Rochas & Equipamentos n.102

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A Pedra na Decoração

Rochas & Equipamentos | 3º Trimestre 2011 | Nº 102 | Preço: € 8.00



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REVISTA DA INDÚSTRIA DA PEDRA NATURAL NATURAL STONE INDUSTRY MAGAZINE PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL Nº 102 - 26º ANO 3º TRIMESTRE 2011 JULHO | AGOSTO | SETEMBRO DIRECTOR NUNO HENRIQUES C.I.P. Nº 2414 nuno@rochas.info PROPRIEDADE COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA. NIPC - Nº 502 102 152 EDITORES: COMEDIL - COMUNICAÇÃO E EDIÇÃO, LDA.

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CAPA: Capa - Vivenda Restelo EDITOR EXECUTIVO: NUNO HENRIQUES DESIGN E PRODUÇÃO: ÁLVARO CARRILHO (umovoacavalo.com) DIR. ADMINISTRATIVA: M. JOSÉ SOROMENHO REDACÇÃO: MANUELA MARTINS DEP. COMUNICAÇÃO E ASSINATURAS: M. JOSÉ SOROMENHO IMPRESSÃO: Vigaprintes - Imagem e Impressão, Lda. Núcleo Empresarial Quinta da Portela, Pav. 38 2670-379 Loures PRODUÇÃO FOTOGRÁFICA: COMÉDIL, LDA. ASSINATURA ANUAL: PORTUGAL: 32 Euros

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TIRAGEM: 3000 Ex. COLABORADORES A. Casal Moura Octávio Rabaçal Martins Victor Lamberto Hélder Martins Tiago Silva CORRESPONDENTES: Brian Robert Gurteen - Alemanha Cid Chiodi Filho - Brasil Manuel Santos Guedes - Portugal Paulo Flório Giafarov - Brasil Sérgio Pimenta - Bélgica

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BÉLGICA


Sumário Summary Editorial Editorial

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Obras Construction

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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

Legislação Legislation

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ASSIMAGRA reage ao Despacho do artigo 5º da Lei das Pedreiras

Feiras Internacionais Regras Para Uma Participação de Sucesso A Pedra na Decoração

agenda 2011 balanço - Vitoria Stone Fair 2011 balanço - Xiamen Stone Fair 2011 balanço - Stonetech 2011

Hospital da Luz Boas Práticas Best Practices Canal Aberto Empresas Companies

Poeiras tons de pedra

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balanço - Feira da Pedra Natural, Equipamentos e Materiais de Construção Sopa da Pedra The Stone Soup

Pudim de Mármore

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Documentos Documents 58 GRANDES LINHAS DA EVOLUÇÃO DO SECTOR MUNDIAL DAS ROCHAS ORNAMENTAIS EM 2007 (Parte ii) Notícias News 68 Pedreira Desactivada Alberga Museu do Mármore SEW-EURODRIVE PORTUGAL no ENDIEL 2011 STONE PROJECT 8 a 16 de Outubro em Vila Viçosa Suspenso concurso para restauro do Padrão Obras no Terreiro do Paço adiadas Ernesto Matos expõe calçada portuguesa no mundo Centrocar assegura presença directa em Moçambique com abertura de Sucursal R & E Buyers Guide R & E Buyers Guide

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Editorial Editorial “O que a informação consome é bastante óbvio, é a atenção dos seus destinatários. Daí que uma riqueza de informação crie uma pobreza de atenção e uma necessidade de dividir esta de forma eficiente entre a abundância excessiva de fontes de informação que a possam consumir” Herbert Simon, Nobel da Economia. nuno@rochas.info Para

os mais distraídos a proliferação de artigos sobre o nosso sector, nos media mainstream, pode parecer obra do acaso. Mas o acaso não existe e a verdade é que a conquista no aumento de visibilidade mediática, apesar das suas mais valias evidentes, leva-nos a concluir que continuamos em desvantagem em relação a outros materiais de revestimento, numa imprensa que ainda trata a rocha ornamental por “calhau”. O que me leva a acreditar ainda mais neste nosso veículo onde a informação é “polida”. E por falar em informação “polida”, é incrível como a estatística internacional continua a dar um erro aproximado de 40% a nosso favor, na exportação de blocos em 2010. Talvez a nossa percentagem no PIB seja um pouco maior do que os dados do INE nos fazem crer, assim como alguns discursos de crise – facilmente detectados - não sejam verdadeiros. Falta-nos, no entanto, mais proactividade para pressionar a criação de medidas que favoreçam a colocação e a entrada do produto acabado nos mercados internacionais. Estas medidas estão a ser amplamente discutidas em Itália, no Brasil e na Turquia. Também nesses países é notório o aumento percentual na exportação de blocos relativamente à exportação de produto acabado. Nos primeiros 5 meses deste ano, a Itália, por exemplo, aumentou 19% a exportação de blocos de mármore face aos 6,3% do mesmo produto transformado, referente ao período equivalente do ano anterior. Estamos à porta da Marmomacc, o diapasão das tendências mundiais. Num ano de experiências dispares e num momento de reajuste económico, o consumo de recursos naturais a nível global continua a aumentar. Mas se o aumento de toneladas vendidas não é impressionante, face à economia global, o aumento do custo da matéria-prima, já dá que pensar. O valor da rocha ornamental nos primeiros cinco meses de 2011 teve um aumento médio de 10% a nível mundial. Num mercado cada vez mais global, equilibra-se a descida de mercados como a Espanha, Reino Unido, Estados Unidos com a tendência extremamente positiva do Turquemenistão, Cazaquistão, Croácia, Rússia, Alemanha, Áustria, Suíça, Qatar e num sentido mais lato a América do Sul e a Ásia. Também Moçambique continua a ser um caso confirmado de sucesso. Todos sabemos que a China hoje é o “El Dorado”, mas convém não esquecer que Portugal, Angola e Brasil reaparecem como um novo “Triângulo Dourado”.

Com o sector da construção a apresentar uma diminuição de 16,8% no 2º trimestre face ao período homólogo, continuamos a não perceber a falta de iniciativa intersectorial na reabilitação urbana. Talvez por não servir às grandes construtoras, continua na gaveta em constraste com o alarido das grandes obras públicas. Apesar de este não ser um sector de grandes empresas é um sector de grandes obras. Apresentamos nesta edição mais dois magníficos trabalhos que provam isso mesmo e transmitem orgulho a todos os que trabalham com pedra natural. A um nível macro e a um nível micro, demonstramos que a pedra é, mais uma vez, a estrela dos materiais de revestimento. Fomos ainda ver como uma segunda geração de empresários cresceu e se adaptou a um mercado cada vez mais eclético e exigente. E o resultado foi extremamente positivo. Olhando para o que foi feito e o que ainda está por fazer, apostar na pedra natural é uma aposta ganha. Continuem o bom trabalho que nós cá estamos para o publicar e promover.

Nuno Esteves Henriques Director

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Obras Construction

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A Pedra na Decoração Texto: Manuela Martins Fotografias: Diana Quintela

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É pouco provável que alguém fique indiferente à casa da esquina, quando passa naquela rua. Disputa a atenção o porte moderno, digno, majestoso. A arquitectura, de linhas direitas e simples, mas ao mesmo tempo sofisticada. Uma implantação privilegiada – 180º de vista de Tejo, ponte, Cristo Rei e Padrão dos Descobrimentos. Uma exposição solar magnífica. Uma chaminé, elegante e brilhante, cresce, no exterior, atravessando toda a fachada. Esta, toda em vidro, capricha, cortada por três invulgares painéis, raiados, que a percorrem de cima abaixo. Lateralmente, os reflexos de água na parede sugerem um lago ou uma piscina. No jardim um arco, em pedra lioz escaçilhada, corrobora as primeiras impressões: quem mora nesta casa aprecia os materiais nobres e genuínos e não deixa nada ao acaso. Deixam-nos entrar. A generosidade de quem aceita partilhar o belo... No interior, o reverso da dupla fachada é ainda mais magnífico. O ónix branco prolonga-se na lareira, no chão, no hall de entrada e no lavabo social.

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A pedra, translúcida, é, ela própria, uma obra de arte entre as várias que pontuam a decoração. Os veios coloridos acentuam o brilho da base branca e luminosa que envolve de luz toda a sala. O ónix era considerada uma das mais valiosas pedras de adorno e de uso terapêutico da Antiguidade. Vários povos consideravam-na um amuleto: os romanos tinham-na como pedra de protecção; os gregos acreditavam em poderes que a pedra tinha sobre o parceiro amoroso; os indianos usavam-na contra a magia negra e a bruxaria. Hoje, ao olhar para esta sala, podemos dizer que o ónix continua a ser uma pedra poderosa – a sua beleza é um descanso para a alma e para os sentidos. Faz-nos sentir em grande harmonia com a natureza. Torna-nos mais próximos do mistério das profundezas da Terra. Os proprietários estão muito satisfeitos com o resultado final da obra, que é recente, e afirmam usufruir largamente de todos os espaços – sala, quartos, mezanine. O espaço preferido é o sofá da sala voltado para a fachada envidraçada e revestida a ónix. Como a pedra é translúcida o interior vai mudando de tonalidade ao longo do dia e das estações do ano. O ónix faz desta casa um edifício com personalidade forte.


O lioz, com acabamento escacilhado, foi a pedra escolhida para o jardim e o embasamento da casa.

Uma escultura em mรกrmore, de Pedro Curto, adorna o jardim.

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Abomino Imitações obra, na Aroeira: fez um quadro de uma chapa polida que forrou toda a parede de uma sala e criou nos bastidores uma instalação de luz que realçasse os veios e as faixas de cor. No caso da moradia do Restelo bastou-lhe a luz natural. E deu continuidade à fachada prolongando a pedra, no interior, na lareira e no chão. José Calheiros, Arquitecto

José Calheiros foi o arquitecto que projectou a moradia, no Restelo. Os proprietários são clientes antigos: foi também ele o autor de uma outra casa que possuem na Beloura. Têm muita confiança no seu trabalho, apreciam as suas sugestões e disseram-lhe que podia fazer o que entendesse melhor. Por isso sugeriu o ónix. Porque só gosta de usar produtos naturais. A pedra e a madeira são os seus materiais de eleição. Abomina imitações. Recentemente começou também a usar nos seus trabalhos o inox e o bronze. Aprecia muito o bronze porque o decorrer do tempo fica marcado neste material através da mudança de cor… Nesta moradia quis potenciar a posição privilegiada voltada a Sul por isso projectou uma fachada toda em vidro. Mas sentiu, também, a necessidade de cortar esta uniformidade, sem quebrar a luminosidade. Lembrou-se então do ónix precisamente por ser um material translúcido: foram as características e a estética da pedra que ditaram a opção. Já tinha usado o ónix numa outra 10

O arquitecto faz do posicionamento das lareiras uma das suas assinaturas. Coloca-as sempre numa parede rasgada com janela(s). Não compreende que as pessoas passem o Inverno voltadas para uma parede, muitas vezes em esquina, sem vista, que é a posição mais frequente e tradicional das lareiras. Nesta moradia ela faz parte integrante da fachada. Considera inovador o uso da pedra neste projecto pois foi a primeira vez que a aplicou através do sistema de caixilharia, como se fosse vidro. Foi também a primeira vez que usou a pedra polida dos dois lados, com uma espessura de 2 cm. O diálogo com a empresa fornecedora ajudou a encontrar a melhor solução. A pedra fazia parte do stock da Tons de Pedra. Foi importada em bloco do Irão. Antes de serrarem o bloco, em várias posições, forraram-no a madeira para lhe dar mais consistência e diminuir as possibilidades de fractura, durante a serragem. As chapas foram numeradas e o arquitecto fez a estereotomia da colocação da pedra, na fachada. O casamento dos veios foi executado em livro aberto sempre que o material o permitiu. Foi sugerido pela empresa e apli-

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cado um impermeabilizante da pedra. Margarida Cabral de Sousa alertou para a possibilidade de a pedra perder algum brilho de polimento e até a cor, pela forte exposição ao sol e às intempéries a que vai estar sujeita mas dois anos decorridos ela tem revelado um bom comportamento. A manutenção é fácil, pois basta usar o mesmo procedimento de limpeza dos vidros. Lateralmente mesmo junto ao chão do hall de entrada da moradia o arquitecto rasgou uma janela em forma rectangular. Mais uma forma de captar a luz e a cor para o interior da casa: o reflexo do Sol ou das nuvens, na piscina, reflecte para o interior luminosidade e várias tonalidades. Mais uma vez o objectivo foi “dar vida e vivacidade à casa”. No jardim exterior a opção foi para um muro em lioz, escacilhado, tom rosa que funciona “como a moldura de uma janela para a piscina e o rio no horizonte”. O embasamento da moradia é também em lioz, para “marcar uma separação entre a casa nobre e a cave”. O arquitecto diz que o que lhe dá mais prazer é fazer moradias, pois tem mais margem de manobra para ser criativo do que com os edifícios para uso colectivo publico. O gosto pelos materiais naturais e a criatividade estão bem vincados num dos lavabos da moradia que foi todo forrado a seixos. Mais uma forma de integrar a natureza na decoração.


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-Hospital da Luz-

Saúde com Luz O Hospital da Luz em Lisboa é todo revestido a mármore de Vila Viçosa e a xisto proveniente de Foz Côa. É composto por 2 edifícios implantados em pleno centro da cidade. Apesar de estar muito próximo de outro empreendimento de grande volume, o Centro Comercial Colombo, não esmaga a paisagem. Graças ao tom claro e aos materiais de referência utilizados no revestimento da fachada o complexo de edifícios contribui para embelezar e enriquecer esta zona de Lisboa. Todo o empreendimento tem uma envolvente paisagística de integração no tecido urbano onde realçam os espaços verdes. 12

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Texto: Manuela Martins Fotografias: Diana Quintela


O calcário rosa damasco importado do Irão reveste a entrada e o jardim interior das Casas da Cidade.

