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edição 02 | dezembro 2011

Fermento no bolo Pandin amplia instalações e opera com novas máquinas

Sol e Mar

Comece o ano com o pé direito na Bahia

Atitude

Cynthia Benini mostra sua casa ecológica

Unidos, eles venceram Uma história de amizade e sucesso


Índice

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informa 7 Pandin Sipat 2011

36

de sucesso 26 Histórias Dança da perseverança

Ampliação da fábrica

B 12 Lado Tiro esportivo

na estrada 32 Pé Itacaré

16 Capa Entrevista

um planeta melhor 36 Por Atitude ecológica

vento em popa 22 De Como cuidar de suas finanças

Mente sã, corpo são 42 Corrida

Expediente Agenda

Editoria / Diagramação / Arte Rodrigo Hudson - Trailer Propaganda Jornalista Responsável Sabrina Mendonça Contato R. Anisia Rodrigues, 798 - São Francisco São José do Rio Preto/SP CEP 15086-230 Telefone (17) 3304-4404 e-mail contato@trailerpropaganda.com.br site www.trailerpropaganda.com.br Tiragem 3.000 exemplares Impressão Gráfica São José Pandin Móveis de Aço Av. João Batista Vetorasso, 1539 - Distrito Industrial I - São José do Rio Preto/SP CEP 15035-470 site www.pandin.com.br

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Editorial

Dezembrou D

ezembro chegou e, com ele, luzes piscantes, papais noéis aos montes e bolas coloridas em pinheiros majestosos. Só nos damos conta de como o tempo passou rápido quando os enfeites de Natal começam a brilhar na vizinhança. Aos primeiros sinais de renas nos jardins, pensamos “mas já?”. O ano que parecia ter começado outro dia já está terminando! Então tem início a correria para comprar presentes, pensar nas delícias da ceia, marcar a viagem de Ano Novo... E tudo acontece em um ritmo tão acelerado que, às vezes, nos esquecemos de celebrar verdadeiramente o advento do Natal. Assim como não deixamos uma festa sem ter cumprimentado o aniversariante, não deixemos que o Natal se vá sem elevarmos nosso pensamento ao mestre Jesus. Aproveitemos o momento para refletirmos sobre nossas vidas, nossos caminhos e escolhas, e para agradecer toda graça que recebemos diariamente em forma de alegrias e dificuldades que nos ensinam a crescer. A Pandin tem muito o que agradecer – foi um ano de muitas conquistas e, como sempre, trabalho pesado em busca de grandes objetivos. Esta edição da Revista Pandin é sobre UNIÃO, pois sabemos que pouco se faz sozinho. É a união que nos move, que nos engrandece, que nos torna melhores. Esperamos que você que é nosso parceiro saiba de toda gratidão que temos pela sua confiança e companheirismo. Obrigado por estar ao nosso lado nesta empreitada. Que você e sua família tenham um Natal verdadeiramente iluminado, e que no próximo ano possamos seguir juntos, como uma grande família.

Família Pandin

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PANDIN INFORMA

Texto: da Redação | Fotos: Trailer Propaganda

Pandin não desiste da segurança Música do rei vence concurso de paródias promovido durante a 28ª SIPAT

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edição deste ano da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (SIPAT) contou, mais uma vez, com um divertido concurso de paródias. Para envolver ainda mais os funcionários no tema “segurança”, os organizadores propuseram a atividade, que teve participação de seis grupos. O vencedor foi o auxiliar de produção Edson Dario Queiroz de Carvalho, com a música “Eu desisto”, sobre segurança no trânsito. A canção foi escrita com base na famosa “Jesus Cristo”, composta por Roberto Carlos e lançada em 1970. O prêmio para o primeiro lugar foi 500 reais. O segundo e o terceiro colocados receberam, respectivamente, 200 e 100 reais pelas suas performances. O objetivo da SIPAT, segundo José Orlando Cavassani, técnico de segurança da Pandin, é difundir a consciência de segurança e da prevenção de acidentes e de doenças do trabalho. “É muito importante que a pessoa entenda o porquê daquilo, que ela tenha uma boa familiaridade com o tema, e que tenha consciência. O funcionário consciente usa o equipamento de segurança mesmo quando não tem ninguém olhando”, afirma. O resultado da campanha aparece no dia a dia. “Tem vários casos - teve uma vez que a gente falou a respeito de segurança em trânsito e, uma semana depois, um funcionário veio contar que tinha vendido a moto e comprado um carro”, exemplifica José Orlando. Recentemente, uma pessoa procurou Cavassani para mostrar a bota que continha um corte no couro, deixando o bico de aço à mostra. “O funcionário veio me falar que havia caído uma chapa no pé dele e que, se não estivesse usando o calçado adequado (com bico de aço), ele teria perdido o dedo”, diz. Saber que um acidente como esse foi evitado é uma grande alegria para a equipe de segurança da Pandin. A recompensa pelo trabalho de prevenção não poderia ser melhor. A SIPAT 2011 aconteceu entre 13 e 17 de junho.

