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editorial A Revista Nacional de Reabilitação é uma publicação bimestral da C & G 12 - Comunicação e Marketing S/C Ltda.

Rodrigo Antonio Rosso Diretor/Editor

Somos 45 milhões... e temos muito a comemorar !!!

Telefone (PABX): (11) 3873-1525 Fax: (11) 3801-2195 www.revistareacao.com www.revistareabilitacao.com.br cg12@cg12.com.br Diretor Responsável - Editor Rodrigo Antonio Rosso Reportagem: Maria Luiza de Araujo Consultores Técnicos: Romeu Kazumi Sassaki Carlos Roberto Perl Colaboradores: Suely Carvalho de Sá Yañez Neivaldo Augusto Zovico Hermes Oliveira Fabiano Puhlmann Geraldo Nogueira Mara Di Maio Márcia Gori Alex Garcia Silvia de Castro Tatiana Rolim Márcia Regina Jordão Vera Garcia Marketing: Fábio Prates Depto. Comercial: Nataliane Paiva Paulo Brandão Administração: Cissa de Carvalho Circulação: Jairo Prates José Faustino Maria das Graças Santos Jackeline Oliveira Assinaturas: Cissa de Carvalho - Coordenação

Fone: 0800-772-6612 Tiragem: 20 mil exemplares Redação, Comercial e Assinaturas: Caixa Postal: 60.113 CEP 05033-970 São Paulo - SP É permitida a reprodução de qualquer artigo ou matéria publicada na Revista Nacional de Reabilitação, desde que seja citada a fonte.

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ste foi um ano bom. O ano de 2011 está chegando ao fim com saldo positivo em todos os segmentos das deficiências, seja nas conquistas pessoais de PcD ou mesmo no campo do comércio e da indústria voltada ao nosso setor. Contrariando os mais pessimistas, as vendas de automóveis para pessoas com deficiência, por exemplo, aumentaram em mais de 20 % na média. O mercado está aquecido... esquisito, mas as vendas para PcD não pararam. A pessoa com deficiência, a cada dia que passa, conquista mais o seu espaço como consumidora. E por falar em conquista, em consumo, uma das grandes responsáveis por essa virada na vida de tantos brasileiros PcD, resgatando sua participação na economia, foi a Lei de Cotas, e que agora em 2011 ganhou um adendo que faltava para emplacar de vez: hoje a PcD que ingressar no mercado de trabalho não “perde” mais o benefício que recebe, apenas tem ele suspenso. E caso perca o emprego, o benefício retorna normalmente. Isso é uma tremenda conquista. Dá segurança para quem quer trabalhar e abre o leque para quem contrata ! Também neste ano, acabamos de descobrir os resultados oficiais do IBGE quanto ao Censo 2010. Hoje somos 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, segundo os números do órgão. Vocês tem noção do que é isso ? É gente demais !!! Quando sempre digo que “não sabemos a força que temos” é por isso. Quantos países pelo mundo tem 45 milhões de pessoas em sua população inteira ? As PcD são uma nação dentro do Brasil !!! Em 2011 também comemoramos 30 anos do “Ano Internacional da Pessoa com Deficiência”, que ocorreu em 1981. E como é importante essa data... Nós que já estamos nesse meio a mais tempo, sabemos o quanto foram duras as lutas para se conquistar o “pouco” que temos hoje. Os chamados “dinossauros”, os “jurássicos” do nosso meio – e são muitos Graças a Deus – que ainda estão aí, vivos para contar para essa nova geração tudo que passaram lá atrás, para que hoje os que chegam possam desfrutar de uma melhor qualidade de vida, de respeito, de cidadania, de acessibilidade... de mais dignidade. Parabéns a TODOS os que lutaram, os que estão vivos e mais vivos do que nunca hoje e continuam na batalha. E àqueles que já nos deixaram, que morreram lutando e que deixaram seu nome escrito no livro dessas conquistas. Aproveitando, Parabéns também ao BRASIL pela grande conquista, mais uma vez, dos Jogos Parapanamericanos... Que lindo !!! Como é bom vermos o nosso paradesporto chegar no atual estágio de superação e de profissionalismo. Parabéns ao CPB e aos patrocinadores dos atletas, que dão a eles a condição de encararem o esporte com dedicação e como profissão de fato. Muita coisa boa aconteceu em 2011... e até na política. Pela primeira vez temos um grupo de parlamentares realmente comprometidos com nossa causa, formando uma Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência, encabeçados por deputados e senadores ávidos a legislar em nossa causa. Isso é excelente ! Pela primeira vez também, o Governo Federal lançou um Plano para PcD sustentado, o “Viver Sem Limites”. Com tudo isso de bom que aconteceu em 2011 e que certamente refletirá positivamente em 2012, e com a ajuda e a força deste “Viver Sem Limites”, teremos um Ano Novo para comemorar e muito. Um 2012 para ficar marcado em nossa história, como o início de uma nova trajetória em nossa vida diária de lutas e de conquistas cada vez maiores !!! Feliz Natal a TODOS, e um ANO NOVO repleto de felicidade... e muita PAZ !!!

“Bendirei ao Senhor em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca. No Senhor se gloria a minha alma; ouçam-no os mansos e se alegrem... Busquei ao Senhor, e ele me respondeu, e de todos os meus temores me livrou... ...mas àqueles que buscam ao Senhor, bem algum lhes faltará.” twitter.com/revistareacao

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Salmo 34.1, 2, 4 e 10


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Aumentar participação no mercado é meta para 2012

As perspectivas para a Toyota são muito boas para o próximo ano, já que pretende aumentar sua linha de produtos e, consequentemente, a participação de mercado. O crescimento em 2011 foi pequeno em relação ao ano anterior, devendo fechar em 13.500 unidades comercializadas por meio de Vendas Diretas. Pesaram no resultado as consequências do Tsunami no Japão, em março, que obrigou a empresa a rever seus objetivos. Isso também se refletiu no segmento de pessoas com deficiência, que deve ficar na marca das 4 mil unidades comercializadas neste ano, também representando estabilidade com relação a 2010. Os modelos preferidos do público PcD são: o Corolla XLI Automático, devido à dupla isenção de IPI e ICMS, e a SUV HILUX SW4 - 4x4 Automática, com isenção de IPI. “O Corolla teve leve reestilização em março e acabamos de lançar a nova SW4 Modelo 2012, que recebeu itens importantes de segurança, como airbags laterais e de cortina, e controle de estabilidade, posicionando-a como objeto de desejo em sua categoria”, conta Rubens Cezar Freire de Oliveira, chefe da Seção de Vendas Diretas. “Com relação à participação no total de vendas, em determinados

meses do ano, os pedidos de PcD chegaram a representar mais de 40% do canal de Vendas Diretas” afirma o responsável pelo setor. Com base em uma pesquisa com PcD, os 133 distribuidores recebem um guia com os padrões mundiais de instalação para atendimento adequado a esse público. Periodicamente são auditados e as performances de vendas acompanhadas diariamente. Além disso, a Toyota passou a oferecer um treinamento via web aos vendedores para aperfeiçoamento. As revendas dispõem de vagas de estacionamento exclusivas, rampas de acesso, atendimento por vendedor especializado, amplas áreas de circulação no showroom, sanitários apropriados e parceria com despachantes. Rubens Oliveira conta que a participação na 10ª Reatech, em abril, na capital paulista, teve um estande estrategicamente posicionado na entrada da feira. Foram apresentados o Corolla modelo 2012, a HILUX SW4 e a RAV4, este ano disponível também na versão 4x2. Embora a RAV4 não tenha o benefício das isenções por ser um produto importado, ele acredita que foi importante demonstrá-la ao público como uma opção mais acessível em termos de preço em relação à SW4. Neste ano, o site da empresa foi totalmente atualizado, incluindo o link para o “Programa Toyota de Inclusão”. Seus objetivos gerais são oferecer a melhor experiência de compra e posse dos veículos fabricados pela marca. A linha 0800-703-0206, continua ativa e pode ser utilizada para tirar eventuais dúvidas dos consumidores PcD.


entrevista

WALESKA SANTOS

Médica e empresária, organizadora da feira Hospitalar, maior mostra e fórum de saúde da América Latina, ela promoverá em 2012 a feira Reabilitação, que promete vir com uma proposta inovadora no setor e seguir o mesmo sucesso das outras feiras promovidas por seu grupo...

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undadora e presidente da Hospitalar, a gaúcha de Pelotas/RS, em paralelo à Medicina, sempre se dedicou a atividades de promoção comercial, acompanhando o marido, o empresário Francisco Santos, na direção da Couromoda – Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, hoje em sua 39ª edição, realizada em São Paulo/SP. Com o crescimento das atividades, deixou a prática médica para dedicar-se à realização de feiras e congressos no Brasil e no exterior. Em 1992, criou a empresa Hospitalar Feiras e Congressos e lançou seu maior projeto: a feira Hospitalar, dedicada a apresentar soluções para hospitais, laboratórios, clínicas e consultórios, que acontece todos os anos, também em São Paulo/SP. Com o sucesso obtido, a empresa em 2012 apresentará a 10ª edição da Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para

Reabilitação, Prevenção e Inclusão. Esta mostra, até então, fazia parte integrante da feira Hospitalar e agora ganhará vida própria, e ocorrerá de 15 a 17 de agosto de 2012, no Palácio de Convenções do Anhembi, na capital paulista. Waleska ocupa ainda, a vice-presidência do grupo Couromoda/Hospitalar que organiza também a feira Hair Brasil (voltada a cabelos e beleza); a São Paulo Prêt-à-Porter (sobre confecções e acessórios de moda) e ainda, a Expo Enfermagem. Em entrevista exclusiva à REVISTA REAÇÃO, ela fala mais sobre sua carreira e a nova feira do setor. Revista Reação - Como foi a decisão de deixar seu campo profissional, da medicina, para entrar na promoção de feiras? Waleska Santos - Na realidade, ao optar pela atuação na promoção de feiras e eventos profissionais, não deixei de lado a Medicina e toda a experiência acumulada na área da saúde, apenas criei uma outra maneira de trabalhar este setor. Ao invés de atuar “na ponta”, atendendo pacientes, decidi atuar “na base”, desenvolvendo novas ideias para a área de saúde, democratizando informações e, com isso, propiciando mais poder de decisão àqueles que tratam diretamente a população: os hospitais, os médicos, os enfermeiros e as dezenas de outros profissionais que atuam na busca de mais e melhores benefícios para

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entrevista

esses pacientes. Hoje, creio que esta minha atividade abriu novos caminhos e estimulou outros olhares para a área da saúde em nosso País. Desde a concepção da ideia da HOSPITALAR, o objetivo sempre foi fazer algo a mais pela medicina e pela saúde. Foi por ter passado pela experiência pessoal da clínica médica, de querer saber mais e melhor sobre produtos, equipamentos, serviços e gestão, que me entusiasmei com a possibilidade de criar uma fonte de informação, referência e promoção, enfim, uma plataforma para questionamentos e proposições, que servisse tanto à área pública quanto à privada, estimulando uma agenda positiva da saúde. RR - A que atribui o sucesso obtido, a ponto dela se tornar a principal feira de saúde da América Latina? WS - Da concepção do evento até a realização da primeira edição, em 1994, foram 3 anos. Nosso objetivo ao lançar a feira HOSPITALAR era criar um evento que propiciasse negócios, intercâmbio de experiências e tecnologias, mas que também funcionasse como um fórum de debates para gestão hospitalar e formulação de políticas setoriais. E acabamos fazendo do evento uma grande convenção da saúde e um ponto de encontro de profissionais para atualização e relacionamento. Como fundadora e presidente do evento, tenho o privilégio de acompanhar o setor muito de perto, o que me dá uma visão ampla e profunda em seus diferentes segmentos. Isso é importante para gerenciar a feira de uma forma neutra, equidistante e com conhecimento aprofundado. Acredito que o sucesso da HOSPITALAR é resultado de todo este planejamento e também empenho em acompanhar os movimentos do setor em nível nacional e internacional. Também destaco o amadurecimento e profissionalização de toda a cadeia de saúde, que resultou no seu desenvolvimento e crescimento nos últimos 20 anos.

RR - Por que a decisão de tornar a feira Reabilitação um evento independente? WS – Há 9 anos já realizávamos a REABILITAÇÃO, uma espécie de “feira dentro da feira” junto com a HOSPITALAR. Este setor destacou-se por reunir empresas produtoras e distribuidoras de produtos, equipamentos e serviços para reabilitação, prevenção e inclusão. E teve um crescimento rápido, respondendo às necessidades do mercado de saúde, de modo que decidimos fazer da REABILITAÇÃO uma feira totalmente independente e especializada, com o mesmo estilo de trabalho da HOSPITALAR, mas ampliada e fortalecida por novas parcerias. Confesso que a minha admiração pessoal pelo trabalho da Dra. Linamara Rizzo Battistella, médica fisiatra e Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, a quem tenho acompanhado nesses últimos 20 anos, foi um fator decisivo para “emancipar” esse setor, criando um momento solo em nosso calendário de eventos. A Dra. Linamara é a nossa “estrela guia”, como carinhosa e respeitosamente, me refiro a esta extraordinária profissional. RR – Qual o objetivo da feira Reabilitação ? WS - Nosso objetivo com a REABILITAÇÃO - Feira e Fórum, é promover negócios e informação para este setor e, dessa forma, contribuir de forma mais efetiva para a inclusão de pessoas com deficiência, seja no campo da saúde, bem-estar, trabalho ou cultura. Queremos criar um modelo diferente de evento, incentivando a indústria a criar novos produtos, equipamentos e serviços, a preços mais acessíveis, já que tudo é ainda muito caro no Brasil. A indústria fornecedora hoje carece de uma visão mais ampla do potencial deste setor, de modo que pretendemos reunir e oferecer estas informações de mercado, motivando os empresários a novos investimentos e a uma ampliação da oferta de produtos. Queremos mudar paradigmas neste segmento. Por isso a REABILITAÇÃO não será um evento dedicado à simples venda de produtos para o consumidor final. Ela traz uma proposta inédita no mundo, reunindo profissionais que querem mudar a situação das pessoas com deficiências. Para nossa satisfação, a aceitação desta proposta tem sido ótima em todos os níveis – indústria, profissionais, entidades e governo. RR - Como será a parceria estabelecida com a REHACARE, da Alemanha, a maior feira mundial do segmento ? E as outras parcerias internacionais ? WS - A REABILITAÇÃO - Feira e Fórum, encontrou na REHACARE a sua parceira para atuar junto ao mercado internacional, seguindo o mesmo modelo de parceria


entrevista existente entre a HOSPTIALAR e a feira MEDICA. As duas feiras alemãs são promovidas pela Messe Düsseldorf, com a qual temos um acordo de cooperação há quase 15 anos. Por este acordo, a Messe Düsseldorf representa a HOSPITALAR e agora também a REABILITAÇÃO, junto a clientes da Europa, América do Norte e Ásia. Em contrapartida, a HOSPITALAR amplia a visibilidade das mostras alemãs junto às empresas do Brasil e países latino-americanos. RR – E aqui no Brasil, como estão sendo articuladas essas parcerias ? Vocês já contam com apoio de entidades representativas e da área governamental ? WS - A REABILITAÇÃO será realizada em parceria com o Anhembi Parque, que inseriu a proposta deste evento em seu plano de responsabilidade social e que, através da atuação de Roberto Belleza (assessor especial da presidência), tem emprestado especial contribuição ao nosso trabalho. Temos também o apoio da Prefeitura de São Paulo e da SPTuris. Mas a contribuição mais estratégica e fundamental tem sido, com certeza, a participação ativa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, de São Paulo. A Dra. Linamara Rizzo Battistella e sua equipe de profissionais têm sido incansáveis em nos orientar sobre as necessidades e anseios do setor. Temos nos reunido tamb��m com outras organizações, como ABRIDEF e a ABOTEC, estabelecendo novas bases de cooperação que são muito bem vindas e nos trazem conceitos importantes para a formatação do evento. RR – Como serão os fóruns e debates ? O que já está fechado nessa área e quais os objetivos em promover essas discussões ? WS - Vamos congregar um grande Fórum Profissional, com congressos e seminários para debater prioridades, avanços e propostas para o setor. Este fórum está sendo modelado de acordo com as experiências de associações que levarão parte de seus eventos para junto da REABILITAÇÃO. Contamos com o apoio da Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação, do Centro Brasileiro de

Segurança e Saúde Industrial (CBSSI) e da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. São estas organizações que desenvolverão o programa científico do evento, que já tem confirmadas as realizações do XXIII Congresso Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação, promovido pela Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação, o 6º Congresso de Reabilitação Profissional, organizado pelo Centro Brasileiro de Segurança e Saúde Industrial (CBSSI) e o 4º Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência, da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo. RR – Quais são suas expectativas para a primeira edição da feira Reabilitação ? WS - Como médica, sinto-me enormemente gratificada pela oportunidade de contribuir com a causa da defesa dos direitos da pessoa com deficiência. E como profissional da área de feiras e congressos na área da saúde, ter como missão a promoção desse setor é um desafio altamente motivador. Mas tenho a certeza que a expectativa é maior para aqueles parceiros que já estão engajados nessa iniciativa e nos veem como uma nova e forte oportunidade de colocar em prática as mudanças necessárias nesse setor. A REABILITAÇÃO - Feira e Fórum, será o primeiro grande encontro presencial entre aqueles que podem realmente mudar a atual situação da acessibilidade de pessoas com deficiência em nosso país.

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Lançamento é bem recebido pelo mercado

A Peugeot do Brasil apresentou uma novidade ao público PcD em 2011: o sedã 408 que, em sua versão Allure, com motorização 2.0 Flex (151 CV), passou a integrar a gama de veículos do programa Direção Livre Peugeot (para vendas com descontos parcial e integral). O modelo foi lançado para ser uma referência e foi muito bem aceito no disputado mercado dos sedãs médios. Para isso, contribuiu a relação de custo X benefício: além do estilo, do amplo espaço interno valorizado pelo acabamento superior e dirigibilidade de alto nível, também se beneficia de um pacote de serviços de pós-venda extremamente competitivo, que inclui três anos de garantia total e revisões com preços fixos, entre os mais reduzidos da categoria. “Com o 408 ampliamos a oferta da Peugeot no segmento PcD, o que tem contribuído positivamente para os bons resultados da Marca. Hoje, as vendas para pessoas com deficiência representam 13% do total das vendas especiais, que incluem as vendas corporativas”, informa Gustavo Walch, diretor de Vendas Corporativas da Peugeot do Brasil. O outro destaque entre esses clientes continua sendo o 207, um modelo de sucesso no mercado nacional. Dos 165 concessionários espalhados por todo o país, 50 já aderiram ao Programa Direção Livre.

Criado em 2007, prevê uma estrutura capaz de garantir facilidade de vendas a PcD ou, ainda, a condutores que usam o veículo para locomoção de pessoas com mobilidade reduzida. Por meio dele, os profissionais da rede são preparados para prestar um atendimento adequado, enquanto as revendas absorvem custos da documentação necessária para garantir isenções de taxas, além de oferecer condições especiais para financiamento. “Esse público representa uma demanda muito especial e importante para a Marca, tanto que mereceu a criação de um programa específico, que já beneficiou mais de cinco mil pessoas desde 2007”, afirma o diretor. Para se aproximar cada vez mais do segmento, a Peugeot participou da Reatech pelo quinto ano consecutivo, apresentando novidades, disponibilizando veículos com adaptações para test-drive e catálogos com informações detalhadas sobre o “Direção Livre”, e produtos em exposição. Para 2012, a meta é ampliar as ofertas de produtos e serviços, além de qualificar cada vez mais a rede de concessionárias para que a Marca se torne uma referência no atendimento ao público PcD. “A Peugeot tem grandes ambições para o mercado brasileiro e temos a pretensão de que esse segmento continue representando uma fatia importante das vendas no país” conclui Walch.


PENSAR NO FUTURO Nテグ SIGNIFICA SOMENTE DESBRAVAR CAMINHOS DESCONHECIDOS.

www.ortobras.com.br


PENSAR NO FUTURO É BUSCAR A EVOLUÇÃO DO SER HUMANO EM SUA PLENITUDE, SEM AGREDIR O PLANETA. Há quase 30 anos, a Ortobras investe em pesquisa e tecnologia para desenvolver soluções que minimizam as dificuldades das pessoas com mobilidade reduzida, proporcionando igualdade de oportunidades. Durante todo o tempo, o agente impulsionador da Ortobras foi sempre o mesmo: as pessoas. Por isso, para os próximos anos, a Ortobras irá reafirmar o compromisso de manter seu foco, ou seja, buscar inovações para promover a qualidade de vida das pessoas. Busca, esta, que se estende por todos os processos que a Ortobras participa, como o desenvolvimento de produtos amigáveis ao meio ambiente, a construção de fábricas sustentáveis, a utilização de materiais ecologicamente corretos, a neutralização de gases do efeito estufa por meio do plantio de mudas de árvores nativas, o reaproveitamento de sobras de materiais, e principalmente a luta pela conscientização dos funcionários e da sociedade. Acreditamos que para desbravar o futuro precisamos preservar o presente. Para promover a qualidade de vida plena das pessoas precisamos ter o compromisso de garantir a vitalidade no nosso planeta. Estes são os pilares que sustentarão a Ortobras.

Porque afinal, a vida não para.


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Soluções brasileiras exportadas para vários países Fundada em 1982 por Ricardo Hummel, no município de Barão/RS, a Ortobras desenvolve soluções de mobilidade e acessibilidade para pessoas com dificuldades de locomoção. Começou com o primeiro sistema de adaptação para automóveis com câmbio mecânico fabricado no Brasil, mas hoje trabalha em quatro linhas: cadeiras de rodas, elevadores prediais, acessibilidade predial e elevadores veiculares. Com exceção da linha inclinada de acessibilidade predial, da Graventa Lift, empresa canadense representada com exclusividade no país, todos os outros produtos são criados e desenvolvidos pela própria Ortobras. À medida em que são detectadas necessidades no mercado, a equipe de engenharia trabalha para colocar produtos com alto padrão de qualidade, seguros e com preços competitivos, evitando ao máximo a necessidade de assistência técnica e manutenção. Tanto empenho levou a um crescimento, em 2011, de cerca de 20% em relação ao ano anterior. A empresa vende para os vários estados brasileiros e também para países como México, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela e Argentina, entre outros. Atualmente tem cerca de 400 colaboradores, número que vem crescendo anualmente. No segmento de cadeiras de rodas, por exemplo, o ano foi muito produtivo. Além da consolidação da M3, a Ortobras lançou dois novos modelos de cadeiras de alto padrão e menor custo, os modelos K3 e K1. Além delas, também passou a oferecer uma linha de cadeiras motorizadas e carrinhos com sistemas posturais ajustáveis ao crescimento. A ampliação da matriz, iniciada no ano passado, está prevista para terminar no primeiro semestre de 2012. No mesmo ano serão concluídos outros dois parques fabris, um para a linha de elevadores prediais e outro que abrigará a produção de chapas e perfilados de aço e alumínio e onde serão estocadas as bobinas que vêm direto da usina. No primeiro, a preservação do meio ambiente se fará presente por meio de iluminação e ventilação natural em todos os ambientes e aproveitamento de água da chuva para irrigações de jardim, entre outros elementos. Em 2014 estará pronto o prédio para a linha de elevadores veiculares que receberá o selo de sustentabilidade LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), concedido pelo conselho norte-americano de construções sustentáveis. “Para os próximos 30 anos, queremos continuar crescendo com bases sólidas, sempre pensando na qualidade de vida do ser humano e na preservação do meio ambiente”, afirma o fundador e diretor Ricardo Hummel.


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Tecnologia e qualidade em produtos para acessibilidade e residências Há mais de 60 anos no mercado de transporte vertical, atuando na fabricação, instalação, conservação e modernização de elevadores, escadas e esteiras rolantes, a ThyssenKrupp Elevadores criou uma Divisão de Acessibilidade para atender com exclusividade este mercado. Os produtos atendem às necessidades das pessoas com mobilidade reduzida temporária ou permanente, contempladas pela NBR 9050:2004, norma técnica que estabelece os parâmetros para o projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade. A linha é composta por dois modelos de plataformas: Easy Vertical e Easy Inclined; as cadeiras elevatórias Levant e Flow e o elevador Levità para uso residencial e de uso restrito para acessibilidade. Além da produção e comercialização, a empresa oferece manutenção dos equipamentos, garantindo total cobertura aos clientes em todo o País. Segundo o gerente da Divisão de Acessibilidade e Elevadores Resi-

denciais da ThyssenKrupp Elevadores, Rafael Villar, o mercado é promissor, pois o brasileiro está mais preocupado com o futuro e com a valorização do seu patrimônio. “Hoje, os equipamentos que atendem a esse segmento não são vistos mais como produtos de luxo, mas como soluções de conforto e comodidade para as pessoas em geral e também para quem tem mobilidade reduzida”, avalia. A empresa também aceita pagamentos parcelados com cartão e todos os produtos do segmento podem ser financiados pelo Cartão Construcard, por meio de linhas de crédito especiais que garantem taxas de juros menores que as de mercado. “A demanda está crescendo e precisamos estar prontos para atender cada cliente”, destaca Villar.

ThyssenKrupp Elevadores


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coluna especial

por Romeu Kazumi Sassaki

Palavras Incluídas na CDPD - PARTE 2

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o iniciar a Parte 2 do índice remissivo da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), repito os critérios dos códigos adotados na Parte 1: • O código que começa com a letra P (maiúscula) se refere ao texto do Preâmbulo da CDPD. Seguem uma barra e uma letra minúscula que corresponde a uma das letras de “a” a “y” do Preâmbulo (ex., P/q). • Nos códigos que não começam com a letra P, o primeiro número é de um dos 50 Artigos da CDPD, seguido de uma barra e um número que se refere a um dos parágrafos (ex., 30/3). • Alguns códigos contêm apenas o número (em negrito) de algum Artigo (ex., 16). • Dado que, em alguns Artigos, a CDPD não atribuiu um número ao primeiro parágrafo, acrescentei nos códigos o termo latino “caput” logo após o número do Artigo (ex., 21/caput). Em havendo subparágrafo dentro do “caput”, acrescentei um hífen e a letra desse parágrafo (ex., 20/caput-c). • Outros códigos trazem um número do Artigo seguido de barra e de outro número e uma letra, correspondendo ao respectivo trecho dentro do Artigo (ex., 30/1-b). • Todos os códigos do Artigo 2 trazem, não um número, mas uma expressão (ex., “desenho universal”) que identifica a localização deles naquele artigo. • Nos casos em que uma palavra ou frase é antecedida por outras, estas aparecem entre parênteses. O recurso das reticências foi utilizado para encurtar frases longas. Quando foi necessário acrescentar informações minhas, acomodei-as entre colchetes. • A sigla “PcD” significa “pessoa com deficiência” (no singular ou plural). O texto da CDPD se refere à Convenção no Preâmbulo e em diversos artigos, conforme segue: Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: P/caput. 1/caput. 2/caput. 3/caput. 4/1-a. 4/1-d. 4/1-f. 4/1-i. 4/2. 4/3. 4/4. 4/5. 5/4. 6/2. 8/2-c. 14/2. 19/caput. 21/caput. 31/1. 31/2. 32/1. 32/2. 33/2. 34/2. 34/3. 34/6. 34/11. 35/1. 35/4. 35/5. 36/1. 36/2. 37/2. 38/caput. 38/caput-a. 40/1. 40/2. 41/ caput. 42/caput. 43/caput. 44/1. 44/2. 44/3. 44/4. 45/1. 45/2. 46/1. 47/1. 48/caput. 49/caput. 50/caput. A Parte 1 abrangeu as palavras de “a” até “h”. Portanto, a Parte 2 começa com a letra “i”.

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idade: P/p. 7/3. 16/2. 16/4. identidade cultural: 30/4. identidade (Direito das crianças com deficiência de preservar sua): 3/caput-h. identidade linguística: 24/3-b. 30/4. identificação e eliminação de obstáculos e barreiras à acessibilidade: 9/1. idioma: P/p. idosos com deficiência: 28/2-b. idosos (Prevenção da deficiência entre): 25/caput-b. igualdade (Alcançar a efetiva): 5/3. igualdade de condições com as demais pessoas: 12/4. 13/1. 17/

caput. 22/2. 23/1. 23/1-c. 24/2-b. 24/5. 27/1-b. 27/1-c. 27/2. 29/caput. 30/5-d. igualdade de oportunidades: P/e. P/f. P/r. P/y. 2/“discriminação por motivo de deficiência”. 3/caput-e. 7/1. 24/1. igualdade de oportunidades com as demais crianças: 7/3. igualdade de oportunidades com as demais pessoas: P/e. 2/“adaptação razoável”. 2/“discriminação por motivo de deficiência”. 9/1. 10/ caput. 14/1. 14/2. 18/1. 19/caput-a. 19/caput-c. 21/caput. 27/1. 29/caput-a. 29/caput-b. 30/1. 30/4. 30/5. 30/5-b. igualdade e não-discriminação: 5. igualdade entre o homem e a mulher: 3/caput-g. igualdade (Promover a): 5/3. impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial: 1/caput. impedimento de natureza auditiva [fenômeno presente na pessoa com deficiência auditiva. Na CDPD, o termo “natureza auditiva” está implícito na expressão “impedimento de natureza sensorial”. Ver “impedimento de natureza sensorial”]: 1/caput. impedimento de natureza física [fenômeno presente na pessoa com deficiência física]: 1/caput. impedimento de natureza intelectual [fenômeno presente na pessoa com deficiência intelectual. Na CDPD, o termo “natureza intelectual” se refere ao déficit cognitivo. O termo “deficiência intelectual” substitui a antiga expressão “deficiência mental”]: 1/caput. impedimento de natureza múltipla [fenômeno presente na pessoa com deficiência múltipla, este termo não é citado na CDPD, mas está implícito]: 1/caput. impedimento de natureza mental [fenômeno presente na pessoa com deficiência psicossocial. Na CDPD, a palavra “mental” se refere ao termo “saúde mental” e não ao termo “deficiência mental”]: 1/caput. impedimento de natureza sensorial [fenômeno presente na pessoa com deficiência visual ou auditiva. Na CDPD, a palavra “sensorial” abrange o sentido da visão e o da audição, e não os do tato, olfato e paladar]: 1/caput. impedimento de natureza visual [fenômeno presente na pessoa com deficiência visual, o termo “natureza visual” está implícito na expressão “impedimento de natureza sensorial”. Ver “impedimento de natureza sensorial”]: 1/caput. implementação de normas e diretrizes mínimas para a acessibilidade: 9/2-a. implementação e monitoramento [da CDPD]: 33. 33/1. 33/2. 33/3. 38/caput-a. incentivos ... para empregar no setor privado: 27/1-h. incluídas na comunidade: 19/caput-b. inclusão e participação em todos os aspectos da vida: 26/1. inclusão e participação na comunidade: 19/caput. inclusão na comunidade e ... vida social: 26/1-b. inclusão na sociedade: 3/caput-c. inclusão plena (meta de): 24/2-e. inclusivo (Ambiente de trabalho...): 27/1. inclusivo (Ensino primário): 24/2-b. inclusivo (Sistema educacional): 24/1. inclusivos (Cooperação... e programas... de desenvolvimento sejam): 32/1-a.


coluna especial inclusivo (Sistema educacional): 24/1. independência [das PcD]: P/n. 3/caput-a. 20/caput [para ser coerente com o que a CDPD entende por “independência” e “autonomia”, o termo correto no Artigo 20-caput deveria ser “autonomia” em vez de independência]. informação e comunicação: P/v. informação e comunicação acessíveis (Tecnologias da): 2/“comunicação”. informação e educação sobre a maneira de evitar, reconhecer e denunciar casos de exploração, violência e abuso: 16/2. informações: 9/1-b. informações ... em formatos acessíveis: 21/caput-a. injustiças: 27/1-b. instalações com desenho universal (Produtos, serviços, equipamentos e): 4/1-f. instalações e serviços abertos ao público ou de uso público: 9/2-b. instalações internas e externas: 9/1-a. instalações médicas: 9/1-a. instalações (Outras formas de): 4/1-h. instituições: 4/1-d. integridade [física e mental]: 17. 17/caput. interação entre PcD e barreiras: P/e. 1/caput. interdependência: P/c. interesse superior da criança: 7/2. interferência arbitrária ou ilegal em sua privacidade: 22/1. internet: 9/2-g. 21/caput-c. 21/caput-d. inter-relação: P/c. intervenção precoce: 25/b. isoladas e segregadas da comunidade: 19/caput-b.

