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Expediente Direção Geral Pei Fang Fon Fotografia Daniel Lima Isabela Pedrosa Pei Fang Fon Yzza Albuquerque Revisão Daniel Lima Pei Fang Fon Yzza Albuquerque Capa Lucas Marques Pei Fang Fon Diagramação Isabela Pedrosa Jonas Sutareli Lucas Marques Pei Fang Fon Yzza Albuquerque Colaboradores nesta edição Almir Lopes Larissa Lima Lula Mendonça Contato Email: contato.rockm@gmail.com Orkut: Revista Rock Meeting Siga-nos noTwitter: http://twitter.com/rockmeeting Galeria de Fotos: www.flickr.com/photos/revistarm

Editorial Apesar da evidente redundância, a vida é uma dádiva dada a todo aquele que nasce. Diante disso, é interessante que façamos dela algo bom, realmente produtivo e diferente. Algo que nos faça orgulhosos. Entretanto, é óbvio que não é todo mundo que pensa assim. Há ainda aqueles que optam por outros caminhos para trilhar e acabam por prejudicar suas vidas inteiras, tudo por culpa de escolhas malfeitas e apressadas. É com pesar que a Rock Meeting dedica esta edição à Leon Villalba e Timothy Kennely, da banda After Death. Eles tiveram suas vidas ceifadas tragicamente por um lamentável acidente e não poderão dar continuidade a caminhos promissores. Dois dias até que a After Death pisasse em solo alagoano. Só isso nos separava deles. Mesmo estando aqui pertinho, a fúria do mar, embora seja algo natural, levou a vida de dois jovens que tinham toda uma carreira pela frente. Ficamos à mercê do fato de não mais acontecer o show em Maceió, embora entendêssemos os motivos, caso isso acontecesse. No entanto, Master e Predator decidiram continuar com a turnê, sem esquecer os companheiros falecidos. Uma série de homenagens foi feita para eles e também para o saudoso Jonas Slayer, que há pouco tempo foi covardemente assassinado. A equipe Rock Meeting lamenta as perdas das últimas semanas. Deixamos aqui nossas condolências às famílias, amigos e, por que não, fãs das personalidades citadas. Por mais difícil que pareça, temos de aceitar que a vida continua. A memória daqueles que estavam conosco, entretanto, permanece com os que tiveram o prazer de conviver com eles. Descansem em paz.


Índice 5 - Espaço Boteko 6 - World Metal 8 - Direito Autoral - Larissa Lima 11 - Novas bandas

14- Morcegos - 22 anos de puro metal

20 - Grito Alagoas

21 - Review Master/ Predator

23 - Entrevista com Mário Pastore 25 - Metal é a Lei 27 - Perfil RM 29 - Eu estava lá As matérias são de inteira responsabilidade de quem assina e não, necessariamente, refletem à opinião da Revista.


Espaço Boteko

OS NÓRDICOS NORDESTINOS Almir Lopes - Blog Boteko do Rock http://boterock.blogspot.com

“Quando o inverno romper, a névoa abraçará minha alma”. Numa tradução livre, a sensação ao ouvir a voz de veludo de Any Deyse é realmente essa - não a névoa, mas sim o timbre sonorizado pelo perfeito vocal e uma sombria orquestração, que tocará sua alma ao ouvir DarkTale. Banda que teve seu surgimento em 2006, a DarkTale bebe direto da fonte do Doom/Gothic Metal. É impossível deixar de fazer um paralelo com o sucesso mundial de grupos como Tristania, Sirenia e, é claro, o Nightwish, que difundiu essa vertente do Metal e levou suas influências para os quatro cantos do mundo, dando o status à festejada vo c a l i s t a Tar j a Tu r u n e n d e í c o n e incontestável do estilo. Não é à toa que a DarkTale bebe em tal fonte, e que os contrastes vocais estejam todos lá, do lírico ao gutural; embora suas influências passem também por outras vertentes do Metal, que vão do Thrash ao Death, oriundos de bandas conhecidas do cenário nacional, como Malefactor, Silent Cry, Atheistc, Malkuth e Predator. Com músicas surpreendentemente bem elaboradas, arranjos diretos e sem nuance alguma de misturas rítmicas regionais, nada deixam a desejar as passagens instrumentais elevadas a uma cadência bem estruturada. Embora poucos admitam, a influência neo-progressiva é notada nos sons das bandas desse porte: no caso da DarkTale, os vocais de Any lembram a veterana vocalista Lana Layne, além da voz da musa Annie Haslam, frontwoman da lendária banda progressiva dos anos de 1970 Renaissance.

O EP de quatro faixas “...And Darkness Fell”, lançado ano passado, expõe um potencial fora do comum. Esses músicos mostram coesão em todas as quatro faixas do EP: dos teclados de Thassia Ramalho, com sua sonoridade obscura, aos timbres peculiares das guitarras de Eduardo Moraes e Welton Cavalcante, deixando o baixo de Roberto Cesar exercer todo seu potencial em compasso com a nervosa bateria de Anderson Rodrigues. Há a estranhamente perfeita harmonia entre o vocal gutural de Artur Aquino e o toque lírico na voz púrpura de Any Dayse. É, sem dúvida, um marco importante para difundir o estilo ainda pouco reconhecido pelo público alagoano. Outro motivo de destaque para o som da DarkTale é a produção do EP, mostrando mais uma vez que para a música não existe fronteiras. Ao ouvir DarkTale, parece que o Leste Europeu é aqui ao lado no mapa. Os “nórdicos nordestinos” realizaram um trabalho digno de ser apreciado.

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Notícias e Curiosidades Ronnie James Dio escolhe suas músicas de Rock favoritas A pedido do site Rhapsody Blog, uma das maiores lendas do Metal, Ronnie James Dio, elaborou uma lista com as dez canções de Rock que mais gosta. De acordo com o músico, ele escolheu as canções baseando-se em nada além de seu gosto pessoal, afirmando que as músicas escolhidas

Ozzy Osbourne lançará novo álbum em Julho deste ano De acordo com o site oficial da revista americana Rolling Stone, Ozzy Osbourne pretende lançar seu novo álbum em Julho. Será o primeiro trabalho de Osbourne com seu novo guitarrista, Gus G., substituto de Zakk Wylde. Ozzy ainda não divulgou o nome de

Scorpions encerra atividades após turnê mundial De acordo com uma nota divulgada no site oficial do Scorpions, o grupo pretende terminar a carreira depois da turnê mundial que fará, após o lançamento do novo álbum, intitulado “Sting in the Tail”. Na nota, o grupo explicita que queria acabar com a banda enquanto ela estivesse no topo. Para os músicos, o novo álbum será um dos melhores que eles já lançaram, e enquanto trabalhavam nele, apesar de terem se divertido bastante, perceberam que tudo chega a um fim.

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são grandiosas. Entraram para a lista de Dio “She’s Got Balls”, do AC/DC, “Purple Haze”, de Jimi Hendrix, “A Day in the Life”, dos Beatles, “Spoonman”, do Soundgarden, “Nostradamus”, do Judas Priest, “Heaven and Hell” e “War Pigs”, do Black Sabbath, “Smoke on the Water”, do Deep Purple, “Enter Sandman”, do Metallica, e “Born to Be Wild”, do Steppenwolf.

seu próximo trabalho. O álbum seria intitulado “Soul Sucka”, mas por causa da resposta negativa que obteve dos fãs, o músico resolveu repensar: “Meus fãs diziam: ‘como posso andar pela casa com uma camiseta escrita ‘Soul Sucka?’ Então decidi pensar em algo melhor.” O álbum será lançado no mesmo mês em que o Ozzfest volta à ativa. Depois do festival, Ozzy sai em turnê mundial. “Nós somos extremamente agradecidos pelo fato de que ainda temos a mesma paixão pela música que sempre tivemos desde o começo. É por isto que, especialmente agora, nós concordamos que alcançamos o final desta estrada”, afirmam. A banda anuncia ainda na mesma nota que disponibilizou as primeiras amostras do novo álbum em seu site oficial, e finaliza agradecendo pelo indiscutível apoio dos fãs ao longo dos anos. Há boatos de que a turnê do álbum “Sting in the Tail” passe pelo Brasil. Vamos torcer para que isso realmente aconteça.

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Notícias e Curiosidades Overkill anuncia show em Recife em Março de 2010

Hangar regrava música de Renato Russo

A lendária banda de Thrash Metal Overkill confirmou uma apresentação na capital pernambucana em Março de 2010. O show acontecerá no dia 19 do mês. O preço dos ingressos ainda não foi divulgado.

A b a n d a brasileira de metal Hangar regravou a música “Mais Uma Vez”, de Renato Russo, para o disco “Sete”, do grupo 14 BIS. De acordo com Aquiles Priester, a letra da música tem sido fonte de inspiração para a banda desde os anos de 1980, e o grupo já havia tocado versões acústicas da canção antes.

Eluveitie: Duas músicas do novo álbum no Myspace A banda suiça de folk metal Eluveitie dispõe, em seu Myspace, duas faixas do 5° álbum, “Everything Remains - As it never was”, que será lançado no dia 19 de fevereiro, pela gravadora Nuclear Blast. Você pode conferir o novo som através do link http://myspace.com/eluveitie

Marduk fará cinco apresentações no Brasil

Nile tocará em São Paulo este ano

Uma das bandas mais aclamadas do Black Metal, a sueca Marduk, se apresentará no Brasil em abril de 2010. A banda fará um total de cinco shows, passando por Campinas (SP), São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

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A b a n d a americana de Brutal Death Metal, Nile, f a r á u m a apresentação na cidade de São Paulo no dia 18 de março deste ano. Será a primeira vez do grupo no Brasil. A Nile existe desde 1993. A banda é conhecida pela combinação de velocidade, brutalidade e temáticas egípcias de suas letras.