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O auxiliar de produção Edson Carvalho foi o primeiro colocado

Música: Eu desisto ( Jesus Cristo) Cantor: Edson Carvalho (Roberto Carlos) Tema: Segurança no Trânsito Eu desisto (3X) de ficar aqui Olho pra trás e vejo Um monte de gente me ultrapassando Olho pro lado e vejo Um apressado se acidentando Em alta velocidade Um dia desses um Hunday Capotou em São Paulo Só foi parar lá no Paraguai Eu desisto (3X) de ficar aqui Tem gente que é só farra Só gambiarra quer aprontar Mal sai da auto-escola E nem carriola sabe empurrar

Até em bicicleta já se consegue Acoplar motor De tanto que leva multa Por que não dirigir trator? Eu desisto (3X) de ficar aqui Em cada esquina eu vejo Uma carro batido Uma colisão Se carro tivesse asas Ganhava fácil de um avião É sempre bom lembrar Não misture álcool e direção Se a coisa não melhorar Eu vou me mandar pro Paquistão Eu desisto (3X) de ficar aqui

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PANDIN INFORMA

Fotos: Trailer Propaganda

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1- Fernando Fernandes / 2- Nabuco

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3- Antônio Sérgio da Silva e Valdemir José Curti / 4- Francisco Antonio da Silva, Renato Ap. Alves, Marcos Elias Guimarães, Wagner C. Galhardo e Robson Luiz Severiano / 5- Irmo Ruiz, Flávio Pandin, Magali e Luiz / 6- Adriana Fernandes Perez, Elen C. da Silva Alencar e Rafael Bongiovani / 7- Wagner Carlos Galhardo e José Orlando Cavassani / 8- Márcio Moreno Ferreira e Pedro Henrique / 9- Mônica Moreira de Pádua e Alessandra Cristina da Silva / 10- Claudemir Pedro Ambósio / 11- Victor Pretti da Silva e Fabrício C. Bassi.

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PANDIN INFORMA

Pandin investe em mais equipamentos Novas máquinas vão reduzir o prazo de entrega dos produtos

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quisermos permanecer vivos neste mercado”, afirma Antônio Sérgio da Silva, administrador da Pandin. “Para investir é necessário planejamento e conhecimento em seu segmento, só assim poderemos levar aos nossos revendedores e consumidores produtos que atendam suas necessidades”, conclui.

empre de olho no futuro, a Pandin acaba de adquirir dez novas máquinas que prometem agilizar seu processo produtivo, reduzir custos com a produção e, consequentemente, reduzir o prazo de entrega de seus produtos aos revendedores. Para receber o novo maquinário, a casa teve de crescer. Um terreno de 17000 m² foi comprado ao lado do parque fabril já existente. No local foi construído um barracão de 3900 m² que abrigará a linha de corte de bobinas de aço. O restante do terreno será usado para modificações na área administrativa, refeitório, vestiários, uma nova recepção e estacionamento. O setor de marcenaria também está passando por mudanças – acrescido de uma área de mais de 1800m², ganha novos equipamentos e um local para o armazenamento vertical dos produtos. No total foram investidos R$ 9.500.000,00, entre equipamentos e obras de construção. “O mundo cresce em um ritmo alucinado, precisamos acompanhar este movimento se

Novos equipamentos

- Slitter (corte de bobinas de aço) - Ponte rolante de 15 toneladas - Ponte rolante de 6 toneladas - Perfiladeira Daltec LPD100 - Prensa Jundiaí ELC 160 toneladas - Empilhadeira elétrica Linde RC - Coladeira de bordas DKR370 Homag - Máquina de eletroerosão a frio - Furadeira CNC Biesse - Seladora Modelo SL 430E Projepack

Instalação fabril da Pandin em São José do Rio Preto

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LADO B

Texto: da Redação | Fotos: Trailer Propaganda

No alvo! Nosso engenheiro Carlos Zirwes dá um tiro no estresse

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em todas as provas do último campeonato realizado em Mirassol, e que recebe atiradores de toda a região. Em três das cinco modalidades ele foi classificado em primeiro lugar e, nas outras duas, ficou em segundo. Caso seja um campeonato brasileiro, ele lembra que o treino tem que ser um pouco mais intenso. “Aí você treina à noite, em casa, com o que chamam de munição de manejo, são munições que não têm pólvora. Você treina os conceitos, recarga de munição e manuseio da arma”, explica. Quem gostou da ideia mas acha que não leva jeito, o engenheiro garante que qualquer um pode vir a ser um bom atirador. O que precisa? “Muita prática e dedicação”, conclui.

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oncentração, dedicação e foco. É disso que um bom engenheiro precisa para trabalhar em um projeto. E essas são também as habilidades que um esporte como o tiro ajuda a desenvolver, desde que praticado com comprometimento. Além disso, a modalidade é ótima para combater o estresse, uma verdadeira “válvula de escape”, segundo o engenheiro mecânico de processos da Pandin, Carlos Aurélio Zirwes. Ele não só é praticante de tiro desportivo, e detentor de inúmeros títulos e medalhas, mas também presidente da Associação Desportiva de Tiro de Mirassol (ADTM). O gosto pelas armas é herança de família. Natural de Joinville, em Santa Catarina, Zirwes conta que a cultura da caça e do tiro como esporte é muito forte na região sulista, devido à colonização européia. Tendo os antepassados como exemplo, ele atira desde os 18 anos. Atualmente, Carlos pratica todos os sábados à tarde, o que é suficiente, por exemplo, para garantir sua presença no pódio

