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    Universidade Aberta | Portugal     Mestrado em Pedagogia do Elearning, 7ª Edição   

 

UC 12090 – Avaliação em Contextos de  Elearning        Tema 3 ­ Atividade 3: Instrumentos de Avaliação Pedagógica em Contextos de Elearning     “Mapas Conceptuais”   

    Docente Responsável: Professora Doutora Lúcia Amante    Grupo 4: Ana Freire, Diana Morais, Nelson Soares, Rossana Marinho      04 de junho de 2014    1 


Índice     Introdução ……………………………………………………………………………....…... 03    1. Mapas conceptuais ……………………………………………………...…………...…….04    1.1. Mapa mental versus mapa conceptual …………………………….…………...…....…. 04    1.1.1. Mapa mental ………………………………………………………………………..…04    1.1.2. Mapa conceptual …………………………………………………………………..… 05    2. Enquadramento teórico dos mapas conceptuais ……………………………..………...…08    3. Construção de um mapa conceptual ………………………………………………….…..09    4. Possibilidades pedagógicas …………………………………………………………..…...11    5. A complexidade na utilização dos mapas conceptuais ………………………….……..…13    6. Mapas conceptuais em EaD …………………………………………………….…..……13    7. Mapas conceptuais e a avaliação ……………………………………………………..….14    8. Exemplos ………………………………………………………………………………....17    Conclusões ………………………………………………………..…………………...…….19    Bibliografia ……………………………………………………………………………..…...20                    2 


Introdução   Na  unidade  curricular  12090,  referente  a  UC  de  Avaliação  em Contextos de Elearning, foi­nos proposto a  realização de um trabalho de grupo sobre os instrumentos de avaliação pedagógica.   Dos  instrumentos  apresentados  para  estudo,  o  grupo  escolheu  os  mapas  conceptuais  pela  ampla  prática  corrente  na   sua  utilização  para  o  desenvolvimento  das  aprendizagens  em  regime  de  ensino  à  distância   (EaD), com plena articulação com o trabalho colaborativo.  Neste  sentido,  o  trabalho  começa  por  apresentar  uma  comparação  entre  os  mapas  mentais  e  os  mapas  conceptuais, através de um enquadramento teórico.  Aqui,  neste  documento, serão apresentadas algumas possibilidades pedagógicas na construção de um mapa  conceptual.  Finalmente,  o  trabalho  sublinha  a  importância  dos  mapas  em  EaD  e  a sua relação com a avaliação, através  de exemplos.  Este  trabalho  culmina   com  a  apresentação  das  ideias  chave  mediante  o  recurso  “prezi”,  denominado  “Mapas Conceptuais ­ Uma Nova Abordagem de Avaliação”.       

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1. Mapas Conceptuais    1.1. Mapa mental versus mapa conceptual    Tratam­se de dois conceitos muito interessantes que se podem complementar entre si.     1.1.1. Mapa mental    Mapa  mental  foi  desenvolvido  por Tony Buzan. É uma ferramenta de organização de ideias por meio de  palavras­chave,  cores  e  imagens em uma estrutura que se irradia a partir de um centro. Os desenhos  de mapas mentais favorecem o aprendizado e, melhoram a produtividade pessoal (Triboli, 2004).  Os  mapas  mentais  permitem  a  percepção  dos  vários  elementos  que  compõem  o  todo   e  da  forma  como  todos os elementos interagem.   A  elaboração  de  mapas  mentais  permite  a  estruturação  e  organização  das  ideias,  fazendo  com  que surjam  imagens  organizadas.  A  construção  de  mapas mentais auxilia a inteligência, ampliando a capacidade  de  raciocinar sistemicamente, de integrar partes, sem perder a ideia do todo (Triboli, 2004).  O  mapa  mental  auxilia  a  aprendizagem,  pois  este  é  capaz  de  estruturar  as etapas pelas quais se passa  para  chegar­se  ao  conhecimento,  competência  ou  comportamento.  Para  se  elaborar  um  mapa  mental  basta  possuir  um  tema  qualquer  e  determinar imagens ou palavras que estejam conectadas e se relacionem com o  tema.   

