Revista Rochas & Equipamentos N. 101

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-Fundação Champalimaud-

Um Link à Torre de Belém

Rochas & Equipamentos | 2º Trimestre 2011 | Nº 101 | XXVI Anos | Preço: € 8.00


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Sumário Summary REVISTA DA INDÚSTRIA DA PEDRA NATURAL NATURAL STONE INDUSTRY MAGAZINE PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL

Editorial Editorial

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Obras Construction

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Legislação Legislation

Colóquio AICEP sobre o comércio na China

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Exportações de Rochas Ornamentais aumentaram 7,5% em 2010

Nº 101 - 26º ANO 2º TRIMESTRE 2011 ABRIL | MAIO | JUNHO DIRECTOR NUNO HENRIQUES C.I.P. Nº 2414 nuno@rochas.info

Despacho vem clarificar aplicação do artigo 5º da Lei das Pedreiras Um Link à Torre de Belém

PROPRIEDADE COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA. NIPC - Nº 502 102 152

Reacções ao Despacho Feiras & Congressos Fairs & Congresses

Arco em pedra natural com 64m de extensão é descoberto no Afeganistão

Empresa Jornalística Registada no Instituto de Comunicação Social nº 223679

DESIGN E PRODUÇÃO: CRISTINA SIMÕES DIR. ADMINISTRATIVA: M. JOSÉ SOROMENHO REDACÇÃO: MANUELA MARTINS DEP. COMUNICAÇÃO E ASSINATURAS: M. JOSÉ SOROMENHO IMPRESSÃO: OFFSET MAIS - Artes Gráficas, S.A. Rua Latino Coelho Nº6 - Venda Nova | 2700 - 516 Amadora Telef.: 21 499 87 00 | Fax: 21 499 87 17 Email: dc.offsetmais@netcabo.pt www.offsetmais.pt PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA: COMÉDIL, LDA. ASSINATURA ANUAL: PORTUGAL: 32 Euros

ADMINISTRAÇÃO, REDACÇÃO E PUBLICIDADE: Rua das Enfermeiras da Grande Guerra, 14-A 1170 - 119 LISBOA - PORTUGAL Telef.: + 351 21 812 37 53 | Fax: + 351 21 814 19 00 E-mail: rochas@rochas.info www.rochas.info ROCHAS&EQUIPAMENTOS E A SUA DIRECÇÃO EDITORIAL PODERÃO NÃO CONCORDAR NECESSARIAMENTE COM TODAS AS OPINIÕES EXPRESSAS PELOS AUTORES DOS ARTIGOS PUBLICADOS OU POR AFIRMAÇÕES EXPRESSAS EM ENTREVISTAS, COMO NÃO SE RESPONSABILIZA POR POSSÍVEIS ERROS, OMISSÕES E INEXACTIDÕES QUE POSSAM EVENTUALMENTE EXISTIR. ROCHAS&EQUIPAMENTOS NÃO É PROPRIEDADE DE NENHUMA ASSOCIAÇÃO SECTORIAL. DISTRIBUIÇÃO NACIONAL E INTERNACIONAL: EMPRESAS EXTRACTORAS E TRANSFORMADORAS DO SECTOR DA PEDRA NATURAL, FABRICANTES E REPRESENTANTES DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, ABRASIVOS, FERRAMENTAS DIAMANTADAS, ACESSÓRIOS, ARQUITECTOS, CONSTRUTORES, DESIGNERS, ENGENHEIROS, GEÓLOGOS, EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO E SERVIÇOS, ENTIDADES OFICIAIS, ENTIDADES BANCÁRIAS, UNIVERSIDADES, INSTITUTOS E FEIRAS SECTORIAIS.

TIRAGEM: 3000 Ex.

PREÇO: 8,00 € DEP. LEGAL Nº 40622/90 REGISTADO NO I.C.S. Nº 108 066

COLABORADORES NESTA EDIÇÃO COLABORATORES

ROCHAS & EQUIPAMENTOS É MEMBRO DAS ASSOCIAÇÕES JORNALÍSTICAS:

A.Casal Moura Octávio Rabaçal Martins Victor Lamberto Laboratório do INET Cevalor

Brian Robert Gurteen - Alemanha Cid Chiodi Filho - Brasil Manuel Santos Guedes - Portugal Marco Selmo - Itália Paulo Flório Giafarov - Brasil Sérgio Pimenta - Bélgica

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Uma Sala de Visitas revestida a Lioz Boas Práticas Best Practices

Serviço Geológico do Brasil lança Atlas de Rochas Ornamentais da Amazónia

FEIRAS 2011 22

Global Stone Congress 2012 Canal Aberto Documentos Documents

Notícias News

Sopa da Pedra The Stone Soup

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OS SABORES DA PEDRA

GRANDES LINHAS DA EVOLUÇÃO DO SECTOR MUNDIAL DAS ROCHAS ORNAMENTAIS EM 2007

CORRESPONDENTES:

Mestres Calceteiros portugueses dão curso no Rio de Janeiro Cariocas fazem escadas com pedras da calçada

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EDITORES: COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA.

CAPA: Capa - Fundação e Centro de Investigação Champalimaud Produção Fotográfica - Diana Quintela - Comedil, Lda EDITOR EXECUTIVO: NUNO HENRIQUES

Portugal em oitavo lugar no ranking dos países produtores e exportadores de Pedra Natural

Pedra Portuguesa vai revestir o Banco Central do Kuwait

R & E Buyers Guide R & E Buyers Guide

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Próxima Edição Next

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BÉLGICA

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Editorial Editorial Caros Leitores, nuno@rochas.info

Numa conjuntura económica, política e social em que receamos que o Céu nos caia em cima, uma sensação que agora partilhamos, ainda que por outros motivos, com o nosso velho amigo gaulês Asterix, é terapêutico encher o olhar e a memória com sucessos. Um caso de sucesso é, inequivocamente, o Centro de Investigação Champalimaud. É uma das obras mais grandiosas realizadas recentemente em Portugal. Por muitos motivos: porque não derrapou nos prazos; porque cumpriu rigorosamente os orçamentos; porque não houve nenhum acidente de trabalho durante a execução; porque é o maior Centro de Investigação da Península Ibérica, na vanguarda mundial da investigação sobre o cancro; porque associa no mesmo espaço físico a pesquisa clínica e o tratamento oncológico; porque revela, nesta associação, o reconhecimento público de que os médicos e os cientistas também aprendem e evoluem muito com os doentes; last but not the least porque o edifício é uma belíssima obra arquitectónica toda revestida a pedra natural. A pedra continua a ser o material eleito para obras de referência, que perduram na eternidade como marcos de uma civilização. É esta a opinião inequívoca dos vários arquitectos que coordenaram o projecto e a obra da Fundação Champalimaud e que entrevistamos nesta edição da Revista Rochas e Equipamentos. Este edifício é um legado para a posteridade que vem integrar o valioso património cultural e histórico da zona ribeirinha. O revestimento da fachada a pedra natural vem reforçar a identidade do local. Acrescem as características físico mecânicas de um material mais resistente e duradouro, com capacidade para resistir com mais fortaleza e longevidade às adversidades das rajadas marítimas….e das gaivotas! Também nos espaços públicos urbanos a memória colectiva é, inequivocamente, inscrita na pedra e através da pedra. O largo, a praça, mesmo nos meios rurais, sempre tiveram acabamento mais nobre, ao nível dos pavimentos, na eleição dos materiais, texturas e cores que conferissem ao espaço em causa um carácter que o individualizasse dos outros espaços. A “nova” Praça do Terreiro do Paço, revestida a lioz, é disso um exemplo. Revelamos nesta edição, em primeira mão, que vai ter que receber, brevemente, obras de reparação. Apesar de ser um espaço recentemente renovado a urgência em usá-lo na sua utilidade mais nobre - o acolhimento de manifestações sociais e culturais, como foi o caso da realização da missa papal em Maio do ano passado precipitou a finalização da obra que não ocorreu nas melhores condições meteorológicas. Uma visita mais demorada à Praça revela - e as fotografias aqui publicadas transmitem-no bem - que o espaço já foi apropriado pelos cidadãos. Ou seja, a “construção do lugar” já é efectiva. O arquitecto Luís Bruno Soares, autor do projecto, que entrevistamos nesta edição, tinha consciência de que a primeira condição para que hoje um lugar possa definir-se como praça é a sua pedonização, o acesso restrito a pessoas. O fecho da edição deste número da Rochas e Equipamentos coincide com uma notícia (positiva) de que também lhe damos conta: a publicação do tão esperado Despacho que vem finalmente clarificar o regime de regularização das massas minerais, ao abrigo do artigo 5º da “Lei das Pedreiras”. Uma mão cheia de razões para encarar com optimismo o sector, apesar das adversidades. E para continuar a trabalhar na nossa companhia!

Nuno Esteves Henriques Director

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Obras Construction

-Fundação Champalimaud-

Um Link à Torre de Belém Texto: Manuela Martins Fotografias: Diana Quintela

Centro de Investigação Para o Desconhecido da Fundação Champalimaud: o novo ex-libris dos descobrimentos do Sec XXI.

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É todo revestido a pedra. Lioz serrado.Creme. Também está debruçado sobre o Tejo. Também quer ser o ponto de partida para grandes descobertas. Quem olha do rio os dois edifícios lembram dois navios de cruzeiro com a quilha apontada ao oceano. Prontos para zarpar. Ancorados entre a Torre de Belém e a futura marina projectada no lugar da antiga Docapesca. Quem estiver dentro do auditório pode ver a Torre de Belém através de uma larga janela em elipse que esventra a fachada. É o ícone dos descobrimentos a inspirar os cientistas para novas aventuras. É o maior Centro de Investigação da Península Ibérica, está na vanguarda mundial da investigação sobre o cancro e agrupa no mesmo edifício a pesquisa clínica e o tratamento oncológico, com a ambição de integrar com a maior celeridade os resultados da investigação na prática clínica. Para atrair investigadores internacionais de craveira procurou criar-se excelentes condições de trabalho, através da localização do edifício, das áreas de lazer e da envolvente paisagística. A Fundação e o Centro de Investigação Champalimaud foram concebidos de raíz pelo arquitecto

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EDIFÍCIO A ▪▪ Centro de Investigação e Tratamento ▪▪ 16.300m2 ▪▪ 5 pisos ▪▪ 27 m de altura ▪▪ Acolhe Laboratórios, Gabinetes de Investigadores e Centros de Diagnóstico e de Tratamento, Consultórios, Salas de Espera, Cafetaria, Biblioteca, Ginásio, Salas de Conferências. ▪▪ Ao nível do piso 2 há um corredor envidraçado que faz a ligação ao edifício vizinho (Fundação). ▪▪ Tem um Jardim Tropical, interior, coberto por uma pérgola, situada à cota – 4,5m, ou seja, num piso inferior ao da entrada. ▪▪ O Jardim Tropical é amplo: tem 70 m de comprimento, 28 m de largura, numa área total de 1950m2. Está arborizado com palmeiras e outra vegetação tropical.

Charles Correa. Em Portugal a empresa escolhida pela Direcção da Fundação para coordenar o projecto e trabalhar em parceria com o arquitecto de origem goesa foi a Glintt que destacou, para o efeito, a dupla de arquitectos Paulo Teixeira e João Abreu. Segundo Paulo Teixeira,o arquitecto Charles Correa pretendia revestir o edifício com moleanos pois já tinha usado este calcário num projecto que concebeu recentemente para o Massachussetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Paulo Teixeira e João Abreu sugeriram antes o lioz, por ser mais resistente ao desgaste provocado pela proximidade do mar e também pela questão cultural e histórica: todos os monumentos da zona ribeirinha são revestidos a lioz.

“Charles Correa fez questão que o tom do Lioz fosse creme para dar mais leveza à monumentalidade do edifício”

Desafios e Inovações do Projecto ▪▪ Grandes óculos em elipse com várias medidas: ▪▪ 1,42m2; 81m2; 73m2 ▪▪ O óculo com 73m2 é fechado com uma peça única de acrílico com 8 cm de espessura. ▪▪ Estrutura Glass Fin: uma fachada toda em vidro, no edifício principal (Centro de Investigação e Tratamento) voltada para o jardim tropical. Para sustentar esta “parede de vidro transparente” foi aplicado o sistema glass fin (barbatana de vidro). Este sistema tem por base pilares em vidro que servem de apoio estrutural. Esses pilares são compostos por vários painéis de vidro triplo ou quádruplo temperado, colados entre si com polímero transparente adequado.

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A arquitecta Sofia Antunes considera que o mais difícil e desafiante na obra foi o desbaste da pedra para tornear as arestas.

Anfiteatro, Jardins e Lago ▪▪ Anfiteatro exterior, à beira do rio Tejo. ▪▪ Área: 1250m2 ▪▪ Granito de Alpalhão e de Pedras Salgadas. ▪▪ Toda a zona do Anfiteatro e envolvente dos edifícios principais é de livre acesso público. ▪▪ O conjunto (edifícios, jardins, lago, anfiteatro) desenvolve-se em 60 000 m2 na zona ribeirinha de Pedrouços.

