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Heróis da Grécia Antiga

Índice Índice....................................................................................................................2


Introdução.............................................................................................................3 Heróis da Grécia Antiga........................................................................................4 Principais heróis da mitologia grega e seus feitos Herácles (Hércules) Aquiles Teseu Perseu Édipo Ulisses Jasão e os Argonautas Conclusão Bibliografia Sítiografia

Introdução 2


No âmbito da tarefa solicitada pelo professor Fernando Gameiro da disciplina de História da Cultura e das Artes, vou realizar um trabalho sobre o tema: “Heróis da mitologia grega”. Neste, pretendo referir quem são estes heróis, qual a sua origem e os seus feitos, assim como, adquirir um maior conhecimento sobre estes, pois em termos históricos sou fascinado por esta época da antiguidade.

Heróis da Grécia Antiga 3


Herói - Conceito de origem grega que designa os seres cujas qualidades se elevam acima do normal, em especial pela sua sabedoria ou pela bravura e coragem demonstradas. Segundo a mitologia grega seriam os filhos resultantes da união entre deuses e mortais. O mais venerado dos heróis gregos foi Héracles (Hércules), embora cada cidade tivesse os seus heróis e lhes prestasse homenagem nos santuários a tal destinados, os heróones.

Hoje em dia, é comum ouvir falar em heróis na vida real, o que difere dos heróis de há três mil anos atrás. Os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica do seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para a grande parte de fenómenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Portanto, para buscar um significado para os factos políticos, económicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas, principalmente, através da literatura oral. Grande parte destas lendas e mitos chegou aos dias de hoje e são importantes fontes de informações para entendermos a história da Grécia Antiga. De acordo com a mitologia grega, heróis eram filhos de deuses com seres humanos. Aos heróis era dada uma dimensão divina por possuir um poder incrível e um destino invulgar.

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Principais heróis da mitologia grega e seus feitos Herácles (Hércules) Herácles (mais conhecido pela versão romana do seu nome, Hércules) é o herói mais ilustre da mitologia grega, famoso pela sua extraordinária força, coragem e masculinidade. Segundo a lenda, aproveitando o fato de Anfitrião estar ausente, em batalha, Zeus disfarçou-se como ele, e fez-se passar pelo mesmo. Ao retornar da batalha, Anfitrião descobriu a traição, e, irado construiu uma grande fogueira para queimar Alcmena viva. Zeus então, mandou nuvens de chuva para apagar o fogo, o que acabou fazendo com que Anfitrião aceitasse a situação. Hércules, portanto, nasceu do encontro de Zeus e Alcmena. A deusa Hera, esposa de Zeus, enciumada pela traição, enviou duas serpentes para matar Hércules ainda no berço. Não teve êxito, pois ainda bébé, Hércules estrangulou as serpentes com as próprias mãos. Já em adulto, Hera provocou a Hércules um ataque de fúria, o que o levou a matar a sua esposa Mégara e os seus três filhos. Como punição pelo crime, o oráculo de Delfos incumbiu-o de realizar doze tarefas de extremo risco. Essas tarefas são chamadas de: “Os doze trabalhos de Hércules”. São eles: 1.

Matar o leão de Neméia – Hércules estrangulou-o.

2.

Destruir um monstro de sete cabeças que cuspia fogo – o monstro era a

hidra de Lerna, que Hércules matou. 3.

Capturar a corça de Gerínia – Hércules capturou-a viva, sendo que ela

tinha chifres de ouro e pés de bronze. 4.

Acabar com um javali selvagem gigantesco - Hércules capturou vivo o

javali de Erimanto. 5.

Limpar num dia o curral do rei Augeasos – Hércules limpou o estábulo

que já não era limpo nos últimos trinta anos, e no qual havia três mil bois. 6.

Acabar com as aves do lago Estinfale – Hércules matou as aves

antropófagas dos pântanos com flechas envenenadas. 5


7.