Fig. 1 ­ Uso para mapas mentais. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uCR6T1aGiK4#t=49  ­ mapa mental. Acesso em 26 de maio de 2014.     

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Fig. 2 ­ Aplicações de mapas mentais. Disponível em:  http://www.mapasmentais.idph.com.br/textos/o_primeiro_mapa_mental_a_gente_nunca_esquece.php#.U4 oA6NJdUrU. Acesso 27 de maio de 2014.        1.1.2. Mapa conceptual    O  mapa  conceitual  é  uma  forma  de  representação  visual  e  organização  do  conhecimento,  por   meio   de  ramos, que permite integrar conceitos. São estruturados a partir de conceitos fundamentais e suas relações.   Este  mapa  pode  ser  também  entendido  como  uma  representação  gráfica  em  duas  dimensões  de  um  conjunto  de  conceitosconstruídos  de  tal  forma  que  as  relações  entre  eles  sejam  evidentes.  Os  conceitos  aparecem  dentro  de  caixas  enquanto  que as relações entre os conceitos são especificadas através de frases  de  ligação  nos  arcos  que  unem  os  conceitos.  As  frases  de  ligação  têm  funções  estruturantes  e  exercem  papel  fundamental  na  representação  de  uma  relação  entre  dois  conceitos.  A  relação  entre dois conceitos é  representada por uma linha ou seta, contendo uma "palavra de ligação" ou "frase de ligação".   Assim sendo estes mapas  têm por objetivo reduzir, de forma analítica, a estrutura cognitiva subjacente a um  dado  conhecimento,  aos  seus  elementos  básicos.  Os  conceitos  ligados  por  frases  de  ligação  formam  "proposições",  que  representam  as  unidades  fundamentais  do  conhecimento,  as  unidades  semânticas  que  compõem a Estrutura Cognitiva.  A  construção  de  Mapas  Conceituais  (Novak  &  Gowin,  1996)  propõe  que  as  temáticas  sejam  apresentadas  de  modo  diferenciado,  progressivo  e   integrado.  Pela  diferenciação  progressiva,  determinados  conceitos  são  desdobrados em outros conceitos que estão contidos em si mesmos, parcial ou 

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integralmente, indo  dos  conceitos  mais  globais  aos  menos  inclusivos,  conforme  pode  ser  observado  na  figura abaixo.   

Fig.  3  ­  Exemplo  de  um  mapa   conceitual  sobre  aprendizagem  significativa,  elaborado  por  Novak  e  Cañas  (2010).  Disponível  em: https://www.youtube.com/watch?v=YlWY6_GcNyQ ­ mapa  conceptual. Acesso  em 26 de maio de 2014.        •O  Mapa  Mental  é  um  diagrama  elaborado  com  a  finalidade  de  conectar  palavras  e  ideias  adjacentes  a  uma  ideia  central.  É  usado  para visualizar, classificar, estruturar e gerar  idéias,  é  um  diagrama  radial,  que  representa  conexões  entre  pontos  de  informação,  convergentes a um ponto central.    •O  Mapa  Conceptual  é  um  recurso  elaborado  esquematicamente  representando  um  conjunto  de  significados  conceptuais  incluídos  numa  estrutura  de  proposições  que  tem  por  objetivo  representar   as  relações  entre  os  conceitos  do  conteúdo   (externo),  e  do  conhecimento  do  sujeito,  sendo  um  meio  de  visualizar  conceitos  e  relações  hierárquicas  entre conceitos.     

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Fig. 4 ­ Mapa mental. Disponível em:  Acesso em: 28 de maio de 2014. 