Escolhida a pedra Charles Correa fez questão que o tom do lioz fosse creme para dar mais leveza à monumentalidade do edifício. É a cor mais difícil de encontrar. Foi a Marmobloco que forneceu o Departamento de Rochas Ornamentais da Mota – Engil Engenharia que liderou o consórcio com a HCI, na construção. A pedreira da Marmobloco em Penedinhos é grande e não foi difícil arranjar os 18.000 m2 de pedra creme, uniforme… mais os 40% de desperdícios que estão agora a ser reutilizados em

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obras de menor dimensão. Apesar de ser de excelente qualidade a pedra não deixa de ter fracturas e as medidas eram grandes – entre 1,14m e os 80 cm. Durante um ano a pedreira esteve a abastecer exclusivamente a empresa transformadora da Mota Engil. O controlo da qualidade foi exigente tanto no corte, na fábrica, como na aplicação em obra. Sofia Antunes uma das arquitectas da Mota Engil que acompanhou a obra avalia como mais difícil e desafiante o desbaste da pedra para tornear as esquinas dos edifícios. A pedra de 5 cm de espessura foi desbastada nas arestas a 3 cm. Não foi usado o método “boca do lobo” que consiste na junção das pedras. São pedras únicas torneadas. A fachada é ventilada – patente “Halfen”- o que garante a excelência na afixação da pedra, com grampos em inox. A arquitecta considera que devia haver uma imposição regulamentar de usar fachada ventilada pois é a única garantia de uma correcta aplicação da pedra e previne as infiltrações de humidade. Houve uma equipa de fiscalização permanente à aplicação da pedra e à verificação da uniformidade da cor.

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O arquitecto Paulo Teixeira da equipa coordenadora do projecto em Portugal revela que o arquitecto Charles Correa inicialmente tinha proposto moleanos para o revestimento das fachadas. Ele sugeriu o lioz que foi aceite.

“A pedra de 5 cm de espessura foi desbastada nas arestas a 3 cm. Não foi usado o método «boca do lobo» que consiste na junção das pedras. São pedras únicas torneadas.”

Edifício B Auditório, Centro de Exposições e Escritórios da Fundação ▪▪ 3000 m2 ▪▪ 4 pisos ▪▪ 20 m de altura ▪▪ Acolhe Auditório, Centro de Exposições, Escritórios, Esplanada, amplo Terraço e Jardins.

O anfiteatro ao ar livre é todo em granito de Alpalhão e de Pedras Salgadas, fornecido pela Sociedade de Mármores Central Transmontanos. Paulo Teixeira explica que o que presidiu à opção foi a resistência do granito e também a intenção de introduzir outra cor na paisagem e delimitar um espaço. Os arquitectos são unânimes em considerar que as obras de referência, como esta, devem ser revestidas a pedra. Porque a pedra é um material nobre, ecológico, intemporal e cultural, intrinsecamente ligada ao Homem e à história da Humanidade.■

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Obras Construction

Praça do Terreiro do Paço

A praça que acolhe a entrada Sul em Lisboa, a sala de visitas do Tejo, com a magnífica porta do Cais das Colunas, vai, brevemente, ser alvo de obras de reparação na placa central. Interpelada pela Revista Rochas e Equipamentos sobre alguma desagregação da brita de lioz que está a verificar-se na betuminosa a Tecnovia, empresa responsável pela construção, respondeu que o fim das obras, há um ano, foi precipitado pela vinda do Papa a Portugal e a necessidade de ter a Praça do Terreiro do Paço pronta para a celebração da Santa Missa.

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Uma Sala de Visitas Revestida a Lioz Texto: Manuela Martins Fotografias: Diana Quintela

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A aplicação da mistura betuminosa além de ter decorrido num prazo muito curto realizou-se com circunstâncias atmosféricas adversas. Durante a compactação da camada betuminosa ocorreram ocasionalmente chuvas com alguma intensidade. Nessas zonas as chuvas deste Inverno lavaram e removeram o betume que, aquando da pavimentação, ainda estava quente e foi então atingido pelas águas pluviais. “Oportunamente, com as condições atmosféricas mais propícias, com tempo quente e seco, será efectuada a reparação das áreas onde se verificaram estas situações”, referiu um porta-voz da Tecnovia. Acrescenta, ainda, que “A Tecnovia orgulha-se de ter contribuído com o seu empenho e dedicação na construção da Placa Central do Terreiro do Paço“.

“a mistura betuminosa teria que ter a coloração semelhante à pedra lioz, para não destoar da cor das pedras dos pavimentos da área envolvente” O que falta fazer: ▪▪ Instalar mobiliário urbano – bancos de pedra - em lioz. ▪▪ Reduzir a faixa de rodagem para transportes públicos para alargar o passeio junto ao Arco da Rua Augusta. ▪▪ Repor o muro a lioz, junto ao rio, que foi desmontado por causa da obra do metro. ▪▪ Arborizar o aterro junto ao Cais das Colunas.

Também a estrada junto ao rio, reduzida agora a duas faixas, vai ter que ser arranjada. O pavimento em cubos de granito proveniente do Alentejo está a abater. Interpelado pela Revista Rochas e Equipamentos um porta-voz da empresa Oliveiras, que procedeu à construção, respondeu que a obra foi executada de acordo com o projecto e que a responsabilidade do problema estará na concepção. O dono da obra, a Frente Tejo, afirma que ainda estão a proceder a investigações no sentido de apurar as causas. Só quando houver um relatório poderão ser definidas responsabilidades e resolvida a situação. A Placa Central do Terreiro do Paço é uma obra inovadora em Portugal. Pelos materiais e pelos procedimentos usados na pavimentação. Os agregados utilizados são todos de natureza calcária: uma brita de lioz e um pó de pedra, compac-

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tados com um ligante sintético incolor produzido e fornecido pela primeira vez pela Repsol, (Recofal S-100). O arquitecto Luís Bruno Soares, autor do projecto, fez exigências: a mistura betuminosa, além da propriedade dos agregados (calcário) deveria ter uma porosidade elevada, de modo a conferir ao pavimento uma grande capacidade para drenar rapidamente a água das chuvas; a mistura betuminosa teria que ter a coloração semelhante à pedra lioz, para não destoar da cor das pedras dos pavimentos da área envolvente; a coloração final da superfície do pavimento não devia ser completamente uniforme, para evitar o aspecto de uma pintura. Para obter os resultados pretendidos o Laboratório Central da Tecnovia fabricou diversas placas de misturas betuminosas drenantes com matrizes distintas

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que foram submetidas a diversos ensaios e à selecção criteriosa de um vasto conjunto de especialistas. A Repsol concebeu, em Espanha, um ligante sintético, sem resinas: um betume incolor e translúcido, para realçar a cor do inerte. Um produto inovador, usado pela primeira vez a nível mundial. O equipamento utilizado pela Tecnovia no fabrico da mistura betuminosa, no transporte, na pavimentação e na compactação - uma central de asfalto, cinco camiões, duas pavimentadoras e três cilindros - teve que ser escrupulosamente limpo de todos os

-Entrevista-

resíduos de betume tradicional, uma vez que a cor preta comprometia a coloração pretendida se houvesse mistura com o betume incolor.

Arquitecto

Por baixo das arcadas, nas zonas laterais ao Terreiro, as pedras em lioz abancado, serrado, foram cortadas na Solancis. “São cerca de 10.600m2 de pedra rosa, em peças de 1m e 7cm de espessura. Nalgumas áreas o corte é oblíquo, fora da esquadria”.

Luís Bruno Soares

As diagonais a lioz, na placa central, e a envolvente da estátua, foram fornecidas pela Urmal. ■

“Quis fazer da Praça um Monumento” Duas ideias básicas presidiram ao projecto concebido pelo arquitecto Luís Bruno Soares para o novo Terreiro do Paço: a memória de um terreiro (terra batida), como foi até ao início do século XX; e a evocação da proximidade da Praça ao Cais das Colunas. Com estas duas premissas o objectivo final, que considera ter alcançado, é uma Praça - integrada por um Cais - que é ela própria um monumento incontornável. “Quis que a atracção principal da Praça fosse apenas e tão só ela mesma! De tal forma, que os turistas venham ao Terreiro do Paço apenas para o ver, pelo que ele é em si mesmo, em harmonia e unicidade com o Cais das Colunas”. Para aproximar a Praça do Cais reduziu a faixa de rodagem para veículos (de quatro para duas faixas); e terminou a Praça a

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Sul, junto ao Tejo, com degraus: ”para enfatizar o acesso ao Cais e fazer deste acto de passagem um acontecimento, um ritual que valoriza o Cais. Os peões descem para aceder ao Cais”. “O projecto inicial era uma Praça real em terra batida com um Cais que era a porta da cidade e fazia a ligação com o rio. Só mais tarde foi construída a estátua de D.José. E até aos anos 50 os cacilheiros ainda atracavam no Cais das Colunas. Depois, gradualmente foi-se perdendo a ligação entre o rio e a cidade”.

“São cerca de 10.600m2 de pedra rosa, em peças de 1m e 7cm de espessura. Nalgumas áreas o corte é oblíquo, fora da esquadria”

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O maior problema que acabou por assumir e numa segunda fase assimilar, explorar, e até reforçar, foi a grandiosidade da Praça. “É uma das maiores Praças do Mundo. Uma área de 40 000 m2. É maior do que a Plaza Mayor de Madrid, de Salamanca, de Valladolid e a Grand Place de Bruxelas!” Querer fazer daquele espaço uma zona de estar é, na sua opinião, descabido e inviável. Sala de estar é o Rossio ou a Praça da Figueira. O Terreiro tem que assumir-se como aquilo que é: uma zona ventosa e de passagem. As zonas de lazer serão criadas em esplanadas que já começaram a surgir junto aos arcos laterais, espaços

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como o Pátio da Galé e a zona lateral ao Cais das Colunas que vai ser arborizada. As diagonais em lioz que atravessam o Terreiro são um prolongamento coerente dos desenhos do passeio que vem da Rua Augusta além de “criarem uma trama de proximidade dentro da placa e acentuarem as perspectivas e a dimensão da Praça”. Fez questão em que o pavimento fosse “elástico, confortável, poroso de forma a estar sempre enxuto. O tom ocre absorve a luminosidade e reflecte a luz”. A manutenção passa pela limpeza frequente, se necessário com

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diluentes e raspagens. Foram também prescritas instruções para usar placas e rampas móveis quando o espaço tiver que ser, extraordinariamente, sujeito a cargas pesadas. O uso da pedra lioz foi uma escolha lógica e imediata. Os Arcos da Rua Augusta e do Terreiro são todos em lioz, uma pedra genuína, nobre, que marca a história da cidade de Lisboa. Além do aspecto cultural ”é uma pedra resistente e com variações de cor e tonalidades, com identidade”. A pedra envelhece muito bem, esteticamente. É um material excelente. ■

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Boas Práticas Best Practices

Canal Aberto Coordenação: A. Casal Moura | Colaboração: Laboratório do INET e Cevador

Recebi um fornecimento de 8 paletes contendo 120 placas de granito cada. Quantas paletes devo amostrar e quantas placas devo colher para verificação da remessa? Na revista Rochas & Equipamentos nº 88 (4º Trimestre de 2007) já tivemos ocasião de indicar um método para se saber quantos elementos devem ser colhidos para verificação de remessas em função da quantidade total de um produto fornecido a granel.

No caso de um fornecimento em paletes, sugiro a utilização do procedimento de amostragem constante na norma NF B 10-601: 2006, que passo a descrever.

O número X de elementos a colher em cada palete deve ser: ▪▪ X = N (ou seja, todos os elementos) se N < 4 ▪▪ X = 3 se N for > 4

e ≤ 20

▪▪ X = 5 se N for > 20 e ≤ 100 ▪▪ X = 7 se N for > 100 e ≤ 300 ▪▪ X = 10 se N for > 300 e ≤ 600 ▪▪ X = 15 se N for > 600

Como indica que recebeu um fornecimento de 8 paletes (Ptota), segundo o critério aqui descrito basta-lhe seleccionar ao acaso 2 paletes e, como cada

uma contém N = 120 placas de granito, deve retirar X = 7 placas de cada palete para as verificações que entender necessárias. ■

Sendo Ptota o número total de paletes do mesmo produto que chega ao mesmo tempo ao mesmo local, o número de paletes a seleccionar aleatoriamente para retirar amostragens é o seguinte:

▪▪ Seleccionar 1 palete se o nº total de paletes (Ptotal) for de 1 a ≤ 5 ▪▪ Seleccionar 2 paletes se o nº total de paletes (Ptota) for > 5 e

≤ 10

▪▪ Seleccionar 3 paletes se o nº total de paletes (Ptota) for > 10 e ≤ 30

Se a remessa for superior a 30 paletes, decompõe-se o seu número total (Ptota) em múltiplos de 30, acrescentando-se um lote complementar se ainda sobrarem paletes (por exemplo, a 36 paletes correspondem 2 lotes: 1 lote de 30 + 1 lote de 6, e então deverão ser seleccionadas 3+2 paletes para amostragem).

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Depois, como assumimos que se trata de paletes contendo o mesmo produto, toma-se em consideração o número N de elementos contidos em cada uma das que foram seleccionadas e de cada uma dessas paletes retira-se uma amostra de X elementos para verificações geométricas ou para ensaios, se necessários.

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Documentos Documents

GRANDES LINHAS DA EVOLUÇÃO DO SECTOR MUNDIAL DAS ROCHAS ORNAMENTAIS EM 2007 Por: OCTÁVIO RABAÇAL MARTINS

ENGENHEIRO DE MINAS ASSESSOR PRINCIPAL

NOTA PRÉVIA O Sector Mundial das Rochas Ornamentais, não obstante as graves convulsões políticas, económicas, financeiras e sociais que atingiram diversos países dentre os mais desenvolvidos, continua a singrar por uma ampla e forte rota de vigoroso progresso, embora na presença de pequenos recuos aqui mas recuperados por grandes avanços acolá, auferindo em 2007 retumbantes resultados em termos simultaneamente de produção, de intercâmbio e de uso, em larga medida – mas não só – através da imparável arrancada dos gigantes pétreos asiáticos (China, Índia, Irão e Turquia) e do Brasil, detentores privilegiados de custos produtivos francamente contidos, conducentes à superior competitividade económica dos seus baixos preços.

