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Iate Clube de Santa Catarina Veleiros da Ilha, uma história entrelaçada com a de Florianópolis

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Há 70 anos o clube era outro, assim como a cidade Em 1942, quando uma única ponte era suficiente para os 50 mil habitantes da ilha, o centro de Florianópolis tinha cheiro de mar. A água batia nos muros de pedra do Mercado Público, onde, aos gritos, de segunda a sábado anunciavam-se cerâmicas, rendas e peixes. O barulho só diminuía quando havia maré alta e vento forte. Nesses dias, os vendedores fugiam das ondas que arrebentavam nas muretas e molhavam as ruas, acentuando o aroma salgado que invadia a cidade. Foi também à beira do mar, em 01/12/1942, que nasceu o Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha. Naquela terça-feira foi improvisada, na sede do Clube Náutico Francisco Martinelli, a primeira reunião da associação. Apesar de 22 pessoas terem assinado a ata de fundação, foram 34 os participantes, entre eles funcionários públicos, comerciantes, profissionais liberais e operários. Todos com algo em comum: a paixão pelo mar.

O Veleiros surgiu de uma dissidência do Iate Clube de Florianópolis (ICF), criado em 1940 e com sede no bairro Agronômica. A vontade que os ex-sócios do ICF tinham de fundar uma associação que reunisse praticantes da vela se tornou mais forte quando um dos integrantes do grupo, Ângelo Medeiros, apareceu com uma planta para a fabricação de um barco sharpie. Enquanto se procurava um local próprio, as reuniões continuaram acontecendo nas sedes de outros clubes. Foi no Martinelli e no clube 12 de Agosto que ocorreram as reuniões que definiram as cores oficiais da flâmula que simbolizaria o Veleiros, a eleição do primeiro Comodoro e do primeiro Conselho Deliberativo.

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Trecho Livro