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Vila do Campinho Jornal comunitário do CECAVIC

Ano 1, N. 1, Nov-Dez 2011

LeiA

ega h c ntro ade e c Tele munid o na c

as matérias que escrevemos para você:

Memória do Campinho ee saúd ia a ê Cad sistênc a as social?

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ol

Moradora fala sobre as remoções da Av. Tronco nk

o Fu d s o s o i Os Fur CD gravam

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a agit

Comunidade reclama Pedimos ao DMLU que a coleta de lixo seja realizada nos dias e horários programados. Estamos indignados com a falta de respeito com os moradores da Vila do Campinho.


2

editorial O que é CECAVIC?

Jornal do Campinho

O Centro Esportivo, Cultural e Assistencial da Vila do Campinho (CECAVIC) é uma entidade beneficente sem fins lucrativos, situada na Rua Banco Inglês, acesso C, n. 46, inaugurada em janeiro de 2008. Neste ano, o CECAVIC realizou uma série de ações para revigorar seus projetos sociais na comunidade. Entre elas, podemos citar a melhoria das condições físicas da sede da instituição, como a nova pintura e a manutenção das instalações elétricas. Além disso, doações de equipamentos também foram importantes para a qualificação do trabalho empreendido. Recebemos um freezer, para a melhor conservação dos alimentos servidos às crianças, e uma máquina de costura, que muito auxiliará na confecção das fantasias de carnaval da Escola de Samba Mirim da Vila do Campinho.

agradecimentos:

opinião

Por fim, é importante destacar as parcerias do CECAVIC: Descentralização da Cultura, por meio de oficinas culturais - entre as quais a de comunicação comunitária, que possibilitou que pudéssemos contruir este jornal; Secretaria Municipal de Esportes, com eventos esportivos, de recriação e culturais; Projeto Interagir do Esporte Clube Internacional, por meio de incentivo à formação de novos talentos; Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre (SDHSU), com a implementação do Programa TELECENTROS. Recentemente, firmamos parceria com a FASC (Fundação de Assistência Social e Cidadania) com a implementação de um trabalho educativo direcionado à informática, beneficiando 12 jovens em vulnerabilidade social. Para o próximo ano, o projeto acolherá mais 24 adolescentes.

Agradecemos ao poder público, às entidades privadas e a todos os colaboradores pela parceria, pela confiança em nosso trabalho e por apostar que podemos, juntos, construir espaços alternativos de educação, esporte e cultura na Vila do Campinho.

cadê

a saúde e assistência social? Pelas reportagens de rádio, TV e jornal e, principalmente, pela própria realidade em que todos nós vivemos, percebo que há uma grande precariedade na saúde pública. Temos que nos sacrificar para conseguir uma consulta médica, e muitas vezes ficamos esperando em vão, porque, muitas vezes, chega a hora do atendimento e o médico não aparece. No PAM (3) da Cruzeiro, só como exemplo, as pessoas têm que primeiro passar pela triagem e pegar um tipo de senha só para consultar na emergência. Se alguém chega às 8h, a consulta, muitas vezes, fica para às 16h.

Isso é emergência? Se tem alguém muito mal, acaba morrendo por esperar! Além disso, fico apavorada com os erros médicos. Mas isso é tema para outro texto. Em relação à Assistência Social, não consigo ver assistência nas comunidades carentes. Sinceramente, o governo simplesmente ignora a Assistência Social. É uma área em que o Estado deveria estar mais presente, liberando verbas para que se pudessem implementar projetos que trariam grandes melhorias para o Brasil, principalmente para as famílias e jovens que de fato precisam. Tia Ângela