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MILHÕES DE TONELADAS PRODUÇÃO: 103,5 – 92,75 = 10,75 <>+ 11,59%; I NTERCÂMBIO: 46,232 -41,368 = 4,864 <>+11,76%. Milhões de metros quadrados equivalentes à espessura convencional de 2 centímetros: USO: 1129,7 – 1012,3=117,4<>+11,60%. O brilhante sucesso conquistado em 2007, confrontado com o de 2006, surge bem comprovado pelos números. Este fulgurante êxito foi possível pela conjugação de diversos importantes factores, com realce primordial pela existência de um modo geral por toda a parte de jazidas geológicas ricas com rochas de qualidade e em quantidade, pela presença de gestores e de técnicos de grande craveira intelectual, vasta competência, ampla experiência e forte dinamismo, apoiados por exigente e exaustivo profissionalismo – sempre o factor humano num plano superior -, pela intensa apetência do mercado, em ligação com a poderosa explosão demográfica (já vivem no nosso Planeta 6,150 mil milhões de pessoas exigindo casas, cada vez mais casas), e mercê

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Foto: Grant Matthews

da preferência conferida à pedra por arquitectos, projectistas, prescritores, «designers», edificadores e utilizadores finais, e finalmente, mas não menos importante, pelas fabulosas conquistas da Ciência, da Técnica e da Tecnologia, mas tende sempre em mente que Deus é o Senhor da História e portanto da Evolução da Humanidade em particular e do Universo em geral, regido pelas célebres dezasseis constantes físicas, às quais mais recentemente se vieram juntar as descobertas por Albert Einstein referentes à Mecânica Relativista, por Max Planck e Niels Bohr respeitantes à Mecânica Quântica, e as que presidem à Estrutura Atómica. Hoje, e cada vez mais nos anos vindouros, onde nos esperam realizações nunca antes vistas nem imaginadas, o progresso da Humanidade assenta em quatro pressupostos fundamentais: Conhecimento, Inovação, Tecnologia e Trabalho árduo e persistente.

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Parece-nos pertinente e oportuno formular neste momento alguns princípios éticos básicos e estruturantes das actividades educativa, cultural, científica, política, económica e social. Jamais nos cansaremos de repetir que o ser humano é imperfeito intelectualmente e moralmente. Daí resulta que não há verdades humanas nem definitivas, nem totais, nem absolutas. Nos campos do pensamento e da moral, o trigo e o joio vão coexistir até ao fim do mundo. Nas questões da Ciência, apenas o “Tribunal do tempo”, com o seu irrefutável e implacável valor probatório, separa o que é verdadeiro do que é falso, comprova a verdade ou a falsidade das teorias formuladas pelos investigadores. De facto o curso do tempo tira todas as teimas, acaba por tudo clarificar, esclarecer e purificar. Assim caem por terra as teses ditadas pela paixão e não pela razão.

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Foto: Dani Gama

Em Ciência abundam e pontificam as hipóteses – muitas delas úteis -, mas escasseiam as verdades. Aquilo que hoje parece ser verdade, Já amanhã é falsidade. Nas questões do Espírito, quer se queira admitir quer não, apenas a Bíblia permite discernir onde está a verdade, por mais que surjam os capciosos e aliciantes falsos profetas. Sendo o ser humano limitado e finito, jamais com o finito será possível chegar ao infinito. O infinito ultrapassa inevitavelmente a capacidade da razão humana. Apenas a Revelação Bíblica abre o caminho à transcendência. Não obstante as nossas conhecidas limitações, desde sempre me considero profundamente evolutivo, mas respeitando e acautelando sempre a verdade, o bem, a justiça e a ética mais rigorosa, sem o que resvalaríamos para a tragédia.

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

A existência humana sobre a face da Terra não escapa a um valor e a um sentido últimos. Nenhuma filosofia em si mesma abarca a totalidade do ser humano. Resulta vã toda e qualquer tentativa para encerrar, melhor dizendo, enclausurar o ser humano na sua totalidade em seja qual for a mais acabada filosofia. Cada ser humano é único e irrepetível, importando respeitar plenamente, defender, acautelar e proteger a sua integridade espiritual e moral. O verdadeiro Humanismo ajuda e encoraja cada pessoa a seguir o seu caminho único. Todos ao seres humanos sem excepção desejam, querem e gostam de ser apoiados, favorecidos, estimulados e aplaudidos nas suas realizações em busca do êxito, da Verdade, do Bem, da Bondade, do Amor, da Beleza, da Justiça e da Paz.

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Foto: Grant Matthews

Nas relações com o nosso semelhante, urge antes de mais e acima de tudo respeitar, apoiar e realçar a individualidade única de cada ser humano.

a violência com a droga, com o alcoolismo, com a libertinagem, com a promiscuidade, com a negação da liberdade,

Em tudo importa saber ouvir, saber escutar com paciência, respeito, benevolência e muita atenção. Ninguém se deve fechar ao diálogo franco, recto e aberto.

Hoje mais do que nunca proliferam os falsos profetas, os impostores, os embusteiros os charlatães os bufarinheiros da cultura, pregando a liberdade, a libertação e a felicidade, explorando a boa fé de muita gente ingénua, desprevenida e incauta, seduzida pelo aparente facilitismo da vida, por falsas, capciosas e atraentes promessas.

Toda a pessoa gosta de mostrar as suas habilidades e os seus talentos, desejando e querendo ser respeitada, instigada, e apoiada nas suas realizações nobres A luta pela Verdade, pelo Bem e pela Justiça deve travar-se com lucidez, decisão, firmeza e determinação. Cuidemos de procurar sempre, com o maior discernimento, a Verdade que liberta. Quem cala consente. Hoje mais do que nunca não se pode nem se deve contemporizar nem pactuar com o erro, com a mentira e com a falsidade, com 30

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Esses falsos mentores transformam-se em autênticos carcereiros da liberdade. Sob a bandeira da liberdade e da libertação, esses ideólogos arrastam muitos seres humanos para a maior das escravidões, aquela que resulta da perda da liberdade do espírito, da alienação da consciência, à semelhança de Fausto, personagem tratada pelo célebre poeta alemão Goethe, que vendeu a alma ao diabo.

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Foto: Sheyans Bhansali

A mentira na boca desses bufarinheiros é capciosamente apresentada como verdade. Esses falsários douram as suas palavras, apresentando-as sob a aparência de bem, para mais facilmente se fazerem acreditar e idolatrar. Nunca como no nosso tempo se espalhou o erro deforma tão sedutora. Em muitas sociedades do nosso tempo reinam a desordem, a indisciplina, o desregramento, a confusão, o desvairamento, a estroinice, a torpeza, a anarquia e o caos. Na base de tudo isto encontram-se as teorias libertárias e permissivas proclamadas pela maioria dos ideólogos racionalistas e materialistas dos dois últimos séculos. De facto a filosofia racionalista e materialista não se poupa nem se causa de proclamar em altos brados: faz tudo o que te der na real gana, esquece que a tua liberdade termina onde começa a do teu

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próximo, esmaga a individualidade e a integridade dos mais fracos e indefesos, a começar pelas infelizes crianças vítimas de ferozes ataques de pedofilia mais torpe e infame, faz tudo o que te proporcionar o prazer dos sentidos, designadamente os excessos na comida, na bebida e no sexo desbragado. Nunca como agora se viu em Portugal – e não só – tamanha violência nas escolas, dando largas à crueldade de muitos adolescentes, nas ruas, nas casas de espectáculos, em cafés e nos estádios desportivos, sem qualquer preocupação de uma listagem exaustiva, tudo isto impulsionado pelas leis que garantem a impunidade dos criminosos. No nosso País, os actuais Código Penal e Código de Processo Penal, tendo entrado em vigor em 15 de Setembro de 2007 protegem o criminoso e abandonam a vítima. Os responsáveis pela nossa actual legislação penal, jacobinos sectários, vêm tratando o problema da violência com paliativos e expedientes dilatórios

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que só agravam o fenómeno – de facto a violência alastra, agrava-se e aumenta face à impunidade – badalando através de exibições televisivas o reforço policial (certamente necessário), mas escamoteando o principal, que consiste na revogação das recentes Leis e sua célebre substituição por outras capazes de dar solução à incúria, à tragédia e à impunidade. O sistema educativo lusitano, regido por uma lei permissiva, não funciona sem primeiro banir completamente das nossas ESCOLAS, sobretudo Básicas e Secundárias – mas não só -, e de uma vez por todas, os climas lúdico e de facilitismo, a abulia, o laxismo, a rebelião, a indiferença, a preguiça, a incúria, a insubordinação, a indisciplina, a irresponsabilidade, a violência, a brutalidade (chegando ao espancamento dos mais fracos e num miserável ambiente de total impunidade, com receio de ferozes e cruéis represálias isentas de julgamento e de castigo, porque os libertários asseveram – erradamente – que não há rapazes nem homens maus), a turbulência, a bandalhice e a agressão, cujas primeiras vítimas são os legalmente desarmados e indefesos professores, que muitas vezes no meio do tumulto não conseguem dar as suas lições (com manifesto dano e prejuízo para os alunos interessados e aplicados), e com alguma frequência se vêem compelidos a recorrer a uma Junta Médica e em certos casos, mais graves, atirados mesmo para as clínicas psiquiátricas onde pelo contrário deviam ser internados os alunos rebeldes, em regime de prisão, abolindo os colégios de reinserção, de recuperação e de reintegração e repondo os anteriores Reformatórios, mais adequados a lidar com a crueldade de bastantes adolescentes, que precisam em absoluto de correcção. Torna-se absolutamente necessário, para repor a Ordem e a Disciplina indispensáveis ao progresso do nosso País e à real melhoria da qualidade de vida do Povo, e daí alcançar o sucesso pedagógico, combater, corrigir e extirpar a filosofia errada que na nossa época amordaçam uma grande parte da boa gente lusitana, que só muito lentamente vai despertando e descobrindo as fatuidades e os disparates dos embusteiros, dos vendedores ambulantes de doutrinas e dos bufarinheiros da cultura, logrando mesmo falaciosa e sub-repticiamente presidir à Educação

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e ao Ensino, sobretudo públicos, e principal responsável pela Falha Total do Actual Sistema, ferido de arrasadora debilidade e de inequívoca e comprovada ineficácia. Face à ferocidade e à ampliação da desordem, onde está a Ordem Democrática? Onde estão o trabalho apurado, sistemático e metódico imprescindível ao desenvolvimento do nosso valoroso País? Onde estão a competência, a precisão, o rigor, a qualidade e a exigência? Não se podem disciplinar, organizar e estruturar as actividades básicas de uma nação, começando pelos superiores campos da Educação, do Ensino, da Cultura, da Política, da Economia e da Intervenção Social, sem primeiro atacar pela raiz, com lucidez, coragem e determinação as verdadeiras causas do descalabro e da desordem, isto é, sem mudar as actuais leis. As leis anárquicas hoje vigentes tudo aplaudem e tudo permitem, sem qualquer espécie de discernimento entre a Verdade e o erro, entre o bem e o mal, entre aquilo que está certo e o que está errado, induzindo à máxima liberdade sem nenhuma responsabilidade – há mesmo quem defenda que os Tribunais não são necessários, porque segundo os libertários o ser humano é naturalmente e inteiramente bom (a História e a vida do dia a dia comprovam irrefutavelmente que não há nada mais falso), e o que é mau é a sociedade, como se esta não fosse constituída por pessoas com propensão para o Bem e para o mal -, tendo a sua filosofia, a sua redacção e a sua aprovação ficado a dever-se prioritária e principalmente aos jacobinos sectários e aos anarquistas, que aproveitando-se, melhor dizendo, monopolizando em seu estrito favor um clima revolucionário, embora permanecendo minoritários no nosso País, conseguem à sombra da bandeira do “Social”, exercer grande influência na Assembleia da República para proveito próprio, enganando o Povo desprevenido e incauto. Num outro plano não menos importante, o da VERDADEIRA CIÊNCIA, atentemos nas nossas sucintas reflexões, em boa parte baseadas nas nossas observações, mas também em obras diversas, como as do

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Pois estas prodigiosas conquistas da Ciência, da Técnica e da Tecnologia nunca nos induziram a inebriar nem tão-pouco a idolatrar as grandes realizações da inteligência humana.

Um espírito forte jamais se deixa seduzir pelas realizações mais ou menos prodigiosas da razão humana. Um espírito forte não cai na alienação inerente à irracionalidade da emoção.

Embora admirando certamente estes feitos, jamais caímos na sua idolatria.

Um espírito forte jamais mergulha na apagada e vil idolatria dos feitos, por mais espantosos que eles sejam, da finita e limitada inteligência humana.

