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DEZEMBRO

2010

PRE TEX TO

Redes sociais FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA LAURO DE FREITAS (BA) • DEZEMBRO DE 2010

PRÉTEXTO 1

e sua utilização entre estudantes Página 4

REVISTA ONLINE DOS ALUNOS DE JORNALISMO DAS FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA

O conhecimento é o sucesso Página 3

Como entrar no mercado do século 21? Página 10

UNIBAHIA FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA


2 PRÉTEXTO

FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA LAURO DE FREITAS (BA) • DEZEMBRO DE 2010

NESTA EDIÇÃO

SUMÁRIO

03 04 06 07

CARREIRA

Conhecimento é o sucesso

[ GEÓRGEA ALVES ]

CAPA

Estudantes e redes sociais

ECONOMIA

Como entrar no mercado do século XXI?

COMPETITIVIDADE

Carreira x desempenho

EXPEDIENTE DEZEMBRO

2010

PRE TEX TO

A importância do estágio na hora da contratação

REVISTA ONLINE DOS ALUNOS DE JORNALISMO DAS FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA

UNIBAHIA FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA

O Prétexto é uma revista-laboratório do curso de Jornalismo das Faculdades Integradas Ipitanga, dos alunos da disciplina de Jornalismo Digital I. PROFESSOR ORIENTADOR: Alberto Marques – DRT/SE 1045 ALUNOS: Geórgea Alves, Pedro Mascarenhas e Paloma Jacobina EDIÇÃO: Paloma Jacobina PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO: Rodrigo Cunha FACULDADES INTEGRADAS IPITANGA – UNIBAHIA Av. Luís Tarquínio, 4/7 - Pitangueiras CEP 42.700-000 - Lauro de Freitas (BA) Tel.: (71) 2202.3687 - www.unibahia.br DIRETORA PRESIDENTE E GERAL: Profa. Ana Maria de Barros Santos Soares DIRETORA ACADÊMICA: Profa. Candida Maiffre Ribeiro Costa COORDENADORA DE PÓS-GRADUAÇÃO, PESQUISA E EXTENSÃO: Profa. Candida Maiffre Ribeiro Costa DIRETOR DA COMISSÃO PERMANENTE DE AVALIAÇÃO: Prof. José Carlos Chagas Sampaio COORDENADORA CURSOS COMUNICAÇÃO SOCIAL: Profª Cristiane Paula Tavares Costa

Atribuição-Uso não-comercial-Compartilhamento pela mesma licença 2.5 Brasil / Você tem a liberdade de compartilhar (copiar, distribuir e transmitir a obra) e de remixar (criar obras derivadas).

I

ndispensável para um profissional que precisa enfrentar os desafios de uma carreira, o estágio é um procedimento de aprendizagem que prepara o acadêmico e lhe dá a oportunidade de assimilar as teorias e práticas aprendidas na faculdade. É o elemento principal na formação do aluno. Estagiar é importante porque coloca o estudante na frente de qualquer um que não tenha estagiado por causa dos aprimoramentos que pode desfrutar vivenciando a realidade da profissão que escolheu exercer. As empresas exigem um mínimo de experiência com a área que vai atuar.

