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vee. Paraciclo

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Modelos e Protรณtipos Professor: Denivaldo Pereira Leite

AN5DP Eric Laiza Gabrielle de Brito Rafael Rubio Rodrigo Violante Wagner Rodrigues

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Alunos


Fabricação Digital

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O que é? Pode-se dizer resumidamente que fabricação digital é a materialização de modelos digitais. Nos dias atuais, o ser humano pode contar com uma vasta variedade de máquinas que conseguem transformar um simples documento feito no computador em algo real, palpável. E não há limitações, se não a imaginação e criatividade do “criador”. Estas máquinas permitem que seja possível trabalhar com uma infinidade de materiais, sejam sólidos como plásticos, metais, madeiras ou flexíveis como diferentes tipos de tecidos, papéis e até mesmo materiais comestíveis podem ser trabalhados em algumas máquinas. A fabricação digital pode também ser chamada de prototipagem rápida. Atualmente tudo encontra-se muito mais acessível, tornando possível que até mesmo uma pessoa com conhecimento básico em algum software

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3D (três dimensões), consiga fabricar suas idéias com facilidade. Fabricação digital não é um termo “novo”, existe há décadas. O primeiro caso documentado foi em 1952, onde foram produzidas peças extremamente complexas de aviões.

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Analisando a história, a relação Ferramenta-Máquina-Homem vem evoluindo rapidamente ao longo dos anos. A adaptabilidade do ser humano permite que o desenvolvimento de “dispositivos” cada vez mais avançados, que possuem como


finalidade comum minimizar o gasto de energia e economizar significativamente o tempo gasto em qualquer tipo de atividade. Foi pensando desta forma que as ferramentas evoluíram até o surgimento da máquina computadorizada, que

passaria a automatizar grande parte de atividades manuais repetitivas, executadas por operários. Este tipo de tecnologia fundiu aspectos de informática e mecânica. Vivemos em um mundo onde a intervenção humana (fisicamente) é mínima.

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Radovan Richta, filósofo Tcheco (1924-1983) criou uma teoria denominada “Evolução Técnologica”, onde menciona sociedades do futuro que abdicarão do trabalho manual para focarse em trabalhos mentais. As máquinas passarão a operar automaticamente através de um algoritmo desenvolvido por um ser humano.

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Vantagens da Fabricação Digital 9


- Todas as instruções de produção que há em um arquivo digital, podem ser infinitamente copiadas e distribuídas através de uma rede, sem sequer perder sua qualidade. Ou seja, um arquivo desenhado no Brasil, poder ser enviado por e-mail para qualquer país, permitindo a reprodução de um objeto idêntico ao aqui feito. - Eliminam-se muitos gastos com logística e transporte, pois um arquivo digital pode ser armazenado em apenas um computador e só virá a ser um produto quando for produzido. - Não há necessidade de moldes ou formas para a utilização de máquinas de fabricação digital, o que acaba tornando possível alterações rápidas e baratas no design de um produto, sem que seja preciso mudar algum aspecto da máquina, como por exemplo no processo de injeção.

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- Com a fabricação digital economiza-se muito tempo de trabalho e energia gasta nos processos de criação. Um modelo 3D feito no computador pode rapidamente ser prototipado afim de verificar se há algum erro de escala, detalhes, medidas, etc.

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Mรกquinas

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Com a tecnologia existente é bem comum surgirem novos tipos de máquinas e processos de produção a cada minuto. É até mesmo possível produzir máquinas ou suas peças utilizando outras máquinas. Como citado, todos conseguem facilmente ter acesso a certos tipos de maquinário, enquanto alguns outros são um pouco mais exclusivos. Antigamente as maquinas operavam sob uma sigla denominada NC, Comando Numérico. Ou seja, eram controladas com fitas ou cartões perfurados. Não utilizavam computadores. Já as maquinas atuais operam sob uma sigla denominada CNC, Controle Numérico Computadorizado. Ou seja, máquinas operadas por computador. O controle por CNC permitiu um grande avanço no quesito produtividade e qualidade, pois podem operar sem interrupção, automaticamente e sem espaço para o erro de um operário.

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O desenvolvimento das máquinas CNC se deu por volta dos anos 60, e acabou ficando popular na década de 70 por conta da mão de obra, que começava a encarecer. Estas máquinas possuem um controlador que trabalha em 2 ou 3 eixos cartesianos (X,Y,Z), podendo realizar processos bidimensionais ou até mesmo tridimensionais.

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Para a fabricação de um trabalho, é necessário vasto conhecimento sobre a ferramenta ou máquina que será utilizada na produção. A maior parte das máquinas possui um volume limitado de trabalho, o que pode acabar comprometendo ou impactar de forma negativa no processo caso o design de um modelo não tenha sido projetado pensando na produção. Muitas vezes ocorre de a peça ser maior que a área útil de uma máquina, sendo necessária a repartição da peça e fabricação por etapas. Este tipo de resolução pode acarretar certos problemas no modelo se não for muito bem pensado. Outra característica importante para se pensar é o tipo de processo que a máquina utiliza e em quantos eixos trabalha. A maioria possui uma peça principal que se move na área de trabalho adicionando ou subtraindo material, algumas apenas em duas dimensões e outras em três.

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Há também alguns detalhes como por exemplo a Fresa que as máquinas CNC utilizam, cada qual possui uma finalidade e um material como alvo. Nas máquinas de corte deve ser verificada a potência dos motores, que muitas vezes acaba limitando a máquina a certas ações e materiais. Já

em máquinas que adicionam materiais (impressoras 3D por exemplo), é necessário analisar como é feita a alimentação de material e qual o tipo de bico extrusor é utilizado. As maquinas são categorizadas em dois métodos básicos de produção, o aditivo e o subtrativo.

Modelos de brocas utilizas por Router CNC)

Bicos extrusores utilizados em impressoras 3D)

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Processo Aditivo

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Como o próprio nome já diz, o processo aditivo trata-se da adição de material. Um produto é modelado acrescentandose material, camada por camada, de modo a aproveitar a matéria-prima ao máximo, evitando desperdícios. Os métodos de fabricação aditivos permitem uma grande

(Processo aditivo, impressão 3D de camada após camada.)

variedade de formas, muitas vezes complexas. Mas a maioria necessita de materiais específicos e muitas vezes possuem um custo elevado. Por isso são mais utilizados para prototipagem e testes. Ultimamente o custo vem sendo reduzido, o que fará com que este método seja cada vez mais utilizado.

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Modelagem por Deposição Fundida (FDM) 22


Neste processo são utilizadas tecnologias de impressão 3D. Esta tecnologia (FDM) foi inventada há mais de 20 anos, por Scott Crump. Peças são produzidas camada após camada utilizando termoplásticos de engenharia, de baixo para cima, ao aquecer e extrudar um filamento termoplástico. O FDM é usado com frequência para a construção de peças que possuam uma geometria complexa, componentes funcionais, peças de produção de baixo volume, etc.

Benefícios

- Tecnologia limpa, simples, pode ser utilizada em escritórios - Os termoplásticos industriais são mecânica e ambientamente estáveis - Peças complexas que seriam um problema para serem produzidas podem facilmente ser construídas com a tecnologia FDM.

Processo de FDM utilizado em impressora 3D.)

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Sinterização Seletiva a Laser (SLS)

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Este processo é utilizado para a impressão de pó, basicamente. O SLS é uma tecnologia que utiliza dióxido de carbono a laser para poder sintetizar material em pó, resultando em protótipos ou peças funcionais que possuam estruturas complexas. No processamento podem ser utilizados diferentes tipos de materiais, como polímeros, cerâmicas e areia de fundição. É indicada para a produção em pequena escala.

Benefícios

- Reduz o número de pessoas que seriam necessárias para operar uma máquina, a apenas uma operadora. - O tempo de impressão é significativamente menor se comparado a outros métodos como por exemplo à estereolitografia. - Para a produção de objetos não é necessário um suporte, durante o processo de sinterização.