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Notícias e Curiosidades Richie Kotzen retorna ao Brasil

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as bandas Poison e Mr. Big. Uma das vindas do guitarrista ao Brasil resultou no lançamento do CD "Live in São Paulo" (2008). Até agora foram c o n f i r m a d a s apresentações em quatro cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba.

A produtora Free Pass Entretenimento confirmou a vinda do guitarrista/vocalista norteamericano Richie Kotzen ao Brasil. O músico fará apresentações na segunda quinzena de abril, promovendo seu novo álbum, "Peace Sign”. Além de uma sólida carreira solo, gravando álbuns mesclando Hard Rock, Rock and Roll, Jazz, Fusion e Soul, Kotzen integrou

KISS será o headliner do Rock Am Ring

HIM: nova música é lançada na internet O quinteto f i n l a n d ê s precursor do criticado Love Metal, HIM, lançou um site contendo um vídeo com a mais nova canção a ser divulgada de seu futuro álbum, intitulada “Like St. Valentine”. A banda já havia lançado o videoclipe do single “Heartkiller”. O novo álbum, “Screamworks: Love in Theory and Practice”, tem previsão de lançamento para fevereiro de 2010.

Um dos maiores nomes da história do Rock, o KISS, será a banda principal da edição deste ano do mundialmente famoso festival Rock Am Ring. O quarteto tocará em dois dias, 4 e 6 de junho. Além do KISS, se apresentarão também grupos como Rammstein, Motörhead, Volbeat, As I Lay Dying e Bullet For My Valentine. Mais de 85 bandas tocarão nos três dias de festival.

Poisonblack libera tracklist do novo álbum A banda finlandesa Poisonblack, pertencente ao ex-vocalista do Sentenced, Ville Laihiala, acaba de soltar na internet o tracklist oficial de seu novo álbum, intitulado “Of Rust and

Bones”. O disco tem previsão de lançamento para março deste ano, e contará com faixas como “My Sun Shines Black”, “Buried Alive”, “Down the Drain”, “Alone”, “Leech” e “My World”.

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MÚSICA, INTERNET E CÓPIA: MAIS UMA DO DIREITO AUTORAL Larissa Lima Mestranda em Direito e vocalista da banda Avantgarde nas horas vagas Antes mesmo de efetuar sua leitura, o leitor já deve estar imaginando que este texto é mais um dos que dizem que é crime baixar músicas na internet. Além disso, antes mesmo de chegar ao final do primeiro parágrafo, deve ele estar assumindo uma postura de, “Eu não concordo com isso. A música tem que ser livre, a internet é um território livre, é um absurdo o preço que se cobra por CDs hoje em dia (...)”. Ou então de, “Ah, mas e como fica o autor? Como é que ele vai receber pelo seu trabalho? E os produtores, instrumentistas, compositores? (...)”. Pois bem. Divergências à parte, vamos analisar este caso. Direito Autoral e Compartilhamento de arquivos Até então, você já deve saber que existe uma coisa chamada “direitos autorais”, e que é com base em alguma legislação que as majors (as grandes editoras discográficas), entre outras empresas do ramo de entretenimento, atuam no combate à chamada pirataria na rede. O que talvez você não saiba é que há, na lei, um instituto chamado de cópia privada, que é confundido com o termo pirataria. Quando se fala de compartilhamento de arquivos na internet, é preciso que, antes de tudo, se estabeleça tal distinção. Na verdade, não há muita dificuldade nisso. Sem entrar em muitos detalhes, o principal aspecto que diferencia os dois termos é a finalidade comercial. Considera-se como cópia privada aquela que é feita sem finalidade lucrativa, nos moldes estabelecidos pela lei, quando se afirma que a proteção conferida pelo direito autoral sofrerá uma exceção. Em situação oposta está a pirataria, que, no caso de obras intelectuais, diz-se ser a cópia destinada a um fim comercial, sem que haja a contrapartida financeira ao detentor dos direitos patrimoniais. A esta altura, você já deve ter se questionado, “Ah, mas se eu não saio por aí vendendo CD pirata e só baixo música na internet sem finalidade lucrativa, então o que eu faço é cópia privada e, portanto, se a lei, permite, não é crime, certo?”. E eu respondo que sim e não. Há quem entenda que seja proibido, mas há quem interprete a lei, a constituição, entre outros dispositivos, dizendo que não há essa proibição. Veja onde está o problema: a lei permite a cópia privada, mas ela fala apenas “de pequenos trechos”. Ou seja, ela permite que se faça a cópia, mas apenas de uma parte da obra, sem sequer definir o que são esses “pequenos trechos”. Daí, se você compra um software armazenado num CD e quer fazer uma cópia de salvaguarda dele, você não pode. Assim como não é permitido que você “ripe” um CD musical para o seu computador e o disponibilize em seu mp3 player. Aqui você já deve estar pensando, “Mas que absurdo! Isso é algo tão banal, todo mundo faz, (...).” É, meu caro, infelizmente a nossa lei data de 1998, uma época em que essa convergência de mídias não era usual, mas onde já havia diversas ações na sociedade que incomodavam as empresas citadas anteriormente, principalmente no caso das máquinas fotocopiadoras. E se eu te dissesse que a lei anterior permitia a cópia privada em sua integralidade e não de pequenos trechos, o que você pensaria? 10

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Bem, não quero fazer aqui nenhuma apologia à liberdade desmedida de conteúdos na rede, ao mesmo tempo em que não irei condenar o usuário particular. O objetivo deste texto, na verdade, é tentar estabelecer alguns pontos para a reflexão do leitor. Proteção e Propriedade Em primeiro lugar, é preciso que paremos para analisar o porquê de existir essa proteção. O direito da propriedade intelectual, onde se inserem o direito autoral, as patentes de invenção, entre outros institutos, existe para tentar estabelecer um equilíbrio entre interesses opostos. Isto porque é de interesse da sociedade que haja desenvolvimento econômico e tecnológico em sua dinâmica, para que sua produtividade seja mantida. Para isso, é preciso que o inventor/autor seja incentivado a produzir conhecimento, ao mesmo tempo em que a sociedade possa se beneficiar dessa criação. Em um segundo momento, é preciso entender que a noção de propriedade privada, no que alguns chamam de pós-modernidade, não é a mesma que se tinha em tempos passados. Pense bem: no tempo de seus avós, a circulação da informação não ocorria com a rapidez que acontece hoje. Não se dava tanta importância, naquela época, ao valor econômico de um bem que, por sua natureza, era intocável, imaterial. A economia que surge diante de um mundo conectado em rede, em que um bem deixa de ser material para ser constituído por pura matemática (pois é, seus arquivos de computador se resumem a números matemáticos), necessariamente acabou por influir no conceito de propriedade que antes existia. Isso não quer dizer que ela não exista, mas que a noção de seu conteúdo ainda precisa se adaptar a essa nova realidade. Falando de propriedade intelectual, é preciso que se diga que, mesmo que exista uma lei sobre direitos autorais, há também uma Constituição. E a nossa Constituição traz um princípio chamado função social da propriedade, que é de observância obrigatória. Isso quer dizer que a nossa Constituição determina que a proteção às obras autorais deve existir, ao mesmo tempo em que deve haver algum benefício social, ainda que decorrente de algum tipo de limitação a essa proteção. Viu só? Até a Constituição fala da necessidade de haver esse equilíbrio. Mas, e aí? Como a gente encontra esse equilíbrio? Primeiro, é preciso que as forças em oposição estejam dispostas a alcançá-lo. Já está comprovado que a atitude de se processar o usuário residencial não está surtindo efeito nos países em que isto tem ocorrido. Por isso, a indústria tem assumido algumas atitudes: uma de ir atrás dos sites e programas que permitem a cópia para retirá-los do ar; outra, a de possibilitar o acesso de bens imateriais pela rede mediante pagamento (veja o caso das lojas virtuais como itunes, o próprio napster etc.); e por fim, a pressão para aprovação de leis de controle para a internet, estabelecendo sanções ao usuário que continue efetuando downloads gratuitos de material não autorizado.

