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CENTRO ESPORTIVO

COMUNITรRIO RODRIGO CHAGAS

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UNIVERSIDADE CATÓLCIA DE PELOTAS – UCPEL CENTRO POLITÉCNICO CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

PESQUISA E METODOLOGIA DO TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO

PESQUISA – TCC I

ACADÊMICO: RODRIGO SILVA CHAGAS ORIENTADOR: RICARDO BROD MENDEZ

2012/07 2|Página


SUMÁRO: JUSTIFICATIVA................................................................................................. 3 PRINCIPAIS CONCEITOS VOLTADOS AO TEMA........................................... 4 APRESENTAÇÃO DO TEMA PROPOSTO......................................................... 6 PREMISSAS DO PROJETO................................................................................ 9 REFERENCIA TEÓRICO................................................................................... 11 ASPECTO HISTÓRICO.................................................................................... 16 EVOLUÇÃO DO TEMA................................................................................... 18 DIFERENÇAS: CENTRO ESPORTIVO PÚBLICO X PRIVADO........................... 22 ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES........................ 24 ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO MUNICIPAL ARTEIXO... 34 CONCLUSÃO DAS ANÁLISES DE PRECEDENTES........................................... 39 PREMISSAS PARA A ESCOLHA DO LOCAL................................................... 43 LOCALIZAÇÃO – MAPA DA CIDADE DE PELOTAS....................................... 45 LOCALIZAÇÃO – MAPA DA GLEBA.............................................................. 46 LOCALIZAÇÃO – MAPA DA LOCALIZAÇÃO DO TERRENO......................... 47 ANÁLISE DO TERRENO E SUAS CARACTERISTICAS...................................... 48 DIMENSÕES DO TERRENO..................................................................................... 50 TOPOGRAFIA DO TERRENO.................................................................................. 51 CLIMA / ORIENTAÇÃO SOLAT / VENTOS.................................................... 52 3|Página


INFRA-ESTRUTURA: ÁGUA E ESGOTO.......................................................... 53 INFRA-ESTRUTURA: ELETRECIDADE E TELEFONIA......................................... 54 ANÁLISE DO ENTORNO: PLANTA DE USOS................................................. 55 ANÁLISE DO ENTORNO: PLANTA DE ALTURAS............................................ 56 ANÁLISE DO ENTORNO: CHEIOS E VAZIOS..................................................... 57 ANÁLISE DO ENTORNO: VIAS E PASSEIO............................................................... 58

MAPA DO TRASNPORTE URBANO...................................................................... 59 CONCLUSÃO GERAL DA ANÁLISE.................................................................... 60 IMAGENS DO TERRENO...................................................................................... 62 LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANÍSTICO / MODELO DE USO.......................... 64 LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANÍSTICO / MODELO DE URBANO .................. 65 LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANÍSTICO / SITEMA DE TERRITORIO ................. 66 LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANÍSTICO / III PLANO DIRETOR ........................ 68 CÓDIGO DE OBRAS DE PELOTAS..................................................................... 70 ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO / CÓDIGO DE OBRAS......................................... 75 PROGRAMA DE NECESSIDADES........................................................................ 76 PRÉ-DIMENSIONAMENTO................................................................................... 78 FUNCIONOGRAMA E FLUXOGRAMA DOS SETORES..................................... 79 CONCEITOS............................................................................................................ 80 ZONEAMENTO........................................................................................................ 87 4|Página


JUSTIFICATIVA

A carência na cidade de Pelotas de um espaço com esse interesse esportivo de acesso livre por parte de toda a comunidade faz com que o projeto do trabalho de conclusão de curso adote como proposta tal tema um centro esportivo de âmbito comunitário. O tema proposto tem como finalidade aproximar as atividades esportivas no convívio comunitário já que essas atividades possuem tamanho compromisso na formação social dos indivíduos alem de estimular o exercício físico melhorando a qualidade de vida. Contudo a cidade também será beneficiada, em vista que a proposta fará com que haja um novo marco na arquitetura esportiva pelotense.

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PRINCIPAIS CONCEITOSVOLTADOS AO TEMA ATIVIDADE ESPORTIVA - Adoção e desenvolvimento do esporte como via integradora das diversas dimensões e agentes do processo educativo, buscando favorecer as competências pessoais, sociais, produtivas e cognitivas nas crianças e adolescentes atendidos, a partir de atividades privilegiando a formação de valores, como a cooperação, a participação, a solidariedade, a autonomia, a criatividade, entre outros.

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CENTRO ESPORTIVO

- Conjunto de instalações para a prática de atividades físicas e de esportes que inclui recintos esportivos, balneários, piscinas, ginástica, ginásio e etc. 2

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Dados segundo o site: http://www.ufpa.br/prd/atividades_esportivas.htm Acesso em: 01 de maio, 2012. 2 Dados segundo o site: http://www.infopedia.pt/linguaportuguesa/complexo.htm Acesso em: 01 de maio, 2012.

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COMUNITÁRIO - Qualidade daquilo que é comum, participação em comum na sociedade e que vivem em comum ou têm os mesmos interesses e ideais políticos, religiosos etc ou lugar onde residem esses indivíduos.

3

33

Dados segundo o site: http://michaelis.uol.com.br/portuguespalavracomunitarioo.htm Acesso em: 01 de maio, 2012.

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APRESENTAÇÃO DO TEMA PROPOSTO Na cidade de Pelotas centros esportivos de interesse comunitário são ausentes, isso não evidencia que a procura por esses espaços seja minoritário, e sim evidencia o descaso publico diante aos interesses das comunidades mais necessitadas. Espaços

esportivos

de

âmbito

particular

são

facilmente

encontrados na cidade de Pelotas, logo como privados, o acesso é limitado por parte da grande maioria das comunidades que logo com isso não pode usufruir da potencialidade desses lugares. Em Pelotas há o Parque Esportivo do SESI, estrutura que se assemelhacom a proposta do projeto, com áreas destinadas à prática de diversas modalidades esportivas porem é de uso restrito aos usuários conveniado ao sistema, logo a comunidade em geral é barrada em usufruir tal estrutura. O parque esportivo do SESI possibilita a realização de inúmeras atividades esportivas, que vão desde a pratica do atletismo, futebol em campos de futebol com o auxilio de arquibancadas, vestiário e ginásio poliesportivo que comporta o desenvolver das demais atividades esportivas. Conta também com pavilhões destinado a pratica de festas, evento, serviços de assistência ao publico e atividades de múltiplos usos. 8|Página


Com a carência de um lugar próprio para essas atividades, esse público, passa a perder o interesse pela pratica esportiva, já em outros casos a prática se desenvolve em locais impróprios como em ruas, compartilhando o mesmo com veículos de pequeno a grande porte, em terrenos abandonados e etc, espaços carentes de estrutura adequada para o desenvolver de uma atividade esportiva mais digna e segura. Já outras modalidades esportivas necessitam estruturara mais avança para comportar o desenvolver dessas atividades, logo fazendo com que sejam impraticáveis por essas comunidades.