Produto retirado da máquina SLS após impressão.)

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Estereolitografia

(SLA)

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Este é um dos processos mais detalhados de impressão 3D. Foi inventado em 1986 por Charles W. Hull. É utilizado um recipiente de fotopolímeros líquidos de “resina para estereolitografia”, uma substância que se solidifica ao ser exposta a raio laser ultravioleta. O laser mira o recipiente e atinge as partes necessárias para a criação do protótipo, solidificando-as. Este processo possui custo um pouco elevado, devido à utilização dos fotopolímeros.

Benefícios

Curto período para fabricação, dependendo do tamanho e detalhamento da peça. Os produtos criados através deste produto são consideravelmente duráveis, para o processamento ou uso como moldes para injeção, termoformagem e em processos de fundição.

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Inkjet 3D Printing (3DP)

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Este processo é semelhante à típica impressão jato de tinta, envolve a distribuição de plástico em pó em uma plataforma de impressão. A cabeça de impressão libera um agente aglutinante responsável por unir as partículas e solidifica-las em um ponto específico. Este processo também trabalha com camadas. Este tipo de processo permite a fabricação de modelos funcionais, complexos, coloridos. Podem ser utilizados materiais rígidos e flexíveis. Como os outros processos, é depositada

camada após camada. Há a possibilidade de criar réplicas de jóias e até mesmo sapatos, utilizando matéria-prima flexível. Por conta da gestão de recursos mais eficiente, acaba sendo mais econômica do que muitas outras.

Benefícios

- Perfeita para a produção de mock-ups, peças coloridas, embalagens. - Possui um ótimo custobenefício. - Pode ser utilizada para a criação de itens médicos e hospitalares.

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Plastic Sheet lamination (PSL)

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O PSL é um processo que mistura adição com subtração. Na máquina existe um rolo de filme plástico que é desenrolado, colado e prensado ao que depois é cortado na forma desejada. Como em outros processos, o modelo é feito a partir da sobreposição de camadas. Quando a lâmina móvel da máquina corta o objeto, não

remove seu material. Assim, a complexidade ou tamanho do objeto a ser produzido não influenciam no custo de cada utilização.

Benefícios

- Por não liberar cheiros tóxicos, pode ser utilizado em escritórios. - Produz peças de alta complexidade e podem ainda serem trabalhadas e finalizadas.

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Electron Beam Melting (EBM)

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Desenvolvido pela Arcam em 1997, este processo possibilita a impressão 3D em metal através de metal em pó, que é fundido em uma plataforma de construção por um feixe eletrônico. Também é outro processo que utiliza a sobreposição de camadas. É semelhante ao SLS, mas utiliza feixe eletrônico ao invés de laser. Sua câmara é a vácuo e consegue aquecer metal até 1000C, derretendo-o para então fundi-lo na forma final.

Benefícios

- Por trabalhar a vácuo, proporciona um ambiente livre de elementos tóxicos. Possibilitando a utilização em escritórios. - Possibilita a criação produtos em metais.

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Processo Subtrativo: - O processo subtrativo, diferentemente do aditivo trata-se da remoção de material. O produto normalmente está em sua forma bruta e precisa ser lapidado, esculpido. O que resulta em perda de matériaprima, uma grande quantidade de resíduos descartados. Outra desvantagem é a limitação de formas que podem ser trabalhadas se comparados com métodos aditivos.

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Plotter de Corte É uma máquina relativamente barata, muito utilizada para cortar materiais autocolantes de publicidade. Diferentemente dos processos aditivos, trabalha apenas com duas dimensões (2D). Possui uma lâmina que se move sobre o material, cortando-o e imprimindo imagens. É muito utilizada para fazer Logotipos e outros elementos de comunicação.

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Cortadora a Laser Esta máquina trabalha em duas dimensões, X e Y, podendo cortar e gravar diferentes tipos de materiais, como plásticos, tecidos, madeiras, metais, acrílicos, etc. Possui um corte muito preciso (0,02mm de desgaste do material), podendo ser utilizada para fazer peças complexas que possuam encaixes milimétricos. Normalmente cortadoras a laser utilizam CO2, e seu custo é relativamente alto se comparado a uma plotter.

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Um projeto inovador desenvolveu uma máquina cortadora a laser chamada GlowForge para as pessoas a terem em sua casa, podendo criar o que quiserem. A máquina é muito menor do que os modelos industriais e possui aparência semelhante à uma impressora jato de tinta. Seu preço é em dólar americano, mas ainda assim, bastante acessível. Saiba mais em: https://glowforge.com/

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Cortadora a Jato de Água Bem menos comum e difundida que a cortadora a laser, a máquina cortadora a jato de água utiliza água altamente pressurizada para cortar o material. Como a laser, ela se move apenas nos dois eixos cartesianos, X e Y, o que impossibilita executar um trabalho tridimensional, como nos processos aditivos. Sua precisão é semelhante à máquina cortadora a laser.

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Router CNC Talvez uma das máquinas mais conhecidas e comuns, funciona como um berbequim, utilizando uma broca especial em sua extremidade, movese em três dimensões. Por conta de utilizar uma broca, sua precisão é inferior às duas máquinas citadas anteriormente, pois ela vai cavando e desgastando o material. Também consegue cortar materiais resistentes como metais, por exemplo. (IMG. CNC router -> Máquina Router CNC) e (IMG. Corte cnc -> Corte em chapa de alumínio.)

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FabLab Quando o professor Neil Gershenfeld, professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology) começou a lecionar um curso chamado “How To Make (almost) Everything” (Como fazer quase de tudo), percebeu que não somente seus alunos, mas centenas de jovens apareciam em suas aulas. Eles ficavam entusiasmados com a possibilidade de produzir sonhos, idéias distantes, produtos inovadores. E queriam colocar a mão na massa, criar, construir, fabricar. O conceito de “construir sonhos” se popularizou e conquistou o mundo inteiro. Assim surgia a famosa rede FabLab.

O FabLab tornou-se um ambiente de puro aprendizado. Pessoas compartilham ideias, discutem projetos, solucionam problemas e difundem entre si experiências pessoas e profissionais, ajudando a criar um espaço criativo que

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incentiva a construção e fabricação de ideias. No FabLab há uma estrutura profissional, onde o criador pode desfrutar de máquinas industriais (de baixo e médio custo) para desenvolver seus projetos, fabricando protótipos rapidamente e economizando muito tempo e energia. Resumidamente, esta rede tornou-se uma plataforma de inovação social, digital e econômica, um lugar para fazer qualquer coisa! “(...) a nova arquitetura e design emergentes dos tempos atuais, são produtos concebidos no âmbito de uma comunidade mundial baseada na cooperação, envolvendo ideias de responsabilidade ecológica e social, utilizando a computação como um acelerador evolucionário.” (Frazer, 1995) Os FabLabs partilham dos mesmos princípios, equipamentos e processos afim de facilitar o compartilhamento

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de todo o aprendizado ocorrido dentro daquele espaço. Assim, é possível produzir em um FabLab o mesmo produto fabricado em uma unidade do outro lado do mundo. Ao redor do mundo já existem 679 laboratórios, é possível verificar a localização de cada um deles neste endereço: https://www.fablabs.io/labs Existe um documento que dita as regras que um FabLab deve seguir: Carta de Princípios do FabLab

O que é FabLab?