A rotina entre o estágio e a faculdade é árdua, mas, é preciso comprometimento e muito interesse em aprender. O estágio funciona como um diferencial na hora de contratar. No estágio, a cada dia é sempre um aprendizado, e colocar em prática o que aprendeu, além de aumentar as chances da contratação do graduando. Desempenhar um bom papel no período do estágio fortalece as expectativas da contratação efetiva dentro da própria empresa onde está estagiando e também uma qualificação mais direta e uma oportunidade para aprender e saber tudo sobre sua área de atuação. Já para as empresas, é importante ter estagiário porque elas diminuem o gasto com funcionários, obtendo o mesmo serviço e ainda podem ensinar e contribuir para a vida profissional de alguém. A rotina entre o estágio e a faculdade é árdua, mas, é preciso comprometimento e muito interesse em aprender. O estágio funciona como um diferencial na hora de contratar. O aluno que se forma sem ter estagiado não fica com uma boa imagem partindo do princípio de um bom profissional. Contratado dentro da própria faculdade Existem Faculdades que contratam estagiários da própria Instituição. E, na maioria dos casos, os alunos são efetivados. A Faculdade Unibahia é um exemplo dessa rotina. Os estudantes têm a oportunidade de estagiar e muitos deles trilham uma carreira dentro da Instituição. Tem professores da Academia que foram alunos, estagiaram e hoje passam a experiência para outros alunos. Isso vale de incentivo aos alunos e mostra a super valorização da Faculdade com relação ao seu trabalho. O fato de estagiar dentro da própria Faculdade favorece mais ainda o acadêmico por está em contato com a teoria e a prática ao mesmo tempo podendo questionar a todo o momento, se houver divergência, os conhecimentos adquiridos em sala de aula.


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PRÉTEXTO 3

Conhecimento é o sucesso [ PEDRO MASCARENHAS ]

A

carreira de qualquer profissional de sucesso, é consensual, começa com o preparo das ferramentas que lhe servirão de alicerce na execução de suas atividades profissionais, seus conhecimentos técnicos e habilidades específicas: este é o momento do acúmulo de saber teórico, o momento em que o profissional se encontra na faculdade ou universidade. Para Habermas, o teórico da ética do discurso e da ação comunicativa, o estágio de acúmulo do conhecimento fornece os recursos de pano de fundo necessários à atuação do indivíduo no espaço comunicativo e dinâmico em que se insere no âmbito do trabalho, sendo, assim, momento indispensável à ação do sujeito atomizado. Hannah Arendt, em “The Human Condition”, percebe que o “homo faber”, o homem que fabrica, que utiliza da “tecnè”, técnica, para formar um mundo de artificialidade, depende, antes de mais nada, da técnica. A metodologia é sua ferramenta, que faz parte de seu próprio corpo, sem a qual o homem fabricante estaria condenado.

A melhor forma de, inicialmente adentrar o mercado de trabalho é demonstrar suas competências por meio de estágios e alianças com profissionais reconhecidos no mercado A psicóloga Taís Oliveira diz que durante o período de que estagiou, pôde colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos na faculdade que serviram e servirão como base na carreira profissional. “Eu uso sempre uma frase de Carl Gustav Jong que diz: “ O principal objetivo da Terapia Psicológica, não é transportar o paciente para um impossível estado de felicidade, mas, sim, ajudá-lo a adquirir firmeza e paciência diante do sofrimento. A vida acontece no equilíbrio entre a alegria e a dor. Quem não se arrisca para além da realidade, jamais encontrará a verdade “. “E é isso que eu, enquanto psicóloga, tento levar para os meus pacientes”, reflete a profissional. Taís fala, ainda, que na prática adquiriu muita experiência e que aprendeu

ARENDT Em Human Condition (1958), a autora afirma que para formar um mundo de articialidade, depende, antes de mais nada da técnica

no dia-a-dia, como lhe dar com situações que nunca antes acreditou que poderia passar como psicóloga. Acrescenta dizendo quanto ao posicionamento ético que assume na sua profissão, requer uma postura ética indiscutível. “Para nos orientar, temos como aliado o nosso código de ética que expressa sempre uma concepção de homem e de sociedade que determina a direção das relações entre os indivíduos. Traduzem-se em princípios e normas que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores universais, tais como os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; sócio-culturais, que refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma profissão, no entanto o código de ética não pode ser visto como um conjunto fixo de normas e imutável no tempo”, conclui. Assim, compreendida a importância do momento de aquisição das competências necessárias ao desempenho de uma atividade, é possível notar que a vida profissional se inicia na jornada acadêmica. De outro lado, a melhor forma de ingresso neste mercado, além de um bom acúmulo de conhecimentos, é a exigência de que o profissional adquira uma forte penetração no mercado. Mas, aqui, a tarefa não se apresenta de forma fácil, haja vista o enorme número de profissionais existentes em cada profissão. Neste sentido, a melhor forma de, inicialmente adentrar o mercado de trabalho é, também inicialmente, demonstrar suas competências por meio de estágios e alianças com profissionais reconhecidos no mercado, a fim de ampliar e facilitar as possibilidades de aquisição de um nome forte no mercado. Assim é que observamos: a vida profissional começa, como uma obra, pelo alicerce. Quem não se faz bom profissional desde sua formação, dificilmente chegará a ser um líder em seu setor de atuação..