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CAPA

Texto: Sabrina Mendonça | Fotos: Trailer Propaganda

A união fez a força Eles vivem um casamento bem sucedido há 47 anos. Perto de fazerem bodas de ouro, os sócios da Pandin contam como estão preparando a empresa para a nova geração

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eunir os senhores José, Benito, João e Antônio para uma conversa não é tarefa fácil. Não que eles não sejam acessíveis - qualquer um sente-se à vontade ao abordá-los nos corredores da Pandin para tratar de assuntos diversos - mas porque eles, de fato, ainda têm muito o que

fazer dentro da indústria que construíram. Por isso, nossa entrevista começou com apenas três deles. Porém, a sintonia entre os quatro é tão grande que o Sr. José logo avisa: “Tudo o que o Antônio diria aqui, eu já estou dizendo”. Todos assinam embaixo. Está eleito nosso porta-voz. 16

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“A fórmula para o sucesso é trabalho e honestidade.”

O início

Na alegria e na tristeza

Tudo começou com o senhor Pedro Pandin, pai de José, Benito e Antônio, e sogro de João Lopes. Em 1958 ele começou seu negócio em São José do Rio Preto, revendendo móveis que eram comprados em Mogi Mirim. Nesta época a empresa era chamada “Móveis de Aço Mogi Mirim” e já contava com a participação dos filhos e genros. Em 1964 a família resolveu apostar em uma mudança radical no rumo dos negócios. De revendedores passaram a ser fabricantes. Nascia, naquele momento, a Pandin como a conhecemos, uma indústria de móveis. Também nesta época, dois sócios saíram do negócio e ficou o grupo que está junto até hoje: três irmãos e um cunhado. Se bem que a união entre eles já se fazia transparecer - como se fossem quatro irmãos. “O meu nome na cidade não era João Lopes. Quem me via na rua me chamava de João Pandin. Pandin eram os quatro”, diverte-se o senhor João. Juntos, eles lembram do trabalho puxado, mas necessário, daquele tempo: “Quando nós iniciamos a indústria, nosso fim de semana era trabalho - era carregar caminhão com tijolo, descarregar caminhão de areia... E a gente fazia isso com o maior prazer, no sábado e no domingo. Depois chegava em casa, tomava um banho, tomava uma cerveja... E segundafeira era trabalho de novo”, lembram.

A parceria já era forte, mas a ousada mudança nos negócios somada ao cenário político da época (golpe militar de 64) gerou certa instabilidade. O período de 1965 a 1968 é lembrado até hoje como a fase mais difícil encarada pelos sócios, em todos os anos da empresa. Mas, segundo eles, em 1970 a Pandin conseguiu se ajustar ao mercado e começou a deslanchar. Perguntados sobre a maior conquista, todos sorriem e concordam: “A maior conquista foi a construção desta indústria aqui”, referindo-se à unidade fabril atual, no Distrito Industrial, que levou cinco anos para ficar pronta (de 1980 a 1985). “De 70 até 80 nós estávamos na outra indústria. Nós começamos com um prédio de 400 m² e chegou a ficar com 1.500 m². Neste período de dez anos nós estávamos sempre construindo, ampliando, modernizando. E a nossa maior conquista foi a construção desta indústria. Pegava o dinheirinho lá e vinha depositar aqui”, recordam. Na época eles não conseguiram um financiamento no banco para custear a obra, por isso todas as economias eram realmente direcionadas para o grandioso empreendimento que, no início, localizava-se em um lote de 8.000 m². “A gente não se preocupava com dinheiro. Nós retirávamos o mínimo, para sobreviver, para fazer com que a empresa crescesse o mais rápido possível.

“O meu nome na cidade não era João Lopes. Quem me via na rua me chamava de João Pandin. Pandin eram os quatro.”

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CAPA

“Nós sempre acreditamos no sucesso, por isso estamos juntos até hoje.”

- Como vocês gostariam de ver a Pandin daqui a dez anos? Gostaríamos que a união entre os sócios permanecesse. Tem que haver ordem, honestidade e progresso para dar continuidade à empresa. Mas já estamos deixando muitas coisas prontas para eles, estamos investindo muito em tecnologia. Nós trouxemos do exterior, por exemplo, uma inovação no sentido de transformar nossos produtos em uma linha montável. Fomos pioneiros em introduzir este conceito no Brasil. Isso revolucionou e facilitou muito a nossa produção e o transporte dos nossos produtos, pois, com a dimensão territorial do Brasil, a logística é um grande desafio para as empresas que atendem todo o território nacional. Também revolucionamos com móveis em várias opções de cores, levando mais alegria e harmonia aos ambientes, isso é um sucesso no Brasil inteiro. Outro fato importante é que possuímos uma equipe especializada em treinamento em campo, com foco em técnicas de vendas, conhecimento de produtos, montagem e armazenamento. Assim, nós vendemos e ajudamos nossos revendedores a vender – este é, sem dúvida, um diferencial perante a concorrência.

