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Útil e Revelante

desde 1930

Ano III nº 30 Fevereiro de 2012 - Fortaleza Ceará

Agronegócio, Economia e Mercado www.jcce.com.br

Email: j.comercio@hotmail.com

O REI DO BARULHO Ilustração: Divulgação

Motos envenenadas é moda em Fortaleza A população vai ter que esperar novas medidas ou Lei, a exemplo como a que foi aprovada proibindo o uso de “paredões” de som, para dormir sossegada, nas madrugadas, quando acontecem os “pegas”. (Página 3) EXIBICIONISTAS DOS PAREDÕES MIGRARAM PARA OS MOTOCÕES

“Avenida das Carnaúbas” Câmara vai propor nova legislação que regularize Fortaleza ganha novo espaço público a vistoria e manutenção dos imóveis de Fortaleza (PÁGINA 10)

Participação do crédito duplica em dez anos Em dezembro de 2011, o crédito como proporção do PIB atingiu 49,1% - 3,9 pontos percentuais (p.p.) acima de dezembro de 2010 e praticamente o dobro dos 26% registrados em 2002. O aumento do crédito imobiliário e para a produção são destaques desse aumento (veja gráfico).

Os riscos de desabamentos de prédios antigos, sem manutenção, são recorrentes em várias cidades no País, como também o perigo constante de incêndios por conta de sistemas elétricos antigos e sem manutenção. (veja mais detalhes dessa matéria na página 4)

Campus da UFC-Labomar em Aracati (Página 6)

BNB contratou 93% das operações do Crescer do País em 2011 (Página 7)

PIB brasileiro cresce 2,7% O crescimento da economia brasileira em 2011 foi de 2,7%, um ritmo considerado satisfatório pelo Ministério da Fazenda, dado o

cenário recessivo mundialNa avaliação do ministro Guido Mantega, a influência externa foi sentida especialmente no segundo semestre, porém, já

havia uma recuperação no final do ano. “Nós começamos o ano já com a economia aquecendo”, disse o ministro em entrevista. (Página 12)

Brasil tem 14 entre 50 grandes obras em andamento no mundo (Página 5)

CRECI-CE realiza blitz educativa na capital e no interior do estado

Varejo cresce com emprego e renda (Página 3)

Primeira do Norte/Nordeste no ranking de fiscalização do Cofeci, instituição estadual parte em busca dos falsos corretores de imóveis. (Página 8)


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Artigos/Editorial

Agronegócio, Mercado e Economia

Setor agrícola carrega o Brasil nas costas “O setor agrícola sempre provocou o desenvolvimento do Brasil”, mesmo sem apoio, sem qualificação da mão-de-obra, sem cobertura adequada do Governo” O Presidente do Banco do Nordeste – BNB – economista Roberto Smith, em palestra para empresário disse que “o setor comercial sempre se aproveitou do patrimônio do setor agrícola”. Hoje, quando falamos do patrimônio agrícola brasileiro estamos abordando o agronegócio do Brasil, um dos setores mais competitivos da economia do país: responde por 23% do PIB nacional, gera 37% de todos os empregos e o seu saldo comercial é mais que o dobro do saldo comercial total do Brasil, com todos os setores. Mas o que percebemos como contundente, nas informações do ex-banqueiro – durante 8 anos à frente do banco de fomento do Nordeste do Brasil, nos dois mandatos do Governo Lula - , é que ele também afirma que o setor – agronegócio – nunca “teve representação” política, e que é uma área que historicamente acompanha o atraso político brasileiro, pois “sempre foi arcaico”. Por outro lado, sabemos que o setor rural brasileiro está ganhando mercados de maneira espetacular, fazendo de nosso país o 3º maior player mundial neste setor. Na análise do professor aposentado de economia em nível de pós graduação, o setor agora está mudando. E não é novidade, pois temos bancada organizada e forte no Congresso Nacional representativa do setor e uma CNA – Confederação Nacional da Agricultura – atuante e mobilizada quando se trata de interesse rural. Não temos dúvidas dessas mudanças, mas o Brasil precisa, ainda, investir muito no campo, pois, como também mostra o professor Smith, atualmente à frente da ADECE – Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará – ao longo dos anos o Brasil retroagiu no campo, pois até “as escolas técnicas agrícolas acabaram”. Não podemos deixar de avaliar, como um passo importante, é a excelente tecnologia sustentável desenvolvida por nossos órgãos de pesquisa, universidades e empresas privadas, bem como os abnegados extensionistas rurais e as cooperativas agropecuárias que, mesmo em estado que pouco caso se faz do sue valor, têm sua cota forte na construção do crescimento do PIB – Produto Interno Bruto – rural. Não devemos também esquecer que o agronegócio brasileiro está na linha de frente de uma guerra violenta com concorrentes subsidiados dos países ricos, como os Estados Unidos e a Europa que sempre deram as facilidades aos produtores do campo, mas hoje estão pagando por essas facilidades que sem dúvida é uma das causas do atual gargalho da produção agricola deles. É o tal negócio, enquanto no Brasil as dificuldades dos produtores rurais nunca tiveram a mão invisivel das políticas públicas que minimizam os riscos grandiosos do setor, nos Países ricos da Europa tinham eles - os ruralistas - o bem bom dos Governos que nesses últimos 3 anos só têm é reduzido investimentos. É bom que venham aprender com os empresários rurais do Brasil. Como diz o ex-dirigente do BNB, “o setor agrícola sempre provocou o desenvolvimento do Brasil”, mesmo sem apoio, sem qualificação da mão-de-obra, sem cobertura adequada do Governo, conforme ele. O inadequado, portanto, é que, apesar do entendimento do economista reconhecendo de que “as mudanças estão acontecendo”... “historicamente o setor comercial se aproveitou do esforço agrícola”, e o setor rural, ainda, não tem poder político e nem econômicos, é a conclusão que fazemos das declarações de Roberto Smith.

Agronegócio, Mercado e Economia

Editora J. Comércio do Ceará CNPJ: 34956.268/0001-13 Rua Barão do Rio Branco, 1071 s/819 8º andar Edifício Lóbras Centro Fortaleza Ceará Telefones: 3088.8425 - 8762.4422 DIRETOR ADMINISTRATIVO: Antonio José Matos de Oliveira

EDITOR GERAL: Rogério Morais Reg. CE 00562 JP JURÍDICO: Dr. Airton Maranhão Dr. Azenclévio Saboia TIRAGEM: 5.000 mil exemplares

Seguro de vida: será que é realmente necessário ou é só mais uma despesa? Fonte: InfoMoney Você precisa pagar diversas contas no final do mês, entre elas a escola dos filhos, as despesas com água, luz, telefone, o aluguel da casa, o seguro do carro, a tv por assinatura e tantas outras. Talvez, por isso, você considere adicionar um seguro de vida nas despesas algo desnecessário e que só iria comprometer ainda mais sua renda. Mas, você já parou para pensar o quão bagunçada ficará a vida dos seus dependentes se você vier a faltar? Pensar em contratar um seguro de vida ainda não faz parte das prioridades da maioria dos brasileiros, de acordo com o presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros do Estado de São Paulo), Mário Santos. Para ele, o seguro será importante, sobretudo, para quem tem dependentes e dívidas de longo prazo, como um financiamento de imóvel, por exemplo. As dívidas O educador financeiro Mauro Calil concorda com a avaliação, “esse seguro deve ser contratado pensando naquilo que não será facilmente reposto no caso da sua ausência”, diz. Na prática, se você tem um financiamento de 15 anos, por exemplo, e seu cônjuge não tem renda, ou seja, não poderá pagar as parcelas, um seguro de vida é altamente recomendável.

Lembre-se que em 15 anos muita coisa pode acontecer, e tudo aquilo que foi financiado continuará sendo cobrado independente de qualquer coisa. Além disso, o seguro de vida pode ser ajustado anualmente, assim, conforme você for modificando seu orçamento, você pode alterar, também, seu plano. O valor Para definir qual o valor do seguro mais indicado para contratar é preciso considerar diversos elementos, olhando, sobretudo, para o longo prazo. A educação dos filhos, por exemplo, deve fazer parte do cálculo, assim como todas as dívidas que você terá nos próximos anos, explica Calil. Assim, se você tem filhos pequenos, veja quanto vai custar a educação deles até se formarem. Some a isso tudo o que você deve em financiamentos e as demais dívidas que possui para os anos seguintes. De acordo com Calil, cada caso é um caso e é muito importante sentar e entender qual a sua situação, sempre levando em consideração o que sua família não conseguirá pagar na sua ausência. Também é importante considerar a sua renda atual. Às vezes você pode fazer todo o cálculo e descobrir que o seguro vai comprometer muito da sua renda mensal. De acordo com o especialista, não é aconselhável que o seguro comprometa mais de 3% do seu orçamento, então a dica é ajustar suas

dívidas futuras, para que elas, ao serem somadas, permitam que você faça um seguro que não comprometa mais de 3% da suas renda. Para quem o seguro de vida é mais indicado? De acordo com Calil, muitas pessoas fazem uma avaliação errada do seguro de vida, considerando ele como uma herança. No entanto, ele é, na realidade, uma garantia de que todos seus compromissos financeiros serão quitados em caso de falecimento, garantindo a segurança da sua família. O seguro de vida é indicado, principalmente, para aquelas pessoas que acabaram de constituir família, que ainda não tem nenhum patrimônio, pensando principalmente no fato de que seus filhos não serão capazes de pagar pela educação e pelas dívidas que você contratou. Quando o patrimônio da família for capaz de gerar renda suficiente para sustentar todos os membros dela, ai o seguro já não é estritamente necessário. Calil ainda explica que, antes de contratar um seguro de vida, é interessante pensar no seguro de responsabilidade civil e os que cobrem casos de invalidez. Esses seguros garantem justamente a renda do trabalhador, em casos em que ele não será mais capaz de exercer sua profissão.