J

justiça (Acesso à): 13. 13/1. 13/2. justiça (Capacitação dos profissionais de administração da): 13/2. justiça (Casos de exploração, violência e abuso sejam identificados, investigados e levados à): 16/5.

L

lar e família [respeito por]: 23. lazer (Atividades de): 30/5. 30/5-d. 30/5-e. legislação e políticas: 4/3. legislação nacional: 25/caput-e. lei (Reconhecimento igual perante a): 12. leis e políticas ... voltadas para mulheres e crianças para casos de exploração, violência e abuso contra PcD: 16/5. leis, regulamentos, costumes e práticas vigentes (Modificar ou revogar): 4/1-b. leis relativas à proteção de dados: 31/1-a. lesões ou abuso: P/q. liberdade: 14/1-b. 14/2. liberdade de escolha: 19/caput. liberdade de expressão e de opinião: 21. 21/caput. liberdade de movimentação [direito]: 18. 18/1-b. liberdade de sair de qualquer país, inclusive do seu: 18/1-c. liberdade e segurança da pessoa: 14. liberdade e segurança das PcD: 14/1. 14/2. liberdade, justiça e paz: P/a. liberdade para fazer as próprias escolhas: P/n. 3/caput-a. liberdades fundamentais: 24/1-a. língua: 2/“língua”.

língua de sinais: 2/“língua”. 21/caput-b. 21/caput-e. 24/3-b. 24/4. 30/4. linguagem simples, escrita e oral: 2/“comunicação”. línguas: 2/“comunicação”. 24/3-c. línguas faladas e de sinais: 2/“língua”. local de residência ou tipo de moradia: 22/1. local de trabalho: 8/2-a-iii. 9/1-a. 27/1-i.

M

manutenção do emprego e no retorno ao emprego: 27/1-e. 27/1-k. materiais pedagógicos: 2/4. maturidade: 7/3. maus-tratos: P/q. mediadores: 20/caput-b. medidas apropriadas para eliminar a discriminação: 4/1-e. medidas de natureza legislativa, administrativa, social, educacional ... contra ... exploração, violência e abuso: 16/1. 16/2. medidas legislativas, administrativas e de qualquer outra natureza: 4/1-a. meios de transporte: 9/1-a. meios de voz digitalizada: 2/“comunicação”. melhoria contínua de condições de vida: 28/1. membros iguais da sociedade: P/k. meninas com deficiência: P/q. 6/1. mercado aberto de trabalho (Experiência de trabalho no): 27/1-j. mercado de trabalho: 27/1-e. 27/1-j. mercado laboral: 8/2-a-iii. mídia: 8/2-c. 21/d. mobilidade pessoal, social: 20. 20/caput-a. 20/caput-c. 20/ caput-d. modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação: 2/“comunicação”. 24/3-a. monitoramento [da CDPD]: 33. 33/1. 33/2. 33/3. moradia adequada: 28/1. moradia (Determinado tipo de): 19/caput-a. moradia (Tipo de): 22/-1. movimentação e nacionalidade (Liberdade de): 18. mulher [e homem]: 3/caput-g. mulheres com deficiência: P/q. 6. 6/1. 28/2-b. mulheres e crianças (Exploração, violência e abuso contra): 16/5. mulheres (Empoderamento das): 6/2. multimídia acessível: 2/“comunicação”. museus: 30/1-c.

N

nacionalidade (Direito à): 18/1. nacionalidade (Não sejam privadas arbitrariamente de sua): 18/1-a. não-discriminação: 3/caput-b. 5. nascimento: P/p. nascimento [após o / desde o]: 18/2. necessidades [das PcD]: 4/1-f. 19/caput-c. 24/2-c. 25/d. 26/1-a. negócio próprio: 27/1-f. normas e diretrizes mínimas para a acessibilidade: 9/2-a. Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiência: P/f. núcleo natural e fundamental da sociedade: P/x.

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18

coluna especial O

ocupação estrangeira: P/u. ônus desproporcional ou indevido: 2/“adaptação razoável”. opinião (Expressar plenamente sua): 7/3. opiniões políticas: P/p. oportunidades ... de trabalho (Iguais): 27/1-b. Organização das Nações Unidas: P/b. 42/caput. organizações de integração regional: 42/caput. 43/caput. 44. 44/1. 44/2. 44/3. 44/4. 45/2. organizações internacionais e regionais: 32/1. organizações não-governamentais: 29/caput-b-i. organizações (de PcD): 4/3. 32/1. 33/3. organizações [de PcD em níveis internacional, regional, nacional e local]: 29/caput-b-ii. orientação e mobilidade: 24/3-a. orientação técnica e profissional (acesso a programas de): 27/1-d. origem nacional, étnica, nativa ou social: P/p.

P

Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos: P/d. Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais: P/d. Pactos Internacionais sobre Direitos Humanos: P/b. padrão de vida: 28. 28/1. países ... em desenvolvimento: P/l. países em desenvolvimento [e nos ... desenvolvidos]: P/y. participação ... das PcD: P/3. 3/caput-c. 24/1-c. 24/3. participação na comunidade e ... vida social: P/m. 9/1. 26/1-b. participação ... nas atividades comuns: 30/5. 30/5-a. participação ... nas decisões ... programas e políticas: P/o. 4/1-c. participação na vida econômica, social e cultural: P/y. participação plena na sociedade (Obstruir sua): 1/caput. partidos políticos: 29/caput-b-i. paternidade: 23/1. paz: P/u. pedagógicos (Técnicas e materiais): 24/4. percepção positiva: 8/2-a-ii. peritos com deficiência: 34/4. personalidade das PcD: 24/1-b. pesquisa: 4/1-f. PcD: P/e. P/j. P/k. P/l. P/m. P/n. P/o. P/p. P/s, P/t, P/u, P/v. P/x. P/y. 1/caput. 2/“adaptação razoável”. 2/“desenho universal”. 4/1. 4/1-c. 4/1-h. 4/1-i. 4/3. 4/4. 5/2. 8/1-b. 8/2-a-ii. 8/2-d. 9/1. 9/2-b. 2/b-c. 11/caput. 12/1. 12/2. 12/3. 12/5. 16/2. 17/caput. 18/1. 19/ caput. 19/caput-a. 19/caput-b. 19/caput-c. 20/caput. 20/caput-a. 20/caput-b. 20/caput-c. 20/caput-d. 21/caput. 21/caput -a. 21/ caput-b. 21/caput-c. 21/caput-d. 22/1. 22/2. 23/1. 23/1-a. 23/1-b. 23/1-c. 23/2. 24/1. 24/1-b. 24/1-c. 24/2-a. 24/2-b. 24/2-d. 24/3. 24/5. 25/caput. 25/caput-a. 25/caput-b. 25/caput-c. 25/caput-d. 26/1. 26/1-b. 27/1. 27/1-b. 27/1-c. 27/1-d. 27/1-e. 27/1-g. 27/1-h. 27/1-i. 27/1-j. 27/1-k. 27/2. 28/1. 28/2. 28/2-a. 28/2-b. 28/2-c. 28/2-d. 28/2-e. 29/caput. 29/caput-a. 29/caput-a-ii. 29/caput-a-iii. 29/caput-b. 29/caput-b-ii. 30/1. 30/2. 30/3. 30/4. 30/5. 30/5-a. 30/5-b. 30/5-c. 30/5-e. 33/3. PcD (Acessibilidade para): 9/2-b. PcD [acesso à justiça]: 13/1. 13/2. PcD (Acesso ao apoio no exercício da sua capacidade legal): 12/3. PcD (Acesso aos sistemas e tecnologias da informação e comuni-

cação ... internet): 9/2-g. PcD (Capacidades e contribuições das): 8/1-c. PcD (Capacitação dos profissionais e equipes: 4/1-i. PcD (Como testemunhas nos procedimentos jurídicos): 13/1. PcD (Condições das; dignidade das): 8/1-a. PcD [direito a bens, finanças, empréstimos bancários, hipotecas, crédito financeiro]: 12/5. PcD (Direito de ser reconhecidas como pessoas perante a lei): 12/1. PcD (Direitos das): P/x. 8/1-a. 8/2-a-i. 8/2-b. 8/2-d. PcD (Discriminação contra): 4/1-b. PcD (Diversidade das): P/i. PcD (Exercício do direito à vida pelas): 10. PcD (Habilidades ... méritos e ... capacidades das): 8/2-a-iii. PcD (Igualdade das): 5/3. PcD (Liberdade e segurança das): 14/1. 14/2. PcD (Mídia a retratar as): 8/2-c. PcD (Não sejam arbitrariamente destituídas de seus bens): 12/5. PcD (Não sejam submetidas à tortura ou a tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes): 15/2. PcD (Necessidades específicas de): 4/1-f. PcD (Proteção e segurança das): 11/caput. PcD (Serviços de proteção que considerem a idade, o gênero e a deficiência das): 16/2. pesquisas: 31/1. 31/3. planejamento familiar (Reprodução e): 23/b. pobreza (Condições de): P/t. pobreza [erradicação, redução]: P/m. 28/2-b. polícia (Capacitação da): 13/-2. políticas e leis... para mulheres e crianças: 16/5. políticas e medidas apropriadas: 27/1-h. políticas, planos, programas e ações: P/f. população em geral: 25/a. potencial criativo, artístico e intelectual [das PcD]: 30/2. práticas nocivas: 8/1-b. preconceitos: 8/1-b. prestação de assistência e serviços garantidos por ... direitos: 4/1-i. prevenção de deficiências adicionais: 25/b. princípios éticos na coleta de dados e utilização de estatísticas: 31/1-b. privacidade das PcD: 31/1-a. privacidade dos ... dados relativos à saúde e à reabilitação: 22/2. privacidade (Respeito à): 22. 22/1. 22/2. Privilégios e Imunidades das Nações Unidas: 34/13. procedimentos jurídicos (PcD como testemunhas nos): 13/1. processos de tomada de decisões relativos às PcD: 4/3. produtos, serviços... e instalações com desenho universal: 4/1-f. professores (Empregar): 24/4. professores com deficiência (Empregar): 24/4. profissionais de saúde: 25/caput-d. profissionais e equipes ... serviços de habilitação e reabilitação (Capacitação de): 26/2. profissionais e equipes que trabalham com PcD: 4/1-i. 24/4. Programa de Ação Mundial para as Pessoas Deficientes: P/f. programas ... destinados a atender PcD sejam monitorados: 16/3. programas e políticas: P/o. 4/1-c. programas habitacionais públicos: 28/2-d. programas internacionais de desenvolvimento: 32/1-a. promoção e observância dos direitos: P/w. propriedade: P/p. propriedade intelectual: 30/3.


coluna especial proteção contra assédio no trabalho: 27/1-b. proteção e assistência: P/x. proteção e promoção dos direitos humanos das PcD: 4/1-c. proteção legal contra a discriminação: 5/2. proteção social: 28. 28/2. 28/2-b. proteção [total]: P/u.

Q

qualidade de serviços ... de saúde: 25/caput-d. qualidade e gratuito (Ensino primário inclusivo de): 24/2-b. questões públicas: 29/caput-b.

R

raça: P/p. reabilitação (Acesso a serviços de): 25/caput. reabilitação (Habilitação e): 26. 26/1. 26/2. 26/3. reabilitação profissional: 27/1-k. reconhecimento igual perante a lei: 12. recrutamento: 27/1-a. regras éticas: 25/caput-d. relacionamentos: 23/1. relatórios dos Estados Partes: 35. 35/1. 35/2. 35/3. 35/4. 35/5. 36. 36/1. 36/2. 36/3. 36/4. 36/5.

religião: P/p. remuneração por trabalho de igual valor: 27/1-b. residência (Local de) ou tipo de moradia: 22/1. residências: 9/1-a. respeito à privacidade: 22. respeito pela diferença e pela aceitação das PcD: 3/caput-d. respeito pelo desenvolvimento ... crianças com deficiência: 3/caput-h. respeito ... pelo direito das crianças com deficiência: 3/caput-h. respeito pelo lar e pela família: 23. respeito pelos direitos e pela dignidade das PcD: 8/1-a. respeito pelos direitos humanos... liberdades fundamentais... diversidade humana: 24/1-a. responsabilidade: P/w. responsabilidades na criação dos filhos (PcD possam exercer suas): 23/2. restrição, exclusão ou diferenciação baseada em deficiência: 2/“discriminação por motivo de deficiência”. restrição de... direitos humanos e liberdades fundamentais: 4/4. retorno ao emprego (Assistência no): 27/1-e. 27/1-k. rodovias: 9/1-a. rural (Zonas urbana e): 9/1. 25/caput-c. 26/1-b.

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Inovação como principal característica Com sede em São José dos Campos/SP, a Terra Eletrônica faz jus ao seu slogan: “Produtos Especiais para Pessoas Especiais”. Criada em 1999 pelo engenheiro Valdemir Ribeiro Borba (o Terra), apresenta soluções rápidas, criativas, com tecnologia de ponta, mas ao mesmo tempo simples e extremamente funcionais. Um dos exemplos é a caneta falante, que decodifica imagens impressas, tais como os símbolos gráficos usados em linguagem de comunicação alternativa (seria como um leitor de código de barras, só que invisíveis). Além da impressão direta da imagem já com o código, a empresa desenvolveu e patenteou um sistema exclusivo de impressão desses micro-

códigos em um meio transparente. Essa transparência poderá cobrir qualquer imagem gráfica impressa normalmente. Valdemir é um batalhador da indústria nacional e espera que o Governo Federal apoie as iniciativas da indústria nacional, comprando produtos nacionais, como as lupas eletrônicas brasileiras, por exemplo, em detrimento de importados, principalmente os chineses. Grandes vendas para governo poderão dar um novo alento à produção: “não quero financiamento, quero mercado”, garante o engenheiro.

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coluna especial

20

S

salvaguardas apropriadas e efetivas para prevenir abusos: 12/4. saneamento básico: 28/2-a. saúde: P/v. 25. 25/caput. 25/caput-a. 25/caput-b. 25/caput-c. 26/1. saúde (Programas, serviços e atenção à): 25/caput-a. 25/caput-f. saúde [profissionais ... setores público e privado]: 25/caput-d. saúde pública (Programas de): 25/caput-a. saúde (Recuperação e reinserção em ambientes que promovam a): 16/4. saúde sexual e reprodutiva e programas de saúde pública: 25/caput-a. Secretário-Geral das Nações Unidas: 34/6. 34/11. 35/1. 36/3. 40/2. 41/caput. 47/1. 48/caput. segurança: P/u. segurança (Liberdade e): 14. seguro de saúde: 25/caput-e. seguro de vida: 25/caput-e. sensibilização: 8/2-d. senso de pertencimento à sociedade: P/m. ser humano: 10/caput. serviços abertos ao público ou de uso público: 9/2-a. serviços acessíveis a PcD: 21/d. serviços de apoio: 4/1-h. 19/b. serviços de colocação ... e ... treinamento profissional: 27/1-d. serviços de emergência: 9/1-b. serviços de mediadores ... guias, ledores e intérpretes profissionais da língua de sinais: 9/2-e. serviços de reabilitação: 25/caput. serviços de saneamento básico: 28/2-a. serviços de saúde: 25/caput-a. 25/caput-b. 25/caput-c. serviços e instalações da comunidade... disponíveis às PcD: 19/caput-c. serviços eletrônicos: 9/1-b. serviços ... e instalações com desenho universal: 4/1-f. serviços sociais: 26/1. serviços turísticos: 30/1-c. setor público (Empregar PcD no): 27/1-g. sexo: P/p. sexo e idade: 8/1-b. sinalização em formatos de fácil leitura e compreensão: 9/2-d. sistema de ensino: 24/3. sistema educacional geral: 24/2-a. 24/2-d. sistema educacional inclusivo em todos os níveis: 24/1. sistema educacional (Todos os níveis do): 8/2-b. sistema penitenciário [capacitação ... de funcionários]: 13/2. sistemas auditivos: 2/“comunicação”. sistemas e tecnologias da informação e comunicação: 9/2-g. 9/2-h. sistemas jurídicos: 34/4. situações de conflito armado: 11/caput. situações de risco e emergências humanitárias: 11. 11/caput. sociedade (Enriquecimento da): 30/2. sociedade civil: 32/1. 33/3. sociedade livre (Participação efetiva das PcD em uma): 24/1-c.

T

talentos das PcD: 24/1-b. teatro: 30/1-b. 30/1-c. tecnologia da informação e comunicação: 2/“comunicação”. tecnologias apropriadas ... tipos de deficiência: 21/caput-a. tecnologias assistivas: 4/1-g. 4/1-h. 20/caput-b. 20/caput-d. 26/3. 29/caput-a-ii. 32/1-d. tecnologias da informação e comunicação: 4/1-g.

tecnologias de custo acessível: 4/1-g. tecnologias [disponibilidade, emprego, transferência]: 4/1-g. 32/1-d. televisão: 30/1-b. 30/1-c. textos autênticos [árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo]: 50. 50/caput. tomada de decisões [das PcD]: 4/3. tortura ou tratamentos ... cruéis, desumanos ou degradantes: 15. 15/1. 15/2. trabalho: 27. trabalho (Adaptações razoáveis... no local de): 27/1-i. trabalho (Ambiente de): 27/1. trabalho autônomo: 27/1-f. trabalho de sua livre escolha ou aceitação no mercado laboral: 27/1. trabalho (Direito ao): 27/1. trabalho forçado ou compulsório: 27/2. transporte (Meios de): 9/1-a. tratamento negligente: P/q. treinamento adequado [como forma de proteção social]: 28/2-c. treinamento profissional ... e colocação no trabalho: 24/5. 27/1-d.

V

valor inerente: P/a. P/h. vestuário adequado: 28/1. vida cultural: 30. 30/1. vida (Direito à): 10. 10/caput. vida em comunidade: 24/3. vida em recreação, lazer e esporte: 30. vida independente: 9/1. 19. vida política e pública: 29. 29/caput-a. 29/caput-b-i. violação da dignidade e do valor inerentes ao ser humano: P/h. violações de seus direitos humanos: P/k. violência: P/q. violência (Prevenção contra exploração, abuso e): 16. 16/1. 16/2. 16/3. 16/4. 16/5. visualização de textos: 2/“comunicação”. vocação: 24/5. votação (Procedimentos, instalações e materiais e equipamentos para): 29/caput-a-i. 29/caput-a-iii. votação secreta: 34/5. voto secreto em eleições e plebiscitos (Direito das PcD ao): 29/caput-a-ii. Nota: Para este trabalho, utilizei a 3ª edição revista e atualizada da CDPD, publicada em 2010 pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNPD), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Texto disponível no site: http:// portal.mj.gov.br/sedh/snpd/convencaopessoascomdeficienciapdf.pdf. Encontram-se na internet inúmeras traduções da CDPD, mas esta é a tradução oficial do Governo do Brasil e é a única realizada com terminologias brasileiras corretas e sem eliminar nenhuma palavra do texto escrito nos seis idiomas oficiais da ONU. A SNPD já reimprimiu essa tradução pela 4ª vez, em 2011.

Romeu Kazumi Sassaki é consultor e autor de livros de inclusão social E-mail: romeukf@uol.com.br


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Mobilidade como forma de independência O lema da Kapra Medical indica seu objetivo: cadeiras de rodas motorizadas, triciclos e quadriciclos para que pessoas com deficiência física ganhem qualidade de vida por meio da independência de locomoção. Fundada em 1994, com sede em Porto Alegre/RS, tem a distribuição exclusiva para o Brasil de todas as linhas da Pride Mobility, reconhecida fabricante norte-americana/canadense. Com corpo técnico especializado, oferece extensa linha de produtos de ponta, como cadeiras de alta complexidade e módulos eletrônicos avançados (Quantum) para interação do usuário com  equipamentos do ambiente/computadores, além de treinadores de marcha e reabilitação para paralisados cerebrais, sequelados de acidentes de trânsito e AVC. “Assistir crianças com PC caminharem sozinhas  pela  primeira vez é uma grande emoção”, conta Grace Hoppe, educadora física que auxilia médicos e fisioterapeutas no setor de Reabilitação Infantil. Com pontos de atendimento e assistência técnica espalhados pelo país, o site divulga os equipamentos, pre-

ços e imagens, recebendo encomendas que são despachadas em 24 horas, ou menos. Os financiamentos são intermediados pela própria Kapra, também pelo site, onde é fácil fazer simulações, com ou sem entrada, em até 36 meses. As propostas são analisadas e respondidas geralmente no mesmo dia pelo Banco conveniado.  Todos os produtos são disponíveis para pronta entrega: alguns, quando fabricados especialmente para o cliente, têm prazo curto e definido na encomenda. “A empresa procura o que há de novo na tecnologia mundial  com recursos avançados e altíssima qualidade”, garante a diretora Vanessa Medina. “Ajudar na inclusão social, é criar oportunidades, integração e respeito à pessoa com deficiência física”, afirma.


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Campeã em vendas, concessionária aposta no mercado PcD

A Honda Forte, com mais de 1.000 m² de área para exposição, fecha o ano no primeiro lugar em vendas entre as concessionárias da marca. Com uma localização privilegiada, em frente à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), está confiante no próximo ano, quando pretende comercializar o novo Civic e o CRV. Agora em 2011 a marca sofreu com problemas externos, como o terremoto e o tsunami no Japão. Embora os dois lançamentos não sejam destinados a pessoas com deficiência, o gerente geral, Wilson Cavenaghi, trabalha para que as vendas ao segmento cresçam entre 30% e 40% em 2012. Afinal, ele tem dois campeões no setor: o City versão automática é um dos carros preferidos por esse público, assim como o Fit. Essas vendas representam hoje 7% do total geral. A concessionária é toda adaptada, com rampas, banheiros especiais, serviço de leva e traz, test-drive em carro especial, vagas demarcadas no estacionamento. Possui certificação do Programa Honda Conduz, criado em 1997 para oferecer atendimento diferenciado ao público PcD, com equipe de vendas treinada para dar toda a orientação necessária ao interessado com relação às isenções, garantia e seguro.

Cavenaghi conta que todos os vendedores estão capacitados para o atendimento, mas dois são especializados e canalizam a recepção ao público PcD. Também há despachantes aptos a informar sobre a documentação necessária. A assistência técnica, para todos os compradores, pode ser agenda, o que representa maior comodidade. Este ano a Honda Forte apostou também na ampliação de sua comunicação com os clientes, investindo nas redes sociais. Além da presença no Facebbok e no Twitter, os interessados nos modelos Honda podem conversar com consultores, em horário comercial, diretamente no site. Mesmo assim, considera importante participar de eventos conjuntos com a marca e mostrar seus veículos em revistas especializadas, como a Revista Reação. “Tratamos as pessoas com deficiência como qualquer outro cliente. É importante que cheguem aqui e sejam olhados da mesma forma que outros interessados”, explica Cavenaghi. Para ele, a própria sociedade está mais atenta em relação ao segmento: “Estamos contribuindo para que tenham acesso a tudo, para que não se sintam rejeitados. Temos consciência que fazem parte de nossa vida”, afirma o gerente. Para ele, o dia 03 de dezembro - “Dia Internacional da Pessoa com Deficiência” - está aí para lembrar que a sociedade deve tratar esse público com respeito e dignidade. Ele garante que a concessionária segue esses princípios.


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acessibilidade

Chegou a hora das compras mas como fica a acessibilidade ?

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ompras são feitas o ano todo, mas na época do Natal não há quem não goste de pensar na família, nos amigos e escolher presentes ? Nem que seja só para o amigo secreto da empresa. Lojas existem para todos os gostos: barateiras, de luxo, de rua, nos centros comerciais ou nos shoppings. O difícil para as pessoas com deficiência, muitas vezes, é conseguir chegar até elas e depois entrar, circular internamente, ter acesso ao balcão, escolher, pagar e ir embora. A publicitária cadeirante Julie Nakayama tem muita prática no assunto. Ela avalia calçadas do ponto de vista da acessibilidade, no site: “Guardiões das Caçadas” (http://www.maragabrilli.com.br/guardioesdascalcadas), uma iniciativa da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB/SP). Percorrendo as ruas da cidade, se depara com problemas também no comércio. Para ela, as dificuldades vão desde entrar na loja, pois a maioria tem degraus, até corredores pequenos e falta de provador adaptado. “Muitas vezes os vendedores têm preconceito em atender uma pessoa com deficiência, na maioria dos casos, simplesmente, porque não têm informação e ficam com receio de como abordar”, analisa. Numa de suas postagens, em relação à Praça Silvio Romero, na zona leste da capital paulista, Julie afirma que as lojas de lá são acessíveis porque não têm degraus, mas em algumas, como a de doces, não há como se movimentar com uma cadeira dentro dela. “Esperar que uma rua tenha todas as lojas acessíveis é ilusório, nas nossas vistorias nunca encontramos, mas seria o ideal”, afirma. “Lojas de rua, como a 25 de março ou no Bom Retiro, são impossíveis de frequentar”, explica a publicitária, falando de duas das mais conhecidas regiões do comércio popular paulistano. A própria Associação Comercial de São Paulo reconhece as dificuldades: “o problema da acessibilidade

independe, muitas vezes, do desejo do comércio de querer atender às pessoas com deficiência, mas decorre da inadequação do imóvel, especialmente para aqueles mais antigos, quando a legislação não previa exigências dessa natureza, ou a dimensão reduzida da área também dificulta o atendimento”, explica Marcel Solimeo, superintendente institucional e economista-chefe da ACSP. Segundo ele, a entidade defende sempre o cumprimento da legislação e procura orientar as empresas nesse sentido, mas não faz recomendações específicas sobre a questão da acessibilidade. Solimeo considera que seria interessante uma campanha para esclarecer e estimular o comércio a procurar se adaptar, mas tendo em vista sempre as limitações existentes. “Um dos problemas que precisa ser considerado é o de que, muitas vezes, o obstáculo maior para acessibilidade não está no estabelecimento comercial, mas nas calçadas da região, o que prejudica o comércio”, constata. Quem leva vantagem neste caso são os shoppings, edificações mais recentes, que já são construídos de acordo com as normas atuais de exigências. O Brasil tinha 421 estabelecimentos do tipo até o início de novembro de 2011, e estavam previstas mais 8 inaugurações. Em 2012 serão mais 43. Para o diretor presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (ABRASCE), Luiz Fernando Veiga, todos os shoppings estão conscientes sobre a necessidade de ser acessível. Ele considera que, além de uma consciência cidadã, até por uma questão de concorrência, os empreendedores se esforçam por conquistar esse público, que é expressivo na sociedade. Não há uma pesquisa de frequência de PcD mas, segundo a própria Julie, “compras só em shopping”. Apesar das facilidades como: rampas de entrada, corredores largos, elevadores, banheiros adaptados e sinalização, os estacionamentos com vagas demarcadas ainda apresentam problemas, porque há motoristas que não respeitam. Veiga explica que não há nem mesmo como multar, a única arma é o convencimento tentado pelos funcionários: “nós só podemos batalhar para que as pessoas se eduquem melhor e respeitem as vagas”, comenta. Veiga diz que não pode garantir que todos esses estabelecimentos sejam totalmente acessíveis, pode ser que os mais afastados dos grandes centros ainda apresentem alguns problemas, mas considera que a situação, sem dúvida, é melhor do que na rua.


homenagem

Luiz Baggio Neto movimento perde um grande ativista...

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uiz Baggio Neto foi fundador da Associação Brasileira de Síndrome Pós-Poliomielite (ABRASPP), e faleceu em 7 de novembro último, aos 56 anos, por complicações cardiorrespiratórias. Contraiu pólio aos dois anos de idade, quando não havia ainda vacinação em massa no Brasil, o que o deixou numa cadeira de rodas. Já adulto, foi diagnosticado com SPP. Formado em Letras pela USP, Baggio desenvolveu carreira como editor de livros, atividade aliada a uma participação social em defesa da inclusão. Chegou a ter, inclusive, um programa na Rádio USP, em que tratava do tema, sempre com humor. Além de fundar a ABRASPP em 2004 e de exercer a presidência por vários anos, também presidiu o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São Paulo, por duas vezes consecutivas, e foi secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo e diretor do Instituto Brasileiro da Diversidade. Ocupava quando de sua morte, a função de assessor para Inclusão da União de Vereadores do Estado de São Paulo (UVESP). Ele classificava como uma das maiores conquistas do Conselho a colocação da acessibilidade no Código de Obras paulistano, em 1990. Mantinha também uma página sobre desenho universal, na internet. A frase preferida, que estava em seu perfil no Facebook, dá ideia de sua forma de vida: “Somente porque há os desesperançados é que nos é dada a esperança”. Frase de Walter Benjamin. O movimento perde um batalhador da causa, mas fica o seu legado e suas colaboração.

nota Dicionário Digital bilíngue está disponível em SP As pessoas cegas ou com baixa visão já podem encontrar o primeiro dicionário digital bilíngue (português-inglês e inglês-português) em formato Daisy (Digital Accessible Information System), ferramenta de leitura digital que permite o acesso à leitura de forma rápida e estruturada. O lançamento ocorreu durante o Congresso Internacional de Livros Digitais Daisy, realizado na capital paulista, em novembro. Numa parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e a Fundação Dorina Nowill para Cegos, o dicionário permite que, por meio de um CD, seja possível visualizar o conteúdo do texto em vários níveis de ampliação e ouvir a sua gravação em voz sintetizada de forma simultânea. Também há mecanismos de busca por palavras, notas de rodapé opcional, marcadores de texto, soletração, leitura integral de abreviaturas e de siglas, além de emitir a pronúncia correta de palavras estrangeiras. Numa primeira etapa foram distribuídos 600 exemplares do dicionário para todas as bibliotecas públicas do Estado de São Paulo. A previsão é de que mais 400 sejam colocados à disposição nos postos do Acessa SP e escolas estaduais.

“Mude Seu Falar que Eu Mudo Meu Ouvir”, Foi lançado o livro “Mude Seu Falar que Eu Mudo Meu Ouvir”, com participação de pessoas com deficiência intelectual, que visa mostrar para os leitores um pouco mais sobre esse tipo de deficiência. A cerimônia de lançamento aconteceu durante o último dia do Seminário Internacional: Celebrando os 30 anos do AIPD. Os autores, com Síndrome de Down, autografaram o livro.

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informe publicitário

Crescimento em vendas é motivo de comemoração

A Ford é sinônimo de automóvel e inovação há mais de 100 anos. Primeira indústria automobilística a se instalar no Brasil, em 1919, tem hoje quatro fábricas no país, em São Bernardo do Campo, Taubaté, Tatuí (SP) e em Camaçari (BA). Foi a primeira indústria automobilística a ter certificação de gestão ambiental. O ano termina com um crescimento de 78% no volume de vendas para pessoas com deficiência. No setor de Vendas Diretas, o segmento representa 4% do faturamento. As perspectivas de uma melhora na performance são concretas, na visão de Raquel Ross Ribeiro, gerente há dois meses da área, com 9 anos de experiência em mercado automobilistico, na própria Ford. Para ela, todas as montadoras já perceberam a importância desse público e o bom atendimento, e estruturação da rede, são fundamentais. Aprender como trabalhar com ele é uma ação que se aprimora cada vez mais dentro da empresa. O modelo preferido de PcD é o EcoSport, seguido do Focus Hatch. O Eco é líder do segmento de utilitários esportivos compactos desde o lançamento, com

32,6% do mercado geral. A gerente conta que está sendo preparado, para o próximo ano, o lançamento de um Eco com tecnologia diferenciada, “um carro totalmente novo”. O modelo, ela acredita, será responsável por um expressivo aumento nas vendas para o segmento. A rede da Ford conta hoje com cerca de 370 concessionárias espalhadas por todo o país, a maioria já totalmente adaptada para receber esses clientes. Os vendedores foram treinados pela fábrica e, recentemente, também participaram de um treinamento ministrado pela Cavenaghi, em São Carlos/SP. “Temos uma política especial de atendimento. É um público significativo, criamos uma marca forte, o Acesso Ford”, conta Raquel. O programa, que pode ser conhecido no site da empresa, orienta sobre a legislação específica e como proceder para comprar veículos com isenções. Dá ainda a possibilidade de conversas online em horário comercial, ou por telefone, 24 horas por dia (0800 703 FORD – 3673), até mesmo nos feriados. Ela aposta que esse bom atendimento é responsável pelo marketing “boca a boca”, que faz com que, cada vez mais, as pessoas procurem os veículos da marca. “A Ford se faz presente para esse público”, afirma a gerente. A preocupação com a comunicação também se traduz em ações de visibilidade: a empresa pretende continuar participando da Reatech, feira em que já compareceu por três vezes, e também estar presente na mídia especializada, como na Revista Reação.


