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REVISTA DA INDUSTRIA DA PEDRA NATURAL NATURAL STONE INDUSTRY MAGAZINE PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL Nº 98 - 25º ANO 3º TRIMESTRE 2010 JULHO | AGOSTO | SETEMBRO DIRECTOR NUNO HENRIQUES C.I.P. Nº 2414 nuno@rochas.info PROPRIEDADE COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA. NIPC - Nº 502 102 152 EDITORES: COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA.

Empresa Jornalística Registada no Instituto de Comunicação Social nº 223679 CAPA: MARFILPE EDITOR EXECUTIVO: NUNO HENRIQUES DESIGN E PRODUÇÃO: CRISTINA SIMÕES DIR. ADMINISTRATIVA: M. JOSÉ SOROMENHO REDACÇÃO: MÓNICA GIROTTO DEP. COMUNICAÇÃO E ASSINATURAS: M. JOSÉ SOROMENHO IMPRESSÃO: OFFSET MAIS - Artes Gráficas, S.A. Rua Latino Coelho Nº6 - Venda Nova | 2700 - 516 Amadora Telf.: 21 499 87 00 | Fax: 21 499 87 17 Email: dc.offsetmais@netcabo.pt www.offsetmais.pt PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA: COMÉDIL, LDA. ASSINATURA ANUAL: PORTUGAL: 32 Euros TIRAGEM: 3000 Ex. COLABORADORES NESTA EDIÇÃO COLABORATORES A. Casal Moura Octávio Rabaçal Martins Victor Lamberto Visa Consultores

ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE: Rua das Enfermeiras da Grande Guerra, 14-A 1170 - 119 LISBOA - PORTUGAL Telef.: + 351 21 812 37 53 | Fax: + 351 21 814 19 00 E-mail: rochas@rochas.info www.rochas.info ROCHAS&EQUIPAMENTOS E A SUA DIRECÇÃO EDITORIAL PODERÃO NÃO CONCORDAR NECESSARIAMENTE COM TODAS AS OPINIÕES EXPRESSAS PELOS AUTORES DOS ARTIGOS PUBLICADOS OU POR AFIRMAÇÕES EXPRESSAS EM ENTREVISTAS, COMO NÃO SE RESPONSABILIZA POR POSSÍVEIS ERROS, OMISSÕES E INEXACTIDÕES QUE POSSAM EVENTUALMENTE EXISTIR. ROCHAS&EQUIPAMENTOS NÃO É PROPRIEDADE DE NENHUMA ASSOCIAÇÃO SECTORIAL. DISTRIBUIÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL: EMPRESAS EXTRACTORAS E TRANSFORMADORAS DO SECTOR DA PEDRA NATURAL, FABRICANTES E REPRESENTANTES DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, ABRASIVOS, FERRAMENTAS DIAMANTADAS, ACESSÓRIOS, ARQUITECTOS, CONSTRUTORES, DESIGNERS, ENGENHEIROS, GEÓLOGOS, EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO E SERVIÇOS, ENTIDADES OFICIAIS, ENTIDADES BANCÁRIAS, UNIVERSIDADES, INSTITUTOS E FEIRAS SECTORIAIS. PREÇO: 8,00 € DEP. LEGAL Nº 40622/90 REGISTADO NO I.C.S. Nº 108 066 ROCHAS & EQUIPAMENTOS É MEMBRO DAS ASSOCIAÇÕES JORNALÍSTICAS:

CORRESPONDENTES: Brian Robert Gurteen - Alemanha Cid Chiodi Filho - Brasil Manuel Santos Guedes - Portugal Marco Selmo - Itália Paulo Flório Giafarov - Brasil Sérgio Pimenta - Bélgica

BÉLGICA

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Sumário Summary Editorial Editorial

4/5

COMÉRCIO ENTRE PORTUGAL E BRASIL CRESCE QUASE 50%

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GEOTURISMO SLOW E ROCHAS ORNAMENTAIS

EDITORIAL Estudos Studies

Rotas da Pedra Stone Routes

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“CENTRAIS DE TRIAGEM E VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO”

Entrevista Interview

VERONAFIERE PATROCINA CURSOS PARA ARQUITECTOS NA MARMOMACC 58

ENTREVISTA AO PRESIDENTE DA ANIET

IRLANDA DO NORTE LANÇA PRIMEIRO GUIA DA PEDRA NATURAL NOVO GUIA INGLÊS DA PEDRA JÁ SAIU VENCEDORES DE STONE AWARDS 2010 ANUNCIADOS EM LONDRES

Feiras & Congressos Fairs & Congresses

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AGENDA 2010 / 2011 XIAMEN STONE FAIR 2010

Boas Práticas Best Practices

A BASE DE DADOS DNSA ESTÁ A SER TRADUZIDA PARA PORTUGUÊS 64

CANAL ABERTO Tecnologia Technology

APROVADO O PLANO DE ORDENAMENTO DO PARQUE NATURAL DAS SERRAS DE AIRE E CANDEEIROS

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GMW 2000 CONQUISTA O «INNOVATE DESIGN TECNOLOGY AWARD»

Empresas Companies

16ª EDIÇÂO DA IZMIR MARBLE FAIR 2010

MARFILPE

STONETECH XANGAI 2010

Notícias News

PIEDRA 2010 CARRARA MARMOTEC 2010

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LAMBORGHINI COM PINTURA A IMITAR MÁRMORE GRANISUL INVESTE NO GRANITO

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R & E Buyers Guide R & E Buyers Guide

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BUYERS GUIDE

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Editorial Editorial Caros Leitores, Nuno Esteves Henriques

nuno@rochas.info

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Por vezes, é necessário divagar para dar sentido às coisas. Por exemplo, o bosão Higgins ou partícula de Deus é para muitos a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Ou seja, através dela conseguimos explicar cientificamente a criação da matéria. O problema é que ninguém sabe se esta partícula existe ou não. Dúbio? Parece ser. Mas, nos últimos tempos, temos vindo a ser constantemente interpelados por questões ambíguas, criadas por agentes com necessidades mediáticas ou financeiras sobre a crise. Mas, e se a crise não existir? Que fazer? Ao voltar atrás no tempo, recordo-me que quando Durão Barroso, Primeiro-ministro na altura proferiu a célebre frase «O país está de tanga», na Assembleia da República, durante a discussão do Programa do Governo, foi dado mais valor à forma do que ao conteúdo. Mas o alarme estava dado. Entrámos numa nova realidade económica da qual nunca mais sairemos. O enquadramento europeu e mundial de Portugal não permite tal fuga. Numa total falta de objectividade e coragem, somos dissimuladamente confundidos por manobras palacianas, que infelizmente, para o mais atento já não revelam a mínima das surpresas. Portugal, que é do tamanho de certos municípios em alguns países, revela politica difusa mas com complexidade cristalina. Se os nossos políticos tivessem estudado em Harvard ou no London School of Economics como os estadistas gregos é que estaríamos mal. Ainda bem que temos um ensino superior moderno e independente. Como os exemplos vêem de cima, torna-se difícil pedir valores, ética, compreensão e profissionalismo, quando alguns dos principais responsáveis não os têm. Gerem património alheio como se fosse seu e em vez de espírito de missão têm espírito feudal. Com Portugal fixo no “seu” nono lugar e uma produção total de 3.200.000 toneladas em 2009, as exportações de bloco aumentaram 10% e de produto acabado diminuíram mais de 17%. Se os calcários têm tido uma performance positiva, os mármores portugueses exportaram menos 0,7% em relação a 2008 e os granitos menos 40,7%. Já a exportação para a China aumentou – segundo informações daquele país – mais de 100% no primeiro trimestre de 2010 em relação a 2009. Parece claro. É preciso uma mudança de atitude para uns e dar ferramentas a outros. Não nos podemos esquecer que o sector em Portugal nunca mais será o que foi. E que a realidade futura será mais árdua do que a presente. Nunca foi tão fácil um mercado cair ou uma empresa fechar. Actualmente, as empresas na China têm várias fábricas e stock para os diferentes tipos de materiais adquiridos em todo o globo. Demoram três horas a responder a um e-mail, indiferentes à hora que o mesmo foi enviado. Cumprem critérios de qualidade, prazos e têm muitas vezes, melhores preços que o país de origem do material. Como se combate tal eficácia?

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Mercado interno não existe. A construção em Portugal é praticamente nula e não vai mudar. A tão esperada Reabilitação Urbana apesar de já ter começado a dar os primeiros passos, é ainda uma imagem muito pouco definida. Por isso, é na exportação que temos que continuar a apostar. Acredito que, pedra após pedra, os responsáveis podem criar as ferramentas necessárias para os profissionais do sector estabelecerem sinergias e processos sustentáveis. Sejam eles extractivos ou comerciais. Com a aprovação do novo plano de Ordenamento do Território do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, podemos presumir um novo balão de oxigénio para as empresas extractivas e terceiros. Resta saber, como vão as entidades do Parque natural encarar este novo plano de ordenamento. Talvez seja o momento, de voltar a discutir novamente a Lei das Pedreiras. Se o Governo considera o sector da Pedra Natural de grande importância, o número de pedreiras ilegais em funcionamento não é coerente. Todavia, tem-se verificado algum esforço para melhorar o sector. Por exemplo, a Associação Valor Pedra pretende criar condições para o sector se qualificar, modernizar e, assim, melhor se internacionalizar. Ainda em 2010, teremos uma nova associação para a Exportação de Pedra Natural, que pretende conceber as ferramentas necessárias para uma estratégia operacional nas exportações. No próximo ano, Portugal vai ser palco de duas feiras de Pedra Natural, um prémio de arquitectura consagrando o uso da pedra e, ainda, dois congressos. Nada mau. A nossa revista tem estado presente em muitas feiras internacionais em vários continentes e mantido centenas de contactos com profissionais do sector em todo o mundo. É aqui, que mais fomentamos o nosso papel como veiculo informativo bidireccional. O nosso objectivo é promover junto destes profissionais produtos e serviços, assim como colher informações do mercado internacional. Porque não podemos, e principalmente, porque não queremos parar, vamos marcar presença num grande evento internacional, a World Expo, em Xangai. Durante o acontecimento o website da Rochas & Equipamentos vai actualizar as notícias da World Expo com reportagens e artigos realizadas no local. Para finalizar, aproveito para convidar-vos a visitar a nossa nova edição online em www.rochas.info e a deixar o vosso comentário, porque a vossa opinião é muito importante para o nosso trabalho. Bons negócios. Nuno Esteves Henriques

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Estudos Studies “CENTRAIS DE TRIAGEM E VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO E DEMOLIÇÃO” Autor: Pedro Mimoso - Geólogo

Entende-se por Resíduos de Construção e de Demolição (RC&D) os resíduos provenientes de actividades de construção civil e obras públicas nomeadamente escavações, aterros e obras de construção, manutenção e demolição de edifícios e de estradas. Nesta categoria de resíduos incluem-se os diversos tipos de entulho de materiais de construção, pedras, terras, betão, madeiras, embalagens metálicas e de plástico, papel e materiais de limpeza, etc. Do ponto de vista ambiental, os principais problemas com os RC&D relacionam-se com os grandes volumes produzidos e com a sua deposição irregular. De facto, na maioria das vezes, os RC&D são retirados das obras e depositados clandestinamente em terrenos baldios, nas margens de rios e nas bermas de estradas periféricas. Estes resíduos, quando abandonados nestas condições, são factores de desorganização das redes de drenagem, facilitam a proliferação de vectores nocivos à saúde pública, promovem a interdição parcial de vias e a degradação da qualidade da paisagem. Os custos da remediação destas práticas acabam por recair sobre as autarquias que comprometem recursos, nem sempre mensuráveis, para a sua remoção e/ou tratamento. Atendendo à especificidade desta tipologia de resíduos - grandes volumes envolvidos, baixo valor intrínseco e riscos ambientais associados relativamente baixos - a condicionante geográfica afigurase como um factor crítico da actividade. De facto,

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o transporte é uma das rubricas fundamentais da estrutura de custos, pelo que a sustentabilidade económica da actividade dependerá, em grande medida, da localização da Unidade de Triagem e de Valorização de RC&D relativamente aos pólos de produção.

A quantificação e caracterização do fluxo de RC&D em Portugal tem-se revelado um exercício complexo e de difícil concretização. É frequentemente utilizado o índice de 325 kg/hab/ano (CE, 1999) embora também sejam referidos valores da ordem dos 6 Mton/ano. Não estão também disponíveis e julga-se mesmo que não existirão dados de produção desagregados por região. Em todo o caso, os RC&D são entendidos como um fluxo prioritário a nível europeu, onde se estima uma produção anual da ordem dos 100 Mton.


deve assegurar que à utilização de um bem sucede uma nova utilização ou que, não sendo viável a sua reutilização, se procede à sua reciclagem ou ainda a outras formas de valorização. Segundo o mesmo princípio, a eliminação definitiva de resíduos, nomeadamente a sua deposição em aterro, constitui a última opção de gestão, justificando-se apenas quando seja técnica ou financeiramente inviável a prevenção, a reutilização, a reciclagem ou outras formas de valorização.

