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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE UNIÃO DA VITÓRIA - UNIUV CURSO DE COMUNICAÇAO SOCIAL – HABILITAÇÃO EM JORNALISMO

RODRIGO SECCON

PORTAL DE NOTÍCIAS: UMA PROPOSTA DE JORNALISMO DIGITAL PARA UNIÃO DA VITÓRIA E PORTO UNIÃO

UNIÃO DA VITÓRIA - PR 2009


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RODRIGO SECCON

PORTAL DE NOTÍCIAS: UMA PROPOSTA DE JORNALISMO DIGITAL PARA UNIÃO DA VITÓRIA E PORTO UNIÃO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito final para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, pelo Centro Universitário de União da Vitória – UNIUV. Orientadora: Prof.ª Ana Cristina Araujo Bostelmam

UNIÃO DA VITÓRIA – PR 2009


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RODRIGO SECCON

RELATÓRIO FINAL – JORNALISMO DIGITAL PORTAL DE NOTÍCIAS: UMA PROPOSTA DE JORNALISMO DIGITAL PARA UNIÃO DA VITÓRIA E PORTO UNIÃO Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito final para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo, pelo Centro Universitário de União da Vitória – UNIUV. Orientadora: Profª Ana Cristina Araujo Bostelmam

BANCA EXAMINADORA:

Ana Cristina Araujo Bostelmam Especialista, Centro Universitário de União da Vitória – UNIUV

Angela Maria Farah Mestre, Centro Universitário de União da Vitória – UNIUV

Pollyana Ferrari Teixeira Doutora, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP

27 DE NOVEMBRO DE 2009


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Dedico este trabalho à minha avó e ao meu pai, Luiza Seccone e José Domingos Seccon, que me motivaram a ser feliz na vida.


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Sinto o prazer de agradecer as pessoas que me apoiaram desde o começo do projeto. Vocês me deram força para crescer. Pela colaboração voluntária, obrigado Filipe Cristiano Walter, Luis Fernando Chinkevitz, José Gustavo Bereza, Christian Alencar Train, Thiago Trevisan, Daniel Prestes e Wagner Bohn. Pelas orientações e correções, obrigado Ana Cristina Araujo Bostelmam. Pelos anos de amizade, obrigado a todos os formandos de jornalismo 2009. Especialmente obrigado ao meu amor, Vanessa Suellen Kovalczuk, a minha família e a Deus.


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“Agora vai�. Formandos de jornalismo 2009.


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RESUMO

Este trabalho tem o objetivo de apresentar uma proposta de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União, efetivada por meio do portal jmais.com.br. Trata-se de um veículo de comunicação digital, com o propósito de colocar em prática as características do webjornalismo para o público local e regional. Atualmente, não há um portal de notícias local que explore a convergência de mídias na produção jornalística. Foram realizadas pesquisas de campo com os usuários de internet locais, com o objetivo de elaborar o perfil dos leitores. Também foram feitas pesquisas com os comerciantes locais, com a intenção de avaliar a viabilidade comercial do produto por meio da publicidade. O trabalho foi realizado com o apoio de colaboradores do meio acadêmico. O projeto final é um portal de notícias piloto, no qual o projeto gráfico é personalizado – pelo autor desse trabalho e pelos colaboradores – com vinhetas em áudio – produzida pelo próprio autor desse projeto – e vídeo. O portal JMais é apresentado por meio do relatório, do projeto gráfico e do produto jornalístico. Todas as notícias da página principal foram produzidas – dez matérias em texto e fotos e três videorreportagens. Diversos autores foram citados com o objetivo de creditar a consistência bibliográfica do trabalho. Por fim, demonstra-se o funcionamento viável do portal de notícias para as cidades de União da Vitória e Porto União. Palavras-chave: Webjornalismo, Hipermídia, Jornalismo local, Cibercultura, Leitor na web.


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ABSTRACT

This paper aims to present a proposal of digital journalism to União da Vitória and Porto União, effected through the portal jmais.com.br. This is a digital communication vehicle for the purpose of putting into practice the characteristics of webjornalism to the local public. Currently, there isn´t a news portal site that explores the convergence of media in news production. Surveys were conducted with local internet users, in order to draw the profile of readers. The surveys were also done with local merchants, with the aim of assessing the commercial viability of the product through advertising. The work was conducted with the support of colleagues of the academia. The final project is a pilot product of a news portal, which the design is customized – by the author of this work and by friends – with stickers audio – produced by the author of this project – and video. The portal JMais is presented through the report, graphic design and journalistic product. All the news of the front page were produced – ten news in text and pictures and three videos. Several authors were cited to give credit to the bibliographic consistence of the work. Finally, the operation shows viability to execute the news portal of the cities of the União da Vitória and Porto União. Key-words: Webjornalism, Hypermedia, Local journalism, Cyberculture, Reader on the web.


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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Quadro 1 – Tipos de LEAD, segundo Erbolato (2002) e Lage (2001) ....................... 28 Quadro 2 – Primeira etapa orçamentária .................................................................. 93 Quadro 3 – Segunda etapa orçamentária ................................................................. 93 Quadro 4 – Custos iniciais......................................................................................... 94 Quadro 5 – Necessidade de lucro mensal para quitação dos custos iniciais (em 3 anos) ......................................................................................................................... 94 Quadro 6 – Necessidade de lucro mensal para todos os fins ................................... 95 Quadro 7 – Margem de lucro final ............................................................................. 95


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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 14 2 OBJETIVOS ........................................................................................................... 17 2.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................. 17 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................... 17 3 JUSTIFICATIVA..................................................................................................... 18 4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................................. 21 4.1 COMUNICAÇÃO: INTEGRAÇÃO SOCIAL ......................................................... 21 4.2 O JORNALISMO ................................................................................................. 23 4.2.1 Linguagem jornalística...................................................................................... 23 4.2.2 A notícia ........................................................................................................... 24 4.2.3 As pirâmides, os tipos de lead e as seis perguntas fundamentais ................... 26 4.2 4 Para quê serve a pauta? .................................................................................. 28 4.2.5 Entrevista ......................................................................................................... 30 4.2.6 Ética jornalística ............................................................................................... 32 4.3 CIBERCULTURA: RUPTURA SOCIAL ............................................................... 34 4.3.1 Da contracultura americana aos cyberpunks ................................................... 34 4.3.2 A separação entre a microinformática e a cibernética ..................................... 36 4.4 O ADVENTO DA INTERNET E AS RUPTURAS NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO ....................................................................................................... 38 4.5 AS GERAÇÕES DO JORNALISMO NA WEB..................................................... 40 4.5.1 A cebola de cinco camadas.............................................................................. 40 4.5.2 Primeira, segunda e terceira geração do jornalismo na web ............................ 41 4.6 JORNALISMO DE PORTAL ................................................................................ 43 4.6.1 O surgimento dos portais: mecanismos de procura ......................................... 43 4.6.2 Portal de notícias: jornalismo digital ................................................................. 44 4.6.3 O perfil do leitor ................................................................................................ 45 4.7 O JORNALISMO HIPERMÍDIA ........................................................................... 47 4.8 POTENCIALIDADES DO WEBJORNALISMO .................................................... 48 5 METODOLOGIA .................................................................................................... 51 5.1 A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA .......................................................................... 52


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5.2 O PROJETO GRÁFICO ...................................................................................... 53 5.2.1 Estudo das composições técnicas e gráficas ................................................... 54 5.2.2 Descrição do trabalho prático ........................................................................... 54 5.2.3 A interatividade no portal .................................................................................. 55 5.2.4 A vinheta das notícias em vídeo ....................................................................... 56 5.3 ESTUDOS SOBRE A PESQUISA DE OPINIÃO ................................................. 57 5.3.1 A pesquisa do consumidor ............................................................................... 59 5.3.2 A tabulação ...................................................................................................... 60 5.3.3 A digitalização dos dados ................................................................................. 61 5.3.4 Os gráficos ....................................................................................................... 62 5.4 A ANÁLISE DA PESQUISA DO CONSUMIDOR ................................................ 63 5.4.1 Até os 19 anos de idade ................................................................................... 63 5.4.2 Dos 20 aos 29 anos de idade ........................................................................... 65 5.4.3 Dos 30 aos 39 anos de idade ........................................................................... 67 5.4.4 Dos 40 aos 49 anos de idade ........................................................................... 68 5.4.5 Acima dos 50 anos de idade ............................................................................ 70 5.5 O PERFIL DOS USUÁRIOS................................................................................ 71 5.5.1 Até os 19 anos de idade ................................................................................... 71 5.5.1.1 Mulheres........................................................................................................ 71 5.5.1.2 Homens ......................................................................................................... 72 5.5.2 Dos 20 aos 29 anos de idade ........................................................................... 73 5.5.2.1 Mulheres........................................................................................................ 73 5.5.2.2 Homens ......................................................................................................... 74 5.5.3 Dos 30 aos 39 anos de idade ........................................................................... 75 5.5.3.1 Mulheres........................................................................................................ 75 5.5.3.2 Homens ......................................................................................................... 76 5.5.4 Dos 40 aos 49 anos de idade ........................................................................... 76 5.5.4.1 Mulheres........................................................................................................ 76 5.5.4.2 Homens ......................................................................................................... 77 5.5.5 Acima dos 50 anos de idade ............................................................................ 78 5.5.5.1 Mulheres e homens ....................................................................................... 78 5.6 CONSIDERAÇÕES SOBRE O QUESTIONÁRIO, A TABULAÇÃO E AS ANÁLISES DA PESQUISA DO CONSUMIDOR ....................................................... 79 5.7 A PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL ................................................... 80


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5.7.1 O método organizacional.................................................................................. 82 5.7.2 Os gráficos ....................................................................................................... 83 5.7.3 A análise da pesquisa de viabilidade comercial ............................................... 83 5.8 O PROJETO EDITORIAL .................................................................................... 86 5.8.1 As notícias ........................................................................................................ 88 5.8.1.1 Duas vezes, no lugar certo e na hora certa ................................................... 89 5.9 A CAMPANHA DE MÍDIA .................................................................................... 91 6 RECURSOS ........................................................................................................... 92 6.1 MARGEM DE LUCRO ......................................................................................... 94 7 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 96 8 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 100 ANEXO A – O QUESTIONÁRIO PADRÃO ............................................................ 104 ANEXO B – O QUESTIONÁRIO ALTERNATIVO .................................................. 105 ANEXO C – TABELA: ATÉ OS 19 ANOS DE IDADE ............................................ 106 ANEXO D – TABELA: DOS OS 20 AOS 29 ANOS DE IDADE ............................. 115 ANEXO E – TABELA: DOS OS 30 AOS 39 ANOS DE IDADE.............................. 125 ANEXO F – TABELA: DOS OS 40 AOS 49 ANOS DE IDADE .............................. 134 ANEXO G – TABELA: ACIMA DOS 50 ANOS DE IDADE .................................... 144 ANEXO H – GRÁFICOS: ATÉ OS 19 ANOS DE IDADE ....................................... 153 ANEXO I – GRÁFICOS: DOS 20 AOS 29 ANOS DE IDADE ................................. 175 ANEXO J – GRÁFICOS: DOS 30 AOS 39 ANOS DE IDADE ................................ 197 ANEXO K – GRÁFICOS: DOS 40 AOS 49 ANOS DE IDADE ............................... 219 ANEXO L – GRÁFICOS: ACIMA DOS 50 ANOS DE IDADE................................. 241 ANEXO M – QUESTIONÁRIO: PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL ....... 263 ANEXO N – TABELA: PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL .................... 264 ANEXO O – GRÁFICOS: PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL ................ 269 ANEXO P – PROJETO GRÁFICO: PÁGINA PRINCIPAL ..................................... 276 ANEXO Q – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE ESPORTES............................ 277 ANEXO R – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE SEGURANÇA ........................ 278 ANEXO S – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE EDUCAÇÃO ........................... 279 ANEXO T – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE POLÍTICA ............................... 280 ANEXO U – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE NEGÓCIOS E ECONOMIA .... 281 ANEXO V – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE CIDADES ............................... 282 ANEXO W – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE GALERIA .............................. 283


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ANEXO X – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE GALERIA - INTERNA ............ 284 ANEXO Y – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE VARIEDADES ........................ 285 ANEXO Z – LAUDA: VÍDEORREPORTAGEM 1 .................................................. 286 ANEXO AA – LAUDA: VÍDEORREPORTAGEM 2 ................................................ 288 ANEXO BB – LAUDA: VÍDEORREPORTAGEM 3 ................................................ 290 ANEXO CC – CAMPANHA DE MÍDIA: DESCRIÇÃO DA ESTRATÉGIA .............. 292 ANEXO DD – CAMPANHA DE MÍDIA: ADESIVOS PARA CARROS E PARA ESPELHOS ............................................................................................................. 295 ANEXO EE – CAMPANHA DE MÍDIA: BOLACHAS DE CHOPE .......................... 296 ANEXO FF – CAMPANHA DE MÍDIA: CAIXA E COPOS DE CAFÉ ..................... 297 ANEXO GG – CAMPANHA DE MÍDIA: MÍDIA SOCIAL ........................................ 298 ANEXO HH – ORÇAMENTO: PRODUÇÃO DO SITE ............................................ 299


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1 INTRODUÇÃO

A internet provocou um processo de mutação na sociedade e na maneira de se comunicar desde os anos da sua invenção até como ela é conhecida hoje. Utilizada inicialmente como mecanismo de troca de informações militares e científicas, a internet se dividiu em dois segmentos, em 1983: a Milnet servia ao militarismo e a Arpanet servia à ciência. Anos depois, a Fundação de Ciência Nacional norte-americana (National Science Foundation) conseguiu conectar pesquisadores de todos os cantos do país. A chamada NFSNET continuou evoluindo e unindo países. Em 1991, o desenvolvimento da World Wide Web (WWW) foi significativo ao permitir a organização das informações na rede. Com isso, uma grande mudança aconteceu na área de comunicação, especialmente, no jornalismo. O jornalismo se difundiu na rede digital e adquiriu características próprias da web, como a instantaneidade, hipertextualidade, interatividade, convergência de mídias, etc. Sem a WWW, os jornalistas estariam utilizando o computador apenas para redação e edição. Ela permitiu aos jornalistas utilizar navegadores para a busca de informações no banco de dados virtual e incentivou-os ao início da produção jornalística para os internautas. O jornalismo se desenvolveu por três gerações na web. Na primeira, os portais eram utilizados como suporte dos jornais impressos: havia a transposição completa da matéria do jornal papel para o site. O texto raramente sofria alguma alteração – as páginas dos jornais, muitas vezes, eram digitalizadas para a publicação on-line. Na geração seguinte, as informações jornalísticas começam a agregar interatividade ao leitor, com e-mail e hipertextualidade (links). O jornalismo da terceira geração revelou seis principais características utilizadas nos portais de notícias. Diversos autores descreveram-nas como hipertextualidade, interatividade, personalização, multimidialidade ou convergência, atualização contínua e memória como potencialidades na prática do webjornalismo. Embora haja estudos sobre a quarta geração, este trabalho se aprofundou apenas nas três primeiras para dar consistência teórica à proposta de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União.


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Este projeto foi desenvolvido com o objetivo de colocar em prática as características do webjornalismo, por meio do portal JMais. A ideia, que surgiu em novembro de 2008, começou a ser trabalhada em dezembro e janeiro do ano seguinte. A ambição inicial deste trabalho era a de direcionar o conteúdo do portal para o público da microrregião de União da Vitória e Porto União. Cidades interioranas do Paraná e de Santa Catarina, respectivamente, que, juntas, somam mais de 90 mil habitantes, mas que possuem baixo desenvolvimento na área de comunicação digital. Várias séries de etapas foram seguidas para chegar à produção final do conteúdo do portal. O embasamento teórico sobre jornalismo digital foi fundamental para a construção do projeto gráfico. Os autores pesquisados auxiliaram tanto na fundamentação teórica deste trabalho quanto na construção dos questionários de pesquisa de campo. Foram realizadas 300 pesquisas de campo. Para o público leitor, utilizaram-se 250 questionários. Eles foram respondidos em forma de entrevista pelos moradores locais. Essa pesquisa de campo foi separada, intencionalmente, por idade e sexo. O critério permitiu descrever minuciosamente o perfil dos leitores de cada faixa etária. A análise desses estudos permitiu verificar a aceitação do público ante a proposta de funcionamento do portal de notícias. Considerou-se necessário pesquisar a viabilidade comercial do projeto. Um novo questionário, com dez perguntas, foi criado. Dessa vez, as entrevistas não seguiram nenhum critério intencional. Foram aplicadas 50 pesquisas de maneira aleatória com os comerciantes locais. As respostas permitiram concluir a análise sobre a aceitabilidade do produto, por parte dos empresários, com relação aos investimentos publicitários na rede, principal fonte de renda do portal. JMais é um portal que produz notícias factuais, em texto, foto e reportagens em vídeo – esta última considerada uma das características diferenciais do portal. O projeto editorial foi originado a partir da análise das respostas do público consumidor. Foram definidas oito editorias: Esportes, Segurança, Educação, Política, Negócios e Economia, Cidades, Galeria e Variedades. Elas auxiliam na cobertura dos fatos, para não priorizar apenas um segmento de notícia. A proposta de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União tem como objetivo aproximar o público por meio do regionalismo. Para a demonstração do funcionamento, foram produzidas todas as notícias da página principal do portal. Três reportagens em vídeo foram concluídas. O usuário tem a liberdade de participar


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da notícia por meio de recursos interativos. A interação pode ocorrer entre o usuário e o meio de comunicação, entre os usuários, via comentários nas páginas internas, e em comunidades de mídias sociais. O usuário apenas realiza o cadastro do próprio perfil no portal. Em síntese, propõe-se um serviço de utilidade pública, gratuito, modelado por um ambiente virtual democrático e interativo. Várias pessoas colaboraram com o aperfeiçoamento deste projeto. Na maioria, acadêmicos de Comunicação Social da Uniuv. O design do portal, a vinheta em áudio e a vinheta em vídeo foram criadas de forma personalizada. Um administrador habilitado em Comércio Exterior, formado pela Uniuv, auxiliou com as pesquisas de viabilidade comercial do portal. Um publicitário, também formado pela Uniuv, desenvolveu a logomarca do produto.


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2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVO GERAL Produzir um portal de notícias multimídia e interativo, com conteúdo direcionado para o público de União da Vitória e Porto União.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

- Realizar pesquisa de campo com os consumidores locais de notícias; - Utilizar a pesquisa de campo para definir o público-alvo do portal (faixa etária, etc); - Realizar pesquisa de campo com os comerciantes locais; - Utilizar a pesquisa comercial para descobrir a viabilidade comercial do portal de notícias local; - Produzir o projeto editorial, com base nas análises das pesquisas de campo e de mercado; - Colocar na prática as características do webjornalismo; - Produzir reportagens em vídeo e torná-las elementos-chave diferenciais do portal; - Possibilitar interatividade com os internautas, por meio de recursos específicos da web; - Aproximar o público da comunicação digital por meio do regionalismo na web; - Realizar o projeto gráfico; - Propor um modelo de portal de notícias; - Realizar campanha de mídia; - Apresentar o produto e o relatório final como resultados da reunião de conhecimentos obtidos durante os quatro anos de curso.


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3 JUSTIFICATIVA

Com o passar dos anos, os portais cresceram junto com o número de usuários da internet. Da contínua evolução, surgiram novas possibilidades midiáticas na web. Assim, não demorou muito para os sites começarem a transmitir programas de rádio pela internet. O mesmo aconteceu com as re-exibições de trechos de entrevistas ou programas de TV pela rede. Mas a modalidade de jornalismo on-line, que transferia os textos dos impressos para a rede, precisou evoluir e começar a construir textos próprios. Essa originalidade na rede ficou caracterizada como o webjornalismo. Surgiram redações específicas para a web e, atualmente, existem portais que trabalham com locuções e programações de rádio e de TV para serem transmitidas somente pela internet. Além do jornalismo digital, os usuários podem encontrar, em um mesmo portal, entretenimento e diversão. As atratividades cresceram na web, a informação é aliada a um conjunto de serviços com objetivos de facilitar a navegação do usuário. Assim, os portais têm uma série de utilitários a serem aproveitados. Se não agradar, o internauta poderá interagir com o portal, reivindicando suas preferências, podendo ter uma resposta direta do responsável. O recurso da interatividade é uma grande qualidade da web. Ela serve ao entretenimento – bate-papos, por exemplo – e às ciências – fóruns de diversos gêneros e outros artifícios como blogs e mídias digitais. Graças ao desenvolvimento científico, a internet pôde evoluir para o modelo que se conhece na atualidade. Hoje, todavia, os usuários podem trocar informações, científicas ou não, em tempo real, sem ter que pagar por esse serviço. União da Vitória já presenciou a tentativa de criação de um portal de notícias. Em 2006, um portal iniciou tendo como conteúdo a postagem releases1. Porém nele cabiam notícias do Brasil e do mundo, uma área muito abrangente para uma cidade pequena. Passaram-se dois meses e o site decidiu investir em dois jornalistas que 1

Release ou press release são notícias distribuídas por “instituições oficiais, políticas ou órgãos e empresas particulares, para a divulgação gratuita” (ERBOLATO, 2002, p.248). As informações, que são enviadas pelas assessorias de imprensa, não devem ser aproveitadas na íntegra. Elas podem servir de fonte para que o repórter do jornal construa uma nova notícia.


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escreviam sobre esportes da região. A ideia de diminuir a distância entre as notícias do mundo para o âmbito regional fez com que os acessos mensais do portal fossem de 50 para cerca de 300. Mas se percebia que o site insistia em colocar manchetes globais, que nem sempre chegavam a possuir um release completo. Infelizmente, o portal não conseguiu se manter e faliu. A partir dessa experiência podem ser constatados pelo menos três aprendizados para se construir um novo projeto: 1º) Um portal regional deve conter informações de âmbito regional; 2º) Os jornalistas que passaram a escrever para o portal de notícias regionais, aumentaram o número de acesso; 3º) Os antigos usuários do portal citado carecem de um novo portal. Já se passaram quase três anos e ainda não há um portal de comunicação para a região de União da Vitória e Porto União. Existem apenas portais de entretenimento que colocam a necessidade de o cidadão ser bem informado em segundo plano. Ou, então, portais dos servidores de rede, com o desejo de informar os usuários assinantes. E, neles, as coberturas jornalísticas são relativamente fracas. Não é possível perceber que algum site local possui o conhecimento sobre as principais potencialidades do webjornalismo – hipertextualidade, interatividade, personalização, multimidialidade ou convergência, atualização contínua e memória. Não há nenhum site na região que ofereça reportagens em vídeo, com links que explorem a informação como ela verdadeiramente é na web, não linear e multilateral. A informação é livre na web e todos os usuários têm o direito de ser bem informados, sem precisar pagar por isso. Esse é o propósito do portal jmais.com.br, integrar a sociedade a um meio de comunicação digital gratuito e interativo. A necessidade das pessoas dessa microrregião foi comprovada por meio das 250 pesquisas de campo feitas em forma de entrevista. As pesquisas também permitiram conhecer o perfil do público leitor, de maneira detalhada. O projeto editorial foi criado com base na opinião dessas pessoas, que validam o funcionamento do portal de webjornalismo local. O projeto mostra ser viável também comercialmente. As 50 pesquisas de viabilidade comercial para o modelo de portal proposto foram realizadas diretamente com os comerciantes locais. As pesquisas de mercado e de campo asseguram o projeto editorial do veículo – a preferência do público em determinados assuntos, pautas, editorias e recursos interativos.


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O projeto de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União é embasado, teoricamente, por diversos autores que deram sustentabilidade ao corpo da pesquisa. Com eles, também é possível verificar a importância do jornalismo online.


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4 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

4.1 COMUNICAÇÃO: INTEGRAÇÃO SOCIAL

A comunicação existe para possibilitar a expressão de ideias e sentimentos de cada indivíduo e é transmitida de diversas maneiras. No trabalho, nas horas de lazer, durante a ida a um supermercado. No momento em que a pessoa acorda e deseja um “bom-dia” para sua família, ou quando faz um sinal de positivo com o polegar para seus companheiros de trabalho. Encontra-se comunicação em uma frase, uma carta ou uma poesia. Segundo Thompson (1998, p.20), “tornou-se lugar comum dizer que comunicação é uma forma de ação”. Sendo assim, até mesmo uma melodia é capaz de comunicar os sentimentos de um compositor. Todas as ações que, às vezes, passam despercebidas no dia-a-dia, fazem parte do processo de comunicação, “uma necessidade básica da pessoa humana, do homem social” (BORDENAVE, 2006, p.19). A linguagem humana ou os diversos sistemas que o homem utiliza para se comunicar foram criados, sobretudo, para a organização e partilha de informações. A disseminação dos conhecimentos humanos é realizada por meio da comunicação verbal, pela fala e escrita, e também pela não-verbal, por gestos, imagens, fotografias e outras formas. Na conversa entre duas ou mais pessoas, há necessidade de um canal nãoverbal para que o diálogo continue: um olhar relativamente firme e certos comportamentos de retorno, tais como, concordar ocasionalmente com a cabeça ou reações faciais apropriadas. Se não houver absolutamente nenhum sinal, a conversa fatalmente acaba. A linguagem silenciosa do corpo, que muitas vezes contradiz as palavras, é a expressão do inconsciente e reflete algo importante sobre nós mesmos. Normalmente, as pessoas não têm consciência de suas posturas. Um gesto pode pertencer a várias categorias e seu significado é determinado pelo contexto. Assim como uma palavra ou frase, um gesto faz parte dos recursos de comunicação que o ser humano utiliza para expressar suas emoções [...] (BIRCK; KESKE, 2008, p.6-7).

A escrita transmite ideologias e pensamentos organizados por meio de livros e outros materiais impressos. A fala, o diálogo, a linguagem utilizada em um bate-


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papo entre amigos, contudo, também se fez importante na construção da história da sociedade. Embora não seja registrada por materiais impressos, esse tipo de comunicação verbal é absorvido pela capacidade mental do indivíduo, que transmite histórias, mitos e costumes para as próximas gerações. Cumpre-nos salientar que a exclusividade da comunicação, como forma de linguagem e meio de expressão privilegiados, se dá devido a um condicionamento histórico que nos levou à crença de que as únicas formas de conhecimento e interpretação são as veiculadas pela comunicação verbal ou escrita. Atualmente, não podemos mais relegar a um segundo plano a importância que a comunicação não-verbal nos possibilita em termos de conhecimento e interpretação dos sentimentos dos seres humanos. Podemos perceber, ainda, que, quando fizemos uso da comunicação verbal, usamos o raciocínio, a compreensão e o conhecimento. Quando nos expressamos pela comunicação não-verbal, estamos deixando a mostra os nossos reflexos involuntários, os nossos sentimentos mais profundos (BIRCK; KESKE, 2008, p.14-15).

Em síntese, a transmissão de conhecimentos, por meio da fala ou da escrita, resultou nos hábitos e culturas do homem. “Lembre-se o leitor como se fez gente: sua casa, seu bairro, sua escola, sua patota. A comunicação foi o canal pelo qual os padrões de vida de sua cultura foram-lhe transmitidos, pelo qual aprendeu a ser „membro‟ de sua sociedade” (BORDENAVE, 2006, p.17). Dessa maneira, os estudos da comunicação e a profissionalização dos comunicadores são primordiais para o desenvolvimento de uma sociedade. Pois se a comunicação é imanente à cultura e vice-versa, o surgimento das novas tecnologias e dos meios de comunicação de massa (MCM) reforça o valor dos estudos e a formação de profissionais da área. O jornal, a rádio, a televisão e mais recentemente a internet são alguns dos meios conhecidos como “indústrias da cultura – que produzem e comercializam fatos culturais – e organizações (conglomerados e grandes corporações) de comunicação em âmbito nacional e em escala planetária” (POLISTCHUCK; TRINTA, 2003, p.43), responsáveis pela produção da cultura de massa. Mais do que simples aparatos tecnológicos de comunicação, os MCM são capazes de elevar a integração social e cultural ao nível global. Eles transformam os fatos culturais em produtos comerciais. O consumo está acessível a todos os níveis sociais por meio do emprego de uma linguagem convergente entre a fala e a escrita. Das classes mais populares, nas quais a linguagem, em geral, apresenta-se com metáforas e pontos de vista descritivos, às mais altas, em que os olhares estão “sob


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vários

pontos

de

vista

e

comparam

diversas

interpretações

alternativas”

(BORDENAVE, 2006, p.80). A comunicação, porém, é muito mais do que um produto de mercado. Por meio dela é que o indivíduo cresce intelectualmente. É por meio dela que o ser humano consegue traçar suas metas e viver para cumpri-las. É o mecanismo que sustenta uma vida em sociedade. A comunicação é o meio pelo qual o ser humano tenta compreender o universo.

4.2 JORNALISMO

4.2.1 Linguagem jornalística

Sabe-se que o jornalismo é de fato um mecanismo comunicativo. A função da linguagem jornalística é fazer com que a sociedade possa estar em dia com as informações sobre o seu país, comunidade ou sobre o que lhe interessa. Para isso, não basta gostar de ler ou escrever, pois sua prática é mais complexa do que isso. Antes, é preciso avaliar a aplicação dessa linguagem para a sociedade com diversos níveis sociais. Como é possível as mensagens chegarem a todos? O que acontece se o conteúdo não é compreendido? A linguagem jornalística deve deixar de lado o formalismo rigoroso e facilitar o entendimento. O uso excessivo de termos técnicos prejudica a compreensão do receptor. Ele precisa compreender o conteúdo rapidamente. Squarisi & Salvador (2005, p.27) afirmam que “palavras longas e pomposas funcionam como uma cortina de fumaça entre quem escreve e quem lê”. Os meios de comunicação são responsáveis pela produção do conteúdo informativo. Embora o leitor possa apresentar alguma dificuldade de compreensão individual, entende-se que a culpa pela ineficácia da transmissão de uma notícia será, na maior parte das vezes, dos veículos de comunicação. Por isso, para que as informações cheguem claras e compreensíveis ao consumidor, os cuidados devem ser rigorosos quanto à elaboração dos textos. O jornalismo tem o compromisso de informar claramente o que é de interesse da sociedade. “Dificultar a compreensão


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do texto é pôr uma pedra no caminho do leitor” (SQUARISI & SALVADOR, 2005, p.48). Nota-se que a sociedade é composta por várias camadas sociais, com pessoas de diferentes níveis de escolaridade. Conforme acentua Lage (1998, p.36), a linguagem formal é símbolo de promoção social, é “próprio da modalidade escrita” e é a mais aceita na sociedade. A linguagem coloquial é corriqueira e enraizada. Ela está associada aos baixos índices de escolaridade. No entanto, a última é compreendida mais rapidamente que a primeira. A atividade jornalística também é feita para pessoas simples. Por essa razão, deve-se preocupar com a simplicidade e a clareza das palavras. Noblat (2003, p. 81) afirma que escrever com clareza resulta em uma compreensão clara. Compete ao jornalismo viabilizar a compreensão de suas narrativas, ao combinar a linguagem formal com a coloquial. A conciliação entre esses dois interesses – de uma comunicação eficiente e de aceitação social – resulta na restrição fundamental a que está sujeita a linguagem jornalística: ela é basicamente constituída de palavras, expressões e regras combinatórias que são possíveis no registro coloquial e aceitas no registro formal (LAGE, 1998, p.38, grifo no original).

Mas a linguagem jornalística é composta por particularidades que vão além da mistura entre os registros de linguagem. O exercício do jornalismo deve compreender o que deve e o que não deve ser notícia. Vários autores tentam explicar essa diferença, mas não há unanimidade. Há técnicas e definições que auxiliam o jornalista antes, durante e depois da apuração dos fatos. Elas ajudam na pesquisa antecipada sobre o assunto, na produção da pauta, nas entrevistas, na redação, na edição e na postura ética do profissional.

4.2.2 A notícia

Ainda não se encontrou uma definição única para o que é notícia. Mas sabese que ela é a razão da existência do jornalismo. A notícia se refere à descrição verídica do fato checado pelo repórter. Lage (2001, p.54) preferiu identificar a notícia como “o relato de uma série de fatos a partir do fato mais importante, e este, de seu


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aspecto mais importante”. Compreende-se também, de forma mais prática, que as notícias são essenciais para o ser humano. O homem necessita ser alertado, informado diariamente, de hora em hora ou de minuto em minuto. A sociedade possui o desejo de ser comunicada sobre o que é novo, pois essas informações influenciam seus costumes, interpretações e modo de vida. Porém tudo acontece a todo o momento. Isso não quer dizer que tudo deve ser considerado notícia. As pessoas exercem ações repetitivas no dia-a-dia. As atividades devem passar por um filtro seletivo da imprensa e da mídia, antes de sua publicação. De acordo com Jorge (2008, p.24) e Erbolato (2002, p.55), a notícia deve transmitir informações novas, que sejam de interesse público e que possam atrair o maior número de leitores, portanto os assuntos precisam ser selecionados para garantir que o público seja sempre informado sobre o fato recente mais importante. Hoje, o mero fato de morrer, fugir de casa, contrair matrimônio ou pedir divórcio não constitui notícia. Nascer, parir gêmeos, quebrar a perna, dar uma festa ou ter reumatismo são acontecimentos que não valeriam espaço nos jornais. Já desfalques, transações imobiliárias, casos de amor e morte, o nascimento de trigêmeos ou de gêmeos siameses, quedas de aviões e lançamentos de carros continuam a merecer destaque, tanto maior quanto mais dinheiro, mais pessoas (quanto mais proeminentes forem essas pessoas), mais violência ou mais sexo envolverem (JORGE, 2008, p.23).

