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P E L I C A N O

EDIÇÃO I Nº.1- NOVEMBRO – 2009 Jornal Digital da A.·. R.·. L.·. S.·. Acácia 20 de Agosto Nº. 71 VISITE-NOS Rito: Escocês Reunião: Quinta Feira Horário: 19:30 Endereço: RUA BELÉM, 747 Henrique Jorge Local: Fortaleza JURISDICIONADA À MUI RESP.·. GRANDE LOJA MAÇÔNICA DO ESTADO DO CEARÁ BLOG: http://acacia20agosto71.blogspot.com E-mail: acacia20agosto71@hotmail.com E D I T O R rp.mourao@yahoo.com.br Palácio Maçônico Ser.·. Grão Mestre Nathaniel Carneiro Neto ANIVERSARIANTES DO MÊS DE

C A L E N D Á R I O DE ATIVIDADES PARA ÓRDEM DO DIA

DEZEMBRO – 2009

NOVEMBRO

03 - Francisco Xavier de Sousa

07 - Maria Lúcia Esp. Do Ir.·. Xavier

15 - George Barbosa da Silva 18 - César Antonio Martins de Lemos 19 - Zayra Maia Esp. do Ir.·. José Edvandro 20 - Rômulo de Barros 20 - Sílvio César Oliveira Torres 23 - Maria Lopes Esp. Ir.·. José Carlos 27 - João Miguel Nunes

Dia 05 – 1º Grau: Por conta do Venerável Mestre. Dia 12 – 1º Grau: com transformação para 2º Grau - 3º Instrução Ritualística. Dia 19 – 1º Grau: ADMINISTRATIVA – COM OS IIR.·. do Quadro e apresentação do Balancetes. Dia 26 – 1º Grau: 4ª Instrução Ritualística de Apr.·.

DEZEMBRO

Dia 03 – 1º Grau: Com transformação para 2º Grau, 4 ª Instrução Ritualística. Dia 10 – 1º Grau: Palestra de um Ir.· a ser convidado. Dia 17 – 1º Grau: Por conta do Vem.·. Mestre. Dia 19 - : CONFRATERNIZAÇÃO DE NOSSA LOJA – RECESSO. RETORNO: 1ª REUNIÃO – DIA 21 DE JANEIRO DE 2.010 OBS: Este calendário está sujeito a alterações.

INFORMATIVO À ARLS.·.Acácia 20 de Agosto Nº. 71 realizou SESSÃO MAGNA DE INICIAÇÃO de

quatro irmãos no dia 25 de OUTUBRO de 2009 às 9:00h no PALÁCIO MAÇÔNICO SER .·. G.·. M.·. NATHANIEL CARNEIRO NETO, SITO À RUA BELÉM, 747 Henrique Jorge - Fortaleza Ceará , presidida pelo SER .·. GRÃO MESTRE ETEVALDO BARCELOS FONTENELE.

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EDITORIAL Sereníssimo Grão – Mestre da FRATERNIDADE. O Sereníssimo Grão-Mestre é comerciante. Foi Iniciado nos Augustos Mistérios da Arte Real no dia 24 de novembro de 1978, elevou-se em 30 de março de 1979 e chegou a Mestre Maçom em 05 de setembro de 1980, mestre instalado no período de 24 de novembro de 1988 e investido ao grau 33º em 10 de Março de 1990. É um dos fundadores da Loja NECTAR nº. 64 e dela foi Venerável por duas gestões (1992/1994 e 1998/2000). Na vida profana foi Diretor do Centro Juvenil Granjense (Casa da Juventude) e da Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão. Cargos Exercidos na Grande Loja: Grande Secretário de Relações Exteriores; Juiz do Tribunal Eleitoral Maçônico; Grande Secretário Geral; Grande 1º Vigilante; Grão-Mestre Adjunto e foi eleito GrãoMestre no período junho de 2007 á junho de 2010.

À ARLS.·.Acácia 20 de Agosto Nº. 71 realizou SESSÃO MAGNA DE INICIAÇÃO de quatro irmãos no dia 25 de OUTUBRO de 2009 às 9:00h no PALÁCIO MAÇÔNICO SER∴ ∴G.·. M.·. NATHANIEL CARNEIRO NETO, SITO À RUA BELÉM, 747 Henrique Jorge Fortaleza Ceará , presidida pelo SER .·. GRÃO MESTRE ETEVALDO BARCELOS FONTENELE.

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Da esquerda para a direita: Mário Nunes, George Alan, Mairion Moreira e Kildare Sabóia.

Recepção dos irmãos e convidados no dia da iniciação.

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JUSTA HOMENAGEM AO IRMÃO Francisco Xavier de Souza. Foi o primeiro iniciado na Acácia 20 de Agosto Nº. 71 em outubro de 1986. O Ir.·. Xavier é o mais antigo e que continua em atividades e na mesma loja. Sempre preocupado com o progresso da nossa loja, hoje é o Ir.·. Arquiteto. Sua esposa Lúcia é muito participativa no grupo das pétalas. João Miguel Nunes M.·. M.·. I.·. Antônio Augusto Moreira e Silva pelo seu desempenho na Assembléia Legislativa do nosso estado como deputado estadual. Preocupado com dias melhores para o nosso povo, preservação do meio ambiente e preservação de nossas florestas (O VERDE). É um Ir.·. assíduo aos trabalhos da oficina e gentil com os IIr.·.. João Miguel Nunes M.·. M.·. I.·. UM IRMÃO QUE VIVE MAÇONARIA Ir.·. Tarso Hermes da ARLS Paulo Elpídio Nº. 55, é nosso filiado livre. Com 86 anos, sempre ativo, transmitindo seus bons fluidos é admirado por todos nós, até quando não usa da palavra está nos ofertando um ensinamento. João Miguel Nunes M.·. M.·. I.·. A AMIZADE Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu coração. Para lidar consigo mesmo, use a cabeça; para lidar com os outros, use o coração; raiva é a única palavra de perigo ... Se alguém te trai uma vez, a culpa é dele; se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua. Grandes mentes discutem idéias; mentes médias discutem eventos pequenas mentes discutem com pessoas. Quem perde dinheiro, perde muito; Quem perde um amigo, perde mais; Quem perde a fé, perde tudo ... Jovens bonitos são acidentes da natureza; Velhos bonitos são obras de arte. Aprenda também com o erro dos outros, você não vive tempo suficiente para cometer todos os erros. Amigos você e eu .. Você trouxe outro amigo .. Agora somos três .. Nós começamos um grupo .. Nosso círculo de amigos .. E como um círculo, não tem começo nem fim ... Ontem é história; Amanhã é mistério, Hoje é um presente, é por isso que é chamado presente ...

