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Eike tem hoje um patrimônio de R$ 30,26 bilhões, enquanto Lemann possui R$ 29,3 bilhões. “Foi preciso menos de meio ano para que encolhesse drasticamente a diferença de cifrões que separa os impérios financeiros de Eike Batista e Jorge Paulo Lemann”, afirma a jornalista Lurdete Ertel, autora do texto. Na lista das mais de mil pessoas mais ricas do mundo, divulgada no início de março, Eike aparecia na sétima posição, com uma fortuna de US$ 30 bilhões. Esse era o patrimônio dele considerando o preço das ações naquele momento. Convertendo para reais pela cotação da época, ele teria R$ 50 bilhões. Nessas condições, os papéis do empresário teriam perdido cerca de R$ 20 bilhões em valor de mercado. Já o patrimônio de Lemann vem subindo rapidamente. Na lista de março ele aparecia com US$ 12 bilhões, o que equivalia a R$ 20 bilhões na época. Assim, sua fortuna aumentou em quase R$ 10 bilhões em cinco meses.

Lemann empata com Eike como brasileiro mais rico SÍLVIO GUEDES CRESPO. Após três anos isolado no topo do ranking das pessoas mais ricas do Brasil, Eike Batista agora passa a dividir esse status com o empresário Jorge Paulo Lemann, segundo a revista Forbes Brasil, lançada hoje. Com o título “Empate técnico”, a reportagem de capa do primeiro número da edição brasileira apresentará um ranking dos maiores bilionários do País. Segundo os cálculos da Forbes,

Lemann é um dos controladores da AB InBev, a maior cervejaria do mundo. Em 2010, ele comprou 100% da rede americana Burger King, junto com os sócios Marcel Telles e Beto Sicupira, por US$ 3,3 bilhões e fechou seu capital. Em junho, a empresa voltou a negociar ações em bolsa e hoje vale US$ 5,3 bilhões. Segundo a Forbes, a fortuna de Lemann “foi fermentada pela venda de uma participação de 29% na Burger King, por US$ 1,4 bilhão”. “Já Eike”, diz a revista, foi “virtualmente empobrecido pelo escorregão das ações de seu grupo em notícias de uma produção de petróleo mais murcha do que o esperado pela OGX”.


Apple torna-se a empresa mais valiosa de todos os tempos O papel da Apple foi negociado a US$ 664,74, o que lhe deu um valor de mercado de US$ 623,14 bilhões A Apple tornou-se a companhia mais valiosa de todos os tempos nesta segunda-feira, quando o valor combinado de suas ações superou o recorde anterior estabelecido pela Microsoft. O papel da Apple foi negociado a US$ 664,74, o que lhe deu um valor de mercado de US$ 623,14 bilhões , acima do máximo anterior estabelecido pela Microsoft de US$ 620,58 bilhões em 1999, no auge da bolha do setor de tecnologia, segundo dados fornecidos pela S&P Dow Jones Indices.

A Apple tem sido a maior companhia do mundo negociada em bolsa desde que superou a Exxon Mobil na primeira posição no ano passado, mas o movimento desta segunda-feira significa que a empresa agora entrou no livro como a companhia mais valiosa.

(horário de Brasília), as ações eram negociadas a US$ 662,42, alta de mais de 2%.

As ações da empresa têm subido à medida que investidores se antecipam para o lançamento da quinta geração do smartphone iPhone, e possivelmente de uma versão menor de seu tablet iPad em setembro, assim como Ao fechamento das negociações, mais detalhes sobre os planos da as ações da Apple precisam companhia para uma Apple TV, encerrar o pregão a US$ 657,50 segundo analistas da Bernstein para manter o recorde também Research. no fechamento, segundo a S&P Dow Jones Indices. Às 15h01


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Ministro da Economia da Alemanha reafirma oposição Rösler rejeita bônus comuns da zona do euro como maneira de solucionar crise da dívida soberana na região

KIEL - O ministro da Economia, Philipp Rösler, repetiu nesta segunda-feira sua rejeição aos bônus comuns da zona do euro como uma maneiras de solucionar a crise da dívida soberana na região. “Os pacotes de socorro europeus não podem levar à coletivização de riscos e criar incentivos errados desse modo”, afirmou o ministro, de acordo com trechos de um discurso realizado em Kiel. “Isso vale também para o futuro supervisor bancário europeu.” Ele também reiterou os alertas de que as ameaças mais significantes para a economia da Alemanha eram os pedidos por mais envolvimento estatal na economia e a crise da dívida da zona do euro.

