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REVISTA PROVALE / EDIÇÃO 5 - ANO III - MAIO 2010

EM RITMO DE

COPA DO MUNDO

PDI

Plano de Desenvolvimento Institucional visa uma gestão democrátia Pág. 06

VIII JORNADA CULTURAL

Evento integrou universidade e comunidade Pág. 08

COPA DO MUNDO

Não perca nenhum jogo, confira a tabela! Pág. 49


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EDITORIAL

O sucesso acontece pelo trabalho de todos

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esta edição, temos como matéria principal o Plano de Desenvolvimento Institucional da Universidade Estadual de Goiás que se fundamenta na gestão democrática, autonomia administrativa, didático-científica e gestão financeira. É uma prerrogativa da atual gestão da UEG defender o ensino de qualidade, público e gratuito, e promover a igualdade de condições de acesso e permanência do discente na Instituição e o fortalecimento dos convênios, acordos de mútua cooperação, contratos e diálogos com a sociedade. Vamos retratar também o sucesso alcançado com a VIII Jornada Cultural,

a qual teve como tema Cultura e Protagonismo Juvenil. O objetivo de integrar a universidade e a comunidade por meio de experiências artísticas coletivas e diálogos que expressaram cidadania e autonomia da juventude ceresina e rialmense foi, mais uma vez, alcançado graças ao empenho e dedicação dos coordenadores e organizadores do evento. Dentro deste universo, que teve como público alvo acadêmicos e sociedade, foram discutidos vários assuntos, principalmente como as drogas entram em nas casas das famílias brasileiras. Realidade que se apresenta cada vez mais cruel. Contaremos, ainda,

EXPEDIENTE A Revista Provale é uma publicação da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Progresso do Vale Provale. Os artigos e matérias assinadas são de inteira responsabilidade dos seus autores e não representam, necessariamente, a posição da OSCIP/Provale.

com uma série de artigos relacionados a saúde, tecnologia, beleza, comportamento, colunas com dicas de saúde e leitura, os quais vêm somar conhecimento, curiosidade e informação aos nossos leitores. Ano de Copa, não poderíamos deixar passar em branco a “paixão nacional”, o futebol! Presenteamos os leitores com fatos históricos, curiosidades da Copa, escala oficial e tabela de jogos para aqueles que quiserem acompanhar e anotar todos os resultados. É com orgulho que apresentamos mais uma edição, a quinta, da Revista Provale, projeto que está cada dia mais maduro e consolidado em nossa so-

Coordenação Geral: Cássia de Sousa Fonseca Meireles

Tiragem: 3 mil exemplares

Jornalista Responsável: (Redação, reportagens e edição) Naiara Gonçalves Mtb: 39640/SP

Colaboração: Renato Rodrigues

Fotografias: Arquivo UEG Projeto Gráfico e Diagramação: JR Design Studio - Fone: (62) 3093-8027 Rodrigo T. Martins - www.digo.art.br Impressão e Acabamento: Gráfica e Editora Globo Telefax: (62) 3247-3993 / 3247-0111

Silvia Rodrigues Laignier Diretora Educacional da UEG-UnU Ceres

ciedade. Além da própria Universidade Estadual de Goiás, não poderíamos deixar de citar nossos parceiros. A cada um os nossos sinceros agradecimentos. Leites Manacá, Auto Posto WK, Clínica Otorrino, Café Bambino, Companhia Hidroelétrica São Patrício (Chesp), PharmaCeres, Hospital São Patrício, Racco Cosméticos, vice-prefeita de Ceres, Cemice-Cirúrgico, Cospal, Rialma Shopping, Empório Family, Centro de Estética e JR Design. A todos, uma boa leitura!

Contatos Revista: revistaprovale@yahoo.com.br Fone: (62) 3925-8024 Organização da Sociedade Civil de Interesse Público Progresso do Vale - OSCIP/Provale Av. das Espatódias, nº 1, Setor Morada Verde Ceres, Goiás - CEP: 76.300-00 Tel: (62) 3307-1083

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Sumário

Revista Provale Edição 05, Ano III - Maio/2010

Pág.

06•Aconteceu: UEG entrega PDI ao Ministério Público 08•Jornada Cultural: Cultura e Protagonismo Juvenil 11•Projetos: Extensão 2010: projetos, eventos e cursos 24•Laboratórios: Tecnologia é parceira do conhecimento 32•Comportamento: A ditadura da beleza inserida na juventude 33•Mensagem: O dom de ser Mãe 34•Dicas de Saúde: Para manter sua saúde em dia 36•Direito: A questão da invasão de competência pelos municípios 49•Capa: Tabela dos jogos da Copa do Mundo 2010 SEÇÕES

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• • • • •

Dicas de Saúde Dicas de Leitura Notinhas Produção Acadêmica Fotos&Fatos

ARTIGOS 10 • “Crack: conhecendo bem esta droga” 12 • Tonteira (Labirintite). Você tem Labirintite? O que é Labirintite? 15 • A importância da avaliação Otoneurológica 16 • A saúde do idoso e a fisioterapia 17 • Onicomicose 18 • Reabilitação Vestibular/Labiríntica 19 • Cirurgia Bariátrica como tratamento para obesidade mórbida 20 • Mitos e Verdades sobre o Tabagismo 22 • Obesidade Cirurgias Bariátricas e Dietoterapia 28 • As dificuldades enfrentadas na assistência hospitalar ao surdo e mudo 29 • A Relação da Enfermagem com o Paciente Terminal


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ARTIGO

Disfunção Temporomandibular,

o que é? P

odemos definir a Disfunção Temporomandibular (DTM) como um conjunto de distúrbios envolvendo a articulação localizada próxima ao ouvido (Articulação Temporomandibular ou ATM) e músculos localizados na face, principalmente aqueles relacionados com a mastigação. Pela IHS (International Headache Society) a disfunção temporomandibular é classificada como um subtipo de cefaléia (dor de cabeça) secundária, enquanto a American Academy of Orofacial Pain a classifica em dois subtipos: aquelas relacionadas com a articulação – Desordens Articulares, e aquelas relacionadas com os músculos – Desordens dos músculos mastigatórios. Esta última tem nos

favorecido a classificar e diagnosticar subtipos de DTMs e consequentemente a escolha do tratamento para cada um desses. Os pacientes com esses distúrbios frequentemente apresentam um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: dor na articulação temporomandibular (ATM), dor na face, sons articulares, limitação de abertura da boca, movimentos da mandíbula com desvios, dor de ouvido, zumbido, tonturas, sensação de ouvido tampado, dor de cabeça e no pescoço. Os estudos mostram

que entre 10% a 77% da população sofre de alguma forma de DTM, e que 80% a 90% dos pacientes com DTM são mulheres, numa faixa etária entre 20 a 40 anos, e de todas as classes sociais. A causa (etiologia) das DTMs não é específica e sim multifatorial, podendo ter fatores biológico, comportamental, ambiental, social, emocional, cognitivo envolvido e a presença de um ou mais deles contribui para o desenvolvimento dos sinais e sintomas já mencionados. Como exemplo de fatores, temos o apertamento dental (hábito parafuncional), alguns tipos de maloclusão dentária (“encaixe errado dos dentes”), estresse e outros. Outra informação importante é que as DTMs

Ronaldo Pacheco de Araújo, Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial (Associação Paulista de Cirurgiões dentistas – Bauru), Mestre em Morfologia – Área de Concentração: Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina – São Paulo), Pós-graduado pela RothWilliams Center for Occlusion – Santiago-Chile

podem ser recorrentes, ou seja, o paciente após o tratamento pode manifestar novamente aqueles distúrbios (previamente relatados). Por isso é relevante que a conduta profissional seja menos invasiva possível e se restrinja ao controle e eliminação desses fatores. Dessa forma o tratamento deve ser preferencialmente conduzido pelo especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial e associado com outros profissionais, podendo incluir o uso de medicamentos, aparelhos oclusais (“placas miorrelaxantes”), fisioterapia, orientações quanto ao controle de hábitos parafuncionais (comportamental) e outros.

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ACONTECEU

UEG entrega PDI ao Dirceu Pinheiro

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Administração Superior da UEG entregou o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) ao Ministério Público de Goiás no dia 17 de março. Na ocasião, o procurador-geral de Justiça, Eduardo Abdon Moura, recebeu o reitor Luiz Antônio Arantes, acompanhado do pró-reitor de Administração e Finanças, Sivaldo Eugênio da Silva, do assessor jurídico, João Bosco, dos diretores das unidades universitárias de Mineiros, José Maria de Souza, de Edéia, Eneuda Ferreira da Silva, e de Goiânia-Laranjeiras, Idiner Leontina Maria Serradourada, a coordenadora de Planejamento da UEG, Adriana Valle, da coordenadora ge-

ral da elaboração do PDI, Jandernaide Resende, da servidora Aquíria Alvarenga, além de representantes da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, da Promotoria e do Juizado da Infância e Juventude de Anápolis. O PDI é o resultado das discussões feitas pela Universidade em 2008 durante o seminário “Olhares sobre a UEG”, que aconteceu em todas as regiões do Estado, com a participação de toda a comunidade universitária. O documento contém a missão da Universidade Estadual de Goiás e as estratégias para atingir suas metas e objetivos. Abrange um período de cinco anos, contemplando o cronograma e a metodologia de implementação dos

objetivos, metas e ações do Plano, observando a coerência e a articulação entre as diversas ações, a manutenção de padrões de qualidade e, quando pertinente, o orçamento. As ações nele delineadas são para cinco anos, com o compromisso de dar-lhes continuidade até 2019, e ou reformulálas adequando-as de acordo com as necessidades, após avaliação no quinto ano de vigência. Nesta entrevista, o reitor Luiz Antônio Arantes destaca as macro-ações descritas no PDI. Programa UEG: Força que Transforma Goiás É o programa que abrange as principais ações da Universidade. Tem como público-alvo a população em geral, especialmente os

jovens nas faixas etárias entre 18 e 24 anos. O objetivo desse programa é consolidar a UEG como instituição de ensino superior pública e autônoma, garantindo seu desenvolvimento qualitativo e responsabilidade social dentro do Estado de Goiás, por meio da gestão, do ensino, da pesquisa e da extensão. Para atingir os objetivos estabelecidos, o programa foi dividido em seis macroações: 1 - Construção do ensino, pesquisa e extensão, com o objetivo de proporcionar a produção e socialização do conhecimento científico e da inovação tecnológica; 2 - Implantação de infraestrutura e manutenção tecnológica para laboratórios e bibliotecas, com a meta de

DA ESQUERDA PARA A DIREITA: Aquíria Alvarenga Pereira (servidora da UEG) Adriana Valle Vieira (Coordenação de Planejamento) Eneuda Ferreira da Silva (Dir. UnU Edéia) Sivaldo Eugênio da Silva (Pró-Reitor de Administração) José Maria de Souza (Dir. UnU Mineiros) Luiz Antônio Arantes (Reitor) Eduardo Abdon Moura (Procurador-Geral de Justiça) Jandernaide Resende Lemos (Coordenação Geral e Elaboração do PDI) Rosa Maria Donzelli Borges (SECTEC) Irma Pfrimer Oliveira (Promotoria de Anápolis) Everaldo Sebastião de Sousa (Coordenador do CAO da Infância, Juventude e Educação) Idiner Leontina Maria Serradourada (Dir. UnU Goiânia-Laranjeiras) João Bosco Adorno (Ass. Jurídico)

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ACONTECEU

o Ministério Público prover a UEG de laboratórios, bibliotecas com bibliografia básica e complementar atualizada, bem como de plataforma tecnológica que possibilite melhor qualidade das atividades acadêmicas; 3 – Construção, ampliação, reforma e adequação das instalações físicas, que tem como objetivo dotar a Universidade de infraestrutura física, conforme as necessidades identificadas, inclusive adequações para acesso a pessoas com dificuldade de locomoção; 4 – Estruturação do mobiliário, equipamentos e desenvolvimento tecnológico, que pretende mobiliar e equipar a UEG conforme identificação das necessidades administrativas e pedagógicas; 5 – Comunicação: a rede da informação para o conhecimento, que tem como meta potencializar a política de comunicação e a divulgação da produção acadêmica e científica da Instituição; 6 – Gestão e desenvolvimento institucional. Essa ação visa implementar políticas de gestão e desenvolvimento da Instituição viabilizando os meios de consolidar as estruturas administrativa, financeira e acadêmica da Universidade. Programa de Ampla Abrangência Esse é um programa

que abrange ações do Governo do Estado relacionadas com a formulação e execução de políticas públicas e aprimoramento da gestão administrativa. A UEG participa de três programas de ampla abrangência: apoio administrativo, que tem como meta proporcionar meios para que a Universidade possa consolidar-se, com dotação de pessoal, recursos materiais e tecnológicos compatíveis com as demandas; modernização do uso da tecnologia da informação, com visa a disponibilização de serviços informatizados com qualidade, segurança e rapidez à população; e gestão de pessoas, que busca formas de contribuir para a efetividade dos serviços prestados através de políticas de valorização voltadas ao desenvolvimento de competências, qualidade e segurança no ambiente de trabalho e motivação dos servidores, dotando a Administração de instrumentos adequados à gestão de pessoas.

de entre ensino, pesquisa e extensão interligados com seu compromisso social. Ao mesmo tempo busca promover a igualdade de condições de acesso e permanência do discente na Instituição e o fortalecimento dos convênios, acordos de mútua cooperação, contratos e diálogos com a sociedade. Conforme rege seu Estatuto, o Plano está fundamentado nos princípios norteadores de sua prática e filosofia de trabalho, com a valorização do ser humano; o respeito à liberdade intelectual e de opinião; a ambiência do trabalho acadêmico; a interdisciplinaridade de ações; e a busca dos avanços científicos e tecnológicos comprometidos institucionalmente com a sociedade e com a qualidade de vida. O Plano está estruturado em objetivos, estratégias e ações a serem distribuídos no ensino de graduação, de pós-

graduação, nas pesquisas, nas atividades de extensão, na gestão de recursos humanos, no compromisso social com o corpo discente, no diálogo com a sociedade, na infra-estrutura física e logística, na inserção da Universidade em sua área de atuação, na gestão institucional, incluindo a estrutura organizacional, além de abordar o histórico e o perfil institucional. O PDI 2010-2019 é para uma Universidade que está em pleno processo de desenvolvimento e construção e preocupada em ofertar ensino superior de qualidade e que atende às expectativas da população. Cada passo que a UEG dá, especialmente, em conjunto com a sociedade fortalece os propósitos de tornar a Universidade uma instituição cada vez mais forte, compromissada com os anseios da população e democrática em sua gestão.

Aspectos gerais do PDI O Plano se pauta e se fundamenta na gestão democrática, na autonomia administrativa, didáticocientífica e gestão financeira. É prerrogativa da atual gestão da UEG, a defesa do ensino de qualidade, público e gratuito, a indissociabilida-

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JORNADA CULTURAL

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Cultura e Protagonismo Juvenil “Protagonizar é atuar decididamente em um palco onde o cenário é a própria vida e o roteiro é você quem escreve dia após dia”, afirma o professor e psicológo, Oberdã Fernandes. E foi dentro desse tema: Cultura e Protagonismo Juvenil que a Universidade Estadual de Goiás, Unidade Universitária de Ceres (UEG-UnU Ceres) realizou, entre os dias 20 e 24 de abril, a VIII Jornada Cultural. Conforme Alunos da AABB em oficina de artes ele explica, o principal objetivo do evento foi integrar a universidade e a comunidade através da promoção de ações que tornem possível o exercício do “Protagonismo Juvenil” por meio de experiências artísticas coletivas e dialógicas que permitam a expressão da cidadania e autonomia da juventude ceresina e rialmense. Lanche das tendas Manacá O evento faz parte do calendário acadêmico e estendeu-se a toda sociedade, buscando dar visibilidade às práticas culturais desenvolvidas pela Juventude, dentro da perspectiva do Prota- Alunos AABB comunidade gonismo Juvenil. que pode ser concebido Segundo ele, a jucomo ações educativas que ventude tem se apresentado promovam juntamente com multifacetada no contexto os jovens, espaços e conglobalizado. “Mas mesmo dições direcionadas à sosendo vista como uma idade lução de problemas reais e transitória, é necessário perexpressão da identidade do ceber a existência de tarefas ser e nas possibilidades de evolutivas nesse decurso”, iniciativa, liberdade e comdiz. Os processos de cidaprometimento. dania e de autonomia são A ação só foi possível algumas dessas tarefas exgraças às parcerias firmadas, tremamente beneficiadas que merecem ser menciopelo Protagonismo Juvenil,

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matel; Café Bambino; Panificadora Goiás; Panificadora Pão de Mel; Racco Cosméticos – Profª. Cássia Meireles; Alanna Modas – Profª. Regislene Fernandes; Professor Oberdã Fernandes; Marcos Paulo – Caribe Motel; Projeto Social AABB Comunidade; Secretaria Municipal de Assistência Social de Ceres; Palestrante Mariana Gidrão, da Secretaria Estadual de Assistência Social; Centro Regional de Referência em Reabilitação de Ceres/ Centro Regional de Saúde do trabalhador (CEREST); Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA); Kátia Rúbia Leite; Coordenadora do Curso de Bacharelado em Direito da UniEvangélica e Professora do curso Noite de talentos de Pós Graduação em Administração Hospitalar e Saúde Pública da UEG de Ceres; Conselho Tutelar de Ceres; Colégio Estadual João XXIII – Diretora Kênia Patrícia; Colégio Estadual Polivalente Rui Barbosa – Diretora Benta; Acadêmicos na palestra de empreendedorismo Diretora Educacional Profª Sílvia Laignier; nadas: Garantido Leilões do Coordenadora Adjunta de Prefeito de Rianápolis, Sr. Extensão, Cultura e Assuntos Ery de Castro; Prefeitura de Estudantis, Profª Cássia MeiCeres, Sr. Edmário Barbosa e reles e demais servidores da Vice Prefeita Inês Brito; IOFI UEG de Ceres. – Instituto de Ortodontia e “A todos os que acrediFonoaudiologia Integrado; tam no fazer educacional e Diagnose – Centro diagnóscultural da jornada cultural tico de medicina, Dr. Luiz da UEG de Ceres, o nosso Antônio Fregonezi; Hospital muito obrigado, em espeBom Jesus; Leites Manacá; cial aos parceiros e patrociEder Ribeiro – MR Reprenadores”, agradece Oberdã sentações; Brasília – DF; CoFernandes.


