Issuu on Google+

1


2

SUMÁRIO Introdução: Os Anjos e as estrelas O Pão da paz O Pedido de Maria A Pérola Negra O Peregrino da Paz Os Guerreiros Leais O Correio do Além. Conclusão (Por que o Amor está entre nós?)


3

DEDICATÓRIA Esse livro é dedicado aos meus dois Filhos Diego e Daniel, dois cristais. Lindos, que ao menor feixe de luz, Transformam-se em um grandioso Arco – íris de amor!


4

Introdução Quantas lições fabulosas nós aprendemos com o Mestre Jesus! A prece que Ele nos ensinou e´uma delas. O Pai Nosso tem uma frase que me chamou a atenção. Fala assim “O Pão Nosso de cada dia nos daí hoje...” O poeta de Nazaré nos alerta que o pão material, ao qual. Alimenta-nos, nutre e nos faz crescer; assemelha-se com o Pão espiritual, de certa forma também nos alimenta, pois nos proporciona brisa suave em meio às tempestades, descobrimos o nascer das rosas em pleno inverno! Sentimentos de esperança, amor e caridade que nos nutrem, rejuvenescendo a nossa alma. Faz-nos evoluir para a eternidade!


5

O mesmo Pão que sacia a fome dos homens por toda a parte do globo, consumido mesmo antes de Jesus, perpetua em sua Missão! Semeia o Pão da Paz para que dê abundância ao trigo. Para podermos compartilhar, não so´o Pão material, mas também a fome de justiça. Enquanto no mundo existir uma criança ou uma família Passando fome, que possamos repetir o gesto do Meigo Rabi. Repartir o pão! Isso é Amar o próximo! Sabem crianças; (assim fala o escritor Mário Quintana); ‘“A vida e´uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa”. Pratiquemos essa lição! Façamos iguais aos anjos que pegaram carona com as estrelas, todos, fizeram seus deveres de casa. Que Deus abençoe as nossas lições!


6

OS ANJOS E AS

ESTRELAS Tio Bezerra de Menezes quando nos vem visitar aqui no Vale das flores, no mundo espiritual; Lá, no educandário “FRANCISCO DE ASSIS” é motivo de alegria, festa, contentamento! Sua presença meiga, radiante e simples. Acolhe-nos com tanto carinho e amor, que nos sentimos no colo de Deus! Certa feita, ele nos contou uma linda história: - Vocês sabem crianças como os anjos desceram a terra? - Não! Não sabemos. Conta Tio! - Pois bem! Foi assim... Os Anjos estavam todos preocupados com a situação do homem na terra. Apesar de todos os seus esforços, os homens não conseguiam evoluir.


7

Então os anjos intensificaram em suas ajudas, tais como: intuições durante o dia, avisos premonitório; no sono físico à noite, mostrava em sonhos, conselhos, dicas, soluções para os seus problemas. Até mensagens, através de pessoas, que podia entendê-los. (Os médiuns). Mas não teve jeito, parece que os homens se enrolavam cada vez mais, como umas espécies de teia de aranha, não conseguiam se libertar do orgulho, da cobiça, do poder, do dinheiro... E finalmente o maior de todos os vícios. O ódio e a vingança! Sabendo disso, os anjos resolveram se reunir em uma grande assembléia para discutir e achar uma solução, que fosse de acordo de todos. Pronto: Está decidido por unanimidade! Vamos pedir ao Pai celestial que nos permita e nos autorize a decida de um de nós para a terra. Visto isto: Deus enviou Jesus para representarlhe e falar conosco. “Vim aqui meus amados irmãos em nome de Deus para dar-lhes a resposta aos vossos pedidos! É sabido de todos, que não nos é possível descer a terra, porque a nossa luz é tão intensa que não suportaríamos.”


8

“Porém há uma maneira, mas vocês é que irão descobrir. Fiquem cientes que, chegando a terra irão sofrer passar por muitas necessidades, privações, injurias, e ate perseguições sem merecer.” “Será que ainda estão dispostos?” Todos responderam que sim. Tudo por amor a Deus e ao próximo! Então fica decretado, que de hoje em diante, um de vós, somente um, de tempos em tempos, descerá com a missão de ajudar no progresso moral de todos os habitantes do planeta terra! Vocês nem imaginam a felicidade e o sorriso aberto de

todos os anjos. “Que bom! Bravo! Podemos finalmente descer a terra!” Passado a euforia da noticia, eles começaram a estudar meios, para descobrir como iriam conseguir chegar lá na terra. Todos mergulharam com afinco para resolver esse enigma. Cálculos, equações, instrumentos, maquinas do tempo, tele-transporte, etc. Que decepção! Nada! Nada dava certo.