Não se conhecendo, em rigor, a produção nacional de RC&D também se desconhece, obviamente, o encaminhamento que lhes estará a ser dado e que, genericamente, poderá ser um dos seguintes: Abandono; Eliminação em vazadouro não controlado; Eliminação em Aterro controlado; Reutilização em obra ou; Triagem e Valorização por operador de gestão de resíduos devidamente habilitado. O Decreto-Lei n.º 46/2008, de 12 de Março, estabelece o regime das operações de gestão de resíduos resultantes de obras ou demolições de edifícios ou de derrocadas, compreendendo a sua prevenção e reutilização e as suas operações de recolha, transporte, armazenagem, triagem, tratamento, valorização e eliminação. Destaca-se, na sua redacção, o estabelecimento de uma cadeia de responsabilidade que vincula quer os donos de obra e os empreiteiros quer as câmaras municipais. São ainda criados mecanismos inovadores ao nível do planeamento, da gestão e do registo de dados de RC&D, que permitem, em articulação com os regimes jurídicos das obras públicas e das obras particulares, condicionar os actos administrativos associados ao início e conclusão das obras à prova de uma adequada gestão destes resíduos. É também patente o estímulo às soluções de reutilização e valorização dos RC&D, indo de encontro ao Princípio da Hierarquia da Gestão dos Resíduos, consagrada na Lei-Quadro dos Resíduos, que estabelece que a gestão de resíduos

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A fracção inerte que tipicamente domina a composição dos RC&D é susceptível de ser reciclada para a produção de agregados para a indústria da construção civil e obras públicas. Normalmente estes reciclados podem ser utilizados na base e no corpo de aterros, em pavimentos rodoviários e até no fabrico de betão pronto. Para tal, os agregados produzidos necessitam de ser sujeitos a controlo laboratorial periódico para assegurar a respectiva aptidão de uso. Refira-se que já existe normativo técnico especificamente vocacionado para a utilização de agregados reciclados: Norma LNEC E469-2006: estabelece as características mínimas que os agregados reciclados deverão respeitar para poderem ser utilizados no fabrico de betões de ligantes hidráulicos. Norma LNEC E472-2006: estabelece regras para o fabrico e aplicação de misturas betuminosas recicladas a quente em central, utilizando resíduos de misturas betuminosas. Norma LNEC E473-2006: fornece recomendações e estabelece requisitos para a utilização de agregados reciclados, abrangidos pela NP EN 13242 e pela EN 13285, em camadas não ligadas (base e subbase) de pavimentos rodoviários. Norma LNEC E474-2006: fornece recomendações


e estabelece requisitos mínimos para a utilização de resíduos de construção e demolição em aterros e camadas de leito de infra-estruturas de transporte, nomeadamente rodoviárias, aeroportuárias e ferroviárias. Neste contexto, as operações de triagem e valorização de RC&D começam a emergir como uma nova oportunidade de negócio, sendo frequentemente implementadas em pedreiras, em actividade ou final de vida, uma vez que utilizam processos e equipamentos similares. Pedro Mimoso VISA CONSULTORES, S.A. www.visaconsultores.com

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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

AGENDA 2010 / 2011 2010

2011

AGOSTO

JANEIRO

JORDANBUILD 02 - 05 AGOSTO AMÃ - JORDÂNIA

BIG FOUR SHOW 25 - 28 OUTUBRO TRIPOLI - LÍBIA

CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM STONE FAIR 24 - 27 AGOSTO CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM - BRASIL

BAUCON YAPEX 28 - 31 OUTUBRO ANTÁLIA - TURQUIA

SETEMBRO

NOVEMBRO

BALTIC BUILD 15 - 17 SETEMBRO SÃO PETERSBURGO - RÚSSIA

DESIGNBUILD 03 - 05 NOVEMBRO PERTH - AUSTRÁLIA

INTERBUEXPO

STONE GATE EGYPT 09 - 12 NOVEMBRO CAIRO - EGIPTO

(BUILDING & ARCHITECTURE)

21 - 24 SETEMBRO KIEV - UCRÂNIA PROJECT IRAQ 27 - 30 SETEMBRO DOHA - IRAQUE

MARMOMMAC - R&E* 29 SETEMBRO - 02 OUTUBRO VERONA - ITÁLIA OUTUBRO CONSTRUTEC 05 - 08 OUTUBRO MADRID - ESPANHA FINNBUILD 6 - 9 OUTUBRO HELSÍNQUIA - FINLÂNDIA INTERBUILD 17 - 20 OUTUBRO BIRMINGHAM - REINO UNIDO SAUDI BUILD | SAUDI STONE 18 - 21 OUTUBRO RIADE - ARÁBIA SAUDITA

KAMIEN-STONE 10 - 13 NOVEMBRO POZNA - POLÓNIA JAPAN HOME AND BUILDING SHOW 17 - 19 NOVEMBRO TÓQUIO - JAPÃO BIG 5 22 - 25 NOVEMBRO DUBAI - E.A.U.

BAU 17 - 22 JANEIRO MUNIQUE - ALEMANHA INDIA STONEMART 20 - 23 JANEIRO JAIPUR - ÍNDIA SURFACES 25 - 27 JANEIRO LAS VEGAS - E.U.A. STONEXPO 26 - 28 JANEIRO LAS VEGAS - E.U.A. FEVEREIRO CONSTRUCTION & INTERIOR DESIGN 04 - 06 FEVEREIRO TURKU - FINLÂNDIA MARMOL 08 - 11 FEVEREIRO VALÊNCIA - ESPANHA

BAUMA CHINA 23 - 26 NOVEMBRO XANGAI - CHINA

VITÓRIA STONE FAIR - R&E* 15 - 18 FEVEREIRO VITÓRIA - ESPIRITO SANTO BRASIL

NATURAL STONE 25 - 28 NOVEMBRO ISTAMBUL - TURQUIA

IMMA STONE FAIR 17 - 20 FEVEREIRO CHENNAI - ÍNDIA

DEZEMBRO

MARMIN STONE 17 - 20 FEVEREIRO SALÓNICA - GRÉCIA

SUDAN BUILD 08 - 12 DEZEMBRO CARTUM - SUDÃO

IRANSTONE 20 - 23 OUTUBRO TEERÃO - IRÃO

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BUDMA 2011 11 - 14 JANEIRO POZNA - POLONIA

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TECNO+STONE 23 - 26 FEVEREIRO KIEV - UCRÂNIA


www.rochas.info

MARÇO ECOBUILD 01 - 03 MARÇO LONDRES - REINO UNIDO

STONETECH 20 - 23 ABRIL PEQUIM - CHINA

CHINA XIAMEN INTERNATIONAL STONE FAIR - R&E* 06 - 09 MARÇO XIAMEN - CHINA

MAIO

ARCHITECTURE + CONSTRUCTION MATERIALS 08 - 11 MARÇO TÓQUIO - JAPÃO

BATIMATEC 03 - 06 MAIO ARGEL - ALGÉRIA LIBYA BUILD 15 - 19 MAIO TRIPOLI - LÍBIA

COVERINGS - R&E* 14 - 17 MARÇO LAS VEGAS - NEVADA - E.U.A.

ASTANABUILD 18 - 20 MAIO ASTANA - KAZAQUISTÃO

THE NATURAL STONE SHOW 15 - 17 MARÇO LONDRES - REINO UNIDO

EXPO MADAGASCAR 26 - 29 MAIO ANTANANARIVO - MADAGÁSCAR

DOMOTEX ASIA / CHINAFLOOR 22 - 24 MARÇO XANGAI - CHINA

JUNHO

REVESTIR 22 - 25 MARÇO SÃO PAULO - BRASIL MARBLE - R&E* 23 - 26 MARÇO IZMIR - TURQUIA TECHNIPIERRE - R&E* 31 MARÇO - 3 ABRIL LIÈGE - BÉLGICA

STONE+TEC - R&E* 22 - 25 JUNHO NUREMBERGA - ALEMANHA SETEMBRO BUILDING & CONSTRUCTION INDONESIA 21 - 24 SETEMBRO JACARTA - INDONÉSIA NOVEMBRO

ABRIL

BATIMAT 7 -12 NOVEMBRO PARIS - FRANÇA

MOSBUILD 05 - 08 ABRIL MOSCOVO - RÚSSIA

FUNÉRAIRE 17 - 19 NOVEMBRO PARIS - FRANÇA

INTERKAMIEN 15 - 17 ABRIL KIELCE - POLONIA

R&E* - DISTRIBUIÇÃO E REPORTAGEM

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XIAMEN STONE FAIR 2010 Feita para o sucesso. A 10.ª edição da Feira Internacional da Pedra Natural realizou-se entre 06 a 09 de Março em Xiamen, na China. O evento que decorreu no Xiamen Internacional Conference & Exhibition Centre, numa área de 95 mil metros quadrados, contou com a presença de 1300 expositores de 45 países e recebeu 101.526 visitantes, sendo que 20.168 eram estrangeiros.

organiza todos os anos, uma viagem patrocinada a este evento com várias empresas do sector. Participaram nesta viagem, empresas de calcário, granito, mármore e pela primeira vez, uma empresa de calçada portuguesa. Se o apetite chinês por calcários portugueses é sobejamente conhecido, continua a faltar uma promoção concertada do nosso mármore. Sendo que, material idêntico é vendido por empresas turcas.

Na Xiamen Stone Fair deste ano, marcaram presença no pavilhão internacional e nos corredores, stands nacionais da Turquia, Itália, Espanha, Brasil, Irão, Índia, França, Egipto, Finlândia e Portugal. O crescimento do número de stands internacionais demonstra o interesse pelo mercado Asiático ao mesmo tempo em que o aumento do número de visitantes também mostra a vitalidade da economia.

Para muitos, a mais importante feira do sector. Xiamen é em si mesma um mundo de oportunidades e contactos, que consideramos de presença obrigatória, para todos que participam neste sector. É por isso mesmo, que a nossa revista, através de um protocolo com a organização da feira de Xiamen,

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As empresas internacionais foram confinadas a um único pavilhão e corredores adjacentes, pois segundo a organização, desta maneira é mais fácil para os compradores chineses se focarem nestas empresas. Este tipo de organização é já norma em todas as grandes feiras internacionais. Entre as empresas portuguesas que estiveram na exposição destacam-se a C. Mata, Dimpomar - Rochas Portuguesas, a Etma, a Farpedra - Exploração


de Pedreiras, a Filstone Natural, a Magratex, a Mocamar, a Mocapor, a Nascimento, a Solubema e, por fim, Telmo Duarte, ComĂŠrcio de Pedras Naturais.

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de Pedreiras, a Filstone Natural, a Magratex, a Mocamar, a Mocapor, a Nascimento, a Solubema e, por fim, Telmo Duarte, Comércio de Pedras Naturais.

Nos últimos três anos, a Feira Internacional de Pedra de Xiamen tem vindo a crescer em todos os

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aspectos, desde o tamanho da área de exposição ao número de visitantes. As empresas presentes mostraram-se optimistas, com algumas novidades tecnológicas, nomeadamente em máquinas, com algumas perfeitas réplicas dos equipamentos europeus. Um interminável e sempre crescente de ferramentas diamantadas. Contudo é no cada vez maior, número e diversidade de aglomerados, que encontramos as maiores novidades, face à procura destes materiais por parte do consumidor. Pois para os chineses, e segundo o presidente da associação de Xiamen - A pedra deve ter a cor e a beleza pretendida, senão destrói-se e cria-se uma nova. Já nos mosaicos, os trabalhos tridimensionais marcam posição, criando um novo universo de oferta dentro do sector. Hoje, a rocha ornamental é muito mais que chapa e ladrilho.


De acordo com Lai Guoxiang, Director Geral da Xiamen Jinhongxin Exhibition, a produção, o design, e a promoção do evento visam valorizar e promover o uso das rochas ornamentais, incentivando o comércio internacional. Uma meta que vem sendo alcançada, uma vez que cada vez mais empresas estrangeiras visitam a Feira, sendo também para estas uma oportunidade de explorar a China. O sucesso deste evento justifica-se pela importância que Xiamen representa hoje, no cenário mundial. Mobiliário revestido a Pedra Natural.

Lai Guoxiang, Director Geral da Xiamen Jinhongxin Exhibition Co.

A China continua a desempenhar um papel fundamental no sector com a realização de duas importantes feiras no mercado Asiático, a Xiamen Stone Fair e a Stonetech em Shanghai, e apesar da crise económica mundial, continua a investir numa dinâmica de fortalecimento da actividade económica.

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Este ano, o Congresso Internacional da Pedra Natural, que faz parte da programação da exposição, apresentou vários oradores que traçaram um panorama geral do sector e das novas oportunidades de mercado. Mas, ainda longe dos congressos europeus, pautou-se por uma saudável audiência. Entre eles, Peter Becker, editor da revista BusinessStone.com, considera que a economia chinesa


está a crescer e que este é o momento crucial para que o sector crie uma maior visibilidade para a comercialização de rochas ornamentais. “A estratégia de marketing é facilitar o acesso ao consumidor às rochas ornamentais, disponibilizando-as no maior número de locais possíveis. O que noto nesse sector, em várias partes do mundo é o facto de em nenhum país haver realmente um investimento agressivo no marketing do produto. Também seria interessante investir em exposições e eventos culturais e de turismo unindo o marketing do produto a eventos de moda, de turismo ou até espectáculos. O sector deve, portanto, encontrar parceiros para estas iniciativas. Quanto ao relacionamento com os especificadores, a rocha ornamental deve ser sempre aplicada ao ambiente.” Outro convidado foi Frans Papma, coordenador do Grupo de Trabalho sobre Pedra Natural Sustentável (WGDN), que reúne empresas do sector da Pedra Natural holandesas e belgas, associações, ONG´s e sindicatos dos Países Baixos, falou sobre o selo internacional de qualidade para a rocha ornamental. “Na Europa e nos Estados Unidos há uma demanda crescente para produtos que sejam sustentáveis. Os consumidores estão cada vez mais preocupados com o impacto no meio ambiente dos vários tipos de actividades industriais em todo o mundo. Preocupam-se em comprar produtos que não causam danos nem impactos ambientais. Todos os países do norte da Europa pretendem incluir políticas de sustentabilidade nos produtos de abastecimento público”. De acordo com Papma, «é fundamental promover a monitorização permanente nas empresas e acompanhar a gestão dos sistemas de processamento e comercialização de rochas ornamentais. As empresas, por sua vez, devem preocupar-se com a política de sustentabilidade empregada e resultados obti-

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dos. Muitos compradores apenas querem saber se a política de sustentabilidade é bem feita».

O WGDN está a desenvolver um selo que trabalhará com este processo de acompanhamento para a execução dos padrões de sustentabilidade. «O selo será chamado de “Sustainable Natural Stone”. Uma etiqueta será concedida aos importadores europeus que deverão exigir dos seus fornecedores directos e indirectos que trabalhem conforme os padrões estabelecidos», disse Papma. Após 20 anos de reformas, o sector em Xiamen desenvolveu-se rapidamente. Com mais de 500 empresas de importação e exportação de rochas ornamentais e quatro mil empresas nas áreas adjacentes, especializadas na produção e exportação de todos os tipos de pedra natural, peças artísticas, aglomerados e materiais industrializados.


as importações de rochas ornamentais Portuguesas aumentaram 106,15%. Xiamen forma uma cadeia completa de fornecimento e serviços. Esta combinação permite oferecer materiais de todo o mundo para todo mundo. Em Xiamen, os operadores internacionais podem comprar materiais de todo o mundo. Com o apoio do governo e a coordenação da própria indústria, Xiamen será ainda mais prática e eficiente como centro de comércio internacional de rochas ornamentais. Depois do sucesso desta feira, a organização já se prepara para a próxima Xiamen Stone Fair. A exposição realizar-se-á entre 06 e 09 de Março e esperam-se 1370 expositores numa área de exposição superior a100.000 metros quadrados. Materiais de todas as partes do mundo, passam pelo Porto de Xiamen durante todo o ano, e a cidade já se tornou a maior base de comércio de rochas ornamentais da China. Entre Janeiro e Abril de 2010

A primeira Feira Internacional da Pedra de Xiamen foi realizada em 2001. Após 10 anos de exposições, o certame tornou-se no evento mais influente da Ásia e a segunda maior do Mundo.