Já é raro encontrar edifícios revestidos exteriormente a mármore e muito menos a mármore branco, um dos materiais mais valorizados na estética da construção. Os discretos venados acinzentados dão-lhe, neste caso, o nome comercial mármore pele de tigre. Jorge Estriga, arquitecto do Atelier Risco que concebeu o projecto, diz-nos que a prescrição do mármore para as fachadas e do xisto para o embasamento decorreu de opções estéticas, com vista a obter uma imagem “clean” e simultaneamente contrastante o que foi conseguido através da conjugação do mármore branco e do xisto preto. A prescrição da pedra foi uma opção inequívoca uma vez que o dono da obra solicitou um material que transmitisse o prestígio da marca Espírito Santo. A Administração do Grupo optou, também, por investir em materiais de construção de custo mais elevado consciente de que se revelariam mais baratos a curto prazo, pela resistência e a poupança que garantem a manutenção de uma fachada toda revestida a pedra natural. “O mármore e o xisto são sem dúvida mais caros do que o reboco mas o cliente percebeu a nobreza do

Jardim interior do Hospital da Luz

material e o seu papel na projecção do edifício na cidade. Por outro lado fizeram contas e concluíram que bastavam 6 anos para amortizar estes custos”, considera o arquitecto. Quatro anos decorridos desde a inauguração, em Abril de 2007, a engenheira Directora de Infra-estruturas, Manutenção e Equipamentos, Maria José Serpa, afirma que actualmente apenas estão a considerar aplicar um produto no xisto por questões estéticas, para lhe dar mais brilho e avivar a cor que está um pouco desbotada devido à elevada poluição do tráfego rodoviário. O mármore ainda não está a necessitar de lavagem mecânica. Considera que o uso da pedra natural na fachada impunha-se “por ser um produto natural de fácil conservação, de manutenção nula mas também por ser um material nobre, discreto e com estilo, características que transmitem muito bem os valores da marca Espírito Santo Saúde”. O arquitecto Jorge Estriga corrobora ainda que a escolha do mármore e do xisto prendeu-se com o facto de o atelier querer corresponder às expectativas manifestadas pelo dono da obra de quebrar a

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Maria José Serpa e Teresa Esquível responsáveis pelo equipamento hospitalar e pelas Casas da Cidade.

Hospital da Luz e Casas da Cidade Aspectos Inovadores ▪▪ Utilização de Aparelhos de Apoio Elastoméricos de Elevado Amortecimento - HDBR High Damping Rubber Bearing ▪▪ Propriedades dos apoios anti-sísmicos tipo HDBR ▪▪ Coeficientes de amortecimento entre 10 e 20% ▪▪ A rigidez diminui com o aumento da distorção ▪▪ Para grandes distorções a rigidez volta a aumentar ▪▪ Este tipo de isolador dissipa energia através da geração de calor de fricção, produzido pela acção das forças de corte motivadas pelos sismos. ▪▪ São também utilizados para isolar vibrações verticais de alta frequência, geradas por tráfego ou pela passagem de comboios em túneis. ▪▪ Lajes flutuantes em betão armado ▪▪ Paredes em gesso cartonado com protecção radiológica ▪▪ Grandes espaços de luz natural no interior, possíveis através do recurso a clarabóias de grandes dimensões, túneis de vidro e fachadas envidraçadas

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tradição dos ambientes austeros e impessoais dos edifícios hospitalares e de pretender um edifício acolhedor, semelhante a um hotel, que criasse empatia com as pessoas. O que é genericamente conhecido por Hospital da Luz apenas um edifício de nove pisos. O outro edifício denomina-se Casas da Cidade e é uma residência assistida de apoio à terceira idade, compostas por oito pisos com cento e quinze apartamentos, de T0 e T2, uma área Social constituída por restaurante, bar, ginásio, cabeleireiro e salas multiusos assim como dois jardins interiores a céu aberto. Destaca-se, nesta zona residencial, um átrio enorme, mas acolhedor e claro, com as paredes e o chão forrados a calcário rosa damasco, que se prolonga nos jardins Esta pedra foi fornecida pela Marmenor, importada em chapa da Turquia. Contactada, uma fonte da empresa considerou que a opção decorreu da relação preço/qualidade. Esteticamente o rosa era a cor prescrita pelos arquitectos e a única pedra nacional equivalente seria o vermelhão de Negrais mas não havia capacidade de abastecimento homogéneo dos 3000m2 pretendidos. O corte da chapa em rectângulos com uma espessura de 2cm na parede e de 5cm no pavimento foi feito na Marmenor com equipamento nacional. As casas de banho também estão revestidas a rosa damasco.Teresa Esquível, Directora Técnica das Casas da Cidade afirma que os residentes apreciam muito a abordagem estética dos edifícios principalmente o uso e a combinação da pedra natural com a madeira.


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Obras Construction Hospital da Luz e Casas da Cidade ▪▪ Dono de Obra – Espírito Santo- Unidade de Saúde e de Apoio à terceira Idade, S.A. ▪▪ Projecto de Arquitectura - Parceria Risco, Projectistas e Consultores de Design e Pinearq (Espanha)

Jorge Estriga, arquitecto no atelier Risco.

▪▪ Projecto de Estruturas – Sagadães Tavares (STA) ▪▪ Construção Infraestruturas – Mota Engil/HCI ▪▪ Acabamentos – Edifer/Obrecol ▪▪ Fiscalização – Teixeira Trigo, Lda

Eliseu Lucas, engenheiro na Obrecol.

O bloco do mármore pele de tigre foi extraído de uma pedreira pertencente à empresa Mármores Cochicho e transformada pela Fatimármores numa primeira fase e posteriormente pela Marsefal que foi a empresa que finalizou a obra e procedeu ao corte e ao acabamento bujardado. O mármore recebeu um tratamento para reforçar a impermeabilização.

João Couto engenheiro director da obra.

O xisto do embasamento, com acabamento escacilhado, foi fornecido pela Granisintra. Foi também tratado com um produto hidrorepelente e antigrafitti. Uma fonte da empresa destaca como principais características a impermeabilidade e a forte resistência à flexão e à compressão e o facto de ser “um material com uma superfície enrugada o que realça o aspecto natural e genuíno não se correndo o risco de pensar que estamos perante uma imitação”.

Pedro Trigo, engenheiro na Teixeira Trigo Lda. responsável pela fiscalização da obra.

O que mais impressiona ao entrar no hospital é a luz natural, pouco usual neste tipo de equipamentos: um átrio com largas paredes envidraçadas; um jardim interior com um telhado em vidro; clarabóias de grandes dimensão que chegam a atravessar dois pisos, e tuneis de vidro. “Foi um conjunto de soluções estrategicamente pensadas para corresponder ao que o cliente nos tinha pedido e que era levar a luz natural também às Urgências e à Unidade de Cuidados Intensivos. De facto se há uma característica a realçar na concepção deste projecto é a obsessão pela luz”,esclarece o arquitecto. “A dis-

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Alguns números ▪▪ Área de construção 97.000 m2 ▪▪ Pedra em fachada 16.000 m2 ▪▪ Revestimentos interiores em pedra 8.300 m2 ▪▪ Pavimentos em madeira 7.000 m2 ▪▪ Azulejos e Mosaicos 20.000 m2 ▪▪ Vinílico 22.500 m2

tribuição dos vários serviços, num hospital, obedece a regras muito complexas de acessos diferenciados e de relações de proximidade que compelem a que a Urgência tenha uma estrutura compacta e larga que torna difícil o acesso de luz. Os serviços de raio x, por exemplo, têm que estar nas costas da urgência e próximos do bloco operatório. Apesar de todas estas restrições conseguimos romper com a tradicional imagem escura dos hospitais”. A obra estava projectada para durar dezasseis meses mas acabou por resvalar para os dezanove “pois foram acrescentadas várias alterações ao projecto inicial”, lembra Pedro Trigo, engenheiro da Teixeira Trigo, a empresa responsável pela fiscalização que destaca como grande inovação do empreendimento o sistema anti-sísmico, único no país. Como o empreendimento está implantado numa zona muito próxima do metro foi preciso acautelar as vibrações e os ruídos. Além dos apoios anti vibratórios está também dotado de apoios anti-sísmicos iguais aos

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que se usam nas pontes e que permitem oscilações de 25 cm. Para albergar estas estruturas foi necessário construir um piso técnico.”É o edifício mais seguro do país!”. João Couto, engenheiro da Edifer, director de obra e Eliseu Lucas, da Obrecol, empresas responsáveis pela empreitada dos acabamentos relembram que outra das alterações ao projecto inicial foi a introdução de uma escada rolante no interior do hospital o que obrigou à introdução de mais quatro apoios anti-sísmicos. Em relação ao abastecimento de pedra recordam que o xisto esteve para ser importado da China, já cortado, a custos mais baixos do que a pedra nacional, mas acabou por afastar-se essa possibilidade por oferecer alguns riscos que podiam atrasar a obra.”É muito importante a proximidade à pedreira, oferece uma segurança maior no abastecimento”.


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Boas Práticas Best Practices

Canal Aberto Coordenação: A. Casal Moura | Colaboração: Laboratório do INET e Cevador

« Assisti a uma palestra em que foi anunciada a substituição da Directiva 89/106/CEE “Produtos de Construção” por um Regulamento dimanado do Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia. Na minha qualidade de fabricante de produtos em pedra, tenho seguido a Directiva 89/106/CEE no que se refere a Avaliação da Conformidade para emissão de Declarações de Conformidade e Marcação CE dos produtos e, por isso, desejava saber quando terei de passar a cumprir as disposições contidas nesse Regulamento. Desde já, o meu muito obrigado». A informação que ouviu é correcta. De facto, no Jornal Oficial da União Europeia de 4-4-2011 vem publicado o Regulamento (UE) Nº 305/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, que estabelece condições harmonizadas para a comercialização dos Produtos de Construção e que revoga a Directiva 89/106/CEE.

transposição para o Direito Nacional não necessita de publicação em Diário da República. Conforme o disposto no Artigo 68.º, entrou em vigor no vigésimo dia seguinte à sua publicação no Jornal Oficial da União Europeia, mas os artigos onde constam as alterações mais profundas à Directiva 89/106/CEE só são aplicáveis a partir de 1 de Julho de 2013.

Trata-se essencialmente de um esforço para simplificar e clarificar o quadro legal existente e melhorar a transparência e a eficácia das medidas actualmente em vigor destinadas a assegurar o cumprimento dos requisitos básicos das obras de construção e eliminar os entraves à livre circulação dos produtos no EEE.

Quer isto dizer que, até essa data, os fabricantes e importadores podem utilizar, durante o respectivo período de validade, as Declarações e os Certificados de Conformidade CE emitidos de acordo com a Directiva 89/106/CEE antes de 1 de Julho de 2013 (ver o nº 4 do Artigo 66.º do Regulamento).

Esse Regulamento é directamente aplicável em todos os Estados-Membros da UE, não carecendo de aprovação pelos respectivos governos, pelo que a

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Empresas Companies

-POEIRAS-

Concebe Equipamentos em Português A Poeiras – Máquinas e Ferramentas, Lda, prepara-se para lançar brevemente no mercado um novo equipamento de corte em fio diamantado. A máquina Bi-Fio, cuja estrutura esteve já exposta na última edição da feira Pedra, na Batalha, é o primeiro protótipo da empresa. Em fase de arranque encontra-se ainda a concepção e fabrico de outro equipamento, este de fios múltiplos – Multifios – que é o culminar do conhecimento e experiência consolidados por esta empresa ao longo dos seus 26 anos de existência. A Poeiras começou por comercializar máquinas de outras marcas e nacionalidades, mas rapidamente passou também a fabricar alguns equipamentos. Nos próximos dois anos a Direcção da empresa prevê investir 650 mil euros em investigação e desenvolvimento tecnológico, tendo já apresentado a sua candidatura ao QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional. «O objectivo é optimizar as soluções que disponibilizamos no mercado, indo ao encontro das expectativas dos nossos clientes e

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continuando a contribuir para o sucesso dos seus negócios» afirmou o fundador, José Poeiras. Há 8 anos que o filho, Ricardo Poeiras, engenheiro, está ao seu lado na gestão da empresa, que beneficia assim do know-how de duas gerações que trabalham lado a lado, complementando-se na experiência, no progresso e na actualização e modernização de conhecimentos. Como complemento destas sinergias a Poeiras Máquinas e Ferramentas, Lda, conta com a colaboração da sua associada Diamond Service Portuguesa que fabrica fios diamantados de todo o tipo e para todos os materiais, com reconhecida qualidade e fiabilidade no mercado. A Poeiras foi constituída em 1984, com uma estrutura associativa de cariz familiar. O seu capital social, que tem sido rápida e sucessivamente aumentado, é detido pela família que lhe empresta o nome (pai e filhos). Sediada em Vila Viçosa, zona de forte tradição na actividade da extracção e transformação de mármores, desde cedo a Poeiras desenvolveu


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Empresas Corporations a sua vocação para a comercialização e reparação de máquinas e ferramentas industriais, especializando-se nesta actividade. Uma aposta suportada pelo ‘know-how’ do sócio maioritário e gerente, José António Poeiras, que se fez representante de equipamentos de origem italiana e distribuidor oficial da Atlas Copco. Um longo percurso até aos dias de hoje, a um passo de apresentar ao mercado um protótipo com a marca da empresa.

Nos próximos anos a Poeiras vai investir seiscentos e cinquenta mil euros em investigação e equipamento tecnológico

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«O objectivo é optimizar as soluções que disponibilizamos no mercado, indo ao encontro das expectativas dos nossos clientes e continuando a contribuir para o sucesso dos seus negócios»



-TONS DE PEDRA-

«Faz falta à nova geração de empresários pensar mais na estratégia» Texto: Manuela Martins

Se quisermos em breves flashes caracterizar a empresa Tons de Pedra as palavras-chave são – Estratégia; Stock; Colecção Própria; Site; Pantone; Newsletters; Eventos. Fundada e gerida desde 2005 por Margarida Cabral de Sousa a Tons de Pedra tem uma forte ligação à Dimpomar mas surge estrategicamente direccionada e vocacionada para o mercado nacional. Importa, comercializa e transforma, em Pero Pinheiro, mais de 100 pedras naturais provenientes de todo o mundo. Um dos principais factores diferenciadores desta empresa é o investimento avultado num stock permanente de pedra nacional e importada. «A compra e a manutenção de um stock diversificado de pedra natural revela-se muito dispendioso, mas o negócio tem mostrado que vale a pena. Se não tivesse esse stock não vendia. Claro que decidir antecipadamente sobre acabamentos, espessuras e quantidades é um risco porque compromete o investimento mas tem valido a pena. O termos pedra importada em stock é já uma imagem de marca da nossa empresa que tem atraído clientes, principalmente arquitectos e designers de interiores», considera Margarida Cabral de Sousa.