Quem fez o jornal? Este jornal foi produzido pela Oficina de Comunicação Comunitária, Descentralização da Cultura, Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. Oficineiro: Rodrigo B. Ramos. Participantes: Ângela Regina Nunes da Silva, Emilly Brasil Simões, Glória de Andrades, Rose Patrícia da Silva Araújo, Ubirajara Cardoso dos Santos Junior e Welerson Lucas Mendes dos Santos. Contribuições de Aida dos Santos, Ivanete Pereira e Jhuan Lima. Diagramação: Rodrigo B. Ramos. Exemplares: 2000 Apoio para impressão: Prefeitura de Porto Alegre


futebol

GANHA MOS O CAMPE ONATO

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Aconteceu nos dias 24 e 30 de Julho, na Escola Loureiro da Silva, o Torneio de Futsal feminino e masculino. Participaram as equipes Vila do Campinho, Prisma, Sta. Anita e João Pessoa, com vitória para a primeira equipe. Prisma ficou em segundo lugar.

Time feminino da Vila do Campinho comemora vitória

Em cada campo uma escolinha Meninos da Vila, Jamaica, Ajax, Vera Cruz, João Pessoa,AZ de Ouro, Luzes, Mariano de Matos, Ruy Barbosa, entre outros. O capeonato foi realizado até setembro, quando os 4 melhores times classificados, entre esses o Vila do Campinho na categoria Mirim, passam para o Municipal. O torneio vai até dezembro.

Jornal do Campinho

No dia 14 de maio começou o Campeonato Regional de Futebol Em Cada Campo uma Escolinha. Organizado pela Secretaria Municipal de Esportes, o campeonato acontece em todas as regiões de Porto Alegre, com a participação de 174 times infantojuvenis. Na Cruzeiro são ao todo 76 times, entre os quais: União, Penharol, Vila do Campinho,

Comunidade histórias da vila, se contar ninguém acredita!

O falso incêndio Foi num domingo às oito da noite. Uma fumaçada invadia a casa da tia Ângela. A

fumaça estava tão densa que chegava a arder a garganta. Meu deus, tá pegando fogo, tá pegando fogo em uma casa, alguém deve ter dito. O pavor começou a tomar conta dos moradores, que saíram depressa de suas casas. Talvez o armazém novo estava pegando fogo, pensaram alguns. Estavam prestes a chamar os bombeiros, quando se deram conta de onde vinha toda aquela fumaça: um homem queimava fios elétricos...


Jornal do Campinho

ações do cecavic

4

comunidade

memória do

campinho Aproveitamos a participação da tia Ângela na oficina de comunicação comunitária para ouvir sua história e saber como era o Campinho quando chegou por essas bandas. Pra isso, vamos voltar no tempo, mais precisamente para os anos de . Nessa época, Porto Alegre, com 400 mil habitantes (hoje com 1 milhão e 409 mil), vive um processo de expansão e renovação urbana. Muitas pessoas vieram do campo para a cidade em busca de trabalho e melhores condições de vida. Não foi diferente para a família de tia Ângela. Sua avó e sua mãe, Claudina e Enilda Soares dos Santos, já com um filho pequeno para alimentar, mudam-

1950

se de Bagé para Porto Alegre.

Na cidade, Enilda conhece Valmocir Guimarães Nunes, que era de Taquari e igualmente vinha de muda para a capital. Casados, e com casa própria, foram morar na Rua Malvina, no bairro Santa Tereza. Tiveram 4 filho, entre eles tia Ângela. Nos anos de

1970,

então com 15 anos, ela se muda com a família para Alvorada, na Vila Americana. Passados três meses, voltam para Sta. Tereza. É aí que passam a residir em torno de um campo de futebol, o campinho.

ainda com 15 anos, tia Ângela se casa com Almiro e, juntos, constroem Nesse período,

uma moradia humilde, mas “confortável e cheia de carinho e amor. Na nossa casa sempre tinha

Ela é conhecida na comunidade como tia Ângela. Nasceu em Porto Alegre em agosto de 1952 e mora na Vila do Campinho desde os anos 70. Tem 6 filhos, trabalha como empregada doméstica e participa das atividades do bairro.

gente querida” - orgulha-se. Desse casamento, nasceram: Luiz Valmor, Carlos André, Everton Rodrigo, Paulo Roberto e Taís Rosana. “O casamento durou bastante tempo... mas Deus quis levar ele”. Alguns anos depois, teve os gêmeos Daniel e Daniele, hoje com 13 anos. Ao ser perguntada como era a Vila do Campinho, responde: “No início era assim.