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16ª EDIÇÃO DA IZMIR MARBLE FAIR 2010 A feira de Izmir é a nova porta do Oriente e uma janela de oportunidades.

não atingiu a Feira, que cresceu tanto em número de expositores como de visitantes, em relação à edição de 2009. No ano anterior, o evento contou com 1.112 expositores e atraiu 51.560 visitantes de 76 países.

A Feira Internacional de Pedra Natural, MARBLE, que se realizou, entre os dias 24 e 27 de Março, em Izmir na Turquia, provou mais uma vez o seu sucesso. Esta 16.ª edição do evento, que ocupou uma área de 43,625 metros quadrados, recebeu 1.146 expositores, dos quais 262 empresas estrangeiras e 54.227 visitantes, vindos de 78 países de todo o Mundo.

A MARBLE é, actualmente, uma das três maiores feiras do mundo do sector da pedra natural, sendo considerada uma ponte comercial entre a Europa e os países do Médio Oriente. A crise económica mundial, que afectou o sector em todos os continentes,

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De acordo com o director da IZFAS, Dogan Isleyen, o certame foi o mais bem sucedido dos três últimos anos, atribuindo este êxito ao trabalho eficaz de marketing e divulgação do evento. “Trabalhámos arduamente ao longo deste ano com o objectivo de atrair mais visitantes de outros países e conquistar novos mercados para a comercialização das rochas naturais da Turquia”. Dogan Isleyen referiu que um dos pontos positivos da feira foi o grande número de compradores oriundos da China, da Índia e do Médio Oriente.


Entre os países participantes na MARBLE 2010, destacam-se a Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Egipto, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Índia, Irão, Iraque, Itália, Japão, Líbano, Polónia, Portugal, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Síria, Reino Unido, Ucrânia e Estados Unidos da América.

A Turquia está situada no cinturão dos Alpes, onde está localizado um dos maiores depósitos de mármore do mundo, o que faz com que este país seja reconhecido como um dos maiores produtores de rochas naturais, além de ser um dos mais antigos, com mais de quatro mil anos de história.

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A taxa de crescimento alcançada pelo sector de pedras naturais na Turquia, nos últimos anos, tem vindo sempre a aumentar. O País possui materiais únicos, mas é a enorme reserva geológica, 40% das reservas mundiais, que contribui significativamente para o sucesso da indústria da pedra natural.

China. O que tem vindo a preocupar as associações do sector, que anunciaram que em 2050 a Turquia será o principal produtor de Pedra Natural do mundo. Neste momento, exporta 67% dos produtos, em material acabado, 22% em bloco e 11% em semiacabado.

A Turquia, apesar de evoluir como país transformador, tem aumentado a venda de blocos para a

Em relação à exportação de blocos, a China aparece como o principal comprador. A Itália desponta

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como grande cliente do travertino bruto, encontrando na Turquia uma produção capaz de garantir a continuidade e a homogeneidade dos materiais a preços extremamente competitivos. Também se destacam o Reino Unido, a Espanha e a Grécia, assim como Israel, como mercados nas quais a Turquia conseguiu estabelecer relações comerciais sólidas.

O sector da pedra natural na Turquia desenvolveu-se não só pela qualidade das matérias-primas, mas também através da promoção e estratégia de marketing com vista ao aumento das exportações.

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Quanto ao mercado interno, o sector também aposta no consumo de rochas promovendo três feiras de Pedra Natural.

Foi ainda promovido pela organização da feira, um debate com jornalistas de todo o mundo sobre a actual situação do sector. Através das várias experiências internacionais, a criação de redes informativas especializadas, pode trazer excelentes resultados.

Depois do êxito da MARBLE 2010, Izmir já se prepara para a exposição do próximo ano, apostando fortemente numa gestão desenvolvida, apoio institucional e um alto nível de profissionalismo. Podemos desde já avançar com um prognóstico favorável, pois além de ser hoje uma feira consolidada, a MARBLE é claramente a feira que faz a ponte entre a Europa, o Médio Oriente e a Ásia. Um sucesso financeiro facilmente inteligível na dinâmica comercial dos milhares que expõem e visitam Izmir.

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STONETECH XANGAI 2010 Dinâmica Chinesa.

Turquia, Grécia, Espanha e Índia também destinam parte das suas exportações de blocos para o mercado chinês.

A Stonetech Xangai, a primeira feira do sector da pedra natural na Ásia, realizou-se entre 06 e 09 de Abril, no Shangai New International Expo Centre. A 17.ª edição do evento apresentou 800 expositores distribuídos numa área de 75 mil metros quadrados.

Mais uma vez a exposição ofereceu várias oportunidades de negócio ao se apresentar no centro económico e arquitectónico da China continental. A combinação de mármores, granitos, máquinas , ferramentas, blocos e produtos finais, permitiu criar uma visão mais abrangente de soluções de produtividade para a indústria da pedra no mesmo espaço, não esquecendo também que durante estes quatro dias foram criadas todas as condições para uma interacção perfeita entre expositores e visitantes que puderam assim ver de perto o grande potencial das empresas presentes. Além das empresas chinesas, expositores de 30 países participaram no certame. Portugal não foi excepção e mais uma vez marcou presença na Stonetech Xangai 2010, juntamente com a Itália, Egipto, Turquia e Índia, entre outros. A cada ano que passa, cresce o número de expositores oriundos dos quatros cantos do mundo. Países como o Egipto,

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Em 2009, a exposição da 16.ª Stonetech Xangai apresentou 720 expositores e recebeu 48.786 visitantes profissionais. Nas últimas 16 edições, a Stonetech Xangai recebeu 700 mil visitantes de todo o mundo. De realçar que a feira está a desempenhar um papel importantíssimo e fundamental na promoção e desenvolvimento da indústria global de


pedra natural. Específica na audiência, é a segunda feira mais influente na exposição comercial e profissional de pedra na região asiática. Oferece ainda a possibilidade de contacto a mais de 6000 arquitectos, que se concentram na província de Xangai e hoje constroem em todo o mundo.

feira vale também pela dinâmica criada nos dias do evento, possibilitando não só retorno financeiro, mas também informativo.

A 17ª edição da Stonetech foi dividida em cinco espaços distintos de exposição, de acordo com as actividades das empresas, com o objectivo de facilitar a visita dos compradores.

A Stonetech Xangai 2010 ofereceu uma oportunidade única para os expositores mostrarem os seus produtos e para que os visitantes tivessem possibilidade de conhecer todas as novidades que o sector da pedra natural tinha para dar.

A organização da Stonetech Xangai 2010, apostou em campanhas de marketing e publicidade para divulgar a exposição, assim como actualizações de notícias acerca do evento em mais de 200 revistas e jornais.

Para os visitantes da Stonetech Xangai 2010 foi adoptada uma nova estratégia que mostrou bons resultados. Os organizadores da exposição, idealizaram a «Professional Tour» em cooperação com agências nacionais e internacionais, associações do sector de rochas e agências de promoção de comércio exterior, que promoveram visitas profissionais de empresários à Feira. Também junto dos consumidores finais foi disponibilizado um programa de

Além disso, reforçou o leque de ofertas da exposição com a presença de decoradores, promotores imobiliários e empresas de engenharia. Hoje, uma

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A organização também criou uma linha de call center de forma a fazer uma ampla promoção telefónica junto dos distribuidores e revendedores de pedra em diferentes níveis. Para atrair mais compradores de todo o mundo , os organizadores do certame criaram o BIP, um plano de incentivo com um orçamento que permitiu atribuir subsídios aos visitantes para ajudas de custo durante a estada na feira. Construtores, fornecedores, comerciantes, designers e profissionais ligados ao sector estavam na lista de candidatos ao BIP.


compras. A feira também incluiu uma série de conferências, seminários e fóruns de forma a enriquecer a exposição e fornecer mais informações para os visitantes.

rochas. Apesar da crise que afecta todo o mundo, a China continua imparável, apesar das tardias e malogradas, estratégias das instituições europeias e americanas em travar o dragão da Pedra Natural.

A China, hoje, já é palco de quatro grandes e importantes feiras no segmento, o que a torna um grande centro de promoção mundial do sector das

A prioridade do governo chinês é repetir o sucesso económico das cidades costeiras, como Xangai e o Cantão, na parte Oeste do país, até então, menos desenvolvida. A política de expansão do Oeste

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deve dar mais força à indústria da construção civil e ao consumo de rochas naturais. De acordo com os dados fornecidos, o consumo de rochas em Xangai aumentou cerca de 20% no último ano. Apesar dos mais de 140 tipos de aglomerados, que invadem os certames chineses.

Pequim é o maior centro consumidor de rochas na China. Sendo assim, a próxima Stonetech, já com data marcada entre 20 e 23 de Abril do próximo ano, vai retornar à capital do norte da China com este grande evento do sector da pedra natural.

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PIEDRA 2010 Madrid recebe Feira Internacional da Pedra Natural

PIEDRA 2010, a Feira Internacional da Pedra Natural, realizou-se em Madrid, entre os dias 05 e 08 de Maio, no Parque de Exposições Rei Juan Carlos. A exposição, que foi organizada pela IFEMA em colaboração com a Federação Espanhola da Pedra Natural, apresentou-se desfalcada de expositores e visitantes. Com apenas um pavilhão dedicado, o evento transmutou-se na própria realidade ibérica. Com um escasso mercado interno e poucos visitantes internacionais, sobressaiu a presença chinesa.

Ainda assim, o mercado espanhol é um mercado importante para dois dos principais fabricantes de máquinas portuguesas, que não deixaram de participar no evento, mesmo com os anúncios de uma desventurada exposição. Esta feira estará sempre interligada à situação económica ibérica que pressupõe um retorno à dinâmica espanhola, dentro de

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dois anos. Madrid é, sem dúvida, a capital da península. Todavia, este evento não foi mais que um encontro de amigos. Apenas de realçar, um número significativo de visitantes do norte da Europa e a ausência de visitantes do Magreb, que eram especialmente esperados pelas empresas de granito. Mais do que os produtos e novidades para o sector, as feiras servem para solidar conceitos e aplicações no âmbito da construção, arquitectura, design de interiores e decoração. E aqui, a PIEDRA não falhou. O evento, que contou com a presença de 768 expositores ligados ao sector da Pedra Natural, foi visitado por cerca de 34 mil profissionais de 77 países de todo o mundo. A Airemármores, António Jacinto Figueiredo, Construal, Mocapor / Pedramoca e Solancis foram algumas das empresas portuguesas que estiveram presentes no evento.

O momento alto durante a Feira de Madrid foi a entrega do XII Prémio Internacional de Arquitectura. O galardão foi para o Palácio de Exposições e Congressos e Centro Cultural de Ibiza, obra dos Arquitectos Jesús Ulargui Agurruza e Eduardo Pesquera González.

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CARRARA MARMOTEC 2010 Marmotec 2010 supera expectativas e brilha durante exposição Carrara Marmotec 2010 comemorou o seu trigésimo aniversário com muitas novidades e um sucesso, inesperado. A exposição internacional do mármore, tecnologia e design, que decorreu entre 19 e 22 de Maio, na Marina di Carrara em Itália mostrou aos seus visitantes um espaço repleto de materiais e equipamentos, já que as empresas e os fabricantes italianos de máquinas, compareceram em força ao evento. Efectivamente, foram as empresas italianas a base deste evento, sendo que, muitas empresas estrangeiras, tal como outros, pelos vários factores conjugados, duvidaram desta edição da Marmotec. Dúvidas que se revelaram erradas. Pois foi uma excelente feira de negócios. O evento, que contou com 326 expositores, sendo 21 estrangeiros, distribuídos numa área de 45 mil metros quadrados, apresentou-se com o habitual parque de blocos completo e munido de alguns dos melhores materiais a nível mundial. Talvez a melhor arma desta feira.

Embora, significativamente mais pequena e com menos visitantes, que as restantes feiras que participámos em 2010. A Marmotec, captou um público profissional e com vontade de fazer negócio. Com maior tendência para a aquisição de blocos e equipamento de transformação.

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Sendo Marina di Carrara, por si só, um destino apetecível e requintado, no evento, a tradição foi uma aliada do glamour. Nunca uma feira se apresentou com tanto requinte e design nos stands participantes. Desvendando uma clara união entre o design, a arquitectura e a Pedra Natural. Um esforço de quem percebe a importância destes elementos no nosso sector.

«Vai ser um evento importante. Uma feira de negócios que vai mostrar os produtos mais bonitos e inovadores das nossas empresas e uma prova daquilo que podemos oferecer ao mercado internacional, que está cada vez mais competitivo». Foi com estas

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palavras que Giorgio Bianchini, presidente da Feira de Carrara inaugurou o evento. «Pretendemos criar uma feira que vai exaltar acima de tudo a qualidade dos produtos e da capacidade dos nossos expositores para apresentar produtos de qualidade e para satisfazer as exigências dos clientes de alto perfil. É um momento difícil para a indústria e a Carrara Marmotec pode ser a oportunidade para chamar a atenção para a pedra natural e estimular a demanda, especialmente nas faixas de alta qualidade com alto valor agregado que caracterizam a indústria nacional», concluiu Bianchini.

Carrara Marmotec 2010 foi realizada num momento muito complicado para a indústria de mármore e tecnologia em todo o mundo. A título informativo, de Janeiro a Setembro de 2009, segundo estatísticas processadas pela Internazionale Marmi e Macchine (IMM), a Itália exportou 42 mil tonela-

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das de mármore e granito, incluindo matérias-primas e produtos acabados, menos 21% em relação a 2008. Os primeiros nove meses de 2009 também foram muito difíceis para as duas principais zonas de produção da Toscana e Veneto. Uma redução muito maior nas exportações foi registada para a área de Veneza, que exportou cerca de 278 mil mostrando uma queda de 25%.


rocha ornamental de alto valor, a Itália foi a maior na exportação para os Estados Unidos, passando a Índia e o Brasil.

Dr. Carlo Montani

De acordo com as estatísticas anuais divulgadas pela Internazionale Marmi e Macchine durante a feira, o sector das rochas ornamentais italiano começa a dar sinais positivos, especialmente em relação aos Estados Unidos, que é considerado como o destino mais importante para as exportações italianas de rocha. As estatísticas sublinham que, na comparação internacional entre fornecedores de produtos de

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Para os organizadores de Carrara Marmotec 2010 era fundamental oferecer aos visitantes uma viagem através da excelência made in Italy, garantir que todos os distritos de pedra italiana se apresentassem com o melhor da sua produção e consolidar a posição do evento como o evento estratégico para os países da bacia mediterrânica. A exposição não se destacou apenas pela promoção da pedra natural e tecnologia, mas também pela estratégia criada para lidar com questões técnicas e explorar novos métodos de comercialização e oportunidades.


