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Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 98x218cm

Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 98x218cm


Imersão e fúria Conheci a obra do Paulo Miranda¹ recentemente. O primeiro contato ocorreu na Exposição Minas Território da Arte realizada no Palácio das Artes em 2014. A possibilidade de visitar o seu ateliê, em Uberaba, se deu como uma grata surpresa. Fui recebido como um velho amigo que retorna após um longo período ausente. Como se sabe, as visitas aos ateliês são sempre delicadas devido ao espaço de intimidade construído entre artista e a obra. Esse espaço é relevador e construtor dos desejos, inquietações e as formas de vivenciar o mundo. Como não lembrar do ateliê de Giacometti ou mesmo de Francis Bacon? Por quantas horas o artista ocupou aquele espaço? Como definir quando começa ou termina uma obra? Na visita, Paulo passou a desenrolar as lonas com o cuidado de quem expõe suas memórias em objetos guardados no fundo do armário. A cada lona lançada ao chão para ser desenrolada, um novo universo de sentido se apresentava. Como o pigmento é fixado? Como ocorre as gradações cromáticas nessa superfície? Essas questões vinham acompanhadas de uma certa inquietação. Como transformar essas lonas em obras artísticas? Em outras palavras: como possibilitar que o objeto-lona seja apresentado em uma exposição e consiga dialogar com o público? Como se sabe, uma obra apenas se concretiza com o contato com o público que a atualiza com seus desejos e interesses. Dentro desse universo, uma outra dúvida quase sufoca: por qual razão uma produção com tamanha força poética ainda se mantém desconhecida? Pelo menos, para os iniciados na área, essa questão não deveria surpreender. Grande parte dos artistas foram esquecidos e suas obras habitam

Rodrigo Vivas

universos desconhecidos como as reservas técnicas dos museus. O problema da visibilidade das artes visuais não termina ao encontrar uma produção artística significativa, apenas se inicia. Precisamos de dinheiro para transporte das obras. Precisamos de dinheiro para colocar as lonas nos chassis. Precisamos de dinheiro para fazer um folder. Precisamos de dinheiro para fazer a abertura. Precisamos de dinheiro.... Infelizmente o interesse tanto institucional como econômico para as produções artísticas é nulo. O que nos resta é a coragem, da qual Paulo é companheiro. As obras foram selecionadas para a Grande Galeria do Centro Cultural UFMG. Paulo nos deu total liberdade para o conceito expográfico, para o texto e as soluções de montagem. Recusamos o sentido cronológico que, por vezes, é o caminho mais consensual para a materialização de um pensamento. Preferimos construir um caminho que aproximasse algumas obras, mas que respeitasse a individualidade de cada pintura. Na primeira sala nos deparamos com o “universo da cor”. Paulo os separa a partir da construção de uma moldura imaginária. Cada trabalho é a fusão de inúmeras partes em diálogos polifônicos. A coerência entre as partes é obtida por cadeiras ou letras que são projetadas nos espaços de cor. Apesar de um impacto à distância, somos convidados à aproximação. Notamos assim a sobreposição de camadas, a inserção de jornais, raspagens. O universo de sentido se expande como afirma G. C. Argan: “Quando se nega categoricamente o conceito de forma como expressão de conteúdo (que atribui