Era um

campinho e chegava o fim de

semana, tinha sempre jogo de futebol. Era o nosso lazer de fim de semana. No meio, era o campinho, nas margens ficavam as casas. As portas davam para o campo, como se ele fosse nosso quintal. Quando eu vim para cá, já havia muitas famílias morando. Não tínhamos água e a luz era pouca. Uma

luz

carente. Então, a gente tinha

que ir na bica pegar água, que ficava perto do Colégio Guerreiro Lima, na rua Banco Inglês. Já existia a escola, mas o prédio era todo de madeira verde. A gente não tinha tanque e as

roupas eram lavadas ali na

bica mesmo, em cima de uma

tábua que a gente levava”. Me lembrei de uma coisa. Na época, a escola exigia uniforme. Mas o colégio dava tecido e a gente, com as costureiras voluntárias, ajudava a fazer o uniforme dos nossos filhos”. Nos anos de DEMHAB fez uma

1980, o

divisão do

campo em lotes. Foram criados 4

acessos e novas casas foram construídas. Uma delas, foi a casa de tia Ângela, que ficou no acesso C. Com essa intervenção, mesmo com a rejeição da comunidade pelo fato de perderem o único espaço para torneios do time da vila (o CEBI), tia Ângela confessa que

melhorou.

sua vida

“Passamos a ter água encanada, esgoto, banheiros adequados, sem falar da luz, que ficou bem melhor”. Uma coisa

uma cicatriz

apenas deixa : “a maior parte do material que eu já tinha para fazer minha casa no mesmo local onde agente morava, que ficava na beira da barranca, o DEMHAB levou, e fizeram com madeiramento velho” - lamenta.


comunidade

entre

Devido à Copa de 2014, uma série de mudanças está ocorrendo em Porto Alegre. Uma delas é a remoção de famílias da Cruzeiro devido à ampliação da Avenida Tronco. Aproveitamos a oficina de comunicação para fazer um exercício: ouvir quem está sentindo na pele o que essas transformações estão provocando. A conversa se estendeu por quase duas horas. Falamos sobre o passado, o presente e também sobre o futuro da Cruzeiro. O que trazemos para vocês são momentos especiais dessa conversa.

Luciane Tollet, 34 anos, é casada e mãe de dois filhos. Mora na Cruzeiro faz 30 anos e, atualmente, atua na comunidade pelo Programa Mulheres da Paz. Luciane é uma das moradoras que terá sua casa destruída devido à ampliação da Avenida Tronco.

entro no meu beco, eu vejo meu beco bonito. Não existe maloca, todo mundo tem o que pode. Aqui tenho muitas amizades e vínculos já considerados familiares. Aqui todo o mundo me conhece e não tenho problemas com violência. Todos os vizinhos são como uma família. Se eu chegar para um vizinho e pedir um prato de comida, eu tenho certeza que ninguém vai me negar. Na nova moradia, tudo é uma incerteza”, desabafa. Perguntamos como era a Cruzeiro antigamente. “Nesses 30 anos houve muitas mudanças para melhor” - responde. Segundo ela, antigamente havia apenas uma torneira de água para cada beco, e os banheiros eram, na verdade, patentes. Atualmente, isso já é diferente. Água encanada e banheiro sanitário é uma realidade de todos. Outra mudança valorizada pela moradora é o asfalto, que existe desde o ano 2000. Luciane lembra ainda dos times de futebol que existiam na comunidade: “no Postão, era o time Furacão. Na Rua Vinte Sete, era o Ajax e na Rua Brasil era o Unidos de Santa Teresa. Cada beco tinha o seu time. Hoje não existe mais nenhum”. Ao falar em futebol, perguntamos: tu vai ver as partidas da copa, mesmo sabendo que é ela o motivo principal da tua saída? Mesmo tendo a convicção de que as autoridades conseguiram tirar os pobres dos seus caminhos, ela responde: “que eu vou dizer, que não vou assistir? Eu adoro futebol”.