Colaboração: rp.Mourão M.·. M.·.

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A Bandeira do Brasil

João Camanho

No dia 19 de novembro do corrente, uma dupla comemoração se imporá: a Proclamação da Republica e a criação da primeira Bandeira Nacional, hasteada às 12 horas do dia 19 de novembro de 1889, com solenidade na Câmara do Rio de Janeiro. São 120 anos do nascimento de tais marcos decisivos na vida política brasileira, permitindo-nos a construção de nossos próprios valores e o culto a pátria democratizada, consubstanciada no novo Pavilhão Nacional. A Bandeira do Brasil foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos. O professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia, deu as estrelas a projeção desejada. A comissão designada para estudá-la, composta por Benjamin Constant (maçom), Quintino Bocaiúva (maçom), Rui Barbosa (maçom) e outros, fez questão de dar ênfase ao Cruzeiro do Sul. O lema ORDEM E PROGRESSO, inscrito em verde na zona branca, foi resumido por Miguel Lemos. Cotejando-a com outras, que tremularam nos ceus do Brasil, nota-se uma constante: a cruz. Esse símbolo de alta transcendência ficou como um legado para a posteridade. Convem lembrar que começara em Portugal, com a cruz azul em campo branco, hasteada por D. Afonso Henriques, a que se seguiram à cruz verde de D. João I, o Mestre da Ordem de Avis, e a cruz vermelha da Ordem de Cristo, criada por D. Dinis (na verdade, as duas ultimas Ordens eram disfarces da Ordem dos Templários, criadas para iludir o Papa e a diplomacia europeia). “Auriverde pendão de minha terra, Que a brisa do Brasil beija e balança, Estandarte que a luz do sol encerra, E as promessas divinas da esperança...” (Castro Alves, in “Obra Completa, Edição comemorativa do sesquicentenário”, Editora Nova Aguilar, Rio, 1977.) Em conferencia realizada na Liga de Defesa Nacional, em 18 de setembro de 1930, o Dr. Francisco Pereira Lessa sustenta que a simbologia exata das cores verde e amarela se acha presa a heráldica, pois D. Pedro I pensou dotar o Brasil com tais cores: a primeira representa a cor de sua Casa Real de Bragança; a segunda, a cor da Casa de Habsburgo – Lorena de Áustria, de onde provinha sua primeira esposa, a Arquiduquesa Dona Leopoldina. A cor verde lembra, ainda, uma tradição remotíssima de nossos antecedentes políticos, pois, alem de ser a cor característica da Casa de Bragança, desde a sua fundação pelo Mestre de Avis (futuro rei D. João I), era, também, o matiz do estandarte da destemida e famosa Ala dos Namorados, a vanguarda do exercito lusitano, na Batalha de Aljubarrota (ressalte-se a presença dos Templários na citada vanguarda). Recorda, também, o protomartir da Independência, Tiradentes, denunciado no mesmo ano em que Paris inaugurava a regeneração humana (os sitiantes da Bastilha tiveram por emblemas folhas verdes, arrancadas as arvores do Palais Royal). “Se é mister que de peitos valentes, Haja sangue no nosso pendão, Sangue vivo do herói Tiradentes, Batizou esse audaz pavilhão!” (Medeiros de Albuquerque, in “Hino da Proclamação da Republica”.) Por ultimo, alem de caracterizar a esperança e a paz – duplo titulo para simbolizar a atividade pacifica – lembra o verdor da nossa natureza, a Constancia da nossa primavera e a opulência da nossa agricultura. A cor amarela simboliza não só a Casa de Habsburgo – Lorena, como ja foi dito, mas também a fase da mineração do ouro nos tempos coloniais, que tanto incrementou o povoamento do sertão brasileiro. 5


“Sangram, em laivos de ouro, as minas que a ambição, Na torturada entranha abriu da terra nobre” (Olavo Bilac, in “Obra Reunida”, Editora Nova Aguilar, Rio, 1996.) O azul e o branco apontam para a nossa filiação histórica a Portugal, pois eram cores da Bandeira Lusa ao tempo de D. Afonso Henriques, fundador do Condado Portucalense, no século XI. Pode-se, ainda, acrescentar que a esfera azul e a faixa branca, combinadas, representam um símbolo tradicional da soberania, desde os tempos do imperialismo romano. Na nossa Bandeira, recordam D. Manuel, o Venturoso, em cujo reinado Cabral, oficialmente, deu por descoberto o Brasil. As estrelas e constelações, projetadas no circulo azul-celeste, astronomicamente, representam um aspecto idealizado do ceu no momento em que o Cruzeiro do Sul estampa, no infinito, a assinatura do G.A.D.U. Nessa emblemática, voltou-se a intenção primitiva com a eterna presença mística da cruz, Portanto, a constelação do Cruzeiro do Sul lembra, no presente, o passado lusitano, evidenciando, como já deixamos delineado: as Cruzes das Ordens de Avis e de Cristo; as naus cabralinas, ostentando, em suas velas, a Cruz da Ordem de Cristo na chegada ao Brasil; os nomes de Ilha de Vera Cruz e Terra de Santa Cruz dados a nossa Terra; a religião de nossos antepassados portugueses, a católica romana, cujo símbolo da fé e a cruz. As estrelas, que ponteiam o ceu da Bandeira, são representativas dos Estados e do Distrito Federal. Quanto a inversão dessas estrelas e demais constelações, explicase: os astros figuram na esfera celeste idealizada, como se os vissemos do infinito, como se fossem vistos num espelho ou num “globo celeste” (instrumento cientifico onde se acha representada uma projeção do cosmo). “Brasil, um sonho intenso, um raio vívido, De amor e de esperança à terra desce, Se em teu formoso céu, risonho e límpido, “A imagem do Cruzeiro resplandece.” (Joaquim Osório Duque Estrada, in “Hino Nacional Brasileiro”.) A faixa planetária, sobre a qual se acha a legenda “Ordem e Progresso“, representa o Zodíaco, que, por sua vez, contem a Eclíptica. O Zodíaco e a faixa da esfera celeste demarcada pela trajetória do Sol (ou Eclíptica), tomando-se como referencia a Terra; fazem parte dessa faixa as seguintes constelações: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Balança, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. Conhecido desde a Antiguidade, despertou sempre o interesse do homem para o estudo dos ciclos e das energias siderais, numa clara demonstração de que os astros regem a vida terrestre. O espirito da época, impregnado pelos ideais do Positivismo, inspirou tal legenda, simplificando, lamentavelmente, o pensamento de Augusto Comte., o fundador de tal Escola: “O Amor por principio, a Ordem por base e o Progresso por fim”. Essa divisa significa que a Proclamação da Republica não só aboliu a Monarquia como também visou a construção de uma pátria em que seus filhos se irmanassem como seres amorosos, ordeiros e progressistas. “Sobre a imensa Nação Brasileira, Nos momentos de festa ou de dor, Paira sempre, sagrada Bandeira, Pavilhão da justiça e do amor!” (Olavo Bilac, in “Hino a Bandeira Nacional”.) Em 19 de novembro de 2009, solene data, nos, Macons, que tivemos o privilegio de nascer nesta Nacao Predestinada, vamos cultuar e saudar a ti, sagrada Pavilhão Nacional. E o faremos com emoção redobrada, uma vez que, na tua criação, não faltou a participação de valoros e sábios Irmãos do passado. Por isso, a riqueza de teus símbolos, sintetizando verdades arquetipicas e guardando indicações sobre a essência da vida, que a própria linguagem humana não consegue transmitir. Recebe, pois, o nosso preito sincero, Bandeira idolatrada, simbolo da nacao brasileira, “altiva a tremular, onde a liberdade é mais uma estrela a brilhar”. ? Colaboração: rp.Mourão M.·. M.·.

