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EDIÇÃO N.º 6

O JORNAL DO ESTABELECIMENTO VILA MAR

De Janeiro a Março de 2010

O Vilãozinho: o jornal que realmente interessa, por apenas 1 vilãozinho!

!

NOVA IORQUE ACOLHE VILA MAR A condição feminina defendida pelas nossas jovens, p. 6 e sgts.


AO LEITOR... Olá a todos!

tação

à

nem

Vamos lá implicar-nos

exige

no Tempo da Vida, esco-

ensaiar outras estratégias

lhendo aquilo que temos

e

de

sempre Cá temos mais uma edição do Vilãozinho do Vila Mar! Neste, além das novidades habituais, traz em si mesmo a novidade de uma nova directora, não

de

uma

directora

nova! Para mim é uma verdadeira novidade! Escrever este editorial é também uma novidade e uma estreia! Enfim, são só desafios! Repararam como vivemos esse momento de Mudança no Vila Mar? Pois, foi em festa! Duas lindas festas, cheias de simbolismo! so? Perguntas difíceis! E as prendas?! E esta frase: ―SUMO NA VIDA É O QUE EU TE DESEJO. RUMO NA VIDA. UM BEIJO.‖ As festas e os rituais importantes

mudanças

é

fácil,

experimentar

outros

papéis! Todos nós manifestamos Resistência à Mudan-

convite

Deixo-vos para

as

férias! Felizes Páscoas!

ça! Esta resistência protege-nos do novo e do desconhecido. quando

No

entanto,

ul trapassada

implica transformação! É a Vida! A Vida implica

A directora do Estabelecimento Vila Mar, Dra. Patrícia Branco

Mudança, Crescimento e Transformação! Implica esforço e trabalho!

Nesta edição…

Implica festa e brincadeira! Implica estabelecer relação, conhecer o outro

VILA MAR EM FESTA:

e conhecermo-nos a nós Implica gostarmos de nós

próprios,

construir

auto-estima! Implica

respeitar

o

respeitar

o

NATAL

CARNAVAL

outro! Implica ambiente!

de

A Vida está recheada

alguma forma, ajudam ao

de implicações, há Tempo

processo de adaptação à

para todas e cada uma a

própria mudança! A adap-

seu Tempo!

Página 2

porque,

nas

melhor!

este

próprios!

Lembram-se do concur-

são

mudança

DESPE DIDA


AO LEITOR... BOAS VONTADES Não é novidade para ninguém o que aconteceu, na Madeira, no dia 20 de Fevereiro. Ainda hoje, passado um mês, há quem — como eu — sinta que uma certa irrealidade nos rodeia, talvez porque estamos habituados a ver aquelas cenas de destruição apenas na televisão e nos seja difícil acreditar que é possível acontecer junto a nós. Resta-nos podemos

avançar.

ficar

Não

parados,

a

olhar para trás e a pensar que tudo poderia ter sido diferente. A verdade é que algumas

coisas

poderiam,

mas outras não. A destruição foi devastadora e, em muitos casos, mais do que reconstruir as suas casas ou outros bens materiais, é necessário que as

pessoas

recuperem

a

vida, a esperança, o espírito alegre, enfim, a sensação de

que a tranquilidade, a pouco e pouco, regressará ao nosso dia-a-dia. Felizmente, no que nos diz respeito, o Vila Mar passou

quase

incólume

pelo temporal. Sim, houve estragos: uma ponte desapareceu, o leito da ribeira alterou-se muito e fez danos por onde passa, o campo de jogos exigiu reparações entrou

imediatas,

água

deveria

haver

onde

espaços

secos. Sim, isso aconteceu. Mas pouco mais. Com-

das de limpeza e professo-

parado com tantos outros casos, até podemos dizer

res, alunos e funcionários do Estabelecimento Vila Mar se

que estamos bem e com for-

deslocaram até aos Centros

ça para enfrentar o mundo,

Comerciais ―Anadia‖ e ―Dolce

como foi sempre o nosso

Vita‖, à rua Fernão Ornelas e

apanágio para as crianças e jovens que acolhemos.

ao Mercado Abastecedor, para assim poderem dar o

Enfrentá-lo, mas também

seu

contributo.

Miúdos

e

ajudá-lo, dando-lhe a nossa

graúdos deram as mãos e

mão sempre que ele preci-

abriram um bonito sorriso

sar. E este foi, indubitavel-

para devolver à

mente, um mês forte no que

Funchal o seu ar limpo e

respeita a ver a colabora-

cidade do

organizado.

ção sair a rua, de mãos

No fundo, a beleza apaga-

dadas com a generosidade

da pela tempestade foi sendo

e um grande sentimento

resgatada pela boa vontade.

de

Haverá,

entrega.

Entrega

ao

certamente,

nas

outro que ficou sem nada,

nossas memórias, um antes

como também àquele que

e um depois do dia 20. Que

ficou com tudo o que pos-

prevaleça o espírito de soli-

suía manchado da cor da

dariedade, aí renovado!

intempérie. Foi com essa disposição

Maria do Rosário Antunes

que se organizaram brigaPágina 3


PARA CONHECER MELHOR... BILHETE DE IDENTIDADE... NOME: Patrícia Freitas Silva Branco IDADE: 42 anos FUNÇÃO NA INSTITUIÇÃO: Directora do Estabelecimento Vila Mar FORMAÇÃO: é licenciada em Psicologia e possui formação específica em terapia familiar e intervenção sistémica e o curso em mediação familiar. O que achou da sua festa

cargo. Senti, contudo, muita

de boas-vindas?

vontade de dar o meu melhor. Quais as razões para con-

Gostei muito da forma como fui

recebida,

do

ambiente

festivo, da recepção das pessoas,

do

significado

das

prendas e das mensagens.

Como conseguiu chegar a este cargo? Houve a abertura do concurso para o cargo de director deste estabelecimento e eu

Como se sentiu quando soube que ia ser Directora

concorri, apresentando o currículo e todos os outros

do Estabelecimento Vila Mar?

requisitos, fiz a entrevista

Senti uma grande satisfação pessoal e profissional, mas

profissional e fiquei seleccionada para o lugar.

também um certo receio associado ao desafio deste

Teve

De alguma forma, a minha convicção de que o Estabelecimento Vila Mar pode ser um trampolim de mudanças positivas no desenvolvimento das crianças e jovens que o frequentam.

Quais são as suas expectativas em relação a esta

de

fazer

muitos

sacrifícios

para

chegar até aqui? Não tive de fazer sacrifícios ao longo da minha carreira, tenho sim procurado

investir

no

conhecimento e na aprendizagem contínua, e esta oporFesta de Recepção: o momento da verdade…  Página 4

correr para cá?

tunidade desafio.

é

um

Instituição? As minhas expectativas são tornar esta convicção uma realidade.

Está a gostar de trabalhar nesta Instituição? Estou a gostar, ainda estou a integrar-me, mas tenho sentido muito apoio e boa recepção tanto da parte dos funcionários, com dos alunos.


PARA CONHECER MELHOR... Já tinha trabalhado cá há alguns anos. Encontra diferenças

entre

essa

altura e agora? Quais? Trabalhei cá desde Junho de 1996 até Outubro de 2002. Encontrei várias diferenças, como o nome da instituição e a imagem que as pessoas têm desta casa. No entanto, apesar das diferenças, foi reconfortante reencontrar as pessoas e o lugar.

nais e participava em algu-

Qual o seu prato preferido?

mas actividades dos cursos.