Destacou-se também uma presença significativa de visitantes africanos, complementada por grandes aquisições. Em especial de equipamento de transformação. De fácil análise, é notório que o sector em África está a crescer não só na parte extractiva como também no segmento transformador. Com especial nota para o norte de África.

As delegações estrangeiras presentes na feira de Carrara também excederam as expectativas. Os Estados Unidos, por exemplo, através da MIA (Marble Institute of America), formaram um grupo de 40 delegados, empreendedores do sector e ainda 20 empresários da RIA (Restoration Industry Association). Da Alemanha, Reino Unido, França, Argentina, Brasil, México, Hong Kong e Xangai chegou um grupo de 25 arquitectos e designers, com o objectivo de estudarem a pedra natural e os melhores acabamentos. De destacar, o grupo de 48 delegações de importadores e distribuidores de pedras naturais provenientes da Polónia, Rússia, América do Sul, Arábia Saudita e Egipto interessados em adquirir material tecnológico. Da Turquia chegaram 17 empresários para frequentar um curso de formação.

Um dos mais importantes eventos realizados durante a feira foi o Marble Architectural Awards (MAA). O 2010 Awards comemorou o seu 25º aniversário com um especial “Silver Awards”, um concurso aberto a arquitectos e designers de todo o mundo. Uma grande oportunidade para as escolas e gabinetes internacionais para participarem em uma competição de prestígio internacional que visa promover a utilização da pedra natural e uma forma de distinguir os arquitectos que projectaram utilizando pedra de excelente qualidade. Durante quatro dias, o evento apresentou um vasto leque de produtos de design de pedra natural, aumentado o valor do produto e definindo tendências. O título de vencedor do prémio para a área de arquitectura foi atribuído a «Oslo Opera House», projectado pelo norueguês Snohetta. A estrutura tem capacidade para abrigar uma área de 38.500 metros quadrados, com dois auditórios, um com capacidade para 1350 espectadores e outro para

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400. O elemento que distingue o projecto é a enorme rampa em forma de um cinturão em torno do edifício da cabeça aos pés, actuando como uma tampa na parte superior do elemento de volume e ligação simbólica com o fiorde. O mármore branco italiano, o carvalho, o alumínio e o vidro foram os materiais escolhidos para atingir este marco que é hoje o maior centro cultural jamais construído na Noruega. Entre os candidatos foi possível verificar obras magnificas, que sem alguma dúvida, elevam o valor deste material eterno e educam aqueles que acham que é necessário reduzir o material a pó para criar produtos estruturais. O galardão para a categoria «espaço público» foi para a Praça Santa Maria Novella, em Florença, obra do arquitecto Maurizio Barabesi, responsável pelo projecto de restauração e requalificação do espaço. Por fim, coube ao Hotel Exedra, em Milão, o prémio na área de interiores, realizado pelo arquitecto Italo Rotta. A obra foi concluída em Setembro de 2009. Resumindo, Carrara Marmotec 2010 foi uma excelente oportunidade para estabelecer novos contactos de negócios e obter todas as informações necessárias e actualizadas sobre este sector.

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Rotas da Pedra Stone Routes GEOTURISMO SLOW E ROCHAS ORNAMENTAIS Autor V. Lamberto1 & P. S. Caetano2

1. INTRODUÇÃO O Geoturismo é um conceito recente, baseado na geodiversidade (Bennett et al, 1996; Brilha, 2005; Dowling & Newsome, 2006) e que encontra suporte no enquadramento geológico de uma região para oferecer ao visitante uma leitura integrada das características desse território (e.g. geomorfologia, património, ocupação humana), constituindo-se como uma forma sustentável de utilização do potencial turístico para constituir riqueza. O movimento Slow, despoletado em 1986 com a criação do gérmen que viria a dar origem, em 1989, ao Slow Food, tem vindo a tornar-se um movimento crescentemente global, que está a desafiar o culto da velocidade, em áreas tão diversificadas como a alimentação, as cidades, a mente e o corpo, a medicina, o sexo, o trabalho, o lazer e as crianças (Honoré, 2006).

Neste contexto, tem sido definido e coordenado pela equipa autora do presente artigo um conjunto

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de itinerários geoturísticos slow, que pretendem valorizar o território onde se inserem, em muitos casos através de uma malha de percursos, onde o património geológico e as rochas ornamentais surgem como ferramenta essencial para a leitura dos espaços envolvidos e como factor indutor de desenvolvimento e promoção turística, integrando outras áreas do saber e permitindo o usufruto do território de uma forma sustentável, mais aprofundada… e lenta.

2. RAZÃO DE SER A preocupação primordial que tem levado à criação de percursos geoturísticos slow centra-se na intenção de divulgar, de uma forma cientificamente correcta e simultaneamente apelativa (simples e acessível), e para um público alargado, conhecimentos de cariz geológico e mineiro, e a sua relação com outras áreas do saber (e.g. geografia, fauna e flora, história, gastronomia). Procurando-se uma aproximação integrada, a Geologia e as rochas ornamentais são o ponto de partida para a leitura e compreensão do território e de muitos dos seus diversos espaços e paisagens, possibilitando a definição de novos produtos turísticos sustentáveis.


Esta aproximação insere-se, em grande medida, no projecto Slow Itineraries que o movimento Slow Food tem vindo a desenvolver, e que promove a integração e o usufruto de paisagens, saberes e sabores de cada região, de uma forma lenta, respeitadora e valorizadora das comunidades locais e do território envolvidos, tendo sempre presente conceitos queridos ao movimento Slow, como a lentidão, o convívio, os produtos locais e sazonais, os alimentos bons, limpos e justos… Os diversos roteiros criados têm sido da responsabilidade de equipas coordenadas por elementos com formação na área da geologia e larga experiência em georrecursos, nomeadamente rochas ornamentais, e em geoturismo, e comportam geralmente o envolvimento de especialistas de outras áreas do saber (e.g. história, gastronomia, fauna e flora, desenvolvimento rural). Os percursos definidos e as acções promovidas, maioritariamente pedestres, apresentam diferentes características, que reflectem as especificidades locais e regionais (e.g. contexto geológico, ocupação humana do território), mas estão sempre unidos por princípios comuns, nomeadamente a divulgação e promoção da Geologia, e das rochas ornamentais, a transversalidade do conhecimento, o respeito pelo ambiente e pela sustentabilidade, a circulação responsável pelos campos, e a integração de outras áreas do conhecimento e dos saberes e sabores tradicionais…

3. RESULTADOS O trabalho levado a cabo nos últimos anos na definição e implementação de percursos geoturísticos slow tem vindo a materializar-se em diversos espaços e contextos geológicos, de que são exemplo os seguintes roteiros:

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- Rota dos Mármores – Rede Lenta de Percursos Geoturísticos: tendo como ponto de partida o enquadramento geológico regional (anticlinal de Estremoz) e a indústria de rochas ornamentais aí instalada, permite uma leitura integrada do território (e.g. recursos, ocupação humana, ambiente), com o auxílio de diversos percursos que abordam, entre outros, espaços (e.g. monumentos, pedreiras, cantarias, tabernas, fornos de cal, olivais, núcleos urbanos), sabores, geoturismo, desenvolvimento sustentável, Slow Food e técnicas de orientação (Lamberto et al., 2003); - A geologia da Região dos Três Castelos de Sebastião da Gama: aproveitando o «Circuito Turístico da Região dos Três Castelos», criado pelo poeta de Azeitão Sebastião da Gama, em 1949, o roteiro salienta a geologia da região e, em particular, os locais com especial interesse geológico e mineiro, como o Cabo Espichel, o Vale de Sesimbra ou a Arrábida (Caetano et al., 2009b);

- Geologia no Almada Forum: visita guiada pelo edifício deste centro comercial, podendo observarse a variedade de tipos de rochas ornamentais, em grande parte portuguesas, aplicados no exterior e interior do edifício, bem como em diversas lojas, com identificação das várias rochas utilizadas, em termos de tipo litológico, proveniência, idade e tipo de aplicação (Caetano et al., 2003); - Geologia Eclesiástica, dos Prazeres aos Anjos: percurso efectuado pelo eléctrico 28E, dos Prazeres aos Anjos, para observar georrecursos culturais


urbanos, em especial ocorrências de pedra natural aplicadas em edifícios eclesiásticos de Lisboa (e.g. Basílica da Estrela, igrejas do Chiado e Sé), aproveitando-se simultaneamente para abordar aspectos geológicos complementares, que podem também considerar-se como georrecursos culturais urbanos, e outras áreas do saber (e.g. história, arte, arquitectura) (Caetano et al., 2009a);

- encarar a Geologia como um ponto de partida para a leitura do território, a camada de base sobre a qual assenta outra informação; - considerar as aplicações da pedra natural como sítios de património geológico e recurso para o ensino das ciências geológicas; - promover o estudo da proveniência dos materiais geológicos aplicados ao longo da história e a protecção dos respectivos locais de extracção; - aproximar as populações da natureza, valorizando os seus recursos, promovendo a sua recuperação para novos e antigos usos e dinamizando a economia local; - procurar minimizar impactes negativos no território e o envolvimento da comunidade na conservação do património geológico e das outras especificidades de uma região;

- Geologia Eclesiástica no Hotel Convento do Espinheiro: o conjunto de pedras usadas na construção e ornamentação do histórico Mosteiro de N. Sra. do Espinheiro e o seu enquadramento geológico e património edificado são o fio condutor de um inovador roteiro de cariz geológico e histórico, ao qual não faltam aspectos como a ocupação do território, práticas agrícolas e gastronómicas e o enquadramento do movimento Slow Food. Estes percursos, e os que se encontram ainda em fase de levantamento, deverão globalmente contribuir, entre outros aspectos, para: - aumentar a consciência pública em relação à Geologia e aos georrecursos e sensibilizar as populações para a sua importância;

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- conservar os recursos geológicos culturais existentes, sobretudo os que se situam em espaços urbanos ou adjacentes, por vezes diminutos e sujeitos a grande pressão; - providenciar um recurso educativo/pedagógico para o ensino da Geologia e de outras ciências, da Terra e do Homem; - captar visitantes e aumentar o tempo de permanência nas regiões envolvidas, através do usufruto sustentado de património único e amiúde desconhecido; - promover o desenvolvimento sustentado do interior do país, nomeadamente de comunidades rurais localizadas em zonas muitas vezes economicamente deprimidas; - combater a «aramização» excessiva do interior do país, a destruição de antigos caminhos rurais e rotas, e dos conhecimentos das comunidades rurais;


- potenciar a criação de novos produtos turísticos sustentáveis, que promovam a integração de diversas áreas do saber, nomeadamente mediante criação de percursos geoturísticos slow. Refira-se que o geoturismo slow, que tem vindo a ser promovido junto do público diversificado que tem participado nos passeios efectuados (e.g. programa Geologia no Verão do Ciência Viva, Slow Itineraries), prosseguirá no futuro com outras acções, enquadradas sempre pela filosofia slow. Os percursos deverão estimular o contacto com a natureza e o desenvolvimento socioeconómico sustentado das regiões envolvidas, tendo sempre como ponto de partida o enquadramento geológico, importante ferramenta para leitura e compreensão do território e das suas especificidades, à semelhança do que sucede com o conceito de terroir, tão em voga na enologia. Como “uma vida rápida é uma vida superficial” (Honoré, 2006), promovamos a compreensão e o usufruto da lentidão, que aparentemente não é estranha a quem orbita na área da Geologia e dos georrecursos, dado estar presente, por exemplo, na escala geológica do tempo e em muitos dos processos geológicos conhecidos, responsáveis, por exemplo, por muitas das características únicas das rochas ornamentais…

1

slowfoodalentejo@gmail.com (Associação Slow Food Alentejo)

2

pcsc@fct.unl.pt

(Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL, CICEGE)

REFERÊNCIAS Bennett, M.; Doyle, P.; Larwood, J. G. & Prosser, C. D. (Eds.) (1996) – Geology on your doorstep. The role of urban geology in earth heritage conservation. The Geological Society, London, 270 pp. Brilha, J. (2005) – Património geológico e geoconservação – A conservação da natureza na sua vertente geológica. Palimage, Viseu, 190 pp. Caetano, P. S., Verdial, P. H., Gregório, P., Heitor, A. P., Pedro, B. & Silva, I. (2003) - A criação de circuitos geológicos no Almada Forum – um exemplo de divulgação da Geologia em meio urbano. Ciências da Terra (UNL), Lisboa, nº esp. V, pp. 106-107; CD-ROM, pp. I24-I27. Caetano, P. S., Lamberto, V. & Verdial, P. H. (2009a) - Ecclesiastic geology in the city of Lisbon, ASMOSIA IX, ASMOPSIA/ICAC, Tarragona, poster. Caetano, P. S., Lamberto, V., Verdial, P. H. & Brito, M. G. (2009b) – A Geologia da Região dos Três Castelos de Sebastião da Gama. Livro guia, Geologia no Verão 2009/Associação Slow Food Alentejo, 34 p. Dowling, R. & Newsome, D. (Eds.) (2006) – Geotourism. Elsevier, Oxford, 260 pp. Honoré, C. (2006) – O movimento Slow. Estrela Polar, Cruz Quebrada, 263 pp. Lamberto, V., Melen, F., Silva, A., Tapadas, C. & Xarepe, C. (2003) – Rotas do Mármore – Rede integrada de circuitos geoturísticos. VI Congresso Nacional de Geologia, Ciências da Terra, DCTFCTUNL, Caparica, n.º esp. V, p. 109; CD-ROM, PP. I43-I46

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Entrevista Interview

ENTREVISTA AO PRESIDENTE DA ANIET * * Engenheiro Victor Manuel de Barros Albuquerque

“A importância deste sector é fundamental para o país. Temos que o saber aproveitar.” Victor Albuquerque – Em primeiro lugar, é preciso continuar com a expansão da ANIET. O nosso objectivo principal é defender, representar e acompanhar os associados. É fundamental consolidar a defesa dos interesses do Sector que, num momento como o que se atravessa, passa inevitavelmente pela necessidade de uma associação forte, dinâmica e com dimensão. É com esta missão e com este compromisso que me proponho trabalhar. R&E - E os projectos da ANIET? A Rochas & Equipamentos esteve à conversa com o Presidente da ANIET. O Engenheiro Victor Albuquerque fala dos projectos e desafios que a Associação tem pela frente e da importância da indústria extractiva na economia do país. Rochas & Equipamentos - Conte-nos um pouco sobre o seu percurso dentro do sector da Pedra até chegar à Presidência da ANIET. Victor Albuquerque – Depois de concluir a Licenciatura em Engenharia iniciei a minha actividade profissional na direcção de uma pedreira. Mais tarde, desempenhei funções em empresas de construção civil e de obras públicas. O meu percurso permitiu ter vários focos de aprendizagem que me levaram desde a Direcção de Obra até à Administração. Neste momento, tenho responsabilidades ligadas à indústria relacionadas com o sector que a ANIET representa. Presidir esta Associação é um desafio muito gratificante. R&E - Quais foram os objectivos que traçou para a ASSIMAGRA quando aqui chegou?