Nós nunca tivemos nenhuma discussão sobre esta questão. Se tinha dinheiro no caixa para fazer uma retirada, bem. Se não tinha, tirava menos, tirava metade. Essa foi uma conquista nossa também.”, orgulham-se. Felizmente, as projeções do quarteto estavam certas e, assim que a construção foi concluída, ficou claro que todo o esforço havia valido a pena. “Com a mudança pra cá, já no primeiro mês, o faturamento da empresa mais do que dobrou”, afirmam. Atualmente a Pandin ocupa uma área de 48.000 m². - Como é a convivência dos senhores fora da empresa? Já fomos mais unidos no passado. Antigamente a gente se reunia com maior freqüência, porem com o passar do tempo os filhos foram crescendo, a família foi aumentando e nos tornamos mais caseiros. A nossa convivência maior mesmo é aqui dentro da empresa, e neste quesito sempre nos entendemos muito bem. - Como os senhores estão se preparando para passar o comando da empresa para a nova geração? Isso já está acontecendo. Nossos filhos já estão trabalhando aqui, cada um em uma função, e eles se respeitam muito. A nossa tarefa hoje é mais a presença da gente. Nós damos palpite, mas, praticamente, quem manda mesmo são eles.

- Existe uma fórmula para o sucesso? Nós sempre acreditamos no sucesso, por isso estamos juntos até hoje. Não pode fazer questão de picuinhas. Se amanhã, por exemplo, um de nós apresentar uma proposta para resolver um problema, e todo mundo aprovar, mas o negócio não der certo, ninguém vai culpar ninguém. Os quatro erraram. A fórmula é: trabalho e honestidade.

- A sensação de vocês neste momento de transição é mais de “apego” ou de “dever cumprido”? Eu acho que é mais de apego, sabe? (risos) A gente vem aqui até no sábado!

“A gente não se preocupava com dinheiro. Nós retirávamos o mínimo, para sobreviver, para fazer com que a empresa crescesse o mais rápido possível.”

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DE VENTO EM POPA

Texto: Samuel Marques | Foto Porquinho: Dalibor Ogrizovic

Cinco passos para a saúde financeira Comece agora a organizar suas finanças e viva com tranquilidade Samuel Marques é consultor financeiro do Portal Organize sua vida www.organizesuavida.com.br

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ensando em contribuir com um planejamento financeiro em prol de maior organização, Samuel Marques, do portal Organize sua Vida, especializado em conteúdo sobre organização pessoal, profissional e doméstica, preparou cinco passos para quem deseja se organizar com seus gastos. Eles formam uma sequência lógica e interdependente. É preciso localizar em qual estágio se encontra sua vida financeira atualmente e, a partir daí, empreender um esforço consciente para avançar e mudar de fase.

Passo 2 - Gaste menos do que ganha Passo 1 - Conheça os seus números Este é o primeiro passo. Os ricos têm a companhia constante dos números: renda, dividendos, patrimônio, cotações e grandes negócios são todos expressos em números. Quem deseja a Organização Financeira precisa conhecer os seus próprios números. Se você está nesta fase provavelmente estará vivendo uma ou mais destas situações: A) Incapacidade de fazer anotações financeiras: tenta controlar “de cabeça”; não preenche o canhoto do talão de cheques nem confere extratos bancários; B) Não tem ideia de quanto paga em juros. A dica é: passe meia hora por dia fazendo contas. Saiba tudo sobre os seus números e veja a diferença que isto vai fazer na sua vida.

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O segundo passo é gastar menos do que recebe. Quem tenta manter um estilo de vida acima dos seus ganhos acaba endividado e com sérios problemas. Se você está nesta fase, provavelmente: A) Existe uma planilha de controle, mas o resultado sempre é vermelho; B) Quando termina uma prestação você faz outra; C) Chega um dinheiro extra (13º salário, por exemplo) e desaparece em meio ao pagamento de dívidas. A dica é: faça um orçamento anual. Você vai perceber que a despesa de 1 ano não é o mesmo que multiplicar a despesa de um mês qualquer por 12.

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tá nesta as. Q uem es id ív d as su ente com as mine ar completam ab ac a m dívidas. ar p o Passo 3 - Eli n um pla as continua co ça m fa , Em pouco o, to m en es am m to das atuais. u o orç Elimine ro en ib am il u ag p eq o s, o ar p e seus númer mece a anteci fase já conhec as novas e co id ív d r ze fa e de A dica é: par suas dívidas. ará todas as id u q li cê vo tempo

suas dívidas

eiro.

ir dinh trilhar eiro h fato de possu in o d é a re h b o n muito difícil p Te o rá e se , 4 co ra o ri s ei o s rt e ca Pa tr enta reais na a diferença en

ue e cinqu Lembre-se q r uma nota d ra u g e seus se e u g conse fase já conhec ta es n tá Se você não es em inheiro. ndendo. Q u a riqueza. ue guardar d guardado, re g ro se n ei h co in o caminho d ão D n . mas salário. a ter dinheiro 10% do seu suas dívidas, a u o te in en im al el iv Acostume-se u a, a eq que ganh ar uma rend ta menos do te que vá ger n ta n o números, gas m o r o alvo de te . A dica é: faça egar a 100% tando até ch en m au vá is Depo

Passo 5 - Valorize as pessoas

Lembre-se de que dinheiro cha ma dinheiro, mas não chama par a um cineminha. A regra é amar as pessoas e usar o dinhei ro. O dinheiro não pode ser um fato r de estresse, mas sim um ger ador de estabilidade nos rela cionamentos. Valorizar as pessoas é: A) Passar tempo com as pessoas: tempo é dinheiro; B) Lembrar-se das datas importa ntes ao menos para falar ao telefon e; C) Viajar, dar presentes, investir em relacionamentos. A prática destes cinco passos levará você à organização financeira e é clar o, a um novo patamar de qualidade de vida

