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Coordenação: • Prof. Jorge Antonio do Espírito Santo Batista • Rosa Bunchaft • Prof. Taygoara Aguiar do Carmo Sousa

Apoio e parcerias:  CTS – Companhia de Transporte de Salvador  Coletivo de Arte lusco-f.LUX.o  Escola de Belas Artes UFBA - Curso de Especialização “Arte Educação: Cultura Brasileira e Linguagens Artísticas Contemporâneas”.  CEAB - Colégio Estadual Almirante Barroso. Paripe, Salvador, BA  FAPEX - Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão-UFBA

Agradecimentos: Bianca Portugal Isabela Lemos – Galeria Acbeu Prof. Ms.Edgard Oliva - Escola de Belas Artes da UFBa


Encontro 1.: Apresentação, Informações Técnicas “Nossos encontros na Escola Almirante Barroso também foram de grande importância, pois foi assim que nos conhecemos, falamos e trocamos idéias.” Jefferson dos Santos, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009.

“Logo no primeiro contato simpatizei com todos, nos apresentamos, conversamos sobre música, cultura, qual era o objetivo do projeto, dentre outros assuntos. A conversa estava tão boa que nem sentimos o tempo passar.” Andressa S. Ferreira, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009.

“Quando chegou a notícia do curso de fotografia, imaginei que iria simplesmente fotografar. Felizmente, para todos nós me equivoquei, aprendemos na teoria e na prática o princípio da fotografia com o resgate da imagem pré-fotográfica na câmera obscura com a brilhante explicação da professora Rosa Bunchaft e o auxílio de Taygoara.”


Encontro 2.: Oficina de fotografia pinhole (fotografia na lata ou fotografia estenopeica).


Após tentarmos por algumas vezes sem sucesso (fotografia pinhole) chegamos a um resultado visual que nos levou ao ápice da felicidade. Venilson G. Conceição, Estações do olhar, 2009. Na hora de revelar as fotos, fui logo a primeira, mas quando vi o papel todo preto, não sabia se ria ou se chorava, toda minha expectativa desmoronou, principalmente quando vi a segunda foto que ficou a mesma coisa, toda preta. Eu estava triste e decepcionada, e ao mesmo tempo queria dar risada, ainda mais que se a foto tivesse dado certo ficaria tão linda, mas eu não desisti. Já estava no horário de ir e minhas duas tentativas haviam falhado, pensei que ia ir embora sem tirar minha foto, mas aí eu tive mais uma chance, e dessa vez deu certo. Quando vi o resultado fiquei tão feliz, e satisfeita, finalmente havia dado certo, e agora eu podia ir, com a sensação de dever cumprido. Esse dia foi o máximo, adorei ter passado por essa experiência e ter conhecido aquele lugar, foi tudo nota 10. Andressa S. Ferreira, Estações do olhar, 2009. Participar do processo da foto na lata foi maravilhoso, pois nunca tinha visto isso antes e muito menos participado. Foi incrível. A Escola (de Belas Artes) é linda e a sala ou laboratório que revela as fotos é bem aconchegante. Jéferson dos Santos, Estações do olhar, 2009.

Entrei no projeto de fotografia com o pensamento de aprender a fotografar. Participei de aulas sobre como se trabalhar a imagem na câmera escura em fotos tiradas em latas (pinhole). Conheci a Escola de Belas Artes. Foi muito legal participar deste processo. Messias dos Santos , Estações do olhar, 2009.


Encontro 3. : Visita à exposição do lusco-f.LUX.o Coletivo de Arte. Experimentação de cameras obscuras e conversa com os artistas.


Também fomos ver uma exposição no ACBEU, cheguei atrasada mas cheguei. Lá nós vimos uma exposição de fotografias tiradas em vagões de trem. O trabalho que eles fizeram com a lona no fundo do trem ficou o máximo, parecia ter sido tudo pintado a mão cuidadosamente, eu fiquei encantada com aquilo. Além das fotos também tinha um objeto do qual não me recordo o nome, onde podíamos direcionálo para onde quiséssemos e aumentar ou diminuir o tamanho da imagem que ele estava direcionado, era demais. E uma imitação de um vagão de trem, onde ficamos conversando por bastante tempo, lá fazia muito frio mas a conversa estava tão boa que eu não queria sair. Esse foi um dia muito produtivo e interessante, ainda mais que mostrava um pouquinho do subúrbio, que é onde eu moro e tenho muito orgulho. Eu realmente gostei desse dia.

Andressa S. Ferreira, Estações do olhar, 2009.


Encontro 4. : Técnicas de construção do olhar, enquadramento e composição. Tópicos sobre a Pré-história e História da Fotografia. Passeio Fotográfico com cameras analógicas, digitais compactas e semi-profissionais.


Diego Santos da Silva, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. “No dia 16 de outubro de 2009 saí para a Escola Estadual Almirante Barroso para ter uma aula sobre fotografia, depois tirar fotos do trem e das paisagens que olhamos pela janela dentro dele no caminho percorrido. Na aula aprendi que a forma que você tira uma foto pode dar vários significados como também dar mais beleza. Quando fomos tirar as fotos pegamos o trem na estação de Paripe rumo à Calçada em uma viagem de ida e volta. Tirando as fotos percebi que há muitas paisagens lindas (no Subúrbio) as quais eu não havia reparado ainda.”


Andressa S. Ferreira, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. Finalmente chegou o dia de tirarmos as fotos no trem, só que antes tivemos uma aula sobre fotografia, como surgiu, quem criou, quem conseguiu tirar a primeira foto, a evolução da fotografia e da câmera, como se tira uma foto, o ponto de ouro, a divisão das cores, as linhas, e outras coisas. Nessa aula eu aprendi muito, graças a ela eu vou poder tirar fotos bem melhores agora, e ela também foi essencial parra o nosso trabalho no trem pois sem ela não teríamos resultados tão bons.


