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teste

la bomba

KTM SX-F 450 2013

as foi desta que a KTM m , po m te m gu al ou or Dem Motocross capaz de se de 0 45 a um ou nt se re ap e com a armada bater em pé de igualdad o podia ser mais japonesa. O resultado nã Fotos: Pedro Lopes animador. Texto: Rodrigo Castro

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endo uma das marcas mais conceituadas do mercado em termos de oferta de motos para Motocross, Enduro e TT, a KTM tem vindo a dar-se ao luxo de apostar mais do qualquer outra sua concorrente neste segmento. Com as motos de fora de estrada a contarem para 80% da produção total do construtor austríaco, a KTM disponibiliza uma vasta gama de modelos que vão desde as mini motos de motocross com 50 cc a 2T, passando pela 150 SX 2T, e terminando na 450 SX-F, o modelo de topo na gama de motocross laranja. Contudo, a KTM vinha acarinhando ao longo dos anos a sua SX-F 450, modelo introduzido em 2007 e que na altura fez furor, pelo seu motor de dupla árvore de cames com arranque elétrico. Em termos de conceção, este motor era uma verdadeira obra de arte, com pormenores de engenharia notáveis. Para além de ser um motor construído com elevado requinte técnico, disponibilizava uma assinalável cavalagem e uma entrega de potência muito forte. Os dois grandes senãos deste propulsor eram o seu custo exorbitante, e em segundo lugar o peso elevadíssimo do bloco, que ultrapassava em muito os 30 kg. Com o lançamento do novo motor da EXC-F 450 no ano passado, desta vez já utilizando os novos cárteres fabricados em fundição de alumínio e em série, permitiram acrescentar a palavra economia de escala à gama KTM, que assim partilha inúmeros componentes entre diversos modelos. No caso da KTM havia ainda outro fator a ter em conta: a marca queria a todo custo vencer no Supercross Americano e, para tal, contratou os serviços de Ryan Dungey, que se juntou a Roger De Coster para, juntos, desenvolverem a moto que serviu de

O motor surpreende com uma entrega de potência estrondosa que, aliada à ciclística apurada, tornam a SX-F na 450 do ano. Embraiagem hidráulica e arranque elétrico.

Para além do motor e quadro, a KTM 450 SX-F estreia ainda nova estética, com destaque para as novas tampas de radiador com gráficos em IPD

O amortecedor é pouco consistente nas lombas. Em situações limite as KTM continuam a exibir tendência para envelhecer de forma mais precoce que a concorrência

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KTM SX-F 450 2013

Ficha técnica

Inúmeros pormenores estéticos revolucionam o modelo porta-estandarte da gama KTM

Motor

Tipo Distribuição Cilindrada Diâmetro x curso Potência declarada Alimentação Ignição Arranque Embraiagem Caixa

Monocilindrico 4 tempos refrigeração por líquido 4 válvulas SOHC 449.3cc 95 x 63.4mm n.d. Injecção eletrónica Keihin EFI 42 mm Ø Keihin EMS Elétrico Disco em banho de óleo 4 velocidades

Ciclística

Quadro Suspensão dianteira Suspensão traseira Travão dianteiro Travão traseiro Pneu dianteiro Pneu traseiro

Duplo berço em aço com tubo de secção oval Forquilha telescópica WP invertida Ø 48mm 300 mm de curso Monoamortecedor WP sistema PDS, 330 mm de curso Disco Brembo 260 mm Ø Disco Brembo 220 mm Ø 80/100-21’’ 110/900-19’’

Peso e dimensõES

uma palavra: perfeita! Em relação à travagem, só KTM tem vindo a Um departamento onde a anos dos go ganhar pontos ao lon

uma sonoridade rouca Da ponteira de escape sai na roda traseira o veio e potente, enquanto que mm de diâmetro passou de 22 mm para 25

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base ao modelo de produção aqui testado. Com grande parte do desenvolvimento deste modelo efetuado nos Estados Unidos houve uma viragem mais radical em termos de settings por parte da WP. Com as pista atuais cada vez mais pejadas de saltos as bainhas dianteiras estão definitivamente mais rijas. Para além dos settings atualizados nas suspensões, a WP introduziu um novo óleo de origem japonesa com viscosidade 4W que permite manter obter maior consistência de funcionamento à medida que a temperatura aumenta. A SKF passou a fornecer os retentores e guarda pós, elementos que diminuem a fricção e aumentam de forma considerável o intervalo entre manutenções Para aumentar a rigidez total do conjunto a KTM idealizou um novo quadro, que continua a utilizar o aço em detrimento do alumínio, e uma conseguiu uma forma engenhosa para garantir maior rigidez na sua estrutura sem comprometer a facilidade de condução e conforto do conjunto.