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Texto: Sabrina Mendonça

Márcio pede passagem De um projeto para adolescentes de baixa renda, Márcio Greyk foi parar em grandes espetáculos e palcos internacionais

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árcio é cearense, da cidade de Orós. Foi para São Paulo com a família aos dois anos de idade e acabaram por se estabelecer na zona leste da capital, no bairro de Ermelino Matarazzo. A irmã despertou seu interesse para a capoeira e, aos 12 anos, encantado pelos saltos mortais que fazem parte da luta coreografada, ele foi fazer aulas em uma ONG que oferece atividades socio-educativas para jovens. Podia ter sido apenas um passatempo para preencher as tardes ociosas pós-escola, mas não foi. Foram três anos de dedicação intensa aos estudos da capoeira de angola, suas técnicas, instrumentos e toda a cultura que a envolve. Aos 15 anos, o adolescente ampliou seus horizontes incluindo um

novo curso no currículo, a dança de rua. Mesmo sem abandonar a capoeira, ele envolveu-se mais e mais com a nova modalidade e virou professor para compartilhar seus conhecimentos. Enquanto isso, o coreógrafo Ivaldo Bertazzo rodava a cidade em busca de jovens talentos. Ele visitava instituições do tipo da que Márcio frequentava e convidava os alunos para fazerem testes. Foi então

Momento de plantar A oportunidade parecia incrível mas envolvia comprometimento e uma decisão difícil para Greyk. Com o dia tomado por estudos e ensaios, ele teria de abrir mão de uma paixão antiga. “Eu sempre fui apaixonado pela capoeira. Todo este tempo que eu

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que suas vidas se cruzaram. Márcio participou de uma seleção e foi aprovado para integrar um projeto chamado Dança Comunidade. Estava aberta a porta que o levaria, definitivamente, ao universo da dança. Mesmo assim, o rapaz ainda nem sonhava com o que vinha pela frente. Começou a fazer as aulas do grupo, onde aprendia muito mais do que coreografias. Fisioterapeutas, psicóloga, assistente social e, até, artistas estrangeiros, incluindo uma dançarina clássica indiana que se tornou sua amiga, formavam a equipe de profissionais envolvidos com o trabalho.

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Foto: Gal Oppido

HISTÓRIAS DE SUCESSO


estava ensaiando era o tempo que eu ficava na capoeira. Foi uma troca de uma coisa que eu amava por uma coisa que eu estava aprendendo a gostar”, lembra. Mas algo parecia dizer ao moço que aquele negócio ia dar samba e ele optou por continuar na equipe. Escolha feita, restavam algumas pedras no caminho, a começar pelo deslocamento. Márcio levava uma hora e meia para ir de casa até o local dos ensaios. Ou seja, eram três horas, todos os dias, dentro de um ônibus. A ansiedade adolescente tinha de ser controlada em prol da vontade de aprender. Ansiedade controlada, restava um detalhe - encarar suas limitações. O próprio dançarino assume que não era dos melhores e que chegava a ser, até, um pouco descordenado. “Eu tive que me dedicar muito, treinar sozinho mesmo. Teve dias em que eu dormi na escola para ensaiar”, diz.

Momento de colher

mais na equipe de Ivaldo Bertazzo mas segue firme na profissão que escolheu. Três dias depois de se desligar do grupo, ele ingressou em uma companhia de dança contemporânea chamada Omstrab e, depois de um mês, foi contratado para trabalhar em um projeto da Secretaria de Estado, o Fábrica da Cultura. Além disso, é integrante do Batakerê, uma trupe que pesquisa ritmos e danças e leva seu espetáculo a diversos públicos, divulgando os elementos da cultura popular brasileira. Todos os trabalhos são especiais mas o xodó do dançarino é seu grupo de dança de rua, o Zumb. boys, com o qual já ganhou dois prêmios. Seu principal plano para o futuro é proporcionar a outras pessoas as mesmas oportunidades que lhe foram oferecidas, principalmente para os profissionais da dança de rua, modalidade que, segundo ele, ainda precisa de muito incentivo no Brasil. “Quero criar um espaço pras outras pessoas”, garante, “sozinho, ninguém faz”, conclui.

Foto: Gal Oppido

Toda a dedicação valeu a pena. Foram oito meses de ensaios diários, com a reunião de 55 jovens de sete

ONGs paulistanas, que resultaram no espetáculo Samwaad - a Rua do Encontro. Na estreia, Márcio se deu conta da grandiosidade do trabalho. Pela primeira vez o público não era composto apenas por familiares e amigos, mas por pessoas que haviam pago para vê-los e não haviam, de forma nenhuma, se decepcionado com o resultado. A mídia se encantou com a nova safra de bailarinos e o assunto foi tema, até, do programa Globo Repórter, da TV Globo. Diante de tanta repercussão, Márcio passou a acreditar ainda mais no caminho que estava trilhando. “O Ivaldo falava que os jovens do projeto Dança Comunidade seriam os futuros profissionais, e ele não mentiu!”, orgulha-se. Depois de uma temporada de sucesso, outros projetos surgiram e, com eles, um convite irrecusável: apresentar-se, junto com o grupo, no exterior. Desta forma, os garotos encantaram a França e a Holanda com sua dança e também foram tema de uma série de reportagens em um canal de TV francês. Atualmente, Márcio não está

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PÉ NA ESTRADA

Texto: Sabrina Mendonça | Fotos: Anderson Silva e Sabrina Mendonça

Pra brincar de ser baiano Em Itacaré, você vai se sentir em outro planeta. Bem longe das preocupações do dia a dia...

