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A Dama de Vermelho

Um Romance do Escritor Djalma Pinheiro. Com a participação da Poetisa Cidinha Almeida

Arte do e-boock Maria rosa parra (Rosita) Nota do autor: qualquer semelhança com algo ou com alguém e mera coincidência.

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Foi a primeira novela postada em trinta e cinco capítulos no Faceboock, onde teve um estrondoso numero de leituras sem ser matéria paga.

O autor agradece a todos que se deram ao trabalho de lerem e curtirem quando da postagem como novela no Faceboock.

“O maiOr premiO de um escritOr é sentir que cOm seus escritos conseguiu entrar sem pedir licença nO interiOr de quem O lê” Djalma Pinheiro.

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ADOLESCENCIA .

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Rita que quando era só uma menina tranquila e sonhadora, vivia sua adolescência no outrora tranquilo bairro da Tijuca com sua bela Praça Sans Pena, tranquilo sim, pois na época podia se dar ao luxo de se andar na rua sem atropelos, sem maldade que proporcionavam os tranquilos bairros da zona norte do Rio de Janeiro. À sonhar com seu príncipe encantado como todas as suas amigas da década de setenta e ela então com seus doze anos só vivia como reaclamava sua mãe com a cabeça no mundo da lua. Rita nada curtia do modismo da época e nem os movimentos musicais como Michael Jackson, Madonna as bandas de Rock e artistas brasileiros como RPM, Ultraje a Rigor Titãs, Legião Urbana, 14 Bis, Barão Vermelho, Kid Abelha, , Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Blitz, Lulu Santos, entre outros. Sua vida era de casa para a escola normal e vice versa, que passara com louvor pelas provas de admissão orgulho, de seu pai o Sargento João Antonio. Sua mãe Dona Clara, linda mulher que já beirava a casa dos quarenta anos, uma professora que se aposentou cedo por motivos de sua precária saúde que fora abalada pelos nervos, teve sua adolescência como a da filha Rita, sonhava em ter seu príncipe encantado, mas acabou se casando com um bruto Sargento do Exercito por influencia de seu pai e já falecido avô de Rita, que era também militar do Exercito. E assim ia crescendo Rita, com o passar dos anos já com seus dezesseis anos era a maior fera em todas as matérias da Escola Normal, onde tinha a pretensão de um dia estar dentro de uma sala de aulas com uma bela turma de alunos seus, era quase todo sonho das adolescentes que ingressavam no curso normal. Umas para realizar o sonho de ser professora fato que toda menina tem e outras pelo status que a profissão poderia lhes dar. Rita era tão certinha que sofria gozações das amigas namoradeiras fato real da época pois era raro uma normalista não estar envolvida em romances e a garotada ficava louca ao ver uma normalista o assédio era muito grande, principalmente quando a maioria para fugir as regras das escolas normais 3


as suas saias pregueadas irem ate o joelho, mais esta regra só era valida para a maioria ao adentrar no pátio, pois antes de adentrarem no pátio escolar e nas saídas, enrolavam a saia na cintura deixando a mostras suas belas e torneadas pernas de meninas moças e isso levava aos homens a loucura. Os meninos viajavam em estar namorando uma, tirando grandes sarros naquelas lindas coxas e o pior aguçava o libido de velhos babões e assanhados que teimavam em molestar as normalistas com cantadas idiotas inerente a muitos homens velhos que babam em ver uma novinha, fato existente até hoje. As normalistas em suas rodinhas de fofocas, davam risadas e gritinhos frenéticos quando uma contava casos para as outras, faziam verdadeira algazarra. Rita ali sempre na dela não que fosse uma santa, pois mesmo sendo boa aluna e tendo sua meta a cumprir era uma menina da época e por mas certinha que fosse tinha lá seu sonhos, nesta época não tão infantil, Rita mesmo tendo continuado a sonhar com seu príncipe encantado o sonho sofreria algumas modificações, tendo agora seu príncipe encantado um corpo sarado, lindo como a um Deus Grego e já não era só sonhos de passeios por belos jardins, pois os sonhos também sofreram mutações pois os belos passeios pelos jardins já fugiam para uma praia deserta e ela nos braços dele fazendo amor. Passou mas dois anos e Rita teve uma bela formatura para orgulho de Dona Clara e do Sargento João Antonio já prestes a ser promovido e a sua aposentadoria se aproximava. Rita lia muito seu tempo vago era dedicado a leitura desde os clássicos que ia desde os O Morro dos Ventos Uivantes da escritora britânica Emily Brontë à O Primo Basílio de Eça de Queirós, passando por Madame Bovary do escritor francês Gustave Flaubert, realmente tinha bom gosto pela leitura, na época era uma febre uma leitura do brasileiro Nelson Rodrigues, o conto era tão lido que viralizou como a uma febre o seu titulo já aguçava a mente de todos A Dama do Lotação, 4


lançado em publicado entre 1951 e 1961 na coluna A vida como ela é, do jornal Última Hora. Foi adaptado para o cinema sob o mesmo título em 1978 e republicado em 1992, no livro A Dama do Lotação e Outros Contos e Crônicas. e com boa leitora que era Rita literalmente leu todo o conto escondido dado a uma bela historia repleta de sensualismo e sexo. Formou-se e fez concurso para dar aulas em escolas estaduais e havia se tornado uma bela mulher, mesmo ainda virgem, pois só eram em pensamentos na penumbra de seu quarto que se dava a direito de ser mulher em sua totalidade nas longas noites de masturbação sonhando com agora não com seu príncipe infantil mais com seus másculos Deuses Gregos.

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ENAMORADA

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Dava aulas para adolescentes do ginásio era tão bela mulher que os alunos mais assanhadinhos ficavam loucos quando ela ia trabalhar de vestido que mesmo sem querer dava la suas cruzadas de pernas onde mesmo tomando cuidado aparecia parte daquele belo par de coxas para alguns era até difícil a concentração nos estudos, fato reparado por ela que sorria por dentro, nossa quando ai então de calças compridas era um fervo só, pois mostrava ali um conjunto harmonioso de um belo corpo seu rosto Angelical onde destacava seus belos olhos castanhos clarinhos esverdeados culminando com a vestimenta delineando sua belas e gostosas curvas. Foi se passando o tempo, já um pouco mais a frente o Sargento João Antonio, fez uma festa dupla por ir para a reserva aposentado e pela promoção ao ir para a reserva como Capitão, festa esta organizada por um de seus pupilos no quartel, o Tenente Souza, que tinha o nome de batismo de Afrânio, bela festa. E o agora Capitão da reserva João Antonio, as apresentações do Ten. Souza a família enaltecendo escancaradamente suas qualidades e la no fundo sonhava que a sua Rita tivesse um marido assim como o Ten. Souza. No decorrer da festa foi uma azaração só de ambas as partes volta e meia Rita e Ten. Souza trocavam olhares ela bela como só, num belo vestido de baile onde delineava seu belo corpo e ele com sua farda de gala com espada e tudo também chamava a atenção, pois era um belo rapaz, fato curioso é que as moçoilas se encantam tanto com um a farda de gala ainda mas se estiver sendo vestida por um belo ser. E assim foi a festa toda, era raro os dois não estarem perto um do outro, que dava inveja nas outras moçoilas que la estavam e suas amigas nos cantos a cochichar. Olha só a Rita ta que tá, desta vez ela vai dar pra alguém ai eram risos e mais risos entre as amigas. O pai Cap. João Antonio, super orgulhoso de ver os dois juntos, já a Dona. Clara agora aparecendo em suas lindas madeixas pretíssimas alguns fios de cabelos brancos que ela fazia questão de deixar assim, pois ficava ainda 7


mas linda, como toda mãe e nem mesmo ela sabia o porque não estava muito contente, em seus pensamentos e percepção de mulher vivida ficou preocupada do Ten. Souza aparecer com aquela cara certinho e viu nele a imagem real de seu marido ainda novo, que ficara enamorada em seis meses se casaria culminando com uma decepção só, pois desde seu casamento a tratava como a um de seus comandados e não era isso que queria para a filha. Rita e Tem Souza passaram a se encontrar muito, hora cinemas, hora barzinhos, hora festinhas de amigos, ate que ele o Ten. Souza chamou o Cap. João Antonio para conversar e pedir a ele autorização para namorar Rita e casar, assumindo o namoro, fato que desagradou a mãe e a apropria Rita, pois ele fizera isso sem consultar a própria namorada, pois mesmo eles se encontrando e volta e meia rolava um beijinho que mas parecia selinhos ela e a mãe com razão achava que ele primeiro devia se declarar formalmente a ela e não ao pai. Fato amenizado pelo pai ao explicar a mulher e a filha que por o Ten. Souza ser um militar tinha la suas regras de conduta, o que foi aceito com reservas pelas duas. Incrível a percepção que uma mãe tem Dona Clara era o que se chama na brincadeira a autentica sogra, pois marcava em cima o Ten. Souza, era como uma previsão de como a sua querida filha Rita iria sofrer na mão dele ao casar, pois havia sofrido este tormento com seu marido Cap. João Antonio, quantas noites o safado dizia estar de serviço e na realidade estava na esbórnia pelas noites boemias e a deixava na sua casa só com a filha. No dia seguinte chegava com a cara mais lavada exausto da noite de sacanagens onde transava com prostitutas, inclusive como todo machão que se preze, saia pegando qualquer uma, tinha até apelido dado pelos amigos de gandaia. Limpa trilho pois abria as pernas estava la o Cap. João Antonio, sem se importar em pegar uma doença e passar a Dona Clara.

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Por diversas vezes Dona Clara, ainda na flor da idade, mulher linda que era de parar o transito de tanto gostosa que era, tentava conversar com o marido sobre relação sexual, pois sentia a necessidade de ser amada em sua plenitude, queria se sentir mulher desejada por ele, como sabia ser desejada pelos homens na rua e em festas do quartel que ia acompanhando marido, inclusive assediada pelos próprios amigos dele de farda, mas se mantinha ali fiel aquele que lhe era infiel. Quando tentava conversar sobre assunto sexo com ele, vinha ele com a velha máxima digna de todo machão, que eles eram um casal sério e sexo era para procriar e não um casal mundano, certa vez ela deixou a entender que sentia desejo de sexo anal, fato que ele quase a agrediu fisicamente, ameaçando ate se separar, pois alegava que um casal sério não poderia profanar seus corpos. Este o grande receio de Dona Clara quanto ao relacionamento de sua filha Rita com o Ten. Souza, pois tinha certeza absoluta que a filha iria sofrer o que ela sofreu nos quase trinta anos de casada com um machão idiota e de ter se tornado só um adorno para ele, sem se importar de ter feito dela uma um mulher insegura e traumatizada. O namoro de Rita com Ten. Souza ia transcorrendo como na época se falava dentro dos conformes, seis meses se passaram e ele combinou com a namorada de oficializar o noivado, fato aceito e festejado pelo pai Cap. João Antonio e preocupante por Dona Clara, mas nada podia fazer, via a sua filha feliz, mesmo já tendo alertado a ela de como seria a sua vida ao casar com um militar que se via logo por ser um belo rapaz mulherengo, mas fazer o que o jeito foi se contentar em aceitar. A família do Ten. Souza bem como ele era da Bahia, ele disse que sua mãe, Dona Marlene uma bela morena baiana viúva do pai dele que era um autentico baiano bom vivam, viria para o seu noivado e para conhecer a futura noiva e esposa de seu querido filho e vinha acompanhada da filha Marilda, a querida irmã uma bela moça no alto de seus vinte anos, seguia 9


os passos da mãe e do irmão o quesito beleza tanto a mãe quanto a filha mulheres que nada deviam as mais belas mulheres, em feições e físicos. Faltando um mês para noivado, chega da Bahia Dona Marlene e Marilda, mãe e irmã do Ten. Souza, por conhecer e bem a mãe e a irmã, ele optou por alugar uma Kitinet em Copacabana em vez de alojar elas em um Hotel, pois sabia que se isso fizesse o Cap. João Antonio, iria querer que elas ficassem na sua casa e isso seria um grave problema, pois sabia que as duas eram da pá virada e de suas vidas na Bahia cheia eram de festas e gandaias onde elas se soltavam e isso não seria bem visto aos olhos de seu futuro sogro e sogra. Por diversas vezes falava ao telefone com a mãe e a irmã, da seriedade do casal Souza, dizia que ele o sogro era um homem austero e todo metido a certinho sendo seguido neste quesito pela futura sogra, fato que sua mãe brincava com ele ao telefone, mandava que ele levasse o sogro a um puteiro e danava a rir com a filha. Souza havia pedido a mãe e a irmã que quando estivessem perto dos sogros e na futura esposa se fizessem de santas e isto foi prometido por elas. Garantiam que perto deles se bobeasse ate iriam por as duas num altar e danavam de rir. Assim se passara os dias até o noivado, eram santinhas na frente do casal de sogros do filho da futura esposa de Souza, mas quando voltavam para a Kitinet, era gandaia pura pela noite do Rio, foram de boates a ensaios de escolas de samba e literalmente cada noite saiam com homens diferentes e caiam na esbórnia. E assim passaram o mês inteiro entre redomas nas horas de estar com o casal de futuros sogros e da futura esposa de seu filho e irmão alternando as noites de orgias lascivas nas noites de Copacabana.

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SONHADORA

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Já noivo oficialmente só era tratado sem o titulo de Tenente era só Souza e todo gentil com Rita e ela que em seu mundinho agora alterado pelo noivado estava cada vez mas fogosa e não via a hora de Souza a desvirginar, quando nos sarros normal entre namorados e noivos ai que ela, viajava e se sentia a verdadeira “Solange” ninfomaníaca do conto de Nelson Rodrigues, Souza ia embora e a deixava em brasa, mas ele sempre se esquivando de avançar o sinal e a coitada da Rita corria toda molhadinha para o refugio de seu quarto e dava vazão a imaginação incorporando “Solange”. Três meses após o noivado Cap. Antonio Carlos sofre um infarto fulminante vindo a falecer tornando a sua mulher Dona Clara a chefe da família, fato que Souza não esperava e muito menos gostaria de ter acontecido, pois era notório que ela Dona Clara, mesmo tentando manter a aparência de neutralidade em respeito ao falecido Cap. Antonio Carlos, mas era uma posição mal disfarçada, pois alem de Rita ter sido avisada pela mãe do perigo que seria ela ter a mesma vida que ela teve nos anos de casamento com o pai dela, tinha ainda a desconfiança quanto a vida quase que certinha de Souza, fato que preocupava a mulher vivida que era. Souza ficara de cabelo em pé com a situação criada pela morte de seu sogro, pois cada dia mais a sogra apertava o cerco fato que ele ficava apavorado, ligava quase que diariamente para a mãe Dona Marlene em Salvador e levava a ela a sua preocupação, depois de tanto se lamentar com ela ao telefone. Ela como uma “festeira” incurável e como sabia das coisas que seu filho lhe contava sobre o namoro e o sarros que tirava com a noiva, ela sentia que Rita era carente de homem, já com seus vinte e três anos e virgem, disse para o filho que iria ver uma solução. D. Marlene chama a filha Marilda, irmã de Souza para conversar e conta a ela o problema que seu irmão estava vivendo, sendo ameaçado literalmente pela sogra de até não casar com sua amada Rita, a irmã sacana como era mesmo sendo uma menina novinha, mas já com um a bagagem sexual de 12


