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Revista do edição 1 - dezembro/2008 - www.hcor.com.br

Viva o bom humor !

Pesquisas comprovam efeitos benéficos do riso para a saúde mental e física

A receita do ídolo

Ronnie Von ensina a manter a saúde com estilo, informação e cultura

Entrevista Dr. Adib Jatene fala sobre prevenção e vida saudável


Uma nova fonte de informação para sua saúde

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iver bem é uma preocupação que cada vez mais está presente no dia-a-dia das pessoas. Há uma busca incessante por informações que apontem caminhos para se manter uma saúde equilibrada, uma vida com mais qualidade e menos estresse. Diante deste novo cenário em que o conhecimento faz toda a diferença, o HCor – Hospital do Coração está lançando a Revista do Coração, publicação que apresenta conceitos valiosos sobre temas relacionados à prevenção, à qualidade de vida e às inovações científicas que abrem novas perspectivas nos tratamentos. A Revista do Coração vai tratar da saúde sob o foco da prevenção. A cada edição, especialistas das mais diversas áreas vão elucidar temas relevantes sobre como evitar ou diagnosticar precocemente doenças, dicas de alimentação saudável, benefícios da atividade esportiva planejada, entre outros assuntos que de alguma forma podem contribuir para o bem-estar dos leitores.

Nessa primeira edição, explicamos como o riso é um poderoso aliado da saúde (tanto psíquica quanto física). Produzimos também uma matéria especial sobre um ídolo que há décadas faz sucesso na mídia: Ronnie Von. Ele reservou um tempo em sua atribulada agenda para receber nossa reportagem e dar detalhes sobre sua vitoriosa trajetória de vida. Preparamos também uma entrevista exclusiva com o Prof. Dr. Adib Jatene, diretor geral do Hospital do Coração e um dos expoentes da cardiologia mundial, na qual ele fala da evolução e dos novos desafios da cardiologia e prevenção

de doenças. Por fim, há uma matéria especial sobre a prevenção de doenças cardíacas e a influência dos fatores de risco para o seu surgimento. Ampliando nosso foco para outras especialidades, essa edição conta também com reportagens interessantes sobre a importância da atividade física e diagnóstico por imagem. Esperamos que esse novo canal de comunicação do HCor seja mais uma fonte de informação para alimentar seus conhecimentos e tornar sua vida mais saudável. Boa Leitura!


ÍNDICE Entrevista

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Prof. Dr. Adib Jatene “Educar ainda é o melhor remédio”

Prevenção

Qualidade de vida evita fatores de risco

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A Revista do Coração é uma publicação trimestral do HCor - Hospital do Coração - Associação do Sanatório Sírio

Exercícios Regulares 10

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Expediente

Exercícios regulares reduzem o risco de doenças

Conselho Diretor: Presidente: Antonio Carlos Kfouri Conselho Editorial: Antoninho P. Rossini, Celso Piva, Dr. Ibraim Pinto, Geraldo DeBrito, Jorge André Bacha dos Santos, Dr. Luiz Henrique de Almeida Mota, Dr. Pedro Mathiasi Neto, Silvana Castellani Jornalista Responsável e Editor: Ronald Nicolau - MTB 23.068 Coordenação Geral: Gerência de Marketing e Comunicação do HCor

O Riso protege a Saúde Pesquisa prova que sorrir faz bem à saúde

Produção Editorial: Target Consultoria em Comunicação Empresarial Tel.: (11) 3063-0477 Redação: Rita Barão Projeto Gráfico e Direção de Arte: YM Estudio Grafico (11) 3283-5040 e DeBrito Propaganda Tel.: (11) 3897-7444 Fotos: Roberto Loffel Impressão: Stilgraff Gráfica Associação do Sanatório Sírio - Hospital do Coração

Diagnóstico

Diagnóstico por imagem permite identificação precoce de doenças

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Diretora Presidente: Ivone Sallum Maksoud Diretoria do HCor – Hospital do Coração Diretor-Geral: Prof. Dr. Adib Jatene Diretor Clínico: Prof. Dr. Luiz Carlos Bento de Souza Diretor Médico: Prof. Dr. José Eduardo M. R. Sousa Diretor Administrativo: Luciano Joacyr Chuahy

A Receita de Bem-estar 16

Bom humor e medicina preventiva garantem saúde

Superintendente Corporativo: Antonio Carlos Kfouri Superintendente de Desenvolvimento, Relações Institucionais e Filantropia: Dr. Luiz Henrique de Almeida Mota Superintendente de Operações: Jorge André Bacha dos Santos Correspondência: Rua Desembargador Eliseu Guilherme, 147 CEP 04004-030 – Paraíso – São Paulo – SP A/C: Depto. de Marketing Tel.: (11) 3053-6611 www.hcor.com.br e-mail: revistadocoracao@hcor.com.br


Educar ainda é o melhor remédio

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Prof. Dr. Adib Jatene é um cardiologista que tem a inovação como rotina. Em mais de 50 anos de profissão, o médico acompanhou todas as grandes transformações relevantes da área. Aliás, contribuiu diretamente com uma parcela significativa delas. Já na década de 1950, desenvolveu o primeiro modelo de coraçãopulmão artificial. Também são invenções suas, equipamentos cirúrgicos (como os oxigenadores de bolhas e de membrana) e próteses cardíacas (a exemplo da válvula de disco basculante). Esteve também envolvido na criação do primeiro marca-passo brasileiro. Como se isso não bastasse, estabeleceu uma técnica cirúrgica para correção anatômica do coração de recém-nascidos, a Cirurgia de Jatene, que já salvou muitas vidas e é reconhecida por cirurgiões do mundo todo, dado o seu pioneirismo. A Revista do Coração entrevistou o diretor geral do HCor, que falou um pouco das conquistas e desafios da cardiologia para trabalhar a prevenção de doenças. Revista do Coração - A quais fatores o senhor atribui o crescente aumento da expectativa de vida? Adib Jatene - A uma série de aspectos da conjuntura moderna. A melhora da infraestrutura de saneamento básico influencia diretamente. O entendimento de que alguns fatores de risco precisam e vêm sendo controlados, também ajuda. Basta lembrar que, em 1950, a expectativa de vida ao nascer era de 47 anos. Hoje, já está superior aos 70 anos. Houve um ganho de quase 30 anos em cinco décadas, o que é extremamente significativo. Ao mesmo tempo houve diminuição da natalidade. Isso está transformando a pirâmide populacional. Antes essa pirâmide tinha uma base larga, que ia se estreitando. Hoje a base (natalidade) está estreitando, enquanto o meio (idade adulta) e o ápice (terceira idade) estão se alargando. Por isso que aumenta dia a dia o número de idosos. Se você observar o bairro