à invenção um caráter secundário e aplicativo, obrigando-a a aderir a algo dado), e se põe o princípio da forma como ato autônomo da consciência, é claro que princípio e fim da atividade artística é a criação de formas, que apenas por meio dela alcançam a existência”. (ARGAN, 1992, 529)². O caminhar pela galeria demonstra a abrangência da obra de Paulo. Seria o mesmo artista, poderia argumentar um visitante mais desavisado. Com atenção, notamos que algumas questões permanecem: o gesto incessante de trabalho na lona, a sobreposição de camadas, a aderência do material. Paulo parece utilizar de fitas ou linhas para demarcar espaços da obra, pois é possível percebe-las. A cada passo pela galeria a relação com o espaço se modifica. Paisagens fantasmagóricas repletas de luz e fúria. A aproximação entre Caspar David Friedrich, William Turner e Anselm Kiefer³ não parece gratuita. Como se sabe, Friedrich está associado a uma nova forma de representar a natureza inaugurada a partir do século XVIII. Como bem demonstra Pierre Wat (2013), no Renascimento o observador ocupava um espaço privilegiado de observação: o centro da cena. O que ocorre no momento é que somos lançados no espaço, com uma infinidade de pontos de vista, sem segurança, sem esperança. Essa multiplicidade está nas paisagens imaginantes e imaginárias de Alberto da Veiga Guignard, mas ainda existe a possibilidade de entrar e sair. Talvez usando os balões em escala monumental. Não mais dominamos a natureza, a paisagem. Somos engolidos, consumidos, contaminados. Assim, ele multiplica tudo que desestabiliza o espectador: em um mesmo quadro coexiste uma visão de excesso e de largas zonas de cegueira, predileção por tudo que favorece

a sensação de vertigem e desorientação. E depois, ao mesmo tempo, no seio destas paisagens desorientantes, o artista procura, pelos jogos de enquadramento ou efeitos de simetria, dar ao banal a dimensão do sacro, ao quase nada o esplendor do monumental. (WAT, 2013, p.281).³ Anselm Kiefer pode ser outra fonte de aproximação com a obra do artista Paulo Miranda. As questões do autor alemão estão associadas ao trauma da destruição provocada pelo nazismo na segunda guerra mundial. “Escrever um poema após Auschwitz é uma barbárie”, diria Adorno. O que parece diferenciar as paisagens de Miranda é o efeito provocado. Sentimo-nos sem lugar, sem espaço definido, mas o resultado é catártico: o silêncio, a imersão nos coloca em um estado de suspensão. Assim como a experiência em um templo para o religioso e principalmente da arte para quem a reconhece. Referências ¹ Meus sinceros agradecimentos ao Paulo Miranda. Hélio Siqueira foi uma peça fundamental para o desenvolvimento da exposição. Foi responsável por oferecer tranquilidade e segurança nesses dias de fúria. Agradeço também ao Marco Pasqualini pela colaboração e amizade. ² Grande parte das questões levantadas assim como a tradução dos textos foram retiradas do importante trabalho Márcia Helena Girardi Piva. A paisagem e o sublime na arte contemporânea: permanências românticas e o entrelaçamento de culturas. Tese de doutorado, Unicamp, 2015, principalmente o capítulo sobre Caspar David Friedrich e Anselm Kiefer. ³ Tradução realizada por Márcia Helena Girardi Piva. ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna - do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução por Denise Bottmann e Federico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. Piva, Márcia Helena Girardi. A paisagem e o sublime na arte contemporânea: permanências românticas e o entrelaçamento de culturas. Tese de doutorado, Unicamp, 2015. VIVAS, Rodrigo. Por uma história da arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte. C/Arte, 2012. WAT, Pierre. Naissance de l’art romantique. Flammarion, Paris, 1998.


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2012 130x218cm


Immersion and Fury I met Paulo Miranda¹’s work recently. The first contact took place in the Art Exhibition of Minas Território da Arte held at the Palácio das Artes in 2015. The possibility to visit his studio in Uberaba, came as a plesant surprise. I was greeted like an old friend returning after a long period away. As is known, visits to ateliers are always delicate because of the intimate space built between the artist and the work. This space reveals and builds desires, concerns and ways of experiencing the world. How do not remember Giacometti’s studio or even Francis Bacon’s? How many hours the artist spends in that space? How to define when the work begins or ends? During the visit, Paulo began to unfold the tarpaulins with the care of who expose his memories objects stored in the back of a closet. On each tarpaulin thrown to the ground to be unwound, a new universe of meaning was presented. How the pigment is fixed? How the chromatic gradations happen on this surface? These issues were accompanied by a certain restlessness. How to turn these tarpaulins in artistic works? In other words, how to enable a tarpaulinobject for an exhibition and communicate it with the public? As is known, a work only materializes with the contact with the public that updates it to your wishes and interests. Inside this universe, another question almost suffocates: what is the reason for a production with such poetic force to remain unknown? At least, for beginners in the area, this issue should not be surprising. Much of the artists were forgotten and their works inhabit unknown universes as the technical reserves of museums. The problem of the visual arts visibility does not