dar inveja a qualquer uma moça dama de puteiro, não teve duvidas após escutar o relato da mãe. Foi taxativa e disse, simples mãe fale para ele deixar de ser bobo e ao invés de ficar se fazendo de certinho, fato que só aconteceu depois de ter ingressado na vida militar, pois quando adolescente aqui em Salvador, comia todas as amiguinhas do colégio e dar vazão ao tesão que Rita tinha e o instigava a ir alem dos sarros que tiravam nos cochilos dos sogros. Na sociedade militar de classe media que vivia a família de Rita, era um escândalo a uma moça de família não casar virgem e se grávida então, nossa era quase que a morte social da família. Dona Marlene a mãe dele entendeu a ideia de sua filha Marilda e as duas caíram na gargalhada, não perderam tempo. Dona Marlene de imediato liga para o filho e desanda a falar a ele o que deve fazer que era simplesmente instigar a noiva Rita e aceitar os anseios dela em ser desvirginada. Souza de imediato descartou a solução da mãe e da irmã. Os dias iam se passando e cada vez mais a sogra ia massacrando ele. Ficando preocupado com as atitudes de sua sogra, agora a matriarca da família, pois ela saiu da simples defensiva e ostensivamente mostrava que não gostava e não fazia gosto que Rita se casasse com ele, assumindo em definitivo o papel de que erradamente falam das sogras. Souza matutando como ficar bem com a sogra e fazia de tudo para agradar, mas nada ela estava irredutível e cada vez mas instigando a filha a não se casar com ele, que por sua vez retrucava dizendo ser ele diferente de seu pai e se punha a pensar nas horas em que estavam namorando e ela instigando ele e ele a respeitando, chegando ao cumulo de ir namorar no terraço da casa ate muitas vezes sem calcinha, fato que não tinha coragem e nem liberdade pra contar para a mãe. Mas o cerco se apertava cada vez mais Dona Clara arrumava confusão com ele e com a filha, estes fatos levaram Souza e Rita ao desespero e numa conversa entre os dois numa bela noite até pensaram em casar as 13


escondidas dando andamentos nos papeis, ele pelo fato de que queria ter ela como esposa e ela por querer se sentir mulher em sua plenitude, pois já não aguentava mais o fardo pesado de ser virgem e se sentir tão fogosa como “Solange” só na imaginação quando o noivo ia embora e ela correr para se masturbar no refugio de seu quarto. O desespero de Souza era tanto que mais uma vez ao chegar no apartamento que dividia com os colegas, na madrugada liga para a mãe em Salvador e quase que chorando dizia a ela que estava chegando ao desespero de tanto sofrimento causado pela sogra, onde sua mãe numa explosão que lhe é peculiar, da um tremendo esporro nele. Meu filho deixa de ser frouxo já te falei agarra logo ela e faz sexo, que ela se tornara sua mulher de fato e a idiota de sua sogra nesta sociedade que ela vive hipócrita, metida a certinha sabe que raramente a filha ira arrumar um macho pra casar. Meus Deus eu fiz dois filhos trocados você que esta se mostrando um bobão, maior galinha quando mais novo e agora metido a certinho e sua irmã que mas parece uma rapariga, pois vive de cama em cama e deu o assunto por encerrado, Souza se despediu da mãe cabisbaixo com o esporro levado. Nesta noite ele não dormiu ficou ali matutando as palavras da mãe e pensativo ficou lembrando do namoro dele com Rita, pensava em sua insinuações ao falar sobre sexo entre casais, nas inúmeras vezes que ela parecia estar pedindo para ser desflorada ao se esfregar freneticamente nele em sarros inimagináveis que o deixavam louco. Tomou uma decisão, da próxima vez que ao estar namorando e ela ficar assim instigando ele e se parecendo com sua irmã ele não mais iria resistir e fazer dela realmente sua mulher.

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Agora uma mulher

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Seu namoro era nos dias em que não estava de serviço no quartel, desde quando o Cap. João Antonio estava vivo e depois desta ultima conversa com a mãe e ele fora treinar em acampamento em exercícios militares, se passaram quatro dias, ao voltar do acampamento telefonou para Rita, dizendo já estar de volta e cheio de saudades e disse que não via a hora de estar ao seu lado, e marcou de ir buscar ela na escola o que foi feito, no caminho para casa de Rita lembraram das agruras deles, ela dizendo estar cheia das reclamações da mãe e ele reclamando da perseguição que a sogra movia contra ele. Ao chegarem encontraram um bilhete de Dona Clara avisando a Rita que era para ela ligar para a casa de sua tia Paula que elas se falariam ao telefone e ela explicaria a Rita o acontecido com sua tia Paula. Rita pega o telefone e liga, ai sua mãe explica que sua tia Paula que era viúva e sem filhos, uma verdadeira adorada de igreja, carola mesmo, havia passado mal na rua e estava bem debilitada, fato que ela teria que pelo menos naquela noite ter que dormir lá. Isso pensando que genro Souza estava ainda em acampamento, portanto sem ter o perigo de Rita ficar só com o noivo em casa, fato é que depois de falar de sua irmã Paula a Rita, faz a celebre pergunta. Filha seu noivo ainda esta acampado no quartel não é? Rita pensou rápido fez um sinal de silencio para Souza e confirmou. Ta mãe ele só vem depois de amanhã, se despediram a mãe com as recomendações de praxe e Rita com um malicioso sorriso nos lábios. Como sempre Souza ficara sentado no sofá da sala, isto desde quando o sogro era vivo, Rita contou a ele sobre a sua tia Paula e que sua mãe iria ter que dormir lá, para que ele não ficasse preocupado em não ter que aturar pelo menos aquela noite as rabugices de sua mãe e riram, como sempre fazia ao chegar do colégio em que dava aulas, Rita tomava um banho e colocava um roupa mas leve e é claro mas descontraída, mandou Souza ficara vontade que iria ao seu banho.

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Já cheia de maldade pegou um shortinho que mostrava toda a sua beleza física que só usava em casa na presença da mãe, fato que Dona Clara lhe advertia. Filha nossa este shortinho é muito indecente pois ele deixa parte de seus fundilhos a mostra, por favor só o use aqui em nosso santo lar e quando não tiver visitas e riam as duas, mãe e filha quando sós ate se divertiam, ela contava as armações do falecido Cap. João Antonio, onde aproveitava para espetar o noivo de sua filha Souza e afirmava que como o pai de Rita todos os homens eram iguais e Rita se limitava a rir, pensando que se ela descobrisse a vontade dela em ser possuída pelo noivo morreria do coração. Sai Rita do banheiro, com seu shortinho e uma blusa decotada que quase deixavam a mostra seus seios, aquela visão quase mata Souza, pois nunca vira a noiva assim tão mulher sensual, pois sempre ela ao receber ele em casa na presença dos pais a roupa era sempre bem normal como a uma moça de família tradicional da época. Seus olhos faiscaram de desejos, por segundos esqueceu que agora era um sério homem de caserna, milico que levava uma vida regrada e não mais aquele rapazola que aprontava altas em Salvador. Rita foi pra cozinha e preparou um jantar para os dois, jantaram ficaram na mesa jogando conversa fora e ele esperando que ela o levaria como de costume para o terraço onde namoravam longe dos olhares da sogra e do sogro quando era vivo. Nada Rita disse, amor hoje vamos subir ao terraço não vamos ficar aqui sentadinhos no sofá namorando, fique tranquilo, não esqueça que só temos nos dois aqui hoje e riu, um riso malicioso, que ela aprendera ao ler as armações de “Solange” a Dama do Lotação. A cabeça de Souza dava voltas parecia que sua mãe Dona Marlene estava ali ao seu lado junto com sua irmã e falando ao seu ouvido, vai faz dela mulher come logo ela e no outro ouvido a sua irmã gritava, vai maninho come logo, nossa na mente dele passava um turbilhão.

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Coitado estava difícil de manter a seriedade que prometera ao falecido sogro e respeitado por ele e por outro lado Rita atacava, suas pernas já estavam enroscadas nas dele parecendo que aquele sofá de seis lugares era só de um lugar só, pois ela já estava sentada em seu colo e o beijava freneticamente nem o deixando respirar direito, a instigação foi tanta que quando viram estavam já no quarto dela e na cama, onde se via no lençol aquela sutil marca de sangue, prova de que ela era realmente virgem. Fato consumado Rita agora realmente era sua mulher, ficaram ali quietinhos minutos que pareciam uma eternidade Rita com lagrimas de alegria nos olhos, pois agora aos vinte e quatro anos se sentia uma mulher de fato com o homem que ela aprendeu a amar e Souza, mostrando a sua maneira rude de milico um sorriso de se sentir um macho realizado pois desvirginou a mulher que alem de amar era a mulher que sonhara ao se tornar um homem sério, pois Rita fora criada num ambiente com rigidez militar. Acabaram adormecendo de conchinha os dois, que até esqueceram das horas e dormiram até tarde, quase que a sogra da um flagrante neles, pois ela chegara meia hora depois de ela sair para a escola dar aulas e ele ir para o quartel, por terem acordado em cima da hora Rita nem arrumou direito quarto, fato este que fez com que a mãe Dona Clara ficasse desconfiada, pois se ela estava só, porque dois copos no quarto, a cama mal arrumada e sem o lençol que ela havia trocado para a filha pela manhã do dia anterior. Pela inexperiência de Rita e descuido de Souza, não pensaram em usar preservativos, assim Rita ficou assustada de ter passado a semana do mês seguinte que costumava menstruar e nada da menstruação descer, aguardou mais uns dias e nada. Apavorada com a possibilidade de estar grávida falou para Souza que sua menstruação não descera, alarme geral, ambos apavorados, ele pela condição de um rígido militar e ainda com o que a sogra poderia fazer e Rita, preocupada com que aquela sociedade hipócrita e certinha iria falar sem contar com a duvida se Souza assumiria ou não. 18


Mas um mês se passou e não tinha jeito, teriam que contar a Dona Clara, foi um conversa dura para todos, pois teriam que falar a verdade, só não falaram o dia e como se deu o fato. Rita nesta conversa com a mãe estava aos prantos pedindo desculpas a ela e Souza, só sabia dizer que ele assumiria o seu erro em não esperar o casamento. Dona Clara ali fria, parada olhando nos olhos dos dois, se levanta do sofá calmamente e inesperadamente manda que Souza, traga no dia seguinte seus documentos, que ela pessoalmente iria dar entrada nos papéis do casamento e antes passaria na igreja para conversar com o padre para arrumar uma data o mais rápido possível. Rita e Souza se entreolharam atônitos Dona Clara sentindo que era dona da situação e antes que perguntassem o que faria para dar satisfação a sociedade e ao Padre, foi logo dizendo. Amanhã assim que o Padre me der a data, passaremos na gráfica para mandar fazer os convites e vocês dois após se casarem na igreja, na mesma noite irão morar na casa que temos em Madureira, pois pedirei a casa ao inquilino que la esta e para todos efeitos vocês irão dizer o mesmo que eu. Dirão que Souza estava se transferindo para o Nordeste, por isso a pressa em agilizar o casamento e nada de virem aqui me visitarem, quando sentir saudades de minha filha eu a visitarei em Madureira e constantemente nos falaremos ao telefone. Rita e Souza nem acreditaram na atitude de Dona Clara, pois esperavam, broncas, choros e lamurias por parte de Dona Clara, jamais pensaram que ela assim agiria. Mas ela como sempre não deixou barato, a mudança deles para Madureira seria como um castigo sairiam da confortável sociedade Tijucana. Logo pela manhã cedinho Dona Clara sai com Rita a tira colo, foram direto para a igreja, lá depois de se acertarem com o Padre a data mais próxima que seria em um mês, foram ate uma gráfica, escolheram o tipo de convite. Dado a adrenalina da noite anterior e ao o que estava acontecendo pela manhã, Rita não estava se sentindo bem e doida para voltar para casa. O 19


acontecimento que ela um dia sonhou em ser maravilhoso estava se assemelhando a um filme de suspense e sua pressão descera um pouco, saem da gráfica e ela crente que iam voltar para casa. Ledo engano Dona Clara, não só queria levar ela ao cansaço físico e moral para que servisse de lição, da a ordem para que elas irem ao colégio que Rita trabalhava, pedir a demissão, pois era um conceituado colégio do bairro e a maioria do corpo docente fazia parte da mesma sociedade. La foram Dona Clara e Rita, dito e feito, contaram a mesma história contada ao Padre, mas também não foram para a casa e D. Clara já demonstrava claramente que estava disposta a levar sua filha Rita a exaustão, saíram do colégio e Rita foi literalmente rebocada para a costureira onde Dona Clara iria encomendar também as pressas o vestido de noiva, sorte de Rita que após a costureira foram para casa. Passaram a tarde sem nada falarem sobre o assunto e toda vez que Rita tentava Dona Clara se fechava e nada respondia. A noite fizeram uma breve reunião familiar para passar a Souza, tudo o que ficou resolvido que ele comunicasse família dele tomasse as providencias e levasse a documentação ao despachante. Dia do casamento la estavam todos na Igreja, a família de Souza, composta de sua Mãe Dona Marlene e sua irmã Marilda e os convidados, muito embora sem muita pompa, pois pela pressa fora uma cerimônia simples, quase que só familiar, pois alem da família de Rita e de Souza, só mais alguns amigos mas chegados, muito embora Dona Marlene mãe de Souza queria que fossem passar a lua de mel em Salvador, não puderam, pois Souza só havia conseguido cinco dias de dispensa no quartel e a lua de mel foi num Hotel em Petrópolis.

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Jรก casada

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Quase sete meses se passaram e Rita, teve seu bebê, um lindo garoto que deram o nome de Augusto, o xodó das avós Dona Clara e Dona Marlene, Dona Clara foi beneficiada em paparicar mais, pois o casal continuava a morar no Rio e agora de volta a Tijuca, não para a casa de Dona Clara e sim num apartamento comprado por Souza com financiamento da Caixa Econômica e entrada dada pela Dona Marlene a mãe dele, era simples mas um aconchegante apartamento de dois quartos e dependências de empregada e viviam dentro do padrão seguido pela família. Até aos três anos de casados tudo era maravilha, mesmo com a disciplina rígida imposta por Souza, tanto para a mulher Rita e ao filho Augusto, fato que fizera de Rita, como previa sua mãe que volta e meia nas visitas ao neto fazia questão de cutucar a filha, um verdadeiro tormento a Rita que tornou-se uma pacata e recatada dona de casa, pois tudo o que sonhara desde adolescente foi como a um sonho que se esvaiu no tempo. Souza era tudo o que Dona Clara, temia uma verdadeira cópia de seu falecido marido o Cap. João Antonio, que tinha a mulher só para ser dona de casa e procriar. E la se passam mas dez anos o agora Major Souza, impunha suas regras a Rita e ao filho Augusto que já estava na adolescência com treze anos, e pelos paparicos das avós, estava se tornando um adolescente rebelde, pois via a tristeza da mãe e fofocas da avó materna Dona Clara e quando de férias ia para Salvador passar com a avó paterna Dona Marlene, onde sua cabeça adolescente dava um nó, no Rio era só tristeza e fofocas, mas em Salvador, era tudo de bom, pois sua avó Marlene e sua tia Marilda, levava Augusto, mesmo adolescente para a gandaia, inclusive contavam a ele como era se pai na idade dele e suas peripérsias na cidade, tanto fizeram que sua tia Marilda, acabou jogando uma amiga de balada pra desvirginar Augusto. Rita mesmo tendo se tornado uma pacata e recatada dona de casa, sempre se cuidou, pois agora já beirando seus quarenta anos, ficava cada vez mais 22


bela e gostosa, fato que o agora Major Souza, ficava de cabelos em pé, pois ao saírem a rua ou irem a bailes militares era notória que ela despertava a cobiça de conhecidos e desconhecidos, pois era sim um colírio para os olhos masculinos e la no fundo de sua alma Rita nunca deixou de sonhar, só que agora nada de príncipes e sim com um belo amante para fazer dela uma verdadeira “Solange” Livro que Rita manteve escondido todos este tempo. As andanças de Souza o levavam a orgias regadas a bebidas e mulheres, onde ele dizia em casa que eram acampamentos e viagens militares, mas que Rita, sabia serem inventadas, conforme as advertências de sua mãe, pois seu pai fazia o mesmo. Nestes dias é que Rita pegava seu velho livro e na solidão de seu quarto trancado a chave quando seu filho Augusto estava em casa ou mais a vontade quando ele estava na casa de uma das avós, coisa que se tornara corriqueiro, raramente seu filho Augusto ficava em casa. Numa destas suas viagens como “Solange” em sua solidão ao acabar de se satisfazer sexualmente fora passear pelos sites de poesias que ela gostava para se sentir viva e romântica, ficava horas muitas vezes a noite inteira viajando pelo belo mundo da poesia, numa destas viagens e num dia que ela estava triste, deprimida e porque não dizer muita revoltada com as armações de Souza eis que se depara com um poema da grande Poetisa Cidinha Almeida que a fez viajar nos tempos de “Solange”

Dama da noite. Seus olhos negros parecem a noite seus lábios parecem mel suas palavras são carícias me fazem sentir no céu você é primavera em flor com esse corpo escultural 23


esse sorriso faceiro esse olhar tão sensual esse jeito de menina o seu andar provocante sabes que me fascina me provoca sonhos alucinantes parece uma donzela requebrando nesse salto com essa boca vermelha me deixa sonhando alto esse vestido decotado compõe toda beleza parece uma dama da noite a procura de uma presa mulher não me provoque sou capaz de enlouquecer não respondo por meus atos se chego perto de você Autora: Cidinha Almeida.