Jamais aceitámos a pretensão, melhor dizendo, a crença racionalista no poder absoluto da inteligência humana. Antes vemos nisto uma trágica alienação da razão. Realmente nunca faltaram os falsos intérpretes da evolução do Universo e da Vida. Sugerimos a esses ideólogos do nosso tempo a consulta das obras atrás citadas de François Jacob e de Henri Bergson. Este sustenta que não existe evolução sem criação. A História da Humanidade e a experiência do dia-a-dia mostram-nos de forma irrefutável que o ser humano se revela absolutamente incapaz de saltar do finito para o infinito. A finitude é a condição humana. O ser limitado e finito jamais será capaz de por si abarcar o infinito. O endeusamento da razão humana jamais aflorou no nosso espírito. A idolatria das conquistas, por maiores que elas sejam, da inteligência humana, a embriaguez com o inegável e forte progresso – e será cada vez maior, quando presidido pela Verdade e pelo Bem – da Ciência e da Técnica, não passam de aviltamento da própria razão. A crença no poder absoluto da razão humana não vai além da pura fantasia, de autêntica idiotice, de mera e vã utopia, perfilhada por pessoas inconformistas desiludidas e despeitadas. Com grande frequência a razão humana, vítima de ilusão, vem sendo comandada pela paixão. De um modo geral a paixão tenta ser justificada pela razão. A primeira esmaga a segunda. Por outro lado não devemos esquecer aquilo que há já bastante tempo lemos algures, quando universitário: “O orgulho da inteligência é o pior dos orgulhos”. 36

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Um espírito forte jamais se deixa embriagar com o progresso mais ou menos intenso e célere da Ciência, da Técnica e da Tecnologia, sabendo-se que é sempre possível fazer melhor. Na sua grande maioria, os racionalistas e os materialistas, especialmente os que pontificaram nos dois últimos séculos, vêm escamoteando de um modo geral a realidade, dizemos mesmo, tentando ocultar todas as suas facetas, escondendo falaciosamente as que lhes não agradam, mutilando e omitindo aqui e acolá, excluindo deliberadamente aquilo que não se coaduna com os seus modelos de pensamento. Desta maneira nas suas obras a realidade aparece truncada e diminuída, quando não adulterada. Omitindo, escondendo e deturpando mesmo, esses falsos ideólogos perfilham teorias determinadas pela maldade, pelo erro, pela calúnia, pela mentira, pela perversidade e pela maledicência, assim a razão fica completamente esmagada pela mais torpe paixão. Importa referir ainda que bastantes materialistas persistem em formular opiniões, em defender teses imbuídas de notória irreflexão, tombando na contradição, factos estes facilmente desmascarados e comprovados pela História, demonstrando a sua manifesta e efectiva insustentabilidade. Uma vez mais nessas pessoas, actuando de má fé, a paixão leva a melhor sobre a razão. Senão vejamos o que frequentemente vem ocorrendo a este propósito. Muitos materialistas de todos os tempos afirmam com grande triunfalismo: é agora, na nossa época, que finalmente a Ciência (em que eles acreditam), mas não a verdadeira, que nada tem a ver com o cientismo, uma crença sem fundamento real, tem

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filósofo francês Prémio Nobel Henri Bergson e do cientista também gaulês François Iacob, Prémio Nobel da Medicina em 1965. Este último afirma na sua famosa obra “La Logique du Vivant”(Editions Gallimatd, Paris, Avril 2006) (pg.20): «Mas, em compensação, as teorias da Ciência, uma vez aceites contribuem, mais do que as outras, para reorganizar o domínio do possível, para modificar a maneira de considerar as coisas, para fazer aparecer relações ou objectos novos; em resumo, para mudar a ordem em vigor».

Na linha de Henri Bergson, ao escrever na sua magnífica obra “L’Évolution Créatrice”(PUF, Paris, Août 2006): «La Science, dans son ensemble, isto é, a Ciência no seu conjunto, é relativa à ordem contingente na qual os problemas foram postos por sua vez.» (Pg. 208); «Compreender-se-á assim que a nossa Ciência seja contingente, relativa às variáveis que escolheu, relativa à ordem em que ela pôs sucessivamente os problemas.» (Pg. 220);« «Dificuldades e ilusões surgem de ordinário quando se aceita como definitiva uma maneira de exprimir-se essencialmente provisória.» (Pg.222);» Ora, a escolha das grandes variáveis, a repartição da natureza em objectos e em factos, tem já alguma coisa de contingente e de convencional. A lei não deixará de restar uma relação, e uma relação consiste essencialmente numa comparação. « (pg. 230); «A ideia de uma ciência e de uma experiência inteiramente relativas ao entendimento humano está então implicitamente contida no conceito de uma Ciência una e integral que se comporia de leis: Kant não fez se não libertá-la.» (Pg.231): nós partilhamos assim o relativismo e a contingência da Ciência, ao tentar interpretar e explicar a origem e a evolução do Universo, a origem da Vida, a origem do Ser Humano e a origem do Bem e do mal, como questões máximas que se põem ao espírito humano. Desde sempre e cada vez mais no futuro o ser humano esbarra com o relativismo do conhecimento científico. A Ciência actua com aproximações da realidade. Sendo o ser humano intelectualmente e moralmente imperfeito, como atrás referimos, é-lhe absolutamente impossível alcançar o todo da realidade. As conclusões da Ciência, por mais avançadas que sejam, não representam senão uma pequena fracção da realidade, que persiste em escapar sempre.

Prémio Nobel Henri Bergson

De facto nada no ser humano e nas suas realizações é absoluto. Sempre que a Ciência avança no conhecimento dos grandes mistérios do Universo e da Vida (consulte-se François Jacob), a cada descoberta seguem-se mistérios cada vez maiores.

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Uma vez que as conclusões da Ciência nunca são totais nem definitivas, a Filosofia tem sempre a última palavra a dizer, com discernimento e sem paixão.

Ora antes de mais: Descansar nisto e crer nisto, será crer que do complexo humano pode desaparecer o homem metafísico e o homem religioso.

A crença na Ciência perfeita, completa una e integral não vai além de vã ilusão, de mera utopia.

A história da humanidade no-lo não leva a crer, e nada no-lo demonstra.

A crença de algumas pessoas no poder absoluto da razão humana não vai além de pura ilusão, de estulta e vã pretensão, em que a paixão se sobrepõe à inteligência.

Nada nos prova que solucionados até os nossos problemas hoje considerados supremos, (a supor que pudesse algum dia a Ciência solucioná-los) outros não surgissem no homem, e assim por diante indefinidamente, desde que seja o homem um ser incapaz de os não levantar.

O insigue poeta, ensaísta, dramaturgo e romancista José Régio (1901-1969) toma posição sobre estas magnas questões nas suas notáveis “Obras Completas”.

Isto é: nada nos prova que ao avançar da clarificação científica e da eficiência técnica não corresponda um ao avanço ou reafirmação do Mistério: um surgir de novos mistérios, à medida que progride o conhecimento. Quanto mais se sabe, mais se reconhece que pouco se sabe. Enquanto estarem a Ciência e a Técnica sujeitas a perversões que são afinal a perversão do homem – o qual se submete aos próprios ídolos que cria, e se escraviza principiando por pretender libertar-se – não só pertence à corrente observação como parece dever limitar os campos da Ciência e da Técnica. Trata-se de atitudes redutoras. Se, como parece evidente, a sensibilidade moral ou artística, a capacidade sentimental e a Inteligência integral do homem não acompanham o seu progresso na Ciência e na Técnica, não estará ele mutilando-se e afinal matando-se quando se embriaga com esse progresso? Quando o fomenta cada vez mais poderoso… e perigoso?

“A crença na Ciência e na Técnica é certamente uma das pequenas religiões contemporâneas.

Chega a espantar que não vejam a crescente alienação do homem à Máquina, ao Aparelho, ao Instrumento, (ou até pareçam aplaudir essa alienação!) – os que lutam contra a (aparente) alienação do homem a Deus ou em Deus.» Esses estultos não passam de cegos a guiar cegos.

Com isto se contentam os que lhe não pedem mais, e chamam Verdade à eficiência prática, e se põem a sonhar (pela humana faculdade de sonho) que à Ciência e à Técnica pertencerá dar uma resposta a todas as interrogações do homem, uma solução a todos os seus problemas.

«Ora este mesmo próprio sentimento da relatividade dos nossos valores – sentimento que estou afirmando e consciencializando – de que deriva senão do sentimento profundo, que mais ou menos pode ser intelectualizado em noção, dum absoluto do Valor ou dos valores?»

José Régio (1901-1969)

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Foto: Sanna Siissalo

«Mas o fanatismo das ideologias é opressivo e obsessivo nos tempos de hoje: Chega a tornar estúpidos, ou, o que não é menos grave, propositadamente incompreensivos, homens talvez inteligentes e bons.»

O filósofo da Grécia Antiga Aristóteles (384 a 322 antes de Cristo) escreveu no seu tratado “Da Alma” (Edições 70, pg. 98): «Por outro lado, a opinião implica uma convicção (é que ninguém poderá sustentar opiniões sem nelas acreditar)».

Pela nossa parte, jamais admitimos o poder absoluto (ilusório) da razão humana.

No dia 25 de Maio de 2006 – Quinta-Feira da Ascensão de Cristo, feriado em França – viajámos de Paris para Marselha no comboio de alta velocidade (TGV) a 340 quilómetros à hora; em 29 de Março de 2008 voámos de Nova Iorque para Paris, num percurso de seis mil quilómetros, em apenas seis horas, portanto à média horária de mil quilómetros; no dia 30 de Março 2008 deslocámo-nos de Paris a Bordéus no TGV, à velocidade horária de 300 quilómetros; no dia 22 de Outubro de 2008 utilizámos o TGV no trajecto Paris a Londres, passando pela primeira vez no Túnel da Mancha, atingindo fora dele a velocidade horária de 300 quilómetros. De facto a Ciência e a Técnica progridem.

Ao concluir o curso universitário ainda não tínhamos lido obras de Henri Bergson, François Jacob, José Régio e de outros lúcidos e notáveis pensadores, mas já pensávamos como hoje: o poder absoluto da razão humana não vai além de uma alucinação determinada pela emoção e de uma ilusória e trágica utopia de espíritos enviesados e alienados, vítimas da irracionalidade da paixão. Não obstante ter obtido altas classificações no Liceu Nacional da Guarda e na Universidade Técnica, nunca acreditámos no poder absoluto – aliás ilusório e utópico – da razão humana, limitada e finita.

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exclusivamente aos genes, e assim não se justifica a existência de tribunais nem de juízes, atirando tudo para a Biologia. Perante a insistência na sua tese, perguntei simplesmente: Quais são então os genes responsáveis pelos homicídios, pelos roubos e pela embriagues? A resposta do Doutor foi rápida e esclarecedora: não sei. Logo toda a sua argumentação não passa de uma arenga de charlatão. Contudo não deixam de existir materialistas teóricos que na sua prática são espiritualistas e há espiritualistas teóricos que na sua prática são materialistas. Isto não deve surpreender-nos, pois é esta a condição humana.

Adam Smith (1723-1790)

poder para conferir cabal solução aos grandes e graves problemas que desde sempre vêm afligindo e flagelando o Ser Humano e a Humanidade. E acreditam, tal a paixão, tal a ingenuidade! Já Teresa de Lisieux afirmou no final do séc. XIX na sua notável exposição constante das Obras Completas: «É o raciocínio dos piores materialistas que se impões ao meu espírito: “Mais tarde, fazendo sem cessar progressos novos, a ciência explicará tudo naturalmente, ter-se-á a razão absoluta de tudo aquilo que existe e que resta ainda um problema, porque restam muitas coisas para descobrir.» (“Oeuvres Complètes, Éd. Du Cerf, 2006”). Na minha viagem cultural à Áustria em Setembro de 2006 fui acompanhado por cinco biólogos (quatro senhoras e um cavalheiro). Este especialista, doutorado em Biologia, dando largas a um grande aranzel, exaltou a sua crença no poder absoluto da razão humana, sustentando triunfalmente que a responsabilidade pelo mal comum em todos os seres humanos estava finalmente descoberta: a culpa cabe

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Voltando ao campo estritamente económico, Adam Smith (1723-1790) estabeleceu os princípios fundamentais que regem a moderna Economia na sua famosa obra: “Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações”. Como tópicos principais da sua doutrina figuram em grande plano o Trabalho considerado como a verdadeira fonte da riqueza, o valor baseado na oferta e na procura, o comércio liberto de qualquer proibição e a concorrência elevada à altura de uma regra. Os recursos naturais são certamente necessários, mas sem a componente imaterial – a inteligência, aliada ao Trabalho, que planeia, projecta, ordena, organiza, estrutura, coordena e controla – a Economia não funciona, as riquezas do nosso Planeta restam inaproveitadas, inoperantes. Sem a competência, assente na capacidade intelectual e empreendedora, aliada à laboriosidade e ao dinamismo, com saber, discernimento e vontade de fazer cada vez mais e melhor – tudo aquilo que fizeres procura fazê-lo o melhor que sabes e podes – resultam vãos todos os esforços para construir uma Sociedade mais próspera, mais justa, mais igualitária, mais fraterna e mais solidária, informada por princípios e valores supremos como a Verdade, o Bem, a Bondade, o Amor, a Beleza, a Justiça e a Paz. E então recaímos no magno problema da Escola, à qual cabe ensinar, preparare educar todos os seres

humanos sem excepção, visando exigente e exaustivo PROFISSIONALISMO, de modo a qualificar com rigor e com precisão, proporcionando a cada Povo os agentes capazes de operar as grandes Mudanças e as enormes Transformações exigidas por uma nova Era. Torna-se necessário levar à prática uma forte e ampla dinâmica educativa, cultural, política, económica, financeira e social, envolvendo todos os intervenientes sem excepção, começando pelos governantes, passando pelos agentes do ensino e pelos operadores económicos, e concluindo nos mais modestos funcionários, rumo a realizações nunca antevistas nem imaginadas. Como se sabe, a criação de riqueza, racionalmente produzida e racionalmente e equitativamente distribuída, constitui um fenómeno eminentemente político, começando pela intervenção lúcida, objectiva e atempada da classe governante, a quem compete tomar as medidas e as decisões fundamentais conducentes à modernização, agilização e operância das novas infra-estruturas, estruturas e super-estruturas, extirpando a obsoletismo, a anquilose, a rotina, o obstrucionismo paralisante e retrógrado, a modorra e o entorpecimento, passando pela ESCOLA, que deve preparar os imprescindíveis Quadros, pelos empresários, gestores e técnicos e acabando nos mais modestos funcionários, que se desejam todos com boa qualificação. Entrámos há já alguns na era da ECONOMIA ABERTA e da GLOBALIZAÇÃO DOS MERCADOS, caindo gradualmente as barreiras, e tornando-se assim absolutamente necessário estar preparados com armas e bagagens para não sucumbir e antes pelo contrário tirar o melhor proveito possível da competição e da concorrência internacionais, cada vez mais fortes e selectivas. Nesta linha de pensamento e de acção, as Feiras, os Certames e as Exibições, funcionam como destacados INSTRUMENTOS DE DESENVOLVIENTO, numa óptica de promoção, mas ao mesmo tempo de marketing estratégico e de optimização dos contactos com os potenciais e os efectivos adquirentes de artefactos pétreos decorativos, cada vez mais apreciados por arquitectos e projectistas.