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

O stock é todo fotografado e etiquetado o que permite uma rápida consulta e imediata percepção da oferta disponível. Uma das próximas apostas da empresa vai ser a disponibilização imediata no site do stock existente de forma a torná-lo acessível, através de uma mera consulta, aos players do mercado. O stock de pedra tem proporcionado, também, a formação e promoção de uma colecção própria e exclusiva. O site é um dos principais instrumentos de trabalho da Tons de Pedra. É alvo de uma actualização permanente com os materiais disponíveis e os projectos concretizados o que contribui para formar e promover uma imagem da empresa. Noventa por cento dos negócios e das visitas à empresa decorrem, de uma primeira «visita» ao site. Setenta por cento dos clientes são prescritores – arquitectos, projectistas, decoradores. Esta é, aliás, uma estratégia primordial da Tons de Pedra – uma estreita ligação e contacto regular com os principais prescritores, através do envio periódico de amostras, catálogos, newsletters e a disponibilização na empresa de um pantone que se tem revelado um instrumento de trabalho muito importante para os arquitectos. Dispõem, também,



Empresas Corporations de um mailing list de prescritores que vão actualizando periodicamente. «Duas vezes por ano organizamos na empresa um evento social em cujo programa incluímos uma conferência proferida por um prescritor e que serve também para trocar informações sobre as características das pedras. Recebemos diariamente uma média de 5 telefonemas de arquitectos e outros prescritores que nos procuram para pedir informação e esclarecimento sobre materiais, espessuras, dimensões, pedra adequada e manutenção da mesma», esclarece Margarida Cabral de Sousa. O site dispõe, aliás, de profusa informação técnica sobre a manutenção e o restauro da pedra natural, o que caracteriza a postura da Tons de Pedra no mercado - uma permanente atitude didáctica e pedagógica sobre os cuidados a ter com a pedra natural para que esta mantenha a sua beleza e seja usada da forma mais adequada.

O pantone é um material de trabalho fundamental na Tons de Pedra.

É interessante saber que os clientes particulares que visitam a Tons de Pedra para abastecerem pequenas obras que fazem em casa, nas cozinhas, casas de banho e pavimentos o fazem frequentemente motivados por questões afectivas relacionadas com a memória da pedra em casas da sua infância, além de movidos também por questões históricas e culturais. Margarida Cabral de Sousa é licenciada em gestão com uma especialização em marketing e estratégia. Faz parte de uma nova geração de empresários que segue o negócio dos pais. Sobre esta nova geração considera que faz falta pensar mais na estratégia e preocupar-se menos com o operacional, delegando noutros essas tarefas.

A pedra em stock é uma estratégia na gestão da empresa.

«Duas vezes por ano organizamos na empresa um evento social em cujo programa incluímos uma conferência proferida por um prescritor e que serve também para trocar informações sobre as características das pedras»

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS


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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

Feiras Internacionais  Check-List 1

Identificação da Feira Local e data Nome e morada da entidade organizadora Áreas de exposição. Custos (espaço, pessoal, mobiliário, decoração, energia e água, fotógrafo, etc.)

Lista de expositores da edição anterior e

por: Hélder Martins*

Regras Para Uma Participação de Sucesso

previstos para a próxima edição.

Balanço das edições anteriores e volumes de vendas

Formas e prazos de inscrição na feira Equipamentos colectivos e outros serviços e espaços disponíveis.

Regulamento da feira e normas referentes aos seguros e à segurança.

Material de promoção posto à disposição dos participantes pela organização.

Data limite para a inserção no catálogo. Preços dos anúncios.

Possibilidade de publicidade através de cartazes no recinto da feira

Publicidade na imprensa, através da organização; datas limites e condições.

Exigência da organização quanto ao acondicionamento dos produtos.

Data limite para a instalação dos stands e a chegada dos produtos

Programa de manifestações paralelas e data prevista para o “Dia” dos países participantes.

Locais e serviços para a organização de conferências e recepções.

30

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

As feiras são, para as empresas, centros nevrálgicos para a realização de contactos e de negócios. Elas realizam-se num contexto de elevada concentração, no tempo e no espaço, de uma oferta e de uma procura muito direccionadas e motivadas. Ao atrair milhares de expositores e de visitantes, as feiras oferecem todas as condições para a recolha e troca de informação, comparação, avaliação e negociação, de forma imediata e muito segura. Em poucos dias a feira possibilita às empresas não apenas estabelecer ou cultivar contactos, mas também auscultar as necessidades do mercado e, até, recrutar novos colaboradores. Nenhum outro instrumento – seja publicidade, acção direccionada, trabalho de relações públicas ou utilização de um mass media electrónico – consegue estabelecer, como uma feira, uma comunicação tão directa e personalizada com o seu interlocutor, divulgando, com a mesma eficácia, a filosofia da empresa e, de uma forma palpável, todos os produtos e serviços. Em termos comparativos com outras formas de promoção e publicidade as feiras têm custos muito baixos e asseguram uma relação custo / benefício altamente favorável para as empresas; daí, aliás, o grande sucesso das feiras e a razão do seu crescimento.


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 Check-List 2

Informações do Mercado 1. Acesso ao mercado

Tarifas alfandegárias e quotas de importação Impostos internos Restrições monetárias Regulamentos sanitários e de segurança 2. Potencialidades do mercado

Consumo: volume, valor, ritmo de crescimento, características geográficas

Importações: volume , valor, origens, tendências

Acondicionamento, embalagem para o transporte; exigências referentes à protecção, indicações impressas e formato das embalagens para a venda a retalho; preferências em matéria de cor e apresentação; disposições legais. 5. Transportes

Serviços disponíveis no mercado Tarifas 6. Redes de distribuição

Determinação dos segmentos do mercado

Circuito normal do produto considerado

Perspectivas para o produto

Importância relativa, vantagens e

3. Concorrência

Produção nacional: volume, expansão Produtores nacionais e estrangeiros activos no mercado: nomes, quotas no mercado, pontos fortes, pontes fracos

Marcas registadas e patentes Preços Características dos principais produtos do mercado

Outros motivos de êxito dos principais produtores 4. Exigências em relação aos produtos

Exigências de qualidade: cor, forma, sabor, concepção e estilo; especificações técnicas, normas comerciais, etc.

inconvenientes dos vários circuitos

Condições de venda previstas Prazos de entrega Volume habitual de encomendas Escala de preços Nomes e endereços dos principais importadores – distribuidores, importadores directos, agentes, principais compradores

Práticas em vigor para o serviço pós-venda 7. Anúncios e publicidade

Possibilidades de obter listas de endereços, com indicação das fontes e custos, tarifas postais

Meios publicitários disponíveis; custos e datas limite a observar para a sua utilização

Designação e custo dos serviços de tradução e impressão

Em suma, as feiras afirmam-se como factores económicos eficazes de divulgação, promoção e venda de produtos e serviços quer no mercado interno quer numa perspectiva de internacionalização; locais privilegiados de comunicação e troca de expe-

32

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

riências e de informação; laboratórios de inovação, criatividade e excelência de qualidade; centros de lançamento de novos produtos e serviços, novos conceitos e novas soluções; criadores de imagem de mercado de cidades e países; geradores de de-


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senvolvimento e de riqueza através do impacto na economia local e nacional e catalisadores do aperfeiçoamento técnico e profissional. As tendências das feiras internacionais apontam para o aumento do papel desempenhado pelo capital intelectual como instrumento competitivo. Uma segunda tendência importante será o enriquecimento das feiras através da realização de manifestações paralelas as quais reforçarão a empatia entre a oferta e a procura. Finalmente, as feiras continuarão a ver ampliado o seu contributo para a promoção e aumento do comércio internacional e em particular das exportações. Num cenário conhecido de globalização económica, a natureza das feiras ganhou novos contornos passando a sua evolução a fazer-se no sentido de ocupação dos nichos de mercado acentuando a tendência de transformação das feiras gerais e amostras em feiras cada vez mais segmentadas. A generalização e intensificação do uso da internet nas comunicações e nos negócios está longe de ter lançado as feiras para um fenómeno do passado. Bem pelo contrário, veio oferecer aos empresários mais um poderoso e rápido instrumento de apoio à preparação, promoção e à rentabilização da participação na feira. E nada pode substituir-se ao carácter único de uma feira, que põe a funcionar, em simultâneo e intensamente, os nossos cinco sentidos, estimulando até – quem sabe? - novos “sentidos”. 1. COMO PREPARAR A PARTICIPAÇÃO NUMA FEIRA O êxito da participação depende duma boa informação sobre a feira e respectivo mercado, assim como da selecção e preparação cuidadosa dos expositores por parte do organizador. É preciso dispor, desde logo, de boa informação, para poder decidir. Basicamente necessita de informação de duas ordens: informação sobre o mercado e informação directamente relacionada com a feira. Sobre cada um destes temas juntamos uma check-list que o poderá ajudar.

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

 Check-List 3

Participação na Feira Projecto de orçamento Definição dos objectivos da participação Como escolher e preparar os representantes no stand

Organização de viagens de negócio no âmbito da feira

Como tirar da feira o maior proveito possível

Seguimento a dar à feira Preparação da documentação nas línguas locais

Preparação dos produtos e respectivas embalagens

A situação em matéria de patentes e marcas registadas

Condições de crédito; vantagens oferecidas pelos governos e regulamentações susceptíveis de influir nos prazos de venda e prazos de entrega

Conveniência de serem fixados os preços, condições de venda e prazos de entrega

Vantagem, para cada expositor, de tratar da sua própria promoção antes do início da feira

Apoio dado pelas Câmara de Comércio e Indústria, Associações Empresariais, etc.

Reservas de viagens, alojamentos, transportes locais, etc. O participante deverá preparar um dossier sobre a estratégia e os aspectos práticos da participação na feira, dando resposta aos pontos que indicamos na check-list 3. É indispensável fazer desde logo um orçamento. Embora possa existir um elevado retorno, é sempre grande o volume de despesas derivado da participação numa feira, depois de somadas as viagens,


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custos de alojamento, instalação e presença na feira, e todo o conjunto de acções de promoção e de representação associadas. A participação numa feira pode ser tratada directamente pelo participante junto da feira ou pode existir um agente intermediário (Câmara de Comércio e Indústria, associação empresarial, organizador de feiras, etc.) No caso da existência de um intermediário, deve ser estabelecido um contrato onde as responsabilidades do organizador e do participante deverão ser claramente definidas num acordo contratual, que acompanha geralmente o boletim de inscrição (ver check-list 4). Entretanto será de enorme utilidade uma troca de informação com o Director executivo da feira, uns seis meses antes do evento, para uma boa preparação e aproveitamento da participação na feira. Esta reunião permitirá a recolha de informação sobre os principais mercados abrangidos pela feira, os preparativos em curso pela organização, as expectativas quanto a expositores e visitantes, a preparação e envio dos materiais, o calendário dos prazos a observar, a relação das entidades e pessoas a contactar, etc. 2. COMO ACTUAR DURANTE A FEIRA É necessário garantir a total disponibilidade para o bom acolhimento de todas as visitas, sobretudo as que tenham sido agendadas. São elementos de apoio preciosos todos os suportes informativos e promocionais, quer em formato papel quer digital: cartões de visita, depliants, brochuras, revistas, newsletters, cd´s e dvd´s, usb pen´s, etc. Deverá aproveitar para actualizar e ampliar as suas bases de dados de contactos, promover iniciativas no stand, enviar convites para encontros na feira, nunca deixando de incluir os jornalistas especializados nacionais e locais pelo efeito multiplicador que podem oferecer à promoção da sua participação. No stand, pequenas acções de cortesia podem contribuem sempre para uma melhor clima e uma maior afluência de visitantes: o serviço ligeiro de

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

 Check-List 4

Acordo com um Representante Pagamento ao intermediário dum direito de inscrição, para participação nas despesas, e respectivo prazo;

Entrega das mercadorias a expor e do material de exposição;

Envio dos dados necessários para o planeamento, a promoção e o transporte, assim como para responder às exigências formuladas pelos organizadores da feira em matéria de informação;

Presença no stand de representantes do expositor;

Embalagem e exposição dos produtos; Seguro das mercadorias, durante o transporte e na sua própria feira

Pagamento dos direitos e taxas; Medidas a tomar junto da feira, incluindo o aluguer do espaço para o stand;

Concepção e construção do stand; Promoção; Transportes, alojamento no hotel e respectivas despesas;

Prazos de cancelamento e reembolso das despesas de inscrição.

petit-fours, bebidas nacionais, águas, sumos, etc. No calendário da feira, o primeiro dia é um momento crucial que em muito pode influenciar o sucesso de toda a participação. É indispensável acompanhar a sessão de inauguração, caso exista, e fazer desde logo uma 1ª visita geral à feira, para conhecer os seus contornos, observar a concorrência, e iniciar os primeiros contactos.


3. O QUE FAZER DEPOIS DA FEIRA A participação na feira é apenas o início de um processo que pode e deve ter importantes repercussões, que muitas vezes se fazem sentir não de imediato mas apenas ao fim de dias, semanas ou mesmo meses. Por isso é da maior importância manter sempre presentes e actualizados todos os contactos e usá-los profusamente antes, durante e depois da feira. Podem cultivar-se os contactos das mais diferentes formas: desde uma mensagem de agradecimento pela visita até uma newsletter de balanço da participação na feira, passando pelo envio regular de informação sobre as actividades da empresa, convites para eventos, etc.