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Dr. Adib Jatene

O que existe, na verdade, é a opinião publicada, que forma a opinião pública. E quem forma a opinião pública é quem controla a opinião publicada de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, o perfil demográfico é semelhante ao dos países mais avançados do mundo. Mesmo a pirâmide global do país está mudando. Antes tínhamos uma média de seis filhos por mulher, hoje são dois. O índice de natalidade caiu muito. R.C. - Em que década o Sr. acha que aconteceu a grande transformação na cardiologia? A.J. - Década de 60. Eu me formei em 1953. A cirurgia intra-cardíaca, começou efetivamente em 1951. A cirurgia com extra-corpórea se estabilizou no Brasil a partir de 1958, mais ou menos. Enfim, é tudo muito recente. Para a doença coronariana não se fazia o diagnóstico. Só o tratamento. Porque o único exame que

havia era o eletrocardiograma. Então o médico contava com os sintomas e o eletrocardiograma. O tratamento era efetuado, porém não se sabia a gravidade da doença. Nos anos 60, foi criado o cateterismo cardíaco. Daí foi possível verificar com o indivíduo vivo as áreas e tipo das lesões. Em seguida veio a cirurgia, que permitiu ultrapassar a obstrução e trazer uma expectativa de vida diferente ao paciente. Já na década de 80, tivemos a angioplastia com stents, e já no final da década de 90, os stents revestidos. Então foi uma série de avanços tecnológicos que propiciaram o aumento da longevidade. Que perspectiva poderia ter um sujeito que tinha um bloqueio atrioventricular total, quando não existia o marca-passo? Já hoje temos marcapasso, desfibrilador implantável e outros recursos. R.C. – Em que fase da vida a pessoa deve intensificar os cuidados com a saúde? A.J. – Quando as alterações são genéticas, o recomendável é começar mais cedo. Principalmente os filhos dos cardiopatas. O indivíduo que tem o histórico de pai ou avô infartado precisa ser observado com mais cuidado. Deve ser mais rígido quanto ao controle do peso e prática de esporte. Aos 40 anos, um check-up é obrigatório. Se há fator familiar, é preciso avaliar com mais rigor colesterol, triglicérides, entre outros. Essa avaliação deve acontecer anualmente. R.C. – Quais problemas o médico enfrenta para trabalhar preventivamente seus pacientes? A.J. - Existe o que chamo de prevenção ativa e prevenção passiva. A prevenção passiva é a que depende de vacinação por imunização. A criança é levada ao posto de saúde e recebe a vacina contra a paralisia infantil, por exemplo. O médico aplica uma injeção e imuniza contra o sarampo. Então, o problema é levar a criança para ser imunizada. Já a prevenção ativa é quando a participação da pessoa é necessária. E essa participação consiste em mudança de hábitos. Se o paciente está obeso, ele precisa perder peso. Se sedentário, precisa fazer exercícios; se hipertenso ou diabético, precisa tra-


Para perenizar uma instituição é necessário ter um objetivo maior. No nosso caso é promover o bem-estar, oferecer um atendimento digno, aprimorar qualidade tar; se é fumante, precisa abandonar o hábito; se tiver colesterol alto, precisa mudar a alimentação. Enfim, ele tem participação direta. Não basta ele ser conscientizado. Porque todo sujeito que fuma sabe o mal que o cigarro faz. Ele sabe que o cigarro contribui para o surgimento de enfizema pulmonar, câncer etc. Ou seja, está ciente, mas não consegue deixar o cigarro. R.C. Por que isso ocorre? A. J. - O HCor tem um grupo de psicologia que ajuda as pessoas a deixar de fumar. Mesmo com todos os recursos disponíveis, não são todos que conseguem abandonar o vício inicialmente. O grande segredo é não adquirir determinados hábitos. Por isso é que somos contra a propaganda. Quando fui Ministro da Saúde conseguimos proibir a propaganda de cigarro e bebida alcoólica na TV (em 1996). Porém, os movimentos de defesa dos interesses da indústria conseguiram liberar a publicidade de bebidas com até 13° GL (Gay Lussac – medida que classifica o teor de álcool na bebida). Por isso, a batalha é permanente. E nós vamos insistir, insistir, insistir. E tentar evitar que o indivíduo inicie o hábito. A indústria de cigarro não se preocupa com as restrições. Porque eles conseguem induzir os jovens ao vício, principalmente mulheres atualmente. E sabem que, uma vez iniciado o tabagismo, é difícil abandonar. R.C. - Não seria mais fácil criar hábitos saudáveis logo na infância? A.J. - Está se levando essas noções à escola para a criança adquirir esses hábitos. Por outro lado, ela é confrontada com uma propaganda massacrante. Qual é o conselho que se pode dar a uma criança que faça frente à propaganda de bebida? E quando se fala em proibir essa propaganda que estimula hábitos inconvenientes, todo um movimento contra se articula. A insistência todo dia, em todos os meios de comunicação, influencia os indivíduos. Daí o rapaz sai do trabalho e vai ao barzinho tomar cerveja.

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E N T R E V I S TA

E junto com a cerveja vem o salgadinho, o cigarro. Como conseqüência ele terá aumento de peso, de colesterol, etc. Há uma coisa que deve ficar claro: a opinião pública não se forma apenas dando conselhos. O que existe, na verdade, é a opinião publicada que forma a opinião pública. E quem forma a opinião pública é quem controla a opinião publicada. E o médico não conta com o mesmo espaço na TV destinado à propaganda de cerveja. É uma batalha que a medicina, infelizmente, não vence. Por isso que o ministro da Saúde quer proibir a propaganda de cerveja. E ai vem o pessoal que é financiado pela indústria cervejeira como TV, Rádio, Jornal e alguns grupos políticos e agem contra. Imagine o que seria dos eventos esportivos se não tivesse o patrocínio das cervejeiras. Quando fui secretário de saúde do Governo de São Paulo (entre 1979 e 1982), uma empresa tabagista tentou participar das campanhas de vacinação. Meu antecessor, o Dr. Walter Sidney Pereira Leser, e eu em seguida, proibimos a empresa de participar das campanhas. R.C. - Como o Sr. avalia os recentes convênios do HCor com instituições como Dante Pazzaneze, Marinha, Unipalmares? A.J. - O HCor é uma entidade filantrópica, que dedicava seu atendimento social somente às crianças cardíacas carentes. Entretanto, com a mudança da legislação, a instituição passou a contribuir com assuntos de interesse da nação, mostrando seu envolvimento com ensino, assistência social. Ou seja, com uma série de outras atividades que possam, eventualmente, suplementar o sistema público de saúde. Porque não basta que a iniciativa privada tenha seu sistema funcionando. Ela precisa ajudar os setores que não têm disponibilidade. R.C. - Em relação ao futuro, já temos novas gerações para dar perenidade a tudo o que foi construído no HCor? A.J. - O futuro é o resultado do que você fez no passado e das decisões que você toma no presente. O HCor tem um passado importante, na qual elaborou uma residência médica

reconhecida pelo MEC, que busca colaboração com vários órgãos de governo e na qual formamos uma geração que irá substituir a atual. Esse revezamento é que pereniza uma instituição. Para perenizar uma instituição é necessário ter um objetivo maior. No nosso caso é promover o bem-estar, oferecer um atendimento digno, aprimorar qualidade. R.C. - Quais os grandes desafios da medicina para a próxima década? A.J. - Eu não sou futurólogo. Acompanho o desenvolvimento e procuro trabalhar passo-apasso. As perspectivas de ter um coração artificial que substitua o coração humano, de eliminar as doenças, são animadoras. Já imaginou descobrir o real mecanismo da aterosclerose e eliminar a doença? E já aconteceu algo revolucionário assim na medicina antes! Houve um período em que a tuberculose era cirúrgica. Havia os grandes sanatórios. Daí, os remédios para esse mal foram criados. E a doença foi praticamente erradicada. As cirurgias de estômago eram as mais comuns. Foi identificado o germe causador de algumas anomalias, criou-se um antibiótico para combatê-lo e as cirurgias diminuíram. No momento em que se descobre o mecanismo das doenças, a medicina consegue intervir. Quando se decifra o código genético, já é possível identificar as alterações de genes que podem incidir em doenças. E é possível intervir nesses genes. Ou seja, a perspectiva que se descortina é muito grande. Agora, é difícil determinar em quanto tempo teremos avanços significativos. Depende do quanto será investido em termos de recurso para suportar a pesquisa. Se for verificado o que foi gasto na Guerra do Iraque, daria para eliminar a fome no mundo. E se é investido uma soma semelhante em pesquisa, o processo de conhecimento é acelerado. Mas como há outras áreas que sempre interagem, há também a dificuldade em investir o quanto é necessário. Mas sou otimista e creio que temos condições de ultrapassar tais problemas e fazer desse planeta um lugar melhor. Novembro 2008