9

Porem quando um desanimava, lá vinha o outro para dar força. Falou um anjo: ”Já sei! Se não é através das maquinas, é pelo sentimento!”. Novamente renovaram-se os ânimos. Tenho um palpite (disse outro anjo). ― Será que é pelo sentimento de amor? Vamos acompanhar Luiza, certo? ― Quem é Luiza? ― Luiza é uma menina meiga e carinhosa e ama demais a sua irmã Letícia. Mas a mesma encontra-se doente. Logo, Luiza, coitadinha, esta sofrendo com a doença da irmã. ― Já entendi! E se ela pedir a Deus que lhe envie um anjo para curar sua irmã? Deus atenderá, com certeza, o seu pedido. ― Que maravilha! Venham, venha todos, acompanhar de perto a Luiza.

E assim Luiza rezava todas as noites para sua irmã melhorar; para que viesse logo para casa; enfim, só não pedia que lhes enviassem um anjo para salva-la.


10

Ai desânimo de novo! Todavia os nossos anjos são persistentes. Um deles falou: “Há de ter um jeito, meu Deus”! Foi quando se ajoelharam e oraram ao pai amantíssimo que lhes dessem força, coragem, perseverança para alcançar sua meta. No momento que terminaram a prece, observaram que Luiza acordou e foi para a janela da sala do seu apartamento no décimo quinto andar. Ficou parada olhando o céu e as estrelas. Quando viu uma linda estrelinha cadente cruzar sua frente. E pensou: “Que máximo”! Vou fazer um pedido! Ah! Já sei! Papai do céu, por favor, envie um anjo medico para salvar a minha irmãzinha que está entre a vida e a morte! Imediatamente, um anjo se transformou em estrelinha e pegou carona com a estrela cadente e foi parar na terra. Curando finalmente Letícia a irmã de Luiza. Foi assim que conseguiram. Por isso meus filhos quando vocês virem no céu uma estrela cadente faça os seus pedidos! Os anjos agradassem! Titio Bezerra se despediu, abraçando cada um de nós.


11

Entretanto, Frei Francisco continuou a história. Sabem crianças, o anjo médico jamais deixou de trabalhar em prol da humanidade! Conhecido como medico dos pobres, salvou e acalmou as dores de milhares de pessoas, enquanto estava na terra. Adivinhe quem era? Bezerra de Menezes, caridade viva, nunca cobrou aos pobres a sua consulta e nem os remédios. Era esse o seu pensamento: “Um profissional da área de saúde não tem o direito de terminar uma refeição, nem escolher hora, nem de perguntar se é longe ou perto, quando um aflito bate à porta. Apenas lhe cabe aliviar a dor com o máximo de presteza possível”. Tio Bezerra foi enviado ao Brasil para dar testemunho da caridade, impulsionar o Espiritismo. E não fica só por aí não! Exemplo de político digno e honesto. Medico honrado e humanitário, cidadão fraterno. Bezerra de Menezes é um anjo de luz, servidor fiel de Jesus, seu amor redime e acalma as dores da alma.


12

Embora ele nunca tenha reclamado um obrigado. Que tal agradecermos a Deus por ter nos enviado um anjo medico, chamado Amor! Nosso muito Obrigado! Tio Bezerra!


13

O PÃO DA PAZ

Era uma vez um rei e uma rainha que muito se amavam e vivia feliz, no seu magnífico palácio, no qual reinava harmonia e abundância. Entretanto, nos arredores do palácio uma seca castigava o povo. A fartura do rei fazia um enorme contraste com a pobreza extremada dos seus súditos. A realidade era que o povo passava fome, não havia mais alimento. Logo, o rei ficou sabendo dessa situação horrível. Preocupado quis ver de perto, se amedrontou e não gostou do que viu. A miséria, a fome causa; angústia, rebeldia, desespero. Já estavam até saqueando os que viajavam por aquelas regiões. Um caos. Como resolver tal situação? Se pelo menos chovesse e o clima melhorasse, o vento faria com que o cata-vento


14

voltasse a funcionar, gerando energia para levar água ate as plantações. Mas o sol penetrava tanto que rachava o chão. O calor era insuportável... Então, o rei num ato de desespero ordenou que todos: (homens, mulheres, crianças, velhos), soprassem com todas as suas forças e com o vento de todos, poderia ser que o cata-vento voltasse a engrenar. Foi uma loucura total, era tal de assopra, assopra ninguém se entendia. Resultado: não deu certo! O rei triste e desiludido lamentou o fato com a rainha. Porém a rainha teve uma idéia; porque que todos não sopram na mesma direção? Bem próximo do cata-vento? Ótima idéia minha rainha! Falaremos com o povo agora mesmo! E assim fizeram, unidos e na mesma direção conseguiram fazer o cata-vento funcionar. Com a surpresa de todos até o clima mudou, o vento começou a ventar! E a chuva a cair. Foi milagre da união de um rei com o seu povo! Falavam alguns. Vendo o milagre da vida, o rei decretou que de hoje em diante, iríamos realizar periodicamente campanhas contra a fome. Doamos o pouco que nos sobra para quem não tem nada! Partindo do