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JORNADA CULTURAL

Conhecer para promover ações que possibilitem o desenvolvimento de jovens e adolescentes “Tu me dizes, eu esqueço. Tu me ensinas, eu lembro. Tu me envolves, eu aprendo.” Benjamim Franklin

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emancipação da pessoa humana, o seu processo de autonomia, sob a perspectiva desenvolvimentista Piagetiana que compactua com a ideia de idades transitórias de Lévy e Scmitt, compreende que até por volta dos 11 anos de idade a criança vivencia a heteronomia, ou seja, o seu processo de internalização da moralidade e autonomia ainda está em construção e as normas e regras morais, bem como a capacidade de gerenciar suas decisões lhe são impostas por alguma figura externa. A heteronomia é um processo à autonomia que acontece, segundo Piaget, após os 12 anos de idade, onde a criança que está vivenciando o processo de passagem pela Puberdade, vivencia também a entrada na adolescência e experimenta, ao “passar” por este processo, o exercício das ideias próprias, a abstração, as fantasias e o questionamento das regras pré-estabelecidas, o que pode levá-la ao desenvolvimento da autonomia e consequentemente da cidadania, dentro de um processo denominado de Crise Normal da Adolescência, a qual também se observam aspectos antissociais, regressivos, histriônicos e narcísicos, que evidenciam bem a transitoriedade do estágio de desenvolvimento. A juventude é uma construção social e cultural que se

situa no interior das margens móveis entre a dependência infantil e a autonomia da idade adulta, de caráter transitório, caótico e desordenado, portanto, irredutível a uma definição estável e concreta e que por sua natureza carrega significados simbólicos de promessas e de ameaças (LÉVY e SCHMITT. História dos Jovens. 1996:14). O pensamento expresso por Lévy e Schimitt, retrata o viés adotado por pessoas e instituições acerca do adolescente, quando os rotula de “Aborrecentes”, como se estes não possuíssem um signo cultural próprio e extremamente rico no tocante a termos da fala, da grafia, da música e do comportamento geral. Ao identificar-se a adolescência como uma entidade nosológica não se pode preterir de toda a gama cultural deste grupo em desenvolvimento da humanidade. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Art. 16, diz que toda criança e adolescente tem entre outros, o direito de conviver com a família, participar da vida da comunidade, brincar e praticar esportes. Direito a se expressar e opinar. Um dos grandes desafios da educação para século XXI reside na questão dos valores, ou seja, na capacidade das gerações adultas possibilitarem aos jovens identificar, incorporar e realizar os valores positivos construídos ao longo da evolução da história humana (Gastaldi, Ítalo: 1998). E este desafio perpassa pelo desenvolvimento do protagonismo juvenil, imbri-

cado nas relações sociais de dependência da criança e do adolescente, ou seja, o ambiente doméstico, escolar, eclesiástico e social de modo geral. A maioria dos adolescentes e jovens tem muitas questões, desejos, sonhos, fantasias e buscam respostas. Algumas questões vêm da própria fase que estão vivendo, mudanças corporais, primeiras experiências sexuais com um parceiro ou parceira, estimulados pelas primeiras paixões, primeiro amor, primeiras descobertas... Estas questões nem sempre encontram respostas, pois a escola, a família, a sociedade não estão preparadas para isso. Outras questões são impostas pela desigualdade social provocando a exclusão de uma grande parcela desta população. Falta-lhes escola pública de qualidade, o atendimento à saúde, a segurança, o lazer e o acesso à cultura. O Protagonismo Juvenil é a atuação de adolescentes e jovens, através de uma participação construtiva. Envolvendo se com as questões da própria adolescência/juventude, assim como, com as questões sociais do mundo, da comunidade e atuando localmente o adolescente pode contribuir para assegurar os seus direitos, para a resolução de problemas da sua comunidade, da sua escola, família, grupamento e de sua própria existência (RABELO, 2004). Ao observar o Protagonismo Juvenil como descrito no novo Dicionário Aurélio, notase que “a palavra protagonista vem do grego Protagonistés, O principal lutador; A personagem

principal de uma peça dramática; Pessoa que desempenha ou ocupa o primeiro lugar em um acontecimento”. Protagonista é aquele ou aquela que protagoniza e promover o protagonismo juvenil é trabalhar junto com esses atores, utilizando as expressões culturais do próprio jovem e adolescente, respondendo a uma demanda social e cultural da juventude de todo o Brasil, quando reclama por seus espaços e liberdade de expressão, quando enfrentam com suas armas – indiferença, apatia, agressividade, rebeldia, violência, delinquência e drogadição – as imposições sociais e culturais dos adultos e dos poderes constituídos e quando insiste no fato de ter a juventude uma expressão social e cultural próprios. Percebe-se aí que o que movimenta essas expressões de pensamento são aspectos que permeiam o Protagonismo Juvenil, ou seja, cidadania e autonomia. No caso específico desses atores adolescentes, privilegia-se a utilização de seus próprios códigos culturais e sociais, sua musicalidade, sua moda, suas ideias, seus jogos, suas danças, suas falas e seus corpos, aqui investidos de aprovação da expressão, excluindo-se as repressões, porém produzindo reflexões acerca de suas preferências, seu ser em formação e seu devir. Oberdã Fernandes. Psicólogo, Psicopedagogo; Professor de Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem. Artigo apresentado a todos os parceiros e a todos os membros do Conselho Acadêmico da UnU-Ceres.

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ARTIGO

“Crack: conhecendo bem esta droga” Por Oberdã Fernandes

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surgimento do crack se deu no início da década de 80 e o que possibilitou seu fumo foi a criação da base de coca batizada como livre. O crack é uma mistura de cloridrato de cocaína (cocaína em pó), bicarbonato de sódio ou amônia e água destilada, que resulta em pequeninos grãos, fumados em cachimbos (improvisados ou não). É mais barato que a cocaína, mas, como seu efeito dura muito pouco, acaba sendo usado em maiores quantidades, o que torna o vício muito caro, pois seu consumo passa a ser maior. Estimulante seis vezes mais potente que a cocaína, o crack provoca dependência física e leva à morte por sua ação fulminante sobre o sistema nervoso central e cardíaco. O crack leva 15 segundos para chegar ao cérebro e já começa a produzir seus efeitos: forte aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, dilatação das pupilas, suor intenso, tremor muscular e excitação acentuada, sensações de aparente bem-estar, aumento da capacidade física e mental, indiferença à dor e ao cansaço. Mas, se os prazeres físicos e psíquicos chegam rápido com uma pedra de crack, os sintomas da síndrome de abstinência também não demoram a chegar. Em 15 minutos, surge de novo a necessidade de inalar a fumaça de outra pedra, caso contrário chegarão inevitavelmente o desgaste físico, a prostração

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e a depressão profunda. Estudiosos como o farmacologista Varella de Carvalho asseguram que “todo usuário de crack é um candidato à morte”, porque ele pode provocar lesões cerebrais irreversíveis por causa de sua concentração no sistema nervoso central. É assim chamado por causa do som que emite ao ser aquecido no processamento. É uma forma de cocaína altamente viciadora e extremamente potente. Pode desencadear um pernicioso rompante de violência, diferente das outras substâncias. As pessoas que o experimentam sentem uma compulsão (desejo incontrolável) de usálo de novo, estabelecendo rapidamente uma dependência física, pois querem manter o organismo em ritmo acelerado. As estatísticas do Denarc (Departamento Estadual de Investigação sobre Narcóticos) indicam que, em janeiro de 1992, dos 41 usuários que procuraram ajuda no Denarc, 10% usavam crack e, em fevereiro desse mesmo ano, dos 147 usuários, já eram 20%. Esses usuários, em sua maioria, têm entre 15 e 25 anos de idade e vêm tanto de bairros pobres da periferia como de ricas mansões de bairros nobres. Os traficantes vendem pedacinhos do tamanho de bolinhas em diminutos frascos de plástico por apenas 5 ou 10 dólares. O número de bebês deformados entre os usuários vem se avolumando. Como o crack é uma das drogas de mais altos poderes

viciantes, a pessoa, só de experimentar, pode tornar-se um viciado. Ele não é, porém, das primeiras drogas que alguém experimenta. De um modo geral, o seu usuário já usa outras, principalmente cocaína, e passa a utilizar o crack por curiosidade, para sentir efeitos mais fortes, ou ainda por falta de dinheiro, já que ele é bem mais barato por grama do que a cocaína. Todavia, como o efeito do crack passa muito depressa, e o sofrimento por sua ausência no corpo vem em 15 minutos, o usuário usa-o em maior quantidade, fazendo gastos ainda maiores do que já vinha fazendo. Para conseguir, então, sustentar esse vício, as pessoas começam a usar qualquer método para comprá-lo. Submetidas às pressões do traficante e do próprio vício, já não dispõem de tempo para ganhar dinheiro honestamente; partem, portanto, para a ilegalidade: tráfico de drogas, aliciamento de novas pessoas para a droga, roubos, assaltos. As chances de recuperação dessa doença, que muitos especialistas chamam de “doença adquirida” (lembrando que a adição não tem cura), são muito baixas, pois exige a submissão voluntária ao tratamento por parte do dependente, o que é difícil, haja vista que a “fissura”, isto é, a vontade de voltar a usar a droga, é grande demais. Além disso, a maioria das famílias de usuários não tem condições de custear tratamentos em clínicas particulares ou de conseguir vagas em clínicas terapêuticas assistenciais.

Casos extremos, de famílias que não conseguem ajuda no sistema público de saúde, são cada vez mais comuns. A melhor forma de tratamento desses pacientes ainda parece ser objeto de discussão entre especialistas, mas muitos psiquiatras e autoridades posicionam-se a favor da internação compulsória em casos graves e urgentes, o que exigiria uma alteração na lei e aumento de vagas em clínicas públicas que oferecem internação para usuários em estado mais grave. Ao contrário do que se poderia imaginar, porém, não são as complicações de saúde pelo uso crônico da droga, mas sim os homicídios, que constituem a primeira causa de morte entre os usuários, resultantes de brigas em geral, ações policiais e punições de traficantes pelo não-pagamento de dívidas contraídas nesse comércio. Doenças sexualmente transmissíveis, como o HIV, são outra causa importante. O modo de vida do usuário o expõe à vitimização, muitas vezes e infelizmente, levando-o a um fim trágico. O usuário de crack corre risco de morte oito vezes maior que a população em geral. Cerca de 18,5% dos pacientes morrem após cinco anos. Destes, cerca de 60% morrem assassinados, 10% morrem de overdose e 30% em decorrência de Aids. Oberdã Fernandes de Lima, Psicologo e Psicopedagogo Artigo utilizado na Palestra: “Drogas, drogadição e a Crise Normal da Adolescência”, durante a VIII Jornada Cultural da UEG de Ceres.


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PROJETOS

Extensão 2010:

projetos, eventos e cursos A

Coordenação de Extensão Cultura e Assuntos Estudantis da unidade Universitária da UEG de Ceres, no primeiro semestre de 2010 atuou junto a comunidade uegeana, ceresina e rialmense por meio de três projetos, três cursos e um evento. Os projetos são: Revista PROVALE, com tiragem de 3 mil exemplares e periodicidade semestral. Apresenta uma proposta cultural e social, buscando junto a comunidade acadêmica e da Região do Vale de São Patrício os temas emergentes em destaque para o semestre. A Revista PROVALE já está em sua quinta edição, sempre coordenada pela professora Cássia Meireles, coordenadora de Extensão da UnU-Ceres. Trânsito um Novo Olhar tem coordenação do professor Jean Alves Leal e participação de acadêmicos do 3º e 4º anos do Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação. A proposta é produzir orientação e educação para o trânsito em escolas da rede pública municipal, estadual e filantrópica de Ceres, atendendo um total de 3,6 mil alunos. O projeto tem duração anual. 1, 2 Feijão com Arroz, 3, 4, Crescendo Saudável tem coordenação da Nutricionista Karla Lottermann, professora do Curso de Bacharelado em Enfermagem

da UnU-Ceres e nutricionista da rede Municipal de Ensino. A proposta é desenvolver um trabalho educativo e preventivo junto a crianças e profissionais das creches de Ceres, com vistas à pesagem e exames sanguíneos, observando a probabilidade de anemia e desnutrição crônica em crianças de baixo peso, bem como a recuperação de peso. O projeto conta com a participação de 15 acadêmicos do curso de Enfermagem e tem duração anual. Ao final, a coordenadora do projeto, juntamente com os acadêmicos monitores, escreverá um artigo científico com vistas à publicação. Evento de Extensão: VIII Jornada Cultural da UEG de Ceres, com o tema “Cultura e Protagonismo Juvenil”, a Jornada Cultural aconteceu entre os dias 20 e 24 de Abril e teve a participação de cerca de 800 pessoas diretamente, oferecendo uma programação extremamente diversificada, que pode ser acompanhada em outras páginas desta revista. Mas o maior ganho da Jornada Cultural até o momento foi a possibilidade de divulgar e integrar o projeto “Voz dos Adolescentes” que acontece desde 2002 em todo o Brasil e que é uma parceria entre o Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (IIDAC) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A jornada Cultural contribui

na divulgação da Ferramenta CHAMADA NACIONAL VOZ DOS ADOLESCENTES, que busca dar organização para grupos de adolescentes no desenvolvimento do protagonismo juvenil, por meio do uso de novas tecnologias e da internet. Curso de Extensão: Informática Básica para Professores da Rede Pública Municipal, coordenado pelo professor Robson Américo em conjunto com o monitor Renato Rodrigues. Tem por objetivo instrumentar os professores da rede pública municipal no uso das novas tecnologias de informação e comunicação e dar a estes as condições mínimas para utilizarem os sistemas operacionais Linux e Windows e a ferramenta Linux Educacional. Assim poderão inovar suas aulas utilizando melhor os laboratórios recebidos junto ao programa ProInfo do Ministério da Educação. Estão sendo formados 25 professores por trimestre. Curso de Programação UML coordenado pelo professor Jeferson Araújo, utiliza cinco monitores oriundos do 4º ano do Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação e atende a demanda de 25 pessoas da comunidade por trimestre, dando uma formação especializada nesta modalidade de programação que ainda não encontrou muito espaço dentro da matriz curricular dos cursos da

área tecnológica. Curso de Informática básica para alunos da Rede Pública Estadual – Escola de tempo integral. Por meio de parceria com escolas de tempo integral de Ceres serão oferecidas 40 vagas para a formação básica de alunos das séries mais evoluídas, visando otimizar suas funções no uso de novas tecnologias, estimular o interesse pelos estudos e favorecer o acesso ao primeiro emprego. O Curso é coordenado pelo professor Hugo de Moura Campos e conta com auxílio de monitores acadêmicos. Tem duração de 45 horas e será oferecido uma vez por semestre. A coordenação de Extensão sempre busca parcerias com a comunidade ceresina de modo geral, assim sendo, estará presente na organização da Semana Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data de 18 de maio é o marco do dia nacional de combate e a Coordenação de Extensão, respondendo ao chamado da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social e do Conselho Tutelar, participará ativamente, tanto da organização, quanto da mobilização e execução desta ação, que busca a realização de um Fórum e de uma Audiência Pública, assegurando a marca do compromisso social da UEG e seu apreço pela Cidadania e Democracia.

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Jonathan Oliveira Moulin, médico otorrinolaringologista, Clínica Otorrino, Ceres. Residência Médica pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Pós-graduação em Medicina Estética pela ASIMERJ. Habilitado em Exoplastia Ortodérmica – Dr. José Kacowicz/SP.

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abirintite é um nome genérico de domínio popular dado a toda e qualquer forma de tonteira, vertigem, zumbido (tinnitus). Este termo genérico pode mascarar, às vezes, um problema grave e de evolução lenta. É comum atendermos pacientes com crises vertiginosas recorrentes que fazem uso frequente de medicamentos prescritos pelo vizinho (automedicação), balconista ou até mesmo pelo médico. Isto é tão comum que se não lhe for perguntado na hora da consulta médica, pode passar despercebido. Por definição, labirintite é de causa infecciosa, podendo ter várias complicações. O termo mais apropriado deve ser Síndrome Vestibular o que ocorre em cerca de 10% da população adulta, po-

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Tonteira (Labirintite) Você tem Labirintite? O que é Labirintite? dendo ser causada por várias doenças, sendo um aviso que há algo errado com o organismo. O importante no diagnóstico é afastar as causas mais graves de tonteira. Para tanto a otorrinolaringologia recorre a exames específicos como: A AVALIAÇÃO OTONEUROLÓGICA, uma série de exames que visa determinar se a causa do problema é CENTRAL (cérebro) ou PERIFÉRICO (fora do cérebro). O sistema labiríntico está ligado ao sistema auditivo pelo ducto reuniens, cada um deles possui seu órgão funcional, o labirinto e a cóclea respectivamente, onde se forma o início do nervo vestíbulo-coclear ou VIII par craniano (nervos do crânio que vai do I ao XII). Há também ligação com o sistema ocular e

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digestivo, pelas ligações nervosas, responsáveis pelos sintomas da crise labiríntica como alterações visuais e náuseas.

Todos os exames da otorrinolaringologia visam avaliar a função destes órgãos desde o seu início, que fica em um


provale dos ossos que compõem o crânio (osso temporal) mapeando o nervo, até o cérebro e a pesquisa do NISTAGMO (movimento dos olhos). O diagnóstico através dos exames complementares (avaliação otoneurológica) se dá para uma abordagem mais precisa das causas das tonteiras. As mais comuns das síndromes vestibulares, são as causas periféricas (fora do cérebro). Dentre as causas periféricas, podemos destacar: Causas metabólicas: diabetes; doenças da glândula tireóide; hipercolesterolemia (colesterol alto); Cardiovasculares: hipertensão arterial sistêmica; placas de ateroma causando obstrução dos vasos sanguíneos; problemas do coração; Medicamentosa: aspirina e outros antiinflamatórios; quimioterápicos; antibióticos (aminoglicosídeos). Tóxicas: veneno; Doenças do próprio labirinto: vertigem paroxística benigna; síndrome de Menière (zumbido, flutuação da audição e vertigem). Tumores: Neuri-

ARTIGO noma do acústico e ou Schiwanoma vestibular;

Doenças desmialinisantes: Esclerose múltipla; Esclerose lateral amiotrófica; Disfunção da articulação temporomandibular (onde mandíbula se encaixa no crânio); Ortopédicas (problemas da coluna cervical); Psicológicas; Causas infecciosas (virais bacterianas); Outras causas. E como causas centrais, podemos citar: Disfunções cerebrais em pacientes idosos; Alterações vasculares: Microangiopatias; Aneurismas; Tumorações (Neurinoma);

Doenças infecto pa-

rasitarias : Neurocisticercose (ovo de solitária); Doenças psiquiátricas; Doenças cerebelares; Outras causas. O exame clínico é o mais importante, onde fazemos a pesquisa do nistagmo, avaliação dos pares cranianos, provas vestibulares (Romberg, Romberg Barrè); provas cerebelares; avaliação dos pares cranianos. E exames complementares (rotina Otoneurológica): Audiometria; Impedanciometria; BERA (exame do nervo auditivo); Vectoeletronistagmografia (exame do labirinto); Outros exames. Após a avaliação otorrinolaringológica, podemos solicitar exames de sangue e ou de imagem (Rx da coluna cervical, Doppler das carótidas, Ressonância magnética, Angiorressonância, Tomografia Computadorizada, etc.), conforme a indicação clínica. O tratamento vai depender da causa do problema, podendo ser medicamentoso e ou exercícios de reabilita-

ção labiríntica (fisioterapia labiríntica) e até cirúrgico. Vale salientar que apesar dos vários métodos de diagnósticos, nem sempre chegamos a um diagnóstico imediato, pois todos os exames possuem seus limites, cabendo ao médico a decisão de repetir os exames ou alterar o tratamento de acordo com a melhora do paciente. Conclui-se então, que a síndrome vestibular (Labirintite) é uma queixa clínica de etiologias variadas, que pode esconder uma doença grave, devendo ser tratada em sua causa. Fazendo parte do tratamento uma equipe multidisciplinar de médicos otorrinolaringologista, endocrinologista, cardiologista, clínico, ortopedista, neurologista, neurocirurgião, cirurgião vascular, ortodontista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, educador físico, nutricionista. Nem sempre teremos um “remédio milagroso”, pois a melhora ou não, irá depender da doença em si e principalmente da adesão do paciente ao tratamento proposto.

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A importância da avaliação Otoneurológica

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avaliação Otoneurológica é uma ferramenta fundamental para o diagnóstico e tratamento de vários tipos de tonturas que afligem uma grande parte da população brasileira. Muitos pacientes com tonturas, raramente, são diagnosticados de forma apropriada e a causa real do problema não é identificada. A Fonoaudiologia participa ativamente no processo da avaliação Otoneurológica tanto nos exames Audiológicos, que são imprescindíveis, como a realização do exame vestibular e futuramente na reabilitação desse paciente. Essa avaliação é realizada pelo fonoaudiólogo e pelo otorrinolaringologista, que investigarão as causas e motivos desse mal. A história clínica do paciente é fundamental para o adequado diagnóstico otoneurológico. A anamnese (histórico da doença do paciente) cuidadosa e abrangente sugere o diagnóstico sindrômico, topográfico e até mesmo etiológico da afecção, na maioria dos pacientes que possuem tonturas. Através dos exames, o médico pode afirmar se há ou não um comprometimento vestibular; identificar o lado da lesão; determinar o prognóstico a ser tomado e monitorar toda a evolução

do tratamento. O roteiro da avaliação Otoneurológica começa pela anamnese, que deverá ser a mais completa possível, para que se defina o tipo de tontura, o início dos sintomas, a intensidade, os fatores que aliviam e que agravam a tontura, se melhora com fechamento dos olhos, se tem relação com alimentação, etc. Os exames que fazem parte desta avaliação Otoneurológica são Audiometria, Impedanciometria, Vecto-Eletronistagmografia (VENG), Audiometria do Tronco Encefálico (BERA), Otoemissões Acústicas. Os resultados destes exames juntamente com os resultados dos exames laboratoriais completam todo processo de avaliação Otoneurológica.