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Estudos apontam que hábitos saudáveis evitam fatores de risco

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ramingham é uma cidade de cerca de 67 mil habitantes situada a 28 quilómetros de Boston, capital do estado norte-americano de Massachussetts (EUA). Com pouco mais de 300 anos de existência, tem em seus museus retratada a história da colonização daquele País. Mas o leitor pode estar se perguntando, o que a cidadezinha norte-americana teria a ver

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com uma matéria sobre prevenção de doenças cardíacas? Na verdade, tudo! Foi lá, na distante Framingham que, em 1948, o National Heart Institute (hoje NHLBI - National Heart, Lung, and Blood Institute) iniciou um ambicioso estudo de pesquisa científica para identificar os fatores de risco que contribuem para as doenças do coração. Foram

recrutados à época 5.209 homens e mulheres com idade entre 30 e 62 que passaram a ter seu histórico de saúde acompanhado. Décadas depois, a primeira fase da terceira geração do estudo foi finalizada em 2005 e envolveu 4.095 participantes, entre os quais muitos descendentes dos voluntários submetidos à primeira avaliação.


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PREVENÇÃO

Pirâmide Alimentar Óleos e gorduras 1-2 porções

Açúcares e doces 1-2 porções

Carnes e ovos 1-2 porções

Leite e produtos lácteos

Leguminosas

3 porções

1 porção

Hortaliças

Frutas

4-5 porções

1-2 porções

Cereais, pães, tubérculos, raízes 5-9 porções

Pelo acompanhamento periódico foi concluído já na década de 1960 que os pacientes que desenvolveram doença coronária ou apresentaram infarto do miocárdio foram aqueles que tinham histórico familiar ou apresentaram fatores como obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo, vida sendentária e estressante. Pela primeira vez na medicina foram identificados os fatores de risco que causam a doença cardíaca e isso norteou a cardiologia mundial. Retrato da doença no Brasil - Outro levantamento revolucionário foi realizado no Brasil recentemente. A Avaliação dos Fatores de Risco para Infarto Agudo do Miocárdio no Brasil (AFIRMAR) estudou por meio do sistema caso-controle (em que se analisa dois grupos de indivíduos, um com a doença e outro sem a doença), 2.559 (1.279 pares) pessoas em 104 hospitais de 51 cidades em 19 Estados brasileiros. Foram investigadas as influências de fatores como histórico familiar, hipertensão, diabetes, consumo de cigarro e realização de atividade física para o risco de incidência de infarto. “Os fatores de risco já eram conhecidos. Nossa intenção era avaliar como ele se inseriam na realidade brasileira”, afirma o coordenador do trabalho, Dr. Leopoldo Soares Piegas, coordenador do check-up clínico do HCor. Com isso, foi constatado que, disparado na frente, o tabagismo é um dos fatores

A necessidade de sal do homem é de 6 a 8 gramas por dia. O brasileiro consome de 13 a 15 gramas de sal, o que pode contribuir com a incidência de hipertensão arterial que mais contribuem com o risco de doenças do coração. “Uma pessoa que fuma cinco ou mais cigarros ao dia tem aproximadamente cinco vezes mais chances de ter um infarto do que aqueles que não fumam”, considera Dr. Piegas. Mesmo os que fumam menos de cinco cigarros/dia não têm o que comemorar, já que suas chances de sofrer infarto são dobradas. Outro complicador é que, caso a pessoa tenha mais de um fator de risco, as chances são multiplicadas. Em outras pala-

vras, se o indivíduo fuma mais de cinco cigarros ao dia, é diabético e tem obesidade abdominal, as chances de sofrer de infarto agudo do miocárdio são 32,9 vezes maiores do que a de uma pessoa que não apresente nenhuma dessas características. “Teoricamente esses três fatores de risco, que são facilmente incidentes em um único paciente, não precisam de remédio para ser tratados. Se a pessoa pára de fumar e controla a alimentação para emagrecer, provavelmente o diabetes é estabilizado, uma vez que está muito ligado à obesidade”, explica. “Isso faz com que o risco de um infarto diminua drasticamente”. “Apenas 30% dos pacientes seguem as orientações médicas” - Na verdade, já é consenso nos dias de hoje que algumas mudanças de comportamento podem representar mais qualidade de vida. As medidas preventivas constituem o melhor meio de evitar dissabores à saúde do coração. A prevenção das doenças cardiovasculares pode ser primária (evita que o indivíduo adoeça) ou secundária, adotada quando a pessoa já desenvolveu a doença e precisa tomar cuidados a mais para evitar sua progressão ou reincidência. “Um problema que enfrentamos é que a adesão do paciente ao tratamento preventivo ainda é baixo”, considera o Novembro 2008

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PREVENÇÃO

Segundo estudo, os pacientes que desenvolveram doença coronária ou apresentaram infarto do miocárdio foram aqueles que tinham histórico familiar ou apresentaram fatores como obesidade, diabetes, hipertensão, tabagismo, vida sedentária e estressante

supervisor da Cardiologia Clinica do HCor, Dr. Ricardo Pavanello. “Na ausência de sintomas, a prevenção é mais difícil do que o tratamento uma vez que o indivíduo não sente os efeitos da doença e não toma as precauções para evitá-la”, acrescenta. “Ele segue as recomendações inicialmente, mas sua aderência a essas medidas deixa a desejar”, completa o cardiologista, citando o dado que menos da metade dos pacientes que seguem as orientações para controle de colesterol e glicose, conseguem atingir as metas prescritas pelos médicos. Iniciativas como abandonar o vício do cigarro, controlar alimentação, fazer exercícios físicos orientados por profissional gabaritado e combater o sobrepeso ou obesidade são alguns dos quesitos que podem trazer um incremento significativo para a qualidade de vida da pessoa. Porém, dependem muito da conscientização e da força de vontade de cada um. “Há pessoas que sentem medo de abandonar o tabagismo por não saber como vão se comportar sem ele”, observa Silvia Cury Ismael, chefe do setor de Psicologia e coordenadora do

Programa de Controle do Tabagismo do HCor (veja matéria pág 18). “É um processo educacional. No caso da alimentação, o paciente tem de aprender a conhecer as possibilidades de alimentos saborosos e saudáveis”, recomenda Dr. Daniel Magnoni, cardiologista e nutrólogo do HCor. “Um exemplo é o sal. A necessidade de sal do homem é de 6 a 8 gramas por dia. O brasileiro consome de 13 a 15 gramas de sal, o que pode contribuir com a incidência de hipertensão arterial”, ressalta. Diminuir o consumo de alimentos processados (embutidos, molhos prontos, enlatados etc), é uma medida para controlar a quantidade de sal que se consome. Também é recomendável restringir o consumo de açúcar proveniente de carboidratos (massas, pães e doces etc); ingerir menos gordura animal (gordura saturadas) e mais gorduras mono e polinsaturadas (óleo de girassol e azeite de oliva, por exemplo). Outro cuidado é o de controlar o consumo de gordura trans (bolachas recheadas, salgadinhos etc.) e aumentar o consumo de legumes e vegetais de uma forma geral.