Oferecemos este nosso esforço aos empresários, aos gestores e aos técnicos do nosso mundo lítico decorativo com a finalidade de lhes proporcionar dados fidedignos e atempados sobre o andamento do SECTOR MUNDIAL DAS ROCHAS ORNAMENTAIS, visando assim auxiliá-los a expandir as suas actividades, e não podemos deixar de prestar justa, legítima e merecida homenagem aos competentes, destros, destemidos e persistentes “HOMENS LUSITANOS DA PEDRA”, verdadeiros e autênticos obreiros da criação de riqueza, na maioria dos casos conduzindo os seus empreendimentos com dinamismo e sucesso. ■

AGRADECIMENTOS Este nosso trabalho assenta no exaustivo e valioso estudo elaborado pelo eminente investigador italiano e nosso velho amigo CARLO MONTANI sob o título “STONE 2008-World Marketing Handbook”, a quem aqui e agora vimos expressar o testemunho da nossa profunda gratidão e do nosso particular apreço pela gentileza da oferta do fruto do seu ingente labor científico em prol do conhecimento e da divulgação do que de melhor vai acontecendo visando o ulterior desenvolvimento do SECTOR DAS ROCHAS DECORATIVAS. Não queremos também deixar de manifestar o nosso vivo reconhecimento ao Senhor António Manuel Esteves Henriques, ilustre Director da revista “Rochas & Equipamentos”, pela amabilidade da oferta de um exemplar daquela única e inestimável obra científica, que muito enriquece a nossa biblioteca.

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Legislação Legislation

Despacho vem clarificar aplicação do artigo 5º da Lei das Pedreiras Pedidos de novas avaliações devem ser feitos até Setembro de 2011 Foi publicado no dia 1 de Abril e já está em vigor desde o dia 6 de Abril o Despacho que vem clarificar e agilizar o processo de regularização das pedreiras ainda não tituladas por licença. Esta regulamentação vem permitir a reapreciação dos pedidos de regularização entretanto despachados negativamente. Os interessados têm a partir desta data (6 de Abril) cerca de cinco meses (cento e cinquenta dias) para solicitar uma nova avaliação do pedido de licenciamento com base nas novas condições permitidas pelo Despacho recém-publicado. Para que este Despacho tenha aplicação prática plena terá agora que procederse à revisão dos PDM’s (Planos Directores Municipais) que proíbem as pedreiras de forma a compatibilizar a actividade extractiva com o Plano de Ordenamento do Território onde as mesmas estão instaladas.

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Despacho n.º 5697/2011, de 1 de Abril, Clarificação do regime de regularização das explorações de massas minerais, no âmbito do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 562/2011) (DR N.º 65, Série II, 1 Abril 2011; Data de Disponibilização 1 Abril 2011) Emissor: Ministério da Economia, Inovação e Desenvolvimento Entr. vigor: 6 Abril 2011 Versão: original O Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 2145/2007), veio alterar o Decreto-Lei n.º 270/2001, de 6 de Outubro (JusNet 132/2001), visando, entre outros objectivos, estabelecer o equilíbrio adequado entre os interesses públicos do desenvolvimento económico, por um lado, e a protecção do ambiente, por outro. É neste âmbito que deve ser entendido o regime estabelecido pelo artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 2145/2007), que vem permitir a regularização de pedreiras não tituladas por licença. Este regime especial prevê, nomeadamente, a possibilidade de emissão de

uma decisão favorável condicionada quando se verificar que existe necessidade de conformar a exploração com os planos de ordenamento do território vigentes, com restrições de utilidade pública ou com áreas abrangidas pela Rede Natura 2000. Nesse caso, a licença de exploração só poderá ser emitida depois de assegurada a referida conformação, sendo nesse período e a título provisório permitida a exploração da pedreira em causa. No entanto, a aplicação do regime tem revelado dificuldades interpretativas quanto aos pressupostos da emissão de decisão favorável condicionada prevista no n.º 8 do artigo 5.º Assim, mostra-se necessário clarificar o regime de regularização das explorações de massas minerais, no que diz respeito à apreciação técnica dos pedidos, aproveitando-se, ainda, para definir, quanto aos pedidos de regularização entretanto já decididos desfavoravelmente com fundamento na desconformidade com instrumentos de gestão territorial, o procedimento a adoptar para a sua reapreciação à luz das orientações constantes do presente despacho. Nestes termos, determina-se: 1 - A apreciação do pedido de regularização da exploração, no âmbito do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 2145/2007), no que diz respeito ao ordenamento do território e urbanismo, deve conter uma avaliação técnica dos

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efeitos da regularização sobre os usos estabelecidos ou existentes e a dinâmica territorial.

exploração a legalizar com os instrumentos de gestão territorial válidos e eficazes.

2 - Os pressupostos materiais para a emissão da decisão favorável condicionada, prevista nos n.os 7 e 8 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 2145/2007), são alternativamente:

6 - A reapreciação referida no n.º 4 pode ocorrer por iniciativa das entidades licenciadoras ou de alguma das entidades que integrem o grupo de trabalho.

a) Caso os planos de ordenamento não proíbam expressamente as pedreiras nas áreas onde se localizam, a verificação de que os impactos da exploração quanto ao ambiente e ao ordenamento do território não são significativos; b) Caso os planos de ordenamento proíbam expressamente as pedreiras nas áreas onde se localizam, a possibilidade de acolhimento da exploração em causa através de procedimento de alteração ou revisão do instrumento de gestão territorial em causa ou de elaboração de novo instrumento de gestão territorial, à luz da estratégia de desenvolvimento territorial do município, ou, quando for o caso, à luz dos objectivos prosseguidos pelo instrumento de gestão territorial em causa. 3 - O pressuposto referido na alínea b) do número anterior é preenchido através da deliberação ou decisão da entidade competente para promover a alteração, revisão ou elaboração do instrumento de gestão territorial em causa nesse sentido. 4 - As decisões desfavoráveis tomadas até à data da produção de efeitos do presente despacho, relativas a pedidos apresentados atempadamente ao abrigo do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 2145/2007), podem ser objecto de reapreciação. 5 - As decisões apenas podem ser objecto da reapreciação prevista no número anterior nos casos em que tiveram por fundamento a incompatibilidade da

7 - A iniciativa de abertura do procedimento de reapreciação da decisão deve ser tomada no prazo de 150 dias após publicação do presente despacho e notificada aos interessados. 8 - No prazo referido no número anterior, os interessados podem solicitar que a entidade licenciadora tome a iniciativa da reapreciação da decisão, nos termos do n.º 6. 9 - A reapreciação da decisão deve seguir o procedimento previsto no artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 2145/2007), tendo em vista uma nova apreciação do pedido de regularização da exploração à luz do disposto no presente despacho. 10 - A abertura do procedimento de reapreciação de uma decisão implica a suspensão dos seus efeitos jurídicos. 11 - No procedimento de fusão de pedreiras contíguas ou confinantes, previsto no artigo 36.º do Decreto-Lei n.º 270/2001, de 6 de Outubro (JusNet 132/2001), na redacção dada pelo Decreto-Lei n.º 340/2007, de 12 de Outubro (JusNet 2145/2007), compete à comissão de coordenação e desenvolvimento regional territorialmente competente ou ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, I. P., pronunciar-se sobre o enquadramento do projecto no procedimento de avaliação de impacte ambiental ou de avaliação de incidências ambientais. 12 - O presente despacho produz efeitos no dia seguinte ao da sua publicação.

16 de Março de 2011. - O Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina Maciel Almeida Correia. - O Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Delgado Ubach Chaves Rosa. - A Secretária de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, Fernanda Maria Rosa do Carmo Julião.

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Reacções ao Despacho Relativamente ao Despacho nº 5697/2011, a DGEG congratula-se por o Governo ter concretizado os necessários esclarecimentos para que todos os processos de pedido de regularização de pedreiras ao Abrigo do artigo 5º do DL 340/2007, possam finalmente ser apreciados tendo por base princípios técnicos

A ANIET – Associação Nacional da Industria Extractiva e Transformadora – acolhe com agrado a publicação do Despacho nº 5697/2011 que vem compati-

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e ambientais e não meramente formais. Pese embora esse fosse o espírito da Lei de Pedreiras, que pretendia trazer para a legalidade uma actividade económica importante para o País, só agora, feito um balanço da aplicação da Lei no terreno, é que estão criadas as condições para se atingirem os objectivos inicialmente traçados. Importa não esquecer o papel da DGEG do MEID e do MAOT para que este Despacho tenha tido lugar. Deixamos aqui um apelo para que as empresa que viram os seus processos de regularização recusados por ra-

zões de incompatibilidade com os instrumentos de Ordenamento do Território, não esperem que sejam as entidades oficiais a desencadear a reabertura do processo, mas que sejam eles a fazê-lo junto da entidade licenciadora, nos termos do Despacho. Também as Associações do sector devem ter um papel muito activo na sua divulgação junto dos seus associados, ajudando as empresas com mais dificuldades administrativas a preencher e a entregar os requerimentos a solicitar a reapreciação.

A ASSIMAGRA - Associação dos Industrias de Mármores, Granitos e Ramos Afins – congratula-se com o Despacho nº 5697/2011 de 1 de Abril que considera vir ao encontro de uma reivindica-

ção do sector ao permitir a correcção de injustiças criadas pela aplicação do artigo 5º de forma discriminatória.

bilizar a exploração de massas minerais com os Planos de Ordenamento do Território vigentes, incluindo também aqueles que contêm restrições de utilidade pública ou da Rede Natura 2000.

mecanismos para a reapreciação dos pedidos que colheram entretanto uma decisão desfavorável, por razões relacionadas com o ordenamento do território.

Além de permitir a harmonização das decisões dos vários Grupos de Trabalho perante todos os instrumentos de ordenamento do território (tanto os de 1ª geração como os subsequentes) o recém-publicado despacho tem ainda a mais-valia de introduzir

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

A ANIET refere ainda que a publicação deste Despacho torna mais evidente a urgência na revisão dos Planos Directores Municipais desactualizados de forma a regularizar definitivamente os processos de licenciamento em curso.

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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

AGENDA 2011

R&E* - DISTRIBUIÇÃO E REPORTAGEM

JANEIRO IMMA STONE FAIR 17 - 20 FEVEREIRO

►►

BUDMA 2011 11 - 14 JANEIRO

►►

POZNA - POLÓNIA

CHENNAI - ÍNDIA

►►

BAU 17 - 22 JANEIRO

►►

MUNIQUE - ALEMANHA

SALÓNICA - GRÉCIA

►►

INDIA STONEMART 20 - 23 JANEIRO

►►

JAIPUR - ÍNDIA

BANGALORE – ÍNDIA

►►

SURFACES 25 - 27 JANEIRO

►►

LAS VEGAS - E.U.A.

BANGALORE – ÍNDIA

►►

STONEXPO 26 - 28 JANEIRO

►►

LAS VEGAS - E.U.A.

KIEV - UCRÂNIA

FEVEREIRO

MARÇO

►►

BUILDMAT 03 - 06 FEVEREIRO

►►

COIMBATORE - TAMIL NADU – ÍNDIA

LONDRES - REINO UNIDO

►►

CONSTRUCTION & INTERIOR DESIGN 04 - 06 FEVEREIRO

►►

TURKU - FINLÂNDIA

XIAMEN - CHINA

bC INDIA 08 - 11 FEVEREIRO

►►

►►

MARMOL 08 - 11 FEVEREIRO

TÓQUIO - JAPÃO

VALÊNCIA - ESPANHA

►►

►►

VITÓRIA STONE FAIR - R&E* 15 - 18 FEVEREIRO

SFAX - TUNÍSIA

VITÓRIA - ESPIRITO SANTO- BRASIL

►►

LONDRES - REINO UNIDO

MARMIN STONE 17 - 20 FEVEREIRO

UZBUILD 15 – 18 MARÇO

►►

TASHKENT – UZBEQUISTÃO

BUILDARCH 23 - 26 FEVEREIRO

WORLDBEX 16 - 20 MARÇO

►►

MANILA - FILIPINAS

►►

MUMBAI - ÍNDIA

BUILD UP 23 - 26 FEVEREIRO

DOMOTEX ASIA / CHINAFLOOR 22 - 24 MARÇO

►►

XANGAI - CHINA

TECNO+STONE 23 - 26 FEVEREIRO

REVESTIR 22 - 25 MARÇO

►►

SÃO PAULO - BRASIL

ECOBUILD 01 - 03 MARÇO

XIAMEN INTERNATIONAL STONE FAIR - R&E* 06 - 09 MARÇO ARCHITECTURE + CONSTRUCTION MATERIALS 08 - 11 MARÇO MEDIBAT 09 - 12 MARÇO COVERINGS - R&E* 14 - 17 MARÇO

LAS VEGAS - NEVADA - E.U.A.