A Audiometria e a Impedanciometria mostrarão se há alteração no limiar auditivo do paciente, identificando um rebaixamento, uma perda auditiva, ausências de reflexos que somarão para um diagnóstico preciso. A Vecto-Eletronistagmografia (VENG) é realizada com a colocação de alguns eletrodos na face do paciente, que vão monitorar todos os movimentos oculares do paciente, através de algumas manobras. Neste exame, pesquisamos o nistagmo de posição, o nistagmo optocinético e a prova calórica. Sendo esta a mais importante da avaliação da função labiríntica, pois permite estimular o labirinto, provocando as tonturas que o paciente sente no seu dia a dia e com isso obtemos o

Eli Correia Monteiro Fonoaudiólogo-audiologista. Graduado pela Universidade Católica de Goiás e especialista em Audiologia pela Consultoria em Fonoaudiologia Clínica/SP

melhor resultado do exame. A Audiometria do Tronco Encefálico (BERA) e a Otoemissões Acústicas pesquisam o funcionamento das vias auditivas, complementando a avaliação Otoneurológica. Sendo assim, concluímos que a avaliação Otoneurológica é de fundamental importância para a hipótese diagnóstica (caminhos para se descobrir a causa das tonturas) e tratamento adequado. Com o diagnóstico e tratamento apropriados, cerca de 90% dos doentes usufruem de resultados favoráveis, alcançando expressiva melhora ou a erradicação dos sintomas da disfunção labiríntica. A fonoaudiologia cada vez mais tem participado desta avaliação, e assim juntamente com o otorrinolaringologista poderemos obter o melhor tratamento, muitas das vezes com a reabilitação labiríntica, também realizada por fonoaudiólogos, contribuindo para o sucesso do indivíduo vertiginoso.

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Hérica Souza Alves Fisioterapeuta, graduada pela UniEvangélica, Anápolis-GO, especialista em Fisioterapia Dermato Funcional e em Fisioterapia na Saúde do Idoso, docente da UniEvangélica, pólo Ceres-GO, docente da UEG de Ceres Curso de Enfermagem e fisioterapeuta dermato funcional do Centro de Estética em Ceres-GO

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evido ao aumento da expectativa de vida, os idosos formam o segmento que mais cresce no Brasil, consequentemente, as áreas de Geriatria e Gerontologia estão sendo bastante visadas. A Fisioterapia Geriátrica tem como objetivo a promoção, manutenção e recuperação da saúde específica do idoso, em todas as áreas de atuação do fisioterapeuta. Como consequência das principais alterações biológicas ocorridas pelo processo de envelhecimento – a diminuição da massa muscular e da densidade óssea, perda da força muscular, perda da agilidade, da coordenação motora, do equilíbrio, da mobilidade articular, dentre outros – os idosos ficam mais vulneráveis às quedas, principais causas de acidentes. A fisioterapia preventiva tem como objetivo criar um programa de “preven-

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A saúde do idoso e a fisioterapia ção às quedas”, melhorando a força muscular, equilíbrio, propriocepção, coordenação motora e deve estar aliada à orientações aos pacientes (principalmente àqueles que apresentam comorbidades e que faz uso polifarmacoterapia) e familiares sobre retirada ou fixação de tapetes, instalação de faixas antiderrapantes no piso e barras de suporte no banheiro e em corredores. Entre as alterações relacionadas à idade, estão a presença de fatores de risco e a ocorrência de doenças crônico-degenerativas, que determinam um certo grau de dependência, relacionado diretamente com a perda de autonomia e dificuldade de realizar as atividades básicas de vida diária, interferindo na qualidade de vida. A existência de déficit ou perda da capacidade funcional (capacidade de o indivíduo realizar suas atividades físicas e mentais necessárias para manutenção

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de suas atividades básicas e instrumentais), que geralmente está associada com as condições de artropatias, hipertensão arterial sistêmica sistólica e/ou diastólica e cardiopatias, pode acarretar em fragilidade, dependência, institucionalização, risco aumentado de quedas, problemas de mobilidade e morte, trazendo complicações ao longo do tempo e gerando cuidados de longa permanência e alto custo. Nesse caso, a fisioterapia é peça fundamental no que se diz respeito a recursos terapêuticos utilizados com finalidades de manutenção da autonomia e independência funcional do idoso, contribuindo para o envelhecimento saudável e bem sucedido. Toda assistência à saúde do idoso a ser prestada pelo fisioterapeuta e toda a equipe de saúde, deve ser conduzida em conformidade com as Diretrizes Essenciais contidas na Política

Nacional do Idoso, consubstanciadas na promoção do envelhecimento saudável; manutenção da autonomia e da capacidade funcional; assistência às necessidades de saúde do idoso e reabilitação de capacidade funcional comprometida A atenção integral do idoso de forma mais humanizada, com ações de prevenção de agravos, promoção, proteção e recuperação da saúde, exigem a participação de equipes multiprofissionais e interdisciplinares, incluindo a participação do fisioterapeuta. Dessa forma, baseando-se nas condições psicofísico-social, o fisioterapeuta é capaz de atuar desde a atenção básica até reabilitação, participando efetivamente na transformação social que se faz necessária à saúde e buscando promover, aperfeiçoar ou adaptar através de uma relação terapêutica, o indivíduo a uma melhor qualidade de vida.


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Onicomicose A

onicomicose é uma infecção que atinge as unhas, causada por fungos. As fontes de infecção podem ser: o solo, animais, alicates e tesouras contaminados. As unhas mais afetadas são as dos pés, pois o ambiente úmido, escuro e aquecido, encontrado dentro dos sapatos e tênis, favorece o crescimento dos fungos, podendo desencadear a infecção. São causadas primariamente por dermatófitos (fungos que alimentam de proteína hu-

mana: a queratina, encontrada na pele, pêlos e unhas) e outros não dermatófitos. É a doença mais frequente das unhas. As infecções fúngicas (Onicomicoses) requerem cuidados específicos. Vale ressaltar que o tratamento deve ser feito inicialmente com o dermatologista através de um exame micológico e de cultura de fungos, pois algumas onicopatias (doenças da lâmina ungueal) podem apresentar as mesmas características que

as onicomicoses, podendo ser confundidas. Após o diagnóstico e a prescrição do medicamento adequado, que pode ser via oral ou tópica, vem o procedimento do podólogo que faz a higienização, cortando as unhas adequadamente, retirando toda maceração (detritos córneos), em alguns casos retira-se toda a parte contaminada pelo fungo e coloca-se unha acrílica, melhorando assim a estética e acelerando o tratamento, que pode le-

OS PRINCIPAIS TIPOS E SUBTIPOS DE ONICOMICOSES: 1. Onicomicose Subungueal Distal/Lateral

2. Onicomicose Subungueal Proximal

3. Onicomicose Superficial Branca

4. Onicomicose Distrófica Total

Onicomicose causada por Cândida: pode acometer tanto as unhas das mãos quanto dos pés. Existem dois tipos:

Paroníquia (Figura A) Unheiro: A região Peri – ungueal fica inflamada, dolorida, inchada, avermelhada e pode se apresentar com coleção purulenta na base da unha. Ocorre em pessoas que vivem com as mãos na água: lavadeiras, jardineiros, cozinheiras, etc. É mais comum em unhas das mãos; com a evolução leva ao quadro de oníquia.

A. Paroníquia B. Oníquia

Oníquia (Figura B) Consequência da paroníquia: altera a formação da unha, que cresce ondulada e com alterações na superfície. É mais comum em unhas das mãos. Características: modificação da coloração da unha para um castanho-amarelado, marrom ou amarelo-esvedeado, ocorre opacificação e destruição total das unhas.

Elizete Maria de O. Araújo Graduada pelo Instituto Brasileiro de Podologia - IBRAP – RJ Podóloga do Centro de Estética - Ceres-Go

var de oito a doze meses. É importante que o paciente colabore com o uso correto do medicamento, no tempo indicado pelo médico, e também faça uma higienização dos calçados e meias. Pensando na grande importância que tem os pés em nossas vidas, a podologia completa através de conhecimentos profundos, o significado dessas estruturas no decorrer da nossa vida. Desde a pele que os recobre, o conjunto das células que a forma, seus nervos, músculos, tendões, estrutura óssea até como prevenir e cuidar das patologias (doenças) que os acometem. O tratamento multidisciplinar faz parte do dia a dia do podólogo, ou seja, ortopedistas, dermatologistas, micologistas e podólogos formam um conjunto de profissionais que atuam na prevenção, investigação e no tratamento dos processos patológicos do pé.

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REABILITAÇÃO Vestibular/Labiríntica Q uando há uma alteração vestibular (alteração no labirinto – responsável pelo equilíbrio) o indivíduo geralmente sente tontura e ou vertigem com ou sem mudança de posição. Por exemplo: ao se levantar ou ao movimentar a cabeça sente tontura, com ou sem náuseas, zumbido, dor de cabeça, enxaqueca e outros. Nesses casos é indicada a Reabilitação Vestibular/Labiríntica, que consiste em um tratamento terapêutico com o objetivo de eliminar os sintomas de tontura e reajustar o equilíbrio corporal. Este tratamento é composto por uma série de protocolos físicos (movimentos de cabeça, pescoço, dos olhos e do corpo) e manobras de reposicionamento. É sugerido mudanças de hábitos alimentares, atividade física adequada, sempre orientada pelo terapeuta durante e depois do tratamento. Profissional como um médico otorrinolaringologista deve acompanhar todo trabalho fonoaudiológico. Como é feito o tratamento de reabilitação vestibular? Após a avaliação otorrinolaringológica, juntamente com o exame otoneurológico ou a própria vectoeletronistagmografia, inicia-se a avaliação fonoaudiológica. Esta avaliação consiste num programa realizado com exercícios e manobras (movimentos) associados a um conjunto de medidas concomitantes a hábitos alimentares, estilo de vida, eliminação

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de vícios, esclarecimentos sobre sintomas e as alterações do equilíbrio. O tratamento tem em média uma duração de dois a três meses, com sessões semanais. As sessões duram aproximadamente 40 minutos. Iniciado o programa de exercícios, o paciente poderá sentir tonturas acentuadas, as quais cessarão na medida em que se avança o número de sessões.

“A reabilitação vestibular pode curar quando adequadamente realizada e havendo, portanto a integração do paciente com o tratamento. É possível obter cura completa em 30% dos casos ou diferentes graus de melhora em 80% dos pacientes vertiginosos tratados exclusivamente por meio de reabilitação. (GANANÇA E CAVIOLLA, 1998)”. Porém,

É importante ressaltar que o sucesso depende do terapeuta e do próprio paciente, que precisa ser disciplinado realizando os exercícios em casa. A melhora começa a surgir em média com um mês de tratamento. A terapia de reabilitação labiríntica é indicada para todas as idades, com perturbação do equilíbrio corporal, ilusão de movimento, sensação de instabilidade, flutuação, oscilação e vertigem (sensação rotatória de objetos ou de si próprio).

vale ressaltar que é comum aplicar várias abordagens terapêuticas, personalizadas a cada paciente, consistindo em uma série de medidas aplicadas como o tratamento etiológico, medicação, reabilitação vestibular, correção de erros alimentares, mudança de hábitos e outros.

Existe cura para as tonturas?

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Algumas orientações aos pacientes com tontura: Procure um médico otorrinolaringologista; Evite ficar muito tempo parado, sentado, ou deitado; Não evite os movimentos corporais, quanto mais se mo-

Neila Sousa Castro, graduada em Fonoaudiologia pela PUC-Goiás em 1999.

vimentar, melhor para retornar seu movimento normal; Não sinta medo em ficar tonto, você deve enfrentar a tontura sempre; Pratique uma atividade física, natação, caminhada, jogar bola; Evite hábitos viciosos como o fumo e o álcool; Evitar jejum prolongado, alimentando-se de três em três horas; Diminua o uso de chá, café, achocolatados que são estimulantes do sistema nervoso central. A tontura interfere diretamente na vida dos indivíduos, dificultando a execução de movimentos com os olhos e a cabeça. Muitos criam certa dependência até mesmo para caminhar, outros sentem vergonha, restringindo-se a passeios com a família e amigos, sentindo-se incapazes, levando muitas vezes à depressão, diminuindo assim sua qualidade de vida. Os exercícios bem aplicados e personalizados proporcionam 85% de melhora total dos sintomas, ou então, contribui na diminuição da intensidade e frequência da tontura. O objetivo principal da reabilitação vestibular é o retorno do paciente às atividades diárias e a recuperação da auto-estima e confiança.


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CIRURGIA BARIÁTRICA Por Thais Silva Sena obesidade é uma doença crônica, de origem multifatorial, causadora de alterações anatômicas, fisiológicas, metabólicas, bioquímicas e psicológicas. Acomete, atualmente, cerca de 300 milhões de pessoa, sendo assim reconhecida como um problema de saúde pública em todo o mundo. Conforme dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica, estima-se que o Brasil tenha 3,73 milhões de obesos mórbidos. Segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde (2009), cerca de 13% dos adultos são obesos, sendo o índice maior entre as mulheres (13,6%) do que entre os homens (12,4%). A portaria número 1.569, de 28 de junho de 2007 do Ministério da Saúde, institui diretrizes para a atenção à saúde, com vistas à prevenção da obesidade e assistência ao portador de obesidade, a serem implantadas em todas as unidades federadas, respeitadas as competências das três esferas de gestão (municipal, estadual e federal). Não podemos caracterizar a obesidade como uma doença singular, mas sim como um conjunto de condições de múltiplas causas que resultam em um fenótipo obeso devido ao acúmulo de tecido adiposo, tendo sua prevalência aumentada devido a mudanças no padrão de consumo alimentar (de alto teor calórico), e ao aumento do sedentarismo na sociedade moderna. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o Índice de Massa Corporal (IMC) para classificação da obesidade a nível populacional. Este critério retrata a razão entre o peso do indivíduo expresso em quilogramas e o quadrado da altura, expresso em metros. Acima de 25 kg/ m² o indivíduo encontra-se com

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sobrepeso e acima de 30 kg/m2 classifica-se como obesidade. A obesidade grau III ou mórbida, definida pelo IMC maior ou igual a 40 kg/m², está relacionada com mortalidade aumentada e ocorrência de diversas comorbidades. Ainda de acordo com a OMS, à medida que ocorre um aumento do IMC, aumenta o risco de comorbidez, como: hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, apnéia do sono, doenças cardiovasculares, refluxo gastroesofágico, artropatias, colecistopatias, câncer, esteatoses, cirrose hepática entre outras. Por ser uma patologia, a obesidade exige a adoção de tratamento específico para sua cura ou amenização dos sintomas. Este tratamento pode ser medicamentoso, dietoterápico ou cirúrgico, todos eles associados à prática de atividade física, não se esquecendo de que os resultados só serão positivos se associados a mudanças no estilo de vida, sendo papel da equipe, e principalmente do enfermeiro, conscientizar o paciente de que a perda de peso é mais que uma medida estética, é uma busca constante por uma melhor qualidade de vida. No entanto, o tratamento convencional (medicamentoso e dietoterápico) para a obesidade grau III produz resultados insatisfatórios, com 95% dos pacientes recuperando seu peso inicial em apenas dois anos, o que torna a cirurgia a melhor forma de se tentar reduzir a comorbidez. “A cirurgia para obesidade mórbida, também denominada cirurgia bariátrica (do grego baros, que significa peso), ou ainda mais popularmente conhecida como ‘redução de estômago’, é o método mais eficaz no tratamento da obesidade mórbida e controle do peso em longo prazo”. (OLIVEIRA, 2007).

Somente em 2008, no Brasil, foram realizadas 3.195 cirurgias para obesidade mórbida, a nível público (Ministério da Saúde, 2009). As técnicas cirúrgicas classificam-se em restritivas, que atuam reduzindo a capacidade gástrica através do fechamento de uma porção do estômago; disabsortivas, diminuindo a capacidade de absorção intestinal; e a técnica mista que reúne a restrição à disabsorção que busca a adaptação do estômago a um volume menor que 50 ml. As indicações para submissão do paciente ao procedimento cirúrgico são: IMC maior que 40kg/m², associado a presença de comorbidades preexistentes a mais de cinco anos e que tenham melhora com o a perda de peso além de histórico de falha dos tratamentos conservadores prévios anteriormente. Já as contra-indicações são: risco anestésico e risco cirúrgico elevados, baixa expectativa de vida, menor de 15 ou acima de 70 anos e existência de doenças incapacitantes como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), insuficiência renal, lesão acentuada do miocárdio e psicoses. É fundamental para um bom resultado do processo a formação de uma equipe multidisciplinar composta por médico cirurgião, enfermeiro, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, dentre outros. Esta equipe multidisciplinar tem como objetivo principal uma assistência que alcance a plenitude do ser humano, considerando as diversas necessidades do paciente e assim, transcendendo a noção do antigo conceito de saúde, onde a ausência de enfermidade significava ser saudável e dar lugar ao novo modelo biopsicosocial que define saúde como bem estar fí-

sico, mental e social. Ao enfermeiro, cabe garantir a eficiência técnica no pré, intra e pós operatório através do preparo do paciente com lavagem intestinal, manutenção de dieta, monitorização da ingestão e débito através do balanço hídrico e conferência dos exames necessários já solicitados pelo médico, além de supervisionar a preparação de todo material e do centro cirúrgico para execução do procedimento. Deve atuar como elo facilitador entre os profissionais, o paciente e os familiares, e ainda, é responsável pela triagem na consulta de enfermagem dos pacientes candidatos, realização de palestras esclarecedoras sobre a cirurgia e o agendamento das mesmas. No pós-cirúrgico, deve orientar quanto aos cuidados mediante os sinais e sintomas, para que a perda de peso não cause outros problemas, como desequilíbrios psicológicos fisiológicos e infecções, fazer a avaliação física diariamente, atentar-se à dor, manter avaliação de débito através do balanço hídrico dando atenção especial a presença de distúrbio eletrolítico, administrar corretamente as medicações prescritas, e promover e registrar os cuidados com drenos e demais cateteres. Finalmente, é de fundamental importância que estejamos alerta para a importância de uma alimentação saudável aliada à prática de atividade física no dia-a-dia. Isso não significa, obrigatoriamente, matricular-se em uma academia. A atividade física pode ser realizada no cotidiano de cada um, praticando caminhadas, dançando, no deslocamento para o trabalho, nas atividades domésticas e em outras atividades no tempo livre, evitando assim que um problema de início puramente estético se torne um agravo à sua saúde.

