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A Revista Animal é uma produção do Grupo Editorial Aventura da Terra e terá uma freqüência mensal. Sua proposta é ecologicamente embasada na não produção de lixo através da impressão de seus exemplares, que serão distribuídos exclusivamente em meio digital, seguindo tendência mundial de privilegiar a edição e-magazine em oposição aos exemplares em papel. Sua tiragem inicial é de quinhentos milhões de exemplares distribuídos gratuitamente para um público seleto de apreciadores de animais, chegando segura e confortavelmente em seus lares e empresas, além da exposição dos exemplares, também gratuitamente em nosso site e na moderna e interativa plataforma Issuu, o que permitirá que novos leitores conheçam nossa publicação e se inscrevam em nosso mailing de distribuição. Nosso trabalho está focado em oferecer informação de qualidade para proprietários de animais de estimação, assim como para profissionais e simpatizantes da área pet, que envolve a criação, proteção, manejo e cuidados com a saúde animal. Se você quer fazer parte desta nova iniciativa de democratização da informação, leia, divulgue, recomende, opine, participe, apóie! Entre em contato: ronaldo@revistaanimal.com.br


Você e seu cão Uma equipe vencedora Os cães são animais que vivem em matilhas, que são um agrupamento de vários animais. Nestas matilhas existe um grande trabalho em equipe. Existe um líder, que é o cão dominante, geralmente um macho. Este cão líder é o responsável pelas decisões do grupo, como a escolha do caminho a seguir, do que Revista Animal – Janeiro 2010

comer, dos pontos de abrigo e principalmente a defesa do grupo contra ataques. Todos os outros cães são seguidores deste líder e também seguem uma hierarquia bem definida e baseada principalmente em força. Assim encontraremos numa matilha o cão 1, o cão 2, o cão 3 sendo que cada cão deve “obediência” Número 01 – Ano I


à todos os seus superiores. A fidelidade e lealdade são grandes características destes cães submissos ao líder. Quando resolvemos ter um cão em casa é muito importante que sejamos capazes de entender esta organização social canina, afinal, tratamos nossos cães como se fossem da nossa família, com se fossem pessoas, mas o cão não tem este mesmo entendimento, pelo contrário, ele, como inverso do que nós fazemos, tratará as pessoas como se fossem outros cães, dentro da compreensão de grupos www,revustaabunak,cin,br

próprios dos cães, assim, seremos parte da matilha de nossos cães! Se compreendermos o significado e a dinâmica da matilha, poderemos começar a entender melhor os comportamentos de nossos cães e assim garantir uma melhor qualidade de vida para estes. Sabemos que os “donos de cães” cuidam de seus cães com todo o carinho e atenção que dispõem e que fazem isto realmente como se estivessem tratando de uma criança a quem querem muito bem, mas, este cão tratado página 06


como criança geralmente torna-se um cão estressado e dominante, muitas vezes possessivo e agressivo e apresenta baixa qualidade de vida, embora tenhamos a impressão do contrário. É essencial para a vida do cão que este seja tratado como o cão que é, dentro dos conceitos de uma matilha bem estruturada, o que vai lhe conferir, segurança, tranqüilidade, conforto, proteção, alimentação e uma longa e pacifica vida saudável. Sendo assim vamos montar nossa equipe: Toda boa equipe tem que ter um líder, não é? Pois bem, temos uma escolha... o líder pode ser você ou pode ser o cão! Isso mesmo, se você escolher não ser o líder desta equipe o cão sempre escolherá por ser... mesmo que você tenha uma doce Maltês, com menos de 3 kilos, a ausência de sua liderança a colocará como líder da matilha! E como podemos nos tornar líderes deste nosso grupo, com eficiência, autoridade e qualidade? Bem a resposta seria agir como um cão dominante! Alguns passos simples para isto são: Quando pensarmos em alimentação, devemos ter em mente que na matilha o líder caça e oferece alimento aos demais. Tratando-se

