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22 a 28 de Abril de 2.013 - Ilha do Mel - SC


um

dos

livros

que

hei

ter

a

ale-

de

escre-

gria ver

de

contigo.


não

me

pa r e c e

insano

pen-

sar que se o mundo todo enlouquecesse

ao

ponto

de

todos

vi-

rarmos bichos, ele e eu seríamos b i c h o s j u n t o s . s o m o s u m c a s a l a pa drinhado pela lua e benzido por diferentes

terras.

somos

primos

primeiros do tempo bom e aprend e m o s a fa z e r d o m u n d o a n o s s a casa. este livro surge como um esmiuçar de dois sorrisos, que juntos, jamais se embrutecem. nasce como uma tradução da alegria de ter as mãos dadas e os quatro pés na estrada. ou tenta ser uma conversão

de

inesquecíveis

dias

em

letras. de 22 à 29 de abril saímos de viagem, com os caminhos se escolhendo por si só e ditando os encontros as

e

(des)encontros

pessoas-mestres

dão.

desse

com mun-

são mais de dois mil quilô-

m e t r o s r o d a d o s , p e r pa s s a n d o p o r praia

grande,

curitiba,

pontal

do sul e a almejada ilha do mel.


Ă€ Bruno todo o amor, Tamara.


#dia Um - Praia Grande, 22/04/13.


“Pies de calcetines y zarpo‚!”

saímos

de

viagem

às

seis

da

manhã de uma segunda-feira, o sol j á n a s c e n d o pa r a d i t a r o c l i m a d o trajeto. o gps e o google maps foram nossos guias, mas como nenhum guia é tão certeiro e é sempre válida a intuição, desviamos do caminho i n d i c a d o . f o m o s e n t ã o fa z e r u m pa s seio por diadema, com direito a motanha-russa nas ruelas da cidade.

mais e mais quilômetros roda-

d o s . . . c o n t a g e m r e g r e s s i v a pa r a v e r o mar de praia grande! final de tarde entre areia, pulos, risos e uma s i n t o n i z a d a c e r t e z a d i t a pa r a a l é m dos olhos. não poderia ser diferente:

“ va m o s

comemorar!”. camarões,

c e r v e j a e p ô r - d o - s o l pa r a a m o ç a d a a pa i x o n a d a .

como é de lei a noite chega e

é hora de descansar os corpos celeb r a n d o a ca r n e v i va d e s u o r e b e i j o. entre perguntas de dois perdidos na c i d a d e l a à b u s c a d e p o u s a d a s , a pa rece

michele

que

surpreendente-

mente entra no cliozinho e nos guia p o r a l g u n s q u a r t e i r õ e s pa r a e n c o n trarmos renata. tal moça nos ofereceu uma kitnet por alguns poucos mangos. oba! encontramos nosso lar t e m p o r á r i o ! p r o j a n t a r t e m u m a pa nelada de miojo de galinha caipira. nem tão cedinho assim o dia seguinte começa... nada de ficar jururu... tem pãozinho assado com mortadela!


à

caminho

da

expresso

sul

e

rég-

g i s b i t e n c o u r t, va m o s a l a p l aya p o r s i n u o s o s a s fa l t o s r o d e a d o s d e b a n a n e i r a s. e n t r e b a n a n a s s e e s c o n d e a c av e r n a d o diabo. com um tanto de adrenalina pegam o s u m a e s t r a d i n h a d e p u r o b a r r o pa r a c o n f e r i r o q u e e s s e t a l d i a b o fa z n o s e u esconderijo. frustrados com uma trilha q u e l e va n a da a l u g a r n e n h u m , av i s t a m o s um carro em sua carcaça nobre de ferro enferrujado pelo tempo. pobre esqueleto vindo capotado da rodovia... só pode s e r o b r a d o d i a b o ! pa r a a u m e n t a r o s u s pense surge do barro um homem de pés descalços, olhos vesgos e uma foice em mãos. como não temer o abel da foice!? como primeiras impressões enganosas, o s i m p l e s h o m e m a p e n a s t r a b a l h ava c o m s ua arma de colher cachos de bananas. e ah, ele nada sabia do tal diabo!

depois

emoções!

de

tantas

emoções...

seguimos viagem

segundo

mais nos-

so trajeto definido previamente. mas, eis q u e s u r g e u m a “ g r a c i o s a” p l a c a . p o r o b r a do –

destino suspensa

torna-se

ta lv e z , dos

agora

a

nossos nosso

estrada planos

graciosa iniciais

destino.

-

pa r a m o s

o c a r r o pa r a f o t o g r a fa r a b e l e z u r a d a q u e l e l u g a r . i m a g i n e s ó o q u e fa z e m d o i s enamorados em uma natureza estonteant e . . . c l a ro ! p e r g u n t e a a l c e u va l e n ç a !

o pa s s e i o c o n t i n u a a t é q u e av i s t a -


#dia dois - Estrada da Graciosa.


m o s u m l u g a r q u e d e s c o n f i a m o s c h e g a r a u m t e m p l o a s t e c a , a l i pa r a m o s pa r a a s f o t o g r a f i a s e f i l m a g e n s . c o m o q u e m d i z m u i t o c o m o s i l ê n c i o , n o s a pa r e c e u m h o m e m d e j a l e c o b r a n c o , c o l a r e s n o p e s c o ço, cabelo comprido de mechas louras e, mais que tudo isso, de uma t r a n q u i l i d a d e c o n t a g i a n t e . s e r i a e l e a s a l v a ç ã o d o s p e r r e n g u e s pa r a t i r a r m o s u m a f o t o d e casa l . m a l i m ag i n á va m o s q u e ao c o n t r á r i o d e “incomodado” ele se sentiria “feliz” por nos conhecer. ele se apres e n t o u c o m o g e o v a n e , u m pa i d e s a n t o d e v o t o d e s ã o j o r g e . e s t av a a l i pa r a s u a s o r a ç õ e s e m u m d i a i n c o m u m , p o i s a q u e l a t e r ç a e r a j u s t a -


m e n t e o d i a n o a n o e m q u e s e c e l e b r ava e s s e s a n t o .