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Mitos e Verdades sobre o Tabagismo Lawrence Oliveira Moulin Médico Pneumologista da Clínica Otorrino e CEMICE de Ceres. Residência Médica em Clínica Médica pelo Conjunto Hospitalar do Mandaqui, São Paulo/SP. Residência Médica em Pneumologia pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo/SP (Iamspe)

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tabagismo já é considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) uma doença crônica, pois a nicotina, que é sua substância ativa, causa dependência. Além disso, provoca alterações físicas, emocionais e comportamentais na pessoa que fuma. Infelizmente o cigarro não contém somente a nicotina, contém mais de 4,7 mil substâncias químicas, 60 delas altamente cancerígenas e está associado a diversos tipos de doenças, principalmente pulmonares, cardiovasculares e cânceres em diversos órgãos. Segundo dados da OMS, todo ano cinco milhões de pessoas morrem em decorrência das doenças provocadas pelo tabaco, gerando seis mortes por segundo. A prevalência do tabagismo vem diminuindo nos países desenvolvidos, porém ainda está aumentando nos países em desenvolvimento. Observa-se redução do consumo no sexo masculino, em contrapartida, está aumen-

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tando no grupo de mulheres e adolescentes. Outra característica do cigarro que deve ser lembrada é a de causar doenças em pessoas que convivem com o indivíduo fumante. O tabagismo passivo também é um grave problema de saúde pública, aumentando o risco de desenvolvimento das mesmas doenças em pessoas que não fumam. Este foi o principal argumento de “leis antifumo” que começaram a vigorar no ano passado, tendo São Paulo como o estado brasileiro pioneiro. O efeito do fumo no desenvolvimento de doenças relacionadas ao tabagismo é de dose-resposta, ou seja, quanto maior a quantidade de cigarros fumados durante a vida, maiores serão as chances de adquirir doença. Podemos concluir então que a interrupção do tabagismo deve ser o mais precoce possível. O indivíduo deve procurar tratamento antes de desenvolver doenças tabacorelacionadas visto que em sua maioria são incuráveis. Já existem tratamentos eficazes para o tabagismo, porém todos têm como alicerce a motivação do indivíduo. Não é possível obrigar ninguém a parar de fumar, é

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fundamental que o tabagista entenda os benefícios da interrupção do vício e que esteja disposto a se sacrificar para parar. Deve estar ciente das dificuldades e de algumas fases do tratamento que são desagradáveis. Infelizmente a maioria da população só se sente motivada após a instalação de algum tipo de doença. Como a nicotina causa dependência, assim como a cocaína e a heroína, o indivíduo cairá no vício sempre que quiser buscar mais energia, quando precisar relaxar em momentos de tensão ou solidão, para seguir um “ritual” incorporado no cotidiano, para ter confiança e aceitação social e, antigamente, para atender ao apelo das, atualmente proibidas, propagandas da indústria do tabaco. Tratamento: O tratamento do tabagismo é dividido em três tipos de abordagens que devem ser combinadas:  Terapia comportamental – Aborda o lado psicológico e emocional, tenta identificar as angústias e as motivações que levam o indivíduo a fumar, esclarecer as dúvidas e amparar na fase de abstinência, evitan-

do assim as recaídas.  Terapia de reposição de nicotina – Apresentamse na forma de adesivos, gomas de mascar e pastilhas. Tem como objetivo diminuir os efeitos da síndrome de abstinência.  Terapia medicamentosa sem nicotina – Utilização de medicamentos específicos para o tabagismo, visando diminuir o desejo de fumar. Minimizando a necessidade do consumo de nicotina. O tratamento deve ser supervisionado por um médico com experiência no assunto, capaz de combinar estes três tipos de abordagem de


provale acordo com a necessidade individual. Capaz também de identificar e tratar as doenças tabaco-relacionadas se já estiverem presentes. Alguns mitos sobre a terapia contra o tabagismo: “Parar de fumar engorda”. O ganho de peso é comum, porém nunca deve ultrapassar os três quilos. É mais acentuado em pessoas que substituem o cigarro por alimentos calóricos como o chocolate. Deve ser combatido com dieta e atividade física.

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“O tratamento é muito caro”. Alguns medicamentos podem parecer caros numa avaliação imediatista. Porém, deve-se contabilizar o dinheiro gasto mensalmente e anualmente no consumo do cigarro, observando o valor economizado em longo prazo, sem contar no ganho em saúde que deve ser a prioridade. “Parei de fumar e piorei”. Algumas pessoas relacionam a interrupção do tabagismo ao surgimento de alguns sintomas como tosse e falta de ar. Porém, normalmente

a motivação da interrupção é exatamente sintoma que pode ser indícios de doenças já existentes e é neste momento que a maioria pensa em parar de fumar. Parar de fumar sempre será o melhor para a saúde do indivíduo. “Existem pessoas que fumaram por muitos anos, envelheceram e nunca ficaram doentes”. Estes maus exemplos são sempre lembrados como justificativa para o tabagismo, porém estas pessoas não devem ser encaradas como regra, não re-

presentam o que acontece com a maioria esmagadora da população que, com certeza, terá alguma doença grave tabaco-relacionada. “Já fumei por tanto tempo que agora não vale mais a pena parar”. Sempre é válido parar de fumar! Mesmo pacientes com doenças graves se beneficiam com a interrupção, ou por melhora da sobrevida ou por melhora da qualidade de vida. Além disso, diminui sintomas importantes como a “falta de ar”, que é temido pela maioria.

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Obesidade Cirurgias Bariátricas e Dietoterapia

Karla Lottermann Professora do curso de Enfermagem da UEG-UnU Ceres

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tualmente, aproximadamente de 35% da população brasileira é composta por obesos, dos quais cerca de dois milhões são classificados como “obesos mórbi-

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dos”. A obesidade mórbida é definida como excesso de peso corporal que, de tão elevado grau, pode contribuir com o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis ou condições que

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prejudicam a boa saúde e a vida de seus portadores. Um indivíduo é considerado obeso mórbido quando seu índice de massa corporal (IMC) – peso dividido pela altura ao quadrado (Kg/m2) – é maior que 40 kg/m2. Entre as principais doenças relacionadas à obesidade estão o diabetes mellitus, a hipertensão arterial, a dislipidemia (elevação do teor de gordura do sangue), a doença coronariana, o acidente vascular cerebral, a apnéia do sono e outras disfunções respiratórias, vários problemas ortopédicos, a colecistopatia (pedra na vesícula), a gota e alguns tipos de câncer. Estima-se que a obesidade atinja em torno de 15% a 20% da população adulta brasileira, sen-

do que 3 a 5% da mesma têm obesidade mórbida. As principais causas da obesidade incluem: maus hábitos alimentares (comer mal, comer rápido e excessos), falta de exercícios, predisposição genética e fatores psicológicos. Vários tratamentos têm sido propostos para combater a obesidade. Ao longo das três últimas décadas, várias modalidades de cirurgia foram propostas visando à perda de peso até que, nos dias atuais, algumas poucas técnicas foram consagradas por apresentarem resultados mais seguros, apesar de ainda terem suas limitações e in-


provale convenientes. Dentre eles, as técnicas cirúrgicas para redução de peso, também conhecidas como cirurgias bariátricas (cirurgias para redução de estômago) tem sido muito utilizada. É importante ressaltar que essas cirurgias não passaram a ser a modalidade de tratamento preferencial da obesidade em geral e sim uma alternativa para o tratamento dos casos de obesidade mórbida, nos quais os métodos convencionais de tratamento (tratamento nutricional, comportamental, aumento da atividade física e uso de medicamentos que auxiliem na perda de peso) não se mostraram suficientes. Porém, tal técnica não pode ser vista como solução mágica, e se má conduzida – acompanhamento pré e pós operatório – o indivíduo pode desenvolver uma série de complicações.

ARTIGO Além disso, essas cirurgias possuem contra-indicações nos casos de pessoas portadoras de pneumopatias graves (como enfisema avançado ou embolias pulmonares de repetição), insuficiência renal, lesão acentuada do miocárdio (pós um infarto extenso, por exemplo), cirrose hepática, distúrbios psiquiátricos, dependência de álcool e/ou de drogas. Dietoterapia Após a cirurgia bariátrica, a nutrição tem um papel importante porque a quantidade e o tipo de alimentos a serem consumidos devem ser limitados. O objetivo do acompanhamento nutricional é buscar o bem estar físico/ social e emocional, através do fracionamento adequado das refeições, o aprendizado sobre mastigação, consumo hídrico e a seleção dos alimentos que contenham os nutrientes adequados e que atendam às necessidades de cada indivíduo para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição e a complicações como aparecimento de fístulas, síndrome de dumping dentre outras. De maneira geral, a principal mudança na alimentação após a cirurgia é a mudança na consistência da dieta e uma diminuição

importante na quantidade de alimentos consumidos diariamente devido a redução do estômago. Ritmo de emagrecimento A perda de peso é muito intensa principalmente durante as duas primeiras semanas após a cirurgia. O ritmo acelerado de emagrecimento continua a ser observado até o terceiro mês e, a partir de então, passa a ser mais lento. Este é um processo natural de adaptação fisiológica que faz com que o organismo passe a gastar menos energia diariamente para evitar que a perda de peso rápida e permanente leve à desnutrição e aos consequentes riscos à saúde como a queda da resistência à infecções, desmineralização óssea, e outros. A melhor forma de melhorar o ritmo de perda de peso nesta fase é a atividade física regular. O exercício faz com que o organismo gaste mais energia, o que ajuda a perder peso, além de trazer uma sensação de bem estar e relaxamento. Entretanto, deve-se procurar orientação médica para a avaliação do momento adequado para iniciar o exercício e também para a escolha do melhor tipo de atividade a ser realizada. As cirurgias bariátricas podem constituir uma

importante arma no tratamento da obesidade de grande porte. É, contudo, muito importante que sejam indicadas para pessoas que possuam estrutura psicológica capaz de suportar a mudança radical no funcionamento de seu corpo – que não estará sendo acompanhada, de imediato, pela mudança no seu pensamento e, por consequência, de seus hábitos. As cirurgias bariátricas não modificam a vontade de comer determinados alimentos, tampouco de comer nas quantidades a que estamos acostumados. Em função disso, não é rara a ocorrência de depressão e do abuso de álcool e/ou de outras drogas nos pacientes que foram inadequadamente selecionados para a realização de cirurgias bariátricas ou que não receberam atenção psicológica posterior a esses procedimentos. É necessário que toda pessoa que pretende se submeter ao tratamento cirúrgico esteja ciente dos riscos e consequências que ocorrem quando sofre uma intervenção desse porte. As cirurgias são apenas uma das etapas importantes, mas não a essência do tratamento da obesidade, onde a rigorosa seleção e acompanhamento por equipe multidisciplinar são indispensáveis para o sucesso do tratamento.

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LABORATÓRIOS

Tecnologia é parceira do conhecimento NOSSA INFRA-ESTRUTURA ATENDE NOSSA DEMANDA TANTO DO CURSO DE ENFERMAGEM COMO DO FUTURO CURSO DE NUTRIÇÃO Patrícia Rodrigues Pereira

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iante da crescente demanda por cursos na área da saúde, como de Nutrição, Enfermagem, Medicina, Fisioterapia, Farmácia e outros, dentro de uma instituição de ensino superior que preza pela qualidade do ensino, observa-se uma grande necessidade de possuir laboratórios modernos e bem estruturados, com equipamentos e aparelhos de alta tecnologia, representando assim um grande avanço tecnológico e científico para as diversas áreas do conhecimento. Em todos esses cursos, e na maioria das disciplinas ministradas dentro de cada um deles, a aprendizagem realizada através das matérias práticas são fundamentais para o embasamento da formação técnica dos acadêmicos, tornando-os alicerces sólidos e bem estruturados para o campo de trabalho. As aulas práticas laboratoriais têm o intuito exclusivo de colocar o aluno diante de situações cotidianas, favorecendo o reconhecimento do conteúdo teórico desenvolvido em sala de aula nas diversas disciplinas oferecidas

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nos curso, buscando, sempre que possível, integrar conhecimentos e metodologias. Atualmente, na Universidade Estadual de Goiás, Unidade de Ceres, os cursos de Enfermagem e Biologia, modalidade à distância, têm as aulas práticas ministradas em cinco laboratórios: Anatomia Humana, Análises Clínicas, Fisiologia Humana com o laboratório de Biologia anexo, e Fundamentos de Enfermagem. Tais laboratórios têm como principal finalidade colaborar para o conhecimento prático e desenvolvimento científico de todo o corpo docente e discente dos cursos destinados à área da saúde da unidade. Desta forma, o departamento cumpre com seus objetivos que vai desde atender aos cursos de graduação dando suporte às disciplinas pertinentes de áreas afins; prestar serviços específicos à área da saúde como treinamentos e cursos oferecidos à comunidade acadêmica, desde que haja recursos disponíveis; e ainda, dar suporte necessário, a todos os cursos de pós-graduação, extensão e pesquisa destinados a área da saúde.

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Laboratórios de fisiologia humana e biologia

Peças embriológicas confeccionadas pelos alunos do curso de Biologia à distância


provale Conheça a infra-estrutura de cada um. Anatomia Humana: Está composto por uma única bancada com pia, projetado para uma melhor ampliação do espaço e realização de práticas em grupos, sendo possível a cada estudante observar o que está sendo realizado. O laboratório tem uma ótima infra-estrutura, sendo bastante arejado e contendo inúmeras peças anatômicas naturais e sintéticas como: pulmões e coração natural, fetos humanos natural, esqueleto humano tamanho natural, esqueleto humano com nervos e veias, estrutura esquelética da mão, estrutura esquelética do pé, pélvis esquelética masculina, pélvis esquelética feminina, torso humano bissexual, sistema nervoso em prancha, cortes mediano da cabeça, pélvis masculina, pélvis de gravidez nove meses, perna musculada, cabeça e pescoço musculado, braço musculado, orelha gigante em sete partes, olho humano gigante, nariz corte mediano, boca com arcada dentária, língua e escova, corte da pele em bloco, estômago com duas partes, estrutura dos pulmões e coração, coração humano tamanho natural em duas partes, fígado e pâncreas, rim humano com glândula renal em três partes, laringe/garganta ampliada em três partes, sistema digestivo, sistema urogenital masculino, sistema urogenital

LABORATÓRIOS feminino, coluna vertebral rígida em tamanho natural com pélvis, vértebras torácicas com discos intervertebrais e nervos, vértebras cervicais e osso occipital, vértebras lombares com sacro, vértebras lombares com um disco, vértebras lombares com dois discos, vértebras lombares com três discos, crânio humano tamanho natural, crânio clássico com mandíbula aberta, crânio com coluna cervical e cérebro, articulação do ombro, articulação do quadril, articulação do cotovelo, articulação do joelho e cérebro com artérias em oito partes, contendo também congeladores, macas, mochos, mesas de inox, diversas pinças, lixeiras, armários e materiais de consumo entre outros. Este laboratório tem como objetivo principal e exclusivo o desenvolvimento do conhecimento da anatomia do corpo humano, sendo possível a realização das seguintes práticas: visualização de estruturas anatômicas e estudos das mesmas e confecção de atlas anatômicos, pelos alunos, das diversas estruturas. Análises Clínicas: Dispõe de bancadas com pias e armários embutidos em formato de L especialmente para facilitação no manuseio de análise biológicas, bacteriológicas, parasitológicas e patológicas, compostos químicos e desenvolvimento de aulas práticas em grupo, tornando

Peças anatômicas sintéticas dos laboratórios de anatomia

Peças anatômicas sintéticas

Laboratório de Anatomia Humana

acessível a cada estudante observar o que está sendo realizado. Arejado e com excelente infra-estrutura, possui materiais e equipamentos de alta tecnologia,

como vidrarias, corantes, kits para coloração de Gram, kits para coloração de Zielh Nelseen, Ágar Sabouraud, Ágar Nutriente, Ágar Bacteriological, Mueller Hinton

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LABORATÓRIOS

Visualizações Microbiológicas ágar, discos para antibiogramas, antibióticos, destilador, dvd’s, aparelhos telefônico, televisores, mesas, cadeiras, bancos, armários, autoclaves, microscópios, kit de lâminas parasitológicas permanentes (solicitado), kit de lâminas patológicas permanentes (solicitado), balanças, barriletes, suportes para tubos, alças de platina calibradas, medidores de pH, agitadores, centrífuga (solicitado), capelas (solicitado), bicos de Bunsen, estufas, geladeiras, atlas de parasitologia, microbiologia e patologia, meios de culturas fúngicas e bacteriológicas, diversos materiais de consumos, e outros. Destina-se ao desenvolvimento das aulas práticas dos componentes curriculares das disciplinas de Parasitologia, Microbiologia e Patologia. Neste laboratório é possível a realização de práticas como preparação de culturas de bactérias e fungos, através de materiais microbiológi-

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Laboratório de Análises Clínicas los de Bucks, esfigmomanômetros, estetoscópios, eletrocardiógrafo (solicitado), autoclave, destilador, barrilete, corantes, kit de lâminas permanentes de Histologia (solicitado aguardando empenho), lâminas de células sanguíneas, atlas de Fisiologia e Parasitologia, peças embriológicas confeccionadas pelos alunos, desenvolvimento embrionário em doze estágios, série de gravidez com cinco modelos, minis herbários e insetários, peças anatômicas de alguns animais, peças anatômicas sintéticas, vidrarias, materiais de consumo e outros. Reserva-se ao desenvolvimento das aulas práticas dos componentes curriculares das disciplinas de Fisiologia Humana, Biologia MolecuPeças embriológicas confeccionadas pelos lar, Celular, Zoologia, alunos do curso de Biologia à distância Biologia Vegetal, Em-

cos; montagem de lâminas parasitológicas, bacteriológicas e fúngicas e visualização e preparação de lâminas permanentes; e visualização e preparação de lâminas patológicas. Fisiologia Humana e Biologia Geral: Sua estrutura está composta por seis bancadas, tendo em cada uma delas uma pia. Foi planejado especialmente para facilitação no manuseio de microscopia, compostos químicos, peças biológicas e desenvolvimento de aulas práticas em grupo, tornando acessível a cada estudante acompanhar as atividades em andamento. Possui uma moderna e arejada infra-estrutura, e entre os materiais e equipamentos estão

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estufas, geladeiras, microscópios, televisores, dvd’s, mesas, cadeiras, armários, bancos, agitadores magnético com placa agitadora, medidores de pH, balanças de precisão, lupas, marte-


provale briologia e outras. Nele é possível a realização de montagem de lâminas histológicas, parasitológicas e visualização e preparação de lâminas permanentes; preparação de lâminas de células sanguíneas, células animais e vegetais e visualização e disposição de lâminas permanentes; organização de maquetes como minid herbários e insetários como também estudos dos mesmos através dos já existentes; preparação de soluções químicas e estudos das mesmas; estudos fisiológicos dos principais sistemas do corpo humano através de aparelhos e equipamentos específicos de alta tecnologia. Enfermagem: Assim como o laboratório de anatomia este também possui uma única bancada com pia e armário embutido visando maior ampliação do espaço para a realização das práticas em grupos. Bem estruturado e com boa ventilação, está composto por

LABORATÓRIOS diversos materiais e equipamentos, como suporte de soro, termômetros digitais, estetoscópios, esfigmomanômetros, medidores de glicemia, fitas métricas, bolsas térmicas, pinças, cobertores, travesseiros, toalhas grandes e pequenas, fronhas, lençóis, cama hospitalar, comadre inox, jarra inox, kit preventivo, armário, manequim para treinamentos de enfermagem, simulador ginecológico, braço para treinamentos de injeções, negatoscópios, macas, mochos, cadeira para tirar sangue, balança eletrônica, aparelho telefônico, mesas, cadeiras, dvd’s, televisores, geladeiras e diversos materiais de consumo como: soros, seringas, cateteres, equipos, agulhas, esparadrapos, óleos, alcoóis, tiras para testes, caixas de luvas, caixas de máscaras, caixas de aventais e outros. Seu objetivo principal e exclusivo é desenvolver o conhecimento de fundamentos de Enfermagem,

Materiais de consumo do laboratório de enfermagem sendo possível a realização de práticas como coletas para exames ginecológicos e palpações em útero normal e grávido; exame vaginal e bi-manual e tri-manual pélvico; reconhecimento visual do canal cervical normal e anormal; inserção e remoção de contraceptivos; observação do útero, ovários, trompas e ligamentos; demonstração de procedi-

mentos como passagem de sondas naso-gástricas e vesical masculina e feminina; lavagem facial, estomacal e intestinal, banho no leito, procedimentos bucais, limpeza do nariz; técnicas de remoção de paciente; bandagens e curativos diversos; procedimentos de traqueotomia e procedimentos de aplicações de injeções e outros.

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As dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro na assistência hospitalar ao surdo e mudo

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evolução histórica mostra a árdua trajetória dos portadores de necessidades especiais, inicialmente considerados seres menos ambientados, endeusados, como símbolo de punição divina. Com o passar dos tempos eram vistos com assistencialismo e transformados em parcela produtiva da sociedade, até conquistarem seus direitos mediante respaldo legal. Na explicação da seleção natural, Darwin afirma que os mais adaptados ao meio sobrevivem e os demais morrem. Na Antiguidade os que portavam alguma deficiência foram considerados como seres iluminados ou amaldiçoados pelos deuses. Posteriormente eram vistos como um problema assistencial mantido pelo governo, como aumento dos gastos públicos, mas perceberam que apesar de possu-

írem certa deficiência, poderiam tornar seres produtivos da população ativa. Mas a inclusão ainda parece ser utópica. Nem todos os deficientes auditivos são mudos. Há diferenças entre pessoas que possuem deficiências auditivas ou na fala e um surdo e um mudo. O surdo e mudo não pode viver isolado da sociedade, pois suas limitações não comprometem sua cognição, inteligência e principalmente sua sensibilidade,

A CHESP mantém atendimento telefônico disponível 24 horas por dia para atender seus consumidores, que podem ligar gratuitamente no número: 0800 62 2003 Por meio deste número, consumidores em qualquer ponto da área de concessão da CHESP podem solicitar serviços, comunicar falta de energia elétrica e obter informações.