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IMAGEMS: PARQUE ESPORTIVO DO SESI

Parque esportivo do SESI, Pelotas-RS.

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PREMISSAS DO PROJETO 4

Imagens disponíveis no site: http://www.diariopopular.com.br/site/content/.htm Acesso em: 14 de abril, 2012.

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-

O

Projeto

do

Centro

comunitário

esportivo

pretende

proporcionar as instalações necessárias para o desenvolvimento de atividades esportivas com o objetivo de melhorar a situação da comunidade e do entorno. - Mediante ao esporte o usurário do centro aprenderão a trabalhar cooperativamente e a apreciar as habilidades dos parceiros de

equipe,

desenvolvendo

dessa

forma

qualidades

como

o

companheirismo e melhorando a sociabilidade. - Proporcionar a comunidade a organizar eventos, atividades de aprendizagem, possibilitar um vasto leque de atividades esportivas e organizarão classes sobre educação sexual, saúde, meio ambiente e etc. -Proposta de atender todos os públicos faz com que essa estrutura de âmbito esportivo e de aprendizado não seja abandonada se por ventura for destinada somente para um uso.

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- Evitar a desocupação dos usuários pós o compromisso diante as atividades escolares, jornadas de trabalho ou por qualquer outro motivo. -Proporcionar

um

ponto

de

encontro,

consequentemente,

estimulando a vida social. - Estimular a atividade física como forma de educar, sociabilizar, estimular a criatividade e a coordenação motora os usuários.

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REFERENCIAL TEÓRICO CENTRO ESPORTIVO DA ROCINHA – RIO DE JANEIRO – BRASIL5 O complexo esportivo e de lazer construído pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Rocinha, em São Conrado é uma estrutura que inclui um campo de futebol de grama sintética; duas piscinas, sendo uma semiolímpica e outra infantil; quadras poliesportivas (cobertas e descobertas); pista de skate; escolas de surfe e judô; centro jurídico; estacionamento coberto para 113 veículos; vestiários e espaço com churrasqueiras. De acordo com a Secretaria estadual de Obras, o projeto vai beneficiar os 101 mil moradores. Nas obras de urbanização da favela, estão previstos ainda um Centro Integrado de Atenção à Saúde (CIAS); uma creche com capacidade para 120 crianças e que servirá como centro de capacitação para as creches da comunidade; um centro de Convivência, com cursos e projetos voltados para os jovens. 6

IMAGEMS: CENTRO ESPORTIVO DA ROCINHA – RIO DE JANEIRO – BRASIL7 56

Texto disponível no site: http://www.rocinha.org/noticias/rocinha/view.asp?id=1063 Acesso em: 01 de maio, 2012

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Imagens disponíveis no site: http://www.rocinha.org/noticias/rocinha/view.asp?id=1063

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Antes da construção.

Centro esportivo depois da construção

Acesso em: 01 de maio, 2012.

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CENTRO ESPORTIVO ZONA NOROESTE DE SANTOS – São Paulo BRASIL8 O Centro esportivo da Zona Noroeste de Santos beneficia os moradores da Zona Noroeste interessados em praticar esportes e atividades

recreativas.

O

centro

concede

aulas

de

diversas

modalidades, para todas as idades. As aulas são gratuitas e realizadas sob orientação de professores especializados. Inaugurado em 28 de junho de 2008, o Centro Esportivo da Zona Noroeste é o maior e mais completo equipamento de esportes e lazer da cidade. A unidade, construída, recebe cerca de 15 mil pessoas por mês. Destes, são 8 mil alunos de 24 modalidades. Também abriga atividades esportivas, educativas, culturais e de prevenção à saúde, tornando-se

ponto

de

encontro

da

população

da

região.

Entre as opções esportivas, estão as aulas de basquete, boxe, ciclismo, futsal, musculação, caratê, ginástica, dança de salão, entre outras. Outro destaque fica por conta dos esportes adaptados: hidroginástica, natação e voleibol. Os dois primeiros destinados para pessoas com deficiências (física e mental) ou problemas de locomoção. 8

Texto disponível no site: http://www.santos.sp.gov.br/nsantos/index.php/noticias/centroesportivo-da-zona-noroeste-recebe-15-mil-pessoas-mes.html. Acesso em: 01 de maio, 2012.

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IMAGEMS: CENTRO ESPORTIVO ZONA NOROESTE DE SANTOS – SÃO PAULO - BRASIL 9

9

Imagens disponíveis no site: http://www.santos.sp.gov.br/nsantos/index.php/noticias/centroesportivo-da-zona-noroeste-recebe-15-mil-pessoas-mes.html. Acesso em: 01 de maio, 2012.

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PARQUE DO SESI - PELOTAS - BRASIL10 O parque esportivo do SESI possibilita a realização de inúmeras atividades esportivas, que vão desde a pratica do atletismo, futebol em campos de futebol com o auxilio de arquibancadas, vestiário e ginásio poliesportivo que comporta o desenvolver de atividades esportivas. Conta também com pavilhões destinado a pratica de festas, evento, serviços de assistência ao publico e atividades de múltiplos usos.

Parque esportivo do SESI – Pelotas - RS

ASPECTOS HISTÓRICO 10

Imagens disponíveis no site: http://www.diariopopular.com.br/site/content/.htm Acesso em: 14 de abril, 2012.

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Desde a época dos primatas o homem pratica atividade física, porém os exercícios evoluíram com o passar dos séculos. As primeiras atividades físicas praticadas pelo ser humano eram fugas de animais predadores e lutas por áreas Essas atividades deram início ao que chamamos de esporte. Acredita-se que os gregos e os persas foram os pioneiros na prática esportiva. Os tempos mudaram, mas desde aquela época o ser humano vem se preocupando cada vez mais em ter uma boa qualidade de vida através dos exercícios físicos. Com a importância das atividades físicas, o esporte

na

antiguidade tomou destaque no cotidiano e novas modalidades foram desenvolvidas, logo com isso espaços foram destinados a fim de comportar e organizar esses conjuntos de atividades. Essas atividades esportivas eram organizadas em locais abertos e atraiam multidões tanto como para a pratica do esporte e competição como também para sociabilizar os indivíduos ali presentes. Em Atenas um dos berços das atividades esportivas começara a surgiu

o

primeiro

centro

esportivo

da

história

moderna,

onde

predominava como a atividade principal o atletismo, mas também haviam outras tantas modalidades. 18 | P á g i n a


Na França em 1900 há outro exemplo da poli valencia dessas atividades esportivas em um mesmo espaço,

o Velódromo Jacques

Anquetil, na cidade de Vincennes (periferia de Paris), tais esportes como o críquete, rúgbi, atletismo, futebol e ginástica. 11

Atenas, Grécia, antigo Centro Esportivo.