Consultoria: Cláudia C. R. G. Bentim - diretora de Reabilitação da SORRI-BAURU.

Fotos: Divulgação/SORRI.

por Ângela Moraes

associações

Centro de Reabilitação SORRI-BAURU Pioneirismo e referência na promoção do desenvolvimento de uma sociedade inclusiva no interior paulista... Todo caso é discutido em conjunto, sendo que o ponto de partida é o objetivo de vida e desejos do usuário somados as necessidades que a equipe especializada vislumbra para que se torne o mais independente e autônomo no menor espaço de tempo. Para isso, o planejamento terapêutico é personalizado.

Inovação em Reabilitação

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esde quando a expressão “inclusão social” não era popular, a SORRI-BAURU já tinha como principal objetivo a inserção na da pessoa com deficiência em uma comunidade responsiva e provocava em seus familiares uma transformação no modo de agir, olhar e interagir com o mundo, dizendo NÃO à institucionalização, paradigma que imperava no Brasil na década de 70. Hoje, a SORRI-BAURU atende à cidade de Bauru/SP (350 mil habitantes, a 300 Km de São Paulo) e mais 67 municípios vizinhos, totalizando uma população de cerca de 1.600.000 pessoas, com aproximadamente 3.000 usuários ao ano. Em 2010, segundo o relatório anual da instituição, foram 117.606 atendimentos. Neste ano, até meados de outubro, o número de atendimentos já superou os dados de 2010. Ou seja, a demanda da SORRI-BAURU não pára de crescer, um sintoma de que a excelência e a inovação norteiam a prestação de serviços, sem que o usuário precise pagar por isso.

Avaliação global

Os usuários são avaliados por uma equipe transdisciplinar que inclui fisiatra, neurologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, enfermeiro, assistente social e nutricionista, entre outros. A reabilitação acontece em clínicas distintas tendo uma equipe especializada para cada uma delas: Paralisia Cerebral , Acidente Vascular Encefálico, Lesão Medular, Trauma crânio-encefálicos, neuro infantil e adulto, Atenção Inicial Preventiva (recém-nascidos), Neurocomportamental (TDAH, Distúrbios de Aprendizagem e Deficiência Intelectual), Amputados, Ortopedia e deformidades e doenças neurodegenerativas.

Trabalhar para que a pessoa exercite suas atividades cotidianas da maneira mais plena possível é o objetivo principal da equipe de reabilitação da SORRI-BAURU. O atendimento é individualizado e direcionado para o melhor aproveitamento do potencial do indivíduo. Dessa maneira, as crianças conseguem melhores resultados combinando sua terapia com o projeto SORRI-GAME, por exemplo, em que exercitam os movimentos através do console Wii com grandes progressos. A natação é outro recurso que torna o tratamento mais prazeroso e eficiente e acontece fora da instituição graças a uma parceria com academia da cidade bem como a Equoterapia que acontece em junto a Polícia Militar e em suas dependências.

Inovação em Inclusão Social

A SORRI preconiza que lugar de criança é na escola regular vivenciando a riqueza da diversidade humana e, para isso, oferece serviço de apoio à rede de ensino municipal, graças a convênio firmado, onde os educadores têm suporte para lidar com as peculiaridades de cada aluno. Faz parte do serviço: avaliação especializada, relatório multiprofissional com recomendações de adequações escolares, plantão para

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associações Mente e Bem-Estar”, que conta com mais de 30 atividades esportivas, musicais e culturais. Dançar forró, participar de jogos, coral, reiki, culinária, jardinagem, fazer aulas de inglês, informática ou instrumento musical não só alivia o estresse como também ajuda o familiar a desenvolver suas habilidades e auxilia no fortalecimento do vínculo afetivo familiar.

Inovação em soluções ortopédicas

professores e pais, capacitações sobre temas específicos e visitas escolares. Entre os projetos de capacitação, professores, escolas e empregadores podem receber a visita da Turma do Bairro (teatro interativo de bonecos com e sem deficiência), ou ainda, de uma equipe multidisciplinar que realiza a “Oficina de Vivência” colocando o público em empatia com as pessoas com deficiência ao vivenciar situações do cotidiano utilizando cadeiras de rodas, bengala, privação da visão (venda nos olhos), entre outras. A entidade é pioneira também na colocação da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, mesmo antes da “lei de cotas” existir, através do PERP – Programa de Educação e Reabilitação Profissional, que trabalha com jovens a partir de 14 anos desde o conceito de trabalho, identificações de funções e postos de trabalho, busca de emprego e, principalmente, acompanhamento na empresa após a contratação pelo tempo que for necessário, pois é fato que atualmente adquirir o emprego não é o desafio e sim mantê-lo.

Inovação em atendimento aos familiares

A família tem papel fundamental na reabilitação, facilitando a aplicação dos conceitos apreendidos também no ambiente doméstico e social. No entanto, a SORRI-BAURU não ignora o estresse e o cansaço que os familiares podem ser acometidos em determinadas fases do processo. Buscando aliviar sua rotina, oferece vários programas, entre eles, o “Corpo,

A SORRI-BAURU possui o Núcleo Integrado de Pesquisa, desenvolvimento, fabricação e dispensação de Tecnologia Assistiva e produtos Especiais, o NIPTEC. Além de produzir próteses e órteses artesanalmente sob medida para cada usuário, adapta cadeiras de rodas de acordo com a sua necessidade individualizada. O Núcleo também é responsável pela produção do Estesiômetro, equipamento desenvolvido e patenteado pela entidade, que possibilita, por meio de seus monofilamentos, avaliar a sensibilidade cutânea. O NIPTEC desenvolveu, também, o Andador Reverso, equipamento que proporciona o alinhamento postural do usuário, ao contrário do modelo comum. Eis, enfim, alguns dos diferenciais da associação no atendimento às pessoas com deficiência. A inclusão é não só parte da visão da instituição, mas acontece diariamente em cada prática do Centro de Reabilitação, buscando efetivamente proporcionar uma participação ativa dessa pessoa na vida em sociedade. A missão da SORRI é promover os direitos humanos e possui como finalidade garantir o acesso pleno e imediato aos recursos da comunidade, norteando-se sempre pelo paradigma de emancipação que coloca a pessoa com deficiência como personagem principal no enredo de sua vida, com poder decisório e decisivo no rumo de sua reabilitação.


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Experiência a serviço do bom atendimento Uma das mais tradicionais revendas de automóveis do Brasil, fundada em 1927, na época dos “fordinhos”, a Sonnervig evoluiu e soube acompanhar o crescimento do mercado brasileiro e da expectativa do consumidor em relação a um atendimento de qualidade. Nascida no “Centro Velho” da capital paulista, conta hoje com 5 pontos de venda e mantém há 40 anos um tradicional espaço no bairro do Ipiranga, onde fica a matriz (as filiais estão em: Santana, Vila Guilherme, Pacaembu e Granja Viana). Um dos maiores grupos de vendas de automóveis e peças Ford do Brasil, destaca-se também no atacado de autopeças. Por 12 vezes consecutivas ganhou o “Chairmans Award” (premiação dada pela Ford, em reconhecimento à Excelência de Atendimento). Em 2011, vendeu em média 400 carros/mês e no segmento de pessoas com deficiência, cerca de 10. Os modelos

mais comercializados são: a Ecosport Automática e o Focus Sedan/Hatch 2.0 Automático. Depois de 13 anos na Ford Motor Company, como executivo de Venda Diretas, Marcello Paixão aceitou o desafio de “montar” a área de Vendas Especiais da Sonnervig: “Estruturamos uma equipe exclusiva para atender o público com deficiência, para dar qualidade nessas vendas especiais”, conta o atual gerente de Vendas Corporativas. “Para atender a esse segmento, é necessário primeiro entender. Por isso, o atendimento a cada cliente é um aprendizado constante, o que nos ‘obriga’ mantermos o profissionalismo da equipe de consultores em alto nível”, completa. O relacionamento, inicialmente, será concentrado na matriz do Ipiranga, mas os demais pontos estão adaptados. A meta para 2012 é crescer três vezes no segmento para PcD, já que o grupo se preparou para isso com equipe exclusiva, ótima localização, excelente produto e estrutura física preparada.


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empregabilidade

por Mara Di Maio

Retrospectiva 2011 e Perspectivas para a inclusão da PcD no mercado de trabalho

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onversei com muitas pessoas para saber se a impressão que tive deste ano foi particular ou se realmente 2011 foi um ano tumultuado, turbulento e muitas me confirmaram que realmente foi um ano que veio com muita força, a fim de transformar mesmo, muitas vidas ! Mas, se por um lado o emocional de muitos de nós ficou meio abalado, diante dessas mudanças, notícias boas acalmaram a ânsia desse furacão e deixaram alguns frutos muito bons. Esses frutos são, por exemplo, a alteração nas regras do BPC - Beneficio de Prestação Continuada, onde os beneficiários que forem contratados por uma empresa terão o beneficio suspenso. Porém, caso forem dispensados, voltarão a recebê-lo automaticamente, sem passar por

perícia médica ou reavaliação de deficiência. A lei ainda permite aos beneficiários que forem contratados como aprendizes, acumularem salário e benefício durante a aprendizagem. Considerando que a “Lei de Cotas” completou 20 anos em 2011, em um único ano, conseguir essas conquistas, está de excelente tamanho !!! Mas isso não aconteceu assim, do nada, não caiu do céu. Essas conquistas são resultado do trabalho de todos nós, de todos aqueles que, dia-a-dia, lutam por melhorias nas condições de vida das pessoas com deficiência e nos servem como estímulo para que continuemos em todos os próximos anos a buscar mais e mais, até o momento em que a PcD for tratada de maneira justa, tendo seus direitos respeitados e obrigações cumpridas, assim como qualquer cidadão sem deficiência. Nesse sentido, um desafio já lançado para 2012 é que haja um esforço mútuo. Por parte das PcD que busquem a capacitação e por parte da empresa que exista a boa vontade em abrir as oportunidades para que o profissional com deficiência alcance cargos melhores, subindo o degrau do operacional para o administrativo. Não que o operacional não seja importante, claro que é, mas mostrando que a PcD tem condição de assumir, com competência, posições de maior destaque e qualificação, dentro de uma empresa. Tenho certeza que assim, o resultado será a satisfação para ambas as partes! Esse é um grande desafio que espero escrever na edição deste ANUÁRIO em 2012, como um desafio já superado !!! Que todos nós tenhamos um Natal com muita harmonia e que 2012 seja um ano de muitas conquistas. Grande e fraterno abraço a todos !!!

Mara Di Maio é Bacharel em Letras e em Direito, palestrante e colaboradora da Revista Reação para assuntos de empregabilidade de PcD e superintendente da Abridef . Mande seu currículo para: mara_dim11@yahoo.com.br


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Empregar pessoas com deficiência: uma experiência de 65 anos Desde sua fundação, o Senac São Paulo emprega pessoas com deficiência. Em 2002, a instituição desenvolveu o “Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência” e passou a promover ações mais consistentes de recrutamento e inclusão. A diversidade é um dos valores de sua marca. Isso significa que procura superar as diversas formas de exclusão e que, ao contratar essas pessoas, reafirma esse compromisso. De acordo com Cintia Yuri Takahashi e Mario Augusto Costa Valle, coordenadores do Programa na Gerência de Pessoal, a orientação é priorizar a contratação independentemente da função. Isso pode ocorrer em caráter de exclusividade, de acordo com a necessidade da área/setor. Um ponto bastante enfatizado, é que os interessados devem investir em seus currículos: “Consideramos importante que busquem aperfeiçoamento profissional e oportunidades de trabalho alinhadas às suas competências e interesses”, afirmam. Com a larga experiência do Senac em oferecer profissionalização,

os coordenadores observam que há um aumento considerável de pessoas com deficiência nesses cursos nos últimos anos. “Temos vários casos de funcionários que eram alunos e hoje desempenham funções nas mais diversas áreas. Recentemente orientamos as unidades a estimularem alunos com deficiência a participarem dos processos seletivos do Senac São Paulo”, afirmam. Uma vez aprovado, não há tratamento diferenciado para PcD. Os novos funcionários passam pelos treinamentos necessários para a área, independentemente de terem deficiência ou não. Porém, há um portfólio que facilita a integração e a convivência. Para se candidatar, é preciso se cadastrar no site: www.sp.senac.br/trabalheconosco. Nele, há uma lista com os cargos e o número de vagas oferecidas.


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direito

por Geraldo Nogueira

Liberdade, Democracia e Inclusão

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erminamos mais um ano contabilizando pequenos avanços na conquista dos direitos das pessoas com deficiência de nosso país. O Congresso Nacional se mostrou inerte com relação à necessária revisão da legislação federal frente à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, não obstante a brilhante atuação isolada de parlamentares para promover a inclusão social do segmento. Em agosto de 2011, a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, subordinada a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos da Presidência da República-SDH-PR, completou um ano de existência com status de secretaria sem, contudo, ter alcançado qualquer realização que seja merecedora de destaque. No Rio de Janeiro, não obstante a realização de inúmeros eventos para promoção social do segmento pelas instituições da sociedade civil, o Rock in Rio se mostrou deficitário no atendimento às pessoas com dificuldade de locomoção, principalmente no que diz respeito ao transporte inacessível oferecido pelos organizadores e banheiros químicos acessíveis, porém em número inferior a necessidade para um evento dessa magnitude. A política municipal de inclusão da pessoa com deficiência no Rio de Janeiro vem sofrendo um acentuado retrocesso e a cada secretário ou secretária que assume a titularidade da pasta, os cariocas renovam suas esperanças numa atuação efetiva e diferenciada da SMPD. Em maio de 2011, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro - SMPD mudou de titular por mais uma vez, fechando o ano sem a realização de qualquer ação relevante. Durante o ano o Governo Estadual do Rio de Janeiro foi totalmente omisso na promoção de políticas públicas para o Estado, mantendo uma Superintendência de Políticas para Pessoas com Deficiência, responsável pelo assunto, subordinada a Secretaria de Estado da Assistência Social e dos Direitos Humanos, contudo não lhes dando condições estruturais e políticas para assumirem plenamente esse importante papel. São Paulo termina o ano com a realização do importante evento da AIPD, em comemoração aos 30 anos da edição do Ano Internacional da Pessoa Deficiente, pela ONU, lançando o Livro: “30 anos de AIPD”, que resgata a justa história de inúmeros militantes que se empenharam na busca de espaço social para as pessoas com deficiência quando ainda prevaleciam na sociedade brasileira, como regra, o preconceito e discriminação. O evento foi realizado pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, sendo que esta também foi responsável pela realização ou promoção de inúmeros outros eventos, determinando uma ampla difusão de conscientização

sobre a pessoa com deficiência e suas necessidades perante a sociedade, além de, habilmente, divulgar sua própria imagem como órgão gestor das políticas estaduais, contudo, não consegue enfrentar os problemas da falta de inclusão e acessibilidade de forma executiva ou persuasiva para que as demais secretarias paulistas competentes atuem nestes contextos. Em outros estados e municípios da federação, os movimentos de pessoas com deficiência desenvolveram ações locais, buscando preservar os espaços e os direitos alcançados, além de intervenções de transformação social almejando a conquista de novos direitos e meios de inclusão. Principalmente nos grandes centros as obras de preparação dos importantes eventos a serem realizados no Brasil, renovam a esperança de um legado acessível às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida de nosso país. Mas, o que marcou esse ano foram as discussões sobre o processo evolutivo da educação inclusiva no Brasil. A proposta do MEC em instituir uma política educacional inclusiva para pessoas com deficiência, mediante o desmonte do sistema de educação especial, gerou polêmica e insegurança em alguns setores ligados ao sistema de ensino, principalmente em familiares e nas próprias pessoas surdas e cegas. O fato, é que grupos passaram a defender as propostas originais do MEC, enquanto expressivo número de familiares e instituições de pessoas com deficiência, iniciaram manifestações pressionando o governo no sentido de que a educação inclusiva fosse implementada, mantendo-se a possibilidade de convivência dos dois sistemas educacionais, possibilitando aos familiares das pessoas com deficiência a escolha por um ou outro sistema, até que a educação inclusiva evoluísse o suficiente, provocando naturalmente o esvaziamento da educação especial. Assim, no dia 18 de novembro, o Governo Federal cede às pressões populares e publica o Decreto nº 7.611/2011, revogando o Decreto nº 6.571/2008. No entanto, a redação do Decreto revogador é confusa e poderá favorecer interpretações variadas e antagônicas, contudo, toda a discussão ocorrida em torno do tema, serve para o amadurecimento dos movimentos das pessoas com deficiência e para o fortalecimento da democracia e promoção da liberdade enquanto direito fundamental da pessoa humana, pois que sem estas premissas, não há perspectiva para uma efetiva e sólida inclusão.

Geraldo Nogueira é Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-RJ. Email: genogue@terra.com.br


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Inovar para oferecer mais opções aos clientes A Rea Team passou por importante transformação em 2011: deixou de ser uma ponta de varejo do Grupo Ortobras e se transformou em multimarcas. O mix foi incrementado por itens como: muletas, bengalas, andadores, bolas fisiobol, Thera-bands, corretores posturais, tipóias, órteses, botas imobilizadoras, guinchos, entre outros. Continua comercializando carrinhos com sistemas posturais, scooters e cadeiras de rodas manuais e motorizadas, além de toda a linha de produtos ortopédicos. Oferece também acessórios e componentes para cadeiras de rodas como almofadas e encostos Jay, rodas X-Core, sistemas de suspensão e barras de apoio. A própria identidade visual foi modificada: o conceito da assinatura evoca a evolução do ser, com sua liberdade re-

cuperada. A proposta é comunicar valores e o resultado do empenho da Rea Team em melhorar a qualidade de vida dos usuários de seus produtos. O novo símbolo, o pássaro em origami, contempla essas características, pois o ato de dobrar o papel representa a transformação da vida e a sua evolução. Com três lojas próprias, Caxias do Sul/RS, Porto Alegre/ RS e São Paulo/SP, seu foco é a excelência no atendimento e na venda de soluções em mobilidade e postura. O reposicionamento fez com que abrisse mão do plano de abertura de franquias, optando por gerenciar apenas as próprias lojas: “Em médio prazo, e com o novo posicionamento da empresa estabelecido, a ideia será espalhar a marca Rea Team em filiais pelo país”, adianta o diretor administrativo da empresa, Mário Michelon Júnior. As lojas são totalmente adaptadas e contam com terapeuta ocupacional. Os vendedores passam por cursos e especializações, e todas as unidades contam com estrutura física e pessoal treinado para prestar serviços de manutenção em cadeiras de rodas manuais e motorizadas. Contam também com certificação da Ortobras como centro de assistência técnica especializada de seus produtos. Em 2011 começou a funcionar a loja virtual que, mais do que um simples canal de vendas, quer oferecer um meio de comunicação e apoio para os clientes. “Com o site buscamos levar nossos produtos até as mais distantes regiões do país, aumentado a distribuição”, comenta Júnior. Para o próximo ano a perspectiva é de consolidar cada vez mais a imagem das lojas como referência em atendimento personalizado e qualidade nos serviços prestados. “Queremos que todos os nossos clientes sintam-se totalmente satisfeitos dentro e fora de nossos estabelecimentos. Nos sentimos parte da vida de cada um deles”, afirma o diretor.


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Lançamentos agitam mercado e elevam vendas

A Citroën do Brasil iniciou em 2011 a distribuição do urbano C3 Picasso e do SUV Compacto Aircross, equipados com câmbio automático sequencial, oferecendo aos condutores mais conforto e prazer ao dirigir. A nova caixa veio completar a ampla lista de equipamentos disponíveis dos dois modelos, como o pára-brisa acústico panorâmico, o sistema de navegação MyWay com tela colorida de 7”, o rádio Pioneer for Citroën com espacialização (efeito Hifi-like), o sistema ABS de frenagem com EBD, os airbags frontais e laterais, o regulador e o limitador de velocidade, entre outros. Com 82.240 veículos emplacados entre janeiro e novembro, a marca manteve a nona posição no ranking nacional de vendas de automóveis e comerciais leves no Brasil, com um crescimento de 11,03 % sobre o mesmo período do ano anterior (o mercado apresentou um crescimento médio de 4,07%). Três pontos importantes explicam o sucesso de vendas: os excelentes resultados do compacto-premium C3, o crescimento constante da dupla C3 Picasso/Aircross e o dinamismo de uma rede de distribuição que não para de crescer.

No segmento PcD, a marca teve cerca de 1.200 unidades comercializadas no período, fruto do desenvolvimento e implantação gradativa do Programa Mobilité, iniciado em 2010, com um atendimento diferenciado, realizado por vendedores especializados e treinados para oferecer assessoria jurídica e um faturamento direto e ágil (em menos de 30 dias). O foco da empresa para o segmento, além dos lançamentos, está nos modelos com câmbio automático sequencial, como o compacto-premium C3, o esportivo C4 Hatch e o sedan C4 Pallas, uma gama de produtos exclusiva, produzida no Mercosul, com garantia de 3 anos (exceto C3) e uma política de manutenção com preços fixos. A rede de concessionárias possui atualmente 165 casas completas em todo o Brasil, sendo o atendimento específico para PcD realizado nos principais mercados. Com uma política de comunicação dinâmica, em 2012, estará presente na principal feira do setor, a Reatech, além de apresentar sua linha de produtos nas principais revistas especializadas do segmento, como a Revista Reação, além de manter uma área específica no site com informações sobre legislação. Com mais de 90 anos de experiência e grande expertise na produção e comercialização de veículos, a marca em 2012 dará prosseguimento em sua estratégia comercial, que prevê a expansão da rede de concessionárias, o lançamento de novos produtos e a constante evolução na qualidade de atendimento.


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Sempre em expansão para atender melhor O ano foi muito positivo para a Nova Med Tec com a inauguração de três novos pontos de vendas, sendo o último em novembro, próximo ao Hospital das Clínicas/INCOR, em São Paulo/ SP. Chega assim a seis unidades e um crescimento de 10% em vendas sobre 2010. São mais de 10 mil itens, entre: cirúrgicos, ortopédicos, descartáveis, fisioterapia, bem estar, equipamentos médicos e hospitalares, com fornecedores qualificados e facilidades na forma de pagamento. Em 2011 houve ampliação nos itens vendidos, no número de fornecedores e na gestão de estoque, visando maior controle e diminuição de perdas. O grupo específico de produtos para pessoas com deficiência engloba cadeiras de rodas manuais e motorizadas de diversos modelos, guinchos, andadores, camas hospitalares, colchões, almofadas em gel, bengalas, muletas, entre outros produtos, e representa 15% das vendas totais. A empresa foi fundada em 1990, fechou as portas em 2008 e, em 2009, reiniciou as atividades no tradicional ponto próximo à Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e do Hospital

São Paulo. Todas as lojas são adaptadas para o atendimento, com rampas e espaços amplos para a locomoção de cadeirantes. “Nossos profissionais de vendas são altamente treinados e capacitados ao atendimento a esse público”, garante Marcelo Dias, gerente Administrativo Comercial. A filosofia da empresa é de qualificação profissional continuada: “Realizamos treinamentos frequentes para ampliação do aprendizado, reciclagem e novidades do mercado”, explica. “As perspectivas para 2012 são agregar novos produtos, fornecedores e tecnologias, visando ampliar nossa rede de lojas a fim de nos tornarmos a maior rede de varejo em lojas cirúrgicas de São Paulo”, garante o gerente.


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Tecnologia nacional a serviço da qualidade de vida

Desde quando começou, em 1991, em Pelotas/RS, a Freedom já acreditava que era possível criar uma indústria de veículos elétricos com tecnologia nacional. O primeiro produto foi fruto de uma experiência pessoal: Gino Muenzer Salvador precisou encontrar uma solução para o problema de locomoção do filho, portador de Distrofia Muscular, doença que impede o indivíduo de caminhar e ter boa qualidade de vida sem o uso de cadeira de rodas. Na década de 80, cadeira motorizada era só importada e se a pessoa tivesse muito dinheiro. Na cidade, ficou conhecendo Miguel Esteves Gonzales que fabricava uma cadeira bem mais em conta. Gino e Miguel se tornaram sócios e a partir do modelo inicial e de muitas adaptações, começou a produção. A cadeira deles era 35% mais barata do que qualquer outra similar e com a vantagem de ser desenvolvida de um projeto para um usuário, e também para a realidade brasileira que, infelizmente, tem inúmeras e constantes barreiras arquitetônicas, perfil este que até hoje faz parte dos produtos. A empresa cresceu e hoje tem três linhas de atuação: lazer, logística e saúde. “Após 20 anos de fundação, nossa

empresa tem uma grande participação no segmento de saúde com mais de 120 mil usuários”, conta Gino. Fazem parte dessa linha cadeiras de rodas manuais, motorizadas, acessórios, guinchos e triciclos elétricos. A Freedom é a única empresa da América Latina que fabrica com tecnologia 100% nacional os controladores, joysticks e a motorização de cadeiras e scooters motorizados, sendo também o 5º maior produtor mundial detentor de tecnologia de controladores para motores de imã permanente. Tem mais de 800 revendas por todo o país e cerca de 60 assistências técnicas especializadas. Também exporta com forte participação no mercado latino-americano. “2011 foi um excelente ano, com ótimo crescimento e um mercado em permanente amadurecimento”, comemora Gino. “Sinto-me extremamente feliz, consciente de estar fazendo parte da história de muitas e muitas pessoas que conquistaram seus espaços com dignidade e realizações, inclusive materiais”. Para o próximo ano, a Freedom prepara novos produtos e tecnologias. “Vejo este um grande momento na sociedade brasileira com o projeto Viver sem Limites da nossa presidenta, com ações que envolvem 15 ministérios, fomentando todos os segmentos, desde o consumo, o acadêmico, o produtivo e o de serviços para as tecnologias assistivas que envolvem todas as deficiências. Projeto este que tem por finalidade única e nobre a inclusão de maneira definitiva da PcD na nossa sociedade”, comemora Gino.

Freedom Mirage 4rx


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sexualidade

por Fabiano Puhlmann

Desejos: o Dia D

Brincando com Drumond e a Inclusão...

D

esejo a vocês”, cidadãos brasileiros com deficiência, o “Fruto do Mato”, proporcionado pelo turismo de aventura adaptado, com “cheiro de jardim, namoro no portão”, quando os governantes brasileiros passarem a assumir a responsabilidade sobre nossas calçadas, e pudermos ter acesso a namorar no portão da pessoa amada. Um “domingo sem chuva” e “segunda sem mau humor”, com acessibilidade, inclusão educacional e econômica, para podermos finalmente ter o “sábado com nosso amor” ! Um “filme do Carlitos” e “chope com amigos”, porque agora temos táxi adaptado e em um Brasil pós-Copa, Olimpíadas e Paraolimpíadas, todo o transporte público integrado e acessível, poderemos voltar “alegres” para casa sem risco de acidentes. Ler “crônicas de Rubem Braga” e outras crônicas que abordem temas da vida privada de pessoas com e sem deficiências. Viver sem inimigos porque os direitos humanos são respeitados. Assistir a “filmes antigos na TV”, com legenda em LIBRAS e áudio-descrição. “Ter uma pessoa especial... que goste de você”, que não seja sua mãe, irmã e nem amiga eterna, alguém que te veja como homem/mulher desejado para o enamoramento, a paixão e o amor. “Música de Tom com letra de Chico”, unindo diversidades no orgulho de sermos todos brasileiros, mesmo que às vezes fora do tom e levando vidas fora da praia e sem poesia, lutando para levar uma vida digna na selva de pedra. Ai que saudade, que nostalgia sinto quando me lembro do “frango caipira em pensão do interior”, o interior hoje de universidades acessíveis que fazem a inclusão de todos na mesma cultura sem perder o tempero e a camaradagem do tempo de nossos avos. “Ouvir uma palavra

amável” logo de manhã na rua quando atravessamos o farol na faixa com nossas cadeiras de rodas, bengalas de cegos, nossa baixa estatura, ou nossa face diferente. “Ter uma surpresa agradável” quando ao chegarmos no trabalho ou na escola, lembrarem nosso dia, o Dia Internacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Deficiência. “Ver a banda passar” ao vivo e não pela televisão, assistir os fogos de fim de ano no gargarejo, ir ao desfile das campeãs do Carnaval e ficar em arquibancadas inclusivas, assistir a todos os shows que quisermos sem ter de planejar demais. Desejo continuar a me emocionar com “noites de lua cheia”, lembrar que somos um planeta redondo e azul, cheio de esperança em forma de seres humanos com culturas, cores, línguas, condições de vida muito diferentes. “Rever uma velha amizade”, procurar alimentar as amizades mesmo que através das mídias digitais, redes sociais se unindo, quebrando barreiras entre o passado e o futuro. Podemos reencontrar no mundo virtual aquela velha amiga que teve um filho com deficiência intelectual, aquele antigo amor que ficou cego após um acidente, podemos conversar, finalmente, com aquele amigo surdo, trocando intimidades e relembrando que o maior prazer de todos é ter amigos. “Ter fé em Deus”, não por desespero, mas porque isto é natural. “Não ter que ouvir a palavra não”, repetidas vezes, exaustivamente em propagandas idiotas que, de forma tola, tentam sensibilizar pessoas para entender outras pessoas com “paralisia cerebral” a partir de suas limitações e não a partir de suas potencialidades. “Nem nunca, nem jamais e adeus”, até breve e... talvez eu me apaixone novamente... dentro de mim algo novo nascer, fincar raízes, desligado de minhas certezas de meu mundo conhecido, poder lembrar de lágrimas caindo no meu peito, dores, medos, angústias e verdades. Não tenhas medo de mim... “Rir como criança” porque somente elas sabem de fato, elas, dentro de nós, são os modelos de felicidade e não tem medo de nada ! “Ouvir canto de passarinho” do amanhecer ao entardecer. Não perder a juventude mesmo quando os anos chegarem ao auge, quando as dores, a falta de memória, as dificuldades motoras nos assolarem a porta. “Sarar de resfriado”, saber que cada vez mais estamos próximos de um mundo com poucas doenças incuráveis. Deficiências e incapacidades são hoje vistas como funcionais, dependem do meio e principalmente de atitudes.


sexualidade “Escrever um poema de amor”, montanhas de mistérios por trás de olhos fascinantes, um misto de promessas realizadas e grandes desafios do amor, “que nunca será rasgado”. Parar de buscar obsessivamente a ilusão de “formar um par ideal” e aceitar melhor o imperfeito, o possível, o necessário e o provisório. Mas, enquanto isso, desejo também que todos possam “tomar banho de cachoeira” com trilha acessível, pegar um bronzeado legal”, enquanto andam de triciclos, handbikes e bikes adaptadas. “Aprender uma nova canção”, porque muitas das velhas canções escondem preconceitos que já não tem mais graça. “Esperar alguém na estação”, ter alguém para nos esperar, ter alguém para buscar, porque toda pessoa com deficiência quer amar e ser amado. “Queijo com goiabada”, resgatando o deslumbramento que causa a convivência com os opostos, novos e velhos sabores, que ao se misturarem criam uma inusitada sensação. “Pôr-do-sol na roça”, prenúncio de baladas à moda antiga... “uma festa”, onde a pegação, se houver, é para todos ! “Um violão”, “uma seresta”, para que um dia no futuro nos recordemos de quando fomos jovens e tolos e nada inclusivos. E, com muito respeito ao grande Carlos Drumond de Andrade, agora deixemos que o próprio poeta complete para nós sua poesia: Desejo... “Recordar um amor antigo, Ter um ombro sempre amigo, Bater palmas de alegria, Uma tarde amena, Calçar um velho chinelo, Sentar numa velha poltrona, Tocar violão para alguém, Ouvir a chuva no telhado Vinho branco, Bolero de Ravel, E muito carinho meu”...