Fig. 5 ­ Mapas conceituais        7 


2. Enquadramento teórico dos mapas conceptuais    Segundo  Freire  et al. (2010) os mapas conceptuais foram introduzidos na década de 60 do século XX para  o  desenvolvimento  das  aprendizagens,  pelo  professor  Joseph  Novak  e  a  sua  equipa.  Estes  utilizaram  pela  primeira vez como referencial a teoria de Ausubel.  Ronca  (1994,  p.92)  cita  Moreira  (1980)  e  Moreira  e  Buckweitz  (1982)  ao  evidenciar  a  importância  em  serem utilizados mapas conceptuais como recursos instrucionais.   Moreira  e  Buckweitz  (1982),  defendem  que  os  mapas  conceptuais   são  “diagramas  hierarquizados  que  procuram refletir a organização conceitual de uma disciplina ou parte de uma disciplina”.  Para  Freire  et  al.  (2010),  existe  um  enorme  “potencial  do  uso  deste  recurso  a  partir  de  um  paradigma  complexo,  principalmente  no  que  se  refere  a  contextos  educacionais  em  ambientes  digitais  de  aprendizagem”.  A  teoria  de  ensino  apresentada  por  Ausubel  “é  o  conjunto  de  conhecimentos  que  o  aluno  traz  consigo”  (Ronca,  1994,  p.94).  O  professor  deverá  conhecer  a  estrutura  cognitiva  do  seu  aluno.  Deverá  ainda  contribuir  para  que  a  mesma  possa  se  apresentar  mais  clara,  estável  e  organizada,  considerando  Ronca  (1994, p.94).  “O  professor  deverá  estar  atento  tanto  para  o  conteúdo  como  para  as  formas  de  organização   desse  conteúdo  na  estrutura  cognitiva”  (Ronca,  1994,  p.92).  “Novos  significados  são  adquiridos” (Ronca, 1994,  p.92) ao serem relacionados símbolos, conceitos e proposições.  Assim,  desta  forma  a  aprendizagem  é  significativa  e  esta  é  um   processo   cognitivo.  Para  que  exista  esta  aprendizagem,  do  ponto  de  vista  de  Ronca  (1994),  “é  necessário  que  se  estabeleça  uma  relação  entre  o  conteúdo que vai ser aprendido e aquilo que o aluno já sabe” (p.92).  Esta aprendizagem significativa envolve quatro princípios, designadamente:   ● diferenciação progressiva;  ● reconciliação integrativa;  ● organização sequencial;  ● consolidação.  O  modelo  proposto  por  Ausubel,  tendo  em  consideração  Ronca  (1994,  p.92),  compreende   novos  conceitos  e  incorpora  novas  informações  na  estrutura  cognitiva.  Dois  fatores  podem  explicar esta estrutura  cognitiva:  ● “O uso dos conceitos e princípios com maior poder de extensão;  ● O  emprego  de  métodos  que  apresentem  e  ordenem  a  sequência do conteúdo de forma a aumentar  a clareza e estabilidade da estrutura cognitiva”.     “O mapa conceitual pode configurar­se uma estratégia de ensino/aprendizagem ou uma ferramenta avaliativa  – dentre outras diversas e multifacetadas possibilidades” (Souza & Boruchovitch, 2010, p.797).      8 


3. Construção de um mapa conceptual    É  importante  considerar  que  cada  aluno  possa  elaborar  a  sua  própria  versão  do  mapa,  isto  é,  ressaltar  a  negociação  de  significados  e  sentidos  entre  os  estudantes  mediados  pelo  conhecimento  conceptual  da  temática em estudo como uma referência.   Mas, podemos perguntar o que deve considerado como essencial na construção de um mapa conceptual?  Segundo Ross (2000) e Ontória et al. (1994), a construção de um mapa conceptual supõe:  ● selecionar os conceitos­chave do conteúdo do texto, do tema, da unidade ou da disciplina;  ● selecionar  os  conceitos   por  ordem  de  inclusão.  Definir  o  conceito  inicial,   a  partir  do  qual,  pelo  mecanismo  de  diferenciação  progressiva,  constrói­se  a  hierarquia  com  conceitos  mais  específicos,  ou  relacioná­los  para  formar  conceitos  de  maior  grau  de  generalização,  pelo  mecanismo  da   reconciliação integradora;  ● estabelecer relações entre conceitos por meio de linhas e retas;  ● explicitar  as  relações  entre  os  conceitos  por  meio  das  linhas  ou  setas  incluindo  as   palavras  de  ligação;  ● atribuir  significados  aos  conceitos  e  às  conexões  entre  conceitos,  compreendendo  as  proposições  como unidade de sentido;  ● estabelecer as relações horizontais e verticais;  ● analisar o impacto visual do mapa fazendo as correções necessárias.      Também  é  fundamental  considerar  os  seguintes  itens,  para  a  construção de um mapa conceptual,  a saber:    ●  clareza dos objetivos da aprendizagem;  ● classificar os conceitos  por níveis de abstração e inclusividade, o que permite esclarecer os níveis de  subordinação, coordenação, supra­ordenação entre os conceitos;  ● identificar  o  conceito  nuclear,  de  maior  generalização  (abstração),  o  qual  deve  ser  colocado  na  parte  superior  do  mapa,  dentro  de  um  círculo,  retângulo  ou  quadrado,  destacado  com  uma  cor  diferente;  ● construir  o  mapa  como  derivação  hierárquica  do  conceito  nuclear,  solicitando  as  ligações  entre  conceitos com as palavras de ligação;  ● reelaborar  o  mapa  de  forma  a procurar estabelecer outros tipos possíveis de relações não previstas  inicialmente ou detetar erros, procurando compreendê­lo.    É  importante  também  que  o  estudante  saiba  como  construir  um  mapa  conceitual  a  partir  de  um texto geral  de um determinado tema. Nesse sentido, Ross (2000, p. 9), propõe as seguintes etapas:  9 