Gosto de comida saudável bem confeccionada, de pre-

O que fazia antes de vir como Directora para o Vila Mar?

Era psicóloga, dava apoio às

peixe,

legumes

e

saladas. E com poucas calorias!

Qual o seu vinho favorito?

funções na equipa de apoio

Vinho

as mulheres vítimas de violência doméstica.

da região do Douro.

tinto,

especialmente

Destino de férias ideal? O que gostava de mudar no Vila Mar?

Na praia, ao sol e com água quente, temperatura acima

residências 1, 2 e 4 e ao

As mudanças vão fazer parte

Estabelecimento da Achada (residência feminina, que

do percurso iniciado nesta

dos 20º e acompanhada, porque sozinha não tem graça.

instituição.

integrava o Centro Polivalente do Funchal). Também apoiava a selecção dos alu-

ferência

Era psicóloga do Centro de Segurança Social, exercia

O que fazia no Vila Mar nesse tempo?

CURIOSIDADES

nos para os cursos profissio-

Como costuma ocupar os O que gostava de manter?

seus tempos livres?

Gostava de manter as

Ora,

motivações e as von-

filhos, a conviver com os

tades

amigos,

para

de o

trabalhar melhor

de

a

cuidar indo

dos ao

meus

cinema,

fazendo algumas leituras, etc.

todos os que fazem parte desta instituição (funcionários e alunos).

Se não fosse Capricórnio, que signo gostaria de ser? Gostava de ser Leão, porque

Quais são as suas prioridades

para

gosto dos felinos, por serem fortes.

esta fase inicial? A minha prioridade é conhecer a instituição Dra. Patrícia com os entrevistadores, Leocádia e Alisson.

Leão? Isso significa que é do Sporting?!?

e todo o seu funciona-

Eu não sou de futebol! Nem

mento,

sabia que o Leão era do

para

então

definir prioridades.

Sporting! Página 5


PARTILHANDO!

O VILA MAR NA GRANDE MAÇÃ Como é do conhecimento público, as educandas do Estabelecimento Vila Mar Marina

Castro

e

Sara

Teles, acompanhadas pela Dra.

Susana

Estevinho,

participaram

na

54.ª

sessão da CSW (Comissão para o Estatuto da Mulher), promovida pela ONU, em Nova Iorque, à semelhança

tégias para todos os

países-

membros,

para

depois colocarem em prática e assim

defende-

rem os direitos da mulher. E acreditem, ainda há

muita

coisa

por fazer… Estivemos envolvidas nestas acções, mas sobretudo

mos, por exemplo, num grupo de trabalho no qual se

naquelas referentes à defesa

escreveu uma declaração a

dos direitos das jovens. Nun-

apresentar

ca imaginámos que, do outro

Secretário-geral da ONU, Ban

Resumidamente, todos os

lado do globo, se juntassem

Ki-moon. Nesta declaração,

anos, durante duas semanas decorrem conferências e gru-

tantas pessoas (adultos e jovens) vindas de vários can-

pedia-se-lhe o reconhecimento dos direitos humanos

pos de trabalho (caucuses)

tos do mundo para falarem

das

dinamizados

sobre ―nós‖, raparigas… Sen-

mundo e alterar o Acordo de

ONG’s internacionais e cujo

timo-nos

Pequim

principal foco de conversa é

tantes!

a

M u i t o s

do que tem vindo a a contecer em anos anteriores. Aqui fica o seu testemunho.

defesa

por

dos

múltiplas

direitos

da

realmente

mulher e da igualdade de

deram

g én ero.

conhecer

Para lelam ent e,

a

decorrem sessões de análise

as

e de discussão nas salas de

realidades

Plenário da sede da ONU,

e

onde participam os delega-

mas, pro-

dos

que

puseram e

representam cada um dos

reivindica-

192 países que integram a

ram novas

ONU. É no Plenário que se

s o lu ç õ es .

decidem as linhas e as estra-

Participá-

Página 6

governamentais

suas proble-

impor-

no Plenário

raparigas

em

de 1995,

todo

ao

o

no que


PARTILHANDO!

O VILA MAR NA GRANDE MAÇÃ dizia respeito aos problemas

ainda

estas

influência na nossa mente e

de

violência

situações no ―nosso‖ mundo…

auto-estima? O aumento de

contra as raparigas, de saú-

Sabiam que, Havvi, uma

de e dos mass media. Sabiam que, em Janeiro

rapariga da Nigéria, casou-se aos 13 anos e logo depois

enorme e todos os dias as jovens continuam a ser bom-

de

umas

ficou grávida? Somente após

bardeadas

jovens afegãs iam a pé a caminho da escola, as suas

4 dias de trabalho de parto, é que foi levada para o Hos-

negativas de si mesmas. Esta é uma problemática dos

caras foram vaporizadas com

pital, mas a bebé acabou por

países

ácido, como forma de mos-

morrer durante o parto. O

enquadra-se muito bem na

trarem que as mulheres /

stress do trabalho de parto

nossa ilha, pois todos nós

jovens não deveriam acesso à educação,

provocou a Navvi uma ruptu-

conhecemos alguém que não come ou que provoca o

educação,

2009,

mas

sim

de

enquanto

ficar

ter

acontecerem

distúrbios

em

alimentares

com

e

vómito para emagrecer…

afazeres

legislação

domésticos

familiares?

imagens

desenvolvidos

casa, a cuidar dos e

é

Real-

É preciso que

uma tente

reduzir os estereótipos

mente, nós, cá, já temos esse direito,

da falsa beleza.

mas ainda há muita

Estivemos também a

gente no mundo que

conversar com a dele-

nem

gada do governo por-

vai

à

escola,

pois é proibido ou é alvo de violência!!!!

tuguês,

Dr.ª

Isabel

ra na bexiga, a doença fistu-

Romão, da Comissão para a

Sabiam que, em muitos

la, uma lesão no nervo da

Cidadania

países, não existem leis que

perna esquerda e ao estado

Género. Claro que aproveitá-

protejam as crianças / jovens

de incontinência, acabando

mos

raparigas que são vítimas de

por ser ostracizada pela vizi-

alertá-la para a importância

formas graves de violência,

nhança. Se Navvi tivesse tido

de, nas suas intervenções

como por exemplo: tráfico de

acesso a cuidados de saúde

nas sessões de Plenário da

jovens, infanticídio feminino,

logo de imediato, se calhar

ONU, incluir e defender os

venda de órgãos, trabalho

nada lhe teria acontecido…

direitos humanos das rapari-

a

e

Igualdade

oportunidade

de para

forçado, prostituição, mutila-

Sabiam que, nos dias de

gas não só de Portugal, como

ção genital feminina, entre

hoje, os meios de comunica-

também de todo o mundo…

outros? Parece inacreditável

ção social têm uma grande

E, quem sabe, de no próximo Página 7


PARTILHANDO!

O VILA MAR NA GRANDE MAÇÃ ano fazer-se acompanhar de

casas e o trabalho da mulher

uma jovem para testemu-

nessa casa, entre outros.

nhar e dar voz aos proble-

Sentimos que a Dra. Isa-

mas e necessidades, suas e dos seus pares… Enfim, par-

bel mostrou receptividade e disponibilidade para defender

ticipar

dos

os nossos interesses, mas

seus assuntos. A Dra. Isabel também con-

que muitos também dependem de outras pessoas, que

cordou que a situação das

podem não ter a mesma opi-

crianças e raparigas é ainda

nião ou posição.

nas

alterações

uma área que não está devidamente aprofundada e acautelada por muitos países.