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HISTÓRICO DA A.·.R.·.L.·.S.·.ACÁCIA 20 DE AGOSTO Nº 71. ATA DE FUNDAÇÃO DA LOJA SIMBÓLICA 20 DE AGOSTO Nº. 71 OR.·. DE FORTALEZA: Aos trinta dias do mês de março do ano mil, Novecentos e oitenta e cinco, nesta Cidade de Fortaleza – Ceará, reuniram-se sob a Presidência do Luminoso Grão Mestre Adjunto da Mui Resp.·. Grande Loja do Ceará, Ir.·. Onildo Nunes Gusmão, os Mestres Maçons: Francisco Alves Ernesto, Ponciano Morais de Oliveira, Iran Lira de Oliveira, Eliezer Moreira Lima, Obreiros da Loja Liberdade V nº. 12. Joaquim Sisnando, Raimundo Domingos da Silva, João Batista Alexandre, Obreiros da Loja Euclides César nº. 28. José Gonçalves da Mota, Obreiros da Loja Acácia Alencarina nº. 50. Ismar Nogueira de Sousa, Obreiros da Loja Cavalheiros da Liberdade nº. 21, Manoel Carlito de Oliveira, Obreiros da Cruzada do Norte nº. 7, Francisco Guston Barreto Carneiro, Obreiros da Loja Cavalheiros da Paz nº. 38, João Dutra de Melo, Obreiros da Deus e Justiça nº. 11, Francisco Teixeira Celestino, Obreiros da Loja Porangaba nº. 2, todos da ob. Da Mui Resp.·. Grande Loja do Ceará, o Alonso Sabino de Lima, Obreiro da Loja Mestre do Vale nº. 23, Antenor Navarro Paraíba, da Mui Resp. Grande Loja da Paraíba, Francisco Maurício d Silva da Loja Viana de Carvalho nº. 9 – GOINC, Irapuan Mororó – GOINC, Francisco Roque de Menezes da Loja IV – GOB, Francisco Viana Lêdo III – GOB, e mais os comp.·. maçons, Olavo Marques de Lima da Loja Deus e Fraternidade nº. 4, Raimundo Carlos Cavalcante da Loja Porangaba nº. 2, José Alberto Ludovico de Oliveira da Inácio Lolo nº. 22, Afonso Cidrão de Oliveira da Loja Inácio Lolo nº. 22, Antonio Barbosa Vanderlei da Loja Euclides César nº. 28, e ainda os aprendizes maçons: Elias Alves do Nascimento da Loja Deus é Fraternidade nº. 4, Plauto Regis Andrade Aguiar da Loja Nova Cruzada do Norte nº. 7, José Valdário Viana da Loja fraternidade e Justiça nº. 48, Francisco Olinésio Lavor da Loja Porangaba nº. 2, Elias Guedes de Araújo da Loja Alencarina nº. 50 e Antonio Teixeira Lima da Loja Deus e Justiça nº. 11. Os trabalhos foram abertos informalmente. O Ir.·. Presidente disse dos objetivos da reunião e consultou os irmãos presentes sobre a viabilidade da criação de uma Loja Simbólica nesta Cidade, de acordo a entrarem em discussão maninfestaramse. Aos irmãos oriundos de outras obediências foi explicado da necessidade da apresentação de documentos comprobatórios do desligamento das referias potências. Foi assim fundada oficialmente neste Oriente a LOJA SIMBÓLICA ACÁCIA 20 DE AGOSTO. Também ficou decidido que a loja recém criada adotará o Rito Escocês Antigo e Aceito e funcionará sob a jurisdição da Mui e Respeit. Grande Loja do Ceará. A seguir passou-se a eleição da 1ª Diretoria da Loja Acácia 20 de Agosto, cujos resultados foram os seguintes: Vem.·.M.·. Francisco Teixeira Celestino; 1º Vig.·. Francisco Bastos Barreto Carneiro; 2º Vig.·. José Gonçalves da Mota; Oficiais Administrativos: Orador Alonso Sabino de Lima; Secretário: João Batista Alexandre. Tesoureiro: Francisco Alves Ernesto; Arquiteto: Iran Dutra de Oliveira; Hospitaleiro: Ponciano Morais de Oliveira; Mestre de Banquete: João Dutra de Melo; Oficiais Litúrgicos: 1º Dic.·. Manoel Oliveira; 2º Dic. Francisco Roque de Menezes; Chanceler: Ismar Nogueira de Souza; Mestre de Cerimônias: Raimundo Domingos da Silva; 1º Exp.·.Elias Alves do Nascimento; 2º Esp.·.Eliezer Moreira Lima; Cobr.·. Externo: João Miguel Nunes: Mest. De Harmonia: Joaquim Sisnando; Guarda do templo: Raimundo Lopes dos Santos. O Ir.·. presidente declarou de logo empossados os eleitos, facultando a palavra, todos os irmãos espressavam sua satisfação pela nova Lona Maçônica e disseram de seus propósitos, e que tudo fariam para o progresso da mesma. O aprendiz maçon: Bento Quintela da Silva da Loja Alvos nº. 42 e o mestre maçom Sebastião Rodrigues de Souza da Loja Igualdade I – GOINC, presente a sessão ortornaram seus desejos de fazerem parte da Loja recém fundada, e foram aceitos por unanimidade. Antes de encerrar os trabalhos o Ir.·. Presidente fez uma alocação sobre a significação histórica deste acontecimento, não só para a maçonaria universal, como para a comunidade do Conjunto Ceará, Oriente de Fortaleza, Instruir os irmãos no 7