Principais fatores de risco para desenvolvimento da doença cardíaca e....

...dicas de prevenção e manutenção da qualidade de vida

Tabagismo

Deixar de fumar

Obesidade

Ter alimentação balanceada

Diabetes

Dar preferência a vegetais, ricos em fibras

LDL Colesterol Alto

Evitar ou diminuir o consumo de alimentos processados (enlatados, biscoitos e massas)

Sedentarismo

Praticar esporte sob orientação de especialista

Estresse

Controlar a ansiedade

Histórico Familiar

Efetuar check-up periódico FONTE: Especialistas HCor

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FIlANTROPIA

Nova filantropia prevê ações para desenvolvimento do SUS

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a tarde do dia 17 de novembro, no auditório do HCor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, participaram da solenidade em que seis hospitais de referência assinaram termos de ajuste para executar projetos de filantropia voltados à melhoria dos serviços do SUS Sistema Único de Saúde. A iniciativa será revertida em benefício direto para os cidadãos. O HCor será responsável, entre outros projetos, pela implantação de um sistema de telemedicina no SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, permitindo que exames feitos nas ambulâncias sejam acompanhados e inter-

pretados, em tempo real, pelos cardiologistas de qualquer hospital. Destacam-se também o projeto de coração artificial, em parceria com o Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, a área de cardiologia fetal, que servirá como referência para gestores públicos, os estudos multicêntricos e suas gamas de pesquisas como a da pílula para reduzir pressão e colesterol, além do curso de formação de técnico de enfermagem, com propensão futura à constituição de um curso superior da especialidade, em parceria com a Unipalmares. Para o Ministro Temporão “o acordo representa uma inovação na relação do poder público com hospitais que se destacam por

seu prestígio dentro e fora do Brasil. Pela primeira vez, essas instituições, que são patrimônio do país, passam a ter uma relação orgânica com o Sistema Único de Saúde”. Além do HCor, assinaram os termos os hospitais: Albert Einstein, Oswaldo Cruz, Samaritano e Sírio Libanês, de São Paulo, além da Associação Hospitalar Moinhos de Vento, de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Essas instituições passarão a ter vínculo formal com o SUS por meio do desenvolvimento de projetos de avaliação e incorporação de tecnologias, capacitação de recursos humanos, pesquisas de interesse público e desenvolvimento da gestão em serviços de saúde. Novembro 2008

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Exercícios regulares reduzem o risco de doenças

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busca pela qualidade de vida, movimento que vem ganhando cada vez mais adeptos nas últimas décadas, tem os exercícios físicos como um de seus principais pilares. A prática regular traz benefícios para todo o organismo, diminuindo 25% do risco do infarto e mais de 40% de doenças coronarianas. Além de ganho de força, tônus muscular e flexibilidade, favorece o fortalecimento dos ossos e das articulações. É importante lembrar que ela deve ser feita por pessoas de todas as idades, respeitando o que for mais adequado à cada faixa etária, e independente da pessoa buscar um objetivo específico, mas sim pelo investimento na saúde a longo prazo. Nas crianças, auxilia no desenvolvimento das habilidades psicomotoras e convívio social. Atividades coletivas, que podem ser brincadeiras, como o ‘pega-pega’ e ‘esconde-esconde’, e jogos com regras definidas, como futebol, vôlei, basquete, entre outras, promovem sociabilização, aprendizado e bem-estar físico e psicológico. Na terceira idade, os esportes ajudam a manter a força muscular, aumentar a flexibilidade, condicionamento cardio-respiratório, além de ser um poderoso instrumento de sociabilidade, contribuindo para o bem-estar psicológico. Um dos benefícios diretos da prática de exercícios é a perda de peso e conseqüente diminuição da porcentagem de gordura corporal. Entre as vantagens de quem pratica atividades podemos lis10

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A qualidade de vida envolve aspectos psicológicos, físicos e sociais tar ainda a redução da pressão arterial em repouso, melhora do diabetes, diminuição do colesterol total e aumento do HDL (colesterol bom). O Dr. César Jardim, cardiologista do HCor, reconhece que a prática de esportes melhora muito a qualidade de vida. “É importante as pessoas se conscientizarem que não vale apenas cuidar da saúde física. É preciso saber, de forma geral, como cuidar do corpo a fim de preservarem uma boa saúde, tanto mental quanto física. Isso engloba o cuidado, por meio da alimentação, de fugir da rotina estressante e principalmente do tabagismo e outros vícios que nada contribuem com a boa saúde”, acrescenta. Por esses e outros motivos, ter um esporte como hábito é essencial. Vale lembrar que qualquer atividade física é recomendada para se alcançar esses objetivos. Trinta minutos por dia de atividade leve a moderada (caminhadas levemente aceleradas) de quatro a cinco vezes por semana já trazem bons resultados para a saúde. Quando se trata de prevenção de doenças, então, a prática desportiva ganha ainda mais relevância. A prevenção é o melhor caminho para o

controle das doenças. Nos tratamentos pós-operatórios, é um item essencial para a reabilitação. “A qualidade de vida envolve aspectos psicológicos, físicos e sociais. Consideramos todos esses fatores em nossa abordagem”, destaca o dr. Carlos Hossri, coordenador do Setor de Reabilitação Cardiopulmonar do HCor – Hospital do Coração. Segundo estudo realizado dentro do Programa de Reabilitação 65% dos pacientes com doença cardíaca apresenta outros problemas associados, como distúrbios metabólicos (diabete e obesidade, por exemplo) ou osteo-articulares (entorses, artroses e lombalgias) e doenças pulmonares. Os resultados conquistados com a iniciativa são animadores. Estudos realizados pelo HCor mostram que os exercícios regulares (na forma orientada e supervisionada) reduzem em mais de 30% a ocorrência de novos casos de infarto do miocárdio e diminuem sensivelmente a necessidade de re-internações hospitalares, além de aumentarem a expectativa e qualidade de vida. Entre os benefícios figuram redução da massa gorda nos pacientes com sobrepeso, melhora da tolerância aos exercícios nos indivíduos com problemas pulmonares e aumento da capacidade física dos cardiopatas. Por esses motivos, todos só têm a ganhar com a atividade física. Se o leitor desejar iniciar este belo hábito, consulte o seu médico para saber qual a mais recomendada para os seus objetivos e calce os tênis!