Toda esta experiência teve, e terá, uma repercus-

que existem outras raparigas

Conversámos ainda sobre

são muito positiva na nossa

da

vida.

novas a sofrerem situações

diversos

assuntos

relativos

às raparigas e mulheres, por

idade

ou

mais

consciência

ainda mais graves do que as

exemplo, sobre as doenças

que, de facto, nós, raparigas,

nossas... Raparigas que são

de saúde mental (anorexia, bulimia...), o aborto, a des-

somos mesmo importantes neste mundo. Pois, um dia

vítimas de tráfico e comércio sexual, de violação, de vio-

valorização

mais tarde, seremos as futu-

lência física e psicológica, de

doméstico da mulher, a rela-

ras

mutilação, de exploração de

ção entre a arquitectura das

aquelas que orientaremos o

trabalho

mundo, ou como mães, ou

outros... e elas não têm nin-

como

do

trabalho

Tomámos

nossa

mulheres...

mulheres

―cara-metade‖, empresárias, ministras,

doméstico,

entre

da

nossa

guém para as defender ou

ou

como

para fazer justiça.

professoras,

educadoras,

ou

O mesmo acontece com a educação...

Nós,

muitas

até mesmo como emprega-

vezes, pensamos que estar

das domésticas... Se, duran-

na escola é aborrecido, mas

te uma semana, recusarmos

pensar que existem outras

fazer

tarefas

tantas crianças e raparigas

domésticas ou deixarmos o

da nossa idade (17 anos)

filho a cargo de outra pes-

que não vão à escola, para

soa, o que acontece??

ficar em casa a cuidar desta

as

nossas

Tomámos Página 8

Seremos

consciência

ou dos filhos, ou a trabalhar


PARTILHANDO!

O VILA MAR NA GRANDE MAÇÃ ajudar as outras rapari-

riamente será uma referência

gas.

da língua inglesa.

Pensámos que, na Madei-

Com

esta

experiência,

ra, poderíamos sensibilizar outros amigos nossos,

aprendemos a tomar consciência e a valorizar a nossa

na Instituição e na nossa

vida, o que temos e o que

escola, para os problemas graves das raparigas que

podemos fazer para melhorar... E uma vez que vivemos

existem por todo o mun-

numa ilha com cerca de 240

do… Assim todos podemos

mil habitantes (??) apercebe-

para sustentar as suas famí-

ajudar a mudar a situação de

mo-nos que existem outras

lias, causou-nos revolta e tristeza.

violência e de discriminação!

terras, outras oportunidades, outros modos de vida, outros

alguma

Tudo isto fez-nos pensar

Perspectiva pessoal da

pensamentos e maneiras de

que, realmente, temos muita

experiência tida na CSW e

estar, de ser e de fazer...

sorte. Mas também fez-nos

na cidade de NY

Mesmo sendo um país dife-

perguntar: de

que

forma

Pessoalmente,

além

do

podemos ajudar as tantas raparigas que vivem neste

CSW, foi muito importante para nós contactar e fazer

mundo, tão grande? Pois,

novas relações de amizade

mesmo

com pessoas de diferentes

do

outro

lado

do

mundo, podemos contribuir e

rente, somos todos iguais! Dra. Susana Estevinho

nacionalidades. Assim como participar e viver numa cidade diferente da nossa foi uma experiência bastante enriquecedora... Como era diferente e uma novidade, conseguimos usar os cinco sentidos em Nova Iorque:

saborear,

cheirar,

ouvir, tocar e ver pessoalmente a ―big apple‖. Até mesmo o ―stand clear of closing doors, please‖ dos metros que tomávamos diaPágina 9


PARTILHANDO!

O VILA MAR NA GRANDE MAÇÃ SOBRE NOVA IORQUE, by MARINA

Adorei Time Square, é lin-

Houve mais umas coisi-

do, principalmente à noite, é

nhas de que não gostei, mas

outro

m undo.

isso não é importante, são

Nunca vou esquecer as músicas

coisas normais.

que cantávamos e

O QUE ACHEI MAIS ESTRANHO?

até mesmo a ―Stand clear and

Estar lá já foi estranho, senti-me numa enorme col-

close

meia.

the

door

please‖, que estávamos constante-

O QUE FIZ EM NI QUE NUNCA

mente a ouvir quando andáva-

TIVESSE FEITO?

mos de metro.

tinha feito, como ver e tocar

Tam b ém

não

na neve (lá me iniciei nas

esquecerei o con-

batalhas de neve e fiz bone-

gelador natural do

cos de neve), comer comida

gelado, que era o boneco de neve

mexicana (nunca me vou esquecer do quanto fiquei

que

no

aflita por causa da pimenta,

quintal. A orienta-

mas para não ficar ―foleiro‖

ção da Dra. Susa-

continuei com um sorriso e

na, ri-me à brava graças a

comi tudo). Foi também a

ela … e também graças ao

primeira vez que andei de

tória Natural, passear pelo

inglês

avião e de metro.

Central

pelo

quando ela recorria aos

Empire

sons para dizer algo que

DO QUE MAIS GOSTEI? Adorei ir ao Museu de HisPark,

Rockefeller State

passar

e

pelo

Building,

andar

de

ferry para ver a estátua da

da

fizemos

doutora,

então

não sabia… só visto mesmo!

Liberdade. Conhecer

a

Sharon,

a

Mary, a Mocks (Mónica) e a Lídia,

são

Odiei Chinatown, o chei-

pessoas

ro, as comidas, o aspecto,

espectaculares, muito simpá-

odiei mesmo tudo. Estava

ticas e atenciosas.

desejando sair de lá!

Página 10

que

DO QUE MENOS GOSTEI?

Fiz muita coisa que nunca


PARTILHANDO!

O VILA MAR NA GRANDE MAÇÃ SOBRE NOVA IORQUE, by SARA

não percebi tudo, mas a Dra.

O QUE FIZ EM NI QUE NUNCA

Susana traduziu.

TIVESSE FEITO?

Gostei

de

conhecer

a

Estar tanto tempo a ouvir

senhora Sharon, a Mary, a Mónica, a Lídia que era dele-

inglês ―americano‖ e ir a conferências…

gada portuguesa e era de

Aprendi a valorizar alguns

Portugal (Coimbra). Gostámos de ver a neve.

problemas pelos quais as raparigas passam, como, por

Numa conferência, estivemos

exemplo, quererem ir à escola

com espanhóis e uma brasi-

e não poderem. Há raparigas

leira, que nos iam traduzindo

que são muito discriminadas.

o que era dito. DO QUE MENOS GOSTEI? Houve algumas coisas e DO QUE MAIS GOSTEI? Passearmos pela

alguns momentos de que não cidade,

gostei muito, mas não me

irmos ao Empire State Building, ao Central Park e ao

apetece falar…

Museu de História Natural,

O QUE ACHEI MAIS ESTRA-

que foi ―brutal‖, principal-

NHO?

mente o planetário. Tivemos várias

conferências

Aqui fica o AGRADECIMENTO à Nini Andrade, que patrocinou as viagens das educandas, tornando possível este sonho das nossas meninas!

New

York

é

Lá ao fundo, o Chrysler Building, com 310 metros de altura...

muito

que

estranha só pela razão de

foram muito importantes. Eu

nunca lá ter estado. Chinatown também foi um pouco estranha, mas foi ―fixe‖. Ah, estranho: gomas

com

pimenta, comida viva e o As senhoras que nos receberam e gentilmente nos acolheram, Mary Kay e Sharon Joselyn

modo

de

vestir.