Campinho

Vinculado ao Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), o projeto Mulheres da Paz visa formar lideranças comunitárias para atuarem nos Territórios de Paz (Restinga, Lomba do Pinheiro, Cruzeiro e Bom Jesus) no resgate e integração de jovens de 15 a 24 anos em projetos culturais, sociais e profissionalizantes.

faz

reciclagem criativa O líder comunitário da Vila do Campinho Ubirajara dos Santos, conhecido como Bira entre os vizinhos, teve a ideia de reaproveitar garrafões vazios de água mineral com prazo de validade vencido para serem usados como lixeiras, que foram doados pelo minimercado Rissini. O que levou Bira a colocar as lixeiras nas casas dos moradores foi o fato de que os lixos ficavam atirados no beco, no acesso C. A ideia deu tão certo que até as crianças mantêm o local limpo.

vista

Bombonas de água mineral se transformam em lixeiras no acesso C

Depois da iniciativa, os moradores começaram a cuidar mais da frente de sua casa, visto que “a porta de entrada começa já no acesso”, justifica a moradora Ângela Silva, 54 anos. A ação do líder comunitário mostra que o “lixo” nem sempre é só lixo e é um exemplo de que podemos transformar coisas descartadas em arte e, assim, preservar a natureza e melhorar as condições de vida da população.

Fonte: Secretaria Municipal de Direitos Humanos

Segundo a Prefeitura de Porto Alegre (RS), a Avenida Moab Caldas (Tronco) terá 3,4 quilômetros de sua extensão duplicados, com duas pistas de rolamento, em cada sentido, em toda a sua extensão – da Av. Dr. Carlos Barbosa até a Av. Icaraí. A obra prevê também a construção de ciclovia e corredor de ônibus. Com a duplicação, a avenida representará uma nova alternativa de deslocamento à Zona Sul de Porto Alegre. Durante a Copa, ela absorverá o tráfego de veículos que normalmente utilizariam as avenidas Edvaldo Pereira Paiva e Padre Cacique, que deverão ter o trânsito interrompido durante os jogos. Fonte: www.portaltransparencia.gov.br/copa2014

Jornal do Campinho

Luciane diz que sente muita incerteza com a saída do local, onde vive desde seu nascimento. O destino é incerto. Menciona que tem a possibilidade de dois locais para onde essas famílias vão ser colocadas: ou atrás do presídio central ou no final da linha do ônibus Santa Tereza. Relata também que há quem esteja vendo a saída com bons olhos: “tem gente que está feliz ou pelas casas novas ou pelo dinheiro prometido para um aluguel de dois anos”. No entanto, foi discutido durante a entrevista que a maioria dos moradores não tem noção de que podem acabar morando dentro de um conteiner após o término do prazo estabelecido para os aluguéis sociais. Além da incerteza do local onde irá morar, há outro problema que a preocupa e entristece: “Minha esperança é de que isso não vai acontecer. Não é só a casa. É a vida. Cada bloquinho de tijolo é uma história de vida. Eu nasci ali, meus filhos nasceram ali. Não me conheço de outro lugar. Eu

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música

6

Os alunos da escola Prof. Afonso Guerreiro Lima fizeram um abaixo-assinado para colocar música no recreio. A diretora da escola decidiu marcar uma reunião com os líderes de turma. Nessa reunião, foi explicado para os alunos que algumas músicas seriam proibidas de serem tocadas, como os funks. No começo, os alunos não gostaram dessa proibição, mas pensaram melhor e concordaram. Além disso, na mesma reunião, os alunos tiveram outras ideias para colocar em prática, como o de fazer um jornal para manter os alunos informados sobre os acontecimentos da escola e da comunidade. A partir do dia 4 de julho, começou a tocar música no recreio. E esse foi o resultado de como os alunos e os educadores unidos podem fazer a diferença na escola.

