Issuu on Google+

Relatos

Análise de cases ajuda a formar profissionais Junho/2008 número 32

RP Rodrigo Cogo Conrerp SP/PR 3674

rodrigo@mundorp.com.br

Café Campinas ABERJE Cada realidade organizacional apresenta diferentes interfaces e processos comunicacionais tidos como preferenciais e exitosos, dentro de perfis diversos de públicos. Todavia, a difusão de cases, ainda mais referendados por premiações nacionais sérias, é relevante para inspirar idéias e gerar resultados. Em um mundo globalizado, as experiências cruzadas entre setores econômicos sempre resulta em profissionais que entendem e exercitam o planejamento e a estratégia como pontos-de-partida para as melhores práticas. Esta é a convicção da platéia presente na quinta edição do Café ABERJE Campinas, realizado no dia 27 de junho de 2008 sob o tema “Gestão da Mídia Impressa”, levando pra debate dois trabalhos vencedores no tema pelo Prêmio ABERJE 2007. A atividade é apoiada pela CPFL Energia. A jornalista Teresa Goulart, assessora editorial da Fundação Dom Cabral/FDC, deu início aos trabalhos mostrando o projeto de estruturação da revista DOM, voltada a altos executivos e alunos da instituição e que recebeu o Prêmio ABERJE Minas Gerais e Espírito Santo pela excelência gráfica e de conteúdo alinhado ao negócio. Já foram cinco edições em dois anos, com circulação quadrimestral na faixa de 10 mil exemplares gratuitos de 100 páginas cada. A venda por assinatura está em implantação. “O desafio é ser um centro gerador de idéias, tendências e conteúdos densos e instigantes, representando a prática do diálogo e de uma escuta comprometida com as organizações, construindo com elas soluções educacionais integradas”, explica. A estratégia da FDC era evoluir de articuladora do conhecimento para forte

Teresa aposta no conteúdo prático geradora de conhecimento de gestão, aproveitando a motivação do aniversário de 30 anos. Mostrar os diferenciais e atributos competitivos da instituição por meio de um veículo de comunicação impresso, com metade do conteúdo gerado internamente e outra metade buscado de públicos externos colaboradores e parceiros, tendo um design e linguagem inovadores, estavam entre os objetivos. O rigor, normalmente situado no instante da remessa de materiais segundo regras exaustivas comuns no gênero, passou para a pauta, produção e revisão dentro de um raciocínio lógico, terminologia acessível e supressão de estrangeirismos, além da pertinência do assunto sem esconder ainda as dificuldades e o relato de erros e superações. “Queríamos fugir do lugar-comum das revistas de escolas de negócio, promovendo a interação teoria e prática”, pontua Teresa. Ela defende os espaços em branco “para o leitor respirar”, e posiciona-se contra a preferência pela saturação de conteúdo sob a desculpa da necessidade de aproveitamento ou otimização de espaço. Este tipo de conceito, assim como a nomenclatura DOM,

01


Análise de cases ajuda a formar profissionais passaram por um processo interno amplo de compartilhamento de impressões entre os núcleos de conhecimento para também perceber se havia massa crítica de produção suficiente para alimentar as páginas. De toda maneira, convênios foram estabelecidos com espaços internacionais de conteúdos, como o portal Insead Knowledge (http://knowledge.insead.edu/home.cfm) e mesmo com os professores visitantes. O maior desafio foi o convencimento dos autores para a reformatação de seus textos originalmente em estilo acadêmico, o que vem sendo realizado por uma equipe de jornalistas em trabalho bastante delicado para atingir um padrão lingüístico e estético aceitáveis dentro do objetivo da revista, numa situação que ainda se acirra quando envolve tradução e conversações com os escritores estrangeiros. “É difícil ser moderna sem deixar de ser séria. Contratamos jovens artistas gráficos mineiros com ilustrações inteligentes. Somos uma publicação contemporânea com uma perspectiva brasileira, gerando conhecimento original”, acrescenta.

atendimento ininterrupto, gerando mais de 7,2 milhões de ligações por mês. Lançado em 2003, o antigo mural era feito de MDF e acrílico, com padrões fixos de 12 cartazes A4 com atualização quinzenal. Como não houve melhorias desde então, o meio acabou perdendo a funcionalidade, sendo incorporado à “paisagem” do escritório sem atrair atenção, também porque sua estrutura fixa o deixava cansativo. A falta de uniformidade do canal nas unidades de São Paulo e Rio de Janeiro foi outra questão apontada na análise, embora seja sempre importante resguardar um espaço para temas localizados. De toda maneira, o espaço tinha o mesmo nome e algumas matérias do jornal interno já recebido periodicamente. Acreditando que um mural deva conter dinamismo, informação eficiente, planejamento editorial, periodicidade de