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Victor Albuquerque – Há muito a fazer, sem dúvida. Mas as linhas orientadoras para o biénio 2010/2011 passam fundamentalmente por apostar na interacção com as outras Associações que representem a Indústria Extractiva e Transformadora, de modo a serem criadas condições para partilhar as experiências individuais transformando-as numa maior e mais forte capacidade de acompanhar as dificuldades, procurando aumentar o potencial de intervenção que possa criar efeitos positivos para o desenvolvimento do Sector. Participar na Confederação das Associações Portuguesas, reforçando o interesse de estar ligado aos mais fortes representantes Nacionais, preocupados com o desenvolvimento da actividade económica. Não menos importante é participar com as instituições Internacionais ligadas ao Sector, nomeadamente a UEPG e a Euromines, na análise e no desenvolvimento das melhores práticas, recolhendo a informação que possa vir a beneficiar os Industriais Portugueses. Desenvolver estudos para uma identificação da real representatividade do Sector de actividade da ANIET a nível Nacional, para sabermos com mais precisão os principais indicadores que


sustentam a vida económica dos nossos Associados. Por fim, proponho acompanhar muito de perto as actividades da Associação Valor Pedra e a nossa participação no Cluster da Pedra Natural. R&E – E quais os desafios que a ANIET tem pela frente? Victor Albuquerque - Além do que já referi, a ANIET pretende prosseguir com a angariação de novos associados, para o reforço da representatividade da Associação e da sua força de intervenção na definição da política Sectorial. Outro objectivo é colaborar com as instituições do ensino superior, através de parcerias vinculadas por protocolos e realização de estágios profissionais, expondo a importância desta indústria e contribuindo para a uma maior qualificação técnica e tecnológica. Pretendemos manter os protocolos e parcerias actuais e estabelecer novas com várias entidades no sentido de aumentar e melhorar os serviços disponibilizados aos associados. Continuar com os programas de formação em áreas específicas, no sentido da melhoria da qualificação profissional do sector e com as acções do gabinete técnico para apoio aos associados e consequente desenvolvimento do sector é mais um desafio. Precisamos participar de forma activa nas Comissões Técnicas de Normalização e outras, quer na área do Ambiente, quer na das Rochas Ornamentais e Industriais, acompanhar e influenciar através da União Europeia dos Produtores de Agregados - UEPG, o processo legislativo de produção de Directivas Comunitárias com implicações directas no sector. Participar nas actividades da EUROMINES e promover encontros e reuniões com representantes europeus em Portugal. Não nos podemos esquecer que é fundamental continuar com a publicação do Boletim Informativo e melhorar a página na internet, certos de que é um magnífico instrumento de trabalho interactivo. Prosseguir com a contestação da taxa autárquica pela exploração de inertes. Negociar os Contratos Colectivos de Trabalho para os sectores representados pela ANIET. Promover a realização das X Jornadas Técnicas, acções de sensibilização e outros eventos com o propósito de divulgar a actividade associativa e debater problemas e assuntos relacio-

“...é um sector que tem que ser apoiado, com uma legislação adequada, que lhes permita funcionar livre de permanentes problemas burocráticos...” nados com o Sector e, por fim, contribuir para a melhoria da imagem do Sector, através da promoção de iniciativas neste domínio. R&E - Qual é a percentagem das empresas extractivas associadas à ANIET? Victor Albuquerque - Do universo dos cerca de 200 associados da ANIET, 80% é empresa do sector extractivo (rochas ornamentais e rochas industriais) que, de acordo com os últimos dados oficiais publicados pela DGEG (relativos a 2007), representam cerca de 70% do volume de negócios nacional. Relativamente às minas, em termos de volume de negócios, a ANIET representa mais de 90%. Actualmente, é um dos meus objectivos prioritários efectuar um levantamento estatístico sério de vários indicadores dos subsectores que a ANIET representa - rochas ornamentais, rochas industriais e minas - que nos permita ter ideia da real representatividade e de como irá o sector evoluir nos próximos anos. R&E - Vê o sector extractivo como estratégico para Portugal? Victor Albuquerque – Sem dúvida que sim. O sector mineiro é importante e se existe é porque há recursos e capacidade técnica para criar mais-valia. Os processos produtivos são pesados e as exigências de organização são fundamentais. As rochas ornamentais têm qualidade, reconhecimento nacional e Internacional, e existe conhecimento. Devem ser mais defendidos relativamente à concorrência in-

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ternacional, que muitas vezes não cumpre os requisitos ambientais, de segurança e de qualidade. As rochas industriais são sempre um sector essencial no desenvolvimento do Pais. A aplicação dos agregados está sempre presente nas casas, nas estradas e na indústria. Se repararmos são raras as actividades que não incorporem de uma maneira ou de outra Agregados. R&E - Coordenar os vários subsectores extractivos numa associação é vantajoso para eles? Victor Albuquerque - Sim, pois apesar das especificidades de cada um deles, a legislação, questões ambientais e de ordenamento pela qual se regem é comum aos 3 subsectores. R&E - O que os une e os afasta? Victor Albuquerque - O que os une são as questões que passam pelo ordenamento do território, pela legislação comum e pelas relações com o Meio Ambiente. O que os afasta é a nossa característica individualista, que dificulta o pensamento estruturante e estratégico. As próprias dificuldades económicas, que claramente sentimos, afastam o sentimento de partilha com receio de não sermos suficientemente eficazes face aos competidores.

R&E - Quais as principais dificuldades dos empresários do sector extractivo? Victor Albuquerque - Neste momento um dos graves problemas com que o Sector se depara prende-se com as questões do ordenamento do território

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e a adaptação ao DL 340/2007, de 12 de Outubro, que instituiu um regime transitório que permitiu aos exploradores de pedreiras não tituladas por licença (quer legalização de novas áreas, quer ampliações de pedreiras já existentes e licenciadas) requererem a sua legalização através do procedimento previsto no seu artº. 5º. Sucede, todavia, que pelo facto dos planos directores municipais não contemplarem espaços para a indústria extractiva ou para a ampliação das áreas existentes, os elementos das CCDR’s territorialmente competente têm emitido parecer desfavorável e levado o Grupo de Trabalho a emitir a intenção de decisão desfavorável. Esta situação contrapõe, o exposto nas várias acções de divulgação realizadas, de norte a sul do país, sobre o regime transitório do DL 340/2007 onde foi expressamente referido aos exploradores presentes que as condicionantes de PDM à ampliação e à legalização das respectivas explorações não seriam motivo para emissão de decisão desfavorável do Grupo de Trabalho mas que este deveria proferir decisão favorável condicionada à revisão daquele instrumento (PDM). Sobre este assunto já solicitamos à Sra. Ministra do Ambiente que desenvolva todas as diligências internas e externas necessárias à prossecução do compromisso assumido junto dos exploradores. A nível dos produtos explosivos, os exploradores deparam-se com uma legislação muito antiga e completamente desajustada à realidade dos dias de hoje. Sobre esta matéria a ANIET tem estado em conversações com o Departamento de Armas e Explosivos da PSP e pressionado o Ministério da Administração Interna para a sua revisão, o que efectivamente já vinha a decorrer no âmbito do grupo de trabalho para o qual a ANIET foi convidada, criado pelo Despacho n.º 23935/2007, que entretanto e inexplicávelmente deixou de reunir. A questão particular do preço dos combustíveis e a Exportação de Rochas Ornamentais. Desde 2005 que esta associação vem alertando a Secretaria de Estado da Economia e da Inovação para o forte impacto causado nesta indústria, pelos sucessivos aumentos dos preços dos combustíveis que se têm verificado nos últimos anos e que representa cerca de 25% dos custos totais da actividade desta indústria. Com efeito, o gasóleo colorido nos equipamentos não matriculados evitaria o encerramento ou a


suspensão de lavra de várias unidades industriais que se tem vindo a verificar e permitiria a manutenção de postos de trabalho bem como o incremento exportador do Sector das Rochas Ornamentais que tem potencialidades ímpares e que sofre a forte concorrência dos países emergentes e mesmo de Espanha, que é um concorrente de peso, na medida em a legislação espanhola permite a utilização de gasóleo do tipo B, colorido, em veículos que não circulem na via pública o que se traduz numa forte distorção da concorrência, que penaliza em muito as empresas portuguesas. No sector da rochas ornamentais, medidas como a promoção dos nossos produtos em obras nacionais, seriam fundamentais, num momento de grande dificuldade e enfrentando uma concorrência como a dos granitos da China que pratica preços mais baixos por não cumprir com os requisitos ambientais, de segurança e de qualidade. É assim completamente impossível a sobrevivência das empresas deste sector caso não se tomem medidas urgentes. No caso da Marcação CE, a falta de fiscalização gerou uma grande concorrência desleal entre as empresas, tendo muitas delas, alem dos custos com os ensaios de materiais, tido custos de montagem de laboratórios, admissão e formação de técnicos para os laboratórios, ao passo que outras nunca fizeram nada. Muitas vezes os próprios municípios,

nos seus cadernos de encargos, não requerem material com a marcação CE, adjudicando concursos a empresas que não a têm. A ANIET sempre que tem conhecimento destas situações tem alertado para esta obrigatoriedade. R&E - Como caracteriza o sector da indústria extractiva e transformadora da pedra em Portugal? Victor Albuquerque - Estamos a falar especificamente duma indústria extractiva não metálica que explora recursos directamente da Natureza no seu estado bruto e que os transforma, conduzindo a uma actividade económica que em Portugal tem sido atractiva em virtude destas explorações criarem empregos, e ao mesmo tempo, a matéria-prima ser de livre e fácil acesso. O grande mérito do sector foi a dispersão da cultura de exploração deste Recurso Natural existente no País e a criação de novas empresas para o mercado. Por isso, Portugal, em virtude da grande quantidade de afloramentos rochosos em todo o País, fez crescer uma indústria que se multiplicou em numerosas empresas, geralmente de pequena dimensão, que promovem a comercialização de produtos, na sua grande maioria destinados a Obras Públicas e à Construção Civil.

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R&E - Qual a importância da rocha ornamental para a ANIET? Victor Albuquerque - É um sector muito importante para a ANIET e para o País pelo seu potencial exportador, que muitas vezes parece ficar esquecido... As Rochas Ornamentais têm uma grande qualidade que é muito acompanhada pelo elevado knowhow das empresas acumulado ao longo dos anos.

Com a dinâmica de desenvolvimento do País, principalmente a partir dos anos 80, as rochas industriais para as Obras Públicas e Construção Civil tornaram-se um produto vital, tendo-se criado uma indústria que foi crescendo em função do aumento da procura, em função das facilidades de chegar às matérias-primas naturais. A modernização económica de Portugal, modifica o perfil da procura introduzindo novas oportunidades e consequentemente novos empreendedores. A actividade ligada ao sector da indústria extractiva ocupa um lugar com significado na economia e desempenha um papel socioeconómico com alguma relevância. O que no início era uma actividade económica descomplexada começou a conhecer peculiaridades que caracterizam uma indústria mais agressiva, com ajustes nos pré-requisitos para a viabilização do sector, criando a necessidade de ter um foco no mercado a ser assegurado em todas as fases, desde o início dos trabalhos de identificação geológica, passando por todas as fases de produção e pela gestão das distâncias ao consumidor. O grau de complexidade e diversidade que caracteriza o estudo e a gestão deste negócio e as novas exigências e especificações do mercado e a necessidade de acompanhar a modernização tecnológica desta indústria, vieram a encontrar muitas das empresas sem capacidade de adaptação e portanto com limitada capacidade económica e funcional para sobreviver. Actualmente a crise económica, evidencia fortes debilidades no sector, à semelhança do que também se passa noutros sectores de actividade.

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R&E - Recentemente, o Dr. Miguel Goulão, falou numa possível união entre as duas Associações. Acredita que uma futura fusão pode trazer benefícios para o sector da pedra? Victor Albuquerque - A ANIET já lançou esse desafio que faz parte, como referi, dos nossos objectivos programáticos. Não vejo que num País como o nosso seja útil ter tanta divisão e tantas organizações a trabalharem os mesmos assuntos.

“Não vejo que num País como o nosso seja útil ter tanta divisão e tantas organizações a trabalharem os mesmos assuntos.” R&E - Qual é a posição da ANIET e a sua opinião em relação às alterações da Lei de Pedreiras DL 340/2007 de 06 de Outubro? Victor Albuquerque - Na verdade, o Decreto-Lei n.º 340/07, de 12 de Outubro, publicou diversas alterações ao Decreto-Lei nº 270/2001, de 6 de Outubro (Lei de Pedreiras), que no nosso entender, meu e da ANIET, veio permitir a sua melhor adequação à realidade de Portugal e das explorações. Com efeito, a ANIET, aquando da publicação do DL 270/2001, de 6 de Outubro, pediu de imediato a sua revisão, pelo facto de o considerar demasiado exigente, generalista, colocando ao mesmo nível diferentes tipos de explorações, e ser considerado


desajustado à realidade do país. Com a publicação do DL 340/2007, de 12 de Outubro, foram já criados diferentes graus de exigência no que se refere a documentos técnicos para licenciamento, conforme as classes das explorações. Além de outras alterações, este novo diploma veio criar a possibilidade de, num prazo de 6 meses, pedreiras que laboravam de forma irregular, pudessem legalizar-se através de um processo de adaptação específico, o que infelizmente não tem vindo a suceder devido a constrangimentos ao nível do ordenamento do território. Seis meses foi também o prazo que a lei consagrou para que as pedreiras já licenciadas mas que não estavam a cumprir as exigências legais, pudessem requerer à entidade licenciadora uma vistoria à pedreira e a partir daí se adaptarem aquele novo regime. R&E - Como vê a aprovação no novo Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e as suas consequências? Victor Albuquerque - Fomos informados em reunião com a DGEG que o Parque Natural da Serra de Aires e Candeeiros que tem sérios condicionalismos ao nível do ordenamento do território e que já foi

alvo de uma revisão e qualificação que visa permitir a exploração em determinadas zonas do parque. R&E - O panorama nacional é de crise. Que mensagem deixa aos empresários da indústria de extracção e transformação da pedra? Victor Albuquerque - Como toda a actividade económica temos que nos adaptar às exigências do momento, pensando que este é um dos sectores com importância a nível Nacional onde existem muitas PME, que tem cada vez mais de se organizar a nível da gestão, da capacidade técnica, das preocupações ambientais e de segurança. Mas é um sector que tem que ser apoiado, com uma legislação adequada, que lhes permita funcionar livre de permanentes problemas burocráticos e ao mesmo tempo que tenha uma fiscalização eficaz nos aspectos que tem que ser cumpridos. Temos que ter clareza de posições para podermos trabalhar melhor. As empresas têm que estar mais unidas, perceber melhor a direcção a seguir e a ANIET está empenhada na afirmação do tecido empresarial constituído pelos seus associados. A importância deste sector é fundamental para o país. Temos que o saber aproveitar.