Fabiano Puhlmann Di Girolamo

é Psicólogo Formado Pela Universidade São Marcos; Psicoterapeuta Especialista Em Psicologia Hospitalar Da Reabilitação Pela Faculdade De Medicina Da USP; Especialista Em Sexualidade Humana Pelo Instituto H. Ellis; Especialista Em Integração De Pessoas Com Deficiências, Pela Universidade Salamanca, Espanha; Especialista Em Reabilitação Pela Secretaria De Saúde Do Estado De São Paulo; Educador Sexual Pela Sociedade Brasileira De Sexualidade Humana E Faculdade De Medicina Do Abc; Membro Do Corpo Docente Do Curso De Pós-Graduação da SBRASH; Membro Do Conselho Científico Das Casas André Luis Da Cidade De Guarulhos; Fundador Do Cepcos (Centro De Estudos E Pesquisa De Comportamento E Sexualidade); Coordenador Do Serviço De Psicologia Da IBNL (Instituição Beneficiente Nosso Lar) Atuação Reconhecida Nas Áreas De Acessibilidade, Ajudas Técnicas e inclusão, Participando Da Formação E Gestão De Serviços Especializados No Setor Público E No Terceiro Setor; Atua Como Psicólogo Clínico Junguiano, Articulista E Palestrante De Assuntos Referentes A Inclusão De Pessoas Com Deficiência. Atualmente É Responsável Pela Área De Acessibilidade/Ajudas Técnicas E Os Programas De Sensibilização Do Instituto Paradigma.

nota Brasil tem 45 milhões de pessoas com deficiência !!! O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou em novembro o retrato mais detalhado sobre PcD já feito no país. Segundo o censo 2010, 23,9% da população, cerca de 45,6 milhões de pessoas, declararam ter algum tipo de deficiência visual, auditiva, motora e/ou mental. No levantamento de 2000, o instituto estimou que 14,5% dos brasileiros conviviam com algum tipo de deficiência, 24,6 milhões de pessoas, mas as perguntas não foram tão objetivas. Na nova pesquisa os consultados puderam responder se tinham alguma dificuldade, grande dificuldade e impossibilidade total. Os que responderam as duas últimas opções foram considerados como possuidores de deficiência severa, além daqueles que declararam possuir deficiência mental. O total de pessoas que declararam possuir pelo menos uma deficiência severa foi de 12,7 milhões, representando 6,7% da população total. Nesse grupo, a deficiência visual foi a mais apontada: 3,5% das pessoas declararam possuir grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar. Em seguida, apareceu a deficiência motora, atingindo 2,3% das pessoas. O percentual de pessoas que declararam possuir deficiência auditiva severa foi de 1,1% e o das que declararam ter deficiência mental foi de 1,4%. Em muitos casos, a pessoa tem mais de uma deficiência.

Diferenças e dificuldades com otimismo “Um bom dia para você!”... Este livro mostra que, apesar dos problemas, devemos viver o presente, amar a vida e ser felizes. Com amor, união, esperança, felicidade e paz é possível contemplar o espetáculo da vida. Editado pela Saraiva e lançado em novembro, a obra relata a experiência da autora, Sika Paiva, que não se deixou abater e resolveu transmitir a todos sua visão de como superar as adversidades, já que a vida sempre vale a pena. Paulistana, aos 18 anos conheceu Marco, seu futuro marido, diagnosticado na adolescência com Distrofia Muscular de Cinturas, uma doença progressiva degenerativa da musculatura. Nos quase 30 anos de vida em comum, as limitações dele se aprofundaram e muitas dificuldades apareceram. Mesmo assim, a família cresceu com duas filhas, na base da união, do amor e do respeito mútuo. Para ela, todos são especiais e devem encarar a vida independente da dificuldade a ser vencida, já que não há nada melhor do que ser feliz ao lado de quem se ama. A ideia do livro, ilustrado pelo designer gráfico Wiliam Veiga, é justamente esta: proporcionar uma melhor qualidade de vida aos leitores e dias verdadeiramente bons. Por isso ela deseja um bom-dia e recomenda que a vida seja realmente vivida.

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Produtos reconhecidos e ótima aceitação no mercado

A Honda é uma empresa campeã no segmento de pessoas com deficiência: em 13 anos de pesquisa da Revista Reação sobre a preferência do público PcD em relação aos veículos disponíveis no mercado, a marca ficou com 10 primeiros lugares. O City ganhou duas vezes consecutivas; o Fit conquistou 3 e o New Civic ficou com 5 primeiros lugares. “Desde o início das operações da Honda como montadora, em 1997, sempre priorizamos esse público, disponibilizando nossos produtos e treinando nossa Rede para um atendimento diferenciado”, explica Ricardo Rodrigues da Silva, supervisor de Vendas Especiais. O Programa Honda Conduz, nascido naquele ano, tem por finalidade auxiliar na aquisição de veículos 0 Km com isenção de impostos. Inclui também o treinamento das equipes de vendas, orientações com relação às isenções e informações detalhadas sobre a garantia oferecida. A Certificação Honda Conduz, criada em 2008, reconhece as concessionárias e pontos avançados de vendas que estão de acordo com as normas de atendimento a clientes PcD. Em 2010 foi disponibilizado um seguro específico

para PcD, direto da Honda, que veio para agregar valor ao Programa, possibilitando a reposição integral do bem, em caso de perda total ou roubo. “Quando começamos, praticamente não havia por parte das outras montadoras um programa dedicado a esse público, priorizando o mais importante, que nada mais é que o atendimento digno por parte da Rede e o faturamento do veículo em um tempo aceitável”, lembra o supervisor. “Aliando esses fatores à qualidade dos nossos produtos, rapidamente ganhamos destaque no segmento, fazendo com que as outras montadoras (inclusive as que já estavam antes no mercado) começassem a dar atenção, inclusive criando programas específicos, a exemplo do nosso Honda Conduz”, comenta Ricardo. Em 2011, eventos externos afetaram o planejamento da empresa, mas o ano deve fechar com mais de 5 mil unidades comercializadas, mesmo nível de 2010. Para alcançar esse público específico, a Honda foca seus esforços em publicidade em revistas especializadas, como a Reação, e a participação na Reatech, a maior feira para o segmento na América Latina. No próximo ano, especificamente para o segmento, o enfoque será nos modelos Fit e City, produtos reconhecidos e com ótima aceitação. “Fica também a esperança de alteração na legislação que hoje limita o valor do carro em R$ 70 mil (Preço Público) para isenções, a fim de que possamos, quem sabe, voltar a oferecer o Honda Civic com as isenções do IPI e do ICMS. Vamos torcer!”, finaliza Silva.


Fotos: Antonio Cruz Agência Brasil

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especial

Programa “Viver sem Limite” Governo abre novas perspectivas para pessoas com deficiência !!!

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Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência “Viver sem Limite”, anunciado pela presidenta Dilma Roussef em 17 de novembro último em Brasília/DF, tem previsão orçamentária de R$ 7,5 bilhões, com metas estabelecidas até 2014. As ações serão executadas por 15 órgãos do governo federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e estão distribuídas em quatro eixos temáticos: educação, saúde, inclusão social e acessibilidade. Com fama de “durona”, Dilma se emocionou várias vezes durante a cerimônia, uma delas ao se referir às filhas do deputado Romário (PSB- RJ) e do senador Lindberg Farias (PT-RJ), ambas com Síndrome de Down, que estavam presentes: “Eu acredito que em alguns momentos, a gente considera que elas - pessoas com deficiência - são muito especiais. E eu queria dizer que, hoje, este é um momento em que vale a pena ser presidente”, afirmou, sendo muito aplaudida pela plateia. “O programa vai beneficiar as pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais e indiferenciadamente os critérios de gênero”, disse a presidenta. “Nós temos o objetivo de abrir as oportunidades ao máximo, e o máximo para pessoas com deficiências”, explicou. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, lembrou que o plano é uma iniciativa da própria presidenta e tem como palavra chave a autonomia. “Com este plano, vamos implementar ações e buscar resultados para oferecer uma vida melhor, com dignidade e reconhecimento dos direitos humanos das pessoas com deficiência. Autonomia é a palavra chave do Viver sem Limite”, disse. Rosário lembrou que o plano será executado a partir de um pacto federativo

entre União, estados e municípios e explicou que todas as ações e metas previstas estão baseadas na Convenção Nacional da Pessoa com Deficiência. Durante a cerimônia, foi anunciada a criação da Secretaria Nacional de Acessibilidade e Programas Urbanos, no Ministério das Cidades.

EDUCAÇÃO

O Plano prevê ações como a disponibilização do transporte escolar acessível, que viabilizará o acesso dos alunos com deficiência às instituições de ensino. Serão adquiridos 2,6 mil ônibus adaptados para atender 60 mil alunos com deficiência. A adequação arquitetônica de 42 mil escolas públicas e instituições federais de ensino superior fará com que tenham condições adequadas de acessibilidade. E haverá implantação de novas salas de recursos multifuncionais e atualizadas as já existentes, num total de 45 mil salas. Fazem parte das metas um curso de Libras por Estado, a contratação 1.296 tradutores para atuação no ensino superior, 12 cursos de Pedagogia com ênfase na educação bilíngue e a destinação de 150 mil vagas dentro do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC). Nesse eixo serão investidos, até 2014, R$ 1,8 bilhão.

SAÚDE

Na saúde o investimento é de R$ 1,4 bilhão para ampliação das ações de prevenção às deficiências, criação de um sistema nacional para o monitoramento e a busca ativa da triagem neonatal, com um maior número de exames no Teste do Pezinho.


especial Também haverá reforço de ações clínicas e terapêuticas, com a elaboração e publicação de protocolos e diretrizes de várias patologias associadas à deficiência. Serão fortalecidas as ações de habilitação e reabilitação, com qualificação dos serviços em parceria com instituições de excelência, além de 45 Centros de Referência, com veículos acessíveis. Em relação à órteses e próteses, estão previstas 19 novas oficinas ortopédicas e qualificação de 60 oficinas, com formação de 600 profissionais, juntamente com a aquisição, adaptação e manutenção, inclusive de cadeiras de rodas. Para o atendimento odontológico serão qualificados 420 centros de especialidades, 27 centros cirúrgicos e capacitadas 6 mil equipes.

lizados por PcD. Entre os beneficiados pela medida estão calculadoras e scanners equipados com sintetizadores de voz, lupas eletrônicas para pessoas com baixa visão, teclados especiais, próteses oculares e implantes cocleares — também conhecido como ouvido biônico. A renúncia fiscal, segundo o governo, deverá ficar em torno de R$ 160 milhões em 2012. A MP tramitará na Câmara e no Senado Federal. O Programa Nacional de Inovação em Tecnologia terá crédito de R$ 90 milhões, apoio de R$ 60 milhões e haverá um Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva. Tudo disponível para empresas do setor para desenvolvimento de novas tecnologias para PcD, inclusive parte disso a fundo perdido, tudo através do BNDES/FINEP.

INCLUSÃO SOCIAL

Na área de inclusão social haverá implantação de Centros-Dia de Referência, com a finalidade de oferecer apoio para as pessoas com deficiência em situação de risco, como extrema pobreza, abandono e isolamento social, atingido cerca de 50 mil beneficiários. Também fazem parte duas ações anunciadas anteriormente: a garantia do retorno do Benefício de Prestação Continuada (BCP) após a saída do emprego e o acúmulo da renda da aprendizagem com o BCP Trabalho. A previsão orçamentária é de R$ 72,2 milhões.

ACESSIBILIDADE

O eixo Acessibilidade prevê ações conjuntas entre União, estados e municípios, com investimento previsto de R$ 4,1 bilhões. O Programa Minha Casa, Minha Vida 2, por exemplo, já anunciado, terá 100% das unidades projetadas com possibilidade de adaptação, ou seja, 1,2 milhão de moradias que podem ser habitadas por pessoas com deficiência. Haverá também kits para adaptação. Serão criados, também, 5 centros tecnológicos para a formação, em nível técnico, de treinadores e instrutores de cães-guias em todas as regiões do País. As Ações de mobilidade urbana do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) e da Copa de 2014 deverão cumprir todos os requisitos de acessibilidade. O programa inclui a oferta de microcrédito pessoal por parte do Banco do Brasil para compra de produtos de tecnologia com valores de até R$ 25 mil, com juros de 0,64% ao mês, ou 8% ao ano. Isso ainda com carência de 180 dias para pagamento e parcelamento em até 60 meses. O recurso servirá, por exemplo, para a aquisição de cadeiras de rodas e impressoras de Braile, dentre outros produtos para uma melhor qualidade de vida de PcD. Dentre outras tantas ações que já começaram a ser postas em prática, está a Medida Provisória 549 reduz a zero as alíquotas do PIS/Pasep e do Cofins incidentes sobre a importação e a venda no mercado interno de produtos uti-

NOTA DO EDITOR

Pela primeira vez o Governo Federal lança um programa para pessoas com deficiência de forma sustentada, responsável e com embasamento. O fato da busca do Governo pelo apoio das entidades ligadas a PcD e também, às entidades que representam as empresas do setor, como ABRIDEF, ABOTEC e ABITECA, por exemplo, comprovam a seriedade e a grandeza deste plano. E o mais interessante, é que o plano ainda está aberto, recebendo ideias e sugestões, ouvindo e executando suas ações, de acordo com as necessidades das PcD, das indústrias e das entidades do meio. Foram criados grupos de trabalho para o Governo ouvir a sociedade organizada. Muito existe para ser feito e com o apoio de todos, e a cobrança das PcD para que as propostas expostas sejam realmente cumpridas e executadas, vai fazer o sucesso deste plano. O engajamento do Governo e das entidades é nítido. Os ministérios estão abertos e trabalhando. E a presidenta fiscalizando tudo de perto. Estamos vivendo uma oportunidade única em nosso setor. Temos que abraça-la e aproveitar as oportunidades que ela nos oferece. Parabéns ao Governo Federal, à presidenta Dilma, às entidades envolvidas na elaboração e execução deste plano e as pessoas com deficiência de todo Brasil !!!

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Aniversário de 10 anos comemora crescimento e sucesso entre os clientes

Quando iniciou as atividades da Roda Viva em 2002, o até então profissional de informática Marco Zalamena já sabia qual seria sua missão: compreender e atender as necessidades das pessoas que, assim como ele, precisam de cuidados especiais. Diagnosticado na adolescência como portador de Distrofia Muscular Progressiva, uma doença degenerativa da musculatura, em 2001, aos 37 anos, viu seus movimentos diminuírem e precisou adquirir a primeira cadeira de rodas, ganhando melhor qualidade de vida, liberdade e independência. “Quero oferecer um atendimento personalizado e não só comercial, não vendo por vender, meus produtos têm que atender além das expectativas dos clientes”, afirma Marco. Ele já começou com esta ideia: prestar o mesmo atendimento que, como usuário, gostaria de receber. Foi assim que a empresa cresceu e se preparou para comemorar o décimo aniversário em 2012. Com loja em Taboão da Serra/ SP, hoje seus clientes são amigos e parceiros.

No inicio era apenas uma Assistência Técnica autorizada da Freedom, a principal fornecedora. Algum tempo depois, os próprios clientes questionavam porque não vender e locar esses produtos. A ideia foi aceita e hoje a empresa possui uma estrutura consolidada, oferecendo todas essas alternativas. Estão disponíveis linhas de cadeiras de rodas manuais, motorizadas, triciclos elétricos, guinchos de transferência, peças e acessórios. No site da empresa é possível receber um atendimento ao vivo, online, basta colocar o nome e o e-mail. “Temos uma equipe de colaboradores maravilhosa, cada qual na sua área dá o melhor de si. Eles foram treinados para atender cada um da melhor forma possível, nosso show-room tem amplo espaço físico, onde o cliente pode realizar seu test-drive com tranquilidade”, conta Sileine de Paiva Zalamena, gerente de vendas e esposa do fundador. Para ela, determinada a vencer desafios, o sucesso da empresa é uma realidade: “recebemos nota dez em excelência no atendimento, nossa missão não termina na hora da venda, mas sim quando o cliente diz estar satisfeito e feliz”, garante. “É público e notório nosso crescimento, só temos que agradecer a todos que estiveram presentes nessa jornada. Para o próximo ano, além de comemorar o décimo aniversário, vamos dar continuidade à nossa missão: que é de colaborar com o maior número possível de pessoas com necessidades especiais. Aproveitamos para desejar a todos um Natal repleto de Paz e um Feliz Ano Novo!” encerra Sileine.


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Mercado cresce e perspectivas de vendas são as melhores

A Fiat pode comemorar os resultados das vendas para pessoas com deficiência: o crescimento chegou a 36% no acumulado de janeiro a outubro de 2011, comparado ao mesmo período do ano anterior. O desempenho confirma a tendência de aumento verificada desde 2003. Já no mercado como um todo, a elevação foi de 5,1%, fazendo com que a empresa seja líder, com uma participação de 21,7% até outubro, representando 57.130 automóveis e comerciais leves emplacados. Com uma rede que conta com mais de 560 pontos de atendimento por todo o Brasil, a montadora está preparada para atender PcD com toda acessibilidade, além de disponibilizar vendedores especialmente treinados. Esses compradores vão em busca, principalmente, do Palio, Siena, Idea, Punto e Línea Dualogic. A entrada do câmbio Dualogic na linha, em 2010, permitiu carros mais baratos. “Essa chegada do câmbio nas versões 1.6 aumentou a venda dos modelos”, afirma Francelino Schilling, diretor de Vendas Diretas da Fiat Automóveis. Em 2011, a novidade especialmente lançada para pessoas com deficiência foi o Doblò Adventure preparado para o transporte de pessoas em cadeiras de rodas. Para Schilling,

é mais uma forma de reafirmar o propósito da empresa de oferecer opções de automóveis para pessoas com necessidades especiais. A Fiat tem uma preocupação constante com o segmento. O Programa Autonomy, por exemplo, está presente no Brasil desde junho 1996 e foi desenvolvido para melhorar o atendimento às necessidades dos deficientes físicos e promover a integração social deles. Vale destacar a central de atendimento telefônico, que possui pessoas preparadas para responder a todas as dúvidas (0800-701-8010). Durante o ano, são realizadas várias ações destinadas especialmente a esse público. Na 10ª Reatech, realizada em abril na capital paulista, por exemplo, um estande apresentou seis modelos especialmente preparados para o segmento. A Fiat também criou os Centros de Mobilidade junto aos Detrans de São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Eles oferecem um simulador de direção com tecnologia inédita na América Latina e, por meio de testes específicos, auxiliam na avaliação da capacidade psicomotora do condutor. Para 2012, Schilling afirma que a meta é ampliar as vendas para PcD. “A chegada do Novo Palio, do Freemont e do Novo Cinquecento aumenta as opções da Fiat para esses clientes. Vamos continuar o trabalho com nossa Engenharia e parceiros em busca de soluções para melhor atender esse público”, conclui.


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PARABÉNS BRASIL !!!

Patrícia Santos FOTOCOM.NET CPB

nos. Com 68 recordes, os atletas superaram 2007, quando chegaram a 51. Os nadadores merecem comemoração à parte: 85 medalhas no total, sendo 33 de ouro, 23 de prata e 29 de bronze. Só Daniel Dias ficou com 11 ouros, superando as 8 que ganhou em 2007. “Tinha expectativa em conquistar essas medalhas, mas não sabia se ia acontecer, pois também dependia dos revezamentos”, disse Daniel. “Meus companheiros se empenharam e me ajudaram a ganhar todos os ouros. A equipe técnica me apoiou muito, agora é momento de alegria”, comentou.

Daniel Dias com as 11 medalhas conquistadas Cleber Mendes FOTOCOM NET CPB

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s resultados obtidos na 4ª edição da disputa, realizada entre 12 e 20 de novembro, em Guadalajara (México), mostram a força dos atletas brasileiros: de 13 modalidades disputadas, ganharam medalhas em 12, sendo que em 9 ficaram com o ouro. No total foram 81 medalhas de ouro, 61 de prata e 55 de bronze. A delegação se apresentou com 222 integrantes. “Essa é a primeira vez que o Brasil vence uma competição multidesportiva fora do país. Isso é uma satisfação imensa”, afirma Andrew Parsons, presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB). O país já tinha ficado em primeiro no quadro geral há 4 anos, quando os jogos foram realizados no Rio de Janeiro/RJ. O bicampeonato acabou garantido um dia antes do encerramento porque os Estados Unidos, em segundo lugar, não conseguiriam mais alcançar o Brasil. Em terceiro ficou o México. Várias marcas foram batidas: no masculino, 9 recordes americanos, 37 parapanamericanos e dois mundiais; no feminino, 3 recordes ameriThierb Siqueira, T11, fica com o ouro canos e 17 parapanamerica-

Marcio Rodrigues FOTOCOM NET CPB

Paratletas brasileiros foram o grande destaque nos Jogos Parapanamericanos do México...

Daniel Dias


Odair Santos fica em primeiro lugar nos 1500m

Fernando Maia FOTOCOM NET

Fernando Maia FOTOCOM NET

parapan

nota Nadador surdo disputa Jogos Panamericanos

Brasil derrota EUA e conquista ouro no vôlei sentado

Estreantes em piscinas do Parapan também se saíram bem, como Vanilton Filho, de 18 anos, com 4 ouros e um bronze. Entre as mulheres, Joana Silva conquistou ouro em quatro provas e de quebra bateu dois recordes parapanamericanos. O atletismo ficou com 60 medalhas: 27 de ouro, 23 de prata e 10 de bronze.

Rumo a Londres

Além das medalhas, o Brasil ampliou o número de vagas nas próximas Paraolimpíadas que serão disputadas entre 29 de agosto e 09 de setembro de 2012. “Chegamos a 104 vagas garantidas pelo IPC - International Paralympic Committee. Após o Rio 2007, tínhamos 80. Hoje, temos 17 modalidades asseguradas”, afirmou o presidente do CPB. Em Guadalajara, quatro modalidades carimbaram a passagem: basquete em cadeira de rodas (feminino), goalball (masculino e feminino), tênis de mesa (10 vagas individuais) e vôlei sentado. O futebol de 5 já chegou ao México classificado. Os próximos objetivos brasileiros são conseguir o 7º lugar em Londres, o primeiro em Toronto (Parapan, em 2015) e o quinto no Rio, em 2016.

Medalhistas paulistas são homenageados

Lincoln Yoshihashi SEDPcD

Os 83 atletas de São Paulo ficaram com 90 medalhas (46 ouros, 29 pratas e 15 bronzes) obtidas pelo Brasil no Parapan. O governador Geraldo Alckmin e a secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella, prestaram uma homenagem a eles em 30/11, entregando um Diploma de Reconhecimento e a Medalha de Mérito Esportivo. Compareceram também o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Andrew Parsons, e o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, da capital, Marcos Belisário. “Ficamos muito felizes em receber aqui os nossos atletas do Parapan e de, em nome do povo de São Paulo, agradecer e homenageá-los”, afirmou o governador. Ele destacou a parceria firmada com a Secretaria e o Comitê, por meio da qual o Estado passou a apoiar técnica e financeiramente 25 atletas de elite, formando o Time São Paulo Paraolímpico. O grupo teve desempenho até acima do projetado no Parapan de Guadalajara, conquistando 41 medalhas, sendo 31 ouros, 8 pratas e 2 bronzes.

Na competição realizada no México, na segunda quinzena de outubro, chamou a atenção o desempenho no norte-americano Marcus Titus. Ele ficou com o Bronze na final dos 100m peito, em sua estreia em competições de grande porte. Titus havia sido o grande destaque do Campeonato Mundial de Natação para Surdos, realizado em Portugal, em agosto, onde faturou 8 medalhas (5 ouros, uma prata e 2 bronzes). Agora ele se concentra nos torneios classificatórios para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. O atleta tem perda auditiva profunda no lado esquerdo e severa no direito. Para se comunicar, usa um aparelho e conta com ajuda de um intérprete de Libras. Ele precisa também de auxílio na largada das provas: um árbitro é responsável por sinalizar o que seriam os anúncios sonoros. Em fevereiro, Titus passou por uma situação constrangedora no Grand Prix de Missouri, nos Estados Unidos: ele não recebeu o sinal visual de saída e permaneceu parado no bloco. Mesmo com necessidade de um auxílio especial, ele não considera sua deficiência como empecilho na carreira: “Não me atrapalha. Me ajuda. Eu consigo focar melhor e não me distraio com pessoas e barulhos que estão em volta de mim”, explicou Titus.

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redes sociais

por Vera Garcia

Admirável mundo novo !!!

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s redes sociais foram originalmente criadas como espaço de discussão, entretanto seus significados estão sendo reconstruídos pelos grupos sociais. Elas não são mais usadas apenas para manter contato com amigos e família, mas ajuda quem está à procura de um emprego, quem está interessado em divulgar campanhas publicitárias e até mesmo podem servir como espaço de mobilização social. Diariamente são compartilhados no Facebook, Twitter e Orkut projetos relacionados aos mais diversos tipos de causas sociais. São compartilhadas reflexões, ideias e opiniões sobre responsabilidade social, entre outros. Conforme definido por NONAKA (2001, p. 156): “Cada participante pode explorar novas ideias e refletir sobre os pontos de vista alheios. É o intercâmbio de ideias, opiniões e crenças propiciado pelas conversas e possibilita o primeiro e o mais importante passo da criação do conhecimento: o compartilhamento do conhecimento tácito dentro da microcomunidade”. Essa nova tecnologia permite que as pessoas discutam e divulguem determinado assunto que influencia sua vida ou de outras pessoas. Dessa forma, a rede social é uma ferramenta extremamente colaborativa quando bem utilizada. Há alguns meses, percebemos a dimensão desse poder de discussão e influência das redes sociais quando o programa Comédia da MTV - “Casa dos autistas” - uma sátira ao reality “Casa dos Artistas”, discriminou pessoas com a síndrome do autismo. Essa notícia espalhou-se pelas Redes Socias e blogs onde houve uma grande discussão sobre esse assunto. A repercussão foi tão grande que chegou na mídia televisiva. Internautas, políticos, blogueiros e

ONGS, indignados, disseminaram essa informação pelos Estados Brasileiros. Conclusão: um deputado federal ingressou com uma representação no Ministério Público Federal contra a MTV. Isso fez com que a MTV assumisse iniciativas de inclusão social, divulgando campanhas sobre esclarecimento da síndrome de autismo e outros. As Redes Sociais, portanto, quando bem utilizadas podem ser espaços de ações relevantes para a sociedade, funcionando como canais alternativos de comunicação, informação e mobilização. Sendo assim, precisamos aproveitá-las o máximo possível a fim de sensibilizar e conscientizar a sociedade para a questão da deficiência. Vera Garcia é pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas e pós-graduada em Gestão Educacional pelo Centro Universitário Claretiano. Foi professora do ensino básico durante quatorze anos e vice-diretora educacional por seis, ambos da Rede Pública de Ensino. Atualmente atua como blogueira no blog Deficiente Ciente (www.deficienteciente.com.br) e é modelo da Agência Kica de Castro Fotografias. Sofreu um acidente aos 11 anos de idade o que a tornou amputada do membro superior direito. E-mail: deficienteciente@yahoo.com.br


informe publicitário

Marca aposta em novidades para conquistar mercado O ano termina para a Renault com um salto de 4,8% para 7,2% de participação no mercado brasileiro de veículos em novembro. A boa performance comercial se deve, principalmente, aos lançamentos do Fluence e do SUV Duster. O primeiro teve boa aceitação entre o público com deficiência e veio se somar na preferência aos também automáticos Sandero e Logan. No segmento de PcD, há mais motivos ainda para comemorar, de acordo com Alexandre Oliveira, diretor de Vendas a Empresas: “Crescemos mais de 300% porque saímos, praticamente, do zero, porque não tínhamos veículos automáticos, para uma média de 350 ao mês com o lançamento deles”. O carro chefe é o Fluence, que já representa metade das vendas. Oliveira credita o sucesso ao câmbio, que não dá trancos no percurso e é muito confortável. Um diferencial bastante favorável também é que, desde a primeira versão automática, o modelo vem com seis air bags. “Além do câmbio e do conforto, outro fator de importância para esse público na hora da compra é a segurança”, afirma o diretor. Em outras marcas, a opção só é encontrada em modelos mais sofisticados. O preço, sem as isenções, é em torno de R$ 65 mil. A rede de concessionárias da Renault está com 200 pontos de venda, sendo que 140 já estão totalmente adaptados. Com o incremento do negócio, a meta é que até o final de 2012 as adaptações cheguem a todos. Há ainda o chamado Renault Empresas, que é responsável pelas vendas diretas de fábrica, incluindo táxis, frotistas e pessoas com deficiência. Hoje 31 das concessionárias possuem o departamento, com pessoas específicas para o atendimento a PcD. Com a importância que o segmento vem assumindo para a marca, no primeiro trimestre do próximo ano será criado um programa específico de atendimento. O Duster, considerado fundamental para esse público, foi lançado há muito pouco tempo e, com a consolidação de sua produção, sairão novas diretrizes que terão, inclusive, um cunho social. Oliveira não adianta as novidades, mas garante que a preocupação com esses clientes vem até por influência da própria matriz europeia, que é muito voltada para a satisfação desse público. Lembra ainda, que a Renault tem o modelo Master, adaptado para transportar PcD, único com essa finalidade que tem garantia de fábrica com a adaptação. “Agora, com a maior linha de carros automáticos no mercado, conseguiremos ter foco e fazer coisas diferentes nesse meio. Não temos só a intenção de vendas, mas de estar também contribuindo para esse segmento”, conclui o diretor.


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responsabilidade social

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Responsabilidade social das empresas inclui PcD

ideia de que uma empresa é criada e desenvolvida única e exclusivamente para a obtenção de lucro tem mudado ao longo dos anos. Aos poucos, o conceito de responsabilidade social se incorpora às atividades, com uma preocupação crescente com clientes, colaboradores, comunidade e meio ambiente. Dentro dessa perspectiva, muitas das entidades que trabalham com pessoas com deficiência já são beneficiadas por parcerias com empresas que se associam de diferentes modos. Não importa o tamanho delas, o faturamento ou o ramo de atividade: sempre é possível encontrar uma forma de apoio. Para Julio Cesar de Souza, ex-jogador de futebol profissional (Corinthinas e Seleção Brasileira) que ficou surdo aos 30 anos, idealizador do Instituto Jogadas da Vida, a grande maioria das empresas ainda precisa se conscientizar: “Elas ainda não perceberam que podem se beneficiar com desconto e dedução no Imposto de Renda. Além disso, promovendo projetos esportivos e educacionais para PcD contribuem para seu desenvolvimento, que elas próprias vão precisar na hora de captar esses funcionários. Infelizmente, o empresariado no Brasil enxerga treinamento de RH e patrocínio para projetos sociais não como investimento, mas como gasto”. Ele reconhece, no entanto, que hoje as empresas estão investindo mais em inclusão, tanto preparando PcD como os funcionários que irão conviver com esses colegas. Um de seus principais trabalhos é justamente fazer esses treinamentos. O Jogadas da Vida tem apoio da Academia Vip e faz parceria com a Impacta, responsável por capacitação profissional e inclusão no mercado de trabalho. E está à procura de novos patrocínios.