Ao considerar que nem toda notícia merece espaço em um jornal impresso, então, existem critérios técnicos adotados para a publicação de notícias? Sim, são muitos. Mas variam de uma empresa de comunicação para outra. Alguns termos são definidos como: importância, raridade, humor, proximidade, impacto, consequências, repercussão do assunto, entre outros (ERBOLATO, 2002, p.60). Sem perceber, o leitor de um jornal impresso procura por essas qualidades, a cada edição. Ele compra o jornal, observa as notícias que fogem da rotina (raridade) e que o entretenha (humor). Interessa-se quando as matérias dizem respeito a sua cidade ou vizinhança, ou seja, que fazem parte do seu universo pessoal (proximidade). Às vezes repara quais foram os motivos para certas informações ocuparem o espaço na primeira página (importância), ou simplesmente lê as manchetes.

Folheia

e

descobre

notícias

capazes

de

abalá-lo,

ou

não,

emocionalmente (impacto). Às vezes lê sobre um escândalo político inédito, oriundo do exterior, mas que afetará o Brasil (consequências). E se descobre que o motivo


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do escândalo estrangeiro foi provocado por um brasileiro, a notícia poderá o interessar ainda mais. E isso servirá de motivo para publicação de novas reportagens sobre o tema (repercussão). As notícias, de modo geral, poderiam ser publicadas quando respeitados os seguintes critérios, segundo os quais, embora não aceitos pela unanimidade, chegam a motivar o público por se relacionarem ou se referirem a: Proximidade, Marco Geográfico, Impacto, Proeminência (ou celebridade), Aventura e conflito, Conseqüências, Humor, Raridade, Progresso, Sexo e Idade, Interesse Pessoal, Interesse Humano, Importância, Rivalidade, Utilidade, Política editorial do jornal, Oportunidade, Dinheiro, Expectativa ou suspense, Originalidade, Culto de heróis, Descobertas e invenções, Repercussão, Confidências (ERBOLATO, 2002, p.60).

No entanto, a formulação de notícias não conseguirá atender a essas qualidades sem responder antes às seis perguntas fundamentais de uma notícia: O quê? Quando? Quem? Onde? Como? Por quê? As perguntas integram o lead de cada matéria (ERBOLATO, 2002). O verbo to lead, da língua inglesa, significa liderança, comando, exemplo, precedente, conduzir, dirigir, levar e passar. No meio jornalístico o termo se refere aos dois primeiros parágrafos de cada notícia, responsáveis por liderar o texto, ou conduzir o leitor para os parágrafos seguintes.

4.2.3 As pirâmides, os tipos de lead e as seis perguntas fundamentais

Erbolato (2002, p.66) classifica a notícia como completa ou analítica, pela fórmula “3Q + O + P + C”. Jorge (2008, p.132) e Amaral (1997, p.53) afirmam que a fórmula brasileira é de origem norte-americana “5W + 1H” e corresponde às seis perguntas fundamentais nos processos de produção de notícias: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? e Por quê? (Who? When? What? Where? Why? e How?). As perguntas essenciais fazem parte do lead. “O lead é o primeiro parágrafo da notícia em jornalismo impresso; por extensão, a abertura do texto nos noticiários radiofônicos” (LAGE, 2001, p.103). As respostas para as seis questões evidenciam rapidamente lugares, nomes e auxiliam a compreensão dos parágrafos seguintes. Segundo Jorge (2008, p.131-132), o lead “introduz, resume e fornece explicações ao leitor; procura situá-lo diante dos fatos, cativando-o para que


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continue a leitura ou buscando satisfazer a curiosidade rapidamente”. Utiliza-se esse recurso para despertar o interesse do leitor para o restante do texto. Da mesma forma que a notícia completa compreende responder às seis perguntas, existe também a classificação para a notícia sintética. Ela responde somente três das seis perguntas: Quem? Quê? e Quando? (3Q). (Erbolato, 2002). As classificações de notícias também são ordenadas quanto à ocorrência, quanto à oportunidade de publicação e quanto ao local da ocorrência dos fatos. De acordo com Erbolato (2002, p.76), sobre ocorrência, as notícias se apresentam como: “a) previsíveis; b) imprevisíveis; e c) mistas” (na cobertura de um evento previsto com data marcada algo imprevisível acontece, um incêndio, por exemplo). Sobre a oportunidade de publicação, as notícias são divididas em quentes e frias ou competitivas e não competitivas. E quanto ao local da ocorrência, as notícias se fragmentam em: internacionais, nacionais (estaduais e regionais) e locais. As fórmulas e classificações são auxiliadas pelos modelos criados para a apresentação das matérias. Entre os modelos está a pirâmide invertida: o modelo mais comum e que utiliza as perguntas das fórmulas, logo no primeiro parágrafo do texto. Deixa os detalhes secundários para os parágrafos seguintes e as demais informações para o final. A pirâmide normal é a maneira literária de transmitir a informação. A história vai da introdução, da criação dos suspenses ao desenrolar do grande final da história. A pirâmide mista, por sua vez, responde às perguntas essenciais e segue a narração cronologicamente. Pense nas pirâmides do Egito: a Grande Pirâmide de Queóps, em Gizé, mede 138 metros de altura e é considerada uma das sete maravilhas do mundo. O segredo da pirâmide está na base bem-feita, a partir da qual os egípcios equilibram matematicamente a estrutura. Se a posição da pirâmide for invertida, a base bem para cima e continua sendo a porção mais importante. Assim, funciona o sistema pirâmide invertida no Jornalismo [...] (JORGE, 2008, p.166).

A pirâmide invertida tornou-se a técnica considerada mais eficiente para despertar o interesse do leitor para os parágrafos seguintes. As seis perguntas fundamentais permitem que o lead possa começar de seis maneiras diferentes. Segundo Erbolato (2002, p. 70), também existem diversas formas de apresentar o lead. Lage (2001, p.104), aperfeiçoou algumas de suas definições:


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Lead simples, lead-flash, lead integral e lead direto:

Apresenta a notícia com apenas um fato principal, de forma breve e concisa;

Lead composto ou lead resumo:

Apresentam no primeiro parágrafo vários assuntos importantes. É considerado o lead clássico; Dá a mensagem com impressão de particularidade ao leitor;

Lead chavão, lead contraste e lead pessoal: Lead documentário:

Descreve um acontecimento que servirá de registro histórico;

Lead suspense ou dramático:

O assunto desperta emoções no leitor;

Lead citação:

Inicia o primeiro parágrafo do texto com a transcrição de uma declaração. Quadro 1 – Tipos de LEAD, segundo Erbolato (2002) e Lage (2001). Fonte: do autor, 2009.

Embora nem sempre o jornalista pense sobre qual o melhor tipo de lead a ser utilizado antes de redigir um texto, a análise dos estilos chama a atenção para a liberdade de redação. Essa liberdade é muitas vezes questionada quando se observa a questão do cumprimento da pauta. Ela delimita os caminhos que o repórter deve percorrer para conseguir cumprir sua matéria. Em contradição à ideologia da falta de liberdade, a pauta foi instituída com a função de organizar as etapas que o jornalista deve executar para ter êxito na sua atividade.

4.2 4 Para que serve a pauta?

Conforme observa Lage (2002, p.30), a pauta tornou-se tradição jornalística, por organizar a forma de se produzir informações. A pioneira foi a revista Time, no começo do século XX. As reuniões de pauta, em que estavam presentes chefes e diretores de edição, serviam para programar as matérias e auxiliar o repórter na apuração, de acordo com a linha editorial do veículo. Hoje em dia, é comum haver mais de uma reunião de pauta em um periódico semanário, quinzenário ou mensário. E até mesmo em diários, pois a pauta também é instituída por editorias dos veículos. Em cada editoria existe uma série de fatos a serem cobertos. As reuniões de pauta por editoria ocorrem para discutir o senso comum entre o que é de interesse público, o que pode ou não render uma reportagem e quais os recursos disponíveis para as coberturas. De acordo com


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Jorge (2008, p.41), “quando se faz uma reunião de pauta, todos têm em mente a pauta como conceito, sua importância para o planejamento e a sequência de atos até a edição final [...]”. Segundo Lage (2002, p.40-41), consta na pauta do jornalista: o tema da reportagem; a localização e o horário; as condições: trajes e credenciais, por exemplo; os equipamentos: câmera fotográfica e outros; a utilidade: tamanho do texto, duração do áudio ou vídeo, enfoque, transmissão local, regional ou nacional; o contexto da notícia; e as fontes: especialistas, fontes oficiais e não oficiais. Há assuntos que notavelmente rendem mais que outros e que possuem maiores chances de irem parar nas matérias de capa, as manchetes. Segundo Lage (2002, p. 34), é comum encontrar termos como pautas boas e ruins. As boas e as ruins podem, ou não, acrescentar algo na carreira do jornalista. Mas compete somente ao repórter tornar a matéria boa, por meio de sua criatividade. A pauta é um sistema de planejamento para as notícias e para cada edição impressa e midiática, mas há ocasiões em que durante o trajeto para a cobertura ocorrem fatos importantes e com possibilidade de entrar ainda na mesma edição. Há situações não pautadas que podem ser de maior destaque do que os temas discutidos em reunião. Ainda assim, a pauta não deve ser descartada. Ela garante a antecipação dos meios diante dos fatos, o que permite a ampliação das coberturas com “ilustrações e a concentração de recursos em matérias consideradas de maior interesse, deslocando pessoal, financiando viagens e contratando serviços sem enlouquecer a gerência de investimentos” (LAGE, 2002, p.36). A pauta é o que garante a organização das editorias, matérias e entrevistas. Existem profissionais que trabalham somente para produzir a pauta de cada edição. O pauteiro, como é chamado o profissional que trabalha diretamente na confecção de pautas, ganha tempo para a equipe jornalística trabalhar na edição do dia seguinte. Mesmo se a pauta não estiver pronta, o preparo antecipado do tema é útil para a discussão nas reuniões.


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4.2.5 Entrevista

Medina (2001, p.5-7) observa que a autenticidade da entrevista está na mistura da técnica com o diálogo humano. Erbolato (2002, p.156) afirma que “a autenticidade é o primeiro requisito da entrevista”. Entretanto, o estudo das técnicas é vital para a produção de uma boa entrevista. Afinal, há diversos tipos de entrevista. Elas podem originar matérias do cotidiano, a fonte pode estar sozinha ou em grupo, o entrevistador pode estar sozinho ou em uma coletiva. Segundo Erbolato (2002, p.165), as entrevistas podem ainda ser informativas, opinativas e de personalidade. O repórter deve estar preparado para essas e demais eventualidades que surgirem. É necessário o preparo antecipado. Por exemplo: o que fazer quando o entrevistado foge do assunto ou se recusa a responder algo? O entrevistador deve estar atento para obter o maior número de informações sobre o entrevistado, sobre o tema abordado e adequar as situações à linha editorial do veículo. Os estudos das técnicas possibilitam a interação social e diferenciam as entrevistas de espetacularização das que realizam a comunicação compreensiva. “A entrevista é um gênero jornalístico que requer técnica e capacidade profissional, pois se não for bem conduzida redundará em fracasso” (ERBOLATO, 2002, p.157). Medina

(2001,

p.15-16)

classifica

quatro

perfis

de

entrevistas

espetacularizadas e cinco perfis (2001, p.16-17) de entrevistas de compreensão. Entre os perfis de espetacularização está o perfil do pitoresco, situação em que as celebridades recebem atenção especial na entrevista. Discutem-se conversas fúteis e fofocas. Um exemplo pode ser encontrado no programa Superpop, da Rede TV. A apresentadora Luciana Gimenez reúne celebridades para discutir infidelidades matrimoniais de outras personalidades. A entrevista de perfil inusitado ou de revelação foi considerada como de espetacularização por Medina (2001, p.16-17). O entrevistador extrai características do entrevistado para transmitir alguma revelação inédita. Um exemplo pode ser encontrado no quadro “Arquivo Confidencial” do programa Domingão do Faustão, da Rede Globo. O personagem é convidado a participar do programa, sem saber que vai fazer parte do quadro. No ar, o apresentador revela a entrevista e exibe a


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gravação com diversas fontes (na maioria familiares, amigos de infância e de trabalho) que falam sobre as características “confidenciais” do personagem. Medina (2001, p.16-17) considera o perfil de condenação como entrevista de espetacularização. Essa situação é característica do jornalismo policial. É encontrado em programas de TV como Brasil Urgente, da Rede Bandeirantes, no qual o apresentador José Luiz Datena realiza as entrevistas, condenando ou inocentado as vítimas e os acusados. A autora também cita o perfil da ironia “intectualizada” (2001, p.16-17) como recurso de espetacularização das entrevistas. Nessas ocasiões, o entrevistador entra em conflito com as idéias do entrevistado e tenta condenar, sutilmente, suas ideologias. Sobre os perfis de compreensão, Medina (2001, p.16-17) inclui a entrevista conceitual, a entrevista de enquete, a entrevista investigativa, de polemização e de perfil humanizado. No perfil conceitual, os conceitos são prioridades, não os comportamentos. São entrevistados especialistas de várias áreas para aprimorar uma informação. A entrevista de enquete pode ser realizada com um questionário, aplicado em várias fontes. Prioriza-se o tema da pauta. A seleção das fontes é normalmente aleatória. Na entrevista de perfil investigativo, investigam-se informações de difícil acesso. A entrevista pode ser realizada em off (o jornalista não revela a sua fonte) e em on (o jornalista revela a fonte). O perfil das entrevistas de polemização é encontrado em programas de debates, mesas-redondas, seminários e outros. Segundo Medina (2001, p.16-17), esse perfil existe para confrontar diversos pontos de vista e para se encontrar o senso comum, não para provocar reações comportamentais nos entrevistados. No perfil humanizado, a autora (2001, p.16-17) explica que a entrevista compreende valorizar o histórico do ser humano. Não se julga o entrevistado, ao contrário da espetacularização. Para

a

entrevista

jornalística

ser

transmitida

com

criatividade

e

compreensibilidade, em qualquer meio, ela deve ir além do repertório de perguntas. Após cumprir a pauta, o êxito na entrevista é comprovado quando ambas as partes, entrevistador e entrevistado(s), adquirem nova interpretação sobre o assunto. Em geral, as entrevistas possuem informações que são de grande valor público, pois representam dados individuais, de um grupo de pessoas e de


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comunidades, como no caso das entrevistas por enquetes e nas pesquisas de opinião.

4.2.6 Ética jornalística

Talvez seja simples entender que o ônus da atividade jornalística é a transmissão de informações verdadeiras para a sociedade, como uma espécie de ferramenta a serviço da democracia. Porém essa é uma definição muito relativa e gera diferentes interpretações sobre o assunto. Qual é a verdade quando dois jornalistas escrevem sobre um mesmo assunto e saem matérias diferentes? É muito comum isso acontecer em coberturas de grandes acontecimentos, como em uma noite de ano novo. Um repórter pode descrever a frustração de alguns moradores insatisfeitos com a quantidade reduzida de fogos de artifício em relação ao réveillon, ao mesmo tempo em que outro escreve sobre a beleza do céu iluminado durante a noite, e que as pessoas pulavam sete ondas na praia para começar o ano com sorte. E agora, qual é a verdade? Ambas as descrições podem ser verídicas. O que não se pode admitir é que os repórteres recebam suas pautas encaminhadas para falarem bem ou mal, ou que ele reflita sua própria opinião sobre os temas. Kotscho (2001, p.8) afirma que “pode-se fazer uma reportagem de mil maneiras diferentes, dependendo da cabeça e do coração de quem escreve, desde que essa pessoa seja honesta, tenha caráter, princípios”. A honestidade e a ética constroem a credibilidade e o caráter de qualquer profissional, inclusive do repórter. Habitualmente, encontram-se mais exemplos sobre a ética no jornalismo, com relação à publicação de notícias para a obtenção de vantagens pessoais. Contudo a preocupação do profissional deve estar em tornar as verdades públicas, sem levar em consideração os prejuízos ou benefícios que a notícia acarretará às pessoas. A melhor preparação para a função jornalística será certamente jogada ao lixo se não for acompanhada de rigorosa honestidade no trabalho jornalístico. E aí, o conceito de honestidade deve ser entendido no seu sentido mais amplo e não apenas no de não aceitar suborno de qualquer natureza para publicar (ou não publicar) informações ou de levar vantagens


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materiais em troca de suas informações (publicadas ou não) [...] (ROSSI, 2003, p.76).

O compromisso do jornalista com a honestidade, todavia, pode trazer consequências profissionais para a sociedade no momento em que a notícia reflete os setores públicos e privados. As revelações da corrupção política de um governo são exemplos de como isso pode acontecer. Nesse instante, os jornalistas tornamse alvos e sofrem ameaças de retaliações. Mesmo assim, o profissional deve continuar sua incessante necessidade de manter o povo informado. Na cultura anglo-saxã, em que essa ética jornalística prosperou e ganhou status de ideologia do jornalismo, há até mesmo duas etimologias para expressar o valor de responsabilidade na ética do jornalismo: fala-se que o jornalista deve ser accountable por suas ações, mas não é responsible pelas verdades que revela. Poderíamos traduzir como: o jornalista é responsável por todos os seus atos, mas não pode ser responsabilizado pelas conseqüências de ter revelado verdades. Ou poderíamos dizer: a responsabilidade do jornalista esgota-se no ato de revelar a verdade (KUCINSKI, 2005, p.19).

A partir do momento em que as empresas jornalísticas nacionais cederam à censura imposta pelo período do regime militar, que começou em 1964, o país pôde revelar um grande exemplo de má conduta ética no jornalismo, com capacidade para modelar a cultura brasileira. O jornalismo daquela época passou de suporte viabilizador da democracia para instrumento militar. Na situação, o direito de informar era limitado aos interesses políticos militares. A restrição gerou, anos mais tarde, a dependência de fontes oficiais e a produção social de um consenso não legítimo de interesses nas agendas de discussões, que determina as pautas nos principais veículos de comunicação do país, nos quais a elite dominante é sempre o centro das atenções nos noticiários. [...] A elite dominante é ao mesmo tempo a fonte, a protagonista e a leitora das notícias; uma circularidade que exclui a massa da população da dimensão escrita do espaço público definido pelos meios de comunicação de massa. Mesmo porque, de cada cinco adultos no Brasil, um é totalmente analfabeto funcional, lendo com dificuldade. O caráter auto-referente da circulação dos jornais nacionais contribui para o caráter excludente da agenda nacional, em cuja definição eles desempenham papel decisivo (KUCINSKI, 1998, p.26).


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A modelação cultural brasileira se refere ao período em que os jornalistas perderam a autonomia da informação pública, ou seja, a liberdade de transmitir o que é de interesse público, para o militarismo. O referencialismo militar, que originou a prática da autocensura jornalística durante anos, transfigurou-se em interesses da elite. Atualmente, as agendas de discussões são definidas e produzidas para o povo com base nesses interesses, deixando o que a população pensa, de lado. Ao passar dos anos, os veículos de comunicação do Brasil se habituaram a descrever os fatos que são de interesses políticos e econômicos de uma minoria privilegiada financeiramente. Os meios confundiram os valores públicos com os interesses privados. As novas gerações de jornalistas, os jovens que estão se formando nas universidades, que estudaram, mas que não viveram a repressão militar, podem e devem mostrar-se preparados e capacitados para lidar com essa adversidade social.

4.3 CIBERCULTURA: RUPTURA SOCIAL

4.3.1 Da contracultura americana aos cyberpunks

Seria um equívoco pensar que a prática da cultura cibernética estaria ligada somente às condições técnicas da informática. Pode-se dizer que a cibernética é dependente da evolução científica e matemática. Pois a dependência vem desde a primeira fase da informática, com os sistemas complexos de programação. Porém, durante o período de evolução, há de ser observado que os computadores eram criados para possibilitar, além do armazenamento de informações, a comunicação entre o homem e a máquina. E que tal relacionamento ficou mais intenso com o surgimento da microinformática. A era dos microcomputadores, sob comando elitista e militar, provocou uma ruptura na sociedade americana, impulsionada sobretudo pela contracultura. A contracultura era um movimento que rejeitava a ampliação da tecnologia na civilização americana dos anos 1960 e que apoiava o liberalismo. Essa atividade


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deu origem à geração dos cyberpunks, no início dos anos 1980 (LEMOS, 2004, p.172). Os cyberpunks misturavam a cultura musical da Inglaterra, a música punk originada em 1977, com a surpreendente idolatria às novas supertecnologias, em contradição à contracultura. Na década de 1980, os cyberpunks começavam a desapropriar a microinformática do governo militar. Eles tentavam provar que o mundo estava à beira de um colapso eletrônico que abalaria profundamente os hábitos da vida cotidiana. A teoria se referia ao nascimento de uma cibercultura considerada utópica para a época. O termo cyberpunk saiu de um gueto literário para uma disseminação do seu uso tanto na mídia – que enfatizou a relação com os hackers – quanto nos estudos de cibercultura que se preocupam com a compreensão do fenômeno dentro das artes e da sociedade. Vislumbramos o conceito por detrás de suas múltiplas facetas (literárias, visuais, sonoras, sociais, artísticas, etc), desmembrando-se como um nó na teia da cibercultura, um nódulo distópico gerado no centro da cultura tecnológica ainda embrionária, mas que após vinte anos deixou suas marcas feitas pelas garras protéticas e um implante de suas memórias dentro dos estudos de comunicação, apontando para um mundo cientificizado e ao mesmo tempo ficcional, de ficção-científica que nos foi proporcionado pelas tecnologias de comunicação (AMARAL, 2005, p.77).

A denominação cyberpunk, no entanto, é de ficção-científica. Seu nome é costumeiramente agregado à marginalização da tecnologia. A ficção foi explorada também nos cinemas, em filmes sobre hackers, redes telemáticas e cyborgs. Como em O Exterminador do Futuro, de 1984, no qual o ator Arnold Shwarzenegger interpreta um andróide que vem do futuro para tentar mudar o curso da humanidade. A formação do underground high-tech é diretamente influenciada pela contracultura americana e pela consolidação da sociedade dos meios de comunicação de massa. O desenvolvimento das tecnologias de comunicação microeletrônicas, assim com atitude sociocultural dos anos 6070, contribuem para a emergência de dois fenômenos muito importantes para a consolidação da cultura cyberpunk: os phreakers e os hackers, os primeiros e verdadeiros cyberpunks da rua (LEMOS, 2004, p.173, grifo no original).

A cibercultura estaria ligada, então, à possessão e disseminação da tecnologia inicialmente pertencente ao governo militar. Posteriormente, a sociedade passou a interagir no ciberespaço e o estudo dessa relação interativa ficou conhecido como cibercultura.


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4.3.2 A separação entre a microinformática e a cibernética

A informática corresponde às tecnologias que permitem a comunicação humana com o arquivo de dados de um computador. Mas é importante evidenciar a separação entre a informática, que analisa o tratamento de dados de informação, e a cibernética, que pesquisa como as pessoas utilizam o meio para se comunicar. Esses estudos ganharam ampla notoriedade após a incorporação da cibercultura no mundo contemporâneo. A cibercultura já é vivenciada cotidianamente por milhões de pessoas, estando manifesta em ações práticas através do uso de tecnologias digitais em rede, tais como: home banking, cartões inteligentes, celulares, smartphones, palms tops, voto eletrônico, webcam, imposto de renda via Internet, etc. Essas tecnologias proporcionam diversas práticas, sendo a principal delas a comunicacional (interativa ou não) através do uso de interfaces do sistema computacional da Internet como e-mail, listas de discussão, blogs, chats, fóruns, webjornalismo, sites de vídeos, IPTV e portais. As NTCIs permitem primordialmente novos hábitos em campos diversos. Até mesmo os infoexcluídos estão envoltos em processos de tecnologias digitais que fazem parte do cotidiano delineado pela cibercultura. Por exemplo, as câmeras de vigilância espalhadas pela cidade em locais públicos ou privados que podem captar a imagem de qualquer pessoa; bancos de dados de instituições públicas e/ou privadas que detêm informações de documentos de identificação, situação financeira, etc.; programas de mapeamento com imagens em tempo real como o Google Earth, além da prestação de serviços em diversas áreas que dependem da Internet para operar [...] (PADILHA, 2008, p.2).

Para que essa separação fosse possível nos anos 1970, passaram-se cerca de três décadas de realização de pesquisas e experimentos. As experimentações e ideias da década de 1940 ganharam força nos anos 1950, com a criação do computador Whirlwind, primeiro a computar dados e informações em tempo real. Seguido pelo Sketchpad, computador que, na década de 1960, inovou a parte gráfica, ao apresentar um cursor de tela de monitor chamado light pen (caneta de luz), o que viria a se tornar o mouse dos dias de hoje. Na mesma década, ainda, surgiram mais modelos de “linguagens simples de programação como o DTSS (Darthmouth timesharing system) e o BASIC” (LEMOS, 2002, p.110). E assim foram alavancadas as primeiras relações entre o homem e a máquina. “Embora a microinformática popular só surgisse em meados da década de 70, precursores do que viria a ser a revolução da informática pessoal (e do ciberespaço) começavam a


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pensar em tornar o computador mais amigável desde os anos 40” (LEMOS, 2002, p.109). Desse modo, não demorou a serem idealizadas as comunidades virtuais, o que hoje se conhece como internet. Foram essas idéias, segundo os autores Ferrari (2002, p.15), Lemos (2002, p.110) e Pinho (2003, p.28), que motivaram vários pesquisadores, entre eles Bob Taylor e J.C.R. Licklider, a criarem a rede Arpanet, em 1969, que mudaria de nome para Darpanet, em 1973, e se subdividiria, em 1980, na Milnet e na nova Arpanet. As divisões serviriam, respectivamente, à comunicação militar e à troca de informações científicas. Sendo assim, as comunidades virtuais seriam baseadas em proximidade intelectual e emocional em vez de mera proximidade física. Os participantes de chats reconhecem-se parte de um grupo e responsáveis pela manutenção de suas relações. Dessa forma, pode-se inferir que essa percepção é, muitas vezes, maior nesses grupos que em situações de comunidades baseadas geograficamente, como um bairro ou condomínio [...] (PRIMO, 1997, p.4).

A cibercultura, entretanto, só pôde difundir-se após as invenções dos primeiros microprocessadores. A transmutação da informática em computadores cada vez mais micros, rápidos e com maior memória, barateou o custo dos processadores. A primeira unidade micro, o Altair, veio do Novo México, em 1975, da cidade de Albuquerque. O Apple II surgiu dois anos depois do Altair. Em seguida, o modelo PC (Personal Computer – Computador Pessoal) da IBM levou a palavra micro ainda mais adiante, em 1981. Mas foi em 1984, com a Apple Macintosh, que o computador pessoal se dispersou e houve o início da democratização da cibercultura. A invenção da Apple Macintosh integrou definitivamente os microcomputadores no cotidiano das pessoas. Foi graças a ela, também, que a internet pode evoluir até o estágio em que se encontra atualmente. “O Macintosh, computador pessoal, interativo (ícones, janelas e mouse) e convival vai proporcionar [...] a apropriação técnica, simbólica e social da informática, até então propriedade privada de uma elite científica e industrial” (LEMOS, 2002, p.207). Em síntese, hoje a massa pode usufruir dos benefícios da era da informação digital, antes somente desfrutado por uma elite. Entre os benefícios, destaca-se a comunicação via internet. Esse processo comunicacional passou a interferir nos


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demais meios de comunicação e nos modos de produção jornalística. Desse modo, o jornalismo vai à conquista também dos leitores da rede.

4.4

O

ADVENTO

DA

INTERNET

E

AS

RUPTURAS

NOS

MEIOS

DE

COMUNICAÇÃO

A evolução da internet para meio de comunicação teve um grande percurso. Criada em 1969, ela passou a ser utilizada durante anos, somente como instrumento de intercâmbio científico. No presente, a web permite que haja na internet a troca de informações entre vários usuários, comunicação em tempo real com arquivos multimídia e entretenimento, distribuídos simultaneamente em um banco de dados digital. “Para entender a evolução do jornalismo na internet e todas as suas particularidades é preciso voltar no tempo e compreender a história da Internet e a criação de seu ambiente gráfico World Wide Web” (FERRARI, 2003, p.15). Antes do surgimento da primeira versão da internet, vários pesquisadores se uniram ao diretor do Departamento de Projetos de Pesquisa Avançada da Agência de Defesa Americana (Darpa), Bob Taylor, que já havia idealizado a ideia de unir computadores em rede, em 1966. Em 1969, como afirmam Ferrari (2003, p.15) e Lemos (2002, p.124-125), a Arpanet nasceu nos EUA com objetivos militares. Ela teve origem em um microcomputador na Universidade de Califórnia, para manter ativo um meio de comunicação, em caso de guerras, por exemplo. Com o desejo de também poder usufruir dos benefícios da conexão em rede, as universidades e a sociedade alavancam a descentralização da internet, por meio do surgimento das redes cooperativas “como a Usenet (Users Network)” entre outras redes, ainda nos anos 1970 (LEMOS, 2002, p.125). Ou seja, essas redes conectavam computadores em instituições acadêmicas e de uma pequena parte da sociedade. Na década de 1980, surgiram mais redes cooperativistas que ajudaram a expandir a internet. Alguns nomes das redes de conexão que surgiram foram: a Computer Science Network (CSNET), órgão do governo, e a Because it´s time to Network (Bitnet). Em 1986, de acordo com Ferrari (2003, p.16), a Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (National Science Foudation) permitiu a


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conexão em rede entre pesquisadores de toda a nação norte-americana. A chamada NSFNET substituiu a Arpanet e a CSNET, e uniu cerca de 80 países no início da década de 1990. A internet, como uma rede de redes, é formada por LANs (Local Area Nerwork ou Redes Locais), MANs (Metropolitan Area Network ou redes Metropolitanas) e WAN (World Area Network ou redes mundiais). Estão conectadas por redes telefônicas, satélites, microondas, cabos coaxiais e fibras óticas, permitindo a comunicação com os computadores que utilizam protocolos comuns (regras e acordos que permitem o vínculo e a comunicação entre máquinas diferentes). O idioma de computadores na rede internet é o protocolo TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol), desenvolvido nos anos 70 no Darpa e usado pela primeira vez em 1983 na Arpanet. O interessante a ser ressaltado aqui é que o TCP/IP foi desenvolvido com capitais públicos sendo, desde sempre, considerado livre, significando que nenhuma companhia possui seu monopólio. A Net já nasce com esse espírito: TCP/IP e demais softwares básicos que permitem acessar a grande rede são gratuitos e disponíveis em vários servidores ao redor do mundo (LEMOS, 2002, p.125).

A criação da World Wide Web, em 1991, por Tim Berners-Lee, garantiu com que as informações e arquivos ficassem mais bem organizados na rede e isso significou “para muitas pessoas, a única parte que elas usam, um sinônimo mesmo de Internet” (PINHO, 2003, p.33). Antes do surgimento da WWW, os jornalistas se apoiavam nos processadores, unicamente, para digitar ou editar suas matérias. A web proporcionou evoluções significativas nos meios de comunicação. A digitalização de dados e transmissão deles para a internet revolucionou os meios de informação. “No cerne dessas transformações, os computadores e as redes de comunicação passam por uma evolução acelerada, catalisada pela digitalização, a compreensão de dados, a multimídia, a hipermídia” (SANTAELLA, 2001, p.78). Hoje, os meios de comunicação estão intensamente associados às novas tecnologias. O desenvolvimento tecnológico da internet também representa um campo de mudanças para a prática do jornalismo. O ciberespaço provocou rupturas nos modos de pesquisa e produção do jornalismo, por meio da memória digital, pela qual os jornalistas interagem com os leitores em tempo real, com um grande acervo de informações disponibilizadas em vários formatos. O que originou a abertura para a prática de uma nova modalidade de jornalismo: o webjornalismo.


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4.5 AS GERAÇÕES DO JORNALISMO NA WEB

4.5.1 A cebola de cinco camadas

Pode-se dizer que o jornalismo praticado nas redes telemáticas passou por um processo evolutivo e que atualmente se encontra distribuído em cinco superfícies, segundo afirma Mielniczuk (2003, p.44). Essa atribuição poderia ser representada por uma cebola de cinco camadas 2. Na primeira, a mais externa, estaria o jornalismo eletrônico. É a situação em que o jornalismo desfruta de equipamentos eletrônicos para realizar a sua produção, como na utilização das câmeras de TV, videocassete etc. O jornalismo digital ou jornalismo multimídia encontra-se na segunda superfície, quando ocorre a conversão dos dados de qualquer meio de comunicação para o meio digital. O lugar onde ocorre a utilização do suporte digital pelo jornalismo é chamado de ciberespaço, por meio do qual se pode armazenar um vasto acervo de informações digitalizadas. Eu defino o ciberespaço como o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial de computadores e das memórias dos computadores. Essa definição inclui o conjunto dos sistemas de comunicação eletrônicos (aí incluídos os conjuntos de redes hertzianas e telefônicas clássicas), na medida que transmitem informações provenientes de fontes digitais ou destinadas à digitalização [...] (LEVY, 1999, p.92).

Desse modo, o jornalismo praticado nesse espaço chama-se ciberjornalismo, a terceira camada, fase em que o jornalista utiliza o computador para realizar a pesquisa jornalística e, também, para a produção de notícias. A quarta camada, o jornalismo on-line, faz referência à “conexão em tempo real, ou seja, fluxo de informação contínuo e quase instantâneo” (MIELNICZUK, 2003, p.43). O conteúdo do jornalismo on-line pode ser reproduzido dos meios impressos e outros meios, desde que haja uma corrente de comunicação constante. Entretanto os primeiros jornais on-line brasileiros estavam normalmente apoiados por agências de notícias. 2

Bruno Rodrigues, no blog www.bruno-rodrigues.blog.br, já utiliza a metáfora da cebola para descrever as camadas do webwriting.