Entretanto, não deixe de fazer uma reunião interna de análise crítica da participação, com todos os elementos envolvidos, a fim de melhorar procedimentos e tirar o melhor proveito dos investimentos feitos. * Hélder Martins é Licenciado em Gestão de Marketing com MBA em Negociação e Finanças Internacionais hsgmartins@gmail.com

Poderá, igualmente, pedir ao organizador o envio das estatísticas e do balanço quantitativo e qualitativo da feira, para dele retirar ideias a pôr em prática no futuro.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

AGENDA 2011

R&E* - DISTRIBUIÇÃO E REPORTAGEM

JANEIRO

FEVEREIRO

►►

►►

BUDMA 2011 11 - 14 JANEIRO

►►

CHENNAI - ÍNDIA

POZNA - POLÓNIA

BUILDMAT 03 - 06 FEVEREIRO

COIMBATORE - TAMIL NADU – ÍNDIA

►►

BAU 17 - 22 JANEIRO

►►

CONSTRUCTION & INTERIOR DESIGN 04 - 06 FEVEREIRO

SALÓNICA - GRÉCIA

►►

MUNIQUE - ALEMANHA

TURKU - FINLÂNDIA

INDIA STONEMART 20 - 23 JANEIRO

►►

JAIPUR - ÍNDIA

bC INDIA 08 - 11 FEVEREIRO

SURFACES 25 - 27 JANEIRO

LAS VEGAS - E.U.A.

STONEXPO 26 - 28 JANEIRO

LAS VEGAS - E.U.A.

MARMOL 08 - 11 FEVEREIRO

VITÓRIA STONE FAIR - R&E* 15 - 18 FEVEREIRO

►►

VITÓRIA - ESPIRITO SANTO- BRASIL

38

BUILDARCH 23 - 26 FEVEREIRO

►►

BANGALORE – ÍNDIA

BUILD UP 23 - 26 FEVEREIRO

►►

BANGALORE – ÍNDIA

►►

VALÊNCIA - ESPANHA ►►

MARMIN STONE 17 - 20 FEVEREIRO

►►

MUMBAI - ÍNDIA ►►

IMMA STONE FAIR 17 - 20 FEVEREIRO

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

TECNO+STONE 23 - 26 FEVEREIRO

►►

KIEV - UCRÂNIA


MARÇO

►►

►►

►►

ECOBUILD 01 - 03 MARÇO

COVERINGS - R&E* 14 - 17 MARÇO

LAS VEGAS - NEVADA - E.U.A.

SÃO PAULO - BRASIL

LONDRES - REINO UNIDO

►►

►►

XIAMEN INTERNATIONAL STONE FAIR - R&E* 06 - 09 MARÇO

THE NATURAL STONE SHOW 15 - 17 MARÇO

LONDRES - REINO UNIDO

►►

REVESTIR 22 - 25 MARÇO

MARBLE - R&E* 23 - 26 MARÇO

IZMIR - TURQUIA

LONDON HOMEBUILDING AND RENOVATING SHOW 24 – 27 MARÇO

►►

UZBUILD 15 – 18 MARÇO

XIAMEN - CHINA

►►

ARCHITECTURE + CONSTRUCTION MATERIALS 08 - 11 MARÇO

TASHKENT – UZBEQUISTÃO

LONDRES - REINO UNIDO

►►

►►

TÓQUIO - JAPÃO

WORLDBEX 16 - 20 MARÇO

MANILA - FILIPINAS

CARACHI – PAQUISTÃO

►►

MEDIBAT 09 - 12 MARÇO

►►

►►

SFAX - TUNÍSIA

DOMOTEX ASIA / CHINAFLOOR 22 - 24 MARÇO

XANGAI - CHINA

LIÈGE - BÉLGICA

►►

ITIF ASIA 28 - 30 MARÇO

TECHNIPIERRE - R&E* 31 MARÇO - 3 ABRIL

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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ABRIL

►►

LIBYA BUILD 15 - 19 MAIO

AGOSTO

►►

MOSBUILD 05 - 08 ABRIL

TRIPOLI - LÍBIA

►►

MOSCOVO - RÚSSIA

►►

CACHOEIRO ITAPEMIRIM - BRASIL

IBF - FEIRA DE CONSTRUÇÃO DA REPÚBLICA CHECA 12 – 16 ABRIL

CONSTRUMAT 16 - 21 MAIO

BARCELONA – ESPANHA

SETEMBRO

►►

ASTANABUILD 18 - 20 MAIO

►►

ASTANA - KAZAQUISTÃO

Almaty – Cazaquistão

►►

KBC KITCHEN AND BATH 25 – 28 MAIO

►►

XANGAI - CHINA

SÃO PETERSBURGO – RÚSSIA

EXPO MADAGASCAR 26 - 29 MAIO

►►

►►

BRNO - REPÚBLICA CHECA

PEDRA - R&E* 14 - 17 ABRIL

►►

BATALHA - PORTUGAL

INTERKAMIEN 15 - 17 ABRIL

►►

KIELCE - POLÓNIA

STONETECH - R&E* 20 - 23 ABRIL

►►

ANTANANARIVO - MADAGÁSCAR

►►

PEQUIM - CHINA

EXPOSTONE 31 MAIO – 03 JUNHO

►►

MOSCOVO – RÚSSIA

MAIO

KazBuild 2011 6-9 Setembro BALTIC BUILD 12 – 14 SETEMBRO

BUILDING & CONSTRUCTION INDONESIA 21 - 24 SETEMBRO

JACARTA - INDONÉSIA

MARMOMACC - R&E* 21 – 24 SETEMBRO

►►

VERONA – ITÁLIA

BATIMATEC 03 - 06 MAIO

►►

ARGEL - ALGÉRIA

CHILECONSTRUYE 11 - 14 MAIO

JUNHO STONE+TEC - R&E* 22 - 25 JUNHO

►►

NUREMBERGA - ALEMANHA

►►

SANTIAGO - CHILE

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CACHOEIRO STONE FAIR 23 - 26 AGOSTO

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

JAPAN HOME AND BUILDING SHOW 28 – 30 SETEMBRO

►►

TÓQUIO – JAPÃO


www.rochas.info

Outubro

NOVEMBRO

►►

Syria Stone 2011 4 – 8 Outubro

►►

Damasco – Síria

PARIS - FRANÇA

►►

BEST 5 ALGERIA 12 – 15 Outubro

►►

Argel – Argélia

PARIS - FRANÇA

►►

CONCRETA 2011 18 a 22 de Outubro

►►

Porto – Portugal

ISTAMBUL - TURQUIA

BATIMAT 7 - 12 NOVEMBRO FUNÉRAIRE 17 - 19 NOVEMBRO NATURALSTONE 27 – 29

Para garantir uma solução de accionamento optimizada, não só conta o produto, como também as Organizações por detrás do produto. Por isso, oferecemos-Ihe um serviço inovador e completo de apoio ao produto, que está disponível 24 Horas por dia, 7 dias por semana. Com o CDS ® - Complete Drive Service, a SEW-EURODRIVE oferece aos seus clientes um sistema de serviço modular que vai ao encontro de todas as exigências impostas durante o ciclo de vida do produto: desde a colocação em funcionamento à gestão completa da manutenção – um pacote completo de seviços que contempla todos os aspectos da tecnologia de accionamentos. O resultado: uma solução feita à medida das suas necessidades. Entre outros serviços, o CDS ® - Complete Drive Service evita ou minimiza tempos de paragem e anomalias. Como o serviço perfeito também exige rapidez, os nossos Centros de Compêtencia estão sempre próximos do Cliente.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

Balanço

Vitoria Stone Fair 2011

31ª Feira Internacional do Mármore e Granito Espírito Santo, Brasil, Fevereiro Expositores Querem Regressar Em 2012 Com Stands Maiores Numa área de trinta e seis mil metros quadrados (36.000m2), vinte por cento (20%) maior do que em 2010, a Vitória Stone Fair 2011 teve a participação de quatrocentos e dez (410) expositores. Destes, noventa e cinco (95), o que representa um quarto (¼) do total, foram expositores internacionais, de países como Itália, Egito, Espanha, França, Portugal, Índia, Argentina, Grécia, China, Paquistão, República Dominicana, Vietname e Turquia. Nos quatro dias do evento a feira foi visitada por cerca de vinte e cinco mil (25.000) visitantes, dos quais dois mil e quinhentos (2.500) foram estrangeiros provenientes de sessenta e seis (66) países. A Vitória Stone Fair reuniu as mais importantes empresas de rochas ornamentais dos cinco continentes e mais de mil e duzentas (1.200) tipos de pedras diferentes

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A diversidade das rochas ornamentais - granitos exóticos, mármores raros, novidades em quartzitos e riolitos, máquinas pesadas e equipamentos de última geração - foram as principais atracções da feira. Assinala-se a criatividade dos stands que exibiram a beleza das rochas ornamentais. As máquinas pesadas utilizadas para o manuseio de blocos de rochas e nas pedreiras, politrizes e teares de última geração também ganharam destaque numa área exterior da Vitória Stone Fair 2011. Interpelada pela revista Rochas e Equipamentos Cecília Milaneze, directora da Milanez & Milaneze, a empresa organizadora do evento, considerou que a feira foi um sucesso a avaliar pelas manifestações de interesse de vários empresários em regressar em 2012 com stands maiores.

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

Considerado um gigante no sector de rochas ornamentais, o Brasil exportou no primeiro semestre de 2011 um montante na ordem de US$ 474,8 milhões, equivalentes a 1.058.502 toneladas de rochas, o que significou um crescimento 3,82% se comparado com o mesmo período de 2010. Só em Junho, o valor foi de US$ 99,7 milhões, um aumento de 12, 31% em relação ao mesmo mês do ano passado. Com um enorme impacto na economia brasileira, a Vitória Stone Fair – Feira Internacional do Mármore e Granito é já considerada a maior feira do sector da América Latina. Contribuiu para o dinamismo da feira o realizar-se no Espírito Santo, estado que é uma referência mundial em mármore e granito, líder na produção nacional e que responde por mais de 90% das exportações de manufaturados do Brasil.


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

Balanço

Xiamen Stone Fair 2011 China, Março

Resultados Ultrapassam Expectativas Os expositores, visitantes e países participantes subiram nesta edição, sendo de destacar a participação mais elevada de visitantes dos EUA, Alemanha, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Suíça, França, Espanha, Vietname, Tailândia, Indonésia, Coreia, Japão, Líbano, Portugal, Bélgica, índia e Turquia. Em cada ano que passa evidencia-se a importância da Feira de Xiamen como uma das plataformas mais importantes para fazer novos clientes e explorar novos mercados.

A Xiamen Stone Fair 2012 terá lugar de 6 a 9 de Março e já tem inscritos expositores com stands nacionais da Turquia, Itália, Brasil, Egipto, Portugal, Espanha, Marrocos, França, Finlândia, México, Irão, Índia, entre outros. A China continua a afirmar-se como o maior importador e exportador mundial de rochas ornamentais. As exportações de pedra natural aumentaram 14.45% em relação ao ano de 2009 e as importações aumentaram 55.54%. Os equipamentos para a transformação da pedra tornam-se também cada vez mais elabora-

dos e sofisticados, assinalando-se evoluções significativas em cada edição da Feira. Esta edição registou uma forte presença de expositores portugueses que olham Xiamen como uma porta para o mercado chinês e uma montra para o resto do mundo. Assinala-se também a elevada participação de portugueses no Congresso Internacional de Xiamen, destacando-se as presenças e intervenções do Dr. Casal Moura, dos Professores Luís Lopes e Ruben Martins e do Professor Arquitecto Jorge Cruz Pinto

Retrospectiva Edição

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2011

Espaço Exposição (m2) 10,000 20,000 42,000 60,000 75,000 90,000 95,000 105,000 200 380 550 850 1,000 1,211 1,300 1,370 Nº Expositores 28,265 31,800 42,500 50,000 70,981 86,713 101,526 120,478 Nº Visitantes Nº Visit. Estrangeiros 2,000 4,285 5,500 8,000 11,782 13,896 20,168 22, 185 18 20 30 35 42 45 50 Nº Países Expositores 10 30 38 67 85 115 125 130 140 Nº Países Visitantes

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

2012 Previsões 115,000 1,500 -


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Feiras & Congressos Fairs & Congresses

Balanço

Stonetech 2011 Pequim, China, Abril

Menos Visitantes e Menos Expositores A fraca participação neste certame internacional tem-se acentuado progressivamente nos últimos anos e prende-se com dois factores – a Stonetech realiza-se um mês após a Feira de Xiamen e padece de uma crise de identidade, pois não apresenta nenhuma mais-valia ou diferenciação. Neste aspecto os organizadores da feira estão já a trabalhar no sentido de lhe dar mais perso-

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nalidade divulgando-a como um evento de design e arquitectura da pedra. Com este objectivo este ano o designer italiano Raffaello Galiotto foi convidado para proferir uma conferência assim como Peter Becker da Business Stone. Contudo, o marketing da organização falhou na promoção pois não divulgou o programa na internet.

Em 2012 a Stonetech realiza-se em Xangai entre 25 e 28 de Abril de 2012. Ver-se-á então se os potenciais visitantes e expositores consideram que há uma mais valia que justifique investimentos avultados em duas feiras tão próximas (Xiamen e Stonetch).