E

ste poder “terapêutico” deve-se, em parte, à população local, que recebe os turistas como se recebesse um parente em casa, e também à natureza exuberante, de tirar o fôlego. Como não se sentir mais feliz estando entre coqueiros, manguezais e praias de águas cristalinas? Uns dias nesta cidade com cara de vila e você já se percebe mais simples, prestando atenção às pequenas coisas, como à brisa que sopra no rosto trazendo frescor no fim da tarde ou às risadas da molecada jogando pelada no campinho. Até o final da década de 90 este paraíso era frequentado apenas por surfistas e pelos turistas mais

aventureiros. Os primeiros iam em busca das boas ondas das praias locais e os outros se embrenhavam na natureza, seguindo trilhas em mata quase fechada e atravessando propriedades particulares, para se deliciar, merecidamente, nas cachoeiras. Em 1998 foi construída a rodovia que liga Ilhéus à Itacaré, são 70 km de estrada - o empreendimento fazia parte da política estadual de desenvolvimento turístico da “Costa do Cacau”. A partir de então, a cidade passou a ser frequentada por um número crescente de visitantes e viu seu potencial turístico desabrochar em inúmeras pousadas, restaurantes, casas noturnas

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e agências turísticas. Das pousadas e pensões simples do início, desenvolveu-se um vasta rede de acomodações de todos os tipos, inclusive resorts de luxo, para servir os turistas. Com diárias que variam entre 60 e 2000 reais, é possível encontrar o cantinho certo para descansar depois de um dia cheio de atividades, mas não sem antes conhecer as atrações noturnas da cidade. Que tal arrastar as chinelas no forró do restaurante Mar e Mel e, depois, experimentar a tradicional tapioca da Tapiocaria Bem Bahia? Toda sua preocupação será escolher o sabor que mais lhe agrada.

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PÉ NA ESTRADA GUIA DAS PRAIAS O que você procura? Sombra e água fresca, altas ondas ou aventura? Listamos aqui as praias mais próximas à cidade. Além dessas há muitas outras, mais afastadas, que escondem paisagens incríveis. Há uma praia para cada momento da sua viagem. Se tiver tempo, conheça todas. Você não vai se arrepender.

Concha É a praia para banho de mais fácil acesso para quem está hospedado próximo ao centro da cidade e, por este motivo, a mais cheia de turistas. Tem águas calmas, com areia grossa e escura, e barraquinhas que servem bebidas e petiscos.

Resende O nome tem referência histórica. Esta era a praia preferida da Condessa do Resende (Dona Maria Athaíde e Castro), donatária da capitania de Ilhéus e responsável pela emancipação de Itacaré à categoria de município, em 1732. Localizada relativamente perto do centro, esta pequena enseada tem ondas boas para o surf, piscinas naturais e um gramado convidativo para uma boa leitura ou um cochilo renovador.

Rio de Contas

Feira de artesanato

Tiririca É considerado o melhor local para surf da Bahia. Com ondas fortes, esta praia é frequentada por surfistas e jovens apreciadores do esporte. Há algumas pousadas no local para quem quer ficar hospedado longe do burburinho do centro ou, mesmo, ver o sol nascer no mar sem sair da cama.

Costa O visual vale a visita, mas a correnteza é muito forte para banho. Por isso, poucas pessoas frequentam esta praia.

Ribeira Belíssima praia cercada pela mata atlântica, a Ribeira possui estacionamento e várias cabanas que servem bebidas e tiragostos. O principal atrativo são as piscinas naturais de água doce e as pequenas quedas d´água formadas pelo riacho do Rio Ribeira. Quer ver tudo de um outro ângulo? Brinque de voar e aventure-se na mega tirolesa que passa por cima da praia.

Prainha A Prainha está entre as dez praias mais lindas do Brasil. Por isso, não dá para ir à Itacaré e não conhecer esta maravilhosa enseada com seu coqueiral paradisíaco. Para chegar, é necessário encarar uma trilha de cerca de 40 minutos a partir da Praia da Ribeira. A caminhada não é difícil e o trajeto inclui cachoeiras e ribeirões encrustados na Mata Atlântica.