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A metade da década de 90, mais precisamente 1995, marca o início do jornalismo on line no Brasil. O primeiro jornal totalmente em tempo real do país e da América Latina foi o Brasil Online, com informações de agências de notícias (Folha, Reuters, Associated Press), e material produzido em sua redação. O veículo foi uma iniciativa do Universo on Line, hoje um dos maiores provedores do sub-continente e se transformou, mais tarde, em Folha on Line. A criação de veículos noticiosos específicos para a Internet conheceu, ainda, outro marco no Brasil, em 2000, com a implantação do Último Segundo, ligado ao provedor iG, de acesso gratuito à Internet (HAMILTON, 2002, p.5, grifo no original).

Diferentemente do webjornalismo, quinta e última camada, que se refere especificamente ao conteúdo produzido para a rede. Essas divisões são fruto do período em que o jornalismo se desenvolveu depois da criação da web. O processo evolutivo do jornalismo nas redes telemáticas, entretanto, é destacado pela divisão de três gerações: 1) a digitalização do conteúdo impresso para a internet; 2) o descobrimento das características exclusivas da rede; 3) a prática do webjornalismo.

4.5.2 Primeira, segunda e terceira geração do jornalismo na web

A primeira geração do webjornalismo não percebia a possibilidade de exploração da internet como veículo de comunicação. As empresas de jornalismo se davam por satisfeitas ao preencher os sítios com conteúdo copiado dos meios impressos de comunicação, ou seja, sem “haver preocupações com relação a uma possível

forma

inovadora

de

apresentação

das

narrativas

jornalísticas”

(MIELNICZUK, 2003, p.49). Na segunda fase, ainda apoiado sobre o modelo de jornalismo impresso, o webjornalismo inicia a exploração de alguns recursos interativos como os links e emails. Além da interação entre o homem e a máquina, o e-mail oferecia a possibilidade de conversa entre os usuários, ou entre o jornalista e o leitor em fóruns e salas de bate-papo, fator determinante que impulsionou as grandes redes de comunicação a entrarem no ramo, disputando espaço com as empresas que transpunham as versões de jornal impresso na internet. “Os links funcionam como portas virtuais que abrem caminhos para outras informações. O hipertexto é uma


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obra com várias entradas, onde o leitor/navegador escolhe seu percurso pelos links” (LEMOS, 2002, p.130). O jornalismo de terceira geração “deve produzir conteúdos originais em formato multimídia, constituindo sistemas descentralizados próprios, capazes de incorporar as contribuições dos usuários, para apuração, produção e circulação de conteúdos” (MACHADO; BORGES; MIRANDA, 2003, p.131). Essa modalidade veio a surgir quando os grandes empresários investiram nos sítios com conteúdos exclusivos para os leitores da web, nas potencialidades da rede. As redes telemáticas proporcionaram ao jornalismo um desenvolvimento progressivo, influenciando nos processos produtivos de notícias, disseminação de informações, e alterando as relações dos meios de comunicação com seu público [...]. O ambiente midiático digital transforma as características da notícia, quais sejam, hipertextualidade, interatividade, multimidialidade, personalização, memória e atualização contínua, potencializando a construção de modelos narrativos para o webjornalismo (RIBAS, 2004, p.3).

Embora todas as características não sejam exploradas simultaneamente pelos sítios jornalísticos, são experimentos frequentemente utilizados nos portais do ciberespaço, que auxiliam na construção da linguagem webjornalística, e contribuem para que haja o equilíbrio do poder da informação entre os meios e o público. O jornalismo on-line poderia muito bem mudar a relação entre os jornalistas e o seu público de uma maneira fundamental, que afetaria a profissão como um todo; suas principais características, citadas anteriormente, refletem claramente um equilíbrio de poder entre os fornecedores de informação e os 3 usuários. [...] (BARDOEL; DEUZE; 2001, p.91-103) .

O jornalista da terceira geração da web se comunica, portanto, por meio das cinco camadas anteriormente referidas e consolida uma mudança nas maneiras de transmissão e receptação da informação. O webjornalismo, por sua vez, potencializa o relacionamento com o público por meio das novas tecnologias e fortalece o desenvolvimento da cibercultura.

3

Network journalism might well change the relation between the journalists and their public in a fundamental way that affects the profession as a whole; its major characteristics as we have pointed out before seem to reflect clearly a shifting balance of power between information suppliers and users. [...] (BARDOEL; DEUZE; 2001, p.91-103. Tradução: do autor).


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4.6 JORNALISMO DE PORTAL

4.6.1 O surgimento dos portais: mecanismos de procura

Os portais começam a nascer na década de 1990. A princípio, a definição de portal identifica as páginas da web que oferecem ferramentas de busca. As primeiras versões, o Yahoo!, o Excite, entre outros, vindos dos EUA, possuíam a função de procura e organização das informações, em formato de lista para facilitar a navegação do usuário. O ramo de negócios nos portais começava a se tornar competitivo na sua primeira década de vida. As empresas passaram a diversificar seu conteúdo na rede, ao agregar notícias com editorias (ex.: esporte religião, saúde), e-mail gratuito e entretenimento (downloads, horóscopo, previsão do tempo). Em seguida, a implementação das salas de bate-papo e dos fóruns conseguiram entreter vários usuários on-line nos portais, ao mesmo tempo (em tempo real). Surgiu ainda a “possibilidade de personalização dos sítios de busca (My Yahoo!, My Excite, etc), assim como acesso a conteúdos especializados e comerciais” (BARBOSA, 2003, p.163). Ou seja, aos poucos a internet começava a explorar alguns recursos próprios do meio, como a interatividade, a pessoalidade e a personalização do conteúdo. O processo de adaptação aos novos recursos também passou pelo Brasil. Foi o que aconteceu com o Cadê, “o primeiro nesta categoria a estrear na web em outubro de 1995, expandiu-se baseado no conceito original de portal (página inicial para experiência das pessoas na WWW)” (BARBOSA, 2003, p.163). Com a vinda de grandes competidores como o Universo On-line (UOL), do Grupo Folha, que viria a se fundir com o Brasil On-line (BOL), do Grupo Abril, outro forte competidor da época, o Cadê e todos os demais portais de procura tiveram de evoluir e apresentar conteúdo informativo em suas páginas iniciais para não se tornarem obsoletos. Aos poucos, os meios de comunicação enxergavam nos portais um meio de convergência de mídia, que acabou sendo explorado durante a primeira geração do jornalismo na web. A proposta de aliar informações com uma grande quantidade de serviços e entretenimento abriu espaço para as grandes redes de comunicação explorarem as


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capacidades de difusão da informação na rede. Essa possibilidade trouxe às empresas também a esperança de grandes investimentos e retorno financeiro por meio de publicidade virtual, assinatura dos usuários, parcerias etc.

4.6.2 Portal de notícias: jornalismo digital

A nação norte-americana começou a praticar o jornalismo on-line antes dos outros continentes. Inicialmente, os portais realizavam a transposição do texto dos meios impressos para o meio digital. De acordo com Ferrari (2003, p.23), “a maioria dos sites jornalísticos surgiram como meros reprodutores de conteúdo publicado em papel. Apenas numa etapa posterior é que começaram a surgir veículos realmente interativos e personalizados”. As empresas de comunicação dos EUA, entretanto, decidiram ingressar no ramo dos portais, após o sucesso das páginas de procura. “Em 1998, as redes de televisão norte-americanas ABC e NBC investiram em empresas de Internet e começaram a atrair os internautas em suas páginas” (FERRARI, 2003, p.38). Em contradição, as companhias brasileiras de comunicação apostaram no jornalismo de portal, antes mesmo dos sítios de procura incorporar completamente a cibercultura brasileira. Porém, seguindo o comportamento estrangeiro, os portais nacionais realizavam a mesma transposição de jornais, revistas e impressos norteamericanos. Ainda disputando o ciberespaço com os sítios nacionais de busca, as grandes mídias brasileiras decidiram arriscar na cobertura exclusiva de notícias para os leitores da web. A idéia teve a aprovação dos internautas e se tornou uma tendência para os meios de comunicação no território nacional. A primeira iniciativa partiu do Grupo O Estado de S. Paulo, que, em fevereiro de 1995, colocou a Agência Estado na rede mundial. No dia 28 de maio do mesmo ano, [...], coube ao Jornal do Brasil a primazia de ser o primeiro veículo a fazer uma cobertura completa no espaço virtual, seguido por outros títulos da grande imprensa, como o Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, O Estado de Minas, Zero Hora, Diário de Pernambuco e Diário do Nordeste (PINHO, 2003, p.114).


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Com a estrutura informativa inovadora e o acesso gratuito aos usuários, agora a palavra portal comporta um novo significado. São sites de busca com notícias, serviços, salas de bate-papo e com atenção do meio ao modo com que o leitor acessa a página. Com isso, em 1999, surgiram os portais verticais. Eles tinham como objetivo servir os usuários que buscavam a comodidade dos serviços personalizados e interatividade. O novo estilo de portal também visava a aproximação dos interesses das comunidades virtuais ao conteúdo do site. A ideia foi considerada por Ferrari (2003, p. 36-37) como “o perfeito casamento entre comunidade e conteúdo, uma vez que permitem personalização e interatividade com o usuário. Apresentam audiência segmentada, com tráfego constante e dirigido”. A dependência tornou-se ainda maior com o surgimento dos portais gratuitos, o que ampliou o crescimento do número de usuários no Brasil. Finalmente, a maioria dos portais de comunicação havia instaurado a da prática do webjornalismo. Prática que valorizou além da quantidade, a qualidade do conteúdo das matérias exibidas na rede.

4.6.3 O perfil do leitor

Os portais de notícias brasileiros ganharam a aprovação dos internautas e se difundiram. Embora haja poucos manuais de redação para a web, o webjornalismo de terceira geração é compensado pela conversão de mídias na rede: impresso, rádio e TV. Há casos de sites que realizam produções radiofônicas para serem veiculadas somente na internet – a exemplo do ritmobrasil.com – e vídeostransmissão exclusiva para os internautas – como a fpftv.com.br, que transmitia jogos da primeira divisão do campeonato paranaense de futebol –, além das demais re-exibições na rede de reportagens dos canais televisivos. Os recursos multimídia são valorizados na rede on-line, devido ao espaço acumulativo na rede, tanto em megabytes quanto para a quantidade dos utilitários mass media. É por meio da memória virtual que a web transmite a ideia da integração mundial de comunidades, tornando o pensamento individual coletivo, idéia que vem sendo debatida durante anos nos meios de comunicação. Observa-se


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que o custo para o usuário manter a interação na rede não é extravagante e permite o crescimento do número de usuários. Para se descrever o funcionamento desse pensamento individual coletivo, entretanto, não se pode descartar a pessoalidade durante o diálogo na internet. Normalmente, a pessoa está em frente ao computador, interagindo sozinha com o acervo de dados virtual, com uma infinidade de informações de todos os tipos. O pensamento coletivo ocorre quando os vários formatos de conhecimento são discutidos entre os usuários. Conforme acentua Kucinski (2005, p.74), “pela internet podem ser transmitidos todos os tipos de informações, não apenas gráficas, mas também algébricas, numéricas, sonoras, imagéticas, tudo num mesmo suporte operacional”. Essas facilidades acabam deixando o internauta cômodo. Dessa maneira, ele costuma fazer leituras rápidas, percorrendo por uma maior quantidade de assuntos que o interessem no momento. Justificativa válida para a internet, que aposta muito nos recursos interativos e de entretenimento. “Como grandes shoppings centers, os sites oferecem diversão, lazer e uma infinidade de serviços. [...] O consumidor vai ao cinema, faz um lanche e durante um passeio pelos corredores acaba consumindo algo mais” (FERRARI, 2003, p.19). A faixa etária do público que acessa a internet, de acordo com Ferrari (2003, p.53), varia dos 18 aos 25 anos. Eles cresceram utilizando computadores evoluídos das versões do Computador Pessoal (PC) e Apple Macintosh, com interfaces gráficas coloridas, dinâmicas e com jogos. Por isso, eles são os potenciais consumidores da informação na rede, e é por essa razão que os portais investem também nesses setores. Com a inserção dos novos utilitários, sobretudo com os hiperlinks, a liberdade de navegação dos internautas é maximizada. A ordem das leituras é escolhida pelos usuários. Assim, configura-se a princípio um modelo de leitor da web que aprecia as características da narrativa multimidiática e não linear, ou multilateral.


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4.7 O JORNALISMO HIPERMÍDIA

O avanço das tecnologias eletrônicas e telefônicas, dos computadores para notebooks, dos celulares analógicos para os digitais com banda larga, dos aparelhos com fios para os sem fios, entre outros, representa uma significativa evolução na comunicação para o jornalismo e, por conseguinte, para a sociedade (FERRARI, 2006, p. 82). Pois as informações chegam rapidamente aos usuários sob o formato multimídia – realiza a conversão de texto, imagem e som – e hipermídia – conexão em rede. É cada vez mais comum encontrar celulares com TV e rede de internet. No futuro, o desenvolvimento tecnológico acelerado pode levar ao barateamento e à banalização das mercadorias para a população, de modo com que grande parte da população poderá fazer parte de uma sociedade hipermidiatizada, ou seja, que procura interpretar os fatos noticiosos de diversas formas. As novas tecnologias de informação, em especial as formas hipertextuais, vêm preencher uma lacuna dupla, seja em permitir o acesso à rede de informação como também o acesso a arquivos pessoais ou coletivos, que serão remixados, numa eterna bricolagem de narrativas, sejam elas textuais, imagéticas, audíveis ou sensoriais. Não é mais o mundo interior do autor que aflora no meio digital e nem a rede que invade os mass media tradicionais (FERRARI, 2007, p.85, grifo no original).

Acredita-se,

ainda,

que

a

informação

digital,

com

suas

narrativas

hipertextualizadas e não lineares, ou seja, que se liga a outras enunciações, nas quais o indivíduo escolhe a própria ordem da leitura, “espelha uma tendência de época, em que o olhar humano faz um percurso frenético para tentar captar todas as possibilidades visuais oferecidas” (FERRARI, 2007, p.84). Desse modo, permite-se refletir que os meios de comunicação de massa tradicionais não vão acabar, e sim, se unir ao jornalismo digital. O resultado dessa união será conhecido como o jornalismo hipermídia4.

4

Pollyana Ferrari descreve a hipermídia como a convergência de todas as mídias, durante uma entrevista (Entrevista*Pollyana Ferrari PARTE 2) realizada por alunos do Mackenzie, em novembro de 2008, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Disponível em: www.youtube.com/watch?v=QIMPHYF289Q&feature=related.


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Criar processos metodológicos para auxiliar na compreensão da narrativa deveria ser um dos objetivos do jornalismo atual [...] Estamos propondo mudar o velho paradigma linear emissor – receptor, para evoluirmos para paradigmas mais complexos, gerando visões fragmentadas da realidade, principalmente na área da imprensa e da comunicação de massa (FERRARI, 2007, p.86).

A sociedade, portanto, será dependente de um grande leque de informações hipermidiáticas e o jornalismo, por sua vez, deverá prestar atenção nos novos formatos com que a informação deverá se apresentar ao público.

4.8 POTENCIALIDADES DO WEBJORNALISMO

As Novas Tecnologias de Comunicação (NTC) possibilitaram a afirmação de seis características próprias do webjornalismo, que, segundo Palacios (2003, p.17), são:

Multimidialidade

ou

Convergência,

Interatividade,

Hipertextualidade,

Personalização, Memória e Atualização Contínua. Embora esses elementos não sirvam como regra na produção do jornalismo on-line, são fatores com “potenciais que são utilizados, em maior ou menor escala, e de forma diferente, nos sítios jornalísticos da web”. Nesse

contexto,

diversos

portais

utilizam

diferentes

ferramentas

experimentais, na tentativa de moldar o formato mais adequado para o webjornalismo. Alguns deles apostam na convergência de mídia, devido à praticidade de formas com que o fato noticioso pode ser apresentado, em “imagem, texto e som” (PALACIOS, 2003, p.18). A experimentação da convergência de mídias é bem aceita com o uso da hipertextualidade, que conecta, por meio de links, a informação principal a conteúdos complementares. Segundo Kucinski (2005, p.7778), na internet “[...] Surgiram narrativas novas, chamadas hipertextos, nas quais predominam os núcleos de enunciados (clarões), que se vinculam a outros núcleos, localizados em textos outros, que podem ser acessados por meio de links”. As diferentes rotas que o usuário realiza durante a leitura é comum no jornalismo on-line, nas quais os hiperlinks podem complementar uma informação com vídeos, fotos, áudios ou textos, no mesmo ou em outro endereço eletrônico. Cria-se então o conceito da não linearidade no webjornalismo. Afinal, o usuário pode


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conduzir sua leitura a partir das partes que mais chamam sua atenção. Nem sempre a leitura precisa começar pelo primeiro parágrafo. As diferenças entre o material que é impresso em papel e o que é visualizado na tela do monitor de um computador são grandes, afetando profundamente o modo como as pessoas absorvem e reagem às mensagens que se tenta transmitir. O papel é linear: um memorando, por exemplo, é lido a partir do canto superior esquerdo, palavra por palavra. Mesmo se o memorando tiver diversas páginas, o leitor começa pela primeira, pois não faz sentido nenhuma outra ordem de leitura (PINHO, 2003, p.50).

A hipertextualidade, portanto, permite a existência da interatividade em decorrência de a web admitir o usuário como um receptor ativo de informações, situação em que ele vai à busca de novos conhecimentos (PINHO, 2003, p.55). Embora

o

recurso da

interatividade já

tenha

sido

explorado pelo

radiojornalismo, envolvendo o público nas cabines dos estúdios ou mesmo durante uma conversa por telefone, é preciso reconhecer que a interação foi ampliada pelo formato on-line. A relação comunicativa entre o usuário e o jornalista agora pode ocorrer, sem mediadores, pela troca de e-mail, comentários nos portais de notícias, troca de mensagens em salas de bate-papo e fóruns de discussões organizados por tópicos. Embora outros meios de comunicação social também possam reivindicar créditos pelo famoso recurso da interatividade – poderia se pensar no Talk Radio – esse aspecto é considerado como a principal característica do ambiente on-line e normalmente é utilizado para diferenciar a rede dos outros meios. Especialmente quando se analisa as notícias on-line, a interatividade parece ter importância fundamental. A chave para compreender essa situação está na percepção da interatividade como uma função puramente relacionada à platéia. Não tem muito a ver com a velocidade de publicação das notícias ou com a atividade jornalística – mesmo que ajude a manter a velocidade de trabalho rápida – mas, o fato é que as notícias on-line têm potencial para fazer com que o leitor/usuário se sinta estimulado a participar da informação. A interatividade pode ocorrer de várias formas: por meio da troca de e-mails, de forma indireta ou direta, entre jornalistas, pessoas que fazem parte do meio e leitores/usuários; por meio dos painéis de bordo dos portais de notícias; por meio dos espaços, abaixo de cada notícia, reservados aos comentários dos leitores; ou, mais recentemente, por meio dos chats ou salas de bate-papo virtuais, com a presença das pessoas que participaram da história da notícia, junto com a presença dos usuários e do jornalista que escreveu o fato, completando o 5 ambiente interativo final (BARDOEL; DEUZE, 2001, p.91-103) . 5

Although other media have also a claim to the fame of interactivity - one could think of Talk Radio this aspect is generally referred to as the main discerning characteristic of the online environment. Especially when looking at online news, the interactive element seems to be of essential importance. The key to understanding this is to see interactivity as a purely audience-related feature. It has not so


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Por conseguinte, a participação opinativa dos internautas ofereceu aos sítios a oportunidade de experimentar a personalização do conteúdo aos leitores. Essa característica do webjornalismo deixa a possibilidade de o usuário customizar suas preferências editoriais, por exemplo. Assim, toda vez em que o usuário abre as páginas virtuais, encontra o que procura com praticidade. De acordo com Seixas (2003, p.91), “O jornalismo digital é [...] personalizado. A personalização consiste em oferecer ao usuário a opção de configurar os produtos jornalísticos de acordo com seus interesses individuais (a característica de Bardoel e Deuze, revista por Palacios)”. Os portais jornalísticos costumam se preocupar com as conformidades do leitor digital. Diante disso, pode-se dizer que a contínua atualização do noticiário online, também chamada de instantaneidade, reforça essa afirmação. Palacios (2003, p.20) afirma que a atualização “possibilita o acompanhamento contínuo em torno do desenvolvimento dos assuntos jornalísticos de maior interesse”. Além de mecanismo possibilitador da atualização, a memória, ainda de acordo com Palacios (2003, p.20), é uma qualidade inovadora que “torna-se coletiva, através do processo de hiperligação entre os diversos nós que a compõem”. O que é interessante pelo fato de que a web já liga computadores entre o mundo todo. A memória é apontada como um elemento realmente novo, que provoca uma ruptura com os suportes anteriores ao oferecer uma situação até então inusitada. Conforme explica o autor, a partir da conjunção com outras características, o jornalismo, pela primeira vez, possui uma memória múltipla, instantânea e cumulativa (MIELNICZUK, 2004, p.2).

A

memória

virtual,

apoiada

nas

características

da

multimidialidade,

interatividade, hipertextualidade, personalização, e atualização contínua, e aplicada em uma sociedade que adere à cibercultura, valoriza e potencializa a prática do webjornalismo de portal.

much to do with the speed of news and journalistic activity - although it does facilitate fast work - but with the fact that online news has the potential to make the reader/user part of the news experience. This can be done through a number of ways: through direct or indirect e-mail exchange between the journalist or staff and the user, through a bulletin board system available on the newssite, through a „send your comments‟-option box underneath each news story or, more recently, through Web chat possibilities, even introducing the people who are featured in the story to the users together with the journalist responsible for the piece in an ultimate interactive environment (BARDOEL; DEUZE, 2001, p.91-103. Tradução: do autor).


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5 METODOLOGIA

O projeto aqui apresentado foi desenvolvido em diversas etapas. Neste projeto,

generalizaram-se

os

termos

jornalismo

digital,

ciberjornalismo

e

webjornalismo. Priorizou-se, em primeiro lugar, a pesquisa bibliográfica sobre comunicação, jornalismo e jornalismo digital. Simultaneamente, o projeto gráfico começou a ser desenvolvido. Em seguida, foi elaborado o questionário para aplicar a pesquisa com o consumidor de notícias. Foram conduzidas 250 pesquisas, em forma de entrevista, com o objetivo de reunir características e informações sobre as predileções dos usuários de internet locais. Os dados das pesquisas foram organizados, tabulados, receberam gráficos e foram analisados de duas formas diferentes: por idade e por sexo. As análises serviram de apoio para a construção do projeto editorial. O passo seguinte foi a organização de outro questionário, dessa vez para aplicar com os comerciantes locais. O novo questionário foi criado com o auxílio do administrador Luis Fernando Chinkevitz, graduado em comércio exterior, pela Uniuv. Foram realizadas 50 pesquisas com os representantes comerciais locais, com o objetivo de analisar a aceitabilidade do produto por eles e, por conseguinte, revelar o grau de viabilidade comercial do modelo de portal de notícias proposto. Esses dados foram separados em novas tabelas, que foram utilizadas para criar os gráficos da pesquisa. Com os gráficos foi possível realizar a análise da pesquisa, que provou o produto ser viável comercialmente. A produção das notícias foi uma das últimas etapas desse projeto. Todas as matérias foram produzidas individualmente. As reportagens em vídeo necessitaram da edição de um profissional – Wagner Bohn. A vinheta em áudio foi produzida pelo autor desse projeto, e o vídeo foi produzido por Thiago Trevisan, acadêmico do terceiro ano de publicidade e propaganda da Uniuv (2009). A logomarca do portal foi criada por José Gustavo Bereza, publicitário graduado pela Uniuv. O projeto gráfico foi desenvolvido em parceria com Filipe Cristiano Walter, acadêmico de publicidade e propaganda da Uniuv.


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Treze notícias foram produzidas para a versão piloto do portal. Dez matérias são apresentadas no formato texto, fotos e legendas. As outras três notícias são videorreportagens. A campanha de mídia foi a última etapa da produção deste projeto experimental. Os acadêmicos do terceiro ano de Comunicação Social – Habilitação em Publicidade e Propaganda, do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), Filipe Cristiano Walter, Christian Alencar Train e Vanessa Suellen Kovalczuk, desenvolveram estratégias de divulgação do portal, para conquistar usuários e patrocinadores, antes mesmo de se colocar o produto em funcionamento. Dessa maneira, finaliza-se a proposta de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União, representada pelo portal jmais.com.br. Um meio de comunicação local qualificado por meio de pesquisas de campo e de mercado, e fundamentado por princípios jornalísticos, éticos e de trabalho em equipe.

5.1 A PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

Foram utilizados diversos autores para embasar o desenvolvimento teórico do projeto. Estabeleceu-se a seguinte ordem de leitura: primeiramente, sobre os registros das características e as práticas do jornalismo digital; depois, sobre os registros das qualidades e relevância de pesquisas em comunicação; e, por último, sobre os registros de jornalismo, características, linguagens, ética e métodos utilizados para pesquisa de campo. Os títulos dos livros foram escolhidos conforme disponibilidade na biblioteca da Uniuv e também por indicação. Todos se revelaram muito importantes para essa pesquisa. A maioria dos autores levantou aspectos positivos e negativos de cada assunto. Na primeira ordem de leitura, os autores Lemos (2002, 2004), Amaral (2005); Padilha (2008), Ferrari (2003, 2007), Pinho (2003), Primo (1997), Santaella (2001), Mielniczuk (2003, 2004), Levy (1999), Hamilton (2002), Machado, Borges & Miranda (2003), Ribas (2004), Bardoel & Deuze (2001, 2004), Barbosa (2003), Kucinski (2005), Palacios (2003), e Seixas (2003) desenvolveram suas pesquisas sobre temas como a cibercultura e sua história social, o jornalismo digital, as mudanças


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impostas pela internet no jornalismo, o nascimento do webjornalismo e as suas características estudadas até os dias de hoje. O embasamento nesses assuntos reforça a contribuição para novos estudos e pesquisas no ramo. A segunda ordem de leitura, a que levanta aspectos sobre comunicação social, os autores Thompson (1998), Bordenave (2006), Birck (2008), Polistchuck & Trinta

(2003)

relacionaram

a

necessidade

humana

à

cultura

midiática

contemporânea, descreveram historicamente esse processo e aliaram teorias ao campo jornalístico. Na terceira, os autores Squarisi & Salvador (2007), Lage (1998, 2001, 2002), Noblat (2003), Jorge (2008), Erbolato (2002), Medina (2001), Novelli (2006), Kotscho (2001), Rossi (2005), e Kucinski (1998, 2005) abordaram temas como a prática do jornalismo e sua linguagem, definições técnicas que auxiliam na produção jornalística, métodos para realização de entrevistas e de pesquisas, e sobre a ética como ferramenta de credibilidade à profissão. Com as leituras, foi possível fundamentar amplamente a pesquisa nas áreas de comunicação social, jornalismo e webjornalismo. As obras contribuíram para que este novo projeto em jornalismo digital pudesse ser desenvolvido.

5.2 O PROJETO GRÁFICO

Essa etapa do projeto foi desenvolvida com a parceria voluntária de três pessoas do ramo publicitário: Filipe Cristiano Walter, José Gustavo Bereza e Thiago Trevisan. Filipe e Thiago são acadêmicos do terceiro ano do curso de Publicidade e Propaganda, da Uniuv. José Gustavo é formado pela Uniuv e é cunhado de Filipe. Do mês de fevereiro ao mês de junho, o portal adquiriu diversas adaptações, até chegar ao formato apresentado hoje. A construção da interface da página principal do portal e seu detalhamento dependeram de várias análises de portais bemsucedidos do mesmo gênero. Foram analisados os portais mais votados na pesquisa de campo e outros mais.


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5.2.1 Estudo das composições técnicas e gráficas

Foram avaliadas as tecnologias empregadas nos portais de jornalismo, o emprego das cores, as características diferenciais de cada portal, a disposição dos elementos que compõem o portal e seus formatos (tamanho). Durante a análise, verificou-se que alguns sites proporcionavam mais interatividade ou mais mecanismos de informação, ou ainda, mais velocidade e atualização do conteúdo. Esses sites ofereciam editorias, espaço para comentários abaixo de cada notícia, enquetes, fóruns de discussão distribuídos por temas, reportagens multimidiáticas e possuíam diferentes resoluções de visualização. Podese perceber que cada portal adotava suas próprias combinações de cores, tipologia de fontes padronizadas, diagramações e espaçamentos. A análise dos demais portais foi fundamental para a construção do projeto gráfico (ANEXOS P, Q, R, S, T, U, V, W, X, Y). O projeto mesclou algumas das diversas características, como interatividade, multimídia, separação das editorias, resolução de visualização e a organização das cores.

5.2.2 Descrição do trabalho prático

O projeto gráfico foi desenvolvido com os softwares Macromedia Fireworks 8 e Corel Draw X3. A página principal começou a ser desenvolvida junto com os primeiros estudos dos portais. Assim, o portal teve diversas alterações quanto ao estilo, às cores e ao tamanho, na medida em que se encaixavam novas idéias. Até o início do mês de maio, as páginas das editorias não haviam sido desenvolvidas. Primeiramente, houve a necessidade de evoluir os estudos das estruturas que compõem um portal de notícias. As editorias foram criadas com as formas geométricas do software Multimedia Fireworks 8. A limitação do programa quanto a efeitos e formas de trabalho – em relação a softwares como o Corel Draw e Photoshop, por exemplo, em que há mais efeitos e mais facilidade na construção de objetos geométricos – teve efeito positivo


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no projeto. Pois o funcionamento das ferramentas pôde ser compreendido com facilidade e o desenvolvimento do projeto gráfico foi acelerado. Os quadros “Margem do Rio Iguaçu”, “Previsão do Tempo”, “Especial”, assim como os banners “Anuncie Aqui”, “Galeria” e “Pós-Uniuv”, foram elaborados com o software Corel Draw X3, pelo acadêmico do terceiro ano de Publicidade e Propaganda da Uniuv, Filipe Cristiano Walter. A página principal, as páginas das editorias e as internas foram criadas em parceria com Filipe. Por vezes ele auxiliava na criação, por vezes na diagramação e, por outras, no ajuste de margens das páginas. Foram encontradas algumas dificuldades na criação de uma logomarca para o portal. Para criá-la, era preciso primeiramente definir o nome do portal. Entre as diversas opções de nomes avaliadas, foi escolhido o nome J+ – Webjornalismo interativo. Definiu-se que o endereço do portal seria, portanto, jmais.com.br. A segunda dificuldade foi técnica. Para essa atividade, o projeto gráfico contou com a parceria do publicitário José Gustavo Bereza, formado pela Uniuv, que aceitou o convite e desenvolveu a logomarca. Quanto ao uso de cores e tipologia de fontes, a definição foi resultante da experimentação. Para os menus, textos e páginas internas foram escolhidas as fontes: verdana, arial e arial black. A combinação das cores azul, laranja e branco, predominantes no portal, foram originadas por tentativas de combinação de duas cores ou mais.

5.2.3 A interatividade no portal

Na construção do projeto gráfico, houve a preocupação com a criação do ambiente interativo. Definiu-se, a princípio, que os usuários poderiam interagir por meio de comentários a respeito das notícias que rodeiam o universo local. Eles viriam a ser publicados, desse modo, nas páginas internas do portal. Seria o principal mecanismo de interatividade do portal. O cenário interativo foi criado com o objetivo de cumprir a função de integração social, que, nesse caso, pode ocorrer entre o meio de comunicação e o leitor, e entre os usuários.


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Partiu-se do pressuposto de que seria difícil manter o bom nível de organização do ambiente. Portanto, foram estabelecidas algumas regras aos usuários, para garantir o funcionamento correto da ferramenta interativa. Primeiramente, o usuário deve ser cadastrado (gratuitamente) no portal e deve estar logado – definição para o usuário, que se identifica no portal com o seu nome e senha. Essa regra permite com que os usuários se identifiquem entre eles, e que o portal identifique o leitor. Entre outras regras, estabeleceu-se que os usuários só podem comentar sobre o assunto publicado e que não são aceitos os comentários com palavras de baixo calão e ofensas. Os usuários possuem o direito de editar uma vez cada mensagem enviada, com o objetivo de corrigir falhas de digitação, por exemplo. Mais de uma correção não é permitida para que os sentidos das frases não possam ser alterados a todo o momento. Usuários que desrespeitassem as normas receberiam o alerta, uma vez. No caso da reincidência, o cadastro seria suspenso. Algumas mídias sociais foram inseridas no projeto gráfico do portal, com o objetivo de estender o desempenho da interatividade entre os usuários e o portal. Elas, as mídias, funcionam como fóruns de debate virtual sobre diversos assuntos e de diferentes formas. Desse modo, essas plataformas livres e gratuitas podem auxiliar a enriquecer um assunto noticiado.

5.2.4 A vinheta das notícias em vídeo

A vinheta foi desenvolvida em três etapas. A animação foi feita pelo acadêmico do terceiro ano de Publicidade e Propaganda da Uniuv, Thiago Trevisan. Ele desenvolveu o vídeo no prazo de meio mês, com o software Adobe After Effects. A música da vinheta – feita pelo autor deste projeto – foi estudada uma semana antes de ser gravada, com base na distribuição das imagens do vídeo animado. A gravação foi realizada no laboratório de rádio da Uniuv, na noite de quarta-feira, 14 de outubro. A edição do áudio – finalizada com nove segundos – foi realizada pelo técnico do laboratório, Daniel Prestes. Os equipamentos utilizados na gravação foram uma guitarra, um amplificador valvulado e um equalizador. Não foi preciso gravar o som da bateria. O áudio foi


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resgatado do acervo do computador e foi re-adaptado para a música. O ritmo original da bateria era muito mais lento que o ritmo da vinheta.