Capturar um touro louco na ilha de Creta – Hércules capturou o touro

vivo, apesar do mesmo lançar chamas pelas narinas. 8.

Eliminar as éguas do rei Trácia – Hércules capturou as éguas

antropófagas de Diomedes, domando-as. 9.

Roubar o cinto de ouro da rainha Hipólita – Hércules conseguiu, depois

de várias batalhas, obter o cinto de ouro de Hipólita, rainha das guerreiras amazonas. 10.

Capturar os bois selvagens de Gerião, da ilha de Eritéia – Hércules

capturou o rebanho de bois vermelhos, depois de ter morto Gerião, que tinha três corpos. 11.

Roubar as maçãs douradas das ninfas no jardim das Espérides –

Hércules recuperou as três maçãs de ouro do jardim, por intermédio de Atlas. 12.

Capturar o cão de três cabeças Cérbero, guardião dos portões do

inferno – Hércules capturou o cão, que além das três cabeças, tinha cauda de dragão e pescoço de serpente. Ao realizar as doze tarefas, além de se redimir pela morte da sua esposa e dos seus filhos, Hércules conquistou a imortalidade. Casou-se com Dejanira, que sem querer lhe causou a morte na condição de imortal, Hércules foi transportado para o Olimpo, onde se casou com a deusa da juventude,

Hebe.

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Aquiles Aquiles, filho de Peleu e Tétis, é um herói e semideus da mitologia grega. Era muito belo, forte e corajoso. Considerado um dos maiores guerreiros mitológicos da Grécia Antiga, Aquiles participou em várias batalhas, entretanto, a mais importante foi a Guerra de Troia. A sua mãe era uma ninfa e o seu pai, um mortal. Ainda jovem após a morte do pai, a mãe entrega-o aos cuidados de Quíron, um centauro. Com ele, Aquiles aprende a lutar. Com a chegada da Guerra de Troia, os gregos resolvem consultar um oráculo, que os informa que a guerra só será ganha se Aquiles lutar com eles. Quando a mãe de Aquiles soube da previsão do oráculo, resolveu mandar Aquiles viver para Ciros. Aí, permaneceu disfarçado de mulher entre as filhas do rei Licômedes. No entanto, os gregos sabem que Aquiles está em Ciros e resolvem ir buscá-lo. Uma vez que estava disfarçado de mulher, resolvem simular um ataque. Enquanto as filhas do rei fogem, Aquiles, que já sabia lutar, pega na espada e resolve lutar junto do seu povo. Quando foi traído por Agamenon, o chefe supremo dos gregos, Aquiles resolveu abandonar a guerra. O seu grande amigo Pátroclo toma o seu lugar no comando do exército. Entretanto, acabou morto por Heitor, filho do Rei de Troia, Príamo. Este acontecimento deixa Aquiles furioso e, com intenção de vingar a morte do amigo, resolve voltar ao cerco de Troia. Por fim, ele consegue matar Heitor, o responsável pela morte do amigo. Mais tarde o seu amigo Antílope é morto pelo rei da Etiópia, Mêmnon. Furioso, resolve voltar novamente à batalha e vingar a morte de Antílope. Mas, dessa vez, Aquiles é atingido com uma flecha no calcanhar.

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O Calcanhar de Aquiles Reza a lenda que a mãe de Aquiles mergulhou-o no rio Estige, um dos que banham o inferno, para que ele fosse imortal. No momento da imersão ela segurava-o pelo seu calcanhar e, por esse motivo, ele ficou vulnerável nesse local. Quando ele estava a lutar na Guerra de Troia, Aquiles morre atingido no calcanhar por uma flecha envenenada, o seu único ponto fraco. Foi Pária, o filho do rei da Etiópia, quem o atingiu. Até aos dias atuais, a expressão “calcanhar de Aquiles” é utilizada para indicar o ponto fraco de alguém.