Biodiesel, Glicerol e Microorganismos Paula F. Franco*

Fatores econômicos, políticos, sociais e ambientais relacionados à crescente preocupação mundial com uso de combustíveis fósseis impulsionam a pesquisa na busca de fontes alternativas de energia, derivadas de matérias primas renováveis. Nesse cenário, umas das alternativas promissoras para substituir o óleo diesel derivado do petróleo é o biodiesel, um combustível produzido por fontes renováveis de energia, tais como óleos vegetais (soja, dendê, mamona e outros) e gorduras animais. Um dos métodos utilizados para a produção de biodiesel é o da transesterificação de óleos e gorduras. Ele consiste na reação química do óleo ou gordura com um mono-álcool de cadeia curta (metanol ou etanol) na presença de um catalisador (ácido ou básico), levando a formação de mono-ésteres (biodiesel) e glicerina (glicerol bruto) (Ma & Hanna, 1999). A proporção entre esses dois produtos é de cerca de 10% de glicerina em relação ao total do biodiesel produzido. O Programa Nacional de Uso e Produção de Biodiesel (PNPB) introduziu esse biocombustível na matriz energética brasileira pela lei nº 11.097, de 13 de Janeiro de 2005. Essa lei institui que todo óleo diesel comercializado no país deverá conter um percentual de 5% de biodiesel até o ano de 2013. Essa regra foi antecipada pela Resolução nº 6/2009 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e o percentual de 5% passou a ser obrigatório desde 1º de janeiro de 2010. Nesse ano, produção de biodiesel no país foi de 2,4 bilhões de litros, acarretando,

consequentemente, um aumento de glicerina disponível no mercado, o que faz com que o preço desse produto caia. Além disso, o excedente de glicerina pode causar sérios prejuízos caso liberado no meio ambiente. Outro problema é que esse material traz resíduos e impurezas oriundos do processo de produção e tratamentos necessários para purificação do mesmo são economicamente inviáveis. Sendo assim, o glicerol bruto não pode ser utilizado por indústrias que requerem um composto mais puro como, por exemplo, a alimentícia, a farmacêutica e a de cosméticos, e novos usos para ele devem ser viabilizados. Por ser extremamente comum e abundante na natureza, vários microorganismos são capazes de utilizar o glicerol como fonte de carbono. Por isso, um dos destinos possíveis para o material resultante da indústria do biodiesel é seu uso na composição de meios de cultura para crescimento de microrganismos em processos biotecnológicos que levem à produção de moléculas de interesse econômico. Vários compostos químicos de relevância comercial etanol, ácido succcínico, ácido propiônico, ácido cítrico, pigmentos, biosurfactante, biopolímeros etc podem ser produzidos por microorganismos crescidos em glicerol bruto (da Silva et al., 2009). A levedura de uso industrial Pichia pastoris, por exemplo, é um candidato extremamente promissor, pois consegue atingir uma alta densidade celular tendo glicerol como fonte de carbono. Essa levedura é amplamente utilizada na produção de proteínas

heterólogas de interesse comercial (Cregg et al., 2000), dentra elas αamilase, α-galactosidase, β-lactamase, β-galactosisidase, endoglucanase, peroxidase e diversas outras substâncias. Uma aplicação interessante é o uso de enzimas expressas por P. pastoris é na fabricação de ração animal. Fitase, fosfatase ácida, celulases e hemicelulases são alguns exemplos de enzimas expressas por essa levedura utilizadas na indústria de rações para animais. Essa indústria representa um setor importante do agronegócio no país e medidas que auxiliem o desenvolvimento econômico, permitindo uma redução no custo de produção, são de grande interesse. A criação de alternativas ambientalmente favoráveis para o uso de resíduos provenientes de fontes renováveis de energia é uma área com amplas possibilidades para pesquisa e investimento. Soluções que gerem produtos com valor agregado economicamente vantajosos são um grande desafio para a pesquisa relacionada à agroenergia em todo o mundo. Alguns produtos que atualmente são derivados de petróleo podem, a princípio, ser produzidos biotecnologicamente por microorganismos que utilizam o glicerol. Isso traria benefícios econômicos e para o meio ambiente, pois promoveria o uso de biodiesel, reduziria a dependência do petróleo, diminuiria a emissão dos gases do efeito estufa e aumentaria a fabricação de produtos químicos, alimentos, rações, etc. *Analista, Embrapa Agroenergia Paula.franco@embrapa.br


Comportamento

Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

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O Rei do barulho

Motos envenenadas é moda em Fortaleza A população vai ter que esperar novas medidas ou Lei, a exemplo como a que foi aprovada proibindo o uso de “paredões” de som, para dormir sossegada, nas madrugadas, quando acontecem os “pegas”. Cada bairro de Fortaleza hoje tem um, dois ou mais “Rei do Barulho” - da poluição sonora -, distúrbio que ganha a cada dia espaço na cidade a qualquer hora do dia ou da madrugada. Nas extensas avenidas, como Washington Soares, Bezerra de Menezes, Leste-Oeste e a do Aeroporto Ponto Martins, os pegas entre dois ou mais motoqueiros viraram rotina ou simplesmente uma sessão de exibicionismo individual, quando o veículo “rasga” na partida deixando um rastro de ruídos acima dos decibéis toleráveis por uma pessoa, por mais de dois quilômetros de distância, amedrontando a população. É que geralmente voltam para o mesmo ponto, como uma provocação ou desafio. “Parece um autódromo de fórmula Um”, diz uma moradora aposentada em um condomínio da CE-085, no Icaraí. Logo ela - que não quer se identificar -, que veio de São Paulo fugindo da

poluição e do estresse generalizado da capital paulista. Nos finais de semanas não dorme, reclama. “E diz que percebe “de longe quando o veículo vem se aproximando”, com o seu barulho infernal”, por várias vezes, completa. Festejando Nos últimos anos, as vendas de motos bateram todos os recordes e metas planejadas pelas revendas, no Brasil inteiro. Com a queda do dólar, as facilidades de importação e a oferta de crédito, os modelos mais potentes chegaram à classe média baixa. Para os analistas, mesmo com uma baixa renda disponível, hoje é possível se adquirir uma moto de 750 cilindradas no Brasil, garante. Os empresários do setor, fabricantes, distribuidores e revendas diretas ao consumidor, estão festejando. A frota de motocicletas no país, em 1991, era de 1,5 milhão, passando para 14 milhões em 2011. Esse incremento piorou o trânsito nas cidades, aumentou a poluição e fez o número de acidentes com mortos e feridos aumentar, dispara o Senador Paulo Dalvim – PV - do Rio Grande do Norte, que neste mês de fevereiro fez um discurso no Senado sobre os problemas que o Brasil vem enfrentando não somente no trânsito, mas na saúde e no sossego noturno. A frota nacional de veículos, atualmente em torno de 45 milhões, já tem quase a metade de motos. Sendo que em alguns municípios o

veículo de duas rodas já supera os clássicos de quatro rodas. Segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas , Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) em 2011 foram comercializadas no país mais de dois milhões de unidades. Este número já supera as vendas de 2008, que detinha o recorde anterior com 1.780.403 unidades vendidas. “Percorremos um longo caminho para chegar a esse momento. Com maior rigor na liberação do crédito, o usuário de motocicleta, majoritariamente das classes C e D, tem dificuldade para conseguir o financiamento, o que freou as vendas. Passamos por um rigoroso processo de recuperação e mudança de procedimentos, e hoje o mercado cresce de forma mais consistente”, afirma o presidente da Abraciclo, Roberto Akiyama. Governo bom Para Paulo Davim o aumento de motos nas ruas não foi espontâneo, mas deveu-se principalmente "ao apoio político e incentivo fiscal" do governo federal nos últimos anos. Com benefícios fiscais e isenção de tributos para fábricas e montadoras, o governo conseguiu facilitar a compra e financiamento de novas motocicletas. Atualmente todas as grandes montadoras do mundo estão instaladas no Brasil, com ou sem um nome nacional: Bramond, Dafra, Harley Davidson, Kasinski, Honda, Traxx, Iamaha, Suzuki e Kawasaki. “Todo esse estímulo ao aumento nas vendas das motos foi feito sob uma ótica econômica, com uma pitada de demagogia, opina o Senador. Esse aumento foi associado a uma espécie de "libertação das classes menos privilegiadas "e à garantia de que esses grupos sociais finalmente teriam acesso a veículos motorizados”, denuncia. A questão, que não é mais novidade, é de saúde pública com registros de acidentes nas ruas, avenidas e estradas. Mas tem um novo problema, o de massificação da agressão ao meio ambiente, alertam as autoridades. Motos envenenadas sempre foram à grande paixão de uma juventude enlouquecida por velocidade, porém hoje mais do que nunca as motos envenenadas estão em alta, e não tem idade para usufruir dos prazeres que elas podem proporcionar, dos jovens aos cinquentões, todos buscam a mesma coisa, liberdade e emoções fortes. A moto, sempre, no Brasil e nos países do Ocidente, é símbolo de juventude, lazer com esporte radical, poder, liberdade e sexo, analisam os Sociólogos. É tanto que, não se satisfazendo com um modelo potente, eles estão tirando o miolo da descarga dos veículos para causar maior impacto, maior exibição. Mesmo sabendo que essa medida danifica o motor; e motivo de infração pelo Código Nacional de Trânsito, cresce o número de proprietários de motos que adotam a descarga barulhenta medida. Um policial nos disse que é difícil combater os pegas ou perseguir uma “mota dessas” (750 cilindradas) nas ruas de Fortaleza,

Moto, mulheres e álcool: exibicionistas dos paredões migram para as motos

nem à noite, quando o trânsito é descongestionado. Nas blitz, a

Estão tirando o miolo da descarga dos veículos para causar maior impacto, maior exibição.