Praia da Tiririca

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Como chegar

Praia da Jeribucaçu

O aeroporto de Ilhéus é o mais próximo de Itacaré e é servido por voos diários das empresas GOL, TAM, Azul, Pantanal e Trip. Algumas agências de turismo de Itacaré oferecem serviços de traslado entre as duas cidades. Além disso, é possível pegar um táxi (se estiver viajando sozinho, procure pessoas do mesmo voo para dividir as despesas) ou alugar um carro no próprio aeroporto. A viagem dura cerca de uma hora e é repleta de paisagens deslumbrantes. Uma opção econômica é pegar, em Ilhéus, um ônibus da Companhia Rota para Itacaré. Neste caso, o trecho é feito em 1 hora e 45 minutos e a passagem custa R$ 11,20. O primeiro ônibus sai às 06:20 da manhã e, a partir das 07:00, há saídas de hora em hora até às 11:00. À tarde, as viagens começam às 12:40 e acontecem também de hora em hora até às 20:40 (só não há saída às 19:40). Mais informações sobre acomodação, restaurantes e agências turísticas em Itacaré: www.itacare.com www.itacareguia.com.br www.bahia.com.br/destinos/costa-do-cacau

Roda de Capoeira

DICA DO REPRESENTANTE A Baía de Camamu é a dica de Jutay Moura, representante da Pandin na Bahia e no Sergipe. Situada no sul da Bahia, na Costa do Dendê, é uma região ainda pouco explorada pelo turismo. A recém construção da rodovia BA-001 entre Camamu e Itacaré está agora facilitando a acesso a este paraíso. São inúmeras ilhas, praias, rios, florestas e manguezais a serem descobertos. Praia da Concha

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Mais informações: www.camamu.net

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POR UM PLANETA MELHOR

Texto: Sabrina Mendonça | Fotos: Divulgação e Trailer Propaganda

A casa verde de Cynthia Benini H

á cerca de um ano, a apresentadora do SBT mudouse para a casa dos seus sonhos. Nada de vista para o mar ou jacuzzi no quintal. O sonho, no caso, incluía reaproveitamento de água da chuva, energia solar e reciclagem. Com a filha Valentina e três cachorras brincalhonas, Cynthia Benini mora em um condomínio fechado em Carapicuíba, próximo à cidade de São Paulo. Quando sentiu a necessidade de mudar-se do apartamento para uma casa, e do agito da cidade para a tranquilidade do campo, optou por construir ao invés de comprar um imóvel pronto para morar. Desta forma, poderia

incluir no projeto várias soluções sustentáveis para ficar de bem com o meio ambiente e com a consciência. Além da satisfação de preservar e ensinar a lição à filha, há também a recompensa no bolso. “Gasto R$ 17 reais com a conta de água”, diz. Isso porque instalou um sistema que capta a água da chuva para ser usada no jardim e nas descargas da casa. Ao invés de seguir direto para a rua e ser desperdiçada, a água captada pela calha vai para um filtro que elimina as folhas e os detritos e é armazenada numa cisterna. Ali, fica protegida da luz e do calor para evitar a proliferação de fungos e bactérias e chegar limpinha às plantas do jardim, por exemplo. E é lá 36

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que ficam as árvores frutíferas das quais a jornalista tanto se orgulha - “temos minipitanga, laranja, limão siciliano, romã, cereja brasileira e jabuticaba”, anima-se. E se sobrar alguma fruta no prato, não vai para o cesto de lixo mas para o triturador de alimentos que fica na pia da cozinha - ele deixa os restos orgânicos prontos para passarem pelo processo de compostagem e serem transformados em adubo. Outra solução simples adotada por Cynthia foi construir uma casa com portas-balcão e janelas amplas para receber a luz solar. “Até o sol ir embora, eu não preciso acender as luzes”, explica. A casa, que foi propositalmente pensada para ser www.pandin . c o m . b r


mais aberta, cheia de vidros, também proporciona um contato maior com a natureza - da sala é possível ver e ouvir os pássaros, os patos e, até, os macaquinhos que circulam, vez ou outra, pela área no fim da tarde. Além de iluminar os cômodos, dispensando a luz elétrica durante o dia, o sol também é reponsável por aquecer a água da piscina e dos chuveiros da família. O sistema, que capta os raios solares e transforma em energia, funciona muito bem e, em um ano, deixou a apresentadora na mão apenas uma vez. Após uma ventania, toda a região ficou sem luz e ao chegar do trabalho, de madrugada, não tinha água quente para o banho. Apesar disso, Cynthia encarou o fato com bom-humor e espírito de comprometimento: “A gente vive hoje em um mundo muito imediatista, as pessoas não têm mais paciência pra nada. Mas eu não vejo problema em chegar de madrugada e usar uma água fria. Aconteceu apenas uma vez”. Como nem tudo são flores, a jornalista levanta uma questão que ainda é realidade no Brasil: “O grande problema que as pessoas enfrentam quando decidem ir por este lado (de uma construção sustentável) é a falta de mão-deobra especializada”, diz, “eu vejo muita gente que quer, por exemplo, construir a casa inteira com tijolo ecológico só que não encontra mãode-obra”. Mesmo assim, todo esforço vale a pena, segundo a apresentadora. Cynthia Benini é só alegria em sua casa sustentável. “Eu me sinto bem de estar fazendo a minha parte”, conclui.