Sua cabeça deu voltas e mais voltas, pois como não dar, pois acabara de ler pela milésima vez o conto de Nelson Rodrigues, viajar e se satisfazer em sonhos como “Solange” e culminar com o poema de Cidinha Almeida, se sentiu que estava quase que impossível se manter assim como a pacata dona de casa que se tornara, e literalmente uma escrava do lar e da cama para seu marido, enquanto ele se acabava na esbórnia e sobrava para ela aquele homem machão e acabado, estava cansada de só ter o direito de cama o chamado papai e mamãe. Dia seguinte à tarde chega Souza de sua “viagem”, ele volta e meia bobeava e deixava rastros da esbórnia, mas desta vez ele se superou, pois uma mulher que passara com ele dois dias, havia esquecido por engano uma calcinha em sua mala. Rita que como sempre fazia era quem desfazia a mala de Souza e ao se deparar com o “acessório” ficou pasma, mesmo sabendo que as viagens e acampamentos era mentira do marido, pensou de 24


imediato em acordar ele que ao chegar foi logo dormir alegando como sempre estar cansado da viagem. Ficou ali quietinha tremula de raiva e indignação com a sacanagem. Ah, isso ela herdou de sua mãe, o sangue frio, o mesmo sangue frio que a mãe teve ao saber que ela estava grávida, respirou fundo foi ao quarto e ali viu Souza, que dormia profundamente, ficou ali parada por longos minutos, respirou fundo e foi sentar-se no sofá e pela sua mente passou todo um filme desde as advertências de sua mãe até chegar ao dia anterior onde ficara em êxtase com “Solange” e o poema de Cidinha Almeida, sem imaginar o que fazer. Mas se pudesse ver seu rosto ela mesmo iria ficar assustada, pois estampava um sorriso de dar medo ao maior dos machões e balbucionou, é não é safado, mingau se come frio. Já a noite ao acordar Souza todo amoroso, tentava falar sobre a família a Rita, discorria sobre a importância da família de como um homem honrado devia se portar e falou das armações dos amigos, da vida errada levada pela mãe e pela irmã, que agora já ia para o terceiro casamento la em Salvador e de sua preocupação com o fato de nas férias escolares Augusto o filho dele ir para Salvador, enaltecia o seu falecido sogro e a vida regrada da sogra mesmo ela não gostando dele. Sentada ali na frente dele na mesa de jantar Rita viajava em pensamentos e cada vez mais repetia mentalmente, me aguarde safado.

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decidida

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Rita na manhã seguinte fora ao seu guarda roupas e na gaveta de roupas intimas manuseou a roupa intima que queria por quando Souza chegasse de sua “viagem”, um lindo conjunto de um corpete vermelho e preto, uma calcinha bem cavada vermelha e as meias finas também vermelhas, queria sim instigar o marido a fazer com que ela se sentisse como a personagem de Nelson Rodrigues a sua “Solange” Mas dado ao triste fato acontecido de ter pego uma calcinha da amante de Souza que por sinal depois ela até achou chinfrim a calcinha da amante, desistiu de por e dar esta bela visão ao marido. Na tarde do dia seguinte quando da chegada do marido do quartel e ficar ali fitando ele ao sentar-se no sofá era esta a visão dela onde sem saber estava com o sorriso e as feições de dar medo, pois já estava ali arquitetando sua vingança e neste exato momento sem saber estava nascendo não a “Solange” e sim a “Dama de Vermelho”, pois viajava se vendo saindo a noite com um vestido longo que a abertura era por velcro e por baixo a sua lingerie vermelha e preta. Daí para a frente era só imaginação sua mente, arquitetava diversas vezes como fazer para sair a noite e encontrar um amante que a fizesse se sentir mulher em sua plenitude, era só Souza sair para o quartel e o filho para a escola que voltava seus pensamentos de como fazer e assim passava os dias maquinando. Estava eufórica pois mês seguinte seu filho estaria nas férias de dezembro e ele já tinha até passagem comprada por ela para Salvador onde ele ficaria ate fim de fevereiro. E isto só já era para comemorar pois em sua viagens que agora era quase que semanais Souza nem se importava em ligar para casa, pois sabia la estava a linda, serena e pacata esposa a esperar sua chegada. Filho viajando e o marido indo para o “acampamento” onde disse ser este de quatro dias e Rita imaginando como fazer para sair a noite sem chamar a atenção no edifício pois não era normal isto acontecer, seu carro ficava direto na garagem do prédio, mas mesmo assim ao sair a noite seria vista. Estava ela determinada a de inicio fazer uma experiência e ver como os homens se portavam ao ver ela fazer o que pretendia.

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Dez da noite, Rita de veste com um vestido que teria comprado para usar por cima de sua lingerie, era um vestido comum bem sóbrio, longo com velcro e botões só de enfeites dando a entender que eles teriam que serem abertos uma a um, mais na realidade era só puxar o velcro que ele se abria todo. Desceu a garagem e saiu com seu carro, quem a viu sair, viu ali uma bela e sóbria mulher, mas de cara limpa sem maquiagem. Mas na bolsa ao lado dela estava dentro sua nécessaire, seu estojo de maquiagem e dentro um fatídico batom vermelho, que deixaria sua linda boca apetitosa para deleite de quem viesse beija-la. Lembrou-se das histórias contadas pelas suas amigas do colégio dos barzinhos na orla de Copacabana, local de pura azaração lugar ideal para qualquer um que desejasse arrumar aventuras. Saiu da Tijuca pensando como fazer, pois esta noite seria só mais um dia de experiência e nem pensava no fundo em sair com ninguém, na realidade só queria mesmo conhecer o ambiente e arquitetar como faria o dia seguinte, parou o carro na orla e se pois a se maquiar como ela queria, já era uma linda mulher, imagine com maquiagem que ela sabia muito bem fazer e seus lábios contornados com aquele fatídico batom escarlate. Nossa Rita chamava a atenção até de defunto dado a beleza daquela deusa. Fez o carro se movimentar e em marcha lenta, foi do posto seis ao Leme, percorrendo assim toda a orla de Copacabana observando calmamente todos os bares, queria para em um que não estivesse muito movimentado e aparentemente mais simples com uma frequência que não tinha prostitutas o que é normal nos bares da noite boemias de Copacabana. Nesta escolha sem querer já havia dado duas voltas pelos mesmos lugares ate que escolheu um chic e modesto restaurante ao mesmo tempo, com pouca frequência pois parecia ser um bar caro, fato que para ela não importava. Sentou-se na parte interna do bar que era fechado com vidro que dava para ver todo o movimento da rua. Nas poucas mesas ocupadas alguns casais e nenhuma delas com só um homem, nem se importou, pois ela só queria mesmo era sentir no dia o ambiente, muito embora ao entrar . Como não poderia deixar de ser, fora notada por todos clientes e funcionários homens e mulheres , pois realmente era a visão de uma Deusa, pois com suas medidas de um metro 28


e sessenta e quatro de altura, que teria aumentado uns dez centímetros com o salto, pesando cinquenta e seis kg, um busto de oitenta e seis e um quadril de noventa e cinco centímetros emoldurados pelo seu lindo rosto angelical onde se destacava sua boca pelo batom escarlate. Ao sentar-se chegou a ela o garçom com sua tradicional calça preta, camisa branca e gravatinha borboleta, Rita de cabeça baixa nem atentou em olhar para ele e limitou-se a pedir a carta de vinhos, que logo em seguida lhe foi entregue, na carta tinha vinhos de diversas nacionalidades e de grandes vinícolas, mas Rita gostava mesmo era do popular e tradicional vinho português Periquita e aprendeu a gostar dele com seu falecido pai viciado no vinho, sorte a dela que ele estava na carta e fez o pedido que delicadamente Jorge o garçom comentou a bela escolha. Jorge um belo homem que do alto de seus um metro e oitenta e cinco, aparentando ter entre quarenta e cinco e cinquenta anos de cabelos grisalhos, vindo do nordeste para estudar e ganhar a vida no Rio, na realidade só tinha trinta e oito anos, sua aparência de mas velho era pelo fato da vida dura que ele levava, pois teve que abandonar o sonho de ser um Engenheiro por falta de condições financeiras e depois de passar por obras e comercio em Shoppings acabar fazendo um curso de Garçom, onde passou em todas as etapas com louvor e assim surgindo o Garçom de primeira linha, que era chamado na intimidade pelos colegas de trabalho e pelo patrão simplesmente de Ceará. Delicadamente Jorge se afastou da mesa, onde Rita em fim levantou os olhos e observou o andar daquele homem enorme e educado. Ao voltar com pedido do vinho e uma garrafinha de água mineral para reidratação foi que Rita olhou para cima e viu o belo rosto de Jorge que mesmo com a aparência de mas velho tinha os traços finos, agradeceu a gentileza do elogio pela sua escolha e ao ser servida como de praxe reparou nos braços longos e fortes de Jorge. Rita ficou impressionada e curiosa de como aquele educado mais simples homem estava ali trabalhando de garçom, pois nada devia aos mais belos modelos profissionais. Rita ficou tão impressionada com Jorge que por momentos até esqueceu o propósito de estar ali sozinha sentada em uma bar e bebericando, algo que 29


para ela era inédito, pois desde mocinha nunca havia feito isso, as poucas vezes em que sentou-se em uma bar ou restaurante foi com o pai e depois de casada com Souza. Mas logo se refez e ficou a degustar seu vinho alternando com goles de água mineral e se ficou a maquinar como faria e lograr êxito em sua empreitada, ficou ali sentada por quase duas horas sorvendo a delicia de seu vinho, ao terminar solicitou a conta, ao trazer a conta, receber e se despedir Jorge que aparentemente nem se importou com o monumento de bela mulher que ela era, fez a reverencia de um bom garçom dizendo. Obrigado Senhora que tenha uma boa noite e volte sempre. Rita já meia que alta em decorrência do vinho, tipo soltinha, entra no carro e sai vagarosamente com seu carro e sai a caça de um homem para se entregar a vida mundana e se sentir como a uma messalina, rodou vagarosamente pela orla e nada a deixou interessada e ao voltar já decidida e dar por encerrada a sua caça pela Avenida Nossa Senhora de Copacabana, avista num ponto de ônibus um belo rapaz, com sua mochila nas costas, caia uma fina garoa e Rita espertamente estacionou numa rua transversal e desceu do carro se dirigindo a um barzinho em frente a parada de ônibus onde estava o rapaz. Com o intuito de chamar a atenção, coisa fácil para aquela musa.

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A primeira vitima

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Passou pelo rapaz que estava só no ponto, dado ao adiantado da hora e deu uma sugestiva olhada para ele, que fez com que o pobre rapaz tremesse e não acreditar que ele um simples comerciário, tivesse sido notado pela diva, ficou meio que sem jeito, ela adentra ao bar e pede um drops, que na realidade era só pretexto, saiu do bar e a pretexto de se abrigar da garoa foi para baixo da marquise do ponto passando tão perto do rapaz que chegou a esbarrar nele de propósito no intuito de pedir desculpas, o que foi feitos e respondido timidamente por ele. Abriu o drops e ofereceu a ele, que sem jeito agradeceu e ai aflorou sim a Dama de Vermelho, já não era mais a recatada dona de casa Rita e sim a Dama de Vermelho com sua primeira vitima, se apresentou, dizendo, tudo bem eu sou Rita e você. O rapaz incrédulo literalmente lívido pela timidez e gaguejando disse chamar-se Antonio, ficaram ali papeando futilidades e a Dama de Vermelho, vendo que era um simples rapaz e não oferecia perigo da o golpe final. Antonio diz esta chovendo, a garoa agora já era mesmo uma torrencial chuva e ela fala para ele que poderia lhe dar uma carona, pois seu carro estava na rua próxima, era só ele dizer para onde ele iria, no que ele respondeu que morava em Bonsucesso, não é tão longe fala ela que conhecia um pouco o subúrbio da Leopoldina, pois tinha colegas dela que morava no bairro, coitado do Antonio, pensava ele que tinha morrido, por alguma bala perdida que já era comum no Rio e já estar sonhando no céu, entre falas cortadas pela gagueira, disse aceitar, ai ambos foram andando debaixo do guarda chuva do rapaz e a Dama de Vermelho, vendo o desespero do pobre Antonio, passou o braço em sua cintura e foram abraçados com a desculpa de não se molhar colava seu belo corpo ao dele. Andava tão colada a ele que dava para ela sentir a pele arrepiada do assustado e atônito Antonio e o volume por dentro de suas calças e ela estava com uma cara muito louca, os cinquenta metros de calçada do ponto de ônibus ate onde estava o carro foi uma eternidade para Antonio, a Dama de Vermelho, parecia se divertir com a situação, com um sinistro e lascivo sorriso nos lábios, que estremeceria até o mais galinha dos galinhas. Ligou o carro e perguntou a ele se era casado no que ele responde que não que era noivo e com certo receio pediu que ela o deixasse na Praça 32


próximo de casa, pois sua noiva o esperava em casa e poderia não entender. A Dama de Vermelho já chegando próximo pergunta a ele se teria uma rua mais tranquila próximo onde ficaria para trocarem telefones e papear um pouco, pois dera a desculpa de ter brigado com o marido, ele indicou realmente uma rua bem arborizada e tranquila a chuva agora bem mas fraca já se podia dizer uma fina e tênue garoa, pararam o carro e ela só se limitou a perguntar a ele se a achava bonita, os olhos de Antonio saíram de órbita dado a incrédula situação, vendo que realmente a rua estava bem deserta e parecia ser tranquila, com a desculpa de estar cansada de estar dentro do carro deu a ideia de saírem dele e ficarem papeando fora do carro. Saíram o pobre Antonio muito que sem jeito tentando esconder o volume em sua calça e saíram ela ficando em pé ao lado dele por momentos tentava arrumar uma maneira dele ficar mas tranquilo, mas como? Sem chance pois desde que adentrou no carro a Dama de Vermelho, ficava errando marchas para passar a mão em suas pernas. Já cansada de jogar com o pobre Antonio, ataca se afasta um pouco e magistralmente como havia treinado em casa abre de vez o vestido deixando a mostra a bela figura de uma Deusa emoldurada pela fatídica cinta liga vermelha, fica bem próximo a ele e o beija ardorosamente que Antonio desmontou e assim a Dama de Vermelho fez sua primeira vitima, pois depois do fato consumado disse que ia pegar sua bolsa no carro, entrou e arrancou rindo o mas lascivo dos sorrisos não sabendo ela mesma se era um riso ou um grito de orgasmo, deixando ali na rua sua primeira vitima. Antes de chegar ao seu prédio teve a preocupação de dar uma parada numa loja de conveniência do posto próximo e ali, retirar dos lábios aquele batom escarlate, acertar as suas veste e comprar alguns sacos de biscoito e refrigerantes para quando chegasse dar a desculpa caso algum vizinho a visse. Entrou na garagem que pelo adiantado das horas fora aberta pelo porteiro que lhe dera boa noite e respondeu solenemente, dando a ele um dos saquinho de biscoito.