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basta que desenvolvam outros sentidos e que sejam estimulados, e a maioria é capaz disto. As deficiências estão relacionadas não só à condição individual e intrínseca da pessoa, mas também à sua relação com o ambiente social, com os padrões socialmente aceitos como referenciais e representativos do que seria a normalidade. As mudanças nas Leis em países de todos os continentes tomaram por princípio inviolável “a dignidade da pessoa humana”. Surgiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, Constituição Brasileira e diversas leis, decretos, portarias, conferências em todo o mundo que almeja a garantia dos direitos humanos, especialmente aos portadores de necessidades especiais. O tema ganhou amplo amparo legal, mas não saiu do papel como deveria. Foram utilizados vários termos para os portadores de necessidades especiais, e hoje, esse é o mais utilizado, em diversas legislações o termo portador de deficiência é a respectiva especificação. Nem todo surdo é mudo. Ambos podem desenvolver linguagem, exemplo da linguagem de sinais. É errôneo intitulá-los de surdos-mudos. A surdez e a mudez são deficiências diferentes, às vezes correspondentes. Eles precisam ser estimulados para o desenvolvimento da cognição e potencialidades. A maioria

Eloina Machado Nunes Acadêmica do 8º período de Enfermagem – Unidade Ceres

dos surdos pode desenvolver oralização. A inclusão dos surdos e mudos em sociedade é um direito, um dever. Não há lugar para a ignorância do preconceito na democracia. Na promoção da saúde para uma melhor qualidade de vida, o respeito à vida norteiam todos os âmbitos da ética e da bioética. O enfermeiro é o profissional da saúde mais próximo do surdo e do mudo, desde as Unidades de Estratégia de Saúde da Família aos níveis mais complexos de atendimento das unidades hospitalares. Com isso, várias são as dificuldades encontradas. A principal é a deficiência na comunicação, que em sua maioria, é feita por intermédio de terceiros. Torna-se necessária melhor capacitação para os profissionais da saúde, em níveis de graduação, extensão e educação continuada para suprir as necessidades exigidas por essa demanda. A Enfermagem em sua essência e beleza exerce seus atos para promoção da saúde e proteção da vida. Respeitando as individualidades e tratando de forma diferente os desiguais. Deste modo constrói-se uma sociedade mais humanizada.


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A Relação da Enfermagem com o Paciente Terminal

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tilizando técnicas do Psicodrama, na qual sou especialista, constatei que uma das situações mais temidas pelos alunos, no que se refere a futura prática profissional, é a perda de um paciente. “Como lidar com a morte? Qual o papel do enfermeiro neste momento tão difícil?”. Estes são questionamentos comuns entre eles. Muitas vezes as instituições de ensino superior em Enfermagem não oferecem uma formação adequada suficiente, por abordarem apenas aspectos teóricos relacionados à atuação profissional com o paciente terminal e não havendo preparo prático para lidar com a morte propriamente. Dessa forma, este tema é deixado de lado.

A formação insuficiente e o não falar sobre o assunto pode influenciar de maneira negativa na prática profissional, acarretando um distanciamento profissional entre enfermeiro e paciente terminal, bem como, formar profissionais despreparados para lidar com os sentimentos destes pacientes, seus familiares e a do próprio profissional. Através das técnicas do Psicodrama decidi por realizar em minhas aulas dramatizações nas quais os alunos do 3º período relataram as cenas temidas. Estas eram dramatizadas e todos eram convidados a falar sobre seus próprios sentimentos, emoções e a buscarem juntos, formas de intervenções junto ao paciente e seus familiares. As aulas eram

repletas de muita emoção e trocas de experiências. Foram ministradas no auditório da UEG-UnU Ceres, instituição que, mais uma vez, mostra o quanto está preocupada com a formação integral de seus futuros profissionais. Vale salientar que essa intervenção serve como estratégia para modificar o comportamento do estudante e futuro profissional, tornando-os mais aptos a lidar com a morte e o paciente terminal, sem que este caia na mecanização de sua prática profissional, que, na verdade, nada mais é do que uma forma que encontra para se defender de algo tão temido.

Ana Cristina Gomes Marques de Faria, psicóloga pela UCG em 1999 e pós-graduada em Psicodrama Terapêutico. Ministra na UEG-UnU Ceres a disciplina Psicologia Geral e Psicologia Aplicada à Enfermagem.

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Fisioterapia aplicada ao paciente em pós-operatório A Fisioterapia vem atuando em diversas áreas buscando a melhora do bem-estar e da qualidade de vida do paciente. Quando o profissional se depara com o paciente recém operado em um leito hospitalar, vários fatores devem ser observados e levados em consideração. A condição cárdio-respiratória tornase a maior preocupação do fisioterapeuta, contudo a condição motora jamais deve ser menosprezada. Com relação à avaliação cárdio-respiratória, o fisioterapeuta observará os sinais vitais que englobam frequência cardíaca, frequência respiratória, ausculta pulmonar, pressão arterial, temperatura. Observará ainda a presença ou não de regiões cianóticas (com coloração roxa), geralmente em extremidades. Deve ain-

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da, quando o paciente estiver sendo monitorado, observar valores de saturação de oxigênio. Já a avaliação motora também deve ser minuciosa, pois alguns fatores podem ser relevantes para a situação do pacient. Fatores circulatórios, a rigidez articular, o aparecimento de quadros álgicos (dores), o acúmulo de gases na região abdominal podem ser influenciados pela realização ou não de movimentos. Porém, o tratamento fisioterapêutico nunca será determinado pela cirurgia realizada, mas sim pelo quadro clínico apresentado quando o profissional chega ao leito. O estado nutricional, a velocidade de resposta a estímulos, o humor, as condições físicas do doente influenciarão, mas não determinarão, a técnica a ser realizada no decorrer do

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tratamento. Contudo, através de uma somatória do quadro geral que a melhor terapêutica será adotada e executada. Para cada fator avaliado, uma gama de técnicas pode ser utilizada, cada qual com objetivos de reabilitar um déficit apresentado pelo interno. Podemos destacar algumas delas que são mais usadas: Para o tratamento de problemas respiratórios, as principais manobras uti-

lizadas são a Reexpansão Pulmonar e a Higiene Brônquica. Na reexpansão pulmonar, o paciente é posicionado em decúbito lateral (de lado) e uma compressão na altura das costelas é realizada associada com um padrão respiratório determinado pelo fisioterapeuta. Esse padrão respiratório varia de acordo com a capacidade inspiratória que o doente apresenta no momento da sessão. Já a Higiene Brônquica é um termo que compreende técnicas como a tapotagem, a vibração, a percussão. Essas manobras são usadas com o intuito de eliminar secreções (sanguíneas, catarros e outras) dos pulmões e das vias respiratórias que podem dificultar a respiração. O posicionamento do paciente também varia com a situação apresentada no momento.


provale Um importante auxílio no tratamento fisioterapêutico pulmonar é o Respiron (foto acima). Com ele o paciente faz exercícios de inspiração que vão melhorar a ventilação pulmonar e evitar complicações como a atelectasia (quando o pulmão murcha). O aparelho previne ainda infecções pulmonares em geral. O mesmo exercício pode ser repetido a cada 30 minutos em alguns casos, porém bons resultados são alcançados com a realização do tratamento três vezes por dia. Após o tratamento das vias respiratórias, devemos nos preocupar com a parte motora. Técnicas de exercícios ativos (realizados

ARTIGO pelo paciente) e passivos (realizados pelo fisioterapeuta) são selecionados de acordo com a necessidade do paciente, sempre levando-se em consideração alguma incisão cirúrgica realizada, pois alguns exercícios favorecem o bemestar de alguns e desfavorecem a de outros. Dar orientações corretas e pertinentes a cada caso também é muito importante. O paciente operado que não possui restrições quanto a equilíbrio, a fraqueza muscular, ou qualquer déficit que comprometa a locomoção, deve ser incentivado o quanto antes a deambular (caminhar). A frequência desta caminhada oscila de

acordo com o estado do enfermo, mas pequenas caminhadas pelos corredores do hospital podem ser solicitadas em intervalos entre cada uma hora até cada quatro horas. São as particularidades do procedimento e do paciente que determinarão a rotina. Explicar sempre ao acompanhante a rotina e as solicitações que o paciente deve seguir também tem sua importância, assim o profissional poderá contar com a colaboração da manutenção do tratamento sempre que não estiver presente. Enfim, não podemos questionar a importância da fisioterapia para o paciente no pós-operatório. Vale

Milson Vieira de Sousa Junior Fisioterapeuta, coordenador do Curso de Enfermagem da UEG, especialista em Fisioterapia Neurológica, mestre em Ciências Ambientais e Saúde com aprimoramento em RPG (Reeducação Postural Global)

ressaltar que o paciente receberá alta com um prazo menor ao paciente que fizer a mesma cirurgia e não tiver acompanhamento com um fisioterapeuta.

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Mariana Gidrão Palestrante, terapeuta holística, antropóloga, especialista em sexologia, professora de artes sensuais e dança do ventre, dança árabe, dança egípcia e também coreógrafa. Há mais de 10 anos vive o mundo feminino a fio. Estudiosa da história da mulher, busca incansavelmente maneiras de proporcionar a si e a todas as mulheres que a procuram uma vida mais digna e feliz. Mariana Gidrão motiva, emociona, transforma comportamento, encoraja e estimula as pessoas a serem melhores no que fazem em todos os segmentos da vida. Com muito bom humor e irreverência, mas com toda a seriedade e competência, Mariana Gidrão mostra que na maioria das vezes a chave para quebrar paradigmas, vencer e ser feliz se encontra dentro do nosso potencial empreendedor, criativo e otimista! Ministra por todo o Brasil palestras e workshops corporativos levando para sua empresa ou seu grupo social auto-estima, motivação, criatividade, felicidade, integração da vida profissional com a pessoal, qualidade de vida, melhora das relações interpessoais e desempenho profissional e pessoal, autoconfiança, desempenho e resultados.

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A ditadura da beleza inserida na juventude S e eu fosse um estilista famoso... Qual o produto que eu venderia? A roupa que criei ou a modelo que desfila para apresentála na passarela? É óbvio que pretendo vender a roupa. E por que eu preciso da modelo? Basta raciocinar mais um pouquinho para pegar a ideia da coisa. Vamos lá, quando eu abro meu guarda roupa o que eu pego para vestir? Normalmente é aquilo que vejo, uma calça, uma blusa, um vestido. E consequentemente, aquilo que vejo está dependurado em quê? Sim para quem pensou em um cabide é exatamente essa a resposta. Então vamos para a conclusão, racionalmente falando a modelo nesse ponto de vista ao interesse do estilista nada mais é que um “cabide ambulante na passarela”. Basta olhar a anatomia do cabide objeto e o padrão de corpo das modelos famosas que desfilam... Não meus caros! Não creio que seja mera semelhança. Quanto mais magra for a modelo, mais alta, melhor a postura, rosto com pele “porcelana” e bonito em toda sua geometria...mais a candidata terá chance de seguir carreira como “cabide ambulante”. Quer saber, modelos de passarelas deveriam ser representadas por mulheres normais, pela maioria, não pela minoria. Mulheres com

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o padrão exigido de “perfeição” ditado pelas agências que contratam essas modelos não são nem 5% da população feminina mundial. Pesquisa realizada em uma prestigiada faculdade sobre a

auto-imagem da mulher, sua auto-estima e sua visão de beleza onde os Países pesquisados foram EUA,Canadá ,Inglaterra,França,Itália,Japão ,Brasil,entre outros, apontaram que cerca de 94% das


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mulheres do mundo são normais, ou seja, mais gordinhas, mais magrinhas, possuem celulite, estrias, uma gordurinha localizada em alguma região do corpo, seios fartos ou falta de seios, cabelo liso ou enrolado, com espinhas, negras , brancas, ...enfim nada de padronizado, cada uma com sua beleza peculiar. Nunca a indústria da moda foi tão diversificada, nunca se fizeram tantas cirurgias plásticas nem se usaram tantas técnicas de estética para atingir o belo... porém... nunca, uma geração de mulheres foi tão angustiada, desiludida, frustrada, prisioneira e violentada. Muito mais que a violência dos socos, tapas, chutes ou qualquer outra forma física, hoje boa parte das mulheres são violentadas pela violência verbal, da alma, da emoção, do estereótipo e pior que isso, feridas no único lugar em que não é admissível ser prisioneira, prisioneiras na alma. A juventude está se escravizando com esse novo ideal de Beleza ditado pela mídia.”Para ser bonita tenho que ter o corpo da fulana de tal, o cabelo daquela atriz , usar a roupa que aquela modelo famosa usa”..... e por ai vai. Os homens também são alvos desta ditadura. Vira e mexe, ficam fascinados com tanta exposição da imagem da mulher para atraí-los a consumir algum produto (cerveja, sapatos, carros,cartões de crédito... ) e acabam que acreditando que a mulher ideal é aquela que está do outro lado da telinha e não as que estão acostumados a ver no dia a dia, sua mãe, esposa,

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namorada, colega de trabalho, irmã..mulheres reais. É importante que se compreenda que tantos avanços da medicina e tecnologia para auxiliar na transformação anatômica, física e estética das pessoas são extremamente positivas desde que se reconheça a importância de se unir estética e bem estar emocional, pois nada adianta fazer plástica, injetar botox em alguma parte do corpo, usar a lipoaspiração para remover excesso de gordura sem que antes não se faça uma “lipo” em sua auto-estima, uma plástica na alma. Só assim a mulher contemporânea não se perderá na ditadura da beleza e poderá filtrar o que realmente lhe faz mais feminina e menos escrava. Quando questiono as mulheres sobre que vieram buscar para suas vidas em minhas palestras elas dizem que querem ser mais belas, mais sensuais, mais amadas e atraentes para pessoas que as despertem algum tipo de interesse de relacionamento. De imediato eu respondo que jamais conseguiram chegar a este objetivo sem que antes queiram agradar a elas mesmas e que parem de querer ser objeto de desejo. Atributos externos podem sim ser valorizados e também não sou de forma alguma contra qualquer forma técnica para se atingir o “belo”, mas estas fórmulas não devem ser arraigadas em nossa consciência para que deixemos de olhar ao que realmente importa: a essência humana que está dentro de cada uma de nós. Só assim, seremos modelos na passarela da vida.

O Dom de Ser Mãe

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as batalhas do dia a dia acalentamos nossas preocupações no aconchego do lar. A virtuosidade deste descanso vem de uma figura de aparência doce, mas de coração imenso e firme, cujo sentimento ultrapassa as barreiras do egoísmo e dá maior significado à palavra incondicional. Esta é a descrição que faço, quando me lembro da mãe amável, da mãe acolhedora, da mãe forte, da mãe batalhadora, da mãe trabalhadora, da mãe pai, da mãe mulher. Hoje, sabemos que vários papéis são destinados à mulher, que bravamente rompe as barreiras da discriminação, das dificuldades econômicas, culturais e sociais; e obtém cotidianamente vitórias nas diversas lutas em prol da dignidade, da igualdade e da participação na sociedade dos diversos segmentos a que representa. Para a mulher, a maternidade não é simplesmente um dom, é mais do que gerar. É formar um ser cidadão de si, do outro e da comunidade. Seu compromisso vai além do cuidar, se faz base para a constituição de uma pessoa integrada ao ambiente

onde vive, ativa e relacionada ao contexto do trabalho e da estrutura social a que pertence. É velar para o bem do ser, mesmo sem perceber que atua em favor do todo, da sociedade. Por inigualável responsabilidade e importância, relembro a verdadeira relevância da mulher mãe para a efetiva transformação do ser humano e do ser social, do cidadão. No dia destinado à comemoração das mães devemos prestar uma homenagem à altura de sua dedicação, persistência, desprendimento, comprometimento e participação na construção da gigante máquina humana, composta por sentimentos simples e complexos, por pensamentos fáceis e complicados, mas que ao mesmo tempo é emancipada, tendo o poder de construir a história Inês Brito, vice-prefeita de Ceres

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SAĂšDE

Algumas dicas para

manter sua saĂşde em dia

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A questão da invasão de competência pelos municípios

Por Braz Pesce Russo

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lgumas prefeituras municipais têm pretendido legislar fora de sua esfera de competência, numa aparente medida de populismo político, via de regra, às vésperas de pleitos eleitorais. Assim é que algumas municipalidades, incluindo o Executivo e o Legislativo, ouvem um “canto da sereia” e logo vislumbram ali, uma grande oportunidade de se apresentar como defensores do bem comum. É preciso que essas pessoas, algumas até mesmo de bom senso e boas intenções e que, por isso

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mesmo, precisam ser alertadas do risco e do perigo de iniciativas inconsistentes, como são essas que se arvoram em legislar em matéria estranha à competência municipal. É o que vem ocorrendo em algumas cidades em que suas Câmaras de Vereadores têm elaborado e votado leis abso luta mente inconstitucionais como essas que pretendem “disciplinar a suspensão do fornecimento de energia elétrica”, ou que “a suspensão somente se dará a partir do 5º mês do inadimplemento”, ou que “é proibido o ‘corte’ de energia a funcionários públicos aposentados”... E, por aí vai uma avalanche de aventuras legislativas, todas elas invariavelmente derrotadas no Judiciário. Agora, tem-se notícia que duas leis recentes que, no mesmo diapasão, pretendem extinguir a taxa de religação de energia, nos casos de suspensão de fornecimento. Ora, de início pode-se apontar que

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referidas leis (i) usurpam a competência da União para legislar sobre energia elétrica, violando os artigos 21, XII, “b” e 22, IV, da Constituição Federal; (ii) violam o artigo 175, caput e parágrafo único, incisos I e II, da Constituição Federal, os quais exigem lei nacional para dispor sobre o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviço público federal, bem como sobre os direitos dos usuários; (iii) violam o artigo 37, XXI, da Constituição Federal, o qual consagra o princípio do equilíbrio econômicofinanceiro dos contratos de concessão. Não bastasse isso, é expresso o comando da Constituição ao assegurar, no art.21, que compete “à União explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos. Assim, cabe exclusivamente à União promover os serviços de distribuição de energia elétrica, seja através de

entes tipicamente estatais ou com o auxílio de empresas especializadas no ramo. Tendo em vista a natureza essencial do serviço público de energia elétrica, que é tema de interesse nacional, a Constituição Federal reservou à União o dever de desenvolvê-lo e a exclusividade em discipliná-lo”. Em suma, não há a mínima possibilidade de os municípios exercerem qualquer ingerência legislativa sobre a matéria, eis que toda emanação legal deve provir diretamente do Congresso Nacional (por meio de leis) ou do próprio Presidente da República (através de decretos). E por certo também não se pode admitir que essa ingerência se exerça por meios indiretos (que, mesmo sem pretender disciplinar a distribuição de energia, acabam por afetá-la), ainda que supostamente voltados a interesses municipais. Por isso, cabe este aviso: Senhores Prefeitos e Vereadores, não se deixem levar pelo “canto da sereia”. Braz Pesce Russo, advogado, é Diretor Jurídico da ABRADEE – Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica e sócio da Russo, Maruyama, Okada Advogados Associados


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Comunicação:

quantidade x qualidade Por Antônio Dirceu Pinheiro

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homem, em sua existência, sempre buscou formas de se comunicar. No início, a comunicação entre as pessoas era rudimentar e de pequeno alcance. Com a evolução tecnológica, o processo comunicacional sofreu grandes transformações que provocaram mudanças profundas na sociedade. Atualmente, em qualquer parte do Planeta, o ser humano pode manter contato instantâneo com outra pessoa. A possibilidade de estar conectado, via internet, com o mundo é algo até natural para a atual geração. São redes sociais de relacionamento que dão oportunidade de comunicação on line e off line, sistemas de envio de mensagens eletrônicas instantâneas que permitem escrever, ver e ouvir o interlocutor, a exemplo do MSN e do Skype; blogs, flogs e os celulares, estes verdadeiros computadores móveis. Essa revolução contrasta com as formas de comunicação utilizadas anteriormente pelo ser humano, como carta, telegrama, telefone fixo, etc. A velocidade da comunicação acompanha a rapidez com que a tecnologia avança no mundo. Se levarmos em consideração que as barreiras foram quebradas com a democratização da comunicação – hoje há um número

imenso de pessoas que possui aparelho celular e que utiliza a internet – , o normal seria imaginar que as relações entre as pessoas fossem estreitadas, intensificadas e tivessem uma qualidade cada vez melhor. O que se percebe é, por um lado, uma ansiedade em manter a comunicação com o maior número de pessoas, e, por outro, relações que se tornam cada dia mais superficiais. É a solidão de alguém em frente ao computador buscando se relacionar com milhares de pessoas ao mesmo tempo, sem um vínculo mais forte. Talvez a necessidade de desenvolver várias atividades ao mesmo tempo explique essa superficialidade. Mas e essa busca

desenfreada por tantos meios de se comunicar, o que justifica? O mundo capitalista impõe ao ser humano regras de sobrevivência cada dia mais rigorosas. É preciso ser o melhor sempre. E, nesse jogo da vida, ter “amigos” nas redes sociais de relacionamento significa mais uma oportunidade de ser lembrado por alguém que, de alguma maneira, possa ajudar no processo de sobrevivência nesse mundo de tantas concorrências. Isso explica, de certa forma, porque as pessoas contabilizam os “amigos” no Orkut, Twitter, Sonico e em tantas outras redes. Outra justificativa pode estar no crescente avanço da violência e do trânsito caótico vivenciados

pelos grandes centros. Seja qual for a justificativa, o certo é que a evolução tecnológica tem seus méritos. E um deles é aproximar, com rapidez, as pessoas, mesmo estando elas em continentes distantes, a um custo muito baixo. Mas, ao conviver diariamente com essas novas ferramentas, a nostalgia é inevitável. Apesar de ter vivenciado as dificuldades de comunicação num passado não tão distante, sinto que a comunicação atual é menos intensa do que aquela em que as pessoas visitavam as famílias amigas para bater um papo sentadas em frente às residências, à luz da lua. A palavra amizade tinha um significado muito diferente. Hoje, mesmo tendo todos os recursos, há uma falta de tempo para que esses relacionamentos sejam mais intensos e, tanto a comunicação como a amizade, vivem momentos de uma contradição terrível entre a quantidade e a qualidade. Feliz será o dia em que pudermos aliar as facilidades tecnológicas à comunicação qualificada, aquela que atenda os princípios básicos do processo comunicacional, com emissor, mensagem, meio e interlocutor, numa convergência de ideias, interesses e sentimentos. Antônio Dirceu Pinheiro é radialista, jornalista e professor universitário.