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Teseu Teseu, filho de Egeu e Etra, é considerado um dos maiores heróis da mitologia grega. A sua importância está relacionada com a sua força, valentia e com a morte do Minotauro. Na adolescência, levantou uma enorme pedra e todos ficaram impressionados com a sua força. Nesse evento, ele poude conhecer a identidade do pai, que até aí lhe era desconhecida. Nessa altura, o pai, Egeu, era Rei de Atenas. Após a revelação ele segue para Atenas ao seu encontro. Reza a lenda, que o seu pai se deitou com Etra e lhe pediu para que ela tivesse um filho, e que só lhe revelasse a sua identidade se ele conseguisse levantar uma enorme pedra. Por baixo da rocha havia a espada e as sandálias de seu pai. Portanto, quando chegou a Atenas, o seu pai identificou-o, uma vez que trazia os seus pertences com ele. Nessa altura, Egeu estava casado com Medeia, uma poderosa feiticeira. Ela tentou impedir o encontro entre pai e filho pedindo a Egeu que envenenasse Teseu. No entanto, Medeia acaba por fugir ao temer o castigo do rei. Teseu e o Minotauro Teseu ficou conhecido como um dos grandes heróis atenienses, visto ter sido ele quem libertou o povo grego da desgraça do Minotauro. O Minotauro era um mostro com corpo de homem e cabeça de touro, também chamado de “Touro de Minos”. Antes de matar o Minotauro no labirinto de Creta, muitos gregos já tinham morrido ao tentar matar o temido monstro. Teseu e Ariadne Ariadne era uma princesa, filha do rei de Minos e da rainha Parsífae. Quando chegou a Creta com o intenção de enfrentar o Minotauro, Teseu apaixonou-se por ela. Da mesma forma, Ariadne fica encantada com Teseu e 9


resolveu ajudá-lo a matar o Minotauro. Assim sendo, ela entregou-lhe uma espada e um novelo de lã para que ele, ao entrar no labirinto onde o Minoaturo estava preso, pudesse marcar o caminho de volta com a linha e, assim, sair dele. O artefato ficou conhecido como o “Fio de Ariadne”. Teseu com a sua grande força enfrenta e mata o Minotauro, conseguindo sair do labirinto.

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Perseu Perseu era filho de uma mortal, Danae, e do grande deus Zeus, rei do Olímpo. O pai de Danae, o rei Acrísio, tinha sido informado por um oráculo de que um dia seria morto pelo seu neto. Aterrorizado, aprisionou a filha e afastou todos os seus pretendentes. Mas Zeus era deus e desejava Danae, entrou na prisão disfarçado de chuva de ouro, e o resultado dessa união foi Perseu. Ao descobrir que apesar das precauções tomadas, tinha um neto, Acrísio fechou Danae e o bebé numa arca de madeira e lançou-os ao mar, na esperança de que se afogassem. Mas Zeus enviou ventos favoráveis, que sopraram mãe e o filho pelo mar e os levaram suavemente até à costa. A arca parou numa ilha, onde foi encontrada por um pescador. O rei que governava a ilha acolheu Danae e Perseu. Perseu cresceu forte e corajoso. O rei propôs um desafio, o que o jovem aceitou: o de lhe levar a cabeça da Medusa, uma das Górgonas. Perseu aceitou essa missão perigosa, não porque ambicionasse alguma glória pessoal, mas porque amava a mãe e estava disposto a arriscar a vida para protegê-la. A Górgona Medusa era tão feia que quem olhasse para o seu rosto transformava-se em pedra. Perseu precisaria da ajuda dos deuses para vencêla e Zeus, seu pai, certificou-se de que essa ajuda lhe era dada: Hades, o rei do mundo subterrâneo, emprestou-lhe um capacete que tornava invisível quem o usasse; Hermes, o mensageiro divino, deu-lhe sandálias aladas; e Atena deulhe uma espada e um escudo. Perseu pôde fitar o reflexo da Medusa e, assim, decepar-lhe a cabeça, sem olhar diretamente para seu rosto. Com a cabeça monstruosa seguramente escondida num saco, o herói voltou para casa. Na viagem, avistou uma bela donzela acorrentada a um rochedo à beira-mar, à espera da morte pelas mãos de um assustador monstro marinho. Perseu soube que ela se chamava Andrômeda e estava a ser sacrificada ao monstro porque a sua mãe havia ofendido os deuses. Comovido pela sua beleza, o herói apaixonou-se por ela e libertou-a, transformando o monstro marinho em pedra com a cabeça de Medusa. Em seguida, levou 11


