questões ambientais, como a preservação do litoral gaúcho e das espécies e pela conservação do meio ambiente. Alguns resultados já alcançados pela ONG maRSeguro: Ampliação da área mínima de surf no litoral gaúcho de 400m para 2.100m por município, determinada por Lei Estadual nº 13.660, de 12 de janeiro de 2011, sancionada pelo governador Tarso Genro; Ampliação do horário de atuação dos salva-vidas, incluindo o horário de almoço (das 13h às 15h, quando antes as guaritas ficavam inativas).


13

2

2.1

PRINCÍPIOS NORTEADORES

MISSÃO

A ONG maRSeguro já possui uma missão, que segundo Chiavenato (2003, p. 55) é “a declaração organizacional do propósito e do alcance da organização. Ela se refere ao papel da organização dentro da sociedade em que está envolvida e significa sua razão de ser e de existir.” A missão da ONG maRSeguro compreende na seguinte sentença:

Conscientizar, sensibilizar e mobilizar a sociedade na luta pela preservação da vida e pela defesa do direito humano no litoral gaúcho.

2.2

VALORES DA MISSÃO

Os valores da missão da ONG maRSeguro Instituto Thiago Rufatto compreende nos seguintes itens:

Cidadania, comprometimento, defesa do direito à vida, desenvolvimento, ética, inovação,

justiça,

qualidade,

respeito,

responsabilidade

social,

segurança,

solidariedade, transparência e voluntariado.

2.3

VISÃO

De acordo com Chiavenato (2003, p. 64) “a visão é o sonho acalentado pela organização. Refere-se aquilo que a organização deseja ser no futuro.” Tendo em vista a importância da visão, todas as organizações devem ter e realmente considerá-la como objetivo maior. A ONG maRSeguro também possui uma visão que compreende na seguinte sentença:


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Ser uma organização de referência no desenvolvimento e disseminação de práticas que promovam a proteção à vida nas praias e no mar do Rio Grande do Sul, construindo representatividade efetiva para banhistas e esportistas, para que possamos sempre usufruir de um litoral seguro para todos.


15

3

3.1

ANÁLISE DE AMBIENTES

ANÁLISE DO MACROAMBIENTE

As organizações necessitam estar atentas aos ambientes que estão inseridas, assim obtendo o controle e avaliação de seu papel neste contexto. Tratando-se do ambiente externo, é preciso a legitimação do público-alvo da organização, seja ela de Primeiro, Segundo ou Terceiro Setor. Neste sentido ressalva Chiavenato (2003, p.80), “Estamos vivendo em uma era repleta de mudanças rápidas, profundas e descontinuas que afetam de forma tenaz as organizações, as pessoas e a própria sociedade”.

3.1.1 Político-Legal

No âmbito político, o Brasil é governado pela presidente Dilma Rousseff (PT) desde janeiro de 2011. A ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil venceu José Serra (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial de outubro de 2010 alavancada pela grande popularidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do mesmo partido, e contando com sua intensiva colaboração. Para o ambiente legal, as ONGs são regidas pelo Código Civil Brasileiro. São pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que, atualmente, são assim chamadas genericamente por serem mais voltadas para os interesses da coletividade. Outro contexto que é preciso identificar é a pesca, no qual a atividade é regulamentada na Constituição Federal, em seu artigo 24, inciso VI, que a competência para legislar sobre a pesca pertence à União, aos Estados e ao Destino Federal. A Lei n° 11.959, de 29 de junho de 2009, é o mais novo marco regulatório da pesca no Brasil. Revogou-se a Lei n° 7.679, de 23 de novembro de 1988, além de ter alterado diversos artigos do Decreto-lei 221/67. Essa legislação tem por objetivo regular a atividade pesqueira entre outras providências. No seu artigo 3°: Compete ao poder público a regulamentação da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Atividade Pesqueira, conciliando o


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equilíbrio entre o principio da sustentabilidade dos recursos pesqueiros e a obtenção de melhores resultados econômicos e sociais, calculando, autorizando ou estabelecendo, em casa caso: VII – as áreas interditadas ou de reserva.

Assim essa Lei estabelece a competência para se fiscalizar a prática da pesca, sendo essa do poder público federal, respeitando as competências estaduais, municipais pertinentes.

3.1.2 Econômico

Considerando a realidade econômica, pode-se dizer que o Brasil encerrou 2011 com previsões de crescimento para o ano de 2012. Se no ano passado, as previsões eram de uma desaceleração moderada, para este ano, os prognósticos são bastante animadores. Estas ideias foram defendidas por Maurício Molan, economista chefe do Banco Santander. Ele também é da opinião que o cenário internacional passa por um grande risco e o grande trabalho do Governo Federal é de evitar que reflexos da crise que tem assolado a Europa atinjam o Brasil. Outro dado econômico bastante relevante é o fato de que em 2012, o Brasil ultrapassou a Grã-Bretanha no cenário mundial, tornando-se a sexta maior economia do planeta, atrás de EUA, China, Japão, Alemanha e França. Para o ex-conselheiro de economia do governo britânico, tal crescimento e o desbanque da Grã-Bretanha pode ser justificado pela grande variedade de recursos naturais que o Brasil possui, tais como ouro, prata, petróleo e os minerais da Amazônia.