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então dos cães de nossa casa, como lideres devemos mostrar que nós é que oferecemos o alimento. O cão não deve ter alimentos na vasilha durante todo o dia... isto causa a falsa impressão de que ele pode se alimentar por si mesmo, de que é capaz de caçar. Sendo assim a vasilha deve ficar guardada. Devemos oferecer apenas água durante todo o dia. A comida deve ser oferecida duas ou três vezes por dia, seguindo a prescrição de quantidade do fabricante da ração e garantindo que o cão coma tudo imediatamente, para que novamente a vasilha seja guardada. O cão deve sentir vontade de comer e não conseguir encontrar nenhuma comida. Então o dono deve mostrar a comida e colocar na vasilha do cão com este acompanhando o processo, vendo a ração cair no pote, sem poder pega-la. Então autoriza-se o cão a comer. Isto cria no cão a idéia de submissão ao líder (que deve ser você!). É importante que o animal perceba que não é autônomo e que depende de você para se alimentar. Este é um importante passo para tornar-se o “cão dominante”. Outro importante elemento nesta

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construção de uma equipe de sucesso é o passear. É muito importante para os cães que passeiem pelo menos duas a três vezes por semana. Ideal mesmo seria passear todos os dias. Este é um habito constante dos cães. A família dos canídeos quando na natureza sempre fazia grandes jornadas em busca de alimentos, mapeamento e demarcação do território, busca de locais confortáveis para repouso e estadia. Assim este “passeio” atua como um anti stress para os cães. Acontece que para nosso efeito de equipe existe um elemento ainda mais importante. Durante o caminhar, o “cão dominante” é que guia a matilha, tomando as decisões de direção, demarcação do território e proteção do grupo. Sendo assim, para que nossa equipe funcione com sucesso precisamos tomar esta postura de liderança. O cão espera de um líder uma andar firme, imponente, decidido, assim, erga sua cabeça, dê passos largos e decididos, com um andar moderadamente rápido, mantendo sempre o cão ao seu lado ou imediatamente atrás, mas bem próximo. Como você é quem determina o caminho, sempre que o cão ultrapassa você, você imediatamente muda de direção e, com um toque na guia, mostra ao cão que deve segui-lo. Isto rapidamente fará com que o cão perceba sua postura de submissão e sua impossibilidade de escolher o caminho,

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acatando sua liderança e se tornando um cão mais tranqüilo, uma vez que não precisa identificar os riscos e perigos a frente, e menos preocupado em cheirar árvores e postes, uma vez que não é responsável pela demarcação do território (os cães cheiram os postes para saber se matilhas concorrentes deixaram seu cheiro por lá e, quando encontram um cheiro de urina diferente da Uma terceira observação importante para estabelecer uma equipe de sucesso é: peça para seu cão fazer coisas e,

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não obedeça quando ele solicitar tarefas! Pode parecer estranho esta afirmação, mas no mundo canino não há uma divisão de funções... quem manda, manda, quem obedece, obedece! Assim, se você optar por obedecer, perde forças na conquista de seu cargo de liderança. Não haverá dois líders! Conheço inúmeros casos de “donos” de cães que dizem: “Olhe só como meu cão é esperto... ele sabe exatamente onde guardo os ossinhos. Quando quer um fica arranhando a porta do armário...”. Minha pergunta é sempre: “e o que você faz?” E a resposta: “eu dou o ossinho para ele! Ele é tão inteligente né?” Sim, tão inteligente que está “adestrando” você! Outro exemplo: “Quando meu cão quer passear ele vai sozinho na área de serviço, pega a coleira e traz na

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boca, para eu colocar nele e levá-lo para passear...” E o que você faz? – pergunto eu. “Eu levo ele para passear!” Bem, não há nada de errado em levar seu cão para passear... muito pelo contrário, estou aqui para convencê-los que deveriam fazer isto diariamente. O problema está em obedecer os desejos do cão. Se quero ser o líder, eu dito as regra... vamos passear de tal horas a tal horas, em tal lugar, em tal ritmo. Caso o cão venha determinar os procedimentos eu pego a guia com carinho, brinco com meu cão, levo a guia de volta ao seu lugar e digo suavemente: “agora não é hora de passear, mas tarde iremos!” Bom, estas são algumas dicas de como tornar nossa equipe de pessoas e cães uma equipe vencedora, onde todos serão felizes. Acredito firmemente que cães não dominantes são cães mais tranqüilos, mais dóceis e, consequentemente cães mais queridos. Hoje em dia muitos cães são abandonados na rua por causa de seus temperamentos, seja Número 01 – Ano I