EVOLUÇÃO DO TEMA 11

Texto e imagens disponíveis no site: http://www.diariopopular.com.br/site/content/.htm Acesso em: 14 de abril, 2012.

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Com o passar do tempo, novos conceitos, necessidades e atividades físicas fizeram com que esses “centros” de desportes se modificassem a fim de atender as novas exigências e tendências de cada época. A evolução passou a interagir diretamente com o resultado da forma desses espaços que por sua vez inicialmente eram dispostos em centros abertos, ou seja, sem coberturas sujeito as intempéries climáticas tais como fatores de chuva, calor, frio e demais condições que por sua vez acarretava em muitas das vezes dificuldade para o desenvolver das atividades físicas. Novos espaços foram exigidos para comportar essas novas modalidades em função dessas condições climáticas. O surgimento de novas técnica e tecnologias construtivas foram empregadas nesse contexto a fim de comportar esses grandes espaços, com o advento do aço na composição estrutural, fora possível vencer grandes vãos em conseqüências dessas necessidades tipológicas. As treliças metálicas compõem o esqueleto enquanto as chapas metálicas são usadas como fechamentos de cobertas devido a característica flexível do material, como também é empregado nos fechamentos laterais desses espaços polivalentes.

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Vemos o emprego dessa tipologia no exemplo abaixo, o emprego do perfil metálico é evidente na composição estrutural do centro esportivo. O Centro Esportivo Caio Maritns no Rio de Janeiro, projeto executado em 1941 é usado como Centro de Iniciação Desportiva onde crianças e adolescentes carentes usufruam de aulas de natação, judô, basquete, futebol, vôlei e ginástica. As atividades são gratuitas e de livre acesso por toda a comunidade, essa estrutura tira proveito dessa evolução tipológica, a grande cobertura abriga inúmeras atividades esportivas tais como vôlei, basquete e ginástica em um mesmo espaço.12

EVOLUÇÃO DO TEMA 12

Imagens disponíveis no site: http://www.diariopopular.com.br/site/content/.htm Acesso em: 14 de abril, 2012.

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Essa tipologia adotada no projeto faz com que o usuário seja protegido dessas condições climáticas, permitindo o desenvolver das atividades sem qualquer intervenção severas dessas condições logo a forma é conseqüência das atividades que foram abrigadas nesse espaço. Outra evolução muito bem vista nesse tema é a adição de novas atividades, como se trata de um tema de âmbito comunitário, outras atividades passaram a tomar destaque alem da atividade física e esportiva. Espaços responsáveis pelo bem estar social estão difundidas nesse contexto com o objetivo de evidenciar a importância do aprendizado e da vivencia social. Espaços destinados a realização de eventos sociais e culturais, tais como shows, teatros e etc, realizados pela própria administração do centro ou mesmo pelos seus usuários. No âmbito do cultivo do aprendizado cultural e social, espaços são destinados junto ao mesmo território esportivo, tais como biblioteca, salas multiuso, cinema e anfiteatro dividem a mesma responsabilidade social. A uma evolução alem da formalidade construtiva, e sim uma evolução que social do usuário, que passa a absorver toda a polivalencia desses centros, que vão desde a atividade esportiva, o 22 | P á g i n a


convívio social, a responsabilidade de ensinar e exercitar o desenvolver de aprendizado de seus usuários. Em Campo Bom-RS, projeto de 2008 a educação e esporte recebem um cuidado especial. Nessa área, o Centro de Educação, Esportiva e Cultural Integrada é um espaço único, que conta com um Centro Cultural, com teatro, cinema, biblioteca e espaço para exposições.13

Centro de Educação, Esportiva e Cultural Integrada, Campo Bom-RS

DIFERENÇAS: CENTRO ESPORTIVO PÚBLICO x PRIVADO 13

Imagens disponíveis no site: http://www.campobomfazbem.com.br/cei Acesso em: 13 de abril, 2012.

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A diferença entre essas duas palavras “público e privado” vão alem do acesso limitado entre os usuários, sabemos que o publico carente de uma condição econômica dificilmente poderá tirar proveito da potencialidade desses centros esportivos privados. O fator

privado

em

grande parte

dos

casos

remete

a

exclusividade, no âmbito da de um centro esportivo, subentendesse que o privado fornece uma melhor estrutura aos seus usuários, um leque maior de modalidades esportivas, de serviços, de supervisão dessas atividades por se tratar de uma administração particular e exclusiva para esses espaços. Quanto a isso, o centro esportivo de caráter comunitário, de interesse de uma comunidade, geralmente é administrado por um município ou estado que por sua vez reflete diretamente na estruturação desses centros de caráter publico. Em virtude do descaso, irresponsabilidade e ausência do compromisso social e de má administração das esferas competentes ao publico, fazem com que essas estruturas de interesse da comunidade na grande parte das vezes sejam limitadas, pouco ouvidas e enxergadas, suprindo apenas as atividades esportivas básicas sem que o usuário possa tirar proveito de novas experiências esportivas, de uma

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supervisão adequada para essas atividades e também no aprendizado do próprio usuário. Bem como dito na descrição acima, geralmente há má administração

desses

espaços

repercute

diretamente

do

desenvolvimento estrutural e funcional, porem com tudo isso temos exemplos de centro esportivos que atendem a comunidade publica da mesma forma que o privado, exemplos como o Centro Esportivo da Rocinha no Rio de Janeiro, uma estrutura que atende desde as atividades esportivas básicas e mais rotineiras como também atende modalidades que ate então eram apenas vistas em centros privados, como a natação e ginástica. Também conta com centros de aprendizado e orientação educacional ao usuário, no mesmo espaço se instala equipamentos destinados à saúde da comunidade.

Centro esportivo da Rocinha – Rio de Janeiro 25 | P á g i n a


ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES14

Arquitetos: Canvas Arquitectos Ano : 2010 Área construída: 2500 m² Localização: Linares, Espanha

FORMALIDADE PROJETUAL - O projeto do pavilhão central se relaciona diretamente com o terreno do seu entorno, logo com isso há uma preocuparão em adequar a projeto em sua paisagem.

14

Imagens e texto referencial disponíveis no site: http://www.archdaily.com.br/44700/pavilhaoesportes-de-linares-canvas-arquitectos/arquitecto Acesso em: 03 de maio, 2012.

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- A edificação adapta-se com naturalidade à caída do terreno, e assim o acesso principal é colocado na zona mais alta que corre na fachada.

- A rampa de acesso segue o desnível do terreno e uma preocupação com a topografia do terreno que e acidentado. - O inicio da rampa se dá em um nível mais baixo, conseqüência da paisagem do terreno.

ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES

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- As relações entre as peças que compõem o conjunto conformam uma seqüência compositiva de formas geométricas regulares, o retângulo ganha destaque na composição da edificação que se desenvolve em níveis diferente. - Há deslocamento de um volume, colocado em balanço, quebra a solidez do projeto percorrendo todo o alinhamento de uma das fachadas.

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ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES - Volume em balanço quebra a fachada reta caracterizada por uma geometria regular.

- No projeto de urbanização visa respeitar ao máximo a topografia do terreno e intervir com sutileza, procurando uma manutenção reduzida.

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ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES - Desnível é coberto por vegetação rasteira a fim de evitar a erosão do solo, minimizar custos e embelezar o entorno imediato.

- O pavilhão de bloco único abriga as atividades esportivas cobertas, são elevados comparados aos demais setores esportivos do terreno em virtude do desnível, favorece o seu compromisso com a topografia da paisagem. 30 | P á g i n a


ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES

- Estacionamento junto nível mais baixo, a rampa vence toda a extensão do desnível do terreno ate chegar ao bloco único, - Espaços destinados a atividades ao ar livre em um nível mais baixo, pista de atletismo, quadras de esportes e arquibancada de apoio. 31 | P á g i n a


ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES TECNICA CONSTRUTIVA - Estruturalmente o edifício é composto por paredes de concreto armado, grandes vigas metálicas na borda da cobertura da pista, vigas treliçadas no volume do ginásio e chapas de aço.

-Detalhe estrutural do ginásio coberto, vigas de perfil metálico e paredes de concreto. 32 | P á g i n a


- Iluminação e ventilação lateral possibilitada pelo painies de policarbonato e grelhas de aço. - O revestimento do interior do pavilhão é realizado com uma base sintética com acabamento em poliuretano e painéis de fibra de madeira nos paramentos verticais.

- Painéis laterais em poliuretana permitem uma iluminação translúcida para o interior do ginásio, painéis de madeira laterais tomam conta do compromisso acústico. 33 | P á g i n a


ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO LINARES

- Matérias leves e flexíveis dispostos na vertical compõem as fachadas do bloco único. - Disposições verticais dos perfis inibe parcialmente a incidência direta do sol. 34 | P á g i n a


NÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO MUNICIPAL ARTEIXO15

Arquitetos: José Ramón Garitaonaindía de Vera Ano Projeto: 2011 Área construída: 1527 m² Área do terreno: 3150 m² Localização: La Coruña, Espanha

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Imagens e texto referencial disponíveis no site http://www.archdaily.com.br/41457/centroesportivo-arteixo-jose-ramon-garitaonaindia-de-vera/1332214322-g-pa-42-21581/ Acesso em: 14 de abril, 2012.

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ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO MUNICIPAL ARTEIXO FORMALIDADE PROJETUAL - O Centro Esportivo Municipal Arteixo se desenvolve a partir da sobreposição de formas geométricas regulares, o retângulo ganha destaque na composição da edificação que se desenvolve em níveis distintos, cada qual desses é destinada a uma atividade esportiva. - Contraste entre materiais, predomina o concreto no pavimento junto ao terreno, enquanto acima o policarbonato estruturado destaca a leveza.

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ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO MUNICIPAL ARTEIXO - Há um cuidado especial a fim de evitar o desenvolvimento das atividades esportivas em lugares escuros, logo fora empregado uma estrutura de caixa de vigas no sentido longitudinal da pista, de modo que o lado norte recebe luz do norte, ideal para prática esportiva, a luz penetra policarbonato translúcido nas caixas de vigas.

- Cuidado com a intensidade luminosa intensifica a experiência esportiva a partir da luz que colora o ambiente e se estender a partir do exterior. 37 | P á g i n a


ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO MUNICIPAL ARTEIXO - A iluminação pelos painéis laterais faz com que a intensidade chegue ate o interior do pavilhão, essa preocupação é tomada como umas das prioridades, pois há um desnível considerável em virtude das arquibancadas internas.

- A iluminação pelos painéis laterais faz com que a intensidade chegue ate o interior do pavilhão, essa preocupação é tomada como umas das prioridades, pois há um desnível considerável em virtude das arquibancadas internas. 38 | P á g i n a


ANÁLISE DE PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO MUNICIPAL ARTEIXO TECNICA CONSTRUTIVA - A estrutura dos planos laterais é de concreto, o piso é de lajes pré-fabricadas e os fechamentos, também são de paredes de concreto com gesso acartonado e isolamento. A estrutura foi resolvida por treliças paralelas sobre colunas de aço. A estrutura de metal revela ainda mais um universo onde a cor preencheu todo o espaço.

- Concretos aparentes compõem os planos laterais das fachadas,

trazem consigo o aspecto de pesado que logo e aliviado pela a

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estrutura metálica com o fechamento de policarbonato. ANÁLISE DE

PRECEDENTES – CENTRO ESPORTIVO MUNICIPAL ARTEIXO - Quanto os planos de coberturas, são painéis de concreto préfabricado terminados em folha dupla de aço inoxidável protegido impermeável. Para os pisos, incluindo arquibancadas, parquet de carvalho reciclado. - Esta escolha do revestimento da pista e da arquibancada proporciona uma continuidade não somente de material, mas também de visual para o observador, estabelecendo uma relação mais próxima com o jogo.

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CONCLUSÃO DAS ANÁLISES DE PRECEDENTES O tema proposta abrange atividades esportivas de diferentes modalidades, espaços abertos, essas por sua vez não necessitam de grande comprometimento estrutural visto que a há ausência de uma cobertura a fim de abrigar essas atividades. Possuem um compromisso maior com entorno, com os caminhos e acessos a fim de minimizar os percursos entre os espaços destinados a diferentes modalidades e serviços, a orientação solar. Outro condicionante que merece cuidado, visto que o sol poderá prejudicar principalmente a visual dos usuários que desenvolvem as atividades esportivas. Já em espaços cobertos, destinados a pratica esportiva como em ginásios ou pavilhões existe uma preocupação estrutural, visto que os grandes vão são oriundos dessas atividades, as técnicas construtivas amparam soluções para esses espaços, o emprego do perfil metálico é rotineiro em essas estruturas em virtude de suas características. As chapas metálicas realizam os fechamentos verticais e horizontais, muitas das vezes trabalhadas em curvas e possibilitadas em virtude da propriedade do aço.

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Materiais como madeiras são empregadas nos pisos e planos laterais em virtude de sua propriedade de absorção de ruídos e impactos. Quanto a forma o tema proposto abrange distintas soluções para o tema, que vão desde ao bloco único onde se concentra todas as atividades esportivas em único espaço, muito comum em grandes ginásios e pavilhões onde o desenvolver do esporte se dá em um espaço poliesportivo. Por outro lado, outra solução formal utilizada são os blocos diferenciados, esses por sua vez abrigam disitintas modalidades esportivas, são desconectados um dos outros sem qualquer compromisso estrutural e funcional. Por fim, outra solução adotada nesse âmbito de centro esportiva são os blocos conectados, os espaços destinados as diferentes modalidades.