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Consequências O que isto tem provocado? Um enorme alvoroço por parte de diversos membros da sociedade, que percebem nessa política de controle uma afronta as suas liberdades. Daí cria-se grupos organizados como o Partido Pirata, com o objetivo de fazer com que esta parcela da população seja ouvida nas casas legislativas tanto quanto as empresas do setor, por meio de lobbys. Mas não é só isso. A própria sociedade tem apresentado novos modelos comerciais que se adéquam a esta realidade da internet e a esta demanda por equilíbrio. Ou você nunca ouviu falar em software livre ou Creative Commons? Alguma vez você já utilizou o Linux? Cada vez mais a internet se mostra como uma prestadora de serviços, e criações deste tipo demonstram que há espaço na rede para a aquisição de lucro em conjugação através de divulgação da informação e aumento do desenvolvimento econômico e tecnológico. Viu? Todos os objetivos da proteção intelectual resguardados num ambiente de conexões. Mas e a música? E os livros eletrônicos? Como é que fica essa questão da cópia? Isso é algo ainda muito controverso. Há, de certo, diversas empresas apostando na liberdade de acesso a esses bens culturais. Assim como há muitos artistas sabendo utilizar a internet a seu favor (bandas como Radiohead e Teatro Mágico, o rapper GOG, Paulo Coelho, entre outros tantos, não é verdade?). Há muita discussão acontecendo por aí e diversos acordos surgindo em alguns países entre a indústria do entretenimento e empresas que atuam na internet. Mas há também muita gente com medo de perder dinheiro e poder, influenciando nas decisões políticas. É esperar para ver. Mas se você tem interesse nessa questão, não se limite a ficar inerte e preguiçoso na frente do PC, esperando que os outros resolvam a sua vida. A internet é também um mundo para o ativismo político. Ou você esqueceu que são os políticos que elaboram as leis que determinam o que você pode ou não fazer? Procure se informar. Crie um site ou utilize o Twitter. Busque o Partido Pirata Brasileiro. Procure por associações em defesa dos artistas. Participe de debates e conferências. Pense antes de votar. Não importa para que lado da história você queira ir, desde que você o faça conscientemente. E você pensou que este seria mais um texto que iria dizer que é proibido baixar música na internet, não foi? Recomendações de leitura: Cultura Livre, de Lawrence Lessig (O PDF pode ser encontrado de graça na internet). 12

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Bandas Novas Jonas Sutareli

O cenário do Rock alagoano não é um dos mais louváveis do país. Com tantas dificuldades sociais e contradições culturais no que se diz respeito ao verdadeiro gosto pelo Rock - principalmente por estarmos num país onde a cultura de massa impera -, para que cheguemos a um patamar satisfatório, ainda temos muito a discutir, melhorar e progredir. Todavia, nosso cenário não é algo morto. Temos, sim, boas bandas em nosso estado. Periodicamente, ocorrem apresentações de bandas locais em algumas casas de show espalhadas pela capital, sem esquecer, também, dos interiores de Alagoas. A tribo do Rock alagoana se faz presente, se mostra e tem força. Esses shows contam com bandas consagradas no cenário local, e até mesmo bandas novas. Sim! Nada está morto! Temos bandas novas surgindo por aqui. A galera nova, ao lado dos veteranos, é claro, está mostrando que o Rock nunca morreu; muito pelo contrário, ele está de pé e crescendo cada vez mais. Por aí, temos muitos exemplos de vários estilos diferentes de Rock. O importante mesmo é ver a cena crescer e se tornar cada vez mais forte. As bandas novas vão surgindo e precisam de divulgação. Como disse, a coisa não é fácil no cenário do Rock alagoano, e a divulgação (ou a falta de) é um dos grandes problemas enfrentados por aqui. Pensando nisso, trazemos para vocês algumas bandas novas de estilos diferentes.

Wake Up O pessoal da banda de Powerpop/Emocore Wake Up, que teve seu início no segundo semestre de 2009, começou a tocar junto após o fim da banda Right Now, quando Juninho (guitarra e vocal), da XML, chamou Igor (bateria), Luiz (teclado e efeitod) e Gabriel (contrabaixo). Para os integrantes, a grande dificuldade inicial foi a dúvida entre a formação de um trio ou de um quarteto. A banda ficou com quatro integrantes. No que diz respeito a influências musicais, Gabriel escuta muito Hardcore californiano. Já Igor prefere Metalcore e Screamo, Juninho escuta bandas Pop, e o Luiz parte mais para o lado da música eletrônica. O grupo já se apresentou no teatro do Marista, além de ter recebido propostas de eventos em Recife e de um show marcado para o dia 31 de Janeiro de 2010, no Orákulo Chopperia. Eles já têm um EP lançado e pretendem lançar seu primeiro disco agora, no ano de 2010. Comentário da banda: “Bom, queria que a galera escutasse o nosso som... E quem estiver de bobeira, aparece no Orákulo no dia 31! Vai rolar um Rock bem legal lá. Muitas bandas boas: Varial, Odd e muito mais!”

GoneBlack A banda GoneBlack teve seu primeiro ensaio em Junho de 2009. Surgiu quando Hugo (guitarra solo) chamou Lucas (guitarra base) para formar uma banda. Depois disso, Hugo também convidou Túlio (contrabaixo), Sidney (bateria) e Rômulo (vocal) e formaram a GoneBlack. Após algumas dificuldades com o vocalista e alguns conflitos por incompatibilidade musical, Rômulo foi substituído por Jonas Sutareli, que é o atual vocalista. É meio complicado dizer o estilo dos rapazes da GoneBlack. Atualmente, estão apenas fazendo covers de diversas bandas, como Slipknot e Drowning Pool.

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Pela misturada e pelas influências dos integrantes, que vão de Creed a Megadeth, passando por Avenged Sevenfold e System of a Down, a própria banda diz tocar “Metal Alternativo”. Ainda sem nenhum show em seu currículo, mas com pretensões de realizar o primeiro no ano de 2010, a banda está compondo suas primeiras músicas. De acordo com o guitarrista Lucas Azevedo, “se você curte o bom e velho Rock and Roll, escute GoneBlack.”.

Akdov A Akdov (“Vodka” ao contrário) surgiu em março de 2009, quando Alan (baixo) e alguns amigos estavam conversando sobre diversas bandas, e Maninho (vocal) sugeriu que formassem uma banda. De início, Alan não se agradou muito da ideia, pois não tocava nenhum instrumento. Logo depois, Flávio (guitarra) e Luan (guitarra) convenceram-no a aprender a tocar contrabaixo, para que ele pudesse ser um integrante. Inicialmente, a Akdov não tinha baterista, o que dificultou bastante a vida dos membros da banda. Os locais de ensaio e equipamentos de gravação também eram problemas eles. No começo a banda era composta por Maninho no vocal, Luan na bateria, Flávio na guitarra e Alan no baixo. O primeiro ensaio aconteceu sem bateria. Um teclado substituiu o instrumento. Mas Diogo (bateria) interessou-se, aprendeu a tocar o instrumento e passou a integrar a banda.

A banda toca Hardcore e se inspira bastante em Dead Fish, Rufio, Belvedere e uma famosa banda do gênero daqui de Alagoas: Mutação. O grupo já se apresentou no FMPB (Festival Music Paradise de Bandas). De acordo com os rapazes, foi “um show que a gente esperou muito ansioso, pois foi adiado várias vezes”. A banda espera se apresentar mais vezes em 2010. Apesar de estudarem e terem que dividir seu tempo entre banda e estudos, diminuindo assim a freqüência dos ensaios, a Akdov continuará na ativa. Segundo Alan (baixo), “ainda temos muita coisa pra falar, pra gritar nos ouvidos alheios.”. Sobre a cena de Rock alagoana, Alan diz perceber “que a quantidade e diversidade de shows de Rock aqui na cidade têm aumentado. E isso é uma coisa boa.” Bandas novas, velhas, ou “seminovas” - o Rock alagoano precisa de mais força, coragem e apoio. Precisamos fazer crescer o nosso amado Rock and Roll.

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Mais de duas décadas de história Entre mudanças e dificuldades, a banda alagoana de metal extremo, Morcegos, fala de sua trajetória e satisfação em 22 anos de carreira

Daniel Lima | Pei Fang Fon | Yzza Albuquerque Em uma bela tarde de sol, Júnior Core (baixo), Fred Deathgrind (bateria) e Frankstone (vocal e guitarra) concederam uma entrevista muito bem humorada para a Rock Meeting, cheia de histórias sobre o nascimento e a continuidade da maior banda de metal alagoana, a Morcegos. Residentes no bairro do Jardim Acássia, no Farol, o nome da banda veio da grande aglomeração dos mamíferos voadores (morcegos) nas árvores frutíferas das redondezas, ao cair da noite. Em 1988, a banda saiu das brincadeiras de infância para se tornar real e ganhar o mundo. Já faz 22 anos que a Morcegos participa ativamente da cena do metal alagoano, e o reconhecimento por parte do público não para por aí. Em estatística feita ano passado, foi comprovado que a banda alagoana detém o maior número de lançamentos do mundo, e este número acaba de aumentar: o centésimo trabalho da banda, intitulado “Blackside Revolution”, foi lançado dia 23 de janeiro de 2010. A banda já passou por diversas situações interessantes, como tocar em Santarém (PA) para 1.200 pessoas. Apesar do reconhecimento mundial (a fundadora do fã-clube oficial mora na Áustria), o vocalista e guitarrista Frankstone deseja mesmo é que o trabalho de sua banda seja reconhecido aqui no Estado, já que fora de Alagoas a Morcegos é muito prestigiada, sendo conhecida como a maior banda de metal extremo do Nordeste. Confira agora a entrevista que fizemos com o trio em detalhes e fique por dentro desta banda que fez e faz história por onde passa. A RM não poderia deixar de prestigiar a Morcegos pela sua contribuição, levando o nome de Alagoas não só para os quatro cantos do país, mas também para o resto do mundo. 16