5.3 ESTUDOS SOBRE A PESQUISA DE OPINIÃO

A pesquisa de opinião, também conhecida como “survey” (NOVELLI, 2006, p.164), termo em inglês, é o método de investigação científica que possibilita o recolhimento de um grande número de informações para medir a opinião pública. A medição é realizada por meio de um questionário, elaborado pelo entrevistador, aplicado à população em forma de entrevista, e não de formulário. As entrevistas podem ser feitas pessoalmente, por telefone, por correio e por outras formas. Esse tipo de pesquisa tem seu reconhecimento na área de comunicação, pela quantidade de respostas avaliadas em campos externos, não somente em laboratórios. Mas, para garantir que seja bem qualificada, é preciso avaliar alguns tópicos na sua formulação, aplicação e mensuração. A finalidade da pesquisa deve estar evidente. É essencial realizar o planejamento antes e durante a realização da pesquisa. De acordo com Novelli (2006, p.167), o entrevistador deve recolher “o maior número possível de informações disponíveis sobre o assunto ou a percepção do tema em questão”. O preparo evita o desperdício de tempo, dinheiro e antecipa as escolhas sobre os tipos de entrevistas e de questionários aplicáveis para cada situação. A elaboração do questionário depende da reunião de todas as informações preliminares sobre o assunto. Antes das perguntas, é preciso deixar claro em um texto breve e de fácil compreensão sobre o objetivo do entrevistador, quais são as intenções da pesquisa. Adiante, o questionário deve seguir a sequência de perguntas introdutórias para as perguntas específicas. Novelli (2006, p. 172-173) descreve ainda que as perguntas podem ser classificadas em perguntas abertas ou fechadas. Ambas possuem vantagens e desvantagens. Nas perguntas abertas, o entrevistado possui liberdade para formular a resposta. Mas, em alguns casos, repete-se muito a mesma resposta. Nas perguntas fechadas de Novelli (2006, p. 172-173), o entrevistado tem liberdade para escolher sua resposta na lista de opções. Embora as perguntas


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fechadas não possam dar extrema liberdade para as respostas do entrevistado, possui-se a alternativa de oferecer a opção aberta, “outros”. Segundo Novelli (2006, p.166), existem técnicas de coleta de dados que se adaptam melhor, ou pior, ao tempo e ao custo da aplicação da pesquisa. A entrevista pessoal, por exemplo, tem alto custo orçamentário e de tempo. Mas possui maior cooperação do entrevistado. Normalmente a entrevista é encerrada somente após a última pergunta. A entrevista por telefone, segundo Novelli (2006, p.166), tem custo médio no orçamento e baixo no tempo do entrevistador. Há a possibilidade de se realizarem várias entrevistas ao mesmo tempo, porém a entrevista pode ser interrompida e se limita apenas as pessoas com posse do aparelho. Novelli (2006, p.166) considera a entrevista por correio como a de maior prazo para a obtenção de respostas. Embora as dúvidas do questionário não possam ser esclarecidas e o prazo de retorno seja demorado, esse método permite respostas longas e alcançam dados de pessoas distantes geograficamente. Seja qual for o método utilizado, é preciso que o entrevistador alcance seus objetivos sem causar interferência nas respostas dos entrevistados. Perguntas extensas devem ser evitadas. Cuidados com a sequência do questionário podem evitar ambiguidade. Para representar as respostas, de acordo com Novelli (2006, p. 174-176), o pesquisador pode orientar-se por escalas. As respostas em escala nominal não são hierárquicas ou dependentes de outras perguntas. As respostas em escala ordinal estabelecem ordem entre as respostas. As respostas em escala de Likert e escala comparativa, segundo Novelli (2006, p. 174-176), realizam comparações. As respostas em escala de ordenação objetivam a hierarquização das respostas por enumeração. A escolha correta ou incorreta dos tipos de escala para as respostas é fator determinante para que a pesquisa de opinião possa ser bem ou mal sucedida. A representatividade das respostas é maior, ou menor, por meio das escolhas dos tipos de entrevistas e escalas de mensuração. A representação de um resultado de pesquisa de opinião, por conseguinte, é essencial à elaboração do projeto editorial de um meio de comunicação, pois cada veículo deve saber o que é e o que não é de interesse público e deve direcionar o conteúdo para as preferências afirmadas estatisticamente.


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5.3.1 A pesquisa do consumidor

A elaboração do questionário da pesquisa do consumidor foi um importante passo antes da produção do projeto editorial. Ele se resume em uma folha, única por pessoa, com vinte e seis perguntas abertas e fechadas, divididas em duas colunas em fonte Arial, tamanho nove (ANEXO A). O questionário seguiu a estrutura organizacional de apresentação, perguntas introdutórias, perguntas específicas e de amostra não probabilística (NOVELLI, 2006, p.168). Ele foi elaborado com o objetivo de reunir opiniões e características do público consumidor de notícias. Foram entrevistadas 250 pessoas no período de 11 de março a 19 de maio. A maioria foi entrevistada pessoalmente. Outras se assemelharam à entrevista via correio, em que se deixava o questionário em uma instituição e buscava-o respondido após o intervalo de alguns minutos, algumas horas ou alguns dias. Algumas dificuldades foram encontradas durante essa etapa. Nas perguntas sobre escolaridade, foi necessário auxiliar os entrevistados que ainda cursavam o ensino fundamental e médio. A terceira pergunta do questionário se refere aos ensinos fundamental, médio e superior como primeiro, segundo e terceiro graus. Alguns adolescentes não souberam diferenciar essa questão e foram orientados. O público mais velho também se confundiu, algumas vezes, mas se corrigiam com rapidez. A pergunta sobre quantas vezes o entrevistado acessa à internet por semana gerou ambiguidade. Por vezes os entrevistados entendiam a sentença “vezes por semana” como “dias por semana”, por outras, entendiam como “vezes por dia, durante uma semana”. A intenção da pergunta foi a do primeiro exemplo, ou seja, quantos dias por semana o entrevistado tem acesso à internet. A maioria das pessoas interpretou como o primeiro exemplo. Algumas pessoas perguntaram e foram auxiliadas nessa questão. Foi produzido um segundo questionário para tentar corrigir os detalhes (ANEXO B). A correção foi bem-sucedida. Ao lado de cada grau de escolaridade acrescentou-se entre parênteses “(Ensino fundamental), (Ensino Médio) e (Ensino Superior)”. Uma nova questão foi adicionada: “quantas horas por dia você costuma acessar à internet?”. O segundo questionário foi composto por vinte e sete questões em uma folha, uma questão a mais do que a do primeiro. No entanto, a enumeração


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das questões se tornou confusa no momento da tabulação. A pergunta adicionada foi descartada, retornando ao modelo do primeiro questionário. Ou seja, ambos os questionários foram utilizados, o segundo teve a questão número 12 anulada. Os questionários foram aplicados nos seguintes lugares: em terminais rodoviários, escolas públicas, universidades, clubes esportivos, grupos folclóricos, lojas de imóveis, farmácias, restaurantes, lan-houses, locadora de vídeos, bicicletarias, bancas de jornal, minimercados, academias, clínicas veterinárias, loja de discos, marmorarias e outros diversos pontos comerciais. Também foram entrevistados os pais de amigos próximos e os pais dos colegas universitários. Nenhum questionário foi aplicado com os acadêmicos de comunicação, para que a pesquisa não sofresse a possível interferência de uma aceitação generalizada, apoiada pelo coleguismo. Algumas pessoas receberam os questionários e não o devolveram no período solicitado, o que atrasou o processo de tabulação por alguns dias. Algumas empresas perderam o questionário e fizeram questão de reimprimir as folhas em papel reciclável, nos próprios estabelecimentos de trabalho, para a aplicação com os funcionários.

5.3.2 A tabulação

Após o total recolhimento dos questionários, os dados puderam ser organizados. A tabulação seguiu os critérios de amostra não probabilística de Novelli (2006, p.168), isto é, as 250 pessoas entrevistadas foram intencionalmente separadas por idade e sexo, somente. Elas não foram separadas com qualquer outra intenção. O método utilizado possibilitou compreender os comportamentos do homem e da mulher, de diversas faixas etárias, sobre os meios de comunicação, sobre suas preferências editoriais e costumes ao acessar à internet. Os questionários foram propositalmente separados dos dez aos 19 anos, dos 20 aos 29 anos, dos 30 aos 39 anos, dos 40 aos 49 anos, até as pessoas acima de 50 anos de idade. Para cada faixa etária foram distribuídos 50 questionários, sendo que 25 deles foram distribuídos para homens e 25 para mulheres.


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A divisão exata entre os sexos masculino e feminino, por faixa etária, favorece para a evidenciação das preferências. Por exemplo, a maioria dos homens de 25 anos pode preferir acompanhar somente entretenimento e esportes durante a navegação na internet. Em contrapartida, a maioria das mulheres dessa faixa etária pode ter preferência sobre assuntos de moda e educação. Se fossem entrevistados mais homens do que mulheres nessa categoria de idade, poder-se-ia supor que houve uma deformação na análise dos assuntos que são de maior interesse público. Os homens, evidentemente, gostam mais de esportes do que as mulheres. Jovens de 15 anos gostam de jogar na internet muito mais do que pessoas de 30 anos ou acima. Se os dados fossem generalizados e classificados como uma maioria, muitos assuntos poderiam ficar de fora na elaboração do projeto editorial baseado na pesquisa de opinião. Por conseguinte, muitas pessoas poderiam ser excluídas e não se interessar pelas editorias que o portal vai oferecer. Assim, ficam claros e evidentes os métodos que o portal deve seguir para conquistar leitores/usuários jovens, adultos e pessoas mais velhas, dos sexos feminino e masculino.

5.3.3 A digitalização dos dados

Os questionários respondidos foram, primeiramente, contabilizados a caneta, em blocos de papel. Em seguida, os dados foram digitalizados no computador, organizados em tabelas (ANEXO C, D, E, F, G) de faixas etárias. Os gráficos foram desenvolvidos com base nessas tabelas, com o software Microsoft Office Excel 2007. O método de organização permitiu representar os gráficos com maior facilidade e auxiliou para que os dados, dos blocos de papel às tabelas de faixas etárias digitalizadas, não se perdessem durante o processo. De acordo com Cervo & Bervian (2002, p.153) “[...] Os gráficos são, preferencialmente, montados a partir dos dados de tabelas e podem ser apresentados conjuntamente com estas [...]”. As faixas etárias foram contabilizadas em cinco dias, no papel. Gastou-se, em média, três horas para contabilizar cada grupo de idade. Quando os dados foram digitalizados com o software Microsoft Office Word 2007, a tabela foi criada manualmente. Não foi possível utilizar alguma das tabelas-padrão do programa,


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devido à complexidade do questionário, que separou tópicos por sexo e também por enumeração. Somente a cor das tabelas faz parte dos modelos padronizados do software.

5.3.4 Os gráficos

Os gráficos da pesquisa (ANEXO H, I, J, K, L) foram feitos a partir das tabelas das faixas etárias. Foram escolhidos três tipos de gráficos para representar as respostas do questionário, de acordo com os “exemplos de tipos de gráficos”, encontrados no endereço eletrônico da Microsoft6. Os gráficos em pizza 2D foram utilizados para representar a contribuição de cada valor em relação a um valor total, com divisão em até três partes. A partir da divisão de quatro partes, utilizou-se o gráfico em pizza 3D para enfatizar a contribuição de cada valor. O gráfico de barras foi utilizado para comparar os múltiplos valores da questão número 12, apenas. A questão apresenta respostas com mais de uma série de dados (sexo e enumeração). Somente a questão número 4, da faixa etária até os 19 anos, foi representada graficamente. Entende-se que o número de estudantes dessa faixa etária é um valor significativo. No restante das faixas etárias, não foram representados os gráficos nessa questão, devido à vasta diversidade de profissões. Parte-se do pressuposto de que as várias profissões pouco interferem no resultado final das pesquisas. As questões número 15 e 18 não foram representadas com gráficos em nenhuma das faixas etárias. Os entrevistados, nas duas perguntas, puderam indicar um - ou mais de um - site de preferência. Assim, não há possibilidade de os gráficos representarem cem por cento (100%) de um total de 50 questionários. As respostas para essas perguntas podem ser encontradas nas suas respectivas tabelas.

6

Disponível em: http://office.microsoft.com/pt-br/help/HP052623191046.aspx


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5.4 A ANÁLISE DA PESQUISA DO CONSUMIDOR

Essa análise (sobre as 250 pesquisas de campo) permitiu comprovar que o público local valida o funcionamento do portal de notícias proposto. A aceitação ocorre em todas as faixas etárias analisadas. Porém, pode-se observar que a validação é maior pelo público dos jovens de até 19 anos de idade, dos 20 aos 29 anos, dos 30 aos 39 anos, e dos 40 aos 49 anos. Pois todas essas idades apresentam a internet e a televisão como os dois principais meios de informação. Foram distribuídos 50 questionários para cada faixa etária; 25 deles foram distribuídos para homens e 25 para mulheres. Dessa maneira, avaliaram-se os hábitos de comunicação das pessoas de diversas faixas etárias e o comportamento dos usuários dos sexos feminino e masculino. A análise foi realizada a partir dos gráficos da pesquisa do consumidor.

5.4.1 Até os 19 anos de idade

Dos 50 jovens de até 19 anos de idade que foram entrevistados, 40% cursam o ensino médio e 38% estudam no ensino superior. Conforme os gráficos da pesquisa demonstram, eles são estudantes com pouca experiência profissional, fato que não interfere nos resultados da pesquisa de opinião. Mas salienta-se que a região de União da Vitória e Porto União é pólo universitário e, por isso, apresenta a grande concentração de acadêmicos. A princípio, pelo grau de escolaridade apenas, pode-se pressupor que o funcionamento do portal de notícias é viável. De acordo com a questão número 5 do questionário da pesquisa do consumidor, os entrevistados tiveram que enumerar do 1 ao 6 para o veículo de comunicação utilizado com maior ou menor frequência. Os gráficos da pesquisa demonstram que a internet é o meio mais utilizado por eles, com 58% dos votos com enumeração um e 24% para o número dois. Grande diferença percentual com relação à TV, segundo meio mais utilizado por essa faixa etária. A televisão teve 32% dos votos para o número um e 38% para o número dois. Rádio, revista e jornal apresentaram menores índices de preferência.


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Dos entrevistados, 88% indicaram ter computador com acesso à internet. Deles, 60% admitiram ter conexão ADSL e 18% têm conexão via Rádio. Pode-se entender que há a aceitabilidade da convergência de mídias entre internet e TV de duas maneiras. Primeiramente pelo público jovem, que demonstrou preferência pela internet e televisão como veículos de comunicação. Em seguida, pela condição técnica da velocidade de conexão, o que mostra ser possível o formato do portal de notícias proposto. O portal de notícias poderá ser observado como um veículo que propõe integração social na região, já que 63% dos entrevistados responderam ter ao menos um (1) computador em casa, 27% indicaram ter dois (2) computadores e 4% deles indicaram ter três. Dificilmente o meio pode representar fator de exclusão social entre os jovens de até 19 anos de idade, pois apenas 2% deles declararam não ter nenhum computador. Lembra-se que as pesquisas foram aplicadas em escolas públicas, locais públicos e instituições de ensino superior. Além disso, 28% dos entrevistados indicaram acessar internet em outros lugares. Avalia-se, devido ao alto índice porcentual, que os entrevistados que possuem computador também tem acesso à internet fora de casa. Os jovens de até 19 anos podem ser classificados no perfil dos usuários que utilizam a internet como meio de informação diária. Pois os gráficos demonstram que 98% dos entrevistados utilizam o meio para se informar e que 70% responderam acessar a internet todos os dias. Eles gastam, diariamente, em média, de cinco a dez minutos para ler notícias na internet. Leem as matérias em 3 ou 5 minutos – às vezes, levam menos tempo, e uma menor porcentagem corresponde às pessoas que levam mais do que 5 minutos. De todos os entrevistados, 54% afirmaram buscar por informações locais enquanto estão conectados; 46% declararam que não procuram. Essa porcentagem negativa pode estar relacionada ao fato de que nem sempre a notícia local é encontrada nas buscas pela web, pois 68% dos entrevistados informaram que encontram notícias locais somente “às vezes”; 24% dizem que encontram notícias locais na rede e 6% disseram que não encontram. Além disso, 70% das pessoas indicaram que, quando encontram, as notícias são de qualidade mediana, e 18% indicaram como de qualidade “ruim”. O que corresponde à afirmação de que há a necessidade pública do funcionamento de um portal de notícias com qualidade na produção.


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Conforme indicam os gráficos, 34% dos entrevistados disseram que os portais de notícias locais trabalham com um período de atualização semanal, e 24% acreditam que a modificação ocorre mensalmente. Corretos ou não, os dados revelam a insatisfação dos usuários quanto à periodicidade dos veículos on-line. Desse ponto de vista, o modelo de portal de webjornalismo local deveria funcionar com periodicidade diária ou horária. Dos entrevistados, 64% responderam que não conseguem interagir com os atuais portais locais. Uma minoria consegue, por e-mail. Até os 19 anos de idade, 96% das pessoas disseram que acessariam o novo modelo de portal de notícias local, com reportagens em vídeo, texto, fotos e entretenimento; 86% afirmaram que gostariam de interagir com o site por meio de comentários – não somente por e-mail – e 98% acham que o veículo serviria para manter a população bem informada.

5.4.2 Dos 20 aos 29 anos de idade

Foram entrevistadas 50 pessoas, 25 homens e 25 mulheres. Dessas pessoas, 70% cursam o ensino superior, 24% já terminaram a universidade, apenas 6% estão no ensino médio. Firma-se novamente o argumento de que a região é pólo universitário e que o portal de notícias se torna viável pelo nível de escolaridade Graficamente, pode-se perceber que 48% dos entrevistados adotam a internet como o principal meio de comunicação e 16% deles enumeram como segunda opção. Porcentagem com pouca diferença em relação a TV, pois 40% indicou ela como primeira opção, e 34% como a segunda. A pesquisa demonstra grande diferença na preferência do público em relação aos outros veículos de comunicação, como o jornal, por exemplo, que aparece com um índice de 40% para a quarta opção. Revista e rádio apresentam a maior porcentagem na quinta opção, 38% e 30% respectivamente. Dos 50 entrevistados, 88% deles têm computador com acesso à internet. Indica-se que, de todos os entrevistados, 70% possuem um computador em casa; 22% possuem dois computadores. Ao todo, 70% indicaram ter conexão ADSL e 8% têm conexão via rádio. Mas nem todas as pessoas se limitam a entrar na internet


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apenas em casa, 26% indicaram acessar em outros lugares. Nota-se que a margem de conexão de alta velocidade favorece ao formato do portal de notícias com videorreportagens, da mesma forma que a faixa etária que vai até os 19 anos de idade. A condição ocorre também porque as pessoas utilizam a internet e a TV como seus principais meios de informação. Os gráficos indicam que 76% dos usuários dessa idade acessam à internet todos os dias. A porcentagem é ainda maior que os índices da faixa etária anterior. Em outros gráficos é possível perceber que 96% dos entrevistados utilizam a internet para se informar e que 46% deles gastam mais de trinta minutos diários para ler notícias na internet. Demonstra-se, nesse sentido, um alto nível de dependência da internet como veículo de comunicação. No entanto, não se pode afirmar ao certo quanto tempo é investido para ler cada notícia. Dos entrevistados, 54% disseram acessar à internet em busca de notícias locais. A porcentagem negativa – 44% que informaram não procurar – pode estar interligada a outros fatores negativos. Pois, 62% informaram que “às vezes” conseguem encontrar notícias sobre União da Vitória e Porto União na web. Este é a primeira causa, há mais duas. A segunda corresponde à qualidade da informação, no qual 56% das pessoas declararam ser “mediana”, quando encontram; 24% indicaram ser “ruim” e apenas 8% disse ser “bom”. A terceira razão demonstra uma insatisfação por parte dos usuários em relação à atualização das notícias dos portais locais; 38% dos entrevistados disseram que os portais são atualizados semanalmente, e 10% mensalmente. A soma desses valores proporciona uma porcentagem muito acima dos 8% que indicaram constatar portais com atualização diária. Poderia ser observado ainda um quarto aspecto negativo dos portais locais, a falta de interação entre o meio e o usuário, e entre os outros usuários. 66% dos entrevistados informaram não conseguir interagir, 20% informou que consegue. A forma de interação mais constatada foi o “e-mail”, com 20%. Quanto ao modelo do novo portal de notícias local, 92% dos entrevistados disseram que acessariam. E 90% afirmaram que gostariam de enviar comentários e interagir com o meio. Conforme os gráficos representam, 96% deles acreditam que o portal, com o formato proposto, serviria para manter a população bem informada.


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5.4.3 Dos 30 aos 39 anos de idade

Por meio de 50 questionários, foi possível mensurar a opinião de 25 homens e 25 mulheres, consumidores de informação. De todos os entrevistados, 47% possuem ensino superior completo, 31% têm superior incompleto e 11% já terminaram o ensino médio. Reforça-se o conceito de que a região é pólo universitário, e acrescenta-se que o nível de escolaridade das pessoas dessa área oferece viabilidade para o funcionamento do portal de notícias. Sobre os veículos de comunicação de preferência, a faixa etária apresenta uma grande diferença em relação às idades anteriormente analisadas. De acordo com o questionário, os entrevistados enumeraram do 1 ao 6 os meios que utilizam com maior ou menor frequência. A TV teve 56% dos votos na primeira opção e 22% para a segunda. Dessa vez, os valores são maiores que os índices da internet, na qual 38% das pessoas indicaram ser o meio mais utilizado e 20% classificam como segunda opção. No entanto, os dois meios apresentam porcentagens mais significativas que os demais veículos. O que viabiliza o formato do portal de notícias proposto – com textos e vídeorreportagens. O meio “revista” teve 40% dos votos para a quarta opção. Das 50 pessoas entrevistadas, 88% declararam ter computador com acesso à internet. De todos, 66% informaram ter conexão ADSL e 12% têm via rádio. Além de em casa, 20% delas disseram acessar a internet em outros lugares. De acordo com os gráficos, 90% dos entrevistados afirmaram utilizar a internet como meio de informação e 60% responderam conectar-se todos os dias. Os gráficos demonstram ainda que 40% deles ficam mais de 30 minutos diários lendo notícias na rede e 44% investe de 3 a 5 minutos para ler cada notícia. Entre os entrevistados, 50% dos dizem buscar notícias de União da Vitória e Porto União na web, 48% dizem que não. O índice negativo é explicado pelo fato de que somente “às vezes” se encontram notícias locais na internet; 50% das pessoas indicaram esta resposta. Outros 24% disseram que não encontram notícias sobre sua própria região, enquanto navegam. Sem contar com o índice de baixa qualidade do conteúdo local, quando ele é encontrado, pois 48% disseram que, quando encontram, as informações são avaliadas como medianas; 20% deles afirmaram que, quando acham, a conteúdo é ruim.


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Os gráficos apontaram que 24% dos portais locais são atualizados apenas semanalmente. Outros períodos demonstraram menores índices. Dos entrevistados, 36% não responderam a essa questão. Além da insatisfação dos usuários de não encontrar informações locais regularmente na web e da baixa de qualidade do conteúdo nas vezes em que encontram, 54% deles afirmaram que ainda não encontram nenhum modo de interação com os portais; 22% afirmaram conseguir isso via e-mail, somente. Desse modo, 86% dos entrevistados revelaram que acessariam o portal de notícias, com as características propostas. Revela-se que 84% deles gostariam de interagir com o portal, dificuldade que encontraram nos outros demais sites. Graficamente, percebe-se que 94% dos entrevistados considerariam o portal de notícias apto para manter a população bem informada.

5.4.4 Dos 40 aos 49 anos de idade

Todos os níveis de escolaridade estiveram presentes nessa análise. De 50 pessoas entrevistadas, 22% terminaram o ensino médio, 24% cursam o ensino superior e 40% têm ensino superior completo. O bom nível de escolaridade favorece ao funcionamento do portal de notícias e também comprova que a região é pólo universitário. Os entrevistados enumeram do 1 ao 6 para descrever quais meios mais utilizam para se informar. A televisão teve a maioria dos votos para o número 1, com 62%. Portanto, a TV é o principal meio de informação dessa faixa etária. A internet foi descrita como o segundo veículo mais utilizado. Os gráficos demonstram que 32% dos entrevistados votaram na internet como primeira opção e 20% votaram como segunda. A proposta do portal de notícias poderia ser bem aceita por esse público, se for analisada apenas a convergência das duas principais mídias. O rádio é o terceiro meio mais utilizado – 22% dos votos para a terceira opção –, jornal é o quarto – 24% dos votos para a quarta opção – e revista foi classificado em quinto – 24% dos votos para a quinta opção. Apenas 14% dos entrevistados afirmaram não ter computadores com acesso à internet. Ou seja, 86% têm. E deles, 66% indicou ter conexão ADSL, o que auxilia


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na velocidade de navegação na web. Os dados são importantes, pois evidenciam que o formato do portal, com notícias em vídeos (entre outras características), é possível. Deve-se ter a noção de que 58% dos entrevistados disseram ter um (1) computador em casa e 30% falaram que possuem dois (2). Dessa maneira, o meio de comunicação de rede tem um caráter de integração social muito maior do que de exclusão. Ainda assim, 22% informaram que acessam a internet em outros lugares, não somente em casa. Os gráficos demonstram que 72% dos entrevistados utilizam a internet como meio de informação diária. Como usuários, eles costumam gastar mais de 30 minutos para ler notícias na internet e investem de 3 a 5 minutos para ler cada notícia. A principal perspectiva negativa dessa faixa etária está associada à falta de costume de buscar notícias locais na internet, pois 50% informaram que não procuram notícias de União da Vitória e Porto União na rede. Apenas 38% dos entrevistados disseram procurar. E, ao contrário do que se poderia pensar, 36% deles encontram informações locais quando procuram, e 24% acham somente “às vezes”. De acordo com a pesquisa, a problemática está ligada à falta de qualidade do conteúdo encontrado, à falta de atualização e de interação com o meio. Pois 48% afirmaram que as informações são de qualidade mediana e 8% informaram ser “ruim”. Apenas 10% dos entrevistados indicaram o conteúdo como “bom”. Os gráficos também demonstram a insatisfação dos usuários quanto à periodicidade de atualização; 34% declararam que os portais locais são atualizados semanalmente – foi a maior porcentagem indicada. E, por conseguinte, dos 50 entrevistados, 42% reclamaram que não conseguem interagir com os sites. Quando conseguem, é por e-mail, somente. As perspectivas positivas do estudo dessa faixa etária correspondem ao formato e o compromisso do modelo de portal de notícias. Afinal, 82% dos entrevistados responderam que gostariam de acessar o portal com conteúdo local, com as demais características. Apenas 8% disseram que não acessariam. Sobre a interação, 78% afirmaram que gostariam de interagir com o portal por meio de comentários. Conforme o gráfico representa, 92% das pessoas qualificaram o portal para manter a população bem informada sobre o território local.


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5.4.5 Acima dos cinquenta anos de idade

Esta análise apresenta o maior equilíbrio de nível de escolaridade entre todas as faixas etárias analisadas. Contudo, avalia-se, nos gráficos, que o índice de ensino superior completo é de 30%. Ele corresponde à maior porcentagem entre os níveis de estudo. Pode-se dizer que o portal de notícias é viável para essa faixa etária pelo argumento dos níveis escolares, embora em uma porcentagem menor do que as demais idades, pois 18% informaram que possuem ensino fundamental incompleto. Os entrevistados descreveram a TV como seu principal meio de informação. 46% deles apontaram o veículo como primeira opção e 24% indicaram como o segundo. Os gráficos evidenciam a principal diferença dessa faixa etária para as demais idades: a predileção pelo rádio e pelo jornal. A revista e a internet têm quase a mesma ordem de preferência, ficam em quarto ou quinto plano. Desse modo, notase que o portal de notícias encontraria maiores dificuldades para atingir o público dessa idade. Foi o público que mais deixou de responder algumas questões. Portanto, os questionários não foram respondidos, totalmente, e as entrevistas ficaram incompletas. Do público acima dos 50 anos de idade, 82% disseram ter computador com acesso à internet; 64% afirmaram ter conexão ADSL. Dos entrevistados, 52% disseram ter um computador em casa, 16% deles confirmaram ter dois; 2% indicaram não ter nenhum. Além disso, 32% afirmaram não acessar a internet em outros computadores, 58% deles não responderam a essa questão. Ainda assim, 68% declararam utilizar a internet como meio de informação. Costumam navegar diariamente 35% dos entrevistados, 29% não souberam responder quantos dias por semana têm acesso à internet. A margem referente aos minutos diários que dispensam para ler notícias na internet é confusa, ambígua. Há um equilíbrio forte no gráfico. Isso leva a crer que as pessoas dessa faixa etária deram respostas apenas por se considerarem obrigadas. A análise quanto a esse tópico deverá ser desconsiderada. O mesmo se pode dizer quanto aos minutos investidos para ler cada notícia. Em ambas as perguntas, 24% dos entrevistados deixaram de responder.


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Dos entrevistados, 48% afirmaram não acessar à internet para buscar informações locais. O índice negativo poderia estar associado à inexistência ou falta de um portal de notícias local, compromissado com a atualização diária, responsabilizado com a qualidade do conteúdo e que promovesse a interação do meio com o leitor. Porém, como os índices de respostas anuladas, ou não opinadas, foram muito grandes nas avaliações de todos esses quesitos, não houve a possibilidade de se fazer uma mensuração correta. Do público dessa faixa etária, 74% informaram que acessariam o portal de notícias com as características do webjornalismo. É a menor porcentagem entre todas as faixas etárias analisadas; 68% comentaram que gostariam de enviar comentários e interagir com o site. Ainda assim, 94% deles apoiaram o portal e disseram que o meio serviria para manter a população em dia com as informações locais.

5.5 O PERFIL DOS USUÁRIOS

Pode-se elaborar um perfil mais aguçado dos usuários, se eles também forem separados por sexo – além da idade. Na pergunta número 12 do questionário referente à pesquisa do consumidor, os entrevistados tiveram que enumerar do 1 ao 8 para os assuntos procurados com maior ou menor frequência. Essa análise também foi realizada com base nos gráficos da pesquisa.

5.5.1 Até os 19 anos de idade

5.5.1.1 Mulheres

Do total de 25 mulheres, conforme o gráfico representa, 6 classificaram o assunto “esportes” como terceira opção, e 5 classificaram como sétima opção. Os índices do assunto foram indicados na opinião feminina. Apenas 2 mulheres votaram


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em “esportes” como primeira opção. Desse modo, permite-se dizer que o assunto possui alguma representatividade na vida das mulheres dessa faixa etária, mas não é o item de maior interesse. No assunto “diversão e entretenimento” 14 mulheres votaram na primeira opção e nenhuma votou na oitava opção. O que representa crer que esse é um assunto de grande representatividade para elas. Diferentemente de “política”, em que a quarta e a sétima opção tiveram a maioria dos votos. A “educação” teve a maioria dos votos na segunda opção, 6 mulheres votaram. “Segurança pública” teve a quinta e a sexta opção como as mais votadas, 7 votos para cada. “Negócios e economia” tiveram 5 votos para a quinta e a sétima opção. São assuntos de menor relevância que “diversão e entretenimento”, mas que representam algum interesse do público feminino. As “notícias de sua região” poderiam ser classificadas como assuntos de interesse médio. A terceira opção teve 7 votos. A primeira e a segunda opção teve 5 votos cada. Outros assuntos foram classificados como a oitava opção do público feminino, com 10 votos.

5.5.1.2 Homens

Também foram entrevistados vinte e cinco homens de até 19 anos de idade. Algumas respostas do sexo masculino discordaram das opiniões do sexo feminino. A mais evidente é quanto ao tema esportivo. “Esportes” teve 11 votos na primeira opção e 6 na segunda. Os gráficos demonstram que o assunto é de grande valor para os homens dessa idade. “Diversão e entretenimento”, assim como para as mulheres, é um tópico de muito interesse; 12 pessoas votaram na primeira opção de assunto e 7 votaram na segunda opção. Também houve concordância entre os sexos em relação ao tema “política”, 5 homens votaram na sétima opção e 4 votaram na quarta e na quinta opção, cada. Ou seja, a política ainda não conseguiu despertar grande interesse na cultura jovem.


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A maioria dos votos dos homens para o tema “educação” foi para a terceira opção, com 5 votos. “Notícias de sua região” ganhou 4 votos para a terceira, sexta e sétima opção de assunto. Representam um interesse razoável, porém maior do que em relação à “segurança pública”, em que houve 6 votos para a quarta opção e nenhum voto para a primeira e a segunda opções. O mesmo se pode dizer de “negócios e economia” para os homens jovens. O tópico teve 8 votos para a quinta opção de assunto e nenhum voto para a primeira opção. Economia não é o assunto de maior interesse dos jovens do sexo masculino. Os “outros” assuntos foram classificados como a oitava opção, com 11 votos.