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Entrou em seu apartamento e voltou a incorporar a Dama de Vermelho, pois sorria um riso descomunal e mentalmente se dizia vingada do marido e voltando ao seu normal, bem mas calma, ficou a refletir em sua atitude, agindo quase que como a uma bipolar, pois agora nada se parecia com a mulher que havia incorporada a Dama de Vermelho horas atrás, não que estivesse arrependida, pois só o fato de se sentir vingada de seu marido Souza, já tranquilizava pois nada mais havia feito que ele mesmo não fizesse, pois sua camisola e dormiu um sono tranquilo. Dia seguinte, véspera de seu marido voltar do “acampamento”, passou o dia inteiro brigando com a sua mente, pois a Rita fogosa que se transformou em Dama de Vermelho a atiçava a repetir o mesmo da noite anterior mas a pacata Rita, mulher recatada e esposa de um galinha tinha receios dele voltar mas cedo. Passou o dia inteiro assim, já chegando a noitinha ela teve a ideia de só faze um passeio, mas na realidade havia pensado diversas vezes no garçom Jorge que ela nem sabia o nome, ele realmente havia impressionado Rita. A ideia de Rita era só ir jantar mesmo no restaurante onde aquele que ela achou um Deus Grego trabalhava e tentar sutilmente saber algo sobre ele, quem sabe ele poderia ser no futuro a aproxima vitima da Dama de Vermelho, por volta das dezenove horas após arrumar-se como uma verdadeira dama em um lindo vestido que deixava sutilmente seu busto a mostra, que para sair do prédio teve que usar um xale e assim passar despercebido o generoso decote seus lábio ornados ao sair por um leve batom claro mas ao se afastar uns kilometros de casa, saca de sua bolsa o seu batom escarlate e assim revive a fogosa Dama de Vermelho, hoje sem a sua cinta liga. Rita chegara ao restaurante e sentou-se na mesma mesa para poder ser atendida por Jorge, esperou menos de um minuto e lá estava ele como sempre cordial como bom profissional que era. Rita pela primeira vez olhou atentamente o rosto de Jorge e teve um certo estremecimento que a levou aos pensamentos de adolescente quando sonhava com um Príncipe encantado, seus pensamentos foram longe, ficou realmente impressionada com aquele moreno de pele clarinha do alto de seus um metro e oitenta e cinco e ficou ali a sonhar. 34


Pediu o cardápio e ao escolher o que comer, para puxar conversa com Jorge pediu a ele que indicasse um bom vinho para acompanhar e sem querer balbucionou para ele mesma o melhor acompanhamento seria a companhia de Jorge, Rita até esqueceu por momentos da Dama e Vermelho, no decorrer do jantar Rita não conseguia disfarçar os olhares para o canto onde Jorge ficava, fato percebido pelo gerente do restaurante e até comentou com Jorge, dizendo que parecia que a moça estava ali não para comer e sim para paquerar ele, fato que fez Jorge rir e falar ao seu chefe que ela era muita areia para seu caminhãozinho. A intenção de Rita ao sair naquela noite não era para caçar e sim só atiçar os homens mais esta intenção morreu ali ao estar perto de Jorge e acabou até esquecendo do propósito de sua saída noturna fato que achou estranho, pois fugia totalmente de seu propósito. Com a desculpa de pedir algo mais para saborear, chamou Jorge e dissimuladamente deu a entender a ele que queria era papear, fazendo perguntas que nada tinha a ver com comida ou, melhor até tinha mais o prato principal seria ele. Rita sem sentir já se deixava levar pela Dama de Vermelho, mulher atirada que sabia o que queria e ela queria sim instigar aquele belo homem e quem sabe levar ele para a cama, insinuações mil, culminando em perguntas tipo onde morava, que horas saia, fato respondido por ele, pois disse morava numa Kitinet em Copacabana mesmo e era dividida com dois outros garçons e saia do restaurante por volta das quatro da manhã. Um empecilho para os propósitos dela, pois não teria como ficar a madrugada toda sem ser notada ao voltar para casa e ainda tinha o fato do medo de Souza o marido chegar do “acampamento” e não a encontrar. Ai volta a ser a ser Rita que polidamente fala a Jorge que só não o esperaria por ter compromissos cedo, pois teria que fazer uma viagem mais que um dia destes voltaria ao restaurante e ai sim poderiam sair e papear mas a vontade. Jorge dado aos fatos ficou a imaginar o que poderia pretender aquela musa com ele um simples garçom, era assim mesmo a personalidade dele, pois a sua estima era bem baixa e nem se dava conta que ele também chamava a atenção das freguesas do restaurante acompanhadas ou não. 35


Dito e feito por sorte dela, pois seu marido chegou do “acampamento” por volta das seis da manhã e como sempre mortinho pelas noites de sacanagem a que se entregava com prostitutas, só que desta vez Rita pouco se importou limitando-se a lhe preparar uma bela mesa de café da manhã que ele gostou depois do seu banho, se achando o machão mais esperto do mundo deu um beijo em Rita e disse que iria dormir, pois o “acampamento” tinha sido de uma exaustão só. Deitou-se na cama e sentiu-se o mais machão dos mações o agora “machão corno” , com um sorriso nos lábios ficou a dizer para ele mesmo em pensamento. Que vida gostosa e esta de passar duas noites transando com uma de minhas amantes e ter em casa este monumento de mulher. Rita já na cozinha tratando de seus afazeres de uma boa dona de casa também sorria disfarçadamente e pensava. Vai corno safado já aprendi o caminho das pedras e agora iras ver como sou certinha na cama para você, agora eu que quero só papai e mamãe em nossa relação e saberei fingir muito bem meus orgasmos, gritarei e tudo e este riso dela agora era estranho pois já pensava como a Dama de Vermelho, só esperando a próxima viagem dele para se fazer mulher em todos os sentidos para outros homens. Já a noite caia e Souza acorda com a maior disposição, cheio de carinho para cima de Rita e ao tentar bolinar ela não consegue, pois Rita alega estar esgotada pois fizera toda a limpeza da casa e ainda lavou as roupas. Nova tentativa do machão já na cama ao dormir ai Rita não teve como escapar, mas talentosa como toda mulher sabe ser deu gritinhos de prazer e fingiu um orgasmo, o que satisfez o machão que como sempre fazia depois de ter ela como mulher, virou de lado e dormiu como um anjo, ou seria como um corno contente, pois os gritinhos de Rita foram na hora de estar pensando no atônito garotão do ponto de ônibus alternando em estar imaginando o seu belo garçom Jorge. Fim de semana seguinte Souza avisa a Rita que terá que participar de manobras militares no interior de São Paulo e que teria que ficar a semana inteira fora de casa, ela finge acreditar e faz cara de triste, mas na realidade seu interior dava altas risadas pois saberia que poderia estar nos braços de 36


Jorge seu garçom. Ao se despedir de Souza que ia para as “manobras” em São Paulo, quase não aguentou de tanta alegria, fato ate estranhado por ele que acabou indagando. Poxa Rita sempre ficas triste com minha partida e hoje até sorriste, ela rapidamente se refez e falou que estava já pensando em seu retorno ao lar. Rita passou o dia inteiro matutando como disfarçar as saídas dela nas madrugadas da semana inteira, pois tinha a intenção de chegar ao restaurante já bem tarde da noite, próximo a hora de saída de Jorge do restaurante, pois mesmo querendo voltar a se soltar tinha satisfações a dar a sociedade que vivia. Pensou, pensou e chegou a uma conclusão deixaria recado com o porteiro da noite que se alguém a procurasse pela manhã mandasse ligar para a casa da mãe dela que estava adoentada e precisava de sua presença e não deu outra.

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Volta a caรงa

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La vai Rita ou a Dama de Vermelho, saindo de casa por volta das duas e meia da manhã, indo a Copacabana, parou na orla e refez a sua maquiagem pondo em seus lindos lábios o famigerado batom escarlate que tanto realçava os seus lindos e apetitosos lábios, chegando ao restaurante, sentou-se na mesa de costume e para a sua surpresa viera um outro garçom a atender ela, achou estranho pensando que Jorge fugia dela e acabou perguntando por ele, tendo a resposta que Jorge havia voltado para o Ceará de onde viera. Logo nesta noite que havia posto a cinta liga vermelha e preta da Dama de Vermelho, pois havia se vestido realmente com um lindo vestido de um decote bem sensual, mas não era a intenção de sair a caça de um homem qualquer e sim de seu garçom. Frustração total. Queria de alguma forma demonstrar a Jorge o que estava sentindo por ele e quem sabe o ter como seu homem, pois a muito deixara de ser a pacata e conformada mulher de um marido canalha. Mesmo frustrada com o fato de seu garçom Jorge ter ido embora para sua terra natal, ficou ali sentada onde pediu como de costume a carta de vinho e algo para comer, com um certo misto de tristeza e decepção nem se tocou que na mesa ao lado tinha la um belo homem que a notara como todos a bela mulher que era e ao chegar. Quando seu vinho trazido pelo garçom ele lhe entregou um bilhete que se pois a ler e nele simplesmente um pedido do homem só que assim era escrito. “Senhora linda, com muito respeito estou só e sentado bem atrás de você mesmo sendo um homem tímido gostaria de estar sentado ai ao seu lado e conversar sobre a vida”.

Nossa ela deu uma disfarçada risada, incorporou de imediato a Dama de Vermelho, pediu ao garçom uma caneta e no verso do bilhete, escreveu “Amigo eu também estou só, mais aqui eu sou cliente assídua e não pegaria bem o Senhor se levantar e vir sentar em minha mesa, mais só irei acabar esta taça de vinho e sairei, onde o Senhor pode fazer o mesmo e irmos a outro restaurante e nos sentarmos para conversar o que seria pelo visto agradável para mim”.

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Dobrou o bilhete e o devolveu ao garçom, pedindo que devolvesse ao Senhor que pedira a ele para lhe entregar. Meia hora depois pediu a conta, notara que ao pedir a conta o homem da mesa de trás também pediu a sua, levantou-se e saiu em direção ao seu carro, já próximo ao carro escuta aquela voz grave as suas costas. Boa noite linda mulher, era uma voz grave mas bonita e ao virar-se para trás Rita que só nesta hora reparou no dono dela, pois não havia reparo direito no homem sentado atrás dela que lhe enviara o bilhete só agora e que reparou em sua estampa, um homem de aparência simples mas elegante, beirando uns quarenta e cinco anos, grisalho e do tipo agradável.

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Segunda vitima

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Ela parou e respondeu, boa noite, ele lhe estendeu a mão e se apresentou. Se me permite me chamo Carlos Pimenta, no que ela apertou suavemente sua mão e respondeu, prazer Rita Souza e sorriu pelos cantos dos lábios, pois em sua mente deu vontade de se apresentar como Solange (personagem de Nelson Rodrigues em a Dama do Lotação).mas se refez e se apresentou com seu nome mesmo, no que ela retomou a conversa pedindo desculpas por não atender ao seu pedido no restaurante onde estavam, alegando por ser uma cliente assídua e não pegaria bem, no que Carlos educadamente disse. Eu que peço desculpas por ter te abordado e ainda mais através de um bilhete entregue pelo garçom. Feito as apresentações foram andando em direção ao carro dela no que ela lhe pergunta se ele estava de carro pois poderia seguir o dela até um outro restaurante onde poderiam sim conversar. Carlos disse que não estava de carro, pois não era do Rio de Janeiro e estava de passagem, hospedado em Hotel de Copacabana, pois viera ao Rio de Janeiro para um seminário. Rita então fala a ele que poderiam sair dali e procurar um bom restaurante, no que Carlos aceita e da uma sugestão, dizendo que bem mais próximo ao Hotel em que estava havia visto um Restaurante bem elegante e discreto, no que foi aceito por ela e assim seguiram em seu carro ao local, que realmente era sim bem próximo. Adentraram ao Restaurante e se puseram a se conhecerem ele discorrendo sobre sua vida, dizendo ser viúvo, um engenheiro mineiro, tímido e a muito sem estar com uma mulher, pois ficara viúvo á pouco tempo e danou a falar sobre a esposa morta, se via no homem pelos seus olhos que realmente fora apaixonado pela esposa já Rita totalmente incorporada como a Dama de Vermelho, fingia estar atenta as lamurias da nova futura vitima da Dama de Vermelho, disse ser divorciada de um canalha e impotente, fato que também a muito não sabia o que era sexo com um homem. Ela como a Dama de vermelho era bem convincente e Carlos mesmo relutando um pouco por timidez ou por ainda pensar na esposa morta, nada de dar uma cantada nela como mulher, mais ela ai cheia de maldade, cada vez mais se insinua a ele, ora coma desculpa de lhe falar mais próximo aproximava dele deixando a mostra a ponta de seus seios pelo belo decote 42


do vestido, ora roçando suas pernas e as coxas ao virara sua cadeira e o Carlos nada de demonstrar desejo, mas ela estava cada vez mais ousada. Depois de sorverem duas garras de um bom vinho viu que Carlos já estava meio altinho, como ela também e decidiu dar a cartada final, disse que precisava ir ao toillet para retocar sua maquiagem e levantou-se onde com o andar de causar inveja a melhor e mais famosa das modelos, tanto o é que não teve uma viva alma no restaurante que não reparou na bela mulher. Na volta ela da a cartada final e fala a Carlos que poderiam ir embora e que por terem bebido um pouco alem da conta estava receosa de dirigir, dizendo a ele que iria procurar um Hotel para dormir, pois morava um pouco longe de Copacabana, no que Carlos não só concorda com a ideia dela e a convida para ficar no mesmo hotel, pois nem precisaria dirigir, por estarem no mesmo quarteirão do Hotel. E assim poderiam continuarem a bebericar mais um pouco e papear mais. Fato aceito de imediato por ela no que ele pede a conta e saem andando, meio que tímido ele acaba falando que ela nem precisaria alugar um apartamento no hotel e sim ficar no dele, pois como ela também teria que sair pela manhã, pois tinha voo marcado para as onze horas e teria que estar no Aeroporto as dez. lógico que aceito por ela de imediato e sua alma gritava e ria de alegria, pois estaria ali consumado mais uma vitima da Dama de Vermelho. Adentraram ao apartamento e pediram um vinho recomeçaram a papear e ela deu a ideia de porem uma musica no som do hotel e assim ficaram a papear com uma bela musica bem lenta como fundo musical, ela atiçando Carlos o chama pra dançar ele aceitou e isso era tudo o que ela queria, pois ficara com seu corpo colado ao seu e aos poucos abrindo seu vestido deixando a mostra todo aquele lindo corpo em volto em sua cinta liga vermelha e preta, nossa Carlos daí por diante parou de vez de falar de sua esposa morta e não era para menos, qual mortal conseguiria resistir aquele furação de volúpia. Passaram boas horas fazendo amor ele perdeu toda a sutileza de um pacato e certinho cidadão que ate então só teria feito amor caseiro com a esposa morta para se deixar levar pelos caminhos lascivos que Rita o levara como a Dama de Vermelho, entre gritinhos e gemidos se amaram até ambos caírem num sono profundo. 43


Carlos já havia pedido a portaria do hotel que o acordasse as oito e meia da manhã o que foi feito pelos funcionários do Hotel, sutilmente acordou Rita que ali deitada nua era como uma bela tela dos mais renomados pintores, como as de Eugene Delacroi ou de Lord Frederic Leighton, ficou ele admirando Rita e em seu pensamento agora já sem o efeito do vinho ficava ali matutando quem era esta Deusa, pois nada quase sabia dela, pois ela literalmente na noite quase nada falara sobre ela, só sabia que seu nome era Rita Souza e uma mulher divorciada. Já prontos pra sair ela não deixou ele chamar um taxi e disse que o levaria ao Aeroporto, trocaram telefones, ela dando um numero inexistente, prometendo se falarem para um novo e futuro encontro, deu uns beijinhos antes de se despedirem e assim foi consumado a segunda vitima da Dama de Vermelho. Rita já por volta de meio dia chega em casa já de roupa trocada, pois teria deixado no carro uma calça jeans e uma blusa comum para antes de voltar da noitada como a Dama de Vermelho voltar ao seu apartamento sem dar pinta de que teria passado a noite na orgia. Viu na secretaria eletrônica de seu telefone que tinha inúmeras chamadas de seu marido, pela manhã. Deu retorno a ele e ao ser indagada de onde estava que não atendia ao telefone disse ter saído cedo para dar um passeio e aproveitar a manhã de sol para depois ir as compras de mercado.