Edição

2009

2010

2011

Espaço Exposição (m2) Nº Expositores Nº Visitantes

60,000

65,000

75,000

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

720

769

848

>50,000

46,962

40,221


ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Feira da Pedra Natural, Equipamentos e Materiais de Construção Batalha, Portugal, Abril

Uma Feira Que Beneficia da Proximidade Regional Das Empresas Este ano a organização da Exposalão decidiu associar os dois eventos – A 5ª edição da Feira Nacional da Pedra e a 19ª edição da Expoconstroi. Reunidos estrategicamente numa só data, estes certames complementam-se entre si e proporcionam, tanto a expositores como a visitantes, fortalecer a competitividade dos seus negócios e usufruir de um maior número de potenciais contactos estabelecidos ao longo do evento. O evento contou com a participação de cerca de uma centena de empresas dos dois sectores que durante os 4 dias de feira ocuparam os 3 pavilhões da Expo Salão, numa área de 16 000m2 e que se distribuíram da seguinte forma: Pavilhão 1 – Máquinas e equipamentos industriais para a indústria da pedra e construção;

50

Pavilhão 2 – Pedra natural: Blocos, chapas, pavimentos e revestimentos, fogões de sala e peças decorativas; Pavilhão 3 – Equipamentos e materiais para a construção civil – Expoconstroi.

de um real ajuste entre a oferta e a procura, a feira representa o esforço dos empresários que continuam a afirmar-se no mercado com uma postura pró-activa e de investimento.

As empresas da industria de pedra natural apresentaram as mais recentes novidades em tecnologia, máquinas e equipamentos para a indústria extractiva e transformadora, acessórios e ferramentas. Estiveram ainda patentes os diferentes tipos de rochas ornamentais existentes no mercado, nas suas várias formas de apresentação: blocos em bruto, chapas serradas e produto final, em pavimentos, revestimentos, lancis, fogões de sala e artigos decorativos em pedra.

“É a atitude dos empresários que move o mercado e a economia. Há dois anos a economia mundial alterou-se drasticamente tendo fortes consequências em todos os mercados, e naturalmente na construção, que é o maior motor da economia. Mas se as empresas tiverem uma postura positiva e pró-activa poderão superar esta prova. A participação numa feira é um sinal de dinamismo e energia que por sua vez passa confiança ao público.”, comenta José Frazão, promotor do evento.

Actualmente, e num contexto em que toda a fileira da construção está a reestruturar-se em função

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Sopa da Pedra The Stone Soup

Pudim de Mármore Victor Lamberto *

Continuamos, nesta coluna, abordando ligações que aproximam pedras e sabores da mesa, agora com o menos conhecido, mas de fácil preparação, PUDIM DE MÁRMORE, com o auxílio de duas receitas, em honra a uma das mais importantes rochas ornamentais portuguesas… Na primeira receita, presente no Almanaque para 1988, da Direcção-Geral de Apoio e Extensão Educativa, consideram-se, os seguintes ingredientes: • 0,5 l de leite frio; • 2 colheres de sopa de Maizena; • 4 colheres de sopa de açúcar; • 1 colher de sopa de licor de cacau ou outro; • 1 colher de sopa de cacau em pó; • 1 limão. A confecção deste doce prato obedece aos seguintes passos: 1. desfazer, no leite, a farinha Maizena, o açúcar, o cacau em pó e casca de limão ralada, e misturar o licor;

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2. levar a mistura ao lume, mexendo sempre; 3. retirar imediatamente do lume, quando levantar fervura; 4. continuar a mexer, fortemente, até que todos os ingredientes estejam bem incorporados; 5. verter o conjunto numa forma previamente molhada em água fria; 6. deixar arrefecer bem e meter no frigorífico pelo menos durante 2 horas; 7. preparar uma calda de açúcar, com sumo de limão e alguma água; 8. retirar da forma, regar com a calda de açúcar e servir. Descrita esta primeira receita, passemos agora a outra, com sabor mais tropical, recolhida no site “mdemulher”, da brasileira Editora Abril, e que comporta, para 10 doses, os seguintes ingredientes:

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• 1 chávena e meia de chá de açúcar; • meia chávena de água; • 1 l de leite; • 200 ml de leite de coco; • 2 latas de leite consensado; • 12 colheres de sopa de amido de milho; • 200 g de chocolate semi-amargo picado. Esta segunda e rápida receita (preparação até 30 minutos) obedece aos seguintes passos: 9. levar ao lume, numa panela, o açúcar até caramelizar; 10. acrescentar a meia chávena de água e deixar ferver, até alcançar-se uma calda fraca; 11. derreter o chocolate em banho-maria ou no microondas; 12. noutra panela juntar o leite de coco, o leite condensado e o amido de milho e levar ao


lume, mexendo sempre, até engrossar; 13. retirar do lume, dividir em duas partes e adicionar o chocolate derretido a uma delas, misturando bem; 14. humedecer uma forma para pudim com água, verter alternadamente porções de creme branco e de creme escuro (com chocolate); 15. colocar no frigorífico durante 2 horas; 16. desenformar, verter a calda previamente preparada e servir. http://mdemulher.abril.com.br/culinaria/receitas/receita-de-pudim-marmore-568903.shtml

As interligações entre as rochas ornamentais e a gastronomia, entre o território e o prato, que têm vindo a ser apresentadas nesta coluna, estão novamente patentes:

as rochas ornamentais, nomeadamente os mármores, e a doçaria são dois produtos emblemáticos de Portugal, que projectam o seu nome bem longe; as receitas, à semelhança do que sucede com a Natureza, não são estanques, mas sujeitas a variações, moldadas por diversos aspectos, tais como a cultura e o clima – no presente caso, uma das receitas provém do Brasil, curiosamente um importante país no sector das rochas ornamentais; como a designação deste doce indica, e o aspecto do mesmo evidencia, a imagem que as pessoas têm do mármore é a de uma

pedra nobre que comporta heterogeneidades (e.g. «vergada»), que são, aliás, comuns e incontornáveis nos produtos naturais (o mármore é-o!) – aspectos únicos da sua história geológica com milhões de anos, não «defeitos» ou «imperfeições» - e que deverão ser valorizadas com criatividade e bom senso, ao contrário do que amiúde acontece… Assim, e com o auxílio de duas receitas, algo distintas, e meditando sobre as ligações existentes entre os prazeres da mesa e as pedras, saboreie-se um PUDIM DE MÁRMORE… com prazer, em boa companhia e de forma lenta, como defende o movimento global Slow Food!!!

* Victor Lamberto É Eng.º Geólogo, Mestre em Planeamento Mineiro, leader do Convivium Alentejo - Slow Food; vlamberto@gmail.com

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Legislação Legislation ASSIMAGRA reage*

Artigo 5º da Lei das Pedreiras extractiva, pois sem essa adequação tudo ficará na mesma.

“Este despacho vem ao encontro de uma reivindicação muitas vezes exigida pelas Associações, de correcção de uma injustiça, que estava a ser a aplicação do artigo 5º de forma discriminatória. Importa no entanto salientar que é necessário pugnar pela adequação dos instrumentos de ordenamento locais, os PDM´s, à realidade da industria

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A Assimagra está a fazer um esforço nesse sentido, como demonstram todas as propostas que tem feito no âmbito de dezenas de Planos Directores Municipais em fase de Revisão, mas este trabalho só é possível ser levado a bom porto em estreita colaboração com as empresas. Convidam-se assim todas as empresas que estejam em situação de desadequação com os respectivos PDM s, para contactarem a Assimagra a fim de que a Associação possa ajudá-las nessas correcções. * Apenas por um lapso de redacção lamentável, não foi incluída a totalidade deste depoimento na edição do número anterior, pelo que agora completamos toda a informação.


V.C. Capa

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Documentos Documents PARTE II

GRANDES LINHAS DA EVOLUÇÃO DO SECTOR MUNDIAL DAS ROCHAS ORNAMENTAIS EM 2007 Por: OCTÁVIO RABAÇAL MARTINS

ENGENHEIRO DE MINAS ASSESSOR PRINCIPAL

1-PREÂMBULO O desenvolvimento do SECTOR DAS ROCHAS ORNAMENTAIS, que na perspectiva de longo prazo assumiu proporções extraordinárias, chegando a duplicar a produção e as utilizações, constitui o objectivo de mais um estudo de CARLO MONTANI, ampliado com novos suportes dos países monitorizados e das crescentes relações comerciais. Este trabalho abrange já setenta realidades nacionais e inclui todos os grandes protagonistas do desenvolvimento, distinguindo-se por um elevado nível competitivo da confiança e da fidelidade, mas também da própria homogeneidade comparativa. O comportamento pétreo decorativo mundial em 2007 é objecto de exame actualizado e exaustivo nas variáveis principais de produção, intercâmbio e utilizações, referidas a pedra em bruto e artefactos, sem esquecer as máquinas e os bens instrumentais, com aprofundamentos específicos para os países mais importantes, e com avaliações sobre as perspectivas de desenvolvimento futuro, cuja credibi-

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lidade se baseia e é corroborada pela adesão dos resultados históricos às precedentes previsões formuladas. O mundo pétreo decorativo, com uma produção útil, isto é, em blocos esquadrejados para ulterior processamento, ultrapassou pela primeira vez em 2007 a barreira dos das cem milhões de toneladas e envolveu um intercâmbio líquido de 46 milhões, contra os 15 de há apenas uma dúzia de anos. É uma realidade em rápida expansão, assinalável se tivermos em conta o forte empenhamento da concorrência dos materiais alternativos – sobretudo o mosaico cerâmico e o grés porcelanado -, e levando em consideração alguns condicionamentos objectivos, como os referentes à acentuada parcelização empresarial, diremos mesmo, pulverização, cujos efeitos vêm sendo alternados por uma expansão tecnológica, pela optimização dos serviços, com destaque para os transportes, com capacidade de carga cada vez maior, mais velozes, seguros, práticos e eficientes, e uma cada vez maior atracção pelo produto da Natureza, único, genuíno exclusivo, inimitável e irrepetível, que se constata por parte dos arquitectos, dos «designers», dos projectistas, dos prescritores e dos construtores civis, assim como uma maior procura pelos utilizadores finais, que querem ver as


suas casas embelezadas com bons e belos materiais. Por meio deste estudo sectorial o sector coloca à disposição do mundo pétreo ornamental uma exaustiva e lúcida documentação de comprovado valor actual, e sobretudo dotada de capacidade para a consecução de objectivos concretos de ulterior e poderoso desenvolvimento. A conjuntura económica vigente ao longo de 2007 não se apresentou isenta de factores críticos, que atingiram alguns mercados relevantes. Mas, mas isto não impediu o sector pétreo decorativo de progredir, e de assumir um papel cada vez mais destacado no movimento produtivo e distributivo mundial, auferindo novos crescimentos aos níveis da extracção, do processamento e das utilizações, e confirmando a tendência expansiva já consolidada no último vinténio. As motivações deste amplo sucesso devem buscar-se em diversos factores de maior ou menor relevância, com realce para: o carácter natural e único da matéria prima matéria-prima, a sua alta e reconhecida competitividade tecnológica, artística e estética, a gradual e progressiva adequação das máquinas e dos bens instrumentais às exigências dos industriais pétreos e dos utilizadores, e a crescente preferência dos projectistas e dos edificadores e o carácter original e irrepetível de um

leque de oferta muito amplo e também em crescimento. Assinale-se aqui uma tradição milenária – as pirâmides faraónicas do vale do rio Nilo que foram erigidas há 4500 anos, com granito rosado de Assuão, utilizando técnicas avançadíssimas, embora desconhecendo as máquinas motorizadas. Os resultados alcançados em 2007 comprovam a presença de uma expansão bastante difusa, que pode sintetizar-se em dois números fundamentais: um volume de negócios no intercâmbio mundial da ordem de dez mil milhões de Euros e uma utilização pétrea decorativa global rondando os 1100 milhões de metros quadrados, referidos à espessura convencional de 2 centímetros, para além de outras realizações. Trata-se de resultados que colocam em renovada evidência a aptidão e a capacidade da pedra para se converter em poderoso instrumento de desenvolvimento, tanto mais quanto o crescimento do respectivo Sector, ainda uma vez mais, se apresentou bastante superior ao do sistema económico mundial no seu todo, sublinhando também que o nosso Sector se encontra em condições de confrontar-se com sucesso com os problemas da Globalização. Em resumo, as ROCHAS ORNAMENTAIS inserem-se num contexto especial, certamente de nicho, onde o avanço conquistado mercê da investigação expe-

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rimental e das políticas de “saber como fazer” e de serviço contribuiu decisivamente para a contenção dos custos e daí também dos preços, acarretando a expansão das utilizações, conduzindo à optimização dos rendimentos e também da segurança, atraindo gente nova para os Misteres Pétreos. Daí resulta uma lógica oportunidade para prestar adequadas atenções objectivas aos maiores problemas ainda hoje sem solução, começando pela dotação de infra-estruturas funcionais, pela disponibilidade de serviços convenientes, pela própria promoção; e sobretudo, pela resolução atempada e exaustiva dos constrangimentos ainda existentes, em função de diversas expectativas nacionais e locais. O desenvolvimento pétreo decorativo, também no decurso de 2007, se distinguiu –se por progressões de ampla heterogeneidade geográfica e pela ampliação das variações que separam os países de vanguarda de todos os outros, embora sem menosprezar as realidades menores. Actualmente, os produtores com maior relevância, participando na escavação mundial de ROCHAS DECORATIVAS com um volume individual superior a um milhão de toneladas úteis por ano, limitam-se a uma dezena, como vem sendo habitual, e a sua incidência ponderal surge consolidada, cabendo a esse restrito grupo três quartos do volume global superior a 38 milhões de metros cúbicos de blocos esquadrejados. Na verdade, enquanto as nações locomotoras, guiadas pela China e pela Índia, a que se juntam com ímpeto não menos acentuado a Turquia, o Brasil e o Irão, vêm manifestando uma destacada disponibilidade para modernizar o respectivo aparelho produtivo, as da Europa deixam-se ficar para trás, perdendo assim quotas de mercado e vendo aquelas conquistar espaços cada vez maiores para as suas exportações. Concretamente, essas nações cimeiras, quer mercê dos baixos níveis dos seus preços, quer pela optimização gradual e progressiva da qualidade, vêm beneficiando da crescente aceitação dos seus produtos pétreos, designadamente por parte dos maiores adquirentes e utilizadores mundiais de artefactos líticos, entre os quais figuram ape-

