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MOntE CArMELO Província São José Revista da OCDS XXXI CONGRESSO OCDS em BH de 24 a 27 de Abril pag. 6

Jan/Fev/Mar - N° 132

ENTREVISTA exclusiva com Frei Cleber, novo Provincial pag. 7

OCDS no V Capítulo dos Frades


suMÁrIO

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QUARESMA A Importancia da Quaresma para o Carmelita Secular

CONSTITUIÇÕES OCDS Texto complementar aprovado e acrescentado A Comunhão Fraterna

OCDS no V Capítulo Provincial Participação da OCDS no V Capítulo dos Frades da Província São José

XXXI Congresso OCDS Província São José Convite do Presidente Luciano Dídimo

Entrevista com Frei Cleber Novo Provincial para OCDS Província São José

MOntE CArMELO

Trecho da Entrevista do Frei Cleber, confira o texto completo na pag. 7.

Minha devoção à Trindade veio com o Carmelo e a forma singular vivida pela Beata Elisabeth da Trindade. Uma palavra que me identifica hoje é mistério. Vejo minha vida como um grande mistério nas mãos de Deus. O meu maior sonho é de fato que possamos construir esta unidade, a partir do encontro pessoal com Deus, como fruto de comunhão com Deus e da nossa diversidade. O objetivo comum da Ordem, o nosso projeto é V Centenário de Santa Teresa. Penso que neste triênio, para que haja comunhão na unidade e diversidade esta pergunta devemos fazer também: Que mandais fazer mim?


tEMpO LItÚrGICO QUARESMA O tempo quaresmal é um tempo de reflexão, interioridade e reconciliação não só para nós Carmelitas Seculares, mas para todos nós cristãos Ba zados. Todos os homens são chamados a par cipar na caridade da única san dade de Deus. Para nós carmelitas temos seguimentos prá cos que nos ajudam a caminhar com segurança. Não só neste tempo de espera, mas em preparação permanente para a Páscoa defini va. Apenas lembrando, vou citar aqui os números 10 e 11, das Cons tuições OCDS: ORAÇÃO E MORTIFICAÇÃO

10. A vida de oração, cimento e exercício primordial do Carmelo8, seja cul vada pelo Carmelita Secular com o uso dos meios que a Ordem para isto sugere: a. par cipação co diana da Eucaris a; b. leitura orante das Sagradas Escrituras; c. acompanhamento espiritual; d. meia hora por dia de oração mental; e. celebração co diana da Liturgia das Horas: Laudes, Vésperas e Completas; f. leitura espiritual, par cularmente das obras de autores carmelitas; g. re ro anual 11. Porque a vida de oração e de união com Deus exige uma con nua conversão e purificação9, o Carmelita Secular cul vará o espírito de penitência e de mor ficação, segundo as indicações que se seguem: a. receberá, preferencialmente uma vez por mês, o sacramento da Reconciliação; b. pra cará algum exercício de penitência, segundo a tradição da Ordem, especialmente nas sextas-feiras do Advento e Quaresma, e em preparação às festas da Ordem, especialmente o jejum e abs nência na Vigília da festa de N. Sª do Carmo. c. exercitará a virtude do silêncio; visitará os enfermos, especialmente aqueles que são membros do Carmelo Secular, para os animar a viver no Amor de Deus e dos irmãos; receberá com paciência as contrariedades da vida... A quaresma é especi icamente para nós Carmelitas Seculares o grande exercício prático da nossa escolha e entrega de vida a Deus por meio das promessas e da vivência da espiritualidade Teresiana. É um tempo de graça e de verdade, para descobrir mais sobre si mesmo, para quebrar correntes e abrir nossos corações para Deus, na comunhão na solidariedade. Cremos que se por nossa decisão somos carmelitas seculares, temos em nossa vida, não um privilegio e sim uma responsabilidade. Nós fazemos um compromisso com a Ordem. Por este compromisso assumimos a responsabilidade de corresponder às exigências de sermos Carmelitas. E assim, abrimo-nos a responsabilidade de sermos na Igreja a parte oracional silenciosa que a Ordem nos propõe. É tempo de exercitar nossa Vida, exercitar o desapego da vontade e colocá-la a serviço do Reino e de Nosso Senhor Jesus, na oração, “no esforço de transformar a realidade segundo os valores evangélicos, unindo-as ao sacri ício de Cristo; oferecer o trabalho cotidiano como participação na Criação e na Redenção, bem como sacri ício grato a Deus no exercício do sacerdócio comum dos iéis batizados10” (conf. Est. 11) «Não consintamos, irmãs, que a nossa vontade seja escrava de alguém, mas só d'Aquele que a comprou com o Seu sangue» Sta. Teresa (CV 4, 8.) Que tenhamos uma santa quaresma, e que a Páscoa plenifique nossos corações de vida nova. Rose Lemos Piotto, OCDS Vice-Presidente Provincial/Coordenadora da Comissão de Formação