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Sua perdição

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Assim Rita foi vivendo a vida que queria até acabar as férias de seu filho e a sua volta da casa de Dona Marlene a mãe de seu marido a sua rotina de pacata dona de casa, teve que voltar a rotina, que era quebrada raramente com a ida de seu filho para a casa de sua mãe na Tijuca e os acampamentos de seu marido. Ela as vezes ficava desesperada pois cada vez mais tentava de todas as formas de desprender de vez de seu marido. Numa destas suas raras fugidas para viver a Dama de Vermelho, conheceu na noite um belo rapaz, mas este era diferente pois se fazia de inocente mais Marcos era outro verdadeiro canalha aproveitador de mulheres incautas, verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Assim se conheceram numa bela noite seu marido fora para um de seus acampamentos e seu filho Augusto queria ir a uma festa e ia dormir na casa da avó Dona Clara a mãe, que já idosa pedia ao neto Augusto que não ficasse transitando entre pela Tijuca na madrugada tarde da noite e ele até tinha a chave do velho apartamento o que ele gostava muito, de onde só voltava para a casa na noite do dia seguinte como sempre fazia. pois já como a pacata Dona de casa Rita se tornara a mãe coruja e chata dado aos perigos do Rio de Janeiro. Rita aproveitou e decidiu dar vida a Dama de Vermelho. Por volta de meia noite como costuma fazer vestiu sua cinta liga vermelha e preta e o vestido de velcro, ia aproveitar para ir a caça de uma nova vitima que pudesse saciar seus mais pecaminosos e lascivos desejos carnais. Como sempre fazia deu uma rodada pela orla de Copacabana e antes de chegar ao Restaurante de costume avistou sentado na mureta da orla um rapaz sentado que parecia estar olhando as estrelas ele era magro e alto mas bem apessoado, ela fingiu uma pane no carro e parou mais a frente e ali ficou parada, fingindo tentar fazer o carro funcionar, a sua ideia era chegar a ele pedir ajuda como desculpa para uma aproximação, fato que dera certo. Aproximou-se do rapaz e se fingindo de apavorada pediu ajuda, levanta-se o rapaz ai que ela o analisou melhor e viu nele uma bela vitima, era alto, magro, com uma aparência angelical que parecia ter no máximo uns vinte e cinco anos, deu um singelo sorriso e disse estar apavorada pois já era tarde da noite e ela ali enguiçada, ela afogou o carro de propósito pois como ela 46


sabia era só esperar um pouco a gasolina do carburador evaporar e ele funcionaria normalmente. Ele prontamente se prontificou a ajudar e foi com ela ate o carro “enguiçado”, no pequeno percurso ela fez questão de se mostrar a mais insinuante das mulheres, fora na frente dele com aquele andar de fazer inveja a mais bela das modelos, fato que ele e nenhum mortal deixaria de ficar extasiado com tamanha Deusa. Nestas horas que a Dama de Vermelho se apoderava dela por completo, super insinuante. Ao chegarem ao carro ele mandou ela abrir o capô e ficou a olhar. Rita ainda dentro do carro desprendeu mais ainda o velcro da parte de cima do vestido aumentando assim um decote generoso de onde podia se avistar seus belos seios ornamentados pelo sutiã preto que compõe a santa liga. Ele olhou e nada viu demais e conclui pelo cheiro forte de gasolina que era um simples afogamento do carburador, ela já estava ao seu lado e com a desculpa de olhar também o motor, deixou a mostra seu belo decote e com a desculpa de também tentar acertar o “defeito” do carro propositalmente roçava as belas coxas nas pernas dele. O rapaz realmente já não se aguentava mais, pois sua mente era um turbilhão de ideias. Ela falou então que deveriam esperar a evaporação da gasolina excedente do carburador e perguntou a ele se poderia fazer companhia a ela, pois não gostaria de ficar ali sozinha esperando pelos perigos da noite. Fato aceito de imediato por ele, voltaram a mureta de onde ele estava sentado e se apresentaram. Meu nome é Rita Souza e ele de pronto Marcos Feijó, prazer, sua mente continuava um turbilhão de ideias e seus olhos cobiçavam aqueles belos seios e começaram a falar sobre a vida, ela se dizendo só uma dona de casa, esposa de militar que viajava muito, fato que ela se sentia muito só e havia saído para ir à casa de uma amiga e esqueceu-se da hora. Marcos se recompôs e fez sua apresentação de praxe disse ser um estudante universitário, que por mora no interior na cidade de Itaperuna e estudar na UFRJ na Urca, havia alugado uma vaga em um apartamento ali mesmo em Copacabana e por quase não ter amigos, as noites ficava ali estudando ou pensando na vida. Nossa que ator, pois a Dama de Vermelho 47


na realidade estava sendo apresentada a um lobo em pele de cordeiro. Pois a realidade de Marcos era que ele um inveterado aproveitador de “senhoras carentes”, principalmente casadas e já havia até atuado como garoto de programa e viu ali uma bela chance de unir o útil ao agradável, pois era raro uma destas “senhoras carentes” tão bela e tão aparente fogosa como ela. Conversa vai conversa vem e mentiras ao ar, uma verdadeira crônica da vida, onde dois loucos tentavam convencer um ao outro o que não eram. E assim se passaram quase uma hora onde a Dama de Vermelho da a cartada final, disse que por já ter perdido a hora já não teria mais pressa em chegar em casa e o carro já estar bom. Convidou ele para beber algo, pois estava com sede, fato prontamente aceito por ele com resalvas. Disse que seria um prazer só que por ser um estudante universitário e ela uma bela e elegante Dama não teria como irem a um Restaurante a altura dela pelo caros preços cobrados e sugeriu que fossem a um dos Quiosques que infestam a orla de Copacabana. Fato aceito de pronto pela Dama de Vermelho, pois seria uma nova experiência que nunca havia experimentado. Malandramente por ali ser seu ponto preferido de caçar as “senhoras carentes”, falou que conhecia mais a frente no Leme um Quiosque bem acolhedor o que ela aceitou, adentraram no carro e rodaram não mais que um kilometro e meio, chegaram e por estar calor ele perguntou a ela se uma cerveja cairia bem, mesmo ela não sendo adepta de beber cerveja, mais como a intenção pelo já adiantado da hora era arrastar logo ele para quatro paredes falou que aceitaria, mas que só beberia um copo pelo fato de estar dirigindo e assim foi feito. Ele mesmo sendo um veterano na arte de conquistas das “senhoras carentes”, não estava conseguindo com ela dar cartada final de praxe, tipo falar em michê, pois via ali nela um bela fonte de prazer e renda e se o falasse iria espantar como ele costumava falar a “lebre”. Ficou ele enrolando com a cervejinha para ganhar tempo e também por não estar com muito dinheiro para mais que isso e a Dama de Vermelho já meio que nervosa coma demora arruma uma desculpa para saírem e concretizar o seu desejo, levar ele para um motel deu a desculpa de que pelo fato de ter 48


bebido um copo de cerveja ela estava necessitada de ir a um Toillet e que o do Quiosque não seria o adequado para ela. Ele de imediato disse que infelizmente nem poderia levar ela ao apartamento onde morava por ser proibido levar mulheres e ainda morava em uma vaga. Ai ela entra em ação e faz a pergunta direta a ele dando uma bela desculpa do adiantado das horas estaria ate com medo de dirigir para casa e da a ideia de irem a um lugar mas tranquilo como a um Motel, isto é diz ela se não for incomodo para você. Fato aceito de imediato por ele com a ressalva que ele não teria como pagar a um, no que ela retrucou. Marcos quem convida paga. Ele pediu a conta da cerveja, entraram no carro e ela pediu sugestão de Motel, ele disse que o mais próximo seria um que tinha na Rua Nossa Senhora de Copacabana e foi para onde se dirigiram, chegando a portaria ela pede uma suíte. Ai que começa a sedução da Dama de Vermelho adentraram a suíte e ela foi direto ao banheiro, la dentro faz as suas necessidades e já volta só com a sua famosa cinta liga o chama pra dançar, pois ao entrar ligaram o radio da suíte. Ela na ânsia de levar Marcos a loucura de desejos se contorcia ao som de uma musica sensual que a deixava mais ainda apetitosa aos olhos de Marcos bem como a de qualquer mortal. Puseram-se a dançar coladinhos e daí em diante a noite foi de pura magia para ambos, entre gritinhos de prazer e luxurias. Ela por não saber que Marcos era um profissional do sexo e certamente sabia como fazer uma mulher chegar aos mais alto clímax do prazer sexual e ele por nunca ter estado com uma mulher com tanta intensidade na arte do sexo, fato que levaram os dois ao êxtase do prazer e da luxuria. A madrugada foi de um sonho só a Dama de Vermelho no fundo procurava isso para Rita um homem que a fizesse sentir-se como a “Solange” personagem de Nelson Rodrigues em a Dama do Lotação. Já Marcos no fundo era isso que procurava uma Deusa em todos os sentidos quer sejam os pessoais que o bancasse todas as suas despesas e ao mesmo tempo nos intervalos dos programas como michê uma mulher que ele realmente fizesse amor e não só sexo. 49


Já vendo o adiantado das horas pois já se aproximava ao meio dia decidiram ir embora, mais já haviam não só trocados telefones e desta vez ela deu o certo, só falando que o cadastraria com nome feminino para que ela se resguardasse de alguma futura descoberta pelo marido ou pelo filho em sua agenda e anotou Marcos como “Solange” e ao lado manicure, fato que fizeram os dois caírem na gargalhada. Já totalmente refeita como Rita ao sair do motel pois como sempre fazia, trocou o vestido de velcro e a cinta liga vermelha e preta, por uma calça jeans e uma blusa bem comportada, ela pagou a conta e saíram, deixou Marcos em frente ao seu prédio e disse que assim que possível ela ligaria para ele, era só esperar o seu marido viajar. Tonando-se Souza agora corno oficial pois não iria mais sair a caça nas madrugadas e sim com endereço certo para um novo encontro com Marcos.

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A liberdade

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Passaram bem uns quatro meses e toda vez que o agora Coronel Souza, pois tinha sido promovido saia para seus “acampamentos” ela aproveitava e arrumava uma maneira de Augusto seu filho ir para a casa da mãe e assim ela ter noites tórridas de amor e sexo lascivo com seu amante Carlos e quando o maridão que ela mentalmente passou a chamar de corninho voltava de seus “acampamentos” ela o recebia com a expressão da mais recatada dona de casa e ele ao procurar ela para fazer amor o comportamento era de uma recatada senhora que estava ali só para servir o machão que ele se achava. O amor entre os dois Carlos e Rita, que na realidade podia ser chamado só de acasalamento onde como era de se esperar ela enchendo ele de presentes e mordomia rapapés e ele fazendo ela se sentir como a sua musa desde adolescência “Solange” personagem de Nelson Rodrigues em a Dama do Lotação, fato que a deixava até em certos momentos em lagrimas de prazer, mesmo tendo Carlos literalmente idade para ser seu filho e este detalhe aos sair na noite com ele para jantares ou as compras, pedia a ele que se comportasse como se o fosse isto era ate motivo de gozação dele que muitas vezes em um restaurante ou em lojas ria e a chamava de mãe. E assim foram se passando meses e anos já quando iam para quase quatro anos a coisa foi degringolando não em termos de sexo e sim de relacionamento neste triangulo amoroso onde ela já não conseguia mas até esconder o asco que sentia por Souza, pois já até fugia das investidas dele na cama ao chegar de seus “acampamentos” . Fato real que Souza já havia percebido, Augusto o filho do casal já um rapaz feito seguiu os passos do pai e passou na prova da AMAN e assim foi morar longe do casal e quando arrumava tempo para vir ao Rio ele corria para a casa da avó Dona Clara, mãe de Rita ou para a casa da namorada. Numa de suas voltas dos “acampamentos” Souza, fora surpreendido pelo pedido de Rita para que se sentassem como adultos e fizessem um balanço da relação de ambos, por outro lado Souza pensava já ir para a reserva e iria como General com um bom soldo e na realidade queria era liberdade para se juntar a uma de suas antigas amantes e morar em Salvador, pois sua mãe Dona Marlene já de idade e cada vez mais louca tinha o patrimônio da 52


família dilapidado pela mais louca ainda e fogosa irmã Marilda. Falou a ela que podiam sim para e fazer um balanço do casamento. Rita já vinha a tempos arquitetando planos para se separar do marido e alguns até meio que trágicos caso ele não aceitasse uma separação amigável como até mandar matar ele, principalmente nas noites de orgias com Carlos e depois de algumas garrafas de vinho sua mente ficava conturbada e cheia de ideias macabras. Mas para sorte dela ou de Souza. Na realidade ambos queriam terminar com o casamento cada um por seus motivos. Como era uma união de mais de vinte anos logicamente teriam que papear muito e cada um dando a sua versão Rita começa dizendo que pela sua religiosidade queria se dedicar a fazer mais pela comunidade da sua Igreja e ajudar em algumas ações humanitária, onde teria que ir muito para o interior e logicamente não teria como dar a atenção merecida pelo marido. Ela calmamente e falando com um semblante calmo que realmente estava convencendo Souza, fato que ela em seu interior tinha a grande vontade de jogar na mesa toda a sua revolta dos anos que ele a fez sofrer com suas viagens de “acampamentos”. Souza com a cara mais cínica do mundo e com ares de santo disse que pelo fato de sua mãe além de não estar bem e idosa estava tendo todo o grande patrimônio da família dilapidado pela transloucada de sua irmã e ele omitiu o fato de ter dado entrada em seu pedido para ir para a reserva. Mas garantiu a Rita que nada faltaria a ela e que todos os bens, que eram dois apartamentos na zona sul e Barra da Tijuca, mais alguns bons e polpudos investimentos financeiros o que haviam conquistado passaria para ela, pois seu salário e os bens da família em Salvador daria para ele viver bem e daria condições para que ela tivesse proventos para uma vida de certa forma confortável. Fato de imediato aceito por Rita que ao longo dos anos tudo o que seu marido conseguiu, estava literalmente em nome dela e do filho, desde o inicio tinha medo que em suas loucuras dos falsos acampamentos desse algo para uma de suas amantes. Com isso eles se divorciariam e ela ficaria com dois imóveis comprados pelo marido e alugados. 53


Sacramentado o acordo entre ambos deram entrada os papéis para o divórcio, fato resolvido rapidamente pelo fato de ser um bom acordo para ambos, Rita se veria livre oficialmente de um casamento onde ela era tratada como um verdadeira escrava, pois seu marido só a tinha como a uma mera empregada e um depósito de esperma, como é feito por todos os “machões” . e Souza estaria livre definitivamente para suas arruaças e ter em sua nova companheira mais um de suas vitimas ou mais um simples deposito de esperma após suas andanças pela noites de Salvador. Tempos depois da passagem de mais dois anos a vida de Rita corria quase como ela queria, por um lado já saia sem se importar com a vizinhança e sem a necessidade de ter que incorporar a “Solange” personagem de Nelson Rodrigues em a Dama do Lotação, pois se sentia a própria, só que um pouco diferente, pois só a sentia nas diversas noites de orgia e lasciva com seu agora namorado Carlos, e já se dava ao luxo de passar semanas inteiras ao lado de Carlos nas viagens que ela dizia ao filho e a mãe que seriam de trabalhos comunitários pelo interior. A coisa estava indo como ela queria que estivesse, mais por estar vivendo como queria não notava que seu namorado Carlos agora já um homem feito e não mais um simples “michê” tinha também seus sonhos e pretensões, pois como já não era mais o garoto bonitinho com vinte e cinco anos e já passara dos trinta, já beirando os quarenta era raro cada vez mais em suas saídas quando não estava com Rita arrumar nas noites da orla de Copacabana “senhoras” carentes à procura de uma boa noite de sexo a peso de ouro. Carlos já a tempos procurava uma maneira de suprir sua vida e suas intenções era se destacar de alguma forma na vida mundana de Copacabana, e cada vez mais foi arquitetando um plano, meio que louco mas de certa forma já vivido por muitos e muitas cafetinas e gigolôs nas noites do Rio de Janeiro. Volta e meia deixava a entender a Rita a sua intenção de um dia ter meninas e meninos a trabalhar para ele. Fato que ela ficava rindo pois achava que não passava de um delírio ou brincadeira dele.