15

exemplo do rei e da rainha, que venderam suas jóias e pertences de valor em troca de comida. Daí por diante, o seu povo tornara-se mais solidário, caridoso, respeitando a todos como irmãos. Tendo certeza que fazemos parte de uma única grande família. Crianças (Tio Francisco continuou) essa história é dedicada a outro anjo, que viveu na terra. Seu espírito guerreiro lutou contra a fome no Brasil. Liderou campanhas: “Ação da Cidadania contra a miséria e pela vida, a qual envolveu mais de 26 milhões de pessoas arrecadando e distribuindo toneladas de alimentos”. Seu nome Herbert Jose de Souza, o Betinho, prova de amor ao próximo uma das mais belas! Que seu exemplo possa fluir, frutificar, influenciar a todos os povos desde planeta. Em homenagem a Jesus que é tido como o Pão da vida, gastou suas últimas reservas de forças para alimentar os necessitados. Betinho. Aquele abraço! Enorme abraço de agradecimento e amor por você!

O Pedido de Maria É incrível toda vez que pedimos para o tio Francisco recontar a história “O pedido de Maria”,


16

ele se emociona e seus olhos marejam como uma onda no imenso lago dos sentimentos. Nós também embarcamos em sua emoção e as lágrimas caem no oceano de amor! Francisco chorando começa a nos contar: Na cidade dos anjos, como de costume, tudo está em paz, em completa harmonia. Imaginem, fechem os olhos, agora estamos dentro do vale dos anjos. Sinfonias de musicas clássicas no ar. Enorme beija - flores rodopiando, chamando - nos para dançar com eles. Os prédios, as casas, são todas feitas de cristal. Não há muros e nem portas, somente arco-íres saindo pela chaminé, existem flores e fontes multicoloridas por toda a cidade. Carrossel na praça com cavalos alados de verdade! Fadinhas brincando na calçada. Assim como também não possuíam transportes, só os anjos levitando por toda a parte. Já comentei que eles são lindos! Por dentro e por fora. Comparada à beleza de uma criança.


17

Quando chega a noite; Ah! O luar com suas luzes dançantes de néon assemelham-se a aurora boreal invadindo todo o céu. Contudo, uma surpresa iria abalar os corações dos anjos de felicidade e ternura. Uma visita de uma rainha que é só virtude, maguinifico em seu amor, justa e misericordiosa para com todos. De repente o céu, transformou-se em uma via Láctea de estrelas flutuantes em um redemoinho. Acalmaram-se as estrelinhas. Chuvas de pétalas de rosas perfumadas caiam na terra dos anjos. As estrelas lá no céu foram formando o rosto, radiante de Nossa Senhora. Belíssima, a Mãe de todos nós!


18

A multidão de anjos olhando para Ela, deslumbrados e hipnotizados por aqueles meigos olhos azuis! Sua voz soou como um cântico de Deus! “Meus amados filhos”! Vim em nome de Deus, lhes fazer um pedido. Agnese, minha filha! É de desejo do Pai Celestial e meu que desça a terra em missão. Para fundar uma nova ordem religiosa fora dos conventos. A caridade deve ser o lema, o ideal, o combustível, dessa nova ordem. Deve assistir aos mais miseráveis da terra. Auxiliando os hansenianos, aos morimbundos nas sarjetas, nos lixões! Ofertando-lhes um desencarne digno e honrado! Deves percorrer as ruas da cidade de Calcutá, nos locais pútridos, retirar também de lá ao abortados ainda vivos, os doentes terminais. Seja valente, minha querida! Porem dócil! Sua missão é de aplacar a sede infinita de amor de Jesus Cristo, seguir seus conselhos evangélicos, com o serviço generoso e gratuito para os pobres mais pobres! Ponha em pratica, por favor, Agnese, a carta de Paulo aos Corintíos:


19

“A caridade é paciente, doce e benfazeja”. Acaridade não é invejosa; não e´temeraria, e nem precipitada; não se enche de orgulho, não e´desdenhosa; não busca seus próprios interesses; Não faz alarde de suas obras nem se irrita com nada; não desconfia não se regozija com a injustiça, mas com a verdade. “Ela tudo suporta, em tudo crê, tudo espera, tudo sofre.” Façamos iguais a Jesus: “Aquele que deseja ser meu discípulo, renucie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”! Que Deus abençoe seus passos Agneses! Estaremos sempre com você! Tu já és uma vencedora! Assim sendo, o anjo missionário desceu no planeta Terra. Conhecida por Madre Teresa de Calcutá, mas devemos chamá-la de caridade em ação! Samaritana dos dias atuais! Recebeu inúmeros prêmios, inclusive o Nobel da Paz. Jamais se deixou fascinar por orgulho ou vaidade.


