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Herman Melville (1819-1891) celebrizou-se por seu romance Moby Dick, de 1851. Mas a narrativa de Bartleby, o escriturário é que resume a filosofia por trás de toda a obra do autor. A desconcertante resposta “- Prefiro não fazer...”, proferida por Bartleby todas as vezes que lhe pedem uma tarefa, perturba não apenas seu chefe, mas especialmente ao leitor. Eleito por Jorge Luis Borges como uma das obras literárias mais importantes da humanidade, Bartleby, o escriturário é considerado por muitos como precursor do existencialismo do século XX.

tados no dono do escritório, nos colegas de trabalho e 
até mesmo nas vizinhanças de Wall Street. 
Eleito por Jorge Luis Borges como uma das obras mais 
importantes para a humanidade e precursora de Kafka, a nova 
edição da novela de Melville reabre o caso do escrivão de Wall 
Street, investigado pela filosofia e pela crítica literária de todos 
os tempos.

Herman Melville

começa 
pelo desafio de descosturar a capa (puxando para baixo a linha 
vermelha que a lacra) e cortar as páginas não refiladas do livro 
(com a espátula plástica que acompanha o livro). Só assim, aos 
poucos, poderá desemparedar este personagem enigmático da 
ficção moderna que, no dizer do filósofo francês Gilles Deleuze, 
“desafia toda a psicologia e a lógica da razão”. 
A famosa fórmula de resistência que o personagem oferece às 
ordens do advogado-patrão - “Acho melhor não” - e, mais 
tarde, de recusa ao próprio trabalho de escrivão e copista para o 
qual foi contratado, desperta uma sucessão tragicômica de 
acontecimentos. A cada resposta evasiva de Bartleby abre-se a 
fresta para a entrada do insólito nas atitudes e sentimentos 
desper-

Só assim, aos 
poucos, poderá desemparedar este personagem enigmático da 
ficção moderna que, no dizer do filósofo francês Gilles Deleuze, 
“desafia toda a psicologia e a lógica da razão”. 
A famosa fórmula de resistência que o

Bartleby - O escrivão & outras novelas

Para ler a nova edição deste clássico de 1853, o leitor

Herman Melville

personagem oferece às 
ordens do advogado-patrão - “Acho melhor não” - e, mais 
tarde, de recusa ao próprio trabalho de escrivão e copista para o 
qual foi contratado, desperta uma sucessão tragicômica de 
acontecimentos. A cada resposta evasiva de Bartleby abre-se a 
fresta para a entrada do insólito nas atitudes e sentimentos 
despertados no dono do escritório, nos colegas de trabalho e 
até mes-

BARTLEBY O escrivão Uma história de Wall Street &

Outras novelas

mo nas vizinhanças de Wall Street. 
Eleito por Jorge Luis Borges como uma das obras mais 
importantes para a humanidade e precursora de Kafka, a nova 
edição da novela de Melville reabre o caso do escrivão de Wall 
Street, inves-

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Bartleby o escrivão