3.1.3 Demográfico

Quanto à sua demografia, constatou-se no censo realizado em 2010 pelo IBGE que a população brasileira era formada por 190.732.694 pessoas. O Rio Grande do Sul, em relação ao censo de 2000, teve um crescimento populacional de cerca de 5%. Sua população saltou de 10.187.798 para 10.695.532 habitantes, o menor crescimento de todo o Brasil. Entre as capitais, Porto Alegre seguiu a tendência do Estado e também foi verificado o menor índice de crescimento: de 1.360.590, passou para 1.409.939 habitantes. Outro fator para o qual deve se


17

prestar atenção é que o Brasil se tornou um país ainda mais urbano; em 2000, eram 81,25% da população vivendo em grandes cidades. Em 2010, este percentual aumentou para 84,35%. A realidade social brasileira também sofreu algumas modificações. Entre 2002 e 2010, a pobreza no Brasil diminuiu cerca de 50%, segundo pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), cujo critério para a definição de pobreza era renda per capita abaixo de R$ 151. Neste contexto, o governo da presidente Dilma Rousseff adotou como lema institucional Brasil: país rico é país sem pobreza. A principal promessa de Dilma enquanto candidata foi a erradicação da pobreza no Brasil. Em 2011, primeiro ano de seu governo, o Relatório de Desenvolvimento Humano, divulgado pelas Nações Unidas

através de seu Programa de

Desenvolvimento (PNUD) colocou o Brasil na 84ª posição em uma pesquisa feita com 187 países. O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país foi de 0,718 numa escala de 0 a 1. Na pesquisa de 2010, em que foram considerados 169 países, o Brasil ocupou a 73ª posição, mas se considerado o número de países em que a pesquisa foi feita em 2011, o país ocuparia a 85ª posição. Ou seja, o país melhorou em matéria de desenvolvimento humano.

3.1.4 Ecológico

A ONG maRSeguro defende a causa dos surfistas em relação às redes de pescas no litoral gaúcho, sendo 620 quilômetros, abrangendo 17 municípios, sendo eles: Torres, Arroio do Sal, Terra de Areia, Capão da Canoa, Xangri-lá, Osório, Imbé, Tramandaí, Cidreira, Balneário Pinhal, Palmares do Sul, Mostardas, Tavares, São José do Norte, Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí. Conhecido como Litoral Norte do Estado, com 112 quilômetros, onde em cada município multiplicam-se as praias e balneários. A característica principal do litoral gaúcho é a sua linearidade, um todo sem baías ou acidentes geográficos relevantes. A taxa populacional na última década no Litoral Norte foi de 2,81%, sendo maior que o dobro das taxas anuais do Estado (1,23%) e do Brasil (1,63%), neste contexto podemos perceber grandes problemas ambientais da região, a ocupação intensa do ambiente por loteamentos, remoção de dunas e ocupação de áreas de preservação permanente, definidas pelo Código Florestal Federal (Lei 4.771/65).


18

3.1.5 Cultural

O surf é uma modalidade de esporte que tem aumentado bastante no Brasil. Nos últimos anos, vem crescendo muito sua procura e prática no Rio Grande do Sul. Dados mais recentes indicam que esta modalidade tem sido praticada por mais de 17 milhões de pessoas, distribuídas em mais de 70 países. No Brasil, estima-se 2,7 milhões de participantes. Neste contexto entende-se que atualmente a população está voltada pela uma vida mais saudável e buscando esportes diferenciados para pratica de algum exercício físico. Surge então um estilo de vida próprio, unindo o lazer com o esporte, o surf. A análise neste ambiente é a dimensão que este segmento vem obtendo e a falta de reconhecimento. Aqui nasce a causa da ONG, um mar seguro para os surfistas, onde se reivindica por redes de pescas identificadas e em seus locais legais.

3.2

ANÁLISE DE SETOR

Deve-se sempre estar atento ao setor em que a organização está inserida. Essa análise abrange ter conhecimento dos novos concorrentes, dos serviços substitutos e do poder de apoio das parcerias da ONG maRSeguro. Para Fernandes (1994, p. 92) A necessidade de medidas que resolvam circunstâncias que clamam por ações imediatas, aliada à solidariedade da sociedade faz surgir uma nova realidade no mundo organizacional, onde o objetivo social encontra-se acima da geração de lucro, sendo elas independentes do Estado e administradas por pessoas que não possuem vínculos com o governo, onde os recursos são aplicados na comunidade, além da característica principal que as difere das demais organizações, a força marcante da ação voluntária.


19

3.2.1 Novos concorrentes

A ONG maRSeguro não possui concorrentes diretos, ou seja, nenhuma outra ONG do Brasil se dedica a causa de afogamentos dos surfistas devido ao uso inadequado das redes de pescas. Mas a concorrência pode ser identificada de forma indireta, através de ONGs que cuidam do mar em si, que se preocupam com os animais marinhos ou com a limpeza das águas, como por exemplo, a ONG Pró-Mar (anexo 2) e a ONG Guardiões do Mar (anexo 3), respectivamente. A ONG Pró-Mar é fruto de um pensamento estratégico cada vez mais consolidado ao longo dos anos, a Pró-Mar vem se reinventando, com o foco voltado, especialmente, para a conservação de importantes ecossistemas, a exemplo dos recifes de coral. Para isso acontecer, nossas principais ferramentas são as pesquisas

e

educação

ambiental,

utilizadas

para

informar,

sensibilizar

e

conscientizar a população local e os visitantes da ilha para a importância da sustentabilidade deste ecossistema. A Pró-Mar trabalha na concepção e execução de projetos em parceria com organizações privadas, governamentais e da sociedade civil. Visa unir esforços para manter o equilíbrio entre conservação ambiental e geração de renda, para o desenvolvimento sustentável da pesca e do turismo na ilha de Itaparica. A ONG Guardiões do Mar foi adquirido tem sua história através de uma gestão participativa e comunitária, onde alia a preservação ambiental, através do uso de material reciclável pós-consumo, na área de artesanato, promovendo a comercialização no varejo e atacado. Todos os produtos, resultantes de matéria prima de baixo valor, têm valor agregado, que possibilita parte de comunidades costeiras tornarem-se competitivas no mercado, serem ambientalmente corretas e criarem sua sustentabilidade na plenitude como cidadãos. Numa gestão eco eficiente só há ganhadores, o meio ambiente, contendo, fauna, flora, recursos energéticos e o componente principal, o Homem.


20

3.2.2 Serviços substitutos

A ONG maRSeguro não possui serviços que podem ser substituídos, tendo em vista que é a única que tem como objetivo a busca da preservação da vida humana nos mares gaúchos.

3.2.3 Poder de apoio das parcerias

Não há nenhuma parceria fixa da ONG maRSeguro. Para conseguir reivindicar seus interesses perante a mídia, por exemplo, ela conta com a ajuda de voluntários que possuem contatos ou em caso de urgência, a presidente da ONG, tira da sua renda a quantia financeira necessária para atingir suas metas. Em breve a ONG pretende planejar uma ação para adquirir parceiros fixos para abraçar a causa desta instituição sem fins lucrativos.