Os comentários de Rösler demonstram que a oposição alemã à criação de instrumentos, como bônus comuns da zona do euro, continua firme e também mostra que há uma consciência crescente no país de que a crise da dívida ameaça a maior economia da Europa. “No momento, esse crescimento na Alemanha está sendo especialmente ameaçado por dois lados. Por um lado, pelo desejo amplo de mais governo e mais bem-estar social e, por outro lado, pela crise na zona do euro, que é essencialmente uma crise de confiança”, disse Rösler. As informações são da Dow Jones.


Brasil deve gerar até 1,5 mi de empregos em 2012, dizem especialistas Expectativa é reforçada pelos dados de julho do Caged, que apontaram uma criação de 142,5 mil empregos no mês passado, acima das projeções mais otimistas

SÃO PAULO - A alta na demanda do setor de serviços, com reflexo no crescimento do consumo de bens industriais, deve fazer com que o País gere 1,5 milhão de empregos em 2012, na avaliação de especialistas que participaram nesta segunda-feira, 20, do seminário “Competitividade - o Calcanhar de Aquiles do Brasil”, realizado pela da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP). A expectativa é reforçada pelos dados de julho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, que apontaram uma criação de 142,5 mil empregos no mês passado - acima das projeções mais otimistas. Para o presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, José Pastore, “a massa salarial vigorosa e os reajustes nos salários” tem impacto no setor de serviços e, consequentemente, provocam um reflexo na produção industrial. “Isso deve garantir um bom quadro no emprego até o final do ano”, disse. “Mas, no momento, o que nos preocupa é a redução na capacidade de investimento da indústria, que pode trazer problemas para 2013”, completou. Para o ex-ministro do Trabalho e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Walter Barelli, ainda não é possível avaliar o nível de impacto na geração de emprego industrial das medidas pontuais de redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) nos setores automotivo e de linha branca, previstas para acabar no dia 31. “É certo que isso gerou consumo, mas para saber se as medidas puxaram as vendas de estoques ou geraram produção, isso só quando elas acabarem”, disse Barelli.

Segundo o ex-ministro, a curva de emprego cresce naturalmente no segundo semestre, “principalmente porque no primeiro semestre há um ingresso grande de recém-formados no mercado de trabalho e o aumento nas demissões após o final do ano”. Já na avaliação de Clemente Ganz Lucio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), a criação de até 1,5 milhão de empregos em 2012 seria um resultado muito bom, diante do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 1,5% e 2%. “Mesmo com um crescimento menor, a indústria segura o emprego para atender a demanda”, disse. Para o representante do Dieese, “não dá para imaginar, no entanto, que o crescimento de empregos na indústria será contínuo”. O desafio, na avaliação de Lucio, é crescer em produtividade, uma das respostas à falta de investimentos do setor apontado por Pastore. “Os ganhos de produtividade trazem aumentos nos salários, maior oferta, maior consumo e criam um círculo virtuoso”, concluiu. Já segundo Mário Bernardini, membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a queda no ingresso da pessoas que entram no mercado de trabalho anualmente para a metade do nível do que era há dez anos é suficiente para não piorar o desemprego. “O Brasil, do ponto de vista do emprego, não precisa crescer mais que 2,5% ao ano”, disse.


Projeção de crescimento da economia em 2012 cai para 1,75% Setor industrial continua a pesar no relatório Focus; A projeção para o setor passou de uma retração de 1% para uma queda de 1,2%

BRASÍLIA - O mercado financeiro reduziu pela terceira semana consecutiva a previsão de crescimento da economia brasileira, que caiu de 1,81% para 1,75%, de acordo com a pesquisa Focus divulgada há pouco pelo Banco Central. Há quatro semanas, estava em 1,90%. Para 2013, a aposta se manteve em 4,00%, acima dos 4,10% verificados há quatro semanas. A projeção para o setor industrial em 2012 passou de uma retração de 1% para uma queda de 1,2%, o que representa o 12º recuo consecutivo da previsão. Há quatro semanas, estava em -0,04%. Para

2013, economistas preveem ritmo maior, com avanço industrial de 4,4%, projeção que subiu em relação aos 4,3% esperados na semana anterior e também há quatro semanas. Analistas elevaram ainda a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de 35,20% para 35,27%. Para 2013, a projeção ficou em 34,00%. Há quatro semanas, as projeções estavam em, respectivamente, 35,50% e 34,00% do PIB para cada um dos dois anos.