20

Certa feita ao entregar-lhe uma medalha de ouro. Ela logo respondeu assim: “Então deveríamos da-la a alguém que esteja com fome!”. Madre Teresa não foi somente missionária de amor e caridade. Inspirou milhares de pessoas a saírem dos seus casulos íntimos para enxergar a dor alheia. Tornou o mundo melhor, matando a fome e a sede, inclusive a de justiça de milhares de infelizes. A luz que Madre Teresa acendeu na Terra brilha tão intensamente, que leva ‘as lágrimas todo cristão que a conhece, ou ouviu falar de sua história. Ela teceu o linho do amor, de retalho a retalho, para agasalhar nossos irmãos. Madre Teresa, receba agora o manto de Nossa Senhora e essa singela homenagem. Que possa sempre atender aos pedidos de Maria, e um dia, voltar ‘a Terra. E o muito obrigado de todos nós, Agnese.


21

A pérola negra Tio Francisco nos levou para ver o mar. Nossa! Ficamos maravilhados com a sua imensidão. Encontramos um pescador que presenteou o tio com uma linda ostra e sua pérola negra. Como de costume, tio Francisco não perdeu tempo e foi logo escrevendo na areia o titulo da história que ele iria contar “A pérola negra”. No reino das águas, no fundo do oceano, existe um mundo que poucas pessoas conhecessem, pois fica nas profundezas do mar. Há uma metrópole das ostras; no tempo em que inicia a nossa história tudo era harmonia e felicidade. As ostras e as pérolas viviam em paz, porém Deus quis testá-las, pois precisavam evoluir com seu próprio esforço. Deu-lhe, portanto, uma prova para verificar como se saiam ao realizá-la. No reino das águas onde todas as pérolas eram brancas surgiu um dia uma pérola um tanto diferente das demais. Uma exótica e linda pérola negra.


22

Contente, ela espalhou novas pérolas negras no país das ostras. No entanto, as pérolas brancas não gostaram da presença das pérolas negras. Não sei se por ciúme da beleza que elas tinham ou se por preconceito passaram a discriminar as pérolas negras. O absurdo foi tanto, que criaram as ruas das pérolas negras e as ruas das pérolas brancas. Nos barcos que navegavam as pérolas brancas não podiam entrar as pérolas negras. Escolas, Universidades, bairros, enfim, tudo separado. Essa disputa foi crescendo e gerando mágoa, dor e ódio entre as pérolas suas irmãs, nascidas e criadas da mesma ostra. As pérolas negras eram tratadas como raça inferior. Submissas só eram utilizadas em trabalhos grosseiros, aqueles que ninguém queria fazer. No meio de tanto sofrimento surgiu uma voz que comandaria os descontentes na luta pelos direitos iguais, pois todos eram de uma mesma família, a família das pérolas. Essa voz tinha um nome: Martim Luther King Jr. A fim de silenciá-la foi aprisionada várias vezes e sempre que a libertavam recomeçava com seus discursos lembrando a igualdade entre as pérolas. A duras penas, as pérolas negras conseguiram estudar nas escolas das brancas,


23

utilizarem os mesmos veículos de transporte e finalmente o direito de escolher seus representantes. * Frei Francisco continuou a nos ensinar: sabem meus filhos, fujam sempre desses sentimentos que causam discórdia entre os irmãos de uma mesma família, tais como o preconceito, o ciúme, o orgulho e o ódio. Vejam como uma ostra produz uma pérola: a pérola é o resultado da entrada de uma substância estranha no interior da ostra, tal como um parasita ou um grão de areia. Ao penetrar dentro da ostra causa-lhe dor e abre-se uma ferida. Mas logo a ostra entende que deve cobrir o intruso com camadas e mais camadas de amor. Surge daí uma linda pérola. Nós devemos seguir o exemplo de abnegação e renúncia da ostra, que quando ferida, maltratada pelos duros golpes do preconceito ou outra agressão qualquer, produz uma pérola. Cubra as suas mágoas com várias camadas de amor fazendo surgir a pérola do perdão. Meus queridos, a Terra conheceu e admirou um lindo anjo negro que lutou bravamente contra o preconceito, um líder que com excelente oratória conseguiu mudar a mentalidade de muitos e levantar a estima e a coragem do seu povo.


24

O reverendo Martin Luther King Jr, em seu discurso falando para mais de 200 mil pessoas dos Estados Unidos, em uma demonstração pacífica em prol da luta pelos direitos humanos. Vou agora falar-lhes algumas partes do seu discurso.

“... Eu ainda tenho um Sonho. Sonho que estes pais um dia se levantem e passe a viver o significado real do seu credo; Tais verdades são para nós ; que todos os homens são criados em igualdade”. “Sonho que um dia, sobre as colinas avermelhadas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos possam se sentar juntos à mesa da fraternidade.” “Sonho que um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um deserto sufocante do calor da injustiça e opressão, venha a ser transformado num oásis de liberdade e justiça”.


25

“Sonho que um dia o estado de Alabama, cujo governador tem nos lábios as palavras da intervenção e da anulação, venha se transformar numa situação onde crianças negras possam andar juntas e de mãos dadas com as brancas”, “Como crianças irmãs”. Luther King nossa perola negra, tu que conseguiste construir um grandioso colar de perolas do perdão. Aceita a nossa humilde homenagem, o nosso carinho e admiração. Aquele poderoso abraço de união entre os povos!