5.5.2 Dos 20 aos 29 anos de idade

5.5.2.1 Mulheres

O tópico esportivo teve uma rejeição majoritária por parte do público feminino; 8 mulheres, de 25, enumeraram como sétima opção de assunto a ser procurado na internet. “Diversão e entretenimento” teve 10 votos para a primeira opção e 7 votos para a segunda. Verifica-se que o tema tem boa qualificação no universo feminino, diferentemente de política. Conforme o gráfico demonstra, o tema ainda é considerado de menor relevância pelos jovens. A sexta opção, a mais votada, recebeu 8 votos. As mulheres demonstraram que “educação” é um tema de alguma relevância para elas. Nenhuma delas enumerou o item na oitava colocação. Os maiores índices foram para a segunda e terceira opção, com 7 e 5 votos, respectivamente. As “notícias de sua região” e “negócios e economia” podem ser observadas com critério igual ao anterior, o que mudam são os votos. O primeiro assunto somou 6 votos para terceira opção e 5 para a quarta. No segundo, o econômico, foram 6 votos para a quarta colocação. Um pouco menos relevante para elas, mas também com alguma representatividade, “segurança pública” não teve nenhum voto para a primeira opção, mas teve 6 votos para a quinta opção e 5 para a quarta opção.


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Na opinião das mulheres, outros assuntos são procurados como oitava opção – foram 9 votos; 4 mulheres classificaram o tema em primeiro lugar.

5.5.2.2 Homens

Os homens comprovaram que apreciam muito os “esportes”. As duas primeiras opções receberam a maioria dos votos. A primeira recebeu 9 e a segunda 5. “Diversão e entretenimento”, em um nível um pouco menor do que as mulheres, também é um assunto de interesse masculino. Foram 6 votos para a primeira opção e 5 para a segunda. Com relação a faixa etária anterior, a “política” tem um índice de interesse relativamente médio. Dos 25 homens, 6 votaram na quinta opção, 4 votaram na quarta e mais quatro votaram na terceira. Pode-se dizer que os homens dessa faixa etária possuem mais interesse em política do que as mulheres da mesma idade. “Educação” recebeu 9 votos para a quarta opção. “Segurança pública” recebeu 6 para a quinta e 5 para a quarta opção de assunto. Ambos os temas podem ser considerados de alguma relevância na vida dos homens dessa faixa etária. Nenhum deles recebeu a maioria dos votos para a sétima ou oitava opção de assunto. Pode-se dizer que houve um crescimento no interesse masculino sobre as “notícias de sua região” e “negócios e economia”, em relação a faixa etária anterior. O primeiro assunto recebeu a maioria dos votos para as três primeiras opções. 6 votos para a terceira colocação, 5 para a segunda e 4 para a primeira. O segundo, sobre negócios, foi enumerado em sétimo com 7 votos, em quarto com 5 votos e em primeiro com 4 votos. Outros assuntos foram classificados na oitava colocação, com 10 votos. 11 homens não opinaram.


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5.5.3 Dos 30 aos 39 anos de idade

5.5.3.1 Mulheres

As mulheres continuam a se interessar pouco por notícias sobre “esportes”, conforme representam os gráficos. A análise das outras faixas etárias também teve uma margem negativa para esse assunto. De 25 mulheres, 5 votaram na sétima opção, 4 votaram na sexta e mais quatro votaram na oitava. “Diversão e entretenimento” teve a maioria dos votos para a primeira e a segunda opção, 6 e 5 votos, respectivamente. Mas os gráficos demonstram que o tema passou a ser menos procurado, em relação às mulheres mais novas. Foram 4 votos para a oitava opção de assunto. Verifica-se que o gráfico que representa o tópico “política” com determinado equilíbrio. Porém, a oitava opção obteve a maioria dos votos – 5 mulheres votaram. O tema não representa grande interesse feminino, desde a primeira faixa etária analisada. Surpreendentemente, o assunto “educação” foi, dessa vez, um dos mais bem votados pelas mulheres. Durante a análise das outras faixas etárias, notava-se que o assunto era importante para elas, mas estava em segundo ou terceiro plano. Os 8 votos para a primeira opção representam uma mudança de comportamento do público feminino. Destaca-se, ainda, que as quatro primeiras opções receberam a maioria dos votos. Ou seja, de 25 mulheres, 17 votaram nas quatro primeiras opções. “Segurança pública”, com 7 votos, teve a quinta classificação. É um assunto morno, sem grandes mudanças em relação às análises anteriores. Outras grandes mudanças de comportamento puderam ser observadas nas “notícias de sua região” e nos “negócios e economia”. Quanto às notícias locais, a primeira opção teve 8 votos. Um interesse que pode ser considerado bem significativo. Sobre economia, as mulheres aumentaram o índice de aceitabilidade do assunto. A primeira opção foi a mais votada, com 5 votos. A maioria das mulheres optou por não enumerar a preferência quanto à “outros assuntos”; 13 não votaram; 6 mulheres indicaram a oitava opção.


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5.5.3.2 Homens

Os homens apreciam os “esportes”. Novamente, foi o assunto mais bem votado por eles. A primeira e a segunda opção receberam a maioria dos votos, que foram ao todo 16. “Diversão e entretenimento” teve um decréscimo de interesse em relação às análises anteriores. O assunto foi posto em segundo ou terceiro plano – 7 votos para o segundo e 7 para o terceiro. Portanto, nota-se uma mudança do comportamento masculino. “Política” e “educação” podem ser considerados assuntos mornos para o público masculino. Pois a maioria dos votos, em ambos os temas, foi para a terceira opção. Um pouco atrás fica “segurança pública”, que teve 5 votos para a oitava opção, mas nenhum para a oitava. As notícias locais tiveram um equilíbrio de votos no meio termo. Nem tão importante, nem tão pouco: 5 votos para a quarta opção, nenhum para a oitava. Uma grande mudança de comportamento pôde ser observada no gráfico referente ao tópico “negócios e economia”. O interesse no assunto vem em crescimento desde a faixa etária anterior. Desta vez, porém, são os maiores índices já representados. De 25 homens, 7 votaram na primeira opção e 5 votaram na segunda. As predileções masculinas quanto a esse assunto são muito maiores em relação à primeira faixa etária analisada, por exemplo. A maioria dos homens não votou nos “outros” assuntos. Cinco votaram como primeira opção, 5 como última e 2 indicaram a sexta.

5.5.4 Dos 40 aos 49 anos de idade

5.5.4.1 Mulheres

O item “esportes” apresenta o maior índice de rejeição feminina de todas as faixas etárias analisadas. As mulheres qualificaram o tema na oitava opção, com 10


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votos. Ou seja, qualquer outro assunto é mais interessante para elas do que esse; 5 mulheres não votaram. Embora o tópico “diversão e entretenimento” tenha ganhado 7 votos para a primeira opção, e realmente foi a maioria dos votos, o item desperta interesse menor nessa idade, em comparação com as idades anteriores. A “política” é de interesse médio para as mulheres, embora 5 votos para a oitava opção tenham representado a maioria dos votos, conforme se observa nos gráficos. O público feminino evoluiu o interesse em “educação”; 7 votos representaram a assunto como primeira opção. O fato que poderia ser encarado como uma coincidência na análise da faixa etária anterior foi comprovada como uma mudança comportamental por critério de idade. “Segurança pública” se mantém um assunto de pouco simpatia com as mulheres. Não há grandes mudanças em relação às respostas das outras análises. Há o desejo feminino pelas notícias de âmbito local. As “notícias de sua região” mantiveram a maioria dos votos para as três primeiras opções de assunto. A primeira teve 6 votos, a segunda 5 e a terceira 4. “Negócios e economias” são temas de relativo interesse feminino. 6 mulheres classificaram como primeira opção de assunto; 4 votaram na oitava e 3 votos foram para a quarta opção. Nos “outros” assuntos, 17 mulheres não votaram. Não há a necessidade de avaliar essa questão.

5.5.4.2 Homens

Não é novidade que o público masculino gosta mais de esportes. Nessa faixa etária, 7 homens votaram no tema como primeira opção e 5 votaram como segunda. Mas não se pode dizer o mesmo de “diversão e entretenimento”. Não se pode evidenciar o interesse deles nesse quesito, pois há o forte equilíbrio de opiniões. O que se pode perceber, de acordo com os gráficos, é que o interesse político masculino evoluiu consideravelmente com a idade. Foram 4 votos para a primeira opção de assunto e 5 para a segunda opção. O registro determina, portanto, a


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imposição de que o portal deve produzir notícias dessa natureza para alcançar o público masculino dessa faixa etária. A “educação” passou a ser a novidade da vez. O assunto despertou o interesse masculino, consideravelmente. Os gráficos apontam 6 votos para a primeira opção. Dos 25 votantes, a maioria ficou com as quatro primeiras classificações. “Notícias de sua região” ficaram mais bem qualificadas do que “segurança pública”. Todavia, os dois assuntos podem ser agrupados na definição de interesse “razoável”. E fixou-se a importância do assunto “negócios e economia” para o público masculino. Percebe-se que os 8 votos na primeira opção demonstram a alta representatividade do tema para os homens maduros. “Outros” assuntos não mereceram destaque, como se pode observar nos gráficos da pesquisa.

5.5.5 Acima dos 50 anos de idade

5.5.5.1 Mulheres e Homens

O tópico “esportes” é geralmente rejeitado pelo público feminino. Porém, dessa vez, não se pode realizar a análise com precisão, pois 12 mulheres não responderam ou não souberam opinar sobre esse item. Na verdade, esse não foi o único tópico sem o índice de preferência editorial. Todos os assuntos tiveram a maior porcentagem direcionada à sigla “NO/NSR” – “não opinaram/não souberam responder” – tanto para o sexo feminino quanto para o masculino. Considerou-se que o grande número dos votos anulados, invalidados (ou não houve votos) poderia interferir na avaliação das predileções dessa faixa etária, de ambos os sexos.


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5.6 CONSIDERAÇÕES SOBRE O QUESTIONÁRIO, A TABULAÇÃO E AS ANÁLISES DA PESQUISA DO CONSUMIDOR

Alguns questionários foram respondidos de maneira confusa, por pessoas de todas as faixas etárias. A tabulação seguiu critérios de aceitação ou invalidação das respostas consideradas ambíguas. Nos enunciados das questões 5 e 12, em que se pedia para o entrevistado enumerar do 1 ao 6, ou do número 1 ao 8, sobre suas preferências quanto aos veículos de comunicação ou sobre os assuntos mais procurados durante a navegação na internet, algumas pessoas repetiram números, em vez de enumerálos ordenadamente. Por exemplo: marcaram número 1 para a TV e para a internet, e número 6 para rádio, jornal, revista, e outros. As respostas foram consideradas. Sobre as questões de enumeração, os questionários que apresentaram respostas marcadas com “x” em mais de uma opção não foram considerados e foram classificados como não opinados, ou que os entrevistados não souberam responder. Foram mensuradas somente as respostas que apresentavam “x” em apenas uma opção. Nessa situação, a letra foi considerada equivalente ao número um. Nas perguntas fechadas, sem enumeração, como na questão 21, que pergunta à pessoa se ela consegue interagir com os sites, somente uma resposta poderia ter sido marcada com “x”. Poucas pessoas marcaram “x” na resposta sim e na não, na mesma questão. Elas tiveram suas respostas anuladas e classificadas como não opinadas. Na pergunta número 11, referente a quantas vezes o entrevistado acessa a internet por semana. Algumas pessoas responderam com a palavra “várias”. As respostas desse gênero foram invalidadas e consideradas como não opinadas. Nessa mesma questão, algumas pessoas preferiram duas respostas para a pergunta. Por exemplo: acessam à internet com a frequência de 5 a 6 vezes por semana. Nesse caso, foram consideradas apenas as respostas com o maior número. Ou seja, o número cinco do exemplo se tornou nulo e o número seis foi a resposta considerada. Ainda sobre a pergunta número 11 do questionário, a maioria das pessoas interrogadas interpretou a palavra “vezes” por semana como “dias” por semana. Os


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entrevistados que afirmavam acessar à internet sete vezes por semana, ou mais, foram considerados usuários diários da internet. Nas perguntas abertas, número 15 e 18, que pedem para o entrevistado descrever os sites que costuma acessar, muitas pessoas informaram mais de um site como fontes de informação. As respostas foram aceitas, tabuladas e analisadas. No entanto, os entrevistados que tentaram representar suas opiniões com as respostas “várias”, ou “dos jornais locais”, entre outras maneiras, tiveram suas respostas anuladas por não especificaram quais são os sites que acessam. A pergunta número 26 não conseguiu atingir o seu objetivo. A pergunta deveria interrogar os entrevistados acerca da relação dos links com as reportagens oferecidas no portal, de forma a representar os hiperlinks como fontes de informação complementar. Os links poderiam ligar os temas inicialmente abordados no portal regional a outros portais jornalísticos, fóruns de discussão virtual e de relacionamentos, de forma a subsidiar e dar consistência ao conteúdo informativo. As porcentagens da análise foram originadas – automaticamente pelo Microsoft Office Excel – por meio do cálculo da regra de três simples sobre os dados tabulados. Na maioria das questões adotou-se a seguinte fórmula: % = x (nº de votos) X 100 (% total) / 50 (nº total de questionários aplicados por faixa etária). Também foi utilizada a fórmula: % = x (nº de votos) X 100 (% total) / 25 (nº total de questionários aplicados por sexo). Todas as perguntas com respostas em branco foram consideradas nulas.

5.7 A PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL

Comprovada a aceitação do público para o modelo de portal de notícias proposto, necessita-se de uma comprovação sobre a viabilidade comercial do projeto. Para isso, foram realizadas 50 pesquisas de mercado, no período de 13 a 20 de agosto. Ao todo, foram entrevistadas 50 empresas. Cada empresa respondeu um questionário composto de 10 questões abertas e fechadas, divididas em duas colunas, em fonte Arial, tamanho nove (ANEXO M). Essa etapa do trabalho foi desenvolvida com a parceria do administrador Luis Fernando Chinkevitz, formado


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pela Uniuv. Ele auxiliou no desenvolvimento do questionário e no planejamento de abordagem nas empresas. O questionário seguiu a estrutura organizacional da pesquisa de campo. Desse modo, a sequência de apresentação, perguntas introdutórias e perguntas específicas de Novelli (2006, p.168) foi mantida. Dessa vez, porém, seguiu-se a experimentação por amostra probabilística de Novelli (2006, p.168). Ou seja, as empresas não foram selecionadas com nenhum caráter de intencionalidade. Elas foram escolhidas aleatoriamente. O método permitiu compreender o perfil das empresas locais e revelar quais segmentos empresariais apoiariam o projeto. Por meio da pesquisa, também foram explicitadas as noções dos comerciantes sobre os portais de comunicação e publicidade de internet. Todas as entrevistas foram realizadas pessoalmente, com os proprietários e/ou gerentes dos estabelecimentos comerciais. Na maioria das entrevistas, as pessoas foram receptivas e estiveram dispostas a ajudar. Em algumas lojas, o atendimento deixou a desejar e as pessoas não auxiliaram com a pesquisa. Durante a realização das entrevistas, alguns comerciantes pediram a identificação da carteirinha estudantil, para comprovar que o questionário seria utilizado como referência de uma pesquisa, e que não se tratava de formulário de compra ou venda. A partir desse momento, as pesquisas seguintes foram realizadas com a carteira estudantil à mostra, junto ao questionário. Outras dificuldades foram encontradas nas lojas com promoções ou com grande circulação de clientes. Em alguns desses estabelecimentos, persistiu-se na tentativa de realizar a pesquisa por dias. Nenhuma entrevista foi agendada com os comerciantes. Apenas após o primeiro contato, quando o comerciante declarava estar ocupado, era possível agendar entrevistas. As perguntas de número 6, 7.B), 7.C), 7.D), 7.E), 8, 8.A) e 8.B) muitas vezes deixaram de ser respondidas. As respostas para essas perguntas dependeram de respostas anteriores, em que os entrevistados deveriam escolher entre a resposta “sim” ou “não”. Desse modo, quando a resposta “não” era escolhida, as perguntas posteriores se tornavam desnecessárias. Todas as perguntas do questionário foram orientadas pelo pesquisador em forma de entrevista. Porém decidiu-se explicar de forma mais abrangente a questão de número 10. Declarava-se novamente ao comerciante que se tratava de uma


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pesquisa acadêmica. Contudo pedia-se ao comerciante para encarar a entrevista com o pesquisador, da mesma forma que encararia com um vendedor. Em seguida, eram explicadas as qualidades e características do portal de notícias. As entrevistas de viabilidade comercial foram realizadas em diversos estabelecimentos, como lojas de confecções e calçados, lojas esportivas, lojas de tintas, lojas de materiais para festas infantis, papelarias, lan-houses, mercados, lojas de móveis, oficinas de motos, lojas de materiais para construção, escritórios de contabilidade, gráficas, pet shops e diversos outros lugares. Um advogado entrevistado declarou não poder investir em anúncios publicitários devido, a condição ética da profissão. A entrevista dele não foi contabilizada entre os 50 questionários aplicados.

5.7.1 O método organizacional

Após a contagem, a caneta e papel, os dados foram distribuídos novamente no formato de tabela (ANEXO N). Não foi possível aproveitar o modelo da tabela da pesquisa de campo. A pesquisa de viabilidade comercial apresentou diferentes perguntas e não foi separada com critérios intencionais. No entanto, foi mais fácil desenhar essa tabela do que as primeiras. Devido ao questionário apresentar um grande número de questões abertas e semiabertas, algumas respostas foram repetitivas. Cada comerciante respondia à sua maneira, com suas próprias palavras. O sentido das frases, em algumas ocasiões, foram iguais. Por isso, durante a tabulação, os dados tiveram de ser generalizados. Por exemplo: na pergunta de número 1, foram generalizados como “lojas de confecções de roupas” as lojas de confecções para bebês, confecções esportivas e calçados, confecções femininas, etc. Esse tipo de generalização também foi utilizado nas perguntas secundárias, nos “por quês?”. Na pergunta número 3, os comerciantes puderam indicar mais de uma opção. As respostas não foram tabuladas pelo motivo de que essa pesquisa foi realizada somente para testar a viabilidade comercial do produto no mercado, não para determinar a preferência dos comerciantes por tipos de anúncios. A pergunta foi


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utilizada apenas para dar rumo ao questionário, que seguiu do geral para o específico. A questão 7. C) teve em seu quadro de respostas a definição “diversos sites”. Considerou-se não haver necessidade para os dados serem tabulados. A pergunta número 10. A). não teve suas respostas tabuladas. Elas não puderam ser generalizadas porque cada comerciante pôde dar uma resposta de três linhas ou mais. Por mais que as respostas fossem consideradas semelhantes, definiu-se como impróprio realizar a generalização de opiniões, pois cada comerciante teve sua própria perspectiva do produto. O que não impediu de realizar a análise da pesquisa. Nenhuma empresa opinou, ou soube responder – “NO/NSR*” – às perguntas número 8. A) e 8. B). Desse modo, esses dados não puderam ser tabulados, nem ser representados graficamente.

5.7.2 Os gráficos

As questões 1, 2, 3, 7. C), 8. A), 8. B) e 10. B) não foram representadas graficamente (ANEXO O). Porém algumas informações serviram para a descrição da análise da pesquisa de viabilidade comercial. Todos os gráficos foram feitos no formato de pizza 2D, para até três partes, e pizza 3D, para mais de três partes. Os gráficos foram criados para auxiliar na construção da análise das respostas da pesquisa de viabilidade comercial, principal objetivo da pesquisa.

5.7.3 A análise da pesquisa de viabilidade comercial

Entre os diversos tipos de estabelecimentos comerciais foram entrevistados, na maioria, lojas de confecções de roupas. A pesquisa foi aplicada no comércio local, com o intuito de recolher dados sobre a opinião dos comerciantes locais e concluir que tipos de empresa estariam interessadas em anunciar no portal de notícias e por quê.


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Grande parte das lojas atua no comércio local há mais de uma década. Mas, os pontos comerciais recentes também foram entrevistados. Em geral, as lojas com maior tempo de mercado investem em diversos tipos de publicidade local, como em outdoors, internet, panfletos, anúncios de rádio e de jornal. Mas alguns comerciantes ainda não amadureceram a ideia sobre investimentos publicitários e acham que o melhor negócio é realizar mala-direta. Por meio das 50 pesquisas foi possível perceber que alguns comerciantes ainda não têm um conhecimento abrangente sobre as vantagens ou desvantagens do investimento em publicidade de rede. Os gráficos da pesquisa demonstram que 46% dos comerciantes consideram bom o investimento em anúncios de internet devido à abrangência do veículo, ao grande número usuários de rede e pela comodidade de vender e comprar pela internet. Outros 46% não têm certeza sobre o tipo de investimento, porque desconhecem os benefícios ou malefícios; 8% dos entrevistados

consideraram

o

negócio

um

ótimo

investimento.

Nenhum

empreendedor considerou o investimento mau ou péssimo. Algumas lojas ainda estão em processo de informatização. Por essa e por outras razões, 36% das empresas possuem site e 64% delas ainda não possuem. As empresas responderam que devido à falta de indicação de profissionais, ou devido a passarem por momentos de dificuldades financeiras, ou então porque decidiram investir em outras áreas, ainda não possuem endereço eletrônico. Das empresas que possuem site, 20% não têm controle sobre o número de acessos mensais. Apenas 10% informaram que o site possui um número de acessos que varia de 500 a 1500 por mês, um número relativamente baixo para o tipo do investimento. Permite-se observar que muitos empreendedores não têm noção real do retorno desse tipo de investimento, pela falta de organização de dados digitais da empresa, tanto na questão do registro do número de acessos do portal, quanto ao número de vendas por internet, fatores que deveriam ser controlados pelas próprias empresas, que auxiliariam na administração dos recursos publicitários. Apenas 30% dos empresários entrevistados admitiram interesses em anunciar em sites. Os outros 70% não anunciam por diversos motivos. As principais razões contatadas são que as empresas ainda não tiveram nenhuma proposta, ou não gostaram das propostas anteriores. Índices positivos que representam uma perspectiva otimista para a abertura do portal.


85

Os empresários que possuem experiência com anúncio publicitário de rede admitiram preferir anunciar em sites locais devido ao direcionamento de conteúdo para o público local, por considerar um bom investimento e também pela possibilidade de divulgação da loja, ou produtos, para um grande número de usuários. No entanto, como foi descrito anteriormente, as empresas não realizam o controle de vendas obtidas por meio da publicidade de rede. Um descuido por parte dos investidores, pois se conhece o valor do investimento e não há a fiscalização do retorno. Configura-se um desafio para o próprio portal, portanto, elaborar um método sugestivo para que as empresas inspecionem os índices do investimento (bons ou maus resultados), já que elas gastam em média de R$100 a R$300 por mês em anúncios de web. Mas a pesquisa revelou uma significativa aceitabilidade do portal de notícias com relação ao comércio local. Dos 50 comerciantes, 12% disseram que certamente anunciariam e 46% definiram que provavelmente anunciariam. Os empresários tiveram afinidade quanto ao compromisso com o consumidor local. Outros 28% não deram certeza se iriam anunciar porque ainda desconhecem o retorno, precisariam ver o site primeiro e avaliariam a relação custo-benefício. Alguns

comerciantes

apresentaram

respostas

ambíguas

durante

as

entrevistas. Eles admitiram se tratar de um bom investimento, mas ressaltaram a questão de contenção de despesas. Ao todo, 6% declararam que provavelmente não anunciariam no portal de notícias. E 8% dos comerciantes responderam que certamente não anunciariam no portal. Esse item teve um grande número de respostas confusas e perturbadoras. Os lojistas utilizaram frequentemente a palavra “acho”. Um entrevistado achou não ser possível aumentar as vendas da loja por meio de anúncios virtuais, sem uma razão específica. Em contrapartida, outro empresário, de outra empresa, mas do mesmo segmento comercial, declarou exatamente o oposto. Uma comerciante se sentiu ameaçada, ela disse ter medo de que suas ideias pudessem ser copiadas nos banners ou anúncios virtuais e que, desse modo, poderia perder clientes para a concorrência. Na pesquisa realizada, avalia-se uma perspectiva animadora, com índices otimistas, antes de se colocar o portal em funcionamento. Pode-se dizer que seria possível sustentar o projeto por meio da publicidade virtual.


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5.8 O PROJETO EDITORIAL

O J+ é um site, um portal de comunicação com a intenção de produzir conteúdo direcionado para leitores/usuários locais e regionais. Trata-se de um meio de comunicação que tem a pretensão de colocar em prática as características do webjornalismo. São aspectos prioritários no funcionamento do portal: a atualização diária e horária das informações, a interatividade, a convergência de mídias, as notícias informativas, de interesse humanístico, de caráter objetivo, de equilíbrio entre fontes oficias e não oficiais, com imparcialidade e respeito ao leitor. As editorias do portal J+ foram escolhidas a partir das pesquisas de opinião do consumidor de notícias das cidades de União da Vitória e Porto União. Notícias de território estadual e nacional possuem espaço para publicação, porém menor. Objetiva-se

ainda

realizar

videorreportagens

e

torná-las

elementos-chave

diferenciais do portal. Pois as 250 pesquisas indicaram que o consumidor local de notícias tem a internet e a TV como seus principais meios de informação. A equipe ideal do portal J+, inicialmente, seria composta por onze pessoas. Seria necessário um jornalista para cada editoria do veículo, um redator-chefe, um editor e um representante comercial. Além de um chargista e um fotógrafo, que poderiam ser encaixados como trabalho free lance. Porém, devido aos custos com programação, divulgação, registro de empresa e de marca, domínio do site e outros tipos de despesas que pode haver ao se iniciar o negócio, seria inviável ter um grande número de pessoas na empresa. Estima-se que, para colocar o portal em funcionamento, são necessárias quatro pessoas. O time, desse modo, teria três jornalistas, dos quais um seria o redator-chefe. Teria também um representante comercial. A equipe ainda pode contar com o trabalho free lance do chargista, que pode desenhar semanalmente para o veículo. As editorias Esportes, Política, Educação, Segurança, Cidades, Negócios e Economia, Galeria e Variedades são responsáveis por manter as matérias separadas por temas e organizadas cronologicamente. Esportes, Segurança e Negócios e Economia são as editorias que, inicialmente, teriam videorreportagens atualizadas em período quinzenal, por questão de afinidade jornalística. Para todas as editorias seria permitido o recebimento de releases. Porém em nenhuma das


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editorias haveria permissão para a publicação integral deles. As matérias do portal J+ devem ser obrigatoriamente redigidas pelos próprios jornalistas. Na editoria Esportes é provável a realização de coberturas dos campeonatos esportivos amadores e profissionais, de âmbito local e estadual, com prioridade para os assuntos ligados ao futebol. Tabelas de pontuação, escalações, outros recursos gráficos e informativos podem ser acrescentados às matérias. Para a editoria Política, inicialmente, avaliam-se como pautas as eleições, as propostas das câmaras de vereadores, as atividades das secretarias das prefeituras, a inauguração de obras e as atividades das associações comunitárias. É a editoria em que se encontram temas ligados aos órgãos governamentais municipais em primeiro lugar, e estaduais, secundariamente. Determina-se igual rigor na cobertura de assuntos políticos de fontes oficiais e não oficiais. Permite-se utilizar os releases políticos como (uma das) fonte(s) para a elaboração de novas matérias. Na editoria de Educação se cogitaria relacionar temas escolares e universitários, como semana de provas, de concursos, de vestibular, de períodos de início de aulas, exames, mudanças das regras para os ensinos fundamental, médio, superior e educação infantil. Alguns assuntos poderiam servir tanto para essa editoria quanto para outras. Os investimentos no setor da educação, privados ou municipais, podem ser direcionados para a editoria de Negócios e Economia, por exemplo. A construção de pautas para a editoria de Segurança deveria abranger os perigos iminentes do cotidiano. Nessas situações, estão inclusos os acidentes de trânsito, a ação dos bombeiros e da polícia, situações de assalto, riscos expostos à vida humana por condições trágicas, de higiene, e ameaças animais ou da natureza. Na editoria Cidades, pretender-se-ia destacar notícias para os municípios vizinhos, seja em eventos municipais ou comunitários. A cobertura abrangeria as cidades de Porto Vitória, General Carneiro, Bituruna, São Mateus do Sul, Paulo Frontim, Paula Freitas, Rio Azul, Mallet, Cruz Machado, Canoinhas, Irineópolis, Bela Vista do Toldo, Matos Costa, Calmon e outras localidades próximas. Seria permitida a verificação dos releases de outras cidades como (uma das) fonte(s) para a elaboração de novas matérias. Na editoria de Negócios e Economia, a cobertura poderia ser feita sobre o setor empresarial ou comercial de União da Vitória e Porto União. Pensa-se em pautas sobre o mercado de trabalho, inflação, oscilação de preços, valores da


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moeda brasileira e dicas de investimentos. Naturalmente, outros assuntos podem ser envolvidos. A editoria Galeria viria a surgir com o propósito de entretenimento e diversão. Ela equivaleria, de certa forma, às editorias sociais dos jornais impressos ou, aos sites que cobrem eventos sociais e veiculam fotografias on-line. Seria o espaço em que os usuários poderiam encontrar fotos e informações sobre eventos já realizados na região. A página seria organizada na ordem cronológica dos eventos. Um profissional terceirizado, não necessariamente jornalista, pode ser o responsável por esse setor. A pessoa deveria estar comprometida com a cobertura fotográfica dos eventos sociais locais, com a descrição do evento em formato de lead para, ela mesma, realizar a atualização da editoria do portal. Todos os assuntos sem afinidade com as editorias anteriores seriam direcionados para a editoria Variedades. Imaginam-se, inicialmente, notícias sobre artes, cinema, teatro, datas festivas, feriados, saúde, e outros temas As matérias produzidas, com exceção das videorreportagens, teriam de ser atualizadas diariamente. O conteúdo do portal deve ser produzido com o comprometimento ético dos jornalistas. Valoriza-se, indiscutivelmente, o respeito mútuo entre o meio de comunicação e o público, e luta-se sempre para que isso aconteça.

5.8.1 As notícias

As primeiras notícias foram produzidas no período de 19 de setembro a 30 de outubro, com o objetivo de compor a página principal do portal, na qual há espaço para onze matérias escritas, três vídeos, e uma charge ou tirinhas. As informações foram elaboradas para cada uma das oito editorias. O desenho foi elaborado pelo cartunista André Camargo. As notícias não se encontram nos anexos deste projeto impresso, mas podem ser consultadas por meio do CD do projeto gráfico. Após um semestre inteiro dedicado ao desenvolvimento da Fundamentação Teórica e Metodologia do projeto, houve dificuldade para voltar a produzir notícias. Mas, com esforço, elas foram superadas e o ritmo de trabalho foi elevado. Em um dia, foi possível realizar duas matérias no formato texto.


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Houve pautas previsíveis e imprevisíveis. Ações programadas com data, local e hora, foram situações mais cômodas para se realizar entrevistas. Em eventos, é preciso apenas antecipar o horário previsto em uma hora. Com antecedência, as fontes demonstraram simpatia e receptividade. Durante o período da produção das notícias, foi possível perceber que sempre há o que informar para o leitor. Mesmo quando não há fatos agendados. Para criar a pauta, o jornalista precisa refletir sobre o que a população necessita ser informada e ir à procura das fontes. As enquetes são uma ótima alternativa nesse sentido, além auxiliar na humanização das informações. Nos fatos não premeditados, há menos comodidade para entrevistar as fontes. Mas em nenhuma dessas situações houve dificuldades para produzir a notícia. É desconfortável fazer entrevista na rua, à noite, em meio a um temporal. Porém, quando a fonte coopera e esclarece a situação, vale a pena. Pois é o diferencial da matéria. As fontes têm o direito de não opinar. É outro aprendizado obtido durante a produção das notícias. Em geral, os entrevistados foram corteses. Quando a pessoa se recusava a dar opinião, em geral, ouvia-se uma resposta educada.

5.8.1.1 Duas vezes, no lugar certo e na hora certa

No bairro Ponte Nova de União da Vitória, duas matérias foram feitas no mesmo dia. Uma contou o início da enchente que interditou o Parque Ambiental e outra descreveu a perspectiva dos moradores da área de risco. Mas a sorte esteve presente ao encontrar a cabeleireira Lindair Amancio Bomer. Ao tirar fotos do alagamento, duas donas de casa foram vistas em frente a uma pensão antiga, de dois andares. Uma estava de bicicleta. Inicialmente, a entrevista foi realizada com a dona da pensão, Terezinha Moreira. No decorrer da conversa, ela contou que a mulher que ali estava de bicicleta havia morado na pensão por alguns anos. A cabeleireira tinha vindo apenas para visitar a amiga, porque hoje ela vive em um bairro distante. Bomer entrou na conversa e contou sua história trágica de vida, em decorrência das últimas duas maiores enchentes da região.


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Ao redigir a matéria, a narrativa foi enriquecida com a foto dos dois pescadores que remavam em um bote de madeira em meio ao parque inundado. A foto foi tirada minutos depois da entrevista com a moradora e a ciclista. A noite do temporal, que provocou o alagamento das ruas e acidente no trânsito de Porto União, foi outra ocasião de sorte na produção jornalística. A noite de azar do motorista imprudente rendeu uma notícia diferenciada para o portal. A entrevista foi realizada enquanto o condutor aguardava a chegada de um borracheiro. Ao declarar que se tratava de um trabalho acadêmico de jornalismo, o motorista cooperou em dar informações.