Nos EUA as equipas são obrigadas a utilizar quadros com as dimensões originais, e por isso o esforço do departamento de desenvolvimento da ciclística foi grande. A 450 recebe uma chapa de aço em formato de X com dimensões generosas, que é inserida junto às traves que ligam à coluna de direção. Esta chapa limita de forma substancial todo o tipo de torsões longitudinais e de torção do chassis nos saltos, e principalmente nos “whoops”, talvez o obstáculo mais técnico nas pistas de supercross atualmente. Ainda no capítulo da ciclística, destaque para o braço oscilante que, uma vez mais, voltou a perder uns gramas de peso mas que, ao mesmo tempo, foi reforçado em pontos chave como é o caso da zona traseira, pelo facto do veio da roda ter passado de 22 mm para 25 mm de diâmetro, enquanto que as bielas do amortecedor estão equipadas com novos parafusos mais leves. Depois de terem sido “condenadas” durante anos pelo facto de terem um guiador atroz, a KTM lá desencantou uma nova

Distância entre eixos Altura ao solo Altura do assento Peso Capacidade do depósito

1.495 mm 371 mm 992 mm 106,4 kg (a seco) 7,5 litros

Preço

8.919,00 €

referência da Renthal (Fat Bar 827 para os mais curiosos) bastante mais atualizada e com uma posição de condução perfeitamente consensual para todos os tipos de pilotagem. No motor temos o perfeito exemplo de que o “casamento” dos autríacos com a Pankl continua a ser um dos motivos pelo qual a KTM continua a ganhar corridas e a tomar, cada vez mais, a dianteira nas motos de produção. As bielas da Pankl estão agora acopladas a cambotas da mesma marca totalmente reequilibradas. No papel temos elementos que dispensam manutenção durante 100 horas de utilização árdua, e permitem o regime de rotação estender-se para lá das 12.000 rpm sem qualquer problema. Embora a KTM não anuncie nas suas fichas técnicas os valor de potência máxima os engenheiros da marca reclamam cerca de 60 cv para este motor. Em pista podemos dizer que estes é um dos motores mais surpreendentes que pudemos experimentar nos últimos tempos, com

A KTM trabalhou de forma intensa na distribuição, com novas válvulas em titânio e árvores de cames com cruzamentos mais agressivos

capacidade para agradar a um leque vastíssimo de utilizadores pela forma como disponibiliza toda sua potência desde as rotações mais baixas. Se tivermos pulso e conseguirmos deixar a “goela aberta” à medida que a rotação vais subindo, somos brindados com resposta estonteante mas sem ser incontrolável. Os pilotos “Pro” vão agradecer o facto da KTM ter um motor tão forte, que para ser pilotado como deve de ser exige coragem e muito domínio. No que concerne à ciclística, a KTM efetuou um trabalho notável, com a 450 SX-F a apresentar um comportamento digno de nota em termos de maneabilidade, acordo de suspensões e estabilidade. Nota-se que a maior rigidez do quadro, aliada às suspensões com melhores afinações na dianteira, permitem atacar nas pista de motocross sem receios. Apenas o amortecedor traseiro prima por um setting demasiado brando em termos da extensão, fazendo com que a traseira seja um pouco instável nas zonas com lombas em sequência.

Ponto final Demorou uma eternidade, mas finalmente a KTM pode orgulhar-se de ter uma gama de motos em que a sua 450 é agora uma moto com plenas capacidades para destronar a concorrência japonesa. E é nas pistas que melhor demonstra essas capacidades, com um motor estrondoso, em todos os sentidos, agora acoplado a uma ciclística de alto nível, onde se destaca o excelente acordo do quadro com as novas suspensões da WP.

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Ktm sx450[1]