Saiba como evitar lesões nos joelhos

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ESPORTE

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articulação do joelho é a maior do corpo e responsável por muitos dos movimentos da prática de esportes. Na maioria dos esportes é a responsável pela maior parte dos movimentos. Proporcional à sua importância é a fama de seus problemas, como a famosa lesão de joelhos dos jogadores de futebol profissionais. Num país em que esse esporte é uma unanimidade (seja praticando, seja torcendo), ouvimos constantemente que uma ou outra estrela dos campos está afastada por lesão desta articulação. E o público em geral também está sujeito a ter este problema, pois muitas pessoas iniciam uma atividade sem a devida orientação. “Muitos indivíduos erram antes mesmo de começar, o que contribui para a ocorrência de lesões” lembra o Dr. Rene Abdalla, ortopedista e membro da equipe Sport Check-up HCor, especializado em cirurgia do joelho. “Efetuam o alongamento com movimentos que não têm efeito nenhum e, depois da prática, não fazem o alongamento que deveriam”, complementa. Para quem pretende se iniciar no esporte é necessário observar alguns pontos. Em primeiro lugar, qual atividade que mais agrada ao participante. Segundo, que efeitos deseja com a atividade. Em terceiro, deve buscar uma orientação adequada. “O praticante pode dizer o que deseja ao orientador, que efetuará uma programação específica para ele”, lembra Dr. Abdalla.

Exercícios simples como correr e caminhar são populares, pois podem ser praticados pela maioria das pessoas e não requerem equipamentos específicos. Bastam tênis adequados, roupas leves e um parque ou pista por perto para praticá-los. São responsáveis também por uma série de lesões que levam as pessoas aos consultórios, por não terem os cuidados necessários, como a realização de alongamento antes e depois da atividade, escolha do terreno apropriado e uso de um calçado adequado. Entre as lesões mais freqüentes estão da unha, planta do pé, tornozelo, joelhos e quadril, todas facilmente prevenidas. O ideal é que, além de consultá-lo antes do início de uma prática fora da rotina, que as pessoas procurem o médico caso sintam dor por mais de dois dias.

Dicas

Para quem pretende começar a correr ou caminhar: • Consulte o médico para saber qual atividade é mais adequada para você • Saiba qual faixa de freqüência cardíaca é a indicada para seu objetivo (perda de peso ou condicionamento físico) e controle os seus batimentos • Respeite seus limites • Alongue sempre, antes e depois da atividade • Escolha um tênis adequado ao seu peso, tipo de pisada • Caso sinta dor, procure novamente o médico, evitando que o problema se agrave Novembro 2008

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O riso protege a saúde e estimula a criatividade O riso, o sorriso ou boas gargalhadas espontâneos são essenciais para lidar com o mundo, viver criativamente e com mais saúde. As relações entre essas manifestações de alegria e de satisfação e seus efeitos benéficos para o organismo humano são comprovadas por pesquisas recentes em vários países. Segundo a Dra. Ieda Maria Liguori, cardiologista do HCor, o sorriso faz bem ao coração, pois a sensação de bem estar que ocorre pela liberação de endorfina e a dilatação das artérias é benéfico para o sistema cardiovascular. “Além disso, o sorriso demonstra um otimismo tornando a pessoa menos estressada e ansiosa (fatores de risco para doença coronária) e mais aderentes às medicações a tratamentos indicados”, complementa a médica. Além de proteger a saúde, o riso

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também contribui como forma eficaz para transcender rotinas desgastantes e melhorar o desempenho profissional e social dos indivíduos. Demonstrações de bom-humor são maneiras positivas de se relacionar com a vida.

Ser jovem cinquentão, não é preciso provar que emagrecer rejuvenesce, pois a melhor ginástica é o sorriso e quem sorri de amor nunca envelhece Trecho da letra da música Sentir-se jovem, de Juca Chaves

Quando “a pessoa chora de tanto rir”, suas lágrimas passam a ter mais imunoglobulinas, defesas naturais contra infecções virais e bacterianas”, garante a psicóloga italiana Marina Funes, estudiosa da fisiologia do riso. Autora do livro O Poder do Riso – Um Antídoto Contra a Doença, Funes tem grande experiência no desenvolvimento pessoal, gerencial e em treinamento de executivos. Ela fundou, na Inglaterra, o Instituto de Gerenciamento Roffey Park e trabalha para diversas empresas multinacionais. Eis uma descrição que faz do seu objeto de estudo: o riso é relaxante porque estimula o cérebro a produzir betaendorfinas, que ajudam a reduzir a dor e os hormônios do estresse . A pressão arterial sobe quando se ri, mas em seguida cai para níveis em que normalmente as pessoas estão em repouso e, portanto, relaxadas.


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O riso é como a aspirina, mas duas vezes mais rápido Groucho Marx Uma gargalhada oxigena todo o corpo e o riso ainda tem poder antiinflamatório. O riso natural, não o forçado por quaisquer circunstâncias, protege o coração, alivia o estresse e fortalece o sistema imunológico, contagia e faz todo mundo se sentir bem. “Durante o nosso dia de trabalho é comum nos deparamos com situações de difícil manejo (indicação de uma cirurgia cardíaca, diagnóstico de infarto etc). E o sorriso é nosso aliado nesses momentos, pois conseguimos tornar a relação médico-paciente e médico-familiares mais fáceis e próximas. E com o sorriso demonstramos confiança e otimismo”, afirma a Dra. Liguori. “Uma das situações mais emocionantes é quando estamos com um paciente aguardando transplante cardíaco. No dia da noticia do aparecimento do doador, sentimos o quanto o sorriso resume a esperança e a gratidão do paciente. Acho que é a situação na qual o sorriso se faz completo”. Para o humorista Juca Chaves, que completou 70 anos no dia 22 de outubro e há décadas faz as platéias caírem na gargalhada, “o riso é a ginástica da inteligência, pois rejuvenesce e rejuvenescer faz bem ao coração. Ter o coração risonho é sempre melhor que ter o coração triste”. Não é a toa que o riso, de forma marcante, está presente em algumas das composições do Menestrel do Brasil como na letra da conhecida canção “Sentir-se Jovem”. A música conta que é completamente possível envelhecer e ser feliz, pois “quem sorri de amor nunca envelhece”.

m at é ria de capa

Crachá da alma “Estudos realizados pela Seicho-No-Ie [instituição religiosa surgida no Japão há mais de setenta anos, que pratica a terapia do riso e conta com milhares de adeptos no Brasil] demonstram que o riso é manifestação de um estado interior que realmente promove a saúde emocional e física das pessoas”, afirma Carlos Takahashi, conselheiro da instituição e consultor de empresas. Ele estabelece um paralelo bem-humorado entre o crachá que é utilizado

sa, assim como para os funcionários das agências do Banespa na região do ABCD. “O riso ajuda a elevar a auto-estima, cria atmosfera pessoal agradável, que atrai colaboradores e fatos auspiciosos no seu cotidiano, gera uma vibração mental que promove a saúde física e emocional.” No Japão o riso é levando tão a sério – diz Takahashi – que a Keidaren, a federação das indústrias japonesas, chega a pagar 500 dólares por dez minutos de treinamento do riso. No Brasil, a Unicamp realizou um estudo entre crianças de 1 a 10 anos e descobriu que

para identificar o rosto dos indivíduos nas empresas com o riso. “O riso espontâneo é fundamental para a elevação do caráter do ser humano. O rosto ridente é o crachá da alma.” Takahashi tem ministrado a terapia do riso em várias empresas. Na Yakult apresentou palestras para todos os revendedores da empre-

elas riem em média 300 vezes por dia, enquanto os adultos riem em média 50 vezes. Mas o riso da criança é natural, espontâneo e saudável, já os adultos na maior das vezes riem de modo forçado ou sarcástico por motivos circunstanciais, em geral diante de alguém que tropeça, cai, leva bronca do chefe ou se veste ou se comporta de modo diferente.