3.3

ANÁLISE DO MICROAMBIENTE

Para Hudson (1999), devem ser criadas estratégias especiais para o Terceiro Setor, porque as organizações precisam reagir a mudanças mais rápidas em seu ambiente e necessitam de meios mais explícitos para estabelecer novos objetivos e captar recursos; além disso, precisam mostrar aos financiadores o que será feito com seu dinheiro.

3.3.1 Competências Organizacionais

3.3.1.1

Estratégias

A ONG maRSeguro não dispõe de um planejamento estratégico, a presidente da ONG acredita muito em sua rede de contatos para viabilizar suas ações. Com o auxílio dos seus voluntários, a instituição vai elaborando planos para conseguir


21

atingir ações imediatas para a prevenção de mais acidentes. O principal foco é a fiscalização dos lugares que são adequados para banho e prática de surf, sendo apenas imposto o que está regulamentado por lei. A ação estratégica mais constante é a realização de blitz para conferir se a legislação está sendo cumprida, tendo como resultado por diversas vezes o descaso com a lei, por parte dos pescadores e inclusive, por parte de quem fiscaliza.

3.3.1.2

Estrutura

A sede da ONG maRSeguro está localizada na Rua Vinícius de Moraes, nº 591 – Canoas (RS), lá são estruturadas as reuniões, tanto para o desabafo dos familiares das vítimas, como para elaboração de ações estratégicas.

3.3.1.3

Cultura

A ONG maRSeguro valoriza a preservação da vida. A instituição quer que o ser humano seja protegido de acordo com as leis que estão previstas para área de surf e banho. Os membros sempre deixam claro que eles entendem a necessidade de pescadores que tiram o seu sustento da pesca, porém exigem que seja respeitado o espaço para que não haja acidentes que podem ser evitados. A instituição também busca a legitimidade das autoridades do Rio Grande do Sul, tendo em vista que existem leis na constituição e não são cumpridas. Esta tentativa de acesso as autoridades, como por exemplo, ao governador, na maioria das vezes não é de sucesso, pois o mesmo não os atende. Tendo em vista este descaso, são organizados protestos para que assim os membros da ONG possam ser ouvidos e a autoridade procurada apresente soluções para os problemas expostos.


22

3.3.1.4

Base Financeira

Tendo em vista que o cliente analisado é uma ONG e que, portanto, não possui fins lucrativos, a instituição conta com a ajuda de parceiros que não são fixos. Estes são voluntários e, em caso de urgência, com a renda da família de Thiago Rufatto, fundadora da ONG.

3.3.1.5

Sistemas de informação

A ONG não utiliza nenhum programa específico de computador. Os cadastros dos voluntários e das finanças são realizados em planilhas de Excel, para que possam ter o contato de todos que “abraçam” esta causa e ter o controle dos seus custos financeiros que são utilizados para a realização das ações.

3.3.2 Recursos físicos

3.3.2.1

Instalações e Equipamentos

A ONG não possui nenhum equipamento destinado apenas para o fim da instituição. Os próprios membros disponibilizam os recursos necessários para que as reuniões e ações possam ser realizadas.

3.3.2.2

Localização Geográfica

A ONG maRSeguro está localizada no estado do Rio Grande do Sul, em Canoas, na Rua Vinícius de Moraes, nº 591.


23

3.3.3 Recursos Humanos

3.3.3.1

Conhecimento e Habilidades dos membros da ONG

Os membros da ONG possuem conhecimento em diversas áreas, tendo em vista que como estão “abraçando” uma causa, não é necessário ter um conhecimento específico e sim ter vontade de aprender mais sobre a legislação, para que possa ser cobrado das autoridades os direitos concedidos aos surfistas e banhistas por lei. Para entrar na ONG, a pessoa deve ter como objetivo principal a preservação da vida.

3.3.4 Comunicação

3.3.4.1

Comunicação Interna

Como veículos de comunicação interna utilizados entre os membros da ONG, o mais empregado são os e-mails, pelos quais são discutidos diversos assuntos pertinentes ao interesse da instituição. Além é claro, das reuniões feitas semanalmente na sede da ONG, onde quem possui disponibilidade para comparecer discute assuntos que requerem o contato face a face.

3.3.4.2

Veículos de mídia externa

A ONG possui diversos meios para que a sua causa seja divulgada na mídia externa. Já existe a camiseta da instituição (anexos 4 e 5), que são vendidas para as pessoas que aderem a causa, e flyers (anexo 6) que contam a história da ONG que são distribuídos em blitz, juntamente de adesivos para carros, entre outras peças. Já houve veiculação da causa da ONG em alguns jornais (anexo 7 e 8).


24

3.3.4.3

Cultura e Estrutura da Comunicação

A cultura de comunicação da ONG é estruturada pelos membros da instituição, mas não é guiada por estratégias, ou por um profissional de comunicação. A ONG maRSeguro está presente no Twitter (anexo 9) e no Facebook (anexo 10), porém não existe uma regularidade de postagens e os principais assuntos são sobre as condições do mar, uma espécie de alerta para os surfistas, ou sobre a descaso das autoridades com a regulamentação da lei, sendo postadas fotos de redes de pesca em área impróprias. A instituição também possui um blog (anexo 11), que contém seu histórico, divulgação, agenda, contato e notícias sobre a causa, manifestos, fotos, entre outras informações. O e-mail também é muito utilizado para o contato interno e com os “futuros voluntários” e imprensa. Essa ferramenta é usada para enviar o folder, divulgar eventos e mandar textos de incentivo para adesão ao objetivo da ONG.