n a s p r i m e i r a s t r o c a s d e o l h a r e s e l e j á n o s fa l a d a g r a n d i o s i -

dade daquele encontro. arriscou-se ao indizível e ao imprevisível e r e s s a l t o u , c o m pa l av r a s c a r r e g a d a s d e s e g u r a n ç a , q u e s o m o s u m c a s a l q u e c a m i n h a e m u m r u m o “ c e r t o ” d e f e l i c i d a d e . fa l o u d a n o s s a positividade e do quanto somos pessoas de bom coração e, que ainda seremos mais felizes juntos, realizados profissionalmente, casados, c o m f i l h o s – u m “ p i á ” s e g u i d o d e u m a m e n i n a . e n t ã o e l e n o s p e d e pa r a q u e c a m i n h e m o s s e m p r e c o m f é , a s s i m c o m o e s t á va m o s fa z e n d o n e s s a viagem de longa distância.


e m m e i o a c o n v e r sa , g e ova n e n o s c o n ta d o s e u t r a ba -

lho com uma marca de motos, da sua formação em engenharia civil e das orações que por ora acontecem na fortaleza da i l h a d o m e l . e l e p e d e pa r a q u e n o s l e m b r e m o s d e l e a o pa s s a r por esse ponto de visita na ilha, pois lá é também lugar de culto ao são jorge, o nosso mais novo protetor.

d e s p e d i m o s - n o s p a r a s e g u i r v i a g e m a pa r t i r d a s i n d i -

c a ç õ e s d e g e o v a n e d e pa s s a r a n o i t e e m u m h o t e l e m p o n t a l d o s u l e i r pa r a a i l h a n a m a n h ã s e g u i n t e . m a l n o s d e s p e d i m o s e f o m o s t o m a d o s p o r u m s e n t i m e n t o m e s c l a d o d e pa z e e u f o r i a ; a l g o d e u m a i n t e n s i da d e t ã o n ova e i n d e s c r i t í v e l , q u e a g o r a c h a m a m o s d e p l e n i t u d e . t a l v e z e s s a s pa l a v r a s n ã o alcancem a magnitude do que foi nos sentirmos em harmonia com o mundo, como se fossemos nós dois e o universo, um só. entre lágrimas desenvergonhadas e risos soltos, a vida era (é) simples e feliz.

o d i a c o n t i n u a c o m o s e m b l a n t e m a i s c o l o r i d o e pa -

c í f i c o . pa s s a m o s e m u m a v e n d i n h a n a e s t r a d a pa r a c o m e r e a c a b a m o s d e s c o b r i n d o u m s a b o r o s o pa s t e l e c o x i n h a s f e i t a s d e m a n d i o c a . u m a v i s t a m a r av i l h o s a e u m a l i n d a f l o r z i n h a a pa n h a d a l o g o a l i e l e v a m à p o t ê n c i a o c l i m a d e r o m a n c e .

va m o s at é a c i da d e z i n h a ta m b é m bas ta n t e g r ac i o sa d e

morretes, uma quase veneza com cores de povo brasileiro. l á c o m p r a m o s p i l h a s pa r a l a n t e r n a s e v i s i t a m o s u m a f á b r i c a de esculturas na qual, claro, não deixamos de procurar a estatueta de são jorge.

seguimos viagem pela br-277 com destino à pontal do

sul... ops! à curitiba!? ih! subimos a serra, o clima esfriou, o pedágio foi caro e o trânsito caótico deu a bola da vez... h a h a ! n a d a m u d a r i a n o s s o h u m o r n a q u e l e d i a ! pa r a m o s e m u m p o s t o e o “ m o m e n t o q u e n t u r i n h a” e u m r e d b u l l d e r a m o g á s q u e p o d e r i a fa l t a r n a v i a g e m d e v o l t a a c a m i n h o d e p o n t a l . f i n a l m e n t e c h e g a m o s a o d e s t i n o a l m e j a d o pa r a a q u e l e d i a ! p r o c u r a m o s o h o t e l i n d i ca d o p o r g e ova n e , m as h á t e m p o s e l e


não recebia turistas por conta da hospedagem de quase três mil trab a l h a d o r e s q u e e s t ava m n a c i d a d e pa r a a s o b r a s d e e x p l o r a ç ã o d o pré-sal. na busca de pousadas, o q u e e n c o n t r á va m o s ao p e r a m bu l a r pelas redondezas, batíamos, assov i á va m o s e at é o s c ã e s l at i a m , m as ninguém nos veio atender.

resol-

vemos comer antes de continuar as buscas e o atraente restaurante karranka nos ofereceu uma batata suíça a preço promocional.

estômagos cheios e nada de

a c o m o d a ç õ e s pa r a d a r a q u e l a j i boiada... mas o pensamento positiv o c h e i o d e f é n ã o fa l h a m e s m o . . . u m a n j o n o s a pa r e c e e m f o r m a d e pousada!

então é natal! só pode ser

n a t a l . . . o pa pa i n o e l n o s p r e s e n teou

com

um

rango

extra

super

power de café da manhã! o casal de curitibanos, donos da pousada nos

contaram

sobre

seus

traba-

lhos com a distribuição de balas e presentes no mês natalino. bonitos senhores que também nos fiz e r a m o fav o r d e n o s d a r o s b e t a s pa r a f a c i l i t a r n o s s a v i d a n a i l h a . além disso, nos indicaram um est a c i o n a m e n t o c o n f i á v e l pa r a d e i xarmos o carro nos dias em que estaríamos flutuando por aí.