CONSTITUIÇÕES DA OCDS Texto complementar aprovado e acrescentado

Documentos da OCDS Ordem dos Carmelitas Descalço Seculares Provincia São José

III – B - A COMUNHÃO FRATERNA

24-a) A Igreja, família de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo, é mistério de comunhão1. Jesus veio até nós para revelar-nos o amor trinitário e a vocação de par cipar na comunhão de amor da SS. Trindade, à qual é chamada cada pessoa humana, criada à Sua imagem e semelhança (cf.: Gn 1,26-27). À luz destemistério revela-se a verdadeira iden dade e dignidade de cada pessoa e par cularmente a vocação de cada um dos fiéis cristãos na Igreja2. De natureza espiritual, a pessoa humana realiza-se e amadurece ao ser numa relação autên ca com Deus, mas MOntE CArMELO

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também com outras pessoas3. Portanto, a Comunidade local da Ordem Secular do Carmelo Teresiano, sinal visível da Igreja e da Ordem4, é um âmbito para viver e promover a comunhão pessoal e comunitária com Deus em Cristo no Espírito e com os outros irmãos (cf.: Rm 8,29) conforme o carisma teresiano. A pessoa de Cristo é o centro da Comunidade. Os membros reúnem periodicamente no seu nome (cf.: Mt 18,20), inspirando-se no grupo formado por Ele e os doze Apóstolos (Cf. Mc 3,1416.34-35)5 e nas primeiras Comunidades cristãs (cf.: At 2,42; 4, 32-35). Buscam viver a unidade pedida por Jesus (Jo 17,20-23) e o seu mandamento de amar como Ele os ama (Jo 13,34). Prometem tender à perfeição evangélica 6 no espírito dos conselhos evangélicos, das Bem-aventuranças (Mt 5,1-12) e das virtudes cristãs (cf.: Col 3,12-17; Flp 2,1-5), conscientes de que esta realidade de comunhão faz parte da espiritualidade carmelitana.24-b) S. Teresa de Jesus inicia um novo modelo de vida em Comunidade. Seu ideal de vida comunitária baseia-se na certeza de fé que Jesus Ressuscitado está em meio à Comunidade e que esta vive sob a proteção da Virgem Maria 7 . Está consciente que ela e suas monjas foram reunidas para ajudar à Igreja e colaborar na sua missão. As relações fraternas são marcadas pelas virtudes do amor verdadeiro, gratuito, livre, desinteressado; pelo desapego e pela humildade. São virtudes fundamentais para a vida espiritual que trazem a paz interior e exterior 8 . Teresa é consciente da importância da ajuda mútua no caminho de oração e da importância da amizade com os outros na busca de Deus 9 . Para a vida em fraternidade considera também fundamental a cultura, as virtudes humanas, a suavidade, a empa a, a prudência, a discrição, a simplicidade, a afabilidade, a alegria, a disponibilidade e o buscar andar “na verdade diante de Deus e das pessoas” 10 .A doutrina de S. João da Cruz tem como obje vo a união com Deus por meio das virtudes teologais11. Par ndo deste princípio, o Santo vê o efeito purificador e unificador das virtudes teologais também na vida fraterna. Par cularmente o amor a vo para com os outros: «Onde não há amor, põe amor e encontrarás amor», porque assim faz o Senhor: ama e capacita a amar12.24- c) O fiel cristão começa a fazer parte da Ordem Secular por meio da promessa feita à Comunidade, diante do Superior da Ordem 13 . Com a promessa compromete-se a viver em comunhão com a Igreja , com a Ordem, com a Província e sobretudo com aqueles que fazem parte da Comunidade, amando-os e es mulando-os na prá ca das virtudes 14 . Nas Comunidades menores 15 é possível estabelecer uma verdadeira e profunda relação de amizade humana e espiritual, de apoio mútuo na caridade e na humildade. S. Teresa de Jesus valoriza a ajuda do outro na vida espiritual: a caridade cresce por meio de um diálogo respeitoso, cuja finalidade é a de conhecer-se melhor para ser agradável a Deus 16 . As reuniões da Comunidade se desenvolvem num clima fraterno de diálogo e de par lha17. A oração, a formação e o ambiente alegre são fundamentais para aprofundar as relações de amizade e garan r o suporte mútuo para viver a vocação laical do Carmelo Teresiano no dia a dia da família, do trabalho e em outras realidades sociais. Para isso é necessário uma par cipação assídua e a va na vida e nos encontros da Comunidade. As ausências são admi das somente por mo vos sérios e justos, avaliados e concordados com os responsáveis. Os Estatutos par culares estabelecerão o tempo de ausência injus ficada, além do qual um membro será considerado ina vo e passível de demissão da Comunidade.24-d) A responsabilidade forma va da Comunidade e de cada um dos membros 18 requer que cada um se comprometa com a comunhão fraterna, na convicção que a espiritualidade de comunhão 19 desempenha um papel essencial no aprofundamento da vida espiritual e no processo educa vo dos membros. A vida eucarís ca e de fé 2 0 e a escuta da Palavra de Deu s 2 1 fazem crescer e sustentam a comunhão. A autoridade local da Comunidade preste o seu serviço na fé, na caridade e em humildade (Cf. Mt 20,28; Mc 10,43-45; Jo 13,14). Ajude a criar uma