sentido de que encaminhasse petição por tos assinados, requerendo ao ser.·. Grão Mestre, autorização para o funcionamento da Loja Simb.·. Acácia 20 de Agosto, a qual aspicionou o futuro de grandes realizações. Ainda por sugestão do Ir.·. Presidente, foi circulado “tronco Maçônico” do qual se recolheu a medalha cunhada de 92.400 gramas. Quantia esta destinada as primeiras despesas da Loja. E como nada mais foi tratado, o Ir.·. presidente declarou encerrados os trabalhos. Em memórias dos quais eu João Batista Alexandre, lavrei o presente col.·. gravada e depois de lida e aprovada, será assinada por quem de direito.

A XXXVIII Reunião da CMSB Convenções de Goiânia-GO, a abertura da XXXVIII Assembléia Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil - CMSB, com a participação dos 27 Grão-Mestres das Grandes Lojas Estaduais, de várias autoridades maçônicas e civis, dentre elas o GrãoMestre do Grande Oriente do Estado de Goiás, Eminente Irmão Barbosa Nunes, Governador do Estado de Goiás, Irmão Alcides Rodrigues, Comandante da Brigada de Operações Especiais do Exército, General Paulo Humberto, Comandante Geral da Polícia Militar de Goiás, Irmão Carlos Antônio Elias. Acompanhando o Grão-Mestre, Barbosa Nunes, estava o Secretário Estadual de Informática e Divulgação, Irmão Abel Tolentino. Por designação do Sereníssimo Grão-Mestre Irmão Waldemar Zveiter, o respeitável Irmão Luiz Zveiter representou a Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro na XXXVIII Assembléia Ordinária da CMSB no oriente de Goiás. A comitiva do Rio de Janeiro foi recebida pelos irmãos da Loja Cavalheiros da Esperança 147. Na Sessão Plenária, os Sereníssimos Grãos-Mestres aprovaram por aclamação as Contas da Administração do Irmão Secretário Geral Nathanael Carneiro Neto e uma série importante de apresentações sobre os planos do PAC em relação às ferrovias que serão construídas no Brasil e outros assuntos de importância fundamental para nossa Ordem e para a nossa Pátria. Os Seminários Paralelos tiveram os seguintes temas: 1. Pai Rico - Filho Nobre – Neto Pobre, pelo Dr. Fernando Pacheco Veríssimo; 2. Potencial turístico da região de Caldas Novas, pelo Ir. Mauro Santos; 3. Pecúlio Maçônico do Estado de Goiás, pelo Ir. João batista Fagundes filho. No almoço de confraternização, o Respeitável Irmão Luiz Zveiter em nome do Sereníssimo Grão-Mestre Waldemar Zveiter, entregou um mimo para o irmão Joilson, Venerável eleito da Loja Cavaleiros da Esperança nº. 147 e nossa cunhada Flávia, que nos recepcionou nesta CMSB com muito carinho e nos cobrindo de atenção. Na oportunidade, tivemos a insigne presença do Presidente do Tribunal de Justiça de 8


Goiás, Desembargador Paulo Teles, que não sendo mas com espírito maçônico, compareceu para trazer o carinho da Justiça de Goiás ao respeitável Irmão Desembargador Luiz Zveiter, que é o Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e à nossa Grande Loja. Ele foi acompanhado do Irmão Aureliano Albuquerque Amorim, Juiz de Direito, seu assessor e maçom do quadro da loja.

O importante é qualidade e não quantidade Criar uma Loja Maçônica e levantar com orgulho o seu estandarte em todas as reuniões parece um simples fato, mas com certeza não é nada fácil. Comemorar o aniversário de um ano de uma loja é sempre uma festa; comemorar cinco anos é sempre outra festa; e comemorar 29 anos de união e trabalho em prol de um mundo melhor é uma festa e uma glória. Para o Venerável Mestre da Loja Lealdade Irmão Carlos Alberto Ferrari ter no quadro de sua loja 30, 40 ou 50 irmãos não é tão importante como ter em uma Loja um pequeno número de Irmãos que dedicam seu tempo, seu trabalho e principalmente seu amor ao crescimento e união de nossa instituição. “Ser Maçom é ser consciente dos compromissos que fizemos no ato iniciático e, como Venerável Mestre de minha querida Loja Lealdade, temos o orgulho de dizer que cada Irmão, seja ele aprendiz, companheiro, mestre ou mestre instalado, representa seâore um Maçom integrado na nossa filosofia, procurando com seu trabalho, seja ele qual for, fazer sempre o melhor, sempre com o pensamento de levar e elevar cada vez mais alto a nossa Loja Lealdade, a nossa Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro e a Maçonaria”, declara o Irmão Ferrari. Como Venerável Mestre, comandante do primeiro malhete de sua querida Loja Lealdade, ele afirma que não pode dar destaque a nenhum maçom do quadro. “Digo isso porque somos todos irmãos. Somos todos iguais: do aprendiz ao mestre instalado. Somos todos unidos e trabalhamos como verdadeiros irmãos e como uma verdadeira grande família.” O Irmão Carlos Alberto Ferrari iniciou os trabalhos dentro dos rituais de nossa Grande Loja e falou que a Loja Lealdade estava completando os seus 29 anos de existência porque ali existia a verdadeira Maçonaria. “Não somos muitos como não foram muitos os 300 de Esparta que em 480 a.C., na Grécia, enfrentaram o poderoso exército persa na batalha de Termópilas, defendendo a passagem grega pelas montanhas contra o Rei Pérsia, Xerxes, e unidos, com o coração voltado para defesa de sua pátria, lutaram até o último homem na certeza que sua morte resultaria em um mundo de paz de harmonia para seu povo. Assim é a nossa Loja Lealdade. Podemos ser poucos, mas somos unidos e com nossa união seremos forte na luta de um dia fazer a humanidade um pouco mais feliz.”. MAÇONARIA