Varejo cresce com emprego e renda Apesar de subir menos em 2011, comércio registra aumento de 6,7% E m 2 0 11 , o c o m é r c i o varejista registrou crescimento de 6,7% e o comércio varejista ampliado (que inclui automóveis e material de construção) cresceu 6,6%. Apesar do aumento, essa alta indica um resultado, para o ano, inferior ao ocorrido em 2010, quando, devido à recuperação da crise de 2008, acumulou altas respectivas de 10,9% e de 12,2%. O dinamismo do comércio doméstico do País é resultado de um mercado de trabalho

aquecido e que tende à formalização. O aumento da renda proporcionou a queda na taxa de pobreza (indivíduos pertencentes à classe E no total da população) de 26,7%, em 2002, para 12,8% em 2012. Ao mesmo tempo, o percentual de brasileiros pertencentes à classe média saltou de 37% para 50% da população total na última década. Em dezembro de 2011, a taxa de desemprego atingiu o menor nível registrado pelo Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alcançando 4,7%. Desde 2003, o Brasil criou quase 17,3 milhões postos formais de trabalho. As vendas no varejo também são influenciadas pela política de valorização do salário mínimo. Em 2012, o salário mínimo passou de R$ 545 para R$ 622, o que poderá injetar mais de R$ 50 bilhões no mercado interno. Desde 2002, o aumento real é de 66%.

Homenagem à Ivonete Maia A primeira mulher eleita presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará (Sindjorce). Presidia, até sua morte, a Associação Cearense de Imprensa (ACI). Ivonete Maia graduou-se em Letras (pela Faculdade Católica de Filosofia) e Jornalismo pela UFC, onde foi aluna da primeira turma e, posteriormente, docente do curso de Comunicação Social. Exerceu funções jornalísticas nos veículos “O Nordeste”, “Gazeta de Notícias”, “O Povo” e pelas rádios Assunção e Verdes Mares. Na Universidade, ocupou os cargos de assessora do exreitor Walter de Moura Cantídio; diretora da Rádio Universitária FM e ouvidora institucional, função que exerceu até julho do ano passado. Foi primeira mulher a presidir

um Sindicato de Jornalistas no Brasil (1981-86) e a assumir a presidência da Associação Cearense de Imprensa (1989-92 e 2008-dias atuais)”. Ivonete Maia morreu no dia 14 de fevereiro aos 73 anos. Maria Ivonete Moreira Maia nasceu em Jaguaruana (180 km de Fortaleza). Irmã de mais 14 mulheres e homens, filha de seu Carlos e dona Maria Maia, neta de Ana de Carvalho Moreira, “mulher valente”. A avó materna lhe deu (a valentia e) o rumo: a Capital e os estudos.


Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

Legislativo

Câmara vai propor nova legislação que regularize a vistoria e manutenção dos imóveis de Fortaleza Fortaleza necessita com urgência de uma legislação que obrigue uma inspeção predial preventiva nos imóveis públicos e particulares da cidade Os riscos de desabamentos de prédios antigos, sem manutenção, são recorrentes em várias cidades no País, como também o perigo constante de incêndios por conta de sistemas elétricos antigos e sem manutenção. Para buscar saídas para esses problemas é que o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Ceará (Crea), Victor Frota, e a presidente do Sindicato dos Engenheiros do Ceará (Senge), Teresa Neumann participaram de encontro com o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Acrísio Sena (PT) quando discutiram a elaboração de uma legislação que contemple a inspeção e a manutenção de prédios em Fortaleza. Na reunião, Câmara, Crea e Senge decidiram pela construção de uma minuta de um projeto de lei sobre o assunto. A proposta da nova legislação foi debatida com a participação das coordenadorias das Secretarias Executivas Regionais; da Defesa Civil; da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL); Corpo de Bombeiros; Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinf); Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam); e alguns sindicatos. Para o presidente do Crea, Victor Frota, Fortaleza está carente de uma legislação que obrigue uma inspeção predial preventiva, principal-

Reunião com a participação do presidente Acrísio Sena, representantes do Crea, do Sindicato dos Engenheiros e outros discutem a elaboração da nova legislação

mente para se ter um controle na cidade no que diz respeito à integridade física dos imóveis, tanto pela parte estrutural, como de instalações. “Nós tivemos o exemplo de quatro lojas que pegaram fogo na Rua Castro e Silva, e o incêndio começou pela instalação elétrica”, disse o presidente do Crea. Já a presidente do Sin-

dicato dos Engenheiros do Ceará, Teresa Neumann, ressaltou a importância do projeto de lei, já que a única legislação que existe sobre o tema é o Código de Obras e Posturas. “A legislação que temos é restrita. Não define prazos, que tipo de manutenção deve ser feita e sua abrangência. A gente entende que o processo deve acontecer desde uma

Os prédios do Centro de Fortaleza são os mais propensos a incidentes devido a falta de manutenção e vistorias

vistoria da parte estrutural, de instalações, de equipamentos nos edifícios, e também de reformas”, afirmou Teresa. Para o presidente Acrísio Sena, essa legislação será uma grande contribuição para a sociedade. “A nossa maior contribuição será ofertar essa legislação que não existe. E creio que, quando buscamos de forma preventiva, os exem-

plos que estamos vivenciando no Rio, São Paulo e aqui mesmo, nos tencionam ainda mais para buscarmos de forma acelerada essa legislação”, afirmou Acrísio. Para o analista urbano da Secretaria de Infraestrutura do Município, o arquiteto Carlos Augusto Lopes, a iniciativa é bastante positiva diante da situação dos prédios no Centro da Capital. Ele destacou a preocupação da Prefeitura em discutir a proposta, além de propôr novas adequações ao projeto. Vistorias Dentre os pontos analisados, evidencia-se a implantação de uma frequência nas vistorias aos prédios, sejam eles residencias, comerciais e públicos, devido à importância de uma garantia para a população que utiliza prédios que, muitas vezes, não têm uma manutenção permanente. As vistorias, como colocou Victor Frota, analisará a estrutura dos prédios, as instalações elétricas, os investimentos nos locais, dentre outros pontos. A coordenadora jurídica da Câmara, Denise Falcão, salientou que o objetivo é uma proposição coletiva, que atenda aos anseios da população. Segundo ela, a Câmara irá formatar as propostas apresentadas em consonância com a legislação já existente em relação a vistorias prediais.


Finanças

Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

Banco do Nordeste intensifica operações de comércio exterior e câmbio Fortaleza (CE) 29 de fevereiro de 2012 - O Banco do Nordeste ampliou em 15% o volume de financiamentos a empresas que atuam no comércio exterior no ano passado, destinando R$ 1,5 bilhão para o segmento. O resultado é fruto da intensificação das operações tradicionais de comércio exterior, como ACC e ACE, além dos créditos concedidos dentro do programa Nordeste Exportação. Por meio desse programa, a Instituição tem fomentado as exportações nordestinas mediante o financiamento da compra de matérias primas e insumos utilizados no processo produtivo de indústrias e agroindústrias, bem como de mercadorias para constituição de

estoques, destinados à exportação. O Nordeste Exportação utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Em relação às operações de câmbio, a soma da movimentação de todos os negócios realizados durante o ano de 2011 atingiu a cifra de R$ 4 bilhões, entre operações de crédito, serviços de câmbio pronto, interbancário e arbitragens de moedas. Mediante a realização de operações de câmbio e comércio exterior, o Banco do Nordeste mantém o suporte para que as empresas nordestinas acessem os mercados internacionais, assegurando-lhes maior competitividade.

Perspectivas De acordo com o diretor Financeiro, Fernando Passos, apesar da crise financeira global, a expectativa é que o Banco do Nordeste mantenha o apoio ao comércio exterior da região. “A crise não afeta apenas as empresas exportadoras, mas todas as empresas, de um modo geral. Estamos bastante conscientes disso e bem focados em trabalhar a diversificação das operações do Banco, para que não tenhamos efeitos danosos desse ambiente. As exportações têm sido afetadas, mas como a oferta de crédito reduziu mais do que a própria demanda internacional, tivemos um aumento de demanda para a região Nordeste”, afirma o diretor.