Página 11


PARTILHANDO!

O VILA MAR na SUÉCIA PROJECTO C-LAB O Projecto C-Lab, para o qual a nossa escola foi convidada a participar, prossegue com o seu trabalho. Após a reunião que se realizou na Madeira de 22 a 24 de Outubro de 2009, continuámos com a investigação em campo e os resultados foram apresentados na última reunião que se realizou entre 4 e 6 de Fevereiro de 2010, novamente na Suécia, debaixo de temperaturas muito frescas: máxima 1º e mínima -4º. Esta continua a ser uma experiência muito rica e vale a pena ver ―in loco‖ todo o trabalho que se faz como forma de prevenir o abandono escolar precoce e a inserção de pessoas com menos qualificações no mundo do trabaO rio não resistiu às baixas temperaturas e… gelou!

lho.

São

exemplos de boas práticas seria

que bom

seguirmos. A par da apresentação dos trabalhos

que

cada

país

(Holanda, Suécia e Portugal) ficou encarregue de fazer, várias pes-

grantes, que são essencial-

soas apresentaram o traba-

mente refugiados políticos da

lho

na

Palestina, Irão e do Iraque.

de

Por terem esse estatuto, são

população, nomeadamente alguns membros de equipas

um grupo que tem características específicas e que, por

que trabalham nas ruas onde

isso, precisa de acompanha-

os jovens se encontram e

mento.

que

Suécia

desenvolvem

com

procuram

tipo

encaminhá-los

para as escolas. Tivemos também a presença de um elemento

do

projecto ―Your

Bro-

ther‖, projecto este que se destina a trabalhar essencial-

Página 12

este

mente

com

rapazes

imi-

Além de se trabalhar com os jovens rapazes, trabalhase igualmente com os pais


PARTILHANDO!

O VILA MAR na SUÉCIA possível

Até a praia ficou branca! Toda a área que se vê coberta de neve é… areia!! Lá ao fundo, ainda se consegue ver mar.

porque

nos são preparados para se

existe uma estreita cooperação

inserirem nas outras escolas. A título de curiosidade, fre-

entre os diferentes intervenientes

quentam esta escola 42 alunos que são acompanhados

no processo, des-

por 53 professores.

de

a

família,

a

A próxima e última reu-

escola, polícia, a

nião deste projecto já está

segurança social,

marcada para o próximo mês

a câmara munici-

de Maio de 2010 e desta vez

pal, destes jovens. Foi-nos apresentado tam-

as equipas rua…

bém uma reforma curricular

Fomos

de

tam-

do ensino que visa atingir

bém visitar uma

grupos específicos da popula-

escola

ção e dar resposta a esses

destinava

problemas específicos.

jovens com dis-

que

se a

Ficámos ainda a conhecer

funções psicoló-

um projecto que se iniciará em Março de 2010 e que se

gicas (como défice de aten-

destina a desempregados de

ção

longa duração.

tração

Tudo isto acontece e é

e concene

hiper-actividade,

entre outras) e que por isso têm

será na Holanda, país mentor deste projecto. No entanto, como a expe-

dificuldades

riência foi muito positiva e queremos continuar a traba-

em

lhar juntos (e quem sabe

inte-

juntar mais alguns parceiros

grar-se

ao grupo que já existe), um

nas escolas

outro projecto já está na forja.

regulares. Nesta

Professora Helena Castanha

escola, os aluPágina 13


RECORDANDO...

Jantar de Natal mesas estiveram a cargo das residências; a decoração da sala contou com a ajuda do Sr. Lino, dos alunos e professores de Artes Plásticas; e para a impressão dos marcadores de mesa, dos postais, das ementas e das fotografias contámos com a ajuda e No dia 17 de Dezembro, teve lugar, na Sala Multiusos, o Jantar de Natal

paciência

da

colega

Sara

Abreu!

do Vila Mar, que contou com a ajuda e presença

À entrada do jantar foi

de toda a comunidade do

servido um beberete. Depois do jantar, e apesar

Vila Mar. A decoração continua

da chuva que impediu que o Baile tivesse lugar na sala 1,

no objectivo de respeitar

depressa se arranjou uma

a política dos 3 R’s. Assim, foram executadas

solução! Armou-se o Baile no refeitório e foi um sucesso! A

cem bolas, argolas de guardanapo, doze candeei-

―casa‖ esteve a cargo de DJ

ros, marcadores, tudo em sisal, de forma a serem apro-

Na

base

da

mão

durante

todos os

ano

de

lecti-

educan-

vo.

dos e alunos

As emen-

do

tas

Vila

foram elabora-

Mar, para

das pelos

serem oferecidas

alunos do CEF 2_2; as sobre-

à família.

Página 14

de

Natal estavam fotografias emolduradas à

veitados para outros eventos o

Árvore

BOX, um nome a fixar! Equipa de Animação e Treino de Competências


RECORDANDO...

FESTA...DAS...FAMÍLIAS...DE...ACOLHIMENTO Força, que está cheio

to! Palco e pla-

de coisas boas!

teia! Na biblioteca,

acolhimento e dos do Vila Mar. Seguiu-se a

im p r o v is á mos

os

bastidores dos artistas e depois um lanche!

A pedido do Conselho de

Social Madeira,

t a gulosei-

da

com a colaboração da

todos e um lanche.

o

Mónica Nicol e do Alisson, que também

O Pai Natal Ruben distribuiu presentes a todos

Vila Mar cola-

cantou.

borou, uma vez mais, na Festa

O Marco e o

das

Antó-

Na manhã do dia 18 de

Vieira

n Dezembro,

colaboraram

para

―desfazer‖ e refazer a sala para a festa para que às 15h30 estivesse

tudo pron-

i

animaram

c o m mas para

os meninos!

Famílias de Acolhimento.

todos

Pinha-

apresentação do espectáculo contou

Administração do Centro de Segurança

A

Pa r cis a faz e os abe r cap o r“ Gin eira é gar !” pre-

Equipa de Animação e Treino de Competências

o o

pessoal com o seu reportório ―Na sola da bota‖ e ―Parapapa‖. Pedimos a colaboração da Escola da

APEL

que,

através do projecto Univa, trouxe até nós as actividades

de

Capoeira,

A Oficina Alternativa veio até ao Vila Mar.

Malabarismo e

O Octávio apoiou

ainda

todo o evento.

pinta-

ram as caras dos meninos das famílias de Página 15


AS BOAS-VINDAS À NOVA DIRECTORA DO VILA MAR, DR.ª PATRÍCIA BRANCO

RECORDANDO...

Página 16

Cortámos 50 garrafas para suporte dos balões

No dia 10 de Feverei-

espectáculo coube ao João

cia teve de provar, peran-

ro, tomou posse a nova Directora do Vila Mar,

Paulo e à Marina; o Edgar acompanhou à viola o can-

te toda a comunidade do Vila Mar, que estava apta

Dr.ª Patrícia Branco. A Dr.ª Maria Carlos,

tor

David

Mangena

para ser a nova Directora e, assim, a equi-

como boa anfitriã,

pa elaborou algumas

preparou uma festa surpresa até ao

perguntas cujas respostas decidiriam a

mais ínfimo porme-

tomada

nor. Mesmo com a

Isto de ser Directora

agenda

do Vila Mar não é

cheia

de

de

posse!

afazeres, e como foi sempre característi-

para qualquer pessoa! Prova supera-

ca sua, os meninos

da! Passo seguin-

estiveram em primei-

te: protocolo do Vila Mar,

ro

lugar,

pelo

que

(um acto de coragem

com a entrega de:

acompanhou os ensaios e

por parte do David); na

- uma t-shirt do Vila

preparou o programa do espectáculo com a equipa

aparelhagem esteve o Dj Box; e a Sara, o Eduíno, o

Mar, com a seguinte mensagem: “Foi selecciona-

criada para o efeito!