agressividade, muito barulho ou muita sujeira. Acontece porém que o cão é um animal muito inteligente e se ele está agindo errado é, com certeza, porque foi ensinado errado, ou pior, porque não lhe foi ensinado nada e, assim, ele teve que escolher suas atitudes por conta própria. Cães bem educados, bem adaptados a uma equipe com uma liderança positiva, serão sempre ótimos cães e nunca serão abandonados. Vamos lutar todos por mais qualidade de vida para nossos animais de estimação. Amar é entender o outro!

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Seus pássaros soltos! Começando... O primeiro passo é, sem sombra de dúvidas, escolher a ave mais adequada. Muitas espécies são agitadas, ativas, gostam de bicar e acabam por destruir objetos, principalmente os de madeira. Isto é mais comum em aves que por características da espécie são territorialistas. Na natureza estas espécies vivem em território definido, seja uma árvore, um pequeno espaço na mata ou um barranco, e tem a necessidade de defender este local de ataques de inimigos. Assim estas aves tornam-se mais “agressivas” (na verdade defensivas), mais ativas e fortes. Quando em cativeiro, tendem a bicar bem forte, provocando estragos em objetos da casa, e muitas vezes se mostram bravas, gritam, batem asas e ameaçam bicar quando as pessoas se aproximam da gaiola ou do espaço que o pássaro determina como “lar”. Isto faz parte de sua natureza, então não adianta lutar contra o comportamento do pássaro, e sim entender e saber como agir. Este tipo de ave normalmente demora mais para aceitar o contato e o carinho dos humanos e em geral aceita poucas pessoas, por vezes uma única pessoa consegue ter um contato amigo com a ave. Outras pessoas são “suportadas” mas sem muitos carinhos, ou mesmo são agredidas pela ave quando se aproximam. Um bom exemplo destas aves seriam os Papagaios e os Agapornes. Normalmente são aves de cauda curta. Já as aves que por natureza são menos territorialistas, tendem a aceitar o contato humano de maneira muito mais natural. Como são aves que na natureza não defendem um território fixo, tendem a ter como instinto o fugir ao invés do atacar, como instrumento de defesa. Assim facilitam um pouco o processo de amansamento. São bons exemplos as Araras e as Calopsitas. No geral, aves de cauda longa, que na natureza voam por longas

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extensões. Recomendamos assim que pessoas menos experientes em amansar aves, ou mantê-las soltas, escolham as espécies mais dóceis e menos territorialistas.

Os primeiros contatos... A partir da escolha correta da ave, os primeiros contatos do animal com os novos “donos” e com a casa em que vai morar serão de grande importância para o sucesso da atividade de manter a ave solta. É muito comum vermos aves mansas em lojas. O comprador chega e pega a ave na mão, brinca, agrada e decide comprar. Quando chega em casa a ave vira um monstro e ninguém mais consegue colocar a mão nela! O que ocorreu? Bom, isto é mais comum do que se imagina e tem uma causa simples. Na loja o animal já se encontrava adaptado, sentia-se seguro em sua gaiola, no cômodo onde ficava, conhecia bem a alimentação e o responsável pela manejo das aves. Quando é vendido vai para um local novo, com um puleiro novo, com comedouros novos, sons, cores, cheiros, vozes, tudo novo! Quando o novo “dono” aparece, se relaciona de maneira diferente e tudo isto assusta muito a ave, que volta a agir de maneira defensiva. Forçar a ave só causará traumas e dificultará o processo de amansamento. Recomendamos assim que, quando adquirir uma ave nova que você quer que se adapte a ficar solta, mantenha-a presa em uma gaiola por pelo menos por uma semana. Este será o tempo suficiente para que ela crie uma identidade com o local que será seu “lar”, seu ponto seguro. Nesta primeira semana a ave também se acostumará como a voz do dono, com os cheiros, ruídos, cores, rotinas da casa nova, sem se sentir em grade risco, uma vez que está na proteção da gaiola.