Brasil tem 14 entre 50 grandes obras em andamento no mundo O setor de hotelaria espera investir R$ 1,9 bilhão e os estádios custarão R$ 5,7 bilhões O Brasil está construindo 14 de uma lista de 50 grandes obras de infraestrutura e energia em andamento no mundo. A informação consta na 14ª edição do boletim “Economia Brasileira em Perspectiva”, publicado pelo Ministério da Fazenda. Em todos os setores analisados, o País tem empreendimentos entre os dez maiores do mundo (veja gráfico). Entre os 16 maiores projetos de investimentos em transportes, há quatro brasileiros: dois relacionados à ampliação da malha ferroviária, um ao sistema metroviário e outro à construção de rodovias pelo País. Outro destaque no setor são os portos, com a expansão em Santos e o maior empreendimento portuário da América Latina: Açu, no Rio de Janeiro. Além desses, em fase de projeto, há também os R$ 35 bilhões em investimentos previstos para a construção do trem de alta velocidade ligando

Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas. O setor energético também é prioridade: das quinze maiores usinas elétricas, seis estão no Brasil, com destaque para a construção de Belo Monte. E os investimentos da Petrobras nas plataformas e nos navios-plataformas são destaques em Petróleo e Gás. Juntos, eles somam US$ 40 bilhões. Esporte - Nos próximos anos, o País contará também com investimentos em diversos setores, incluindo o esportivo. Um total de R$ 33 bilhões será destinado à realização da infraestrutura da Copa do Mundo em 2014. A maior parte será direcionada para projetos de transporte, sendo R$ 11,6 bilhões para mobilidade urbana e R$ 5,5 bilhões para portos e aeroportos. A melhoria dos serviços de telecomunicações e energia somaram outros R$ 3,8 bilhões e os de segurança e saúde, mais R$ 4,6 bilhões.

O Banco do Nordeste realizou solenidades de posse dos gerentes das agências Jaguaribe e Limoeiro do Norte, Raimundo Nonato de Araujo Lima e Paulo Azevedo de Medeiros, respectivamente. Os atos administrativos foram entregues pelo superintendente estadual do Ceará, Francisco Rivônio de Morais Pinho, com a presença de clientes, empresários, autoridades e parceiros da Instituição na região jaguaribana.Segundo o superintendente Rivônio Pinho, a movimentação gerencial é um dos instrumento utilizados no modelo de gestão moderna, com o objetivo de renovar competências e garantir o padrão de excelência e maior eficiência dos serviços prestados pelas unidades de negócios.

Participação do crédito duplica em dez anos 2012. “O Brasil mantém um forte mercado de consumo que será estimulado, sobretudo pela geração de cerca de dois milhões de novos empregos”, comentou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Barateamento do crédito - Após um ciclo de alta, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 2 p.p., para 10,50% ao ano (a.a.). A taxa de juros real (ex-ante) chegou a 4,35% em janeiro de 2012. Em sua última ata, o Banco Central indicou que a Selic pode cair abaixo de 10%. Essa queda e as medidas como a redução da exigência de capital para operações de crédito com até 60 meses, adotadas no 2º semestre de 2011, devem impulsionar o crescimento das operações de crédito ao longo de 2012.

Em dezembro de 2011, o crédito como proporção do PIB atingiu 49,1% 3,9 pontos percentuais (p.p.) acima de dezembro de 2010 e praticamente o dobro dos 26% registrados em 2002. O aumento do crédito imobiliário e para a produção são destaques desse aumento (veja gráfico). De acordo com a 14ª edição do boletim “Economia Brasileira em Perspectiva”, publicado pelo Ministério da Fazenda (MF), a expansão recente das operações de crédito é o reflexo de três fenômenos: a estabilidade econômica, o mercado de trabalho aquecido e o maior acesso da população brasileira aos serviços bancários. “Nesse contexto, novas pessoas foram inseridas no mercado de consumo sem que se comprometesse a solvência das instituições financeiras brasileiras”, avalia o estudo. Em 2011, na comparação com 2010, o crescimento do saldo das operações de crédito foi de 17,4% para pessoas jurídicas e de 20,8% para as físicas. O destaque foi para as operações de crédito habitacional, que apresentaram crescimento de 44,5% no ano. E a estimativa da Caixa Econômica Federal é de que sejam liberados R$ 84,3 bilhões em

Inflação - Em 2011, a inflação fechou o ano em 6,5%. Por sete anos consecutivos, a inflação brasileira, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA), encerrou o ano dentro das metas fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. Para este ano, a variação prevista pelo Banco Central será em torno de 4,7%.

Em breve, mais um livro do poeta Antonio Matos: 9606.3377 8816.2461 Rua Joaquim Magalhães, 16 - Esquina com Av. da Universidade Benfica Fortaleza - CE - Fone: 3087.6668

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Quando o coração doi a alma chora...

O B r a s i l f e c h o u j a n e i ro d e 2 0 1 2 c o m aproximadamente 245,2 milhões de linhas ativas na telefonia móvel, com 125,29 acessos para cada 100 habitantes. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de novas habilitações de telefone celular atingiu o mais alto patamar em 13 anos para janeiro, com 2,9 milhões de novas linhas, um crescimento de 1,22% em comparação aos pedidos feitos em dezembro do ano passado. Em janeiro de 2012, o Brasil obteve um saldo de 118.895 postos de trabalho formal celetista. Este é o quarto melhor resultado da série histórica - que começou em 2002 - e mostra um crescimento de 0,31% em relação à quantidade do mês anterior. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram um comportamento favorável do mercado de trabalho, que ficou 30,76% acima da média de geração de empregos em janeiro de 2003 a 2011. Desde janeiro de 2011, registrou-se a criação de 2.085.344 postos de trabalho, uma expansão de 5,8% no contingente de assalariados com carteira assinada do País. O saldo de janeiro é resultado de 1.711.490 admissões e 1.592.595 desligamentos, ambos os maiores números para o mês. “A grande quantidade de admissões e desligamentos, ambos os maiores para o mês, reforçam o foco que o Ministério do Trabalho e Emprego vem dando no aprofundamento do debate sobre as altas taxas de rotatividade de mão de obra no mercado de trabalho brasileiro”, afirma o ministro interino do Trabalho e Emprego, Paulo Roberto Pinto. Em 2011, o comércio varejista registrou crescimento de 6,7% e o comércio varejista ampliado (que inclui automóveis e material de construção) cresceu 6,6%. Apesar do aumento, essa alta indica um resultado, para o ano, inferior ao ocorrido em 2010, quando, devido à recuperação da crise de 2008, acumulou altas respectivas de 10,9% e de 12,2%. O dinamismo do comércio doméstico do País é resultado de um mercado de trabalho aquecido e que tende à formalização.


Educação

Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

Campus da UFC-Labomar em Aracati Projeto de implantação de uma unidade da UFC Labomar em Aracati está em implantação O impasse para esse trabalho está na aquisição do espaço para sede da UFC-Labomar em Aracati. Essa informação foi passada pelo professor Rafael Henriques, engenheiro-chefe do Departamento de Obras da UFC, que também é aracatiense, e que esteve presente a uma reunião ocorrida neste mês, na Reitoria da UFC, entre o Reitor Jesualdo e o Presidente Nacional do Iphan, onde igualmente se discutiu a situação da instalação do Labomar em Aracati. Assim foi indicado para o funcionamento da sede a compra de um casarão, que foi sede da Confederação do Equador, hoje pertence a herdeiros, e foi bem recebido tanto em razão das dimensões do imóvel, como pelo simbolismo de sua história. O imóvel seria comprado e reformado pelo próprio Iphan. A pauta também abordou a idéia de inaugurar já no próximo ano os primeiros cursos do

Labomar: Arqueologia, Geofísica e um outro ligado à prospecção de petróleo e que também há a possibilidade de transferir para o "campus" de Aracati o atual Curso de Engenharia de Pesca da UFC, que hoje é unidade da Faculdade de Agronomia. Uchoa á havia conversado sobre esse assunto com o Diretor da Faculdade de Agronomia, Professor Luiz Antônio Maciel, que é seu amigo de longa data, o qual o assegurou que fará o que for possível para ajudar o município de Aracati a ter um campus da UFC, inclusive levando para lá o seu Curso de Engenharia de Pesca. José Airton garantiu que destinará recursos para a instalação dos cursos, através de emenda de bancada, de modo que há perspectiva de brevemente iniciar a implantação da futura Universidade Regional Federal do Jaguaribe, que tanto benefício à região.

O deputado federal José Airton, o dirigente do PT de Aracati, Jonas Dezidoro e o advogado Inocêncio Uchoa estiveram em reunião com o Diretor do Labomar Prof. Luiz Parente e seus assessores para tratar da situação do projeto de implantação de um Campus da UFC-Labomar em Aracati

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Países de língua portuguesa se aproximam de outros mercados

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consumo das pessoas”, avalia o expositor Rui Moreira, Coordenador da Casa Angola, empresa do mercado de duty-free. “As transformações se deram fundamentalmente com os investimentos na educação, na melhor formação profissional. Há uma classe média brasileira muito próspera e com mais conhecimento do que existe hoje de boa qualidade no mercado”. Segundo o exportador português, há que se destacar em 2012 uma maior e mais importante aproximação com mercados emergentes. Um volume de negócios acrescido em torno de 30% em comparação a 2011 é a estimativa positiva da assessoria da organização do evento, oferecendo aos investidores uma perspectiva ampla e real sobre o futuro das exportações mundiais, através da consolidação de contatos diretos entre as grandes empresas portuguesas e internacionais. O aproveitamento da internet e das redes sociais no mundo dos negócios tem sido em geral a porta de entrada para aproximação e consolidação desses investidores, que não dispensam as novas tecnologias de comunicação na tomada de decisões.