26

O PEREGRINO DA PAZ

Quando educandário

chega

o

mês

de

outubro

no


27

“Francisco de Assis”, a gente se emociona, aprende, louva, sorri, adquiri nova alma. Tudo isso se deve a homenagem ao peregrino da paz! Aquele que seguiu verdadeiramente os passos de Jesus Cristo, o seu instrumento de amor por todas as criaturas. Adivinhem agora quem ele é? Ele chamava a terra de mãe natureza, os animais seus irmãos menores, os passarinhos seus irmãos alados. Sentiu na natureza a presença de Deus e por isso amava os animais, o sol, a lua, o fogo, o vento, a água e a mãe terra! Considerado o Pai da ecologia. Toda a roupa que ele possuía era uma manta marrom com uma corda servindo de cinturão e uma sandália de couro. Em sua manta havia um capuz, cobrindo a cabeça, apenas puxava quando chovia ou se o sol estivesse muito quente. Já sabem de quem estou falando? Ah! Claro que sim! Frei Francisco sorria tinha certeza que as crianças sabiam. E todas gritaram: São Francisco de Assis!


28

Sim queridos, mais um anjo missionário, que viveu na Itália, e nos ensinou a amar ao próximo com simplicidade, desprendimento e doçura. Hoje vamos assistir uma linda homenagem a São Francisco, vai ser logo mais na concha acústica. Entretanto, vou lhes contar uma historia, começa assim: São Francisco e o Lobo Naquela manha, quando São Francisco e seus companheiros se aproximaram do portão da cidade de Gublio, surpreenderam-se ao encontrá-lo fechado. Tiveram que bater várias vezes até que alguém viesse abri-lo. _ Qual é o problema, Bom irmão, por que o portão está fechado? – perguntou São Francisco. _ E´ um grande lobo, uma fera que devora homens! – disse o camponês. E´tão ousado que nós o vimos agora mesmo nesse portão. E´uma benção que não tenha te devorado! _ Venham irmãos, vamos sair e encontrar esse lobo. _ Não, não vá! A população gritava. Aqueles mais próximos a São Francisco agarravam-se às suas vestes.


29

_ Vamos, sim! Ele será meu amigo. São Francisco e seus companheiros foram diretos para as colinas onde o lobo estava escondido. Depositava toda a sua confiança em Deus! Então deixou seus companheiros e seguiu sozinho. Então ele viu o lobo, correndo velozmente com a cabeça baixa e a boca parcialmente aberta. São Francisco permaneceu de pé imóvel. E disse: _ Vem cá, irmão lobo, em nome de Deus não machuque ninguém. O lobo parou de correr e fechou a boca. Arrastou-se para frente e deitou-se aos pés dele. Notou que o lobo era bem magro, tanto que dava para ver os ossos. _ Irmão lobo, se estais disposto a ser pacífico, eu prometo que serás alimentado enquanto viveres; pois sei muito bem que causaste todos esses danos porque estavas faminto. Mas, já que faço isto por ti, irmão lobo, promete que jamais machucará nenhum animal ou ser humano. O lobo baixou a cabeça, mas São Francisco queria mais. Logo ele o levou até a cidade, para que todos fosse testemunha. _ Irmão lobo, tens que fazer uma jura para que confie em ti. São Francisco estendeu a mão


30

direita. O povo gritou de admiração, pois o lobo ergueu a pata direita e humildemente colocou-a na mão de São Francisco, dando-lhe toda a garantia possível. Todos ficaram felizes e agradecidos a Deus por ter enviado São Francisco, que a todos salvara das garras do lobo. E o lobo estava agradecido também, pois jamais teria sido tão violento se não tivesse quase morrido de fome primeiro. Ele viveu dois anos em Gulbio perambulou pelas casas de porta em porta, sem jamais ferir ninguém. Foi alimentado pelo povo, e nem mesmo os cães latiam para ele. Após dois anos ele morreu de velhice, e todos lamentaram. Era amado não apenas por quem ele era, mas também por lembrar as pessoas o querido amigo, São Francisco.


31

As crianças e o Tio Francisco, foram todos para a concha acústica, Para assistir a festa em homenagem a São Francisco. O coral de crianças surge. São os Franciscanos mirins, são meninos e meninas vestidos com mantas marrons claro com seus cordões prateados! Enquanto elas cantavam, acima de suas cabeças aparecia no telão, São Francisco, construindo a igreja tijolo por tijolo, depois seus companheiros ajudando, em seguida a igreja toda reformada. Ela abrigava todos os doentes mentais, crianças órfãos, velhos, famintos, enfim todos os nossos irmãos mais carentes! Todos de pé aplaudimos o espetáculo que foi maravilhoso. Entretanto, quando todos pensavam que a festa havia terminado. No céu apareceram lindas pombinhas, brancas bailando, ate pareciam que entendiam todas as lições do meigo peregrino! As pombinhas, todas se uniram e para nossa surpresa, formaram o rosto de São Francisco de Assis, sorrindo! Aquele sorriso ficará gravado em nossas mentes. Ele expressava tanto amor que poderíamos ficar a noite toda olhando seu sorriso. Que pena! Passaram alguns minutos e Ele se foi.