Potência nos esportes

Uma entidade bastante bem sucedida na captação de recursos através de patrocínios de projetos e apoiadores é a ADD - Associação Desportiva para Deficientes, que promove o desenvolvimento de PcD por meio de práticas esportivas adaptadas, ensino e cursos de capacitação. Já na fundação, há 15 anos, iniciou esse processo e hoje tem 13 patrocinadores e 20 apoiadores. “Os patrocinadores contribuem com recursos financeiros, mensalmente, e os valores são aplicados no desenvolvimento institucional ou em projeto especifico, escolhido por eles. Quando o patrocínio é institucional os

recursos são aplicados, proporcionalmente, em todos os projetos da instituição, desde que não possuam patrocinadores exclusivos”, explica a diretora de Gestão, Eliane Miada. O patrocínio das empresas representa cerca de 30% da receita anual da ADD. Para conseguir esse montante, ela explica que é preciso se organizar, a entidade tem um departamento de desenvolvimento institucional especializado no assunto. “Nos últimos anos, não sentimos nenhuma resistência ou dificuldade das empresas em patrocinar projetos para PcD, elas buscam organizações sociais que tenham projetos estruturados, entidades idôneas com capacidade de desenvolvê-los de forma eficaz, que saibam administrar os recursos e demonstrarem resultados gerais e específicos através do acompanhamento e relatórios de prestação de contas”, afirma a diretora. Desde 2004, por exemplo, o BICBANCO apoia a formação e preparação da equipe juvenil de basquetebol adaptado sobre cadeira de rodas da ADD, o Magic Wheels. “O Banco sempre investiu em ações sociais beneficiando as comunidades em seu entorno”, comenta o diretor executivo do banco, Edênio Nobre. Entre os programas específicos para PcD está o de Capacitação de Pessoas com Deficiência no setor bancário, da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), com o apoio e parceria da Prefeitura de São Paulo e outras instituições de educação e ensino. Também costuma contribuir com outras instituições no segmento, como APAE e AACD. “O banco aceita apoiar projetos desde que estejam alinhados com suas políticas e práticas de sustentabilidade”, informa o diretor. As propostas devem ser enviadas para análise via e-mail: bicbanco@bicbanco.com.br A Fiat, outro patrocinador da ADD, preocupada com sua responsabilidade social, desenvolve uma política de relacionamento com a comunidade por meio do Programa Árvore da Vida, criado em 2004. Desde o final de 2010 se relaciona com a ADD, por meio da Lei Federal de Incentivo ao Esporte. De acordo com Marco Antonio Lage, diretor de comunicação corporativa, o projeto foi escolhido pela competência da instituição no desenvolvimento de atividades esportivas para a inclusão social de pessoas com deficiência e por estar alinhado com a estratégia de investimentos da empresa nessa área. “Mais do que oferecer possibilidade de prática esportiva, o projeto Cesta de 3 é um novo caminho que se apresenta a crianças e adolescentes com deficiência por contribuir para


responsabilidade social a formação humana, valorização da cidadania e o estímulo à socialização e ao fortalecimento do vínculo familiar. Esse é o grande diferencial”, garante Lage. Desde 2008, a Fiat também é parceira do Instituto Ester Assumpção, em Betim/MG, que promove a inclusão de crianças com deficiência na educação infantil. Através do projeto Educação Infantil Inclusiva, educadores do município recebem capacitação para receber as crianças, promovendo a integração e a socialização. Também são desenvolvidas atividades para a inclusão de pais e familiares. Além disso, é parceira da Prefeitura Municipal de Betim/ MG, onde fica sua sede, no projeto Esporte para Todos, que oferece a possibilidade inserção social, por meio do esporte, a toda população do município, incluindo PcD. São mais de 15 espaços públicos com 20 modalidades esportivas. As propostas de patrocínio podem ser encaminhadas para o e-mail: ana.veloso@fiat.com.br

Transmitir e aprender

O projeto “Aprendendo a Viver - Campanha de Valorização da Vida”, foi criado por Luiz Eduardo Boudakian, portador de doença degenerativa do sistema nervoso central que afeta a fala e o equilíbrio. A ideia de sistematizar as conversas que tinha com diferentes grupos desde 1994, veio 4 anos depois. “Na verdade não é um ato de ensinar as pessoas a viver, mas sim eu também aprender com as pessoas a viver melhor”, explica Boudakian. A mensagem motivacional dele vale para qualquer público: viver em equilíbrio com a vida, independente das limitações circunstanciais. O objetivo é também ajudar crianças especiais, grupos de jovens, asilos e entidades carentes, com motivação e arrecadações. Com muitas dificuldades financeiras para custear o caro tratamento, ele teve a ideia de vender alguns produtos para manter sua vida e o projeto. Desde então, tem recebido vários apoios. Foi justamente por causa de uma palestra dada por ele na Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) da Bioleve, em 2006, que a empresa de água mineral e sucos de Lindóia/SP o conheceu. Começou então o apoio financeiro para ajudar o projeto e contribuir para a melhoria da qualidade de vida de seu idealizador. A empresa também está com ele em feiras e outros eventos, participando com produtos e, financeiramente, para pagamento da área. “Sempre que acreditamos num projeto e que podemos colaborar seja da forma que for, fazemos uma parceria e seguimos adiante, principalmente os que possuem atividades com crianças e jovens”, explica Sylvio Parente, sócio e diretor da empresa.

Na área específica de PcD a Bioleve também apoia atleta da cidade de Águas de Lindóia que não possui uma das pernas e compete nos esportes de ciclismo e natação. Parente conta que, com o crescimento da empresa, naturalmente começaram as ações de responsabilidade social, tímidas no início e focadas na comunidade local. “Essas ações foram tomando maiores proporções à medida que os resultados apareceram, colaborar com outros nos fazia cada vez mais fortes. Dessa forma, novas oportunidades foram surgindo e nossas ações socialmente responsáveis se tornaram parte da nossa missão”, garante o diretor. O Aprendendo a Viver também conta com apoio da Visuart Embalagens Personalizadas. A parceria tem cerca de 3 anos: “Por intermédio de um amigo comum, conheci o trabalho do Luiz e, assistindo à sua palestra, vimos que é uma lição de motivação e garra para vida e não só para as atividades profissionais”, lembra o diretor comercial, Paulo Salomão. A empresa confecciona algumas embalagens dos produtos que são vendidos e fornece “apoio esporádico na hora do aperto”, além de participar de eventos e exposições juntos. “Ele é quem nos ajuda, pois vincular nossa marca com o projeto é muito saudável para nossa empresa também”, diz Salomão. Outra empresa apoiadora é a E.B. Ortoline, com loja no Shopping Eldorado, na capital paulista, fundada em 2003 com a finalidade de aprimorar a qualidade de vida das pessoas com necessidades na área de saúde, assim como oferecer conforto e bem estar. “O Luiz é nosso cliente há alguns anos e foi amor à primeira vista”, conta a proprietária Marcia Gallardi de Campos. “Tivemos uma empatia muito grande e assim que conheci sua história e seu projeto me interessei em fazer parte. Atualmente vendo os produtos do projeto, divulgo seu trabalho e palestras através do site, banner e flyers distribuídos na loja. A renda da venda dos produtos é passada integralmente a ele. Participamos da Reatech disponibilizando vendedores”, explica. “Como pessoa acredito em responsabilidade social e ambiental, como pautei, entre diversas coisas, a educação de meus filhos. Como psicóloga, acredito na inclusão para garantir o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, mais real e humana. Como empresária me vi com um espaço maior na sociedade para praticar aquilo que acredito”, finaliza Marcia.

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mulher

por Márcia Gori

Este ano foi bom para nós, mulheres com deficiência ???

O

ano de 2011 está acabando !!! O que fizemos de diferente para que este ano fique marcado para o resto de nossas vidas ? Já se perguntaram isso alguma vez para disparar a reflexão de final de ano ? A reflexão no individual não tem como fazermos neste artigo, pois é subjetivo, mas no contexto social, sim. O que mudou ? O que melhorou ou piorou este ano, para que nos sentamos injustiçados, indignados, sem forças para lutar ? Tenho acompanhado nas comunidades toda a discussão sobre devoteísmo entre as mulheres com deficiência e os próprios “devotees”. Leio posts bem interessantes, como também outros que dão até uma certa irritação com tanta falta de sensibilidade. Sabemos que no mundo não existe gente “boazinha” ou “mazinha” o tempo todo, mas temos consciência que na vivência, todos estão procurando a mesma coisa, ser aceito, elogiado, amado pela pessoa escolhida, de preferência. A leitura que faço é que estamos avançando nesse tema, estamos trazendo mais devotees para a discussão, ainda que os velhos lobos ainda tentem espantar os novos, porque se sentem ameaçados em seu reinado, em contrapartida sinto que as próprias mulheres com deficiência ainda tem muito o que aprender sobre si mesmas, porque alimentam o sonho que “eles” serão as respostas dos seus sonhos em viver um grande amor, e se esquecem que são homens como todos os outros e também tem as suas expectativas. Em todo primeiro encontro precisamos ter em mente o que queremos e se estamos aptas a viver qualquer situação sem nos compadecer ou culpar o outro por nossas frustrações, para que possamos vivenciar o relacionamento tirando experiências para os futuros ou mesmo amadurecimento deste. Veja bem, não sou contra ou a favor o devoteísmo... o que vejo conversando com muitas de nossas meninas, é a questão do exagero nessa fixação da deficiência, levando algumas a se tornarem refens delas mesmas, acreditando que tudo gira em torno disso e que eles são a salvação do mundo. Nem sempre, porque a “salvação” de qualquer coisa não depende dos outros, mas sim de nós, do que acreditamos... e da nossa força. Porque todo esse papo de devoteísmo ? O que tem me incomodado ? Deixei de acreditar que eles são bonzinhos ? Bom... não importa. O que na realidade temos que nos atentar é que não podemos incorrer no erro e pré-julgar, condenar quem quer que seja pelas suas escolhas e gostos. O que nos preocupa são os exageros de ambas as partes, tanto das nossas meninas quanto dos devotees. Em nossa sociedade ainda persiste a negação de nossa sexualidade, de nossos direitos básicos em Direitos Humanos. E quando se refere a esse lance de sexualidade, nos deparamos com o devoteísmo, dessa preferência, desse gostar, desse olhar em nossa beleza fora do padrão da simetria existente como perfeita. O que incomoda de verdade são os exageros, pessoas pensando que podem usar as outras sem consequências, e não vão pensando que digo

isso só dos devotees, porque existem grupo de mulheres com deficiência que sabem o quanto podem “ganhar” se fazendo de coitadas, de vitimizadas com as adversidades da vida, levando a melhor em todos os sentidos por esses grupos. Agora a mocinha aqui (um amigo devotee me chama assim) enlouqueceu de vez, é impressão ou essa doida tá falando de possibilidades de uma prostituição, ou melhor, arrecadação de fundos financeiros alheios, por parte dessas mulheres tão vitimizadas ? É esquisito levantar tal situação, mas é verdade, a deficiência não isenta a pessoa de ser boa ou má, isso faz parte do caráter e das circunstâncias que cada um vive, do que ela acredita, do que lhe incomoda, ou mesmo daquilo que ela almeja em sua vida e da forma como irá conquistá-la, isso não compete a nós julgar ou desqualificar, em outros séculos erámos usados em rituais pagãos, em circos para divertir as pessoas. Cada um luta com as armas que tem, mas vamos nos atentar que as mulheres com deficiência também estão evoluindo, descobrindo o seu espaço, saindo para trabalhar, estudar, namorando mais, tendo seus filhos, ainda não como desejamos, conscientes dos seus direitos e dos seus deveres, assim como também aprendendo a se prostituírem, usando o que tem mais em evidência: a deficiência. É correto ? Não sabemos, mas o que é correto neste mundo ? Vamos colocar que a inclusão está sendo feita até em setores em que nunca pensaríamos em atuar e que hoje também existe “oferta e procura”, assim como em todos os setores sociais. Olhemos sem pudores, sem discriminação e também não sejamos inocentes em imaginar que o público que “paga” esse tipo de serviço prestado, sejam somente os devotees, também devem ter muitos dos que não tem nada a ver, mas que querem também, e se envolvem em cases. Bom é apenas o início de um assunto que certamente ainda traz um pouco de desconforto social, ainda mais quando se refere à deficiência e toda aquela situação de assistencialismo que é imposta de cima para baixo a todas nós, mulheres com deficiência. Precisamos muito de informação circulando entre nós para que haja o menor sofrimento possível de todos os lados. Enfim, um lindo Natal a todos e todas, com família, amigos, namorados, devotees ou não... e que o ano vindouro seja repleto de muita luz e paz. Até o nosso próximo encontro !!! Márcia Gori é bacharel em Direito-UNORP, Idealizadora da Assessoria de Direitos Humanos - ADH Orientação e Capacitação LTDA, Ex-presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência - CEAPcD/SP 2007/2009, ex-Conselheira Estadual do CEAPcD/SP 2009/2011, Presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de São José do Rio Preto/SP, membro do CAD - Clube Amigos dos Deficientes de São José do Rio Preto/SP. Idealizadora do Seminário sobre Sexualidade da Pessoa com Deficiência na REATECH 2010/2011, palestrante sobre Sexualidade, Deficiência e Inclusão Social da Pessoa com Deficiência, modelo fotográfico da Agência Kica de Castro Fotografias. E-mail: marcia_gori@yahoo.com.br Blog: http://mrciagori.blogspot.com/


por Suely Carvalho de Sá Yanez

ponto de vista

Motivação... Alerta !!! alimentado esse “amor” ou deixamos morrendo aos poucos, entrando no “ritual”, na mesmice do tempo, rotina, no desafeto, imediatismo, na falta de compromisso, acepção de pessoas, nos achando os “melhores”, desprezando os que estão engatinhando na área e que um dia darão continuidade ao nosso trabalho ? E os que de tanta “superação”, dia a dia, vão se cansando no meio do caminho pelos processos que tardam ? Desacreditando na força que os mantinham ativos ?

Resgatando a essência...

E

m 2011 tivemos perdas e ganhos, como todo ano... Perdas de pessoas queridas e batalhadoras no nosso meio. Muitas vezes, também, perda de foco em algumas situações, trabalhos ou decisões. Perda de visibilidade, visão, horizonte nas ações presentes e futuras... Ganhos em subir degraus, com passos importantes, avançando, subindo mais um patamar rumo a conquistas na área da deficiência, tecnologias, leis, melhorias, amplitudes políticas, acessibilidade e tantas outras questões em diversidades, nos tipos de diversidade que estamos gerando e outras que ainda desconhecemos. Vemos hoje mais pessoas com deficiência, e também deficiência visual, capacitadas e capacitando-se, ocupando espaços na educação, política, mídia, marcando presença... Infelizmente ainda muitas se escondem na ausência, ostracismo e também anonimato. Qual o nosso objetivo ? O que nos impulsiona ? Onde está o “1º amor” ? Que nos motivou há tempos a investir nossa vida, nosso tempo e dedicação à causa em prol da pessoa com deficiência, ou seja, ao ser humano que nos cerca ? Temos

Quando a ferrugem é na alma, na emoção, não há produto nem tecnologias ou ciência que resolvam, pois a cura se processa de dentro para fora.

Motivação em ALERTA !

Que possamos não perder o foco, que possamos não entrar na rotina, sem emoção, onde fazemos por fazer, sem aquele ânimo ou aquela “chama” que ardia e nos impulsionava e direcionava ao brilho das ações. Momento de pararmos um pouquinho... Refletirmos no que foi feito, retermos o que foi bom, de pensarmos no que poderia ser melhor, no que podemos consertar, no que podemos acrescentar, mudar, criar, transformar... fazermos viver ou reviver. Não porque é Natal (ou fim do ano), dos presentes, da comunhão de família, alegria entre amigos, mas uma oportunidade de, também, revermos na “essência” o “verdadeiro” sentido do Natal, ou seja, sentido de Renascimento de pensamentos, de sentimentos, de projetos, sonhos, plantados por meio daquele que simboliza o Natal, o amor incondicional, modelo de inclusão: Jesus Cristo !!! Em tudo, vamos “torcer”, mas vamos, também, resgatando o “1º amor”, lutar, superar, contribuir, continuar semeando e regando sementes de vida digna... Aí sim, poderemos “esperar na esperança” que O MELHOR ESTÁ POR VIR... Seja em qual Ano Novo estivermos. Aliás, FELIZ ANO NOVO... O ANO TODO !!!

Suely Carvalho de Sá Yañez é Terapeuta Ocupacional especializada em Orientação e Mobilidade para pessoas com deficiência visuaL e atua na área de reabilitação.

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informe publicitário

Marca aposta em novidade e aumento de vendas

Os resultados da GM em 2011 foram muito satisfatórios: a empresa espera que, ao fechar o ano, tenha batido um recorde histórico de vendas. No segmento para pessoas com deficiência, a fase é de crescimento devido à renovação do portfólio de produtos. Os modelos mais procurados pelos clientes PcD são os carros com transmissão automática ou automatizada, como: Meriva. Vectra e Astra, também tiveram significativa participação no mercado. A aposta agora se volta para o Cruze, um sedã médio que já é sucesso de vendas em mais de 70 países e marca uma nova era de inovação e lançamentos da Chevrolet no Brasil. Com pouco tempo de mercado, teve ótima aceitação e procura pelo segmento. A empresa considera que todas as estatísticas indicam o aumento de vendas para PcD e ela acompanha a evolução, principalmente com o lançamento de produtos mais adequados a esse público. “O segmento tem um crescimento muito forte devido à inclusão, cada vez maior das pessoas com deficiência no mercado de trabalho e à propagação das informações dos benefícios fiscais para esse público via internet, eventos e mídia especializada”, analisa José Placido Nobrega, gerente de Vendas Corporativas da General Motors do Brasil. A GM está muito atenta a esse contato direto com os consumidores, participando, por exemplo, de todas as últimas edições da Reatech, onde destaca o modelo ou opcional que

melhor atendem às expectativas desse público. Para atender à demanda, a grande maioria de suas 500 concessionárias distribuídas por todo o país, tem condições de receber e atender os clientes com toda acessibilidade. O departamento de Vendas Diretas de cada ponto de venda tem vendedores/consultores treinados para a função e muitos deles fazem ainda atendimento personalizado, com agendamento para o domicílio. “Acreditamos que 2012 será um ano de vários desafios para a indústria, com muita competitividade, lançamentos de produtos e disputa acirrada pela participação no mercado”, afirma Nobrega. “Confiamos na assertividade da estratégia que está em andamento, baseada na renovação gradativa do portfólio, com produtos globais, carregados de tecnologia, design atualizado e novas plataformas”, diz o responsável. “Com tudo isso, mais o entusiasmo e profissionalismo que estamos implantando em cada depar tamento da rede de concessionárias Chevrolet na busca de superar a expectativa de atendimento dos nossos clientes, esperamos atingir mais uma vez nossos objetivos”, conclui Nobrega.


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momento surdo

por Neivaldo Zovico

Finalmente... Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos !!! A cidade de São Paulo é pioneira na construção de escolas públicas de qualidade...

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o ano de 1952, foi criada a primeira Escola de Surdos localizado no Bairro Santana, na cidade de São Paulo, com o nome de “I Núcleo de Educação para Crianças Surdas” por meio do trabalho do Capitão Francisco Vieira Fonseca, pai de três crianças surdas. A direção foi assumida pela Profª Maria Regina Rodrigues da Silva, que era professora de alunos surdos. A metodologia educacional utilizada na época era o oralismo, acreditando que o treinamento da fala e audição melhoraria a condição das crianças surdas, investindo tempo de educação para as tornar como os ouvintes. No ano de 1960, foi construído pelo então prefeito Dr. Adhemar de Barros e Secretário de Educação Dr. Levy Sodré, um prédio maior para Escola de Surdos da Cidade de São Paulo, o nome da Escola mudou e foi intitulado “Instituto Municipal de Surdos”. O investimento de dinheiro público para Educação de Surdos é fundamental, pois a educação é um direito de todos e dever do Estado. Na década de 60, pesquisadores da área da linguística

nos Estados Unidos, comprovaram que a língua de sinais era uma língua com estrutura gramatical importante para o desenvolvimento dos surdos, mas a escola ainda seguia a abordagem oralista. No ano de 1969, o nome da Escola foi alterado para “Instituto de Educação de Crianças Excepcionais Helen Keller”, em homenagem a falecida Surda-Cega americana. Durante anos, a Escola passou a se chamar “Escola Municipal de Educação Infantil e 1º Grau para Deficientes Auditivos Helen Keller”, oferecendo o ensino fundamental (ciclo I e II), aumentando a matrícula de alunos surdos para o ensino fundamental no período noturno. Durante anos a escola foi transferida de local e atualmente está no bairro da Aclimação, também na capital paulista. Ela atende diversos surdos de todas as regiões da cidade de São Paulo, como também de outros municípios da Grande São Paulo. Desta forma, a direção, professores, pais e alunos lutaram para criar mais escolas em outras regiões de São Paulo.

Hellen Keller


momento surdo

Prof. Mário Braga em 17.03.1961

A partir do ano 1988, foram criadas mais 5 Escolas Municipais de Educação para Deficientes Auditivos, são elas: EMEDA “Anne Sullivan”, EMEDA “Neusa Basseto”, EMEDA “Madre Lucie Bray”, EMEDA “Vera Lúcia A. Ribeiro” e EMEDA “Mário Pereira Bicudo”. No ano de 2007, o Ministério da Educação e Cultura – MEC criou uma equipe para discutir a Politica Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, composta por doutores e mestres. Dentre as deliberações, estava que as escolas de Surdos deveriam transformar-se em Centro de Referência e Apoio, e os Surdos deveriam estudar em escolas regulares. As famílias dos Surdos, professores e povo surdo ficaram frustrados e revoltados pela imposição do Ministério da Educação e Cultura, pois não respeitam a Cultura Surda e a Língua dos Surdos na tentativa de conduzir uma mudança para Educação Inclusiva. As instituições que representam a comunidade surda discordaram das propostas e fizeram uma grande passeata de protesto na Av. Paulista em São Paulo, para que não fechassem as escolas de surdos e respeitassem a Língua de Sinais e a Cultura Surda. Foram muitos anos, lutaram para garantir o direito a Educação dos Surdos, realizavam muitas palestras, seminários, Conferência de Educação, até reuniões com o Ministério Público Federal de Direitos Humanos em todo o Brasil. O Secretário Municipal da Educação de São Paulo, Alexandre Schneider recebeu a proposta da Educação para Surdos, visitava as Escolas de Surdos e reconheceu os direitos dos Surdos de ter uma Educação por meio da Língua de Sinais como a primeira língua, reconhecendo a Cultura Surda. No dia 10 de novembro de 2011, o Prefeito Gilberto Kassab (SP) e o Secretário de Educação Alexandre Schneider assinaram o Decreto 52.785 durante VI Festival

Esportivo e Cultural de Alunos Surdos no Teatro SESC Vila Mariana, em São Paulo/SP. O Decreto 52.785 institui que as 6 Escolas de Educação Especial para Surdos sejam transformadas em Escolas Municipais de Educação Bilíngue para Surdos na capital de São Paulo. Que elas sejam espaços onde a primeira língua dos surdos seja de fato a LIBRAS, oferecendo aos alunos surdos o acesso a todo conteúdo por meio da LIBRAS, possam conviver plenamente a Cultura Surda, construindo e desenvolvendo a sua própria identidade, formação de profissionais para que sejam fluentes em LIBRAS, que tenha professores surdos e a aquisição de materiais que favorecem visualidade. A Escola Municipal de Educação Bilíngue para Surdos “Helen Keller” foi a primeira escola de São Paulo (1952), atualmente tem como diretora Monica Amoroso, que está na direção há mais de 4 anos, e tem 2 professores que são Surdos, a professora Palmira Baranqueiro que é concursada há mais de 27 anos como professora do componente curricular de Artes e eu, professor Neivaldo Augusto Zovico, contratado pela Secretaria Municipal de Educação como professor do componente curricular de Matemática. Esperamos que as cidades do Brasil sigam a iniciativa das políticas públicas destinadas às Escolas Bilíngues para Surdos da cidade de São Paulo, a fim de melhorar a Educação dos Surdos Brasileiros. Caso não tenham escolas públicas Bilíngues, que as criem, e respeitando o direito à educação bilingue dos alunos surdos. Consideramos que estas ações não são segregação, muito menos formadoras de guetos, tão pouco contra a Educação Inclusiva. A preocupação é em estimular as crianças surdas a construir conhecimento por meio de sua língua, é com a construção de sua própria identidade, podendo ir depois enfrentar uma Educação Inclusiva, por sua opção, com interprete de LIBRAS para a mediação pedagógica. Agora só falta viabilizar aos alunos surdos maior contato com adultos surdos contratando professores surdos formados em diversas áreas do conhecimento para serem os educadores dos alunos surdos a fim de desenvolver a instrução, por meio da LIBRAS, e a Cultura Surda nas diversas Escolas Bilíngue para Surdos. Neivaldo Augusto Zovico é professor, Consultor de Acessibilidade para Surdos e pessoas com deficiências auditivas, Coordenador Nacional de Acessibilidade para Surdos da FENEIS, Colaborador da equipe do site: www. portaldosurdo.com www.acessibilidadeparasurdos.blogspot.com E-mail : neivaldo.zovico@terra.com.br

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informe publicitário

Empresa familiar aposta em crescimento do mercado Um renomado sapateiro ortopédico do bairro do Ipiranga, na capital paulista, resolveu montar, com a esposa, um ponto fixo para atender a clientela. Nascia em 1996 a Ortopedia Monumento, também conhecida agora, em tempos de internet, como Casa Ortopédica. Em 2004 o negócio cresceu e passou a oferecer também cadeiras de rodas de alta performance e motorizadas, tornando-se revendedora da Freedom. Hoje vende cadeiras em todas suas variáveis, carrinhos motorizados e guindastes para transferência, mas sem esquecer as origens, trabalhando com a linha de produtos e órteses ortopédicas. Tem vários parceiros, como: Ortomix, Seat Mobile/Vivere, Jaguaribe, CDS, Praxis, Wanral Adaptações, Expansão e Ottobock, entre outros.

Apesar de todo crescimento, continua na família, sob a responsabilidade de Luciano Santos, filho dos donos, como diretor comercial. “Trabalhamos com um dos menores números de colaboradores do mercado, o que aumenta o compromisso com as pessoas. Disso não abrimos mão e acabamos centralizando nosso atendimento em nossa loja sede, sem filiais”, explica Santos. As vendas em 2011 refletem a maior capacidade de distribuição, alcançada com a inauguração, no ano passado, de um centro que otimizou o estoque, um dos maiores do Brasil para pronta entrega. “Conseguimos alcançar a marca simbólica de 1.000 cadeiras de rodas motorizadas comercializadas. Isso é muito especial para nós, coincidindo com os 20 anos de atividade da Freedom”, comemora o diretor. “Vendemos bem mais em nichos onde não éramos tão agressivos, como em carrinhos posturais e vendas para associações”, conta Luciano Santos. Outro ponto em destaque são as vendas pelo site: “nosso portal é líder em visitações e vendas nesse segmento. Oferecemos a maior variedade de produtos, textos informativos e o maior prazo de financiamento próprio”, afirma Santos. Em 2012, ele acredita que o mercado deverá crescer porque ainda tem uma demanda reprimida. As mudanças do perfil de consumo das classes de rendas mais baixas e a inserção da PcD no mercado de trabalho, oferecem maior acesso aos produtos. “O governo também lançou um pacote de crédito para esse segmento e ano eleitoral aquece as compras governamentais. Os esforços da ABRIDEF, associação do setor, estão dando resultados excelentes e até pouco tempo atrás inimagináveis”, analisa. “O determinante é que o mercado seja criativo e invente novas práticas de consumo e estratégia para que outras tendências de desaquecimento da economia não influenciem nosso setor. Quem inovar vai se dar muito bem”, acredita Santos.


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esporte

Esportes de aventuras à disposição de todos

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uem disse que rapel, escalada e pista de skate são apenas para pessoas “comuns” ? Cadeirantes da capital paulista provam que esportes “radicais” podem ser praticados com bons resultados, basta ter disposição. Desde agosto último está funcionando em São Paulo, o “Projeto Aventuras Urbanas”, nos Centros Educacionais Unificados (CEUs): Cidade Dutra, Pera Marmelo, Aricanduva e Casa Blanca. As atividades, gratuitas, duas vezes por semana, são destinadas a jovens de 15 a 29 anos de forma geral, sendo que os cadeirantes se concentram nos dois primeiros CEUs. O projeto nasceu de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Educação e os Institutos Esporte & Educação e Asas, e poderá se expandir para outros CEUs no futuro. São ministradas oficinas de skate, escalada, streetball e parkour, e ainda as adaptadas: hardcoresitting (utilização da pista de skate com cadeira de rodas), paraescalada, freerunning e streetball. A ideia, de acordo com o professor Jonas

Alfredo da Silva Santos, não é apenas promover a integração social, mas sim criar tecnologias educacionais que facilitem esse contexto, igualando cadeirantes e não cadeirantes nas práticas desportivas, ensinando técnicas de deslocamento diferenciadas que gerem autonomia e facilitem o dia-a-dia. O número de cadeirantes ainda é bem menor do que o de andantes, mas o professor credita isso, fora o próprio medo em relação a essas práticas, aos problemas de deslocamento de PcD até os CEUs, e também ao fato de que parte deles ainda tem preconceito em atividades que englobam cadeirantes e andantes juntos. Jonas explica algumas modalidades ensinadas: “Parkour é uma a técnica de deslocamento com velocidade, força, e agilidades específicas, onde o indivíduo sai de um ponto a outro passando por obstáculos. Isso o cadeirante já faz em seu dia-a-dia, porém muitos dependem de ajuda para passar por degraus, buracos e até mesmo rampas de acesso com inclinações abusivas. Dentro do projeto desenvolvemos técnicas para que esses obstáculos sejam superados de forma simples e autônoma pelo próprio cadeirante”, conta. “Eles realizam rapel, escalada e ascensão, de forma eficiente e autônoma, com técnicas que podem ser utilizadas em tarefas de seu dia-a-dia”, complementa.


esporte Futebol em cadeiras de rodas quer ser paraolímpico

E o frio na barriga, como é que fica ?

Para Reinaldo de Jesus Mendes, de 27 anos, cadeirante há 11 anos, as atividades são um desafio para quem tem mania de colocar limites para tudo. “Testamos até onde podemos chegar, uma pedra no meio do caminho pode paralisar, mas você pode dar a volta ou passar por cima dela”, explica. Outro aspecto que ele destaca é a boa convivência com os participantes andantes, garantindo que muitos dos que tinham preconceitos em relação a pessoas com deficiência, hoje já apresentem outra postura. Denis Ivan Vieira, cadeirante há 22 anos, também frequentador do Cidade Dutra, disse que gostava de ver esportes radicais na TV e, por causa disso, resolveu participar do projeto. Ele aprecia muito descer pela rampa de skate e já levou alguns tombos. “Não desisto fácil”, garante Ivan. As inscrições podem ser feitas diretamente nos CEUs participantes e os encontros não vão parar nas férias escolares. Quem quiser conhecer melhor o projeto pode visitar o blog: www.esporteeducacao.org.br/aventurasurbanas

A modalidade já é praticada oficialmente em 13 países da Europa, América do Norte, Ásia e Oceania e chegou à América do Sul via Brasil, que fundou recentemente a Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de Rodas (ABFC). Transformá-la em modalidade paraolímpica é o principal desejo da Federation Internationale de Powerchair Football Association (FIPFA). “O futebol em cadeiras de rodas é praticado desde a década de 70 na Europa e América do Norte por pessoas com comprometimentos motores graves, usuários de cadeiras de rodas motorizadas. É o único esporte exclusivo para esse público que, na maioria das vezes, tem poucas oportunidades e perspectiva de vida. O Brasil, país do futebol, não podia ficar fora dessa iniciativa agora que o esporte está prestes a se tornar paraolímpico”, comenta Ricardo Gonzalez, presidente da ABFC e coordenador do Instituto Novo Ser, entidade dedicada a promover o esporte adaptado como forma de inclusão social. Para melhorar o conhecimento técnico sobre a modalidade, os membros da ABFC participaram como observadores da 2ª Copa do Mundo, disputada entre os dias 29 de outubro e 07 de novembro, em Paris, e vencida pelos Estados Unidos. No início de 2012 está prevista a realização da primeira competição organizada pela associação brasileira. O primeiro registro da modalidade é de 1978, quando a França criou o futebol em cadeiras de rodas para jovens com deficiências graves. No ano seguinte, sem ter qualquer contato com os franceses, o Canadá também investiu na prática, que se difundiu para Estados Unidos e Japão. Em 2005 os franceses reuniram os países praticantes para harmonizar os estilos de jogo. Em outubro do mesmo ano, em Portugal, saiu o livro de regras internacional e começou o processo de criação da Federação, fundada em outubro de 2006. No ano seguinte, foi organizada, em Tóquio (Japão), a primeira Copa do Mundo da modalidade, com 8 países participantes.