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THE NATURAL STONE SHOW 15 - 17 MARÇO

►►

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

MARBLE - R&E* 23 - 26 MARÇO

►►

IZMIR - TURQUIA

LONDON HOMEBUILDING AND RENOVATING SHOW 24 – 27 MARÇO

►►

LONDRES - REINO UNIDO

ITIF ASIA 28 - 30 MARÇO

►►

CARACHI – PAQUISTÃO

TECHNIPIERRE - R&E* 31 MARÇO - 3 ABRIL

►►

LIÈGE - BÉLGICA

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Global Stone Congress 2012

www.rochas.info

ABRIL

Depois dos encontros em 2005 em Brasil, em 2008 em Itália e em 2010 em Espanha, Portugal vai organizar o 4 congresso mundial de Pedra Natural de 16 a 20 de Julho de 2012.

MOSBUILD 05 - 08 ABRIL

►►

MOSCOVO - RÚSSIA

A região do Alentejo hospedará o evento, tendo Borba a sede estrutural, compartilhando a organização com Estremoz e Vila Viçosa. O bom vinho e a fantástica gastronomia darão as boas - vindas aos visitantes e a todo um universo de especialistas e operadores.

IBF - FEIRA DE CONSTRUÇÃO DA REPÚBLICA CHECA 12 – 16 ABRIL

►►

BRNO - REPÚBLICA CHECA

KBC KITCHEN AND BATH 25 – 28 MAIO

►►

PEDRA - R&E* 14 - 17 ABRIL

►►

BATALHA - PORTUGAL

XANGAI - CHINA

►►

INTERKAMIEN 15 - 17 ABRIL

►►

KIELCE - POLÓNIA

ANTANANARIVO - MADAGÁSCAR

►►

STONETECH - R&E* 20 - 23 ABRIL

►►

PEQUIM - CHINA

MOSCOVO – RÚSSIA

TÓQUIO – JAPÃO

MAIO

JUNHO

NOVEMBRO

►►

BATIMATEC 03 - 06 MAIO

►►

►►

ARGEL - ALGÉRIA

STONE+TEC - R&E* 22 - 25 JUNHO

NUREMBERGA - ALEMANHA

PARIS - FRANÇA

►►

CHILECONSTRUYE 11 - 14 MAIO

AGOSTO

►►

SANTIAGO - CHILE

►►

PARIS - FRANÇA

LIBYA BUILD 15 - 19 MAIO

CACHOEIRO STONE FAIR 23 - 26 AGOSTO

CACHOEIRO ITAPEMIRIM - BRASIL

►►

►►

TRIPOLI - LÍBIA

EXPO MADAGASCAR 26 - 29 MAIO EXPOSTONE 31 MAIO – 03 JUNHO

SETEMBRO

CONSTRUMAT 16 - 21 MAIO

►►

BARCELONA – ESPANHA

ASTANABUILD 18 - 20 MAIO

►►

ASTANA - KAZAQUISTÃO

MARMOMACC - R&E* 21 – 24 SETEMBRO

►►

VERONA – ITÁLIA

JAPAN HOME AND BUILDING SHOW 28 – 30 SETEMBRO

►►

BATIMAT 7 - 12 NOVEMBRO FUNÉRAIRE 17 - 19 NOVEMBRO NATURALSTONE 27 – 29

ISTAMBUL - TURQUIA

O congresso terá como temáticas ▪▪ QUARRYING - Exploration and Exploitation ▪▪ MANUFACTURING - Tools and Optimization ▪▪ environement ▪▪ CHARACTERISATION AND NEW PRODUCTS ▪▪ NATURAL STONE IN ARCHITECTURE

Durante quatro dias serão criadas as condições para compartilhar experiências e trocar culturas, tendo em vista conciliar a dimensão científica e tecnológica do sector, com o contexto económico e social potenciando imagem e recursos. O evento terá como entidade Promotora e Organizadora, Associação Valor Pedra - Cluster da Pedra Natural e contará com o apoio de várias entidades oficiais e privadas, assim como o apoio da Rochas & Equipamentos. No próximo número iremos desenvolver este evento com retrospectiva dos anteriores. Mais informações em: http://www.globalstonecongress.com/ http://www.cevalor.pt http://www.valorpedra.pt/

BALTIC BUILD 12 – 14 SETEMBRO

►►

SÃO PETERSBURGO – RÚSSIA

BUILDING & CONSTRUCTION INDONESIA 21 - 24 SETEMBRO

►►

JACARTA - INDONÉSIA

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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www.thetis.tv

Notícias News

31 INTERNATIONAL FAIR MARBLE TECHNOLOGIES DESIGN ST

Pedra Portuguesa vai revestir o Banco Central do Kuwait É um edifício com 240 metros de altura, divididos por 41 andares. A fachada vai ser toda revestida com pedra natural portuguesa: quatro mil metros cúbicos de calcário moca creme. Um negócio avaliado em 1,5 milhões de euros, ganho pela Mocapor. A empresa ribatejana teve que responder a um caderno de encargos bastante rigoroso e submeter a pedreira a 3 estudos geológicos, de forma a dar garantias de que tinha matéria-prima suficiente para fornecer a obra.

O revestimento da fachada do edifício da nova sede do Banco Central do emirado deverá começar daqui a 3 meses e ficar concluído durante o próximo ano. A matéria-prima já começou a sair do porto de Lisboa. A importância do negócio não se confina apenas à obra mas também às perspectivas de conquista de um novo mercado que consome tradicionalmente mármores.

Parceria luso-italiana A vitória no concurso foi importante, mas teve como aliada uma empresa italiana – a Sovema - que vai proceder à transformação. Segundo ao administrador da Mocapor, Francisco Luís, não havia qualquer hipótese de a empresa lusa assumir sozinha a empreitada, porque não há nenhuma empresa em Portugal que consiga fazer a transformação, em tempo útil, de tanta matéria-prima.

Maggio_May, 23/26 Carrara, Italy

CARRARA MARMOTEC 2012

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Enjoy more Carraramarmotec with your mobile device

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

PROMOSSO DA/PROMOTED BY:

INTERNAZIONALE MARMI E MACCHINE CARRARA SpA

ORGANIZZATO DA/ORGANIZED BY:

www.carraramarmotec.com

SPONSOR UNICO BANCARIO/SOLE SPONSORING BANK:

CON IL PATROCINIO DI/SUPPORTED BY:

GRUPPO BANCA CARIGE

Business on the Move

Cassa di Risparmio di Carrara S.p.A.

MEDIA PARTNERS: REGIONE TOSCANA

ISTITUTO NAZIONALE PER IL COMMERCIO ESTERO ITALIAN INSTITUTE FOR FOREIGN TRADE

PR O M OZ I ON E

PROVINCIA DI MASSA CARRARA

PROVINCIA DI LUCCA

COMUNE DI CARRARA

COMUNE DI MASSA

" Testate del Gruppo 24 Ore"

WEB MEDIA PARTNERS:


Colóquio AICEP sobre o comércio na China A Aicep Portugal Global realiza o ABC Mercado – As várias Chinas da China, nos dias 27 e 28 de Abril 2011, respectivamente no auditório da Direcção Regional no Porto e no auditório das instalações da AICEP, em Lisboa. As empresas interessadas podem consultar o programa e inscrever-se através do site da Agência www.portugalglobal.pt. Será uma oportunidade para encontrar diversos especialistas presentes no mercado asiático. Actualmente são mais de 60 as empresas portuguesas instaladas na China e mais de 750 as empresas exportadoras.

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Exportações de Rochas Ornamentais aumentaram 7,5% em 2010

As importações da China com origem em Portugal cresceram 47% em Janeiro de 2010, valores que perspectivam a manutenção da tendência de um elevado crescimento já registada em 2009, e que indiciam boas probabilidades de que as exportações globais de Portugal para a China atinjam, em 2011, o recorde e valor histórico de mil milhões USD.

Com um rendimento per capita na ordem dos 7.075 USD , a expansão do mercado de consumo na China tem crescido acentuadamente e existe hoje uma classe média e um universo de potenciais compradores de produtos importados com elevado poder de compra, forte propensão para o consumo e grande apetência por produtos e marcas europeus.

Com 1,3 biliões de pessoas, a China é hoje um dos protagonistas do Comércio Internacional (1.º exportador e 2.º importador, em 2010) e ocupa, de há 10 anos a esta parte, o 2º lugar na captação dos fluxos mundiais de investimento estrangeiro.

Segundo as previsões do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB) a economia chinesa deverá crescer 9,6% em 2011. Um valor que excede em 1,6 pontos a meta preconizada pelo governo chinês, mas que fica 0,7 pontos aquém do crescimento registado em 2010.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

As estatísticas (provisórias) do INE (Instituto Nacional de Estatística) revelam que as exportações portuguesas de Rochas Ornamentais aumentaram 7,5% de 2009 para 2010, correspondendo a 298 milhões de euros. As exportações representam actualmente 53% da produção global do sector, ainda que pontualmente algumas empresas exportem 80% da produção ou mais. Estes valores aproximam-se dos alcançados em 2007 e reve-

lam uma tendência de retoma, invertendo o acentuado decréscimo verificado em 2009. Uma fonte da Assimagra interpelada pela Revista Rochas e Equipamentos considera que à semelhança do que acontece todos os anos estes dados deverão ser revistos em alta quando passarem a definitivos. Numa apreciação global, constata-se que o protagonista da subida das exportações nacio-

nais em 2010 foi o material em bloco, principalmente o calcário cujas exportações para a China aumentaram 50% gerando cerca de 50 milhões de euros. A China representa 68,2% das vendas. Seguem-se a Itália (7,7% das exportações deste material em 2010) e a Espanha (5,4%), Alemanha, França, países Asiáticos (Taiwan e Hong Kong) e o Médio Oriente (Síria). As exportações de calcário em obra representaram em 2010 28

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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milhões de euros, cerca de 10% das transacções de Rochas Ornamentais, para o exterior. Apesar do decréscimo dos últimos anos, o principal mercado continua a ser os Estados Unidos da América, que absorveu em 2010 quase 25% das exportações. O grupo dos três principais importadores é completado pelo Reino Unido e pela França que tem vindo a ganhar notoriedade.

para o exterior, e ainda que represente actualmente 39% das vendas, constata-se uma acentuada descida.

O Mármore em obra continua a ser o material mais vendido

As exportações de Granito em bloco representaram em 2010 um pouco mais de 41 milhões de euros, o que corresponde a cerca de 15% de exportações de Rochas Ornamentais. O principal mercado é o espanhol, apesar de uma

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

forte quebra em 2009. Seguem-se a França, a China (importação de sienito catalogado pelo INE como granito), Alemanha e Itália. As exportações de Granito em obra representaram, em 2010, 7%, 18,5 milhões de euros. Perderam alguma representatividade devido à acentuada quebra de França e Espanha. Em contrapartida, verifica-se uma tendência de crescimento nos Países Baixos e em Angola. Assinala-se ainda a tendência de subida em Marrocos, na Bélgica e na Suíça, por oposição ao decréscimo de países Europeus como a Alemanha, Irlanda e Luxemburgo.

Portugal em oitavo lugar no ranking dos países produtores e exportadores de Pedra Natural No mais recente Relatório do conceituado autor Carlo Montani (XXI Report World Marble and Stones) Portugal surge em oitavo lugar no ranking mundial dos países produtores e exportadores de Pedra Natural. Em 2009 a China liderava a produção de pedra natural, com 29,7% da produção mundial, seguida da Índia (12,6%), Turquia (8,1%), Itália (7,2%), Irão (6,5%), Brasil (5,7%) e Espanha (5%).

Em 2009 a produção mundial bruta de pedra natural situou-se nos 104,5 milhões de euros o que representa uma diminuição de 0,6% face a 2008. Os países asiáticos têm registado acréscimos significativos na sua produção, enquanto os tradicionais países produtores da Europa (Itália, Espanha, Portugal, França e Grécia) registam um abrandamento na extracção de produtos pétreos.

Assinala-se o reforço da posição chinesa na importação e exportação, tendo-se tornado o principal entreposto internacional da pedra natural, posição da qual destronou a Itália, com um elevado grau de integração de mais-valias pois predominam a importação de pedra em bruto e a exportação de pedra transformada.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Produção de pedra natural por países, 2004 e 2009 2004

China Índia Turquia Itália Irão Brasil Espanha Portugal EUA Grécia França África do Sul Outros países Total

2009

Var. 2004-2009

Mil toneladas

%

Mil toneladas

%

%

18.000 9.500 4.200 7.650 n.d. 4.500 6.250 2.450 2.300 1.400 1.300 1.100 22.600 81.250

22,2 11,7 5,2 9,4 5,5 7,7 3,0 2,8 1,7 1,6 1,4 27,8 100,0

31.000 13.200 8.500 7.500 6.800 6.000 5.200 2.450 1.800 1.250 1.100 800 18.900 104.500

29,7 12,6 8,1 7,2 6,5 5,7 5 2,3 1,7 1,2 1,1 0,8 18,1 100

72,2 38,9 102,4 -2,0 33,3 -16,8 0,0 -21,7 -10,7 -15,4 -27,3 -16,4 28,6

Mestres Calceteiros portugueses dão curso no Rio de Janeiro Cinco calceteiros da Câmara de Lisboa estiveram recentemente no Brasil a ministrar um curso que durou 3 semanas sobre aplicação de calçada portuguesa. A má conservação das calçadas de pedra portuguesa, no Brasil e a deficiência de mão-de-obra para proceder aos arranjos deu origem a este curso que reuniu 60 alunos, calceteiros profissionais. Os mestres portugueses procederam também a uma avaliação do estado das calçadas brasileiras e apresentaram sugestões para a renovação e reparação das mesmas.