#dia tres - De barco para a Ilha.


a c e l e r a m o s o pa s s o pa r a p e g a r o b a r c o a c a m i n h o d a

i l h a . q u e ? q u e ? é . . . c o m m a l a s, s a c o l a s e t r av e s s e i r o s, f e i t o e l e fa n t e s c o r r e m o s pa r a s e n t i r a m a r e s i a i l h i f e r a . u fa ! g r a ç a s a u m a c o r r i d i n h a c h e g a m o s pa r a p e g a r a e m b a r c a ç ã o a tempo.

m e u f i l h o, s e e n ca n t a ! p o r q u e a i l h a é m a r av i l h o s a e

a p r a i a d e e n ca n ta das é n o s s o p o rt o ! va m o s a j á c o n h e c i d a n e g o c i a ç ã o d e p o u s a d a s . a p o m p o s i d a d e d e “ b o b pa i , b o b f i l h o ” f i c a l o n g e d e n o s a g r a da r . p o e t i ca m e n t e fa l a n d o, q u e r í a m o s n o s d e i ta r c o m a nat u r e z a , a p r e e n d e r a v i vac i -


dade do mato. a pousada e camping do clodô nos ofereceu isso e muito mais! lá a vontade de acolher desfez a necessidade do lucro. a

negociação

garantiu

foi

que a

batuta

casinha

e de

madeira no segundo andar, de número 4, fosse o nosso mais novo e adorável lar.

l ava m o s

impurezas

e

quaisquer negatividades

em uma grande banheira de á g u a g e l a d a q u e n o s pa r e cia

o

tinho

mar, da

logo

ali,

misteriosa

pergruta

das encantadas. as ondas, a areia, as rochas e nós (nós também!)

dançamos

miudi-

n h o pa r a r e c e b e r o p r e c i o s o c é u e a l ua q u e i l u m i n ava o fim da tarde.

o combinado, nem tão

d e s a f i a d o r pa r a d o i s a m a n t e s d e f r u t o s d o m a r , e s t ava feito:

va m o s v i v e r na i l h a

à base de peixes, camarões, siris,

mexilhões,

ostras

e

se rolar, até pepino do mar! a primeira noite de jantar ficou por conta do restaurante

orquídeas,

servindo

a larica dos malandros com um risoto muito bom. rá! o restante da noite não poderia ser diferente!


#dia quatro, nascer do dia 25 de Abril.

d e n t r e o s m o r r o s q u e i l u s o r i a m e n t e s e pa -

r ava m o s a z u i s d o c Ê u e d o m a r , h av i a u m s o b e r a n o e m t a m a n h o q u e n o s c h a m o u pa r a a s s i s t i r - d o a l t o da s ua c a b e ç a - o s o l q u e m a r av i l h o -


samente nasceria na manhã. atendemos ao convite, vencendo a guerr a d e t a pa s e b e i j o s c o m o s l e n ç ó i s pa r a l e v a n t a r à s c i n c o e m e i a . o s o l r e a l m e n t e e s t ava m a r av i l h o s o ! t ã o l o n g e , q ua s e n o “ f i m ” d o m a r . t ã o p e rt o, d o u r a n d o e q u e i m a n d o d e va r g a r z i n h o as n o s sas p e l e s.


va m o s ! a l é m d o j á pa r i d o s o l , a s pa s s a g e n s pa r a n o v a b r a sília, vistas em anúncio no restaurante da noite anterior, dão à manhã a cara de capital do brasil com muito menos rugas e mais sorrisos. comemos um pf caprichado de camarões e a proposta foi ir caminhando até o alto fa r o l d a i l h a d o m e l , pa r a av i s t á - l a mais p r ó x i m a das n u v e n s. n o t r a j e t o , pa s s a n d o p e l a praia de fora, conhecemos um casal enxuto q u e n o s s e rv i u d e i n s p i r a ç ã o pa r a o s f u t u r o s a n o s j ov i a i s da t e rc e i r a i da d e . morros escalados e trilhas feitas à base de protetor solar e pouca água, mas muita dança e cantoria, chegamos ao hist ó r i c o fa r o l . a l é m d e proporcionar um sentimento de pa r t i c i pa r d e u m p r o c e s s o d e g u e r r a s , o fa r o l d a v a b r e c h a pa r a u m a v i s t a i n c r í v e l s e r pa l c o do amor primata. rendemos-nos a todas as sensações que nos poderiam tocar ali, inclusive, à dos nossos ancestrais orangotang o s ! j á f a z i a pa r t e d o nosso estilo de vida nos permitir aos tantos jeitos de ser, est a r e fa z e r n o m u n d o .


n e s s a n o i t e , c h e g a n d o a e n ca n t a da s, r e s o lv e m o s n o s i n v e n -

t a r c o m o m e s t r e s c u ca s : c o m p r a m o s u m a p e s ca d i n h a f r e s ca ( n a ca s a d o c o n h e c i d o p e s ca d o r l oa ) pa r a r e t i r a r m o s s ua s e s ca m a s, l i m pa r m o s s ua s e n t r a n h a s e p r e pa r a r u m s a b o r o s o f i l e z i n h o d e p e i x e à m i l a n e s a a c o m pa n h a d o d e a r r o z e p u r ê d e bat at a .

n o m o m e n t o “ e a g o r a j o s é ? ” “ o q u e fa z e m o s c o m e s s e p e i -

x e ? ” p e d i m o s d i c a s pa r a t â n i a - a i r m ã d e c l o d o a l d o , n a t i va d a i l h a e t a m b é m m o r a d o r a d a p o u s a d a - pa r a s e s o m a r à s d i c a s d e l oa e o p e i x e m ag i ca m e n t e v i r a r u m r a n g o. m as d i f e r e n t e d e ta n t o s l u g a r e s q u e c o n h e c e m o s, as g e n t i l e z as s e m u lt i p l i ca m n a i l h a d o m e l . t â n i a n o s o f e r e c e a l g u n s i n g r e d i e n t e s pa r a o p r e pa r o e s e p r o p õ e a s e r n o s s a a n a m a r i a b r a g a , pa s s a n d o s e u s e n s i n a m e n t o s d e l o n g a d a t a pa s s o - a - pa s s o pa r a o s m i n e i r o s s e d e n t o s d e m a r . o j a n t a r f i c o u ó t i m o e f o i a c o m pa n h a d o d e m u i t a s r i s a d a s , n a q u e l a c o z i n h a q u e m a i s s e pa r e c i a a u m c a m p o magnético de endorfina.