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Cada vez mais Carlos colocava em pratica as suas intenções, nas noites em que estava atuando como “michê” procurava se acercar de seus colegas de infortúnio ou profissão e de meninas que perambulam pelo calçadão a procura de uns trocados e sempre com a mesma conversa. Se dizia intermediário de uma amiga, que arrumava bons clientes e em ambientes calmos e tranquilos em troca de pequenas comissões de suas saídas. Alguns ficavam atentos a sua conversa e pediam que ele os colocassem nesta fita, fato sempre prometido por ele.

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O abismo

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Numa de suas viagens com Rita, depois de tomarem umas garrafas de vinho ele fala a ela que precisavam conversar sobre negócios. Rita mesmo um dia esperando um papo deste, pois não era ingênua e sabia que mais cedo o mais tarde ele iria querer tirar proveito da relação de ambos, pois tinha certeza que ele nunca mudaria e volta e meia reclamava da falta de dinheiro. Esperando que ele lhe pedisse dinheiro ficou na retaguarda e aceitou que papeassem sim. Carlos então explicou a ela que no “negocio” ela só entraria com seu nome para alugar uma bela casa e por uns meses o custeio das despesas, que por sinal não seria muito, só moveis, roupas e alimentação de algumas pessoas explicando a ela o que era o novo “negócio” e fez a narrativa de seu plano, disse já ter belas meninas e belos rapazes para trabalharem para eles e só teriam que dar alimentação, roupa e moradia, pois era importante que os “patrões” mantivessem total controle sobre todas saídas do pessoal, inclusive eles é que dariam preços para os “clientes”, arrumados por ele. Rita num misto de incredulidade e de espanto ficou ali sem saber o que falar escutando a proposta de Carlos, ficou incrédula no que ele estava convidando para ser sua “sócia” no empreendimento nada mais seria que uma casa de prostituição e ela seria uma verdadeira cafetina e espantada como que escutava. Nossa como sua vida mudara, de uma pacata dona de casa, esposa de um canalha que a só tinha como um depósito de esperma, mas passar a ser cafetina era demais pra cabeça dela. Pediu a ele para parar de falar e foi mais alem, disse que queria um bom tempo para pensar em sua proposta, pois havia sentido que ele falava sério. De certa forma o encanto da vida que levava atualmente caiu por terra ali, e para dar como encerrada a conversa, disse que naquela noite nem iriam ao apartamento que ela usava e comprado pelo seu ex marido, pois alegou que pela manhã teria que ir a casa da mãe cedinho. Já pela manhã ela liga para Carlos e ainda atônita pela proposta, disse estar na casa da mãe e que iria ter que ficar lá uns dez dias e neste espaço de tempo não poderiam se encontrar, na realidade queria era tempo para digerir uma pílula indigesta até para a sua musa “Solange”. Por sua vez Carlos ficou chateado pois a atitude de Rita não era a que ele esperava, 57


pois em sua mente doente achava que ela estaria pronta a seguir ele em sua empreitada. Mas Carlos não se dava por vencido e queria sim por em pratica a sua ideia de ser um dos reis da noite de Copacabana, bolou uma tática, pois no fundo sabia que Rita não queria perder a vida que levava com ele, então bolou o seu plano que era o de fingir não dar importância a ela. Carlos sabia que seu plano de ter uma casa e encontros ou no popular um prostíbulo de luxo onde poderia ficar famoso na noite mundana não teria como acontecer sem dinheiro, coisa que ele não tinha. Assim ficou o cabo de guerra, Rita querendo tempo para que Carlos desistisse da ideia dando um chá de sumiço e Carlos por sua vez se fingindo de morto dando a entender que não dependia do dinheiro dela para a sua empreitada. O fato é que isso levou a semana inteira, Rita esperando que Carlos tentasse de alguma forma contato e Carlos esperando ansiosamente que ela ligasse para ele. Mas Rita não se conteve com o silencio de Carlos e também com saudades dos carinhos recebidos dele nas noites de orgia e sexo entre os dois e com a desculpa de querer saber dele, pois no fundo já nutria sim uma certa paixão por ele onde ficava em duvidas se era só desejos ou realmente estaria apaixonada por ele. O fato real é sem deixar ele perceber a incomodava saber que ele quando não estava ao seu lado poderia estar na cama com alguma de suas “clientes”, por míseros trocados. Ao ligar marcou um encontro para a tardinha irem a um shopping onde ela teria que comprar um presente para sua mãe. Pura mentira, pois queria sim ir com ele a um shopping mais seria para amenizar o clima reinante entre ambos, pois sentia a felicidade dele ao estar ao lado daquela bela mulher mesmo sendo ela já uma senhora de meia idade, mas continuava linda e provocante. Carlos fingindo indiferença ao receber o telefonema de Rita, concordou em ajudar ela a comprar o “presente” para a mãe dela e marcaram de irem a um shopping em Botafogo onde ela o pegaria na porta de seu prédio no fim da tarde.

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Como era praxe nestas idas aos Shopping’s Rita sempre comprava um ou mais presentes para Carlos e desta vez ate exagerou e quase que renovou o guarda roupas de seu amante. Carlos sentiu o que ela queria na realidade que era simplesmente agradar a ele e sentiu-se dono da situação. Usou a tática da tristeza, sempre agradecido mais comedido ao estar recebendo aquele agrado dela, fato que de certa forma ate gerou um leve mal estar entre ambos, ao ponto dela perguntar se ele não estaria gostando e alegre pelos presentes. Carlos sentindo que ela fraquejava deu a cartada final ao saírem do shopping e pararem em um restaurante para jantar e bebericar um vinho. Agradeceu efusivamente a ela pelos presentes mais disse a ela que de certa forma estava triste, pois havia recebido um convite de uma de suas “clientes” para ela ser sua sócia em seu futuro empreendimento, uma grande mentira. Rita ficou muda e apavorada pois certamente Carlos ao aceitar a ajuda de sua “cliente”, certamente a deixaria de lado. Sua mente fervilhou e disse a ele que poderiam ir ao apartamento para continuarem a bebericar mais um vinho e papear, pois sentia muita saudade de seus carinhos em seu corpo. Carlos aceitou e pondo mais lenha no fogo já aceso disse que só não poderia passar a noite toda, pois havia marcado com a sua “cliente” por volta de meia noite para acertar os detalhes do seu novo negócio. Ai que Rita estremeceu mesmo, acreditou na mentira dele e ficou desesperada, pois na cabeça dela estava prestes a perder seu “amante” e porque não dizer amado. Ao estarem os dois no apartamento ele alternou suas atitudes, vez era o “michê” e outra amante sofrido. Fizeram sexo onde Carlos se empenhou ao máximo para levar ela ao delírio, proporcionando a Rita inúmeros orgasmos. Exaustos ela pelo prazer que lhe fora dado e ele pelo esforço feito na ânsia de fazer ela titubear na indecisão de entrar com ele ou não no negócio, caíram ambos quase que desfalecidos na cama, isto já era por volta de dez da noite e ele espertamente pois o relógio da cabeceira para despertar onze e meia, no fundo também estava um misto de apreensivo mas estava ali jogando suas ultimas cartas era tipo tudo ou nada. 59


Onze e meia os dois ali desfalecidos e toca o despertador, ela acordou primeiro que ele e carinhosamente o acordou, Carlos deu um salto da cama dizendo que já estava atrasado para encontrar a sua fictícia futura sócia. O coração de Rita ficou em sobressaltos pois acreditou na mentira contada por ele e de um relance, quase que implorou que ele não fosse, pois tinha achado uma maneira de resolver problema. Carlos se fez de desentendido disse que realmente precisava ir para não perder a oportunidade de sua vida.

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Nasce A cafetina

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Rita disse num rompante calma amor, que eu serei sua sócia, só preciso que me explique em detalhes e logo em seguida começou a fazer carinho nele como uma loba no cio. Carlos fingindo indiferença, fala a ela. Tem certeza, olha que estas me fazendo perder a grande chance de minha vida, no que ela de imediato retruca. Fique tranquilo que já sei como resolver o problema e pede a Carlos que a explique como ira funcionar a casa de prostituição. Carlos lhe da todas as explicações, ele ficaria encarregado de arregimentar as “modelos e os “modelos”, a casa teria a fachada para disfarce de agencia de novos modelos para anúncios de TV e etc. todo devidamente legalizado e ele faria os contatos com os “clientes”, ela ficaria com a parte administrativa e financeira da “agencia”. De certa forma ela ate achou uma boa proposta se fosse realmente uma empresa do setor, mas também ficara apreensiva quanto a ter seu nome envolvido em um negócio totalmente ilícito. Conversa vai conversa vem ela diz a ele. Carlos e se eu entrasse só com dinheiro do empreendimento sem aparecer, pois alegou a ele que seu nome querendo ou não era atrelado a um ex marido hoje General reformado e mãe de um também já formado oficial, seu filho Augusto já era Tenente do Exército. Fato de certa forma já esperado por Carlos, que finge pensar e fala a ela se fingindo de bom moço. Rita eu não posso fazer tudo sozinho tenho que ter alguém para administrar a casa no aspecto logístico e cuidar das finanças pois alem de não me sobrar tempo confesso que nada sei do assunto, pois passei toda minha vida a gastar e não de controlar as minhas parcas finanças. Rita então da a chave final que Carlos gostou, disse que ele poderia arrumar uma de suas amigas ou amigo de confiança para por seu nome no empreendimento e ela sem aparecer daria o suporte necessário a ele, só não poderia e ter seu nome atrelado a uma casa de prostituição. Era tudo que Carlos sonhava pois no fundo era tudo o que queria alguém que bancasse sua pretensão de se tornar o Rei da noite de Copacabana ou quiçá do Rio de Janeiro. Para que ele desistisse de vez de ter uma outra “sócia”, Rita 62


manda que ele faço uma planilha dos gastos e a entregasse o mais rápido possível. Dito e feito três dias depois da memorável noite de prazer, a noite do acerto foi o ápice do sentimento que viu sentir desde o início pelo menino e agora homem feito ainda amante, mas como se diz. O amor cega e Rita nem se deu conta que na realidade estava naquela noite selando um destino muito incerto. Carlos apresenta a Rita uma planilha, onde ela ficaria com o encargo do aluguel de uma bela mansão nos cantos escondidos do Alto da Boa Vista, local paradisíaco onde as festas ali que iriam realizar seria a entrada no mundo da prostituição de classe, onde as prostitutas lindas garotas e os lindos rapazes são erradamente denominados de modelos, diga-se de passagem denominação totalmente errada, pois modelos profissionais são sérios e honram a sua profissão sem se prostituirem. Na planilha apresentada a Rita por Carlos ela ficaria com os gastos do aluguel e todas as despesas como custeio desde alimentação a guarda roupa dos dez rapazes e dez moças que inicialmente iriam trabalhar para eles. Despesas bancadas até que a “empresa” pudesse com seus lucros garantir tais encargos. Pelos cálculos de ambos isso só seria possível em no máximo seis meses após o inicio das atividades. Como estavam em plena negociação o assunto não deixava espaço para se pensar em sexo e muito menos namoro. Rita fez seus cálculos e por ter um bom fundo financeiro em aplicações viu que poderia sim aceitar bancar estas despesas. Mas disse a Carlos que teriam que ter regras justas e duras e que ele Carlos teria que seguir a risca toda uma norma disciplinar e fazer com que os “rapazes e moças” também as seguisse. Fala a Carlos que ira elaborar um regulamento duro mais justo, falou que ele poderia já ver o que era necessário para concretizar o aluguel da mansão no Alto da Boa Vista, que já havia sondado. Marcaram para o dia seguinte se encontrarem no apartamento para ela apresentar a ele o regulamento que iria elaborar.

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Rita foi para casa e trancou-se no quarto para pensar como faria o regulamento, ficou matutando boa parte da noite, escrevia que parecia que ia comer as teclas do teclado já perto do fim da madrugada, la por volta das cinco da manhã já tinha tudo pronto e desmaiou num profundo sono. Ao acordar já quase a tardinha, foi ao computador e imprimiu o regulamento. Fez todas as exigências de praxe, como não brigarem, não faltarem com respeito aos clientes, serem submissos aos caprichos dos clientes e o mais importante era determinantemente proibido o namoro entre os membros da casa. Este ultimo item fez questão de por em caixa alta e em negrito. No fim da tarde sai ela para o apartamento chegando la já estava Carlos que também tinha chave dado por ela, pergunta se ele já havia comido alguma coisa no que ele fala que não então o chama para saírem e comerem algo, pois acordara tarde e sem fome, acabando por não almoçar. Foram a um dos restaurantes simples, mas limpo e aconchegante sem ser luxuoso, fizeram o pedido e se puseram a conversar sobre as regras. Entrega a Carlos a folha de papel com o regulamento, ele lê e da um sorriso, como estava saltitante mais alegre que pinto no lixo e deu uma gozada nela. Como em certos ambientes ele a chamava brincando de mãe, disse. Mãe esta maravilhoso só o ultimo item certamente você o colocou para se precaver de que eu não tenha relacionamento com nenhuma das “moças”, ou quem sabe até mesmo com algum dos “rapazes”. Pois ele sempre achou que ela achava que ele também era bi sexual e tinha também seus “clientes”. No que ambos caíram na gargalhada riram muito. Onde ela viu que foi pega pois realmente era esta a intenção dela e estava bem claro no fim que as regras eram para todos inclusive para os “sócios”. Trato feito começaram então a dar vida a “empresa”, mansão alugada, moveis comprados, em grupos de cinco de cada vez saíram as compras em shoppings para comprarem roupas adequadas para atender “clientes” vip’s. Faltava só achar um belo nome para a empresa, pensaram em diversos nomes e Rita disse que teria que ser um nome chamativo mas que nada poderia ter ou indicar que era uma casa de prostituição como quando viram a cor da mansão ao irem fechar negócio do aluguel e ela era rosa tiveram a 64


ideia de chamar o empreendimento de MANSÃO ROSADA PARA MODELOS. Em quinze dias já tinham ate o Alvará da “agencia de modelos” e toda a documentação pertinente, começaram os preparativos para a inauguração, onde Carlos elaborou um grande lista de convidados, ajudado pelos rapazes e moças e alguns de seus conhecidos da noite de Copacabana, quanto a Rita ela nem pensava em convidar ninguém e para ser mais claro, pensava até em não ir a festança, pois tinha medo sim de ter ali algum conhecido de seu marido, pois muitos deles o acompanhava em noites de orgias. Com muito tato para não magoar Carlos falou a ele que não era conivente ela aparecer e alegou justamente o fato de certamente algum amigo de Souza a reconhecer no ambiente o que seria até prejudicial aos negócios, pois ele poderia mover alguma ação contra ela e certamente iria sim ficar com alguns bens bloqueado. Carlos ficou meio chateado, pois a intenção real dele era fazer de Rita também uma Rainha da noite, mas aceitou , pois o lado financeiro falou mais forte e se ela ficasse impedida de bancar a gastança inicial o projeto definiria. Aceitou mais impôs uma condição, que seria a de ela no dia na inauguração poderia até não aparecer em publico, mas teria que estar na casa e ficaria alojada na suíte do casal, que era totalmente reservada e até com entrada particular, alem de ter acesso também pela porta principal, pois alegou que pegaria mal ela não estar por perto e também no final comemorando com seus “funcionários”. Arrematou dizendo a ela que alem de tudo isso ele queria sim ter ela em seus braços neste memorável dia. Rita ficou andando nas nuvens, pois Carlos dera sinal de que também tinha afeição a ela e isso a fez sonhar e sentia cada vez mais ligada a ele, algumas vezes ela duvidava que ele de alguma forma gostasse dela, pois querendo ou não hoje já passava de uma mulher de meia idade já quase que indo a terceira idade e ele já um homem totalmente feito e que por sinal com o passar dos anos tornou-se um belo homem. Dia de festa, grande inauguração da MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, a casa apinhada de gente rica de todos os ramos da sociedade 65