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sar dos factores críticos já referidos, os mercados tradicionais dos Estados Unidos da América, da Coreia do Sul, do Japão e mesmo da União Europeia, e mais geralmente, todo o mundo desenvolvido, principal aplicador de ROCHAS ORNAMENTAIS. Criatividade e fantasia forneceram aos artefactos pétreos um instrumento importante para se afirmarem no mercado mundial, não obstante a concorrência, quantitativamente muito mais forte, dos materiais alternativos, e em primeiro lugar do mosaico cerâmico e do grés porcelanado, cujo desenvolvimento, todavia se processa há vários anos com taxas não superiores à do nosso importante sector. Este factor, sob alguns aspectos, encontrou aplicação também nas tecnologias, onde a produtividade das máquinas se encontra em franca expansão à luz de projectos mais específicos e funcionais e de uma colaboração mais sistemática com o mundo dos bens instrumentais, no quadro de avaliações, tanto quanto possível exaustivas, dos problemas e das exigências dos utilizadores finais dos artefactos pétreos decorativos. Um mercado global como o da pedra e das suas tecnologias apresenta-se fortemente selectivo, mas em 2007 encontraram renovada confirmação alguns sinais de maior atenção nos confrontos entre a qualidade e a relação com o preço, ao nível das exigências de gestão produtiva não menos importantes que as distributivas. Torna-se cada vez mais evidente para todos os intervenientes no mundo pétreo como em tempo relativamente breve o nosso sector conheceu uma profunda mutação estratégica, em que o crescimento quase exponencial de novos países culminantes encontrou resposta simétrica numa procura ascensional muito disponível, frisando que a utilização unitária através do mundo resta muito baixa, sobretudo fora da Europa o que destaca potencialidades de expansão. Nota-se que os mercados já demonstraram ser capazes de evoluir para uma lógica de produção, e sobretudo de utilizações, baseada não tanto na globalização quanto nas afinidades dos agregados estaduais contíguos - os transportes ficam cada vez mais caros - como nos casos típicos da Euro-


pa ou do Extremo Oriente, onde a concentração do intercâmbio pétreo decorativo já alcançou níveis extraordinários, tanto mais quanto a estrutura de suporte das principais encomendas aparece constituída, especialmente no caso dos primeiros, por pequenos e médios aprovisionamentos, que cada vez mais substituem os grandes fornecimentos típicos de outras épocas. Esta nova realidade significa que, entre outras coisas, no mundo pétreo decorativo, à semelhança do que acontece noutros sectores, existe sempre lugar para todos e que as soluções para os problemas empresariais não residem necessariamente nas estratégias de localização alternativa, que envolvem sempre riscos. O uso da pedra vem de milénios longínquos, e pode contar com referências dificilmente repetíveis também com respeito à prova mais árdua, a do tempo. Em tal perspectiva, o seu desenvolvimento sistemático, que abrange em medida substancialmente análoga todas as componentes mercantis maiores, do granito ao mármore, ou da ardósia ao travertino, não resulta fruto do acaso, nem tão pouco de acontecimentos determinados pela falta de alternativas, mas corresponde a necessidades universais e certa-

mente crescentes dos arquitectos, dos projectistas e dos edificadores, e sobretudo dos utilizadores finais. 2- O SISTEMA ECONÓMICO MUNDIAL A situação económica global em 2007 apareceu condicionada por diversos factores críticos, alguns dos quais de velha data, com as confrontações políticas e as inevitáveis consequências militares que persistem em existir, e outros que apareceram mais recentemente no cenário económico, como a insolvência, determinada pela ambição, pela cobiça e pela ganância de uns tantos, patente em numerosas sociedades imobiliárias norte americanas, acarretando o caos financeiro. Contudo o andamento de fundo permaneceu positivo e a tendência para o desenvolvimento – contrariada pela recessão do último trimestre de 2008 – apareceu confirmada em 2007 de modo substancial de maneira geral por toda a parte, com raras excepções, embora com taxas de crescimento bastante diferentes. O Produto Interno Bruto (PIB) do planeta alcançou 43,7 mil milhões de Euros em 2007, contra 29,3 mil milhões conseguidos em 2001, auferindo o crescimento anual de mais de 8%, sendo bastante maior

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na China na Índia e na Rússia, enquanto a taxa europeia se apresentou inferior à média certamente devido aos seus generalizados altos padrões de desenvolvimento. Na repartição do PIB mundial a quota maioritária continuou na posse dos E.U.A., detentor de mais de um quarto do valor global, mas com uma queda de 2 pontos em relação à taxa de 2001. Seguem o Japão com um pouco menos de 10%, e a China, que saltou para a 3ª posição, com dano para a Alemanha. A distribuição mercantil do PIB presenciou, pela primeira vez, uma prevalência dos serviços sobre o sector primário e sobre o industrial considerados conjuntamente, confirmando um fenómeno em concretização há já algum tempo. A única excepção importante diz respeito à China, onde a quota da indústria ascende a 47%, excedendo em 15% a média mundial, e auferindo consequentemente uma taxa francamente minoritária nos serviços. Na referência ao rendimento “per capita”, o PIB global restringiu-se a pouco menos de 8100 Euros em 2007 (675€/mês), com máximos de 39650 (3304€/mês) na Noruega e de 39000 (3250€/mês) na Suíça e um mínimo de 204 na pobre Somália. Importa frisar que entre os primeiros 12 países, sete sito pertencem à União Europeia, com os E.U.A., o Japão, o Canadá e a Austrália solidamente colocados entre a terceira e a sexta posição. Os índices dos maiores consumos encontram-se em linha com os do PIB, mas com alguma interessante divergência: por exemplo, os ianques figuram no primeiro plano no número de automóveis por habitante, enquanto a Itália, duodécima na escala do PIB “per capita”, se coloca na culminância no número de telemóveis por pessoa. Como salta à evidência, não faltam os contrastes. A progressão do rendimento nacional no derradeiro quadriénio apresenta-se máxima na China, onde em 2007, como nos anos precedentes, se assistiu a um crescimento a dois algarismos, o único que se verificou nos países de maior relevância económica, enquanto as taxas mais contidas de desenvolvimento se presenciaram na Alemanha e na Itália,

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que figura, entre as nações de vanguarda, no último posto desta escala. Deve ainda acrescentar-se que o crescimento mais amplo se verificou nos povos com a maior consistência demográfica, tais como a China e a Índia, enquanto as quotas da exportação se mostram mais altas na União Europeia, com 29% das expedições mundiais, cabendo aos E.U.A. apenas 9,8%, que perdeu terreno. O ano de 2007 caracterizou-se por variações bastante acentuadas dos câmbios monetários, e de modo particular as respeitantes à relação entre o dólar e a moeda única europeia, com uma apreciável reavaliação de Euro que nos últimos doze meses ascendeu a 11,9%, rondando assim cerca de um ponto percentual por mês. Note-se, contudo, que não foi o Euro que subiu, mas antes que o dólar vem caindo cada vez mais em face da enorme dívida externa ianque e da sua grande crise financeira, aliada à forte especulação imobiliária, a que a Europa é alheia. No médio prazo, o fenómeno revelou-se mais significativo, com um diferencial que atingiu 28,5% sobre a base quinquenal, com manifestas consequências negativas para as exportações europeias, mas com a importante contrapartida de facilitar as importações de petróleo e das matérias-primas, essenciais à indústria comunitária. O crescimento do sistema económico apresenta-se suportado, uma vez mais, por um incremento muito acentuado, e sob diversos aspectos emblemáticos, do recuso à INTERNET, cujos pontos terminais saltaram de 22 para 542 milhões – metade dos quais concentrados no E. U. América – no decurso de apenas uma década. Perante estes números espectaculares, torna-se mais fácil compreender-se as razões que deram lugar à atrás aludida prevalência de serviços na determinação do PIB mundial. As possibilidades e as potencialidades do ulterior desenvolvimento dos modernos e eficientes instrumentos informáticos restam particularmente relevantes, uma vez que a actual relação mundial “per capita” se aproxima de 43 por mil, com uma quota


mínima de 10 por mil na China china, contra os 915 da confederação norte-americana. Não podemos esquecer a evolução da indústria da edificação, que constitui, hoje como ontem, um factor fundamental da expansão económica de um modo geral por toda a parte, a começar pelos E. U. América, o primeiro país construtor onde a conjuntura sectorial teve de confrontar-se com a crise criada pela especulação dos empréstimos – a ambição, a cobiça e ganância de muitos seres humanos dá lugar a enorme turbulência financeira e económica, pagando o justo pelo pecador –, mergulhando o país em forte perturbação imobiliária, com uma queda acentuada nos preços das habitações, sem retoma à vista em 2008. Quanto à União Europeia, onde se concentra – a par do Japão, por seu lado em nítida ascensão – uma quota determinante da actividade edificadora mundial, não só em quantidade mas também em qualidade, os resultados alcançados em 2007 revelaram-se bastantes positivos nos países da faixa oriental, saídos da antiga órbita soviética e empenhados em forte movimento de progresso, para recuperar do atraso causado da utopia comunista, e a médio prazo largamente benéficos para as respectivas populações, devendo contudo apontar-se a estagnação na Bélgica, na Grécia, na Alemanha e em Portugal.

De resto, a explosão demográfica, a progressão do rendimento médio e a investigação e a consecução de altos padrões de qualidade de vida, incluindo em primeiro lugar a casa, são factores objectivos que contribuem para o desenvolvimento. Para concluir, o sistema económico confirmou também em 2007 a sua propensão para o crescimento, criando um bom pressuposto para a expansão do nosso já notável Sector e para a confirmação da sua consolidada tendência de crescimento. Todavia a crise do crédito imobiliário do segundo semestre de 2008 que alastrou nos E.U. América e arrastou consigo uma crise financeira de dimensões mundiais de alcance hoje imprevisível, que já está a prejudicar a economia do nosso planeta, irá certamente ter repercussões negativas também no Sector Pétreo. 3 – EXTRACÇÃO E PROCESSAMENTO A produção útil mundial das pedreiras de ROCHAS ORNAMENTAIS logrou alcançar também em 2007 um substancial incremento, ao nível de 11,59%, atingindo um volume da ordem de 28,3 milhões de metros cúbicos, equivalente a 103,5 milhões de toneladas, enquanto a “ratio” “per capita” ascendeu a 0,17 quintais, auferindo o aumento de 37% em relação

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aos dados de 2003, o que traduz um enorme sucesso. Por seu lado aquela meta extractiva deu lugar a um volume processado, isto é, de artefactos líticos decorativos, da ordem de 22,5 milhões de metros cúbicos, correspondente a 61 milhões de toneladas, ou seja, 1,13 mil milhões de metros quadrados, certamente referidos à espessura convencional de 2 centímetros. Torna-se evidente que o elevado volume de resíduos, rejeitados da extracção e do processamento levanta aos industriais gravíssimos problemas de armazenagem racional, uma vez que a investigação científica, técnica e tecnológica ainda não logrou conseguir o seu adequado aproveitamento económico e a sua utilização em larga escala. Neste contexto este consiste num dos maiores problemas actuais com que o nosso SECTOR vem sendo chamado a confrontar-se, seja na perspectiva da contenção dos custos, seja na óptica da programação do desenvolvimento. Sob o ponto de vista das modalidades líticas susceptíveis de aproveitamentos actual, permanece a tradicional tripartição nas tipologias fundamentais de rochas carbonatadas, silicatadas e material ardosífero, este menos frequente.

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Em 2007 assistiu-se a uma ulterior retoma da quota de carbonatada extraída, enquanto a pedra siliciosa regressou aos níveis de 2000, representando todavia ainda um terço da produção mundial de ROCHAS DECORATIVAS. Com efeito, depois da grande progressão siliciosa dos anos setenta e da primeira metade dos anos oitenta, relacionada em boa medida com o aparecimento de novas e revolucionárias tecnologias, a gama produtiva manifestou variações relativamente contidas, em que o factor artístico e estético prevaleceu sobre as propriedades tecnológicas. Na distribuição produtiva por grandes áreas geográficas, o primado da Ásia, que já em 2006 viera expresso em termos de maioria absoluta, surgiu amplamente consolidado em 2007, alcançando 56,8% da extracção útil mundial, enquanto a quota da Europa, embora crescendo em volume, perdeu acima de um ponto percentual, descendo a 27,3%. Considerando os resultados individuais, cumpre salientar que o contributo da China e da Índia para a predominância asiática resulta francamente maioritário, com um volume da ordem de dois terços da produção global do continente e representando nada mais nada menos que dois quintos da metade mundial.


Com respeito aos outros grandes países protagonistas, deve colocar-se em evidência a forte ascensão da Turquia, chegada ao terceiro posto da escala produtiva mundial, seguida pela Itália, pelo Irão, pela Espanha e pelo Brasil, as únicas realidades extractivas com um volume útil anual superior a cinco milhões de toneladas. A forte concentração da actividade escavadora ornamental num número relativamente reduzido de nações ressalta resta uma característica básica do nosso SECTOR: os sete maiores referidos representam 71% da produção do nosso Planeta, que sobe a 78% levando em conta os outros povos com extracção individual anual superior a um milhão de toneladas: PORTUGAL, os E. U. América, a Grécia e a França. Entre os poucos resultados em contra-tendência, podem apontar-se os da Coreia do Sul, onde a importação de artefactos líticos chineses suplantou largamente as actividades locais de extracção e de processamento, e os da África do Sul, onde a política de qualidade levada a cabo pelo oligopólio silicioso local – detentor exclusivo do célebre gabro “Negro Imperial” – se traduz em certa contracção da extracção e da exportação.