#dia cinco - trilha com Lady Dog!

desta vez nem tão cedo assim, raiou mais

u m d i a daq u e l e s na i l h a : s o l t i n i n d o, c é u a z u l , b r i sa d o m a r e d o a m o r e m u i ta d i s p o s i ç ã o. p r a t e r m i na r d e da r u m g á s p ro s b o n i t o s, u m o m e l e t ã o d e v á r i o s o v o s , fa t i a s d e q u e i j o e p r e s u n t o .

m as ta n ta g o r d i c e as s i m f o i p l a n e ja da . . .

p r e c i s á va m o s d e e n e r g i a pa r a e n c a r a r u m a t r i lha

do vilarejo

de

e n ca n ta das

pa r a

brasília.

descobrimos que trilha na ilha não tem dessa s ó d e m at o, n ã o. . . t e m m at o, t e m a r e i a , t e m m a r , tem pedra, tem morro e tem até cadelas guias! i s s o m e s m o ! p e rc e b e n d o a p o s i t i v i da d e d o s g at o s av e n t u r e i r o s , u m a c a d e l i n h a m a r o t í s s i m a c o m e ç o u a n o s g u i a r p e l a s p r a i a s pa r a d i s í a c a s d a i l h a .

entre praias e pedras a singela cadelinha

a p e l i d a d a d e l a dy d e m o n s t r ava a f e t o p o r n ó s s e m ao m e n o s t e r m o s l h e da d o u m b i s c o i t i n h o. h á quem diga que se um cãozinho te segue significa que você está com sorte. logo começamos a e n t e n d e r q u e na v e r da d e a “ s o rt e ” p o d e r i a s e r o m a i s n ovo e p o d e ro s o a l i a d o da m a d r i n h a l ua e m a ç ã o : s ã o j o r g e . c h e g a m o s à b r as í l i a ! s e g u n da v e z na ca p i ta l da i l h a ! o v i l a r e j o m a i s m ov i m e n ta d o e u r ba n o da i l h a d o m e l , s e é q u e ruas d e a r e i a n o l u g a r d e a s fa l t o , i l u m i n a ç ã o l u n a r n o l u g a r d e l â m pa d a s e c e r c a s v i va s n o l u g a r d e m u ros podem ser chamados de “urbano”.

s o r v e t i n h o p r a n ó s , b o l a c h i n h a p r a l a dy

e b ó ó ó r a p r o m á á á á á r ! m e r g u l i n h o m a r av i l h a , r e f r e s c â n c i a t o t a l n a p r a i a d o fa r o l . j á é h o r a de sair do mar e vem aquele friozinho sudoeste, m as c o m o n o s e s q u e n ta r m o s s e m u m a t oa l h a ? r á . c o m as á g uas q u e n t e s e n vo lta das ro c h as d e u m a


p i s c i na nat u r a l , e m u m v e r da d e i ro “ m o m e n t o q u e n t u r i n h a” a q u á t i c o . m a s . . . o q u e d o i s e n a m o r a d o s fa z e m e m u m a p r a i a d e s e r t a pa r a d i s í a c a com rochas estrategicamente pos i c i o na das ? c l a ro ! v i r a m ca l a n g o s !

t r a n s c e n d i d o s,

sublimados

e e x a u s t o s pa r t i m o s à p r o c u r a d o r a n g o p e r f e i t o. f i s g a d o s p e l o ca rd á p i o d e u m r e s tau r a n t e / p o u sa da que era um astral - caímos de boca e m ca m a r õ e s g i g a n t e s, l u l as, p e i xe e até uma casquinha de siri est r a l a da . e c l a ro, s e m p r e c o n o s c o, a n o s s a q u e r i d a l a dy d o g.

hora de retornar aos encan-

t o s da n o s sa v i l a . s u b i n d o n o ba rc o , j á n o s d e s p e d i n d o d a l a dy, u m a surpresa... o barco acabara de ganhar um novo tripulante canino! na da d e t i g r e d e b e n g a l a na ja n g a da , m as s i m u m a ca d e l i n h a d e m o n s trando o mais alto nível de bro-


d e r ag e m , t r a n s c e n d e n d o as r a ç as. sublime momento em que pudemos s e n t i r o v e r da d e i ro a m o r ca n i n o.

c h e g a n d o n a i l h a l a dy l o g o

e n c o n t r a s e u s a m i g o s e fa m i l i a r e s . quebrando um dia inteiro de silênc i o,

nós

finalmente

escutamos

a

v o z d a q u e l a c a d e l i n h a c a t i va n t e , que como se soubesse dos nossos c o s t u m e s, s e d e s p e d i u a n t e s d e s e e n v o lv e r e m o u t r a av e n t u r a .

foi na prainha onde nos des-

p e d i m o s d e l a dy e t a m b é m d o s o l , s o b e r a n o e i m p o n e n t e , q u e p i n t ava o céu como uma obra de arte em degradê, em reverência ao astro not u r n o i n f l a d o q u e e s t ava p o r v i r .

q u e l ua é e s sa ! ? l ua c h e i a é

b r i n c a d e i r a , e l a pa r e c i a t e r s e e m polgado com as preliminares do sol e nos irradiou, transformando noite em dia em plena ilha do mel. em m e i o a ta n tas c o m e m o r a ç õ e s, ta n tas e m o ç õ e s e s i t ua ç õ e s ú n i cas v i v e n c i a das at é e n t ã o, n ã o p o d i a s e r d i ferente e em nenhum outro lugar: “quer namorar comigo?”. a resposta v e i o q ua d r i p l i ca da , m u lt i p l i ca n d o s o r r i s o s, a b r a ç o s, c h a m e g o s e as s i m c o m o e m u m casa m e n t o i n d i a n o, s e l a m o s c o m u m a da n ç a . . . é . . . r e a l mente... this is love.

após a cerimônia, ceiamos no

r e s tau r a n t e

orquídeas:

e n t r a da

d e h e i n e k e n s e g u i da d e u m p r at o p r i n c i pa l d e pa n q u e c a s d o m a r c o m m u i tas r i sa das d e s o b r e m e sa . ag o r a sim, o dia podia chegar ao fim... ant e s q u e a l g u é m e x p l o da n é ! ?