carioca e alguns também de outros estados desde banqueiros a grandes cafetões da noite disfarçados como eles de empresários. A festa rolava por toda a casa, na piscina bem ornada se via homens velhos e meia idade fazendo graça para as lindas moças novinhas, mulheres carentes ostentando joias e de olho nos rapazes. Na suíte do casal Rita estava vendo tudo e a todos, pois fora instalado um sistema de câmeras em todas os cômodos da casa e os monitores estavam la na suíte e assim ela indiretamente participava. Volta e meia Carlos arrumava uma maneira de dar um fugida ate a suíte e numa destas idas Rita o chama e lhe mostra um Senhor bem alinhado, beirando seus setenta e poucos anos e fala a ele. Olha só como eu falei, imagine se eu lá estivesse, aquele ali de blaiser cinza era companheiro de farda de meu ex marido e como ele também fora para reserva só não sei se como Coronel ou General. E caíram na gargalhada ela aproveitou para sapecar longos beijos nele dizendo que o esperava quando a festa se desse por encerrada. Haviam combinado que na noite da inauguração não haveria nenhum programa para as moças e rapazes e que todos teriam que dormir na casa sendo proibido qualquer saída e assim que terminasse se recolhessem aos seus quartos e na manhã seguinte uma reunião com todos para que dessem informações sobre todos que la estiveram, portanto ficou assim acertado com todos e os três seguranças e empregados logísticos que estavam na folha de pagamento neste dia depois da festa estariam dispensados, só permanecendo Rita, Carlos e todos os “colaboradores”. Já na manhã seguinte por volta das nove da manhã como fora combinado a arrumadeira, senhora de idade arrumada por Carlos e de confiança começa a bater nos quartos acordando a todos para o café da manhã, isto é uma das regras da casa, o café era servido de nove as dez, de doze as treze horas o almoço coletivo, a tarde era servido a quem quisesse um lanche e a noite entre vinte e uma e vinte duas horas o jantar, só abrindo exceção de horários aos que estivessem fora a “trabalho” e esta regra teria que ser levada a sério, como a de que ninguém poderia ingerir bebida alcoólica ou fazer uso de drogas, no caso da bebida se fosse insistência de algum cliente 66


ao visitar a casa ela teria que ser batizada, tipo bem fraquinha só para acompanhar o cliente. Por volta das dez da manhã aparece Carlos e pela primeira para alguns Rita, pois não era conhecida por todos, só sabiam que tinha uma patroa na história, mas a maioria não a conhecia. Feita as apresentações Rita foi logo avisando que estava ali para por ordem no recinto e se tivesse alguma transgressão das regras quem tivesse cometido a falta seria dispensado de imediato e expulso da casa. Foi um cochicho só, algumas moças a olhavam como a uma deusa, pois como sempre Rita fez questão de aparecer como aparecia incorporado como a Dama de Vermelho, linda e deslumbrante como sempre e despertou até a cobiça de alguns dos rapazes, fato sentido por Carlos que num rompante de ciúmes foi bem claro. Eu aviso a todos, meninas e meninos, quero muito respeito a minha sócia e se alguma gracinha rolar ou eu ver estará fora no ato. Feitas as perguntas pertinentes à festa fora dado a largada para o inicio dos trabalhos e que fora avisado a clientela que já no dia seguinte o telefone já estaria a disposição para quaisquer um tanto homem ou mulher que tivesse interessado ou interessada a estar mais privadamente com alguns dos rapazes ou moças. Só que já pela manhã o telefone não parava de tocar com ávidos e ávidas clientes a procura de uma aventura a agenda logo no primeiro dia já estava repleta de pedidos para a o mês inteiro. E assim foi passando meses e mais meses a MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, era comentário e sucesso geral nas noite e dias do Rio de Janeiro, agendas diárias eram tocadas por Carlos e Rita, sucesso de publico e financeiro. Em pouco mais de cinco meses todos os gastos feitos por Rita foram devolvidos a ela as moças e os rapazes também estavam felizes, pois tinham uma bela casa pra morar uma vez que quase a totalidade moravam em vagas em apertadas kitinetes de Copacabana e algumas até nem isso no término das noites nas boates encaravam conduções sonolentas para suas casa nos subúrbios ou baixada fluminense. Sem contar que faturavam alto bem mais que nas boates de Copacabana ou ate mesmo perambulando pelo calçadão. 67


Rita ia cada vez mais se deixando levar pelo glamour da noite, sem pensar em consequências de seu insano ato, cada vez mais se ausentando de casa a ponto de não mais convencer a família que era para viagens de auxilio comunitário, só cuidava não aparecer em publico quando tinha clientes na casa e ai ela se recolhia a sua suíte de onde ficava a observar os trabalhos. E assim achava que estava fora de ser pega pela família ou vista por algum conhecido. Carlos por sua vez era o contrario fazia questão de se mostrar e a de se apresentar como Carlos mais conhecido como o Rei de Copacabana, esta fama criada por ele, chamou a atenção da policia. Os telefones da MANSÃO ROSADA PARA MODELOS e o de Carlos começaram a serem monitorados pela policia com ordem judicial, pois até se pensava que toda a fama que a casa ganhou não era só por ser uma casa de prostituição, levantando até a hipótese de ser também por trafico de drogas, Carlos que no fundo desde de seus tempos de michê era um careta inveterado no assunto, pois nunca havia usado e até fugia das drogas, só não se tocava que uma coisa chama a outra e logicamente a casa também era frequentada por grandes traficantes transvestido de “empresários” que só a policia conhece e se passam por grandes empresários. Cidadões acima de qualquer suspeita.

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O inicio de seu fim

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Por outro lado Rita se achava imune a qualquer problema que pudesse haver, pois nada tinha seu nome, não aparecia em publico e só era conhecida como sócia pelos rapazes e moças que por sinal só a chamavam de “Solange”. Em um destes grampos feito pela policia um destes grandes traficantes esta falando com Carlos sem ele saber que o grande negócio do “empresário” era trafico internacional. Falava ao telefone com Carlos sobre uma festa que ele pretendia dar para amigos que vinham de fora, como o “empresário” já era habituado em falar em código trava o seguinte dialogo com Carlos. “Fala ai meu Rei, preciso que me arranjes quatro pesadas das boas para uma festa que darei a amigos que estão chegando da Bolívia” na realidade o que ele chama da pesada das boas são garotas que não se importam em sair com viciados ou malucos de toda ordem, que sejam lindas e gostosas. Carlos responde na maior inocência pois como e sabido nada conhece de trafico e nem de drogas e responde dentro do linguajar por ele entendido. “Beleza comandante será sempre uma honra atender ao seu pedido e enviarei sim é só me dizer onde entrego pessoalmente a carga e o horário”. Pronto era tudo o que o policial na escuta do grampo queria ouvir e fazer suas deduções, ai sacramentou, vamos dar um bote em flagrante no Rei da noite de Copacabana, pois nem se deu ao trabalho de investigar a fundo quem era Carlos um simples careta bobão a procura de fama e dinheiro. No dia e hora marcado estava lá Carlos com as quatro moças , adentraram na luxuosa mansão no Recreio dos Bandeirantes e como gosta de aparecer fez questão de ser apresentado pelo ”empresário” aos seus amigos presentes e se sentiu um verdadeiro rei, pois o ”empresário” o apresentou como o Rei da noite do Rio de Janeiro”. Ego inflado se sentindo o maior de todos, mas mal ela sabia que ali estava como “empresário” um grande traficante brasileiro que recebia em sua mansão quatro outros traficantes bolivianos e a policia monitorando tudo com binóculos de escuta a longo alcance e drones. Mansão cercada, bote dado e um belo flagrante de uma grande partida de drogas apreendida trazida pelos bolivianos, todos presos, Carlos ao ser 70


algemado sem nada entender gritava, vocês são loucos, meu amigo e um “empresário” tão respeitado como eu sou, não me reconhecem eu sou o Rei da noite de Copacabana e nada devo a policia, esbravejava que era amigo de políticos influentes, que outros tinham grandes patentes e tudo mais. Nada fora levado com as moças e os “amigos” para a sede de policia. La chegando é que a ficha foi caindo aos poucos, pois soube pelas moças que o “empresário” era sim um mega traficante e conhecido da policia, ai sim que bateu o desespero Carlos mesmo vivendo uma vida errada desde o inicio da juventude, pois começara muito cedo ainda rapazinho menor de idade a se prostituir na orla de Copacabana, onde fora para la levado pela mãe que era diarista e muito pobre quando tinha apartamentos para limpar o levava justamente para não o deixar na comunidade que viviam com medo de que o filho fosse para lado errado do trafico. Com a morte de sua mãe e ele já com seu dezessete anos, não titubeou e procurou uma vaga numa kitinete para procurar trabalhos em algum Shooping ou loja, mas não dera sorte até que conheceu um seu colega de quarto que o introduziu na vida mundana e ai surgiu Carlos o michê. Mas a bem da verdade sempre fugiu das drogas e coisas mais pesadas que a prostituição fatalmente apresenta, sempre sonhando em um dia ser o Rei da noite de Copacabana. No interrogatório na Delegacia ele tenta de todas as formas convencer aos Delegados que era um empresário sério e que tinha uma agencia de modelos. Tanto fez que um dos Delegados já não aguentando mais as lamurias de Carlos, mandou que ele calasse a boca, pois alem de o enquadrar por trafico de drogas internacional, ainda o enquadraria nos artigos *227 e **228 do Código. E o Delegado foi mais alem, sabemos o tipo empresário que és, um tremendo gigolô e a sua famosa “agencia de modelos” MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, não passa de um prostibulo de luxo, logo e melhor calar a boca e se limitar a responder ao seu interrogatório. Como acontece normalmente quando vai preso um mega traficante, minutos depois já tem um legião de Advogados adentrando a Delegacia e para não fugir a regra lá estavam eles trabalhando em prol de seus 71


clientes “empresários”, toda vez que era anunciado um Advogado Carlos perguntava se era para ele e nada, o desespero de Carlos foi aumentando com rapidez culminando em pedir que o deixassem dar um telefonema, que logicamente seria para avisar a Rita de sua injusta prisão, assim achava ele e pedir a ela pra enviar rapidamente um Advogado para desfazer o mal entendido de ter sido preso como traficante. Assim foi feito, foi dado a ele o sagrado direito ao Artigo 5º da Constituição da Republica, e alegando não ter o numero do Advogado, liga para a sua MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, assim que atenderam e ele se identificar ficaram alvoroçados, pois já sabiam de sua prisão e o pior lá já estava uma equipe da Delegacia com mandato de busca e apreensão vasculhando todo o imóvel, o que é normal e rotineiro nestes casos de megas criminosos como se achavam ser ele. Manda desesperadamente passarem o telefonema para a suíte do casal para que Rita atendesse. Foi então informado que por sorte dela havia saído para a sua casa meia hora antes de a policia chegar e todos os que estavam na MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, estavam intimados a depor, mais só para averiguações, portanto, sem ninguém poder sair até a conclusão de recolhimento de nomes e dados em geral, pois até que se prove o contrario todos são suspeitos de cumplicidade no trafico internacional de drogas. O desespero de todos ali era infernal, pois não sabiam se era verdade ou mentira de que Carlos era sim um mega traficante internacional. E se o fosse poderiam ser enquadrados como cúmplices. Rita ao chegar em sua casa, desabou na cama pois a noite anterior havia dado suporte a Carlos trabalhando até quase que o dia amanhecer atendendo aos telefones e confirmando encontros, ela não usava seu nome e sim se apresentava como “Solange” e dizia ser a atendente da MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, até se divertia com isso, pois sentia-se como uma verdadeira dona de bordel. Ao acordar foi tomar uma ducha para voltar ao batente e quando se arrumava viu nos noticiários da TV o escândalo da MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, onde o seu proprietário estava preso acusado de trafico internacional de drogas. 72


Despencando no abismo

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Ao ver a noticia, faltou a ela chão, suas pernas bambearam e meio que desfalecida caiu sentada nua no sofá, pois estava só enrolada em toalha por ter saído do banho, aos poucos foi se recobrando do susto e veio um misto de desespero e incredulidade, desespero pelo fato de querendo ou não poderiam chegar, a ela e incredulidade pelo fato de Carlos estar sendo acusado de ser um mega traficante, com a cabeça rodando ficou um bom tempo imaginando o que teria que fazer. Carlos ao saber que ela não estava na MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, ficou mais desesperado ainda e sem saber o que fazer, e nem poderia dar o telefone da casa de Rita pois só conheciam ela como “Solange”, foi assim que ela se apresentou ao pessoal quando das apresentações dos sócios e combinado com ele de nunca dar o numero da casa dela e dizer seu nome real, inclusive nas escutas policiais era sabido que tinha uma atendente com o nome de “Solange”, portanto Rita era totalmente desconhecida de todos. Pensou e decidiu esperar alguma atitude dela e decidiu não dar o telefone da casa dela, pediu a um “funcionário” de confiança e adentrasse a suíte e na agenda procurasse um Advogado ate “Solange” voltar. Rita em casa era desespero só, hora pensando em correr para o aeroporto e pegar o primeiro avião e sair do Rio de Janeiro, ou ainda em ir a MANSÃO ROSADA PARA MODELOS e tomar ciência dos fatos, não tinha mais as poucas amizades de outrora vivia ela só em função de Carlos e sua MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, até as visitas a mãe era esporádicas, nesta hora que sentiu-se só e sem saber o que fazer. Ficou por mais de uma hora ali nua sentada no sofá pensando o que fazer. Já um pouco mais refeita e num lampejo de bom senso, decidiu se vestir com uma roupa mas sóbria e ir sim a MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, pois sabia que se abandonasse Carlos nesta hora, certamente ele iria bater com a língua nos dentes e até tentar incriminar ela também o que seria fatal, pois não sabia até onde era verdade a noticia de Carlos ser um mega traficante. Tinha ela noção de que as atividades da MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, era ilícita, mais não de tal monta e por não ter seu nome em 74


nada, se interrogada sobre as atividades de prostituição ou ate mesmo de trafico de drogas. Diria que era só uma amiga de Carlos e que ali era só um emprego para ela, pois fora convidada por ele para só cuidar de agenda e usava nome falso justamente por medo da família em saber que ela trabalhava que para ela era um trabalho muito honesto. Ao chegar na MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, as coisas já haviam de alguma forma se acalmado, pois os policiais já tinham saído, mas mesmo assim o clima era tenso, pois mesmo sendo todos liberados haviam sido filmados e anotados suas identidades e dados gerais para serem de no mínimo inquiridos como testemunhas. Estacionou o carro na garagem da mansão e foi logo rodeada por todos, perguntas mil, todos querendo saber o que fazer. Num gesto que nem Rita saberia explicar ela deu um grito. Calma gente vamos tomar pé da situação e saber o certo o que estava acontecendo, pois como eles também estavam surpresos ela também estava, pois só viria a saber pela TV. Nesta hora nascendo sim a cafetina que estava escondida nela onde todos pararam de falar e atenderam de imediato. Levou todos para uma sala de reuniões e foi aos pouco tomando ciência dos fatos ali acontecidos, onde o funcionário de maior confiança relatou que havia convocado dois Advogados amigos da casa para irem a Delegacia, Rita de posse dos nomes dos Advogados tratou logo de fazer contato para saber o andamento das coisas, só um deles atendeu ao pedido, pois um dos dois era um nome de ilibada reputação e ficara com medo de a coisa se alastrar onde enviara a Delegacia um dos Advogados de seu escritório. Ao receber o telefone de Rita que como sempre se apresentou como “Solange”, relatou a ela os fatos transcritos na investigação e no inquérito já aberto. Disse ele que segundo o seu emissário a Delegacia a acusação de trafico internacional contra Carlos era infundada, pois fora baseada só em um telefonema truncado onde o “empresário” que na realidade era sim um mega traficante pedia a Carlos que enviasse para uma festinha quatro “modelos” e o policial na escuta entendeu errado, logo qualquer um Habeas Corpus o livraria da acusação de trafico internacional e no máximo o que pegaria era uma acusação de pratica de exploração sexual o que na 75


