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Praia Grande, de 16 a 22 de agosto de 2019

Bem-estar 7

Nutrição & Sabor Você gosta de Amora?

OS VINHOS GREGOS Segundo a História, as vinhas e o vinho apareceram pela primeira vez na Grécia, por volta de 4000 A.C.. Dionísio, filho de Zeus, era o deus da vegetação e do vinho e era adorado com festas e eventos em várias ocasiões. Existem descrições detalhadas de processos de produção de vinho em inscrições que datam de 2500 a.C.. A mais antiga prensa de vinho do mundo foi conservada na ilha de Creta onde foram encontradas gravetos de parreira em túmulos muito antigos. Na Ilíada, Homero também descreve muitas cidades e regiões da Grécia como produtoras de vinho e elogia as suas tradições na produção desta bebida. Na Grécia Antiga, o vinho era utilizado não só como bebida, mas também como medicamento. Era servido em copos de várias formas e tamanhos, cada um com um nome diferente. Vasos como as ânforas eram utilizados para servir o vinho no Symposium. As Kratiras eram vasos largos, de excelente qualidade, usadas para armazenar o vinho. Uma das mais magníficas e também das mais bem conservadas, está exposta no Museu Arqueológico de Thessaloniki. “Os vinhos gregos estão entre os de maior personalidade no mundo e entre os que mais combinam com comida. As melhores castas nativas podem produzir vinhos tão extraordinários e elegantes que não se pode imaginar que a Grécia seja um país quente” (The Washington Post). Na Grécia são cultivadas cerca de 250 variedades de uvas em quase todo o continente e ilhas, de norte a sul, de leste a oeste. Os bons vinhos gregos são de excelente qualidade e considerados dos mais fascinantes da atualidade. São elegantes, com muita perso-

nalidade e têm encantado os enólogos de todo o mundo. As uvas autóctones conferem uma tipicidade única ao vinho grego, sendo a Agiorgitiko seu melhor exemplo. Os vinhos desta uva plantada principalmente em Neméa, no Peloponeso, têm um esplendoroso bouquet, paladar rico e intenso, semelhante ao Merlot, e aveludado no palato. Um bom exemplo de vinho desta uva é o Epilegmeni Nemea 1997. No norte da Grécia encontram-se muitas áreas de produção de vinho tinto: Naussa, Goumenisa, Amynteo, Siatista e Xalkidiki. Algumas das variedades produzidas na Macedônia são Xynomavro, Mosxomavro e Athiri, produzido nas vinhas do Monte Athos, sendo a Xynomavro muito estruturada e considerada uma das melhores da Grécia. Além disso a Grécia ainda planta as uvas Syrah, Cabernet e Merlot para a elaboração de muitos vinhos tintos. O Merlot 1997 da Ktima Kir Gianni, de Naussa, é um dos melhores vinhos já produzidos na Grécia. Alguns dos vinhos produzidos nas ilhas Creta, Paros e Rodes são, também, muito consumidos. Os vinhos tintos gregos mais considerados pelos especialistas hoje em dia são: Gaia Estate Neméa, Gerovassilíou, Gerodoklima Rematias Merlot, Avaton, Chateau Julia e Cabernet Néa Drys. Existem vinhos brancos secos muito bons, especialmente os produzidos nas ilhas Kefalonia (Robola), Limnos e Santorini; desta última ilha, alguns vinhos são premiados na Europa e têm um paladar diferenciado por serem produzidos a partir de uvas assyrtico, de toque cítrico e maravilhoso frescor, com muita acidez, além das atiri e aidani, todas cultivadas em solo vulcânico. Outras uvas utilizadas para fabricação

de vinhos brancos são a moschofilero, com aroma de rosas e a malagousiá, de sabor muito rico, além das conhecidas sauvignon blanc e chardonnay. Os vinhos brancos mais apreciados pelos enólogos são: Gerovassilíou Chardonnay, Antonopoulos Chardonnay, Ktima Argiru e o Thalassitis Assyrtiko de Santorini. A uva Mavrodaphne plantada principalmente em Patras, confere um vinho tinto doce, achocolatado, de coloração muito escura, ideal para o acompanhamento de sobremesas. O vinho Mosxato, de Samos, é um vinho branco doce de sobremesa muito rico e envolvente feito com a uva Muscat e conhecido em todo o mundo. Em Santorini produz-se também o Vin Santo, semelhante ao italiano, sendo um vinho tinto adocicado que deve ser tomado como aperitivo ou após a refeição, sempre bem gelado. Entretanto o vinho mais apreciado pelo povo grego, muito consumido no verão, é o “retsina”, feito com adição de resina de pinheiro ao vinho branco durante a fermentação, muitos deles de fabricação caseira. Quando fresco é suave e parece um vinho branco leve, apesar da maior graduação alcoólica. Tem um paladar único, bastante diferenciado, fornecido pela resina da madeira e são muito refrescantes quando bebidos extraídos por pressão diretamente do barril. Pode ser servido misturado com água gaseificada ficando muito semelhante aos vinhos espumantes. Fundada em 1879, a Cave Boutari foi eleita por mais de dez vezes a vinícola do ano pela conceituada publicação “Wine & Spirits” e em 2008 a revista especializada “Wine Enthusiast” a escolheu como a melhor vinícola européia.

Ricas em vitamina C as moras se se caracterizam por sua forma típica, gerada a partir do agrupamento de vários e minúsculos frutos que se unem formando uma polpa rica em água e açúcar. Na culinária, os brotos jovens da árvore da amoreira são comestíveis ao serem cozidos. As frutas são usadas em tortas, pudins, vinhos e saladas de frutas. As amoras são geralmente consumidas ao natural e podem ser servidas também com creme de chantilly. São igualmente deliciosas quando utilizadas no preparo de tortas, sorvetes, compotas, geleias, doces cristalizados ou em massa, ou transformadas em vinhos, licores e xaropes.

Cheesecake de Amora Você vai precisar de: 300g de bolacha tipo maisena 100g de manteiga sem sal 1 colher de açúcar 1 pitada de canela 1 colher de aveia em flocos finos 1 colher de farinha de trigo 1 iogurte natural 200ml 1 ovo 400g de cream cheese 1/2 lata de leite condensado 350g de geleia de amora 1 limão OBS: Todas as colheres são na medida de sopa. Modo de preparo: 1º Triture as bolachas até formar uma farinha e peneirar. Misturar com manteiga derretida, canela, açúcar, farinha de trigo e a aveia. 2º Coloque em uma forma de aro removível e prense com as mãos ou as costas de uma colher formando uma fina camada. 3º No liquidificador coloque o ovo, o iogurte, o leite condensado e o cream cheese e bata até ficar cremoso. 4º Coloque essa mistura na forma e assar em forno pré-aquecido 150 graus por 40 minutos. 5º Depois de assado espere esfriar e leve ao freezer por 30 minutos. Retire do freezer, desenforme coloque a geleia com o suco de limão. Bom apetite!

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O Regional PG  

Edição 572

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