25

4

4.1

ANÁLISE DE PÚBLICOS

REFLEXÕES TEÓRICAS

Todo e qualquer planejamento de ação de Relações Públicas de uma organização, seja do primeiro, segundo ou terceiro setor, deve ter sua estratégia focada em quem ela quer atingir, ou seja, seus públicos-alvo. Kunsch (2009, p. 51) conceitua Relações Públicas como “uma função estratégica indispensável para que as organizações se posicionem institucionalmente e administrem com eficácia seus relacionamentos com os públicos estratégicos”. Já Steffen (2011, p. 157) enxerga a atividade através de seu viés político. Segundo esta autora: O caráter político da atividade de Relações Públicas implica a necessidade que as organizações têm de obter a cooperação dos públicos como condição sine qua non para cumprir com a sua Missão. A lógica interna a esse processo impõe a necessidade de associarem-se os objetivos e as expectativas desses dois parceiros de sistema.

Devido justamente ao caráter político que a atividade de Relações Públicas possui que suas práticas devem ser pautadas em um planejamento sério, uma vez que não são apenas os interesses da organização que estão em jogo, mas também as expectativas dos públicos envolvidos nesse processo. Neste sentido, é válida a observação de Baseggio (2011, p. 126-127): Planejar é a decisão antecipada sobre o que fazer, como fazer e quando fazer, disciplinando esforços e racionalizando atividades e atitudes, cientes de que o processo de planejamento nunca finda, é sempre dinâmico, que sofre ajustes e adaptações enquanto está sendo implantado, com variações que podem ser constantes (variáveis que vão sendo adaptadas). Todo planejamento convive com riscos e incertezas. (...) Tratando-se de um processo lógico, sequencial, dinâmico e flexível, de tomada de decisões, o planejamento constitui-se em um instrumento de trabalho que disciplina esforços e racionaliza atividades e decide, antecipadamente, o que fazer, como fazer, quando fazer, quem deve fazer.

Peruzzo (1998) é da opinião de que assim como em órgãos públicos e grandes empresas, a comunicação das organizações do terceiro setor requer planejamento e estratégia. No caso de uma ONG, seu planejamento estratégico – e, por consequência, o de comunicação também – deve estar pautado, conforme Peruzzo (1998, p. 421), em dois grandes objetivos finais: “a transformação social e a ampliação da cidadania”. Tendo como referencial o caso da ONG MaRSeguro, seu principal objetivo é a criação na sociedade de uma consciência acerca da questão


26

da segurança nos mares gaúchos. Na tentativa de conseguir êxito em seu intento, os membros da maRSeguro praticam ações nas praias pautadas em princípios como cidadania, responsabilidade social e voluntariado. Todavia, faz-se necessário conhecer quem são esses públicos que interagem com a ONG e com os quais ela deseja criar uma espécie de relacionamento.

4.2

MAPEAMENTO DE PÚBLICOS

Para mapear os públicos que, de uma maneira ou outra, interagem com a maRSeguro, será utilizada como referencial a Teoria Situacional de Públicos, proposta por Grunig (2009). Segundo esta corrente de pensamento das Relações Públicas, os relacionamentos entre organizações e públicos são motivados por um problema. Tal ideia pode ser aplicada ao caso da ONG em estudo. O motivo de sua criação – e, por consequência, dos relacionamentos mantidos com seus públicos – é a situação de insegurança causada pela morte de vários surfistas que ficam presos em redes de pesca na extensão do litoral gaúcho. Entre estes falecidos, inclui-se o próprio Thiago Rufatto, jovem que dá nome ao Instituto. Ainda conforme a Teoria Situacional, o comportamento dos públicos gira em torno de três variáveis relacionadas com o problema causador de sua existência. São elas: o envolvimento (grau de consciência dos públicos em relação ao problema), o reconhecimento (ações que interferem direta ou indiretamente nos públicos, com base na identificação do problema) e o constrangimento (capacidade dos públicos de agirem perante o problema). Essas variáveis criam três tipologias de públicos, conforme o autor: •

Públicos ativos: têm alto grau de reconhecimento dos problemas, capacidade de

agir e alto grau de envolvimento com os mesmos. •

Públicos latentes: têm alto grau de reconhecimento dos problemas e baixo grau

de capacidade para agir, comprometendo o seu envolvimento. •

Públicos passivos: têm baixo grau de reconhecimento dos problemas, baixo grau

de capacidade para agir e baixo grau de envolvimento. Nas palavras de Grunig (2009, p. 85): Públicos ativos influenciam a organização muito mais do que os passivos. Quando apoiam a organização, o fazem de uma maneira muito mais ativa. A comunicação com os públicos ativos é mais fácil porque eles buscam


27

informação, ao contrário dos públicos passivos que esperaram calmamente por ela. (...) Os públicos ativos se comunicam com e a respeito de uma organização que os influencia, tanto diretamente quanto por meio de outras fontes, como a mídia, outras pessoas, líderes políticos e comunitários, e grupos ativistas. (...) Outros públicos ativos apoiam a missão da organização e compram suas ações, apoiam suas políticas e doam recursos financeiros.

Tendo por base esta teoria e considerando a realidade da ONG maRSeguro, pode-se dividir os públicos desta organização da seguinte maneira:

Quadro 1 - Classificação de públicos da ONG MaRSeguro Surfistas Banhistas PÚBLICOS ATIVOS

Familiares das vítimas Voluntários Parceiros Federação Gaúcha de Surf Pescadores Órgãos Públicos

PÚBLICOS LATENTES

Brigada Militar Imprensa Empresas

PÚBLICOS PASSIVOS

Comunidade em geral


28

5

DIAGNÓSTICO

5.1

CONCLUSÕES SOBRE A ANÁLISE DOS AMBIENTES

O Instituto Thiago Rufatto atua no terceiro setor, explorando a causa da vida humana, onde como já mostrado em capítulos anteriores não há concorrentes diretos, porém temos os indiretos que defendem a vida marinha como a ONG PróMar e ONG Guardiões do Mar. A tabela abaixo apresenta a síntese da análise da atuação da ONG maRSeguro no seu segmento, tanto nas questões internas, forças e fraquezas, como na parte externa, oportunidades e ameaças:

Quadro 2 - Matrix SWOT da ONG MaRSeguro FORÇAS

FRAQUEZAS

1)

Número de voluntários;

1)

2)

Pais que perderam seus filhos na

é na casa da Presidente da ONG;

Local da realização das reuniões

mesma situação que a Presidente da

2)

ONG se filiando a causa;

conselheiros com suas

3)

responsabilidades;

Ideias, iniciativas que todos os

Comprometimento de todos os

Planejamento estratégico – ações

integrantes da ONG já tiveram e

3)

desenvolveram.

anuais da ONG;

OPORTUNIDADES

AMEAÇAS

1)

Posicionamento que a ONG vêm

conquistando na mídia;

1)

2)

pescadores do litoral gaúcho;

Mãe de uma vitima no Paraná

Relacionamento com os

quer levar a causa da maRSeguro para

2)

lá;

(Estadual e Federal);

3)

Divulgação das mudanças no

litoral gaúcho já conquistadas, em relação a área de banho e prática de surf.