Alunos ficam Jornal do Campinho

mais felizes com música na escola

MAS, tudo que é bom dura pouco

SUA VOZ

Depois de duas semanas de inovação, em que alunos faziam pedidos musicais, veio a proibição. Funks foram tocados e, embora fossem sem baixaria e palavrão, foi o suficiente para que fosse interrompido um trabalho legal dos alunos.

Se sua escola faz algo diferente ou se você faz um projeto interessante no colégio, como rádio, música, teatro, vídeo, entre outras ações inovadoras, escreva pra gente. A ideia é divulgarmos iniciativas que possam inspirar outras pessoas. Publicaremos no blog e também na próxima edição.


música

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Os furiosos do funk Eles são brasileiros, moram na Cruzeiro, têm no microfone uma arma de luta e afirmam que sua munição é a voz. São os Furiosos do Fank.

sofrerem alguns preconceitos, não somente pelo estilo musical, mas principalmente porque são 6 garotos (Lukinhas, WI, caca, DVT, DNL, Mc Juan) em cima de um palco rebolando, enfrentam dificuldades em se manter no cenário musical regional. M a s c o m g a r r a , determinação, confiança e força de vontade, eles acreditam que vão além, pois a cada aplauso e a cada lágrima se sentem erguidos por uma enorme mão: a mão da comunidade.

PINK

Recentemente, no Estúdio Multimeios da Restinga, um espaço público de promoção cultural, o meninos estão mostrando sua fúria e começam a gravar o primeiro CD.

Furiosos do Funk grava seu primeiro CD

Floyd

No dia 13 de julho foi comemorado o dia mundial do Rock. E para celebrar esta data, vamos falar de uma das bandas mais importantes na história da música: Pink Floyd.

discografia Formada em 1965 por Nick Mason, Richard Wright, Syd Barret e Bob Klose, a banda tornou-se popular no mundo alternativo de Londres. Mais tarde Roger Waters e David Guilmor ingressam na banda, e tornam-se seus principais líderes. Klose abandona a banda antes mesmo do primeiro álbum, e anos depois, Barret, por problemas de drogas, não pode mais continuar. Com o quarteto (Mason, Wright, Gilmor e Waters) a banda estourou no cenário mundial com um estilo musical que seria denominado de rock progressivo.

Com a saída de Roger Waters em 1985, o principal compositor, a banda segue sua carreira e lança mais dois álbuns, mas se pode dizer que acabou em 1994, com o álbum The Division Bell. Reuniram-se pela última vez em 2005, em show especial. Mas com a morte do tecladista, Richard Wright, em 2008, a esperança de haver uma nova fase do grupo, com a principal formação, foi por água abaixo.

Para saber mais sobre a banda: www.pinkfloyd.com

fonte: adaptado da wikipédia

Com mais de 200 milhões de discos vendidos, foi uma das bandas mais bem-sucedidas no meio musical. Só pra vocês terem uma ideia, o álbum The Dark Side of the Moon (literalmente “O lado escuro da lua”) foi um dos mais tocados no topo das paradas estadunidenses por décadas. É deles também o sucesso Wish You Were Here (literalmente “Queria que você estivesse aqui”), Another Brick in the Wall (“Outro tijolo na parede”), entre muitos outros (discografia ao lado).