A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os seres humanos. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se principalmente a perseguições, a intolerância e a falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes no passado. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo. Sendo uma sociedade iniciática, seus 9


membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade, por uma cerimônia denominada iniciação. Esta forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade. O Neófito ingressa na Ordem com o Grau de Aprendiz. Após receber instruções e ensinamentos, ascende ao Grau de Companheiro e depois de outro período de estudos chega ao Grau Máximo do Simbolismo, ou seja, ao Grau de Mestre Maçom. A denominação dada pelos Maçons para as suas Reuniões é Loja e dentro dela norteiam-se por práticas e normas litúrgico-ritualísticas. Esses trabalhos são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, denominado Grande Arquiteto do Universo. (G.'.A.'.D.'.U.'.) Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequados ao nível intelectual de cada indivíduo. Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos Mestres Construtores de Catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro, construtor. Devido a este fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos utilizados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos. Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina. A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda a sociedade religiosa é o culto a divindade. Cada Loja possui independência em relação a outra Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de Potência. Esta é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas Landmarks são comuns a todos os Maçons. Um dos Landmarks básicos da Ordem é que a pessoa para ser aceita deve acreditar em um princípio criador, independente, de sua religião. Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil, a grande maioria da população é cristã, a Maçonaria adota a Bíblia como Livro da Lei. Em outras nações, o livro que ocupará o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc., de acordo com seus membros. No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem: " A Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de G.'.A.'.D.'.U.'.; ¨ A Maçonaria não impõe nenhum limite a livre investigação da Verdade e é para garantir a todos essa liberdade que de todos exige a maior Tolêrancia; ¨ A Maçonaria é, portanto, acessível a pessoas de todas as raças, crenças religiosas e políticas; 10


¨ A Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sectária sobre matéria partidária, política e religiosa porque pretende acolher pessoas, quaisquer que sejam suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, livres e de bons costumes; ¨ A Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações; ¨ A Maçonaria é uma escola mútua que impõe este programa: obedecer as leis do País, viver segundo os ditames da Honra, praticar a Justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir sua emancipação progressiva e pacífica. Maçons famosos fundaram diversas entidades que prestam serviços a humanidade, veja alguns exemplos: Os escoteiros, por Robert Baden Powell; o Rotary Club, por Paul Harris; o Lions Club, por Melvin Jones, os grupos de jovens DeMolay, por Frank Sherman Land. A Independência do Brasil foi decretada e solicitada por D. Pedro I em uma Sessão Maçônica realizada em 20 de Agosto de 1822. Este dia é dedicado ao Maçom Brasileiro. O Marechal Deodoro da Fonseca, iniciado na Loja Rocha Negra de São Gabriel, Rio Grande do Sul, proclama a República em 15 de Novembro de 1889. Tentaremos, neste pequeno trabalho, dar-lhe algumas noções básicas sobre o que seja a Maçonaria, esclarecendo que as informações que lhe prestaremos representam a essência, a finalidade da Instituição. Ela tem sido definida por vários modos. As mais correntes definições são: "A Ordem Maçônica é uma associação de pessoas que se consideram irmãs entre si, e, cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente ligados por laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando-se umas as outras, na prática das Virtudes". “É um sistema moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos”, "é essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista. Proclama a superioridade do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade por meio da prática desinteressada da beneficência e da investigação da verdade", "condena a exploração do homem, bem como os privilégios e regalias, mas enaltece o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviços à Ordem, à Pátria, à Família e à Humanidade", "a Maçonaria é uma associação de idealistas autênticos: compõe-na aquelas pessoas de boa vontade, bem intencionadas na prática do bem; todos, enfim dotados de sentimentos de Solidariedade Humana." Essas e milhares de outras definições nos dão a convicção de que a Ordem Maçônica foi sempre e deve continuar sendo a UNIÃO CONSCIENTE de pessoas desinteressadas, generosas e devotadas, irmãs livre e iguais, ligadas por deveres de FRATERNIDADE, para se prestarem mútua assistência e concorrerem, pelo exemplo e pela prática das Virtudes, para esclarecer os homens e mulheres e prepará-los para a emancipação progressiva e pacífica da Humanidade. É, pois, um sistema, não só de Moral, como de Filosofia Social e Espiritual, revelados por alegorias e ensinados por símbolos, guiando seus adeptos na prática e no aperfeiçoamento dos mais elevados deveres que o direito de cidadania lhes confere. Praticando o Bem, na medida de suas forças, sobre o plano físico e moral, a Maçonaria reúne todas as pessoas, como Irmãs, sem distinção de sexo, crença ou condição social. A Maçonaria não impõe nenhum limite a livre investigação da verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que exige de todos a maior Tolerância.