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Exemplo Bloco único - Centro Esportivo Miécimo da Silva – RJ 16

Exemplos blocos diferenciados - Centro Esportivo da Rocinha – RJ 17 16

Imagem disponível no site: http://www.guiadasemana.com.br/rio-dejaneiro/turismo/clubes/centro-esportivo-miecimo-da-silva. Acesso em: 12 de maio, 2012. 17 Imagem disponíveis no site: http://www.rocinha.org/noticias/rocinha/view.asp?id=1063 Acesso em: 01 de maio, 2012.

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Exemplo Blocos conectados - Centro Esportivo Zona Norte - SP 18

PREMISSAS PARA A ESCOLHA DO LOCAL 1718

Imagem disponível no site: http://www.santos.sp.gov.br/nsantos/index.php/noticias/centroesportivo-da-zona-noroeste-recebe-15-mil-pessoas-mes.html Acesso em: 01 de maio, 2012. 18

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- Onde haja carência desse tipo de proposta. - Que seja acessível pelo publico em geral. - Que tenha potencialidade de uso. - Que tenha equipamentos públicos para suprir o abastecimento tais abastecimento de água, coleta de esgotos, energia elétrica, coletas de águas pluviais e rede telefônica. - Proximidades com as linhas de transporte publicam visando um melhor deslocamento do púbico. - Proximidade entre os bairros e comunidades a fim de evitar grandes deslocamentos dos futuros usuários. - Terreno deve apresentar grande dimensão para abrigar o programa de necessidade exigido pelo projeto.

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SITUAÇÃO – ESTADO E CIDADE19

MAPA DO RS

MAPA DOS MUNICIPIOS PROXIMOS

Pelotas é uma cidade de porte médio, com uma população de aproximadamente 350 mil habitantes, localizada ás margens do Canal São Gonçalo.

Região sudeste do estado do Rio Grande do Sul, no

sul do Brasil, situado a 31º 45’ 43” de latitude sul e 52º 21’ 00” de longitude oeste e tem uma altitude média de 7 metros acima do nível do mar.

19

Fonte dos mapas: arquivo pessoal do autor

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O município possui uma flora diversificada, que abrange desde formações de campos, litorâneas além da vegetação típica dos banhados. O clima é subtropical, com um inverno rogoroso e verão forte, devido á sua proximidade com o Oceano Atlântico e lagoas, há uma elevada umidade atmosférica.

LOCALIZAÇÃO – MAPA DA CIDADE DE PELOTAS20

20

Fonte dos mapas: arquivo pessoal do autor

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LOCALIZAÇÃO – MAPA DA GLEBA21

LOCALIZAÇAO DA GLEBA NA CIDADE DE PELOTAS – BAIRRO AREAL

21

Fonte dos mapas: arquivo pessoal do autor

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LOCALIZAÇÃO – MAPA DA LOCALIZAÇÃO DO TERRENO22

LIMITE DO TERRENO

SITIO Av. São Francisco de Paula esquina Rua Padre Anchieta Bairro: Areal – Pelotas – RS

ANÁLISE DO TERRENO E SUAS CARACTERISTICAS 22

Foto área do local. Fonte: arquivo pessoal do autor

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- Terreno encontra-se potencializado por sua localização entre duas grandes avenidas, a São Francisco de Paula e a Juscelino K. de Oliveira. -

Seu

entorno

possui

prédios

multifamiliares,

residências

unifamiliares de diferentes classes sociais, de serviços, comércios e grandes terrenos sem ocupação causando vazios no urbano. - Terreno de esquina, possibilita o acesso por ambos o lado, viabilizado a acessibilidade e permeabilidade. -

Ausência

de

vegetação

de

médio

e

grande

porte,

predominância de vegetação rasteira. - Terreno praticamente plano, poucos desníveis e acidentes topográficos.

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DIMENSÕES DO TERRENO23 - terreno tem 192 m linear (Av. São Francisco de Paula) por 275 m linear, ( Rua Padre Anchieta ) com uma área total de 51,840 m².

23

Imagem da localização do terreno Fonte: arquivo pessoal do autor

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TOPOGRAFIA DO TERRENO24 - Terreno predominantemente plano, sem grandes desníveis e caracterizado por vegetação rasteira.

24

Imagem da topografia do terreno Fonte: arquivo pessoal do autor

52 | P á g i n a


CLIMA / ORIENTAÇÃO SOLAT / VENTOS25 - Clima é subtropical, com um inverno frio e verão suave. - O terreno tem frente Nordeste (pela Avenida São Francisco de Paula) e Sudeste (pela Rua Padre Anchieta). - Ventos predominantes no inverno vêm do Sudeste, e no restante do ano vem do Nordeste.

VENTOS Nordeste Máx. do Verão (Janeiro) Sudeste Máx. Do Inverno (Junho)

25

Imagem Fonte: arquivo pessoal do autor

53 | P á g i n a


INFRA-ESTRUTURA: ÁGUA E ESGOTO26 Rede de abastecimento de água / Rede de esgotos: - É feito nas ruas Padre Anchieta, e Avenida São Francisco de Paula. - Existente nas duas vias, composta por fossas de captação que são vedadas por tampas de concreto.

26

Imagem Fonte: Prefeitura Municipal de pelotas / Rede de esgoto, pluvial e abastecimento.

54 | P á g i n a


INFRA-ESTRUTURA: ELETRECIDADE E TELEFONIA27 Rede de abastecimento elétrica / telefônica: - Equipada com postes de energia elétrica feitos de concreto, com uma distancia de 35m entre si. - Logística passa junto aos postes de distribuição de energia elétrica.

TERRENO

T 27

POSTES

Imagem Fonte: arquivo pessoal do autor

55 | P á g i n a


ANALISE DO ENTORNO: PLANTA DE USOS28

USO RESIDÊNCIAL

TERRENO

USO COMERCIAL

- Misto de uso comercial e residencial na Rua São Francisco de Paula, enquanto há predominância de uso residência na Rua Padre Anchieta.

28

Imagem Fonte: arquivo pessoal do autor

56 | P á g i n a


ANALISE DO ENTORNO: PLANTA DE ALTURAS29

Edificações com apenas um pavimento (residências). Edificações com dois pavimentos (sobrados residenciais e comerciais) Edificações com três pavimentos (sobrados residenciais e comerciais). Edificações com quatro pavimentos (condomínio residencial). Terreno em que será trabalhado

29

Imagem Fonte: arquivo pessoal do autor

57 | P á g i n a


ANALISE DO ENTORNO: CHEIOS E VAZIOS30

RECÚOS

TERRENO

ACESSOS

- Há predominância tanto quanto na Rua São Francisco de Paula com na Rua Padre Anchieta de recuo frontal e lateral nos terrenos observados. - Os acessos, calçadas ,apresentam gabarito distinto em ambas as ruas. Na Rua São Francisco de Paula seu gabarito e 5m, enquanto na Rua Padre Anchieta varia entre 2 a 4m.