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Investimento

Agronegócio, Mercado e Economia

Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

Com 2.608 empreendimentos em operação, Brasil alcança 117,1 mil Megawatts de capacidade de geração de energia A energia das hidrelétricas predomina e responde por 66,91% da capacidade instalada do País, seguida das termelétricas, com 26,67%, e das pequenas centrais hidrelétricas, com 3,3%. A capacidade instalada de geração de eletricidade em 2011 chegou a 117.134,72 Megawatts (MW), de acordo com o relatório de fiscalização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Hoje, o Brasil tem em operação 2.608 usinas hidrelétricas, termelétricas, eólicas, nucleares, pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas. Em 2010, a geração foi de 112.398,49 MW. No relatório constam também que os empreendimentos que entraram em operação comercial ao longo de 2011 e geraram uma potência de 4.199,3 MW. Dos quais 1.142,8 MW são de hidrelétricas, 432,7 MW de pequenas centrais hidrelétricas (PCH), 498,3 MW de eólicas e 2.125,5 MW de usinas termelétricas, divididas entre térmicas movidas a combustível fóssil (1.206,45 MW) e a biomassa (919,05 MW). A energia das hidrelétricas predomina e responde por 66,91% da capacidade instalada do País, seguida das termelétricas, com 26,67%, e das pequenas centrais hidrelétricas, com 3,3%. Com-

Plano Brasil Maior, Minha Casa, Minha Vida e PAC2 permitem ampliação da capacidade produtiva e infraestrutura

põem ainda a matriz 1,71% de potência de usinas nucleares, 1,22% de eólicas e 0,18% das centrais geradoras. Leilão - O próximo leilão será realizado em 22 de março para contratação de energia de novos empreendimentos para gerar fontes hidrelétrica, eólica e termelétricas a biomassa ou a gás natural, com início de suprimento a partir de janeiro de 2015. A disputa será pela Internet, com

operacionalização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. Para esse leilão, foram cadastrados na Empresa de Pesquisa de Energética (EPE), 598 empreendimentos de geração de energia elétrica. Somadas, as usinas possuem a capacidade instalada de 25.850 megawatts (MW). A maior parte dos projetos é ligada à fonte eólica: são 524 parques, que representam 88% de toda a oferta de usinas.

Telefonia móvel alcança 245,2 milhões de linhas ativas O Brasil fechou janeiro de 2012 com aproximadamente 245,2 milhões de linhas ativas na telefonia móvel, com 125,29 acessos para cada 100 habitantes. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o número de novas habilitações de telefone celular atingiu o mais alto patamar em 13 anos para janeiro, com 2,9 milhões de novas linhas, um crescimento de 1,22% em comparação aos pedidos feitos em

Investimento brasileiro cresce mais que consumo

dezembro do ano passado. No primeiro mês de 2012, o número de linhas de celular por pessoa avançou 1,15%, subiu de 123,87 linhas por cem pessoas, em dezembro de 2011, para 125,29. Vinte e seis Unidades da Federação possuem índice superior a um acesso em serviço por habitante. Do total de acessos em operação no Brasil, 200,7 milhões (81,86%) são de celulares pré-pagos e 44,5 milhões (18,14%), pós-pagos. Em dezembro de 2011, havia 198,2

milhões de acessos pré-pagos (81,81%) e 44 milhões pós-pagos (18,19%). Os terminais 3G (banda larga móvel) totalizaram, em janeiro de 2012, mais de 50,8 milhões de acessos, o que representa um crescimento de 23,45% em relação ao mês anterior (eram 41,1 milhões em dezembro de 2011). Segundo a Anatel, essa alta é resultado da adequação na forma de identificação dos terminais com capacidade 3G habilitados.

O investimento vem crescendo mais do que o consumo no Brasil. O Ministério da Fazenda (MF) estima que a taxa de Formação Bruta de Capital Fixo tenha alcançado 19,6% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2011, para 20,8% neste ano. Isso indica maior ampliação da capacidade produtiva em comparação com a demanda. Desde 2004, as taxas de crescimento do investimento têm sido superiores ao aumento do PIB, com exceção do ano de 2009, quando houve o maior impacto da crise financeira. Há dez anos, em 2002, a taxa era de 16,4% do PIB. De acordo com a 14ª edição do boletim “Economia Brasileira em Perspectiva”, publicado pelo MF neste mês, um conjunto de políticas públicas convergem para atingir esse resultado, como o Plano Brasil Maior e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Para fortalecer a indústria nacional, o Plano Brasil Maior consiste num conjunto de medidas que vão da desoneração e simplificação tributária à defesa comercial e qualificação da mão-deobra. Apesar da crise internacional, o conjunto de incentivos à economia mantém o índice de confiança em patamares bem otimistas, de acordo com o MF. Entre os industriais, após ter fechado 2011 em 101,8 pontos, o índice em janeiro de 2012 ficou 102,3 pontos. Esse quadro tem tornado o País atrativo para a

aplicação produtiva de recursos, tanto de brasileiros quanto de estrangeiros. O investimento estrangeiro direto saltou de US$ 15,6 bilhões, em 2002, para US$ 66,6 bilhões no ano passado. PAC - A solução de gargalos na infraestrutura tem sido impulsionada pelo PAC. Os valores empenhados pelo governo federal apresentaram um crescimento de 20% entre 2010 e 2011, alcançando R$ 35,4 bilhões em 2011. Em linha com o modelo de crescimento econômico sustentado no investimento, para 2012, o orçamento prevê um crescimento de 20,3%, alcançando R$ 42,6 bilhões (Veja gráfico). Apenas o eixo “Minha Casa, Minha Vida”, que incentiva a indústria da construção e dá o direito de moradia à população de baixa renda, apresentou desembolsos da Caixa Econômica Federal da ordem de R$ 37,2 bilhões – 22,4% mais do que os R$ 30,4% bilhões em 2010. No período de 2011-2014, espera-se a construção de dois milhões de novas moradias em um total de R$ 142,3 bilhões. PIB - O MF trabalha com a perspectiva de a economia brasileira crescer 4,5% em 2012. Nos três primeiros trimestres do ano passado, o PIB cresceu 3,2%, em relação ao mesmo período do ano anterior. A expectativa do MF é que o Brasil consolide o crescimento, chegando a 6% em 2014. A média entre 2011 e 2014 deve ficar entre 4,8%.

Banco do Nordeste contratou 93% das operações do Crescer do País em 2011 O Crediamigo, do Banco do Nordeste, foi responsável por 93% das contratações do programa nacional de microcrédito (Crescer) em 2011. Das 606 mil operações realizadas, 565 mil pertencem ao Crediamigo, que desembolsou R$ 589 milhões no âmbito do programa lançado no ano passado pelo Governo Federal. O resultado foi conquistado em apenas três meses de atuação, uma vez que o Crescer só entrou em operação no último trimestre de 2011. Para 2012, o Banco do Nordeste prevê a realização de dois milhões de novos contratos.

Com valor médio de R$ 1.041, as operações realizadas pelo Crediamigo apresentaram o mais baixo valor médio entre as instituições atuantes, o que representa maior pulverização do crédito. O prazo médio das operações é de 7,8 meses. De acordo com o Ambiente de Microfinanças do Banco do Nordeste, os segmentos da economia informal mais beneficiados com o crédito são o comércio varejista de produtos alimentícios, artigos de vestuário e cosméticos. No Ceará, o Crediamigo contratou 198 mil operações do Crescer em 2011, correspondentes a R$

191 milhões em empréstimos. “O Crediamigo foi referência para o Programa Crescer e os resultados alcançados em 2011 foram uma resposta positiva do Banco do Nordeste à missão que o Governo Federal nos confiou. Continuamos firmes no propósito de elevar o número de clientes beneficiados pelo Programa, contribuindo com o objetivo de uma maior inclusão produtiva e financeira, democratizando o crédito e contribuindo para o crescimento dos microempreendedores brasileiros”, destaca a superintendente de Microfinança Urbana e MPE, Anadete Torres Econômica e Banco da Amazônia.

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Estados têm R$ 40 bilhões em ampliação de crédito Recursos são para infraestrutura, saneamento e mobilidade urbana Desde outubro de 2011, cerca de R$ 40 bilhões foram destinados a vinte estados, que tiveram sua situação fiscal avaliada com base nos critérios estabelecidos nos respectivos programas de ajuste fiscal. Os recursos poderão ser investidos em infraestrutura, saneamento e mobilidade urbana e rural. “Somando o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que está com R$ 42 bilhões; os R$ 40 bilhões destinados aos estados; e mais os R$ 40 bilhões do Minha Casa, Minha Vida, há realmente um grande programa de investimento para ser implementado até 2014”, afirma o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na última quinta-feira (16), foi anunciada a ampliação do limite de crédito fiscal, num total de R$ 2,336

bilhões, para três estados: Goiás terá R$ 1,452 bilhão para ser utilizado na conservação da malha viária; o Rio Grande do Norte terá R$ 643 milhões para obras do (PAC) e programas de erradicação da pobreza; e Santa Catarina contará com R$ 241 milhões para o Plano de Preservação da Bacia do Rio Itajaí. Ajuste - O Programa de Ajuste Fiscal (PAF), criado pelo Conselho Monetário Nacional em 1995, por meio da Resolução 162, foi assinado por 25 unidades da Federação. Amapá e Tocantins não aderiram. A cada ano, a equipe econômica do governo avalia as metas e compromissos apresentados pelos estados para um triênio. Anualmente, também poderá ser realizada a atualização das metas fiscais dos estados.