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Próteses e órteses com alta tecnologia Presente no Brasil há 36 anos, a alemã OTTOBOCK, com sede em Campinas/SP, oferece uma gama de produtos e soluções protéticas, estéticas ou funcionais: é o maior portfólio do setor de próteses e órteses. Reconhecida pelo design moderno e alta tecnologia, aposta no conforto, maior estabilidade e mobilidade, com menos desgaste físico. Wilson Zampini, presidente da OTTOBOCK BRASIL e para América Latina, explica que o grande volume de vendas está concentrado nas soluções básicas, por conta das limitações do sistema público de saúde e dos recursos privados disponíveis, mas a comercialização de soluções diferenciadas tem avançado bastante, como a linha de conforto para encaixe e suspensão (liners de diferentes materiais e aplicações), sistema de suspensão a vácuo (Harmony), pés em fibra de carbono e joelhos hidráulicos (3R80) e eletrônicos (C-leg). “Neste ano batemos o recorde em vendas”, comemora. “Com a introdução da linha de cadeira de rodas, novos conceitos foram trazidos para a indústria nacional que se movimentou, o que é excelente para o consumidor final”, afirma Zampini. “Além da grande durabilidade, do design diferenciado e funcionalidade, nossas cadeiras são leves e proporcionam um esforço menor na condução do

equipamento, facilitando a locomoção”, comenta. A inovação no desenvolvimento dos produtos é resultado de um trabalho multidisciplinar entre institutos clínicos especializados, médicos, terapeutas, engenheiros, técnicos e pacientes. No Brasil, a atuação é baseada em operações de importação/logística, suporte comercial e técnico, porém ainda não há parque produtivo. Em outubro deste ano foi feito o pré-lançamento de algumas inovações que estarão sendo gradativamente incorporadas em 2012 como a Michelangelo, uma “mão revolucionária” com tecnologia inovadora e um novo conceito de aparência estética e o Genium, novo joelho eletrônico que, com base em informações do conjunto de sensores, permite até mesmo a subida de rampas e escadas com passos alternados, entre várias outras. No próximo ano será construída uma nova sede e a empresa estará presente nas Paraolimíadas, como fornecedora exclusiva dos serviços de reparo de próteses e cadeiras de rodas que se desgastam nas provas de alto desempenho. Será iniciado ainda um processo de modernização da identidade corporativa. “Sem dúvida a nova marca tem melhor leitura, possui uma aparência moderna e sugere nossa prontidão para o futuro digital”, comenta Ricardo Oliveira, gerente de novos negócios da OTTOBOCK BRASIL.


Kimba Spring

Desenhado para melhor posicionamento, maior comodidade e praticidade. O Kimba Spring, une alta funcionalidde e design atrativo, que se ajusta ao crescimento da criança. É composto por duas partes: chassi com sistema de suspensão que amortece as vibrações dos terrenos irregulares e o assento multifuncional que proporciona alto nível de ajuste e posicionamento. A inclinação do assento (”TILT”) se realiza facilmente, empurrando a guidão da barra condutora, para variar a distribuição dos pontos de apoio. Com uma simples manobra, é possível separar o chassi, da unidade do assento, bem como alternar a colocação do assento no sentido oposto da marcha, mudando o campo de visão da criança.

Siga sua mente e escute seu coração. Experimente o novo! Imagens para fins ilustrativos, contêm alguns acessórios adicionais a versão básica do produto.

Apoio de braço

Apoios para tronco

Apoios de Cabeça

Mesa de atividades

Acessórios opcionais:


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política

De olho nos projetos da Câmara e do Senado

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eputados e senadores são responsáveis pela proposta e aprovação de vários projetos de interesse das pessoas com deficiência. Dentre tantos, pelo menos três deles chamam a atenção no momento e é bom ficar de olho para saber se serão aprovados.

Fundo de Garantia por Tempo de Serviço

De autoria do senador Jayme Campos (DEM-MT), o PLS 174/2010 prevê que proprietários poderão usar os recursos do FGTS para financiar reformas residenciais com o objetivo de tornar o imóvel acessível à PcD. As adaptações poderiam incluir desde a colocação de corrimãos e pisos adequados, até a construção de rampas e ampliação de portas e cômodos. A proposta foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em 16 de novembro, e terá que passar pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), onde será votado de forma terminativa. Com esse tipo de votação, o projeto não seguirá para o Plenário, pois dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, será enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado.

Regulamentação da Equoterapia

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) aprovou, em 17 de novembro último, o PLS 264/2010, de autoria do então senador Flávio Arns, que regulamenta a prática da Equoterapia como método terapêutico e educacional. A proposta dispõem da utilização do cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e equitação para estimular o desenvolvimento biopsicossocial de PcD. O projeto será examinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, também em caráter terminativo, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Equiparação de autista com PcD e criação de política nacional

Tramita na Câmara Federal o Projeto de Lei 1631/11, do Senado, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e equipara os autistas às pessoas com deficiência. Atualmente, as pessoas com o distúrbio não são reconhecidas como PcD, o que limita

o acesso a serviços públicos de saúde. Com a proposta, autistas e seus familiares terão direito à atenção integral à saúde. O projeto é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS). Antes de ir ao Plenário, a matéria será analisada nas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Seguridade Social e Família; Constituição e Justiça e de Cidadania.

O SUS e as úlceras por pressão

O Sistema Único de Saúde (SUS) poderá distribuir almofadas e colchões utilizados para a prevenção de úlceras causadas por pressão contínua sobre a pele (UP). As feridas atacam pacientes com trauma medular (paraplégicos, tetraplégicos e hemiplégicos), que tornam-se insensíveis aos estímulos dolorosos, além de idosos ou doentes crônicos. Projeto nesse sentido, de autoria da deputada Mara Gabrilli (PSDB-/ SP), foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família, em reunião em outubro. Ainda terá que passar pelas comissões de Finanças e Tributação, de Constituição e Justiça e de Cidadania. Segundo o texto, uma regulamentação específica posterior definirá os casos nos quais será devida a distribuição dos produtos. Para a deputada, as almofadas específicas para prevenção do problema já são incorporadas à realidade dos que possuem meios para comprá-las mas ainda estão distantes das pessoas mais pobres, notadamente usuários do SUS.


Fotos: Kica de Castro Make: Jakeline Calado

por Silvia de Castro

moda e estilo

Moda Inclusiva em época de festas !!!

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inal de ano, momentos de festas e confraternizações, mas mesmo com muita “correria” é também tempo tanto de refletir sobre o último ano, e como traçar metas para o próximo. Olhando para 2011, podemos dizer que mesmo com muita dificuldade e ainda com muito a ser feito, a inclusão está mais presente no dia-a-dia das pessoas. É claro que ao falar da área de moda, seja no quesito espaços nos provadores das lojas, ou a moda inclusiva ofertada no mercado, mesmo com resultados distantes do ideal, devemos cultivar sempre em nossos corações a semente de esperança para a plena inclusão. Enquanto houver vida, deve haver esperança. Cada dia é mais uma possibilidade de conquistas e é nesse caminho que devemos todos seguir, unindo forças e ideais. Somente a persistência e a união dos que têm o mesmo objetivo, poderão resultar positivamente.

E já que é tempo de reflexão, convido os leitores agora a percorrerem comigo alguns questionamentos, mesmo que neste momento não tenhamos ainda todas as respostas: A) Por que a indústria do vestuário ainda não oferece roupas realmente inclusivas ? B) De que maneira uma empresa de moda poderia divulgar e tornar mais comercial as vendas de roupas para as pessoas com deficiência ? C) Estariam as lojas de roupas preparadas para receberem clientes com deficiência ? D) Os(as) vendedores(as) de lojas de roupas e/ou sapatos, precisariam ser orientados para melhor atender os clientes com deficiência ? E) A indústria do vestuário poderia ter maior influência na profissionalização das pessoas com deficiência ? F) De que maneira o setor do vestuário poderia influenciar na questão da INCLUSÃO ? Lembrando ainda que dia 3 de dezembro é o Dia Internacional das Pessoas com Deficiências, devemos ressaltar que desde governos, sociedade em geral, indivíduos com ou sem deficiência e as organizações, devem participar desse processo de inclusão, que envolve desde a conscientização, como também a participação para que resultados efetivos apareçam e cooperem para o processo de inclusão. Acres-

FESTA DE NATAL

(Sugestão de look)

O vestido em viés, acompanhado de um xale, proporcionou resultado elegante. Perfeito para ocasiões especiais. Tecido: Cetim com elastano (96% poliéster e 4% elastano) Aviamentos: - reguladores de alças, em metal - pequenas miçangas no mesmo tom do vestido, prendem os detalhes (pequenos “cones” feitos do mesmo tecido) aplicados no decote, resultando visual diferenciado.

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moda e estilo

Festa de REVEYLLON (Sugestão de look)

Vestido longo, com visual descontraído, graças também ao detalhe das costas com alças sobrepostas. O elástico na altura da cintura evidenciou as curvas do corpo de Priscila. Tecido: Visco Lycra (94% viscose e 6% elastano) Aviamentos: Elásticos cente esta meta em sua vida para o próximo ano. Uma de minhas sugestões é para que façam propagandas publicitárias que envolvam com mais frequência a imagem da pessoa com deficiência, pois esta habitualidade apresentada na mídia, torna comum esta realidade para as pessoas. A “luta” diária individual está cada vez mais “árdua” pela sobrevivência, e isso faz com que nem todos “percebam” que o número de pessoas com deficiência é grande. Segundo o último censo do IBGE 2010, por volta de 45 milhões só no Brasil. Mas é importante salientar, que atrás deste número existem pessoas que saem pouco às ruas, devido à falta de inúmeros itens que facilitariam suas vidas. Nestes artigos que tenho feito, é possível constatar que algumas ações podem fazer real diferença na vida das pessoas com deficiência, desde a facilitação do vestir e despir, como a melhora da autoestima. E desta vez, trouxemos Priscila Menucci, atriz, modelo da Agência de Modelos Kica de Castro, produtora artística e que neste momento, está participando de um programa de humor, em uma das maiores redes de TV. Ela tem 91 cm de altura e o que nem todos sabem é que ela tem dois filhos, Pedro (5 anos) e João Paulo (3 meses).

E mais uma vez, evidenciando a moda inclusiva, apresento os “looks” que desenvolvi, desde a criação, modelagem, costura e acabamento, que proporcionaram a valorização do visual de Priscila, ficando ela muito satisfeita com os resultados. Vejam: Agradeço a todos que me acompanharam neste ano de 2011 e desejo que a semente de esperança, amor e fé, floresça dentro do coração de cada um de vocês neste próximo ano. Tenham muita atitude positiva, pois isso é um ingrediente fortíssimo para uma vida melhor. Um Feliz Natal e um maravilhoso 2012 !!!

Silvia de Castro é consultora e estilista de moda, especializada em moda e estilo para pessoas com deficiência. Email: scestiloterapia@gmail.com Blog: www.estiloterapia.com.br


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Concessionária Fiat comemora resultados Com sede em Cotia/SP e filial em Embu das Artes/SP, a Fiat Etrusca está no mercado desde 1994 e fecha 2011 comemorando um crescimento de 30% no segmento de Vendas Especiais. Seguindo o Programa Autonomy, criado pela Fiat para o melhor atendimento de pessoas com deficiência, tem como objetivo facilitar ao máximo a experiência de adquirir um veículo e rodar com segurança. Silvia Lima, responsável pelo setor, garante que a acessibilidade é uma preocupação: em Cotia há vagas demarcadas, banheiros adaptados e facilidade para atendimento no show-room. “Nossos clientes também podem contar com serviços leva e traz e já existem vendedores recebendo treinamento adequado para o atendimento exclusivo”, afirma. Tão importante como encontrar o carro dos sonhos é

conseguir desembaraçá-lo rapidamente. A Etrusca oferece despachante para retirar a documentação necessária, inclusive com a possibilidade de agendar visita para esclarecimento de dúvidas. “Além disso, contamos também com nossa Home Service, uma oficina móvel que, através de agendamento, poderá efetuar as revisões com toda comodidade, na própria residência do cliente, desde que haja espaço compatível”, explica Silvia. Ela afirma que a excelência do serviço foi buscada em vários cursos de aperfeiçoamento realizados: “o pós-venda foi nosso foco principal”, explica. A Etrusca já pensa no próximo ano e a filial de Embu, provavelmente, deverá estar totalmente adaptada: “Continuamos engajados em melhorias contínuas nesse segmento que está em constante crescimento para que possamos, a cada dia, fazer com que suas expectativas sejam superadas”, garante a supervisora. Nesse sentido, ela lembra a meta a ser seguida pela empresa: “Um mundo de possibilidades para todas as suas necessidades, especiais ou não” !!!


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teste drive

Novo Uno, Palio Weekend e Bravo: um é pouco, dois é bom... os três são demais !!!

Mais uma vez, em parceria com a FIAT, testamos 3 modelos da montadora italiana de uma só vez, colocando-os em condições de uso por pessoas com deficiência...

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icamos com os 3 modelos da FIAT por 30 dias em nossa redação, submetendo-os a testes de uso diário em situações passadas por pessoas com deficiência, analisando e avaliando cada detalhe dos carros, para poder apresentar aos nossos leitores uma avaliação completa e segura deste trio que tanto agrada aos consumidores de todo o Brasil. No geral, a avaliação foi boa, os carros, cada um dentro de sua categoria e característica, agradaram os usuários, com e sem deficiência. Vamos acompanhar.

Novo Uno Way: o pequeno notável...

Com design totalmente diferente do antecessor, o Novo Uno revolucionou em sua categoria, e é hoje o modelo mais desejado pelos consumidores desta faixa de preço e estilo, apresentando uma série de surpre-

sas extremamente agradáveis aos olhos de usuários PcD. Este novo modelo tem boa altura do chão e boa suspensão, passando tranquilamente por lombadas e valetas, mesmo com quatro adultos a bordo, mais cadeira de rodas e bagagem. O espaço interno dele é um de seus pontos altos. O que já era bom no modelo do Uno anterior, apesar dele se apresentar pequeno por fora, ficou ainda melhor neste Novo Uno. Internamente tem um bom acabamento, bancos confortáveis e com boa ergonomia, tornando o dirigir agradável ao motorista com deficiência. Mas as melhores surpresas estão justamente em seus equipamentos: direção hidráulica, ar-condicionado, vidros elétricos nas portas dianteiras; travas elétricas nas 4 portas; tomada para recarga de aparelhos eletrônicos, rádio/CD e um painel de comandos bastante


teste drive

completo. Isso sem contar o detalhe teto, com acionamento da luz interna, espelho auxiliar, e porta óculos. Chama atenção ainda, o grande número de “porta-trecos” espalhados pelo carro. O Novo Uno não é comercializado na versão com câmbio automático, somente mecânico normal, por isso este carro já veio da FIAT para nosso teste, equipado com embreagem eletrônica, central de comandos de 12 funções, da adaptadora italiana Guidosimplex, que reúne todos os comandos elétricos do veículo em uma central que é fixada no volante, acoplada ao pomo giratório, permitindo que o usuário conduza o carro com apenas uma das mãos. Através desta central é possível acionar facilmente os controles, como: setas, faróis, limpadores de para-brisa, limpador do vidro traseiro, alerta, buzina e esguicho de água nos vidros. O Equipamento possui iluminação interna para melhor visualização. No centro do pomo giratório, existe um botão que permite retirar o equipamento quando não está sendo utilizado. Além da Central, o carro também estava equipado com uma alavanca de acelerador e freio, modelo europeia, onde o acionamento para aceleração é feito para baixo, e para frear, empurra-se a alavanca no sentido do painel do veículo. A abertura ampla das portas dianteiras torna fácil o acesso ao interior do veículo para qualquer pessoa, com deficiência ou não. Além de pessoas com mobilidade reduzida (obesos, idosos, grávidas) e cadeirantes, que encontram uma boa altura de banco do motorista, compatível com o assento da cadeira de rodas, facilitando a transferência. As portas traseiras também tem um bom ângulo de abertura. O porta-malas é pequeno, mas comporta uma cadeira de rodas do tipo desmontável (que dobra e solta as rodas). O desempenho do carro também bom, tanto na estrada como na cidade, e mesmo em estradas de terra o pequeno é valente.

Palio Weekend: uma velha conhecida...

Um dos modelos mais vendidos para pessoas com deficiência e familiares há muitos anos, a Palio Weekend é quase que uma unanimidade quando o assunto é espaço interno

e de porta-malas. Reinando atualmente praticamente sozinha em sua categoria, a perua toma conta desta fatia de consumidores de norte a sul do país. Com seu jeitão clássico, agrada aos olhos tanto dos mais moderninhos com dos mais conservadores. É um carro para a família, porém, também querido por PcD que praticam esportes mais radicais. Assim com o Novo Uno, a Weekend também vem na versão Flex, e seu desempenho é muito bom, tanto na cidade quanto na estrada, com motor potente e ótimas respostas e arrancadas. Além de itens normais de um carro para sua categoria, a Weekend conta ainda com computador de bordo, direção hidráulica, air-bag, vidros e travas elétricas, enfim, um carro completo. O espaço interno é o ponto alto deste modelo da FIAT. O seu interior mantém o padrão da linha Palio, mas é mais confortável. Sua suspensão é boa e bem firDaiwa Isenções.pdf 01/06/2011 09:07:34 me, é estável nas curvas e

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teste drive transmite segurança ao motorista. A abertura das portas tem boa angulação, permitindo um entrar e sair do carro com conforto, e para os cadeirantes, uma boa transferência da cadeira para o carro e vice-versa. A adaptação instalada pela FIAT no modelo que nos foi enviado, também teve a marca italiana Guidosimplex. A Weekend veio com um acelerador de aro sobre o volante, e a alavanca de frenagem instalada do lado direito do volante. Além de um dispositivo de embreagem eletrônica, com sensor infra-vermelho na alavanca de câmbio (manual). O porta-malas é o maior da categoria, com 460 litros, acomodando tranquilamente cadeira de rodas e bagagem com folga. Por essas e outras qualidades, a Weekend segue sua jornada no gosto daqueles que primam pelo espaço e que precisam carregar muita coisa.

Bravo: o nome já diz tudo...

Seguindo uma tendência de design europeia, com linhas arredondadas e arrojadas, este modelo, recém-lançado pela FIAT no Brasil, vem chamando a atenção pelas ruas e aguçando a curiosidade e o desejo dos amantes de carros, sejam eles PcD ou não. Equipado com praticamente todos os itens possíveis de conforto e segurança, e ainda, computador de bordo, o Bravo é puro requinte, sofisticação e conforto. O modelo enviado pela fábrica da FIAT para nosso teste, tinha motor 1.8 e possuía câmbio automatizado – dualogic – e contava também com adaptações instaladas pela italiana Guidosimplex: acelerador de aro no voltante e alavanca de freio do lado direito. A suspensão e o desempenho do motor são pontos altos do Bravo, bem como sua direção elétrica. Ligeiro, nervoso e bastante seguro, o modelo é muito estável, confortável e

gostoso de dirigir. O câmbio Dualogic ainda é um pouco confuso num primeiro momento. É tudo questão de adaptação a esse novo sistema, que já melhorou muito em relação aos primeiros modelos que vieram com este sistema. O acesso aos comandos do painel é muito bom e no volante, alguns botões de acionamento ajudam, apesar de que, com este sistema de adaptação com aro sobre a direção, o acionamento desses botões ficam um pouco prejudicados. O espaço interno para o motorista e o passageiro da frente são bons, já para os passageiros do banco de trás a coisa aperta um pouco, o que é normal em carros mais esportivos. Porém, o ângulo de abertura das portas dianteiras é relativamente bom, o que dá bom acesso e também ajuda na transferência da cadeira de rodas. O banco com regulagem de altura também é um facilitador para os cadeirantes. O carro é um pouco baixo, mesmo com rodas de aro 16, raspando embaixo em algumas situações e lombadas. O modelo conta também com uma série de porta-trecos espalhados internamente pelo carro. O porta-malas aparentemente é pequeno, mas engana. É bom, profundo e acomoda muito bem a cadeira de rodas. Com certeza o Bravo tem seu espaço no mercado de consumidores com deficiência e logo em breve, estará sendo visto com mais frequência entre as PcD que gostam de um carro com estilo e esportividade.


foto: Fiat Itavema

informe publicitário

Atendimento especializado é marca do grupo O Grupo Itavema faz história desde 1969, inicialmente com a transportadora Sinimbú (hoje, Tegma), em São Paulo. O grupo cresceu e ampliou suas áreas de interesse, inaugurando concessionárias de bandeiras nacionais e importadas, corretoras de seguros, indústrias de embalagens plásticas e de motos. Atualmente possui 12 concessionárias com a bandeira da montadora Fiat. Todas as revendedoras Fiat Itavema oferecem acessibilidade e têm uma equipe de profissionais para receber pessoas com deficiência, prestando um atendimento especializado e qualificado na orientação sobre os direitos e os benefícios em uma compra de veículo com isenção de impostos. Informa também sobre as adaptações necessárias, sempre em empresas homologadas pela montadora Fiat. Há ainda serviço de despachante e muita agilidade junto à fábrica no faturamento e entrega dos veículos, além de prioridade no atendimento em revisões programadas. Quem quiser fazer um test-drive em carro adaptado, fornecido pela empresa Cavenaghi, homologada pela Fiat, basta agendar. A rede costuma fazer ações específicas para esse público como propaganda em veículos de comunicação segmentados, participação em feiras e eventos juntamente com a montadora e parcerias

com empresas, instituições de ensino, clínicas de reabilitação e hospitais, onde expõe e divulga os produtos e serviços. O Departamento de Vendas Diretas tem o compromisso de fidelizar os clientes com um ótimo atendimento, para que tenham uma boa experiência em sua compra e indiquem a seus amigos e conhecidos. “Os clientes especiais nos motivam diariamente a superarmos nossas metas e objetivos, e a enfrentarmos nossas limitações com muita determinação e dignidade, pois são um exemplo de vida”, afirmam os responsáveis.

NATAL COM DESCONTOS DIFERENCIADOS PARA PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS. NA COMPRA DO SEU FIAT 0KM A ITAVEMA OFERECE COMO CORTESIA AS CARTAS DE ISENÇÃO (IPI E ICMS), IPVA E RODÍZIO. COM DESPACHANTES PARCEIROS, CONSULTE UM DE NOSSOS VENDEDORES.

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34.218

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Barra Funda - Av. Rudge, 305 11 3618-2000 (Márcia) | Itaim - Av. Santo Amaro, 526 11 3054-3000 (Miriam) Moema - Av. Miruna, 633 11 5098-4100 (Tânia) | Guarulhos - Av. Aniello Patrici, 350 11 2468-5888 (Renata|Carlos|Rogério) Santo André - Av. Ramiro Colleoni, S/N 11 4979-2000 (Regina) | São Mateus - Av. Ragueb Chohfi, 1296 11 2010-2300 (Márcia|José Luiz) SJC - Av. Juscelino Kubitschek, 5595 12 3924-6700 (Janaina|Carbone|Lúcia) | SJC - Av. Cassiano Ricardo, 2173 12 3932-2050 (Sérgio|Flávia|Elisangela) w w w. i t a v e m a f i a t . c o m . b r

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Fotos meramente ilustrativas. Bravo Essence 1.8 11/12 R$ 40.897,50 (Isenção de IPI e ICMS). Bravo Essence 1.8 11/12 R$ 48.037,70 (Isenção de IPI). Bravo Essence 1.8 Dualogic 11/12 R$ 42.790,85 (Isenção de IPI e ICMS). Bravo Essence 1.8 Dualogic 11/12 R$ 50.257,85 (Isenção de IPI). Novo Palio Essence 1.6 11/12 (Isenção de IPI / ICMS) R$ 27.335,30. Novo Palio Essence 1.6 11/12 (Isenção de IPI) R$ 32.105,25. Novo Palio 1.6 11/12 Dualogic (Isenção de IPI/ ICMS) R$ 29.133,65. Novo Palio Essence 1.6 11/12 Dualogic (Isenção de IPI) – R$ 34.218,05. Veículos anunciados na pintura sólida. Verifique junto à concessionária os documentos necessários para a negociação. Reservamo-nos o direito de corrigir possíveis erros de digitação.

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Aprender a dirigir é um sonho possível !!!

Unidade de Mogi das Cruzes Para as pessoas com deficiência, dirigir o próprio carro representa independência e uma significativa melhora na qualidade de vida. Ensinar essas pessoas com toda a segurança é o objetivo da Autoescola Javarotti, que tem 8 unidades, sendo 4 na capital paulista, além de Santo André/ SP, Osasco/SP, Santos/SP e Mogi das Cruzes/SP. O trabalho começou em 1992 e hoje cerca de 90% dos alunos possuem deficiência física, nanismo ou surdez. “Essas pessoas estavam carentes desse tipo de serviço e nós procuramos fazer o trabalho com muito respeito, profissionalismo, dedicação e amor”, explica a gerente comercial Daniele Barbosa Almeida. “Com toda a especialidade e dedicação que prestamos, podemos dizer que somos a primeira autoescola especializada em PcD”, afirma. Todos os carros disponíveis são adaptados e pelo menos um instrutor em cada unidade sabe usar Libras. A estrutura física dos locais também é totalmente compatível, com banheiros próprios, rampas e portas mais largas, entre outros itens. “A Javarotti acabou se tornando um referencial para as pessoas com deficiência, anunciamos em nosso site, carros, vendas de adaptações dos alunos, empregos disponíveis, indicações de outros serviços especializados”, conta Daniele. “A intenção não é só habilitar, mas assessorar no que for possível”. Para ela, o segmento ainda é muito carente de prestadores de serviços com responsabilidade, mas é um mercado que vem crescendo. “Além de estarem mais confiantes, hoje as pessoas com deficiência são tratadas e vistas como pessoas comuns, consumidores, formadores de opinião, estão buscando a igualdade, como deve ser”, explica. “É como se devolvêssemos o direito de ir e vir com

Unidade de Santo Amaro segurança e independência. Principalmente para os homens, porque eles conduzem família”. O balanço do ano para a Javarotti é muito positivo, segundo a gerente. O objetivo era abrir duas novas unidades, o que foi realizado, no bairro de Santo Amaro, na capital, e no município de Mogi das Cruzes. Para 2012 a meta é aperfeiçoar cada vez mais o atendimento, o trabalho de uma maneira geral, para que as pessoas que procurem a Javarotti fiquem cada vez mais satisfeitas. Para a rede, atender o segmento é “fazer parte dos sonhos, das conquistas, é saber que somos um instrumento para o alcance da independência e realização de grandes projetos”, afirma Daniele. “A equipe Javarotti, agradece a todos que confiam em nosso trabalho, que acreditam em nós, permitindo fazer parte de seus projetos e conquistas. Só temos a dizer muito obrigado!”, finaliza.

Daniele Almeira e Suellen Viana


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parakart

por Hermes Oliveira

Parakart 2012: vai ser melhor !!! marcar pontos nas últimas provas, e ano que vem espero conseguir melhores resultados. Nós pilotos da Parakart agradecemos a todos patrocinadores, apoiadores e, enfim, todos os envolvidos na nossa categoria. E desejamos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, com muita alegria e saúde !!!

E

ste foi o primeiro ano que o Parakart teve apoio da lei de incentivo fiscal, o que mostra o contínuo crescimento da categoria. Mas o ano de 2012 pode ser ainda melhor, tenho certeza disso !!! O piloto Rafael Rodrigues venceu as 3 provas noturnas de 2011 e entrou na briga pelo título. Na prova do dia 22 de outubro último, que aconteceu as 16h, foi uma grande corrida, com Rony Éderson liderando do início ao fim, mas a briga mais intensa ficou entre Stefhane Malle e Andres, que no final ficou com o 2º lugar.

No dia 12 de novembro, fomos para a prova que decidiria o campeão... Stefane Malle foi para a França e não participou. O que deixou a situação favorável para Rafael Rodrigues, que somou 119 pontos e ficou com o Bi-campeonato. Stefhanne ficou em 2º lugar e com 113 somados. E em 3º, ficou Andres Lopes com 103 pontos. Rafael, que também é lutador de Jiu-jitsu, foi campeão da Hanbike H3 e Bi- campeão de Parakart. Ele disse que foi um ano de sorte ! Eu, o representante desta revista na categoria, consegui

STOCK CAR

Na Stock Car Jr, Ives Carbinatti teve um bom ano de participação e ano que vem tem mais. E o projeto da Stock Car Jr para 2012 é correr em outros autódromos, inclusive Interlagos. Vamos aguardar e acompanhar !

TAXI

Infelizmente não fui contemplado no sorteio dos 1.200 alvarás de Taxi da cidade de São Paulo/SP. Entrei em contato com Natalicio Bezerra, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos, que me disponibilizou advogados, que disseram que somente o prefeito Kassab pode resolver a minha questão de inclusão. Já o DTP - Departamento de Transporte Público, me informou que somente a SMT - Secretaria Municipal de Transporte, e o prefeito Kassab, podem resolver sobre um alvará de inclusão. A defensoria pública me informou que tenho que entrar no juizado com um pedido de obrigação contra o município. De qualquer forma, agradeço à Revista Reação pelo patrocínio e apoio que tem dado nessa luta sem fim !

Hermes Oliveira é paraplégico, piloto de Kart adaptado e autor do livro “Um Motorista Especial de Carreta”.


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Tecnologia italiana para todo o Brasil O ano de 2011 marca a entrada no mercado da FL Adaptações Automotivas, com sede em Belo Horizonte/MG. Foram dois anos de negociações com a Guidoimplex, empresa italiana fundada em 1959, que atua hoje em cerca de 40 países, levando soluções para as pessoas com deficiência, que encontram dificuldades ou mesmo são impossibilitadas de dirigir. Os italianos projetam e produzem uma linha completa de dispositivos que a FL representa com exclusividade no Brasil. “Alinhamos as estratégias de atuação para que o cliente tenha todo o suporte necessário, tanto na compra quanto na assistência técnica”, explica Felipe Peixoto, um dos sócios da FL, juntamente com Leonardo Amantino e Hélio Antônio de Moura. Derivada da Hélio Adaptações, que tem mais de 35 anos de experiência em adaptações para deficientes físicos, a empresa tem 11 revendedores no país e espera começar o próximo ano com mais quatro: “Nosso plano é chegar até o meio de 2012 com todas as principais regiões do país cobertas pela rede de revendedores Guidosimplex”, afirma. Peixoto considera que a qualidade do produto faz com que a aceitação por parte dos consumidores seja muito boa. “Desta forma, o revendedor tem mais segurança ao optar por investir

no seu espaço, visando atender o cliente com necessidades especiais. Temos revendedores que, em pouco tempo de atuação, já estão negociando uma expansão do território de atuação” conta o diretor. Para o próximo ano, a ideia é aprofundar a relação da empresa com associações e participar ativamente de projetos sociais. “Em relação aos nossos produtos, vamos continuar levando ao cliente o que há de mais avançado em tecnologia de adaptação e estamos estudando o início do trabalho com cadeira de rodas”, conclui Peixoto.