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convivência familiar e favoreça o crescimento humano e espiritual de todos os membros. Impulsione ao diálogo, ao sacri cio pessoal, ao perdão e à reconciliação. Evite qualquer apego ao poder e o personalismo no desenvolver seu encargo.A oração de uns pelos outros, a solicitude fraterna, também no caso de necessidade material, o contato com os membros que estão distantes, a visita aos enfermos, aos que sofrem, aos anciãos e a oração pelos defuntos são também outros sinais de fraternidade. O Carmelo Secular realiza e exprime a comunhão fraterna através do encontro e a solidariedade com as outras Comunidades, especialmente na mesma Província ou circunscrição, bem como mediante a comunicação e a colaboração com toda a Ordem e a família do Carmelo Teresiano. Assim, com seu testemunho de comunhão fraterna conforme o carisma teresiano, a Comunidade do Carmelo Secular coopera com a missão evangelizadora da Igreja no mundo 22 .24- e) Uma Comunidade que devotamente busca a Deus, encontrará um equilíbrio entre os direitos individuais e o bem de toda a Comunidade. Por isso os direitos e as exigências de cada um dos membros devem ser salvaguardados e respeitados, conforme às leis da Igreja23; mas da mesma forma os membros devem cumprir fielmente os próprios deveres no que se refere à Comunidade, segundo as normas das Cons tuições. Para poder demi r24 um membro pelos mo vos estabelecidos no Código de Direito Canônico (rejeição pública da fé católica, abandono da comunhão eclesiás ca ou incorrer em excomunhão imposta ou declarada25) ou outros previstos nos Estatutos par culares, o Conselho da Comunidade deve observar o seguinte procedimento: 1) verificar a certeza dos fatos; 2) admoestar o membro por escrito ou perante duas testemunhas; 3) deixar um tempo razoável para o arrependimento. Enfim, se depois de tudo não exis r nenhuma mudança, pode-se proceder à demissão, tendo consultado o Provincial. Em todos os casos, o membro tem o direito de recorrer à autoridade eclesiás ca competente26.No caso de que um membro, depois de uma séria avaliação e discernimento com o Conselho da Comunidade, chegue à decisão de deixar voluntariamente a Comunidade, deverá fazer a pe ção por escrito à autoridade competente da Comunidade, com a qual se comprometeu através das promessas27. De tudo isso seja informado o Provincial. 31- a) No Carmelo teresiano o amor a Maria , Mãe e Rainha, está unido ao amor ao seu esposo São José. O Pai concedeu também a ele, “homem justo” (Mt 1,19), a custódia do mistério da Encarnação de seu Filho Jesus Cristo. Seguindo o exemplo de S. Teresa, o Secular encontra em São José um modelo a seguir para uma vida em humilde adoração e comunhão orante com Jesus, um mestre de oração e de silêncio28. Patrono da vida interior, é exemplo de fé e de «atenção constante a Deus , aberto a seus sinais, disponível ao seu projeto»29. Sendo esposo casto e fiel, é modelo de pai solícito no cuidado da família e de trabalhador responsável, que considera seu trabalho como “expressão do amor”30. Em comunhão com a Igreja e com a Ordem que o venera como seu “providencial Protetor”31, os membros do Carmelo Secular encontram em São José um protetor incomparável a quem confiar as esperanças, as fadigas e os trabalhos de cada dia32. 58 – j) as prá cas de mor ficação e as expressões de devoção a Maria San ssima, a São José e aos Santos da Ordem. LIVRO Documentos da OCDS 2° Edição