8 Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

Eventos

CRECI-CE realiza blitz educativa na capital e no interior Primeira do Norte/Nordeste no ranking de fiscalização do Cofeci, instituição estadual parte em busca dos falsos corretores de imóveis, fiscalizando atividades Principais avenidas de Fortaleza, Icaraí, Porto das Dunas, CE 040/Eusébio, Iguatu, Crato e Juazeiro já foram alvos das blitzes educativas do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI-CE). O objetivo da mobilização é fiscalizar a atividade, em busca dos falsos profissionais. De acordo com a instituição, só no ano passado, oito corretores de imóveis e duas imobiliárias tiveram os seus direitos de atuação cassados por infringirem o código de ética. “A orientação é que ao contratar um corretor de imóvel a pessoa se certifique se ele está inscrito no CRECI-CE para não correr o risco de contratar um contraventor”,

alerta a diretora de fiscalização, Edal Costa. De acordo com os procedimentos do CRECI-CE, em caso de flagra do exercício ilegal da profissão, deve ser lavrado um Auto de Constatação e um Auto de infração, contra o falso corretor (contraventor), com base no artigo 47 da Lei das Contravenções Penais (LCP). A montagem do processo e envio ao setor Jurídico do Conselho é de responsabilidade da Coordenadoria de Fiscalização. O mesmo deverá ser encaminhado ao Ministério Público, posteriormente. Para saber se o profissional está apto a atender o diretor executivo do CRECI-CE, Erinaldo Alencar dá a dica: “Basta acessar o site do CRECI-CE. Lá o cliente pode inclusive tirar a certidão de regularidade do corretor. Esta certidão confirma se ele é apto ou

não a exercer a profissão aqui no Estado. Quando o nome do corretor não esta no cadastro significa que existe algo de errado com a situação c a d a s t r a l d e l e ” . A assessoria de imprensa da instituição afirma que a atuação bem sucedida na fiscalização já rendeu o sexto lugar no ranking nacional de fiscalização do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e o primeiro no N o r t e e N o r d e s t e .

Segundo o presidente do CRECI, Apollo Scherer, o objetivo da campanha é justamente este, alertar as pessoas para a hora de compra ou venda de um imóvel, onde elas devem evitar a

contratação de falsos corretores. Até o dia 21 de abril , diretores, coordenadores do Creci-CE e corretores de imóveis tem blitzes educativas programadas em mais 14 cidades.

Campanha Segundo a assessoria de imprensa do CRECI-CE, as blitzes educativas fazem parte da Campanha de Valorização do Corretor que iniciou em dezembro do ano passado, no Rádio e na TV. O slogan: “Diga não ao falso profissional. A vítima pode ser você”, chama atenção da sociedade para o problema que pode se tornar a negociação de um imóvel com um falso corretor.

CRECI comemora sucesso do seu Festival de cursos Mais de 40 cursos para o setor imobiliário foram disponibilizados pela instituição no período de férias. Iniciativa contemplou mais de mil profissionais e estudantes. Copa do mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016. Estes são apenas alguns dos motivos pelos quais o setor imobiliário nacional deve continuar em ascensão. Pensando em qualificar ainda mais os profissionais para atender a essa demanda, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Ceará (CRECI) inovou e ofereceu um “Festival de cursos para o setor imobiliário”. Um total de 48 foram ministrados na Faculdade 7 de setembro (FA7), no bairro Luciano Cavalcante, em Fortaleza, durante sábado inteiro, no início de janeiro. No total foram beneficiados cerca de 1.600 corretores,

estagiários e estudantes. “Estamos qualificando melhor o pessoal da área para que possam efetuar cada vez melhor o seu trabalho. Tivemos uma resposta muito boa, pois conseguimos reunir muitas pessoas em um só dia”, afirmou o diretor executivo do CRECI-CE, Erinaldo Alencar. O projeto foi realizado pelo Sistema COFECI-CRECI, em parceria com o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Ceará (SINDIMÓVEIS/CE), FA7 e SECOVI. Os cursos e palestras tiveram em torno de duas horas de duração e foram divididos em quatro áreas: direito imobiliário, marketing, processos construtivos e técnicas de negociação e fechamento de negócios. Entre os

principais títulos estavam questões cartoriais, lei do inquilinato, registro de imóveis, escritura pública imobiliária, financiamento imobiliário, técnicas de negociação, técnicas de vendas, estilos de liderança, organização pessoal e administração do tempo, comunicação visual, noções básicas de arquitetura e fotografia. O presidente do CRECI-CE, Apollo Scherer, chega a afirmar que o êxito deste ano já é um dos motivos para planejar o próximo evento. “Durante todo o ano passado, oferecemos cursos em diversas áreas. Vimos, porém, que muitos interessados não puderam participar por conta dos horários. Partindo dessa realidade, resolvemos unir forças com instituições e empresas parceiras para lançar, durante o período de férias, essa experiência inédita para atender um novo mercado imobiliário que promete ser tão bom como em 2011”, afirmou. Todos os cursos tiveram as inscrições gratuitas online, através do site do CRECI-CE. Os participantes receberam ainda certificado e uma série de benefícios que incluiu a gratuidade no estacionamento na FA7 e até sorteio de brindes. Segundo Alencar, a receptividade foi tão grande que já está planejada a próxima edição, que deve ocorrer no final do mês de março ou início de abril.

SERVIÇO: Mais informações CRECI-CE Contato: (85) 3231.6744 www.creci-ce.gov.br, no link fiscalização Creci-ce 24 horas e ouvidoria.

PROGRAMAÇÃO BLITZ CRECI-CE Março Dia 10/03 sábado – Cascavel - manhã Dia 10/03 sábado – Beberibe - tarde Dia 11/03 Domingo – Aracati - manhã Dia 22/03 quinta – feira – Crateús - tarde Dia 23/03 sexta – feira – São Benedito - manhã Dia 23/03 sexta – feira – Tianguá - tarde Dia 24/03 Sábado – Sobral - manhã Dia 25/03 – domingo – Camocim - manhã Abril Dia 19/04 0 quinta feira – Morada Nova - tarde Dia 20/04 Sexta feira – Russas - manhã Dia 20/04 sexta feira – Limoeiro - tarde Dia 21/04 sábado – Jaguaribe – manhã


Fortaleza

Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

“Avenida das Carnaúbas” Fortaleza ganha novo espaço público Por Rogério Morais

Foto: Fernando Farias

da cidade. Com cerca de 2000m, sendo também o

O início do chamado “lado Oeste da cidade”, na antiga linha do trem (da Rede Ferroviária RFFSA), que o povo chamava de “Rua do Trilho”, Fortaleza ganhou, neste mês de fevereiro, uma importante área de lazer. É o “Largo dos Esportes I”, com 1000m de pista de cooper (dupla e raiada em piso intertravado), cerca de 280 árvores regionais (carnaúbas), 15 valiosos equipamentos de musculação e ainda bancos que serão colocados ao final do plantio e das chuvas, conforme informações. Esse primeiro trecho faz parte de uma extensa avenida onde antes passava a ferrovia urbana da cidade. Serão quatro trechos, todos com projetos semelhantes, tornando a área, que antes era “totalmente marginalizadas”, conforme os moradores, em um ambiente que já está melhorando a qualidade de

Esse novo espaço foi construído e inaugurado pela Prefeitura de Fortaleza, através da Regional vida das pessoas. Os “largos dos esportes”, II, III, IV e V, todos na Avenida que o povo já batizou de “Avenida das Carnaúbas”, árvore símbolo da resistência cearense, fator maior da origem da nossa economia extrativista e manufatureira, serão construídos através da mesma parceria público/privada feita nessa primeira etapa. O cenário na área já é diferente. Desde as cinco horas da manhã os moradores da região se deslocam para o local para fazer caminhadas e encontros. BELO JARDIM Na referida avenida, que se estende da avenida

José Bastos próximo à Carapinima, passando pela Jovita Feitosa, Bezerra de Meneses, Duque de Caxias (com a qual forma um T), Sargento Hermínio, F r a n c i s c o S á , desembocando na direção da Leste Oeste, o Fortaleza contará com o mais belo jardim esportivo e cultural


10 Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

Cultura

Homenagem

Paulo Facó: Adísia Sá “O patrimônio vivo da imprensa brasileira” Sua luta é árdua e constante em prol dos princípios que dignificam a honra, a democracia, a liberdade de imprensa. O Deputado Paulo Facó, do PT do B, ao encerrar o seu discurso de apresentação da professora e jornalista Adísia Sá, na noite do dia 26 de janeiro, na “Ler Livraria”, disse que a homenageada era um “patrimônio vivo da imprensa No dia 26 de janeiro do corrente, às 19h, no lançamento do Projeto “Café de Letra” da Ler Livraria e Jornal “Cidade Sul” a jornalista e professora Adísia Sá foi homenageada. Na oportunidade, fazendo a apresentação da líder classista, o Deputado Paulo Facó, do PT do B, fez o seguinte discurso, reproduzido na íntegra. “Senhoras e Senhores O Ceará é um celeiro de pessoas públicas militantes da imprensa brasileira que nos honram em todos os cantos do nosso País. De Paula Ney – jornalista e poeta abolicionista, passando por Edmar Morel, jornalista e escritos na era Vargas, Luciano Carneiro também jornalista ícone das grandes reportagens de nossa imprensa, até o momento mais contemporâneo com o jornalista e ex-secretária de comunicação do Senado Federal, Fernando César Mesquita, são inúmeros os exemplos de profissionais em todas as esferas da imprensa que se destacaram por esse Brasil afora. Ao iniciar minhas palavras, quero saudar todos os profissionais da Imprensa Cearense aqui presentes com esses nomes lembrados, e nesta oportunidade homenagear aos personagens que com seu talento e muita competência, mesmo tendo a oportunidade de migrar para outros mercados, ficaram aqui para colocar a imprensa cearense no mesmo patamar dos grandes centros políticos e econômicos do País. Recebi a honra e o privilégio de saudar o maior nome da imprensa cearense, uma decana da imprensa, da educação, da filosofia, da Ética promissora, do bem querer de toda sua legião de amigas e amigos. Professora Adísia Sá, é uma grande honra para mim, estar aqui participando dessa homenagem que a LER LIVRARIA tendo à frente esse inteligente empresário Renato Moraes e o jornal CIDADE SUL prestam nesse momento à senhora. Meu primo aqui presente, Xyco