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LEITURA

Engenharia de Software - 8ª Edição 2007, Ian Sommerville, Editora Pearson Education (ingles). Desde a primeira edição deste livro, publicada há mais de vinte anos, muitos dos processos relacionados a hardware e software mudaram, e de modo extraordinário. Naquela época, o software era então destinado principalmente a mainframes, e os computadores pessoais ainda não eram tão populares como hoje. Jamais imaginaríamos o quanto eles invadiriam nossa vida nem quanto eles mudariam o mundo.

Governança Avançada de Ti, Ricardo Mansur, Editora Brasport. Este livro propõe a utilização das melhores práticas como base da pirâmide para equilibrar os desafios da tecnologia da informação: qualidade, custo e tecnologia. A parte inicial deste livro é uma versão atualizada do livro Governança de TI : Metodologias, Frameworks e Melhores Práticas. A segunda parte foi desenvolvida para atender às inúmeras solicitações de evolução do tema. O livro mostra em 22 capítulos o comportamento prático dos conceitos governança, ITAAS, TI Verde, intensidade ideal de TI, retorno de investimento, demonstração de resultados e investimento em tecnologia. Foi adotado o estratagema conceito como exemplo prático para permitir rápido entendimento dos casos. Atualmente, Governança é um tema que aparece no topo da agenda de executivos, diretores, gerentes e especialistas. Os casos de mercado mostram o talento e capital intelectual fazendo a diferença, o que aumentou consideravelmente o número de empresários, empreendedores, investidores, advogados, contadores, economistas, analistas, engenheiros, publicitários, professores, estudantes etc. querendo entender como a governança de TI pode contribuir para o sucesso organizacional.

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Engenharia de Software - Análise e Projeto de Sistemas 2ª Edição, Sérgio Luiz Tonsig, Editora Ciência Moderna. É indicado para quem deseja aprender sobre o planejamento, análise e projeto de software para sistemas de informação. Este livro ensina passo a passo todas as etapas envolvidas no planejamento, análise e projeto de softwares, com demonstrações práticas dos conceitos apresentados. O livro relata com clareza as circunstâncias atuais do desenvolvimento de software no ambiente empresarial, a preocupação do alinhamento dos recursos da tecnologia da informação com as necessidades do negócio da empresa e como esta relação pode atrapalhar ou ajudar na construção de softwares. A estrutura do livro foi especialmente planejada para facilitar o aprendizado progressivo, incluindo os tópicos: • Problemas e Desafios na Gestão de Projetos • Processos de Desenvolvimento de Software • Análise de Requisitos • Análise de Sistemas • Método da Análise Essencial • Análise Orientada a Objetos Utilizando a U.M.L. • Inclui estudo de caso com resolução comentada.


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Medicamentos na Prática Clínica, Elvino Barros e Helena M. T. Barros, Editora Artmed. Este livro apresenta os principais fármacos utilizados na prática clínica, contemplando os princípios gerais de farmacologia e as informações necessárias para uma prescrição adequada, racional e baseada em evidências. A fim de facilitar a busca de informações, os medicamentos foram separados de acordo com o grupo farmacológico e a especialidade médica na qual são mais comumente usados, incluindo informações sobre mecanismos de ação, contra indicações, efeitos adversos e recomendações para situações especiais.

Diagnósticos de enfermagem da NANDA 2009-2011, Nanda Internacional, Editora Artmed. Indispensável para estudantes e profissionais da área, Diagnósticos de enfermagem: definições e classificação 2009-2011 é o guia definitivo para diagnósticos de enfermagem no mundo inteiro. Os diagnósticos seguem a Taxonomia NNN da Prática de Enfermagem e apresentam: - Definição - Características definidoras - Fatores relacionados - Fatores de risco Introdução Parte 1 - Apresentação dos diagnósticos de enfermagem: precisão, aplicabilidade nos diversos cenários e normas de submissão de diagnósticos de enfermagem à NANDA-I 2009-2011 - Levantamento de dados, julgamento clínico e diagnósticos de enfermagem: como determinar diagnósticos precisos Apêndice: estrutura do levantamento de dados do padrão de saúde funcional - Diretrizes Diagnósticos de enfermagem em educação - O valor dos diagnósticos de enfermagem nos registros eletrônicos de saúde - Diagnósticos de enfermagem e pesquisas - Diagnósticos de enfermagem na administração - O processo de desenvolvimento de um diagnóstico de enfermagem aprovado pela NANDA-I Parte 2 - Diagnósticos de Enfermagem da NANDA-I 2009-2011 Domínio 1. - Promoção da saúde Domínio 2. - Nutrição Domínio 3. - Eliminação e troca Domínio 4. - Atividade/ repouso Domínio 5. - Percepção/cognição Domínio 6. - Autopercepção Domínio 7. - Papéis e relacionamentos Domínio 8. - Sexualidade Domínio 9. - Enfrentamento/tolerância ao estresse Domínio 10. - Princípios da vida Domínio 11. - Segurança/proteção Domínio 12. - Conforto Domínio 13. - Crescimento/desenvolvimento Parte 3 - Taxonomia II 2009-2011 História do desenvolvimento da Taxonomia II Parte 4 - Diagnósticos de enfermagem retirados da Taxonomia da NANDA-I 2009-2011 Incontinência urinária total Parte 5 - NANDA International 2009-2011 Glossário de Termos NANDA International 2006-2008. Um convite para você se unir à NANDA International NANDA International: Uma organização voltada aos membros Taxonomia da NANDA International.

LEITURA

Dia-a-Dia Enfermagem 2010, Dirce Laplaca Viana, Editora Yendis. Esta obra tem a finalidade de oferecer ao enfermeiro e demais profissionais de enfermagem um compêndio dos principais assuntos da área, possibilitando uma consulta rápida e objetiva ao temas que fazem parte de sua vida profissional. As questões voltadas à segurança do paciente foram destacadas no sentido de orientar e sensibilizar os profissionais para uma mudança no comportamento e na cultura de segurança. São apresentadas as principais Legislações de Enfermagem com destaque para os principais artigos de forma a incentivar o profissional a conhecer os seus deveres e direitos. Esta obra também oferece, em seu final, uma agenda 2010, que possibilita o planejamento das ações e o agendamento dos compromissos.

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LEITURA Reflexões Sobre Alfabetização - Vol.14, Emilia Ferreiro, Editora Cortez. Emilia Ferreiro descobriu e descreveu a “psicogênese da língua escrita” e abriu espaço para um novo tipo de pesquisa em pedagogia. Ela desloca a investigação do “como se ensina” para “o que se aprende”. O processo de alfabetização nada tem de mecânico, do ponto de vista da criança que aprende. A criança constrói seu sistema interpretativo, pensa, raciocina e inventa buscando compreender esse objeto social complexo que é a escrita. Essa mudança conceitual sobre alfabetização acaba levando à mudanças profundas na própria estrutura escolar.

Aderência: A Prática do Exercício Físico em Academias, Fábio Saba, Editora Manole. Por quê as pessoas desistem da prática de uma atividade física? Qual o motivo para a alta rotatividade de alunos nas academias? O que fazer para que os alunos não abandonem os programas de exercícios? O que leva um praticante a manter-se constantemente em atividade física é o hábito. A aderência, conjunto de determinantes pessoais e ambientais característico do exercício, propicia a manutenção da prática física por longos períodos de tempo, elevando a qualidade de vida do indivíduo e garantindo mais saúde e satisfação, ou seja, trabalhando o wellness. Aderência à Prática do Exercício Físico em Academias pretende deixar profissionais, empresário e estudantes atualizados com o que há de mais avançado no cenário mundial da Educação Física, estudando a aderência e o wellness em parâmetros nacionais. Ao final da obra, é apresentado um trabalho de campo que compila dados sobre a realidade das academias no Brasil. Fabio Saba é Mestre em Educação Física pela USP e professor de cursos de graduação e pós-graduação em faculdades como USP, FMU, UNIBAN, UNAERP, UNIMES e UNOPAR. Por vários anos, foi diretor técnico, coordenador e professor de academias no Brasil. Foi eleito profissional TOP ENAF em 96 e 97, sendo muito requisitado em congressos e convenções nacionais e internacionais. É consultor em montagem e reestruturação de academias em todo o país e também no exterior, além de membro e conselheiro do CREF-SP, Conselho Regional de Educação Física em São Paulo.

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Atividade Física e Obesidade, Claude Bouchard, Editora Manole. Atividade Física e Obesidade oferece aos estudiosos da ciência do exercício e da medicina esportiva um guia de referência que apresenta os pontos mais relevantes na relação entre atividade (ou inatividade) física e obesidade. Cada um dos 19 capítulos deste livro foi escrito por um ou mais especialistas na área. Esses importantes clínicos e cientistas apresentam explicações claras sobre conceitos, técnicas de pesquisa e seus resultados. Além disso, os autores oferecem discussões abrangentes e atualizadas sobre os vários aspectos da atividade física e obesidade. Todos os dados foram revisados, classificados e ilustrados em tabelas e gráficos. Atividade Física e Obesidade é uma fonte indispensável para pesquisadores, médicos, agentes de saúde pública e estudantes. De fato, este é um excelente livro para quem pretende entender melhor o papel da atividade física na adequação de equilíbrio energético geral e sua influência na saúde do obeso.


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Redes WiMax V

ocê já se imaginou passeando por toda a cidade e ainda permanecer conectado à Internet, combinando Mobilidade e Internet Banda Larga através de dispositivos baratos? Pois esta é uma das propostas do WiMax (tecnologia de comunicação sem fio de alta velocidade que possibilita a transmissão de dados, voz e vídeo em alta qualidade). Tecnologia que pode ser acessada através de dispositivos portáteis (celulares, smartphones) além de notebooks e computadores pessoais. O WiMax funciona de maneira semelhante ao WiFi, mas com algumas particularidades: Área de cobertura de até 50 km; Taxa de transferência de até 75 Mbps; Possui criptografia Triple-DES. Devido sua grande área de cobertura, o WiMax pode suprir as necessidades das zonas rurais e subúrbios onde as atuais tecnologias de internet banda larga não podem alcançar, seja por limitações físicas (estrutura de cabeamentos) ou pelo altos valores cobrados. O WiMax também trabalha enviando seu sinal através de frequências de rádio, sendo duas faixas em utilização: WiMax “fixo” ou “nômade” – As estações terminais podem ser nômades (mobilidade restrita). O local

onde está colocada a estação terminal pode variar dentro da célula, mas ela está parada quando em operação. (Ex.: Computador pessoal). WiMax “móvel” (802.16e) – A rede WiMax é formada por um conjunto de células e os terminais são portáteis e móveis como no celular. É possível trocar de célula durante a comunicação (handover). (Ex.: Dispositivos portáteis). O sistema WiMax é composto basicamente por duas partes: Torre de Comunicação WiMax: O funcionamento dessa torre é semelhante ao da torre de telefonia celular. E uma única torre pode cobrir uma área de aproximadamente 8.000Km². Essa torre é res-

ponsável por enviar o sinal até o aparelho receptor do usuário. Receptor/Antena WiMax: Pode ser um cartão PCMCIA, adaptador USB ou poderiam ser integrados aos dispositivos portáteis como o Wi-Fi o é hoje. Equipamento que o usuário precisa para receber o sinal WiMax. A tecnologia de redes WiMax ainda encontra-se em fase de aperfeiçoamento, estudos e consequentemente sua popularização, processo este que se torna fácil levando em consideração as limitações impostas pelas atuais tecnologias, seja pelo alto preço aplicado pelas operadoras ou pela dificuldade de alcance atualmente encontrados.

Hugo de Moura Campos Bacharel em sistemas de informação e Especialista em em Redes e Banco de Dados para WEB

Atualmente existem alguns projetos de redes metropolitanas utilizando a tecnologia WiMax, como “Cidade Digital” em Ouro Preto, Minas Gerais, onde a população vem sendo beneficiada com a disponibilização de Internet Banda Larga de forma gratuita, projeto este que esperamos que num futuro bem próximo possa se estender a várias cidades do Brasil, levando a inclusão digital até lugares antes nunca imaginados.

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Onde desliga Roitier Campos Gonçalves é aluno do Curso de Sistemas de Informação e Auxiliar de laboratório da UEG de Ceres

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uitas pessoas param para pensar e se perguntam: “Onde desliga a Internet?”. Certa vez, estive conversando com um usuário iniciante de Internet Banda Larga, e o mesmo me fez a seguinte pergunta: “A Internet desliga que horas?”. Confesso que no momento fiquei apático e não sei sequer se consegui responder a pergunta de forma clara, até mesmo porque achei que era uma pergunta absurda, mas depois de algum tempo, olhando a Internet como “os olhos daquele usuário”, me vejo na mesma condição e corro o risco de me perguntar a mesma coisa. Seria muita ignorância me fazer àquela mesma pergunta? Talvez sim! Talvez não! Quantos de nós somos capazes de dizer que a Internet não tem um botão de LIGA e DESLIGA? E se alguém acha que tem, onde está esse botão? Quem tem esse controle? Uns vão dizer que está nas mãos do Barack Obama, presidente dos Estados Unidos da América e para a maioria, o homem mais poderoso do mundo, outros vão dizer que está nas mãos do Primeiro Ministro do Japão, Hatoyama Yukio, já

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que o Japão é uma das maiores referências em tecnologia no mundo. Talvez o mais fanático dissesse que está nas mãos do presidente Lula. A verdade é que a maioria das pessoas acredita que nem mesmo o homem mais poderoso do mundo, seja ele quem for, seria capaz de desligar a Internet. Em um blog do Yahoo Brasil, uma participante arriscou perguntar se seria possível desligar a Internet. A resposta mostra a dimensão da grandeza que se tornou essa ferramenta. Veja a resposta: “Acho difícil, pois a Internet é uma rede de ramificações informatizadas internacionalmente. Mas se acontecesse talvez uma chuva cósmica vinda do sol, talvez sim. Essa chuva cósmica viria com uma intensidade tão forte que quase tiraria a proteção gravitacional da Terra, causando um forte impacto na mesma, fazendo com que todas as fontes de energia geradas por qualquer tipo de força elétrica perdessem sua energia, isso aconteceria em todos os países da Terra... Os cientistas já programaram uma chuva dessas lá pelo ano de 2011, será????” (http://

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br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070822180 701AA6ksrz) O que torna a Internet tão poderosa que nem mesmo quem a criou não possa desligá-la? A Internet é um conjunto de redes interconectadas através de roteadores distribuídos em todos os cantos do mundo. Esses roteadores interligam as redes, fazendo com cada rede troque informações, independente de um determinado servidor. Ou seja, podemos ter uma pane

geral em um determinado roteador aqui em Goiás, e isso não seria o suficiente para desligar a Internet, visto que muitas outras redes se comunicam independente desse roteador. A função desses roteadores é similar a dos Correios. Um dado é transmitido em um determinado ponto da rede e, de roteador em roteador, esse dado vai sendo repetido até que ele chegue até o destinatário. A função de encaminhar esse dado para o endereço correto do destina-


provale tário é do roteador. É nesse momento que a semelhança com os Correios cresce. No caso dos Correios, se um determinado veículo quebrar e as correspondências contidas ali atrasarem, ou até mesmo se perderem, isso não afetaria as correspondência de outros veículos. No caso dos roteadores, a mesma coisa acontece, quando um determinado roteador para de funcionar, os dados transmitidos em outros segmentos da grande rede não são afetados e os dados do segmento afetados são retransmitidos para outros roteadores, a fim de con-

ARTIGO cluir a transmissão e garantir a entrega. Talvez fosse esse o grande segredo de não ser possível desligar a Internet. Já que o controle não está nas mãos de um só homem. Pode ser muito romântico, mas não exagero, dizer que a Internet é uma das maravilhas do mundo. Se colocássemos ao lado das Pirâmides do Egito, ou das Muralhas da China, ou até mesmo ao lado do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Internet ganharia com vantagem esmagadora, já que não temos nenhuma política extremista que invista tanto para que

a população visite o Cristo Redentor, ou qualquer outra grande maravilha do mundo. Em contrapartida, o Governo Federal tem sido enfático em dizer que até o final do ano de 2010 toda a população tem que ter acesso a Internet. Veja a declaração do Ministro das Comunicações, Helio Costa, ao Jornal O GLOBO em 16 de setembro de 2009: “A única coisa que ficou decidida, que eu posso falar, é que o presidente deu 40 dias para que os ministros apresentem um Plano Nacional de Banda Larga de maneira que todas as cidades brasileiras terão, até

o final do governo Lula, um acesso a Internet Banda Larga que seja realmente veloz, rápido e barato”. (http://oglobo.globo.com/ economia/mat/2009/09/16/ lula-quer-banda-larga-em-todosos-municipios-do-pais-antes-dedeixar-cargo-767632700.asp) Podemos “concluir” então que além de não ser possível desligar a Internet, as autoridades estão investindo pesado para ela seja tão importante quanto Água e Luz. Se isso é bom ou ruim, só o tempo vai dizer. O importante é estar preparado para o porvir!