Faça seu pedido pelo e-mail: lucianodidimo@gmail.com 20,00


Participação da OCDS no V Capítulo dos Frades da Província São José Em janeiro deste ano aconteceu o V Capítulo dos Frades da Província São José no Centro Teresiano de Espiritualidade, em São Roque. No dia 08 à noite, a OCDS foi recebida com uma calorosa acolhida pelos frades que participaram do Capítulo da Província. No dia 09 pela manhã, também participou juntamente com os frades da celebração eucarística com laudes, onde foi presidida por Frei Francinaldo. A OCDS foi representada por quatro membros: Luciano Dídimo (presidente provincial), Rose Piotto (vice-presidente provincial), Edna de Jesus (conselheira provincial) e Ruth (secretária do conselho).

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Na manhã do 09/01 foi reservada no Capítulo para a partilha das monjas e dos seculares. As monjas enviaram representantes das três Associações de Carmelos existentes na Província São José e falaram sobre os desafios, as necessidades, os pontos positivos, etc, colocando-se ainda à disposição para servir à família carmelitana onde fosse necessário. A apresentação dos seculares foi dividida em três partes: Luciano Dídimo falou sobre o documento Assistência Pastoral à OCDS, Rose Piotto fez a apresentação das comunidades da OCDS e dados estatísticos, Edna e Ruth apresentaram seus testemunhos de vivência como carmelita secular no mundo de hoje, e foi finalizdo com a apresentação de um vídeo com fotos de nossos eventos e congressos com o Hino da OCDS ao fundo. Na ocasião também foi nomeado o frade assistente para a Comissão de Jovens OCDS, que será o Frei Júnior Gualberto.

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Foi uma experiência bastante enriquecedora, onde os três ramos da nossa família carmelitana se enriqueceram mutuamente. Agradecemos ao Frei Cléber, nosso Provincial, pela oportunidade aberta a nós neste Capítulo.

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XXXI CONGRESSO DA OCDS Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares Província São José Tema: A Alegria do Evangelho Lema: ‘Para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa’ (Jo 15,11)

24 a 27 de Abril de 2014 - Belo Horizonte ‘’Compete ao Congresso Provincial zelar pelo bom andamento da OCDS e favorecer o seu crescimento’’ (Estatuto Particular da Província São José da OCDS, art. 38, incisos ‘‘a’’ e ‘‘b’’) Caros irmãos e Cristo e no Carmelo, Buscando estar em comunhão com o nosso Papa Francisco, em face de sua Exortação Apostólica Evangelli Gaudium – A Alegria do Evangelho – sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, temos a alegria de convidar as Comunidades e Grupos integrantes da Associação das Comunidades da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares no Brasil da Província São José para o nosso XXXI CONGRESSO, a ser realizado no período de 24 a 27/04/2014, em Belo Horizonte-MG, este ano com o tema: “A Alegria do Evangelho” e lema: “Para que a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria esteja completa” (Jo. 15, 11). Ressaltamos a grande importância da participação no Congresso, pois o encontro de várias comunidades das diversas regiões do país faz com que, além de podermos nos aprofundar na doutrina da Igreja e em nossa espiritualidade carmelitana, tenhamos a oportunidade de exercer concretamente a vivência fraterna, gerando assim valiosos frutos individuais e comunitários, favorecendo, assim, o bom andamento e crescimento da OCDS em todas as dimensões, conforme dispõe nosso Estatuto em seu art. 38. Por isso, desejamos imensamente que todas as comunidades e grupos animem seus membros e se façam representar nesse evento tão relevante. Inscrições e informações: Carmelita Sampaio: carmelita_ocds@yahoo.com.br