32

Porém nos deixou seus exemplos, sua coragem, sua perseverança e determinação. Podemos transformar e modificar a nós mesmos. Jesus e Francisco de Assis é que nos dão essa confiança. São Francisco! Enorme saudade do seu sorriso.

Os Guerreiros Leais

É impressionante o fascínio, a alegria, que as crianças, aqui no vale têm com os nossos irmãos índios. Em especial o nosso amigo Tibiriçá. Ele tem


33

um porte atlético, guerreiro, um pouco sério e sisudo as veszes. Espírito justo, disciplinado, quando ver uma criança em apuros, sua estrutura é abalada, então se revela através de seus olhos toda a ternura e amor que ele possui. É bonito ver sua lealdade e amizade para com todos. Em especial com o tio Francisco, pois sempre aposto, nunca lhe negou um pedido de socorro ou ajuda. Tibiriçá é desses espíritos que levam a serio a amizade sincera. O guerreiro leal de Jesus, já socorreu inúmeras crianças em perigo. Assim como já resgatou milhares de espíritos aflitos, desorientados, doentes, enfim uma lista enorme. Sabe crianças, o mais importante é que podemos confiar nele. Se porventura errarmos, nos afastarmos do caminho reto, ele irá onde estivermos, para nos ajudar e nos resgatar, como peixinho em sua rede. Pescador de almas que é

jamais nos abandonaria.


34

É com essa bravura de guerreiro da paz, que queremos aprender o muito de suas lições, seus costumes, sua cultura. Aprender a respeitar a vida, a natureza, os animais, os nossos irmãos, enfim a união de todos os povos. Certa feita Tibiriçá a pedido do tio Francisco nos levou até sua aldeia. Como é bonito ver os índios em sua sociedade. Todos têm seus deveres e direitos. Todos trabalham para o bem comum, assim o que se tem é compartilhado com todos. Como amam e respeitam a natureza e a vida! Só cascam e pescam para a sua sobrevivência. Não acumulam e também não desperdiçam comida. Suas vidas simples mais com muita disciplina, desde cedo os curumins aprendem que existe o pai Maior que é Gora, e os espíritos que os ajudam a viver! Ah! Eles nos ensinaram a andar de cavalo; noções de arco e flecha pescamos vários peixes, tomamos muito banho de rio. E o mais legal! Pintamos-nos e dançamos ao redor da fogueira.. Notem bem, o tio Francisco não tirou sua manta de jeito nenhum para vestir uma sunga! Os índios são educados e o respeitam. Mas teve que aceitar dar umas baforadas no cachimbo da paz!


35

Tibiriçá olhava para o tio sorrindo discretamente e, o tio Francisco também, querendo prender o riso. Na verdade os dois estavam se divertindo muito! Fomos apresentados a um índio ancião, que nos contou uma história ao redor da fogueira; o velho pajé perguntou: “Vocês sabem como antigamente o

céu quase esmagou a terra?” Ele ouviu um sonoro não! Era muito antes dos avós dos avós dos meninos, era no começo dos tempos. A humanidade esteve por um fio: podia ser o fim do mundo. Nessa época, o céu ficava muito longe da terra, mal dava para ver o céu azul. Um dia, ouviu-se trovejar, com estrondo ensurdecedor. O céu começou a tremer e, bem devagarzinho, foi caindo, caindo. Homens, mulheres e crianças mal conseguiram ficar em pé e fugiam apavorados para debaixo das árvores ou para dentro de ocas. Só coqueiros e mamoeiros seguravam o céu, servindo de esteios, impedindo-o de colar-se à terra. Talvez as pessoas, apesar do


36

medo, estivessem experimentando tocar o céu com as mãos... Nisso, um menino de cinco anos pegou algumas penas de nambu, mawir na língua tupi-mondé dos índios Ikolens, de Rondônia, e fez flechas. Crianças dos ikolens não podem comer essa espécie de nambu, senão, diz-se, ficam aleijadas. Era um nambu redondinho, como a abóbada

celeste. O céu era duríssimo, mas o menino esperto atirou suas flechas adornadas com plumas de nawir. Espanto e alívio! A cada flechada do garotinho, o céu subia um bom pedaço. Foi três, até o céu ficar como é hoje. Antes de o céu subir para bem longe, os Ikolens podiam deixar a terra e ir morar no alto. Iam sempre que ficavam aborrecidos com alguém, ou brigavam entre si, e subiam por uma escada de cipó. Gorá o criador da humanidade, cansou de ver tanta gente indo embora e cortou o cipó, para a