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Ler o  texto  e  identificar palavras que expressam as ideias principais ou palavras­chaves. Não incluir  muitas informações, apenas as mais importantes;  Sublinhar  as  palavras  identificadas,  de  forma  a  não  faltem  ou  excedam  nomes  ou  substantivos  comuns, os termos técnicos ou científicos;  Identificar  o termo geral e escrevê­lo na parte superior do mapa conceptual, colocando­o dentro de  um círculo ou elipse;  Identificar  sub­temas   ou   conceitos  menos  gerais  e  escrevê­los  em   um  segundo  nível.  Colocar  os  conceitos dentro de um círculo ou elipse;  Identificar  as  conexões  entre  o  tema  geral  e  os sub­temas, por meio de linhas ou setas. Escrever as  palavras de ligação em cada uma das conexões. 

Fig. 6 ­ Multiple Intelligence. Disponível em:  http://www.brainleadersandlearners.com/wp­content/uploads/2008/10/multiple­intelligences.jpg    Acesso  em: 29 de maio de 2014.   

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Fig. 7  ­  Possibilidade  de  estruturação  do  mapa  conceitual.  In  SOUZA,  N.  A.;  BORUCHOVITCH,  E.  (2010).  Mapas  conceituais  e  avaliação  formativa:  tecendo  aproximações.  In  Educação  e  Pesquisa,  São  Paulo,  v.  36,  n.3,  p.  795­810,  set./dez. 2010. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n3/v36n3a10  . Acesso em 20 de maio de 2014.        4. Possibilidades pedagógicas   

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Fig. 8 ­ Possibilidades pedagógicas. Disponível em:  http://elianelaux.blogspot.com.br/2010/07/mapa­conceitual.html. Acesso em 20 de maio de 2014.    O mapa conceitual, segundo Novak e Gowin (1988), pode apresentar­se como um(a):    ● estratégia  –  ajudar  os   estudantes  na  aprendizagem  e  os  professores  na  organização  dos  materiais  para a aprendizagem;  ● método  –  ajudar  os  estudantes  e  professores  a  captar  o  significado  dos  materiais  para  a  aprendizagem;  ●   recurso  –  recurso  esquemático  para  representar  o  conjunto  de  significados  na  estrutura  de  proposições.    O  uso  de  mapas  conceptuais  na  educação  é  cada  vez  mais  relevante,  podendo­se  destacar   as  seguintes utilizações:    ● Como indexadores de conteúdo;  ● Ferramenta de apoio à revisão bibliográfica;  ● Ferramenta de apoio ao desenvolvimento de projetos de aprendizagem;  ● Preparação de palestras, discursos e/ou apresentações.  12 