Andrômeda para conhecer sua mãe, que, na ausência dele, tinha sido tão atormentada pelas investidas do rei que, desesperada, tinha-se refugiado no templo de Atena. Mais uma vez, Perseu ergueu bem alto a cabeça da Medusa e transformou em pedra os inimigos da mãe. Depois, entregou a cabeça a Atena, que a incrustou no seu escudo, onde ela se tornou o emblema da deusa para sempre. Perseu também devolveu os outros presentes aos deuses que os haviam oferecido. Daí em diante, ele e Andrômeda viveram em paz e harmonia e tiveram muitos filhos. A sua única tristeza foi que um dia, ao participar nos jogos atléticos, ele arremessou um disco que foi levado a uma distância excecional por uma rajada de vento. O disco atingiu e matou acidentalmente um velho. Tratava-se de Acrísio, o avô de Perseu e, com isso, finalmente, cumpriu-se o oráculo do qual um dia o velho tentara livrar-se. Mas Perseu não tinha um espírito rancoroso ou vingativo e, por causa dessa morte acidental, não quis governar o reino que era seu por direito. Em vez disso, trocou de reino com o seu vizinho, o rei de Argos e construiu para si uma poderosa cidade, Micenas, onde viveu uma longa vida com sua família, com amor e honradez.

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Édipo Édipo é um personagem da mitologia grega, famoso por matar o pai e casar-se com a própria mãe. Filho de Laio e de Jocasta, pai de Etéocles, Ismênia, Antígona e de Polinice. Segundo a lenda grega, Laio, o rei de Tebas havia sido alertado pelo Oráculo de Delfos que uma maldição se iría concretizar: que o seu próprio filho o mataria e que este se casaria com a própria mãe. Por tal motivo, ao nascer Édipo, Laio abandonou-o no monte Citerão pregando um prego em cada pé para tentar matá-lo. O menino foi recolhido mais tarde por um pastor e batizado como "Edipodos", o de "pésfurados", que foi adotado depois pelo rei de Corinto e voltou a Delfos. Édipo consulta o Oráculo que lhe dá a mesma previsão dada a Laio, que mataria o seu pai e desposaria a sua mãe. Achando que se tratava dos seus pais adotivos, foge de Corinto. No caminho, Édipo encontrou um homem e, sem saber que era o seu pai, brigou com ele e matou-o. Após derrotar a Esfinge que aterrorizava Tebas, que lançara um desafio ("Qual é o animal que tem quatro patas de manhã, duas ao meio-dia e três à noite?"), Édipo conseguiu desvendar, dizendo que era o homem. "O amanhecer é a criança gatinhando, o entardecer é a fase adulta, que usamos ambas as pernas, e o anoitecer é a velhice quando se usa a bengala". Conseguindo derrotar o monstro, ele seguiu até à sua cidade natal e casou-se, "por acaso", (já que ele pensava que aqueles que o haviam criado eram seus pais biológicos) com a sua mãe, com quem teve quatro filhos. Aquando da consulta do oráculo, por ocasião de uma peste, Jocasta e Édipo descobrem que são mãe e filho, ela comete suicídio e ele fura os próprios olhos por ter estado cego e não ter reconhecido a própria mãe. Após sair do palácio, Édipo é avisado pelo Corifeu que não é mais rei de Tebas; Creonte ocupara o trono, desde então. Édipo pede para ser exilado, mandado embora. Pede, ainda, para que Creonte cuide das suas duas filhas como se fossem suas. 13