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M AT É R I A D E C A PA

Riso. O mais inocente de todos os diuréticos Jonathan Swift

“O povo brasileiro é afortunado por ser bastante alegre, mas precisa aprender a canalizar suas emoções para não ter que rir somente em situações extremas de euforia” – observa Takahashi. Em um dos seus treinamentos realizados em uma agência bancária, uma participante argumentou que o rosto lhe pertencia e que ela não precisava ficar sorrindo à toa para os outros. Bem-humorado, Takahashi comentou que na verdade o rosto não pertence somente a cada um, mas também aos outros, da mesma forma que o riso é para ser visto pelos outros. “É por isso que o rosto fica no alto e na frente da pessoa. Se não fosse para ser visto, ficaria atrás e embaixo.” A Dra. Liguori concorda. “Trabalho há 18 anos no HCor e passo em torno de dez horas por dia nele, por isso tento fazer destas horas agradáveis, pois metade do meu dia convivo e compartilho com colegas de trabalho. Tenho um temperamento extrovertido. Geralmente estou sempre sorrindo e falando com as pessoas, pois preciso disso

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para tornar meu dia agradável. Desta maneira, conquistei aqui meus melhores amigos e pessoas cujo convívio me tornam um ser humano melhor a cada dia”.

50 razões para rir Caricaturista, dramaturgo, diretor, Toni D’Agostinho acaba de concluir o livro 50 razões para rir em nanquim, um conjunto de caricaturas criadas a partir de frases de cinqüenta famosos filósofos, artistas e cientistas, desde a antiguidade grega até os dias atuais. A figura carismática de Carmem Miranda se destaca na capa: “Saber rir é uma arte e uma delícia. Faz bem à alma e ao corpo.” Toni está preparando seu TCC para a Faculdade de Sociologia e Política cujo tema é “Caricatura: resistência ao autoritarismo”, um trabalho que mostra como a verve do artista traça as várias faces do humor no enfrentamento da sisudez do poder político estabelecido. Autor de duas peças – O Carrancudo e o Caipira e Pastiche e Pistache – ambas foram dirigidas por ele e encenadas nas unidades do

Sesc em São Paulo e no Interior, Toni é um pesquisador do riso: “O riso chega aonde a razão não consegue chegar. Ele permite a transcendência do pensamento racional-utilitarista para outra dimensão e funciona como válvula de escape para as tensões da vida.” O estudo das artes plásticas e de técnicas de dramaturgia contribuíram para que escrevesse peças e buscasse conteúdos profundos do riso: “A profundidade não está relacionada com a ausência do humor.” Toni entende que o esforço feito pela Igreja na Idade Média para banir o riso do sagrado e do profano, porque o riso deformaria as faces das pessoas e as tornaria semelhantes ao macaco e ao diabo, expressou a visão de uma instituição em um determinado momento histórico. “Não existe um riso, mas muitos risos. Ele é socialmente e historicamente construído. O riso da Grécia antiga, da Idade Média e da Modernidade são diferentes entre si.” A Igreja então teria tentado banir o riso, criando um código de conduta, porque o riso destrói, é contagiante e tem o poder de quebrar a formalidade e a sisudez das instituições. Neste caso, o riso funcionaria como uma correção social diante de imposições rígidas e conservadoras. “Quando o riso é impedido ele se torna incontrolável.” Toni percebe “o riso como parte da essência humana, senão for a própria essência. O riso é uma realização, a glória da conquista e da realização dos homens”. O filósofo chinês Long Chen Pa parece concordar com essa hipótese hilária: “Como tudo é apenas exatamente como é, podemos muito bem cair na risada.”


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dicas m é dicas

Diagnóstico por imagem permite identificação precoce de doenças

O

estetoscópio, instrumento básico de consultório que as pessoas estão acostumadas a ver toda vez que visitam seu médico de confiança, é considerado uma das invenções que revolucionaram a aplicação de equipamentos na medicina. Ele foi criado em 1816 pelo Dr. René Laënnec para ouvir os sons do coração e pulmões de seus pacientes e hoje é um dos símbolos da profissão. Mal poderia imaginar o genial médico francês que sua obra perduraria como acessório imprescindível por tanto tempo. Mal ele poderia supor também que, há poucos anos de completar dois séculos de existência, a tecnologia moderna fizesse surgir métodos tão avançados para diagnóstico e tratamento das doenças do coração quanto os existentes atualmente. Os atuais recursos de diagnóstico por imagem permitem ao médico, por exemplo, observar o coração do paciente via computador sob diferentes ângulos e avaliar todo o seu funcionamento. “A qualidade e velocidade de obtenção das imagens melhorou expressivamente nos últimos anos”, analisa o

Dr. Xavier Stump, médico responsável pela área de Diagnósticos por Imagem do HCor. “Um exemplo é a tomografia computadorizada, que na última década passou a ser aplicada com mais ênfase em exames do coração, o que antes não acontecia”, observa. O HCor é, inclusive, a instituição pioneira na América Latina a utilizar esse procedimento para avaliar calcificações, depósito de gordura e grau de obstrução das artérias coronárias. “O aprimoramento das imagens permite que se efetuem estudos destas artérias que antes só eram possíveis por métodos invasivos (cateterismo)”, acrescenta. Hoje em dia esse exame possibilita detectar a presença de placas de ateroma nas artérias coronárias antes mesmo de haver qualquer tipo de manifestação clínica. O fato de ser um exame não-invasivo, que causa pouco desconforto para o paciente o torna uma opção interessante para o diagnóstico em pacientes de risco, mas sem sintomas clínicos (check-up). A tecnologia hoje disponível no HCor também propiciou descobertas que podem

contribuir para evitar a ocorrência ou agravamento de doenças. Por meio da ultra-sonografia é possível medir a espessura da parede da carótida, principal artéria que transporta sangue para o cérebro. Quanto mais espessa for, mais chances o paciente tem de desenvolver problemas do coração no futuro. “Com essa informação é possível adotar as medidas preventivas necessárias”, observa Ibraim Pinto, cardiologista do HCor que acumula uma das maiores experiências em tomografia cardíaca do país. Já o uso da medicina nuclear aliada ao teste ergométrico contribui para identificar casos em que as placas de gordura no coração impedem o fluxo de sangue, provocando a isquemia. “Todos esses recursos representam um grande avanço, mas o primeiro passo da prevenção é a consulta médica”, recomenda Dr. Ibraim. “Ainda não há recurso que substitua a avaliação do médico”. Em outras palavras, todos os cuidados com a manutenção da saúde e qualidade de vida passam pelo consultório. E pelo estetoscópio.