4 PRÉTEXTO

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Estudantes e

uma história de amor e ódio que está

Não consigo imaginar nenhum outro mecanismo não-digital com tamanha abrangência e isso não pode ser ignorado

É uma ferramenta com recursos quase infinitos, se pensarmos no número de pessoas atingidas com uma mensagem apenas

Cândida Silva Diretora da Darana Comunicação

Larissa Ramos Professora universitária e mestranda

A

s ferramentas disponibilizadas na internet para facilitar o acesso dos estudantes no mercado de trabalho e a divulgação do seu currículo estão facilitado a comunicação entre as empresas e esses profissionais. É cada vez mais fácil anunciar entre seu grupo social a saída de um emprego no intuito de conseguir indicações ou informações de possíveis novas vagas no mercado, bem como utilizá-lo para captar potenciais candidatos para vagas que você possui na sua empresa. Foi o que fez a diretora da empresa de assessoria Darana Comunicação, Cândida Silva, recentemente. Com uma vaga aberta na empresa para um jornalista bilíngüe, ela não teve dúvidas em anunciá-la nas suas páginas pessoais do Facebook e Twitter. “Foi ótimo, porque recebi um número grande de currículos, até de pessoas que não moram em Salvador, mas que mostraram interesse em fazê-lo, caso consigam o emprego”, lembra. Cândida defende o uso da rede e aponta sua abrangência como maior beneficio. “Não consigo imaginar nenhum outro mecanismo não-digital com tamanha abrangência e isso não pode ser ignorado”, afirmou.

Depois que selecionou os currículos que a interessavam, Candida foi mais uma vez para as redes sociais, só que, desta vez, para avaliar o perfil dos seus candidatos. E aí que ela chama a atenção para uma outra questão. “Nessa segunda triagem, já exclui os currículos daqueles que eu achei que não tinham um comportamento adequado nas redes sociais e por isso, acho que elas precisam também ficar atentas à forma com que se expõem na internet”. A professora universitária e mestranda, Larissa Ramos, também lançou mão das redes sociais para informar aos amigos que estava a procura de uma vaga no mercado de trabalho quando voltou a morar no Brasil, depois de um período morando no exterior. “Foi ótimo, porque obtive muitas indicações para entrevistas. É uma ferramenta com recursos quase que infinitos, se pensarmos no número de pessoas atingidas com uma mensagem apenas. É realmente um avanço para todos nós”, conclui. Com mais de 80 milhões de usuários em 800 países, o LinkedIn é uma ferramenta ainda pouco usada pelos brasileiros, apesar de ter um perfil ideal para quem precisa ampliar sua rede profissional de relacionamentos. A percepção de sub-aproveitamento da ferramenta pelos nossos profissionais não é de apenas um.