5.8.2 As notícias em vídeo

As matérias foram feitas para três editorias: Negócios e Economia, Segurança e Esportes. As reportagens foram organizadas por laudas (ANEXOS Z, AA, BB) e foram produzidas com os equipamentos fornecidos pela Uniuv. Para a editoria de Negócios e Economia, a reportagem foi produzida com offs e sonoras, apenas. A matéria descreve a visita de um grupo de norte-americanos a União da Vitória. Eles realizaram um debate com os acadêmicos da Uniuv, no salão de eventos da instituição e participaram da gravação de um programa para TV. Não foi considerado necessário realizar passagem para essa matéria, porque o autor da notícia e o apresentador do programa de TV são a mesma pessoa. Na editoria esportiva, realizou-se a reportagem sobre o jogo de abertura do campeonato paranaense de futebol juvenil. A partida entre as equipes da Associação Atlética Iguaçu e do Atlético Paranaense foi realizada em União da Vitória. A matéria foi feita baseada na transmissão completa do jogo de futebol, no estádio Antiocho Pereira, com narração, comentários e reportagens de campo. A transmissão foi realizada pelos acadêmicos da Uniuv, Marcos Souza, Jair Nunes, Fabiano Picket, Camila Lima, Jucelli Moreira, Ricardo Silveira e Rodrigo Seccon. A matéria para o portal consta de offs, com o áudio da narração no fundo, e passagem. Parte da matéria da editoria de Segurança foi resgatada de uma matéria realizada no terceiro ano de ensino superior. Foi produzida uma nova matéria, com


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diferentes perspectivas, novas sonoras, offs e passagem. Ela retrata o medo de assalto entre passageiros e taxistas.

5.9 A CAMPANHA DE MÍDIA

Da mesma forma de que avaliou-se necessário realizar a pesquisa de viabilidade comercial, antes de colocar o produto em prática, se considerou importante desenvolver um plano para a divulgação do portal. A campanha de mídia foi um desafio lançado para os acadêmicos do terceiro ano de Comunicação Social – Habilitação em Publicidade e Propaganda, do Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), Filipe Cristiano Walter, Christian Alencar Train e Vanessa Suellen Kovalczuk. Os acadêmicos desenvolveram a tática e os planos de estratégia para o lançamento do produto. Eles definiram as formas de divulgação mais apropriadas para o portal, de acordo com seus conhecimentos na área publicitária. A descrição da estratégia e outros artifícios da campanha encontram-se nos anexos do projeto (ANEXOS CC, DD, EE, FF, GG).


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6 RECURSOS

Os recursos financeiros e de gastos do portal JMais, referentes aos profissionais envolvidos, poderiam ser baseados nas tabelas de preços dos Sindicatos dos Jornalistas do Paraná e de Santa Catarina. União da Vitória e Porto União são cidades que delimitam a divisão geográfica dos dois estados brasileiros. Porém, por questão de afinidade com a região paranaense, os valores de todas as atividades desenvolvidas neste projeto foram determinados de acordo com o site do Sindicato dos Jornalistas do Paraná. Em contrapartida, o site do sindicato paranaense não apresenta nenhum orçamento para trabalhos jornalísticos na internet – de planejamento e das pesquisas, ou preço por hora de trabalho – e os preços foram consultados no site catarinense. De acordo com o site Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina7, o custo para o projeto e execução de um site é de R$630,46. Se esse site oferecer o serviço de newsletter semanal, há o acréscimo de R$350,25 mensais. Mesmo com essa definição, não fica bem claro quais seriam os serviços oferecidos nesse valor, pois um site pode ter uma ou vinte atualizações diárias, por exemplo, o que naturalmente teriam custos diferenciados. O preço da hora técnica do jornalista está definido em R$70,04. Para organizar o orçamento deste projeto, preferiu-se separar este trabalho por duas etapas orçamentárias: a do projeto e a da execução do portal. Na primeira etapa, avalia-se o custo – em reais (R$) – da realização do pré-projeto, das pesquisas de campo, do planejamento bibliográfico e do projeto final, de acordo o valor da hora técnica, estipulada pelo sindicato dos jornalistas catarinenses. Embora só as pesquisas do consumidor e as de viabilidade comercial somem 77 dias de trabalho – de 11 de março a 19 de maio –, deve-se considerar que houve diversas pausas durante a realização de todas as atividades. Não houve disponibilidade do pesquisador para sair a campo todos os dias. Nenhuma pesquisa foi feita nos finais de semana e nos dias chuvosos. Desse modo, sem interrupções,

7

Disponível em: http://www.sjsc.org.br/tabelafreelance.asp


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e com a carga horária diária de seis horas, é possível considerar uma tabela real de trabalho:

Primeira etapa orçamentária ATIVIDADES

CARGA HORÁRIA

VALORES

Pré-projeto

30h

R$ 2.101,20

Pesquisa do consumidor

78h

R$ 5.463,12

Pesquisa de mercado

12h

R$ 840,48

Planejamento

60h

R$ 4.202,40

Projeto final

30h

R$ 2.101,20

VALOR TOTAL

210h

R$ 14.708,40

Quadro 2 – Primeira etapa orçamentária. Fonte: do autor, 2009.

Na segunda etapa, determinam-se os valores referentes à produção do site, na qual se inclui o desenvolvimento gráfico do portal, a programação do portal, o planejamento de mídia e o salário da equipe de profissionais do portal.

Segunda etapa orçamentária ATIVIDADES

DESCRIÇÃO

VALORES

Design, layout do portal

R$ 400,00

Logomarca JMais

R$ 850,00

Produção do site

Programação do site

R$ 28.980,00

Jornalistas (3X)

Execução do portal

R$ 5.885,46 (mensal)

Representante comercial

Execução do portal

R$ 610,12 (mensal)

Planejamento de divulgação do

R$ 800,00

Projeto Gráfico Produção da Logomarca

Campanha de mídia

portal VALOR TOTAL

R$ 37.525,58

Quadro 3 – Segunda etapa orçamentária. Fonte: do autor, 2009.

Os preços do projeto gráfico e da campanha de mídia foram informados pelos acadêmicos responsáveis pela produção, portanto são valores acadêmicos e não profissionais, isto é, sem seguir nenhuma tabela estipulada pela categoria. O mesmo vale para produção da logomarca, avaliada pelo publicitário responsável, que definiu o preço do serviço. O valor da programação do site foi indicado por uma empresa terceirizada (ANEXO II). O salário do representante comercial foi definido de acordo


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com o salário mínimo do estado do Paraná8. Os salários dos jornalistas foram determinados com o site do Sindicato dos Jornalistas do Paraná9. Ainda que os preços apresentados sejam reais e baseados nos Sindicatos dos Jornalistas do Paraná e de Santa Catarina, são valores negociáveis, pois a região do interior apresenta piso salarial instável.

6.1 MARGEM DE LUCRO

Para ser estimada uma margem de lucro do portal JMais, observa-se a soma dos valores referentes ao investimento inicial: o custo da primeira etapa, mais o valor do projeto gráfico, mais o valor da produção do site e ainda o custo da campanha de mídia. Lembra-se que este projeto não se aprofundou sobre o orçamento da execução da campanha de mídia, mas somente sobre o planejamento dela.

Custos iniciais Primeira etapa

R$ 14.708,40

Projeto Gráfico

R$ 400,00

Produção do site

R$28.980,00

Campanha de mídia

R$ 800,00 R$ 44.888,40

VALOR TOTAL Quadro 4 – Custos iniciais. Fonte: do autor, 2009.

Para ser possível quitar essas despesas no período de três anos, é preciso descobrir quanto o portal deve lucrar por mês. Para isso, divide-se o valor total das despesas pelo número de meses em que se pretende quitá-las:

Necessidade de lucro mensal para quitação dos custos iniciais (em 3 anos) R$ 44.888,40 : 36 (meses) = R$ 1.246,90 Quadro 5 – Necessidade de lucro mensal para quitação dos custos iniciais (em 3 anos). Fonte: do autor, 2009.

8 9

Disponível em: http://www.cidadao.pr.gov.br/modules/catasg/catalogo.php?servico=670 Disponível em: http://www.sindijorpr.org.br/?system=news&eid=71


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Ou seja, é preciso que o lucro líquido mensal do portal seja correspondente à R$ 1246, 90, só para quitar as dívidas iniciais, em três anos. Mas o portal precisa ter um lucro maior para poder pagar os salários dos seus funcionários em dia. Portanto, além dessa reserva, é preciso que o portal arrecade: R$ 1.246,90 mensais, mais R$ 5.885,46 (salários dos três jornalistas), mais R$ 610,12 (salário do representante comercial), conforme a tabela:

Necessidade de lucro mensal para todos os fins R$ 1246, 90 (para quitar em 3 anos) + R$ 5885,46 (mensal) + R$ 610,12 (mensal) = R$ 7.742,48 Quadro 6 – Necessidade de lucro mensal para todos os fins. Fonte: do autor, 2009.

Por fim, é necessário avaliar quanto o portal pode lucrar com publicidade de internet. O valor do anúncio do portal é variável em função do tamanho e da projeção do número de acessos do site. Baseando-se nos preços da concorrência local, pressupõe-se – inicialmente, sem estipular o tamanho do anúncio e o número de acessos do site, isto é, considerando somente a qualidade do conteúdo do portal – que seria viável cobrar R$ 250,00 por período quinzenal do anúncio publicitário. Dessa maneira, conforme foram ilustrados os 27 anúncios publicitários no projeto gráfico – 13 para a página principal, sete para a editoria da Galeria e um para cada editoria restante –, ao considerar o preço igualitário para todos os anúncios, pode-se estimar a seguinte margem de lucro:

Margem de lucro final DESCRIÇÃO 27 (anúncios) X R$ 500,00 (mensal)

VALORES + R$ 13.500,00

Necessidade de lucro mensal para todos os fins

- R$ 7742,48

VALOR TOTAL

+ R$ 5.757,52

Quadro 7 – Margem de lucro final. Fonte: do autor, 2009.

Com a margem de lucro positiva e estabelecida em R$ 5.757,52, é possível afirmar que o produto é viável financeiramente.


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7 CONCLUSÃO

A ideia de criar um meio de comunicação digital para o público local foi estimulante, devido à região apresentar um desenvolvimento tardio com relação a essa plataforma comunicativa. A proposta de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União se revelou um desafio ambicioso e difícil. A execução dessa tarefa dependeu de colocar em prática todos os conhecimentos obtidos durante os quatro anos de curso de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo. Técnicas de entrevista, de redação, metodologias e teorias contribuíram para o progresso desta pesquisa. Esse conjunto de artifícios resultou no portal de notícias jmais.com.br, um veículo de comunicação capaz de cooperar com a sociedade local e regional e suas necessidades de informação diária. Os pilares mais fortes deste projeto estão nas pesquisas de campo. A pesquisa com o consumidor de notícias locais obteve resultados primordiais para dar sequência ao produto jornalístico. Os aprendizados foram obtidos por meio das entrevistas práticas – baseadas em procedimentos teóricos – que serviram para a construção de análises e gráficos consistentes. Essa estabilidade foi conquistada a partir da aplicação de um grande número de questionários, que separou o público local por faixa etária e sexo. A categorização definiu o perfil da população, fator crucial para determinar o projeto editorial do experimento. Fica evidente a importância de se estudar a distribuição dos elementos gráficos de outros portais. Os formatos se modificaram na medida em que se desenvolvia a compreensão sobre as características do webjornalismo e sua diagramação. Pode-se afirmar que o design tem tanta importância no jornalismo digital quanto a notícia. A diferença é que a notícia é a matéria-prima – de todas as categorias do jornalismo – enquanto o projeto gráfico é o acabamento do produto. O projeto editorial foi criado quando as análises das pesquisas de campo puderam ser consultadas. Ele foi baseado em estatísticas reais e atuais. Esse comportamento

permitiu

mesclar

as

qualidades

do

público-alvo

com

as

características do jornalismo diário. Afinal, a análise indicou que essas pessoas necessitam ser informadas diariamente. Nesse contexto, o portal adotou a produção de notícias factuais e objetivas com a convergência de mídias e hipertextualidade. O


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formato de leitura não linear e multimidiática também foi aprovado pela maioria dos 250 leitores entrevistados. A produção das notícias seguiu o padrão de notícias objetivas e diárias do projeto editorial. Primeiramente, as matérias foram escritas para o público local. A ética e a imparcialidade receberam tratamento cauteloso na produção. O método ajudou a não realizar o pré-julgamento dos entrevistados – de maneira que a percepção precipitada poderia resultar em uma notícia parcial – e, para manter o equilíbrio entre as fontes oficiais e não oficiais – funcionários do governo estão sempre em evidência e esperam ser entrevistados. Nem todas as pessoas estão predispostas a opinar. Contudo sempre há uma brecha. Se nem a fonte oficial estiver disposta a falar – ou se não for possível entrevistá-la por outros motivos –, pode-se recorrer a pautas com enfoque alternativo. Diversas fontes podem contribuir com a informação. A matéria não será a mesma, mas, por outro lado, vai possuir uma perspectiva diferente sobre o assunto. Aspecto vital para que a notícia seja destaque em relação aos demais veículos de comunicação, acomodados com a versão oficial dos fatos. As reportagens em vídeo necessitam de mais tempo para serem produzidas. É preciso mais de uma pessoa para que a matéria possa ser finalizada no mesmo dia em que ela foi iniciada. Um cinegrafista, um editor e um repórter seriam a proporção ideal para estabelecer o processo de produção diária. Neste projeto, as três funções foram, algumas vezes, executadas pelo jornalista. Apesar de não ser o ideal quando se trata de produção jornalística, para este projeto acadêmico, quanto maior o número de atividades desempenhadas, maior foi o aprendizado – e mais tempo se gastou. É comum as pessoas rejeitarem dar entrevistas. Elas ficam inibidas diante da câmera e do microfone. Mas, novamente, é preciso tentar até encontrar algum voluntário. Nas reportagens, foi possível perceber que os idosos raramente não opinam. São pessoas maduras, dispostas a ajudar. A pesquisa de viabilidade comercial foi considerada um recurso interessante para projeto experimental. Pois a proposta de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União também possui as funcionalidades de uma empresa de prestação de serviços gratuitos à comunidade. Se houvesse a pretensão de colocar o portal em funcionamento ao final deste projeto, seria preciso identificar o perfil dos empresários locais. A publicidade na rede ainda é pouco explorada na região em


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que o portal de notícias pretende trabalhar. Os comerciantes possuem pouco conhecimento sobre que tipo de retorno esse investimento apresenta. Na pesquisa, apesar de alguma insegurança dos entrevistados sobre o assunto, pôde-se realizar uma análise otimista do ponto de vista financeiro. O produto confirmou ser comercialmente viável por meio da publicidade de rede. É justo destacar os valores da amizade, cooperação e esforço coletivo. Afinal, esse projeto final dependeu da colaboração de diversos voluntários que auxiliaram no projeto gráfico, na pesquisa de campo, nas produções de vinhetas e na área publicitária. O que também faz refletir sobre a qualidade de produção em função do trabalho em equipe. É divertido personalizar o próprio produto, conhecer o trabalho de outros autores, identificar-se com um segmento profissional, criar e modificar as formas de um projeto gráfico, produzir vinhetas. Espera-se que todas essas atividades possam contribuir com novos trabalhos na área. Sobre o jornalismo digital, ainda que se definam a hipertextualidade, interatividade multimidialidade, atualização, personalização e memória como experimentos do webjornalismo, estas já podem ser consideradas características fundamentais. Após três gerações do jornalismo na web, os portais se firmaram como veículos de comunicação por meio dessas qualidades. O jornalismo de portal toma a direção para um ambiente de comunicação democrático, evidenciado pela interação entre o meio e o público e a cumulação de informações. Quanto às novas possibilidades midiáticas nos portais de comunicação, avalia-se uma responsabilidade muito maior em manter a qualidade da informação. Por outro lado, podem surgir novas oportunidades profissionais, uma vez que o webjornalismo engloba telejornalismo, radiojornalismo, jornalismo impresso e fotojornalismo. Salienta-se ainda que esse tipo de mercado pode exigir, de um só profissional, diversas capacidades, o que significa que o jornalista deve estar habilitado a realizar diversas funções. Os produtores de informação devem se adaptar às novas tecnologias de comunicação, sempre que houver oportunidade, pois, os jovens são os potenciais consumidores de informação da rede. Caso não haja essa adaptação, as notícias não serão veiculadas para os potenciais leitores. No entanto há pessoas de todas as faixas etárias com a necessidade de serem informadas, diariamente, e até mesmo a toda hora.


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O portal jmais.com.br é um produto piloto consciente dessas novas condições jornalísticas – impostas para os profissionais e para os leitores – e utiliza isso a seu favor e em favor da sociedade. É um meio que aceita contribuir com a evolução do jornalismo e que convida a população do interior a fazer parte desse processo. Esses fatores transparecem a necessidade do funcionamento desse veículo de comunicação inovador para a região de União da Vitória e Porto União.


100

8 REFERÊNCIAS

AMARAL, A. Visões cibertemporais: a inserção do cyberpunk nos estudos de comunicação e cibercultura. Sessões do imaginário. Porto Alegre, dez. 2005. Cinema, Cibercultura, Tecnologias da Imagem. Disponível em: <http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/famecos/article/viewFile/883/670>. Acesso em: 24 mar. 2009.

BARBOSA, S. Jornalismo de portal: novo formato e categoria para o jornalismo digital. In: MACHADO, E.; PALACIOS, M. Modelos de jornalismo digital. Salvador: Calandra, 2003.

BARDOEL, J.; DEUZE, M. Network journalism: converging competences of media professionals and professionalism. In: Australian journalism review, 2001. Disponível em: <https://scholarworks.iu.edu/dspace/bitstream/handle/2022/3201/BardoelDeuze+Net workJournalism+2001.pdf?sequence=1>. Acesso em: 31 mar. 2009.

BIRCK, V. R;KESKE, H. I. Voz do corpo: a comunicação não-verbal e as relações interpessoais. In: XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2008, Natal. Disponível em: <http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-0900-1.pdf>. Acesso em: 14 abr. 2009.

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104

ANEXO A - O QUESTIONÁRIO PADRÃO


105

ANEXO B - O QUESTIONÁRIO ALTERNATIVO


106

ANEXO C – TABELA: ATÉ OS 19 ANOS

1 - IDADE: 10 – 19 Anos. 2 – SEXO: Homens: 25; Mulheres: 25; 3 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Ensino fundamental incompleto: 5 pessoas; Ensino fundamental completo: 1 pessoa; Ensino médio incompleto: 20 pessoas; Ensino médio completo: 5 pessoas; Ensino superior incompleto: 19 pessoas; Ensino superior completo e outros: 0 pessoas. 4 – PROFISSÕES: 17 – estudante; 9 – sem profissão; 5 – auxiliares administrativos; 4 – secretários(as); 3 – balconistas; 2 – técnicos(as) em informática; 1 – manicure, auxiliar de pintura, militar, açougueiro, garçonete, técnico em mecânica industrial, plotagem, assistente de vendas, recepcionista, manutenção de computadores. 5 – COMO VOCÊ COSTUMA SE INFORMAR? TV – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 16 pessoas; 2º = 19 pessoas; 3º = 6 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; NO/NSR * = 6; * (Não opinaram/ não souberam responder). RÁDIO – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 2 pessoas; 2º = 5 pessoas;


107

3º = 15 pessoas; 4º = 11 pessoas; 5º = 7 pessoas; 6º = 4 pessoas; NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). JORNAL – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 0 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 7 pessoas; 4º = 12 pessoas; 5º = 18 pessoas; 6º = 4 pessoas; NO/NSR * = 6; * (Não opinaram/ não souberam responder). REVISTA – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 1 pessoas; 2º = 1 pessoas; 3º = 11 pessoas; 4º = 14 pessoas; 5º = 12 pessoas; 6º = 5 pessoas; NO/NSR * = 6; * (Não opinaram/ não souberam responder). INTERNET – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 29 pessoas; 2º = 12 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 2 pessoas; 6º = 0 pessoas; NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). OUTROS – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 1 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 1 pessoa;


108

6º = 24 pessoas; NO/NSR * = 20 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: Conversa entre amigos, fofocas, por pessoas (2). 6 – VOCÊ TEM COMPUTADOR COM INTERNET? SIM = 44 pessoas; NÃO = 6 pessoas; 7 – SE RESPONDEU SIM, INDIQUE O TIPO DE CONEXÃO: DISCADA = 4 pessoas; ADSL = 30 pessoas RÁDIO = 9 pessoas; OUTROS = 1 pessoas; NO/NSR* = 6; * (Não opinaram/ não souberam responder). 8 – QUANTOS COMPUTADORES VOCÊ POSSUI EM CASA? 1 = 31 pessoas; 2 = 13 pessoas 3 = 2 pessoas; 4 = 1 pessoa; Nenhum = 1 pessoa; NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 9 – SE NÃO POSSUI COMPUTADOR, VOCÊ ACESSA À INTERNET EM OUTROS LUGARES? SIM = 14 pessoas; NÃO = 2 pessoas NO/NSR * = 34 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 10 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA SE INFORMAR? SIM = 49 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 11 – QUANTAS VEZES POR SEMANA VOCÊ COSTUMA ACESSAR A INTERNET? TODOS OS DIAS OU 7 VEZES = 35 pessoas; 6 VEZES = 3 pessoas; 5 VEZES = 4 pessoas; 4 VEZES = 5 pessoas; 3 VEZES = 2 pessoas;


109

2 VEZES = 1 pessoa. 12 – EM RELAÇÃO À INFORMAÇÃO, O QUE VOCÊ MAIS PROCURA QUANDO ACESSA À INTERNET? ESPORTES – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 2 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 6 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 5 pessoas; 8º = 1 pessoas.

HOMEM 1º = 11 pessoas; 2º = 6 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 1 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 1 pessoas; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). DIVERSÃO E ENTRETENIMENTO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 14 pessoas; 2º = 4 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 1 pessoas; 8º = 0 pessoas.

HOMEM 1º = 12 pessoas; 2º = 7 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 1 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). POLÍTICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 0 pessoas; 2º = 2 pessoas;

HOMEM 1º = 0 pessoas; 2º = 1 pessoa;


110

3º = 2 pessoas; 4º = 6 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 2 pessoas; 7º = 6 pessoas; 8º = 5 pessoas.

3º = 3 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 4 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 5 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). EDUCAÇÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 3 pessoas; 2º = 6 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 5 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 2 pessoas; 3º = 5 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). SEGURANÇA PÚBLICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 0 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 7 pessoas; 6º = 7 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 2 pessoas.

HOMEM 1º = 0 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 6 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 5 pessoas; 7º = 4 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NOTÍCIAS DE SUA REGIÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.


111

MULHER 1º = 5 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 7 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 4 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 0 pessoas.

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 1 pessoa; 3º = 4 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 4 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NEGÓCIOS E ECONOMIA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 2 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 5 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 5 pessoas; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 0 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 8 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 2 pessoas; 8º = 3 pessoas.

NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).

OUTROS – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 3 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 1 pessoa; 5º = 1 pessoa; 6º = 0 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 10 pessoas.

HOMEM 1º = 3 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 0 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 1 pessoa; 8º = 11 pessoas.

NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não NO/NSR * = 8 pessoas; * (Não


112

opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). Obs: jogos (2) e tecnologia. Obs: automóveis, erotismo, estudo, concursos públicos, outros tipos de informação. 13 – QUANTOS MINUTOS DIÁRIOS VOCÊ DISPENSA PARA LER NOTÍCIAS NA INTERNET? 5 a 10 minutos = 24 pessoas; 15 a 30 minutos = 11 pessoas; Mais de 30 minutos = 14 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 14 – QUANTO TEMPO VOCÊ INVESTE PARA LER CADA NOTÍCIA? 1 a 3 minutos = 17 pessoas; 3 a 5 minutos = 19 pessoas; 5 a 10 minutos = 14 pessoas. 15 – QUAIS SITES VOCÊ COSTUMA ACESSAR PARA SE INFORMAR? GLOBO = 22 pessoas GOOGLE = 15 pessoas UOL = 13 pessoas; HOTMAIL E ORKUT = 4 pessoas por site; YAHOO, WIKIPEDIA, YOUTUBE, E PC WORLD = 2 pessoas por site; IG, BRASIL ESCOLAR, TERRA, ABRIL, E UNIUV = 1 pessoa por site; NO/NSR * = 7; * (Não opinaram/ não souberam responder). 16 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA?

BUSCAR

SIM = 27 pessoas; NÃO = 23 pessoas; 17 – VOCÊ ENCONTRA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA NA INTERNET? SIM = 12 pessoas; NÃO = 3 pessoas; ÀS VEZES = 34; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 18 – SE VOCÊ RESPONDEU SIM, INDIQUE OS SITES QUE COSTUMA ACESSAR:


113

GOOGLE = 8 pessoas RADIO UNIÃO, UVAOL, ALL NIGHT, E WAW = 2 pessoas; LOOK AT ME, CLIMA/TEMPO, COPEL, AA IGUAÇU, ORKUT, O COMÉRCIO,SIMEPAR, TOP FM, FM 94, YOUTUBE = 1 pessoa por site; NIA* = 28 pessoas; * (Nomes Incompreensíveis ou Anulados). 19 – INDIQUE A QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS QUE VOCÊ ENCONTRA SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA BOM = 2 pessoas; MEDIANO = 35 pessoas; RUIM = 9 pessoas; NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 20 – NESSES SITES, DE QUANTO EM QUANTO TEMPO AS NOTÍCIAS COSTUMAS SER ATUALIZADAS: DIARIAMENTE = 6 pessoas; SEMANALMENTE = 17 pessoas; MENSALMENTE = 12 pessoas; OUTROS = 10 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: demora (3), não prestaram atenção (5), atualiza quando acontece algo ruim na cidade. 21 – VOCÊ CONSEGUE INTERAGIR COM ESSES SITES? SIM = 14 pessoas; NÃO = 31 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 22 – DE QUE FORMA? E-MAIL = 13 pessoas; OUTROS = 4 pessoas; E-MAIL E OUTROS, SIMULTANEAMENTE: 1 pessoa; NO/NSR * = 32 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 23 – VOCÊ ACESSARIA UM SITE COM CONTEÚDO DIRECIONADO PARA UNIÃO DA VITÓRIA COM REPORTAGENS EM VÍDEO, TEXTO, FOTOS E ENTRETENIMENTO? SIM = 48 pessoas; NÃO = 2 pessoas;


114

24 – SE TIVESSE ESPAÇO, VOCÊ GOSTARIA DE INTERAGIR COM O SITE POR MEIO DE COMENTÁRIOS? SIM = 43 pessoas; NÃO = 7 pessoas; 25 – VOCÊ ACHA QUE UM PORTAL DE UNIÃO DA VITÓRIA COM NOTÍCIAS EM ÁUDIO, VÍDEO E TEXTO SERVIRIA PARA MANTER A POPULAÇÃO BEM INFORMADA? SIM = 49 pessoas; NÃO = 1 pessoa. 26 – VOCÊ GOSTARIA QUE NO SITE TIVESSE LINKS ÚTEIS, DIRECIONANDO PARA SITES COMUMENTE UTILIZADOS PELOS INTERNAUTAS COMO ORKUT.COM, YOUTUBE.COM, LISTA TELEFÔNICA, MAPAS DE VIAGEM, IMPOSTO DE RENDA, E OUTROS MAIS, PARA MANTER UMA NAVEGAÇÃO MAIS RÁPIDA NA INTERNET? SIM = 48 pessoas; NÃO = 2 pessoas.


115

ANEXO D – TABELA: DOS 20 AOS 29 ANOS

1 - IDADE: 20 – 29 Anos. 2 – SEXO: Homens: 25; Mulheres: 25; 3 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Ensino fundamental incompleto: 0 pessoas; Ensino fundamental completo: 0 pessoas; Ensino médio incompleto: 0 pessoas; Ensino médio completo: 3 pessoas; Ensino superior incompleto: 35 pessoas; Ensino superior completo: 8 pessoas; Outros: Pós-graduação = 3 pessoas; Mestrado = 1 pessoa; 4 – PROFISSÕES: 3 – secretários(as), estudantes, vendedores(as), balconistas; 2 – operadores de máquina, técnicos de segurança do trabalho, estagiários(as), auxiliares de escritório, profissionais de educação física, técnicos administrativos, caixas, empresários, designer gráfico, farmacêuticos(as). 1 – técnico eletrônico, s/ profissão, radialista, operador(a) de cargas, veterinário(a), auxiliar contábil, agricultor(a), agente de vendas, policial militar, militar, projetista, consultor de vendas, agente prisional, professor(a), psicóloga, bancária, profissional de suporte técnico, auxiliar de qualidade. 5 – COMO VOCÊ COSTUMA SE INFORMAR? TV – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 20 pessoas; 2º = 17 pessoas; 3º = 6 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 0 pessoas; NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder).


116

RÁDIO – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 4 pessoas; 2º = 10 pessoas; 3º = 9 pessoas; 4º = 8 pessoas; 5º = 15 pessoas; 6º = 2 pessoas; NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). JORNAL – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 2 pessoas; 2º = 4 pessoas; 3º = 12 pessoas; 4º = 20 pessoas; 5º = 7 pessoas; 6º = 3 pessoas; NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). REVISTA – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 1 pessoa; 2º = 7 pessoas; 3º = 14 pessoas; 4º = 6 pessoas; 5º = 19 pessoas; 6º = 1 pessoa; NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). INTERNET – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência.

1º = 24 pessoas; 2º = 8 pessoas; 3º = 7 pessoas; 4º = 5 pessoas; 5º = 5 pessoas; 6º = 1 pessoa; NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). OUTROS – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado


117

com menos freqüência. 1º = 1 pessoa; 2º = 0 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 27 pessoas; NO/NSR * = 19 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: diálogo. 6 – VOCÊ TEM COMPUTADOR COM INTERNET? SIM = 44 pessoas; NÃO = 5 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 7 – SE RESPONDEU SIM, INDIQUE O TIPO DE CONEXÃO: DISCADA = 3 pessoas; ADSL = 35 pessoas; ADSL e RÁDIO = 1 pessoa; RÁDIO = 3 pessoas; OUTROS = 3 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs. outros: Banda Larga = 1; Vivo Zap 3G = 1. 8 – QUANTOS COMPUTADORES VOCÊ POSSUI EM CASA? 1 = 35 pessoas; 2 = 11 pessoas 3 = 2 pessoas; 4 = 1 pessoa; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 9 – SE NÃO POSSUI COMPUTADOR, VOCÊ ACESSA À INTERNET EM OUTROS LUGARES? SIM = 13 pessoas; NO/NSR * = 37 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 10 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA SE INFORMAR?

SIM = 48 pessoas;


118

NÃO = 2 pessoas.

11 – QUANTAS VEZES POR SEMANA VOCÊ COSTUMA ACESSAR A INTERNET? TODOS OS DIAS OU 7 VEZES = 38 pessoas; 6 VEZES = 1 pessoa; 4 VEZES = 1 pessoa; 3 VEZES = 1 pessoa; 2 VEZES = 3 pessoas; 1 VEZ = 3 pessoas NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: 3 pessoas responderam 10 VEZES, 2 pessoas responderam 20 VEZES, 1 pessoa respondeu 8 VEZES. As respostas foram consideradas como TODOS OS DIAS. 12 – EM RELAÇÃO À INFORMAÇÃO, O QUE VOCÊ MAIS PROCURA QUANDO ACESSA À INTERNET? ESPORTES – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 0 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 2 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 6 pessoas; 7º = 8 pessoas; 8º = 2 pessoas.

HOMEM 1º = 9 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 0 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).

DIVERSÃO E ENTRETENIMENTO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER

HOMEM


119

1º = 10 pessoas; 2º = 7 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 3 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 1 pessoa . NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder).

1º = 6 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 3 pessoas; 8º = 0 pessoas. NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder).

POLÍTICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 1 pessoa; 2º = 1 pessoa; 3º = 2 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 5 pessoas; 6º = 8 pessoas; 7º = 6 pessoas; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 0 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 6 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). EDUCAÇÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 3 pessoas; 2º = 7 pessoas; 3º = 5 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 0 pessoas.

HOMEM 1º = 3 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 1 pessoa; 4º = 9 pessoas; 5º = 4 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 0 pessoas * (Não NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).


120

SEGURANÇA PÚBLICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 0 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 5 pessoas; 5º = 6 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 0 pessoas.

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 1 pessoa; 3º = 4 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 8 pessoas; 7º = 5 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NOTÍCIAS DE SUA REGIÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 4 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 6 pessoas; 4º = 5 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 4 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 6 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 5 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NEGÓCIOS E ECONOMIA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER

HOMEM


121

1º = 3 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 6 pessoas; 5º = 4 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 3 pessoas; 8º = 1 pessoa.

1º = 4 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 5 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 7 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 0 pessoas; * (Não NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). OUTROS – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 4 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 1 pessoa; 5º = 0 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 9 pessoas.

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 1 pessoa; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 0 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 10 pessoas.

NO/NSR * = 9 pessoas; * (Não NO/NSR * = 11 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). Obs.: pesquisas (2), gastronomia Obs.: informática, ciência (2), concursos, educação, tecnologia, trabalho, sexo. telefones, eventos/shows, cursos.

e

13 – QUANTOS MINUTOS DIÁRIOS VOCÊ DISPENSA PARA LER NOTÍCIAS NA INTERNET? 5 a 10 minutos = 17 pessoas; 15 a 30 minutos = 10 pessoas; Mais de 30 minutos = 23 pessoas; 14 – QUANTO TEMPO VOCÊ INVESTE PARA LER CADA NOTÍCIA? 1 a 3 minutos = 19 pessoas; 3 a 5 minutos = 16 pessoas; 5 a 10 minutos = 15 pessoas. 15 – QUAIS SITES VOCÊ COSTUMA ACESSAR PARA SE INFORMAR?