#dia seis - de bike para o forte (plenitude)!

m e x i d i n h as. b o c e j o s. ca r í c i as.

casa encontrar alguém que já te-

bom dia. limpeza dental. leitinho

nha ido a uberlândia e feito festas

c o m p ã o . fa r o fa p r e pa r a d a . l i m p e -

em romaria há de ser denominado

za dental 2. corre-corre... “o barco

mestre.

sa i as n ov e ” . m o c h i l a . ó c u l o s. c h a -

v e . p ro t e t o r . . . “ n ã o, p ro t e t o r n ã o.

d i r e t o ao as t r a l da i l h a , p o i s l á

a g e n t e pa s s a n o b a r c o ” . c h i n e l o s .

c a r t e i r a . pa s s a g e n s . c o r r e - c o r r e . . .

d e duas b i k e s baca nas p o r u m p r e -

“ o b a r c o n ã o s a i u a i n d a ? u u u u u f f fa” .

ço razoável. mais um chorinho de

fortaleza nos espera! hoje é dia de

desconto y zarpó! rumo ao forte de

transcender! com são jorge a gente

fortaleza!

a i n d a va i t e r .

pressa?

o

aluguel

pa s s a m o s p o r d e n t r o d a v i l a ,

em sinuosas trilhas de areia bran-

p l a n o b e m l e g a l q u e f i z e m o s pa r a

c a , pa r a e n f i m c h e g a r m o s à m a r g e m

e s s e d i a : p e da l a r d e b r as í l i a à f o r-

do marzão que nos arrancou muitos

t a l e z a . pa r a i s s o a m a r é n ã o p o d i a

s o r r i s o s, g a r g a l h a das e u i vo s d e

e s t a r a l t a , s e n d o q u e e l a s e e l e va

e x a l t a ç ã o . a m a r é e s t ava ó t i m a , a

e m t o r n o das n ov e da m a n h ã e o ba r-

a r e i a f i r m e - pa r a n ã o g a s t a r m u i t o

c o d e t r a n s p o r t e d e e n c a n t a d a s pa r a

as cambetas - o rango na mochila,

brasília sai apenas de hora em hora.

o casal enamorado com disposição

s e m m a i s d e l o n g as. . . ru m o a b r as í l i a

e no peito aquela sensação de que

pela terceira vez!

a l g o i n c r í v e l e s t ava p o r v i r .

conhecemos

ah,

x av e c a d o

fomos

pseudo pressa é por conta de um

barco

da

brasília

z i g u e z ag u e a n d o p e s s oas e á rvo r e s

no

porquê

tínhamos

a

a

o

chegando

o

seu

a p e da l a da f o i d e l i c i o sa c o m

m a d r u g a , u m s e n h o r s i m pa t i c í s s i m o

o s o l g e n t i l n o s a q u e c e n d o s u av e -

q u e pa r e c e d e s c e n d e r d e u m c a r a m u -

mente e a brisa do mar nos refres-

j o, ca r r e g a n d o s ua casa nas c o s tas

ca n d o e aca r i c i a n d o. n ã o p o d í a m o s

e m o r a n d o e m c i m a d o s a pa t o . c o m

d e i x a r d e r e g i s t r a r o m o m e n t o, e n -

alguns minutos de conversa já esta-

t ã o pa r a m o s u m c a s a l q u e c u r t i a a

m o s a pa r d e q u e e l e r e a l m e n t e é u m

brisa e esbanjamos os charmes fo-

m o l u s c o m u i t o v i a ja d o. a 1 2 0 0 k m d e

togênicos (ao nosso estilo né!?).


forte.

e m q ua r e n ta m i n u t o s d e p e da l a da p u d e m o s c h e g a r ao d e s t i n o

p r o m e t i d o à g e o va n e . a s s i m c o m o h av i a s i d o d e s c r i t o p o r e l e : o f o r t e f o i pa l c o d e t r a g é d i a s e d e d e r r a m a m e n t o d e s a n g u e d e p e s s o a s i n o c e n t e s, t u d o e m f u n ç ã o da g a n â n c i a d e p e s s oas na da i n o c e n t e s q u e j u s t i f i c ava m c o m o pa t r i o t i s m o a n e c e s s i d a d e d e s e r h o s t i l a u m semelhante.

o a s t r a l n a f o r t a l e z a a t u a l m e n t e s e o p õ e a v i b r a ç ã o n e g a t i va

d a s u a h i s t ó r i a . h o j e o a m b i e n t e é l e v e , c o m fa m í l i a s f e l i z e s , c r i a n ç as s e r e l e p e s e s ca l a n d o ca n h õ e s, casa i s c u rt i n d o o i n c r í v e l v i s ua l d o s m u ro s ro bu s t o s d e s sa f o rta l e z a . a l é m das a n t i g as i n s ta l a ç õ e s d e g u e r r a , h á u m p e q u e n o m u s e u da i l h a d o m e l c o m a l g u n s r e l at o s h i s t ó r i c o s i n t e r e s sa n t e s.

como dois apreciadores de uma bela beleza natural, não pode-

r í a m o s p e r d e r a v i s t a d o m i r a n t e d e f o r t a l e z a . pa r a c h e g a r m o s a t é e l e f o i p r e c i s o p e r c o r r e r u m a p e q u e n a e í n g r e m e t r i l h a q u e pa s s ava


e m u m a m a t a r e l a t i va m e n t e d e n s a e ú m i d a ( u m a d e l í c i a d e r e f ú g i o d o s o l j á n ã o t ã o g e n t i l ) . du r a n t e a s u b i da o s e n t i m e n to foi recíproco: fortes arrepios e uma crescente sensação d e t r a n q u i l i da d e t o m a n d o c o n ta d e n o s s o s c o r p o s.

já no topo a vista foi realmente incrível, podíamos ver

outras ilhas e até mesmo a serra do mar. mas não foi a vista no topo deste mirante que nos deixou em estado de êxtase.