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Inovação japonesa se expande pelo Brasil

Desde a chegada no Brasil, no ano 2000, a Nissan aprofunda e expande sua relação com o país. Ainda no início de outubro começou a construção de uma nova fábrica na cidade de Resende/RJ, com investimento de R$ 2,6 bilhões e que irá gerar 2 mil empregos diretos. A planta ficará pronta em 2014, com capacidade para até

200 mil unidades por ano. Lá será produzido o Nissan March, primeiro veículo popular japonês do Brasil e que utiliza a consagrada Plataforma ‘V’, de versátil. O March é a prova de que a Nissan busca levar “inovação japonesa para todos”, afirma Carlos Venceslau S. Araújo, gerente de Vendas Diretas. O modelo, lançado oficialmente em setembro, é fabricado no México e alia segurança, preço acessível e conforto como os principais diferenciais. De janeiro a outubro deste ano foram vendidos 47.510 veículos da marca Nissan, 32,8 % mais do que o total de 2010 (35.510 unidades). A empresa tem como objetivo principal conquistar 5% do mercado automotivo nacional até 2014. Hoje o país está com 119 concessionárias, mas o crescimento projetado significa uma ampliação desses pontos de venda de forma acelerada: o número de revendedoras pode chegar a 239, até 2016. O segmento para pessoas com deficiência deve fechar o ano com mais de 800 unidades comercializadas. Todos os pontos de venda estão capacitados para receber esses clientes, com vendedores qualificados para prestar o melhor atendimento. Preocupada com esse público, a Nissan criou o Programa Direção Especial, em 2009, que oferece atendimento adequado, serviços e descontos nos modelos da marca. Para o próximo ano, o Programa prevê um novo treinamento para toda a rede de revendedores. “Em 2010, fechamos com 47% dos grupos da Nissan com vendedores exclusivos em vendas diretas. Em 2011, esse número saltará para 80%”, garante o gerente. Atualmente, a Nissan produz os modelos: Livina, Grand Livina, X-Gear e Frontier em São José dos Pinhais/PR. A capacidade é de 59 mil veículos por ano. Para Araújo, os três primeiros são mais indicados para adaptação por pessoas com deficiência porque têm isenção fiscal. “O programa para PcD é uma das ações que contemplam o engajamento da Nissan com a diversidade. A companhia, mundialmente, tem a política de investir em projetos que possibilitam a diversidade em suas várias esferas, como no caso de oferecer nossos produtos e serviços a diversos públicos, inclusive a deficientes físicos. Firmamos um compromisso de crescer no Brasil e, acima de tudo, de oferecer nossa inovação japonesa para todos”, conclui Araújo.


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Comemoração: vendas aumentam em 100% no ano !

A Nissan Sinal Japan tem só motivos para comemorar em 2011. Parte do Grupo Sinal, que congrega concessionárias de sete montadoras, a Sinal Nissan tem hoje 3 revendas na capital paulista: Moóca, Alphaville e Aricanduva, sendo que a quarta será inaugurada em janeiro de 2012 no município de Osasco/SP, com a maior equipe de vendas diretas do Brasil. A Sinal Nissan, com um setor de vendas diretas para PcD funcionando há apenas 6 meses, já é a primeira colocada em São Paulo e a terceira em nível nacional da marca em vendas. Todas as unidades são adaptadas, com rampas, vagas demarcadas, banheiros para PcD e cadeiras de rodas disponíveis. É possível até fazer test-drive a bordo de um Nissan Livina Automático específico, com equipamentos de adaptação. A Sinal Nissan funciona também com um serviço de “leva e traz” com motorista, e serviços em domicílio, com equipe de mecânicos treinados pela montadora. De acordo com o gerente geral de Vendas Diretas, João Carlos Ferraz de Camargo Júnior, foram vendidos até novembro 70 unidades da família Nissan Livina (Livina, Grand Livina e Livina X-Gear) a mais indicada para pessoas com deficiência, devendo chegar a 100 até o final do ano. Em 2011, alguns itens foram agregados nos modelos, como: descanso de braço, chave inteligente, ar-condicionado digital e outros. “Houve

um aumento de 100% nas vendas com a divulgação na mídia”, avalia o gerente. Para João Carlos: “o público PcD sempre foi um ser humano culto, porém com poucas alternativas de mobilidade e acessibilidade. Com o passar do tempo, as autoridades, junto com a mobilização de associações e entidades, deram ênfase a um movimento para trazer esse público mais próximo de todos”, enfatiza. Em 2012, o objetivo da Nissan Sinal é consolidar o trabalho junto ao segmento com eventos direcionados. Será publicado um guia informativo, reforçando a ideia da prestação de serviço. Haverá uma agenda com as datas dos eventos que a concessionária participará, com intuito de criar sinergia com todos os envolvidos (mídia/parceiros/colaboradores), gerando concentração do público PcD em dias específicos para uma prestação de serviço mais completa e eficaz. “Em termos sociais, temos o compromisso de fazer da venda uma consequência da boa prestação de serviço, mostrando às pessoas com deficiência e seus familiares, que a Sinal Japan se importa com seu bem estar e de todos diretamente ligados a ele, pessoas que fizeram da Sinal Japan uma das maiores concessionárias Nissan do Brasil”, afirma João Carlos. “O ano de 2012 será o ano que nos tornaremos a concessionaria referência nesse segmento, não só entre as de bandeira Nissan, mas entre todas as bandeiras”, conclui.


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Com 40 anos no mercado, a meta é de expansão !

O movimento é expressivo: na sede em São Paulo e em outros 40 concessionários autorizados, a Cavenaghi faz uma média de 700 adaptações veiculares mensais. É indicada pela maioria das montadoras no Brasil, fora Volkswagen e Renault, para as quais é equipamento original. A empresa quer mais: está com um projeto para instalar franquias que trabalhem com todas as suas linhas de atuação (direção, transporte, cadeiras de rodas e acessórios, adequação postural e autonomia). A primeira foi inaugurada este ano, em São Carlos/SP. “Estamos em ampla expansão, tanto nos concessionários como nas franquias. Atuamos em um país com dimensões continentais e em um excelente momento econômico”, explica a diretora Mônica Cavenaghi. “Como trabalhamos de forma diferenciada, e em um mercado que exige e merece um posicionamento dos empresários de forma ética, comprometida e visionária, temos por objetivo uma expansão controlada,

com análise criteriosa de candidatos para as nossas áreas de negócios”, complementa. As lojas são totalmente acessíveis, com rampas, estacionamentos especiais, portas largas, pisos planos, banheiros adaptados, amplo espaço de show-room para que o cliente possa apreciar e testar todos os produtos em exposição. Para novos colaboradores, são aplicados treinamentos de ambientação e de familiarização com os produtos das cinco linhas. Quando é introduzido algum item diferente ao mix, é ministrado treinamento específico, pelo fabricante ou pessoa qualificada. Há também treinamentos periódicos, com o intuito de reciclagem. As vendas virtuais começaram timidamente em 2007. O posicionamento naquele momento era de vitrine para a loja física. Rapidamente, a loja virtual tomou maiores proporções e, como tendência mundial em todos os mercados, hoje é parte importante do faturamento. Com ela, a empresa atinge municípios distantes e carentes de qualquer informação para a pessoa com deficiência. “Entendemos que a missão de uma empresa é servir à sociedade, trazendo soluções e atendimento qualificado ao seu público-alvo. Nesse sentido, temos o orgulho de dizer que Cavenaghi está trilhando o caminho correto há mais de 40 anos, visando sempre a essência do negócio”, afirma Mônica. “Para nós, trabalhar com esse tipo de público é ter a possibilidade de ajudar pessoas por meio de um serviço de qualidade, gerando a satisfação de nossos clientes, vista nos olhos deles quando brilham, e nas famílias que mudam os seus paradigmas ao perceberem que há muito mais para se viver”, completa a diretora.

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crônica

por Tatiana Rolim

Transporte Coletivo em Osasco/SP

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a edição passada compartilhei com os queridos leitores desta, um confronto na tentativa de embarcar num ônibus na cidade de Osasco/SP, onde fui categoricamente impedida por um fiscal da linha, até quebrar a barreira social e adentrar ao veículo com auxilio de outro motorista de uma empresa concorrente. Na ocasião, eu estava atarefada, com horários para cumprir e apelava para o embarque, independentemente do veículo ter ou não acessibilidade, no caso, elevadores na porta no meio do carro. Como nossa realidade ainda é uma utopia, não poderia ficar horas esperando o carro adaptado chegar ao Terminal de Ônibus. Depois de longa discussão calorosa, embarquei pela porta traseira do carro sem elevador, garantindo meu direito de ir. O que não esperava é que depois de todo o escândalo, inclusive acionar polícia via 190 - que não deu a mínima ao descaso social - é que um mês após o evento a mesma situação se repetisse, com o mesmo fiscal, me dizendo que eu era obrigada a esperar, única e exclusivamente, o veículo com elevador para realizar meu transporte. Na semana anterior, estive em contato com um fiscal da SPTRANS e questionei qual seria o procedimento no caso do cadeirante precisar embarcar num carro que não possua

elevador. A resposta dele foi clara, objetiva e profissional. A pessoa “deve ser orientada a aguardar o próximo carro que venha com elevador, caso ela possa esperar. Do contrário, o cobrador e o motorista devem auxiliar a pessoa no embarque pela porta traseira”, garantiu o fiscal. Bingo !!! Foi exatamente como eu sempre fiz, afinal de contas a moda de carros adaptados se deve a muitas lutas paralelas das pessoas com deficiências, mesmo assim, ainda não temos todas as frotas com acessibilidade total. Na mesma semana estive em tentativas exaustivas, buscando um contato com alguém realmente responsável pela linha de ônibus na qual passei pelo constrangimento em Osasco/SP, e um representante da empresa me atendeu e me informou objetivamente a mesma coisa que o fiscal da SPTRANS, ou seja, há forma, há saída, há caminhos enquanto a acessibilidade não vem... Hoje, a experiência foi a seguinte: após minha agenda profissional, meu objetivo era chegar em casa... Mas no mesmo terminal, meia hora depois de aguardar um ônibus, por sorte e alívio, o ônibus que chegou era adaptado. Confesso que em dias anteriores já tinha até taquicardia só de pensar que teria de passar pelo mesmo local e enfrentar uma verdadeira batalha social, simplesmente pra entrar num ônibus. Mas, o caso não acabou... senta que lá vem história. O motorista e o cobrador eram novos na empresa, e o elevador do carro, pode-se dizer que não tinha a mesma idade deles, sem contar a poeira instalada nos cantos do motorzinho que aciona o sobe e desce da plataforma. Conclusão: o elevador travou, a porta não fechou, a fila cresceu, o ônibus não andou, o povo desceu e eu aguardei... aguardei... aguardei... aguardei... até pedir pra descer pela porta traseira (conforme já tinha mostrado ser capaz, enquanto todos os ônibus não estejam adaptados até 2014), para poder ser embarcada no próximo ônibus, que por sorte, era também “adaptado”. Isto só confirmou o que já sabemos, o que de maneira geral sentimos na pele e na cadeira. O ônibus adaptado, por vezes não existe naquela linha. E quando existe, está com sistema inoperante. E quando está operante, os funcionários não sabem manusear o maquinário. Enfim, a acessibilidade tem deixado a desejar e não podemos cruzar os braços e travar as cadeiras, pois ainda não estamos em condições de igualdade. Daí necessidade de insistirmos em alguns pontos cruciais para nossa verdadeira inclusão, uma delas é garantir o direito


tecnologia de ir e vir, embarcar e desembarcar. Caso contrário, ficaríamos dentro de casa, esperando todas as obras de acessibilidade, transporte coletivo, lazer e outros ficar prontas em 2014, conforme sugerido em documentos oficiais sobre o tema. Eu heim !?! Eu que não fico em casa esperando... E você ? Na próxima edição, vou falar sobre concursos, acompanhem... Tatiana Rolim é

cadeirante, e autora dos livros “Meu Andar Sobre Rodas” e “Rodas de Mamãe”.

AGRADECIMENTO AO MOVIMENTO

Obrigada aos percussores presentes no Seminário do Ano Internacional da Pessoa com Deficiencia, e aos que, “in memorian”, deixaram frutos dos esforços por uma sociedade mais justa e humana, embora não digna de direitos ainda como merecemos, daí a necessidade emergente da continuidade deste movimento que tem seu marco social nos primórdios da década de 70. Aos queridos percussores, tomada pela mesma emoção que nas palavras proferidas pela Dra. Linamara na abertura do Seminário, reforço meu compromisso social com o trabalho pela nossa inclusão e daqueles que, como eu, recebem frutos dos esforços de vocês. Assim, posso dizer-lhes que “com a mesma garra que conduzi a tocha olímpica pelos jogos de Atenas, considerando o movimento social dos PcD no Brasil, mantendo a tocha Olímpica acesa, farei todos os esforços para mantermos a chama desta luta acesa nesta nova geração, para que possamos sim, ter uma sociedade justa, humana e digna de direitos.

Tato artificial abre novas perspectivas para tetraplégicos

O

desenvolvimento do “tato artificial” é uma experiência que poderá ser usada para ajudar tetraplégicos a recuperar a sensação de tocar pessoas e objetos. As pesquisas são de um grupo liderado pelo pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis, eleito pela revista “Scientific American” um dos 20 cientistas mais influentes do mundo. Professor da Universidade de Duke e codiretor do Centro para Neuroengenharia da instituição, nos EUA, além de fundador e diretor-científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINNELS), ele teve o trabalho divulgado com destaque pelo site da Nuture, uma das revistas científicas mais antigas e prestigiadas do mundo, em outubro (http://www.nature.com/news/2011/111005/full/ news.2011.576.html). Os principais órgãos de imprensa brasileiros também anunciaram a descoberta que parece até coisa de ficção. Os cientistas conseguiram que macacos experimentassem as sensações táteis de um braço virtual controlado apenas pela força da mente. Para isso, fizeram um implante com eletrodos instalados no córtex cerebral deles, região responsável pelos movimentos do corpo e pelas sensações. Está aberta assim a possibilidade do desenvolvimento de novas próteses que permitirão, por exemplo, que uma pessoa que perdeu todos os movimentos recupere não só a mobilidade, como também o tato e a sensação de toque nos objetos. O Jornal Nacional, da Rede Globo, em 05 de outubro último, apresentou entrevista com Nicolelis, explicando que, no futuro, quem implantar um braço ou uma perna artificial não precisará reaprender a se movimentar. Para se mexer, basta pensar. O cientista disse que a primeira demonstração com humanos ele pretende fazer, no Brasil, em 2014: “Quero ter uma criança entrando no campo com a seleção brasileira, e ela vai ser a capitã do time no dia. E com as cores do Brasil, vamos dar o pontapé inicial na Copa do Mundo”, afirmou.

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Mercado aquecido traz recorde em vendas no ano

O desempenho da Volkswagen em 2011 revela um incremento nas vendas da ordem de 37%, considerando faturamentos até o mês de outubro último. Na história da marca no Brasil, país em que está desde 1953, o ano é recorde para o segmento de pessoas com deficiência. Em 2010, o lançamento do câmbio I-Motion, nova tecnologia de transmissão automatizada, foi o grande responsável pela boa performance obtida. “Em 2011, ratificamos as vendas dos modelos I-Motion para: Fox, Voyage, Novo Gol, SpaceFox e Polo Sedan”, informa o gerente Executivo, Alberto Andrade. Também conta para a preferência do público a estruturação da rede de concessionários, que neste ano chegou a 617 pontos de venda. Em sua grande maioria, eles estão aptos para o atendimento, com toda a acessibilidade. A novidade em 2011 foi a implantação de treinamento online para preparação e especialização de vendedores direcionados

ao segmento. “Nas principais capitais brasileiras temos vendedores específicos para atendimento exclusivo, mas a implantação de treinamento interativo especializou profissionais para todo o País”, comenta Andrade. Mesmo com a especialização das revendas Volkswagen e, consequentemente, com a evolução desse atendimento, é oferecido o contato telefônico pelo número: 0800-019-5775. A marca desenvolve, desde 2002, o Programa Mobilidade Volkswagen, que proporciona atendimento personalizado, ágil e eficiente ao segmento. “O Programa continua em pleno funcionamento”, explica o gerente. “Entretanto, como o segmento de pessoas com deficiência, em sua grande maioria, adequou-se aos veículos com cambio I-Motion, estamos direcionando os clientes ao nosso fornecedor homologado, a Cavenaghi, para efetuar as adaptações, quando necessário”, completa. O contato com o público PcD é uma das preocupações da marca, daí a participação na principal feira do setor, a Reatech, onde mostra seus modelos, e as campanhas publicitárias nos canais especializados, como a Revista Reação. “A Volkswagen encara o segmento com responsabilidade social e adequa seus produtos para atendimento igualitário a todas as segmentações do mercado”, garante Andrade. Para o próximo ano, o foco principal, segundo o diretor, é agilizar o processo de compra e entrega de veículos. “Acreditamos que possuímos produtos adequados para o segmento, buscamos a excelência contínua no atendimento do concessionário através de treinamentos e especialização de nossos vendedores e focamos na satisfação do cliente com deficiência”, conclui o diretor.


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arte

Livros contam histórias de vida e emocionam leitores

T

rês mulheres, três vidas muito diferentes, mas com pelo menos dois pontos em comum: serem pessoas com alguma deficiência e com vontade de passar suas experiências ao público em geral. Thays Martinez (cega), e Tatiana Rolim (cadeirante) e Brenda Costa (surda), resolveram escrever sobre os problemas enfrentados, as alegrias e conquistas. Com determinação, mostram aos leitores que é possível superar situações adversas e levar uma vida plena e realizada. O caso de Thays é significativo sobre as dificuldades das pessoas cegas. Advogada, cega desde os 4 anos, em 2000 foi impedida de entrar no Metrô paulista com seu primeiro cão-guia, Boris. Depois de uma batalha jurídica de 6 anos, ela ganhou na Justiça o direito de acesso irrestrito ao Metrô. De quebra, acabou mudando também as regras da companhia, que passou a aceitar cães-guia na rede. A luta de Thays e Boris inspirou duas leis que garantem o acesso de cão-guia em espaços públicos e privados – Estadual, em 2001 e Federal, em 2005– e deu origem a uma bela história de amizade e parceria, descrita no livro: “Minha vida com Boris - A comovente história do cão que mudou a vida de sua dona e do Brasil”, editado pela Globo Livros. “Queria compartilhar algumas vivências, dialogar com a sociedade sobre a importância de uma cidadania mais ativa – sobre como podemos contribuir para a mudança que esperamos. Com a partida do Bóris, em 2009, o livro também se tornou uma forma de prestar uma homenagem a um grande amigo. Ele foi o meu parceiro durante quase 10 anos”, conta Thays. “Gosto de pensar que ao lerem o meu livro, as pessoas que não têm deficiência passem a perceber que temos sonhos, possibilidades,

dificuldades, dores e alegrias como qualquer outra pessoa. Espero, também, que as pessoas com deficiência que lerem o livro passem a acreditar um pouco mais nelas mesmas”, continua. Ela disse que adorou a experiência de escrever e já tem dois projetos em andamento.

Sobre rodas

O livro de Tatiana Rolim: “Meu andar sobre Rodas” está na 2ª edição pela Scortecci Editora e é uma autobiografia: aos 17 anos, modelo, estudante, jogadora de vôlei, ela foi atropelada e ficou paraplégica. Hoje psicóloga e psicopedagoga, Tatiana conta a trajetória que fez para retomar seus sonhos, inclusive o retorno às passarelas, passando pela faculdade, o mercado de trabalho, amores, redescoberta sexual e muitos outros temas. Uma das condutoras da Tocha Olímpica nos Jogos de Atenas em 2004, ela desenvolveu ainda um forte trabalho social. “O nome sugestivo do livro foi escolhido justamente por sintetizar toda a essência das minhas lutas, conquistas e vitorias, independentemente de andar,


arte pois andar acima de tudo está na vontade de chegar a algum lugar. E vontade não me falta”, relata Tatiana que já tem um segundo livro pronto, cujo lançamento, provavelmente, será em janeiro de 2012: “Rodas de Mamãe”. Desta vez, ela vai relatar a experiência de sua gravidez, ao lado de outras duas cadeirantes, Carol Ignarra e Flavia Cintra. A filha de Tatiana, Maria Eduarda já está com mais de um ano e sempre se mostrou muito interessada nas rodas da cadeira quando a mãe se aproximava dela.

Adélia em novas aventuras

Bela do Silêncio

O título do livro, editado pelo selo Martins, revela o que se vai encontrar: a história de Brenda Costa, uma linda modelo com carreira internacional que não ouve quase nada mas lê fluentemente os lábios em português (sua língua materna), inglês e, em menor medida, diversas outras línguas. Desde pequena Brenda conviveu com ouvintes, estudou em escolas regulares e teve acompanhamento de fonoaudióloga. “Todos me olhavam em diziam: nossa, você é linda! Mas como consegue trabalhar, saber o que o fotógrafo precisa? Na passarela, também duvidavam que eu pudesse andar no ritmo”, lembra a modelo. Ela acredita, que ainda falta incentivo para que pessoas com deficiência assumam mais postos de trabalho e invistam em variadas carreiras. “Ter a cabeça fechada é muito feio. O mundo mudou e precisamos vencer mais esse desafio”, conclui. No livro, Brenda mostra uma história de força e coragem, uma verdadeira lição de esperança.

“Adélia Esquecida” é o recente lançamento da coleção que usa método inédito de impressão em Braille, permitindo que uma publicação para pessoas com deficiências visuais possa ser lida e manuseada, ao mesmo tempo, por pessoas com e sem deficiência. A série começou com “Adélia Cozinheira”, já citada nesta revista em edições anteriores. Desta vez, a menina está às voltas com assuntos ligados aos cuidados com ela mesma e à sua autonomia abordando, por exemplo, a importância de não esquecer de amarrar os sapatos, levar o casaco para a escola na mochila, entre outros. Os textos são da escritora Lia Zatz, com ilustrações da artista plástica Luise Weiss e design de Wanda Gomes. As texturas dos objetos são bastante privilegiadas: é possível sentir a trama da malha de lã de Adélia, o cordão do seu sapato, o zíper de sua roupa. Além disso, como o livro se utiliza de recursos olfativos, está lá o cheiro do couro e do jardim, na parte externa da casa, quando Adélia sai para ir à escola. A diferença no processo de impressão – chamado Braille BR - está no sistema utilizado, que se caracteriza por não furar o papel, permitindo a edição de grandes tiragens, e garantindo ao material muita durabilidade. Os pontos não cedem à leitura/ pressão dos dedos como na impressão convencional do sistema Braille. Em conjunto com a impressão offset, une o Braille a cores e texturas com total qualidade na percepção e no aproveitamento do livro para ambos os públicos, visual ou não-visual. Os caracteres foram ampliados e a fonte escolhida com base em estudos e pesquisas realizadas por profissionais de design de tipos para crianças. Adélia Esquecida e Adélia Cozinheira receberam incentivo para produção de 3 mil livros da IBM Brasil, através do benefício da Lei Roaunet, Ministério da Cultura. A tiragem foi doada a bibliotecas públicas e instituições de ensino.

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movimento

Seminário comemora os 30 anos do AIPD crédito Maria Isabel da Silva SEDPcD

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ano de 1981 será lembrado como um marco na história do movimento das pessoas com deficiência. Declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como “Ano Internacional das Pessoas Deficientes”, teve como lema “Participação Plena e Igualdade”. Permitiu maior conscientização a respeito da imagem, potencialidades, necessidades e contribuições dessas pessoas. Até hoje, as reivindicações e conquistas refletem o AIPD. Para comemorar o aniversário, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo organizou um Seminário Internacional, de 17 a 19 de novembro, com apoio institucional da Representação do Sistema da ONU no Brasil. O encontro em São Paulo, reuniu ativistas e especialistas em deficiência do Brasil e do Exterior para compartilhar as memórias e histórias que marcaram os 30 anos de lutas e conquistas. Foram convidados 30 ativistas que apresentaram o painel “30 anos em 300 minutos”. Cada um recebeu placa em homenagem ao protagonismo desde 1981 até hoje. Eles gravaram depoimentos para que as próximas gerações deem continuidade ao movimento pela inclusão. Além disso, foi lançado e distribuído o livro “Trinta Anos do AIPD”, uma coletânea das realizações. “Certamente essa é uma data que nos remete à reflexão e ao reconhecimento da trajetória de luta deste segmento que impregnou a sociedade brasileira do desejo de liberdade, do desejo de igualdade e da esperança na construção de uma sociedade mais justa. Uma sociedade que efetiva o compromisso com cada cidadão respeitando

as suas diferenças, promovendo a igualdade social e, acima de tudo, promovendo o marco regulatório da inclusão de todos os brasileiros dentro e ao longo das decisões políticas do país”, afirmou a secretária Linamara Rizzo Battistella, na abertura do evento. A deputada estadual Célia Leão (PSDB/SP) fez um balanço da trajetória: “Neste período muita coisa mudou, muitas conquistas vieram graças à nossa luta, graças a união de todas as instituições engajadas neste trabalho, principalmente na conscientização da sociedade para as questões que envolvem as pessoas com deficiência no Brasil e no mundo, de maneira geral. Demos o alerta, muita coisa foi feita em todos os setores, como a educação especial, o transporte, a acessibilidade, a sexualidade do deficiente, o esporte e o lazer. Mas ainda temos muito trabalho a ser feito pela frente, e o nosso compromisso hoje é o de continuar esta luta, sempre”.


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eventos

por Márcia Regina Jordão Bueno

Balanço das ações para PcD em 2011... Muita coisa boa !!!

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uando a REVISTA REAÇÃO me pediu para fazer um balanço do ano de 2011, logo me veio à mente a quantidade de inovações tecnológicas e eventos que surgiram durante este ano voltados para este segmento. E não foi apenas um tipo de deficiência beneficiada, foram várias, as quais cito a seguir: DrawBraille - o telefone celular para Deficientes Visuais - DV, criado pelo designer Shikun; Aplicativo para escrever em tablet desenvolvido por Adam Duran, na Universidade Estadual do Novo México; Aparelhos da Apple que permitem o DV a navegar e utilizar o iPhone e iPad, utilizando o sistema nativo nestes aparelhos chamado de VoiceOver, fazendo aí a inclusão digital. Foi gente colocando olho biônico nos EUA e no Canadá; Foram várias mãos biônicas desenvolvidas na Escócia, Inglaterra e Alemanha. A Sony está trabalhando em um óculos no qual o usuário vê as legendas diretamente na frente de seus olhos e está verificando a possibilidade da tradução simultânea para os surdos. Na Dinamarca, a empresa Widex está desenvolvendo o Inteo, aparelho que imita os nervos do ouvido, que capta os sons em diferentes volumes que são controlados por um “cérebro” eletrônico. Nos EUA foi inventado o Bleex, um “esqueleto externo” que permite um paraplégico andar, e também foi criado um tipo de cérebro chamado de BrainGate System, que converte o pensamento em ação, ajudando assim um tetraplégico a mexer um braço mecânico, jogar partidas de videogame, entre outros.

A Toyota lançou o i-Foot e o iUnit, o primeiro é um robô bípede, que anda e sobe escadas com uma pessoa dentro o comando. O segundo é um veículo para Pessoas com Deficiência (PcD) física, que anda tanto na horizontal como na vertical. Desenvolvimento de um jogo de computador para autistas, pela Universidade do Porto (Portugal), em colaboração com a Universidade do Texas, que permite que eles possam aprender as emoções e expressões faciais, para um melhor relacionamento interpessoal visando tirá-los do isolamento. Nas redes sociais, o YouTube vai inserir legendas automáticas por meio de uma tecnologia de reconhecimento de fala, em parte do material publicado em seu site, que será inserido primeiro nos vídeos em inglês. O Google está com um sistema em fase de desenvolvimento, de busca por voz, apenas ditando ao microfone. Na Bahia, pesquisa com celular-tronco faz paraplégico voltar a ganhar movimentos e ficar em pé com sustentação dos membros inferiores. No Festival Chico, durante a Feira Literária Internacional Tocantins – FLIT, foi apresentado o filme: “Se não podes ouvir, podes ver que te amo”, que aborta o tema “Libras”. Conforme Portaria 188/10 do Ministério das Comunicações, a partir de 1° de julho de 2011, todas as emissoras de TV aberta que operam em sinal digital, são obrigadas a disponibilizar pelo menos 2 horas semanais da programação com audiodescrição. O Dia Nacional de Luta das pessoas com Deficiência (21 de setembro) foi comemorada em várias cidades, e em São Paulo/SP foi lançado o curta-metragem: “De Boca em Boca”, com áudio, legenda, tradução em Libras e audiodescrição. A ONG “Vez da Voz” em parceria com a “Inclusiva Filmes”, promovendo a acessibilidade cultural. A “Conteúdoa Diversos” em parceria com a “Cinema Animadores” produziu o curta “Todos com Todos”, que foi ao ar dia 13 de outubro último, com audiodescrição e legenda em Libras. E será levado às escolas através da distribuição de um DVD com a produção. Inovações atitudinais: Criação de Placas de bonecos em tamanho real para serem utilizados nas vagas reservadas às PcD e idosos; o movimento “Esta vaga não é sua nem por um minuto” e as multas morais. A Reatech que completou 10 anos; V Encontro Frater-


eventos nidade e Pessoa com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo “Construindo a Teologia da Inclusão”; XIII Congresso Nacional das Associações Pestalozzi - Caldas Novas/GO; III Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência – O Desenho Universal na Indústria Brasileira; 1° Diálogo sobre Inclusão e Acessibilidade, em Campos do Jordão; 1° Salão de Negócios de Acessibilidade, Reabilitação e Inclusão Social – Brasília/DF; Seminário Internacional – Celebrando os 30 anos do AIPD (Ano Internacional da Pessoa com Deficiência); 1° Congresso Brasileiro de Turismo Acessível realizado na Estância de Socorro/SP (no qual foi apresentado o primeiro ônibus de viagem acessível para PcD); II congresso Latino Americano e VIII Congresso Brasileiro de Ortopedia Técnica, Natal/RN, 1° Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre/RS, entre outros. Para a comemoração do Dia Nacional do surdo (26/09) o MAM realizou a Sencity no MAM, uma parceria com a ONG “Skyway Foundationm” da Holanda, e apoio da City Council de Roterdã, evento realizado simultaneamente nas duas cidades, que ofereceu experiências sensoriais por meio de várias linguagens artísticas, conectando surdos e ouvintes E um susto: 45,6 milhões de PcD no Brasil, pelos dados preliminares do Censo 2010, divulgados pelo IBGE. É... não somos mais uma minoria. No Parapanamericano 2011, em Guadalajara, no México, o Brasil conquista 197 medalhas, sendo 81 de ouro, tornando-se bicampeões do evento. Para a comemoração do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (03/12/11), o Governo de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Estado dos Direitos da PcD, promove a 2° Virada Inclusiva, dia 03 e 04/12/11. E o movimento Superação organiza em São Paulo, mais uma passeata. Programa Praia Acessível com esteiras nas praias e cadeiras anfíbias cada vez se estende mais. Mesmo que não totalmente, várias cidades estão incluindo acessibilidade aos poucos. Salvador/BA vai revitalizar todo o Centro Histórico com a definição de acessibilidade universal. Houve perdas ? Sim, mas os ganhos foram muito maiores, as mudanças estão sendo feitas por todo o mundo (graças a Deus). Pode até não ser na velocidade que gostaríamos, mas já é alguma coisa. Temos que continuar a lutar pelos nossos direitos, mostrar a cara e buscar um mundo mais acessível e inclusivo. Otimismo sempre !!! Márcia Regina Jordão Bueno é Graduada pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduanda em Adm. Financeira pelo Centro Universitário Sant’Anna. Membra pesquisadora do grupo Transmídia – Inovadores ESPM. Pesquisadora em acessibilidade no turismo. Estudante de artes cênicas na Oficina dos Menestréis. E-mail: marciajordao2005@hotmail.com Blog: www.viajandosobrerodas.com.br

notas Debates na Feira do Livro de Porto Alegre Pelo segundo ano consecutivo, um ciclo de debates sobre temas de interesse para pessoas com deficiência foi promovido pela Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (AGAPASM) durante a 57ª Feira do Livro de Porto Alegre, entre 12 e 19 de novembro. O evento teve como tema geral “O Cotidiano de Nossas Lutas” e incluiu várias palestras como “A empregabilidade da PCD e a inclusão dentro das organizações Egalitê - Recursos Humanos Especiais”, por Marcelo Rodrigues, diretor responsável pela área de educação e inovação da entidade; Acessibilidade: Siga essa idéia tchê!, por Claudio Silva e Jorge Amaro de Souza Borges, respectivamente, diretor presidente e chefe de gabinete da Fundação de Articulação e desenvolvimento de Políticas Públicas para PPDs e PPAHs no RS (FADERS) e O Teatro como ferramenta de apoio à Reabilitação de Deficientes Visuais (Palestra Interativa), por Luis Fernando Gutman, diretor do Grupo de Teatro GENTE (GTG), entre outras.