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FabLabs são uma rede global de laboratórios locais que fomentam o espírito de inovação e criatividade oferecendo acesso a ferramentas de fabricação digital. - O que há em um FabLab? FabLabs possuem um inventário comum com as

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capacidades essenciais para criar (quase) tudo, permitindo a partilha de projetos. - O que fornece a rede FabLab? Assistência operacional, educacional, técnica, financeira e logística para além do que está disponível localmente dentro de um laboratório. - Quem pode usar um FabLab? FabLabs estão disponíveis como um recurso para a comunidade, oferecendo acesso livre a indivíduos, assim como acesso à programação agendada. Quais são as suas responsabilidades? Segurança: Não ferir pessoas ou danificar equipamento Operações: Ajudar com a limpeza, manutenção e melhorias do laboratório; Conhecimento: Contribuir com documentação e instruções. - De quem são as criações desenvolvidas em um FabLab? Projetos e processos desenvolvidos em Fablabs podem ser protegidos e vendidos sempre que desejado, mas devem permanecer disponíveis à comunidade para uso e aprendizagem.

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- Como as empresas podem utilizar um FabLab? As atividades comerciais podem ser prototipadas e incubadas num FabLab, mas não devem conflitar com outros usos. Tais atividades devem crescer para além do laboratório, e é expetável que beneficiem os inventores e os Fablabs que contribuem para o seu sucesso.

Que máquinas existem em um FabLab? Cada FabLab é livre para complementar sua estrutura com quantas máquinas desejar, desde que possuam o equipamento digital obrigatório. Sejam ferramentas, eletrônicos, livros, softwares, manuais, etc. Materiais obrigatórios: Cortadora de Vinil (Plotter) Corte a Laser Fresadora CNC Fresadora de Precisão Impressão 3D

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Disciplina Modelos e Protótipos A disciplina modelos e protótipos da Universidade Belas Artes de São Paulo ministrada pelo Professor Me. Denivaldo Pereira Leite para alunos do quinto semestre do curso Design de Produto visou o compreendimento de fabricação digital e suas possibilidades. O professor introduziu a matéria de forma plena, explicando pontos e aspectos da história do desenvolvimento industrial, que nos trouxe a uma era de tecnologia, onde o limite é a criatividade do ser humano. Procurando aproveitar ao máximo a infra-estrutura da instituição, foram ensinadas ferramentas (softwares) que permitiriam a fabricação digital, assim, logo foi sugerido a produção de produtos utilizando as máquinas industriais pertencentes à faculdade, com a finalidade de que o aluno compreenda os obstáculos do maquinário e quais suas capacidades.

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A primeira proposta sugerida, foi o desenvolvimento de uma luminária a partir de um texto escolhido pela instituição, através de uma ferramenta digital denominada Grasshopper, a qual permitiu produzir as mais diversas formas através de programação visual. Esta luminária deveria ser fabricada em uma máquina laser ou impressora 3D. O principal objetivo do trabalho não tratava-se apenas de produzila, mas de disponibiliza-la na internet para a fácil reprodução de outros. Este é o conceito de “Open Source”, muito difundido na atualidade, onde podemos encontrar o que quiser na internet e reproduzir facilmente. (IMG. open) Como decisão unânime, o grupo de alunos decidiu utilizar um processo de adição, afim de conhecer seus obstáculos e entender o funcionamento do maquinário. (IMG. Makerbot) Após buscar muitas referências de urbanismo, interiores e tendências do design, foi decidido pelo grupo,

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aplicar formas hexagonais à uma luminária cilíndrica de mesa. O objetivo inicial era deixar a lâmpada invisível aos olhos do observador e utilizar uma iluminação fraca, causando um efeito de penumbra Inicialmente foram realizadas algumas tentativas de modelagem utilizando Grasshopper, mas infelizmente não soubemos aplicar um espaçamento entre as partes hexagonais que seriam vazadas, o que acabaria resultando em uma falha no momento da impressão 3D, por falta de estrutura. Foi então decidido realizar a modelagem no software Autodesk Maya e exporta-lo para o Rhinoceros afim de aplicar os códigos do grasshopper para a criação do arquivo de saída, com espessura. O arquivo foi apresentado ao professor responsável que ficou intrigado em reproduzir do zero a modelagem 3D no grasshopper. Após algumas horas “fritando o cérebro”, o arquivo foi finalizado. O maior problema na modelagem

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por grasshopper, foi o fechamento da surface, que acabava gerando uma ruptura na forma. Foi necessária uma intervenção no Rhinoceros para refazer e consertar aquela parte “manualmente”. Para a impressão, foi necessário dividir a luminária em 2 partes, por conta de seu tamanho que não poderia ser condicionado dentro da impressora 3D. A mesma possuía em sua totalidade 23cm de altura e 15cm de diâmetro, enquanto a área de impressão apenas 20cm de altura e 15cm de diâmetro. Foi dividida em base e tampa, que seriam coladas uma a outra após a impressão. A impressão da base ocorreu normalmente sem problemas, com duração de aproximadamente 6 horas. No momento de imprimir a tampa, percebeu-se divergências do arquivo. O técnico então identificou que seria necessário “girar” a tampa em 180 graus para que a impressora possuísse uma base sólida para começar a

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injetar o plástico. Esta segunda parte levou cerca de 5h30min para ficar pronta. Posteriormente, a base e tampa foram coladas utilizando uma cola fortíssima para fins industriais e feita a furação da parte superior do plástico para que fosse possível a passagem do fio da lâmpada. Então a luminária ficou pronta. Durante o processo de impressão, foram observadas técnicas interessantes e importantíssimas para uma boa produção. Como por exemplo a aplicação de cola na área de impressão, o que evita o material escorregar durante o processo. Outra questão, é a manipulação do arquivo de saída, que deve sempre possuir uma estrutura para suportar o objeto. No caso da luminária foi bastante simples a solução. Mas imagine imprimir um Figure action de braços abertos, não há nada que sustente os braços do boneco, a aplicação do plástico seria injetada no ar. Nesta situação pode ser melhor

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observada a necessidade de uma estrutura e planejamento para a impressão. Digitalização e transformação da arte. Conferência por Douglas Kenner, UCLA A arte ao longo do tempo vem alcançando diferentes dimensões e técnicas, acompanhada pela tecnologia. Desde uma simples obra de arte até um monumento arquitetônico o uso de ferramentas é necessário, então a tecnologia é uma peça-chave para a execução da arte. Entendendo a história e evolução da tecnologia, podemos compreender melhor a história da arte. No início a arte era visada e acessível apenas pela alta sociedade, mas com o passar do tempo e com o aprimoramento da tecnologia, a criação de computadores, softwares e internet, os recursos tornaram-se praticamente ilimitados. Hoje em dia qualquer um tem livre acesso a ferramentas digitais, permitindo assim que qualquer

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pessoa interaja ou até mesmo faça parte deste movimento tecno-cultural, tornando-se produtor e distribuidor de seu próprio trabalho. Transformando a arte, antes exclusiva de uma minoria em uma arte de massa. Tudo isso fez com que a percepção e forma de como as pessoas lidam com a arte mudasse. Vídeos no youtube como citado no texto são um ótimo exemplo dessa era digital. Uma pessoa qualquer consegue compartilhar um vídeo seu ou de seu trabalho na rede, onde outras pessoas também possuem acesso, podendo assim apoia-lo ou não. Outro exemplo são as “Open Sources” onde ferramentas são compartilhadas online pelos desenvolvedores em prol da comunidade, permitindo que qualquer pessoa tenha acesso àquele conteúdo. “Walter Benjamin acreditava que a cultura de massa poderia cultivar indivíduos mais críticos, livres da mistificação da alta cultura e

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capazes de julgar e analisar a sua própria cultura”. Sendo assim entendemos que nos dias atuais, devido a evolução da tecnologia e sua acessibilidade, temos uma arte de massa, processos digitais substituíram processos manuais fazendo com que na era da reprodução digital todos possam ser o que quiserem, artistas, jornalistas e produtores culturais, sem necessariamente terem vocação para tal.

vee.