encontramos uma pequena clareira no mato e em meio

a p e r n i l o n g o s e g r a m as p i n i ca n t e s, c o n s e g u i m o s c r i a r u m a


at m o s f e r a s u b l i m e , o n d e p e l a s e g u n da v e z t r a n s c e n d e m o s a matéria e atingimos aquele mais novo estado de espírito que c h a m a m o s d e p l e n i t u d e . j á d e s c o n f i á va m o s q u e a p l e n i t u d e é r e s u lta n t e d e u m a g r a n d e i n t e n s i da d e d e t r ê s s e n t i m e n t o s s i m u l t â n e o s : a m o r , a l e g r i a e pa z .

naquele nosso pequeno templo dedicamos pensamentos

p o s i t i vo s à s v í t i m as das g u e r r as a l i o c o r r i das, à s p e s s oas q u e r i das p o r n ó s e i n c l u s i v e ao s ã o j o r g e , n o s s o s e m p r e p r e s e n t e p r o t e t o r m a t e r i a l i z a d o p o r g e o va n e .


interessante como é possí-

d i n h a d o l oa ! d e s sa v e z o u sa m o s

vel alcançar a plenitude - sen-

m a i s, o p e i x e e r a m a i o r e d e o u t r a

t i m e n t o t ã o i n t e n s o, p ro f u n d o e

q ua l i da d e ( b r a n c o ) e n ã o c o n ta r í -

v e r da d e i ro - e m u m m e s m o l u g a r

a m o s c o m a g e n t i l a j u da da n o s sa

que foi testemunha de eventos tão

ana maria bragadê. já na cozinha

s o m b r i o s . i s s o é m u i t o pa r a d o x a l

d o c l o d ô l i m pa m o s u m p e i x e e n -

e b e l o. r e p r e s e n ta a d i n â m i ca da

q ua n t o

v i da . a

q u e pa s s ava m p e l a i l h a .

c a pa c i d a d e

de

florescer

conhecíamos

os

gringos

u m a m a r g a r i da e m u m ca m p o d e ba -

t a l h a a s s i m q u e e l a s e f i n d a . pa r a

c e rt e i r as, aq u e l e ca m p o m ag n é t i c o

conquistar o equilíbrio pode de-

da c o z i n h a ( s e l e m b r a ! ? ) s e t r a n s -

m a n da r t e m p o, m as e l e é s e m p r e

f o r m o u e m u m a e s t u fa d e e n d o r f i -

a l ca n ç a d o.

n a e d e t u d o q u e t e m “ i n a” n o f i n a l

j á c o m a pa z , a a l e g r i a e o

e q u e fa z o s o l h o s c h o r a r e m a t é a

a m o r d o m u n d o e m n ó s, p o d í a m o s

barriga malhar. se alguém nos vis-

i r e m b o r a pa r a e x a l a r e s s a s c o i s a s

s e n o f i na l da n o i t e p o s s i v e l m e n -

p o r a í . pa s s a m o s n o c o n h e c i d o a s -

te nos confundiria com dois jo-

t r a l d a i l h a pa r a d e v o lv e r a s b i k e s

v e n s c h i n e s e s, p o i s a a l e g r i a na da

e c e l e b r a r a v i da c o m u m a ç a í f i r-

c o n t i d a d e fa t o n o s d e i x o u c o m o s

meza (além de recuperar as ener-

o l h o s b e m p e q u e n o s.

gias gastas com as cambetas né?).

d e vo lta à e n ca n ta das c o m aq u e l e

deitar com muita sonambulência,

s e n t i m e n t o m o r d e q u e na da p o d e

sonambulismo e solambuleza. dei-

da r

r e s o lv e m o s

t ava - s e c o n o s c o , p e l a m i l é s i m a v e z ,

conferir comprando outra pesca-

o g r i t o d e g a na : “ q u e v i da l i n da ! ” .

e r r a d o. . .

será?

nesse

dia,

por

m a d ru g a da

razões

e

va m o s

bem

nos


#di a sete - “ate' logo” ao inve's de “adeus”.

s o m o s b o n s nas d e s p e d i das

c o n f u s o s s o b r e s e h av í a m o s pa g a d o

assim como somos bons em sentir a

a n t e c i pa d a m e n t e o c a f o f o d o n o s s o

plenitude, por mais que digam que

f i e l pa r c e i r o c o m c a r a b e s o u r o . o k .

a plenitude nunca poderá ser sen-

tudo nos conformes com os traba-

t i da e p o r m a i s q u e e s sa s e ja u m a

l h a d o r e s d o e s tac i o na m e n t o. . . m as,

brincadeira

o p s, ca d ê o ca rt ã o d o ba n c o ! ?

o u sa da .

somos

ain-

da m u i t o b o n s e m s e r d o i s a du l -

tos que descobrem o mundo todos

t ã o e s t ava e m u m s u p e r m e r c a d o e m

os

aquelas

q u e c o m p r a m o s g e l o e c e rv e jas h á

miniaturas de gente que querem

d i a s , a n t e s d e pa r t i r pa r a a i l h a .

crescer comendo brigadeiro e pão

pa r a a u m e n t a r o n í v e l d e a d r e n a l i n a

f e i t o a o av e s s o n o c a f é d a m a n h ã .

o c a r t ã o n ã o e s t ava l á , a s s i m c o m o

n e s s e d i a p r e c i s á va m o s a r -

n ã o e r a p o s s í v e l fa z e r s a q u e s n o c a i -

ru m a r as m a l as e n o s d e s p e d i r da

xa com apenas o documento de iden-

terra que foi moradia de um sonho

t i d a d e . e s t á va m o s s e m a g r a n a pa r a

a d o l e s c e n t e , d e m o m e n t o s a pa i x o -

a b a s t e c e r o s u f i c i e n t e pa r a c h e g a r

na n t e s, d e m u i t o s a p r e n d i z a d o s e

a a l g u m a c i d a d e o u pa r a pa g a r p o r

s e n t i m e n t o s n o v o s . t a r e fa n ã o t ã o

abrigo até o próximo dia útil.