3)

Relacionamento com o Governo

Posicionamento agressivo em

relação às leis que não são cumpridas.


29

5.2

RELATO DOS PONTOS FORTES E FRACOS ANALISANDO A COMUNICAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO COM OS DIVERSOS PÚBLICOS COMPARANDO-A COM A OUTRAS DO MESMO SETOR DE ATUAÇÃO

Para compreender melhor a situação da maRSeguro no seu setor é imprescindível diagnosticar o processo organizacional. Conforme Simões (2001, p. 36-37): O diagnóstico é a conclusão da análise de como se encontra a organização em face dos interesses de todos os seus públicos ou de um, especificamente. Isto implica de início, a busca de dados, ou seja, pesquisar sobre a organização, sua missão, seus públicos, seus interesses, os canais de comunicação com o público e também sobre a conjuntura local, regional, do país e muitas vezes, mundial. Todos os dados necessitam ser analisados para se chegar à informação, isto é, a síntese de tudo: o problema são suas inúmeras facetas. O diagnóstico auxiliará o profissional de Relações Públicas a decidir sobre as “vitaminas ou remédios” que deverão ser colocados no processo. Se bem que, antes da “medicação”, ele deverá imaginar os fatos no futuro, em cada uma das possíveis circunstâncias.

Com base na visita à ONG e da participação em reuniões de planejamento de ações para 2012, observamos que a mesma não possui de fato um planejamento das ações que serão desenvolvidas durante um período. Todos os integrantes do Instituto Thiago Rufatto podem sugerir ações, a ideia é colocada em reunião e avaliada, todos estando de acordo, a mesma é realizada. Segundo Montana (2003, p. 170), “organizar é o processo de reunir recursos físicos e humanos essenciais à consecução dos objetivos de uma organização”. Neste sentido, entende-se que toda a organização, seja de que setor for, deve previamente estabelecer com antecedência os recursos necessários antes de agir. Contudo, diagnostica-se que o objeto de estudo, por toda sua proposta de trabalho, tem plenas condições de rever conceitos, agregar conhecimentos e implantar estratégicas de comunicação que beneficiem ainda mais a ONG e sua relação com a mídia, governos e comunicação, possibilitando grande reconhecimento dos seus trabalhos.


30

5.3

PÚBLICO/PROBLEMA A SER TRABALHADO: INDICAÇÃO DE UM SEGMENTO A SER TRABALHADO E DO RESPECTIVO PROBLEMA DIAGNOSTICADO

A partir do mapeamento e identificação dos públicos que se relacionam com a ONG maRSeguro, feito a partir da Teoria Situacional de Públicos de James Grunig, e também através das reuniões com sua equipe administrativa, foi decidido por uma ação cujos públicos-alvo seriam essencialmente os órgãos públicos e a comunidade em geral.


31

6

PROGNÓSTICO

De acordo com as necessidades identificadas pelo grupo e carecidas por parte da ONG maRSeguro, o grupo propõe a elaboração de um vídeo com caráter de divulgação. Acompanhando as reuniões dos integrantes da ONG, a ideia acordada foi de simplificar os objetivos de luta que a mesma desenvolve e divulgar para o grande público nas redes sociais online, Facebook e Twitter. A estratégia adotada, desde a elaboração do roteiro até o planejamento e execução do vídeo, visa informar e emocionar o usuário que assistir. Explanando as conquistas da ONG, os integrantes também devem aparecer intercalando falas emotivas, evidenciando a importância dos objetivos da ONG maRSeguro e apresentando as consequências da não luta. Após a conclusão do vídeo, a intenção é a divulgação online intensa para ganho de visibilidade e conhecimento de causa por parte dos públicos a serem atingidos. A ONG também poderá utilizar o vídeo como material interno para seus integrantes, voluntários e públicos em potencial para a mesma luta. A não realização desta ação pode acarretar na não divulgação e conquista de novos seguidores e voluntários para a causa do Instituto. Outro objetivo, de forma indireta, é propagar as ideias e tudo o que já foi conquistado para reforçar o engajamento dos que já atuam nesse cenário. O vídeo, nesse caso, poderia ser utilizado como ferramenta motivacional interna.


32

7

POLÍTICA DE AÇÕES

Após a elaboração do diagnóstico e do prognóstico consegue-se montar as políticas de ações, ou seja, quais as estratégias que a organização deverá seguir para se fortalecer em relação aos seus pontos fracos e para melhorar ou manter seus pontos fortes. Como toda organização, a ONG maRSeguro, possui pontos fracos, pontos fortes, oportunidades e ameaças. Abaixo se encontra a lista desses pontos, quais estratégias devem ser utilizadas e quais instrumentos auxiliarão na realização delas.