Revisão de mural garante atratividade

MURAL - Fernanda Giulietto, coordenadora de Comunicação Interna e Incentivo Comercial Canais, e Carla Braga, coordenadora de Comunicação Online, apresentaram o case vencedor do Prêmio ABERJE Sul e São Paulo com a reestruturação do Jornal-Mural do Banco Real na área do callcenter para seus 3081 funcionários. O desafio era grande, sobremaneira pelo alto envolvimento e foco desta equipe no

Carla e Fernanda detalham projeto premiado

atualização, informações e imagens disponibilizadas de forma organizada e atrativa, visando a atender as necessidades do público ao qual se destina, foi dado início à remodelação. “Não queríamos um quadro-deavisos com estruturas fixas, mas um canal que valorizasse os funcionários como pessoas, atingindo-os por onde quer que circulassem num cruzamento com outros meios de incentivo à leitura”, completa Carla referindose, por exemplo, a um cartazete fixado iniciando um tema que era finalizado no portal ou um quis lançado no monitor de cada atendente cuja resposta da charada estava no mural. A proposta de ser inovador, moderno, flexível na disposição dos cartazes e encantador começou a ser obtida a partir de alguns artifícios, como disposição dinâmica dos conteúdos e diferenciada a cada semana, com luzes coloridas na parte superior e inferior acompanhando a cor da editoria em destaque e sinalizadores magnéticos no mural de aço galvanizado com a fixação por ímãs e outros recursos nas adjacências (wobblers, móbiles, bandeiras, tapetes e placas de alerta). O azul representa a editoria Além do Trabalho (Cultura, Esportes, Cursos, Eventos, Feiras, entre outras), o laranja traz os Resultados (Lançamento, Divulgação e Resultados das Campanhas e Metas do Call Center) e o verde a parte de Sustentabilidade (Diversidade, Sustentabilidade, Reciclagem, Ações Sociais e Campanhas de Desenvolvimento Sustentável), ficando a seção Seu Trabalho (Treinamentos, Produtos, Procedimentos, Serviços, Normas, Sistemas) com a cor vermelha e o Institucional (Organização, Matérias publicadas sobre o Banco, Informações publicadas na nossa

02


Análise de cases ajuda a formar profissionais Intranet, ou sobre o Mercado) com o amarelo. Estiveram presentes profissionais de empresas como TetraPak, Caterpillar, International Paper, Galvani, Bandag do Brasil, Bradesco, Unimed e várias agências de comunicação regionais. As apresentações vão estar disponíveis brevemente no site da Associação www.aberje.com.br. Realizado na última sexta-feira de cada mês, em julho o evento não será feito dadas as férias universitárias, o que dificulta o acesso a um dos públicos prioritários da ação. A próxima edição está marcada para dia 29 de agosto de 2008, tendo como tema a comunicação em processos de fusão, com a Superintendente de Sustentabilidade, Comunicação Interna e Institucional do Banco Itaú Sônia Favaretto. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo email emily@aberje.com.br . REPERCUSSÃO - As reuniões entre publicitários, ainda que mais focadas em competição e premiações, e de profissionais de Recursos Humanos são mais comuns em Campinas. Mas uma oportunidade sistemática de encontro entre comunicadores empresariais era uma lacuna. Com esta perspectiva e fazendo sua estréia no Café, a jornalista Mariana de Lima, analista de RH da TRW Automotive, vê uma boa oportunidade para estabelecer networking, trocar idéias e experiências com colegas da região. Como a mídia impressa é o canal mais utilizado em sua fábrica, o tema foi interessante para reciclagem de conceitos. A publicitária Isabela Botaro, analista de RH do setor de Comunicação Corporativa da DHL, também participa pela primeira vez do evento. Ela chegou na empresa para implementar a área de comunicação interna e, na revisão dos

instrumentos e diante de 70% do público ser em nível operacional, viu com clareza a importância dos meios impressos. “Trocar idéias sobre as melhores práticas é sempre bom. Acabamos ficando viciados em nosso próprio negócio”, analisa. Um dos públicos-alvo do projeto não decepcionou em presença: os estudantes. As universitárias de Relações Públicas Amanda Gonçalves, Débora Locatelli e Ana Paula Mileo deixaram um pouco a sala-de-aula na PUC Campinas para conhecer o cotidiano das palestrantes. E elas são participantes freqüentes, sobretudo pela motivação de ver a teoria transformada em prática e mesmo para detectar o fortalecimento de sua área de atuação. As três, por estarem no último ano da graduação, estruturam um plano de comunicação para uma usina de reciclagem de pneus e vêem como fundamental coletar idéias para adequar a sua realidade.

Grande público prestigia intercâmbio

03


Projeto Relatos Mundo-RP: Café ABERJE Campinas "Gestão da Mídia Impressa"