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A receita d V

Ronnie Von contribui com dicas de saúde e cultura em seu programa 16

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ocê sabe quem é Ronaldo Lindenberg von Schilgem Cintra Nogueira? O nome pode soar estranho, mas estamos falando de um dos profissionais mais admirados da cena artística brasileira, que não pára de conquistar fãs desde a década de 60, o ídolo Ronnie Von. Dono de uma surpreendente história de vida, o publicitário, cantor e apresentador superou grandes desafios em sua trajetória e hoje, de bem com a vida, imprime um novo ritmo em seu dia-a-dia, pautado pelo prazer de fazer o que gosta. Vencida uma inflamação no sistema nervoso, que o afastou das telas por alguns anos, Ronnie voltou a fazer o que mais adora: trabalhar intensamente e semear amizades. E haja coração para enfrentar essa rotina... Atualmente, Ronnie divide seu dia entre as atividades como empresário – é dono de uma agência de publicidade – e a apresentação do programa Todo Seu, na TV Gazeta, de São Paulo. Às vezes, sai da emissora e ainda tem de ir a eventos aos quais é convidado. Já os finais de semana são reservados para gravação de comerciais e programetes de TV. Com o tempo exíguo, adquiriu o hábito de dormir três horas por noite. “O detalhe é que, quando se gosta do que faz, tudo ganha um clima de diversão”, diz o bem-humorado apresentador. Para quem vive uma rotina cheia de atribuições, o difícil mesmo é arrumar tempo para cuidar da saúde. “Tenho sempre de ser lembrado pelos médicos sobre a hora de fazer check-up”, afirma Ronnie, que conheceu o HCor quando foi visitar o


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ARTIGO

a de bem-estar do ídolo “Reconheço que a medicina preventiva é sensacional. É a medicina do futuro. Só que no Brasil, infelizmente, ainda não há a cultura de aplicá-la efetivamente, o que deve ser mudado”

amigo Juca Chaves, internado na instituição em 2005. “A partir dali passei a conhecer os profissionais e o HCor se tornou referência para mim”, acrescenta. “Por mais que se tenha um superplano de saúde, e considero que tenho, a ligação afetiva muda tudo. Hoje sou amigo da casa”, ressalta. A cardiologista Maria Helena Fraga Azor Abib, que integra a equipe do Prof. Dr. Adib Jatene, também é amiga pessoal de Ronnie e está sempre atenta aos seus exames periódicos. “Reconheço que a medicina preventiva é sensacional. É a medicina do futuro. Só que no Brasil, infelizmente, ainda não há a cultura de aplicá-la efetivamente, o que deve ser mudado”, acrescenta Ronnie. Ávido leitor e com uma sede de cultura insaciável, a paixão com a qual se dedica a tudo que lhe desperte interesse fez Ronnie Von desenvolver habilidades que, além de auxiliarem no trabalho, também o tornaram um expert. Uma delas é a enologia, que permitiu ao apresentador-sommelier reunir em sua adega mais de 4,5 mil garrafas de vinho de qualidade inquestionável. “Os flavonóides do vinho são ótimos para o coração”, brinca. Ele utiliza seus conhecimentos no Todo Seu, quando dá dicas no quadro Visão Masculina do vinho mais

apropriado para o prato que o chef de cozinha prepara na hora. Outra é a botânica, que lhe valeu o presente inusitado de ter uma orquídea com o seu nome. “É a Laeliocattleya Ronnie Von, uma das orquídeas mais bonitas”. Também se revela um grande consumidor de frutas. “É o alimento que mais aprecio”, destaca. Todo esse conhecimento capacita Ronnie a ter um diálogo único com os telespectadores. Foi do amigo publicitário Washington Olivetto a idéia de produzir um programa voltado para as mulheres, mas com um toque masculino. Combinando toda a desenvoltura nata do artista em comandar atrações em frente às câmeras, cultivada desde a década de 60, ao seu inegável apelo junto ao público feminino, nada mais natural que conduzir suas duas horas diárias mesclando informações úteis ao dia-a-dia e outras que simplesmente conferem glamour e estilo à vida ou entretenimento de qualidade. Diariamente, o apresentador conta com convidados (muitos deles amigos pessoais adquiridos em quase quatro décadas de carreira) para levar a TV assuntos pertinentes relacionados à saúde e ao bem-estar,

mas tratados com a leveza e cordialidade que transparece em cada entrevista. O charme pessoal do apresentador é a fórmula do sucesso do Todo Seu, cujo foco está em oferecer ao público receitas tanto culinárias quanto de vida. Reflexo da sua cartilha pessoal que rege fazer o que dá prazer como pilar de uma rotina saudável, cheia de motivos para sorrir e buscar, sempre, novos objetivos para serem alcançados. Apaixonado por carros e aviões, Ronnie imprimiu um acelerado ritmo de conquistas em sua vida. O menino que corria de Kart entrou aos 15 anos para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar de Barbacena (MG), fez seu primeiro vôo num Folker T-21 aos 17, tornou-se cantor de sucesso aos 21, estudou economia, apresentou mais de uma dezena de programas de TV, deu o nome a uma das bandas emblemáticas do País – Os Mutantes – e criou dois filhos sozinho, após a separação da ex-esposa. Voltou às telas de TV com muito sucesso e hoje vê alguns de seus discos relançados e cultuados por público e crítica como obras-primas da música brasileira. Esse profissional polivalente construiu uma carreira artística e empresarial impressionante e acumulou um sem-número de amigos que incluem Hebe Camargo (que lhe deu o apelido de Pequeno Príncipe, quando ainda era um jovem cantor), Emerson Fittipaldi e tantos outros. Planos para o futuro? Construir um refúgio de veraneio com a esposa, Cristina. “Eu quero uma casa no campo, como a da canção do Zé Rodrix e Tavito, onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros, e nada mais”. Novembro 2008

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Adib Jatene é homenageado em São Paulo

Estudo sobre stents conquista prêmios internacionais Apresentados e premiados em vários congressos no Brasil e no exterior, os resultados do estudo DESIRE (drug-eluting stents in the real time), desenvolvido pelo IEP – Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração, têm o objetivo de testar a efetividade e segurança dos stents farmacológicos em pacientes da prática clínica diária Os trabalhos apresentados sobre o tema, pela equipe comandada pelo Dr. José Eduardo Sousa, conquistaram diversos prêmios em congressos no Brasil, como no de São Paulo em junho de 2007 e Recife e Curitiba, em junho e setembro de 2008, respectivamente. E nos internacionais de Buenos Aires, na Argentina, em junho de 2007 e Cancun, no México, em agosto deste ano.

O cardiologista Adib Jatene, diretor geral do Hospital do Coração, foi homenageado com a Medalha José Correia Picanço, no último dia 15 de setembro, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. O prêmio é concedido aos professores de medicina de São Paulo, que contribuíram com o ensino da especialidade no país. A medalha é promovida pela diretoria da Sociedade Brasileira de História da Medicina e leva o nome da honraria do mentor da idéia

do ensino médico no país. Os outros homenageados foram: Ivo Pitanguy, Bussamara Neme, Silvano Raia e Angelita Gama. O cirurgião cardíaco já foi homenageado em vários países e é reconhecido por grandes contribuições para a medicina como, a técnica de correção da transposição dos grandes vasos da base – conhecida como Operação de Jatene –, que tem sido empregada com sucesso em vários serviços de cirurgia cardíaca em todo o mundo.