Theophilo, me disse há pouco que “a Adísia abriu duas portas verdadeiras e muito definitivas para ele: o ingresso no Curso de Jornalismo e as escancaras das portas da publicidade”. O Xyco, Adísia, é eternamente grato a você de chegar aonde chegou. A boa semente regada e bem podada sempre cresce. Esse exemplo do Xyco é o de muitos que aprenderam a conviver e respeitar com muito carinho a Adísia, sempre, e muito homenageada por ser o que é: Altiva, independente, embasada, bem informada, esclarecida formadora de muitas gerações, exemplo de vida e de Norte para muitos. Te n h o u m a g r a n d e Honra de dirigir essas palavras à Adísia, mas isso me deixou bastante apreensivo, pois não possuo o saber do seu talento. Não falo como parlamentar que sou desde jovenzinho, mas

poderosa ferramenta política do mundo, como forma de resistência ao sistema. Se não queremos que o futuro seja o que ele costumava ser, precisamos inventar o nosso próprio futuro, verdadeiro e adequadamente revolucionário, tendo como paradigma a conduta profissional de Adísia Sá. Queria ter sido aluno de Adísia. A vida não me deu esse privilégio. Mas nem por isso deixo de comungar de seu credo, de sua crença, de seus honrados posicionamentos. Deixo-me seguir por ela, pois sou seu fiel leitor,

como cidadão e admirador da admirável Adísia Sá. Falar sobre ela não é algo simples ou prosaico, como vocês possam pensar. Adísia pertence a um seleto grupo de incentivadores de profissões; pessoas que lutam, tenazmente, pelo futuro de uma juventude que aspira a ética e a ilibada moral, patrimônio humano e legado que Adisia transmite com muito vigor e amplitude para todos nós. Ela nos proporciona lições profundas a todos os que tiverem o privilégio de poder desfrutar do sue convívio. Escritora, jornalista, líder nacional de uma Imprensa que não se curva a nada. Radialista que inflama e engrandece os debates. Escritora contemporânea sempre cercada – como hoje – de livros – e muitas amizades fraternalmente seguidoras. A Imprensa ao relacionar ciência, tecnologia, economia, política, história e comunicação de massa, convida as novas gerações a se apropriarem e utilizarem a mais

ouvinte, admirador e quero ser sempre, seguidor de suas bem

Desde sempre Adísia Sá exerce um papel central na defesa dos direitos humanos e na luta pela redemocratização do pais. Ficou distante da Política, como exercício, pois se nela tivesse enveredado seria de certo: Senadora, Ministra, e até Presidente da República. O Parlamento não pode dispor de Adísia como componente, mas usufruiu suas lídimas observações, contundências e veementes críticas.

pública, não se limitou a escrever sobre a identidade entre democracia e soberania do povo. A ampliação dos mecanismos de participação popular no Brasil, sempre combatida pelas nossas elites com os argumentos costumeiros de quem tem medo do povo e de sua manifestação livre e soberana. Em toda sua trajetória, apesar de todos os reveses que a vida ofereça a qualquer um de nós, Adísia Sá nunca esmoreceu, com sua esperança inesgotável sempre acreditou nas possibilidades do presente e do futuro do Ceará que todos amamos, como amamos todas aquelas que a exemplo de Adisia continuam a lutar pela construção da sociedade livre, justa e solidária. Com vocês o patrimônio vivo da imprensa brasileira Adísia Sá.

públicas. Participa dos debates de entidades representativas de movimentos sociais de todos os tipos e tendências. Como professora de Ética ensina a todos que Ética é a consciência de si e dos outros. Passo a falar de Adísia jornalista do “Gazeta de Notícias” combativa ali e combativa sempre. Contribuindo ativamente na formação de futuros jornalistas, comunicadores, editores, dirigentes sindicais e políticos, lideranças populares e cidadãos. O respeito à dignidade da pessoa humana e à coisa pública são as características centrais da conduta da nossa honorável homenageada. Vejo aqui muitos e expressivos personagens que passaram pela casca gloriosa de uma mestra que apresenta um único direcionamento: a ampliação do controle e do exercício do poder pelo povo. Doutrinariamente, a defesa da soberania popular é presença constante em suas obras e condutas acadêmicas. Adísia como uma intelectual

Muito obrigado.

Em toda sua trajetória, apesar de todos os reveses que a vida ofereça a qualquer um de nós, Adísia Sá nunca esmoreceu.


Pesquisa

Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

Pacarrete: a bailarina e pianista que superou a ignorância dos tempos Existe pessoa estranha, extravagante e exibicionista de habilidades geniais que caminha nesta vida por trajetos enfeitados de sonhos e de flores, que às vezes é confundida e até repelida como louca do mundo real, por exibir na sequência monumental de sua arte, o ballet, percussora na própria terra natal com a voz de característica própria, de sutil nobreza de estilo, de inspiração e idealismo. Como aconteceu em Russas, com a nossa extraordinária professora de educação física, recreadora, musicista de cavaquinho, violão, bandolim e acordeom, Maria Araújo Lima. Essa majestosa artista clássica que teve o privilégio de alcançar a brilhante carreira de pianista e de bailarina, não era louca, era uma maestrina. Com a antonomásia de Pacarrete, nascida em Russas, no dia 25 de março de 1912, vivenciou uma elite clerical, reacionária e rudimentar onde a mulher era penitenciadora, servil e sem liberdade. Com visão interna de um caráter pobre, sem valor, sem direito a nada. Sem poder opor-se de suas idéias, era iluminada pelas trevas do pecado. Pelo pedantismo da arrogância dos pais ou do marido. Amargava um olhar triste sem enaltecer sensualidade, nem o desejo próprio de ser livre pela manifestação cultural e pessoal. A mulher daquela época vivia de intimidações penitentes sem conseguir um papel de destaque na vida, por ser mulher e frágil,

submissa e subordinada ao homem. Tinha que manter os traços femininos sem poder assumir a chefia da família, para transitar numa sociedade agrária, ultrapassada e indistinta. Pacarrete, sábia, independente, retrógrada e arrivista na vida talentosa, aparentava disforme, rebelde e ridícula sem limite, com indumentária esfuziante, com seu pensamento sem egoísmo, sua inteligência sem cinismo e dogma de proibição, dissociava das sanções do apego material, do místico e do religioso, como quem estava a dois séculos além daquela época em que vivia. Por seus impulsos musicais divinos sempre desenvolveu a atividade cultural como arte

II Blues no Nordeste

O II Blues do Nordeste é um evento promovido pelo Centro de Cultura Banco do Nordeste (BNB), a ideia base é contemplar o público desse estilo musical, a partir da apresentação de bandas de

diversos estados do Brasil, dentre eles: Rio de Janeiro, Piauí, Alagoas e Rio Grande do Norte. O evento começou reunindo muitos adeptos e simpatizantes. Enquanto o bloco dos jornalistas “Matou a Pauta”, fervia em marchinhas e modinhas durante os sábados do lado de fora do BNB, dentro do Centro Cultural o blues é em alto e bom som. A programação é um sucesso, a plateia lotada é sinal de que no Ceará há espaço para os mais diversos estilos musicais. (Sheyla Castelo Branco)

Fotos: Fernando Farias

Procurador Ricardo Machado assume PGJ e defende independência do Ministério Público

Dr. Ivan Moura, Dr. Antonio Valdir, Fernando Farias, Procudaor Ricardo Machado, Henrique Militã e Iranildo Guerra. O Ministério Público deve trabalhar e se afirmar de maneira independente, mas cooperativo na defesa e no cuidado do interesse público. Corporativo não. Cooperativo sim. Parceiro no objetivo comum de contribuir para a distribuição de harmonia e paz social". A observação é do novo procurador Geral de Justiça do Estado do Ceará (PGJ), Alfredo Ricardo de Holanda Cavalcante Machado, no seu discurso por ocasião de sua posse, realizada, na noite de ontem (04), na Hotel Gran Marquise. Ele substitui no cargo a procuradora Maria do Perpétuo Socorro França Pinto, que encerrou seu quinto mandato à frente do Ministério Público estadual. Fonte: ASCOM

requintada do ballet, como autêntica bailarina, vocacionada com realização, satisfação, sucesso e prestígio no que desfrutava como maestrina. Realmente, não poderia ser confundida como louca? O cognome Pacarrete originou-se da variação do vocábulo francês, “Pâquerete”, e Pâquerrette em português significa Margarida. Assim essa flor Pacarrete, como gostava de ser chamada, veio a surgiu através da personagem que interpretou quando criança numa peça escolar. Pacarrete desencantouse em Russas, não era louca, nem farsante, nem diabólica. Se sorria à toa para vida, se dançava na praça, na calçada e na rua, sensual e enigmática, desabrochava a flor do sorriso característico das bailarinas, numa dança lírica e única a flutuar inspirada pela força da música, pelo símbolo da audácia e pela beleza da dramatização. Pacarrete nunca foi louca. Foi apenas uma mulher incrível, excêntrica e promissora que tentava mudar o espelho da mulher russana, macambúzia, escrava encarquilhada nas incrustações da infelicidade da própria aparência. Muito nova, foi para Fortaleza com suas duas irmãs. Depois estudou no internato da Escola Doméstica Maria Imaculada, na cidade de Pacoti. Na capital cearense, lecionou no Colégio Militar, na Escola Visconde do Rio Branco e no Colégio das Dorotéias. E como amiga de infância do Maestro Orlando Leite, não

