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manuTenção 1

Carburação

o d a n i f a Tudo ção periódica das nossas en ut an m na os ad ur sc de ais Talvez um dos aspectos m rburação. Procuramos ca a m co do na cio la re tá motos seja tudo o que es a moto bem afinadaTexto: Rodrigo Castro um os rm te ra pa os ss pa s desmistificar alguns do Fotos: Rui Botas

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urante anos a carburação nas motos a dois tempos nunca teve grande ciência. Uma volta no parafuso do ar, uma agulha mais grossa, uns gigleurs diferentes, e com pouco de percepção em termos do comportamento de um motor de uma moto nos diferentes regimes, tudo corria da melhor forma. Com o aparecimento dos carburadores Keihin FCR nas motos a 4 tempos tudo se complicou. Para além dos gigleurs normais (baixa e média) os FCR que equipam a maioria das motos a 4 tempos actuais estão equipados com uma bomba de acelerador, ou Power Jet, um injector de gasolina que enriquece a mistura principalmente nas aberturas mais repentinas do acelerador. Para além desta bomba os carburadores estão equipados com um sensor de posição do acelerador que está ligado à guilhotina que regula a mistura de ar/gasolina. Este sensor denominado por TPS envia informação ao CDI, que assim pode avançar ou atrasar a ignição de acordo com a abertura do acelerador. Acima de tudo há que ter em conta que desmontar o carburador de vez em quando tem os seus benefícios, nem que seja só por pura curiosidade...

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zonas de aceleração

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1. O gigleur de baixas funciona até 1/8 de rotação do punho 2. O formato do êmbolo tem efeitos na resposta do motor a partir de ¼ do acelerador até meio 3. A agulha (posicionamento e formato) é o componente com maior efeito no rendimento pois funciona de ¼ até ¾ de abertura do acelerador 4. O de altas tem maior influência a partir de ¾ e nos regimes muito elevados

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Este parafuso permite afinar o ralenti conforme as nossas preferências. Relembrar que não deve ser feito com o motor frio. Da mesma forma um ralenti demasiado elevado pode levar a que moto aqueça em demasia.

A bomba do acelerador tem grande influência nas prestações de uma 4T actual. Há truques para melhorar a resposta do acelerador, pois geralmente quando o abrimos rapidamente surge um poço por falta de gasolina.

A bomba do acelerador também está equipada com um pequeno gigleur. Quanto menor for a referência mais gasolina é injectada. Na net existem múltiplos fóruns com soluções para cada moto ter a bomba a funcionar a 100%.

Gigleurs principais de um FCR 37 mm: o maior é o de altas, em baixo temos o de baixas ou mínimas e por cima o de arranque. Só em casos extremos é que devemos mudar o de altas: mudança de escape, pisos de areia ou competição

O TPS está ligado a esta ficha, bastante exposta aos detritos e também à projecção de pedras. Convém limpá-la de vez em quando e verificar seu correcto funcionamento caso o motor apresente problemas de resposta.

2 Aqui regula-se a mistura para termos um ralenti consistente. A afinação ideal é atingida quando a moto começa a ficar ligeiramente acelerada e depois rodar o parafuso até estabilizar o ralenti.

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Se faz poço, o problema está relacionado com a bomba do acelerador. Verifiquem se emite um jacto consistente de gasolina ao rodar o acelerador. Por sistema o jacto não deve bater na guilhotina ou êmbolo.

Muitas vezes é um componente que pode ter difícil acesso (principalmente nas motos com quadro de alumínio) mas com enorme influência desde ¼ de acelerador até ¾ de abertura. Testem agulhas com posições diferentes

Uma deficiente regulação da bóia pode levar a que o motor encharque, ou limitar a entrada de gasolina. Uma das formas para determinar a riqueza ou pobreza da mistura é através da análise da coloração da vela.

Em motos com quadro de aço é fácil retirar o carburador, nas outras (alumínio) tem de sair subquadro, amortecedor e escape. Limpar com produto à base de petróleo, remover gordura com contact cleaner e soprar com compressor.

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Manutenção