Paraciclo Vee Após a entrega da luminária produzida em impressora 3D e entregue ao ilustre Professor Denivaldo que, infelizmente estabanado derrubou a luminária de sua mesa, danificando parte da impressão, foi realizado o briefing da segunda e última proposta do semestre. A prefeitura de São Paulo promoveu um Concurso Público Nacional de Ideias para Elementos de Mobiliário Urbano da Cidade de São

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Paulo, diante deste evento os alunos da disciplina deveriam escolher um entre nove itens de mobiliário urbano citados no site para que fosse desenvolvido um protótipo utilizando fabricação digital. Para o desenvolvimento da proposta, deveríamos pensar no que realmente a cidade carece, e oferecer algo viável de fácil reprodução, ótima qualidade e acima de tudo, baixo custo. Dentre as categorias Quiosque multiuso, Sanitário público, Abrigo em ponto de para de táxi, Família de bancos, Família de papeleiras, Bebedouro duplo, Família de paraciclos, Família de Balizadores, Família de guarda corpos, o grupo se identificou melhor com a proposta de Família de paraciclos.

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Contextualizando o Projeto Em sala de aula nosso professor de Modelos e Protótipos, nos propôs que entrássemos no Concurso Público Nacional de Ideias para Elementos de Mobiliário Urbano da Cidade de São Paulo, com a seguinte proposta. Projetar 09 elementos ou famílias de elementos de mobiliário urbano (quiosque multiuso, família de bancos, família de paraciclos, banheiro público, família de papeleiras, familia de balizadores, abrigo em ponto de parada de taxi, bebedouro duplo e família de guarda corpos), com a finalidade de criar produtos de boa qualidade, acessíveis, que serão instalados por todo o município, lembrando de sua necessidade fundamental na política de universalização do direito à cidade, democratização do acesso aos bens e serviços da cidade, além da qualificação dos espaços públicos e melhoria da paisagem urbana.

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Foi pensando nisso que resolvemos trabalhar a idéia do paraciclo. Na tentativa de estimular a população a abrir mão de seu meio de transporte motorizado, que além de gerar poluentes na atmosfera, acabam por gerar congestionamentos nas vias, problemas de saúde, tais como o estresse excessivo e problemas respiratórios, além de proporcionar um estilo de vida não tão saudável e sedentário.

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O grande problema não é usar o carro, mas sim usar o carro rotineiramente. Pessoas não abrem mão de pegar seu automóvel nem para comprar o seu simples pão na padaria de manhã. Foi questionando esse estilo de vida, que pensamos em uma forma de estimular esse novo hábito. Um dos elementos que regem um equilíbrio entre as cidades é o fluxo de pessoas que a circulam, estabelecendo questões como o desenvolvimento social, econômico, cientifico e tecnológico, elementos fundamentais para o bom funcionamento do mesmo. Rocha et al. (1973, p. 7) já dizia “[...] a humanidade é capaz de criar veículos que chegam à lua, mas não consegue resolver problemas triviais como ir de casa até o local de trabalho, de modo rápido, sem poluir o ar ou fabricar neuróticos”. A partir dessa frase, começamos a questionar o modo de vida da população em geral, onde a grande maioria se dispõem

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de meio de transportes motorizados para a sua locomoção nos grandes centros urbanos.

Vandalismo! Observando o que poderia gerar um desconforto ou até mesmo um impasse que dificultaria as pessoas a não circularem de bicicleta, reparamos que muitos dos lugares não se dispõem de um lugar próprio para estacionar o mesmo, o que na maioria das vezes gera insegurança por parte dos usuários. E em muitos lugares os paraciclos encontrados são de certa forma inapropriados, por não garantirem ao ciclista que sua bicicleta não será roubada ou danificada em sua estadia.

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É nesse cenário que se destacam os desafios enfrentados por aqueles que se dispõem de um transporte alternativo como as bicicletas e a população de uma forma geral: congestionamentos, poluição atmosférica, estresse, nível elevado de ruídos, transportes coletivos ineficientes entre outros. Fatores gerados pelo crescimento desordenado dos centros urbanos e alta taxa de automóveis nas ruas. Diante a todos esses fatores, criamos um paraciclo que se destaca dos demais, que geralmente possuem sua forma básica em “U”, sóbria, rústica e estática. O mundo ao nosso redor está em movimento, foi pensando nisso que desenvolvemos o paraciclo X, com um formato moderno e descontraído, ele basicamente funcionaria como uma espécie de gangorra.

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O usuรกrio acoplaria a roda dianteira de sua bicicleta e a empurraria, acionando assim o sistema de gangorra, que irรก estabilizar o mesmo no eixo do equipamento.

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Mobilidade Urbana

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O homem sempre teve a necessidade de estar em movimento, isso é um fato. Só que o seu deslocamento o que antes era apenas para sua subsistência, nos dias de hoje já englobam outros fatores, tais como, trabalho, estudo, lazer, compras, saúde, convivência com os demais entre outros. Tais deslocamentos se concretizam com diversas formas de transporte, que são diversificados por conta de inúmeros fatores, como, aspectos de renda, idade, gênero, valores e finalidades. Ou seja, a mobilidade urbana refere-se às condições de deslocamento da população no espaço geográfico das cidades. A mobilidade urbana no Brasil nos últimos anos vem ganhando mais destaque quando falamos em qualidade de vida, pois a maioria das grandes cidades do país, estão encontrando dificuldades de desenvolver

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meios para diminuir os congestionamentos e excesso de pedestres em áreas centrais, virtudes de meios transportes públicos sem qualidade, o que faz com que as pessoas cada vez mais procurem os meios de transportes individuais para solucionar seus problemas de locomoção. O que vemos então é o aumento da taxa de poluição atmosférica, interferindo em problemas naturais e climáticos em larga escala. Tendo isso em vista, temos as bicicletas como grandes aliadas para solucionar estes problemas. Além de estimular uma vida mais saudável sua taxa de poluição atmosférica é de 0%. Diminui os congestionamentos e estresse gerados pelo excesso de automóveis nas vias.

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Ciclomídia e Bike Point Com todo esse processo de tentar implementar e estimular o uso das bicicletas, as ciclo faixas, ciclo vias e paraciclos estão cada vez mais sendo disseminados pelas cidade, porém é um mercado que ainda precisa ser reconhecido e explorado. O ciclista está cada vez mais sendo olhado como um consumidor em potencial, indo e vindo ele pode acabar parando e consumindo em qualquer estabelecimento e na tentativa de agradar este público, cada vez mais estabelecimentos estão tentando se adequar aos seus gostos.

Para isso uma empresa denominada Ciclomidia vem inovando com seus produtos e serviços, tendo um foco para solução de problemas como estacionamento de bicicletas: paraciclos, bicicletarios e Bike Valet para eventos. Um grande exemplo são os “Bike Points”, estabelecimentos que querem expadir seus negócios acabam contando com essa empresa parar garantir uma infra-estrutura que atendam os ciclistas que estão a procura de um lugar para alimentação e lazer.

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Negรณcio Sobre Duas Rodas

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AHORAÉAGORA O consultor de marketing do Sebrae-SP. Adriano Augusto Campos. afirma que este é um momento interessante para investir em um negócio voltado ao ciclismo, pois tanto os cidadãos quanto o poder público e as empresas estão muito mais conscientes sobre a importância da bicicleta e da infra-estrutura viária para a mobilidade urbana e a qualidade de vida em geral. Muitas pessoas já estão adotando a bicicleta em vários momentos de suas vidas: para ir ao trabalho e à escola, lazer um passeio, entre outras situações. Com a entrada de novos ciclistas no mercado, nos próximos anos, não vai faltar quem precise de consertos ou quem queira serviços e experiências especiais. Portanto, os negócios voltados para esse público podem aproveitar o aumento do interesse do consumidor

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sobre o assunto e a grande visibilidade que a bicicleta vem tendo. Os cuidados ao montar “um, negócio com foco no ciclismo são os mesmos necessários a outros segmentos do mercado, porém pede atenção especial para a análise do público-alvo, comportamentos. desejos e potencial de consumo, da concorrência e da infraestrutura necessária para viabilizar o negócio. De acordo com o consultor do Sebrae, ter experiência no segmento é um grande diferencial, embora não seja um pré-requisito obrigatório, Isso porque conhecer o mercado sob outro ponto de vista, alem do empresarial, pode facilitar a compreensão das necessidades e dos desejos do público e permitir que a empresa tenha boas “sacadas” para surpreender o mercado e ser ainda mais competitiva. Afinal. Quem inova se diferencia.