30

Imagem Fonte: arquivo pessoal do autor

58 | P á g i n a


ANALISE DO ENTORNO: VIAS E PASSEIO31

Caixa de rolamento, fluxo intenso ( Av. São Francisco ) via arterial Caixa de rolamento, fluxo médio ( Rua Padre Anchieta ) Via coletora Passeio de maior fluxo ( Av. São Francisco ) Passeio de 5 metros Passeio de menor fluxo ( Rua Padre Anchieta ) Passeio de 3 metros T

31

Terreno

Imagem Fonte: arquivo pessoal do autor

59 | P á g i n a


MAPA DO TRASNPORTE URBANO32

Empresa Conquistadora Empresa São Jorge Empresa Santa Maria Localização do Terreno

CONCLUSÃO GERAL DA ANÁLISE 32

Imagem Fonte: arquivo pessoal do autor

60 | P á g i n a


- Foi observado que o maior fluxo de pedestres e veículos da-se na Rua São Francisco de Paula, rua de bastante fluxo nos horários comerciais. - Devido a este fator de uso freqüente a caixa de rolamento e composta por blocos de concreto, a fim de coibir o gasto excessivo dessa circulação. Cabe-se a essa via nomeá-la como via arterial devido a esse intenso movimento. (Gabarito aproximado 18m) - A Rua Padre Anchieta e contestada como uma via de uso intermediário, visto que há fluxo de veículos no qual destacamos em especial o trafico de ônibus, apesar de que a caixa de rolamento seja composta de saibro, nada a impede de ser destacada como uma via coletora. (Gabarito aproximado 12m) - Os postes de rede elétrica e telefônica encontram-se nas duas vias, na rua Padre Anchieta encontramos passeio somente em um lado da rua no qual ocupa um gabarito de 3 a 4 metros aproximadamente. - Na Avenida São Francisco de Paula encontramos passeio dos dois lados da via com um gabarito de 5 metros aproximadamente 61 | P á g i n a


MAGENS DO TERRENO

62 | P รก g i n a


Alinhamento: Av. São Francisco de Paula

Alinhamento: Rua Padre Anchieta

EGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANISTICOS / MODELO DE USO 63 | P á g i n a


64 | P รก g i n a


LIMITE DO TERRENO - Avenida São Francisco de Paula – Bairro Areal representa o grupo 2 segundo o mapa de uso e atividade do III Plano Diretor. 33

LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANISTICOS / MODELO URBANO

GRUPO 2: - Vias principais com característica de uso misto, residencial e atividade de todos os portes, no grau de impacto baixo e médio.

34

33

Imagem retirada do mapa U01_MODELO_URBANO_HIERARQUIA III PLANO DIRETOR DE PELOTAS

34

Tabela retirada do mapa U01_MODELO_URBANO_HIERARQUIA III PLANO DIRETOR DE PELOTAS

65 | P á g i n a


Zona de baixo e médio impacto

LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANISTICOS / SISTEMA DE TERRITORIO35

35

Imagem retirada do mapa U02_SISTEMA_DE_TERRITORIOS III PLANO DIRETOR DE PELOTAS

66 | P á g i n a


MICRO REGIÃO CÓDIGO: AR 4.1 NOME DE REFERÊNCIA: VILA CARPENA A = 1.194.327,51 m²

LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANISTICOS / III PLANO DIRETOR III PLANO DIRETOR DE PELOTAS CAPÍTULO I – REGRAS GERAIS 67 | P á g i n a


Art. 123 - Em todo o per metro urbano será permitida a edificação de até 10,00m (dez metros) de altura, observadas as seguintes disposições, conforme mapa U-14 em anexo à presente lei: I - Recuo de ajardinamento de 4,00m (quatro metros), o qual poderá ser dispensado através de estudo prévio do entorno imediato no caso de evidenciar-se, no raio de 100,00m (cem metros), a partir do centro da testada do lote, a existência de mais de 60% (sessenta por cento) das edificações no alinhamento predial; II - Recuo de ajardinamento secundário, nos terrenos de esquina, nas condições estabelecidas no inciso anterior, o qual se fará na testada do lote em que não se faça o recuo de ajardinamento principal com, no m nimo, de 2,50m .

V - Recuo de fundos mínimo de 3,00m (três metros). Art. 124 - Em logradouros com gabarito igual ou superior a 16,00m (dezesseis metros) será permitida edificação de até 13,00m (treze 68 | P á g i n a


metros) de altura, desde que o terreno possua testada igual ou superior a 12,00m (doze metros). § 16º.

Nos terrenos de esquina, o recuo lateral incidirá no lado oposto

ao alinhamento predial em que se fizer o recuo de ajardinamento secundário, sendo deduzida a medida correspondente, do recuo calculado pela fórmula prevista no parágrafo primeiro. Art. 126 - Será permitida a edificação de até 25,00m (vinte e cinco metros), em imóveis que possuam testada igual ou superior a 18,00m(dezoito metros), nos lotes voltados para os logradouros ou trechos a seguir relacionados: CLII - Avenida São Francisco de Paula; 36

LEGISLAÇÃO / ÍNDICE URBANISTICOS Destinados a esporte, lazer e recreação: UE3 - Clubes, ginásios, estádios, autódromo, kartódromo, pista de motocross, campo de

golf, hipódromo, parque

náutico, parques

36

Dados retirados do Plano Diretor Municipal de Pelotas LEI Nº 5.502, DE 11 DE SETEMBRO DE 2008. ANEXO 05 – CLASSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES - TABELA 38. ESTABELECIMENTOS DE ENSINO, pág. 186.

69 | P á g i n a


de diversão, camping, academias de ginástica, complexos turísticos de lazer,parques temáticos, casas noturnas e similares, canchas abertas. 37

ÓDIGO DE OBRAS DE PELOTAS SEÇÃO II - DA PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS Art.

12

-

Todos

os

prédios

que

comerciais,industriais, de diversões públicas, residenciais

com

mais de

uma

abriguem bem

economia

instalações

como e

mais

edifícios de

um

37

Dados retirados do Plano Diretor Municipal de Pelotas LEI Nº 5.502, DE 11 DE SETEMBRO DE 2008. ANEXO 05 – CLASSIFICAÇÃO DAS ATIVIDADES - TABELA 38. ESTABELECIMENTOS DE ENSINO, pág. 186.