37

terra não se esvaziar demais. (História contada por Betyy Mindilim, Antropóloga). Agora eu vou contar para vocês um pouco da carta, que o cacique Seattle, mandou para o chefe branco dos estados Unidos, foi assim: “A terra é a nossa mãe”. Tudo que acontecer com a terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos. “A terra não pertence ao homem; o homem é que pertence a terra. Há uma ligação em tudo. “Como a antiga escada de cipó”. O homem branco trata sua mãe terra, e seu irmão céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas, como carneiros ou enfeites coloridos.”. “Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto. “Igual como no começo dos tempos, que o céu quase esmagou a terra.” Os rios são nossos irmãos, saciam a nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimenta nossas

crianças.” “O que é o homem sem animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma


38

grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com os homens.” Há uma ligação em tudo.! Finalmente o nosso Deus é o mesmo DEUS. “Ele é o Deus do Homem e Sua compaixão igual para o homem vermelho e para o homem branco “! Quando o velho Pajé terminou a história estávamos todos emocionados com as suas lições. Que certamente carregaríamos para a vida toda. Ao findar do dia retornaríamos para o vale das flores, Porém com o coração cheio de saudades dos nossos amigos índios. Logo, o Tio Francisco, ao se despedir, fez uma prece que falava assim: ‘“ Amado Pai Celestial, ampara e protege todos os índios do planeta terra. Obrigado, Senhor pela sabedoria e inteligência dos nossos irmãos índios, obrigado por estarmos todos unidos fraternalmente como amados irmãos que somos!” “Obrigado por nos enviar dois anjos, guerreiros leais de Jesus. Como há ligação em tudo na terra, um belo abraço para o anjo do céu, cacique Tibiriçá, e todo o nosso carinho e afeto para o cacique Seattle, um grande anjo que habitou a terra!”


39

Correio do além Um dos sentimentos que mais temos dificuldade de conviver, aqui, no vale das flores, é a saudade extremosa. Como costuma falar o tio Francisco: sabe por que extremosa? Porque nos leva ao excesso. Vou dar um exemplo: Quando comemos um bolo de chocolate em demasia, ficamos com dor de barriga, conseqüência do ato de comer em excesso. Daí ficamos doentes.! Logo, a saudade extremosa é uma conseqüência do excessivo afeto, que nos faz sofrer, sentimos dor e ficamos doentes. Quando o tio Francisco percebe o clima de dor da saudade, como por exemplo: Dia das Mães,


40

Dia dos Pais, Dia de Finados. Ele trata rapidamente de nos ocupar ao máximo: São aulas de pintura, musica jardinagem, aulas externas, passeios, e terapia de grupo. Numa dessas aulas o tio nos levou para dentro dos roseirais. As plantações de lindas rosas azuis, fomos colher rosa para ofertá-las para os mais carentes e necessitados. Colhemos uma cesta

delas. Somos chamados de floristas do amor! Amamos esse lugar parece que as rosas falam. Elas têm o poder de renovar os sentimentos, acalmar nossos sofrimentos. O tio Francisco sempre fala que as rosas, as pétalas delas foram feitas de pedacinhos do coração de Deus, por isso, quando olhamos para elas enxergamos somente o seu maguinifico amor! O tio é mesmo um poeta! Então ele pegou uma rosa, com tanto carinho, observando-a atentamente. Passou a nos contar uma história:


41

A MENINA E A ROSA A menina vinha caminhando triste com saudades de sua mãe, que havia falecido há pouco tempo. No jardim de sua casa contemplava as rosas. Olhando-as fixamente para um botão desejou ser uma delas, pois elas não sofrem, não sentem saudades, não choram... Imaginem só o espanto dela quando a Rosa lhe falou: “ Querida menina, eu não sou só beleza! Observa também em mim os meus espinhos! Também sinto dores tenho defeitos. Sofro as intempéries da vida.


42

Nem por isso, porém, me deixo abater procuro sempre ficar firme e exalar o perfume do amor! Assim é com todos nós. Dentro de cada alma existe uma rosa: São as qualidades dadas por Deus. Dentro de cada alma, temos também espinhos: São os nossos defeitos e sofrimentos. O problema é que só enxergarmos as veszes, apenas um lado que existe dentro de nós. Daí nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir do nosso interior. Recusamos-nos a olhar o outro lado! Um dos maiores dons que possuímos é ser capaz de passar pelos espinhos e descobrir a rosa que habita dentro de si. Descobrir o amor que lhe permitirá olhar o lado correto, sabendo distinguir suas qualidades, aceitando naturalmente seus espinhos. Meus queridos desabrochem todas as rosas que existem dentro dos seus jardins! Deus é tão bom e misericordioso que nos enviou para a terra, um anjo meigo e doce, mais doce que algodão doce! Esse anjo consolava os pais, irmãos, toda a família que um parente seu tivesse desencarnado, quer dizer: O espírito deixar o corpo de carne


43

para vir morar no mundo espiritual, o seu verdadeiro lar. Um anjo caridoso que servia de correio do além. Nós espíritos nos comunicávamos através dele, e mandávamos noticias como uma carta! O anjo doçura emprestava o seu braço, eles escreviam matando um pouco a saudades dos seus entes tão amados! Pela sua mão passaram vários espíritos, sendo assim publicou centenas de livros e nunca ficou com o dinheiro dos direitos autorais. Sempre doava as instituições carentes.