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Nesta primeira semana de adaptação é importante que os moradores da casa se aproximem da gaiola, conversem com o pássaro, de maneira suave, sem tentar colocar a mão. Na hora de alimentar o novo animalzinho, manipule a comida com as mãos, deixando seu cheiro no alimento. Desta forma seu cheiro fica associado a um estímulo positivo - o de comer, o que facilitará posteriormente o contato físico com a ave - pegá-la na mão, por exemplo. Uma outra boa prática é descobrir o que a ave mais gosta de comer e retirar este elemento de sua alimentação de rotina. Então este alimento preferido será dado em pequenas quantidades à ave pelos donos, sempre que se aproximarem da gaiola, como se fosse um prêmio por sua aproximação. A ave vai ficar feliz quando te ver e isto estreitará os laços entre animal e humano. Não é necessário, e nem provável, que o pássaro pegue o alimento de sua mão, você pode colocar eu um potinho vazio, dentro da gaiola e permitir que o animal se aproxime e apanhe.

Os amansamento e a manutenção do animal manso... Findo este período de adaptação inicia-se o amansamento propriamente dito. Chamaremos assim, ao invés do termo “adestramento”, pois adestramento está mais relacionado a ensinar truques de obediência ao pássaro. O amansamento está ligado ao tornar a ave dócil ao contato com as pessoas, fazer com que a ave não tenha medo e que aceite ser pega na mão, carregada nos ombros, acariciada e que esta possa andar pela casa de maneira natural, sem stress. O amansamento em si consiste então em manter a ave tranqüila, acreditando que o ambiente e as pessoas que nele vivem ou visitam não são predadores e não

oferecem riscos para sua vida. Desta forma a ave vai se adaptando e com o tempo considerando esta pessoas de seu convívio como se fossem sua família, seu bando. Aves isoladas se adaptarão a família humana com maior velocidade, uma vez que, privadas de companheiros da mesma espécie, aceitarão os humanos como companheiros. Aves em grupo estão mais satisfeitas socialmente e não necessitam dos humanos, sendo assim o vínculo ocorrerá de maneira mais demorada e trabalhosa. O procedimento de amansamento consiste em, a partir da adaptação de uma semana, começar a retirar a ave da gaiola e mantê-la solta pela casa, próximo das pessoas. Sugerimos que nos primeiros contatos para retirar a ave da gaiola use-se uma luva grossa, para evitar bicadas. Uma vez que a ave, após a adaptação de uma semana considera a gaiola como seu lar, e estará encurralada, impossibilitada de fugir, resta a ela bicar para se defender. Se quando der as primeiras bicadas conseguir afugentar a mão que tenta apanhá-la ela fará isto com constância. Assim, o uso de luvas garante que, quando bicada, a mão que apanha o pássaro não será retirada, mas sim, continuará, suavemente, no processo de retirar a ave da gaiola. A ave vendo que seu ataque contra a mão não surte efeito, tenderá a abandonar o bicar como forma de defesa e, percebendo que o contato é amistoso e não provoca nenhum mal a ela, tenderá a permití-lo com o tempo. A ave, retirada da gaiola deve permanecer solta e tranqüila, sem perseguições, por aproximadamente duas horas. Este período é longo o suficiente para que a ave fique com fome. Então é hora de apanhá-la, se possível com luva novamente, de maneira suave, e colocá-la novamente na gaiola. Este procedimento pode ser repetido umas quatro vezes por dia e garantirá que a ave entenda o contato humano como vantajoso para ela.

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Quando você solta, ela fica feliz pela liberdade que você está proporcionando e quando você a prende ela pode voltar ao alimento. Ambos são prêmios. Assim a amizade cresce rapidamente e logo não será mais necessário o uso de luvas e o animal, mais confiante, terá prazer em seu contato. Este processo deve ocorrer por pelo menos mais uma semana.

não sejam pisadas. Panelas quentes, portas batendo, coisas caído também representam perigos dentro de casa. Outro ponto importante é que o animal, quando solto tenha acesso livre à gaiola, onde deverá ter constantemente água e alimentos variados. A gaiola representará para a ave o local de alimentação e descanso e esta procurará por conta própria a gaiola sempre que sentir fome ou cansaço.

A amizade...