70 | P á g i n a


pavimento, excetuando-se as isenções previstas na legislação e nas

Normas

Técnicas, deverão

possuir

plano

de

prevenção

e

proteção contra incêndio, aprovado pelo órgão competente. 38 SEÇÃO III - DA ACESSIBILIDADE UNIVERSAL Art. 13 - A concepção e a implantação dos projetos arquitetônicos e urbanísticos, privados e públicos, bem como reformas, ampliações e adaptações de edificações, devem atender aos princípios do desenho universal, tendo como referências principais as normas técnicas da ABNT e demais legislações pertinentes, bem como as disposições da presente lei, no que couber.39 SEÇÃO V – DO COEFICIENTE DE PERMEABILIDADE Art. 21 - O Coeficiente de Permeabilidade do Solo (CP) constitui-se em uma porcentagem da área do terreno sem pavimentação, que deverá ser dotada de vegetação e arborização, facilitando a absorção das águas pluviais e aliviando a contribuição sobre o sistema de esgotamento pluvial público.40 38

Dados retirados do CODIGO DE OBRAS DE PELOTAS, pág. 03.

39

Dados retirados do CODIGO DE OBRAS DE PELOTAS, pág. 03.

40

Dados retirados do CODIGO DE OBRAS DE PELOTAS, pág. 04.

71 | P á g i n a


SEÇÃO XIII - DAS EDIFICAÇÕES DESTINADAS A LOCAIS DE REUNIÃO DE PÚBLICO Art. 188 - São considerados locais de reunião: I - Esportivos: os estádios, ginásios, quadram para esportes, salas de jogos, piscinas e congêneres; Art. 189 - Todo local de reunião deverá possibilitar o acesso universal, de acordo com a legislação municipal em vigor e as normas da ABNT. Art. 190 - Todo local de reunião deverá ter número de vagas para guarda de veículos calculado de acordo com o Anexo 2. IV - Os corredores transversais e longitudinais terão larguras não inferiores a 1,20m (um metro e vinte centímetros) e 2,00m (dois metros), respectivamente. Art. 194 - As edificações

previstas nesta seção deverão

ter vãos de

iluminação e ventilação efetiva, cuja superfície não seja inferior a 1/10 (um décimo) da área do piso; 72 | P á g i n a


Art. 195 - As edificações constantes desta seção deverão ter instalações sanitárias para uso do público, para cada sexo, na seguinte proporção. a) Para o sexo masculino, 01 (um) conjunto de vaso sanitário e lavatório para cada 300 (trezentas) pessoas ou fração, e um mictório para cada 150 (cento e cinqüenta) pessoas ou fração, conforme tabela de cálculo de lotação do Anexo 01. b) Para o sexo feminino, 01 (um) conjunto de vaso sanitário e lavatório para cada 200. (duzentas) pessoas ou fração, conforme tabela de cálculo de lotação do Anexo 01. 41

41

Dados retirados do CODIGO DE OBRAS DE PELOTAS, pág. 36

73 | P á g i n a


ANALISE DA LEGISLÇÃO E CODIGO DE OBRAS A partir da pesquisa realizada sobre a legislação tirando como referencia o III PLANO DIRETOR DE PELOTAS, observa-se que o projeto deve tirar partido de algumas leis sugeridas por essa ferramenta. Respeitar o limite de altura é uma dessas sugestões, visto que o projeto poderá entrar em conflito com as demais edificações ali já presentes, causando um impacto negativo ao observador e ao urbano. Como se trata de uma área de pequeno e médio impacto, o terreno voltado para uma avenida de grande fluxo, com uma caixa de rolamento de gabarito considerável, o plano permite que a futura edificação ali locada possa ter ate 25 metros de altura. Outra sugestão da lei consiste na preservação dos recuos laterais e dos fundos a fim de preservar as características da zona. 74 | P á g i n a


Outra ferramenta utilizada como referencia projetual, e o código de obras, evidencia a importância de certos requisitos para que ocorra um melhor desenvolver construtiva da edificação, Cuidados com a permeabilidade do solo, com aberturas, tipos de escadas, com a acessibilidade universal, com rotas de fugas, prevenção de incêndios e dimensionamento dos espaços, são resquisitos

necessários

para

que

esse

projeto

venha

a

ser

aprovadodiante aos órgãos administrativos da cidade de Pelotas.

PROGRAMA DE NECESSIDADES SETOR SOCIAL Hall Principal Arquibancada Wc Público

SETOR DE INFRA-ESTRUTURA

Espaço multiuso Administração SETOR ESPORTIVO

Casa de maquinas Deposito de matérias esportivos

Quadra Poliesportiva coberta

Deposito de matérias de limpeza

Quadra Poliesportiva descoberta

Vestiário para Funcionários

Pista de atlestismo

Estacionamento 75 | P á g i n a


Vestiários Departamento Médico Sala de Musculação Piscina Espaço para ginástica

PRÉ-DIMENSIONAMENTO SETOR SOCIAL

SETOR DE INFRA-ESTRUTURA

76 | P á g i n a


PRE-DIMENSIONAMENTO SETOR ESPORTIVO

77 | P รก g i n a


SETOR SOCIAL Hall Principal Hall Secundário Arquibancada do ginásio e

FUNCIONOGRAMA FLUXOGRAMA

quadra descoberta Wc Público Espaço multiuso 78 | P á g i n a


PROGRAMA DE NECESSIDADES

SETOR DE INFRA-ESTRUTURA

SETOR ESPORTIVO

Administração

Quadra Poliesportiva coberta

Casa de maquinas

Quadra Poliesportiva descoberta

Deposito esportivos Deposito limpeza

de

matérias

Pista de atletismo de

matérias

de

Vestiários Departamento Médico

Vestiário para Funcionários Estacionamento

Sala de Musculação Piscina

FUNCIONOGRAMA E FLUXOGRAMA DOS SETORES :

SOCIAL

ESPORTIVO

INFRA-ESTRUTURA 79 | P á g i n a


LIGAÇÕES E FLUXOS ENTRE OS SETORES

CONCEITO DOMINANTE

O centro esportivo comunitário, tema proposto para trabalho de conclusão de curso, tem como objetivo proporcionar melhores 80 | P á g i n a


instalações para a pratica, esportiva, o lazer e o aprendizado em uma ambiente confortável e adequado a realidade desses usuários. Esse projeto será desenvolvido num terreno localizado na rua Padre Anchieta esquina Avenida São Francisco de Paula, na cidade de Pelotas. A partir da analise histórica dos centros e complexos esportivos tanto no âmbito publico e privado, desde seu inicio ao atual, reforçaram o conceito tomado no projeto que junto à pratica esportiva, tenha como objetivo a responsabilidade com social, já que essas atividades possuem um compromisso na formação e inclusão social dos indivíduos alem de estimular o exercício físico melhorando para melhorar a qualidade de vida . Para que mediante a uma arquitetura adequada ao seu contexto e possa vir a agir positivamente na formação educacional e esportiva de seu usuário.