Andressa S. Ferreira, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. ‘De todas as fotos, uma das que mais me chamou a atenção foi a de número 150, nela mostra dois meninos em um bairro simples, no meio da rua, descalços, brincando de bola, com um sorriso imenso no rosto, gosto disso. Nela eu vejo que mesmo em meio a tantos problemas, falta de infraestrutura, eles encontraram uma maneira simples de se divertirem, enquanto algumas vão para o mundo do crime, outras vão para as ruas e outras não desgrudam dos jogos eletrônicos, eles preservam uma tradição de brincadeiras que nossos pais e avos brincavam. E me lembrei também muito da minha infância, quando eu e outras crianças ficávamos brincando o dia todo na rua, de brincadeiras tão simples, mas que nos proporcionavam muita diversão. Esses sim eram momentos inesquecíveis, e tenho certeza que para eles, aquele momento no meio da rua, brincando de bola, também foi. ‘’


Cátia dos Anjos Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. Foi uma enorme experiência ter vivido momentos incríveis e indispensáveis como vivi. Ainda mais com professores incríveis, amáveis e maravilhosos, isso ajudou bastante. Me senti muito tranqüila ao tirar essas fotos pois os belíssimos profissionais que estavam à frente nos deram liberdade suficiente para tirarmos estas fotos sem medo de errar, sem nem sequer interferir em alguma coisa. Parabenizo todos pela oportunidade que nos deram de mostrarmos que mesmo sendo estudantes de escola pública e morarmos no Subúrbio, somos capazes de tirar lindas fotos de onde vivemos


Venilson G. da Conceição, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009.

“Após estas informações, finalmente estávamos com a decisão do que ficaria registrado, saímos fotografando tudo o que, em nossa avaliação primária, fosse razoavelmente boa. Nesta busca incessante observei que o trem separava uma beleza estonteante de uma miséria comum e infelizmente rotineira no Subúrbio Ferroviário, divididas por um elo histórico – a ferrovia.”


Jefferson dos Santos, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. “No dia marcado para tirar as fotos no trem choveu, mas não perdermos a oportunidade. Ao chegar à estação de trem começamos a fotografar pessoas, trabalhadores, a estação de trem. Então pegamos o trem e fomos tirando fotos dentro e fora do trem. Estávamos fotografando pela janela as coisas mais importantes.”


Messias dos Santos, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. “No passeio de trem pelo Subúrbio “viajei legal” com minha câmera. Registrei cada imagem que eu queria fazer. Quando descemos do trem foi outro processo. Tirei fotos de algumas pessoas vendendo picolé e doces, pedestres também. Foi muito divertido aprendi a usar bem a câmera e aproveitar cada filme para ter um grande resultado. O projeto foi de total importância. Cada segundo valeu a pena porque a arte de tirar fotos é muito boa.

Se não existisse câmera a foto ficaria apenas em nossa mente como nosso filme mental.”


Simone Celestina, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. Escolhi esta foto, pois achei muito interessante a criatividade do senhor das laranjas, e como foi uma das minhas primeiras fotos, só fez com que eu me empolgasse, e vi que ia encontrar muitas imagens pelo caminho.


Jeferson dos Santos, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. ‘’Consegui tirar uma foto de meninos brincando em um lixão, em um campo improvisado e na maior alegria. Então eu pensei: Será que os governantes não vêem estas coisas? Será que só nós suburbanos não temos direito de ter a globalização? Será que não podemos ser cidadãos globalizados com quadras de esporte e um lugar decente para nossas crianças brincarem? ‘’

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Venilson G. da Conceição, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. Nesta busca incessante observei que o trem separava uma beleza estonteante de uma miséria comum e infelizmente rotineira no Subúrbio Ferroviário, divididas por um elo histórico – a ferrovia. Uma das fotografias que mais me chamou a atenção foi a de grades desfocadas em primeiro plano e o trem em segundo, porque esta foto representa a forma e o sentimento de dezenas de pessoas que se sentem presas ao locomover-se por entre grades e homens armados circulando por vagões e estações. Sonho com o dia que isso não será mais preciso.


Cátia dos Anjos, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. Gostei de todas as fotos que tirei, mas, a foto do cavalo foi inesquecível. Antes de tirar essa foto olhei de fora do trem e avistei o cavalo. Preparei a câmera e então tirei. Mas a foto que eu quero que seja a maior é a das mãos (nº 213). Essa ficou linda demais.


Diego Santos da Silva, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009. A foto que mais gostei foi uma que mostrava a realidade. Era um conjunto da natureza e favela juntas. Nela havia uma vista pro mar, um gramado, uma rua, um varal no gramado e casas. Gosto da minha foto, pois tem um conjunto de cores que parecem mais uma obra de arte. Tirei essa foto onde mostra a realidade do subúrbio e a sua beleza. Nesta imagem há um conjunto de favelas com a natureza. Com essa foto percebo que tem muito ainda o que o governo fazer para melhorar a vida da população.


Encontro 5. : Avaliação: seleção das imagens para a exposição. Debate. Produção de textos sobre as vivências. Cada foto retratava alguma coisa, algumas mostravam os problemas sociais, a simplicidade das pessoas, o trabalho, um momento de diversão e distração mesmo em meia a tantos problemas, a pobreza e também a relação entre as próprias pessoas, era um retrato da vida, em cada foto podíamos interpretar varias coisas.

Andressa S. Ferreira, Colégio Estadual Almirante Barroso, Estações do olhar, 2009.


Encontro 6. : Montagem da Exposição Encontro 7. : Abertura da Exposição. Coleta dos questionários.


Estações do olhar paripe  
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