122

GLOBO/G1 = 25 pessoas UOL = 17 pessoas; GOOGLE = 14 pessoas HOTMAIL, TERRA = 5 pessoas por site; YAHOO = 4 pessoas; FOLHA DE S. PAULO = 2 pessoas; ORKUT, PCI, IG, PARANÁ ON-LINE, GIZMODO, MEIOBIT, GAZETA ESPORTIVA, O ESTADÃO, POL, SBPOT, IBEST JB ON-LINE, FAZENDA, ÚLTIMO SEGUNDO, WAW, BOL = 1 pessoa por site. NO/NSR * = 11 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 16 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA?

BUSCAR

SIM = 27 pessoas; NÃO = 22 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 17 – VOCÊ ENCONTRA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA NA INTERNET? SIM = 8 pessoas; NÃO = 7 pessoas; ÀS VEZES = 31; NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 18 – SE VOCÊ RESPONDEU SIM, INDIQUE OS SITES QUE COSTUMA ACESSAR: GOOGLE = 6 pessoas WAW = 5 pessoas; O COMÉRCIO = 4 pessoas; PREFEITURA DE UNIÃO DA VITÓRIA = 3 pessoas; GLOBO/G1, UVAOL, O IGUAÇU = 2 pessoas; UOL, GAZETA REGIONAL, ALL NIGHT, CAIÇARA ON-LINE, RÁDIO UNIÃO, RPC, PARANÁ ON-LINE, UNIUV, IBGE, TWIN-NET = 1 pessoa por site. NO/NSR * = 30 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 19 – INDIQUE A QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS QUE VOCÊ ENCONTRA SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA BOM = 4 pessoas; MEDIANO = 28 pessoas; RUIM = 12 pessoas;


123

NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 20 – NESSES SITES, DE QUANTO EM QUANTO TEMPO AS NOTÍCIAS COSTUMAS SER ATUALIZADAS: DIARIAMENTE = 4 pessoas; SEMANALMENTE = 19 pessoas; MENSALMENTE = 5 pessoas; OUTROS = 14 pessoas; NO/NSR * = 8 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: não prestaram atenção (8), raramente (5), horalmente. 21 – VOCÊ CONSEGUE INTERAGIR COM ESSES SITES? SIM = 10 pessoas; NÃO = 33 pessoas; NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 22 – DE QUE FORMA? E-MAIL = 10 pessoas; OUTROS = 5 pessoas; NO/NSR * = 35 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 23 – VOCÊ ACESSARIA UM SITE COM CONTEÚDO DIRECIONADO PARA UNIÃO DA VITÓRIA COM REPORTAGENS EM VÍDEO, TEXTO, FOTOS E ENTRETENIMENTO? SIM = 46 pessoas; NÃO = 4 pessoas; 24 – SE TIVESSE ESPAÇO, VOCÊ GOSTARIA DE INTERAGIR COM O SITE POR MEIO DE COMENTÁRIOS? SIM = 45 pessoas; NÃO = 5 pessoas; 25 – VOCÊ ACHA QUE UM PORTAL DE UNIÃO DA VITÓRIA COM NOTÍCIAS EM ÁUDIO, VÍDEO E TEXTO SERVIRIA PARA MANTER A POPULAÇÃO BEM INFORMADA?

SIM = 48 pessoas; NÃO = 2 pessoas. 26

VOCÊ

GOSTARIA

QUE

NO

SITE

TIVESSE

LINKS

ÚTEIS,


124

DIRECIONANDO PARA SITES COMUMENTE UTILIZADOS PELOS INTERNAUTAS COMO ORKUT.COM, YOUTUBE.COM, LISTA TELEFÔNICA, MAPAS DE VIAGEM, IMPOSTO DE RENDA, E OUTROS MAIS, PARA MANTER UMA NAVEGAÇÃO MAIS RÁPIDA NA INTERNET?

SIM = 47 pessoas; NÃO = 3 pessoas.


125

ANEXO E – TABELA: DOS 30 AOS 39 ANOS

1 - IDADE: 30 – 39 Anos. 2 – SEXO: Homens: 25; Mulheres: 25; 3 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Ensino fundamental incompleto = 0 pessoas; Ensino fundamental completo = 2 pessoa; Ensino médio incompleto = 2 pessoas; Ensino médio completo = 5 pessoas; Ensino superior incompleto = 14 pessoas; Ensino superior completo e outros = 13 pessoas. NO/NSR * = 1 pessoa. * (Não opinaram/ não souberam responder). Outros: Pós-graduação = 7 pessoas; Especialização = 1 pessoa; Tecnólogo = 1 pessoa; Não especificados = 4 pessoas; 4 – PROFISSÕES: 8 – empresários; 6 – vendedores; 3 – auxiliares contábil; 2 – s/ profissão, secretários(as), professores(as), servidores(as) públicos federal, agentes comunitários da saúde, técnicos de processamento de dados, autônomos; 1 – técnico eletrônico, técnico de segurança do trabalho, estagiário, auxiliar de escritório, técnico administrativo, balconista, auxiliar de qualidade, farmacêutico, administrador, assistente de recursos humanos, supervisor, assessor legislativo, motoboy, doméstica, advogada, fotógrafo, dona de casa, economista, bibliotecário. 5 – COMO VOCÊ COSTUMA SE INFORMAR? TV – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 28 pessoas; 2º = 11 pessoas; 3º = 5 pessoas; 4º = 2 pessoas;


126

5º = 0 pessoa; 6º = 1 pessoa; NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). RÁDIO – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 8 pessoas; 2º = 9 pessoas; 3º = 9 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 12 pessoas; 6º = 2 pessoas; NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). JORNAL – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 7 pessoas; 2º = 8 pessoas; 3º = 8 pessoas; 4º = 9 pessoas; 5º = 8 pessoas; 6º = 5 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas * (Não opinaram/ não souberam responder). REVISTA – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 3 pessoa; 2º = 1 pessoa; 3º = 8 pessoas; 4º = 20 pessoas; 5º = 7 pessoas; 6º = 5 pessoa; NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). INTERNET – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 19 pessoas; 2º = 10 pessoas; 3º = 5 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 6 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder).


127

OUTROS – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 1 pessoa; 2º = 0 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 20 pessoas; NO/NSR * = 28 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: Conversa por celular, e faculdade. 6 – VOCÊ TEM COMPUTADOR COM INTERNET? SIM = 44 pessoas; NÃO = 6 pessoas; 7 – SE RESPONDEU SIM, INDIQUE O TIPO DE CONEXÃO: DISCADA = 3 pessoas; ADSL = 33 pessoas RÁDIO = 6 pessoas; OUTROS = 1 pessoa; NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 8 – QUANTOS COMPUTADORES VOCÊ POSSUI EM CASA? 1 = 31 pessoas; 2 = 13 pessoas 3 = 1 pessoa; 5 = 1 pessoa; NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 9 – SE NÃO POSSUI COMPUTADOR, VOCÊ ACESSA À INTERNET EM OUTROS LUGARES? SIM = 10 pessoas; NÃO = 4 pessoas; NO/NSR * = 36; * (Não opinaram/ não souberam responder). 10 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA SE INFORMAR? SIM = 45 pessoas; NÃO = 4 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder).


128

11 – QUANTAS VEZES POR SEMANA VOCÊ COSTUMA ACESSAR A INTERNET? TODOS OS DIAS OU 7 VEZES = 30 pessoas; 6 VEZES = 5 pessoas; 5 VEZES = 4 pessoas; 3 VEZES = 1 pessoa; 1 VEZ = 4 pessoas; NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 12 – EM RELAÇÃO À INFORMAÇÃO, O QUE VOCÊ MAIS PROCURA QUANDO ACESSA À INTERNET? ESPORTES – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 2 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 2 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 5 pessoas; 8º = 4 pessoas.

HOMEM 1º = 8 pessoas; 2º = 8 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 2 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 1 pessoa; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).

DIVERSÃO E ENTRETENIMENTO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 6 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 2 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 2 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 4 pessoas.

HOMEM 1º = 3 pessoas; 2º = 7 pessoas; 3º = 7 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 2 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).


129

POLÍTICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 2 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 3 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 5 pessoas.

HOMEM 1º = 2 pessoas; 2º = 4 pessoas; 3º = 5 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). EDUCAÇÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 8 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; 7º = 1 pessoa; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 2 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 7 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 6 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 4 pessoas; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 4 pessoas * (Não NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).

SEGURANÇA PÚBLICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 1 pessoa; 2º = 2 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 3 pessoas; 5º = 7 pessoas; 6º = 3 pessoas;

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 3 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 3 pessoas;


130

7º = 1 pessoa; 8º = 3 pessoas.

7º = 5 pessoas; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NOTÍCIAS DE SUA REGIÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 8 pessoas; 2º = 4 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; 7º = 1 pessoa; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 3 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 5 pessoas; 5º = 4 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NEGÓCIOS E ECONOMIA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 5 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 4 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 7 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; 7º = 2 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). OUTROS – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER

HOMEM


131

1º = 2 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 3 pessoas; 8º = 6 pessoas.

1º = 5 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 5 pessoas.

NO/NSR * = 13 pessoas; * (Não NO/NSR * = 13 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). Obs.: novelas, variedades, textos Obs.: tecnologia, variedades, e artigos, trabalhos de faculdade, compras e negócios, e-mail, caixa postal, saúde, moda. youtube, informática. 13 – QUANTOS MINUTOS DIÁRIOS VOCÊ DISPENSA PARA LER NOTÍCIAS NA INTERNET? 5 a 10 minutos = 13 pessoas; 15 a 30 minutos = 14 pessoas; Mais de 30 minutos = 20 pessoas; NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 14 – QUANTO TEMPO VOCÊ INVESTE PARA LER CADA NOTÍCIA? 1 a 3 minutos = 16 pessoas; 3 a 5 minutos = 22 pessoas; 5 a 10 minutos = 9 pessoas; NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 15 – QUAIS SITES VOCÊ COSTUMA ACESSAR PARA SE INFORMAR?

GLOBO/G1 = 15 pessoas UOL = 9 pessoas; GOOGLE E TERRA= 7 pessoas por site; HOTMAIL = 5 pessoas; BOL = 3 pessoas; YAHOO, FOLHA DE S. PAULO, LEILÃO, CBN, ACHEI, GAZETA DO POVO, ITTF.COM, BBC, SBT = 1 pessoa por site NO/NSR * = 21 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 16 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA?

BUSCAR


132

SIM = 25 pessoas; NÃO = 24 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 17 – VOCÊ ENCONTRA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA NA INTERNET?

SIM = 6 pessoas; NÃO = 12 pessoas; ÀS VEZES = 25 pessoas; NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 18 – SE VOCÊ RESPONDEU SIM, INDIQUE OS SITES QUE COSTUMA ACESSAR:

TWIN-NET E WAW = 5 pessoas por site; ALL NIGHT = 3 pessoas; O COMÉRCIO = 2 pessoas; GOOGLE, FINFORMÁTICA, O CAIÇARA, O IGUAÇU, CLIMA/TEMPO, YOUTUBE, ORKUT, LOOK AT ME = 1 pessoa por site; NO/NSR * = 35 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 19 – INDIQUE A QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS QUE VOCÊ ENCONTRA SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA

BOM = 6 pessoas; MEDIANO = 24 pessoas; RUIM = 10 pessoas; NO/NSR * = 10 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 20 – NESSES SITES, DE QUANTO EM QUANTO TEMPO AS NOTÍCIAS COSTUMAS SER ATUALIZADAS:

DIARIAMENTE = 8 pessoas; SEMANALMENTE = 12 pessoas; MENSALMENTE = 6 pessoas; OUTROS = 6 pessoas; NO/NSR * = 18 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). Obs: quinzenalmente; não sabe; demoram muito para se atualizar.


133

21 – VOCÊ CONSEGUE INTERAGIR COM ESSES SITES? SIM = 11 pessoas; NÃO = 27 pessoas; NO/NSR * = 12 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). 22 – DE QUE FORMA? E-MAIL = 11 pessoas; OUTROS = 1 pessoa; NO/NSR * = 38 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). 23 – VOCÊ ACESSARIA UM SITE COM CONTEÚDO DIRECIONADO PARA UNIÃO DA VITÓRIA COM REPORTAGENS EM VÍDEO, TEXTO, FOTOS E ENTRETENIMENTO? SIM = 43 pessoas; NÃO = 6 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 24 – SE TIVESSE ESPAÇO, VOCÊ GOSTARIA DE INTERAGIR COM O SITE POR MEIO DE COMENTÁRIOS? SIM = 42 pessoas; NÃO = 8 pessoas; 25 – VOCÊ ACHA QUE UM PORTAL DE UNIÃO DA VITÓRIA COM NOTÍCIAS EM ÁUDIO, VÍDEO E TEXTO SERVIRIA PARA MANTER A POPULAÇÃO BEM INFORMADA? SIM = 47 pessoas; NÃO = 3 pessoas. 26 – VOCÊ GOSTARIA QUE NO SITE TIVESSE LINKS ÚTEIS, DIRECIONANDO PARA SITES COMUMENTE UTILIZADOS PELOS INTERNAUTAS COMO ORKUT.COM, YOUTUBE.COM, LISTA TELEFÔNICA, MAPAS DE VIAGEM, IMPOSTO DE RENDA, E OUTROS MAIS, PARA MANTER UMA NAVEGAÇÃO MAIS RÁPIDA NA INTERNET? SIM = 45 pessoas; NÃO = 5 pessoas.


134

ANEXO F – TABELA: DOS 40 AOS 49 ANOS

1 - IDADE: 40 – 49 Anos. 2 – SEXO: Homens: 25; Mulheres: 25; 3 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Ensino fundamental incompleto = 1 pessoa; Ensino fundamental completo = 2 pessoa; Ensino médio incompleto = 1 pessoa; Ensino médio completo = 11 pessoas; Ensino superior incompleto = 12 pessoas; Ensino superior completo = 12 pessoas; Ensino superior completo e outros, simultaneamente= 4 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa. * (Não opinaram/ não souberam responder). Outros: Pós-graduação = 2 pessoas; Especialização = 2 pessoa; Não especificados = 2 pessoas; 4 – PROFISSÕES: 7 – comerciantes; 5 – professores, auxiliares administrativos, eletricitários; 4 – microempresários; 3 – vendedores; 2 – engenheiro civil; 1 – engenheiro eletricista, técnico comercial, marceneiro, motorista escolar, mecânico eletrônico, desenvolvedor, veterinário, pastor, industrial, consultor de vendas, instrutor, do lar, técnico em radiologia, técnico em infermagem, artista plástico, psicólogo, estudante. NO/NSR * = 1 pessoa. * (Não opinaram/ não souberam responder). 5 – COMO VOCÊ COSTUMA SE INFORMAR? TV – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 31 pessoas; 2º = 9 pessoas; 3º = 2 pessoas;


135

4º = 3 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 0 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). RÁDIO – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 9 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 11 pessoas; 4º = 6 pessoas; 5º = 9 pessoas; 6º = 5 pessoas; NO/NSR * = 8 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). JORNAL – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 3 pessoas; 2º = 8 pessoas; 3º = 11 pessoas; 4º = 12 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 6 pessoas; NO/NSR * = 7 pessoas * (Não opinaram/ não souberam responder). REVISTA – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 4 pessoa; 2º = 7 pessoa; 3º = 8 pessoas; 4º = 7 pessoas; 5º = 12 pessoas; 6º = 4 pessoa; NO/NSR * = 8 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). INTERNET – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 16 pessoas; 2º = 10 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 5 pessoas; 6º = 6 pessoas;


136

NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). OUTROS – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 0 pessoa; 2º = 0 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 1 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 16 pessoas; NO/NSR * = 32 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: Intranet/empresa; folhetos/informativos; mala direta; vizinhos. 6 – VOCÊ TEM COMPUTADOR COM INTERNET? SIM = 43 pessoas; NÃO = 7 pessoas; 7 – SE RESPONDEU SIM, INDIQUE O TIPO DE CONEXÃO: DISCADA = 5 pessoas; ADSL = 33 pessoas RÁDIO = 5 pessoas; NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 8 – QUANTOS COMPUTADORES VOCÊ POSSUI EM CASA? 1 = 27 pessoas; 2 = 14 pessoas 3 = 2 pessoas; 5 = 1 pessoa; Nenhum = 3 pessoas; NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 9 – SE NÃO POSSUI COMPUTADOR, VOCÊ ACESSA À INTERNET EM OUTROS LUGARES? SIM = 11 pessoas; NÃO = 8 pessoas; NO/NSR * = 31; * (Não opinaram/ não souberam responder). 10 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA SE INFORMAR? SIM = 36 pessoas; NÃO = 10 pessoas;


137

NO/NSR * = 4 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 11 – QUANTAS VEZES POR SEMANA VOCÊ COSTUMA ACESSAR A INTERNET? TODOS OS DIAS OU 7 VEZES = 20 pessoas; 6 VEZES = 4 pessoas; 5 VEZES = 5 pessoas; 4 VEZES = 3 pessoas; 3 VEZES = 4 pessoas; 2 VEZES = 1 pessoa; 1 VEZ = 3 pessoas; Nenhuma = 3 pessoas; NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: 2 pessoas responderam 10 VEZES, 1 pessoas respondeu 8 VEZES. As respostas foram consideradas como TODOS OS DIAS. 12 – EM RELAÇÃO À INFORMAÇÃO, O QUE VOCÊ MAIS PROCURA QUANDO ACESSA À INTERNET? ESPORTES – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 0 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 1 pessoa; 5º = 2 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 4 pessoas; 8º = 10 pessoas.

HOMEM 1º = 7 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 1 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 4 pessoas.

NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). DIVERSÃO E ENTRETENIMENTO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER

HOMEM


138

1º = 7 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 0 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 4 pessoas.

1º = 3 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 2 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 3 pessoas.

NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). POLÍTICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 1 pessoa; 2º = 3 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 3 pessoas; 8º = 5 pessoas.

HOMEM 1º = 4 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 4 pessoas; 6º = 3 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). EDUCAÇÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 7 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 3 pessoas.

HOMEM 1º = 6 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 3 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 5 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 4 pessoas * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).


139

SEGURANÇA PÚBLICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 2 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 2 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 5 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 5 pessoas.

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 0 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 3 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 4 pessoas; 7º = 6 pessoas; 8º = 3 pessoas.

NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NOTÍCIAS DE SUA REGIÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 6 pessoas; 2º = 5 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 1 pessoa; 8º = 2 pessoas.

HOMEM 1º = 3 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 4 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NEGÓCIOS E ECONOMIA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER

HOMEM


140

1º = 6 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 1 pessoa; 4º = 3 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; 7º = 2 pessoas; 8º = 4 pessoas.

1º = 8 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 3 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 4 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). OUTROS – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 3 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 0 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 0 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 3 pessoas.

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 0 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 11 pessoas.

NO/NSR * = 17 pessoas; * (Não NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). Obs.: assuntos em evidência do Obs.: clipes, psicologia, filosofia, dia, artes, religião, e-mail, material de apoio ao trabalho, trabalhos acadêmicos. tecnologias. 13 – QUANTOS MINUTOS DIÁRIOS VOCÊ DISPENSA PARA LER NOTÍCIAS NA INTERNET? 5 a 10 minutos = 13 pessoas; 15 a 30 minutos = 14 pessoas; Mais de 30 minutos = 16 pessoas; NO/NSR * = 7 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 14 – QUANTO TEMPO VOCÊ INVESTE PARA LER CADA NOTÍCIA? 1 a 3 minutos = 15 pessoas; 3 a 5 minutos = 18 pessoas; 5 a 10 minutos = 11 pessoas; NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs.: muito mais.


141

15 – QUAIS SITES VOCÊ COSTUMA ACESSAR PARA SE INFORMAR? GLOBO/G1 = 15 pessoas GOOGLE, TERRA, UOL= 6 pessoas por site; FOLHA ON-LINE = 3 pessoas; IG, YAHOO, TWIN-NET = 2 pessoas; VEJA, CONSULEX, WAW, RECEITA FEDERAL, AR INTERNET, ARTE NA ESCOLA, WIKIPEDIA, SCIELO, HOTMAIL, ALL NIGHT, LOOK AT ME, RPC, IGUAÇU, ESPORTE INTERATIVO, TRIBUNA DA MASSA, O ESTADÃO = 1 pessoa por site. NO/NSR * = 17 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 16 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA?

BUSCAR

SIM = 19 pessoas; NÃO = 25 pessoas; NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 17 – VOCÊ ENCONTRA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA NA INTERNET? SIM = 18 pessoas; NÃO = 5 pessoas; ÀS VEZES = 12 pessoas; NO/NSR * = 15 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 18 – SE VOCÊ RESPONDEU SIM, INDIQUE OS SITES QUE COSTUMA ACESSAR: TWIN-NET = 5 pessoas; WAW, O COMÉRCIO = 3 pessoas; ALL NIGHT, GOOGLE, A.A. IGUAÇU = 2 pessoas; GLOBO, UVAOL, PREFEITURA DE UVA, LOOK AT ME, = 1 pessoa por site; NO/NSR * = 35 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 19 – INDIQUE A QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS QUE VOCÊ ENCONTRA SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA BOM = 5 pessoas; MEDIANO = 24 pessoas; RUIM = 4 pessoas; NO/NSR * = 17 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 20 – NESSES SITES, DE QUANTO EM QUANTO TEMPO AS NOTÍCIAS COSTUMAS SER ATUALIZADAS: DIARIAMENTE = 5 pessoas;


142

SEMANALMENTE = 17 pessoas; MENSALMENTE = 4 pessoas; OUTROS = 5 pessoas; NO/NSR * = 19 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). Obs: Não sabe (3), sempre desatualizado. 21 – VOCÊ CONSEGUE INTERAGIR COM ESSES SITES? SIM = 6 pessoas; NÃO = 21 pessoas; NO/NSR * = 23 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). 22 – DE QUE FORMA? E-MAIL = 7 pessoas; E-MAIL E OUTROS SIMULTANEAMENTE: 1 pessoa; OUTROS = 1 pessoa; NO/NSR * = 41 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). 23 – VOCÊ ACESSARIA UM SITE COM CONTEÚDO DIRECIONADO PARA UNIÃO DA VITÓRIA COM REPORTAGENS EM VÍDEO, TEXTO, FOTOS E ENTRETENIMENTO? SIM = 41 pessoas; NÃO = 4 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 24 – SE TIVESSE ESPAÇO, VOCÊ GOSTARIA DE INTERAGIR COM O SITE POR MEIO DE COMENTÁRIOS? SIM = 39 pessoas; NÃO = 7 pessoas; NO/NSR * = 4 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 25 – VOCÊ ACHA QUE UM PORTAL DE UNIÃO DA VITÓRIA COM NOTÍCIAS EM ÁUDIO, VÍDEO E TEXTO SERVIRIA PARA MANTER A POPULAÇÃO BEM INFORMADA? SIM = 46 pessoas; NÃO = 1 pessoas. NO/NSR * = 3 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 26 – VOCÊ GOSTARIA QUE NO SITE TIVESSE LINKS ÚTEIS, DIRECIONANDO PARA SITES COMUMENTE UTILIZADOS PELOS INTERNAUTAS COMO ORKUT.COM, YOUTUBE.COM, LISTA TELEFÔNICA, MAPAS DE VIAGEM, IMPOSTO DE RENDA, E OUTROS MAIS, PARA MANTER UMA NAVEGAÇÃO MAIS RÁPIDA NA INTERNET?


143

SIM = 45 pessoas; Nテグ = 2 pessoas. NO/NSR * = 3 pessoas; * (Nテ」o opinaram/ nテ」o souberam responder).


144

ANEXO G – TABELA: ACIMA DOS 50 ANOS

1 - IDADE: ACIMA DE 50 ANOS 2 – SEXO: Homens: 25; Mulheres: 25; 3 - NÍVEL DE ESCOLARIDADE: Ensino fundamental incompleto = 8 pessoas; Ensino fundamental completo = 3 pessoas; Ensino médio incompleto = 8 pessoa; Ensino médio completo = 8 pessoas; Ensino superior incompleto = 6 pessoas; Ensino superior completo = 11 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa. * (Não opinaram/ não souberam responder). Outros: Pós-graduação = 1 pessoa; Analfabeto = 1 pessoa; Não especificados = 3 pessoas; 4 – PROFISSÕES: 9 – comerciante; 7 – aposentado; 4 – professor, do lar; 3 – eletricitário, vendedor, contador/técnico contábil, empresário; 2 – técnico administrativo; 1 – motorista, economista, laboratorista, pintor de automóveis, acabamento mobiliário, estudante, cozinheiro, auxiliar de enfermagem. NO/NSR * = 4 pessoas. * (Não opinaram/ não souberam responder). 5 – COMO VOCÊ COSTUMA SE INFORMAR? TV – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 23 pessoas; 2º = 12 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 0 pessoas; 6º = 1 pessoa;


145

NO/NSR * = 10 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). RÁDIO – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 11 pessoas; 2º = 13 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 6 pessoas; 6º = 3 pessoas; NO/NSR * = 9 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). JORNAL – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 3 pessoas; 2º = 4 pessoas; 3º = 16 pessoas; 4º = 8 pessoas; 5º = 3 pessoas; 6º = 2 pessoas; NO/NSR * = 14 pessoas * (Não opinaram/ não souberam responder). REVISTA – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 1 pessoa; 2º = 3 pessoa; 3º = 8 pessoas; 4º = 9 pessoas; 5º = 8 pessoas; 6º = 5 pessoas; NO/NSR * = 16 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). INTERNET – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 7 pessoas; 2º = 4 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 9 pessoas; 5º = 7 pessoas; 6º = 4 pessoas; NO/NSR * = 17 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder).


146

OUTROS – Enumeração do 1, utilizado com mais freqüência, ao 6, utilizado com menos freqüência. 1º = 1 pessoa; 2º = 2 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 3 pessoa; 6º = 16 pessoas; NO/NSR * = 28 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs: telefones, consultoria contábil, cursos, diálogo (2). 6 – VOCÊ TEM COMPUTADOR COM INTERNET? SIM = 41 pessoas; NÃO = 8 pessoas; NO/NSR * = 1 pessoa; * (Não opinaram/ não souberam responder). 7 – SE RESPONDEU SIM, INDIQUE O TIPO DE CONEXÃO: DISCADA = 4 pessoas; ADSL = 32 pessoas RÁDIO = 1 pessoas; NO/NSR * = 13 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 8 – QUANTOS COMPUTADORES VOCÊ POSSUI EM CASA? 1 = 26 pessoas; 2 = 8 pessoas 3 = 4 pessoas; 4 = 3 pessoas; 6 = 1 pessoa; 7 = 1 pessoa; Nenhum = 1 pessoa; NO/NSR * = 6 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 9 – SE NÃO POSSUI COMPUTADOR, VOCÊ ACESSA À INTERNET EM OUTROS LUGARES? SIM = 5 pessoas; NÃO = 16 pessoas; NO/NSR * = 29; * (Não opinaram/ não souberam responder). 10 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA SE INFORMAR? SIM = 34 pessoas; NÃO = 14 pessoas;


147

NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 11 – QUANTAS VEZES POR SEMANA VOCÊ COSTUMA ACESSAR A INTERNET? TODOS OS DIAS OU 7 VEZES = 17 pessoas; 6 VEZES = 2 pessoas; 5 VEZES = 2 pessoas; 4 VEZES = 2 pessoas; 3 VEZES = 6 pessoas; 2 VEZES = 3 pessoas; 1 VEZ = 3 pessoas; NO/NSR * = 14 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 12 – EM RELAÇÃO À INFORMAÇÃO, O QUE VOCÊ MAIS PROCURA QUANDO ACESSA À INTERNET? ESPORTES – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 1 pessoa; 2º = 2 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 2 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 2 pessoas.

HOMEM 1º = 6 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 1 pessoa; 5º = 0 pessoa; 6º = 2 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não NO/NSR * = 11 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). DIVERSÃO E ENTRETENIMENTO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 3 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 3 pessoas; 4º = 4 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 1 pessoa;

HOMEM 1º = 2 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 3 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 6 pessoas; 6º = 0 pessoas;


148

7º = 2 pessoas; 8º = 1 pessoa.

7º = 1 pessoa; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 10 pessoas; * (Não NO/NSR * = 10 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). POLÍTICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 1 pessoa; 2º = 1 pessoa; 3º = 4 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 2 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 4 pessoas; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 3 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 1 pessoa; 4º = 3 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 3 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 11 pessoas; * (Não NO/NSR * = 10 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). EDUCAÇÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER 1º = 5 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 4 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 0 pessoa; 6º = 0 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 1 pessoa.

HOMEM 1º = 1 pessoa; 2º = 2 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 4 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 10 pessoas * (Não NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). SEGURANÇA PÚBLICA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER

HOMEM


149

1º = 3 pessoas; 2º = 1 pessoa; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 6 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 0 pessoas.

1º = 0 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 1 pessoa; 4º = 1 pessoa; 5º = 2 pessoas; 6º = 2 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 1 pessoa.

NO/NSR * = 11 pessoas; * (Não NO/NSR * = 13 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NOTÍCIAS DE SUA REGIÃO – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 7 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 4 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 0 pessoas.

HOMEM 1º = 0 pessoas; 2º = 3 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 1 pessoa; 5º = 3 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 2 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 10 pessoas; * (Não NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). NEGÓCIOS E ECONOMIA – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência.

MULHER 1º = 1 pessoa; 2º = 1 pessoa; 3º = 1 pessoa; 4º = 2 pessoas; 5º = 2 pessoas; 6º = 5 pessoas; 7º = 0 pessoas; 8º = 2 pessoas.

HOMEM 1º = 3 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 2 pessoas; 4º = 2 pessoas; 5º = 1 pessoa; 6º = 1 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 2 pessoas.

NO/NSR * = 11 pessoas; * (Não NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder).


150

OUTROS – Enumeração do 1, procurado com mais freqüência, ao 8, procurado com menos freqüência. MULHER

HOMEM

1º = 2 pessoas; 2º = 2 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 1 pessoa; 7º = 0 pessoas; 8º = 6 pessoas.

1º = 2 pessoas; 2º = 0 pessoas; 3º = 0 pessoas; 4º = 0 pessoas; 5º = 0 pessoas; 6º = 0 pessoas; 7º = 1 pessoa; 8º = 0 pessoas.

NO/NSR * = 14 pessoas; * (Não NO/NSR * = 22 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam opinaram/ não souberam responder). responder). Obs.: e-mail culinária.

(2),

estudos, Obs.: pesquisa, esportes, trabalhos científicos.

13 – QUANTOS MINUTOS DIÁRIOS VOCÊ DISPENSA PARA LER NOTÍCIAS NA INTERNET? 5 a 10 minutos = 12 pessoas; 15 a 30 minutos = 12 pessoas; Mais de 30 minutos = 14 pessoas; NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 14 – QUANTO TEMPO VOCÊ INVESTE PARA LER CADA NOTÍCIA? 1 a 3 minutos = 15 pessoas; 3 a 5 minutos = 14 pessoas; 5 a 10 minutos = 9 pessoas; NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 15 – QUAIS SITES VOCÊ COSTUMA ACESSAR PARA SE INFORMAR? GOOGLE = 8 pessoas; TERRA, GLOBO/G1 = 5 pessoas por site; MSN/HOTMAIL = 3 pessoas; FOLHA DE S. PAULO, YAHOO, UOL = 2 pessoas por site; VEJA, UVAOL, CAIXA ECONÔNIMA FEDERAL, POSITIVO, O ESTADÃO = 1 pessoa por site. NO/NSR * = 29 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 16 – VOCÊ COSTUMA ACESSAR À INTERNET PARA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA?

BUSCAR


151

SIM = 14 pessoas; NÃO = 24 pessoas; NO/NSR * = 12 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs.: informações estaduais. 17 – VOCÊ ENCONTRA INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA NA INTERNET? SIM = 6 pessoas; NÃO = 7 pessoas; ÀS VEZES = 15 pessoas; NO/NSR * = 22 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 18 – SE VOCÊ RESPONDEU SIM, INDIQUE OS SITES QUE COSTUMA ACESSAR: GOOGLE = 2 pessoas; TWIN-NET, CLIMA/TEMPO, UVAOL, GLOBO/G1, PREFEITURA MUNICIPAL = 1 pessoa por site. NO/NSR * = 43 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). Obs.: às vezes, encontra notícias ou fotos. 19 – INDIQUE A QUALIDADE DAS INFORMAÇÕES E NOTÍCIAS QUE VOCÊ ENCONTRA SOBRE UNIÃO DA VITÓRIA BOM = 5 pessoas; MEDIANO = 15 pessoas; RUIM = 1 pessoas; NO/NSR * = 29 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 20 – NESSES SITES, DE QUANTO EM QUANTO TEMPO AS NOTÍCIAS COSTUMAS SER ATUALIZADAS: DIARIAMENTE = 8 pessoas; SEMANALMENTE = 8 pessoas; MENSALMENTE = 1 pessoas; OUTROS = 3 pessoas; NO/NSR * = 30 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). Obs: Não prestou atenção. 21 – VOCÊ CONSEGUE INTERAGIR COM ESSES SITES? SIM = 6 pessoas; NÃO = 16 pessoas; NO/NSR * = 28 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder).