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Boas Práticas Best Practices

CANAL ABERTO Coordenação: A. Casal Moura Colaboração: Laboratório do INETI e Cevalor

Como são declarados os valores referentes aos ensaios de tipo inicial? Muitas Normas harmonizadas indicam a modalidade de expressão dos resultados dos ensaios (por exemplo, o valor médio ou o valor mínimo esperado); se isso não for referido na Norma, e a fim de se ser prudente, sugere-se declarar os valores mais desfavoráveis obtidos nos ensaios (conforme a propriedade da qual se trate, nuns casos serão de declarar os valores mínimos e, noutros casos, serão de declarar os valores máximos). De qualquer modo, os valores a declarar pelo produtor para cada característica devem ser representativos da produção corrente. O cálculo do valor médio ( x ), do desvio padrão (s), do coeficiente de variação (v) e do valor mínimo esperado (VmínE) é explicado e exemplificado num Anexo (normativo) – “Avaliação estatística dos resultados”, incluído em algumas das Normas de ensaio (por exº, EN 1926, EN 12372, EN 13161, EN 13364). Caso a Norma obrigue a declarar o valor característico, que é o valor correspondente ao percentil 5 % da distribuição normal dos valores obtidos por ensaio, veja a seguir o modo de o determinar. Em primeiro lugar, terá de calcular a média e o desvio padrão dos resultados e depois utilizar a fórmula seguinte: Vc = x - (F . s) onde, Vc é o valor característico x é a média dos valores obtidos F é um factor dependente do número de ensaios s é o desvio padrão Para 10 ensaios o valor de F é igual a 2,10; para 20 ensaios o valor de F é igual a 1,93; para 50 ensaios o valor de F é igual a 1,81; para um número considerado muito grande de ensaios o valor de F é igual a 1,64. Em resumo: Terá de calcular a média e o desvio padrão dos resultados (o melhor será utilizar uma calculadora ou um computador) e aplicar a referida fórmula com o factor F conveniente. Exemplo prático: Procede-se à determinação do valor característico da resistência à flexão de um mármore com base nos resultados de 10 ensaios.

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Nº do ensaio

Resistência à flexão (resultados em MPa)

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

8,1 9,5 10,2 10,4 8,0 9,1 9,9 8,9 9,4 10,1

A - Cálculo da média e do desvio padrão: Obtém-se: Média: x = 9,36 Desvio padrão: s = 0,84 B - Aplicando a fórmula acima indicada,

Vc = x - (F . s)

e como para 10 ensaios F = 2,10, obtem-se:

Vc = 9,36 – (2,10 x 0,84) = 9,36 – 1,76 = 7,60

Conclusão: O valor característico Vc da resistência à flexão do mármore em apreço é de 7,6 MPa.

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Tecnologia Technology GMW 2000 CONQUISTA O «INNOVATE DESIGN TECNOLOGY AWARD» Este ano, na primeira edição de «Innovate Design Tecnology Award» realizada em conjunto com a Feira Internacional de Carrara, Marmotec 2010, o prémio para a categoria de extracção e transformação coube à empresa Gaspari Menotti que ganhou a competição com o sistema estacionário da multifios GMW 2000 desenhado pelo Engenheiro Franco Roberti. Gaspari Menotti apresentou a GMW, a síntese perfeita entre a simplicidade de uma máquina de duas colunas e a estabilidade de uma de quatro. Os primeiros ensaios de corte começaram no início de 2004 com um protótipo, instalado na fábrica da GM. O esforço suportado pela GM em projectar e implementar novas tecnologias, além de manter a sua liderança no sector de pedra, tinha dois objectivos, produzir uma máquina que representasse o melhor da tecnologia no sector e oferecer uma grande versatilidade para satisfazer as necessidades de todos os clientes. A GMW 2000 assenta em duas colunas e move-se verticalmente acima do corte. Os veios de suporte das rodas (poleias) têm um suporte duplo, como em máquinas de quatro colunas, em uma estrutura metálica robusta, evitando assim deformações nos veios de suporte. Graças à ideia desenvolvida e patenteada pela GM, a inovação do “cutting castle” castelo de corte, os eixos suportam as tensões (como na serra de arame) e garantem a ausência de vibrações, a consistência e a precisão da tensão para obter um acabamento da chapa de alta qualidade da superfície e da espessura uniforme.

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Entre as principais características da GMW 2000 estão a dupla voltagem, a facilidade de manutenção, visto que o sistema patenteado permite a rápida substituição de bandas em borracha sem necessidade de remover o volante da máquina, os rolamentos não necessitam de lubrificação, a optimização dos parâmetros de corte para mudança do material tratado, e por fim o software de gestão e controle do usuário.


Segundo a GM, um dos problemas que a indústria de extracção e transformação assiste actualmente com estes equipamentos é que os rolamentos das máquinas de fio de diamante duram pouco e os custos de manutenção são muito elevados. A espessura reduzida e a dificuldade de lubrificação são factores que tornam difícil criar um componente que garanta uma vida longa. A Gaspari Menotti, com a colaboração da SKF, grupo líder na produção de rolamentos, conseguiu alcançar um rolamento ad hoc, que não requer lubrificação e garante mais do que qualquer outro no mercado. Outra função importante do software da GMW 2000 é armazenar um grande número de informações no processamento, na produção, e no consumo de energia e velocidade. Assim, este software é extremamente útil para a elaboração das estatísticas, controlar custos e elaborar um arquivo, que permi-

te criar um registo dos parâmetros de corte ideais para cada material actualizada regularmente pelo sistema. A equipa da GM criou ainda, um programa que permite maximizar os recursos e as potencialidades da GMW 2000. O operador pode definir directamente e alterar os parâmetros com o sistema de tela de toque.

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Notícias News Lamborghini com pintura a imitar mármore O mármore conquista cada vez mais outros sectores de mercado. Desta vez foi o sector automóvel. O novo Lamborghini Gallardo, um exemplar único, projectado por Paul Pascarella que já está a venda na Califórnia nos Estados Unidos. O artista pôs a sua criatividade em prática num dos carros mais conhecidos do mundo e desenhou-o com uma pintura em tons de azul claro. A novidade está na tampa traseira e na capota com uma aparência que imita o mármore. O interior do veículo também ficou a cargo de Pascarella. O revestimento, em tons de caramelo, foi feito de couro especial Olimpus. Até os difusores de ar inclui aros metálicos de cor dourada. O resultado final parece ter agradado. Os curiosos podem ver esta obra-prima numa loja em Beverly Hills. O Gallardo LP 560-4 tem um motor V10 5.2 de 560 cavalos, com potência para chegar aos 100 quilómetros por hora em 3,7 segundos e atingir os 325 km/h, de acordo com informação do fabricante.

Granisul investe no granito A empresa Granisul, do grupo Socolil, investiu, 30 milhões de dólares na construção de uma fábrica de granito e de fabrico de chapas de zinco, como esclareceu o seu director, Gonçalo Torres. A empresa de extracção e transformação de granitos está localizada na zona industrial na cidade do Lubango, em Angola. O projecto teve início em Janeiro de 2008. De acordo com o Director da empresa, a fábrica vai criar 25 postos de trabalho e começa a funcionar já em Agosto com duas linhas de produção. A linha de granito irá contar com uma capacidade de 700 m2/ dia. A fábrica vai ser fornecida de energia eléctrica por quatro grupos geradores de mil e 400 KVA possui igualmente um armazém, uma área de corte da pedra e de chapa, um laboratório e compartimentos administrativos. No que respeita ao fornecimento

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da matéria-prima, Gonçalo Torres disse que a fábrica contará com o abastecimento de três empresas de rochas ornamentais que operam nos municípios da Chibia e Gambos. Para a comercialização dos produtos o grupo vai abrir quatro entrepostos nas províncias de Benguela, Huambo, Bié e Luanda, com vista a escoar a produção.

Comércio entre Portugal e Brasil cresce quase 50% As transacções comerciais entre Portugal e o Brasil apresentaram, apesar da recessão económica mundial, uma recuperação na primeira metade deste ano, atingindo a marca de 7,723.93 milhões de Euros, mais 49,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em primeiro lugar na tabela de exportações está o azeite seguido dos sulfetos de minério de cobre, usado principalmente na transmissão eléctrica e na telefonia. As suas propriedades eléctricas são melhor aproveitadas quando é empregado em estado puro, mas as propriedades mecânicas e a inalterabilidade são melhores nas ligas com zinco, estanho, chumbo e níquel. É o segundo metal em condução de electricidade, a seguir a prata, e, junto com as suas ligas, é o terceiro metal mais utilizado no mundo, ficando atrás do aço e do alumínio. Devido a sua elevada capacidade de condução térmica, o cobre é a matéria-prima mais utilizada na fabricação de cabos, fios e lâminas. Também é utilizado em outras indústrias como a construção civil, a automóvel, mecânica, mineração, construção naval e exploração petrolífera.

Veronafiere patrocina cursos para arquitectos na Marmomacc A décima segunda edição do «Projectando com a Pedra Natural» vai acontecer entre 27 de Setembro e 02 de Outubro, em Verona, na Itália, em conjunto com a Marmomacc. Veronafiere, o organizador da feira, oferece este curso para ajudar os arquitectos


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a aprenderem técnicas avançadas na utilização do mármore, do granito e de outros materiais de pedra. O programa é uma combinação única com palestras, visitas guiadas e visitas de campo arquitectónico a pedreiras locais, bem como a instalações de processamento de pedra natural. Esta abordagem global permite aos arquitectos compreenderem melhor o ciclo de vida da pedra, utilizando as últimas tecnologias e produtos. A edição de 2010 irá incluir visitas a uma pedreira de mármore Botticino e a uma unidade de transformação de pedra nas proximidades, a um estudo de caso sobre o uso de pedra no novo estádio do Dallas Cowboys e um tour arquitectónico de Verona. Além disso, o curso oferece tempo para explorar a Marmomacc, com os seus mais de 1.500 expositores e de produtos relacionados com pedra de todo o mundo.

Irlanda do Norte lança primeiro guia da Pedra Natural O primeiro guia de sempre ao detalhe da história e da utilização de pedras em alguns dos marcos

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mais importantes da Irlanda do Norte foi lançado recentemente. Esta publicação, «Stone By Stone», que identifica os vários tipos de pedra usados em edifícios icónicos também fornece um guia para os vários tipos de pedra de construção disponíveis na Irlanda do Norte. É uma excelente fonte de informação para aqueles que trabalham com pedra natural e um recurso valioso para quem tem interesse em património edificado e em obras de conservação.

Novo guia inglês da pedra já saiu Já está disponível o novo guia «Stone Specifiers Guide 2010-2011». Este directório é uma ferramenta de trabalho importante para arquitectos, engenheiros e outros profissionais ligados ao sector da pedra natural. A publicação apresenta uma lista de todas as empresas que tenham cumprido os critérios impostos pela federação da Pedra Natural da Inglaterra. Desta forma, o guia oferece aos clientes a confiança de saber que estão a usar um profissional competente.


Vencedores de Stone Awards 2010 anunciados em Londres A Stone Awards, o concurso para os melhores projectos em pedra natural, organizado pela Federação Inglesa de Pedra Natural, prepara-se para escolher os vencedores desta categoria. A entrega dos prémios, que são apresentados a cada dois anos, vai decorrer em Lords Cricket Ground, em Londres, a 26 de Novembro. Qualquer membro da equipa envolvida em um projecto, tanto o fornecedor da pedra, como o empreiteiro, o arquitecto ou o cliente, pode concorrer desde que tenha sido utilizado pedra natural. Um factor determinante é que o projecto tenha

sido construído em território inglês e as obras concluídas no prazo de três anos. Numa primeira fase, os trabalhos serão julgados por um painel de arquitectos. Posteriormente, os projectos finais vão ser visitados pelos juízes a fim de decidir o vencedor. Um dos critérios é o uso inovador de pedra. As categorias para o melhor Stone Awards 2010 foram classificadas em cinco. A construção nova, com uma menção para revestimento de alvenaria moderna e tradicional, a reparação e restauração, interiores, paisagismo e artesanato. Os prémios representam uma oportunidade única para a publicidade, não apenas para os vencedores mas para a indústria da pedra natural em geral.

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A base de dados DNSA está a ser traduzida para Português

Esta base de dados tem contado com apoio de empresas de todo o mundo. Sendo que é possível qualquer empresa colocar os seus materiais gratuitamente. Para tal basta contactar a plataforma através do correio electrónico gurteen@ebnerverlag.de e fazer parte da maior e base de dados do mundo.

Aprovado o Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros

www.naturalstone-online.com A maior colecção mundial de pedra natural online está a ser traduzida na íntegra para português. Com mais de 4,500 pedras, é uma ferramenta sem paralelo no mundo. Com várias opções de pesquisa, é possível encontrarmos toas as informações técnicas e comerciais do material pretendido. Através da DNSA, o prescritor pode encontrar informações sobre extracção do material, análise físico-mecânicas, importância económica e recomendações de aplicação. Sendo que o seu conteúdo é baseado nas informações do arquivo de Pedra natural Alemã (GNSA) em Wunsiedel, que agrega a maior colecção de pedras naturais no mundo. O objectivo da base de dados, é ajudar arquitectos, designers, paisagistas, decoradores e todo o tipo de prescritores e instaladores na melhor escolha e aplicação de pedra natural.