Com quase 300 milhões de metros quadrados equivalentes, a que se juntam os resultantes do processamento da matéria-prima importada em grande escala, a China confirma-se também como o maior protagonista no domínio da transformação, onde arrebatou um progresso deveras extraordinário, se pensarmos que no início dos anos noventa ocupava o 18º lugar na respectiva escala mundial. Actualmente este gigante pétreo decorativo conta com uma disponibilidade extractiva fortíssima envolvendo pelo menos cinco mil pedreiras em actividade e possui estruturas a jusante capazes de serrar e de processar não só todo o volume útil extraído mo no país como também a matéria-prima importada. Em síntese, pode afirmar-se que a industrialização pétrea chinesa prestou um contributo fundamental ao desenvolvimento do nosso SECTOR no mundo, e à rapidez do respectivo progresso ao longo dos últimos vinte anos. As aplicações prevalecentes do produto lítico acabado continuam apanágio da edificação – e acima de tudo da pavimentação e do revestimento –, com uma quota equivalente a três quartos do total, que no longo prazo evidenciou um forte aumento nos

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trabalhos especiais, como os referentes a cozinhas e a casas de banho, onde o progresso tecnológico ampliou os horizontes de utilização há poucos anos ainda completamente impensáveis e inesperados. Dentre as utilizações alternativas, restam importantes, em primeiro lugar, as respeitantes à arte funerária e ao arranjo urbano – fontes, estátuas, arcos, obras artísticas menores e pavimentação de ruas, praças, jardins e passeios públicos –, e em medida menor, à decoração de interiores e à criação de objectos artesanais. Importa evidenciar, para além das aplicações individuais, que nos derradeiros doze anos o incremento médio das utilizações pétreas ascendeu a 12%, e que em termos absolutos se traduziu num crescimento superior a 650 milhões de m2 equivalentes.

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Uma expressão de tamanha importância vem demonstrar que as oportunidades de desenvolvimento do nosso SECTOR se mostram amplas e difusas, em especial quando aparecem suportadas pelas prodigiosas conquistas da Ciência, da Técnica e da Tecnologia, pela contenção dos custos produtivos e distributivos, e pela propensão para modernizar e aperfeiçoar as unidades industriais; Estes factores tornam-se indispensáveis para a promoção da procura e para a maturação das escolhas conscientes por parte dos projectistas, das empresas edificadoras e dos utilizadores finais. (Continua na próxima edição)


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Notícias News

Pedreira Desactivada Alberga Museu do Mármore No passado dia 16 de Julho foi lançada a primeira pedra do novo Museu do Mármore de Vila Viçosa, um momento que assinala o arranque da primeira fase de um projecto que pretende transferir o actual museu, instalado numa antiga e desactivada estação da CP, para uma localização mais estratégica, de onde pode tirar-se partido da memória e cenografia do espaço. Segundo a autarquia, a pedreira da Gradinha e toda a zona envolvente vão ganhar, a médio prazo, uma nova vida com a instalação do novo Museu do Mármore e, simultaneamente, com a transformação da área num auditório ao ar livre, esculpido pelo homem. O projecto do Museu do Mármore de Vila Viçosa pretende garantir um espaço com qualidade, conjugando no mesmo local os aspectos fundamentais e marcantes da indústria extractiva e transformadora, permitindo ao visitante fazer uma viagem global ao mundo das rochas ornamentais. O presidente da autarquia informou que a obra do novo museu vai começar em Setembro deste ano (2011) para ficar concluída em Março de 2012. Esta primeira fase, com financiamento já aprovado no âmbito do INALENTEJO – Programa Corredor Azul, contempla a recuperação e requalificação do pavilhão existente na Pedreira da Gradinha, transformando-o numa área expositiva polivalente que comportará as zonas de recepção e exposição. Numa segunda fase, pretende-se ampliar a área de exposição, recuperar ou adaptar as construções anexas e tratar todo o espaço exterior. Este primeiro passo na requalificação de um local que industrialmente perdeu as suas valias represen-

Raquel e Diamantino Castro doaram ao município de Vila Viçosa a pedreira da Gradinha.

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ta um sinal de progresso e capacidade de renovação e um bom exemplo de responsabilidade social de uma empresa do sector da pedra natural. Personalidades presentes na cerimónia de construção da placa comemorativa do lançamento da primeira pedra do museu do mármore e que colaboraram de alguma forma com esta iniciativa: os proprietários da Pedreira, Raquel e Diamantino Castro, que a doaram ao município; o Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, Luís Caldeirinha Roma; o Arcebispo de Évora, D. José Alves; o Presidente da ERT, Turismo Alentejo, António Ceia da Silva; o Presidente da Assimagra, Manuel Simões; o Presidente da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, Manuel Couceiro da Costa; o Reitor da Universidade de Évora, Carlos Braumman; o subdirector da Direcção Geral de Energia e Geologia, Carlos Caxaria; o representante da Direcção Regional de Economia, Bernardino Piteira; o autor do projecto de arquitectura do Museu, Miguel Lima; o Provedor do Ouvinte da RTP, Mário Figueiredo; o Director Regional de Educação do Alentejo, José Verdasca; o Presidente da Assembleia Municipal de Vila Viçosa, Geraldo Gazimba Simão; o representante do Grupo Nabeiro Delta Cafés, António Coutinho;os calipolenses Leolinda Trindade, Joaquim Torrinha e Francisco Lourinhã.


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SEW-EURODRIVE PORTUGAL no ENDIEL 2011 Na vanguarda da Tecnologia de Accionamentos A SEW-EURODRIVE é a empresa líder mundial no desenvolvimento e produção de equipamentos para soluções de transmissão e controlo do movimento, oferecendo e suportando a mais vasta gama de soluções de accionamento modulares e integradas, a par com um conjunto configurável de serviços de manutenção CDS® (Complete Drive Service®) e assistência técnica. De 18 a 22 de Outubro no 17.º Encontro para o Desenvolvimento do Sector Eléctrico e Electrónico (ENDIEL 2011) a SEW-EURODRIVE irá apresentar uma ampla variedade de produtos expostos, dos quais destacamos: • Conversor Tecnológico MOVIDRIVE® B, tamanho 7 (potências até 315kW), • Accionamento Mecatrónico MOVIGEAR® B, com eficiência energética IE4 • effiDRIVE® - Soluções Energeticamente Eficiente s • VARIOLUTION® • MAXOLUTION® • DRIVE Benefits • MOVITRAC® LTP B O Accionamento Mecatrónico MOVIGEAR® é uma solução inovadora que integra o redutor, o motor e a electrónica de potência numa só unidade compacta. É um accionamento de elevada eficiência, resultado da sua concepção e características dos seus componentes. As unidades de accionamento MOVIGEAR® - SNI “Single Line Network Installation” - instalação em rede de linha única - permitem ser controladas através de uma das fases do sistema de alimentação trifásico.

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Enquanto líder global na Tecnologia de Accionamentos, a SEW-EURODRIVE leva muito a sério a sua responsabilidade nas questões ambientais, como prova o desenvolvimento de accionamentos de alto rendimento: MOVIGEAR® com classe de eficiência IE4 – Super Premium; Motor DRP com classe de eficiência IE3 – Premium. A SEW-EURODRIVE distancia-se assim, uma vez mais, dos seus concorrentes e distingue-se também como líder em Soluções Mecatrónicas de elevada Eficiência Energética. A questão energética não se resolve apenas pela forma como se produz energia (as fontes renováveis ou não renováveis, o nuclear ou não, etc.). Resolve-se também – e talvez sobretudo – pela forma como a utilizamos.


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STONE PROJECT 8 a 16 de Outubro em Vila Viçosa A STONE PROJECT – Exposição de Projectos, Obras, Pedras e Equipamentos apresenta um ciclo de conferências e workshops com vista a criar uma maior sinergia entre a rocha ornamental e a arquitectura

nacional e internacional. Este evento bienal é organizado pela Câmara Municipal de Vila Viçosa e a Faculdade de Arquitectura de Lisboa, conta ainda com o apoio de várias instituições internacionais.

Suspenso concurso para restauro do Padrão Foi suspenso o concurso anunciado pela EGEAC – Empresa de Gestão de Equipamentos e Actividades Culturais, para o restauro da pedra do Padrão dos Descobrimentos. Contactado pela revista Rochas e Equipamentos o gabinete de Comunicação da EGEAC informou que as obras, orçadas em 1 milhão de euros, foram suspensas por questões relacionadas com a contenção orçamental. A EGEAC é uma empresa municipal e a abertura do concurso e encerramento do

monumento ao público foi anunciada na imprensa em Abril do corrente ano, pela própria administração que informou serem as obras justificadas pelos “problemas de infiltrações e permeabilidade da pedra” que afectam o monumento. Recorde-se que estas obras já eram para ter sido realizadas em 2010 a tempo da celebração dos 50 anos do edifício criado para a Exposição do Mundo Português, mas “a conjuntura financeira” impossibilitou esse objectivo, tal como agora.

Obras no Terreiro do Paço adiadas As obras no pavimento central do Terreiro do Paço e na estrada em frente ao Cais das Colunas cuja necessidade de reparação foi noticiada em exclusivo pela Revista Rochas e Equipamentos, na última edição, continuam por fazer, apesar de estarem planeadas para o Verão. Interpelada pela revista Rochas e Equipamentos a Administração da Frente Tejo, a entidade responsável pela realização das obras, informou que “a empresa que presta apoio técnico à Frente Tejo, S.A., a Parque Expo, está a tomar as diligências necessárias de modo a que as reparações tenham lugar no mais curto espaço de tempo”. Entretanto o Governo já anunciou publicamente, em Agosto, a intenção de extinguir a Parque Expo em 2013 e a Frente Tejo até Dezembro do corrente ano.

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A Administração da Frente Tejo respondeu à Rochas e Equipamentos que “até à data ainda não nos foi comunicado pelo Governo quais as entidades para quem serão transferidos os direitos e obrigações desta sociedade”. En relação à empreitada na Ribeira das Naus a Frente Tejo informou que a próxima obra a realizar é o “Avanço de Margem da Ribeira das Naus”. O Concurso desta empreitada já foi encerrado “espera-se a qualquer momento fazer a adjudicação, estando as diversas opções de financiamento asseguradas por contratos celebrados, faltando apenas a decisão do accionista”. Isto quer dizer que aguarda luz verde do Governo para avançar.


Ernesto Matos expõe calçada portuguesa no mundo Fotografias da calçada portuguesa no mundo da autoria de Ernesto Matos estiveram patentes numa exposição em Rabat, capital de Marrocos.

pelo CENJOR (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas, em Lisboa).

A exposição realizou-se no centro Cultural Português em Março e Abril e teve o patrocínio da Revista Rochas e Equipamentos. Na inauguração da exposição realizou-se também uma conferência sobre o tema.

Ao longo da sua vida profissional tem publicado vários trabalhos de investigação e divulgação da calçada portuguesa. É autor de vários livros e é frequentemente convidado para fazer conferências sobre o tema. Colabora, também, em várias revistas e jornais.

As fotografias resultam de um apurado trabalho de investigação sobre a calçada portuguesa desenvolvido pelo designer em viagens que durante vários anos realizou por todo o mundo. É um inventário quase exaustivo da presença portuguesa em todos os continentes onde deixou como legado um património construído ao longo dos séculos.

As suas obras mais recentes são: “Calçada Portuguesa no Mundo”, publicado em 2009 e “Calçada Portuguesa de Portugal” que inclui uma captação exaustiva dos passeios portugueses e uma investigação desenvolvida sobre os mesmos. Anteriormente publicou uma obra sobre a “Calçada Portuguesa de Macau”.

Além da licenciatura em Design Gráfico Ernesto Matos tem também formação em fotojornalismo

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Centrocar assegura presença directa em Moçambique com abertura de Sucursal Tiago Silva – Director de Marketing da Centrocar

A aposta da Centrocar em África é uma certeza e mais um passo foi dado nesse sentido: está oficialmente constituída a Centrocar Moçambique, garantindo a distribuição exclusiva dos equipamentos Doosan, Bobcat, Ingersoll Rand e Montabert em todo o país. A nova empresa resulta de uma operação de aquisição de 80 por cento do capital da Nova Equipamentos, até agora o único concessionário em Moçambique. Do antigo concessionário, a Centrocar mantém o seu sócio gerente, José Pedro da Silva, que assume as funções de Director Comercial, e igualmente as instalações na Zona Industrial de Matola. Pedro Mieiro, presidente do Conselho de Administração da Centrocar – Centro de Equipamentos Mecânicos, S.A., destaca a excelente visibilidade do terreno, frente a uma auto-estrada principal. “Aqui teremos instalações provisórias durante um ano e depois definitivas com uma área coberta de 1.000 m2 para oficina, armazém de peças e escritórios”, refere. País regista crescimento Com mais de 22 milhões de habitantes e uma área de quase 800.000 km2, Moçambique apresentou em 2010 crescimento económico na ordem dos seis por cento, ligeiramente abaixo das expectativas, mas ainda assim um dos mais elevados da região. Actualmente, várias empresas portuguesas estão no país, casos da Mota Engil, Soares da Costa, Opway, Gabriel Couto, Casais, Monte Adriano, entre outras. O objectivo é internacionalizar a sua actividade tendo em conta a realidade económica de Portugal. “Temos uma capacidade técnica e capacidade de mão-de-obra qualificada e disponibilidade, para podermos expandir a nossa participação no sector da construção civil em Moçambique”, afirmou o presi-

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dente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas de Portugal (AICCOP), citado pela Agência Lusa, no seguimento de um seminário sobre o sector da construção em Moçambique. Grandes obras estão anunciadas para o país. Já em Agosto, foram adjudicados 217 milhões de dólares em obras de construção integral da estrada que liga as cidades de Nampula e Cuamba, em Niassa, que deverão arrancar ainda este ano. Em Julho, foi anunciado o investimento de 60 milhões de dólares para reabilitar os grandes canais de drenagem que atravessam a cidade da Beira e, um mês antes, o Governo Moçambicano revelou a intenção de construir uma barragem no rio Púnguè, obra avaliada em 39 milhões. Estando em Moçambique – e também em Angola – com venda de equipamentos e Serviço Após Venda, a Centrocar garante um apoio mais próximo às empresas portuguesas que decidiram internacionalizar a sua actividade.