Fonte: MONTANi, Carlo C. (2010), XXI Report World Marble and Stones, Casa de Edizioni in Carrara.

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Cariocas fazem escadas com pedras da calçada

Arco em pedra natural com 64m de extensão é descoberto no Afeganistão Dois cientistas da Sociedade Conservadora da Vida Selvagem (WCS, na sigla em inglês) encontraram no Afeganistão, no final do ano passado (2010) um arco em pedra natural, gigante. A formação rochosa tem 64 metros de extensão e fica numa área com 3 mil metros de altitude, no centro do país, próximo de uma localidade denominada Hazarchishma. Esta formação rochosa assumiu

O maior arco em pedra do planeta mede 122 metros de comprimento, na base, e está localizado na província de Guangxi, na China. O arco afegão tem camadas de rochas do período Jurássico - entre 200 milhões e 145 milhões de

anos atrás - e da época Eoceno entre 55 milhões e 34 milhões de anos atrás. O arco passa agora a ser um desafio para escaladores suficientemente aventureiros para transformar Hazarchishma num grande ponto de escalada da Ásia Central. O local tem potencial para poderem abrir-se várias vias apesar do perigo que também representa.

Foto: AyubAlavi

Alguns residentes aproveitaram as sobras de algumas pedras portuguesas para construir escadas!

a posição mundial de décima segunda maior construção natural deste tipo, antes ocupada por um arco no estado de Utah, nos Estados Unidos.

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Serviço Geológico do Brasil lança Atlas de Rochas Ornamentais da Amazónia O Serviço Geológico do Brasil (CPRM), através da Divisão de Minerais e Rochas Industriais e da Direcção de Geologia e Recursos Minerais (DGM), concluiu o Atlas de Rochas Ornamentais da Amazónia Brasileira. Ainda que com extensas coberturas sedimentares pouco favoráveis à ocorrência de rochas ornamentais, a Amazónia compreende uma vasta área de 5,2 milhões km2, equivalente a 61% do território brasileiro.

O Atlas foi realizado entre os anos 2009 e 2010, tendo como premissa a geodiversidade regional, muito favorável à produção e industrialização de matérias-primas minerais para a construção civil, e a oportunidade de atrair empreendimentos minério industriais. É o primeiro trabalho do Projecto de Consolidação e Sustentabilidade do Sector de Rochas Ornamentais na Região Amazónica

O trabalho apresenta 88 materiais avaliados e catalogados nos estados do Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. Setenta e cinco por cento (75%) destes materiais não têm qualquer registo anterior e constituem potenciais oportunidades de investimentos em projectos minério industriais. Entre as várias informações técnicas e económicas de interesse sectorial, bem como aspectos da infra-estrutura e logística de transporte regional, o Atlas apresenta um dossier sobre cada material cadastrado, com a localização, elementos básicos da geologia, fotos do afloramento ou frente de lavra, imagem da superfície polida da rocha e resultados dos ensaios de caracterização tecnológica. Complementa o trabalho a apresentação dos parâmetros físico-

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

-mecânicos para especificação e assentamento das rochas e a indicação dos usos mais adequados para os materiais catalogados. Nova fronteira O Brasil tem-se destacado como produtor de uma excepcional variedade de materiais rochosos naturais utilizados para ornamentação e revestimento. Essa geodiversidade colocou o país entre os maiores produtores e exportadores mundiais de granitos, quartzitos, mármores, ardósias e muitas outras rochas de interesse comercial. As perspectivas de desenvolvimento regional, para o sector de rochas, são actualmente reforçadas com a crescente procura dos principais centros urbanos do norte do país. É ainda muito relevante a localização privilegiada da Amazónia brasileira face a importantes pólos consumidores

no exterior, como a costa oeste dos Estados Unidos, a Venezuela, o Chile, países do Caribe e até da Europa. A marca Amazónia representa um factor competitivo para o Brasil, que deve ser também aproveitada pelo sector das rochas ornamentais. Escoamento da produção Com grandes investimentos já efectuados ou contratados, o Brasil está a abrir-se aos vizinhos hispânicos do norte e oeste da América do Sul, através da construção de pontes, estradas e hidrovias de ligação aos portos do Pacífico, a partir do Peru, do Chile e do Equador. Vislumbra-se, assim, a redução, em aproximadamente 6 mil km, da distância comercial com os mercados da Ásia e costa oeste dos EUA, o que reduz o custo da tonelada dos produtos brasileiros exportados a partir da região amazónica.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Sopa da Pedra The Stone Soup

OS SABORES DA PEDRA Victor Lamberto (slowfoodalentejo@gmail.com) Eng.º Geólogo, Mestre em Planeamento Mineiro, leader do Convivium Alentejo - Slow Food; vlamberto@gmail.com

Prosseguimos nesta coluna com as conexões entre as pedras e os sabores, agora com o emblemático e célebre COZIDO DAS FURNAS, iguaria única da açoriana ilha de São Miguel… No famoso COZIDO DAS FURNAS, ou COZIDO DE LAGOA DAS FURNAS, encontram-se história e paisagem condensados num prato, como é comum na gastronomia, mas também a história geo-

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lógica dos Açores, como veremos adiante. Tomem-se em primeiro lugar, segundo Maria de Lourdes Modesto (Cozinha Tradicional Portuguesa), e para um repasto para oito a dez comensais, os seguintes ingredientes: ▪▪ 1,5 kg de chambão de vaca; ▪▪ 1 kg de carne de porco (perna ou pá); ▪▪ 1 galinha; ▪▪ 3 chouriços grandes (chouriços de carne); ▪▪ 250 g de toucinho entremeado fumado; ▪▪ 100 g de toucinho gordo; ▪▪ 16 batatas médias;

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

▪▪ 8 cenouras; ▪▪ 4 nabos; ▪▪ 1 couve portuguesa grande; ▪▪ 2 repolhos brancos grandes; ▪▪ 1 pimenta da terra (malagueta vermelha local) (facultativa); ▪▪ sal grosso. Segue-se a preparação e a confecção deste prato, que obedecem aos seguintes passos: 1. cortar as carnes, incluindo a galinha, em bocados grandes e o toucinho e os enchidos em bocados regulares; 2. descascar as batatas e cortar algumas, deixando as restantes inteiras;

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corda de fora, tapar a caldeira com uma tampa de madeira e, depois, com terra; 11. retirar o conjunto passadas cerca de 5 horas; 12. abrir a panela e retirar as folhas de couve com que se cobriu o conjunto, que não se comem; 13. servir o cozido bem quente, as hortaliças num prato e as carnes noutro.

3. raspar as cenouras e cortá-las ao meio no sentido do comprimento; 4. cortar os nabos em quartos; 5. retirar, lavar e reservar as folhas grandes das couves e cortar o restante em quartos; 6. abrir as malaguetas ao meio; 7. introduzir todos os ingredientes em camadas alternadas numa panela de alumínio, sendo a última camada

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polvilhada com sal grosso; 8. cobrir bem o conjunto com as folhas de couve postas de parte, tapar a panela com a respectiva tampa e atar esta às suas asas; 9. meter a panela numa saca de serapilheira e atar esta com uma corda comprida; 10. introduzir o conjunto numa caldeira natural da Lagoa das Furnas, deixando a ponta da

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Descrita a forma actual de fazer o COZIDO DAS FURNAS, Maria de Lourdes Modesto nota que antigamente todos os ingredientes eram introduzidos na galinha, que se conservava inteira, ficando de fora apenas os que não coubessem no seu interior. Este cozido pode também ser confeccionado sem panela, mas dentro de panos. Neste caso, colocam-se os ingredientes dentro de panos brancos, que se atam em trouxa e metem numa saca, a qual se ata e introduz-se

na serapilheira, sendo o conjunto seguidamente colocado na caldeira. Refira-se que o cozido feito por este processo fica mais seco (os sucos dos ingredientes dispersam-se na terra) e com um travo a enxofre ligeiramente mais pronunciado. http://pt.wikipedia.org/wiki/Furnas_ (freguesia)

De forma sucinta, o pitoresco COZIDO DAS FURNAS pode ser descrito como um prato muito semelhante ao Cozido à Portuguesa, com várias carnes e vegetais cozinhados em conjunto na panela, mas com uma forma de cozedura totalmente diferente, com a comida a ser enterrada e cozinhada em buracos num solo (caldeiras) em constante e visível actividade vulcânica. Neste prato típico das Furnas, junto à Lagoa das Furnas, a lenta cozedura dada pelo calor emanado do interior da Terra pela actividade vulcânica presente na região (os Açores têm origem vulcânica) e os vapores sulfuro-

sos associados são factores muito importantes para o sabor tão peculiar, especial, que o COZIDO DAS FURNAS apresenta. http://www.traveljournals.net/pictures/123650.html http://ilhas.blogspot.com/2011/04/cozido-das-furnas-candidato.html

E como a carne pede vinho, e no Slow Food somos defensores da ligação estreita entre produtos locais, um bom vinho da região (geralmente pouco conhecido no continente), como um tinto da Terceira, de Santa Maria, da Graciosa ou do Pico, será certamente um acompanhamento harmonioso para a degustação plena deste prato convivial – afinal, a receita apresentada é para 8 a 10 pessoas! Assim, mais uma vez, e como alguns de nós sabiam ou suspeitavam, a gastronomia é uma ciência interdisciplinar que envolve diversas ciências, designadamente a Geologia («as pedras») - neste caso, a actividade vulcânica e a

Geotermia (calor armazenado no interior da Terra). Com o COZIDO DAS FURNAS, que prossegue a degustação de sabores da pedra, sabores que se ligam à Geologia, no presente caso através da utilização de um «forno terrestre», algumas notas soltas importa deixar à consideração dos leitores: na gastronomia, e dado que o que comemos torna-se parte de nós, o critério para a escolha de ingredientes deverá sempre, e respeitando a tradição, a qualidade (bom, limpo e justo), e não o menor peço, o mais barato; na culinária, como nos recursos geológicos, muitos dos processos envolvidos, baseados no aproveitamento de produtos naturais e endógenos, são lentos e dependentes, sempre, da Mãe Natureza; a gastronomia tem características que permitem contribuir para o combate à homogeneização (diferentes pratos em diferentes

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http://br.olhares.com/o_verdadeiro_cozido_das_furnas_acores_foto1409793. html

Assim, e tendo presente que “a vida é mais que o aumento da sua velocidade” (Mahatma Gandhi), que “a pressa é inimiga da perfeição” (provérbio popular) e que “apressado come cru” (idem), convidam-se os leitores a degustar um COZIDO DAS FURNAS… lentamente, em torno de produtos locais (sempre que possível), com prazer e em boa companhia, como defende o movimento global Slow Food!!! regiões), na defesa das especificidades dos produtos naturais, locais (a marca “Cozido das Furnas” irá contribuir para a valorização e promoção deste prato genuíno), e muitas vezes tidos como «menores» (o COZIDO DAS FURNAS pode considerar-se uma variante do Cozido à Portuguesa), aspectos que deverão ser considerados pela indústria das rochas ornamentais na sua defesa e promoção; a utilização da geotermia, recurso local renovável à escala humana, na confecção do cozido é um processo «verde» respeitador do ambiente, aproximação que a indústria de rochas ornamentais deverá considerar (e.g. “a pedra local/regional/nacional é mais sustentável…”), sobretudo se apostar na redução de utilização de recursos e de produção de resíduos e no aumento na reutilização de materiais;

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a gastronomia e a Geologia permitem uma leitura e compreensão do território mais rica e aprofundada, pelo que é importante o aproveitamento turístico destas áreas do saber, desde que de forma adequada, o que, amiúde, não acontece; os vários restaurantes especializados nas Furnas, que confeccionam diariamente largas dezenas de COZIDOS DAS FURNAS, contribuem para um afluxo turístico considerável e para a publicitação da região, evidenciando que a gastronomia contribui para a economia, a sustentabilidade e o desenvolvimento descentralizado do território, aproximação que a indústria das rochas ornamentais deverá igualmente considerar… Portanto, a Geologia, as rochas ornamentais e a gastronomia podem interligar-se permitindo sinergias muito interessantes para as partes envolvidas, como temos vindo, aliás, a defender insistentemente nesta coluna…

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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R & E Buyers Guide R & E Buyers Guide PLANT EQUIPMENT

CUT TO SIZE

QUARRY EQUIPMENT

TILES

LIMESTONE

SLABS

GRANITE

BLOCKS

MARBLE

DIAMOND TOOLS

SLATE

ABRASIVES

PORTUGUESE PAVEMENT

SERVICES

OTHER STONES

FAIRS

Pág. 47 Portuguese Association of Portuguese Pavement Producers

ABRESSA GROUP Central: Barcelonès, 39 – Pol. Ind. del Ramassá 08520 Les Fraqueses del Vallés - Barcelona - Spain Tel.: (34) 93 846 58 75 Fax: (34) 93 846 80 29 E-mail: ae.abressa@abressa.com www.abressa.com

Edifício Estrada Romana 2480-013 Alqueidão da Serra - Portugal Tel.: | Fax: + 351 243 406 110 | + 351 244 402 191 E-mail: geral@aecp.org.pt www.aecp.org.pt

C.Capa

Pág. 87

AIREMÁRMORES – EXTRACÇÃO DE MÁRMORES, LDA.

ANTÓNIO JACINTO FIGUEIREDO, LDA.