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Pei Fang - Vamos fazer só um breve histórico do que é a Morcegos, o fato de vocês serem a banda com o maior número de lançamentos... Frankstone – Nós temos coletâneas, split com bandas de outros lugares, 4-Way (quatro bandas no mesmo disco) e assim vai... O cara fez a contagem de discos da banda mesmo e chegou à conclusão de que nós temos mais discos que a banda belga. Tem muita coisa inédita na história da banda, nós já chegamos a lançar um CD por mês em 2007. Todo mês a gente lançava um CD. Pei Fang – Com quantas músicas? Frankstone – Isso variava, às vezes a gente pegava músicas de um CD anterior e colocava uma versão diferente no disco... Às vezes gravações inéditas, ensaios que a gente fez; em tal lugar, a execução é diferente de outras gravações, daí acaba saindo um disco ao vivo... Pei Fang – Como o da Uesa... Frankstone – Exato. Algumas partes, a gente foi pra estúdio gravar. O último, que foi o de 2007, ficou em um CD de músicas inéditas daquele ano. Os outros, não, ficaram misturados. Daniel – Vocês usaram internet (pra promover)? Frankstone – Também, também. Eram cinquenta cópias iniciais, de cada lançamento. Pei Fang – No caso, como foi que nasceu a Morcegos? Frankstone – Aqui. A banda nasceu aqui mesmo, nesta casa aqui. Mas a história é grande, né. Tudo começou quando a gente era pivete. A gente sempre fazia as coisas bem “fundo de quintal”, mas não tinha instrumentos, nós batíamos em latas... Mas o nome já era Morcegos. Já tinha gravação naquela época. Júnior Core - Mas a banda virou banda mesmo em 1988. A gente conta de 1988 pra cá, que foi quando a gente começou a tocar com instrumentos de verdade (risos). Frankstone – Mas nós já tínhamos realmente um público. Júnior Core - Naquela época eu ainda

tocava em outra banda. Frankstone – Eu lembro da outra banda, de Punk. Naquela época, tinha uma certa rivalidade entre os Punks e os Bangers, né. Júnior Core – A gente montou duas bandas, então nós tínhamos de um lado uma banda altamente Metal e outra altamente Punk. Quando eu vim morar aqui, começamos a banda e decidimos, “vamos fazer um show.” Arranjamos um local em Bebedouro. Quer dizer... O primeiro show da Morcegos foi lá. Pei Fang - E como foi a divulgação naquele período? Se hoje já é meio complicado, imagine naquele período... Como foi? Frankstone – Tinha um point, antigamente. Primeiro, era em frente a um antigo cinema que não existe mais, o Cine São Luís. Ficava em frente à Lobrás, que também não existe mais. Júnior Core – Onde hoje é a Insinuante. Frankstone – Isso, pronto. E aí, depois, a gente foi pra Praça Deodoro, que até hoje ainda continua (existindo), né. Então, era um point, a galera que largava das escolas ia esperar o ônibus ali e ficava aquele pessoal todo junto. Ali, era assim: alguém comprou um disco novo, chegava lá e comentava, trazia pra gente ouvir, gravava um cassete, espalhava pra galera... “E quando é que vai ter um show?” “Olha, banda tal, em tal mês...” - tudo era ali. Fred Deathgrind – Naquela época era mais difícil, mas em compensação o interesse era maior, né? Frankstone – É. E a atitude também, né. A atitude era maior. Hoje na internet tem tudo fácil, aí o cara tá nem aí. Aquela era uma época diferente mesmo, os estilos, também... Júnior Core – Cada um tinha o seu estilo de ser. Frankstone – A divulgação era feita assim. E pra fora da cidade, era na base da carta. Carta manuscrita. Júnior Core – E até hoje, quando a gente viaja, leva material junto. Frankstone – Exatamente. A gente vendia (e continua vendendo) muito material pelo correio, e através das vendagens que a gente recebia convite pra tocar fora.

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Pei Fang – E nesses lugares que vocês tocaram fora, qual foi o primeiro lugar? Frankstone – Campina Grande, na Paraíba. Pei Fang – Em que período? Frankstone – Em 1990. Aquele foi “o” show. Tanto é que o nosso primeiro baixista disse, “vocês são doidos. Eu vou tocar nesse show, mas nunca mais toco com vocês de novo.” A gente foi apedrejado. O pessoal estava esperando uma banda de reggae. Quando chegou no dia, não avisaram que não ia ter mais, então o pessoal ficou esperando na porta. Enquanto isso, estava rolando Metal, Hardcore, lá dentro, a galera toda curtindo, e todo mundo que estava do lado de fora, esperando. Quando saímos todos, só deu pra ouvir o povo falando, “esses são os caras da banda! Vai, pega!” Entramos no carro e saímos correndo. Aquele show foi todo uma resenha, teve até abordagem da polícia, eles foram investigar as bandas. “Vocês são suspeitos!” (risos) Foi demais, foi demais. Júnior Core – A gente já tocou em todo tipo de lugar. Frankstone – Já, já. Em barzinho, puteiro... Convidava, a gente ia. Já tocamos até em trio elétrico. Pei Fang – Vocês têm, oficialmente, cem trabalhos lançados, não é? E tem até livro no meio. Frankstone – Isso, tem até livro. Inclusive, vão lançar ainda um novo esse ano, com a biografia da banda. Já tem três livros da banda, dois escritos por mim. Escrevi a história de quando a gente era pivete até a chegada dos instrumentos, e dos instrumentos até 2005. E agora tem um cara juntando tudo pra lançar uma biografia mais completa. Daniel – E o outro que você mencionou? Frankstone – O outro foi um apanhado do Rock em Alagoas em geral, e tem umas quatro páginas dedicadas a Morcegos. Yzza - Onde que a gente tem acesso a esses livros? Frankstone – Acho que na Universidade Federal tem um exemplar. É só procurar algo relacionado a Rock em Alagoas lá.

Yzza – E os dois livros que você escreveu? Frankstone – Eu não tenho mais nenhum exemplar. Eu tinha 150. Eles não eram feitos em gráfica, o conteúdo todo era de máquina de tirar cópia. Júnior Core – Estamos falando de underground, cara (risos). Frankstone – Estamos falando de underground. A gente tem até CD em que a capa foi feita à mão. Yzza – Vocês têm uma cópia de todos os CDs que lançaram? Frankstone – Da maioria (risos). Pei Fang – Vocês tocaram em setenta cidades, em dezesseis estados, em quatro regiões. No caso, a primeira delas foi Campina Grande. Frankstone – Uhum. Pei Fang – Mas qual foi aquela que vocês tiveram aquele entusiasmo? Que vocês tiveram um bom feedback da galera? Frankstone – Engraçado, porque o metal em geral é como se fosse uma religião. Você tá em Fortaleza, você tá em Juazeiro do Norte, a resposta do público é sempre a mesma coisa. Tem uns que agitam mais, outros menos, mas quase sempre eles reagem da mesma forma. Nos shows que a gente fez, praticamente em todos a resposta foi muito boa. Não teve um de destaque. Tem uns, do tipo, tocar em Santarém do Pará pra 1.200 pessoas é um destaque da porra, né. Você estar no meio da floresta amazônica e ter 1.200 pessoas querendo ver a gente é um destaque, né. Como também teve um cara em São Paulo, na Metrópole, que colocou faixa dizendo, “Pela primeira vez em São Paulo, a lenda do metal extremo do Nordeste, Morcegos” bem grandão; isso daí também dá um impacto da porra. Júnior Core – A gente ficou pensando, “pô, em Maceió a gente não é nada, daí a gente chega e tem uma faixa dessa ali...” Sem falar na expectativa, né. A galera fica esperando uma coisa grande, e a gente tão simples. Frankstone – A gente fica com medo de dar tudo errado, mas aí a gente descobre que é só fazer o que a gente faz e pronto.

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Daniel – A resposta do público lá fora, pra vocês, é maior que aqui em Maceió? Frankstone – É. Se bem que eu to achando que tá até mudando isso aqui. Já tô achando que show aqui, a galera tá respeitando mais. Júnior Core – É verdade. Frankstone – Mas lá fora, é realmente assim: os caras convidam porque sacam quem é a banda, o material já é vendido lá, então a galera já conhece a banda. Eles não vão ver uma novidade, vão ver uma banda que já conhecem. Eles pedem músicas, sabem que música tá tocando. A gente fica muito contente, porque tem show que a gente vai tocar e o pessoal fica pedindo cover. Nesses shows lá fora, os caras pedem músicas da gente. Júnior Core – E até cantam. Pei Fang – E em relação às composições? Quem compõe? Fransktone – A maioria, eu faço, mas eles também compõem. Pei Fang – E em que vocês se inspiram? Frankstone – Geralmente, a gente fala de morte, mas fala de ódio também. Esse último disco tá muito baseado no ódio, na revolta. Depois de 1996, todos os discos da gente são conceituais. Cada disco tem uma história. No novo, um cristão se revolta contra a própria religião, então o disco é baseado nisso. A gente já chegou a fazer também uma coisa inédita dentro do Nordeste, que é lançar uma história dividida em três álbuns. Inclusive, saiu até um fanzine no Rio Grande do Sul com toda a história traduzida e os caras fazendo comentários como se fosse a obra mais legal que aconteceu na década. Yzza – Mas nesse álbum, você escreveu tudo de uma vez? Frankstone – Não, o primeiro teve uma história completa, que foi no início dessa formação (da Morcegos), em 2000. Júnior Core - Foi a formação que me resgatou. Frankstone – Exatamente. O Júnior Core participou da banda de 1988 a 1991 e depois saiu. Ficou boa parte da década de 1990 tocando em outras bandas e em 1998 ele voltou. E aí o primeiro disco que lançamos com essa formação foi o “Extreme Point”. Ele conta a história do cara que perdeu a mulher amada, ela morreu de hemorragia cerebral, e ele começa a contar tudo o que se passou com ele depois da morte dela.