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R & E Buyers Guide R & E Buyers Guide PLANT EQUIPMENT

CUT TO SIZE

QUARRY EQUIPMENT

TILES

LIMESTONE

SLABS

GRANITE

BLOCKS

MARBLE

DIAMOND TOOLS

SLATE

ABRASIVES

PORTUGUESE PAVEMENT

SERVICES

OTHER STONES

FAIRS

Pág. 35 Portuguese Association of Portuguese Pavement Producers

ABRESSA GROUP Central: Barcelonès, 39 – Pol. Ind. del Ramassá 08520 Les Fraqueses del Vallés - Barcelona - Spain Tel.: (34) 93 846 58 75 Fax: (34) 93 846 80 29 E-mail: ae.abressa@abressa.com www.abressa.com

Edifício Estrada Romana 2480-013 Alqueidão da Serra - Portugal Tel.: | Fax: + 351 243 406 110 | + 351 244 402 191 E-mail: geral@aecp.org.pt www.aecp.org.pt

C.Capa

Pág. 83

AIREMÁRMORES – EXTRACÇÃO DE MÁRMORES, LDA.

ANTÓNIO JACINTO FIGUEIREDO, LDA.

OFFICE AND FACTORY: Rua dos Arneiros – Ataíja de Cima 2460-712 Alcobaça – Portugal Tel.: + 351 262 508 501 | + 351 938 383 600 Fax: + 351 262 508 506 E-mail: geral@airemarmores.pt www.airemarmores.pt

Apartado 2, Estrada Nacional, 9 – Cruz da Moça 2715-951 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 270 100 | + 351 219 678 210 Fax: + 351 219 271 627 E-mail: commercial@ajfigueiredo.pt a.j.figueiredo@mail.telepac.pt www.afigueiredo.pt

Pág. 23 C. MATA EXPORT

CARRARA MARMOTEC

Casais Robustos - Apartado 67 2396-909 Minde Codex - Portugal Tel.: + 351 249 890 652 Fax: + 351 249 890 660 E-mail: cmata@cmataexport.com www.cmataexport.com

CarraraFiere Srl Viale Galilei, 133 54033 Marina di Carrara (MS) - Italy Tel.: + 39 0585 787963 Fax: + 39 0585 787602 info@carraramarmotec.com www.carraramarmotec.com

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS


Pág. 15

Pág. 17

CASA DOS DIAMANTES LINO A. FERNANDES, LDA.

CFM - PROJECTO E CONSTRUÇÃO DE MÁQUINAS, LDA.

Lugar de Rio Tinto - 4720-632 Rendufe – Amares P.O. BOX 451 EC Avenida - 4711-914 Braga - Portugal Tel.: + 351 253 311 300 Fax: + 351 253 311 400 E-mail: casadosdiamantes@mail.telepac.pt www.cdd.com.pt

Av. Aviação Portuguesa, nº5 - Apartado 14 – Fação 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 678 280 Fax: + 351 219 678 289 E-mail: geral@cfm-maquinas.pt www.cfm-maquinas.pt

Pág. 29

Pág. 75

CO.FI.PLAST

CONSTRUAL - CONSTRUTORA MECÂNICA, LDA.

ABRADIAM, LDA Estrada Nacional 378 - Rua Pinheiro Grande, Nº 8 2865-020 Fernão Ferro - Portugal Tel.: + 351 212 121 126 Fax: + 351 212 122 227 E-mail: abradiam@sapo.pt

Av. da Aviação Portuguesa, nº5 - Apartado 14 - Fação 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 678 280 Fax: + 351 219 678 289 E-mail: construal@construal.pt www.construal.pt

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Pág. 58

DIAPOR – DIAMANTES DE PORTUGAL, S.A.

DIAMOND SERVICE PORTUGUESA, LDA.

Rua 8 – Zona Industrial de Rio Meão Apartado 412 – 4524-907 Rio Meão – Portugal Tel.: + 351 256 780 400 Fax: + 351 256 780 409 E-mail: geral@diapor.pt www.diapor.pt

Zona Industrial – Lote 2 – Apartado 61 EC Vila Viçosa - 7160-999 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 886 840 Fax: + 351 268 886 849 E-mail: diamondservice@diamondservice.pt www.diamondservice.pt

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Pág. 62

EQUIMÁRMORE - EQUIPAMENTOS P/ MÁRMORE, LDA.

DRAGÃO ABRASIVOS, LDA.

E.N. 9 – Apartado 22 2715-901 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 671 197 Fax: + 351 219 271 964 E-mail: comercial@equimarmore.pt

Rua Dragão Abrasivos, nº595 - Apartado 6 4536-904 Paços de Brandão - Portugal Tel.: + 351 227 442 007 Fax: + 351 227 448 739 E-mail: dragao@mail.telepac.pt www.dragaoabrasivos.pt

EUROGRANIPEX LDA

EXPOSALÃO - CENTRO DE EXPOSIÇÕES, S.A.

Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro 2665-602 Venda do Pinheiro - Lisboa Portugal Tel.: | Fax: + 351 219 662 039 TM: + 351 910 766 041 / 2 Email: comercial@eurogranipex.com eurogranipex@eurogranipex.com www.eurogranipex.com

Apartado 39 2441-951 Batalha - Portugal Tel.: + 351 244 769 480 Fax: 351 244 767 489 E-mail: info@exposalão.pt www.exposalão.pt

ROCHAS & EQUIPAMENTOS

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Pág. 19

EZEQUIEL FRANCISCO ALVES, LDA.

FIGALJOR - INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE GRANITOS E MÁRMORES,

OFFICE AND FACTORY: Avª Marquês de Pombal, nº 247 Falimas – Morelena 2715-005 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 279 797 Fax: + 351 219 279 705 E-mail: efa.lda@mail.telepac.pt www.efa-marmoresrosa.com

Av. Liberdade, 168/170 – Apartado 1 2715-097 Pêro Pinheiro - Portugal Tel.: + 351 219 279 552 Fax: + 351 219 672 724 E-mail: geral.pp@figaljor.pt www.figaljor.pt

S.A.

Pág. 67 GASPARI MENOTTI - S.P.A.

GH - INDÚSTRIAS ELECTROMECÂNICAS, S.A.

CORPADVANCE, S.A. Quinta da Fonte, Edifício D. Pedro I 2770-071 Paço de Arcos - Portugal Tel.: + 351 920 256 Fax: + 351 912 901 E-mail: geral@corpadvance.com www.corpadvance.com

Zona Industrial do Soeiro, Lote 9 4745-460 S. Mamede Coronado - Portugal Tel.: + 351 229 821 688 Fax: + 351 229 821 687 E-mail: geral@ghsa.com www.ghsa.com | www.pontesrolantes.pt

Pág. 1 GRANIPLAC, LDA. | GRANITOS DO CENTRO, LDA Zona Industrial – Apartado 26 3150-194 Condeixa-a-Nova – Portugal Tel.: + 351 239 942 430 Fax: + 351 239 941 051 E-mail: graniplac@graniplac.pt www.graniplac.pt

GRANISEL REALTM - SOCIEDADE DE COMERCIALIZAÇÂO DE PEDRAS NATURAIS, LDA P.O. BOX 1007 - 5000-999 Vila Real - Portugal Tel.: + 351 259 330 600 Fax.: + 351 259 330 605 E-mail: pedrasvral@granisel.eu www.granisel.eu

Pág. 38

Pág. 49

GRANITRANS – TRANSFORMAÇÃO DE GRANITOS, LDA.

GRUPO FRAZÃO - EXTRACÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE ROCHAS LDA.

Rua dos Serrados – Negrais 2715- 346 Pêro Pinheiro - Portugal Tel.: + 351 219 671 016 | + 351 219 677 127 Fax: + 351 219 670 801 E- mail: info@granitrans.pt www.granitrans.pt

Zona Industrial Norte – Pé da Pedreira – Apartado 67 2026-901 Alcanede - Portugal Tel.: + 351 243 400 598 Fax: + 351 243 400 606 E-mail: grupofrazao@grupofrazao.com www.grupofrazao.com

Pág. 21 GRUPO GALRÃO Av. da Liberdae, 153 2715-004 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 270 302 Fax: + 351 219 279 912 E-mail: galrao@galrao.com www.galrao.com

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS

JORGE CRUZ PINTO E CRISTINA MANTAS ARQUITECTOS LDA. Rua do Banco nº18 2765-397 Estoril - Portugal Tel.: + 351 214 661 290 | + 351 214 661 291 Fax: + 351 214 661 292 E-mail: geral@cruzpinto.com www.cruzpinto.com


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Pág. 56

LUSOROCHAS ROCHAS ORNAMENTAIS LDA

LUXIMAR – TRANSF. EXP. IMP. DE MÁRMORES E GRANITOS, LDA.

Casal de Silvérios - Pedra Furada 2715-358 Almargem do Bispo - Portugal Tel.: + 351 219 677 540 Fax: + 351 219 677 549 E-mail: info@lusorochas.com www.lusorochas.com

Alam. Henrique Pousão 15 7160-262 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 980 526 Fax: + 351 268 980 549 Parque Ind.: Tel.: + 351 268 999 280

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Pág. 27

MARBLE

MARBRITO, S.A.

IZFAS Sair Esref Bul. No:50 Kulturpark 35230 Izmir - Turkey Tel.: + 90 2324971229 Fax: + 90 2324971238 info@izmirfair.com.tr www.marble.izfas.com.tr

Apartado 54 EC. Vila Viçosa 7161-909 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 550 Fax: + 351 268 889 569 E-mail: marbrito@marbrito.com www.marbrito.com

V. Capa

V.C. Capa

MARFILPE – MÁRMORES E GRANITOS, S.A

MARMOZ - COMPANHIA INDUSTRIAL DE MÁRMORES DE ESTREMOZ,

IC2 Casal da Amieira, Apartado 174 2440-001 Batalha - Portugal Tel.: + 351 244 768 030 | + 351 244 768 120 Fax: + 351 244 768 342 E-mail: geral@marfilpe.pt www.marfilpe.pt

LDA.

Apartado 54 7160-999 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 550 Fax: + 351 268 889 569 E-mail: marmoz@marmoz.com www.marmoz.com

Pág. 37 MOCAMAR – MÁRMORES DE ALCANEDE, LDA.

MOTA-ENGIL ROCHAS ORNAMENTAIS

Zona Industrial – Pé da Pedreira – Apartado 46 2025-161 Alcanede – Portugal Tel.: + 351 243 400 687 | 243 400 275 | 243 408 879 Fax: + 351 243 408 892 E-mail: mocamar@mail.telepac.pt www.mocamar.com.pt

Zona Industrial de Estremoz 7100 Estremoz - Portugal Tel.: + 351 268 337 350 Fax: + 351 268 337 359 email: rochas.ornamentais@mota-engil.pt www.mota-engil.pt

Pág. 57

Pág. 40

POEIRAS - MÁQUINAS & FERRAMENTAS, LDA.

OCTÁVIO RABAÇAL MARTINS (ENG.º )

Zona Industrial – Lote 1 e 2 – Apartado 50 7161-909 Vila Viçosa – Portugal Tel.: + 351 268 889 380 Fax: + 351 268 889 389 E-mail: poeira.lda@mail.telepac.pt www.poeiras-mf.pt

Ex.-Assessor Principal do Instituto Geológico e Mineiro Av. Eng.º Arantes de Oliveira, 28 r/c Esq. 1900 Lisboa - Portugal

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS


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Pág. 40 SEW EURO DRIVE PORTUGAL

STONETECH

E.N. 234 - Luso 3050-901 Mealhada- Portugal Tel.: + 351 231 209 670 Fax: + 351 231 203 685 E-mail: infosew@sew-eurodrive.pt www.sew-eurodrive.pt

CIEC Exhibition Company, Ltd. 1/F, General Service Building6 East Beisanhuan Road Beijing 100028 - China Tel.: + 86 1084600335 Fax: + 86 1084600325 E-mail: sunying@ciec.com.cn www.stonetech.org.cn

Pág. 11 STONE+TEC

TWO - TOTAL WEB OUTPUT

NurnbergMesse GmbH Messezentrum 90471 Nurnberg Tel.: + 49 (0) 9 11. 86 06-49 69 Fax: + 49 (0) 9 11. 86 06-82 28 E-mail: visitorservice@nuernbergmesse.de www.stone-tec.com

Rua Castilho, nº1, 3º Dto 1250-069 Lisboa - Portugal Tel.: + 351 213 161 253 E-mail: info@two.pt www.two.pt

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Pág. 80

URMAL – JOAQUIM DUARTE URMAL & FILHOS, LDA.

VARIOGRAMA

Apartado 16 2716 Pêro Pinheiro – Portugal Tel.: + 351 219 677 580 Fax: + 351 219 279 172 E-mail: urmal@urmal.com www.urmal.com

Largo do Corpo Santo, nº6 - 1º 1200-129 Lisboa – Portugal Tel.: + 351 213 241 090 Fax: + 351 213 241 099 E-mail: info@variograma.com www.variograma.com

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VISA CONSULTORES de Geologia Aplicada e Engenharia do Ambiente, S.A.

VITÓRIA STONE FAIR

LISBOA

Milanez & Milaneze Av. José Rato, 1117 - Bairro de Fátima 29160 - 790 Serra ES - Brazil Tel.: + 55 2734340617 Fax: + 55 2734340601 E-mail: info@vitoriastonefair.com.br www.milanezmilaneze.com.br

PORTO

Rua Alto da Terrugem, n.º 2 Rua Júlio Dinis, n.º247 - 5º 2770-012 Paço de Arcos Escritório E3 - 4050-324 Porto Tel.: + 351 214 461 420 Tel.: + 351 226 007 580 Fax: + 351 214 461 421 Fax: + 351 226 007 581 E-mail: geral@visaconsultores.com www.visaconsultores.com

Pág. 33 WIRES ENGINEERING

XIAMEN INTERNATIONAL STONE FAIR

ABRADIAM, LDA Estrada Nacional 378 - Rua Pinheiro Grande, nº8 2865-020 Fernão Ferro - Portugal Tel.: + 351 212 121 126 Fax: + 351 212 122 227 E-mail: abradiam@sapo.pt

Xiamen Jinhongxin Exhibition Co., Ltd. Xiamen International Conference and Exhibition Center Xiamen P.C.361008 - China Tel.: + 86 5925959612 Fax: + 86 5925959611 E-mail: info@stonefair.org.cn www.stonefair.org.cn

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ROCHAS & EQUIPAMENTOS


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