Estúdio 1967 - The Piper at The Gates of Dawn 1968 - A Saucerful of Secrets 1969 - More (trilha sonora) 1970 - Atom Heart Mother 1971 - Relics 1971 - Meddle 1972 - Obscured by Clouds 1973 - Dark Side of the Moon 1975 - Wish you Where Here 1977 - Animals 1979 - The Wall 1983 - The Final Cut 1987 - A Momentary Lapse of Reason 1994 - The Division Bell Ao vivo 1970 - Ummagumma 1989 - Delicate Sound of Thunder 1995 - Pulse 2000 - Is there anybody out there?

Jornal do Campinho

O grupo, criado em 2006 numa pequena reunião de amigos, se desenvolveu nos últimos anos. Componentes foram mudados e, com isso, as ideias iniciais também. Mas a relação dos integrantes com a comunidade não muda: é de eterno amor e carinho, pois a cada apresentação há incentivo aos moleques. Como todo o talento que a periferia expõe, os Furiosos do Funk têm lá suas dificuldades. Além de


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acontece

Telecentro é INAUGURADO

Te liga

O Telecentro da Vila do Campinho foi inaugurado no dia 23 de Julho. Estiveram presentes o Secretário de Direitos Humanos e Segurança Urbana de Porto Alegre Nereu D´Avila. Cursos gratuitos de informática básica e acesso à Internet são alguns dos serviços que estão disponíveis para toda a comunidade.

O Telecentro fica na Horário de atendimento: Rua Banco Inglês, das 09h às 21h. acesso C, n. 46, Santa Teresa.

Jornal do Campinho

Trabalho educativo: informática O CECAVIC está cadastrando adolescentes de 14 a 18 anos de idade, para o Trabalho Educativo na modalidade de Informática no período da tarde. Quem tiver interesse deve entrar em contato no horário das 13:30 às 17:30, na sede da entidade.

Faça sua parte

O CECAVIC arrecada, diariamente, roupas, cobertores, alimentos, brinquedos, material esportivo, móveis, material escolar e material de construção para ajudar a comunidade. Aproveite que o Natal tá chegando e contribua. Basta entrar em contato ou dar uma passadinha em nossa sede.

Participe de nosso jornal. Envie sua sujestão de temas ou até mesmo seu texto pra gente publicar. Nosso e-mail: cecavic@gmail.com Telefone: 51- 32171955 Acesse também o nosso blog: www.cecavic.blogspot.com

Jovens utilizam o Telecentro em mesas improvisadas Foto: Oficiana de Comunicação

Mostra de arte na Cruzeiro No dia 21 de novembro acontece a Mostra de Arte das Quand o: 21/1 oficinas realizadas pela 1 O n d Descentralização da Cultura na AMAV e: Horár ITRON Região CRUZEIRO. io: 19 h

se Quem um dia neste mundo não deparou com a palavra “SE”? “Se” - duas letrinhas tão pequenas, mas que faz tanta diferença. Então vamos tentar entende-la já que intriga tanta cabeça da gente. Vamos ver como fica a vida por causa deste “SE”.

Se tiver tempo vou Se tivesse te encontrado antes Se tivesse mais saúde Se ganhesse melhor Se podesse realizar meus sonhos Se as coisas não foram como sempre quis Se não te amasse demais Se não fosse o meu sexto sentido Se não enxergasse num minuto Se não tivesse a metade dos meus amigos Se as pessoas se compreendessem mais umas as outras Se o ser humano fosse mais solidário Se houvesse mais confiança entre as pessoas Se a humanidade amasse o próximo como ama a si mesmo. Enfim são tantos “SE” que vou acabar confundindo minha cabeça, mas por causa desse “SE” muita coisa não foi dita na hora certa. Uma palavrinha tão pequenina, mas com um significado tão grande e deixa tanta gente sem saber o que fazer. E na maioria das vezes se exclama do fundo do coração: Ah! Se não fosse este “SE”. Glória de Andrades


Jornal comunitário da Vila do Campinho  

jornal experimental da oficina de comunicação comunitária. Descentralização da Cultura. Vila do Campinhoa, abril - nov 2011.

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