OFFICE AND FACTORY: Rua dos Arneiros – Ataíja de Cima 2460-712 Alcobaça – Portugal Tel.: + 351 262 508 501 | + 351 938 383 600 Fax: + 351 262 508 506 E-mail: geral@airemarmores.pt www.airemarmores.pt

Apartado 2, Estrada Nacional, 9 – Cruz da Moça 2715-951 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 270 100 | + 351 219 678 210 Fax: + 351 219 271 627 E-mail: commercial@ajfigueiredo.pt a.j.figueiredo@mail.telepac.pt www.afigueiredo.pt

Pág. 57 C. MATA EXPORT

CARRARA MARMOTEC

Casais Robustos - Apartado 67 2396-909 Minde Codex - Portugal Tel.: + 351 249 890 652 Fax: + 351 249 890 660 E-mail: cmata@cmataexport.com www.cmataexport.com

CarraraFiere Srl Viale Galilei, 133 54033 Marina di Carrara (MS) - Italy Tel.: + 39 0585 787963 Fax: + 39 0585 787602 info@carraramarmotec.com www.carraramarmotec.com

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Pág. 39

Pág. 43

CASA DOS DIAMANTES LINO A. FERNANDES, LDA.

CFM - PROJECTO E CONSTRUÇÃO DE MÁQUINAS, LDA.

Lugar de Rio Tinto - 4720-632 Rendufe – Amares P.O. BOX 451 EC Avenida - 4711-914 Braga - Portugal Tel.: + 351 253 311 300 Fax: + 351 253 311 400 E-mail: casadosdiamantes@mail.telepac.pt www.cdd.com.pt

Av. Aviação Portuguesa, nº5 - Apartado 14 – Fação 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 678 280 Fax: + 351 219 678 289 E-mail: geral@cfm-maquinas.pt www.cfm-maquinas.pt

Pág. 52

Pág. 35

CO.FI.PLAST

CONSTRUAL - CONSTRUTORA MECÂNICA, LDA.

ABRADIAM, LDA Estrada Nacional 378 - Rua Pinheiro Grande, Nº 8 2865-020 Fernão Ferro - Portugal Tel.: + 351 212 121 126 Fax: + 351 212 122 227 E-mail: abradiam@sapo.pt

Av. da Aviação Portuguesa, nº5 - Apartado 14 - Fação 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 678 280 Fax: + 351 219 678 289 E-mail: construal@construal.pt www.construal.pt

Pág. 63

Pág. 70

DIAPOR – DIAMANTES DE PORTUGAL, S.A.

DIAMOND SERVICE PORTUGUESA, LDA.

Rua 8 – Zona Industrial de Rio Meão Apartado 412 – 4524-907 Rio Meão – Portugal Tel.: + 351 256 780 400 Fax: + 351 256 780 409 E-mail: geral@diapor.pt www.diapor.pt

Zona Industrial – Lote 2 – Apartado 61 EC Vila Viçosa - 7160-999 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 886 840 Fax: + 351 268 886 849 E-mail: diamondservice@diamondservice.pt www.diamondservice.pt

Pág. 81

Pág. 65

EQUIMÁRMORE - EQUIPAMENTOS P/ MÁRMORE, LDA.

DRAGÃO ABRASIVOS, LDA.

E.N. 9 – Apartado 22 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 671 197 Fax: + 351 219 271 964 E-mail: comercial@equimarmore.pt

Rua Dragão Abrasivos, nº595 - Apartado 6 4536-904 Paços de Brandão - Portugal Tel.: + 351 227 442 007 Fax: + 351 227 448 739 E-mail: dragao@mail.telepac.pt www.dragaoabrasivos.pt

Pág. 29 EUROGRANIPEX LDA

EXPOSALÃO - CENTRO DE EXPOSIÇÕES, S.A.

Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro 2665-602 Venda do Pinheiro - Lisboa Portugal Tel.: | Fax: + 351 219 662 039 TM: + 351 910 766 041 / 2 Email: comercial@eurogranipex.com eurogranipex@eurogranipex.com www.eurogranipex.com

Apartado 39 2441-951 Batalha - Portugal Tel.: + 351 244 769 480 Fax: 351 244 767 489 E-mail: info@exposalão.pt www.exposalão.pt

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Pág. 73

Pág. 25

EZEQUIEL FRANCISCO ALVES, LDA.

FIGALJOR - INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE GRANITOS E MÁRMORES,

OFFICE AND FACTORY: Avª Marquês de Pombal, nº 247 Falimas – Morelena 2715-005 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 279 797 Fax: + 351 219 279 705 E-mail: efa.lda@mail.telepac.pt www.efa-marmoresrosa.com

Av. Liberdade, 168/170 – Apartado 1 2715-097 Pêro Pinheiro - Portugal Tel.: + 351 219 279 552 Fax: + 351 219 672 724 E-mail: geral.pp@figaljor.pt www.figaljor.pt

Pág. 33

Pág. 13

GASPARI MENOTTI - S.P.A.

GH - INDÚSTRIAS ELECTROMECÂNICAS, S.A.

CORPADVANCE, S.A. Quinta da Fonte, Edifício D. Pedro I 2770-071 Paço de Arcos - Portugal Tel.: + 351 920 256 Fax: + 351 912 901 E-mail: geral@corpadvance.com www.corpadvance.com

Zona Industrial do Soeiro, Lote 9 4745-460 S. Mamede Coronado - Portugal Tel.: + 351 229 821 688 Fax: + 351 229 821 687 E-mail: geral@ghsa.com www.ghsa.com | www.pontesrolantes.pt

Pág. 37

Pág. 69

GRANIPLAC, LDA. | GRANITOS DO CENTRO, LDA

GRANISEL REALTM - SOCIEDADE DE COMERCIALIZAÇÂO DE PEDRAS NATURAIS, LDA

Zona Industrial – Apartado 26 3150-194 Condeixa-a-Nova – Portugal Tel.: + 351 239 942 430 Fax: + 351 239 941 051 E-mail: graniplac@graniplac.pt www.graniplac.pt

S.A.

P.O. BOX 1007 - 5000-999 Vila Real - Portugal Tel.: + 351 259 330 600 Fax.: + 351 259 330 605 E-mail: pedrasvral@granisel.eu www.granisel.eu

Pág. 60

Pág. 67

GRANITRANS – TRANSFORMAÇÃO DE GRANITOS, LDA.

GRUPO FRAZÃO - EXTRACÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE ROCHAS LDA.

Rua dos Serrados – Negrais 2715- 346 Pêro Pinheiro - Portugal Tel.: + 351 219 671 016 | + 351 219 677 127 Fax: + 351 219 670 801 E- mail: info@granitrans.pt www.granitrans.pt

Zona Industrial Norte – Pé da Pedreira – Apartado 67 2026-901 Alcanede - Portugal Tel.: + 351 243 400 598 Fax: + 351 243 400 606 E-mail: grupofrazao@grupofrazao.com www.grupofrazao.com

Pág. 77

Pág. 74

GRUPO GALRÃO

JORGE CRUZ PINTO E CRISTINA MANTAS ARQUITECTOS LDA.

Av. da Liberdae, 153 2715-004 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 270 302 Fax: + 351 219 279 912 E-mail: galrao@galrao.com www.galrao.com

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Rua do Banco nº18 2765-397 Estoril - Portugal Tel.: + 351 214 661 290 | + 351 214 661 291 Fax: + 351 214 661 292 E-mail: geral@cruzpinto.com www.cruzpinto.com

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Pág. 61

Pág. 66

LUSOROCHAS ROCHAS ORNAMENTAIS LDA

LUXIMAR – TRANSF. EXP. IMP. DE MÁRMORES E GRANITOS, LDA.

Casal de Silvérios - Pedra urada 2715-358 Almargem do Bispo - Portugal Tel.: + 351 219 677 559 Fax: + 351 219 677 549 E-mail: info@lusorochas.com

Alam. Henrique Pousão 15 7160-262 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 980 526 Fax: + 351 268 980 549 Parque Ind.: Tel.: + 351 268 999 280

Pág. 84

V.Capa

MARBLE

MARBRITO, S.A.

IZFAS Sair Esref Bul. No:50 Kulturpark 35230 Izmir - Turkey Tel.: + 90 2324971229 Fax: + 90 2324971238 info@izmirfair.com.tr www.marble.izfas.com.tr

Apartado 54 EC. Vila Viçosa 7161-909 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 550 Fax: + 351 268 889 569 E-mail: marbrito@marbrito.com www.marbrito.com

Pág. 31

V.C. Capa

MARFILPE – MÁRMORES E GRANITOS, S.A

MARMOZ - COMPANHIA INDUSTRIAL DE MÁRMORES DE ESTREMOZ,

IC2 Casal da Amieira, Apartado 174 2440-001 Batalha - Portugal Tel.: + 351 244 768 030 | + 351 244 768 120 Fax: + 351 244 768 342 E-mail: geral@marfilpe.pt www.marfilpe.pt

LDA.

Apartado 54 7160-999 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 550 Fax: + 351 268 889 569 E-mail: marmoz@marmoz.com www.marmoz.com

Pág. 62

Pág. 19

MOCAMAR – MÁRMORES DE ALCANEDE, LDA.

MOTA-ENGIL ROCHAS ORNAMENTAIS

Zona Industrial – Pé da Pedreira – Apartado 46 2025-161 Alcanede – Portugal Tel.: + 351 243 400 687 | 243 400 275 | 243 408 879 Fax: + 351 243 408 892 E-mail: mocamar@mail.telepac.pt www.mocamar.com.pt

Zona Industrial de Estremoz 7100 Estremoz - Portugal Tel.: + 351 268 337 350 Fax: + 351 268 337 359 email: rochas.ornamentais@mota-engil.pt www.mota-engil.pt

Pág. 55

Pág. 64

POEIRAS - MÁQUINAS & FERRAMENTAS, LDA.

OCTÁVIO RABAÇAL MARTINS (ENG.º )

Zona Industrial – Lote 1 e 2 – Apartado 50 7161-909 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 380 Fax: + 351 268 889 389 E-mail: poeira.lda@mail.telepac.pt www.poeiras-mf.pt

Ex.-Assessor Principal do Instituto Geológico e Mineiro Av. Eng.º Arantes de Oliveira, 28 r/c Esq. 1900 Lisboa - Portugal

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Pág. 71

Pág. 59

STONE+TEC

STONETECH

NurnbergMesse GmbH Messezentrum 90471 Nurnberg Tel.: + 49 (0) 9 11. 86 06-49 69 Fax: + 49 (0) 9 11. 86 06-82 28 E-mail: visitorservice@nuernbergmesse.de www.stone-tec.com

CIEC Exhibition Company, Ltd. 1/F, General Service Building6 East Beisanhuan Road Beijing 100028 - China Tel.: + 86 1084600335 Fax: + 86 1084600325 E-mail: sunying@ciec.com.cn www.stonetech.org.cn

Pág. 21

Pág. 27

TEKTÓNICA - FEIRA INTERNACIONAL DE CONSTRUÇÃO E OBRAS PÚBLICAS

TWO - TOTAL WEB OUTPUT

Rua do Bojador, Parque das Nações 1998-010 Lisboa - Portugal Tel.: + 351 218 921 500 Fax: + 351 218 921 515 E-mail: fil@aip.pt | tektonica@aip.pt www.fil.pt

Rua Castilho, nº1, 3º Dto 1250-069 Lisboa - Portugal Tel.: + 351 213 161 253 E-mail: info@two.pt www.two.pt

Pág. 72

Pág. 82

URMAL – JOAQUIM DUARTE URMAL & FILHOS, LDA.

VARIOGRAMA

Apartado 16 2716 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 677 580 Fax: + 351 219 279 172 E-mail: urmal@urmal.com www.urmal.com

Largo do Corpo Santo, nº6 - 1º 1200-129 Lisboa – Portugal Tel.: + 351 213 241 090 Fax: + 351 213 241 099 E-mail: info@variograma.com www.variograma.com

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Pág. 41

VISA CONSULTORES de Geologia Aplicada e Engenharia do Ambiente, S.A.

VITÓRIA STONE FAIR

LISBOA

Rua Alto da Terrugem, n.º 2 Rua Júlio Dinis, n.º247 - 5º 2770-012 Paço de Arcos Escritório E3 - 4050-324 Porto Tel.: + 351 214 461 420 Tel.: + 351 226 007 580 Fax: + 351 214 461 421 Fax: + 351 226 007 581 E-mail: geral@visaconsultores.com www.visaconsultores.com

Milanez & Milaneze Av. José Rato, 1117 - Bairro de Fátima 29160 - 790 Serra ES - Brazil Tel.: + 55 2734340617 Fax: + 55 2734340601 E-mail: info@vitoriastonefair.com.br www.milanezmilaneze.com.br

Pág. 78

Pág. 45

WIRES ENGINEERING

XIAMEN INTERNATIONAL STONE FAIR

ABRADIAM, LDA Estrada Nacional 378 - Rua Pinheiro Grande, nº8 2865-020 Fernão Ferro - Portugal Tel.: + 351 212 121 126 Fax: + 351 212 122 227 E-mail: abradiam@sapo.pt

Xiamen Jinhongxin Exhibition Co., Ltd. Xiamen International Conference and Exhibition Center Xiamen P.C.361008 - China Tel.: + 86 5925959612 Fax: + 86 5925959611 E-mail: info@stonefair.org.cn www.stonefair.org.cn

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PORTO

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Próxima Edição Next Entrevista Eng.º Carlos Caxaria Sub-Director Geral da DGEG Especial Feiras 2011: Vitória Stone Fair 2011 Xiamen Stone Fair 2011 Marble 2011 Pedra 2011 Stonetech 2011 Global Stone Congress 2012 Rocha Ornamental em Timor Leste Especial Arquitectura EuroRoc em Portugal The Natural Stone Network Ficha de Materiais Portugueses E muito mais….

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