esqueceu a terra dos músicos. Aposentada, retornou a Russas, mas a sua estranheza maviosa fez transformá-la em várias condutas humanas, como ser confundida por louca com os trajes enfeitados de rosas transformacionais, devido a inevitável personalidade própria, forte e envolvente ao retratar os limites de capacidade extraordinária de natureza artística. Passou a fazer coisas excepcionais, diferente das normais. Tornou-se estranha e indomável no esplendor do seu próprio espetáculo. Dançou pelas ruas escaldantes da terra dos musicistas e nas noites de luar dos namorados, com toda leveza de bailarina clássica. Pacarrete não era doida! Embora que com toda delicadeza, equilíbrio e afeição de bailarina, quando irritada, impedia com gritos fortes de palavrões, a passagem de pessoas na sua calçada, para não sujar. A xingar aquela gente cega, ignorante e atrasada. Depois, sorridente, trancava a porta para tocar a Sonata ao Luar, de Beethoven. Pacarrete, paradisíaca, burlesca e encantadora num estado de exaltação, exalava sua flor e sorria como uma fada. Muitas vezes, implacável se lastimava por não contribuir ativamente com a cultura de Russas e de repente furiosa tocava a Marcha Fúnebre de Chopin. Mas não conseguia acordar o povo dormente para a beleza de sua arte. Pois, naquela época, era desprovido de significado, e rejeitava tudo que era moderno, estranho e sofisticado,

por algum encanto ou sortilégio. Pacarrete não desanimava, o ballet residia nas sapatilhas de sua alma. E para desenvolvê-lo em Russas, se possível, dançaria sobre brasas acesas, sobre pontudos espinhos e tocaria seu piano à beira do abismo. Pacarrete proferia palavra de insulto às pessoas que julgavam a bailarina como coisa bizarra, sobrenatural e profana. Pacarrete era louca? As brancas colãs, da cor dos lírios, os vestidos bordados com o marcante vermelho das rosas, as sombrinhas coloridas que giravam pelas ruas da cidade, o corpo esbelto, erguido na ponta da sapatilha, ainda plaina num ballet clássico em coreografia de total perfeição. Mas a visão daquela gente rude espreitava apenas o trotar malassombrado das éguas ruças, numa terra em declínio, sem modernidade e sem progresso. Pacarrete era louca? O cineasta russano Allan Deberton dirigiu um documentário sobre Pacarrete e contou a história da russana como se fosse uma suposta bailarina louca. O filme participou de festivais e mostras de cinema e foi indicado como o melhor documentário de mostra no Mato Grosso do Sul. Pacarrete morreu solitária, aos 92 anos, mas ainda ouvimos o tropel das éguas ruças como quem escuta o Hino à Alegria de Beethoven. Airton Maranhão -Advogado e Escritor Membro da Academia Russana de Cultura e Arte – ARCA

Detecção de Talentos Esportivos Um modelo bem sucedido nesta ciência, aconteceu na antiga Alemanha Oriental *Dr. Miguel Moraes A detecção de talentos no esporte é uma ciência complexa e trata-se de ações para identificar crianças e jovens na escola e na comunidade com níveis de desempenho para o esporte competitivo de alto rendimento. São muitas as dificuldades no trabalho com estes atletas em desenvolvimento, pois visando resultados de excelência no futuro ,as interferências de variáveis de ordem pessoais, como a sua condição econômica, nutricional, biológica, psicológica e social podem ser cruciais. Outras de origens externas, como a prioridade política de um país, as características culturais de uma sociedade, a falta de testes de avaliação específica para cada modalidade podem interferir de maneira negativa ou positiva no período entre a detecção e o resultado final no futuro. A boa integração entre escola, clube e família tem sido apontado como o primeiro passo para o aprimoramento do jovem atleticamente bem dotado. Não existe um programa ideal e a maioria dos países

apresentam algum modelo, ensaio ou iniciativa para a detecção do talento esportivo. Um modelo bem sucedido nesta ciência, aconteceu na antiga Alemanha Oriental.O programa consistia na avaliação anual de 200.000 escolares onde eram selecionados 20.000 para testes básicos de aptidão física e avançavam para um esporte. Destes, 2.000 iam para um programa mais aperfeiçoado de onde sairiam 20 atletas de alto nível, permitindo que este país da antiga cortina de ferro, obtivesse por muito anos os melhores quadros de medalhas olímpicas. No Brasil, o Ministério dos Esportes criou o Projeto Esporte Brasil que apesar das limitações

próprias desta nação são utilizadas como as principais estratégias: o estudo de populações para talentos motores; o estudo de população específica para cada modalidade esportiva e modelação da performance; o estudo para identificação no âmbito da educação física e esporte escolar e os procedimentos para seleção e desenvolvimento para o talento esportivo do futuro. O avanço no estudo da genética humana (genoma) permitiu confirmar o que por muitos anos eram apenas suspeitas. A excelência no esporte de alto rendimento está sob o controle de genes. Cerca de 200 variantes genéticas identificadas são responsivas ao treinamento físico. Entretanto é necessário que sejam trabalhados todos os fatores genéticos e ambientais ,ou seja físico, social e mental para que a alta performance seja a máxima. *MIGUEL RICARDO BARBOSA MORAES é médico ortopedista, médico do esporte e do exercício, doutor e mestre em cirurgia pela UFC.Professor colaborador da pós-graduação desta universidade;


Negócios

Fortaleza-CE - Fevereiro de 2012

PIB brasileiro cresce 2,7%, apesar da crise internacional As taxas de investimento (19,3% do PIB) e de poupança (17,2%) permaneceram em patamar elevado no ano passado, apesar de serem um pouco menores do que as apuradas em 2010: 19,5% e 17,5%, respectivamente segundo semestre, por causa das medidas de estímulo financeiras e de incentivo à produção industrial, setor que mais tem sofrido com a redução da atividade mundial. Nos próximos meses, os efeitos do Plano Brasil Maior, lançado no final do ano passado, serão sentidos com maior intensidade na economia. “A trajetória está mais ou menos definida: nós vamos ganhando impulso gradualmente na economia e chegaremos no segundo semestre com um ritmo favorável”, afirmou Mantega. PAC - “O governo está com um grande programa de investimentos na área publica e privada”, disse Mantega. Esses aportes irão reduzir custos, como por exemplo na logística e transportes, com a manutenção dos investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mantega considera que os estímulos apontam para um aquecimento maior do que o verificado no ano passado. “Os bancos públicos estarão

reduzindo as taxas de juros e aumentando o crédito”. Do ponto de vista da inflação, o Ministério da Fazenda vê um cenário tranqüilo com o risco de uma queda de preços nas commodities, devido à redução da atividade internacional. Para ele, o preço do petróleo pode subir. Porém, essa pressão é sentida com maior intensidade pelos países sem autosuficiência, que não é o caso do Brasil. Sob a ótica da produção, a agropecuária cresceu 3,9%; os serviços, 2,7% e a indústria, 1,6%. Em termos per capita, o PIB teve uma expansão de 1,8% em 2011. Com isso, o PIB per capita alcançou R$ 21.252, em valores correntes. Em 2010, o PIB per capita havia crescido 6,5%. Brasil investe mais do que consome Enquanto o consumo do governo aumentou 1,9% e o das famílias cresceu 4,1%, a Formação Bruta de Capital Fixo expandiu 4,7% em 2011. As taxas de investimento (19,3% do PIB) e de poupança (17,2%) permaneceram em patamar elevado no ano passado, apesar de serem um pouco menores do que as apuradas em 2010: 19,5% e 17,5%, respectivamente. De acordo com o Ministério da Fazenda, esse resultado permite um crescimento sustentável da economia, pois o investimento permanece mais elevado do que a demanda.

Fotos: Repórter Fernando Farias

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Da esq/drt: Dep. Eudes Xavier, ex- vereador João da Cruz vereador Odair Junior e Alberto

Pres. da Câmara dos vereadores Acrísio Senna e Alberto

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O crescimento da economia brasileira em 2011 foi de 2,7%, um ritmo considerado satisfatório pelo Ministério da Fazenda, dado o cenário recessivo mundial (veja gráfico). Na avaliação do ministro Guido Mantega, a influência externa foi sentida especialmente no segundo semestre, porém, já havia uma recuperação no final do ano. “Nós começamos o ano já com a economia aquecendo”, disse o ministro em entrevista na terça-feira (6). Para ele, não fosse o impacto vindo do exterior, o Brasil teria chegado a um crescimento próximo aos 4%. O ministro acredita que o saldo do ano foi positivo em termos de fortalecimento da produção e da qualidade de vida. “Crescemos e geramos quase dois milhões de empregos. Portanto, a massa salarial cresceu, o que significa maiores rendimentos para os trabalhadores brasileiros”, destacou. A perspectiva para este ano é de crescer em torno de 4,5%, com uma aceleração maior no

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Jornal do Comercio do Ceara