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O Governo aprovou a 08 de Junho em Conselho de Ministros o Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, que estabelece um novo regime de gestão centrado na compatibilização da preservação da biodiversidade com as actividades económicas. De acordo com a resolução do Conselho de Ministros, o novo plano “estabelece os regimes de salvaguarda de recursos e valores naturais e fixa o regime de gestão, com vista a garantir a conservação da natureza e da biodiversidade e a geodiversidade”. Esta Resolução aprova o Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, procedendo à revisão do anterior plano de ordenamento, o qual havia sido aprovado há vinte e dois anos. O novo Plano estabelece os regimes de salvaguarda de recursos e valores naturais e fixa o regime de


gestão a observar na sua área de intervenção, com vista a garantir a conservação da natureza e da biodiversidade, a geodiversidade, a manutenção e a valorização da paisagem, a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento económico das populações locais. Com as alterações agora aprovadas ficam mais evidentes os objectivos que presidiram à criação do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, agora adequados também aos objectivos prosseguidos pela Rede Natura 2000. Para esse efeito, procedeuse à reavaliação dos regimes de salvaguarda dos recursos e valores naturais existentes e à necessária compatibilização entre estes e as actividades desenvolvidas na área protegida em causa, nomeadamente a actividade extractiva. Uma primeira versão do Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros foi sujeito a discussão pública, que decorreu entre 20 de Março e 3 de Maio de 2007, sendo que do processo de apreciação das participações resulta-

ram profundas alterações na proposta de plano de ordenamento, o que motivou a realização de uma segunda discussão pública, esta entre 9 de Outubro e 20 de Novembro de 2009, cujos resultados foram tidos em conta no presente plano de ordenamento. O diploma teve, também, em conta o parecer da comissão técnica de acompanhamento, da qual fizeram parte os municípios de Alcanena, Alcobaça, Ourém, Porto de Mós, Rio Maior, Santarém e Torres Novas, e os competentes serviços da administração pública que contribuem para assegurar a prossecução dos interesses públicos sectoriais com incidência sobre a área do plano de ordenamento. O documento foi também elaborado tendo em conta o desenvolvimento económico das populações locais. “Procedeu-se à reavaliação dos regimes de salvaguarda dos recursos e valores naturais existentes e à necessária compatibilização entre estes e as actividades desenvolvidas na área protegida em causa, nomeadamente a actividade extractiva”, explica a resolução do conselho de ministros.

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A revisão do plano de ordenamento foi iniciada em Março de 2007, tendo sido realizadas discussões públicas para a discussão da proposta.

sol descoberto é de cerca de 2350 horas. O valor mensal de insolação poderá ser três vezes maior no Verão, em relação aos meses de Inverno.

O Parque Natural foi classificado pelo DecretoLei nº 118/79, de 4 de Maio, por causa das formações calcárias ali existentes e pelo coberto vegetal – nomeadamente pequenas manchas de carvalho cerquinho e azinheira -, rede de cursos de água subterrâneos e da fauna específica, nomeadamente cavernícola. O documento propunha-se disciplinar a “intensa actividade no domínio da extracção da pedra”.

No que diz respeito à ocorrência de precipitação anual, esta varia entre 900 mm e 1300 mm. Durante cerca de dois a três meses do ano, poderão ocorrer geadas, normalmente entre o fim do Outono e o fim do Inverno.

O Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros é uma área protegida criada a 04 de Maio de 1979 pelo Decreto-Lei Nº 118/79 e tem por objectivo a protecção dos aspectos naturais assim como a defesa do património arquitectónico existente nas serras de Aire e Candeeiros. Possui uma área de 38 900 hectares, abrangendo os municípios de Alcobaça e Porto de Mós no distrito de Leiria e Alcanena, Rio Maior, Santarém, Torres Novas e Ourém no Distrito de Santarém. O Parque está enquadrado no Maciço Calcário Estremenho, abrangendo as duas serras que lhe dão o nome e ainda o planalto de Santo António e o planalto de São Mamede. Pode dizer-se que o parque ocupa três unidades morfológicas de altitude; o Planalto de Santo António, localizado a sul e centro do parque, a serra dos Candeeiros, localizada a oeste e o Planalto de São Mamede e Serra de Aire. Derivado das movimentações tectónicas e da modelação do terreno, estas unidades encontramse delimitadas por unidades geológicas resultantes da formação de falhas: depressão de Alvados, polje de Mira- Minde e depressão da Mendiga. A área abrangida pelo parque encontra-se numa situação de transição entre influências mediterrâneas e atlânticas. Por ano, o número de horas de

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A rocha é um elemento sempre presente na paisagem do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros que ocupa mais de dois terços do Maciço Calcário Estremenho (no Maciço Calcário Mesozóico) que é a mais importante zona calcária de Portugal. Ao longo do tempo, através de processos geomorfológicos, os elementos naturais foram modelando a rocha, sobretudo de origem calcária, dando origem a mais de mil e quinhentas grutas. À superfície, outros elementos geológicos de relevo são os algars, os campos de lapiás, as dolinas, as uvalas e os poljes. O Maciço, como qualquer formação montanhosa, teve origem nos movimentos tectónicos da crusta terrestre que, após milhares de anos de movimentações das placas continentais e oceânicas, emergiu da superfície. Uma grande parte das estruturas geológicas existentes teve a sua origem no Jurássico Médio. Outras, de génese mais recente, são constituídas por materiais detríticos e sedimentares. É de referir ainda a presença de terra rossa, sobretudo em zonas de depressão. Possui ainda das poucas salinas de origem não marinha existentes em Portugal. De especial relevo as salinas da Fonte da Bica, localizadas em Rio Maior. A Serra dos Candeeiros é uma elevação de Portugal Continental, com 631 metros de altitude. Situa-


se nos concelhos de Rio Maior, Alcobaça e Porto de Mós, onde existem várias pedreiras e é considerada um excelente local para a produção de energia eólica onde está instalado um parque com a capacidade de produzir 111 MW. A Serra de Aire é uma elevação de Portugal Continental, com 679 metros de altitude. Abrange os concelhos de Ourém, Porto de Mós, Alcanena e de Torres Novas. Esta contém vários percursos pedestres, permitindo o contacto com a natureza. É considerada como uma zona ideal para actividades espeleológicas em Portugal devido à existência de muitas cavidades naturais.

Ambas marcam a fronteira entre o Ribatejo e o Oeste. É aqui que se situa o Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. A serra de Aire e Candeeiros contêm várias pedreiras, que são um tipo de mineração a céu aberto de onde rochas ou minerais são extraídos. Estas são usadas para extrair materiais de construção, tais como pedras decorativas. As pedreiras são geralmente menos profundas do que outros tipos de minas a céu aberto. O impacto visual das pedreiras é habitualmente grande. No caso da imagem da Pedreira da Serra dos Candeeiros passa despercebido, já que ainda se encontra rodeado por montanhas.


Empresas Companies

MARFILPE

MARFILPE APOSTA NA MODERNIZAÇÃO E NO MERCADO EXTERNO

MARFILPE BETS ON MODERNIZATION AND ON THE EXTERNAL MARKET

A MARFILPE - Mármores e Granitos S.A., é uma empresa portuguesa, fundada em 2000, situada na Batalha, no distrito de Leiria, numa das maiores zonas de exploração de rochas calcárias de Portugal. A actividade da empresa consiste na transformação de toda uma vasta gama de rochas nacionais e importadas. A base da sua produção é a chapa serrada, polida e resinada, ladrilhos e toda a gama de pavimentos e revestimentos, quer em cut-to-size ou standartizados em diversos tipos de mármore, calcário, travertino, granito ou aglomerado.

MARFILPE - Marbles and Granites, S.A., is a Portuguese company incorporated in 2000, based in Batalha, in the district of Leiria – one of the largest areas for limestone extraction in Portugal. The company’s activity consists in transforming a wide range of national and imported stones. The basis of its production are resined, polished and sawn stone slabs and tiles, and a whole range of flooring and coatings, either cut-to-size or standard, in several types of marble, limestone, travertine marble, granite or agglomerate.

A história de sucesso da MARFILPE, resulta do espírito empreendedor do seu fundador, o empresário Filipe Manuel Cordeiro da Fonseca Miguel, ligado ao sector da pedra natural há mais de 3 décadas. O seu percurso tem deixado marcas de grande notorieda-

MARFILPE success story comes from the entrepreneurial spirit of its founder, businessman Mr. Filipe Manuel Cordeiro da Fonseca Miguel, who has been connected to the stone business for more than 3 decades. His path has been leaving a mark of great

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de aliada a uma enorme experiência que ultrapassou algumas fronteiras e limites tradicionalmente definidas ou acordadas neste sector de actividade.

notoriety together with a great experience that has crossed some boundaries and traditionally determined limits defined or agreed upon in this sector.

A MARFILPE está implantada numa área própria de 50.000 m2 e possui uma área coberta de 7.000 m2 composta por quatro pavilhões interligados e nos quais trabalham trinta operários acompanhados por soluções tecnológicas, cujos rendimentos na produção e em qualidade respondem às exigências de um mercado global cada dia mais competitivo. A abertura da sua nova sede num moderno edifício com 2000 m2 de área, junto ao parque de exposições da Exposalão na Batalha foi outro passo importante para a sua estratégia de imagem, que passa por um conjunto de factores entre os quais, uma maior valorização patrimonial da empresa, mas também a oferta de um produto final de excelência. Edifício amplo, cheio de luminosidade, onde a pedra se apresenta num conceito estrutural, destaca-se entre outros elementos, um show-room que permite aos promotores, clientes e aos consumidores finais, uma visão estética de tipos, colorações e ainda de outros factores como as características técnicas das pedras naturais que a MARFILPE transforma e oferece actualmente ao mercado. Neste espaço, criado

MARFILPE is settled in an owned area of 50.000 m2 and has a covered area of 7.000 m2 including four interconnected pavilions, with thirty employees supported by technological solutions, whose productive and quality performances respond to the demands of an ever more competitive global market. The opening of its headquarters in a modern building with 2000 m2, close to the exhibition centre Exposalão, in Batalha, was another important step for its brand strategy that involves a set of factors including a better valorisation of the company’s assets, but also the offer of a final product of excellence. It is a vast building, full of light, where stone is used as a structural concept, and among other things, a vast show-room stands out, allowing promoters, customers and final consumers to have an aesthetic perception of types, colours and also of other factors like technical features of natural stones, which MARFILPE presently transforms and presents to the market. In this space, created with a lot of imagination and in a soothing environment, the customer can choose to walk around or to sit

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS


com muita imaginação e num ambiente calmo, o cliente pode optar por caminhar ou sentar-se em um dos confortáveis sofás para apreciar a vasta oferta de pedras naturais combinadas com os diferentes trabalhos que podem contribuir para a criação de novas ideias.

down in one of the comfortable sofas in order to enjoy the great offer of natural stones, combined with the different works that can contribute towards the creation of new ideas.

Além de uma vasta gama de produtos acabados, a MARFILPE tem um variado stock permanente de todos os tipos de rochas naturais, permitindo assim executar peças cortadas por medida.

Apart from having a great range of finished products, MARFILPE has a wide permanent stock of every kind of natural stones, thus allowing the creation of customized pieces.

Entre os mármores que a MARFILPE comercializa estão o Branco Cachoeira, o Castanho Imperador, Verde Índia, Azul Celeste, Creme, Médio e Amarelo Sahara. No que toca aos calcários, a empresa aposta no Alpinina, o Ataíja Creme, a Brecha Santo António, o Brecha Tavira Castanho e a Brecha Tavira Vermelha, entre muitos mais. O Travertino, o Ónix a Ardósia e o Compacto são outros dos produtos comercializados.

Among the marbles commercialized by MARFILPE are Waterfall White, Emperor Brown, Indian Green, Sky Blue, Beige, Medium and Yellow Sahara. Regarding limestone, the company bets on Alpinina, Ataíja Beige, San Antonio Breccia, Brown Tavira Breccia, Red Tavira Breccia, and many more. Travertine Marble, Onyx, Slate and Compact, are other stones also produced by MARFILPE.

A introdução de equipamentos que permitam um maior valor acrescentado à sua produção tem sido uma das preocupações de Filipe Miguel, numa vertente de uma combinação vencedora, que permite à empresa estar neste sector de actividade numa

The introduction of equipment that can add greater value to its production has been one the main concerns of Filipe Miguel, in a winner combination path that allows the company to be in a strategic position in this sector of activity, achieved through

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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posição estratégica, obtida pela vasta experiência e conhecimento do uso da pedra natural no sector da edificação. É essencial que desde a selecção de matéria-prima até à sua expedição, todo o processo produtivo seja desenvolvido com o máximo rigor. Todo o processo de transformação é suportado pela mais recente e moderna tecnologia.

its wide experience and knowledge in using natural stone in the building sector. It is essential that from the selection of raw materials to their delivery, the entire productive process is developed with the best professionalism. The whole transformation process is supported by cutting edge technology.

Conseguir uma produção própria de forma a garantir um acesso directo à matériaprima levou o empresário a investir no segmento de extracção, o que permitiu à MARFILPE uma maior garantia de resposta e em simultâneo uma oferta de produção própria. Desta forma, o processo da integração do sector extractivo começou em 2004 e passou pela aquisição de duas pedreiras, uma de Vidraço Ataíja com uma área de 40.000 m2 e uma de Vidraço Moleanos com uma área de 20.000 m2, em que as produções actuais atingem cerca de 10 000 m3 nas duas pedreiras, onde o material extraído apresenta colorações Creme e Azul. Com cinco frentes de trabalho, 30 operários e com equipamentos que permitem atingir uma alta capacidade produtiva que conduziu a um conjunto de valores, que permitem um volume de negócios que maximizam o investimento efectuado, como garantem e consolidam a posição da MARFILPE junto dos seus clientes e fornecedores. Mais tarde, a empresa adquiriu a terceira pedreira, a Mármore branco d’Angola.

Achieving a production of its own that could enable direct access to raw materials led Filipe Miguel to decide to invest in the extraction business, which allowed MARFILPE to offer a better response guarantee and also a production offer of its own. Therefore, the integration process of the extractive sector started in 2004 and went through the acquisition of two quarries, one of Vidraço Ataíja with an area of 40.000 m2 and one of Vidraço Moleanos with an area of 20.000 m2, in which the present production reach3 es about 10 000 m on both quarries, where the extracted material presents creamy and blue colours. With five work fronts, 30 workers, and equipment that allow the achievement of a high productive capacity that has led to a set of figures, allowing a turn over that maximizes the investment made, as well as guarantees and consolidates the position of MARFILPE before its customers and suppliers. Later on, the company acquired a third quarry, of Angola White Marble.

A MARFILPE tem como seus principais mercados externos a União Europeia, Estados Unidos da Amé-

MARFILPE has as its main external markets the countries of the European Union, the USA, and pres-

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS


rica e, neste momento aposta também em Angola, Marrocos e Argélia.

ently is also betting in Angola, Morocco and Algeria.

Perante a actual conjuntura, a MARFILPE através de uma estratégia de expansão controlada pretende alcançar os seus objectivos, quer em termos de rentabilidade, como em termos de posicionamento no mercado. Num futuro, que é marcado por uma constante evolução dos processos de transformação com a introdução de novas tecnologias, novos produtos e novos materiais, a MARFILPE tem as suas portas abertas às parcerias e à inovação, através da modernização dos seus equipamentos, produtos e materiais, o que lhe permite combinar na oferta, um produto final com qualidade e competitivo, criando paralelamente, uma imagem forte mas preocupada, com a satisfação total dos seus clientes.