Considerações finais...

Se seguiu nosso procedimento, neste ponto já esta com sua ave a quinze dias, tempo suficiente para criar um laço de amizade. Deste ponto em diante, cada vez esta amizade será maior e com o tempo o animal não só permitirá que você toque, como procurará este toque. Começará a pedir para sair da gaiola quando te ver e o ato de abrir a gaiola será o suficiente para que ele corra para seu ombro. Quando solto ele andará atrás de você pela casa e gostará de permanecer no mesmo ambiente da casa onde estão as pessoas. Este pássaro será um excelente amigo por toda a vida, pode ter certeza.

Como conselhos finais que podemos fornecer é que você pense e pesquise bastante antes de adquirir uma ave, já que estas vivem entre dez e noventa anos. Sua responsabilidade é grande então tenha certeza que está pronto para isto. Não compre só porque as crianças querem, pois quem cuidará da ave será você. Isto faz parte do processo de amadurecimento das crianças e estas sempre prometem muito mais do que conseguem realizar, uma vez que seus cérebros não estão maduros o suficiente para planejamentos de longa distância. Um adulto deve ser o responsável pelo manejo e cuidado da ave, mesmo que as crianças a adorem e cuidem também da ave. Esta ave deve ter uma gaiola adequada a seu tamanho e receber comida apropriada, e isto significa investimento. Aves doentes devem ir ao veterinário e tomar medicamentos corretos, e não o que o vizinho pensa que é o melhor. Por fim, aconselhamos que não sejam compradas aves novas demais. Uma ave quando sai naturalmente do ninho já possui o tamanho adulto. Aves que apresentam grandes falhas de penas e tamanho inferior ao dos pais foram retirados prematuramente dos ninhos. Estas aves necessitam de cuidados super especiais de temperatura, alimentação e atenção. Muitas vezes morrem porque não são tratados de maneira adequada. Lembre-se, a mãe ave fica em tempo

O Ambiente... Deste momento em diante o pássaro poderá permanecer muitas horas por dia solto. É importante portanto pensar em sua segurança e qualidade de vida. Quanto a segurança as principais necessidades estão relacionadas à possíveis fugas da ave, que podem acabar em atropelamentos, capturas por outros animais ou até uma morte por fome, uma vez que o animal solto pelas ruas não é capaz de se alimentar por si só. Assim telas nas janelas e portas seriam uma boa opção para pessoas que preferem manter os animais com as asas íntegras. Também é possível realizar um corte de penas das asas, o que evita longos vôos. Isto deve ser orientado por um profissional qualificado. Cuidado também com as aves andando no chão para que Revista Animal – Janeiro 2010

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quase integral alimentando e aquecendo seus filhotes, você terá tempo para isto? Lembramos que não é necessário que a ave seja retirada prematuramente do ninho para que se torne mansa, muito pelo contrário, aves de dois a três meses são aves mais resistentes e permitem uma interação muito maior, se tornando dóceis muito mais rápido. Aves imaturas muitas vezes não são dóceis, só são incapazes de atacar ou bicar por sua idade pequena, mas quando crescem, se não forem manejadas

adequadamente, se tornam animais bastante estressados e briguentos. Vejam quantos pessoas pegam Papagaios imaturos, fruto do tráfico ilegal de animais, dão papinha, cuidam e quando estas aves crescem não permitem contato! Converse com os amigos e verá que isto é mais comum do que você imagina. Siga os passos aqui propostos e você terá sucesso com sua ave. É só uma questão de dedicação, de fazer a sua parte... a ave fará a dela!

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O assunto é Dirofilariose -

Saúde Animal

Também conhecida no Brasil como a doença do “Verme do Coração” A dirofilariose é zooantroponose, considerada emergente, causada pela Dirofilaria immitis. O gênero Dirofilaria tem a origem do seu nome no latim Diru (cruel, desumano) e Filaria (novelo de linha). Acomete, principalmente, cães, podendo atingir, em menor escala, outros mamíferos domésticos e silvestres e o homem.

entre fevereiro de 1982 e junho de 1996, correspondendo a dezessete homens e sete mulheres, com idade variando entre dezessete e oitenta anos.