Jonas, o David, o Carlos

da para jogar pela Equi-

Jorge, o Henrique, o Cláu-

pa do Vila Mar”;

A

apresentação

do

dio e o Miguel foram os representantes que

oferece-

ram recordações com grandes

significa-

dos. A Dr.ª

Patrí-

Obrigada Ruben pelas lindas flores!


RECORDANDO... muito

tem-

po… É o que esperamos de si”; - a colecção do Vilãozinho: ―Aqui está a história

do

Vila Mar, que cada nós

vai

um

de

construindo

com paixão e empenho todos os dias”; - um porta-chaves: “Para a Senhora Directora esta fita verde, cor de esperança, que simboliza a esperança do nosso coração; - um crachá: “Saiu do Polivalente, bem-vinda ao Vila Mar”;

Maria Carlos.

- uma flor em pedra: ―Esta flor serve

Depois do discurso da Directora, a excelente Equipa

estu-

para man-

da Cozinha serviu o jantar,

dar é o

ter

um serviço irrepreensível de

q

e

seus dias

a E

felizes”; - a chave

- uma caderneta do Vila Mar: “No Vila Mar,

u

está dar. n

ó

s

da

os

casa:

5 estrelas. Equipa de Animação e Treino de Competências

vamos aguentar e

depois

“Esta

chave

é

bazar‖; - uma agenda da casa: ―Esta

para abrir portas e nunca para

agenda é para se lembrar

fechá-las.”

de nós e dos nossos ani-

Os mestres de ceri-

versários‖;

mónia

- uma caixa de embutidos: “A vida no Vila Mar é rigo-

meninos das Residências e da Escola

rosa.

do Vila Mar e a Dr.ª

Exige

paciência

e

foram

os

O prof. Banganho cedeu nos os solitários. Página 17


RECORDANDO...

.ª 19 de Fevereiro foi a data escolhida pela Dr.ª Maria Carlos para a festa da sua despedida. No seu programa, só constava a distribuição das prendas que deu a todos com uma mensagem pessoal manuscrita dedicada a cada membro desta casa! Um pequeno discurso e um jantar no exterior que seria espetada, nada mais! Mas ―cagari cagaró‖ e demos a volta à programação do “ATÉ JÁ” à Dr.ª.

1

3

2

4 3 1. Cerimónia no Museu do Vila Mar: Dr.ª Maria Carlos Abril 2005 / Dezembro 2009. 2. Momento musical “Chamar a música”, Ana Luísa. 3. Entrega de prendas R1, R2, R4, R5, Autonomização, CEF II 1.º e 2.º anos, CERA/O, CERA/O 1.º e 2.º Ciclos. 4. Apresentação do espectáculo pela Marina. 5. SUMO NA VIDA É O QUE EU TE DESEJO. RUMO NA VIDA. UM BEIJO (frase da pulseira oferecida a toda a comunidade do Vila Mar). Página 18

5


PARTILHANDO...

7 6

8 9 10 11

6. Dra. M.ª Carlos (discurso e prendas) 7. A TERRA é redonda. Não tem fronteiras. Tem quantos horizontes eu quiser. (frase do Tarro oferecido pela Dr.ª Maria Carlos a toda a comunidade do Vila Mar). 8. Todos cantaram… 9. “ Brinquinho” Casa do Povo do Caniço. 10. Grupo Folclórico do Monte. 11. Jantar e Baile! Página 19


RECORDANDO...

2010

Pรกgina 20


RECORDANDO...

Pรกgina 21


PARTILHANDO...

A primavera A turma do Curso de Ensino Recorrente Alternativo / Oficinal de 1.º e 2.º Ciclos, com a sua professora Mónica Sousa.

A Primavera está quase a chegar. Os dias vão ficar maiores. Vestimos roupas mais frescas, porque o tempo fica mais quente. A Primavera é uma estação do ano muito bonita. A natureza fica mais colorida, as árvores ficam floridas e crescem flores no campo. As andorinhas regressam e as borboletas voam para colorir o ar.

Carlos Jorge

Página 22


PARTILHANDO...

A primavera

Valter Andrade

Marco Vieira

Carlos Jorge

Pรกgina 23


SENSIBILIZANDO!

ECO-ESCOLAS ACTIVIDADES 2009 / 2010 Uma vez mais, os propósitos do projecto ECO-ESCOLA consistiram em promover a Preservação Ambiental através da aquisição de novos conhecimentos e atitudes a adoptar e sensibilizar os alunos, professores, funcionários e respectivas famílias das problemáticas ambientais, incutindo o sentido de responsabilidade e respeito pela natureza, procurando intervir no meio ambiente, no sentido de uma melhoria da qualidade de vida todos os seres vivos.

de

A monitorização permitiu a progressiva

adaptação

das

actividades às necessidades dos alunos e do meio. Embora

algumas

das

incutir nos alunos

actividades a que

o valor da separa-

nos

ção

propusemos

dos

lixos,

fossem concretiza-

para

estes

os

das com diversos

transmitirem

e

obstáculos,

cumprirem

nomeadamente

a

suas

casas.

em A

Agricultura Biológica, devido

preocupação ambiental direc-

às condições climatéricas que

cionou-se,

se fizeram sentir nos últimos meses, outras foram mesmo impossíveis

de

concretizar,

como o ―Coastwatch‖, também

devido

às

mesmas

razões. Neste segundo período, foi desenvolvida a temática dos ―Resíduos‖, que permitiu dar a conhecer aos alunos os ecopontos, as suas funções e esclarecer a sua utilização. Página 24

As actividades desenvolvidas surgiram com o intuito de

essencialmente,


SENSIBILIZANDO!

ECO-ESCOLAS

para a necessidade de reduzir a quantidade de resíduos a eliminar. Através de várias iniciativas, os alunos consciencializaram-se da política dos 3R’s, de forma a ser aplicada ao longo do ano lectivo. Nesta temática, os alunos CEF II – 2.º Ano tiveram oportunidade de visitar a Indústria Transformadora de Resinas

Plásticas

Brasilite,

Lda. (unidade de reciclagem de plásticos), bem como entender o ciclo dos plásticos, desde o momento da sua aquisição até à sua reciclagem. Ainda nesta visita foi -lhes possibilitado conhecer

as instalações da gráfica ―O Liberal‖, assim como as etapas de elaboração de um jornal ou revista. A turma CEF II – 1.º Ano esteve na Estação de Trans-

do conhecer as instalações e os diversos tipos de tratamentos dos resíduos sólidos urbanos (aterros sanitários, compostagem e incineração). Dra. Olga Lucas

ferência de Resíduos Sólidos Urbanos dos Viveiros, onde foi facultada aos alunos a possibilidade de assistirem a uma acção de sensibilização relativa ao uso adequado do Eco-ponto e de conhecer as instalações. Já

o

CERA/O

visitou

a

Estação de Tratamento de Resíduos

Sólidos

da

Meia

Serra, onde foi proporciona-

http://ecoescolavilamar.blogspot.com

Página 25


PARA CONHECER MELHOR… Um poeta na sala de aula... Nascido perto de Coimbra, ANTÓNIO PAIVA vive na Madeira há cerca de dez anos. Para além de exercer outras actividades, também escreve. Escreve para si, para os outros, para o mundo. E faz do seu gosto pelas palavras um caminho por onde leva tantos jovens a descobrirem os encantos da leitura e da escrita.