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PRÉTEXTO 5

redes sociais

só começando

por Paloma Jacobina

“Eu abri minha página há algum tempo, mas deixei de usar porque acho que ela não tem a mesma dinâmica que o Twiiter e o Facebook têm. Talvez isso mude com os anos, mas aqui no Brasil, ainda é muito discreta a sua chegada”, afirma a professora Renata Matos, que afirma não recomendar o uso da rede entre os seus alunos. “Talvez eu comece a fazê-lo em algum tempo, mas não agora”, conclui. Na outra ponta da corda, o empresário do setor da construção, Julio Sanzana, usa as redes sociais para se comunicar e até investe para que sua empresa esteja representada nela, mas não acha indispensável que seus funcionários estejam conectados. “Ainda não acho que seja indispensável essa relação. Talvez em alguns anos”, disse. Já o estudante David Castor não perdeu tempo e se conectou logo às redes sociais. “Acho que não podemos perder tempo, porque a sociedade do momento está online e todos os profissionais de comunicação que querem fazer parte dela, devem estar conectados também”, explica. Quanto aos cuidados que toma com a super-exposição, Davi afirma que não se preocupa muito com isso. “Não tenho uma página dessa para procurar emprego e sim para estar integrado socialmente e também ser capaz de acompanhar as discussões da sociedade. Acho que ainda não penso muito nisso neste momento, mas, caso algo venha a acontecer, passarei a ter mais cuidado”, conclui. A também estudante de comunicação Andréa Carla não é muito adepta às redes sociais e vê sua preferência como um mecanismo de defesa. “Vejo as pessoas tão preocupadas com o que pode vir a acontecer com essa super-exposição, que acho até positivo não ter um perfil nas redes sociais. Pelo menos, não estou me expondo a perigos que ainda desconhecemos”, diz. Segundo pesquisa do IBOPE, o Brasil está entre os dez países com maior número de acessos a redes sociais. O levantamento feito pelo IBOPE Inteligência, publicado em junho de

2010, mostrou que das cerca de 28 mil pessoas ouvidas em 27 países, 87% dos brasileiros possuem perfis em sites de relacionamento. A pesquisa chama atenção ainda para as razões que motivam a interação em ambiente virtual. Enquanto 83% dos entrevistados acessam a Internet por razões pessoais, apenas 33% possuem contas na web com o objetivo de realizar contatos profissionais. Já nos Estados Unidos, onde as redes sociais são utilizadas com maior freqüência e por um conhecido número maior de consumidores, um acompanhamento realizado pela companhia Jobvite comprovou que 95% das empresas do país utilizavam o Linked In- rede social com foco na relação profissional – como ferramenta para recrutamento de candidatos. Em notícia divulgada no site da rede de universidades Universia, a responsável pela área de Recrutamento e Seleção da empresa Talk Interactive, Danielle Alves, garantiu que essa tendência também faz parte da realidade brasileira, não apenas com o Linked In, mas através de outras redes virtuais. Daniela afirma que uma das principais vantagens dos sites é a diminuição da distância entre candidatos e empresas. “As redes sociais facilitam a busca. Encontramos as pessoas com maior rapidez e, principalmente, mais alinhadas com o perfil de profissional que procuramos”, explica a recrutadora. Danielle cita o Linked In e o Twitter como os sites de maior relevância na busca por candidatos. Destaca o primeiro pela qualidade dos usuários cadastrados e o segundo pela rapidez de resposta. Portanto, na hora em que estiver pensando em como se colocar no mercado de trabalho, fique atento a duas coisas: quais ferramentas posso utilizar para facilitar esse processo e, principalmente, que cuidados devo tomar para evitar que uma ferramenta amiga não se torne minha maior inimiga.


6 PRÉTEXTO

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Como entrar no mercado

do século 21? [ PEDRO MASCARENHAS ]