Ulisses Ulisses era filho de Laertes, rei de Ítaca, e de Anticleia, filha do herói Díocles. Fingiu-se louco para evitar que o mandassem para a Guerra de Troia. Mas Palamedes, príncipe da Eubeia, desconfiou do fingimento de Ulisses e colocou à frente da relha do arado, puxado por bois, que Ulisses guiava na lavoura, o próprio filho de Ulisses, Telémaco, ainda criança. Para não ferir o menino, Ulisses levantou o arado a toda a pressa, dando assim a conhecer que não estava louco. Foi, por isso, recrutado para tomar parte no cerco de Troia. Fez parte do grupo de gregos que entraram na cidade de Troia no gigantesco cavalo de madeira, o que permitiu também a entrada dos soldados gregos através da abertura feita na muralha para dar passagem ao dito cavalo, que não cabia em nenhuma das portas da cidade. Ulisses foi encarregado de ir a casa de Licomedes, rei de Ciros, buscar Aquiles, que aí se refugiara para não ser mandado para a Guerra de Troia. Encontrou Aquiles disfarçado de mulher, a fazer às damas do palácio a apresentação de joias de grande valor, misturadas com armas, de que Ulisses, se apoderou imediatamente. Voltando a Ítaca, passou muitos perigos na sua viagem marítima, em luta permanente contra a sua má sorte. Naufragou na Ilha de Circe, onde a feiticeira do mesmo nome, que conviveu com Ulisses, teve dele um filho a quem deram o nome de Telégono. Acabou por sair desta ilha para ter um novo naufrágio junto da Ilha dos Ciclopes, onde foi aprisionado com os seus companheiros. Com a habilidade de que dispunha, escapou dos encantos das sereias e partiu de novo. Nesta altura Éolo, deus dos ventos, tratou muito bem Ulisses e ofereceu-lhe vários odres onde os ventos estavam encerrados. Os seus companheiros, ruídos de curiosidade a respeito do conteúdo dos odres, abriram-nos, e os ventos saíram com tal impetuosidade, que provocaram uma violenta tempestade. Ulisses perdeu todas as naus da sua frota, conseguindo, todavia, salvar-se numa

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prancha e chegar, de novo, a Ítaca. O seu estado era tão miserável que ninguém o reconheceu. Disfarçado, conseguiu aproximar-se incógnito de Penélope, sua mulher, que, assediada de numerosos pretendentes, havia prometido casamento àquele que conseguisse endireitar-lhe o arco. Ninguém o conseguiu. Ulisses apresentou-se, levando a bom termo aquela tarefa. Deu-se então a conhecer e entrou de novo no seio da família. Em determinada altura, tendo sabido por um oráculo que um filho lhe tiraria a vida, entregou os seus estados ao seu filho Telémaco, para poder ausentar-se e escapar àquela previsão. Mas Telégono, o outro filho de Ulisses, sentindo-se deserdado, matou o pai, cumprindo-se assim o que fora anunciado pelo oráculo. Em prova da sua grande valentia e destreza e em virtude dos valiosos serviços prestados à pátria, Ulisses foi declarado um semideus.