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Repudia com todas as suas forças a desonestidade, a supressão da Liberdade, o vício e a irresponsabilidade. É acessível aos homens e mulheres de todas as classes sociais, de todas as crenças religiosas não fanáticas e de todas as filosofias políticas que respeitem os Direitos Humanos. A Maçonaria proíbe, em suas reuniões, toda e qualquer discussão sobre matéria político-partidária ou sectarismo religioso. Ama o Respeito entre homens e mulheres, o cumprimento do Dever, a elevação Moral e a Virtude. Combate a ignorância, a superstição, a tirania e o fanatismo em todas as suas modalidades. Impõe este programa: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da Honra, praticar a Justiça, Amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e conseguir a emancipação pessoal de cada um de seus membros. Proclama que homens e mulheres são livres e iguais em direito para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um. Defende a plena liberdade de expressão de pensamentos, como direito fundamental do ser humano admitido a correlata responsabilidade. Reconhece o trabalho como dever social; julga-o dignificante e nobre sob qualquer de suas formas: manual, intelectual, técnico ou artístico. Aquele para quem a religião é o supremo consolo, a Maçonaria diz: cultiva sem cessar a tua religião, segue as aspirações de tua consciência; a Maçonaria não é religião, não tem culto; quer a instrução leiga; sua doutrina condensa-se nessa máxima: AMA O TEU PRÓXIMO. O verdadeiro Maçom, pratica o bem e leva sua solicitude aos infelizes, quaisquer eles que sejam, na medida de suas forças. O Maçom considera Irmãos todos os Maçons quaisquer que sejam: sua raça, seu sexo, nacionalidade ou crença. Os ensinamentos Maçônicos induzem seus adeptos a dedicarem-se a felicidade de seus semelhantes, não porque a razão e justiça lhe imponham este dever, mas porque esse sentimento de solidariedade é a qualidade inata que fez os filhos do Universo e amigos de todos os Seres, fiéis observadores da Lei do Amor que deverá ser estabelecida no Planeta. A Maçonaria é, portanto, o progresso contínuo, por ensinamentos em uma série de graus, visando, por iniciações sucessivas, a incutir no íntimo das pessoas a LUZ espiritual que, afugentando, os baixos sentimentos de materialidade, do mundanismo, as torna dignas de si mesmas, da família, da Pátria e da Humanidade. Unir novamente os seres humanos, apesar das suas diferenças de profissões, concepções filosóficas, religiosas ou políticas é uma ARTE. Chamamo-la de ARTE REAL. Grande e dedicados Maçons, com todo entusiasmo, esclareceram que a missão essencial da Maçonaria consiste e reconduzir o Homem à condição de SER HUMANO, ele que nasceu como SER HUMANO, e que se transformou, em virtude de formação de seu grupo social, profissional ou por imposições do seu Estado e comunidade, voltará, invariavelmente, dentro da Maçonaria, à condição essencial de SER HUMANO. Portanto, quem quiser se tornar Maçom deverá aceitar este princípio fundamental, de que existe algo mais elevado do que as aparências terrenas cotidianas, e de que este 12


mais ELEVADO se encontra dentro de cada um de nós, e que poderá, portanto, ser aproveitado através do desenvolvimento. Essa idéia, este princípio fundamental que sempre foi uma realidade na Antigüidade, da qual nos falam todas as religiões, que foi desenvolvido na Renascença pelos sábios, pelos Mestres do Pensamento humano, continua sendo aperfeiçoado dentro da Maçonaria. O ensinamento da Maçonaria, intimamente ligado ao grupo de Pensamento acima, ao qual denominamos OBRA DA VIDA, é destinado a fazer o HOMEM voltar-se para seu interior, a fim de compreender a sua COMUNHÃO com os Superiores Princípios da Humanidade. A conseqüência destes ensinamentos é que a Maçonaria deixa de julgar e apreciar o HOMEM nas suas diferenças de profissão, nascimento, raça, sexo, nacionalidade, credo religioso, para recebê-lo e compreendê-lo unicamente por seu conteúdo moral. Assim, todo aquele que desejar entrar para a MAÇONARIA deverá desde já aceitar a realidade de que penetrará numa Sociedade na qual não existem diferenças superficiais; que não terão valor nem reconhecimento essas diferenças. Ele aceitará ainda a realidade de que, na Entidade, conviverá com pessoas das mais diferentes concepções de vida. As condições que, eventualmente, o separam ou distinguiram de qualquer semelhante até hoje, no mundo profano, ele não as precisará indicar. Deverá ter somente o desejo de desenvolver em seu interior o espírito de Solidariedade, e dentro deste princípio, organizar sua vida diária. A ação da Maçonaria é UNIFICADORA: por isso não poderá ela ser política. Seus objetivos estão acima de qualquer partido político. Eventualmente, coincidirão com alguns princípios dos programas políticos, baseados no que houver afinidade de pontos de vista entre Maçons e programas de partidos políticos. Poderá haver compromissos, mas entre o Maçom-Cidadão e seu partido e nunca em nome da Maçonaria ou dele próprio como Maçom. O Maçom reconhece em si, ser humano, e no mundo em que vive, algo inacabado. Ele tem a convicção de que, em virtude de LEIS NATURAIS e IMUTÁVEIS, se processa no homem um desenvolvimento lento. Este desenvolvimento, do SIMPLES ao COMPLETO, do INACABADO ao ACABADO e PERFEITO, poderá, eventualmente, ser perturbado por processos humanos, mas não poderá ser evitado permanentemente. No entanto, poderá a cada Irmão o privilégio de procurar, por si só e pelos caminhos que melhor lhe convierem, a compreensão dessas forças. Um dos princípios fundamentais da Maçonaria é a Tolerância. Em virtude desta mais ampla Tolerância, também e principalmente, no campo religioso, recebeu a Maçonaria a denominação de ateísta. Acusam a Maçonaria de ser uma sociedade secreta que, através de métodos e princípios revolucionários se opõe ao Estado e a Igreja. Necessário se torna, portanto, esclarecer aos candidatos que, em primeiro lugar, não é a Maçonaria nenhuma sociedade secreta. Ela é isto sim, uma associação constituída de homens e mulheres escolhidos, de caráter, e, por isso mesmo, restrita a número limitado de participantes. Todas as Lojas Maçônicas tem seus Estatutos devidamente registrados nos Cartórios de Títulos e Documentos dos municípios onde funcionam. Este registro é promovido após sua publicação no Diário Oficial do Estado. Assim, além de qualquer pessoa poder lê-los na Imprensa Oficial, poderá se o quiser, solicitar certidão desses Estatutos aos Cartórios mencionados. Além disto são 13