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Outro ponto a favor de empreender na área é não precisar necessariamente de um alto investimento inicial, a não ser para os negócios fora do segmento de fabricação de bicicletas e de itens que envolvam alta tecnologia. Atuar em nichos pode oferecer a chance de a empresa não necessitar de capital inicial elevado - por exemplo, a elaboração de pinturas especiais e estilizadas em bicicletas ou biketours. O mercado no Brasil voltado para o público que pedala ainda é pouco maduro em comparação a outros países da Europa e EUA, Por exemplo. Portanto, há espaço para o desenvolvimento de iniciativas diferenciadas, pois apenas agora há o acesso de novos consumidores a esse mercado, que deixou de ser restrito aos amantes da bicicleta e está atraindo o público em geral.

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Muitos empreendedores, especialmente os de pequeno porte. estão percebendo que a atuação em nichos de mercado exige atenção especial aos detalhes que chamam a atenção do consumidor. Por isso, precisam entender que um atendimento impecável, a qualidade de produtos e a customização podem ser boas saídas para ser mais competitivo. O empresário pode e deve buscar capacitações em vários locais. O Sebrae, com unidades em todos os estados do País, pode ser uma boa alternativa para quem busca qualificação em gestão empresarial e precisa aprimorar seu comportamento empreendedor. Mas também é possível buscar apoio em eventos. Por meio de mídia especializada, no contato com outros empreendedores mais experientes e até mesmo, em pesquisas de mercado brasileiro e de outros países! para identificar tendências.

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a. de ser vendid tuita. Não po Publicação gra

Marketing

des CiclOportunida

Pedale e lucre mais com a mobilidade urbana

Uma boa recomendação é acessar a cartilha CiclOportunidades - Pedale e lucre mais com a mobilidade, organizada pelos especialistas Adriano Augusto Campos e Luis Claudio Pereira ambos consultores de marketing do Sebrae-SPI. Ela está disponível no www.sebraesp.com.br/arquivos_site/ biblioteca/sebraeresponde/sebraeresponde_rnarkeling_ cicloportunidades.

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Modelagem do Paraciclo

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Nosso paraciclo desde o Ă­nicio do projeto foi pensado para ser simples e funcional, como pode ser visto no modelo 01 feito em Rhinoceros.

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Como pode-se ver na imagem, ela retrata a ideia inicial do projeto, tendo seu funcionamento em torno de um eixo no qual ela seria facilmente movimentada.

Utilizando desta mesma ideia, comeรงamos a testar diferentes visuais que deixassem o paraciclo mais atrativo, como por exemplo o nosso modelo 02.

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Ainda neste ponto não estávamos trabalhando com medidas, nem com os ângulos necessários para o real funcionamento do projeto. Tentamos logo após estas ideias iniciais, fazer outro modelo que fosse mais complexo, e mais completo,

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para termos um meio de comparar funcionalidade, viabilidade, entre outros fatores fundamentais na criação de um produto, foi neste momento em que surgiu o modelo 03 como pode ser visto na imagem:


Neste paraciclo, o funcionamento seria feito por meio de um sistema de sobe e desce que funcionaria “abraçando” a estrutura central dele, com um fim de curso na parte superior e também na inferior da área de movimentação do braço. A parte a encostar no quadro da bicicleta seria emborrachada para não danificar a bicicleta e ele seria travado por meio de fechadura impedindo que outra pessoa pudesse destravar e furtar a bicicleta do usuário. Além disto outro diferencial que este modelo teria, seria o baú para capacetes e pertences pessoais, que seria fechado com a utilização de um cadeado simples.

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Após analisar a fundo o modelo 03, percebemos que o mesmo não seria viável devido à maior complexidade de fabricação, maior custo, maior demanda de espaço entre

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outras coisas que acabaram nos fazendo descartar a ideia de leva-lo a diante. Voltando a pensar nos modelos 01 e 02, desenvolvemos o modelo 04.


Neste modelo 05 foram acrescentadas as argolas de travamento, por onde seria passada a corrente que travaria a bike pelo quadro, próximo ao garfo e parte central dos guidões e já estávamos começando a

trabalhar com as medidas para que a peça realmente viesse a ser funcional, mas ainda faltavam muitos ajustes, pois era estreito demais e bateria no garfo e nos pedais da bicicleta.

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Com um desenho mais orgânico, pensado para ser bonito e funcional, arestas arredondadas para não machucar nem o usuårio e nem sua bicicleta, pensado para ser fabricado de material plåstico injetado, com pintura brilhante.

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Este modelo mantém o funcionamento por meio de um eixo, no qual podem ser posicionados vários paraciclos lado a lado em 1 único eixo:

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E o funcionamento com as bicicletas ficaria assim:

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Apesar deste modelo solucionar muitos dos problemas, ainda seria muito complexo de ser feito, e para alguns modelos de bicicleta sua argola de fixação ficaria muito alta, além de poder pegar nos pedais de bicicletas menores, nós o fizemos baseado nas medidas das bicicletas com rodas aro 20. Por fim resolvemos simplificar a forma, de maneira na qual o nosso paraciclo possa ser usado em bicicletas menores, de forma que não pegue nem no guidão, nem nos pedais, apenas com raras exceções. Tendo em vista isto criamos o Modelo 06, que será fabricado também em Poliuretano injetado de alta densidade, o que irá garantir resistência o suficiente tanto quanto à ação do tempo, quanto ao uso da peça.

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Nele tambĂŠm serĂĄ possĂ­vel a montagem de diversos paraciclos lado a lado.

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Nele a fixação das bikes será feita pelos grandes oblongos que possibilitam a fixação desde bicicletas maiores e até bicicletas menores. Este conjunto de paraciclos será fixado no chão por meio de parafusos 4 de 1” e por meio de uma base fabricada de ferro fundido.

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O conjunto de paraciclos terá sua movimentação feita em torno do eixo de 1” que passará entre todo o sistema, da fixação de um lado, até à fixação do outro lado

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Para limitar a distância entre eles, um tubo com diâmetro interno de 27mm, externo de 60mm e comprimento de 489,2mm serå encaixado entre os paraciclos.

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Como os braços do nosso paraciclo são peças avulsas encaixadas na base central, iremos utilizar um pequeno eixo com porca travante nos cantos, de forma que limite o posicionamento dos braços, impedindo-os de saírem da posição ideal para o perfeito funcionamento do paraciclo. Uma bicicleta de adulto com rodas de 20” em relação ao paraciclo ficará como na imagem ao lado:

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Negócio sobre duas rodas Ao conquistar mais adeptos, a magrela, cada vez mais, inspira negócios em variadas áreas e revela que investir no ciclismo é lucrativo

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Em países como Holanda e China, a bicicleta é o principal meio de transporte. Aqui no Brasil, com a chegada da mountain bike e do triatlo. Na década de 1990, a magrela ganhou novos adeptos.

Vale prestar serviços como os de reparos, comercializar produtos, peças, acessórios, roupas etc. Vender isotônicos, barras de cereais, proteínas, carboidratos e outros alimentos energéticos para ciclistas e triatletas, apostar em unir oficina, loja e bar em um mesmo espaço, entre outras possibilidades. O músico Gustavo Carvalho abriu um negócio próprio inspirado em sua paixão pela bike.

KuritBike

Agora, com o crescente número de cidades ganhando ciclovias para incentivar o uso desse veículo como meio de transporte uma saída para reduzir engarrafamentos e combater à poluição, investir em um negócio com foco na bicicleta é uma boa alternativa.