HCor e Aceesp promovem ciclo de palestras para jornalistas esportivos Na noite de 15 de setembro foi realizado no auditório do Hotel Renaissance o Ciclo de Palestras, resultado da parceria entre o HCor e a ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo). Com o auditório para 400 pessoas lotado, o primeiro ciclo de palestras contou com a participação dos coordenadores do Sport Check-up HCor, o cardiologista Nabil Ghorayeb, que apresentou o assunto

“Coração e esporte: benefícios, riscos, verdades e mitos” e o ortopedista Rene Abdalla, que falou sobre “Prática esportiva e lesões no sistema músculo-esquelético”. A iniciativa tem como objetivo oferecer aos jornalistas da mídia esportiva e aos estudantes informação médica de qualidade através de profissionais renomados do HCor para elucidar dúvidas dos profissionais sobre temas relacionados a medicina esportiva.

IEP idealiza e coordena maior estudo multicêntrico no país Pela primeira vez no Brasil o Instituto de Ensino e Pesquisa HCor – IEP, inicia o maior estudo da história na área de prevenção de nefropatia induzida por contraste, em pacientes submetidos a procedimentos angiográficos diagnósticos e terapêuticos. Totalmente concebido no HCor e chamado de AC Trial, o estudo irá comparar acetilcisteína com placebo de maneira duplo-cega, e planeja incluir 2,3 mil pacientes em 52 hospitais de todo o país. Iniciativas desse tipo deixam o Hospital do Coração em uma posição de destaque dentro do cenário da pesquisa clínica nacional e internacional. De acordo com o diretor do IEP HCor, Dr. Otavio Berwanger “pelo número de instituições envolvidas, este estudo multicêntrico representa um dos maiores já realizados em território nacional, principalmente por não contar com o auxílio de instituições estrangeiras”. 18

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O Comitê Diretivo do ACT Trial é composto pelos Drs. José Eduardo Sousa e Celso Amodeo, e as Dras. Leda Lotaif e Amanda Sousa. Além do comitê, a coordenação do projeto está a cargo de toda equipe de pesquisadores do IEP HCor . Outro avanço deste estudo é a criação de um sistema de captura eletrônica de dados via Internet, que permite a utilização de um método de randomização automatizado. Este sistema foi desenvolvido a partir de uma parceria entre o IEP HCor e o Departamento de Informática da Instituição. O objetivo é servir também como base para outras pesquisas realizadas no HCor e oferecer o serviço a outras Instituições no país. “Uma vez concluído a idéia é que esse estudo seja publicado em um periódico internacional de alto impacto, com potencial para mudar a prática clínica vigente”, finaliza Dr. Otávio Berwanger.


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N O TA S

40 anos da cirurgia das artérias coronárias no Brasil No dia 26 de setembro, o auditório do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia recebeu os principais nomes da cardiologia, para celebrar os 40 anos da evolução da cirurgia das artérias coronárias no Brasil. Cardiologistas como os Drs. Adib Jatene, Luiz Carlos Bento de Souza, Eduardo de Sousa, Ênio Buffolo, entre outros, tiveram a possibilidade de apresentar suas colaborações científicas ao longo desses 40 anos, para uma platéia de novos cirurgiões. O evento contou também com a participação de um dos cirurgiões de grande expressão internacional, Dr. Brian Buxton, do

Victorian Heart Centre da Austrália, que abordou o uso dos enxertos arteriais e os resultados tardios da cirurgia coronariana. A primeira cirurgia coronária foi realizada no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em setembro de 1968, pelo Dr. Adib Jatene, que também realizou a primeira cirurgia desta especialidade no HCor. No Brasil, são feitas por ano cerca de 45 a 50 mil procedimentos cirúrgicos cardíacos. No HCor, por exemplo, são 370 cirurgias coronárias por ano e, de janeiro de 1995 a junho deste ano, foram realizadas 6 mil procedimentos cirúrgicos.

HCor é o vencedor do prêmio CIEE

O HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, é o vencedor do prêmio “As Melhores Empresas para Estagiar” promovido pelo Centro de Integração Empresa Escola – CIEE, em parceria com o IBOPE Inteligência e a Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional São Paulo – ABRH-SP. O prêmio reconhece as empresas que investem no treinamento e formação de estagiários para a inserção no mercado de trabalho. “Essa importante conquista reflete a nossa proposta de oferecer aprendizado prático aos estagiários por meio da difusão constante de novos métodos, conceitos e técnicas da área que o estudante visa atuar, permitindo, além de sua inserção no ambiente empresarial, um desenvolvimento profissional e social”, explica Silvana Castellani, Gerente de RH do Hospital do Coração.

FOTO: JOSIANE CIRIlO

“As melhores Empresas para Estagiar”

HCor apóia eventos esportivos Considerado um dos mais importantes centros de referência em cardiologia da América Latina, o Hospital do Coração vem apliando sua atuação e direcionando o foco na excelência em outras especialidades médicas. Pensando no segmento de medicina esportiva, o HCor fechou em 2008 importantes parcerias para se tornar o hospital oficial de apoio médico nos mais renomados eventos esportivos de corridas de rua como, por exemplo, a tradicional corrida de São Silvestre. O objetivo é disponibilizar aos atletas, profissionais ou não, uma completa orientação para a prática de atividades esportivas como caminhada e corridas. O HCor dispõe do que há de mais moderno e avan-

çado em medicina esportiva e oferece todo apoio nutricional e de suas equipes de cardiologistas e ortopedistas, bem como o atendimento médico emergencial com ambulâncias no local dos eventos. Além da corrida de São Silvestre, o HCor marcará presença em provas importantes e de referência como a Volta Internacional da Pampulha, Virada Esportiva, Caminhada e Corrida Viva Feliz no Parque do Ibirapuera, que acontece em novembro, entre outras. Já os eventos Nike 10K, Etapas do Circuito Run Series Track&Field, Corrida pela Paz, Super 40 de Revezamento etapa Distrito Federal e Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro (foto), já contaram com todo apoio da equipe multiprofissional do HCor. Novembro 2008

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12/11/08

5:57 PM

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Responsável técnico: Dr. J.Eduardo M. R. Sousa – CRM 8474

DeBRITO

ANUNCIO SIMPLES ARVORE 21x28

O sedentarismo é assim: quanto mais você entra nele, mais difícil fica de sair. Ainda bem que o contrário também é verdadeiro, pois quanto mais você sai, mais se sente disposto e mais quer se movimentar. A prática de atividade física é um meio eficaz para fortalecer o organismo e produz inúmeros benefícios, pois evita doenças cardiovasculares, combate o estresse, ajuda a perder peso e por aí vai. Mas todo esse movimento só é positivo se você pratica com segurança para sua saúde. Tendo a prevenção como parte da sua filosofia, o HCor oferece programas exclusivos de check-up: o Clinic Check-up e o Sport Check-up, voltado a quem pratica atividades físicas em todos os níveis. Previna-se dos riscos e comece agora uma atividade física. Você não vai querer mais parar. O HCor faz bem para o coração. Faça você também.

Tel.: (11) 3053 6611 - www.hcor.com.br


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Revista do Coração - nº 1

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