5. A complexidade na utilização dos mapas conceptuais    Segundo  Tavares  (2007) “O mapa conceitual é uma estrutura esquemática para representar um conjunto de  conceitos imersos numa rede de proposições”.  Já  Gomez  (2004)  identifica  a  compreensão  da  técnica   de  mapas  conceptuais  já na perspectiva  de rede e a  possibilidade de construção de mapas complexos:    “Nas últimas décadas vigorou  o  modelo  epistemológico sociocultural e interacionista de rede elaborada por  meio  da  construção  social  do  conhecimento.  David  Ausubel,  Novak  e  Gowin  trabalham  com  o  mapa  conceitual  que  é  a  representação  esquemática  do  conjunto  de  significados  conceituais  incluídos  numa  estrutura  de  proposições   e  suas  relações.  Procura‐se,  por  meio  dele,  encontrar e mostrar as relações entre  os  conceitos  contidos  em  um  texto partindo da ideia que os indivíduos e os grupos de indivíduos constroem  sobre  a  maneira  como  o  mundo  funciona.  A  partir  de  dois  conceitos,  é  possível  elaborar  mapas  complexos.”      6. Mapas conceptuais em Ead    “Os  mapas  conceituais  podem  ser  utilizados  como  ferramentas  para  organizar  a  informação  e  sintetizá­la.  Em  virtude  de  tal  característica,  favorecem   o   processo   cíclico  de  aprendizagem,  à  medida  que  o  aluno  é  convidado  a  percorrer  as  etapas  de  experimentação,  ação,  teorização  e  reflexão.”  (PESCE,  PENA,  ALEGRETTI, s.d.)  Para  Freire  et  al.  (2010),  quando  se  desenha  uma  disciplina  ou  um  curso  na  modalidade  em  ensino  à  distância,  dever­se­á  considerar  um  conjunto  de  situações,  tais  como,  os  recursos  e  o  planeamento  educacional. Neste planeamento organizacional podemos  englobar  os planos  de ensino, segundo os autores.  “Estes  recursos  são   basicamente  descrições  das  atividades  virtuais  detalhadas  em  tabelas,  matrizes  que  seguem  uma  hierarquia  formal  dos  conteúdos,  esta  mesma  estrutura também se apresenta em alguns mapas  conceituais estruturados sob uma forma mais tradicional de pensamento” (Freire et al., 2010).  Os  mapas  conceptuais  conseguem  articular  ações,  pensamentos,  conhecimentos  e  o  fluxo  das  aprendizagens.   Estes  são  um  recurso  fundamental  para  as  disciplinas  e   cursos  em  ambientes  virtuais  de  aprendizagem.     

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Fig ­ 9 ­ Educação à distância. Disponível em  http://4.bp.blogspot.com/­Ir_mat4Dcz8/T5maM0PtG­I/AAAAAAAAAD0/53YRQGbElyk/s1600/Mapa+ Colorido2.jpg . Acesso em 29 de maio de 2014.      7. Mapas conceptuais e a avaliação     A  utilização  de  mapas  na  avaliação  tem  a  sua  importância,  porque  a  utilização  deles  irá  proporcionar  uma  oportunidade  para  que  os  alunos  apresentem  os  conceitos  apreendidos  e,  além  disso,  que consigam expôr  como realizam a construção do seu conhecimento.  Quando  da  elaboração  de  um  mapa,  o  aluno  presa  por  organizar  as  suas  ideias  de  forma  individualizada,  mostrando sua compreensão dos conceitos e, principalmente da interrelação entre eles.  Para  que  a  avaliação  seja  efetiva,  o  professor  deverá  observar  como  o  aluno  organiza  a  sua  estrutura  cognitiva no que se refere aos novos conhecimentos apresentados.  Constituem  ferramentas  para  integrar  conteúdos  conceptuais.  Já  como  instrumentos   de  avaliação,  possibilitam,  ao  professor  e  aos  estudantes,  explicitar  elementos  da  compreensão  do  conteúdo  como  componente das suas estruturas cognitivas.   14 