Luciano Dídimo Camurça Vieira, OCDS Presidente Provincial da OCDS – Província São José

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Entrevista 1. Quem é Frei Cleber dos Santos? Tenho 34 anos, - no dia 10 de março completo 35 anos- sou de Cubatão-SP. Filho de Marlene Aparecida dos Santos (in memoria) e Adair dos Santos. Meus pais são mineiros que vieram para SP desde pequenos, em busca de melhores oportunidades, todos os filhos nasceram então em SP. Uma palavra que me iden fica hoje é mistério. Vejo minha vida como um grande mistério nas mãos de Deus. Hoje me pergunto: porque eu, para esta missão? Para este momento da história? Diante de tantos irmãos com mais tempo de caminha e experiência, mais preparados e a única resposta que tenho é este mistério do Amor de Deus, me sinto profundamente amado e gosto de ver minha história nesta perspec va: experiência de fé. 2. Frei Cleber dos Santos (da Trindade). Em primeiro lugar de onde vem a devoção à Trindade? Quando iniciei meu processo vocacional no Carmelo, o 1º. Contato foi com a Beata Elisabeth da Trindade, quando ainda era seminarista es gma no. Em 1996, comecei a ler a Doutrina Espiritual de Elisabeth da Trindade do padre Philipon; usei este livro para minha oração, encontro com Deus e, tudo que li sobre a vida, oração, inabitação da San ssima Trindade me calou. Em 1998, conheci o Carmelo, aqui mesma nesta casa. Par cipei do Encontro Vocacional em São Roque, fui aprovado para entrar na Ordem e, junto com meu Diretor Espiritual e leigos que me acompanhavam, decidi acompanhar o Carmelo Teresiano por mais um ano. E neste tempo de acompanhamento fui meditando sobre este mistério: Deus habita a alma, a vida de cada pessoa. Entrei para a Ordem e no ano 2.000, ano do Jubileu, dedicado à Trindade. Recordo-me que no inicio da caminhada gostaria que meu nome fosse frei João Maria do San ssimo Sacramento; no decorrer deste ano fui meditando sobre este mistério profundo da inabitação de Deus e comunhão de pessoas, fui me encontrando e sen ndo atraído por este mistério, minha devoção à Trindade veio com o Carmelo e a forma singular vivida pela Beata Elisabeth da Trindade.