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Ele conta que deixou sua cidade natal, Florianópolis [SC], em 2007 e mudou-se para Curitiba [PR] a convite de uma orquestra da cidade. Com o tempo. viu que só com a atividade de músico dificilmente teria o respaldo financeiro que pretendia. Por gostar de andar de bicicleta e ter conhecido a capital paranaense pedalando, ele teve a ideia de montar um negócio para turistas e curitibanos conhecerem melhor a cidade da mesma forma, pedalando. Foi com esse foco que abriu a KuritBike – Ciclo-turismo Urbano. em 2010, na época a primeira agência do Brasil especializada em tours urbanos em bikes. Carvalho pediu emprestado a um amigo R$ 1,5 mil para montar um site e imprimir cartões de visita, e outros R$4 mil a um colega músico para comprar as primeiras cinco bikes.

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Acabou fechando com o lojista que lhe vendeu as magrelas como um tipo de permuta. Enquanto ele usaria um espaço do estabelecimento para oferecer seus serviços, o dono da loja, em troca, contaria com esses mesmos serviços como chamariz para fidelizar e conquistar novos clientes. Para assegurar o sustento da família, Carvalho não abandonou o emprego na orquestra; assim pôde, no início, reinvestir todo o lucro na própria empresa. Ele conta que seu primeiro prólabore veio após quatros anos de operação, para adquirir conhecimento em gestão, o músico fez cursos no Sebrae o que ajudaram a montar um plano de negócios, e também procurou outras capacitações e consultorias. Como não conhecia o mercado de turismo. ele se conectou a uma rede de empresários especializados em turismo receptivo. que lhes ensinaram

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os rudimentos básicos da operação – como preparar roteiros, anunciar, captar clientes etc. Seu conhecimento no universo foi crescendo e, hoje Carvalho é presidente da associação Núcleo de Turismo Receptivo de Curitiba. O empresário também não se descuidou da divulgação dos serviços: distribuiu panfletos em postos de informação para turistas, criou um site e se vale do Tripadvisor para promover os tours de bike. Hoje, seis anos depois, a KuritBike é conhecida no mercado e Gustavo Carvalho e sua esposa Helen que trabalha como gerente da empresa vivem apenas dos rendimentos do negócio. Ele conta que chegou a ter três sócios capitalistas investindo na empresa. mas atualmente é o único proprietário, e calcula que nesses seis anos foram investidos R$ 150 mil na empresa. que hoje fatura, em média, cerca de R$ 15 mil bruto por mês.

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Com uma frota de 100 bikes, a KuritBike ocupa um espaço de 150 rn2 em um imóvel alugado, onde trabalham até oito funcionários freelancers [condutores dos passeios]. A empresa oferece aos clientes roteiros exclusivos, como um tour pelas cafeterias de Curitiba. especializadas em cafés gourmet especiais, e também um tour de observação de grafites, além de outras sete opções de roteiros. “Somos a maior empresa de aluguel de bicicletas do Paraná, com a maior frota de bikes do estado, o que nos permite atender a grupos de escolas e empresas que oferecem os tours a funcionários e clientes”. diz Carvalho. Satisfeito com o negócio, o empresário tem planos de colocar a KuritBike na era mobile (celulares) e para isso, está desenvolvendo um aplicativo com a finalidade de oferecer bike tours autoguiados aos seus clientes. A idéia é que o aplicativo ofereça ao ciclista vários

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roteiros cadastrados, os quais ele pode acessar por meio do GPS de seu smartphone. Nesse novo passo da empresa, o Sebrae foi novamente um parceiro, ao fornecer apoio para o desenvolvimento do aplicativo por meio do Sebraetec. Outro plano futuro envolve a criação de uma franquia com a marca KuritBike, o que vem sendo solicitado por interessados em replicar o serviço.

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MERCADO GARANTIDO

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As bicicletas são ágeis, silenciosas e não usam combustível, portanto, não emitem gás carbônico na atmosfera e não poluem o ar. Além disso, alivia o trânsito e dispensa gastar com estacionamento. Foi pensando nisso que os irmãos Danilo e Rafael Mambretti, que sonham com um mundo melhor, decidiram fundar, no final de 2010, em São Paulo (SP], uma empresa que fizesse entregas expressas por meio de bicicletas. Assim surgiu a Carbono Zero Courier, na época, eles tiveram a iniciativa e a coragem de iniciar um negócio totalmente novo no Brasil e para isso investiram aproximadamente R$ 50 mil.

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Carbono Zero

Substituir a moto pela bicicleta para fazer a entrega de documentos e produtos traz inúmeras vantagens ao meio ambiente e ao bem-estar.


Entre 2011 e 2013, ONGs, associações e grandes empresas começaram a aderir ao serviço e o negócio cresceu, o que levou os sócios a contratarem o consultor Leonardo Lorentz para conduzir e acelerar ainda mais a expansão. Em 2014, Lorentz acabou assumindo o negócio. Quando os fundadores decidiram viver no exterior, o consultor trouxe três novos sócios para injetar capital e ter como iniciar um novo ciclo de crescimento da empresa. Agora com a utilização de scooters elétricas, o que possibilitou ampliar a área de entrega para todas as cidades em torno de São Paulo. Lorentz conta que nos últimos dois anos a empresa recebeu um forte investimento em tecnologia, envolvendo sistema de aplicativo para computadores e smartphones com GPS, bicicletas, scooters elétricas e capital de giro com cerca de R$ 700 mil.

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Em 2015, a marca ganhou novas unidades em São Paulo, Barueri e Baixada Santista e diversificou os serviços. A Carbono Zero passou a transportar, além de documentos, também produtos vendidos via e-commerce, alimentos, roupas, óculos, exames médicos, flores etc. Hoje a empresa que iniciou suas atividades contando com quatro pessoas, tem uma equipe com 115 funcionários e pretende chegar a 160 até o final de 2016. De acordo com Lorentz, apesar do avanço da tecnologia, ainda são emitidos muitos documentos em papel, sem contar as outras demandas por transporte e a preocupação crescente com práticas a favor do meio ambiente. Essa soma garante um ótimo potencial de crescimento ao segmento. Tanto que a Carbono Zero tem planos ambiciosos de quintuplicar o tamanho nos próximos cinco anos.

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Para isso, no momento os gestores estão captando recursos por meio do EquityCrowdfunding, uma modalidade de financiamento coletivo e acabam de lançar a oferta pública por meio da plataforma Broota, que visa conseguir com os títulos de divida conversíveis em ações, um montante de R$ 600 mil em um prazo de cinco anos. “A meta é manter o crescimento contínuo, atraindo e remunerando investidores e entusiastas desse setor”. diz o executivo. O mercado de entregas expressas movimenta números atraentes. De acordo com Lorentz, existem cerca de 220 mil motoboys só em São Paulo. “Se cada um deles fatura, em média, R$ 2.500 por mês, o valor total supera R$ 6 bilhões por ano. Conquistar apenas 1% desse mercado é faturar mais de R$ 60 milhões por ano”, calcula.

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FOCO NOS IMPORTADOS

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DandaBike

O empresário gaúcho Jandir Bradbury, que em 1991, resolveu atuar no ramo de bicicletas. na pequena cidade de Campo Bom, próxima a Porto Alegre [RS], conquistou seu mercado oferecendo produtos diferentes e inéditos. Formado em técnico de mecânicas Bradbury começou a trabalhar nas indústrias da região. mas, em pouco tempo, descobriu que esse trabalho era monótono e desinteressante. Assim, resolveu se dedicar àquilo de que realmente gostava: bicicletas. Ele sentiu que esse mercado seria promissor e quem investisse em especialização teria boas chances de ter sucesso. Decidido, Bradbury investiu cerca de R$ 50 mil [em valores atuais em uma pequena oficina mecânica para consertos e manutenção de bicicletas. Com o tempo, resolveu também atuar no comércio e passou a oferecer acessórios em seu estabelecimento.