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Geoprocessamento: como ferramenta na gestão pública municipal de Goianésia Por Maycon Júnior Ramiro

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apas para fins de planejamento e estudos há tempos são utilizados, antes de forma arcaica através de mapas manuais, a cartografia. Hoje, após sua evolução, a utilização da cartografia, agora aliada à informática avançada e ciências exatas ganha nova roupagem e tratamento, sendo agora designado geoprocessamento. Seu papel, inicialmente desenvolvimento para controle das áreas verdes e de preservação ambiental mundial, foi adotado em diversos segmentos, como o controle de trânsito, controle e pesquisa de vias rodoviárias, controle do crescimento urbano e outros. A ferramenta, de tão grande capacidade e diversidade de aplicabilidade, está hoje sendo empregada na gestão pública. Através da utilização das ferramentas de geoprocessamento, a obtenção de informações táticas e objetivas, quanto à elaboração de mapas temáticos sobre abordagens diversas, sob um curto espaço de tempo e com grande confiabilidade, ajuda consideravelmente as tomadas de decisões e elaboração de planos e diretri-

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zes para a gestão, de forma a intervir eficientemente na distribuição de recursos e infra-estrutura, além do conhecimento das potencialidades e desafios a serem trabalhados para o desenvolvimento do município. No paço municipal de Goianésia é realizado o estudo de caso, onde será desvendado, desde o processo de implantação do sistema até sua intervenção no planejamento urbano, tornando-se uma poderosa aliança para o gestor municipal. O uso da ferramenta de geoprocessamento, na prefeitura municipal de Goianésia, teve como principal objetivo de instalação a busca pelo conhecimento referenciado do município para estudo de alternativas e investimentos, como também para fins de regularização na arrecadação tributária. O sistema, um ano posterior à sua instalação e feita o processo de alimentação dos dados, foi amplamente usado para a arrecadação tributária, e a partir deste, se fazia o levantamento dos dados para confecção de mapas temáticos, que foram utilizados no planejamento

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estratégico do município. Apesar do alto investimento realizado para a adesão a esta ferramenta e do custo da consultoria e mão de obra especializada, pelo menos no início do projeto, o município só tem ganhar, uma vez que para se governar bem um espaço delimitado, com muitas variantes condicionando suas decisões, como pessoas, economia, saúde, educação, necessita-se de uma visão territorial para se nortear e, a partir dessas informações, traçar planos e estratégias, a fim de melhor cumprir com o papel do gestor. A função dos gestores e representantes do povo é condicionar a cidade, a fornecer o mínimo de estrutura

básica, propiciando assim a habitação de forma decente e posterior, não permitindo a falta de infra-estrutura, saneamento, lazer, educação e saúde. A utilização do sistema é de extrema vantagem, uma vez que se pode fazer o estudo real de caso, seja da distribuição de creches, de escolas, hospital, áreas verdes, como o levantamento de quais ruas ou bairros, têm ou não, água tratada, energia, esgoto, asfalto, dentre outros. Assim, com o levantamento, feito imediatamente pelo sistema, se obterá as informações necessárias para se traçar um plano de investimento, auxiliando assim na gestão pública, em todos os assuntos e setores. A vinculação de um Geoprocessamento adequado e um SIG possui reais possibilidades de auxiliar na tomada de decisão da gestão municipal, na busca de investimentos e principalmente na melhor estratégia de aplicação e distribuição dos recursos, assim, levando a satisfação aos habitantes, e dando-lhes provas de um trabalho estruturado e eficaz, onde se preza a valorização e bem estar do cidadão.


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Sistemas de Informações nas organizações e sua importância

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onstata-se hoje que o Sistema de Informação tem grande importância como ferramenta nos processos administrativos das melhores empresas. Com a economia assumindo tendências globais, a informação passou a se equiparar com todos outros recursos de produção. Pode-se dizer com isso que a informação assume a realidade de um mundo globalizado, tornando assim cada dia mais crucial para as pequenas e grandes organizações e provocando uma alteração substancial na administração.

O maior objetivo do Sistema de Informação dentro das empresas é auxiliar nos processos e tomadas de decisões, uma vez que o sistema sendo eficiente vai gerar um grande impacto nas estratégias corporativas, automaticamente consistirá no sucesso da empresa. Entre os benefícios gerados pelo Sistema de Informação, vale destacar: • Suporte à tomada de decisão profícua; • Valor agregado ao produto (bens e serviços); • Mais segurança nas informações, menos erros,

mais precisão; • Aperfeiçoamento nos sistemas, eficiência, eficácia, efetividade e produtividade. Para obter esses benefícios a empresa deve trabalhar com subsistemas, utilizando equipamentos de processamento de dados e recursos de informática, fazendo assim funcionar um sistema integrado. Com este em funcionamento, a empresa que usa o sistema de informação como ferramenta pode trabalhar com segurança, tendo tempo suficiente para avaliar procedimentos de rotinas, planejar a médio

Guthemberg Borges Coordenador do Curso de Sistemas de Informação da UEG de Ceres - graduado em Tecnologia em Processamento de Processamento de Dados e Especialista em MBA WEB e Sistemas de Informação

e longo prazo, bem como, decidir com segurança e confiabilidade os seus processos.

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NOTINHAS

Vem aí o VII TIVASP Acontecerá entre os dias 10 e 12 de junho o VII TIVASP (Seminário de Tecnologia da Informação do Vale de São Patrício), cujo tema será “Tecnologia da Informação e os profissionais do futuro”. Em seu sétimo ano consecutivo o evento tem o intuito de apresentar produções e aplicações relacionadas à Tecnologia da Informação, de uso frequente de toda comunidade, além de incentivar o comércio local e a inserção no mercado de trabalho dos profissionais de qualidade formados na região. Informações no site www.tivasp.com.br ou pelo telefone 8438-6402.

Curso de UML Visando atender a demanda da sociedade local e comunidade acadêmica, foi criada uma nova turma do curso de UML, que agora está sob a coordenação do professor Jefferson Silva Araújo. O curso teve início dia 8 de maio, às 14h, no Campus I da UEG de Ceres.

Uma leitura agradável A biblioteca da UEG-UnU Ceres recebeu novas bibliografias, computadores e móveis para melhor adequação dos que a utilizam. O investimento irá proporcionar um ambiente agradável e propício aos estudos dos discentes e docentes desta Unidade.

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NOTINHAS

Sucesso foi a marca da VIII Jornada Cultural da UEG Os nossos parabéns ao professor Oberdã Fernandes de Lima pela realização da VIII Jornada Cultural da UEG, realizada de 20 a 24 de abril. Seu esforço e dedicação muito nos orgulham.

A palestrante da primeira noite da jornada cultural, Mariana Gidrão com Iasmim Carneiro* que foi a vencedora da edição de 2010 do prêmio talentos, batendo mais de 350 candidatos de todo o país e somente ela era competidora infantil. O Prêmio Talentos agracia pessoas que têm dificuldades por causa de síndromes, doenças ou deficiências, mas que não se deixam vencer pelos obstáculos e acabam superando limites e preconceitos. * Filha da pianista Flávia Carneiro, que também é aluna do curso de pós-graduação em Docência Universitária

Em andamento a IV Jornada de Enfermagem da UEG Dias 21, 22 e 23 de maio acontece na UEG de Ceres a IV Jornada de Enfermagem. Professores, alunos e sociedade se preparam para mais um grande evento no segmento. Aguardem...

Campeonato na universidade Atenção ATLETAS, vem aí o IV Campeonato de Jogos Internos da UEG! O evento está previsto para os dias 24 a 30 de junho. Organizem seus times e preparem suas torcidas que o campeonato será de grandes emoções!

IFG lança turma de Ciências Agrárias O Instituto Federal Goiano (IFG), campus Ceres, iniciou neste semestre sua 1ª turma de Bacharelado de Ciências Agrárias, coordenado pelo professor e doutor Cleiton Mateus. Os nossos parabéns ao Instituto.

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COPA 2010

TENHA A TABELA OFICIAL E

ste ano as nossas atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo 2010, que será disputada na África do Sul. Este é um momento de alegria para o torcedor do futebol brasileiro. Para não perder nenhum jogo, anotar o placar e acompanhar o Brasil, confira a Tabela da Copa do Mundo 2010, na próxima página Desenvolvida pelo Globoesporte.com, a Tabela da Copa do Mundo de 2010 contém as datas dos jogos de todos os grupos, além do cruzamento das próximas chaves até a grande Final. Você pode anotar os resultados das partidas. A Copa começa no dia

11 de junho de 2010 e terá como jogo de estreia África do Sul x México, às 11h (horário de Brasília) na cidade de Joannesburg. O primeiro jogo do Brasil será no dia 15 de junho,

contra a Coreia do Norte, as 15h30, na mesma cidade. Em 2010, apenas duas seleções vão estrear na Copa do Mundo, a Eslováquia e a Sérvia. A Copa do Mundo da

Fifa é disputada desde o ano de 1930, quando teve o Uruguai como país sede e campeão. Na época, apenas 13 seleções participaram, sendo 4 da Europa e 9 das Américas. A primeira Copa do Mundo que contou com a participação de algum país que não fosse desses dois continentes, foi a de 1934, quando o Egito participou. Em 79 anos de história da Copa do Mundo, o Brasil foi o país que mais conquistou títulos, sendo cinco no total (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002). Além disso, o Brasil é o único que participou de todas as edições e já está garantido na Copa de 2014, já que será a sede.

Lista de Convocados da Seleção Brasileira Não houve surpresas na convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo da África do Sul. O técnico Dunga anunciou no dia 11 de maio os 23 jogadores para a disputa do Mundial. Dos Meninos da Vila, apenas Robinho confirmou sua presença no selecionado. Neymar e Paulo Henrique Ganso, festejados por partes da torcida e da mídia brasileiras, ficaram fora da lista. Se não houve surpresas, as novidades ficaram por conta das presenças dos goleiros Gomes, do Totte-

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nham, da Inglaterra ––no lugar de Victor, do Grêmio ––e do atacante Grafite, do Wolfsburg, da Alemanha–– que substituiu o atacante Adriano, do Flamengo. A Seleção de Dunga para o Mundial é “europeia”. Dos 23 convocados, 19 jogam em países da Europa, e um na Turquia, país euroasiático. Apenas 3 jogadores –– além de Robinho, que joga no Santos, mas é emprestado do Manchester City, da Inglaterra, Gilberto, do Cruzeiro, e Kléberson, do Flamengo –– defendem clubes brasileiros.

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Confira a lista dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga para a Copa do Mundo GOLEIROS:

Julio César (Inter de Milão), Gomes (Tottenham), Doni (Roma)

LATERAIS:

Maicon (Inter de Milão), Daniel Alves (Barcelona), Michel Bastos (Lyon), Gilberto (Cruzeiro)

ZAGUEIROS:

Lúcio (Inter de Milão), Juan (Roma), Luisão (Benfica), Thiago Silva (Milan) Felipe Melo (Juventus), Gilberto Silva (Panathinaikos), Ramires (Benfica), Elano (Galatasaray), Kaká (Real

MEIO-CAMPISTAS: Madrid), Josué (Wolfsburg), Julio Baptista (Roma), Kleberson (Flamengo)

ATACANTES:

Robinho (Santos), Luis Fabiano (Sevilla), Nilmar (Villarreal), Grafite (Wolfsburg)

RESERVAS

Alex (Chelsea - zagueiro), Carlos Eduardo (Hoffenheim - meia), Ronaldinho Gaúcho (Milan - atacante), Sandro (Internacional - meia), Ganso (Santos - meia), Marcelo (Real Madrid - lateral) e Diego Tardelli (Atlético-MG - atacante)


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PRODUÇÃO ACADÊMICA

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lém dos cursos de graduação em Enfermagem e Sistemas de Informação, a Unidade Universitária da UEG de Ceres, em parceria com a OSCIP Provale, ofereceu no primeiro semestre deste ano, os cursos de pós-graduação em Administração Hospitalar, Saúde Pública, Docência Universitária e Redes e Banco de Dados para Web. Os cursos têm proporcionado um excelente grau de satisfação por parte dos cursistas e dos professores do quadro que otimizaram ao máximo a matriz curricular, contribuindo de forma vanguardista para a formação dos profissionais da região do Vale de São Patrício. Para o segundo semestre de 2010 a parceria já está lançando a reedição do curso de pós-graduação em Redes e Banco de Dados

para WEB e de Educação Infantil. Foi apresentado ao Conselho Acadêmico a proposta de um curso de pós-graduação Lato Sensu que contemple a formação de profissionais da área de Psicopedagogia Institucional e Clínica, o que tem sido um ansioso desejo de profissionais da região. E pelo fato da UEG ainda não ter um projeto de Psicopedagogia Clínica, este estará a cargo do professor Oberdã Fernandes que já é autor do curso Sequencial de Gestão das Organizações de Saúde e da pós-graduação em Administração Hospitalar e Saúde Pública. Para saber mais, entre em contato pelo telefone (62) 3307-1083, fale com Warlene ou Oberdã, ou se preferir envie e-mail para Oberdã Fernandes: oberpsyk@yahoo.com.br. A seguir apresentaremos alguns resumos de trabalhos de graduação e pós-graduação.

Automação Industrial na usina Jalles Machado S/A: Uma Análise do Software e Hardware Industrial Dinayhany Aparecida Vilma de Souza

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ste trabalho apresenta um estudo sobre a Automação Industrial na Jalles Machado S/A. Mostra um conceito sobre a história da Informática como fator importante na vida do homem, automatizando as informações e tarefas. Na história da informática alguns fatos tiveram grande importância como o aparecimento dos computadores, desenvolvimento de softwares e equipamentos periféricos de entrada e saída de informação, sendo assim as tarefas do dia a dia também sofreram mudanças, foram automatizadas. Relata-se também a Revolução Industrial que foi um

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fator histórico que modificou a Idade Contemporânea proporcionando melhorias para as indústrias, até chegar à industrialização. A partir desses acontecimentos, a tecnologia e equipamentos surgiram com mais eficiência, tornando os processos industriais mais ágeis e confiáveis. A história da automação industrial é um conjunto de máquinas ou equipamentos que executam tarefas e tem como objetivo melhorar a produção nas indústrias com respostas mais rápidas e produtos de maior qualidade. O foco é descrever a automação industrial na Usina Sucroalcooleira Jalles Machado S/A, localizada na cidade de Goianésia – GO, suas

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técnicas, as mudanças, a importância da automação para a indústria. O estudo de caso utilizou como instrumentos de pesquisa coleta de dados, questionários, entrevistas, e observações “in loco”. Foram abordados fatores como: estrutura organizacional do setor, softwares, máquinas e equipamentos necessários. Após o estudo de caso, notou-se a importância da Área de Automação Industrial, as vantagens e desvantagens de sua aplicabilidade. Vale ressaltar que a necessidade de automação não cabe somente as indústrias, mas também as empresas, escolas e na vida cotidiana, visto que os automatismos

possibilitam controle, agilidade e muitas vezes conforto. A automação dos processos pode trazer aumento da competitividade entre as empresas através da redução de custos com pessoal, mais qualidade, maior disponibilidade dos produtos e resposta rápida ao pedido do cliente. Os meios que a automação utiliza têm o objetivo de aumentar a produção em tempo menor, pois possibilita às indústrias uma melhor tomada de decisão nos processos. Como as mudanças ocorrem diariamente, com certeza a automação industrial poderá sofrer modificações de acordo com o avanço das tecnologias.


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Assistência de Enfermagem ao Paciente Portador de ICC em Ceres/Goiás Luciele Pereira da Silva

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equipe de enfermagem desempenha papel fundamental na assistência ao paciente portador de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Esta é uma patologia crônica, possuindo caráter de saúde pública no mundo, devido ao grande número de pessoas portadoras de ICC, principalmente na faixa etária acima de 50 anos e seus altos índices de morbi-mortalidade. Apresenta quatro estágios que devem ser analisados de acordo com o estado do paciente, instigando a equipe de assistência a oferecer tratamento

eficiente. A Insuficiência cardíaca congestiva resulta da falência cardíaca e possui um mau prognóstico quando não tratada precocemente e de forma adequada. As literaturas pesquisadas definem a IC como uma síndrome que pode ser resultante de qualquer doença que afete o coração, caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue, nutrientes e oxigênio suficientes para suprir as necessidades do coração, demais órgãos e tecidos, e diminuição do débito cardíaco. Disfunção miocárdica associada à redução na

capacidade ao exercício, alta incidência de arritmias ventriculares e diminuição da expectativa de vida. (BARRETO; ALBANESE, 1996). A assistência de enfermagem de forma qualificada intervém no sucesso do tratamento deste paciente. Quando a equipe de saúde está preparada é possível atender o paciente no estágio agudo da doença e proporcionar-lhe continuidade do tratamento fora do ambiente hospitalar. Estimulando estes pacientes a aderirem ao tratamento e ao auto cuidado em domicílio, incorporando a família à necessidade do pacien-

te à adesão ao tratamento, sua patologia e como lidar com ela. Desta forma a enfermagem reduz drasticamente os índices de re-hospitalizações, aumentando a expectativa de vida e proporcionando melhora na qualidade de vida desses pacientes. Na cidade de Ceres, situada no interior do estado de Goiás, onde se enfoca a pesquisa, percebe-se que há uma falta de profissionais capacitados para atender a demanda e a necessidade dos pacientes e familiares portadores de ICC. Desta forma fica prejudicada a assistência, onde o paciente é o centro das atenções.

Chip em Carne e Osso: Prótese Para Mãos – Um Estudo dos Mecanismos, Atuadores e Sensores Neila Maria de Sousa Ramos

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s desenvolvimentos em Inteligência Artificial progridem lado a lado com o progresso dos computadores que, no decorrer do tempo, começaram a afrontar essas máquinas como inteligentes, alterando ainda o nosso conceito de inteligência e aproximando os conceitos da máquina, tradicionalmente não inteligente da inteligência, aptidão antes assinalada excepcionalmente ao homem. Apenas recentemente, com o surgimento do computador moderno, é que a inteligência artificial ganhou meios e massa crítica para se estabelecer como ciência integral, com problemáticas e metodologias próprias. Inicialmente, a IA visava reproduzir o pensamento humano, que várias invenções propiciaram o conhecimento tecnológico necessário para suprir grada-

tivamente o trabalho humano pela máquina, algumas das quais originaram a ciência da Robótica, sub-área mais conhecida da IA, que imita o ser humano em sua forma física e trabalha na construção de máquinas que nos auxiliem em trabalhos forçados e repetitivos. Ao término deste estudo percebe-se o quanto a IA envolve várias pesquisas e estudiosos. E como o tema em questão está sempre em discussão. Para que os seres humanos possam conquistar a superioridade sobre todas as outras, determinados cientistas acreditam que o melhor modelo para a computação seja o cérebro humano, para desenvolver máquinas que sejam adequadas de aprender com a experiência. Os cientistas sempre desenvolveram máquinas que têm a

capacidade de auxiliar, completar potência ou velocidade, amortizar o tempo de trabalho ou aumentar a força do ser humano. Acredita-se que são poucas as máquinas que são aptas a fazer o que o ser humano não faz, porém, todas podem fazê-lo de uma maneira bem mais eficaz. No discorrer do estudo viu-se que as redes neurais são especialmente utilizadas para designar sistemas de inteligência artificial. Os computadores tradicionais fazem isso de maneira simulada, no entanto sua função principal é acompanhar regras ou comandos proporcionados pelo usuário. Deste modo, a Inteligência Artificial determinada por computadores tradicionais são simulações de inteligência concreta ou consiste em apresentar respostas de acordo com as regras e comandos de um programa pré-

estabelecido. Nenhuma máquina tem a habilidade de poder ultrapassar a inteligência humana. Porém, a maioria tem a capacidade de diversos processamentos por segundo de calcular inúmeras possibilidades, entretanto nenhum computador é está apto a aprender com seus erros. A IA continua a ser a pesquisa do modo, atitude, costumes e como os seres humanos pensam, com o objetivo de modelar esse pensamento em procedimentos computacionais, arriscando assim, estabelecer explicações algorítmicas dos processos mentais humanos. É isto que diferencia a IA dos outros campos de saber, uma vez que ela coloca em evidência a elaboração de teorias e modelos da Inteligência como programas de computador.