Só que o disco puxou mais história, e aí a primeira parte fala dessa perda do cara, a segunda parte fala dele tentando encontrar uma religião que possa ampará-lo, para não morrer, sei lá; e no final, ele morre. E no terceiro (disco), ele já tá morto, e começa a contar o que aconteceu com ele desde que morreu. Pei Fang – E há alguma dificuldade pelas letras serem em inglês? Frankstone – Total. Todas as dificuldades (risos). Pode ser em inglês, pode ser em português, qualquer língua; é difícil de qualquer jeito. Pei Fang – Mas no início, como foi essa questão do inglês? Frankstone – Logo no começo, através dos álbuns (de outras bandas), e até hoje, né. Pegando os álbuns, lendo os encartes, pegando o dicionário pra ver o que os caras estavam falando, prestando atenção na pronúncia... Antes, eu fazia as letras em português e depois passava pro inglês, mas atualmente, não, já faço em inglês. Yzza – Mas vocês nunca pensaram em escrever em português? Frankstone – Já. Inclusive, de 1988 até 1991, era em português. Yzza – E por que isso mudou? Frankstone – Eu estava até comentando num fanzine aí - pode até não parecer, mas a gente dá entrevista pra caramba (risos) -, e eles perguntaram a mesma coisa e eu disse que, por exemplo: no inglês, você diz “lost”, que quer dizer “perdido”, e sai mais rápido. Agora vai dizer “perdido”... Palavra longa da porra (risos). Então não tem nem como comparar. E em muitos casos, a gente não precisa estar usando os artigos, né. Fred Deathgrind – Preposições também. Frankstone – Mas também tem a ver com o lance da época, a gente via as outras bandas do nosso estilo todas cantando em inglês e a gente em português. Eu acho que combina mais com o estilo. Júnior Core – A única banda que continua em português assim e que eu acho que combina é a Ratos de Porão, pelo estilo e tal. Porque o Hardcore não usa os elementos que o Metal usa, né, não tem aqueles gritos. É aquela coisa rápida.

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Daniel – E vocês já tocaram no exterior? Frankstone – Não, nunca tocamos no exterior. Tem muito convite, mas até agora a gente não pôde, porque depende de passagem, né. Yzza – Convidaram pra onde? Frankstone – Pra Europa. Júnior Core – Mas, sabe, é até bom que não dê pra gente ir; claro, qual é a banda que não quer sair e tal? Mas tá rolando tanta doideira lá fora. Você sair daqui, pegar avião, atravessar o oceano e chegar lá... Muita doideira que tá rolando. Frankstone – Aconteceu de a gente tocar em Cruzeiro do Sul e tava uma menina da Alemanha, e ela gostou pra caramba! Ela comprou material da banda e foi pra Áustria, ela tá morando lá. No caso, ela consegue bancar a turnê toda pra gente, contanto que a banda chegue lá. A dificuldade é essa. A gente tem que bancar a passagem. Nós poderíamos passar no máximo um mês lá, e nesse mês, tocar todo dia. Ia ter vezes em que tocaríamos dois shows no mesmo dia. Júnior Core – Tem que ter toda uma preparação aqui pra chegar lá inteiro, né. Frankstone – Mas isso é legal pra caramba, a galera conhece a banda lá e gosta e quer que vá tocar. Pei Fang – Tem até um fã-clube lá, né. Frankstone – Exatamente. Eles chegaram a gravar um disco exclusivo deles lá com músicas da Morcegos, na Áustria. Pei Fang – Uma coisa que me surpreendeu, tem quatro trilhas sonoras com vocês participando. Quais filmes? Frankstone – “Raiva”, “Sinistro”, “Devaneios

do Conde Lopo”, “ Criaturas Ediondas 2”... São filmes legais, cara. Fred Deathgrind – “Raiva” é legal. Frankstone – Inclusive, no “Devaneios do Conde Lopo”, tem uma faixa chamada “Weeping and Agony”, ela tem em torno de 30 segundos e os caras transformaram esses 30 segundos em três minutos pra poder virar trilha sonora e ficou massa, cara. Pei Fang – Tem um destaque aqui para o LP “Thank God”. Frankstone – É, foi o primeiro disco da banda. O único vinil alagoano, o primeiro disco de vinil de Alagoas e o único. Ninguém mais lançou vinil, né, só compacto. Tô falando no estilo, claro. Engraçado que, aqui no Brasil, teve uma repercussão entre os fãs, né. A mídia meteu o pau porque a capa era xerocada e com colagem... E lá fora, os caras adoraram, velho. “Esse é o disco!” E eles gostaram também da atitude da gente ter feito a capa à mão mesmo, os caras acharam foda. Os caras disseram que era o disco mais obscuro da história do metal. Aí chegou um cara do Maranhão e disse, “pô, tem que lançar esse disco novamente”, daí as capas foram feitas em gráfica e finalmente saiu em 2008. Foi aí que a galera comprou mesmo. Na última vez que eu vi no Mercado Livre, tava por 40 dólares. Fred Deathgrind – O dinheiro não vem pra gente, não, mas nem por isso (risos). Frankstone – Teve toda uma polêmica por causa do nome “Thank God”, as pessoas falavam que era cristão e tal. Eu coloquei até no Orkut da gente uma página só pra imprensa, e tem lá uma revendedora de Black Metal com o CD. Daí as pessoas já sacam que não é cristão, já que tá numa revendedora de Black Metal, né.

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homenagem a eles. Eu ofereci a música pros caras e eles choraram, e até hoje eles mantêm contato com a gente. Eles compraram CD da gente e dizem que a tara deles é montar um show da Morcegos em Itaituba. Fred Deathgrind – Mas a gente não vai de barco não, né? Frankstone - Vai. Só dá pra chegar lá de barco (risos). Yzza – E no mundo? Frankstone – A gente já recebeu carta de Madagascar, de um monte de canto. Fred Deathgrind – É a globalização (risos). Pei Fang – Por que o metal extremo? Por que tocar metal extremo? Frankstone – Nos anos de 1980, no Nordeste, tinha muito Hard Rock. Antes mesmo de vir o termo “Metal”, tinha o Hard Rock, que era mais o som de bandas como KISS, Mötley Crüe, W.A.S.P.... Era a música que dominava. E aquilo ali era legal, eu achava legal, mas não achava tão pesado. E quando eu fui gostar de música mesmo, foi de bandas como Venom, Possessed, Slayer; então já era muito mais porrada que KISS, Mötley Crüe, entende? E quando eu quis montar uma banda, seria um tipo assim. O Sepultura mesmo, Vulcano, Sarcófago, que já eram desse estilo... Daí até formar a banda, já foi com essa ideia de tocar nesse estilo.

Pei Fang – Mas por que “Thank God”? Frankstone - Na época, foi mais pra usar a expressão “Finalmente!”, né. Aqui no Brasil a gente diz “Finalmente!”, lá eles dizem “Thank God!”, tipo “graças a Deus!”, né.

Pei Fang – Das bandas de hoje, quais são aquelas que vocês acham interessantes? Frankstone – Tem uma chamada Black Tide, são uns pivetões fazendo um som legal.

Pei Fang – E qual era a formação da banda? Frankstone – Eu, o Alexandre Desmiolado e o Wilson Gore. Daniel – Vocês têm algum DVD gravado ao vivo? Frankstone – Vários (risos).

Yzza – É meio old school, né. Frankstone – É, mas tem um toque de modernidade também. Os caras têm uma performance de banda de metal mesmo, achei legal. Apesar de que o som não é de peso mesmo, mas pra idade deles eu acho legal. O vocal do cara também é legal. Júnior Core – Banda atual, eu não consigo pensar em nenhuma. Frankstone – É, até porque atual seria de 2000 pra cá. No estilo mesmo, não tem nenhuma. As que eu consigo lembrar são de 1990, por aí...

Pei Fang – Qual foi o lugar mais inusitado que a galera já comentou sobre o som de vocês? Frankstone – Itaituba, na selva amazônica. Chegaram dois caras com camisas pintadas à mão da banda. Os caras viajaram doze horas de barco só pra ver a gente em Santarém, chegaram lá e pediram uma música em

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POPFUZZ apresenta:

Pela primeira vez, Alagoas receberá uma edição do Grito Rock, o maior festival independente integrado da América Latina. E logo de cara, receberemos uma edição dupla.

Maceió dia 05 em Jaraguá Arapiraca dia 06 no Parque Ceci Cunha Grito Rock Maceió

Grito Rock Arapiraca

Quando: 05 de fevereiro, às 17h Onde: Largo dos Poetas, bairro do Jaraguá Quanto: Gratuito/Aberto ao público

Quando: 06 de Fevereiro, às 18h Onde: Concha da Praça Ceci Cunha Quanto: Gratuito/Aberto ao público Bandas:

Bandas: Gato Negro (AL) My MIDI Valentine (AL) Coisa Linda Sound System (AL) Dad Fucked and the Mad Skunks (AL) Caldo de Piaba (AC) Pumping Engines (RN) Sex On the Beach (PB)

Senhora Rita (AL) Subproduto do Rock (AL) Cross The Breeze (AL) Baztian (AL) Caldo de Piaba (AC) Pumping Engines (RN)

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Especial Master of Hate Tour - Maceió

Texto: Yzza Albuquerque Fotos: Daniel Lima | Pei Fang Fon

A chegada do dia 23 de janeiro representou uma brisa de ar puro e fresco para os headbangers de Maceió. Depois de uma longa espera e acontecimentos inusitados, Master e Predator levaram o Orákulo abaixo. A passagem da turnê Masters of Hate pela capital alagoana começou antes mesmo das bandas chegarem, de fato, aqui: fomos arremessados em meio a um furacão violento junto às outras capitais nordestinas quando a notícia do trágico falecimento de Leon Villalba e Timothy Kennely, da After Death, terceira banda componente da turnê, chegou aos nossos ouvidos. A dúvida que se seguiu atormentava a todos nós: a turnê será cancelada? Ato digno de aplauso, as duas bandas remanescentes resolveram continuar, em homenagem a Tim e Leon. A hora da verdade Grandes expectativas, ansiedade palpável. Um aglomerado de pessoas vestidas de preto podia ser visto em frente ao Orákulo Chopperia. Após alguns momentos de espera, a primeira banda sobe ao palco e o público começa a entrar na casa. Isso não seria nada demais se não estivéssemos falando de uma banda do porte do Morcegos. Lendas vivas do Metal alagoano, respeitadíssimos no underground brasileiro e com mais de duas décadas de existência nas costas, o líder Frankstone e seus companheiros Fred Deathgrind e Júnior Core começam uma apresentação para um número pequeno de pessoas. Muita presença de palco do começo ao fim, a banda toca canções de álbuns antigos,

anuncia o lançamento de seu mais novo álbum, intitulado “Black Side Revolution”, e mostra músicas novas ao público, que, a esta altura, já se encontra em número maior e batendo cabeça freneticamente. Com uma apresentação forte, embora um pouco curta, o Morcegos mostrou, pela milésima vez, a que veio. E está mais do que na hora de o público alagoano começar a reconhecer isso. A grande decepção da noite ficou por conta da banda In the Shadows, de Aracaju, que simplesmente não apareceu para tocar para o público alagoano. A desistência em cima da hora deixou todo mundo em maus lençóis: tanto os organizadores do evento, quanto os headbangers presentes que ansiavam por um pouco de Doom Metal. Aparentemente, a banda decidiu entrar em hiatus momentos antes do show em Maceió por problemas internos. Bem, fica para a próxima.