In face of the present context, MARFILPE intends to achieve its goals, both in terms of return and also in terms of market positioning, through a controlled expansion strategy. In the future, marked by a constant evolution in the transformation processes with the introduction of new technologies, new products and materials, MARFILPE has its doors opened to partnerships and innovation, through modernising its equipment, products and materials, which enables the combination of an offer of high quality with a competitive final product, creating simultaneously a strong and responsible image, driven by the full satisfaction of its customers.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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R & E Buyers Guide R & E Buyers Guide PLANT EQUIPMENT

CUT TO SIZE

QUARRY EQUIPMENT

TILES

LIMESTONE

SLABS

GRANITE

BLOCKS

MARBLE

DIAMOND TOOLS

SLATE

ABRASIVES

PORTUGUESE PAVEMENT

SERVICES

OTHER STONES

FAIRS

Pág. 25 ABRESSA

Portuguese Association of Portuguese Pavement Producers

CONTACT

Central: Barcelonès, 39 – Pol. Ind. El Ramassar 08520 Les Franqueses del Vallès Barcelona - Spain Tel.: (34) 93 846 58 75 Fax: (34) 93 846 80 29 E-mail: ae.abressa@abressa.com www.abressa.com

Edifício Estrada Romana 2480-013 Alqueidão da Serra - Portugal Tel.: | Fax: + 351 243 406 110 | + 351 244 402 191 E-mail: geral@aecp.org.pt www.aecp.org.pt

Pág. V.C.Capa

Pág. 49

AIREMÁRMORES – EXTRACÇÃO DE MÁRMORES, LDA.

ANTÓNIO JACINTO FIGUEIREDO, LDA

CONTACT

CONTACT

OFFICE AND FACTORY: Rua dos Arneiros – Ataíja de Cima 2460-712 Alcobaça – Portugal Tel.: + 351 262 508 501 | + 351 938 383 600 Fax: + 351 262 508 506 E-mail: geral@airemarmores.pt www.airemarmores.pt

Apartado 2, Estrada Nacional, 9 – Cruz da Moça 2715-951 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 270 100 | + 351 219 678 210 Fax: + 351 219 271 627 E-mail: commercial@ajfigueiredo.pt | a.j.figueiredo@mail.telepac.pt www.afigueiredo.pt

Pág. 69 Own Quarries Portuguese Pavement Limestone Slabs Rustic Stone

Rua de S. Pedro, nº 2 Valverde 2025-217 Alcanede - Portugal Tel.: + 351 243 400 503 | Fax: + 351 243 406 175 GSM: + 351 966 280 550 E-mail: calcirocha@hotmail.com www.calcirocha.pt

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

CASA DOS DIAMANTES LINO A. FERNANDES, LDA CONTACT

Lugar de Rio Tinto - 4720-632 Rendufe – Amares - P.O. BOX 451 EC Avenida - 4711-914 Braga - Portugal Tel.: + 351 253 311 300 Fax: + 351 253 311 400 E-mail: casadosdiamantes@mail.telepac.pt www.cdd.com.pt


Pág. 75

Pág. 54

CEVALOR

CFM - PROJECTO E CONSTRUÇÃO DE MÁQUINAS, LDA.

CONTACT

CONTACT

Pág. 33

Pág. 27

CO.FI.PLAST

CONSTRUAL - CONSTRUTORA MECÂNICA, LDA

CONTACT

CONTACT

Pág. 1

Pág. 35

DELLAS

DIAPOR – DIAMANTES DE PORTUGAL, S.A.

CONTACT

CONTACT

Pág. 29

Pág. 61

DIAMOND SERVICE PORTUGUESA, LDA

DRAGÃO ABRASIVOS

CONTACT

CONTACT

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Pág. 63

EQUIMÁRMORE, LDA

EZEQUIEL FRANCISCO ALVES, LDA.

CONTACT

CONTACT

Estrada Nacional nº 4 - km 158 - EC de Borba Apartado 48 - 7151-912 Borba - Portugal Tel.: + 351 268 891 510 Fax. + 351 268 891 529 E-mail: geral@cevalor.pt www.cevalor.pt

ABRADIAM, LDA Estrada Nacional 378 - Rua Pinheiro Grande, Nº 8 2865-020 Fernão Ferro - Portugal Tel.: + 351 212 121 126 Fax: + 351 212 122 227 E-mail: abradiam@sapo.pt

Official Dellas Seller: Lino A. Fernandes, Lda - Lugar de Rio Tinto - 4720-632 Rendufe - Amares - P.O. BOX 451 EC Avenida - 4711-914 Braga - Portugal Tel.: + 351 253 311 300 Fax: + 351 253 311 400 www.dellas.it

Zona Industrial – Lote 1 e 2 – Apartado 50 7160-999 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 980 555 Fax: + 351 268 989 525 E-mail: diamond.service@netc.pt www.diamondservice.pt

E.N. 9 – Apartado 22 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 671 197 Fax: + 351 219 271 964 E-mail: comercial@equimarmore.pt

Av. da Aviação Portuguesa, nº5 - Apartado 14 – Fação 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 678 280 Fax: + 351 219 678 289 E-mail: geral@cfm-maquinas.pt www.cfm-maquinas.pt

Av. Da Aviação Portuguesa, nº 5, Apartado 14 - Fação 2715 901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 678 280 Fax: + 351 219 678 289 E-mail: construal@construal.pt www.construal.pt

Rua 8 – Zona Industrial de Rio Meão Apartado 412 – 4524-907 Rio Meão – Portugal Tel.: + 351 256 780 400 Fax: + 351 256 780 409 E-mail: geral@diapor.pt www.diapor.pt

Rua Dragão Abrasivos, 595 4536-906 Paços de Brandão - Portugal Tel.: + 351 227 442 007 Fax: + 351 227 448 739 E-mail: dragao@mail.telepac.pt

OFFICE AND FACTORY: Avª Marquês de Pombal, nº 247 Falimas – Morelena 2715-005 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 210 270 797 Fax: + 351 219 279 705 E-mail: efa.lda@mail.telepac.pt www.efa-marmoresrosa.com

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Pág. 17 FIGALJOR CONTACT

Portuguese Pavement | Curbstone | Fireplaces Estrada Nac. Nº1 Km 90 - Covão do Milho 2460-815 Turquel - Alcobaça - Portugal Tel.: + 351 262 918 285 | Fax: + 351 262 919 508 GSM: +351 935 556 696 | + 351 935 556 698 E-mail: extrarustico@gmail.com

Av. Liberdade, 168 - 170 – Apartado 1 2715-097 Pêro Pinheiro - Portugal Tel.: + 351 219 279 552 Fax: + 351 219 672 724 E-mail: geral.pp@figaljor.pt www.figaljor.pt

Pág. 19

Pág. 37

GH - INDÚSTRIAS ELECTROMECÂNICAS, S.A.

GRANIPLAC, LDA. | GRANITOS DO CENTRO, LDA

CONTACT

CONTACT

Zona Industrial do Soeiro, Lote 9 4745-460 S. Mamede Coronado - Portugal Tel.: + 351 229 821 688 Fax: + 351 229 821 687 E-mail: geral@ghsa.com www.ghsa.com | www.pontesrolantes.pt

Zona Industrial – Apartado 26 3150-194 Condeixa-a-Nova – Portugal Tel.: + 351 239 942 430 Fax: + 351 239 941 051 E-mail: graniplac@graniplac.pt www.graniplac.pt

Pág. 9

Pág. 81

GRANITRANS – TRANSFORMAÇÃO DE GRANITOS, LDA.

GRUPO FRAZÃO

CONTACT

CONTACT

Rua dos Serrados – Negrais 2715- 346 Pêro Pinheiro - Portugal Tel.: + 351 219 671 016 | + 351 219 677 127 Fax: + 351 219 670 801 E- mail: info@granitrans.pt www.granitrans.pt

Zona Industrial Norte – Pê da Pedreira – Apartado 67 2026-901 Alcanede - Portugal Tel.: + 351 243 400 598 Fax: + 351 243 400 606 E-mail: grupofrazao@grupofrazao.com www.grupofrazao.com

Pág. 15 GRUPO GALRÃO CONTACT

Av. da Liberdae, 153 2715-004 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 270 302 Fax: + 351 219 279 912 E-mail: galrao@galrao.com www.galrao.com

Portuguese Pavement Suppliers Wholesale and Retail Rua dos Carvalheiros, Cortiçal 2025-014 Abrã – Santarém - Portugal Tel.: | Fax: + 351 249 878 018 | GSM: + 351 910 395 996 | + 351 917 814 740 E-mail: ibercalçadas@hotmail.com

Pág. 21 JORGE CRUZ PINTO E CRISTINA MANTAS ARQUITECTOS LDA. CONTACT

Rua do Banco nº18 2765-397 Estoril - Portugal Tel: + 351 214 661 290 | + 351 214 661 291 Fax: + 351 214 661 292 E-mail: geral@cruzpinto.com www.cruzpinto.com

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Own Quarries Rua dos Louros - Fontainha 2480-135 São Bento PMS - Portugal Tel.: | Fax: + 351 249 841 112 | GSM: + 351 965 604 569 E-mail: geral@lourostones.com www.lourostones.com


Pág. 70

Pág. 23

LUXIMAR – TRANSF. EXP. IMP. DE MÁRMORES E GRANITOS, LDA.

MARBLE

CONTACT

CONTACT

Alam. Henrique Pousão 15 7160-262 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 980 526 Fax: + 351 268 980 549 Parque Ind.: Tel.: + 351 268 999 280

IZFAS Sair Esref Bul. No:50 Kulturpark 35230 Izmir - Turkey Tel.: + 90 2324971229 Fax: + 90 2324971238 info@izmirfair.com.tr www.marble.izfas.com.tr

Pág. V.Capa

Capa | Pág. 77

MARBRITO

MARFILPE – MÁRMORES E GRANITOS, S.A

CONTACT

CONTACT

Pág. C.Capa

Pág. 71

MARMOZ

MOCAMAR – MÁRMORES DE ALCANEDE, LDA.

CONTACT

CONTACT

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POEIRAS – MÁQUINAS E FERRAMENTAS

RABAÇAL MARTINS - CONSULTOR

CONTACT

CONTACT

Apartado 54 EC. Vila Viçosa 7161-909 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 550 Fax: + 351 268 889 569 E-mail: marbrito@marbrito.com www.marbrito.com

Apartado 54 7160-999 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 550 Fax: + 351 268 889 569 E-mail: marmoz@marmoz.com www.marmoz.com

Zona Industrial – Lote 1 e 2 – Apartado 50 7160-999 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 380 Fax: + 351 268 889 389 E-mail: poeira.lda@mail.telepac.pt www.poeiras-mf.pt

IC2 Casal da Amieira, Apartado 174 2440-001 Batalha - Portugal Tel.: + 351 244 768 030 | + 351 244 768 120 Fax: + 351 244 768 342 E-mail: geral@marfilpe.pt www.marfilpe.pt

Zona Industrial – Pé da Pedreira – Apartado 46 2025-161 Alcanede – Portugal Tel.: + 351 243 400 687 | 243 400 275 | 243 408 879 Fax: + 351 243 408 892 E-mail: mocamar@mail.telepac.pt www.mocamar.com.pt

Av. Engenheiro Arantes e Oliveira, 28 R/C Esqº 1900 Lisboa - Portugal

Pág. 63 SICRÉ – SOCIEDADE PORTUGUESA DE GRANITOS, LDA. CONTACT

Caminho Cortegaça - Facão 2715-141 Pêro Pinheiro - Portugal Tel.: + 351 219 270 122 Fax: + 351 219 270 358 E-mail: jorge.fonseca@sicre.pt

Portuguese Pavement Worldwide Delivery Alqueidão Serra - 2480-013 Alqueidão Serra - Portugal Tel.: + 351 244 402 165 | Fax: + 351 244 402 164 GSM: + 351 965 068 777 E-mail: socalcadas@socalcadas.com www.socalcadas.com

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Pág. 31

Pág. 43

STONETECH

TWO

CONTACT

CONTACT

CIEC Exhibition Company, Ltd. 1/F, General Service Building6 East Beisanhuan Road Beijing 100028 - China Tel.: + 86 1084600335 Fax: + 86 1084600325 E-mail: sunying@ciec.com.cn www.stonetech.org.cn

Rua Castilho, nº1, 3º Dto 1250-069 Lisboa - Portugal Tel.: + 351 213 161 253 E-mail: info@two.pt www.two.pt

Pág. 65

Pág. 45

URMAL – JOAQUIM DUARTE URMAL & FILHOS, LDA.

VARIOGRAMA

CONTACT

CONTACT

Pág. 7

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VISA CONSULTORES de Geologia Aplicada e Engenharia do Ambiente, S.A.

VITÓRIA STONE FAIR

CONTACT

CONTACT

Largo do Corpo Santo, nº6 - 1º 1200-129 Lisboa – Portugal Tel.: + 351 213 241 090 Fax: + 351 213 241 099 E-mail: info@variograma.com www.variograma.com

Apartado 16 2716 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 677 580 Fax: + 351 219 279 172 E-mail: urmal@urmal.com www.urmal.com

Rua Alto da Terrugem, n.º 2 Rua Júlio Dinis, n.º247 - 5º Escritório E3 - 4050-324 Porto 2770-012 Paço de Arcos Tel.: + 351 226 007 580 Tel.: + 351 214 461 420 Fax: + 351 226 007 581 Fax: + 351 214 461 421 E-mail: geral@visaconsultores.com www.visaconsultores.com

Milanez & Milaneze Av. José Rato, 1117 - Bairro de Fátima 29160 - 790 Serra ES - Brazil Tel.: + 55 2734340617 Fax: + 55 2734340601 E-mail: info@vitoriastonefair.com.br www.milanezmilaneze.com.br

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WIRES

XIAMEN INTERNATIONAL STONE FAIR

CONTACT

CONTACT

LISBOA

PORTO

ABRADIAM, LDA Estrada Nacional 378 - Rua Pinheiro Grande, Nº 8 2865-020 Fernão Ferro - Portugal Tel.: + 351 212 121 126 Fax: + 351 212 122 227 E-mail: abradiam@sapo.pt

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Xiamen Jinhongxin Exhibition Co., Ltd. Xiamen International Conference and Exhibition Center Xiamen P.C.361008 - China Tel.: + 86 5925959612 Fax: + 86 5925959611 E-mail: info@stonefair.org.cn www.stonefair.org.cn



Rochas & Equipamentos N.98