O exemplo de Cynthia Benini Reciclagem de orgânicos e não orgânicos • Aquecimento Solar • Reuso da água da chuva • Casa aberta que permite a entrada do sol • Plantio de árvores frutíferas

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MENTE SÃ, CORPO SÃO

Texto: da Redação | Foto: Cheryl Empey

Quem tem pernas vai a Roma E a qualquer lugar! Corra do sedentarismo e viva melhor

C

começar bem leve, com caminhadas intercaladas com corrida e terem uma evolução gradativa”, alerta. Mas, antes de calçar os tênis, que devem ser apropriados para corrida, um médico precisa ser consultado para avaliar as condições físicas do candidato a atleta. “Para que todos os benefícios da corrida sejam alcançados, é também importante o acompanhamento de um educador físico devidamente credenciado que o ajudará a exercer a atividade com segurança”, conclui Lilian.

orrer é um ato natural do ser humano. Corríamos, na era paleolítica, para escapar dos grandes animais que não havíamos conseguido atingir com nossas armas feitas de pedra. Saíamos em disparada, já no período neolítico, quando uma de nossas ovelhas fugia do quintal. Corremos, por instinto de sobrevivência, em muitos campos de batalha na história da nossa civilização. Hoje, corremos menos: para alcançar o ônibus, para nos proteger da chuva, para não perder aquele compromisso importante. A vida moderna nos preserva dos animais selvagens mas nos expõe aos riscos do sedentarismo. Com controle remoto, transporte motorizado e comida pronta nos supermercados, fica fácil e rápido acumular gordura no corpo. A solução para não se tornar obeso é nossa velha conhecida, embora às vezes finjamos não saber de sua existência, por preguiça ou falta de tempo. A prática de exercícios físicos é a garantia para se viver melhor. Se não precisamos mais correr por necessidade de sobrevivência, em busca de alimento ou para vencer distâncias, passamos a correr por opção, por um outro tipo de necessidade, a de ter uma vida mais saudável. Prevenir a obesidade é apenas um dos benefícios desta prática esportiva. Segundo a fisioterapeuta Lilian Bondezan, “correr ajuda a controlar o estresse, diminui a ansiedade, torna o sono mais agradável, fortalece os ossos, prevenindo a osteoporose, torna os batimentos cardíacos mais lentos e mais fortes e estabiliza a pressão arterial”. Além disso, “a corrida de longa distância diminui as taxas sanguíneas de mau colesterol (LDL) e estimula a produção do bom colesterol (HDL)”, garante. Soma-se a isso mais uma vantagem - o fato de ser uma atividade barata e simples uma vez que não requer equipamentos especiais ou um lugar apropriado para a prática. De forma geral, pode-se correr em qualquer lugar, a qualquer hora, desde que alguns cuidados sejam tomados. Para o educador físico Ricardo Hirsch, diretor técnico da academia Personal Life, é importante começar devagar. “Aqueles que estão parados a muito tempo, ou não tiveram contato com esporte no passado, devem

Lilian Bondesan: (11) 3063-2861 www.biovitafisioterapia.com.br Ricardo Hirsch: www.personallife.com.br

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OUTRAS PALAVRAS

Texto: Sibélia Zanon | Ilustrações: Fátima Seehagen

o lado de lá F

az tempo que não me dou conta do canto do primeiro pássaro do dia. O último amanhecer marcante de que me lembro foi no Pantanal, onde o aranquã não dá tréguas para o sono de quem está a trabalho ou de férias. Todos os dias eu acordava feliz e mandava

sequência emergiu mais um filhote com a supervisão atenta dos pais. Pulou para a grama e, com o peito estufado, arriscou saltos mais altos e distâncias maiores. Poderia haver traços de personalidade já nos primeiros passos? O terceiro logo sairia do ninho e os pais se dividiriam, assessorando um e outro, ensinando esconderijos entre as plantas e tentando proteger e controlar os arroubos entusiastas dos três exploradores. Naquela manhã não trabalhei. Fiquei entre a janela do quarto e o jardim, descobrindo o que acontecia pela minha casa enquanto eu costumava enfrentar o trânsito para chegar ao escritório. Às vezes faz bem descobrir o que acontece do lado de lá da rotina e resgatar o que é bom para o lado de cá. A beleza está tão perto que esquecemos de festejá-la.

minha saudação, mesmo que silenciosa, em resposta àquela primeira voz do dia. Lembrei do Pantanal porque hoje fui saudada pelo primeiro sabiá. Eu acordei antes dele e por isso pude ouvir seu canto. Ele convocou sua equipe para despertar e, aos poucos, a melodia solitária foi ganhando ares de orquestra. Esperei os jacus que não se atrasaram, barulhentos como de costume. Mas por que será que o aranquã me acordava no Pantanal e o sabiá não tem feito o mesmo aqui em casa? Será que meu ouvido está anestesiado pela música cotidiana? Enquanto nos ocupamos com muitas tarefas e acostumamos nosso olhar com uma porção de belezas e feiúras diárias, a vida continua acontecendo do lado de fora da janela. Descobri isso quando passei a trabalhar no escritório em casa. Numa certa manhã abri a janela do meu quarto e fui surpreendida por uma cena: o ninho de tico-tico estava acordando para o mundão justamente naquele momento. Vi o salto. Com cuidado o filhote arriscou pequenos pulos e sentiu a grama macia pela primeira vez. Um pequeno tropeço fez o corpo redondo cambalear. Na w w w. p a n d i n . c o m . b r

Sibélia Zanon é jornalista e escritora, autora do livro “Espiando pela Fresta” (Ed. Ordem do Graal na Terra - www.graal.org.br) 43 revista pandin | dezembro 2011



Revista Pandin 2ª Edição