Diagnóstico

O parasita circula na corrente sangüínea do cão, no estágio de microfilárias, que são infectantes para o mosquito. Após ingestão, as microfilárias se alojam nos túbulos de Malpighi, onde passam por três estágios e, após 15 dias, estão presentes na hemocele, cápsula cefálica e probóscida, permitindo a transmissão a outros vertebrados.

O diagnóstico feito pelo médico veterinário é baseado nas informações obtidas junto ao proprietário, no exame clínico e nos exames complementares que detectam a presença de microfilárias no sangue e de anticorpos, na radiografia do tórax, no eletrocardiograma e no ecocardiograma, além de exames para avaliação da função dos rins e fígado nos estágios mais avançados da doença. É importantíssimo salientar que o diagnóstico pode e deve ser feito com precisão e, uma vez o cão apresentando a doença, as formas de tratamento devem ser expostas para o proprietário para que seja realizado. O tratamento pode ser dirigido à extinção dos vermes adultos (tratamento adulticida) e/ou das microfilárias (tratamento microfilaricida), associado ao tratamento sintomático da insuficiência cardíaca.

No cão

Prevenção

No cão, as filárias se abrigam no tecido celular subcutâneo e bainha muscular, onde evoluem por período de 80 a 120 dias, migrando, a seguir, para os capilares cardíacos, onde atingem maturidade e se reproduzem. A filaremia pode ser alta.

No homem

Mais importante que termos conhecimento de que existe tratamento para a doença e que ele deve ser feito, é sabermos que a única forma de evitarmos a doença é prevenindo-a, através do uso de medicamentos que podem ser administrados mensalmente pelo proprietário, conforme a orientação de seu médico veterinário.

No homem, a doença é pouco conhecida, com pequeno número de casos publicados. CAMPOS e col. (1997) relatam a ocorrência de 24 casos diagnosticados na cidade de São Paulo,

Para concluir, podemos dizer que a melhor forma de tratar a Dirofilariose Canina é através da prevenção

Vetores Seus principais vetores são mosquitos dos gêneros Culex, Aedes e Anopheles. No entanto, em várias partes do mundo, os vetores não são bem conhecidos. Vale lembrar que o mais citado é o Culex quinquefasciatus.

A parasitose microfilária Dirofilaria immitis

da

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Compromisso Social A Revista Animal tem a satisfação de exercer seu compromisso com o desenvolvimento da sociedade, com a proteção animal, sejam estes animais domésticos ou silvestres, em cativeiro ou na natureza. Por este motivo é que nos propomos a disponibilizar um espaço em nossa revista para que as instituições que exerçam atividades ligadas ao manejo, salvamento, proteção, preservação do mundo animal, sejam ONGs, empresas privadas ou órgãos governamentais, mostrem seus trabalhos. É nossa modesta forma de colaborar com estas ações... fazendo com que sejam vistas por mais de trezentas mil pessoas mensalmente. Acreditamos que visibilidade gera mobilização, conscientização, participação e cooperação. Aproveite esta oportunidade... entre em contato com:

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Meu primeiro aquário! Por onde começar? Bom, se você não tem nenhum contato com o aquarismo, com o hobby de criar peixes, com a aquariofilia, acredito que seja bom mesmo começar pelos conhecidíssimos aquários de Bettas. Estes lindos peixes são Labirintídios, uma espécie de peixes que consegue pegar o oxigênio do ar, na superfície do aquário, ao contrário da maioria dos peixes que precisa retirar o oxigênio da própria água do aquário. Isto faz com que seja um pouco mais simples manejar os Bettas do que os demais tipos de peixes, e assim, dar um tempo para que você se acostume e aprenda regras de ouro para um bom aquarista.

Do começo... O Betta é um peixe que, como dissemos acima, é capaz de subir a superfície da água e coletar oxigênio, sendo assim, para sua criação seria necessário apenas um bom aquário, um pouco de substrato no fundo do aquário (pedrinhas, areia, quartzo) uma água de boa qualidade, com um pH alcalino (7,2 a 7,5) e uma excelente alimentação, não sendo necessário uma bomba oxigenadora, um filtro, nem mesmo um compressor de ar (aquelas maquininhas barulhentas que fazem bolhas no aquário para criar movimento e oxigenação!). Vamos conversar um pouco sobre cada item destes?