Os estudantes  quando  constroem  mapas conceptuais explicitam a organização  que os conceitos assumindo  nas  suas  estruturas  cognitivas.  Nesse  processo,  o  pensamento  fortalece­se  pelo  uso  de  diferentes  tipos  de  linguagens (gráfico, escrito, oral).   Os  mapas  conceptuais  podem  contribuir  para  a  metacognição  na  aprendizagem,  à  medida  que  se  toma  consciência  do  “conhecimento  do conhecimento”, ou seja, saber o que é fundamental utilizar, para aprender  os  processos  de  construção  dos  mapas  (organizar,  classificar,  associar,  estabelecer  relações,  reestruturar,  comparar, identificar, entre outros).  Os  mapas  conceptuais  são   um  instrumento  essencial  de  avaliação  utilizado  na  avaliação  formativa.  “A  avaliação formativa compromete­se com a aprendizagem” (Souza & Boruchovitch, 2010, p.802).  Assim  sendo,  tal  como  referem   os  autores  supracitados  (2010),  o  mapa  conceitual  é  uma  ferramenta  avaliativa,  na  medida  em  que  “concentram­se na  obtenção de informações acerca da estruturação edificada  pelo educando para um conjunto de conceitos” (p.802).   “Avaliar  formativamente  é  comprometer­se  com  o  encaminhamento  do  estudante  para  percursos  que  lhe  permitam avançar em termos de compreensão dos novos conceitos” (Souza &  Boruchovitch, 2010, p.803).  Os  mapas  conceptuais  favorecem  a  avaliação  formativa.  Permitem  que  o  professor  possa  analisar  o  conteúdo dominado pelo aluno e acompanham o processo de aprendizagem experienciado.  Considerando  (Souza  &  Boruchovitch,  2010,  pp.803­884),   em  termos  avaliativos  os  mapas  conceptuais possibilitam:    ● ● ● ● ●

promover feedbaks frequentes;  possibitar a regulação e promoção do ensino;  situar o erro como processo de aprendizagem;  ampliar o envolvimento do educando;  favorecer a autorregulação da aprendizagem. 

Os  mapas  conceituais  e  a  autorregulação  da  aprendizagem  implica  uma  “influência  sobre  si  mesmo”  (Bandura,  2008).  Perrenoud  (1999:citado  por  Souza  &  Boruchovitch,  2010,  p.804)  refere  que  a  autorregulação  da  aprendizagem consiste na gestão por parte do aluno dos  “seus projetos, seus progressos,  suas estratégias diante de tarefas e obstáculos”.  Por  outro  lado,  “ao  permitirem  ao  aluno  compreender  o  significado  dos  conteúdos,  os  mapas  possibilitam­lhe  relacionar  as  novas  informações  aos  seus  conhecimentos  prévios”  (Souza & Boruchovitch,  2010,  p.804).  Tendo  em  consideração  o  exposto,  os  autores  mencionam  que  “a  autorregulação  combina 

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com os  mapas  conceituais,  quer  quando  empreendidos  como  estratégia  de  ensino,  quer  quando  postos  a  serviço da avaliação formativa” (p.805).     

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8. Exemplos     

      Fig.  10  ­  Exemplo  de  um  mapa   conceptual  sobre  conteúdos  reais.  In  FREIRE,  C.,  RIBEIRO,  F  &  SOUZA,  L.  (2010).  Mapas  Conceituais  na  Educação  à  Distância:  uma  análise  sob  a   ótica  da  complexidade,  p.11.  In  Anais   Eletrônicos  3°  Simpósio  Hipertexto  e  Tecnologias  na  Educaçao:  redes  sociais e aprendizagem. UFP.  Disponível na uc de Avaliação em Contextos de Elearning, Mpel7.     

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Fig. 11  ­  Exemplo  de  um  mapa   conceitual  para  o  núcleo  interdisciplinar  de  ciências do 1° ano, elaborado  pelos  professores  Hugo  Fernandez,  Marta  Ramirez  e  Ana  Schnersch  em  uma  oficina  pedagógia  sobre  mapas  conceituais  realizada  em Bariloche, Argentina, 1994. In MOREIRA, Marco Antonio (1997). Mapas  Conceituais  e  Aprendizagem  Significativa.  Disponível  em:  http://www.if.ufrgs.br/~moreira/mapasport.pdf  .  Acesso em 31 de maio de 2014.                      18 