7.1

PONTOS FORTES/POSITIVOS

Quadro 3 - Pontos forte/positivos Pontos fortes

Estratégias

Comunicação /

(ações para capitalizar)

Instrumentos

Organização dos

Manter a organização de

voluntários

blitz

Reuniões frequentes

Divulgar mais

Atualização do blog

Manter atualizado

Blog

Manter

Folder e adesivos

Manter esse foco

Contato com autoridades

Manter atualizado

Perfil Facebook e Twitter

Material de divulgação (folder e adesivos) Busca pela mudança da legislação Perfil no Facebook e no Twitter

Blitz Através de redes sociais online, e-mail e blog

Apoiar as ações de comunicação da ONG, Falta de um profissional de

atualizar o blog e as redes

Redes sociais online, e-

comunicação

sociais online, convocar os

mail, blog

integrantes para as reuniões


33

Agenda do blog

Pontos fortes

Atualizar com reuniões e blitz

Agenda do blog

Estratégias

Comunicação /

(ações para capitalizar)

Instrumentos

Manter atualizado ou Site Surfseguro

excluir. Pois o conteúdo é

desatualizado

semelhante ao do site ONG

Site

maRSeguro Divulgação da ONG

7.2

Divulgar mais a existência

Vídeo viral, redes sociais

da ONG

online

Estratégias

Comunicação /

(ações para capitalizar)

Instrumentos

PONTOS FRACOS/NEGATIVOS

Quadro 4 - Pontos fracos/negativos Oportunidades

Aumentar o contato pelas Redes sociais online

redes sociais online,

Facebook, twitter, YouTube

divulgar mais informações Ano de eleição

Tentar contato com autoridades

Reuniões, cartas, protestos Vídeo viral, que procura

Falta de legislação

Diálogo com as

ganhar espaço na mídia e

autoridades

chamar a atenção das

Falta de espaço na mídia

autoridades

Aconteceu a primeira morte

Buscar parcerias e

pelo mesmo motivo em outro

divulgar a ONG em outros

estado

estados

Redes sociais online, e-mail e blog


34

8

COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA NO CONTEXTO DAS ORGANIZAÇÕES

A comunicação comunitária vem ganhando espaço frente a tendência de se preocupar mais com responsabilidade social e ambiental. Segundo Peruzzo (2007, p. 418) a comunicação comunitária no contexto das organizações: é uma das denominações para a comunicação popular, participativa, horizontal ou alternativa, entre outras expressões, referindo-se ao processo comunicativo levado a efeito por movimentos sociais populares e organizações sem fins lucrativos da sociedade civil.

A comunicação comunitária não é simplesmente realizar protestos e mobilizações, é muito mais complexa. E essa comunicação também não pode ser considerada igual a de empresas privadas e públicas como afirma Kunsch (2007, p. 421): é importante entender que a organização popular coletiva obedece a uma lógica diferente da que rege as empresas e o órgãos público. A mola propulsora é sempre a estratégia ou aonde se quer chegar: a transformação social e a ampliação da cidadania.

Tendo em vista suas peculiaridades e seu contexto específico, a comunicação comunitária desempenha um importante papel no terceiro setor, conforme será exposto a seguir.

8.1

A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO COMUNITÁRIA NO CONTEXTO DAS ORGANIZAÇÕES

Conhecimentos de comunicação e especificamente da atividade de Relações Públicas podem ser utilizados em diversas áreas. Kunsch (2007, p. 299) afirma que: Relações Públicas, como disciplina acadêmica, tem como objeto de estudo as organizações e seus públicos, instâncias distintas, mas relacionadas dialeticamente. É com elas que a área trabalha, promovendo e administrando relacionamentos e, muitas vezes, mediando conflitos, valendo-se para tanto de estratégias e de programas de comunicação de acordo com as diferentes realidades do ambiente social.

Esses conhecimentos servem inclusive para o terceiro setor. De acordo com Peruzzo (2007, p. 155), “constituídos por Organizações da Sociedade Civil, o


35

terceiro setor abrange entidades sem fins lucrativos, privadas, mas de caráter público, que atuam a serviço dos interesses coletivos”. Essas organizações fazem um importante trabalho social, mas há discussões sobre a vinculação de interesses empresariais de formar uma boa imagem através desses trabalhos sociais. A comunicação dessas organizações visa, principalmente, mobilizar os segmentos beneficiários da ação, efetivar as mudanças pretendidas, tornar as organizações conhecidas e respeitadas, angariar apoio e recursos financeiros. Essas organizações devem utilizar a comunicação comunitária, que segundo Peruzzo (2007, p. 418), “é a comunicação feita pela e para comunidade”, e tem como

princípios

norteadores:

democracia

e

pluralismo,

representatividade,

participação ativa, autonomia, conteúdos e força motriz. Essa comunicação pode e deve ser gerida pelas relações públicas comunitárias que acontecem no âmbito mais amplo de conscientização-mobilização-ação de movimentos e ações sociais, e não de forma isolada. Conforme Kunsch (2007, p.301), “o trabalho de Relações Públicas nas organizações populares deverá basear-se em sua realidade situacional, inserindo-se em uma concepção libertadora de educação, na busca de suas transformações social e política”. Há muitas formas e ferramentas que podem auxiliar um profissional de Relações Públicas na gestão de uma comunicação mais participativa dessas organizações. Kunsch (2007) sugere atenção em três pontos: é preciso conhecer as características e especificidades das organizações sociais, o processo de comunicação dessas organizações deve ser baseado em um planejamento participativo e deve-se utilizar o planejamento estratégico situacional. Organizações do terceiro setor são entidades que podem utilizar ferramentas e conhecimentos iguais ao primeiro e segundo setor. Mas deve-se sempre estar atento às peculiaridades desse setor, conhecer os públicos envolvidos e a missão da organização.

8.2

APLICAÇÃO AO CONTEXTO DA ORGANIZAÇÃO ESTUDADA

A organização estudada, a ONG maRSeguro, encontra-se no terceiro setor, pois é uma entidade sem fins lucrativos, privada, mas de caráter público. Com o


36

objetivo de defender o direito dos surfistas praticarem esse esporte sem correr o risco de se prenderem nas redes de pesca, utilizadas apenas no estado Gaúcho, a ONG atua a serviço dos interesses coletivos. A ONG maRSeguro, apesar de bem estruturada, não possui profissionais de comunicação para gerir o seu relacionamento com os públicos de interesse. Tendo em vista a importância da atividade de Relações Públicas na gestão desses relacionamentos, nota-se a necessidade da utilização do conhecimento e de ferramentas de Relações Públicas. A ONG utiliza ferramentas de comunicação para mobilizar novos voluntários, informar conselheiros e seus integrantes sobre o andamento das atividades e reuniões, para conscientizar a população sobre qual é a sua missão e seus interesses, etc. Para a ONG maRSeguro, é necessário manter um relacionamento equilibrado com seus públicos de interesse. Para que isso seja alcançado, é necessária uma boa estrutura comunicacional para mobilizar os públicos envolvidos. A comunicação, se bem gerida, pode trazer mais benefícios à organização. Desde despertar maior interesse da comunidade sobre o problema tratado pela ONG até a abertura de uma negociação com os pescadores ou com as autoridades.