Atriz e modelo Priscila Menucci de volta à TV Já estava na hora de voltar dar boas risadas com Priscila Menucci. Atriz e modelo da agência Kica de Castro Fotografias,  acabou de sair da sua segunda gestação, entre trocas de fraldas e hora das mamadeiras, Menucci volta às telinhas com o seu humor sem igual. Sua volta a TV, foi com duas participações, no programa do Gugu, no quadro Escolinha do Gugu, exibido pela rede Record, nos dias  9 de outubro e 6 de novembro. Os vídeos estão no portal R7, na íntegra. Priscila entra em cena com o ator e diretor teatral Murillo Flores. Eles dão vida  aos personagens Ponto de Exclamação (Murillo) e Vírgula (Priscila), casal de professores de música.

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102 INFORME PUBLICITÁRIO

ABRIDEF

um ano de conquistas e um 2012 com excelentes perspectivas !!!

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om pouco mais de um ano e meio de existência, a ABRIDEF – Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência demonstrou ser bastante atuante e mais do que isso, já trouxe melhorias para o nosso setor. Durante o decorrer do ano de 2010, a entidade foi se consolidando juridicamente e tomando corpo internamente com a criação das coordenadorias e diretorias, e em 2011 começou a agir com força total, trabalhando pelos interesses da indústria e dos empresários do nosso setor, refletindo sempre, como objetivo final, em produtos e serviços de melhor qualidade para PcD. O reconhecimento do meio pela formação de uma entidade patronal em nosso setor, veio em forma de homenagem. Recebemos logo no início de 2011 uma homenagem da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pela iniciativa da fundação da ABRIDEF, onde já contamos com o apoio de políticos engajados e comprometidos com a nossa causa, como por exemplo, os deputados estaduais por SP: Rafael Silva e Célia Leão. E a partir de então, com a criação e formatação da chamada “bancada da ABRIDEF”, formada por deputados federais e senadores, engajados em atuar e trabalhar pela luta em prol dos interesses da nossa indústria e das pessoas com deficiência. Encabeçando este grupo e essas ações, está o deputado federal Otávio Leite (PSDB/RJ). E junto a ele, toda a Frente Parlamentar da Pessoa com Deficiência do Congresso, liderada pela deputada federal Rosinha da Adefal. “Esse reconhecimento público e político é de extrema importância para a ABRIDEF e seus propósitos. Sem a política e sem a força no Congresso, não conseguiríamos mudar nada”, comenta Rodrigo Rosso, presidente da entidade. Essas parcerias políticas e também com órgãos ligados à esfera governamental, vem dando força e expressão à ABRIDEF. Realizamos uma importante parceria com o INMETRO, para certificação de cadeiras de rodas e de outros produtos do nosso meio, e recebemos o seu apoio imediato para o lançamento do “SELO DE QUALIDADE DA ABRIDEF”, projeto que se encontra em adiantado processo de implantação, e inclusive com apoio também do governo federal. O número de associados da ABRIDEF ainda é relativamente pequeno frente ao grande universo de empresas e profissionais que atuam em nosso setor, porém, já é bastante expressivo. “Crescemos em 170% em número de associados, em praticamente apenas um ano de trabalho de captação. Trouxemos entidades de grande expressividade e empresas importantes do setor, que hoje fazem parte deste grupo”, afirma Mara Di Maio, superintendente da ABRIDEF. Mara, formada em direito e especialista em em inclusão e empregabilidade de PcD, acumula em sua carreira vasta experiência à frente de entidades e ainda, na parte política, pois foi assessora parlamentar de alguns nomes de peso. É ela quem cuida do dia-a-dia da entidade e se dedica 24 horas por dia à ABRIDEF. A participação da entidade em grandes eventos e feiras do setor em 2011,

Encontro com a deputada Rosinha da Adefal para entrega de reinvindicações e providências para a Frente Parlamentar.

também foram responsáveis pelo seu crescimento, como por exemplo: Reatech, Hospitalar (ambas na capital paulista) e Congresso Internacional da ABOTEC (Natal/RN). Devido à parceria política e a representatividade da entidade em um segmento importante da nossa sociedade, durante o ano de 2011 todas as reuniões abertas mensais da ABRIDEF foram realizadas na ALESP – Assembleia Legislativa do Estado de SP, no Plenário D. Pedro I, cedido pela Casa para nossos encontros. “Em nossas reuniões abertas mensais nossos diretores e associados discutem os assuntos e temas em pauta, e ainda os emergenciais. Isso dá um dinamismo maior em nossas ações, e a assiduidade de nosso corpo diretivo, principalmente daqueles que são de outros Estados, tem demonstrado o compromisso e a seriedade com que todos estão encarando as nossas ações, e isso tem nos ajudado na tomada de decisões”, diz Mara Di Maio, lembrando que as reuniões também recebem muitos representantes de empresas que ainda não se associaram, mas que têm interesse de conhecer a entidade e os seus trabalhos. A ABRIDEF firmou ainda no decorrer de 2011, importante parceria com a administração da Feira Hospitalar, apresentando total apoio para a Feira Reabilitação, que acontecerá em agosto de 2012 e, onde em contrapartida, serão apresentados benefícios aos


Entrega da carta no Ministério de Ciência e Tecnologia pelos presidentes e diretores da ABRIDEF, ABOTEC e ABTECA, ao secretário Marco Antonio de Oliveira.

nossos associados para participação nessa mostra. Uma das principais conquistas concretas da entidade no ano foi a prorrogação do prazo até dezembro de 2012, para a isenção do ICMS na compra de veículos zero km para pessoas com deficiência. A conquista foi resultado de um trabalho de toda a diretoria junto ao CONFAZ, órgão responsável pela decisão da isenção, e junto a todos os secretários de fazenda de todos os Estados brasileiros e alguns governadores. Isso gerou um documento – manifesto – da ABRIDEF, que foi entregue pessoalmente no Rio de Janeiro/RJ na reunião do órgão, que então decidiu favoravelmente à manutenção da isenção até final de 2012. Agora a entidade já está em nova luta junto ao mesmo órgão, para a extensão desse benefício às pessoas com deficiência não condutoras, e que também inexista o teto do valor do veículo fixado atualmente em R$ 70 mil, ou na impossibilidade disso, que pelo menos se aumente o teto para R$100 mil. A bancada política da entidade em Brasília/DF e em São Paulo/SP já foi acionada para ajudar também nesse trabalho. No início do segundo semestre, o presidente da entidade esteve em Brasília/DF, no Ministério de Ciência e Tecnologia, em reunião com o secretário da pasta. Foi solicitado a ocasião pelo secretário, que houvesse uma união do setor (indústrias e profissionais), para apoiarem o governo no lançamento de um programa (Viver Sem Limites) que beneficiaria toda a cadeia produtiva e de consumo de PcD. Imediatamente, Rodrigo Rosso procurou a ABOTEC – Associação Brasileira de Ortopedia Técnica, entidade parceira da ABRIDEF, e a ABITECA – Associação Brasileira de Tecnologia Assistiva, para que fosse formalizada essa parceria e que então, em conjunto, fosse dado o aval e a segurança ao MCT de que as entidades que reúnem a maioria das empresas do setor apoiariam a iniciativa do governo e que fossem então, difusoras do plano junto aos seus associados. Assim, algumas semanas antes do lançamento oficial do plano pela presidenta Dilma Roussef, os presidentes das três entidades entregaram em Brasília/ DF uma carta de intenção e oficialização da parceria entre as entidades ABRIDEF/ABOTEC/ABTECA, para a Secretaria de Ciência e Tecnologia. O documento abriu as portas das entidades para participação efetiva na implantação do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que estabelece metas e previsões orçamentárias para execução até 2014 de 7,5 bilhões a serem investidos em nosso setor, de ponta a ponta, desde a pesquisa, passando pela indústria, até o consumidor final. E para encerrar as atividades de 2011 com chave de ouro, a ABRIDEF acaba de implementar dentro de sua estrutura, a “comissão oficial do SELO DE QUALIDADE”, criando a diretoria de certificação. No momento, estão sendo avaliadas as propostas de empresas certificadoras (dentre elas a empresa que criou e implantou o Selo da ABIQ – café, dentre outros) para que seja dado início aos trabalhos de criação e implementação desta ferramenta que irá, sem dúvida, revolucionar e impulsionar a fabricação de produtos de melhor qualidade e ainda, também na prestação de serviços

para uma melhor qualidade de vida da pessoa com deficiência. E para a implantação do SELO, a ABRIDEF já entregou ao governo federal, solicitação inclusive de subsídios financeiros para o fomento desta ferramenta, que também servirá para balizar futuramente as compras e licitações governamentais no tocante a produtos e serviços voltados a PcD. “Nossa meta para 2012 é ampliar o quadro de empresas associadas, quanto mais associados, mais peso, força, voz e vez, teremos para tornar realidade as nossas reinvindicações. Precisamos nos unir, mostrar a força da indústria e do empresariado deste setor. Por isso, aproveito para convidar àquelas empresas que ainda não se juntaram à entidade, que entrem em contato, participem de uma de nossas reuniões abertas mensais em São Paulo/SP, avaliem o nosso trabalho e se possível, filiem-se. Agora, com o novo Plano ‘Viver Sem Limites’ do governo federal, que disponibiliza recursos para nossa indústria, e parte dele a fundo perdido para pesquisa e desenvolvimento de tecnologia, esse é o momento certo de você e sua empresa se aproximarem e se filiarem à ABRIDEF, até para ter mais facilidade de acesso a todos esses benefícios. Inclusive à linha de crédito e financiamento direto ao consumidor, que será implantada no ponto de venda, dando crédito sem burocracia para PcD e familiares. Isso tudo pode trazer um aquecimento na economia nunca visto e nem sentido em nosso meio, porém, depende de nós e de nossa união neste momento para que tudo isso funcione como planejado. Juntem-se a nós”, salienta e convida o presidente da ABRIDEF.

AGORA É A HORA: NÃO PERCA ESSA OPORTUNIDADE !!! O Governo Federal lançou no dia 17 de novembro o PLANO NACIONAL DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA, conhecido como: “VIVER SEM LIMITES” !!! Esse PLANO visa fortalecer a participação da PcD como cidadã efetiva, eliminando barreiras e com isso, permitindo o acesso e o usufruto em bases iguais, aos bens e serviços disponíveis a todos, além de estabelecer metas e previsões orçamentárias para execução até 2014, de recursos na ordem de 7,5 bilhões a serem investidos em nosso setor. Parte desses recursos são destinados às empresas do nosso meio. E você e sua empresa, seja ela uma fábrica, revenda ou prestadora de serviços, pode ter acesso aos recursos e benefícios desse plano, via BNDES/FINEP, a juros subsidiados e com carência para pagar, ou até mesmo, parte dele a fundo perdido, dependendo do projeto. Isso é um propulsor para seus negócios. Essa é a hora, o momento é já !!! A ABRIDEF como parceira do governo no “VIVER SEM LIMITES”, também tem um lançamento especial para a sua empresa: A partir de agora, até março de 2012, as empresas ou profissionais que se associarem à ABRIDEF, além de conhecerem os detalhes desse PLANO e passar a fazer parte das ações da entidade junto ao governo federal, terão ainda 50% de desconto na taxa de adesão no momento da filiação !!! Confira essa condição entrando em contato com a Sra. Mara Di Maio, nos telefones: (11) 3876-9850 e (11) 3445-2373, ou envie um e-mail para: contato@abridef.org.br PARTICIPE DESTE MOMENTO DE MUDANÇAS EM NOSSO SETOR... ABRIDEF E VOCÊ: JUNTOS FAREMOS A DIFERENÇA !!!


Representatividade internacional !!! ABOTEC encerra ano de 2011 com saldo positivo em aprimoramento de profissionais e resultados em reabilitações físicas...

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ano de 2011 foi de grandes conquistas para a Associação Brasileira de Ortopedia Técnica (ABOTEC). Além do foco no aprimoramento de profissionais em órtese e prótese e nos resultados em reabilitação física, a entidade conquistou sólida representatividade nacional e internacional, reunindo iniciativas políticas e institucionais. Segundo seu presidente, Joaquim Cunha, as ações fizeram parte de um planejamento para tornar a instituição ainda mais representativa e atuante no segmento de órteses e próteses no Brasil. “Finalizamos um ano de muito trabalho, mas que nos garantiu muitas realizações. Pensamos não só em viabilizar uma melhor reabilitação para os pacientes, mas também dar condições para que os ortesistas e protesistas ortopédicos tenham a capacitação adequada. Nossa maior satisfação é gerar benefícios para milhares de profissionais e pacientes”, afirma. Neste ano, os cursos de capacitação e aperfeiçoamento em órtese e prótese ortopédica certificaram mais de 300 profissionais. A Oficina Escola da ABOTEC ofereceu 15 cursos e conseguiu doar mais de 20 próteses e órteses para pacientes. No final de setembro, a instituição realizou o II Congresso Latino Americano e VIII Congresso Brasileiro de Ortopedia Técnica. O evento tornou-se a principal referência na América Latina e está entre os 10 maiores do mundo no setor, reunindo mais de 540 especialistas, 33 palestrantes e mais de 2.700 visitantes da área para discutir técnicas e trocar experiências. O reconhecimento também foi internacional. A ABOTEC fechou importante parceria com a ISPO International Society for Prosthetics and Orthotics no Brasil, se tornando representante da instituição no país. O objetivo é de intensificar a formação de alta qualidade para técnicos brasileiros em órteses e próteses ortopédicas. “Tivemos um ano importante para fincarmos bases sólidas de desenvolvimento. Esperamos consolidar nossos projetos em andamento e aperfeiçoar cada vez mais o trabalho da categoria

no Brasil”, afirma Cunha. A ABOTEC ganhou força também na Câmara Federal. A instituição esteve à frente na luta pela regulamentação da profissão de ortesista e protesista ortopédico no Brasil, por meio do projeto de lei No 5.635-A, de 2005. Em menos de um ano, ele foi aprovado em duas comissões, tramitando agora pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A proposta de alteração na Lei de Concessão de Órteses e Próteses no Brasil foi outra iniciativa que pretende melhorar o atendimento e a reabilitação de pacientes. A ideia é que o SUS – Sistema Único de Saúde – seja adotado por todos os órgãos ligados à reabilitação, como INSS, Institutos e Forças Armadas. O projeto prevê ainda que além das instituições filantrópicas e oficinas próprias do governo, empresas privadas, legalmente habilitadas, também sejam credenciadas para o fornecimento das órteses e próteses no Brasil.


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comemoração

Muitas comemorações marcam o “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência” pelo Brasil !!!

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data de 3 de dezembro foi instituída pela ONU desde 1981, e foi lembrada em muitos eventos pelo Brasil. Em São Paulo, as principais atividades foram concentradas pela 2ª Virada Inclusiva, coordenada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com mais de 500 atrações culturais e esportivas ao longo de dois dias, em 35 municípios. Mais de 80 parceiros, entre organizações da sociedade civil, prefeituras e a participação voluntária de artistas e esportistas participaram da comemoração. Na capital, houve a abertura oficial da virada, no SESC Pompéia, no sábado pela manhã. E além do Masp, na avenida Paulista, e Theatro São Pedro, na Barra Funda, houve atrações simultâneas também nos parques: Ibirapuera, Luz, Villa-Lobos e da Juventude, e na Represa de Guarapiranga e Museu do Futebol, Pinacoteca do Estado, Museu Afro, Auditório Ibirapuera e em outras mais 8 unidades do SESC. Na avenida Paulista, a 8ª edição da passeata do Movimento SuperAção coloriu o sábado de vermelho, cor oficial das camisetas usadas pelos participantes que, com faixas e bandeiras, desfilaram pela avenida. Um dos eventos de maior público foi no domingo, dia 4, pela manhã, no Parque Ecológico da Guarapiranga, extremo sul da capital paulista, numa parceria entre o Parque e o Instituto Nacional de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida (INIS), que reuniu mais de mil pessoas. Cerca de 40 instituições estiveram representadas, além das parceiras, como: REVISTA REAÇÃO, a ARCO e

a Cenário Brasil. Muitas atrações ocorreram no parque, como música, teatro, circo, equoterapia, pet-terapia, palestras e exames de saúde. Chamou a atenção o Plantio das Sementes de Ipê Amarelo (uma das árvores símbolo do Brasil), por crianças com e sem deficiências, simbolizando a “Semente da Inclusão”. Os parceiros receberam das mãos das crianças um pequeno Terrário, selando seu compromisso com o projeto “Mães Guarapiranga”, uma iniciativa do INIS em parceria com o Parque, para levar lazer, educação ambiental e artística para crianças e jovens com deficiência aos finais de semana, entre outros objetivos. Tudo foi encabeçado e coordenado pelo presidente do INIS, Carlos Roberto Perl e sua esposa Clarice, que com muito carinho e atenção, organizaram lá uma linda festa para os participantes, com o apoio de algumas secretarias de governo e do Conselho Municipal da PcD.

Missa acessível

O dia de sábado também foi marcado pela primeira Missa Acessível da Arquidiocese de São Paulo, celebrada na Igre-


notas ja de Santa Cecília e presidida pelo Cardeal Metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Scherer. Participaram cerca de 250 pessoas, com e sem deficiência, que puderam contar com vários elementos de acessibilidade, como Libras, Audiodescrição, rampa para o altar, folhetos em Braille e com letra ampliada. A missa teve como objetivo, além da ação de graças à data comemorativa, contribuir para o desenvolvimento da Igreja no sentido de torná-la mais acolhedora para todas as pessoas e, em particular, para as com deficiência e suas famílias. Sua realização é parte da trajetória da Pastoral das Pessoas com Deficiência, no sentido de uma transformação social profunda, que contribua para a derrubada das barreiras atitudinais, responsáveis pela exclusão, pelo preconceito e pela existência das barreiras físicas e de comunicação. A REVISTA REAÇÃO marcou presença em todos os pontos de comemoração, participando lado a lado das PcD e distribuindo revistas aos presentes. Parabéns às pessoas com deficiência e familiares de todo o Brasil pelas comemorações deste dia tão importante !!!

“Mães Guarapiranga”

Ainda antes das comemorações do dia 3 de dezembro, o INIS - Instituto Nacional de Inclusão Social de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, no dia 12 de novembro último, deu início ao projeto “Mães Guarapiranga”, num Pic-Nic Inclusivo no Parque Ecológico Guarapiranga,. O Projeto “Mães Guarapiranga” tem como princípio proporcionar lazer com educação artística e ambiental para crianças e jovens com deficiência, e ao mesmo tempo para as mães e familiares de pessoas com deficiência. Além de um dia de lazer, o projeto oferece espaço para troca de experiências e informações sobre direitos e deveres da pessoa com deficiência e se propõe a promover oficinas de artesanatos sustentáveis.

Rio Grande do Sul tem programa sobre PcD na TV aberta Desde o último 18 de outubro, a TVE gaúcha apresenta o programa “Faça a Diferença”, produzido pela TV Assembleia-RS. Com assuntos sobre o cotidiano das pessoas com deficiência, apresenta pautas de saúde e educação, destacando a tolerância e o respeito à diversidade humana. A transmissão do programa é o primeiro passo no cumprimento às diretrizes estabelecidas na Convenção da ONU, que trata dos direitos da pessoa com deficiência, e na Lei 13.320, de 21 de dezembro de 2009. Em setembro passado, a TVE assinou junto à Federação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PcDs e PPAHs (FADERS), à Associação de Cegos do RS (ACERGS) e à Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos RS (FENEIS), um Termo de Cooperação Técnica visando à promoção de ações em benefício dessas pessoas, principalmente no campo da articulação e desenvolvimento das políticas públicas de acesso à comunicação (audiodescrição e libras). Para a publicitária, escritora e apresentadora do programa, Juliana Carvalho, cadeirante há 10 anos, “o estado deve dar exemplo e cumprir o que está na legislação. As pessoas com deficiência devem ter o direito à informação. Espero que a iniciativa da TVE motive outras TVs a fazerem o mesmo: produzir informação de qualidade acessível a todos”. Nos próximos meses, Juliana estará em licença-prêmio e o programa será apresentado pelo jornalista Gustavo Trevisi do Nascimento, que teve paralisia cerebral, o que resultou em algumas limitações motoras. O programa vai ao ar na TVE às terças-feiras, às 17h30, e aos sábados, às 14h30.

III Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência Aconteceu, entre os dias 24 a 26 de outubro, na capital paulista, pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, o III Encontro Internacional de Tecnologia e Inovação para Pessoas com Deficiência. O evento contou com Seminários e Exposição sobre novidades tecnológicas para reabilitação e inclusão social de pessoas com deficiência. Participaram profissionais das áreas de Tecnologia Assistiva, instituições, universidades, centros e laboratórios de pesquisas, empresas nacionais e internacionais e representantes do poder público, com o objetivo de discutirem avanços da tecnologia e inovação. O tema do evento foi: “O Desenho Universal na Indústria Brasileira”.

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espaço aberto

por Alex Garcia

Regando as Plantas

M

ais um ano que passa. Bom para alguns, ruim para outros. Para mim foi um ano repleto de boas experiências. E das dolorosas, já aprendi a tirar delas profundos ensinamentos e reflexivos comentários. Este ano acompanhei repetitivas atitudes de “Regando as Plantas”. Eu não estou louco ! O que tem a ver “Regar Plantas” com nossa coluna ? Tudo ! Atitudes deram-me a clara impressão de que muitas pessoas com Deficiência (PcD) são meras plantas e que pessoas e grupos vão regando-as ao passar do tempo, de acordo com seu interesse, e é claro: manter as PcDs vivas, mas estáticas, como plantas. Foi realizada no Brasil a Conferência DBI - Surdocegueira Internacional e eu como todos sabem, sou um Surdocego, mas passei muitos dias respondendo milhares de mensagens de o porquê que eu não estava nesta “importante” conferência. Minha resposta foi sempre a mesma: Não fui convidado ! Muitas pessoas da organização tentaram me convencer de várias hipóteses, mas, a que está clara é que não fui convidado porque não tenho o perfil de um surdocego subalterno. Tenho soberania. E este perfil não serve aos organizadores. Esta conferência foi uma verdadeira “maquiagem” sobre a realidade dos surdocegos brasileiros. Desde 1962, ano em que se iniciou a educação de surdocegos no Brasil, somos subalternizados em nossos valores e desenvolvimentos. Pessoas, grupos e organizações internacionais, que com a força do Dólar e do Euro, produziram a mais pura ganância, o mais real egoísmo, a incontrolável tendência ao poder e ao controle, e a temida subalternidade. Isso afeta os surdocegos é claro, mas estranhamente não afeta muitos que não são surdocegos. Muitos até medalhas receberam nesta “importante” conferência. Medalhas forjadas com o sangue de milhares de surdocegos que padeceram sem ter a mínima oportunidade. E o mais inacreditável foi o tema da conferência: “Inclusão para uma vida de oportunidades”. É mole ? Estão “Regando as Plantas” há 50 anos. Nesta conferência teve uma apresentação de um surdocego americano que aborda as tecnologias que apóiam surdocegos. Ele é muito habilidoso, mas o que não conseguem me explicar é que este mesmo americano esteve no Brasil há alguns anos desenvolvendo a mesma apresentação. Daquela vez até agora nenhum plano foi elaborado para que de fato os surdocegos possam ter as tecnologias. Pois bem. Fico a reflexionar com meus botões: até quando vem e vai o americano ? Os “surdocegos plantas” de tempos em tempos são regados, vocês me entendem ? Quantas vezes mais pessoas e grupos do Brasil e organizações internacionais vão usar o “regador americano” para subalternizar e brincar com as emoções dos surdocegos brasileiros ? Fica a dúvida ! Todos sabem que no Brasil tudo vira moda. Tenho impressão que a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência já está na moda. Este ano, foram tantas as vezes que acompanhei os dizeres: “O trabalho à luz da Convenção”, “A Educação à luz da Convenção”, entre outras que três reflexões nasceram em mim: O bom de tanta “luz” para isso e “luz” para aquilo é que as PcD do Brasil já descobriram que estamos nas trevas. Que as PcD não sabem de fato o que e como fazer valer a Convenção e que tem muita gente usando a Convenção com “Regador de Plantas”. Puxa vida ! Convenhamos, as

PcD, por medo ou por receberem “conselhos dos regadores de plantas”, não vão nem na promotoria de sua cidade reivindicar seus direitos que são constantemente lesados, será que estão entendendo a Convenção ou estão todos “falando” por modismo ? As PcD apenas vão compreender e usar bem a Convenção quando construírem uma soberana identidade, caso contrário o “modismo” toma conta. Esta mesma falta de identidade das PcD que quase fizeram minha moral entrar em colapso de tantas vezes que observei a afirmação: “Eu represento as PcD”. Este “Eu” raramente é uma PcD. Nossa ! É inacreditável como as PcD do Brasil aceitam, ou são convencidas a aceitar, e parecem gostar de serem “representadas”. Chegará o dia em que as próprias PcD irão se auto-representar ? Mas talvez este dia esteja chegando com o lançamento do Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, batizado de “Viver sem Limites”. Grande lance. Bilhões em investimentos. Filhas, PcD, de parlamentares na foto. Até a Presidente Dilma derrubou lágrimas. Mas para ofuscar a festa ocorreu o sepultamento do Decreto 6.571/08, que previa a Escola Inclusiva. E agora tchê ? Será que os bilhões vão servir de fato para “Viver sem Limites” ou estes vão encher ainda mais os “Regadores de Plantas” ? Tantas e tantas situações este ano que me deixam P... da vida. Às vezes tenho vontade de fugir como destacou a filósofa russo-americana Ayn Rand, judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920, mostrando uma visão com conhecimento de causa. Parece até que ela viveu sob governos bem conhecidos de nós brasileiros, não é mesmo ? “Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais do que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada, fuja”. Mas como o Brasil é País de todos os brasileiros e brasileiras e eu não sou de fugir, como cidadão peço, amparado nos preceitos constitucionais, que a presidenta Dilma reforme o Decreto 7.611/11, para que fique em Concordância com a Convenção e que garanta o direito inalienável a educação, com todos os recursos necessários, para que as pessoas surdocegas não sejam ainda mais discriminadas e, um dia, possam vir a exercer a cidadania em igualdade de condições.

Alex Garcia

é gaúcho e Pessoa Surdocega. Presidente da Agapasm. Especialista em Educação Especial. Autor do livro “Surdocegueira: empírica e científica”. Vencedor do II Prêmio Sentidos. Rotariano Honorário - Rotary Club de São Luiz Gonzaga/RS. Líder Internacional para o Emprego de Pessoas com Deficiência pela Mobility International USA/MIUSA. Membro da Federação Mundial de Surdocegos. Site: www.agapasm.com.br E-mail: contato@agapasm.com.br


notas Programa gratuito para pessoas com deficiências visuais Está disponível no site do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO) o programa Liane TTS, uma ferramenta gratuita, baseada em software livre, que permite às pessoas cegas ou com baixa visão usar o computador facilmente, pois o sistema transforma o texto em áudio. Um treinamento por videoconferência foi transmitido para várias cidades, em diferentes estados, no último mês de setembro. O Liane TTS levou cerca de três anos para ser desenvolvido e é resultado de uma parceria entre o Serviço de Tecnologia de Dados e o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O presidente do SERPRO, Marcos Mazoni, disse que esse é um compromisso social de incentivo à inclusão digital e acessibilidade para todos os cidadãos brasileiros. Para ele, o próximo desafio é o sintetizador de voz para a plataforma de celulares e tablets. Ao participar da mesa de abertura da videoconferência, o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, explicou que a iniciativa é uma política de governo que se preocupa com o bem estar da população. O programa pode ser baixado gratuitamente nas versões dos sistemas operacionais Windows e Linux. Os arquivos de instalação e os manuais de utilização do Liane TTS estão disponíveis para download na Internet: www.serpro.gov.br/servicos/downloads/ lianetts/

XII Semana de Estudos de Terapia Ocupacional Entre os dias 9 e 11 de novembro, o Centro Universitário São Camilo realizou a XII Semana de Estudos de Terapia Ocupacional. Organizada pelos alunos de 5º e 6º semestres do curso, com apoio do corpo docente e da Coordenação, a semana teve como tema “As relações Terapêuticos nos Diversos Contextos da Terapia Ocupacional”. Com participação de cerca de 90 pessoas por dia, em sua maioria discentes do curso, o evento contou com a presença de palestrantes que atuam com as diferentes populações-alvo da terapia ocupacional, que falaram tanto sobre os aspectos teóricos como sobre a vivência prática da construção das relações terapêuticas. O evento contou o importante patrocínio da Revista Reação, que ofereceu a todos os participantes exemplares da publicação, coffee break, além do sorteio de duas assinaturas da Revista.

Museu da Bíblia No dia 22 de outubro, o Museu da Bíblia (MuBi), em Barueri/SP, sediou pelo 5º ano consecutivo, o V Encontro de Pessoas com Deficiência Visual e suas instituições. Promovido pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), o evento reuniu cerca 400 visitantes. A iniciativa integra o programa “A Bíblia para Pessoas com Deficiência Visual”, mantido há mais de 15 anos pela SBB. “Além de palestras e atrações artísticas, queremos destacar orientações bíblicas que reforcem a superação, a família, a esperança e a fraternidade diária. Inclusão e acessibilidade são pontos fundamentais do programa da SBB e, portanto, também deste evento. Assim, as apresentações têm audiodescrição e toda a programação cultural é interativa, a fim de proporcionar, de forma descontraída, o envolvimento dos participantes nas atividades propostas”, explica o secretário de Comunicação e Ação Social da SBB, Erní Seibert. “Nesta 5ª edição, nossa expectativa foi oferecer um encontro ainda mais produtivo e agradável, permitindo que os participantes compartilhassem suas experiências e levassem uma mensagem positiva. Também queremos reforçar a importância do programa, que precisa da ajuda de todos para ser divulgado e, assim, beneficiar um número ainda maior de pessoas”, afirma Seibert. A SBB produz desde 2002 a Bíblia completa em Braile, na língua portuguesa, cujos exemplares são distribuídos gratuitamente a mais de 2,5 mil pessoas cadastradas, juntamente com o material em áudio. A Revista Reação, presente, prestigiou todo o evento!

Tirar Bilhete Único Especial ficou mais fácil ! As Secretarias Municipais de Transportes e da Saúde de São Paulo publicaram portaria em 05 de dezembro de 2011, simplicando a concessão de gratuidade para pessoas com deficiência. A SPTrans passa a aceitar relatórios emitidos por médicos da escolha do solicitante, desobrigando-o de comparecer a uma Unidade Básica de Saúde Municipal (UBS). Além disso, o prazo para renovação do benefício foi ampliado de 30 para 60 dias antes da data de vencimento. Outra novidade importante é nos casos em que as deficiências forem consideradas permanentes. Quando constatadas através de Auditoria/ Avaliação Médica, o benefício será concedido sem a necessidade de apresentação de nova documentação para renovação. O solicitante deverá comparecer anualmente no mês de seu aniversário a um dos postos de atendimento da SPTrans para revalidação, apresentando documento de identificação com foto e comprovante de endereço. A portaria também cria instrumento de recurso para os casos em que a solicitação do benefício é indeferida. O benefício atende 258 mil pessoas nos 15 mil ônibus do sistema de transporte público municipal.

I Seminário de Pesquisa em Tecnologia Assistiva O evento, realizado em 03 de dezembro na capital paulista, foi promovido pelo Serviço de Terapia Ocupacional do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas (IOT-HC)/Centro Interdisciplinar de Assistência e Pesquisa em Envelhecimento. A iniciativa foi da última turma do Grupo de Pós-Graduação em Tecnologia Assistiva, coordenado por Maria de Mello, encerrado em dezembro. As discussões giraram em torno do uso de TA no Brasil e contou com palestras de profissionais de referência nas áreas afins. Os temas principais foram: Política Pública, Conceituação de TA, TIC’s, Desenvolvimento de Produtos e Financiamento. O objetivo foi divulgar algumas das diversas pesquisas na área para que se tornem ativas e efetivas na sociedade.



reacao 83 _ correta