É

indiscutível que os estudantes de hoje em dia se qualificam cada vez mais. Freqüentando cursos, palestras e intercâmbios, eles dispõem de um número de artifícios cada vez maior na busca por destaque na hora da seleção. Foi o que mostrou a experiência da estudante de Turismo de Vitória da Conquista, (http://www.revistaturismo. com.br/artigos/etica.html), Liliane Saturnino. Na busca por uma especialização em cursos de idiomas e intercâmbio, ela investiu pesado. “A área de Turismo assim como qualquer outra área está saturada (http://www.etur.com.br/conteudocompleto. asp?idconteudo=7113). Por isso, cabe a nós, enquanto estudantes, buscar o que houver de melhor para nos destacar no mercado de trabalho. Fiz vários cursos de idiomas e me identifiquei mais com o alemão, conclui o curso e nas férias da faculdade fiz um intercâmbio para Alemanha. Lá conheci a cultura e principalmente exercitei o idioma, fiquei hospedada em uma casa de família que facilitou ainda mais na minha identificação aos hábitos, aspectos culturais e linguísticos. Dediquei-me e hoje falo fluentemente”, revela Liliane. Trabalhando em uma rede de hotelaria na Praia do Forte, a estudante já foi convidada para trabalhar como intérprete em eventos e excursões. “Acredito que o sucesso do meu desempenho está diretamente ligado aos cursos que fiz paralelamente durante esses três anos e meio de faculdade” diz a estudante. O exemplo de Liliane pode ser animador, mas EMPREGO Segundo Sine, as novas ocupações ou emergentes são resultados da adoção de novas tecnologias, criação de regulamentação ou mudanças estruturais no mercado

acaba esbarrando em outra questão: a financeira. É que nem todo mundo tem dinheiro livre para investir na formação extracurricular. E é aí que você tem a chance de mostrar o quão preparado para enfrentar o mercado você estará, buscando absorver, dentro da sala de aula, o máximo de conhecimento possível do seu professor. É o caso da estudante de Publicidade e Propaganda Adryele Souza, que diz que com o orçamento apertado fica difícil investir na sua formação. “Não tenho dinheiro para cobrir as despesas de outros cursos. No entanto, tento aproveitar o máximo o conhecimento passado pelo professor. Quando acaba a aula ou até mesmo antes de começar, passo horas na biblioteca da faculdade lendo, pesquisando e fazendo cursos online oferecidos gratuitamente por sites a exemplo do Ciee (http://www.empresas.ciee.org.br/portal/est/ead/index.asp)”, explica a estudante, que afirma ter confiança e acreditar que os seus esforços serão boas lembranças no futuro, quando já estiver com o diploma nas mãos. “Eu tenho tanta competência e conhecimento, quanto qualquer outra pessoa” afirma a aluna. Profissões emergentes Em 2002, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) promoveu uma pesquisa para reordenar a Classificação Brasileira das Ocupações (CBO). A pesquisa buscou identificar as ocupações emergentes no Brasil e aquelas que poderiam desaparecer. O cenário, desde então, não mudou muito. Profissões como telefonista, engenheiro de vôo e até coveiro, segundo o MTE, estão fadadas ao desaparecimento. Já as biotecnologias, as comunicações e a informática vão permanecer no mercado por muito tempo, apesar de já apresentar saturação. Segundo o relatório do MTE, “as novas ocupações ou emergentes são resultados da adoção de novas tecnologias, criação de regulamentação ou mudanças estruturais no mercado de trabalho”. Essas mudanças também levam em conta profundas transformações econômicas vividas pelo Brasil nos últimos 30 anos. “Também são encontradas ocupações emergentes em setores econômicos recém-criados ou em crescimento”, completa o relatório. Segundo o economista Luiz Eduardo de Vasconcelos Rocha, a safra de profissões em expansão está diretamente ligada à nova formação da economia mundial. “As novas profissões dependem de um amplo conhecimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, deixando em segundo plano as profissões que dependem basicamente de habilidades manuais. Isso se caracteriza pelas revoluções das tecnologias da informação e, também, da biotecnologia”, explica o especialista, que é doutor em Economia Rural pela UFV (Universidade Federal de Viçosa) e desenvolve projetos nas áreas de Economia do Bem-Estar e Economia Internacional. Essas informações você pode encontrar no site (http://www.mte.gov.br/).