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PRODUÇÃO ACADÊMICA

As Percepções dos Pacientes da UTI e de seus Familiares em Relação à Atuação Humanizada do Enfermeiro Flávia Cristina Rodrigues de Sena

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presente estudo teve como objetivo avaliar e analisar a percepção dos pacientes da UTI e de seus familiares, visando notar o olhar crítico dos mesmos, em relação à atuação humanizada dos enfermeiros. Considerou-se significante relatar no decorrer do tra-

balho sobre os históricos da enfermagem e da Unidade de Terapia Intensiva, para entender como tudo começou e, discorrer do processo de humanização dentro da Unidade, e a importância da ambientação humanizada para facilitar a inserção da enfermagem no processo de humanização, já que para o enfermeiro se hu-

manizar, é preciso que o meio em que ele está inserido também se humanize. Foram relatadas também as adaptações e barreiras que o profissional de enfermagem deve enfrentar para tornar-se humanizado e a percepção dos usuários quanto a essas barreiras, pois as mesmas tornam-se um entrave na re-

lação enfermeiro-paciente, e, enfermeiro-família, impedindo o profissional de atingir a humanização. Conclui-se então, que a humanização deve estar no cotidiano da Unidade, da equipe, do profissional, e até dos usuários, que devem compreender o árduo trabalho da enfermagem, e ajudá-lo mutuamente a se humanizar.

Pós-Graduação na área de Informática Sistema de Apoio a Tomada de Decisão na Concessão de Crédito Utilizando-se a Web Como Meio de Tráfego de Dados Fabrício Pereira de Castro

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presente artigo pretende elaborar um sistema que centralize as informações cadastrais dos clientes em

uma base única de dados e compartilhe estas informações sobre os mesmos com os demais usuários do sistema utilizando a Web como meio de tráfego de dados.

Informações estas que contribuirão para tomada de decisão na hora da concessão do crediário. Utilizando-se dos históricos e informações cadastrais o sistema deverá

calcular o scoring de cada cliente, pontuação, afim de que possam ser identificados eventuais riscos. Palavras-chave: Cadastro Único, Scoring, Crediário.

Impactos da Inclusão Digital no Ensino Público Municipal de Itaberaí Baltazar Carlos Ferreira, Clenio Ferreira da Silva e Sidney Benedito da Silva

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presente artigo pretende elucidar sobre o assunto Inclusão Digital, os alicerces que a constitui, bem como definir seu conceito básico inserido como parte de algo maior, a Inclusão Social, e ainda, o impacto social causado pela im-

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plantação de um laboratório de computação em uma escola municipal. O mundo globalizado é fortemente dependente das tecnologias para realização das mais variadas atividades cotidianas em que milhares de pessoas estão conectados pela Internet ou outro tipo de advento tecnológico, o que provoca uma tendência: cada dia

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um maior número de pessoas se inserem no “mundo digital” ou pelo menos necessita de alguma forma, ter contato com a tecnologia. Em busca de apresentar os impactos causados pela inclusão digital, além da pesquisa bibliográfica, este artigo utiliza um estudo de caso sobre a implantação de um projeto governamental na

rede pública de ensino da cidade de Itaberaí no Estado de Goiás, possibilitando a verificação dos impactos e de que forma eles alteram a comunidade escolar e o processo ensinoaprendizagem. Palavras-chave: Inclusão Digital, Ensino Público, Ensino-Aprendizagem, Impactos da Inclusão Digital.


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Percepção da Formação do Aluno do Curso de Proeja – Informática Marcelo Ferreira Ortega e Paulo Afonso Bento

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Ministério da Educação, juntamente com os Institutos Federais de Ensino Tecnológico, visando a educação de jovens e adultos, criou o

Proeja – Programa de Ensino de Jovens e Adultos. Este programa, além de contemplar o ensino médio, possui em sua grade curricular um ensino técnico vinculado, fazendo assim com que o aluno deste programa venha a

cursar o ensino médio já com um conhecimento técnico em determinada área. No entanto, vamos aqui neste artigo, fazer um estudo da percepção desses alunos sobre este programa e o que eles esperam receber. A metodologia

usada foi um estudo de caso, utilizando-se de vários instrumentos investigativos como: documentos, questionários, entrevistas e observações em sala de aula. Palavras chave: Ensino técnico, PROEJA – Informática.

Redes Wi-Max – um Estudo de Caso Sobre as Casas Bahia Cleliomar Rodrigues da Cunha, Hugo de Moura Campos e Robson Américo de Oliveira

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trabalho diz respeito ao estudo dos principais fundamentos da tecnologia WiMax, bem como suas características. Demonstrando

a praticidade que a tecnologia proporciona, através da mobilidade, velocidade e segurança, este estudo traz também uma comparação entre as principais tecnologias existentes no mercado. Em busca de apresentar os impactos causados pela im-

plantação dessa nova tecnologia, além da pesquisa bibliográfica, este artigo utiliza um estudo de caso sobre a criação e implantação da tecnologia de Redes Wi-Max na empresa Casas Bahia da cidade de São Caetano do Sul, possibilitando

que empresas filiais pudessem se comunicar com a empresa matriz e compartilhar serviços e informações através dessa tecnologia sem fio. Palavras-chave: WiMax, Casas Bahia, Serviços, Tecnologia Sem Fio.

Impacto Social da Computação em Nuvens Daniel Seabra e Walter Júnior Jovêncio de Faria

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Computação em Nuvens vem sendo apontada por especialistas como uma das principais tecnologias de 2009 até 2014. Em muitos casos ela somente é usada em partes, e em larga escala,

poderá causar impacto importantíssimo para a sociedade usuária da tecnologia da informação. Este trabalho proporciona um melhor entendimento do conceito tecnológico da computação em nuvens, mostrando o impacto social do conceito. Para os profissionais de tec-

nologia da informação é um alerta no processo de aprendizagem, uma vez que o profissional precisa sempre adaptar-se às novas tecnologias. O cliente, fornecedor e usuário final de Tecnologia da Informação mostram o Impacto Social em função da Computação em Nuvens e

assim possibilita aos interessados se posicionar diante do avanço da Tecnologia da Informação. Palavras-chave: Computação em Nuvens, Usuário Final da Tecnologia da Informação, Cliente da Tecnologia da Informação, Profissional da Tecnologia da Informação.

Utilização de Tecnologia da Informação na Educação Chrisley Kelly de Medeiros e Douglas Resende Antunes

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ste artigo reporta alguns fatores importantes da utilização de computadores por alunos ou interessados em adquirir conteúdos exigidos em provas vestibulares ou concursos públicos, ou até para o pleno ensino na instituição educadora e consequente-

mente seus impactos diretos no aprendizado. A tecnologia da informação representa importante papel no cenário da educação, não devendo, entretanto representar uma finalidade em si mesma, mas sim sendo utilizado como ferramenta auxiliar no processo cognitivo. Palavras-chave: Tecnologia; Educação; Aprendizado.

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Pós-Graduação na área de Saúde Fatores de risco para doenças cardiovasculares Autores: Byanca Resende Sousa Santana Sampaio, Leonardo dos Reis Vaz e Patrícia do Vale Kran

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ste estudo de caso tem como objetivo apresentar os fatores de risco para doenças cardiovasculares, as quais são condições que implicam um aumento no risco do surgimento de uma doença do coração ou dos vasos sanguíneos. Os chamados fatores de risco para doenças cardiovasculares são usados para identificar aqueles indivíduos na população que tem risco de desenvolver doença cardiovascular. Existem diversos fatores de risco para doenças cardiovasculares, os quais podem ser divididos em imutáveis e

mutáveis. Fatores imutáveis são os que não podem ser mudados e por isso não podem ser tratados; os fatores mutáveis são aqueles sobre os quais podemos agir, mudando, prevenindo ou tratando. As doenças cardiovasculares adquiriram uma maior importância durante o século XX, com o aumento da expectativa de vida da população em geral. As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte nas Américas e na Europa alcançando proporções epidêmicas, o que originou um projeto de estudo tipo co-

orte realizado desde 1948 em Framingham, Massachusets, EUA, para investigar as causas gerais dessas doenças. Para uma prevenção adequada da doença cardiovascular é necessária uma boa estratificação do risco e real controle dos fatores

predisponentes. Várias diretrizes foram publicadas na tentativa de se prevenir a doença cardiovascular e devem ser seguidas. Infelizmente, o mundo está passando por uma transformação incontestável em virtude desses comportamentos prejudiciais à saúde. Entre os fatores de agravamento desses males estão, o estilo de vida, o padrão alimentar com hábitos não saudáveis, o sedentarismo e uso crescente de drogas ilícitas e outros hábitos negativos.

Estudo de Caso: Manejo Efetivo do Diabetes Mellitus Autoras: Kênia Naiva Dias e Maria Francisca dos Santos

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ste estudo abordará um caso de diabetes mellitus ou diabete do tipo 1 conhecido como diabetes insulino-dependente, porque a medicação oral é ineficaz para tratar os níveis elevados de glicose no sangue; são necessárias injeções de insulina para controlar a glicemia nesses indivíduos. O diabete tipo

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2 é a forma mais comum da doença. A causa parece ser a ação da resistência à insulina aliada a uma secreção de insulina insuficiente. Os indivíduos portadores do diabete tipo 2 geralmente têm mais de 35 anos de idade, estão acima do peso e têm histórico familiar de diabetes tratada com dieta e medicamentos. A distinção entre o tipo 1 e o tipo 2 pode ser complexa.

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Este estudo foi escolhido devido ao grande aumento dos diabéticos no mundo e por ser responsável pela alta morbi-mortalidade, com perda importante na qualidade de vida. É uma das principais causas de mortalidade, insuficiência renal, amputação de membros inferiores, cegueira e doença cardiovascular. A prevenção do diabete e de suas complicações é hoje

prioridade de saúde pública. O cuidado integral ao paciente com diabetes e sua família é um desafio para a equipe de saúde, especialmente para poder ajudar o paciente a mudar seu modo de viver, o que estará diretamente ligado à vida de seus familiares e amigos. Aos poucos, ele deverá aprender a gerenciar sua vida com diabetes em um processo que vise qualidade de vida e autonomia.


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Estudo de Caso: Incidência de Gravidez na Adolescência no Município de Ceres Autores: Maria Ângela Xavier Rodrigues Silva, Salmo de Assis Canedo e Valderlina Honorata da Silva

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Brasil possui uma população de cerca de 190 milhões de pessoas, das quais quase 60 milhões têm menos de 18 anos de idade, o que equivale a quase um terço de toda a população de crianças e adolescentes da América Latina e do Caribe. Porém, 19.070 é a população de Ceres e desta população 3.027 encontra-se entre 10 a 19 anos de idade. Segundo a Organização Mundial da Saúde, adolescente é o indivíduo que se encontra entre os 10 e 20 anos de idade. Já o Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil, estabelece outra faixa etária, dos 12 aos 18 anos. Adolescência é uma das etapas do desenvolvimento humano que é caracterizada por alterações físicas, psíquicas e sociais, sendo que estas duas últimas recebem interpretações e significados diferentes dependendo da época e da cultura na qual está inserida. Neste processo, vários aspectos podem ser evidenciados, dentre eles a sexualidade que é a energia que incita o ser humano para o prazer e a vida O sexo é a forma mais completa de relacionamento entre dois seres. Para a jovem, apesar de acreditar no seu direito em ter e realizar desejos sexuais, o início de suas relações amo-

rosas é, por vezes, precoce, determinado por pressões externas alheias a sua vontade; enquanto para o jovem, a despeito de querer ser leal e fiel a sua parceira, é psicologicamente direcionado ao papel de conquistador. O sexo, além de liberado, hoje está exposto e comercializado, estimulando a sensualidade precoce, o exibicionismo, o desempenho, desconsiderando a qualidade, os sentimentos, o respeito. A ética e o limite, no processo de desenvolvimento do jovem, devem ser estabelecidos pela família e pela sociedade para que aprenda a viver norteado por valores que são assumidos pelo grupo familiar. As relações afetivas são determinadas através de exercícios de responsabilidade e liberdade alcançados na formação e conhecimento destes jovens, quer pelos pais ou pelos educadores, para que o sexo e o prazer tornem-se satisfatórios e saudáveis (TIBA, 1994). A Educação Sexual tem sido objeto de discussão em algumas escolas. Por ser um tema de difícil abordagem para alguns professores, implica em uma comunicação em que parte dos alunos não participa, seja pela timidez ou mesmo pela tensão. Agregue-se a isto o enfoque predominantemente reprodutivo, de prevenção das doenças e de gravidez; definindo um programa que não

cumpre com o objetivo maior que seria o de aprender a se conhecer, participando, assim, de forma efetiva nas decisões pessoais e coletivas da comunidade. Informações obtidas no arquivo da Secretaria Municipal de Saúde de Ceres, dados de 2008, mostram que a ocorrência de adolescentes grávidas no município é média. De um universo de 191 futuras mães, apenas 31 estão na faixa de 12 a 18 anos, ou seja, 16%. Constatou-se que de 1.496 meninas adolescentes, 31 são grávidas. Pode-se observar que o percentual de adolescentes gestantes do município não é tão exuberante. Várias hipóteses podem buscar explicar esta frequência de adolescentes grávidas: pode ser uma desagregação de núcleos familiares; a redução do poder aquisitivo. Apesar de o número não ser relevante, faz-se necessário, ainda assim, melhorar os programas de informações permanentes, que enfatizam a problemática oriunda da gravidez precoce e as respectivas medidas preventivas. As informações coletadas não apontaram para um decréscimo no número de adolescentes grávidas. Provavelmente, este fato

se deve ao programa de educação em saúde desenvolvido no município. Cabe salientar que, apesar desta redução, a gestação precoce continua elevada em alguns bairros, tornando necessária a continuidade do programa. Tendo em vista a complexidade que abrange o tema, é importante a capacitação dos profissionais da equipe de Saúde da Família, para que as adolescentes se desnudem de preconceitos com sua própria sexualidade, tornando-se flexíveis e capazes de respeitar as individualidades, além de serem motivadores do grupo no seu todo, considerando a história de vida cotidiana.

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Estudo de Caso: História de Bráulio Brandão Rêgo Autores: Adriana Silva Castilho, Myrna Ribeiro Andrade, Sirlene Cristina Correa e Wagner Leite Basílio

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tema do presente estudo tem como finalidade levantar a história de Bráulio Brandão Rêgo, empresário e também médico participante e ativo, que teve papel importante no desen-

volvimento de Ceres. Ocupou vários cargos de relevância na sociedade ceresina. Formou em medicina no final de 1971 e em 1972 iniciou sua carreira no hospital São Pio X. Em fevereiro de 1975 fundou o Hospital Bom Jesus, juntamente com Odyberto Eduardo Foz Monici, vendendo 50%

de suas cotas em 2002 para oito médicos que já faziam parte do quadro clínico do hospital. Em 2003 mudou com sua família para Salvador (BA), colocando em prática o projeto de construção do Hospital Aeroporto, com dois outros médicos, e em 2004 deu-se a fundação do mesmo na região

de Lauro de Freitas e Litoral Norte de Salvador. Após o estudo da história do cidadão em destaque concluímos que as metas, sonhos e ideais da personalidade estudada não foram apenas idealizações e sim concretizações de sucessos, exemplo de garra e persistência admiráveis.

Estudo de Caso: Vigilância Sanitária num Hospital de Ceres – GO Autores: Leila Cristina Oliveira, Zuleika Arantes de Oliveira, Karla Abadia Ferreira Ribeiro, Magna Aparecida da Silva

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ospital é todo estabelecimento dedicado a prestar assistência médica a uma determinada clientela, em regime de internação, podendo contar com atendimento ambulatorial ou

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outros serviços. Estudos demonstram que a infecção hospitalar vem aumentando, constituindo um sério problema de saúde pública, e que ocorre, em grande parte, pelas precárias condições de funcionamento dos hospitais, por desconhecimento ou negligência quanto aos procedimentos básicos

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de higiene e limpeza, procedimentos de enfermagem sobre esterilização de materiais, desconhecimento das áreas contaminadas e infecção cruzada, e de tantas outras precauções necessárias para garantir um atendimento seguro ao paciente. Pode-se afirmar também que os índices de infecção hospitalar refletem as condições sanitárias de um hospital. A implantação de um sistema de vigilância epidemiológica das infecções hospitalares é essencial para o exercício do controle sanitário do hospital. A inserção das políticas de vigilância sanitária no planejamento das políticas de saúde da Secretaria Municipal de Saúde vêm se tornando cada vez mais relevante na cidade de Ceres – Goiás. Diante deste novo modelo de Vigilância Sanitária, proposto pela Lei Orgânica da Saúde, o hospital estudado procura adequar-se às novas diretrizes nacionais. O passo mais importante foi dado com o sancionamento da Lei Municipal 7031/96, que dispõe sobre a normatização complementar dos procedimentos relativos à saúde pelo Código Sanitário Municipal, estabelecendo (Art. 1º) normas de ordem pública e de interesse social, regulamentando as atividades

relacionadas à saúde desenvolvidas por entidades públicas e privadas, no município. Essa legislação reafirma os princípios e objetivos do SUS, e estabelece a saúde como condição essencial da liberdade individual e garantia dos seus direitos fundamentais. A inspeção sanitária constitui-se em uma importante etapa do conjunto de ações da Vigilância Sanitária. É também entendida como uma atividade de avaliação, onde é realizado um julgamento de valor em relação aos produtos e serviços de modo a fornecer subsídios para as ações em VISA: concessão de autorização de funcionamento, de licenças sanitárias, de revalidações de licença, dentre outras. Os pontos críticos observado no hospital estudado podem ser entendidos como as causas mais importantes para a resolução de um determinado problema e também como aqueles que irão influir de maneira crítica e determinante sobre todo o processo. Conclui-se que dado o caráter abrangente da Vigilância Sanitária, além de sua complexidade, e em uma tentativa de tornar suas ações mais efetivas, esta tem incorporado modernamente conceitos de monitoração, avaliação em saúde e qualidade.


provale

PRODUÇÃO ACADÊMICA

Estudo de Caso: Eficácia do Atendimento do SAMU de Ceres – GO Autor: Roberto Bernardo da Silva

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á serviços de atendimento emergenciais em várias cidades brasileiras. Devido à sua importância para a qualidade de vida da população, é essencial avaliar as flutuações de demanda destes serviços como uma ferramenta de apoio gerencial nas tomadas de decisão. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, conhecido como SAMU, tem um papel importante na sociedade. É um grande desafio para o poder público ofere-

Ambulâncias - SAMU

cer um serviço de boa qualidade para a população, uma vez que nos grandes centros urbanos existe uma alta demanda do serviço de urgência e emergência, exigindo dos gerentes uma rigorosa organização e sistematização do sistema. O objetivo deste estudo de caso é verificar a eficácia do atendimento do SAMU da cidade de Ceres, que tem uma abrangência regional de atendimento por se tratar de uma cidade pólo em prestação de serviços de saúde. O modelo pré-hospitalar

Moto – SAMU

Demonstração de Atendimento

SAMU - Nova Sede

SAMU - Sede Antiga

surgiu na França, em 1792, na Prússia quando Dr.Baron Dominique Jean Larrey, cirurgião da Grande Armada de Napoleão Bonaparte idealizou uma “ambulância” (uma carroça puxada por cavalos) para levar atendimento precoce aos acometidos em combate, já no próprio campo de batalha, observando que assim aumentavam suas chances de sobrevida. No Brasil, a discussão sobre o atendimento préhospitalar móvel começou a tomar corpo no início da década de 90 com a concepção

de modelo de atenção préhospitalar móvel centrada no médico regulador. Em dezembro de 2005 iniciou-se o modelo de assistência do SAMU, com uma central de regulação instalada no município de Ceres. O SAMU ceresino possui uma Unidade de Suporte Avançado (USA) e uma Unidade de Suporte Básico (USB). Atende os municípios de: Carmo do Rio Verde, Ipiranga, Itaguaru, Morro Agudo, Nova América, Nova Glória, Rialma, Rianápolis, Rubiataba, Santa Isabel, São Patrício e Uruana. A coordenação geral do SAMU é ocupado atualmente pela médica, Shirley Kellen Ferreira, e tem como papel desenvolver ações e estratégias no âmbito das Urgências, melhorando assim a assistência prestada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e nas portas de entrada dos serviços de urgência. É importante sabermos como funciona o SAMU, o que vem a ser atendimento pré-hospitalar móvel, o que é analisado uma urgência, o que é uma emergência, para que possamos ter a capacidade de perceber e compreender o trabalho que esse serviço e suas equipes oferecem.

Equipamentos

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UEG Unidade Universitária de Ceres

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Revista Provale  

UEG Ceres - Maio/2010

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