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A Effatum subiu ao palco pouco depois do Morcegos e tocou muito Metal e Rock and Roll clássicos. Divertindo a todos os presentes com músicas como “Crazy Train” e “Paranoid”, a performance exemplar dos músicos não deixou absolutamente nada a desejar. P re c i s a m o s d e m a i s bandas como esta por aqui. A primeira banda da turnê a se apresentar foi a Predator. Foi a segunda vez dos caras aqui, e certamente não será a última. Jener Milani, Roberto Ceccato e Luciano Holfmann são três homens que, quando colocados em cima de um palco com seus instrumentos, conseguem fazer barulho por mil. A impressão que fica é a de que a banda subiu ao palco somente para deixar a todos nós loucos, de tão marcante que foi este show em particular. Do começo ao fim, o público, ensandecido, batia cabeça, subia ao palco, cantava junto, formava rodas a b s u r d a s . . . Definitivamente, foi o show ideal para dar a 2010 a cara de um ano com um ótimo começo. A Master tinha uma tarefa difícil a cumprir quando chegou a sua vez: superar a performance da Predator. Os primeiros toques dos pés de Peter Bajèi no pedal duplo de sua bateria mostraram que isso não seria tão complicado assim, afinal. Não foram necessários mais que cinco segundos da primeira música para

percebermos que a noite seria fechada com chave de ouro. Os primeiros acordes do baixo de Paul Speckmann, combinados com as batidas furiosas de Peter Bajèi e os riffs pesados de Aleš Nejezchleba, fizeram o palco tremer. Literalmente. O estranhamento inicial por parte do público foi, aos poucos, sendo vencido pela força universal do Metal: à medida que o s h o w f o i acontecendo, rostos confusos com o inglês enrolado de Speckmann se transformaram em olhares de aprovação e expressões faciais típicas de headbangers. Músicas como “Funeral Bitch”, “Slaves to Society” e “The Final Skull” levaram todos ao delírio. No final, a banda retornou ao palco para um bis, depois que o público não parava de gritar “Master!”. Mais um show que ficará na memória. A passagem da turnê Masters of Hate por Maceió deixou conosco a certeza de que o Metal está sim, entre nós. Ele está aqui, respirando, bufando, implorando por mais espaço. Não importa o tamanho da banda: se existe público, não há motivo para não haver show. Tudo depende de você e eu para manter esta cena viva. Está esperando o quê?

Confira as fotos do Master of Hate Tour na Galeria de Fotos Rock Meeting http://flickr.com/photos/revistarm 24

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A V o l t a d a L e n d a Lula Mendonça - Metal é a Lei O renomado e experiente vocalista Mario Pastore, após grande contribuição para o cenário do Heavy Metal brasileiro cantando em bandas como: Titânio, Acid Storm, Opera's Noise, Tailgunners, Sacred Sinner e recentemente Delpht, lança o seu mais recente projeto: a "Banda Pastore". Em um bate papo descontraído, Pastore fala sobre o início de sua carreira como vocalista, sobre a atual cena heavy metal brasileira e, é claro, sobre seu novo trabalho. Lula Mendonça: Gostaria de começar falando de sua iniciação musical. Como foi e quais suas principais influências? Mário Pastore: Bom, a minha família sempre gostou de música, aos cinco anos meu pai fez um microfone de papelão pra mim e eu ficava imitando o Elvis, então a partir daí eu cresci com aquela vontade de cantar. Aos 17 anos, entrei na minha primeira banda de metal que se chamava Titânio, que cantava em português e tirava uns covers de bandas gringas tipo Manowar, Iron Maiden, entre outros. Minhas principais influências são: Geoff Tate (Queensryche), Bruce Dickinson, Ronnie James Dio e Tom Bellicoult(Lethal), Michael Kiske, Glenn Hugles, entre outros caras bons que de vez em quando eu escuto. LM: Você integrou a Acid Storm, considerada uma das mais promissoras bandas de metal do Brasil nos anos 90. Por que a Acid Storm não teve uma vida longa? MP: A Acid Storm foi uma banda que tinha um grande potencial, já vinha de um álbum muito bom que se chama “Why that war”, com outro vocalista. O segundo álbum, do qual eu fiz parte, Biotronic Genesis, foi um disco muito bem aceito no Brasil e no exterior, inclusive ficando em primeiro lugar na rádio BBC de Londres na frente do Pantera, Metallica , Sadus, etc. O grande problema é que não havia amizade e consideração entre as pessoas que estavam na banda, além disso havia um patrão que mandava na banda, e eu acho que pra você aceitar ordens pelo menos você tem que ganhar um salário, o que não acontecia. Então diante disso tudo eu resolvi sair da banda, o baixista da banda vendo que eu tinha razão em muitos pontos resolveu sair junto comigo e então montamos outra banda pra nos divertir e passar o tempo. LM: Quais as principais lições que você retirou dessa fase? MP: Eu acho que a principal lição que eu tirei dessa fase é que uma banda não pode ter só música, tem que ter respeito, consideração, se não tiver isso uma hora ela vai quebrar, então isso é algo que consegui agora com o Pastore e isso me deixa muito feliz. LM: Com o Delpht, você lançou um álbum que teve uma repercussão muito boa pelo público, mas que não teve a atenção devida por parte da gravadora. Ao que você atribui a esse descaso da gravadora? MP: Nós procuramos a Hellion, que nos parecia um bom selo, e na época eles se animaram em lançar o cd, nós conversamos bastante, mas quando o cd foi lançado não existia ainda um contrato assinado. Eles nos prometeram uma assessoria de impressa, que não aconteceu, inclusive todas as entrevistas que nós fizemos foram conseguidas pela banda, de efetivo mesmo eles só colocaram uma propaganda em duas revistas especializadas, então esse descaso todo nos decepcionou bastante e resolvemos não fazer o contrato.

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LM: Você está trabalhando agora num projeto que leva seu nome, Pastore. Qual vai ser o direcionamento musical desse projeto e como anda as gravações desse novo trabalho? MP: Esse é o meu primeiro trabalho solo e eu estou muito bem assessorado por grandes músicos que, graças a Deus, são grandes amigos também, são eles: o guitarrista Raphael Gazal (Children of the Beast- Iron Maiden Cover), no baixo o Ricardo Ravache (ex-Centúrias e ex-Harppia) é uma lenda do metal nacional esse cara; na bateria o Fábio Bultvidas (Shadowside) que também está fazendo a produção do álbum. Além deles temos dois grandes braços diretos que são o Marcelo de Paiva e a esposa dele, Milena, que estão nos ajudando bastante na divulgação da banda. O direcionamento do som é o heavy metal tradicional com alguns elementos atuais, assim, um pouco mais moderno e no momento estou gravando as vozes e, modéstia a parte, o negócio está ficando muito bacana.

melhor do que a que temos. LM: E quais as dicas que você daria para um vocalista que ainda está iniciando sua vida profissional? MP: O conselho que eu dou para um vocalista iniciante é o seguinte: estudar bastante, de preferência com um bom professor de técnica vocal, ter bastante paciência para aprender como empregar a voz e quais são seus limites, e quando estiver preparado, além de bom vocalista, tenha um bom caráter, não pise na cabeça das pessoas para conseguir alguma coisa, consiga seus objetivos com integridade, pelo caminho do bem, porque além da voz todos vão admirar a sua pessoa também. LM: Mário, gostaria de lhe agradecer mais uma vez pela atenção dada à revista Rock Meeting e a Coluna Metal é a Lei e, para finalizar, gostaria que você deixassem um recado para todos os nossos leitores. MP: Eu que agradeço a atenção da revista, agradeço essa oportunidade e queria pedir pra galera continuar incentivando o metal nacional porque tem muita banda legal no Brasil, e tem outra coisa, hoje, você é público, mas amanhã você poderá ser o artista. Gostaria de mandar um abração pra todos, pros músicos da banda e avisar que logo o cd estará saindo, o som está muito pesado, variado, com gritaria, vocalização na manha, fora a performance dos meuS amigos instrumentistas, resumindo, está muito legal o álbum. Eu gostaria também de deixar o contato da banda: têm a página do Orkut, Pastore Banda, quem entrar lá vai conversar direto com os integrantes da b a n d a e t e m t a m b é m o www.myspace.com/bandapastore. Valeu por tudo e um abração para todos da Rock Meeting e do Metal é a Lei.