CONCEITO PARA A CONSTRUÇÃO Para atender as exigências dessa responsabilidade social, o projeto

abrange uma vasta gama de atividades esportivas e 81 | P á g i n a


educacionais, para facilitar o acesso a essas diferentes atividades o programa

será organizado

de forma

mista

(espaços

fluidos e

compartimentado), conforme a necessidade dos usos. Para que isso seja possível o projeto propõe uma leitura rápida desses espaços pelos os usurários mediante a uma programação visual por cores, matérias, texturas e elementos arquitetônicos dispostos verticalmente, horizontalmente, transversalmente ou ritmados para facilitar a acessibilidade e identidade dos ambientes. Quanto à técnica construtiva o projeto propõe como conceito principal

a

contemporaneidade,

materiais

e

técnicas

que

proporcionem uma sensação de esbeltez e leveza diante aos olhos dos usuários como também deve trazer consigo o funcional diante as necessidades impostas pelo projeto. O pré-moldado seria uma opção diante a essas necessidades, por se tratar de uma técnica caracterizada pela a, modulação e agilidade no canteiro de obra. O projeto é conceituado por atender um vasto leque de atividades esportivas, logo necessitando de grandes ambientes para atender tal necessidade, estrutura em aço passa a ser proposto a fim de conseguir vencer grandes vãos como exigências do programa. Quanto ao fechamento dessas coberturas, o projeto adota como alternativa

telha

metálica,

pois

se

trata

de

um

fechamento 82 | P á g i n a


economicamente viável, são leves reduzindo assim o dimensionamento e custos com as estruturas que as sustentarão, logo devido a essa propriedade leviana, são fáceis de transportar e de montar. Duráveis e disponíveis em diversos perfis, tamanhos e cores são uma alternativa para comporto o conceito arquitetônico do projeto. Matérias de revestimento e pavimentação interna e externa, são propostos

visando

o

aspecto

conceitual

que

leva

consigo

a

responsabilidade com a comunidade, logo por isso são propostos matérias duráveis e de fácil manutenção como o basalto. Como o projeto atende o publico a degradação desse revestimento é natural em virtude de seu uso em demasia, lugares sugeridos para esse tipo de pavimento são: hall principal, circulações, deposita de matérias e limpeza, sala de maquinas e musculação. Para as circulações externas e estacionamento, piso de bloquete de concreto é proposto em virtude a sua dureza e resistência a enteperes, agentes externos e esforços mecânicos como os dos veículos, o bloco de concreto é durável e poderá receber tratamento coloristico como partido para o projeto. Já diante ao desenvolvimento da pratica esportiva em espaços cobertos, pisos de madeira ganham destaque por ser tratar de um espaço de tráfego intenso, de fácil manutenção é durável, a madeira pressupõe como propriedade técnica a absorção os impactos e ruídos 83 | P á g i n a


enquanto psicologicamente é um elemento que possibilita aos ambientes e sensações de conforto, aconchego e bem estar. A pratica esportiva em ambientes descobertos, receberiam um tratamento cimenticio visando novamente à durabilidade e também o emprego de gramado com outra alternativa de um solo menos duro para a realização das atividades esportivas em particular.

CONCEITO DO FUNCIONAL, FORMAL, SIMBÓLICO, DA IMPLANTAÇÃO E ENTORNO.

84 | P á g i n a


O conceito funcional parte do pressuposto que a organização interna e acessos do projeto sejam estruturados mediante a uma identidade e legibilidade de cada atividade esportiva, isso se daria pela formalidade adotada por cada atividade ou por um programa visual por cores ou por elementos arquitetônicos. Já quanto a formalidade do projeto, se propõe uma volumetria principal, que comportasse os acessos e hall principal ( espaço fluido ), banheiro publico, setor administrativo, proximidade ao estacionamento e salas de multiuso ( de interesse educativo ) com as volumetrias s seriam agregadas . Em relação ao simbólico o projeto deve despertar a curiosidade, fazendo com que o publico seja chamado para dentro do projeto, isso será reforçado com a formalidade adotada no projeto que deve contrastar com as edificações já presentes em seu entorno. Quanto a implantação do programa arquitetônico é beneficiado devido as características peculiares do terreno, o acesso principal que se dará junto a Av. São Francisco de Paula , onde o fluxo é maior em virtude de sua importância ligação com os demais bairros da cidade, isso é reforçado com a presença das linhas de transporte publico, um dos publico alvo do projeto que e deslocado por esses veículos. O estacionamento se dará junto a esse alinhamento predial em virtude da aproximação e acessibilidade com essa avenida. 85 | P á g i n a


Quanto aos acessos secundário, se dará pela rua periférica ao terreno, apesar de ser desprovida de uma pavimentação adequada, é importante poise nessa também há presença de linha de transporte publico, logo com isso haverá um aumento de movimento do publico em essa via de acesso. A implantação da volumetria principal se desenvolvera no centro do terreno, logo as demais volumetrias serão agregadas junto a essa nuclear. Os demais volumes e necessidades dos programas serão dispostos e conectas atrás dessa volumetria principal. A pratica das atividades esportivas em espaços descobertos, a implantação tomara cuidado entre outros aspectos como a incidência de ventos, intenso fluxo de veículos e orientação solar, evitando que incidência de raios solar possa prejudicar os praticantes dessa atividade esportivas. Com essa preocupação a implantação desses espaços de atividades descobertas ocorrerá atrás das volumetrias que servirão como proteção contra a incidência dos ventos como também será distanciada do fluxo intenso de veículos na Avenida São Francisco de Paula. Já Em relação às tipologias existente no entorno mais imediato são construções caracterizadas por uma volumetria que vão de um a 86 | P á g i n a


quatro pavimentos onde a predominância residencial comercial e mista e terrenos onde construções são ausentes. O projeto do centro esportivo comunitário visa criar uma contraposição com as tipologias arquitetônicas imediatas de seu entorno

ZONEAMENTO

PERMEABILIDADE

87 | P á g i n a


Av. Sรฃo Francisco de Paula

SOCIAL

ESPORTIVO

INFRA-ESTRUTURA

88 | P รก g i n a

Profile for rodrigoolele rodrigo

Centro Esportivo Comunitário  

Universidade Católica de Pelotas / Curso de Arquitetura e Urbanismo / Trabalho de Conclusão de Curso I / Acadêmico : Rodrigo Chagas

Centro Esportivo Comunitário  

Universidade Católica de Pelotas / Curso de Arquitetura e Urbanismo / Trabalho de Conclusão de Curso I / Acadêmico : Rodrigo Chagas

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