O aquário... Um aquário nada mais é do que uma caixa, um compartimento para a contenção da água. Pode ser em qualquer formato e em quase qualquer material. No geral, por efeitos estéticos e por facilidade na limpeza usa-se mesmo o vidro, seja nas formas retangulares (as mais tradicionais) ou sextavadas, quadradas, redondas, cilíndricas,

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a escolha é sua! O que deve mesmo ser observado é o volume de água que deve seguir a regra de ouro do aquarismo de manter um litro como mínimo para cada centímetro de peixe. Ou seja, um peixe Betta que tem aproximadamente uns três a quatro centímetros de comprimento precisa de um aquário de no mínimo três a quatro litros de água, para que tenha uma vida saudável.

A água... Muitos têm dúvidas sobre qual água devo colocar no meu aquário. E a resposta não é tão simples assim. A água que vamos colocar no aquário é uma água que reproduza o ambiente onde mora originalmente o peixe que vamos criar. Para não complicar muito, o peixe Betta gosta de uma água ligeiramente alcalina e mole, que quer dizer que esta água tem um pH alto e não tem muitos minerais e nem sais. Sendo assim seria ótimo, por exemplo, colocar a água do abastecimento público do estado de São Paulo (SABESP) desde que tirado o cloro. Tirar o cloro é algo bastante fácil – normalmente a mesma loja que te vendeu o peixe também possui um liquido que remove o cloro da água, e que custa entre R$4,00 e R$ 10,00... vale a pena comprar. Mas também posso colocar a “água mineral” que compro engarrafada? Sim. Apenas observe o Ph que é citado no rótulo e veja se este se enquadra no perfil do peixe que habitará seu aquário (um peixe do Rio Amazonas, por exemplo, precisaria de uma água 5,5 a 6,0, água considerada ácida, para que viva saudável como em sou local de origem!) Para o Betta, que é nosso tema de hoje, a água deve ser substituída parcialmente, sendo que deve-se trocar no máximo cinqüenta por cento da água (metade)... o ideal seria trinta por cento. A troca deve ocorrer mensalmente ou com

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freqüência maior caso se apresente turva ou fedida (o que não ocorrerá se você der comida da maneira correta)

Substrato e decoração... O chão do aquário deve ser forrado com um substrato, que pode ser formado por pequenas pedras, cascalho ou areia. O importante é que este substrato não altere o pH da água, por isso informe-se bem sobre isto quando for comprar. De resto, o que conta é a beleza e seu gosto por decoração. Plantas plásticas podem ser colocadas, assim como enfeites decorativos, mas não se esqueça, tudo feito para aquarismo, para que não soltem tinta ou intoxiquem a água. Plantas naturais também podem e devem ser usadas, uma vez que melhoram a qualidade da água e a vida dos peixes, mas informe-se sobre plantas que gostam de pH alcalino e adaptam-se a um aquário pouco oxigenado, com pouca movimentação da água. Para a colocação de plantas naturais, lembrem-se de que , assim como as plantas não aquáticas, as plantas submersas devem receber boa quantidade de luz natural diária, ou iluminação apropriada que substitua a luz natural.

A alimentação... Boa alimentação é tudo para quem quer se tornar um bom aquarista. Um bom produto vai garantir que o peixe cresça adequadamente e tenha um belo colorido, com escamas e barbatanas fortes e saudáveis. Também garantirá um bom aproveitamento dos nutrientes pelo peixe, garantindo um pequeno volume de fezes e assim uma água limpa por mais tempo. Outra questão importante na alimentação é o volume. Peixes comem pouco! O alimento correto para peixes se mantém saudável na água por aproximadamente cinco minutos, depois disto começa a fermentar. Desta forma a quantia correta de alimento que devemos dar para nossos peixes é uma quantidade que dure aproximadamente quatro minutos. Lembre-se... isto com a água parada, para que a comida não afunde e se esconda

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pelo aquário ou substrato, causando fermentação da água e posteriormente uma água turva e fedida. Após estes quatro minutos todo o alimento não consumido pelo peixe deve ser retirado. Se notar que está sobrando muito, comece a oferecer menos quantidade, até que o volume oferecido dure o tempo correto, sem sobras. O peixe pode comer duas a quatro vezes por dia, desde que seguindo a regra acima. O importante é que nunca sobre alimento no aquário após os cinco minutos. O grande vilão da água suja e fedida é o alimento, afinal, mais nada entra no aquário! Se seu aquário fica com água turva ou fedida pode ter certeza que está errando na quantidade de alimentos (Já se fica esverdeado pode ser excesso de iluminação!).