Diogo Fernandes: É muito difícil escrever? Quando era mais

A passagem deste autor pela Escola do Estabelecimento Vila Mar provém da sua vontade de colaborar num projecto de incentivo à leitura e à escrita dos mais jovens. A entrevista que se segue regista a curiosidade dos alunos perante «um poeta» de carne e osso e resulta de duas sessões (uma com a turma do 2.º ano do CEF II e outra com a do 1.º ano), em que a conversa andou, inevitavelmente, à volta das palavras e da vida do escritor.

novo, pensava que não, talvez por

ingenuidade

ou inocência, pois não pretendia

expor-me.

Agora, como sou publicado e há pessoas que me

lucro para mim, ou seja, é do

lêem e compram, tenho mais

único que recebo os direitos

cuidado. Nos dias de hoje,

de autor. Os restantes têm o

deito muito mais coisas fora,

objectivo de ajudar institui-

do que antigamente. Guardo alguns textos, mas sou muito

ções, como as Aldeias SOS, a Ajuda de Berço, a Acreditar

mais rigoroso. Há muita coi-

ou a APPACDM de Setúbal.

sa que apago (já não escrevo muito a caneta, habituei-me

Nestes casos, os meus livros servem para angariar fundos

a escrever directamente no computador).

para diversos estabelecimentos de solidariedade social.

Quando escrevemos coisas para os outros, temos uma maior preocupação, ficamos

Como funciona? O processo é assim: escre-

a pensar muito tempo naqui-

vemos,

lo, no que as pessoas vão

editoras e elas fazem uma

pensar, se vão gostar. Não

proposta. Ou se recebe por

quero que fiquem aborrecidas por não gostarem dos

cada edição (por x número de livros editados) ou con-

meus textos.

soante o número de livros

enviamos

para

as

vendidos. Escritor não tem ordenado ao fim do mês… Ser poeta não é, de facto, uma profissão. Por outro lado, apenas um dos meus livros Página 26

tem

Quem costuma ler e escrever? Poucos.

Alguns

desses

lêem o jornal, o que já não é mau. Muitas das dificuldades de compreensão vêm devido à falta de leitura. Quanto mais lemos, mais conhecimentos adquirimos e mais


PARA CONHECER MELHOR... facilidade temos

em

com-

o doou à instituição

preender o que nos rodeia e

que o livro pretendia

a interpretar o mundo. Mui-

ajudar.

tas vezes, as pessoas executam mal as suas tarefas, porque não percebem as instruções que lhes são dadas. Não é um problema das classes mais baixas, mesmo quem sai do ensino superior tem este problema. Resumindo, todo o nosso conhecimento vem pela leitura. Marco Câmara: Os autores é que escolhem a capa? Esses pormenores gráficos são decididos entre a editora e o autor. Algumas das capas

Marco Câmara: Quem decide o preço é quem escreve? Não, o preço é acordado com as editoras. Porém, cerca de metade vai para as livrarias. Marco Câmara: Quem decide a quantia que vai para as instituições também é o escritor? Sim, tal como qual a instituição a ajudar.

dos meus livros são montagens de fotografias que tirei à natureza. Uma outra foi uma leitora que se ofereceu para fazer. Noutro caso, foi uma artista plástica que fez um quadro, que foi fotografado e transformado em capa, e que, posteriormente,

Ruben Caetano: Em que ano lançou o seu 1.º livro? Em 2006. Leandro Côrte: Há uma hora do dia em que gosta mais de escrever poesia? Gosto de escrever quando

tenho

oportunidade,

preferencialmente

à

mas noite,

quando estou sozinho, mais calmo. Às vezes, quando vou ao continente visitar uma escola, aproveito as viagens de comboio para escrever. Ando sempre com um bloco, onde vou anotando ideias, pequenas notas daquilo que vejo… Tenho dificuldade em sentar-me com a ideia de escrever. Primeiro, vem a vontade

de

escrever, a ideia

a

desenvolver,

e

depois

é

que sento.

me Ao

computador, que agora Página 27

é


PARA CONHECER MELHOR… muito mais prático, fica logo

vras que existem para comu-

quilómetros a pé para lá che-

tudo

nicar.

gar e, para poder frequentar

guardado.

Não

sei

quando ficam os livros pron-

Quando era criança, como

o 2.º ciclo, tinha de andar

tos. Este, que vai sair em Abril, já está pronto desde

gostava de ler e tinha poucos livros, lia as folhas dos jor-

vinte e quatro, muitas vezes debaixo de imensa chuva.

2008. Tenho sempre coisas

nais que cobriam as paredes

Muitas

escritas,

do fumeiro que havia em

ficar pelo caminho, mas o

casa dos meus pais. Foi um

que sou hoje também vem

prontas

a

editar

quando me der na cabeça.

vezes,

apetecia-me

estímulo.

daquilo que aprendi e forta-

Quando

leci com esses tempos.

fazemos uma

coisa

por

gosto,

tudo é mais fácil, por

mas, vezes,

temos

de

fazer coisas de que não Alisson Bezerra: O que mais o inspira quando escreve um livro? Coisas simples. Costumo dizer que escrevo um pouco como se fosse um plágio das vidas das pessoas. Muito do que escrevo, os sentimentos que transmito, por exemplo, não são meus, mas sim daqueles que me rodeiam. Também

costumo

dizer

«se vais escrever, não te esqueças de ler». Para escrever, temos de ter mais termos

de

comparação

para

enriquecer não só o vocabulário,

mas

igualmente

as

ideias a transmitir e isso consegue-se através de muita leitura. A verdade é que não usamos um décimo das palaPágina 28

gostamos, temos de ser obrigados a fazê-las, o que tam-

Marco Câmara: Qual foi o livro mais vendido? Sinceramente, não sei. Sei apenas que, sempre que é preciso, os livros são imprimidos, sejam dez ou cem, o que não é vulgar em muitas editoras. Leocádia Abreu: Há algum livro seu de que mais goste?

bém é bom, porque aprendemos a resolver os nossos problemas e não nos tornamos

preguiçosos.

Temos de nos obrigar a fazer certas coisas e, quando nos aplicamos e temos sucesso, isso

é

muito

bom,

porque temos mesmo de ir em frente e a dureza da vida ajudanos,

mais

tarde,

a

ultrapassar os obstá- Durante a conversa, os alunos eram culos. Digo tudo isto convidados a «espreitar» as obras do porque, quando anda- autor. O entusiasmo foi tão grande que até houve quem quisesse logo partilhar va na escola primária, um dos poemas recém-lidos e já com

tinha de andar cinco direito ao título de «preferido». Muito bem, Alisson!