37

9

9.1

PROGRAMA

NOME DA AÇÃO

Vídeo viral – Pela segurança no mar

9.2

JUSTIFICATIVA

Atualmente as redes sociais online são importantes canais de disseminação de informações e o seu crescimento é cada vez mais evidente no Brasil. As pessoas estão permanecendo mais tempo conectadas, produzindo conteúdo, absorvendo informações e compartilhando fatos, notícias, pensamentos de interesse comum. Inclusive as redes sociais estão se tornando importantes meios de protestos, segundo a reportagem veiculada em O Estado RJ. E o marketing viral está contribuindo para essa era da disseminação da informação. Segundo Helm apud Skrob (2005): Marketing viral pode ser entendido como um conceito de comunicação e distribuição que se baseia no consumidor para transmitir um produto virtual, através de uma ferramenta eletrônica, para outros potenciais consumidores na sua esfera social, motivando estes contatos a também re-transmitirem este produto.

Esses vídeos, geralmente são dinâmicos e atrativos, visam prender a atenção das pessoas e fazer com que elas divulguem para o máximo de pessoas possível. Muitas vezes esse estilo de vídeo acaba sendo pauta de notícias em jornais, conquistando mais espaço na mídia. O grupo junto a ONG maRSeguro fará o planejamento, a execução, a divulgação e a avaliação de um vídeo, com o intuito que se torne um viral, para auxiliar na divulgação da organização. A ONG maRSeguro tem como objetivo fazer com que as autoridades dêem mais importância para a causa e que a legislação seja mais clara e adequada a segurança dos praticantes de esportes aquáticos. A propagação de informações sobre a ONG, e seu objetivo, auxiliará na busca de mais adeptos a causa, e consequentemente, ajudará nesse processo contínuo para melhorar a legislação e a fiscalização.


38

9.3

OBJETIVO

O objetivo é tornar a causa da ONG maRSeguro mais conhecida pela comunidade gaúcha, trazendo mais adeptos e voluntários para a busca do diálogo com as autoridades.

9.4

PÚBLICO

Como público alvo dessa ação, aponta-se todos os gaúchos, que frequentam as praias do Rio Grande do Sul e que praticam ou simpatizam com esportes aquáticos, que tenham entre 16 e 50 anos e utilizem redes sociais online para se comunicar, informar e divulgar notícias.

9.5

PERÍODO DE REALIZAÇÃO

A ação é planejada, executada e avaliada no primeiro semestre de 2012.

9.6

ESTRATÉGIA – AÇÃO

O vídeo é dinâmico, com aproximadamente 1 minuto e 30 segundos, composto por falas curtas e marcantes dos voluntários, pais de vítimas e apoiadores da ONG maRSeguro, aparecendo o logo do Instituto Thiago Rufatto e da ONG maRSeguro, apenas no final. O roteiro do vídeo (anexo 12) é composto por frases questionando a legislação, sem usar termos agressivos, e ao mesmo tempo, busca captar mais voluntários.

9.7

COMUNICAÇÃO/INSTRUMENTOS

O instrumento é o vídeo para ser divulgado nas redes sociais online como YouTube, Facebook, Twitter, primeiramente pelos componentes do grupos, e após


39

pelos integrantes das ONG e pessoas que se sintam motivadas por divulgar a causa.

9.8

RECURSOS NECESSÁRIOS

Conforme listagem abaixo, são utilizados recursos humanos, físicos e tecnológicos para a execução da ação. Câmera filmadora; Tripé; Roteiros impressos; Local para filmar; Pessoa responsável pela edição; Pessoa responsável pela publicação no YouTube; Pessoa responsável pela publicação no site da ONG maRSeguro; Pessoa responsável pela publicação em redes sociais online.

9.9

CUSTOS

Os recursos financeiros é pequeno devido ao envolvimento dos membros do grupo e dos integrantes da ONG. Pode-se apontar como custos apenas impressões necessárias durante o processo e deslocamento para reuniões e gravações das imagens.

9.10 PÚBLICOS ENVOLVIDOS

A ação envolve diversos públicos nas etapas de planejamento, execução e avaliação do programa. O embasamento teórico, parte inicial do trabalho, é realizado pelos membros do grupo. Através de reuniões com os integrantes da ONG e os membros do grupo, são definidas as necessidades e prioridades que a instituição possui. Com essas informações, o grupo sugere um roteiro para o vídeo, sempre com a contribuição e validação dos integrantes da ONG.


40

Para a execução, conta-se com o apoio de uma colega que empresta a câmera filmadora. O grupo realiza as gravações das imagens com a colaboração dos integrantes da ONG. A edição do vídeo é realizada por outro colega, e durante todo o processo tem-se o auxílio da professora orientadora, Glafira Furtado.

9.11 CRONOGRAMA COM LISTA DE PROVIDÊNCIAS E CONTROLE

Quadro 5 - Cronograma com lista de providências e controle Atividade Desenvolvimento do roteiro do vídeo

Prazo 03/05 a 17/05

Aprovação do roteiro

17/05 a 19/05

Gravação das imagens

24/05 a 31/05

Edição das imagens

02/06

Aprovação do vídeo

02/06

Publicação do vídeo

02/06

Avaliação da ação

02/06 a 12/06

Responsáveis

Situação

Bianca, Julia, Márcio, Moacir e Telma Integrantes da ONG Bianca, Julia, Márcio, Moacir e Telma Giordano, Bianca, Julia, Márcio, Moacir e Telma Integrantes da ONG Bianca, Julia, Márcio, Moacir e Telma

Ok Ok Ok

Ok Ok Ok

Bianca, Julia, Márcio, Moacir e Telma

9.12 SISTEMA DE AVALIAÇÃO

A avaliação da ação é realizada após a publicação do vídeo no YouTube, e divulgação no Facebook e Twitter. O grupo sugere que a avaliação seja realizada a partir

da

quantidade

de

visualizações

do

vídeo

compartilhamentos via Facebook, conforme tabela abaixo.