LM: Você é citado por vários vocalistas brasileiros como um exemplo de vocalista de técnica apurada. Como você vê a cena Heavy Metal brasileira atual? MP: Eu fico feliz por ser citado dessa forma, isso é uma honra pra mim já que temos tantos vocalistas bons aqui no país. A cena brasileira tem muito músicos bons, hoje em dia temos bons estúdios, uma melhor estrutura de equipamento, bons lugares pra tocar, etc. Eu acho que o grande problema é a falta de união das bandas, existem muitas panelas, uns ficam falando mal dos outros, tem muita falsidade e isso tudo acaba atrapalhando a cena, porque se existisse uma união, se houvesse respeito pelo trabalho do outro, rolariam mais shows bacanas e haveria uma estrutura ainda bem

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Metal é a Lei

Metal é a Lei

Ouça a rádio http://www.rockfreeday.com.br - Programa Metal é a Lei aos fins de semana nos três horários. Adicione no msn: programametalealei@hotmail.com Lula Mendonça SCUD: banda do Piauí lança Ep Unofficial #19 A banda SCUD do Piauí retirou do forno no início de 2010 o Ep – UNOFFICIAL #19 que contêm duas músicas “Why Die” e “Red Chaos” em versão promo. Em formato digipack, o ep vêm dando uma prévia de como virá o próximo trabalho da banda, que no momento ensaia com seu novo baixista, se preparando para pegar a estrada novamente e as novas músicas que fará parte do segundo cd da banda. “Já temos músicas suficientes para o nosso segundo play, precisamos agora ter um pouco de paciência para o baixista se adaptar melhor às novas canções e a forma de trabalho da banda. Queremos entrar em estúdio com força total, até mesmo porque, achamos que esse trabalho será muito importante na carreira do SCUD. Acredito que estamos preparados para transpor a síndrome do segundo disco”. Comentou confiante o vocalista e guitarrista Marcelo Alelaf. A música “Red Chaos” já está disponível para download no site oficial da banda. SITE: www.scudband.com Keter: Confirmada participação no Palco do Rock 2010 A banda KETER, (Thrash/Death Metal) de Salvador-BA, confirmou participação na décima sexta edição do Palco do Rock, prometendo fazer uma apresentação destruidora com um set list composto por músicas que vão integrar o primeiro full-lenght,

material que está prestes a ser lançado. O evento ocorre no período de carnaval, em Salvador, levando ao local de realização das apresentações milhares de pessoas ao longo dos quatro dias de shows. No dia 15/02 (terceiro dia), a KETER estará dividindo palco com um dos maiores nomes do metal nacional, o KORZUS. SITE: http://www.myspace.com/keterband

Still Alive: mudança no posto de baterista do grupo A banda carioca STILL ALIVE, que atualmente se encontra produzindo seu primeiro álbum de estúdio juntamente c o m o produtor Edu Falaschi (Almah, Artemis, Symbols), confirmou a entrada do baterista Thiago Alves (Prelludium, Trance Dipper), assumindo o posto deixado por Rodrigo Carvalho. Segundo o guitarrista Gil Vasconcelos: “O Rodrigo saiu da banda por motivos pessoais há algum tempo, e nesse período estávamos testando bateristas para ingressar no time. Finalmente nossa busca acabou e encontramos na figura do Thiago Alves o elemento que nos faltava. Ele já iniciou seus trabalhos conosco e gravará nosso debut álbum no Rio de Janeiro. A afinidade foi instantânea, pois o Thiago tem um estilo de tocar realmente impressionante, que combina criatividade, técnica, pegada e muito groove. O cara é um baterista extraordinário e com certeza irá impressionar a todos nas gravações do CD”. O debut álbum da STILL ALIVE, ainda sem título definido, tem previsão de lançamento para o final do primeiro semestre de 2010. SITE: www.myspace.com/metalstillalive

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Metal é a Lei Kattah: confira a arte gráfica de "Eyes Of Sand" O fotógrafo profissional e web designer Antonio Cesar, que já assinou trabalhos para as bandas ANGRA, ALMAH, AMANDA SOMERVILLE, KORZUS, dentre outros; foi o responsável por todo conceito gráfico do primeiro álbum de estúdio da KATTAH, intitulado “Eyes Of Sand”. “Procurávamos um artista no perfil do Antonio Cesar para cuidar da parte gráfica do álbum. E de fato ele nos provou que estávamos certos quanto a sua escolha”, afirmou o vocalista Roni Sauaf. "Eyes Of Sand" tem previsão de lançamento para o primeiro semestre do ano de 2010, e contará em todo seu conteúdo com o híbrido de elementos das culturas árabe e brasileira. SITE: www.myspace.com/bandakattah Violator: capa e f a i x a s d e "Annihilation Process" revelados A banda brasiliense de Thrash Metal VIOLATOR revelou a capa e o track list de seu novo CD, "Annihilation Process". A capa foi desenhada pelo artista Andrei Bowzikov, que em seu currículo tem trabalhos para NOCTURNAL GRAVES, MUNICIPAL WASTE, AMEBIX, FUELED BY FIRE, CANNABIS CORPSE , SEWER, VOETSEK, entre outras bandas. A faixa "Deadly Sadistic Experiments", que fará parte do CD, está disponível para audição no link abaixo. SITE: www.myspace.com/killagainrec

Hugin Munin: novo EP está praticamente pronto A banda santista de Viking Metal, HUGIN MUNIN, está com seu mais novo EP praticamente pronto. O material já está sendo prensado e a previsão de lançamento está anotada para o começo de fevereiro. Além da já divulgada e elogiada "Heroes Rise", o CD terá mais quatro composições. SITE http://www.myspace.com/huginmuninbr Aygan: em fase final da gravação do CD A banda paulistana AYGAN está acabando as gravações de seu primeiro CD “Plastic C i t y ”, n o e s t ú d i o MR.SOM em São Paulo. O guitarrista da banda Rodrigo Curvo, comentou com o Rock Way que o processo está bem adiantado e os vocais devem ser gravados até o fim desta semana. SITE: http://www.myspace.com/aygan S h a m a n : "Immortal" em versão dupla já disponível Já está disponível desde o começo do ano pelo site da Die Hard a versão dupla e e s p ecial do CD "Immortal". Esta versão traz o áudio do DVD "AnimeAlive". Além disso, há como bônus três faixas acústicas e uma faixa ao vivo que não entraram no DVD. Além da versão especial de "Immortal", também já está disponível desde o fim de 2009 o DVD "Animealive", gravado no evento homônimo de 2008. SITE: www.shamanimmortal.com

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Perfil RM O perfilado do mês é Jackson Jonar, o ‘Caverna’’. Conheça um pouco mais desta figura ilustre de Maceió

1Apresente-se. Meu nome é Jackson Jonar, mais conhecido no submundo do rock de Alagoas como Caverna. Sou teólogo e cientista social e também pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Sou considerado uma lenda viva do Metal alagoano. Produzi muita música em Alagoas nos anos de 1980. Fui componente de uma banda de Punk chamada Miséria, onde comecei a tocar guitarra, isso em 1988. Eu era um dos caras que conseguiam conviver dentro dos dois movimentos em Maceió, o Punk e o Heavy (Metal). Na época, esses eram dois movimentos rivais, o Punk se concentrando na Praça dos Martírios e o Heavy na Praça Deodoro. Formei uma banda chamada Escape, onde eu tocava, no início, bateria. Depois disso, fui para a guitarra e logo após assumi também os vocais. Essa banda foi considerada a primeira banda alagoana de Death Metal a ter uma mulher nos vocais, a saudosa Lui Gomena. Influenciamos outras bandas em Maceió. Estreamos no Teatro de Arena em 1991, com um show memorável, contando com a presença de mais de 150 pessoas. Até hoje sou parado nas ruas por fãs da época pedindo o retorno da Escape e a regravação do clássico “Escape From Hell”. É isso aí, tem muito mais a falar, mas por enquanto é só.

Como surgiu o interesse pelo rock? Desde os onze anos de idade, em Salvador (BA), já ouvia bandas como Ira! e Plebe Rude. Quando cheguei em Maceió, conheci um amigo chamado Acácio “Rei dos Mortos”, que fazia parte do movimento headbanger da Praça de Deodoro, então comecei a freqüentar o lugar em 1987, conhecendo a nata do metal alagoano na época. Ao mesmo tempo, enquanto estudava no Lyceu Alagoano, conheci o punk César Kaos e Mariola, e aí só alternativo na cabeça.

Minhas influências musicais vêm de bandas como Bitch, KISS, Iron Maiden, Dark Lord, Leatherwolf, Twisted Sister, Stryper, Picture, Led Zeppelin, Sarcófago, Ratos de Porão, Metal Church, Slayer, Possessed, Morcegos, Megadeth, Metallica, AC/DC, Pink Floyd, Salário Mínimo...

Por que “Caverna”? Algum motivo em especial? Ganhei o apelido de Caverna na época em que eu estudava no Lyceu Alagoano, em meados dos anos de 1980. Eu tinha um cabelo que cobria o rosto todo. Um dia, enquanto eu andava com o Punk Mariola na rua, um aluno do colégio Santa Terezinha, que fica no Farol, gritou, “olha o Caverna!”, se referindo a mim como o Capitão Caverna. Daí pra cá, já viu.