PARA CONHECER MELHOR… Para

conhecer

e

saber

mais, consultar:

http://dos-meuslivros.blogspot.com/

TÍTULOS JÁ PUBLICADOS E ALGUMAS NOTAS DO AUTOR…

Juntando as letras: é o Boa pergunta! Gosto mui-

Sim, tens toda a razão:

to de ler e de escrever, mas não consigo reler o que eu

devem seguir-se sempre as normas e as regras. No

próprio criei. Depois de um

entanto, há interpretações. É

texto ficar pronto (o que nunca acontece), fico muito

o que acontece com a escrita criativa: enquanto arte de

tempo sem o ler. Só quando o livro vai ser publicado é

criar, na escrita tudo é possível. Alguns autores têm o

que o releio, para fazer as

gosto de fugir à formalidade,

revisões. Quando é editado, faço as apresentações, mas

às normas: é a rebeldia, o desafio da pessoa que escre-

só depois de dois ou três

ve quando cria uma realida-

meses é que começo a folheá-

de. As regras do dia-a-dia

lo. Só passado muito tempo,

são tantas, que aproveito a

é que pego nele e o leio, visito os textos para ver o que

escrita para lhes fugir!

escrevi.

Carolina

Agora,

começo

a

Andrade

(com

gostar mais deles, porque

uma das obras nas mãos):

vou às escolas e os alunos

Estes

fazem

os

„porreirinhos‟. Os poemas

meus textos. Reconheço que

são pequenos, mas têm

há coisas de qualidade, mas

significado.

trabalhos

com

não tenho nenhum favorito. Marco Câmara: Um dos seus livros tem o nome do autor em minúscula… Não devia ser em maiúscula? É um nome próprio… (risos)

Sim,

livros

costumo

são

título do primeiro livro, porque é juntando as primeiras

que

se

aprende a ler. Janela do pensamento: é o nome do segundo livro. Depois de aprendermos a ler e a escrever, começamos a saber pensar. Daí que se abram as janelas da mente e do raciocínio. Navegando nas palavras: terceira obra de poesia. Depois de se aprender a ler, a escrever e a estruturar o pensamento, está-se mais apto a escrever ainda mais. Pedaços

de

vida

e

fantasia: crónicas. 70

escrever

letras

poemas

sorriso:

para

com o

um

lucro

da

textos pequenos, para que a atenção das pessoas não se

obra, que reverterá também

disperse, o que pode acontecer quando os poemas são

se-ão muitos sorrisos.

muito longos.

para uma instituição, gerar-

Próximo livro: Imperfeito, prosa.

Livro

Página 29


RECORDANDO...

º Teve início, no dia 28 de

saber!

Setembro e terminou a 14

A equipa de ATC solicitou a parceria do Centro de

de Dezembro, o

saúde

1.º período dos

Grupo de Saúde Escolar e

espaços

do

de

Dinâmicas Jovem. Equipa de Animação de grupo e Treino de Competências

Sem

Rodeios‖, objectivo

Jesus/

Atendimento ao

reflexão subordinado ao tema ―Falar

Bom

cujo foi

esclarecer e informar acerca do

Cres-

cimento (puberdade, adoles-

Comportamentos de

Risco,

Consu-

mos, Gravidez na Adolescência, Alimentação, e Estilos de Vida «Se passar muito tempo com um “maricas”, posso ficar igual.»

Exposições orais, projecção de filmes, debates…

cência, mudanças corporais), Higiene Corporal, Sexualidade / Afectividade, AutoEstima

/

Identidade Sexual,

Página 30

Saudáveis

e

tudo o que os educandos

acharam

pertinente

… ue orq p o ord c s Di

Está lançado o debate!


PARA CONHECER MELHOR... BILHETE DE IDENTIDADE... NOME: Margarida Maria Nóbrega Quintal Caldeira IDADE: 47 anos NATURALIDADE: Moçambique FUNÇÃO NA INSTITUIÇÃO: Educadora Social Há quantos anos trabalha no Vila Mar? Há cerca de 25 anos. Actualmente, a sua função no Estabelecimento Vila Mar é ser educadora na Residência 5, a única disponível para raparigas. Na sua opinião, é difícil lidar com as meninas da R5? Não, é preciso saber ouvi-las e entendê-las. Gosta dos seus colegas de trabalho?

Na maioria, sim. O que mudaria no seu trabalho? Eu mudaria as instalações, porque as residências estão muito próximas umas das outras e penso que deveria haver residências no exterior.

Qual é a sua cor favorita? Preto, pois é uma cor que diz com tudo. Qual é o seu prato preferido? Batata frita com bife.

Qual é o trabalho que gostaria de ter?

Como se desloca para o seu local de trabalho?

Educadora de infância, porque gosto de crianças.

Com carro próprio. Quantos filhos tem? Tenho duas filhas, uma de 19 anos e outra de 14 anos. Qual é o sonho que gostaria de realizar? Dar a volta ao mundo. Se ganhasse a lotaria, o que fazia? Realizava o meu sonho. Que deseja para 2010? Paz para o mundo todo.

Página 31


PARA CONHECER MELHOR... BILHETE DE IDENTIDADE... NOME COMPLETO: Luís Renato Freitas Nunes IDADE: 33 anos FUNÇÃO NA INSTITUIÇÃO: Educador Social Qual é a sua formação? Curso de animação, turismo, natureza e aventura. O que mudava na escola do Vila Mar? Porquê? Melhorava os edifícios, nomeadamente para fazer actividades de ginásio e colocava grafitis nas paredes. Qual é o trabalho que gostava de ter? O trabalho que faço hoje em dia como educador social. O que o aborrece nos alunos? Quando não conseguem entender que a vida é feita de regras e que as temos de

cumprir para viver em sociedade. Há quantos anos trabalha no Vila Mar? Trabalho cá há pouco tempo. Qual é o seu maior sonho? Porque? O meu filho a crescer feliz e tornar-se um homem realizado. Quais as são expectativas para 2010? Que se acabem as guerras no Tibete. O que acha dos desenhos

de Prof. Marco? Gosto dos desenhos, porque são diferentes daqueles que estou habituado a ver. O que faz nos tempos livres? Faço surf e observação de aves, sempre que tenho um tempo livre ao fim-de-semana. O que fazia se ganhasse o Euromilhões? Continuava a trabalhar, mas viajaria pelo mundo todo. Se pudesse viver em qualquer sítio do mundo qual escolheria? Eu viveria em qualquer lado mas provavelmente escolhia no Tibete.

Página 32


PARA CONHECER MELHOR... BILHETE DE IDENTIDADE... NOME COMPLETO: Tânia Sofia Gonçalves IDADE: 30 anos FUNÇÃO NA INSTITUIÇÃO: Professora de Física e Química Louros. O que sabia do Vila Mar antes de vir para cá? Conhecia apenas como uma Instituição que tutelava menores, desconhecia as actividades lectivas. Gosta de dar aulas à nossa turma (CEF 2_2)? Gosto imenso de estar com a vossa turma. Apesar de não atingir os objectivos a que me proponho, cada aula é uma vivência única de confraternização. Além de professora tem outra actividade? Qual? Sim. Dou explicações de Física e Química a alunos do secundário. Sou deputada do PS na Assembleia Municipal do Funchal e faço parte da Direcção do PS-Madeira. De qual dessas actividades gosta mais? Porquê? Gosto mais do ensino, porque adoro trabalhar com adolescentes e ajudá-los a progredir nos seus estudos. Porquê Físico-Química e não Português ou Inglês? A Física é a minha área de formação. É uma ciência difícil, porque se baseia na Matemática e na lógica. Quando optei por esta área, encarei-a como um desafio. O difícil sempre me atraiu. A sua escola de origem é os

Agora que trabalha cá, o que pensa desta Casa? É muito importante para a nossa Região. O trabalho que aqui é desempenhado, através da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais, ajuda muitos jovens e crianças a ter uma educação mais adequada e uma situação familiar/afectiva muito melhor do que tinham. Qual é a experiência que tem com CEF‟s? Nos últimos dois anos lectivos, dei formação a uma turma feminina, na escola dos Louros, que estavam no curso de ajudante de cabeleireiro, o que foi muito produtivo. Houve algumas negativas em Física e Química, todavia todas conseguiram obter o curso.