Rodrigo Vivas

end when it is found a significant artistic production, it only begins. We need money to transport the works. We need money to put the pads in the chassis. We need money to make a folder. We need money to make the opening. We need money… Unfortunately, the interest both institutional and economical for artistic productions is zero. What remains is the courage, which Paulo is a partner. The works were selected for the Grand Gallery of the Centro Cultural UFMG. Paulo gave us complete freedom for the exhibition design concept, for text and mounting solutions. We rejected the chronological sense that sometimes is the most consensual way to the materialization of a thought. We prefer to build a way to approach some works but also respecting the individuality of each painting. In the first room, we came across the “color universe.” Paulo separates them from the construction of an imaginary frame. Each work is a fusion of many parts in polyphonic dialogues. Chairs or words that are projected in color spaces obtain the coherence between the parts. Despite an impact from a distance, we are invited to get close. Noticing as well the superposition of layers, the insertion of newspapers, scrapings. The universe of meaning expands as stated by G.C Argan: “Quando se nega categoricamente o conceito de forma como expressão de conteúdo (que atribui à invenção um caráter secundário e aplicativo, obrigando-a a aderir a algo dado), e se põe o princípio da forma como ato autônomo da consciência, é claro que “princípio e fim da atividade artística é a criação de formas, que apenas por meio dela alcançam a existência” (Fiedler)”. (ARGAN, 1992, p. 529)².


The walk through the gallery shows the scope of Paulo’s work. It would be the same artist, could argue an unwary visitor. With attention, we note that some questions remain the incessant gesture of work on the tarpaulins, overlapping layers, the adhesion of the material. Paulo appears to use tapes or lines to demarcate spaces of the work because it’s possible to realize them. At every step in the gallery the relationship with the space changes. Phantasmagoric landscapes full of light and fury. The rapprochement between Caspar David Friedrich, William Turner and Anselm Kiefer³ does not seem free. As is known, Friedrich is associated with a new way of representing nature inaugurated in the 18th century. As Pierre Wat (2013) demonstrates, the Renaissance observer occupied a privileged space of observation: the center of the scene. What happens now is that we are launched into space, with endless points of view, no security, no hope. This multiplicity is in imagining and imaginary landscapes of Alberto da Veiga Guignard, but the possibility to enter and exit still exists. Perhaps using the balloons in monumental scale. We no longer dominate nature, the landscape. We are swallowed, consumed, contaminated. Watt when analyzing Friedrich ultimately reveal a way that applies to Miranda. Therefore, he multiplies all that unsettles the viewer: in the same frame coexists an overflow vision and blindness large zones, predilection for everything that favors the feeling of vertigo and disorientation. And then, at the same time, in these baffling landscapes, the artist seeks, by framing games or effects of symmetry, to transform the banal in a dimension of sacrum, to almost nothing in the splendor of monumental . (WAT, 2013, p.281 – our translation).