Enfim o peixe... Bom é hora de colocar nosso peixe... também não é tão simples assim! O ideal é que o aquário fosse montado com um mês de antecedência e pudesse amadurecer como sistema natural sem receber nenhum peixe. Só então nosso querido Betta entraria em sua nova casa. É claro que se você é uma pessoa ansiosa ou tem crianças em casa, convencê-los disto não é tarefa fácil. Sendo assim informe-se sobre produtos que aceleram a formação de “biologia” no aquário, estes produtos podem resolver seu problema. Se seguir as regras acima, começará a ter uma boa base do que significa criar um peixe em um aquário. Com o tempo procurará mais informações, poderá adquirir aquários maiores e com mais peixes, mais equipamentos e tentará reproduzir ambientes naturais mais complexos. Mês que vem traremos novas informações, qualquer coisa envie sua dúvida que podemos respondê-la aqui: contato@revistaanimal.com.br Boa sorte e bom hobby... o aquarismo é uma delícia!

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Sempre foi muito comum ouvir pessoas falando de gatos como sendo um animal frio, distante, que não gosta das pessoas mas sim da casa onde mora. Existe até um mito de que quando as pessoas se mudam os gatos preferem ficar na casa do que acompanhar os donos. Bom, talvez as explicações para estes fatos estejam na história dos gatos. Os gatos, historicamente, foram vistos como animais utilitários, devido sua grande habilidade para caçar ratos e insetos rasteiros. Se pensarmos na história não muito antiga e observarmos os hábitos de higiene das sociedades do passado, não é difícil entender porque esta habilidade de caça era tão bem vinda. Imagine por exemplo castelos, sem chuveiros, sem sabão em pó nem máquinas de lavar, sem geladeiras, sem desinfetantes nem desingordurantes... acho que é o suficiente para traçar uma visão de quantos ratos e insetos rondavam a classe dominante do passado, imagine então toda a cidade! Sim o saneamento básico e os hábitos de higiene são coisas recentes e ainda não atingem nem metade das populações do mundo! Dentro desta perspectiva de animal utilitário, os gatos não eram tratados como animais de estimação, acariciados desde pequenos, pegos no colo, alimentados como rotina e qualidade. Os gatos não tinham um local certo para viverem na casa. Estes animais acabavam por viver nos telhados ou em locais menos freqüentados das casas, palácios e castelos, até porque aí é que encontravam-se os ratos e insetos. Por serem mal alimentados e viverem de restos, os instintos de caça eram bastante aguçados,

permitindo a sobrevivência e a adaptação. Como todo felino, os gatos viviam em territórios e eram apegados à estes. Como não eram tratados com carinho e apego, o vínculo deste gato utilitário era realmente com este território e, sendo assim quando os proprietários da casa se mudavam, não eram acompanhados pelos gatos, que não eram seus, mas sim do local. Hoje em dia a conversa é outra. Gatos são acolhidos desde filhotes e convivem dentro de casa, com respeito e carinho, convivendo e trocando carícias com todos os integrantes daquela casa, formando uma família, um grupo que divide o mesmo território. Também são formalmente alimentados por nós e recebem itens de conforto como caminhas, caixas de areia sempre limpas e arranhadores. Muitos até tomam banho mensalmente, garantindo que possam subir em camas e sofás. Tudo isto cria um laço afetivo muito forte e enfraquece os instintos de caça, de modo que muitos felinos vivem em casas com pássaros e hamsters de estimação e apresentam excelente convívio pacífico. Infelizmente muitos também agem assim em relação a pequenos ratinhos e baratas que eventualmente invadem a casa. Domesticação tem suas conseqüências, não é?!

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