conhecidos das autoridades constituídas os nomes de quase todos os Maçons. Uma sociedade secreta naturalmente evitaria dar a reconhecer os seus fins e objetivos, assim como evitaria tornar pública a sua existência e omitiria certamente ao público o nome de seus adeptos. Nada disto, no entanto, acontece com a Maçonaria. Ela consiste na Igualdade de Idéias; bem servir ao Próximo. O Maçom ama a seu povo e desenvolve todas as suas energias no sentido de melhorar a sorte do seu povo. No entanto, não consente, o Maçom, que um supernacionalismo ou chauvinismo domine a sua personalidade. O Maçom sabe que nos mais violentos conflitos nacionalistas, haverá uma afinidade entre ele e o adversário: a afinidade consiste na semelhança de SER HUMANO. A ética internacionalista da Maçonaria não despe ninguém de sua nacionalidade, não tira de ninguém a condição de fazer parte de uma nacionalidade. "AMOR A PÁTRIA É A OBRA DO MAÇOM; SER UM CIDADÃO DO MUNDO É SEU PENSAMENTO." (Ficht) O ideal do Maçom é a FRATERNIDADE; ele pretende UNIR onde a vida SEPARA. O Maçom é um OBREIRO NA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DA HUMANIDADE. O Maçom é membro consciente da HUMANIDADE, que procura ver no seu semelhante um IRMÃO. Ele reconhece e compreende que a vida estabelece diferenças e desigualdades, mas sabe contar com elas. Esta empenhada em encontrar no próximo o humano, e desenvolvê-lo. Com reconhecimento dos defeitos existentes no próximo e NELE PRÓPRIO, procura Desbastar as Asperezas e Aperfeiçoar-se. O Desenvolvimento da própria personalidade é feito com o objetivo de melhor poder servir ao próximo. Ele procurará compreender o mundo com AMOR, mas sem preconceitos ou paixões. Ante a EMOÇÃO ele coloca a SABEDORIA da RAZÃO; sua meta não somente é para frente mas também, e especialmente, para o ALTO. Por isto, tudo aquele que quiser tornar-se Maçom deverá estar em condições de colocar-se acima da Mediocridade. O Maçom procurará elevar cada vez mais os seus pensamentos para ter a autêntica sensação da BELEZA. A SABEDORIA da conduta da vida, o reconhecimento da força do criador, ligará o Maçom com a Beleza. A Maçonaria esconde seus ensinamentos ao mundo profano, porque este seria incapaz de compreendê-los. Nesta atitude consiste todo o seu SEGREDO. Não sendo seita religiosa nem por isso é irreligiosa. A Maçonaria é POPULAR e APOLÍTICA. Os seus objetivos o APERFEIÇOAMENTO DA PESSOA HUMANA, são muitos sérios para que seja uma Sociedade como outra qualquer. Por isso as Lojas Maçônicas não constituem sociedade de auxílio mútuo, clubes recreativos, caixas beneficentes ou mortuárias. Organizações dessa natureza existem anexas a algumas Lojas. Porém constituem sempre um meio, não FINS DA MAÇONARIA. Os Irmãos Maçons mantém em todas as circunstâncias, fidelidade e solidariedade aos demais associados. No entanto, pertencer à Maçonaria não significa proteção incondicional em todas as situações da vida, pois a nenhum Irmão deve ser solicitado o que estiver acima de suas possibilidades. A MAÇONARIA não dá nem proporcionam meios ou modos de fazer boas relações comerciais ou materiais. Para isto existe no mundo profano tantas e tão bem organizadas associações, que não competiria a Maçonaria tratar de tais vantagens para seus associados.

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Para ingressar na Maçonaria é preciso que o candidato esteja civilmente emancipado: ele não desfrutará somente de bom conceito, como será LIVRE. LIVRE quer dizer dispor de sua própria pessoa; isenção de paixões e preconceitos é indispensável para a compreensão dos superiores ensinamentos da Maçonaria. A Maçonaria não é uma organização capitalista: ela é uma ORDEM FRATERNAL. A participação do operário, do elemento de classe média, bem como a do milionário, tem para ela o mesmo valor. O que a Maçonaria espera de seus membros esta esclarecido sobejamente. Agora o que o membro poderá esperar da MAÇONARIA depende em grande parte, dele próprio. Ele ingressa numa associação, cujo objetivo é a construção do TEMPLO DA HUMANIDADE, isto é o aperfeiçoamento da PERSONALIDADE HUMANA e naturalmente, o seu progresso será aquele que merecer, isto é, seu aproveitamento e suas vantagens estão em relação direta com os estudos que fizer, dos trabalhos que executar e das paixões que vencer, do graus de tolerância que atingir, do amor fraternal que for capaz de oferecer a seus semelhantes. O Maçom se une a uma corrente que circunda a orla terrestre e que estará em comunhão com seus ideais. Ele poderá esperar por Amizade e Fraternidade, convívio em ambiente de Irmandade, a participação no trabalho do aperfeiçoamento humano; pode esperar pela satisfação que se sente em participar da realização de algo útil em benefício da HUMANIDADE. Darwin e a Teoria da Evolução Carlos Frederico Marchetti - Mestre Instalado Charles Robert Darwin, cujo bicentenário de nascimento é lembrado, nasceu em Shrewsbury, na Inglaterra, no dia 12 de fevereiro de 1809 em uma família religiosa e culta. Foi o quinto dos seis filhos do médico Robert Darwin e de sua mulher Susannah Darwin. Seu avô paterno era Erasmus Darwin, era poeta, médico e filósofo. Perdeu a mãe quando tinha 8 anos e, no ano seguinte (1818), começou seus estudos numa escola local. Depois partiu para a cidade de Cambridge para estudar artes e se tornar um clérigo. Lá, conheceu o botânico John Stevens Henslow, que despertou ainda mais seus interesses por história natural. Por recomendação de Henslow, Darwin conseguiu ser incluído em uma expedição cartográfica ao redor do mundo como naturalista e, em dezembro de 1831, a bordo do navio Beagle, partiu para uma viagem de quase cinco anos. Passou aqui pela América do Sul e esteve durante 3 meses, no Rio de Janeiro. Após atravessar a Baía, passando por Niterói, seguiu para a Região dos Lagos. Ele fez um circuito a cavalo, passando por Maricá, Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Barra de São João, Macaé e Conceição de Macabu, onde se hospedou na Fazenda do Sossego. Voltou ao Rio, cortando caminho, por Rio Bonito, Itaboraí e Niterói. “Ali vi pela primeira vez, uma floresta tropical em toda a sua grandeza sublime”, escreveu em seu diário. Passou pela Terra do Fogo, na Argentina, pelo Estreito de Magalhães e pelo Arquipélago de Gálapos, no Oceano Pacífico. Retornou à Inglaterra em 1836, já com certa fama cultivada por Henslow, que divulgava as suas descobertas. Casou-se em 1839 com sua prima Emma Wedgwood e teve dez filhos. Darwin trabalhou secretamente em sua teoria da evolução e a compartilhava apenas com poucos amigos, pois sabia que era polêmica e se chocava com os ensinamentos religiosos. Em 1856, começou a escrever o seu livro depois de tomar conhecimento de que outro naturalista, Alfred Russel Wallace, compartilhava das mesmas idéias. O livro, cujo nome completo é “Sobre a Origem das Espécies Por Meio de Seleção Natural”, foi finalmente publicado em 1859. É surpreendente como Darwin resistiu a todas as novidades da genealogia nos 150 anos desde a publicação do seu livro, inclusive as ultimas revelações sobre DNA e códigos genéticos. Um pouco como Einstein, Darwin intuiu muita coisa que não tinha como provar e com o pouco que se sabia sobre os genes na época, grande parte de sua teoria pode ser descrita mais como sentimento intuitivo do que como dedução. A Teoria 15