Anselm Kiefer can be another source of closeness with the Paulo Miranda’s work. The German author issues are associated with the trauma of the destruction caused by the Nazis in World War II. “To write a poem after Auschwitz is barbaric”, Adorno would say. What seems to differentiate Miranda’s landscapes is triggered effect. It is no place, no defined space, but the result is cathartic: silence, soaking puts us in a suspension state. As the experience in a temple for someone religious and especially the art for whom recognize it. References ¹ My sincere thanks to Paulo Miranda. Hélio Siqueira was a key for the exhibition development. He was responsible for providing peace and security in these days of rage. My thanks to Marco Pasqualini for ongoing collaboration. ² The universe of meaning expands as stated by G. C. Argan: “When it categorically denies the concept of form as a content expression (which attaches to the invention a secondary character and useful, forcing it to adhere to something given), and sets the principle of the form like an autonomous act of consciousness, it is clear that “the beginning and end of artistic activity is the creation of forms, which only by it, reach the existence” (Fiedler).” (Argan, 1992, p. 529 – our translation). ³ Much of the issues raised as well as the translation to Portuguese of the texts were taken from the important Marcia Helena Girardi Piva’s work. The landscape and the sublime in contemporary art: romantic stays and interlacing of cultures. Doctoral thesis, Unicamp, 2015, especially the chapter on Caspar David Friedrich and Anselm Kiefer. ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna - do iluminismo aos movimentos contemporâneos. Tradução por Denise Bottmann e Federico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. Piva, Márcia Helena Girardi. A paisagem e o sublime na arte contemporânea: permanências românticas e o entrelaçamento de culturas. Tese de doutorado, Unicamp, 2015. VIVAS, Rodrigo. Por uma história da arte em Belo Horizonte: artistas, exposições e salões de arte. Belo Horizonte. C/Arte, 2012. 1998.

WAT, Pierre. Naissance de l’art romantique. Flammarion, Paris,


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 98x218cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 75x210cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 - 5x210cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 98x218cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2009 130x210cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2009 130x210cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2015 140x260cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2009 128x205cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2012 130x218cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2012 (dĂ­pitico) 130x436cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2012 130x218cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2012 130x218cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2012 130x218cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 187x260cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2010 98x218cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 187x260cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2014 187x260cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2013 187x260cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2013 187x260cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2015 (trĂ­pitico) 140x780cm