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PRÉTEXTO 7

Carreira x desempenho [ GEÓRGEA ALVES ]

O

mercado exige cada vez mais dos graduandos. Portanto, é preciso ter um diferencial investindo em cursos, especializações, participar de congressos, curso via web e algumas qualidades que, para o mercado de trabalho estão sendo indispensáveis, tais como a liderança, iniciativa, participação dentre muitas outras. Isso, porque, o conhecimento não é o homem quem cria. Ele está por toda a parte e é necessário se apropriar dele e desenvolvê-lo a cada dia. Antigamente a empresa consolidava o desenvolvimento profissional do empregado, hoje mudou-se os papéis e a evolução ficou por conta do individuo. É na faculdade que começa a sua carreira, mas, para ela ter o diferencial depende de cada um. E nesse caminho, o anseio pelo sucesso é grande. Fazer ele acontecer vai depender do investimento de cada valor agregado. A concorrência, sugerida pela própria sociedade, baseada no capitalismo, onde as pessoas devem sempre estar na frente das outras é uma verdade de nossas vidas no mundo profissional. É preciso avaliar bem a escolha da profissão e as possibilidades que são oferecidas pelo mercado de trabalho. O estudante precisa saber a sua vocação antes de tomar qualquer decisão. Adote um plano de carreira e tenha sempre uma boa estratégia. Da faculdade direto para o mercado Desde que ingressou no curso de Jornalismo, Henrique Oliveira, se empenhou para não ser apenas mais um no mercado. Enquanto estudante, estagiou na Assessoria da Câmara de Vereadores de Camaçari pôde aprimorar e colocar os conhecimentos aprendidos em sala de aula e ver que um estágio é fundamental para a vida de um estudante que quer ingressar na sua área. “Trabalhar com o que gosta e fazer com amor tudo aprendido em sala de aula”, diz o estudante, revelando uma pequena parte da sua fórmula de sucesso. Um aluno atuante que sempre buscou o conhecimento de todas as formas, Henrique conseguiu trilhar a sua carreira desde o hábito de ler o mural de seu curso na faculdade a

COMPETITIVIDADE O mercado está exigindo cada vez mais o diferencial de quem sai da universidade, como capacitação, congressos e cursos

maiores trabalhos que lhe eram cobrados. Com a certeza e a paixão desde o primeiro dia de aula que o Jornalismo era realmente o que ele queria, enxergou que nasceu para atuar na área e concretizou que teria um diferencial lendo, participando de cursos, de eventos da faculdade, de tudo que ele podia ter acesso. Ingressou numa rede de TV, através do processo seletivo, da maneira que ele mesmo esperava: conseguir com os próprios méritos e esforços através de sua coragem e força de vontade. Henrique sempre buscou o conhecimento e não perdia uma oportunidade que o curso lhe oferecia. E para ele não pára por ai. A especialização já é etapa a ser alcançada. Em paralelo, constantemente, vem fazendo cursos de sua área e aumentando o seu potencial e garantindo uma vaga na concorrência do mercado de trabalho. Para professores de Henrique da época da graduação, isso é muito gratificante, honroso e traz felicidade por saberem que ajudaram que contribuíram na construção do profissional. Os professores sempre sabem, na verdade é perceptível, os alunos que vão deslanchar na carreira profissional.

Algumas dicas de Henrique para você que pensa em cursar ou que está cursando o Jornalismo: 1. Durante a vida na faculdade, se torne amigo do mural do seu curso, ele será seu aliado! 2. Explore, no bom sentido, seus professores; 3. Faça amizades, muitas amizades. Jornalista precisa de amigos, eles serão suas futuras fontes; 4. Monte uma agenda de contatos. Jornalista sem agenda é como jogador sem chuteira; 5. Leia bastante. Estude não apenas o que é sugerido na faculdade, mas leia de tudo; 6. Aprenda de tudo um pouco. Rádio, impresso, web, tevê. Depois, você escolhe o que mais lhe agrada. O mercado procura hoje profissionais completos, seja um você também.


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Pré-Texto 2  

Revista dos alunos de jornalismo da Unibahia

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