Vejo minha vida como um grande mistério nas mãos de Deus

3. O senhor é jovem. Como o senhor vê sua eleição, por algum instante passava pela sua mente e coração que seria eleito? Vejo o úl mo triênio da Ordem como um exemplo deste mistério que falei até o momento. Em um único triênio elegemos 2 provinciais. Lembro-me na eleição do frei Afonso, alguns irmãos da Ordem disseram que meu nome talvez aparecesse como indicação. E não apareceu! Surgiu outro nome, de um irmão, jovem também, e muito bem cotado. Agora neste úl mo capítulo, eu ouvia os frades dizendo “alguma coisa”, e nunca me preocupei com isso. Vejo os meus o cios, dos simples aos mais comple xos como meios e não fins. Por isso gosto de ver minha vida como um mistério do Amor de Deus, são meios que Deus me possibilita para tornar-se uma pessoa melhor, mais humano e sendo mais humano, mais divino. Foi quando os envelopes foram abertos na 1ª. prévia comecei a ficar atento a tudo o que acontecia. Até o dia da eleição, dia 8 de novembro, dia da Beata Elisabeth da Trindade, estando tranquilo e me colocando nas mãos de Deus, os sufr ágios foram a ngidos logo na 2ª. votação. 4. Hoje como provincial da Família Carmelitana Descalça da Província de São José, qual é o seu maior sonho? Meu maior sonho é o caracteriza a vida trinitária: a comunhão na unidade e diversidade. A nossa província se caracteriza por uma diversidade muito grande e diversidade cultural. Somos da Província do Sudeste composta de frades de diversas regiões do Brasil, veja, por exemplo, o convento em Paranoá-DF, casa em Alagoas, em Handel-Holanda e mais, estamos presentes nos estados do sudeste, nordeste e centro oeste. O meu maior sonho é de fato que possamos construir esta unidade, a par r do encontro pessoal com Deus, como fruto de comunhão com Deus e da nossa diversidade. Essa comunhão, não é algo fácil. Estabelecer esta comunhão, não é para um ano. Importante que seja uma busca pessoal e ao mesmo tempo comum, senão esta unidade não se tornará concreta. Este é o meu sonho. 5. Líderes orientam para um obje vo comum. O senhor é um líder. Qual é o obje vo comum da Ordem dos Carmelitas Descalços? O obje vo comum da Ordem, o nosso projeto é V Centenário de Santa Teresa, cujo lema foi muito bem escolhido: Para Vós nasci! Esta afirmação gerou nela uma segunda inquietação: Que mandais fazer de mim? Além do que estamos preparando (seminários, encontros espirituais, palestras...) é um convite a olhar nossa própria via através das obras de Santa Teresa. Neste ano em par cular o epistolário, cartas, enfim, as obras menores. Penso que neste triênio, para que haja comunhão na unidade e diversidade esta pergunta devemos fazer também: Que mandais fazer mim? Acontece que esta pergunta só pode vir da experiência pessoal com Deus: Para Vós nasci, Senhor! Este triênio deverá ser uma resposta para a Igreja aqui no Brasil, que nos ques onará: Vocês carmelitas teresianos, carmelitas descalços, homens de oração. De fato vocês tem certeza de que nasceram para Deus? Vocês tem certeza que a vida de vocês é o próprio Deus? Tenho a certeza de que estamos buscando esta resposta: Para Vós nasci! Que mandais fazer de mim? Eu como provincial, pai espiritual, representante civil, procuro dar esta resposta, fazendo presença para nossas monjas, frades e irmãos seculares e por meio dos desafios do co diano. P.S: Con nuação da entrevista no próximo exemplar...

Francisco Renaldo Costa, OCDS Coordenador da Comunicação da OCDS

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PRINCIPAIS EVENTOS DA OCDS 2014 24 a 27/04 - XXXI Congresso da OCDS Belo Horizonte - MG 25 a 27/07 - X Encontro de Jovens OCDS Tremembé - SP 14 a 17/08 - XI Congresso OCDS Norte/Nordeste Fortaleza - CE 20 a 23/11 - XVI Encontro de Presidente, Encarregados de Formação e Coselheiros São Roque - SP

CONCURSO ESCUDO DA OCDS - PROVÍNCIA SÃO JOSÉ O escudo que tem sido usado em alguns de nossos livros e documentos, entretanto não é original da nossa província, mas capturado nas imagens da internet.

Dessa forma, nosso escudo deverá conter: - iden ficação de que é referente à OCDS - homenagem ao nosso patrono São José Os desenhos dos escudos que concorrerão deverão ser originais e deverão ser enviados para o email: no ciasocds@gmail.com até o dia 22/04/2014. Os membros da OCDS poderão concorrer individualmente ou por comunidade. O Conselho Provincial escolherá o melhor escudo durante o XXXI Congresso da OCDS. O prêmio do vencedor será uma inscrição gratuita para o XI Congresso da OCDS Norte/Nordeste, que se realizará em Fortaleza, de 14 a 17/08/2014.

Escola de Formação Edith Stein

ESCOLA DE FORMAÇÃO 02 a 05 de Julho de 2014 (4°-feira a partir de 08h até 05/07 as 12h)

Este curso é direcionado a todos os formadores e interessados na formação OCDS. Conforme carta circular enviada a todas as comunidades. MAIORES INFORMAÇÕES: «Gerando formadores segundo o coração de Deus»

Moisés Rocha: moisesdacruz@hotmail.com

Rose Piotto: roselpiotto@gmail.com

ORDEM DOS CARMELITAS DESCALÇOS SECULARES

Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares Província São José

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