pratica era fácil de ser quebrada haja visto que infelizmente as Leis no Brasil são feitas para serem desrespeitadas e se condenado em juízo alem de caber inúmeros recursos seria uma pena onde caberia pagar em cestas básicas ou serviços a comunidade. Mediante ao telefone dado e as respostas recebidas passou a todos o relato, fato que foi sim de certa forma um alivio parta todos, mas ela só falou sobre o trafico internacional de drogas e logicamente omitiu o fato de Carlos poderia responder a um inquérito e ser condenado por indução a prostituição, pois certamente todos ou alguns seriam chamados para depor sobre o assunto. Falou que por três dias a agenda estaria suspensa mas que todos permanecessem na casa. Já no dia seguinte por meio de um Habeas Corpus impetrado pelo Advogado, Carlos fora solto para responder em liberdade a acusação de indução a prostituição, sua volta a casa fora festejada por todos e um bela recepção de Rita, onde fora feita uma festa particular e convidaram apenas o nobre causídico e seu staf, comes e bebes a vontade para ele e oito Advogados de seu escritório. Tinha que fazer media Rita e Carlos com o Advogado pois certamente iriam muito precisar de seus serviços daí por diante, não só para tentarem livrar Carlos do processo, bem como futuros problemas com a justiça quanto a real finalidade da casa, fato que não haviam pensado. A partir deste episódio ficaram mais precavidos quanto a amizades com novos clientes, não que deixassem de atender a todos mais começaram sim a selecionar os clientes especiais para que não tivessem mais destes problemas. E os clientes especiais passaram não só a terem um atendimento mais que vip, bem como eram sempre convidados especiais nas festas da casa e até suítes personalizadas. Com o passar dos anos surgiram as novidades como a morte por infarto de Souza ex marido de Rita, noticia recebida por ela ate com uma certa tranquilidade pois de certa forma não iria mas se preocupar em ser descoberta nas andanças dele, pois a MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, já se tornara conhecida pelo pais, vindo clientes de todos os lados e alguns ate do estrangeiro no chamado turismo sexual. A fama era 76


tanta que Rita ou a “Solange” seu nome de guerra estava tão famosa como a ***Madame Claude e Carlos era o próprio Rei da noite agora não mais de Copacabana e sim do Brasil. E assim seguia Rita em sua dupla identidade e personalidade, já bem mais madura ia pelo menos uma vez a casa da mãe, que já bem idosa, tinha pago por Rita acompanhantes de idosas vinte e quatro horas por dia para quaisquer coisa entrarem em contato, fato que Rita instalou um telefone quase que secreto pois nem Carlos sabia na casa da mãe e era só para ligar para ele se tivesse algum problema. Toda visita feita a mãe era sempre a mesma ladainha onde dizia estar em viagens de projetos de solidariedade aos mais carentes. Seu filho Augusto por sorte dela estava bem longe do país, pois fora já promovido a Capitão e servindo já a anos como adido militar em embaixadas brasileiras no exterior, portanto sem a mínima chance dela ser cobrado por ele de algo e eram raros o contato dos dois fisicamente, quando se falavam era só através de telefonemas e cada vez mais raro. A bem da verdade Rita nunca havia se importado em ser uma boa mãe, pois de certa forma via no filho a imagem de seu ex marido que tanto a fez sofrer e se tornar o que era hoje.

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A depressĂŁo

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Rita em seus momentos só. Caia em prantos muitas vezes mentia a Carlos dizendo que teria que ficar uns dias com a mãe e ele sabia que ela lá, só poderia tentar contato se fosse algo de grave, mas na verdade ficava era em seu apartamento sozinha em profunda depressão. Em sua cabeça passava todo um filme de sua vida, desde de a sua idade juvenil onde sonhava com seu príncipe encantado, passando pela juventude quando conheceu “Solange” no romance a Dama do lotação de Nelson Rodrigues, que tanto a enfeitiçou, nos conselhos de sua mãe para nãos e casar com Souza e lembrava as histórias contadas pela mãe de quanto sofreu com seu pai e Souza tinha a mesma estirpe. Da depressão passava a raiva do falecido ex-marido por literalmente ter jogado ela na vida mundana e o culpava ter se transformado hoje o que era, uma simples cafetina sócia de um bordel de luxo e nem fazia uma avaliação de sua parte na culpa em se deixar levar pela raiva a ser o que era hoje. Assim vivia Rita de uma menina sonhadora a poderosa “Solange”, cafetina já internacionalmente conhecida, que para o publico era uma incógnita, pois jamais alguém teria visto seu rosto, que permanecia totalmente desconhecida. Mesmo com o tempo de anos atualmente nem os seus “funcionários” novos a tinha visto pessoalmente, só ouviam sua voz nas mensagens que recebiam por interfones. Rita e Carlos eram duas personalidades bem diferentes ele cada vez mais aparecendo e ela na clandestinidade, tinha até alguns clientes e “novos funcionários” que juravam que eram a mesma pessoa. Pois ao assumir a identidade de “Solange”, agia e falava como Carlos, a sintonia era uma só, Rita só não abria mão de uma coisa, era de pelo menos uma vez por semana quando não estava depressiva e em atividade na MANSÃO ROSADA PARA MODELOS que Carlos a cortejasse com jantares em discretos restaurantes de luxo e lhe propusesse memoráveis noites de orgia e sexo lascivo. Se completavam um sumia e outro aparecia e assim foram passando os anos e aquela rotina de glamour para Carlos era só o que importava por outro lado Rita já nem fazia questão das saídas para noitadas de sexo e orgia com Carlos, fato que isto se tornou raro Carlos por sua vez raramente a procurava como mulher, deixaram o relacionamento cair na mesmice na trágica rotina que acontece com muitos casais normais e anormais como eles.

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Carlos numa transgressão pela idade já mantinha um caso clandestino com uma das “modelos” que beirava seus vinte e cinco anos, coisa de machão velho, que corre atrás de novinhas, a tempos tinha este caso com a novinha que supria assim a falta de Rita nas noitadas de sexo e orgia em Motéis de luxo afastados da zona sul. Já não se importava mais com o titulo de Rei do Brasil, com os lucros nos anos de glamour da MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, fez seu pé de meia comprando apartamentos na Barra da Tijuca e uma bela quantia em aplicações diversas, já pouco se importava o que Rita viesse a fazer. Num belo dia num dos momentos de depressão e solidão em seu apartamento pois já nem a mãe tinha mais, pois Dona Clara havia morrido a uns quatro anos, o filho Augusto ficou sim igual ao pai, pois nunca mais voltou para o Brasil e as ligações para a mãe eram muito raras, quando muito no Natal. Rita já uma bela matrona, ficava a imaginar o que seria de sua vida uns anos mais a frente, sentia saudades dos tempos que era só uma pacata dona de casa, tinha uma vida real, tinha família, tinha amigas e amigos em seu ciclo social, já não via mais aquela vida de cafetina instigante como anos atrás. Caiu na realidade via que na verdade ela não vivia a vida dela vivia uma falsa vida transvertida numa mulher que só ela conhecia a “Solange” personagem de Nelson Rodrigues em a Dama do Lotação. Estava já literalmente trancada em seu apartamento por mais de quinze dias, só saindo e quando saia para supermercado quando não fazia as compras por telefone. Sua ausência na MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, que se tornara uma casa já fora de moda nem era notada. Teria dito a Carlos desta vez que iria fazer uma viagem de um mês ou mais para ver o filho na Europa o que era pura mentira, mas ele também pouco se importava de ser mentira ou verdade. Carlos já pensando de certa forma em uma bela aposentadoria, mais não querendo perder os ganhos da MANSÃO ROSADA PARA MODELOS, empreendimento tão bem elaborado por ele e Rita, vinha a tempos treinando um casal de “modelos” para que os substituíssem, pois sentia o desinteresse visível de Rita e ele também queria usufruir em viagens com novinhas pelo mundo afora. Rita nestes momentos de depressão, via sua vida sem sentido alternando momentos de raiva dela mesmo e em outros culpava pessoas que a 80


rodearam como o falecido ex marido Souza, seu filho que a abandonara e Carlos que a tornou neste ser vazio que ora se sentia, por vezes sentia que não tinha mais razão de viver, mas eram só momentos de sua depressão, tendo inclusive pensar em ir procurar ajuda de um psicólogo, mas a sua vida clandestina a impedia, pois teria que contar a outra pessoa o que realmente havia se transformado e isso ela não admitia nem a um profissional gabaritado para guardar sigilo total, era sua vergonha pessoal que a impedia.

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o seu fim

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Tomou uma decisão iria propôs a Carlos a venda de sua parte na MANSÃO ROSADA PARA MODELOS e alegaria que a pedido do filho iria se mudar para a Europa. Ligou para Carlos e disse estar de volta ao Brasil e precisava muito conversar urgentemente com ele, pois já estava com tudo pronto para voltar a Europa na semana seguinte. Mas também queria uma despedida a altura como nos velhos tempos, fato que foi alegremente aceito por Carlos, a alegria não era pelo fato dela ter voltado e muito menos em lembrar as noites sexo e orgia era pelo fato de que ela iria sumir da vida dele. Marcaram de se encontrar não na MANSÃO ROSADA PARA MODELOS e sim como nos velhos tempos ela o pegaria em Copacabana e assim feito lá pelas seis da tarde estava Carlos em frente ao Copacabana Palace local marcado por Rita. Havia pedido a Carlos que tentasse se vestir como o conhecera com roupas simples e não como ele agora se veste com ternos Armani e outros itens das grifes mais famosas do mundo. Ele ate se espantou, pois nem sabia que Rita tinha guardado em uma garagem seu velho carro, mas tinha sim e neste encontro dispensou sua bela Mercedes Benz. Num gesto de espanto e riso nervoso Carlos entra no carro e ela diz a ele que desta vez não iriam a Hotéis de grande luxo e queria a despedida no mesmo hotel onde fizeram sexo pela primeira vez. Aceito por Carlos pois entendia que seria sim uma despedida, como fizeram antes do primeiro encontro pararam no mesmo Kiosque no Leme agora totalmente remodelado onde Carlos michê pobre pedira uma cerveja por estar sem dinheiro. Neste clima de saudosismo ficaram ali a se olharem onde na mente dos dois passou o filme de cada um ela uma mulher carente que saia a noite transvertida de a Dama de Vermelho para caçar amantes e ele um simples garoto bonitinho e michê. Sem sentirem acabaram se emocionando e em ambos era visível o brilho de lagrimas nos olhos. Como fizera no primeiro encontro ele pagou a cerveja bebida e saíram no hoje todo remodelado Motel. Ao entrarem no quarto ela fez questão de levar a bolsa trazida e nela o vestido de velcro e a famosa cinta liga vermelha e preta, foi para o 83


banheiro e se vestiu como a primeira vez, que mesmo agora aparecendo alguma gorduras e peles flácidas, Carlos atônito com o fato estava ali parado, num misto de maravilhado e espanto viu a Dama de Vermelho depois de décadas e o que seria a ultima vez. Pediram garrafas de vinho e começaram a fazer toda uma retrospectiva da vida antes e depois de se encontrarem, riram e choraram juntos, só não era como antes o lance sexual, mesmo tendo Rita saído do banheiro do Motel, vestida como da primeira vez e aberto o seus vestido como num velho filme, ambos se puderam a sorver suas taças de vinho com gosto e nem se deram conta de que já madrugada haviam tomadas quase que uma dezena de garrafa de vinho. É o dito certo que certas misturas não dão certo, álcool, verdades que ambos jogavam um na cara do outro. Rita acusando o falecido ex-marido, o filho e ele de ter transformado sua vida em nada, transformando ela num fantasma e Carlos acusando ela de ter usado ele para se sentir mulher. Discussão que foi se agravando até chegar pela primeira vez em décadas a agressão física onde os dois gritavam, se agrediam e choravam aos mesmo tempo. Carlos só não sabia que Rita hoje já não era mais a mulher calma e comedida sem saber de suas depressões. Logicamente nestes casos de agressões físicas entre um homem e mulher ela levou a pior, e acabaram parando, ambos bêbados sem condições sequer se me manterem em pé caíram um para cada lado da cama. Carlos no fundo mais triste que ela, pois havia planejado sim uma despedida a altura onde tentaria fazer amor com ela como nos velhos tempos, Rita também triste pois foi ao encontro com a mesma intenção. E o álcool e verdades atrapalhou tudo e venceu os dois e acabaram adormecendo. Já amanhecendo Rita acorda primeiro e ainda sob o resquício do álcool consumido, que juntou a uma profunda depressão vai ao banheiro, fica por momentos se olhando no espelho e viu seu rosto bem desfigurado pelas agressões de Carlos, olhos vermelhos e inchados, cabelos totalmente desfeitos e dores pelo corpo pelas pancadas, mas parecia uma louca dentro de algum hospício, olhou para sua bolsa onde havia levado sua roupa de A Dama de Vermelho, no fundo dela havia sim desde quando saia a caça de 84


homens, tinha lá esquecida a décadas uma pistola que ela na época levava para algum imprevisto. Depressiva e cheia de rancor pegou a pistola que guardava carregada e como na época esposa de um militar sabia sim como a usar, ficou por um bom tempo pensando em se matar e deixar Carlos com a culpa isso durou quase uma hora, com aquela aparência horrível saiu do banheiro tentou acordar Carlos que como sempre nestes casos de porre tinha um sono pesado e se tornava ignorante e até algumas vezes agressivo, ela o chama até com certo carinho nos olhos lagrimas rolavam e estava sim decidida a se matar. Carlos ao ser tocado inicialmente com carinho como sempre fazia foi ignorante, Rita freneticamente e cada vez com mais força o balança, ele ainda com os olhos fechado meio que acordado e revoltado por ter ela ter acordado ele, não vê o seu estado e a arma em sua mão. Grita vai a merda velha escrota e tarada, vai procurar um menino pra te fazer sentir-se mulher vagabunda e mais uma serie de bruscas e chulas palavras dirigidas a ela mais sem notar sua aparência e ver que ela estava transtornada e armada. Rita aos prantos olha para Carlos e não vê ali o seu menino amado que brincando a chamava de mãe via sim um gigolô canalha que havia feito da vida dela o que ela era hoje, alternava em sua mente já doentia a imagem deste gigolô, alternando com a imagem de seu ex-marido, ai apertou o gatilho e deu dois tidos na cabeça de Carlos que morreu de imediato em seguida encostou a pistola em sua têmpora e apertou o gatilho, caindo já morta ao lado do corpo de Carlos.

Manchete estampada nos jornais. MORRE ASSINADO COM DOIS TIROS REI DA NOITE DO RIO DE JANEIRO, ASSASSINADO PROVAVELMENTE POR SUA AMANTE. Rita A Dama de Vermelho morreu como viveu totalmente desconhecida. 85


*Penal (Art. 227 – Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem: Pena – reclusão, de um a três anos. ** Art. 228. Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual, facilitá-la, impedir ou dificultar que alguém a abandone) ***Maior cafetina do século vinte que morreu aos 92 anos pobre em um hospital de Nice – França

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A DAMA DE VERMELHO - DJALMA PINHEIRO  

ROMANCE

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