da Evolução alteraria para sempre a História ao separar a ciência da religião, expondo visões inquietantes da religião. Hoje o Mundo se divide entre evolucionistas e materialistas que concordam com Darwin, e os criacionistas, explicado por Deus pelo texto do Gênesis. Esta é a questão que mais nos instiga e ficamos entre a superficialidade dos materialistas e a radicalização dos clérigos. Adão representa a matriz do homem moderno que rompe a ancestralidade primitiva. Mas há na Bíblia elementos claros de evolução já que a criação é gradual: ervagem, árvores, peixes, répteis, aves, répteis terrestres, quadrúpedes e, por último, o humano. Certamente, distinto de Darwin para quem a evolução se trata de um processo mecânico de ajustes na história das espécies, enquanto que a Bíblia pressupõe uma intencionalidade divina. A Bíblia não tem pretensões de ser um manual eterno da ciência, e sim da consciência. Sua grande revelação não é como funciona o Universo e a realidade, mas como se dá à interação entre a criatura e Criador.

O PELICANO "Símbolo maçônico representado pelo pelicano derramando sangue pelos seus filhotes a que foi adotado pela maçonaria, na antiga arte cristã, o Pelicano era considerado emblema do salvador". Nicola Aslan. O Pelicano é sempre representado no momento em que se abre as suas entranhas para alimentar seus filhotes, sempre em números considerados sagrados: 3-5-7. A Maçonaria vê no Pelicano o DEUS alimentando o seu Cosmos com a própria substância. Por isso na Jóia dos Cavaleiros "Rosa-Cruzes" o Pelicano é visto embaixo da rosacruz e do compasso, que apóia as suas pontas sobre o quarto círculo que sustenta o seu ninho. No simbolismo maçônico, o Pelicano é o emblema mais característico da caridade. 16


É como tirar de suas entranhas o alimento de seus filhotes. Muitos vêem no Pelicano o mais lindo símbolo do amor materno. Não estranha, pois, que a Maçonaria dos Altos Graus, tenha adotado este símbolo do Pelicano para o Grau de Cavaleiro Rosa Cruz, 18, grau alquímico por excelência e eminentemente Cristão, fazendo-o, outrossim, o símbolo do amor paterno e materno. Outra faceta da Rosa-cruz mais conhecida é o 18º Grau (representando simbolicamente a 9ª Iniciação Menor), o grau de "Cavaleiro Rosa-Cruz", do "Capítulo da Rosa-Cruz" do "Rito Escocês Antigo e Aceito" da Franco-Maçonaria, que tem como símbolos principais o Pelicano, a Rosa e a Cruz. CARLOS ARMANDO MOLINARI – 33º

“Pai, um dia serei como o senhor: um Maçom” PATROCINADORES

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CIVITATE - BLOG DO CORONEL BESSA http://coronelbessa.blogspot.com “Civitate” era o conjunto de cidadãos que constituíam uma cidade. Derivado do latim “civitas”. No vernáculo da língua portuguesa derivou as palavras cidade, cidadão e cidadania. A cidade era, portanto, a comunidade organizada politicamente, sendo o “status civitatis” o estado de cidadão. Já o termo grego “polis”, que significa cidade, derivou o termo polícia. Ser cidadão é ser policial. Ser policial é ser cidadão.

Dr. Kildare Sabóia Diretor Médico CMR-010051 Fone (85) 9901- 5000. Rua Rocha Lima, 1170 – Aldeota - Fortaleza-Ceará. E-mail: Contato@kildaresaboia.com.br

INSTITUCIONAL

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O Escritório GUERRA & ESCÓSSIA ADVOGADOS ASSOCIADOS é constituído por uma equipe de treze profissionais altamente qualificados e especializados nas mais diversas áreas do Direito. Uma sólida base de conhecimentos, adquiridos ao longo de vinte anos de atuação, e uma larga visão empresarial garante uma atuação ágil e um excelente resultado em gerenciar com segurança as demandas dos nossos clientes, assegurando um elevado padrão de qualidade nos serviços de Assessoria e Consultoria Jurídica e Empresarial. Na área internacional o Escritório Guerra & Escóssia advogados associados, presta consultoria e assessoria jurídica ao Estrangeiro que pretende investir no mercado econômico e imobiliário brasileiro. Especializado na área de imigração, prestamos assessoria na regularização da situação do estrangeiro no Brasil, perante as autoridades competentes brasileiras, para a aquisição das diversas modalidades de visto, acompanhando todo o processo de legalização, desde a abertura da empresa, o registro do capital estrangeiro, a transferência do capital externo e demais requisitos para a obtenção do visto permanente na qualidade de investidor. Sugestões para envio de trabalhos. Carissímos Irmãos; O irmão que puder enviar matérias digitadas para serem publicadas no Jornal Digital da Acácia 20 de Agosto Nº. 71, ficarei muito grato pela ajuda. Sugestões para envio de trabalhos: Cadeira Cativa; Ciência; Curiosidades; Editorial; Eventos relevantes com fotos; Filósofos; Fotos de domingueiras; Grandes Iniciados; O que é Maçonaria; Reflexão; Trabalhos digitados com fotos; Um Irmão que vive Maçonaria; 19


Uma justa homenagem ao Irmão; Visita as Lojas; ETC. Estará disponível gratuitamente a publicação de logotipos de propaganda no Jornal Digital dos irmãos que desejarem. Podem enviar para meu E-mail: rp.mourao@yahoo.com.br. Editor: Ir.·. rp.Mourão

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O Pelicano I