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De acordo com o empresário, naquela época, era difícil o consumidor ter acesso a produtos de qualidade. Após Cinco anos de atividade, Bradbury convidou seu irmão Jairo Luis para ser sócio e juntos, investiram na compra de mais equipamentos. Até então, a bicicleta era vista somente como meio de locomoção; portanto, a dupla resolveu apostar em uma novidade no Brasil: o ciclismo esportivo, também destinado ao lazer. Para isso, os irmãos pesquisaram e entraram em contato com fabricantes e distribuidores no exterior, e trouxeram para a loja bikes e acessórios importados, que não existiam no Brasil. A estratégia deu certo e chamou a atenção dos clientes e a partir daí, a pequena oficina começou a se transformar em uma loja especializada, com um mix de produtos variados.

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Confirmando que o segmento tinha muito potencial para crescer, os sócios resolveram em 2007, mudar para uma cidade maior. Novo Hamburgo [RS], o que exigiu um investimento adicional de R$ 150 mil. Assim surgiu a DandaBike, que comercializa bicicletas, roupas e acessórios importados, sofisticados e diferenciados. Como estratégia de divulgação, os sócios passaram a promover passeios gratuitos de bicicleta pela região, com roteiros atraentes para grupos com até 50 pessoas. Para adquirir conhecimentos para empreender, Bradbury cursou administração de empresas e fez cursos de aperfeiçoamento no Sebrae RS, além de participar do Programa Agentes Locais de Inovação [AL], que tem o objetivo de promover a prática continuada de ações de inovação nas empresas de pequeno porte, por meio de orientação gratuita e personalizada.

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Sempre dependi de importação, o que é muito arriscado aqui no Brasil pelo fato de o câmbio do dólar flutuar bastante. “A flutuação cambial impede que se faça uma programação em longo prazo. Por isso, é preciso ficar atento e em um ano favorável, se preparar para enfrentar outros que podem dificultar ter um bom estoque para quem importa. Além desse cuidado, sempre trabalhamos muito enxutos e hoje temos somente cinco funcionários”, informa. Em 2015, por ocasião dos 25 anos de atividade da empresa, a marca ganhou uma loja própria com 750m2 e três andares. Ela foi mobiliada com um aporte de R$ 400 mil. Sendo que parte desse montante foi financiada. A nova loja mantém o foco no público esportista, que usa a bike como instrumento de diversão e não de trabalho. Atende também, atletas profissionais e atletas de “final de semana”, oferecendo bikes e acessórios de primeira linha de marcas de prestígio.

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MARCA PRÓPRIA

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No interior de São Paulo, em São José do Rio Preto, o empresário Fernando Lucas foi outro que enxergou no mercado das bicicletas uma chance para empreender. Em 2007, ele abriu a Sportix, uma importadora e distribuidora de produtos voltados ao ciclista.

Em uma viagem de trabalho ao exterior, ele conheceu um alemão fabricante de bicicletas que estava interessado em ter um distribuidor no Brasil. Depois de um ano, Lucas amadureceu a ideia e o procurou para fechar o contrato. De acordo com o empresário, ciclismo não é uma moda. é uma tendência. Certo disso. em cinco anos. Lucas investiu cerca de R$ 500 mil no

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Sportix

Até então, Lucas havia atuado como professor de marketing e consultor empresarial e adquirido experiência como empreendedor à frente de alguns negócios próprios.


negócio e a Sportix conquistou clientes em todo o Brasil, comercializando produtos de qualidade e tecnologia com marca própria. Porém, chegou um momento em que foi necessário rever os planos de expansão. Foi quando Lucas decidiu deixar de fabricar para focar no varejo e, em 2013, abriu a primeira loja SportixBike Shop, em São José do Rio Preto, e um e-commerce. Ou seja, a franquia da marca nasceu nesse mesmo ano, para ser testada nessa primeira loja própria. “Inauguramos a loja já com a intenção de operá-la como uma unidade piloto de uma rede de franquia. Para isso, nós treinamos exaustivamente os funcionários e aprendemos muito dentro do nosso espaço”, diz. Em menos de um ano, a rede SportixBike Shop inaugurou sua primeira unidade franqueada em Alphaville, São Paulo, a qual ajudou no amadurecimento do projeto.

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Quando Lucas sentiu que a franquia SportixBike Shop já estava devidamente testada e madura, resolveu partir para a venda de outras unidades, o que aconteceu no segundo semestre de 2015. Em fevereiro de 2016, a SportixBike Shop inaugurou uma unidade em Salvador [BA] e a meta é fechar o ano com 12 unidades e 2017 com 20 lojas, todas em grandes cidades. Em 2015, a rede SportixBike Shop faturou R$ 2,5 milhões e a meta é multiplicar esse valor pelo número de franquias abertas. Para sustentar a expansão, a rede investe em revistas segmentadas de franchising e do segmento de ciclismo. Atualmente, a marca tem em seu portfólio cerca de três mil produtos, entre peças de bikes, vestuários, acessórios e itens de segurança. “Oferecemos uma linha de produtos completa para todos os perfis de clientes. Existe a bicicleta certa para cada pessoa e nós a auxiliamos a encontra-la”. afirma Lucas.

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CICLOPORTUNIDADES SEGMENTOSPARA INVESTIR

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Venda de Bicicletas - Uma alta demanda de bicicletas. de todos os tipos, para um público bem diversificado pedalar a lazer ou ir ao trabalho. em ambientes urbano. rural e esportivo. Produção de Peças e Acessórios – Um mundo de produtos... Centenas de peças e acessórios no mercado com oportunidades reais para empreendedores do comércio, serviço e indústria. Oficinas de Bicicletas [Conserto, reparação e manutenção] Com demanda estimada em 1 milhão de novos ciclistas nos próximos anos. apenas na cidade de São Paulo. não vai faltar quem precise arrumar um pneu furado, aro torto. corrente quebrada, freios, pedal solto. câmbio de marchas... Bicicletário/Paraciclo Empresas. condomínios residenciais e comerciais terão de se adaptar aos ciclistas. Use a criatividade para inovar no design do bicicletário e

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paraciclo. Esse é um local que pode ser visto até mesmo por quem não está de bicicleta e. certamente, chamará a atenção de quem passa próximo ao seu estabelecimento. Que tal adotar cores e formatos próprios inspirados na sua marca? O seu paraciclo pode se tornar uma referência ou até mesmo um ponto de encontro. Vestiário - Produza vestiários adequados para esse novo público. Ele merece! Moda Bike Fashion - Use e abuse da criatividade no desenvolvimento de modelos de roupas com tecidos e design variados. Cartão Bike de Fidelidade com Estabelecimentos BikeFriendly - Os ciclistas também têm o seu clube de amigos. Fidelização de clientes por meio de um cartão que acumula pontos em troca de vantagens. Benefícios e descontos em lojas e empresas afiliadas é uma boa iniciativa.