Conclusões   Os  mapas  conceptuais  permitem  iluminar  melhor  o  ato  de  ensinar.  A  forma  como  estes  se  apresentam,  possibilitam  que  o  aluno  consiga  sistematizar  as  suas  ideias,  com  conteúdo  relevante  e  importante,  para  o  desenvolvimento das suas aprendizagens.   Os  mapas  conceptuais  são   instrumentos  dinâmicos,  que  refletem  a  compreensão  de  quem  os  elabora  naquele preciso momento. Estes não devem ser confundidos com esquemas ou diagramas organizacionais.  Do  ponto de vista prático, estes mapas possibilitam alterar as formas de ensinar, de aprender e, também, de  avaliar.  Apresentam­se  como  uma  ótima  ferramenta  avaliativa,  que  possibilita  que  estes  sejam  uma  excelente estratégia de ensino e aprendizagem.  No  ensino  à  distância  recorre­se  com  frequência  à  prática  na  elaboração  de  mapas  conceptuais  para  ser  mais facilmente analisar os diferentes recursos pedagógicos apresentados pelo tutor online.   Utilizar  os  mapas  conceptuais  é  uma  ferramenta  avaliativa  que  facilita  identificar  os  conceitos   mais  relevantes,  as  suas  interrelações  que  são  estabelecidas  entre  conceitos.  No  fundo possibilita acompanhar o  estudo do aluno, por parte do professor.                                         19 


Bibliografia   FREIRE,  C.,  RIBEIRO,  F  &  SOUZA,  L.  (2010).  Mapas  Conceituais  na  Educação  à  Distância:  uma  análise  sob  a  ótica  da  complexidade.  In  Anais  Eletrônicos  3°  Simpósio  Hipertexto  e  Tecnologias  na  Educaçao:  redes  sociais  e   aprendizagem.  UFP.   Disponível  na  uc  de  Avaliação  em  Contextos  de  Elearning, Mpel7.  MOREIRA, Marco Antonio (1997). Mapas Conceituais e Aprendizagem Significativa.   Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/~moreira/mapasport.pdf . Acesso em 31 de maio de 2014.  NOVAK, J.D. & GOWIN, D.B. (1996). Aprender a Aprender. Lisboa: Plátano Edições Técnicas.  NOVAK,  J.  D.;  CANÃS  ,  A.  J.  (2010).  A  teoria  subjacente  aos  mapas conceituais e como elaborá­los e  usá­los.  Práxis  Educativa,  Ponta  Grossa,  v.5,  n.1,  p.  9­29   ,   jan.­jun.  Tradução  de  “The  theory  underlying   concept 

maps

and

how

to

construct

and

use

them”.

Disponível

em:

http://cmap.ihmc.us/Publications/ResearchPapers/TheoryUnderlyingConceptMaps.pdf. Traduzido  com  a   autorização  dos autores. Tradução de Luis Fernando Cerri (PPGE/UEPG), com revisão técnica de Fabiano  Morais. Acesso em 27 de maio de 2014.  PESCE,  L.,  PEÑA,  M.,  &  ALLEGRETTI,  S.  (2009).  Mapas  conceituais,  Wiki,  blogs  e  aprendizagem  colaborativa:   fundamentos  e  aplicações.  Simpósio  Ibero­Americano   de  Educação,  Cibernética  e  Informática, 6.   Disponível  em  http://www.iiis.org/CDs2008/CD2009CSC/SIECI2009/PapersPdf/X908TI.pdf.  Acesso  em  29 de maio de 2014.  RONCA,  António  (1994).  Teoria  de  ensino:  a  contribuição  de  David  Ausubel.  Disponível  em:  http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v2n3/v2n3a09.pdf . Acesso em 31 de maio de 2014.

SOUZA, N.  A.;  BORUCHOVITCH,  E.  (2010).  Mapas  conceituais  e  avaliação  formativa:  tecendo  aproximações.  In  Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.3, p. 795­810, set./dez. 2010. Disponível em:  http://www.scielo.br/pdf/ep/v36n3/v36n3a10 . Acesso em 20 de maio de 2014.  TORRES,  Patrícia  Lupion  (Org.)  (2007).  Algumas  vias  para  entender  o  pensar  e  o  agir.   Curitiba:  SENAR­PR.  TRIBOLI,  E.  D. R. (2004). Mapas mentais: uma introdução. São Caetano do Sul: Escola de Engenharia  Mauá.   

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Mapasconceptuais (1)  

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