Um verdadeiro homem de bem, que trabalhava a serviço da caridade, vivendo em meio a enfermos e necessitados. Hoje queremos homenageá-lo oferecendo todas as nossas cestinhas de rosas.


44

Que as flores de alfazema perfumem seus passos, alegrando todos os seus dias! Muitos cheirinhos carinhosos para o senhor! Nós te amamos! Tio CHICO XAVIER!

POR QUE AMOR ESTÁ ENTRE NÓS?

O

O Tio Francisco sempre nos leva para ver o céu, o luar, as estrelas. Costumamos observar os planetas, as constelações... Ele nos fala que a imensidão do universo é comparada ao Amor de Deus pelas criaturas. Estávamos todos fascinados olhando as estrelas, quando o tio Francisco nos perguntou: - Vocês sabem crianças, por que o amor está entre nós?


45

- Não tio... Não sabemos (Responderam as crianças) - Quando os olhos brilham, as mãos se abrem a serviço do bem, é porque, no interior do nosso espírito, habita uma espécie de seiva, que sustenta a nossa vida. É O AMOR DE DEUS! E toda vez que ajudamos o próximo, essa seiva aflora, tal qual, uma flor que desabrocha, perfumando toda a nossa vida! A tia Ligia, a nossa amiga, é que sabe muito bem o significado do perfume das flores... - Conta tia! (Pediram as crianças). - Tudo bem, meus amores!


46

“Há muitos anos atrás, quando eu vivia na terra, padecia de uma doença grave, que me impossibilitava de sair do quarto”. “Tinha de me contentar em ver o mundo através da janela de vidro.” “O meu vizinho Lucas, que também tinha a minha idade- sete anos- sabia que eu gostava de plantas, flores, e pequenos animaizinhos...” Para a surpresa de todos, ele pediu para o seu pai construir uma jardineira na minha janela. E desde então, todos os dias plantava flores diferentes. Também acondicionava água com açúcar em uma garrafa e pendurava-a na janela. Diariamente lindos beija-flores e borboletas vinham se alimentar no meu pequeno jardim. Lucas fazia tudo isso, na tentativa de colocar a natureza à minha vista. Porém a minha doença se agravou, e eu não resisti. Retornei para a minha casa, meu verdadeiro lar, aqui no mundo dos espíritos. Passado mais de 40 anos, reencontrei Lucas, no leito de um hospital, na UTI, o vendo através de uma janela de vidro. Ele sentia fortes dores no peito, causados por angina.


47

As dores são insuportáveis... Lucas em prece pedia socorro a Deus, misericórdia para aliviar suas dores... Qual o seu espanto ele vê um vulto aproximarse dele. Eu cheguei mais perto dele. E agora Lucas conseguia me ver nitidamente. Então lhe falei: - Lucas não se lembra de min? - Desculpe mais eu juro que não me lembro... - Ora, Lucas, você tem que se lembrar... ( Insisti sorrindo) - Perdoe, mas eu realmente não consigo recordar-me! - Tudo bem! Eu vou fazer você lembrar... Eu trouxe flores de Maio para enfeitar sua janela! - Ligia! Ligia... Minha Amiga! As lagrimas lhe correm pela face. As dores desapareceram. Um novo tempo de luz surgiu para ele. Finalmente, nós dois poderíamos brincar livremente, no jardim florido dos anjos... Então, crianças vão ajudar o maior número de pessoas, para que possamos sentir o aroma das flores de Deus, que habita dentro de nós!


48

Lembrem-se do que Jesus nos ensinou:

“Em verdade vos afirmo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” “Porque tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber, era forasteiro e me hospedastes, estavas nu e me vestistes, enfermo e me visitastes, presos e fortes ver-me”. (São Mateus, xxv: 31-46) Tio Francisco e todos nós estávamos emocionados com a história da tia Ligia. Alguns minutos depois o tio nos falou: Meus filhos, todos nós temos uma parte anjo que habita dentro de nós. Deixemos que os anjos nos envolvam por completo, aflorando o amor de Deus que existe dentro de nós! Assim como milhares de pessoa que fazem o bem na terra, silenciosamente. Eles recolhem crianças sem teto, velhos sem abrigos, cuidam dos rios e dos animais, oram pelos infelizes, visitam os


49

criminosos, ensinam a ler e a escrever enfim, ensinam o valor do amor e da caridade! Jesus, que é o anjo de Deus, ilumine os vossos

caminhos, com as estrelas do amor!

Vocês já sabem! Quem persegue estrelas jamais se perde na escuridão! FIM


50


O Anjo que pegou carona nas Estrelas