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Jasão e os Argonautas Os argonautas, na mitologia grega, eram tripulantes da nau Argo que, segundo a lenda grega, foi até a Cólquida (atual Geórgia) em busca do Velocino de ouro. De acordo com as lendas da mitologia grega, os Argonautas fizeram uma expedição que busca do Velocíno de Ouro, a lã de ouro de um carneiro alado. Quando Éson foi destronado por Pélias, o seu filho Jasão terá voltado logo após atingir a maioridade para retomar o trono que lhe pertencia. Para se livrar da ameça de Jasão, Pélias ordenou-lhe que fosse à procura do Velocíno de Ouro, o que seria suficientemente arriscado para poder eliminar o jovem pretendente ao trono. Para realizar esta tarefa, um mensageiro foi enviado por toda a Grécia para convocar heróis interessados em participar da empreitada. Ao fim da jornada desse arauto, cerca de 50 jovens heróis de grande valor e renome apresentaram-se para cumprir a tarefa. Cada um deles ofereceu as suas habilidades específicas para auxiliar na expedição. Argos, filho de Frixo, foi quem construiu o navio que levaria os jovens e, por isso, a embarcação recebeu o nome de Argo e os seus tripulantes ficaram conhecidos como Argonautas. A primeira escala da aventura foi na ilha de Lemnos, habitada somente por mulheres. Os Argonautas chegaram e tiveram filhos com essas mulheres. A segunda paragem foi na ilha de Samotrácia, onde iniciaram nos mistérios dos Cabiros para conseguir proteção contra naufrágios. Em seguida, os tripulantes de Argo pararam em Mísia, onde sofreram alguns contratempos por causa das ninfas. Quando chegaram em Âmico, o rei do local desafiou um dos jovens para uma luta, hábito que tinha com a chegada de todos os visitantes. Pólux representou os companheiros, derrotou o rei e fê-lo prometer que jamais importunaria os estrangeiros que chegassem ao local. Depois, aportaram em Trácia, onde os jovens ajudaram o rei Fineu a livrar-se das suas maldições. Em

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troca, receberam do rei dicas de como atravessar as Ciâneas, recifes que se fechavam violentamente antes de chegar ao destino da viagem. Após uma longa jornada, os Argonautas chegaram à Cólquida. Jasão deveria realizar a tarefa mais difícil, que era capturar o Velocíno de Ouro. Lá, a filha do rei de Eetes, Medéia, apaixonou-se perdidamente por Jasão. A filha do rei era conhecida pelas suas habilidades na arte da feitiçaria e não poupou esforços para ajudar Jasão na sua tarefa. Este aproveitou-se do auxílio recebido e partiu de Cólquida com o Velocíno de Ouro. Na viagem de volta, os Argonautas ainda enfrentaram alguns desafios, mas chegaram à Grécia e entregaram o Velocíno de Ouro a Pélias. Depois de toda essa jornada e de cumprir a missão, Jasão partiu para Corinto. 2f88d404b6d47c

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Conclusão Este trabalho foi de grande importância para mostrar que, os gregos assim como muitos povos antigos, acreditavam em vários deuses (eram politeístas), estes eram semelhantes aos seres humanos: guerreavam entre si, sentiam ódio, amor, ciúmes, inveja, casavam-se e tinham filhos. Os gregos também faziam templos em honra dos seus heróis, que eram filhos de uma divindade com um mortal ou eram uma personagem admirada e respeitada pelos seus feitos, tal como, Ulisses em “Odisseia” de Homéro. Espero que os objetivos a que me propus na realização deste trabalho aqui estejam cumpridos. As lendas da grécia são realmente especiais, pois delas tiramos lições que nos mostram defeitos e virtudes dos heróis que se refletem em nós, seres humanos, que segundo os gregos. “ SOMOS FILHOS DOS DEUSES!”

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Bibliografia - PINTO, Ana Lídia, MEIRELES, Fernanda, CAMBOTAS, Manuela Cernadas, Manual escolar Ideias & Imagens, Porto Editora, Pág. 40, 2016; - Nova Enciclopédia Portuguesa, Volume 13, Ediclube, Pág. 1162, 1991.

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SĂ­tiografia - https://www.google.pt/ (Imagens); - http://pt.slideshare.net/ladonordeste/o-mundo-helnico-no-scv-a-c-deuses-eheris; - http://pt.slideshare.net/rritaaaag/deuses-e-heris-gregos; - https://aulademitologia.wordpress.com/about/monstros-e-herois/; - http://seguindopassoshistoria.blogspot.pt/2011/05/os-herois-gregos.html.

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