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Bike Courier [Serviço de Delivery Sustentável - Para até médias distâncias. Amplie e melhore seu atendimento por meio da bicicleta com serviços de entregas de galões de água. carnes, flores, alimentos e produtos pet. BikeThru - Imagine receber em sua padaria. lanchonete. pizzaria, além dos motoristas de carro, ciclistas que querem comprar pães, leite. suco, lanches. pizza. esfihas, sem sair da bicicleta! Cicloturismo e Roteiros - Para conhecer regiões e cidades. Nós somos um país turístico! Cicloturismo urbano ou rural. em alguns pontos da cidade. com passeios diurnos e noturnos acompanhados por guias e profissionais especializados é uma boa pedida. Publicidade Direcionada - Que tal utilizar seu estacionamento ou paraciclo para expor a sua marca, informar os clientes ou até mesmo destacar seus produtos? Dependendo das

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suas instalações. essa ação pode contribuir na visibilidade da sua empresa, não só para os ciclistas. mas também para as pessoas que circulam próximo da sua empresa. Contudo. é importante considerar e respeitar a legislação municipal que regula os limites visuais de publicidade. BikeValet para Eventos. Bares. Restaurantes - É um serviço semelhante ao realizado para automóveis quando chegam a algum estabelecimento comercial ou evento, ou seja. uma empresa que se encarrega de manobrar e estacionar com segurança sua bicicleta. Essa ação. além de oferecer facilidades para o público que utiliza bicicletas. também ajuda a aumentar a exposição da marca perante os frequentadores. Empréstimo de Bicicleta - Que tal emprestar uma bicicleta para o cliente que deixar o veículo em sua oficina mecânica, lava rápido ou

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estacionamento? Seja qual for a empresa. o empréstimo de bicicletas pode demonstrar o cuidado que você tem com seus clientes. Aluguel de bicicletas - Sugerese oferecer esse tipo de serviço em pontos estratégicos. como parques, entre outros. Ações Promocionais para o Público Ciclista - Ofereça descontos. vantagens ou experiências diferentes que. sem dúvida. Vão ajudar a reforçar sua marca e atrair novos clientes. Crie produtos novos ou adaptados. como. pratos com sabores ou combinações inspiradas no ciclismo. Não se esqueça de divulgar o produto. Aplicativos para Bicicletas Serviços de geo localização. rotas de turismo. mapas de ciclovias/ciclo faixas. estabelecimentos bikefriendly etc. facilitam a vida dos usuários. Seguros para Bicicletas A demanda por seguros só aumenta. Manter a bike protegida por

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coberturas especiais pode. definitivamente, tranquilizar o ciclista. Assessoria de Bike Esportiva – Serviços especializados de um personal biker podem ajudar e muito aqueles ciclistas que buscam ajuda profissional para planejar treinos e competições ou até mesmo para apenas passear em família. Parceria com Estacionamentos Privados Nem sempre é possível disponibilizar espaço destinado a abrigar as bicicletas no seu estabelecimento. Nesse caso. realize parcerias com estacionamentos privados para que você e seu cliente fiquem tranquilos. Café Bike - Café temático direcionado para os ciclistas pode ser um grande diferencial em seu bairro e cidade. Restaurantes - Dê as boasvindas aos ciclistas para almoçar ou jantar no seu restaurante. com um preço especial, bicicletário ou serviço de bikevalet.

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B&B&B - Bike. Boda-Breakfast – Imagine você sair de bicicleta da sua cidade. em um sábado. com seu grupo de amigos e. após muitas pedaladas. pernoitar em um local de hospedagem no conceito B&B&B - Bike Bicicletal. Bed [Cama] e Breakfast [Café da manhã) e saírem no domingo para conhecer outra parte da cidade, participar de um evento ou conhecer outros pontos turísticos. Será melhor ainda se for barato! Hotéis. Hostels. Pousadas e Albergues Estabelecimentos próximos de ciclovias e ciclo faixas podem se beneficiar e oferecer bicicletas aos turistas. brasileiros e estrangeiros. no momento do check-in. Pode ser um sistema gratuito em forma de benefício e vantagem competitiva. ou cobrado por meio de locação. serviço compartilhado ou terceirizado. Com certeza a experiência na cidade será inesquecível! Biblio bike Levar conhecimento literário até o

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leitor infantil. jovem. adulto ou idoso é uma boa pedida. Bikultura - Economia criativa sobre duas rodas. Artistas. atores. músicos, mimicos, contadores de história. cantores, palhaços, poetas, transportando cultura, história, humor e imaginação em pontos turísticos. parques, praças públicas ou uma criativa ação promocional no ponto de venda do comércio podem alavancar vendas em datas comemorativas. FoodBlke Ótima oportunidade de levar sua gastronomia a vários pontos da cidade, mas não se esqueça de consultar a legislação municipal. Embalagens O desenvolvimento de embalagens. cestas, suportes criativos, práticos e confortáveis pode facilitar a vida do ciclista ao transportar sua mercadoria. Oportunidades para Empreendedores individuais - É possível promover a

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adoção da bicicleta pelos empreendedores individuais como ferramenta de trabalho e transporte de produtos e mercadorias.Artesãos. azulejistas. borracheiros, bikeboy. cabeleireiros. chaveiros, comerciantes de cosméticos e perfumaria, comerciantes de materiais elétricos/ hidráulicos. depiladores. entre tantos outros são alguns desses profissionais. Centro Bicicleta de Cultura Um espaço público-privado [conceito de mini parque] onde o público ingressa’de bicicleta e respira o puro ar da natureza e da economia criativa cinema, artes cênicas, circo. história, apresentações musicais, literatura. arte visuais. gastronomia. artesanato. fotografia. Um centro com museu apresentando a história da bicicleta. salas indoor e outdoor de cinema e teatro. biblioteca. restaurantes, lanchonetes. foodtruck/foodbike. apresentações e exposições culturais é uma saída de sucesso.

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Negócios Imobiliários Próximos à ciclovia e ciclo faixa. imobiliárias têm uma grande oportunidade de fomentar negócios com esse novo público que busca agilidade. Comodidade e qualidade de vida. BrazlllenBlke - 0 Brasil está na moda! Vamos aplicar a brasilidade, muito valorizada pelos estrangeiros e buscar mercado lá fora. Fonte: cartilha Cicloponunidades - Pedale e lucre mais com a mobilidade. organizada pelos especialistas Adriano Augusto Campos e Luis Claudio Pereira. consultores de marketing do Sebrae-SP.

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DADOS DO MERCADO

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O mercado nacional de bicicletas sempre esteve dividido em quatro grandes frentes – recreação e lazer. esporte e competição. brinquedos e transporte básico. Porém. de alguns anos para cá. com o surgimento de ciclo faixas. ciclovias e infraestrutura ciclo viária. nasceu um novo segmento de mercado, chamado de Mobilidade Urbana. que comporta bicicletas desenvolvidas com tecnologia, componentes e design específicos para esse fim. Esse segmento ainda é pequeno. pois se trata de um fenômeno novo no País e muitos ainda usam produtos destinados ao esporte/ competição e recreação/ lazer para se locomover nas cidades. Essas três categorias de mercado. compostas por produtos de maior valor agregado, crescem sustentadas pela elevação da renda - uma mudança cultural que apoia o uso da bicicleta e

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a expansão da infraestrutura ciclo viária nas cidades - para enfrentar os problemas de congestão urbana cada vez maior. De acordo com a ABRACICLO [Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores. Motonetas. Bicicletas e Similares]. a fabricação nacional de motocicletas. concentrada principalmente no Polo Industrial de Manaus, está entre as cinco maiores do mundo. Já no segmento de bicicletas. o Brasil está na terceira posição entre os principais produtores mundiais. No total. esse setor gera cerca de 20 mil empregos diretos.

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“Este é um momento interessante para investir em um negócio voltado ao ciclismo, pois tanto os cidadãos quanto o poder público e as empresas estão muito mais conscientes sobre a importância da bicicleta e da infra-estrutura viária para a mobilidade urbana e a qualidade de vida em geral. Muitas pessoas já estão adotando a bicicleta em vários momentos de suas vidas: para ir ao trabalho e à escola, fazer um passeio, entre outras situações”

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Referências

http://site.designoteca.com/2012/01/20/fabricacao-digital/ http://www.rbfd.com.br/ https://mariamanfrim.wordpress.com/2015/04/24/fabricacao-digital/ http://blog.wishbox.net.br/2015/09/24/afinal-o-que-e-manufatura-aditiva/ http://www.stratasys.com/br/impressoras-3d/technologies/fdm-technology http://pt.3dilla.com http://www.garagemfablab.com.br/sobre/ Revista Meu Próprio Negócio

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Paraciclos e Fabricação Digital