Inflação e juro O mercado financeiro elevou a projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2012 pela sexta semana seguida, de 5,11% para 5,15%, de acordo com a pesquisa Focus. Há quatro semanas, a mediana estava em 4,92%. Para 2013, a estimativa se manteve em 5,50% pela oitava semana. A projeção de alta da inflação para os próximos 12 meses subiu pela terceira semana, de 5,61% para 5,66%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,56%. O mercado manteve a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve cortar a taxa básica de juros dos atuais 8% para 7,5% na reunião da próxima semana. A mediana das estimativas para o patamar da taxa Selic no final de 2012 também segue inalterada, em 7,25% pela segunda semana consecutiva. Para o fim de 2013, a previsão caiu de 8,50% para 8,38%. A previsão para a taxa básica de juros ao final de 2013, que estava em 8,5% desde o início de julho, recuou para 8,38%. Histórico do levantamento mostra que as estimativas estavam em 9% até o dia 29 de junho, quando haviam sido revisadas pela última vez. Atualmente, a taxa Selic está em 8%. O mercado projeta agora corte de 0,5 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária do BC (Copom) da próxima semana. E outra redução, de 0,25 ponto para 7,25%, na reunião de outubro. Câmbio Economistas mantiveram as previsões para a taxa de câmbio no final de 2012 e de 2013 em R$ 2,00 pela segunda semana. Há um mês, analistas previam dólar a R$ 1,95 no fim de 2012 e de 2013. Na mesma pesquisa, o mercado financeiro mante-

ve a previsão de taxa média de câmbio de R$ 1,94 em 2012. Para 2013, a estimativa passou de R$ 1,98 para R$ 1,99. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 1,93 em 2012 e em R$ 1,95 no próximo ano. Para o final de agosto, a estimativa caiu de R$ 2,03 para R$ 2,02. Para setembro, ficou em R$ 2,02. Déficit em conta corrente O mercado financeiro reduziu a previsão de déficit em transações correntes em 2012 pela quinta semana seguida. Pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente neste ano caiu de US$ 59,25 bilhões para US$ 58,63 bilhões somente nos dois últimos levantamentos. Para 2013, a previsão de déficit nas contas externas ficou em US$ 70 bilhões pela terceira semana. Quatro semanas antes, analistas esperavam déficit em transações correntes de US$ 70,8 bilhões no próximo ano. Na mesma pesquisa, economistas mantiveram a estimativa de superávit comercial em 2012 em US$ 18 bilhões. Para 2013, subiu de US$ 14,20 bilhões para US$ 14,78 bilhões. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de US$ 18,04 bilhões e US$ 13,78 bilhões para esses dois anos. A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) ficou em US$ 55 bilhões em 2012 e em US$ 60 bilhões em 2013, sem alterações em relação à pesquisa anterior. Há um mês, analistas esperavam entrada de US$ 55 bilhões em 2012 e de US$ 59,5 bilhões em 2013.


Busca das empresas por crédito cresce 7,9% em julho, diz Serasa Levantamento mostra, ainda, que no confronto com julho de 2011 o número de empresas que procuram crédito caiu 3%

SÃO PAULO - Puxada pelas micro e pequenas empresas, a demanda das companhias brasileiras por crédito mudou de trajetória e cresceu em julho 7,9% na comparação com junho, mês em que o índice havia caído 8,7% perante maio. O levantamento feito pela Serasa Experian mostra, ainda, que no confronto com julho de 2011 o número de empresas que procuram crédito caiu 3%. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, o índice está negativo em 1% ante igual intervalo do ano passado. Economistas da entidade justificam o aumento dessa demanda de junho para julho com a “consolidação” de uma perspectiva mais positiva para o avanço da economia. A melhora dos níveis de inadimplência, de empresas e pessoas, também podem ter contribuído para o aumento da demanda por financiamento. A equipe econômica da Serasa acredita ainda que as incertezas e riscos gerados pelo cenário externo também devem se reverter gradativamente ao longo da segunda metade deste ano. Dentre os destaques do indicador, a demanda das micro e pequenas empresas por crédito cresceu 8,5% ante junho de 2012. Já nas médias empresas, a busca diminuiu 1% e entre as grandes o indicador se manteve estável no período analisado.

O quadro muda quando o indicador é comparado ao de julho de 2011: a demanda por recursos caiu 3% nas micro e pequenas empresas, subiu 11,1% entre as médias e teve alta de 11,5% nas grandes companhias. No recorte de dados de busca por crédito por setor, o índice foi impulsionado por Serviços em julho, com alta de 11,2% na passagem de junho para julho. No Comércio a alta foi de 5,3% e na Indústria houve elevação de 3,8% no mesmo período. Na soma dos primeiros sete meses deste ano, apenas o setor de Serviços marca avanço na busca por recursos, com alta de 1,4% frente ao período de janeiro a julho de 2011. Na Indústria houve queda de 1% e no Comércio uma baixa de 3% no acumulado deste ano. Considerando o registro por regiões, a Serasa destaca que os maiores aumentos de demanda por crédito ocorreram no Norte, com alta de 10,5% perante junho de 2012, no Nordeste (8,9%) e no Centro-Oeste (8,7%). As regiões Sudeste (7,6%) e Sul (6,8%) registraram crescimento mais modesto na busca por crédito.


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