á r dua q ua n d o s e t e m u m sau d o s o

“a t é l o g o ” a o i n v é s d e u m “a d e u s ” .

p e n s a m e n t o q u e p r e d o m i n ava j u n t o à

coçadinha no queixo era: “precisa-

dias

ops!

como

crianças;

f o m o s pa r a a t r i n c h e i r a . . . trapiche!

pegamos

o

a e s p e r a n ç a da p e r da d o ca r-

sem

tensões

e x o r b i ta n t e s,

o

barco

m o s d e s o l u ç õ e s pa r a n ã o c o m p r o m e -

em direção à pontal do sul. tal-

ter a viagem”. será que aquele gentil

vez naquela hora tenhamos latido

pa pa i n o e l n o s d a r i a o u t r o p r e s e n t e

pa r a a i l h a c o m o a l a dy d o g l a t i u

neste ano? dessa vez foi a vilminha

pa r a s e d e s p e d i r d o e n t r e l a ç a r

q u e n o s a pa r e c e u c o m o a m a m ã e n o e l ,

das n o s sas p e r nas.

fa z e n d o a a l e g r i a d a c r i a n ç a d a ! e l a

chegando a pontal, fomos à

t r a n s f e r i u u m a q ua n t i da d e ( m a i s q u e

compra de ímãs de lembrança. óti-

s u f i c i e n t e ) d e d i n h e i r o pa r a o u t r a

ma ideia! imagine só uma geladeira

c o n ta e o saq u e f o i s i m p l e s, r á p i d o e

que carrega em si a ilha do mel, o

fácil. se brincar até conseguiríamos

p e ru, a í n d i a e o m u n d o q uas e i n -

m a i s u n s t ro ca d o s c o m o s h ow z as -

t e i r i n h o ! f e i t o i s s o , va m o s b u s c a r

so de euforia que demos cantando e

o carro e seguir viagem. ficamos

da n ç a n d o d e n t ro d o ba n c o !


s u s t o as s u s ta d o e na da d e s u s -

a n t e s d e v o l t a r m o s pa r a

p e n d e r o s p l a n o s . . . va m o s à c u r i t i b a !

a r o d o v i a , va m o s a o s u b way e

a n t e s d e c o r r e r pa r a o n o v o d e s t i -

p r e pa r a m o s

n o va l e u m a pa r a d i n h a pa r a c o m e r

pa r a o j a n t a r a m b u l a n t e . a n t e s

aqueeeeela chuleta, né!? um prato

m e s m o d e s a i r d a c i d a d e av i s -

d e n o m e e x ó t i c o, q u e é a b ru ta l i -

tamos uma praça com uma pes-

da d e e m f o r m a d e u m a e s t ro n d ro s sa

s oa ca í da ,

c a r n e v e r m e l h a , a c o m pa n h a d a d e b a -

ao r e d o r e v i at u r as. . . s i t ua ç ã o

tata f r i tas, a r ro z , f e i j ã o, p o l e n ta e

estranha com gente esquisita.

sa l a da .

n ã o e s t ava l e g a l . e m c u r i t i b a j á

agora sim podemos ir à curi-

h av í a m o s p e s q u i s a d o n a i n t e r -

t i b a . . . j á c o n h e c e m o s a v i ú va c o z i -

net os motéis/hotéis que ficam

n h e i r a d e c h u l e ta d o r e s tau r a n t e

na rodovia. a ideia era encon-

s e m ca r d á p i o. n ã o n o s e s q u e c e m o s d e

t r a r a l g u m d e l e s pa r a pa s s a r -

o u v i r s uas h i s t ó r i as e ta m p o u c o d e

mos a noite e estarmos firmes

ag r a d e c e r o sa b o ro s o p r at o e t o da a

e f o r t e s pa r a s e g u i r v i a g e m d e

s u a d i s p o s i ç ã o pa r a p r e pa r á - l o , a i n -

volta à uberlândia. nesse tra-

da m a i s p o r q u e j á sa b í a m o s d o t r a m -

j e t o pa s s a m o s p o r u m e n g a r r a -

po que é ser um mestre cuca.

fa m e n t o q u i l o m é t r i c o q u e t a r -

em

curitiba

pa r a m o s

sanduiches

o u t r as m i l p e s s oas

um

dou nossa previsão de viagem

p o s t o pa r a a b a s t e c e r e p e r g u n t a r s o -

e m duas h o r as, p o r c o n ta d e u m

bre uma feirinha de artesanato que

simples cone dos federais que

ac o n t e c i a ao s d o m i n g o s, m as n ã o t í -

e s t ava m d a n d o a l i n h a n a g a l e -

n h a m o s n o m e , n e m ruas o u r e f e r ê n -

ra viajante.

c i as q ua i s q u e r . m as q u e m t e m b o ca

chega ao

são

t e c e r c o m a g e n t e , as p l acas,

d e q u e a f e i r a é l o g o a l i n o l ag o da

as ca d e l as e as p e s s oas s u r g e m

o r l a , m as q u e j á aca ba r a h á h o r as.

como obra do acaso ou do desti-

a h ! a g o r a t e m o s u m a ó t i m a d e s c u l pa

n o , va i s a b e r ! s ó s a b e m o s q u e u m

pa r a v o l t a r pa r a o a l e g r e f i m d e s e -

hotel em meio à rodovia também

m a na , na da f r i o, d o s c u r i t i ba n o s.

surgiu nessa brincadeira!

calçadão!

os

em

dois

b oat o s

como é de costume acon-


#dia oito - adeus araucarias, rumo ‘a terra do pao de queijo.

a m a n h e c i a n a f r e n é t i c a a n h a n g u e r a . . . n a d a d e l e va n t a r c e d i n h o ,

p o i s p r e s s a s i m p l e s m e n t e n ã o fa z s e n t i d o e m u m a v i a g e m d e s s a s , m u i t o menos pressa pra que ela termine. o despertador tenta, grita, esperneia, v i b r a , e o m á x i m o q u e e l e c o n s e g u e é u m a a p e r t a d a d o b o t ã o s o n e c a . pa r a d e s p e rta r m e s m o, a h , p r e c i sa m o s d e m u i t o m a i s d o q u e i s s o.