Que expectativas tinha para este ano? Tinha e tenho boas expectativas. Acha que estão a concretizar-se? Até agora sim. Mas ainda faltam uns 8 meses para terminar o ano de 2010. Por isso, há muita coisa boa para realizar e concretizar. Pensa voltar no próximo ano? Gostava de voltar a leccionar cá, mas não depende de mim. Como costuma ocupar os seus tempos livres? Como referi anteriormente, dou explicações, participo em actividades político-partidárias, passeio, oiço música, navego na internet, preparo aulas… Gosta de sair à noite? Não sou nada noctívaga. Quer vender-nos o carro? (risos) Vendo, se me oferecerem o valor justo e também o valor de estimação que nutro pelo meu carrinho.

O que é para si um aluno ideal? O aluno ideal é … uma utopia! Página 33


PARA CONHECER MELHOR...

O jantar da Residência 2 foi feito, este ano, no Lar, e estiveram presentes os Educadores, os educandos, a Dra. Maria Carlos, a Dra. Cláudia, o Dr. Francisco e a Coordenadora Cristina. Houve troca de presentes e abertura das prendas do Pai Natal!!! Gostei de tudo dos presentes e do jantar estava tudo bom. David Mangena

Fizemos o jantar de Natal no Lar, foi bom, gostei dos meus presentes. Esta foto é para a menina Sónia mandar para a minha amiga Marina que está em França. No Carnaval, vesti-me de Charlot e a menina Marília fez as pinturas na minha cara. Participei no Desfile da escola Vila Mar e também fui ao baile, que gostei muito. Marco Vieira

Eu sou o Sérgio. No Carnaval, vesti-me de Vampiro e tinha uma máscara assustadora…. Tive uma festa na escola, onde brinquei com os meus amigos. E passeei com a namorada!!

Página 34


PARA CONHECER MELHOR...

Os educadores da Residência 2 trabalharam o dia e a noite de 23 de Dezembro (Noite Mercado), para arranjar dinheiro para fazer uma viagem com os educandos. Esta viagem é para irmos ver coisas novas. Leonardo

No Carnaval, vestime de Índio, tinha umas penas muito giras na cabeça e a menina Marília fez-me as pinturas na cara. Estava bonito! Gostei da festa que tive na escola, onde comi muito sonhos com mel. Rui

Eu sou o Marco Fernandes Neste Carnaval de 2010, vesti-me de Piloto, gostei muito do fato. Quando eu for grande, gostava de ser piloto de motas.

Fiz anos a 31 de Dezembro, mas a minha festa foi em Janeiro. Convidei alguns amigos da escola, tive alguns presentes: ténis, uma bola e um jogo. O meu bolo era do PORTO, esse grande clube! Gostei muito da minha festa.

No Carnaval, vesti-me de Homem Aranha e a menina Marília fez-me umas pinturas na cara. Tive uma festa de Carnaval na escola de Vila Mar. Carlos Jorge

Página 35


PARA CONHECER MELHOR...

No Carnaval de 2010, eu vesti-me de bombeiro. Estava muito bonito, gostei da festa que tive na escola.

Fiz anos no dia 1 Março, tive uma festa no lar, onde estiveram os meus pais, os meus irmãos David, Ana e Verónica, e os colegas de lar. Tive como prenda de lar um livro e camião. Tive também duas bolas futebol, um carro dos bombeiros, uns ténis e dois bolos. Gostei muito da minha festa. Rodolfo Eu sou o Duarte Gostei do meu disfarce, estava vestido Diabo, atrás de mim está o Maurício que está vestido de Índio. Eu fui ao baile da escola e participei no desfile Carnaval.

Fiz anos no dia 18 de Fevereiro, tive uma festa onde convidei a minha mãe, irmãos e os m en in o s da Equipa de rua, também veio Dra. Joana e Dra. Luísa. Tive uma festa muito bonita, também tive alguns presentes, uma bola, um casaco de chuva, um rato para PC, uma pen e o jogo do UNO. Carlos Jorge Página 36


PARA CONHECER MELHOR...

DAVID FOI ร€ SUA VIDINHA!

E

U

D

B

L

Q

D

(texto da autoria da Educadora Ilda)

A Equipa Educativa e colegas da R4 desejam as maiores felicidades ao David e que todos os seus objectivos e sonhos se concretizem.

Pรกgina 37


PARA CONHECER MELHOR...

No passado dia 19 de Fevereiro, a educanda Laura completou mais um ano de vida, comemorando 11 anos mas, ainda assim, continua a ser a educanda mais nova da sua residência. Uma vez que a Laura está integrada na Escola Visconde Cacongo, no 4.º ano e possivelmente o último naquela escola, os educadores da sua residência decidiram fazer-lhe uma festa surpresa no dia do seu aniversário, na sua própria escola. Ora vejam lá as fotos engraçadas!

O Bolo foi da Hello-Kitty

Não podiam faltar os presentes…

A alegria era tanta, que até se esqueceu de abrir os olhos!! Ahahah!!

Que belo sorriso!

Como é bom SER CRIANÇA!!!

Muitos parabéns, Laurinha! Página 38


PARA CONHECER MELHOR... EASTER HOLIDAY Easter holiday, is a celebration of the resurrection of Christ! Jesus Christ, The Son of God, bled and died for us in a sacrifice. This Spring day's celebrated, generally in the month of April. All of the bright and pretty colours, of the Easter outfits with frills. Women and children will wear their Easter bonnets. In the Spring, you'll hear the various musical sonnets. April will bring many rain showers. That'll bring us various beautiful flowers. One special flower for this day is the Easter Lily. It's colour is white, and yet snowy & milky. The birds will sing their songs of praise. As we begin to feel the warmth of the sun's rays. As we say "Goodbye" to the winter's gloom, The flowers and trees have already begun to bloom. All of life's beauty, The Lord created, for us all to share. Spring breezes begin to flow, sending fragrances through the air. The winter's thawing will let the rivers, lakes, and streams rise and flow. The beauty of the Earth will make us all feel aglow!

Farmers and gardeners will start to hoe. And then they'll begin to sow. On Sundays, we'll hear the various church bells ring. Let's be grateful for the LORD, let's rejoice and sing. If it wasn't for the Lord, we wouldn't have anything! Professora NoĂŠlia Francisco PĂĄgina 39


O VILÃOZI NHO O VoI L Ã O Zdo INHO jornal ESTABELECIMENTO VILA MAR o jornal do Largo do Lazareto 9050-165 Funchal ENDEREÇO DA ACTIVIDADE LTINHA DE ENDEREÇO 2 EL.: 291 224 888 LFINHA DE ENDEREÇO 3 AX: 291 233 259 LINHA DE ENDEREÇO 4 CORREIO ELECTRÓNICO: TTel: 219-235-401 http://escolas.madeiraFax: 219-235-401 edu.pt/evmar/ Correio electrónico: alguem@example.com COMENTÁRIOS / SUGESTÕES para a Coordenadora do Jornal, professora Rosário Antunes: profarosarioantunes@ hotmail.com

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Vilãozinho_6_2009_2010