152

22 – DE QUE FORMA? E-MAIL = 7 pessoas; OUTROS = 1 pessoa; NO/NSR * = 42 pessoas; *(Não opinaram/ não souberam responder). 23 – VOCÊ ACESSARIA UM SITE COM CONTEÚDO DIRECIONADO PARA UNIÃO DA VITÓRIA COM REPORTAGENS EM VÍDEO, TEXTO, FOTOS E ENTRETENIMENTO? SIM = 37 pessoas; NÃO = 8 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 24 – SE TIVESSE ESPAÇO, VOCÊ GOSTARIA DE INTERAGIR COM O SITE POR MEIO DE COMENTÁRIOS? SIM = 34 pessoas; NÃO = 11 pessoas; NO/NSR * = 5 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 25 – VOCÊ ACHA QUE UM PORTAL DE UNIÃO DA VITÓRIA COM NOTÍCIAS EM ÁUDIO, VÍDEO E TEXTO SERVIRIA PARA MANTER A POPULAÇÃO BEM INFORMADA? SIM = 47 pessoas; NÃO = 1 pessoa. NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder). 26 – VOCÊ GOSTARIA QUE NO SITE TIVESSE LINKS ÚTEIS, DIRECIONANDO PARA SITES COMUMENTE UTILIZADOS PELOS INTERNAUTAS COMO ORKUT.COM, YOUTUBE.COM, LISTA TELEFÔNICA, MAPAS DE VIAGEM, IMPOSTO DE RENDA, E OUTROS MAIS, PARA MANTER UMA NAVEGAÇÃO MAIS RÁPIDA NA INTERNET? SIM = 40 pessoas; NÃO = 8 pessoas. NO/NSR * = 2 pessoas; * (Não opinaram/ não souberam responder).


153

ANEXO H – GRÁFICOS: ATÉ OS 19 ANOS

1 Qual a sua idade?

2. Sexo:


154

3. Nível de escolaridade:

4. Qual é a sua profissão?

5. Como você costuma se informar? Enumere do 1 ao 6, sendo 1 para o veículo utilizado com mais freqüência e 6 para com menos freqüência:


155


156


157


158

6. Você tem computador com acesso à internet?

7. Se você respondeu sim, indique o tipo de conexão:


159

8. Quantos computadores vocĂŞ possui em casa?

9. Se nĂŁo possui computador, vocĂŞ acessa a internet em outros lugares?


160

10. VocĂŞ costuma acessar a internet para se informar?

11. Quantas vezes por semana vocĂŞ costuma acessar a internet?


161

12. Em relação a informação, o que você mais procura quando acessa a Internet? Enumere do 1 ao 8, sendo 1 para o assunto que você procura com mais freqüência e 8 para com menos freqüência:


162


163


164


165


166


167


168


169

13. Quantos minutos diários você dispensa para ler notícias na internet?

14. Quanto tempo você investe para ler cada notícia?


170

16. Você costuma acessar a internet para buscar informações e notícias sobre União da Vitória?

17. Você encontra informações e notícias sobre União da Vitória na internet?


171

19. Indique a qualidade das informações e notícias que você encontra sobre União da Vitória:

20. Nesses sites, de quanto em quanto tempo as notícias costumam ser atualizadas?


172

21. VocĂŞ consegue interagir com esses sites?

22. De que forma?


173

23. Você acessaria um site com conteúdo direcionado para União da Vitória com reportagens em vídeo, texto, fotos e entretenimento?

24. Se tivesse espaço, você gostaria de interagir com o site por meio de comentários?


174

25. Você acha que um portal de União da Vitória com notícias em áudio, vídeo e texto serviria para manter a população bem informada?

26. Você gostaria que no site tivesse links úteis, direcionando para sites comumente utilizados pelos internautas como Orkut.com, Youtube.com, Lista Telefônica, Mapas de Viagem, Imposto de Renda, e outros mais, para ter uma navegação mais rápida na internet?


175

ANEXO I – GRÁFICOS: DOS 20 AOS 29 ANOS

1 Qual a sua idade?

2. Sexo:


176

3. Nível de escolaridade:

5. Como você costuma se informar? Enumere do 1 ao 6, sendo 1 para o veículo utilizado com mais freqüência e 6 para com menos freqüência:


177


178


179

6. VocĂŞ tem computador com acesso Ă internet?


180

7. Se você respondeu sim, indique o tipo de conexão:

8. Quantos computadores você possui em casa?


181

9. Se nĂŁo possui computador, vocĂŞ acessa a internet em outros lugares?

10. VocĂŞ costuma acessar a internet para se informar?


182

11. Quantas vezes por semana você costuma acessar a internet?

12. Em relação a informação, o que você mais procura quando acessa a Internet? Enumere do 1 ao 8, sendo 1 para o assunto que você procura com mais freqüência e 8 para com menos freqüência:


183


184


185


186


187


188


189


190

13. Quantos minutos diários você dispensa para ler notícias na internet?


191

14. Quanto tempo você investe para ler cada notícia?

16. Você costuma acessar a internet para buscar informações e notícias sobre União da Vitória?


192

17. Você encontra informações e notícias sobre União da Vitória na internet?

19. Indique a qualidade das informações e notícias que você encontra sobre União da Vitória:


193

20. Nesses sites, de quanto em quanto tempo as notĂ­cias costumam ser atualizadas?

21. VocĂŞ consegue interagir com esses sites?


194

22. De que forma?

23. Você acessaria um site com conteúdo direcionado para União da Vitória com reportagens em vídeo, texto, fotos e entretenimento?


195

24. Se tivesse espaço, você gostaria de interagir com o site por meio de comentários?

25. Você acha que um portal de União da Vitória com notícias em áudio, vídeo e texto serviria para manter a população bem informada?


196

26. Você gostaria que no site tivesse links úteis, direcionando para sites comumente utilizados pelos internautas como Orkut.com, Youtube.com, Lista Telefônica, Mapas de Viagem, Imposto de Renda, e outros mais, para ter uma navegação mais rápida na internet?


197

ANEXO J – GRÁFICOS: DOS 30 AOS 39 ANOS

1 Qual a sua idade?

2. Sexo:


198

3. Nível de escolaridade:

5. Como você costuma se informar? Enumere do 1 ao 6, sendo 1 para o veículo utilizado com mais freqüência e 6 para com menos freqüência:


199


200


201

6. VocĂŞ tem computador com acesso Ă internet?


202

7. Se você respondeu sim, indique o tipo de conexão:

8. Quantos computadores você possui em casa?


203

9. Se nĂŁo possui computador, vocĂŞ acessa a internet em outros lugares?

10. VocĂŞ costuma acessar a internet para se informar?


204

11. Quantas vezes por semana você costuma acessar a internet?

12. Em relação a informação, o que você mais procura quando acessa a Internet? Enumere do 1 ao 8, sendo 1 para o assunto que você procura com mais freqüência e 8 para com menos freqüência:


205


206


207


208


209


210


211


212

13. Quantos minutos diários você dispensa para ler notícias na internet?


213

14. Quanto tempo você investe para ler cada notícia?

16. Você costuma acessar a internet para buscar informações e notícias sobre União da Vitória?


214

17. Você encontra informações e notícias sobre União da Vitória na internet?

19. Indique a qualidade das informações e notícias que você encontra sobre União da Vitória:


215

20. Nesses sites, de quanto em quanto tempo as notĂ­cias costumam ser atualizadas?

21. VocĂŞ consegue interagir com esses sites?


216

22. De que forma?

23. Você acessaria um site com conteúdo direcionado para União da Vitória com reportagens em vídeo, texto, fotos e entretenimento?


217

24. Se tivesse espaço, você gostaria de interagir com o site por meio de comentários?

25. Você acha que um portal de União da Vitória com notícias em áudio, vídeo e texto serviria para manter a população bem informada?


218

26. Você gostaria que no site tivesse links úteis, direcionando para sites comumente utilizados pelos internautas como Orkut.com, Youtube.com, Lista Telefônica, Mapas de Viagem, Imposto de Renda, e outros mais, para ter uma navegação mais rápida na internet?


219

ANEXO K – GRÁFICOS: DOS 40 AOS 49 ANOS

1 Qual a sua idade?

2. Sexo:


220

3. Nível de escolaridade:

5. Como você costuma se informar? Enumere do 1 ao 6, sendo 1 para o veículo utilizado com mais freqüência e 6 para com menos freqüência:


221


222


223

6. VocĂŞ tem computador com acesso Ă internet?


224

7. Se você respondeu sim, indique o tipo de conexão:

8. Quantos computadores você possui em casa?


225

9. Se nĂŁo possui computador, vocĂŞ acessa a internet em outros lugares?

10. VocĂŞ costuma acessar a internet para se informar?


226

11. Quantas vezes por semana você costuma acessar a internet?

12. Em relação a informação, o que você mais procura quando acessa a Internet? Enumere do 1 ao 8, sendo 1 para o assunto que você procura com mais freqüência e 8 para com menos freqüência:


227


228


229


230


231


232


233


234

13. Quantos minutos diários você dispensa para ler notícias na internet?


235

14. Quanto tempo você investe para ler cada notícia?

16. Você costuma acessar a internet para buscar informações e notícias sobre União da Vitória?


236

17. Você encontra informações e notícias sobre União da Vitória na internet?

19. Indique a qualidade das informações e notícias que você encontra sobre União da Vitória:


237

20. Nesses sites, de quanto em quanto tempo as notĂ­cias costumam ser atualizadas?

21. VocĂŞ consegue interagir com esses sites?


238

22. De que forma?

23. Você acessaria um site com conteúdo direcionado para União da Vitória com reportagens em vídeo, texto, fotos e entretenimento?


239

24. Se tivesse espaço, você gostaria de interagir com o site por meio de comentários?

25. Você acha que um portal de União da Vitória com notícias em áudio, vídeo e texto serviria para manter a população bem informada?


240

26. Você gostaria que no site tivesse links úteis, direcionando para sites comumente utilizados pelos internautas como Orkut.com, Youtube.com, Lista Telefônica, Mapas de Viagem, Imposto de Renda, e outros mais, para ter uma navegação mais rápida na internet?


241

ANEXO L – GRÁFICOS: ACIMA DOS 50 ANOS

1 Qual a sua idade?

2. Sexo:


242

3. Nível de escolaridade:

5. Como você costuma se informar? Enumere do 1 ao 6, sendo 1 para o veículo utilizado com mais freqüência e 6 para com menos freqüência:


243


244


245

6. VocĂŞ tem computador com acesso Ă internet?


246

7. Se você respondeu sim, indique o tipo de conexão:

8. Quantos computadores você possui em casa?


247

9. Se nĂŁo possui computador, vocĂŞ acessa a internet em outros lugares?

10. VocĂŞ costuma acessar a internet para se informar?


248

11. Quantas vezes por semana você costuma acessar a internet?

12. Em relação a informação, o que você mais procura quando acessa a Internet? Enumere do 1 ao 8, sendo 1 para o assunto que você procura com mais freqüência e 8 para com menos freqüência:


249


250


251


252


253


254


255


256

13. Quantos minutos diários você dispensa para ler notícias na internet?


257

14. Quanto tempo você investe para ler cada notícia?

16. Você costuma acessar a internet para buscar informações e notícias sobre União da Vitória?


258

17. Você encontra informações e notícias sobre União da Vitória na internet?

19. Indique a qualidade das informações e notícias que você encontra sobre União da Vitória:


259

20. Nesses sites, de quanto em quanto tempo as notĂ­cias costumam ser atualizadas?

21. VocĂŞ consegue interagir com esses sites?


260

22. De que forma?

23. Você acessaria um site com conteúdo direcionado para União da Vitória com reportagens em vídeo, texto, fotos e entretenimento?


261

24. Se tivesse espaço, você gostaria de interagir com o site por meio de comentários?

25. Você acha que um portal de União da Vitória com notícias em áudio, vídeo e texto serviria para manter a população bem informada?


262

26. Você gostaria que no site tivesse links úteis, direcionando para sites comumente utilizados pelos internautas como Orkut.com, Youtube.com, Lista Telefônica, Mapas de Viagem, Imposto de Renda, e outros mais, para ter uma navegação mais rápida na internet?


263

ANEXO M - QUESTIONÁRIO: PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL


264

ANEXO N – TABELA: PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL

PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL 01. Qual o ramo de atividade? Lojas de confecções de roupas = 18; Lojas de venda de móveis = 4; Relojoarias/óticas; lojas de produtos para festas infantis; papelarias = 3 de cada; Comércio de materiais para construção; comércio de tintas; clínicas veterinárias/pet shops = 2 de cada; Mercado; gráfica; oficina de motos; confeitaria; perfumaria; materiais esportivos; loja de CDs; estúdio fotográfico; escritório contábil; loja de aviamento/artesanato = 1 de cada. 02. Quanto tempo a empresa atua no comércio local? Mais de 50 anos de comércio local = 7 empresas; Mais de 20 anos de comércio local = 9 empresas; Mais de 10 anos de comércio local = 11 empresas; Mais de 5 anos de comércio local = 6 empresas; Menos de 5 anos de comércio local = 17 empresas; 03. A empresa investe em anúncios publicitários? Qual mídia utiliza? Os comerciantes puderam indicar mais de uma opção nessa questão. Os dados não foram tabulados. 04. Sobre internet. Você considera o investimento em anúncios de internet um... Ótimo investimento = 4 empresas; Bom investimento = 23 empresas; Não tenho certeza = 23 empresas.


265

04. A) Por quê?

Abrangência do veículo e número de acessos = 22 empresas; Compras via internet/ comodidade entre vendedor e consumidor = 4 empresas; Desconhecem o retorno do investimento = 23 empresas; Considera publicidade de rede uma poluição visual = 1 empresa. 05. A empresa possui site? Sim = 18 empresas; Não = 32 empresas. 05. A) Não. Por quê? Falta de indicação = 13 empresas; Necessita de profissional para gerenciar/ outras prioridades = 6 empresas; Em fase de construção = 5 empresas; Dificuldades financeiras = 2 empresas; Outros motivos = 4 empresas; NO/NSR * = 20 empresas * (Não opinaram/ Não souberam responder) . 06. Qual o número médio de acessos que o site da empresa obtém durante um mês? De 500 a 1500 acessos = 5 empresas; De 1500 a 3000 acessos = 1 empresa; De 3000 a 5000 acessos = 1 empresa; Mais de 5000 acessos = 1 empresa; Não têm controle sobre o número de acessos mensais = 10 empresas; NO/NSR* = 32 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). 07. A empresa já anuncia em algum website? Sim = 15 empresas;


266

Não = 35 empresas; 07. A) Não. Porque: Não tiveram proposta = 20 empresas; Não tiveram afinidade com os sites ou com as propostas anteriores = 4 empresas; Não acreditam no retorno = 3 empresas; Outros motivos = 2 empresas; NO/NSR* = 21 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). 07. B) Website local? Sim = 17 empresas; Não = 2 empresas; NO/NSR* = 31 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). 07. C) Website: Diversos sites. Não foram tabulados os dados. 07. D) Por quê neste site: Número de acessos = 6 empresas; Público-alvo da loja = 3 empresas; Divulgação local = 2 empresas; Outros motivos = 3 empresas; NO/NSR* = 36 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). 07. E) Anunciaria em outro site? Por quê? Sim = 13 empresas; Não = 2 empresas; NO/NSR* = 35 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). Obs.: diversos motivos. Não foram tabulados os dados. 08. Se respondeu sim, qual o resultado desse investimento?


267

Ótimos resultados = 2 empresas; Bons resultados = 6 empresas; Maus resultados = 1 empresa; Não calculamos os índices = 9 empresas; NO/NSR* = 32 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). 08. A) Índices, caso haja: NO/NSR* = 50 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). Nenhuma empresa mantém os índices de venda organizados. Elas não sabem o quanto ganham ou o quanto perdem ao investir na publicidade de internet. 08. B) Maus resultados, por quê? NO/NSR* = 50 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). Nenhuma empresa mantém os índices de venda organizados. Elas não sabem o quanto ganham ou o quanto perdem ao investir na publicidade de internet. 09. Quanto, em média, a empresa gasta em anúncios publicitários na internet, por mês? Nada = 18 empresas; De R$100 a R$300 = 9 empresas; De R$300 a R$800 = 2 empresas; De R$800 à R$1500 = 1 empresa Acima de R$1500 = 2 empresas; NO/NSR* = 18 empresas. * (Não opinaram/ Não souberam responder). 10. Você anunciaria em um portal de notícias com conteúdo direcionado para União da Vitória com reportagens em video, texto, fotos e entretenimento? Certamente anunciaria = 6 empresas; Provavelmente anunciaria = 23 empresas; Não tenho certeza = 14 empresas;


268

Provavelmente n達o anunciaria = 3 empresas; Certamente n達o anunciaria = 4 empresas;

10. A) Por qu棚? Diversos motivos. N達o foram tabulados os dados.


269

ANEXO O – GRÁFICOS: PESQUISA DE VIABILIDADE COMERCIAL

04. Sobre internet. Você considera o investimento em anúncios de internet um...

04.A) Por quê?


270

05. A empresa possui endereço eletrônico (site)?

05. A) Não porque:


271

06. Qual o número médio de acessos que o site da empresa obtém durante um mês?

07. A empresa já anuncia em algum website?


272

07.A) N達o porque:

07.B). Website local?


273

07.D) Por quĂŞ neste site:

07. E) Anunciaria em outro site? Por quĂŞ?


274

08. Se respondeu sim, qual o resultado desse investimento?

09. Quanto, em média, a empresa gasta em anúncios publicitários na internet, por mês?


275

10. Você anunciaria em um portal de notícias com conteúdo direcionado para União da Vitória com reportagens em vídeo, texto, fotos e entretenimento?


276

ANEXO P – PROJETO GRÁFICO: PÁGINA PRINCIPAL


277

ANEXO Q – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE ESPORTES


278

ANEXO R – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE SEGURANÇA


279

ANEXO S – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE EDUCAÇÃO


280

ANEXO T – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE POLÍTICA


281

ANEXO U – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE NEGÓCIOS E ECONOMIA


282

ANEXO V – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE CIDADES


283

ANEXO W – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE GALERIA


284

ANEXO X – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE GALERIA - INTERNA


285

ANEXO Y – PROJETO GRÁFICO: EDITORIA DE VARIEDADES


286

ANEXO Z – LAUDA: VIDEORREPORTAGEM 1

RETRANCA

DATA

PÁG

Insegurança com táxis

17/10/09

1

REPÓRTER

Rodrigo Seccon

RODA VINHETA OFF 1

SONORA 1 GC José Oswaldo Queiroz Aposentado

OFF 2

SONORA 2 GC André Gomes Estudante

PEGAR TAXI A NOITE SE TORNOU UMA CONSTANTE PREOCUPAÇÃO PARA OS VIAJANTES QUE CHEGAM NAS RODOVIÁRIAS DE UNIÃO DA VITÓRIA E PORTO UNIÃO. MUITAS VEZES, O CANSAÇO DA VIAGEM FAZ COM QUE A PESSOA ESCOLHA O PRIMEIRO TAXISTA QUE APARECE. É NESSAS HORAS QUE O PASSAGEIRO PODE ESTAR CORRENDO PERIGO. D.I. – ACONTECEU AGORA D.F. – O DINHEIRO DELA.

O REGISTRO DE FROTA DO TAXISTA PODERIA REDUZIR O MEDO DOS PASSAGEIROS. NO ENTANTO, ELES RECONHECEM QUE A INSEGURANÇA ESTÁ EM TODO LUGAR. D.I./ D.F. – MAS, É CLARO, NEM TODOS SÃO DESONESTOS. TEM ALGUNS QUE SÃO COMPETENTES D.I. – ACHO QUE. D.F. - REGISTRADOS.

OFF 3

PASSAGEM GC Rodrigo Seccon Repórter

PORÉM, A SENSAÇÃO DE PERIGO TAMBÉM EXISTE PARA OS MOTORISTAS. À NOITE, COM A REDUÇÃO DOS PASSEGEIROS PARA OS TAXISTAS, A PREOCUPAÇÃO COM A SEGURANÇA AUMENTA PARA AMBOS OS LADOS.


287

RETRANCA

DATA

PÁG

Insegurança com táxis

17/10/09

2

REPÓRTER

OFF 4

SONORA 3 GC João Batista Taxista de Porto União

Rodrigo Seccon

O TRABALHO NOTURNO É MAIS COMPLICADO. QUANDO O RELÓGIO SE APROXIMA DA MEIA-NOITE, A ATENÇÃO DEVE SER REDOBRADA. OS TAXISTAS SE TORNAM ALVOS DE LADRÕES E CRIMINOSOS. D.I. – TRÊS, QUATRO. D.F. – É MAIS PARA FRENTE.

SONORA 4 GC Marcos Aurélio da Silva Taxista de União da Vitória.

D.I. – A INSEGURANÇA. D.F. – ENTÃO.

SONORA 5 (João Batista)

D.I. – DAÍ ELE FOI. D.F. – IA VOLTAR MAIS. D.I./ D.F. – VOLTEI DAQUELA CORRIDA COM UM JEITO DE PENSAR QUE NÃO IRIA VOLTAR MAIS.

OFF 5

SONORA 6 (João Batista) OFF 6

SONORA 7 (João Batista) RODA VINHETA

OS ÍNDICES DE CRIMINALIDADE CONTRA OS TAXISTAS ESTÃO SE TORNANDO TÃO COMUNS EM UNIÃO DA VITÓRIA E PORTO UNIÃO, QUE ALGUNS MOTORISTAS ESTÃO DECIDINDO TERMINAR O EXPEDIENTE MAIS CEDO. D.I. – TEMOS DOIS, TRÊS. D.F. – TODO MUNDO EMBORA. AFINAL, A MAIORIA DELES JÁ TEVE ALGUMA EXPERIÊNCIA COM ROUBOS. D.I. – AQUI, VOCÊ PODE... D.F. – TAMBÉM JÁ ESCAPEI.


288

ANEXO AA – LAUDA: VIDEORREPORTAGEM 2

RETRANCA

DATA

PÁG

Rotary International

27/10/09

1

REPÓRTER

Rodrigo Seccon

RODA VINHETA OFF 1

EM ABRIL DESSE ANO, QUATRO NORTEAMERICANOS VIERAM DO ESTADO DO ARKANSAS PARA VISITAR O CENTRO UNIVERSITÁRIO DE UNIÃO DA VITÓRIA. A VISITA FOI REALIZADA PELO GRUPO DE INTERCÂMBIO ROTARY INTERNATIONAL.

OFF 2

CHAD FIELDING, BOB HOUSTON, STEPHANIE HAILEY E NATHAN BELL CONVERSARAM COM OS DIVERSOS ALUNOS, PRESENTES NA SALA DE EVENTOS DA INSTITUIÇÃO. A CONVERSA FOI ORIENTADA E TRADUZIDA PELA PROFESSORA DE INGLÊS, SIMONE JUNGES.

OFF 3

AO FINAL DAS PERGUNTAS, OS VISITANTES FORAM CONVIDADOS A PARTICIPAR DE UM PROGRAMA DE TV, GRAVADO NOS ESTÚDIOS DA UNIUV.

OFF 4

BEM HUMORADO, CHAD COMENTOU SOBRE OS COSTUMES DO SUL DO BRASIL E DA RODA DE CHIMARRÃO.

Sonora 1 (3”59‟) (Chad Fielding)

D.I. – PARA MIM. D.F. – DO QUE DIFERENÇAS. D.I. – VOCÊS TÊM. D.F. – MESMA COISA. D.I. – VOCÊS PASSAM. D.F. – ESSE COSTUME.


289

RETRANCA

DATA

PÁG

Rotary International

27/10/09

2

REPÓRTER

OFF 5

Sonora 2 (4”57‟) (Bob Houston) OFF 6

Sonora 3 (8”55‟) (Chad Fielding) Sonora 4 (9”36‟) (Stephanie Hailey) OFF 7

Sonora 5 (10”07‟) (Nathan Bell) RODA VINHETA

Rodrigo Seccon

BOB MOSTROU QUE CONHECE UM POUCO SOBRE A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA E CITOU ALGUNS ARTISTAS DE SUA PREFERÊNCIA. D.I. – UMA DAS COISAS DIFERENTES… D.F. – BASTANTE POPULAR. OS ENTREVISTADOS REVELARAM QUE AS VIAGENS DÃO A CHANCE PARA SE FAZER NOVAS AMIZADES E MANTER CONTATOS NO EXTERIOR D.I. – PARA MIM, A IMPORTÂNCIA DO D.F. – DAQUI A QUIZE ANOS TAMBÉM. D.I. – PARA MIM. D.F. –FAMILIARIDADES. ANTES DE IR EMBORA, NATHAM INCENTIVOU OS ACADÊMICOS A TRABALHAR PARA ALCANÇAR SEUS SONHOS. D.I. – TODAS AS PESSOAS DO MUNDO. D.F. – REALIZAR SEUS SONHOS.


290

ANEXO BB – LAUDA: VIDEORREPORTAGEM 3

RETRANCA

DATA

PÁG

Iguaçu X Atlético-PR

27/10/09

1

REPÓRTER

Rodrigo Seccon

RODA VINHETA OFF 1 14”

APÓS A COBRANÇA DE ESCANTEIO, A BOLA SOBRA PARA MÁX, QUE CHUTA CRUZADO E O GOLEIRO LUCIANO DEFENDE.

OFF 2 21”

HARRISON COBROU A FALTA LEVANDO PERIGO AO GOL IGUAÇUANO.

OFF 3 41”

DE NOVO HARRISON. ELE BATE DIRETO PARA O GOL E O GOLEIRO RAFAEL DIVIDE COM O ATAQUE ATLETICANO. À PRINCÍPIO, O GOL FOI VALIDADO. APÓS A CONVERSA COM O ÁRBITRO, O BANDEIRINHA SINALIZOU FALTA PARA O TIME DA CASA.

OFF 4 45”

VINÍCIUS CRUZA NA CABEÇA DE QUEIRÓZ, QUE FINALIZA SEM FORÇA E FACILITA PARA O GOLEIRO.

PASSAGEM GC – Rodrigo Seccon Repórter

APESAR DO CLIMA QUENTE EM UNIÃO DA VITÓRIA, AS DUAS EQUIPES FIZERAM UM PRIMEIRO TEMPO MORNO, COM A BOLA PRESA NO MEIO DE CAMPO E RARAS OPORTUNIDADES DE GOL.

OFF 5 3”

NO COMEÇO DA SEGUNDA ETAPA, HARRISON CRUZA FECHADO E RAFAEL ESPALMA. NOVO ESCANTEIO E O VOLANTE ÍCARO QUASE FAZ CONTRA.

OFF 6 9”37‟

APÓS BOLA ALÇADA NA ÁREA, RAFAEL BATE ROUPA E DIEGO PETRI ABRE O PLACAR.


291

RETRANCA

DATA

PÁG

Iguaçu X Atlético-PR

27/10/09

2

REPÓRTER

Rodrigo Seccon

OFF 7 14”17‟

ARRANCADA DE QUEIROZ PELA MEIAESQUERDA, PASSE PARA RUYMAR, QUE DE PRIMEIRA DEIXA TUDO IGUAL NO PLACAR.

OFF 8 24”10‟

CHUTE DE FORA DA ÁREA, O GOLEIRO SE ATRAPALHA NO LANCE. NO REBOTE, O JOGADOR ATLETICANO ISOLA PARA LINHA DE FUNDO.

OFF 9 25”45‟

WILLIAM ARRISCA DE LONGE E O GOLEIRO RAFAEL FAZ A DEFESA EM DOIS TEMPOS.

OFF 10 45”29‟

O ATLÉTICO TENTOU NO FINALZINHO APÓS A BOLA DESVIADA PELA DEFESA IGUAÇUANA.

OFF 11 Imagem final do jogo

HUM A HUM É O RESULTADO DA PARTIDA QUE MARCOU O INÍCIO DO CAMPEONATO ESTADUAL DE FUTEBOL SUB-VINTE, DOIS MIL E NOVE.

RODA VINHETA


292

ANEXO CC – A CAMPANHA DE MÍDIA: DESCRIÇÃO DA ESTRATÉGIA

A campanha de lançamento do portal de notícias JMais tem como objetivo conquistar espaço no mercado online local e chamar a atenção de empresários, para que eles se interessem em anunciar no portal. A campanha será realizada no prazo de um mês, com intensidade nas mídias de veiculação, como outdoors, portacopos, embalagens para pipocas, encartes de DVDs das locadoras de filmes, entre outras formas, conforme a tabela demonstrativa:

MÍDIA / SEMANA

1ªSEMANA

2 ª SEMANA

3 ª SEMANA

4 ª SEMANA

X

X

X

X

Copo de Café – Empresários Copo de Milk Shake – Sorveterias Bolacha de Chope

X

X

X

X

X

Adesivo de Espelho/Porta de Banheiros Capa de DVDs das Locadoras Cartão de Visita

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Adesivo de Apoio

X

X

X

X

Mídias Sociais

X

X

X

X

Saco de Pipoca para Cinema Vinheta no Cinema

X

X

X

X

X

X

X

X

Outdoor

X

X

TÁTICA

A campanha foi dividida em duas etapas, uma vez que objetiva-se atingir dois públicos distintos. Primeiramente, almeja-se divulgar o portal para os internautas da região de União da Vitória e Porto União, que utilizam a internet como meio de informação. A publicidade será a principal fonte de renda do portal. Portanto, a


293

segunda etapa da campanha consiste em conquistar a atenção dos empresários da região, cujas empresas se identifiquem com o público-alvo do portal. As duas etapas devem ser executadas de acordo com a tabela da estratégia, representada acima. A campanha é intitulada “O que você faz em 5 minutos?”. A frase será utilizada para os leitores e empresários de diversas formas.

Primeira etapa

Foram preparadas várias ações, com mídias alternativas e em lugares de fácil acesso ao público-alvo: em ambientes festivos, bares, cinema, locadoras de filmes e, também, nas mídias sociais (Orkut, Facebook e Twitter). São mídias alternativas, pois a publicidade vai além dos meios de comunicação tradicionais da localidade, como jornais impressos, TV e emissoras de rádio e outros portais. Ente as mídias alternativas estão os adesivos padrões, que poderão ser colados nos espelhos e portas de banheiros de bares e restaurantes. Eles conterão a frase “o que você faz em 5 minutos?”, com o objetivo de fazer com que a pessoa reflita sobre o tempo que ela gasta em frente a um espelho, que poderia ser mais bem aproveitado ao acessar o portal e adquirir conhecimentos. As bolachas de chope – ou porta-copos – é uma mídia que também servirá nesses ambientes. Assim como os cartões de visita, personalizados com o endereço eletrônico do portal JMais, dos quais a pessoa poderá levar um para casa e utilizar como referência, durante a navegação on-line. Destaca-se, ainda, a inserção da arte com a logomarca do portal JMais nas capas dos DVD‟s, das locadoras de filmes da região. A atividade será realizada durante o mês de lançamento do portal. Além dessas ações, foi elaborado um adesivo padrão, somente com a logomarca e o endereço eletrônico do JMais, para ser distribuído entre clientes e internautas, que poderá ser colado em carros, computadores, etc. Encontra-se em fase de estudos a parceria com a Fundação de Cultura de União da Vitória, para divulgar o produto, por meio do cinema da cidade. Ao comprar pipoca, os espectadores encontrariam sacos de pipoca personalizados, com a arte e logomarca do portal. Antes de iniciar o filme, a vinheta do portal também poderia ser


294

exibida no telão. Em troca, o veículo de comunicação digital poderia divulgar a programação semanal dos filmes. O trabalho em mídias sociais será executado por meio do Orkut, do Facebook e do Twitter. São plataformas de comunicação gratuitas, com grande concentração de usuários – cadastrados, com informações sobre cada indivíduo – que podem servir para a divulgação do conteúdo do portal. O Twitter é uma ferramenta recente, que serve de exemplo para que isso possa ocorrer. Os internautas poderão se manter informados sobre as atualizações das notícias. Assim, cada vez que uma notícia é colocada no ar, o Twitter será utilizado para a divulgação do fato e, também, para direcionar o usuário ao portal. Planeja-se divulgar o produto nas sorveterias do centro das cidades, onde um grande número de pessoas se encontram. O cliente, ao comprar um milk shake, receberá um copo plástico personalizado com a nome do portal. Para a mídia exterior, trabalha-se com outdoor, no centro das cidades, durante as duas primeiras semanas da campanha.

Segunda etapa

Para atrair a atenção dos empresários de União da Vitória e Porto União, utiliza-se o método de marketing direto, no qual diversos empresários serão selecionados e receberão uma caixa, com a seguinte frase impressa: “o que você faz em 5 minutos?”. Dentro da caixa haverá um copo de café, personalizado com a logomarca do portal JMais. Existe a intenção de instigar a curiosidade do empresário, a partir do ponto de vista de que nos 5 minutos que a pessoa leva para tomar um café, ela poderia ter acessado o portal e ter adquirido conhecimento de forma rápida e prática. Essa atitude tem o objetivo de envolver os empresários de maneira com que eles possam apreciar a publicidade, pois, em geral, eles têm uma vida apressada, sem tempo para interrupções. Ações tradicionais raramente chegam até eles. Por Vanessa Suellen Kovalczuk, Filipe Cristiano Walter e Christian Alencar Train. Acadêmicos do terceiro ano de Comunicação Social – Habilitação em Publicidade e Propaganda, do Centro Universitário de União da Vitória – Uniuv.


295

ANEXO DD – A CAMPANHA DE MÍDIA: ADESIVOS PARA CARROS E PARA ESPELHOS


296

ANEXO EE – A CAMPANHA DE MÍDIA: BOLACHAS DE CHOPE


297

ANEXO FF – A CAMPANHA DE MÍDIA: CAIXA E COPOS DE CAFÉ


298

ANEXO GG – A CAMPANHA DE MÍDIA: MÍDIA SOCIAL


299

ANEXO HH – ORÇAMENTO: PRODUÇÃO DO SITE


300


301


302

Portal de notícias: uma proposta de jornalismo digital para União da Vitória e Porto União  

Projeto de webjornalismo hiperlocal.

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