pelo

YouTube

e

de


41

Quadro 6 - Sistema de avaliação da ação proposta Grau de

Quantidade de visualizações

avaliação

do vídeo

Péssimo

50

10 dias

Ruim

150

10 dias

Regular

250

10 dias

Bom

350

10 dias

Ótimo

450

10 dias

Período

Até o dia 12 de junho, houve 365 visualizações do vídeo no YouTube e 140 compartilhamentos no Facebook. O resultado foi considerado BOM. O número de pessoas que entrarão em contato com a ONG maRSeguro, demonstrando interesse em participar das ações da instituição, seja pelos perfis em redes sociais online ou por telefone, também pode ser uma forma de mensurar os resultados da ação. Porém essa avaliação não pode ser avaliada em apenas 10 dias, conforme a avaliação anterior.


42

10

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização deste trabalho foi de grande satisfação para o grupo, nos envolvemos de tal forma, desde o planejamento até a execução das ações, que os objetivos definidos para serem atingidos ganharam ainda mais empenho e força. O projeto buscou a divulgação do Instituto Thiago Rufatto - ONG maRSeguro e das causas de luta para um maior público possível. Ou seja, disseminar ao máximo as ideias e a história da ONG, tudo aquilo que já foi conquistado ao longo de sua existência. As reuniões com a ONG, durante o período do projeto, possibilitaram um maior engajamento e conhecimento dos problemas pelos quais lutam. A comunicação com os integrantes e voluntários foram constantes e auxiliaram muito nas decisões do grupo para o trabalho. A ação do vídeo teve seu planejamento pensado a partir da imagem a ser transmitida sobre a maRSeguro, através da escolha de linguagem adequada e do conteúdo da mensagem. A construção do roteiro passou por aprovação dos integrantes do Instituto Thiago Rufatto, que também colaboraram para a captação das imagens. Os mesmos participaram das gravações como personagens da ONG e maiores voluntários da causa, conscientizando e fazendo convite à sociedade para lutar a favor da situação vivida. A experiência adquirida ao final do projeto é imensurável. A oportunidade de realizar este trabalho foi única e deixa para o grupo um sentimento de satisfação em poder

auxiliar

uma

Organização

Não

Governamental,

aliando

todos

os

conhecimentos adquiridos ao longo do curso de Relações Públicas. A união da teoria com a prática engrandeceu ainda mais nossos conhecimentos, ainda mais tratando-se de envolvimento com uma causa voluntária e a favor da sociedade como um todo, tendo em vista o grande número de surfistas do Rio Grande do Sul que correm o mesmo perigo que o Thiago Rufatto e outras vítimas.


43

11

ANEXOS

Anexo 1: Logomarca da ONG maRSeguro do Instituto Thiago Rufatto.

Anexo 2: Logo da ONG Pr贸-Mar


44

Anexo 3: Logo da ONG Guardi천es do Mar.

Anexo 4: Camisetas da ONG maRSeguro (frente):


45

Anexo 5: Camiseta da ONG maRSeguro (costas):

Anexo 6: Folder distribuído em blitz e ações da ONG:


46

Anexo 7: ONG maRSeguro na MĂ­dia:


47

Anexo 8: ONG maRSeguro na MĂ­dia:


48

Anexo 9: Perfil da ONG maRSeguro no Twitter:

Anexo 10: Perfil da ONG maRSeguro no Facebook:


49

Anexo 11: Blog da ONG maRSeguro:

Anexo 12:

Roteiro do Vídeo aprovado pela ONG maRSeguro:

ROTEIRO DO VÍDEO ONG MARSEGURO As falas a seguir serão transmitidas no vídeo de forma contínua, a partir da união das imagens e falas dos participantes da gravação. Ou seja, cada pessoa pronunciará uma dessas falas e a soma de todas resulta no vídeo. Sugerimos que todos os participantes gravem todas as falas, de forma a facilitar a edição do vídeo, para que possamos escolher as melhores imagens e áudios. Estamos enviando também uma gravação teste feita pelo grupo (apenas de áudio) para que possamos ter uma ideia de continuidade do texto e tempo de duração. Sugestão de roteiro: - Você tem família? - Você tem filhos? - Irmãos? - Irmãs? - Você tem amigos? - Então você pode imaginar a dor de perder alguém que se gosta muito. - Desde 83, 49 jovens morreram no mar.


50

- Se continuar assim, os números só irão aumentar. - São poucas as sinalizações nos mares do nosso litoral gaúcho. - Em muitos lugares, áreas de pesca e de surf dividem o mesmo espaço. - E nós queremos mudar essa realidade. - Para áreas de prática de esportes nos mares gaúchos... - Já conquistamos a ampliação de 400 para 2.100 metros. - Também conseguimos aumentar o horário de trabalho dos salva-vidas... - Até então, muitas guaritas ficavam vazias, colocando em risco a vida dos banhistas. - Infelizmente, isso não é o bastante. - A imprudência por parte de quem devia estar fiscalizando, continua. - Até quando isso? - Vamos esperar que se percam mais vidas? - Isso se chama descaso com a vida humana. - Desrespeito. - Impunidade. - Lamentavelmente, é sempre após o acontecimento de alguma tragédia que dão atenção ao problema. - Estamos alertando as autoridades para os perigos do convívio desordenado da pesca e do surf. - Isso é uma gravidade histórica, e que precisa de solução imediata. - Eu perdi meu filho. - Eu perdi meu irmão. - Minhas duas filhas. - Meu amigo. - Eu perdi o Thiago Rufatto. - Sozinhos essa luta fica difícil. - Pense nisso. Essa luta é pra todos. - Pela segurança nos mares... - Vamos fazer valer os nossos direitos e salvar a vida de quem a gente ama. (Assinatura com o Logo Instituto Thiago Rufatto) (Assinatura com o Logo ONG maRSeguro)


51

Anexo 13: (Carta acordo com a assinatura da Neuza)


52

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REFERÊNCIAS

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