Sabemos que já organizou eventos. Conte-nos o que aconteceu de mais legal e mais estranho. Já organizei vários eventos. Em um deles, que aconteceu na Uesa, um cara chegou com uma cruz de madeira bem grande com o nome dele gravado e um urubu amarrado, e pediu para que eu deixasseo entrar. Eu logo permiti. Foi aí que presenciamos o assassinato do urubu do cara, que foi esmagado por Acácio “Rei dos Mortos” e o lendário Gilvan Sepultura. Em outro evento, convoquei a banda Mortífera, de Campina Grande (PB), que era composta por três mulheres, dentre elas a saudosa Kedma Villar, para tocar aqui em Maceió. Foi muito louco. Tive que controlar o público ensandecido no Espaço Universitário, por causa do som e da beleza das princesas do Death Metal nordestino. Houve ainda outro evento em que a lendária Morcegos tocou junto a Escape no Teatro de Arena. Tivemos de consertar um Bumba-meu-boi que serviria para a apresentação de uma peça no dia seguinte, pois ele foi destruído pelos bangers. Era divertido.

Quais são as suas influências?

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Perfil RM Lars Ulrich, que na época foi considerado o rei dos bumbos, mostra um desempenho de alta qualidade em músicas como “Fight Fire With Já tinha cursado Teologia antes, que se define tinhada cursado Teologia que se define parte da Metafísica que compreendia Fire”, “Escape”, e a grandiosa “For Whom the Bell pela Já parte Metafísica queantes, compreendia a pela a formação do homem peladivina. lei divina. entender a sociedade pelo olho da Tolls”. Confiram. formação do homem pela lei QueriaQueria Sociologia, da Antropologia e pela Ciência pela um lente Max Weber, Sem dúvida, dosdemelhores álbunsKarl que já ouvi entender a sociedade pelo olho da Sociologia, da Política; foi “The Wall”, da lendária Pink Floyd. Marx, Durkheim, Malinowski, Sérgio Buarque deoHolanda, Gilberto Freyre,banda Florestan Antropologia e pela Ciência Política; pela lente de Chegando a vender mais das de Ciências 20 milhões de Max Fernandes, Weber, Karlentre Marx, Durkheim, outros. QueriaMalinowski, compreender os fatos sociais pelos olhos cópias, este vinil foi e continua sendo Sérgio Buarque de Holanda, Sociais Aplicadas, olhandoGilberto para o Freyre, Estado, as formas de dominação do homem euma o obrado rock psicodélico e um dos Florestan Fernandes, outros. preconceito através entre de lentes mais Queria poderosas.prima Resumidamente, queria entender, pormaiores sucessos da era pós-Beatles. Roger Walters compreender os fatos sociais pelos olhos das exemplo, por que a Casa Grande, no Brasil, até realmente hoje prevalece sobre a Senzala. estava inspirado. Recomendo. Ciências Sociais Aplicadas, olhando para o Estado, as formas de dominação do homem e o 7 - Mediante sualentes bagagem faça o seu topvocê 5 dos destacaria maiores álbuns do rockpositivos e O que de pontos preconceito atravésa de maismusical, poderosas. defina cada queria um, resumidamente. Resumidamente, entender, por exemplo, e negativos no cenário do rock mundial e por que a Casa Grande, no Brasil, até hoje em Alagoas? prevalece sobre a Senzala. Gostei muito do “Creatures of the Night” do KISS, gravado em 1982. Nesse álbum, o O extra cenário matéria deo Rock lendário batera Eric Carr deu ao KISS um peso nomundial som. É em considerado álbumand Roll anda esse muitoCD, diversificado, com escutando muitas bandas e Mediante a suada bagagem musical, o sacando mais pesado banda. Tomei muita faça cerveja principalmente muitas temáticas diferentes. Falta aquela velha seu atop 5 “I dos maiores álbuns e faixa Love It Loud”. Muito do bom.rock Recomendo. alma inspirada dos velhos deuses do rock para defina cada um, resumidamente. Outro álbum que gostei muito foi lançado pelalançar banda coisas Twistedboas Sister; chamado “Come outra vez. Está tudo meio Out and Play”, este vinil foi inspirado em umcapenga. sucesso das telas de cinema de nome Gostei muito do “Creatures of the Night” do KISS, “Orions”. Há músicas pesadas como a própria “Come and Play”,usarei além as de palavras “Lead ofdo meu FalandoOut de Alagoas, gravado em 1982. Nesse álbum, o lendário theEric Pack” “TheaoFire Still A clássica baladae dos anos dos de 1980, “I 1980 Believe in KISS, amigo veterano anos de Daniel batera Carre deu KISS umBurns”. peso extra no que disse o seguinte: “o rock em Alagoas, em You”, também está nesse álbum. Vale a pena conferir as guitarras de Jay Jay French e som. É considerado o álbum mais pesado da nossa época, unia as pessoas. Hoje, separa.” banda. Tomei muitaoscerveja CD, Eddie Ojeda, vocais sacando potentes esse de Dee Snider, o mega bass de Mendoza e a batera Não querendo fazer apologia à nostalgia, mas principalmente a faixa “I Love It Loud”. animal de escutando AJ Pero. Confiram. antigamente todoEles mundo se um reunia na Praça MuitoOutro bom. Recomendo. grande álbum que gosto é do quarteto californiano Slayer. criaram álbum Deodoro para trocar vinil, bater papo Outropoderoso, álbum que gostei muito foi No lançado pelaÉ pancadaria pura, quem ouvir este álbume tomar intitulado “Show Mercy”. cerveja, é claro. Era muito legal encontrar os banda Twisted Sister; chamado “Come Out and nunca mais será o mesmo. Há temáticas fortesamigos, nele, inclusive histórias como inúmeras o lendário Fofão,sobre Paulo M, Play”, este vinil foi inspirado em um sucesso das do Mal, como, por exemplo, a famosa “BlackZezinho, Magic”, “Tormentor” e a Neto, Agamenon, Sandro Pastel, telas as deprofundezas cinema de nome “Orions”. Há músicas tenebrosa Antichrist”. orelha. Ouçam. Acácio, Gilvan Sepultura, James, Rei Tito, Titão, pesadas como “The a própria “Come Porrada Out andna Play”, Tulipa,doDinho Pesadelo, um disco quePack” gosteie muito foi oStill “Ride Mosão, the Lightning” Metallica. Foi desteToninho além Mais de “Lead of the “The Fire Morcegos, Enio, Marcel Metal álbum que saiu o nome minha banda,“Iescolhido por um dosCacau, componentes, o Jeane muitos Burns”. A clássica balada dosda anos de 1980, outros. Hoje a cena precisa melhorar. Believe in You”, também está nesse álbum. Vale Killer (uma das faixas se chama “Escape”). É um grande álbum. O batera Lars Ulrich, Mas a garotada está aíum e temos que apoiar a pena conferir as guitarras de Jay JayoFrench que na época foi considerado rei dose bumbos, mostra desempenho desempre. alta Eddiequalidade Ojeda, os em vocais potentes de Dee Snider, o músicas como “Fight Fire With Fire”, “Escape”, e a grandiosa “For Alagoas é um ótimo Estado, mas... mega bass de Mendoza e a batera animal de AJ Whom the Bell Tolls”. Confiram. Pero. Confiram. dúvida, um que dos melhores álbuns que já ouvi o “Theé um Wall”, daEstado, lendáriamas banda Sim,foi Alagoas ótimo falta apoio OutroSem grande álbum gosto é do quarteto Pink Floyd. Chegando a vender mais de 20 milhões de cópias, este vinil foi e continua para incentivar a galera, aqui é terra árida e californiano Slayer. Eles criaram um álbum sendo uma obra-prima do rock psicodélico e um dos maiores sucessos da era pósprecisa-se de muito esforço para continuar poderoso, intitulado “Show No Mercy”. É fazendo rock. Beatles.pura, Roger Walters estava inspirado. Recomendo. pancadaria quem ouvirrealmente este álbum nunca mais será o mesmo. Há temáticas fortes nele, Deixe considerações os leitores inclusive histórias desobre 8 - O inúmeras que você destacaria pontosaspositivos e suas negativos no cenário para do rock da RM. profundezas do Mal, como, por exemplo, a mundial e em Alagoas? famosa “Black Magic”, “Tormentor” e a tenebrosa “The Antichrist”. Porrada na orelha. Ouçam. Fiquei muito feliz em participar desta entrevista. emmuito matéria Rock the and Roll anda muito diversificado, com objetivos muitas e ser Que todos possam alcançar seus Mais O umcenário disco mundial que gostei foi de o “Ride bandas e muitas temáticas diferentes. Falta aquela velha alma inspirada dos velhos Lightning” do Metallica. Foi deste álbum que saiu felizes. Estou sempre por aí, como diz o nosso deuses do rockbanda, para lançar coisas boas Está tudo meio capenga. amigo Homem-Aranha, pois agora é a hora e a o nome da minha escolhido por umoutra dos vez. Falando de Alagoas, do meu e veterano dos anosdodeCavena. 1980 componentes, o Jean Killerusarei (uma as daspalavras faixas se vezamigo do cabelo crescer. Abraços chama “Escape”). um grande O batera Daniel KISS,Éque disse oálbum. seguinte: “o rock em Alagoas, em nossa época, unia as

Por que fazer Ciências Sociais? 6 - Por que fazer Ciências Sociais?

pessoas. Hoje, separa.” Não querendo fazer apologia à nostalgia, mas antigamente todo

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Eu estava lá

A edição n° 5 dedica essa seção ao Master of Hate Tour que ocorreu no dia 23 de janeiro, no Orákulo Chopperia. Para os amantes do metal foi uma noite memorável. As bandas participantes foram: Master (Death Metal- EUA), Predator (Death Metal- RS), Morcegos (Metal Extremo-AL) e Effatum (Heavy Metal-AL) http://flickr.com/photos/revistarm

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Revista Rock Meeting N° 5  

Edição 5 traz Morcegos, Direito autoral na internet, Review Master of Hate Tour Maceió, Bandas Novas de Alagoas, Entrevista com Mário Pastor...

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