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2013 187x260cm


Paulo Miranda 1964 Adamantina-SP Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Uberaba. Pós Graduação em Desenho e Criatividade pela Unifran. Viagem de estudos a Paris, março/ab ril de 2004 e abril/maio de 2008. Foi aluno de desenho e pintura dos artistas Hélio Siqueira, Frans Krajecberg, Karin Lambrecht, Orlando Castaño, Shirley Paes Leme, Alex Cerveny, entres outros. Principais Exposições Individuais 2016 “Imersão e Fúria” Centro Cultural UFMG Belo Horizonte MG. 2012 “Escavações Parietais” Centro Cultural José Maria Barra FIEMG Uberaba MG. 2012 “Desenhos” Centro Cultural e Turístico do Sistema FIEMG Ouro Preto MG. 2012 “O Alquimista da Memória” Almacén Galeria de Arte Rio de Janeiro RJ. 2010 “Memória e Silêncio” Espaço Cultural do Mercado Uberlândia MG. 2009 “Memória e Silêncio” Valu Oria Galeria de Arte, São Paulo. 2007 “Vãos da Memória” Centro Cult ural José Maria Barra – SESI Uberaba 2003 O Arquiteto dos Casulos” MADA, Uberaba 2001 Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Juiz de Fora 2000 e 1994 Museu de Arte Contemporânea, Americana 1998 Galeria SESC Paulista, São Paulo 1993 Itaugaleria Higienópolis, São Paulo 1987 Espaço Cultural Oficina, Uberaba Principais Exposições Coletivas 2015 “Programa Exposições do MARP” Museu de Arte de Ribeirão Preto SP 2014 “Minas Território das Artes”, Grande Galeria do Palácio das Artes, Belo Horizonte – MG. 2013 “Eu Sei Que Vou Te Amar”, Hiato-Galeria de Arte, Juiz de Fora – MG 2011 “Arte Acessível IV”- Atelier Uberaba MG 2009 “A Materialidade na Arte Brasileira”- Museu Murilo Mendes, Juiz de Fora MG. 2008 “Núcleos Contemporâneos III”-Valu Oria Galeria de Arte, São Paulo. 2007 “Da Terra a Terra” – Interferências na Paisagem - Serra da Moeda Belo Horizonte 2006 “Núcleos Contemporâneos II”-Valu Oria Galeria de Arte, São Paulo 2005 “Título Pintura”-Ateliêaberto, Campinas 2003 “Ouro Barroco” Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, Juiz de Fora; “Pinturas”-Galeria de Arte da UFES, Vitória 2002 MUNA-Museu Universitário, Uberlândia MG 2000 e 2001 “Brasil do Novo Milênio-A Arte de Minas”, Juiz de Fora e Belo Horizonte 1999 “10 Anos do Centro Cultural UFMG”, Belo Horizonte MG; “Todos os Fogos”-Galeria da Belas Artes UFMG, Belo Horizonte 1997 “ECO-ART” Festival de Inverno, Ouro Preto 1996 Centro Cultural “Patrícia Galvão”, Santos; Galerie Debret - Paris France 1995 Bienal Nacional de Santos 1994 “AMÉRICA” MASP - Museu de Arte de São Paulo; Grande Galeria do Palácio das Artes, Belo Horizonte 1993 “Jovem Arte Brasileira” - Pinacoteca do Estado, São Paulo 13º Salão Nacional - Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro; Biennial Prêmio Gunther - MAC Ibirapuera, São Paulo 1992 “MINAS/MINAS”-MAC/USP Ibirapuera - Prédio da Bienal, São Paulo Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro 1990 Projeto Macunaíma-90 IBAC, Rio de Janeiro; “Panorama da Arte Atual Brasileira”-Papel MAM, São Paulo 1989 e 1991 Mostra do Desenho Brasileiro, Curitiba 1988 e 1992 SARP- Salão de Arte Contemporânea - Ribeirão Preto SP Principais Prêmios 2001 e 2003 Prêmio no 1º e 3º Panorama das Artes Plásticas de Uberaba 1998 1º Prêmio Eco-Art - Festival de Inverno UFMG - Ouro Preto 1995 3º Prêmio - 1º Salão Cidade de Uberaba - Uberaba 1994 1º Prêmio - Salão de Artes Plástica de Guaratinguetá 1992 Prêmio UNESCO de Fomento às Artes - São Paulo 1991 Prêmio “Patrícia Galvão” - III Bienal Nacional de Santos - Santos 1990 Prêmio Aquisição - VIII Salão Paulista de Arte Contemporânea; Prêmio Aquisição - XV SARP Ribeirão Preto; Prêmio “Aldo Locatelli” - II Salão Nacional de Artes - Pelotas 1988 Prêmio Conjunto de Obras -1ºSalão Arte Contemporânea – Araraquara.


Pintura em tĂŠcnica mista (pigmento natural e colagem) sobre lona - 2011 106x197cm


Universidade Federal de Minas Gerais Reitor: Jaime Arturo Ramirez Vice-Reitoria: Sandra Regina Goulart de Almeida Diretoria de Ação Cultural - DAC Diretora: Leda Maria Martins Vice-Diretora: Denise Araújo Pedron Realização: Centro Cultural UFMG Diretor: Rodrigo Vivas Vice-Diretor: Marcos Domingos de Oliveira Araújo Curadoria e texto: Rodrigo Vivas Montagem: Marcus de Queiróz Ferreira Eliana Quaresma

Video: Xande Pires Fotos: Ramon Magela e Xande Pires Tradução: Grupo MAV Design: Richard Pongeluppi Paulo Miranda Agradecimentos: Hélio Siqueira, Rodrigo Vivas, Rose Dutra, Altamir de Araújo, Rôso Filho, Ângelo Oswaldo de Araújo Santos, Sumayra de Oliveira Silva, Heloísa Piau e Pracidia Ribeiro Miranda (in memoriam). Centro Cultural UFMG www.centrocultural.ufmg.br Av. Santos Dumont, 174 - Centro Belo Horionte - MG


Catálogo do Paulo Miranda  

Catálogo do artista Paulo Miranda da Exposição Imersão e Fúria realizada no Centro Cultural UFMG.

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