j á l e va n t a d o s e b e m d i s p o s t o s , h o r a d o r a n g o ! s e m g r a n d e s e x p e c t a -

t i va s , o t e t e l a t é s u r p r e e n d e : c a f é , s u c o d e l a r a n j a , m e l a n c i a , p ã e s , m a r g a r i n a e a t é u m g r i l l p r a fa z e r u m p ã o - d o - av e s s o à m o d a i l h a d o m e l .

g a r r a fa s r e e n c h i d a s , t o m e j e r ry a s s i s t i d o , pa p e l h i g i ê n i c o e m p r e s -

ta d o. . . p é na e s t r a da . s e g u i n d o a a n h a n g u e r a , s e n t i d o c o n t i n e n t e , e i s q u e s u r g e u m a p l aca j á c o n h e c i da e at é e n t ã o na l i s ta n e g r a : r o d oa n e l . m o t i vo d e t e r m o s c o n h e c i d o d i a d e m a , o r o d oa n e l i n t e r l i g a as g r a n d e s r o d ov i as e c o n t o r n a a g r a n d e s ã o pa u l o . e l a e x i g e a s t ú c i a , c o m o m o v i m e n t o d e c a r r o i n t e n s o e e n t r a d i n h a s s a fa d a s . . . m a s c o m a s b ê n ç ã o s d o j o r g i n h o p e g a m o s o s e n t i d o c e rt o. a d e u s a r au c á r i as, ru m o à t e r r a d o p ã o d e q u e i j o !

p i s t a d u p l a , m u i t o s k m s , s e n s a ç ã o d e i n f i n i t a h i g h way. . . f o i a s s i m

que começamos a escrever o que você está lendo agora. várias letras e q u i l ô m e t r o s d e p o i s , o e s t ô m a g o i n s i s t e e m q u e r e r pa r t i c i pa r d a e s c r i t a , p o i s j á h o r a d a q u e l a pa r a d i n h a pa r a a s a m i g a s l o m b r i g a s .

e s t á va m o s c o m s o r t e , a t é o r a n g o d o p o s t o f o i f e d e r a l . r o l o u u m

s a n d u b a s s o d e f i l é e , pa r a v i a g e m , u m p ã o d e q u e i j o t u r b i n a d o c o m p r e s u n t o e m u s sa r e l a , u m l e g í t i m o m ac m i n e i ro. s e g u i m o s v i ag e m , m as a l g u n s q u i l ô m e t r o s d e p o i s : a l e r t a e s t o m a c a l a t i va d o . e s t a r i a m a s l o m b r i g a s i n -


j u r i a das c o m o p ã o c o m ca r n e c o m i d o ? s e r á q u e e l as já queriam o pão de queijo? ou será que elas queriam m a i s c h u l e t a ? pa r a d i n h a n o b a n h e i r o pa r a av e r i g u a ção e surpresa! (pra saber dessa surpresa só pergunt a n d o a o v i v o pa r a a p r o t a g o n i s t a ! ) .

tantos momentos únicos vividos na ilha e o

n o s s o c o m pa n h e i r o c l i o f i c o u s o l i t á r i o p o r c i n c o d i as. m as c h e g a n d o nas g e r a i s, e m a l g u m l u g a r e n t r e u b e r l â n d i a e u b e r a ba , e l e f e z u m a m i g o. u m u n o z i n h o a r r e t a d o q u e a n d ava b e m , m a s q u e a i n d a n ã o s e l i g ava n o s e m b a l o s d a r o d o v i a . c o m u m a c a n ç ã o inspiradora e embalante o clio e o uno se tornaram u m a v e r d a d e i r a e q u i p e q u e u l t r a pa s s ava c a r r e t a s e f e c h ava m o t o r i s t a s l o u c o s e m b u s c a d e j u s t i ç a p o r t o d a a c h i c o x av i e r ( p o i s é . . a fa m o s a b r - 0 5 0 ) . pa r e c e n d o s e e m p o l g a r c o m o m a i s n ovo a m i g o, o c l i o z e r a fa z a l g o n u n c a f e i t o a n t e s e m t o d a s u a v i d a : d e s c o b r i u s ua v e l o c i da d e m á x i m a , a l ca n ç a da ao s 1 7 5 k m / h o n d e c o rt o u g i ro s d e e m o ç ã o.

a v i a g e m c h e g ava a o f i m , m a s c o m e l a u m a c e r -

t e z a f i c ava : c a d a m o m e n t o v i v i d o p o r m a i s s i n g e l o q u e s e ja , ca da p e s s oa p e c u l i a r c o m q u e m c o n v e r sa m o s, ca da c o m i da , ca da t o m d o c é u, ca da a ro m a , ca da pa i s a g e m , c a d a l u g a r , n a v e r d a d e n ã o f o r a m a p r e c i a d o s p o r n ó s. . . m as s i m d e vo r a d o s. a i l h a e a v i ag e m , a g o r a fa z e m pa r t e d e n ó s .

a l é m d e t o d o o a p r e n d i z a d o , e s s a av e n t u r a

n o s f e z i nau g u r a r s e n t i m e n t o s - aq u e l e s n u n ca a n t e s s e n t i d o s - n o s f e z r e p e n sa r c o n c e i t o s, q u e ag o r a s ã o d e f i n i d o s c o m o a n t e s da i l h a e d e p o i s da i l h a . u m exemplo de conceito revisto por completo:

o A mo r !


ficou às entrelinhas o

dever

de

con-

tar mais do que se consegue

dizer;

“momentículos” blimes

e

os su-

transcen-

dentais e as bobagens nada bobas do amor. consideramos que o que aprendemos nesses tempos relatados, mente

possivel-

tardaríamos

anos para alcançar, ou talvez nem aprendêssemos um dia.


primoxfolia  

livreto, ilha do mel.