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Nº 199 - AGOSTO DE 2013

PALESTRA PREVENÇÃO À FRAUDE Os corretores de seguros desempenham papel fundamental na prevenção e combate a fraude em seguros. A proximidade com os segurados e demais participantes da cadeia operacional lhes proporciona excepcional oportunidade de orientação dos segurados, principalmente quanto às consequências e malefícios das fraudes ou mesmo de sua tentativa. Justamente pensando em capacitar os corretores de seguros do Estado do Ceará na prevenção à fraude, que o SINCOR/CE recebeu no dia 23 de

agosto, no SENAC da Av. Tristão Gonçalves, 1245, Centro de Fortaleza, o professor da Escola Nacional de Seguros, no curso de Habilitação de Corretores de Seguros, Sr. Adil Mohamed. Mestre em Economia pela Faculdade Cândido Mendes, pósgraduado em Engenharia de Produção pela UFRJ e especialista em Gestão de Negócios pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), o Professor Mohamed falou por duas empolgantes horas sobre a importância da integração entre seguradoras e corretores como o meio mais eficaz de prevenir e combater a fraude no mercado de seguros. (Página 07)

POR INDENIZAÇÃO DO SEGURO, CLIENTES INVENTAM GOLPES MIRABOLANTES

Armando Vergílio apresenta trabalhos em prol dos corretores de seguros como deputado federal e presidente da Fenacor (Página 05)

Enterrar o carro para conseguir outro ou aumentar os dados da batida só para forçar a perda total é muito comum, mas tem gente ainda mais criativa. “Tem um caso de um homem que estacionava o carro no Mineirão, um comparsa ia até lá e dava um sumiço e ele dava queixa de roubo e pegava um novo. Ele fez isso algumas vezes, até que as seguradoras começaram a cruzar os dados e descobriram”, lembra o advogado. (Página 08)

O Amigo do Seguro é um programa de responsabilidade social que visa dar oportunidade de qualificação profissional no mercado segurador a jovens do ensino médio da rede pública. O programa foi criado em 2002 pela Escola Nacional de Seguros, e desde 2009 vem em parceria com SINCOR/CE. (Página 09)

Mercado cearense funda o Clube da Bolinha

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ecentemente, o mercado de seguros esteve reunido na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, para prestigiar a criação do Clube da Bolinha daquele Estado. Com a presença de mais de 100 profissionais do mercado segurador, entre sócios e convidados, o mercado empossou a diretoria do clube para o exercício 2013/2014. O evento, apoiado pelo Sindseg N/NE, contou com a presença do presidente do Sindicato, Mucio Novaes, o vicepresidente da entidade, Hodson Menezes, o diretor de eventos, Raimundo Sitaro e o delegado do Sindseg N/NE no Ceará, Raphael Cunha. Durante o evento, Gustavo Melo, economista e professor da Escola Nacional de Seguros, ministrou a palestra “Cenários econômicos e oportunidades no mercado segurador”. Outras autoridades do mercado também marcaram presença no evento, entre os quais o presidente do Sincor-CE, Manoel Nésio; o presidente da Ascor-CE, Leniebson Souza e o presidente do Sindseg BA/SE/TO, João Giuseppe. (Página 03) Marcelo Amanajas Marcelo Amanajas


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Agosto 2013 Lucro operacional das seguradoras é recorde

O MERCADO DE SEGUROS SACODE O NORDESTE Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), autarquia que fiscaliza o mercado de seguros brasileiro, o faturamento do mercado de seguros no Ceará, em 2011, chegou a R$ 1,8 bilhão. Até novembro de 2012, o mercado de seguros, no Estado, arrecadou 2,3 bilhões, um crescimento de 25% Manoel Nésio em relação ao ano de 2011. E, apenas nos primeiros seis meses de 2013, já foram movimentados 1,4 bilhão em prêmios diretos no Ceará. Tais números nos deixam muito otimistas quanto ao desempenho cearense do setor para o 2º semestre de 2013 e para todo o ano de 2014. É indiscutível que teremos um acréscimo nestes percentuais, apesar da crise internacional. Mesmo que um setor cresça mais ou menos, esta realidade é incontestável. E, como o volume de negócios é grande, também será gerado um montante de igual proporção. Estão vindo para o Estado do Ceará empresas de longe, porque perceberam uma oportunidade de negócios nas estradas, aeroportos, portos, parques eólicos e em outras grandes obras que estão sendo e que ainda serão realizadas no Estado. É notório o quanto o mercado de seguros cearense está aquecido, como também o mercado nordestino. Da Bahia ao Maranhão, estamos superando expectativas, a ponto de recebermos elogios, inclusive, do Estado de São Paulo. Percebendo este momento de crescente efervescência, os visionários e perspicazes jornalistas Gabriela Ramos, João Moura e Raone Saraiva apresentaram, no dia 18 de agosto do corrente ano, um leque de excelentes e diversificadas matérias sobre o mercado de seguros cearense, publicado no Caderno de Negócios do Jornal Diário do Nordeste, o periódico de maior circulação no Estado do Ceará. As matérias – escritas de maneira clara e acessível, mas sem perder a seriedade e profundidade – versaram sobre o impacto positivo causado no mercado de seguros de nosso Estado pelo aumento da renda dos cearenses. Dicas de como economizar na contratação de seguros, a problemática dos altos custos para a contratação do seguro rural, a mudança da mentalidade das pessoas no que toca a contratação de seguros na modalidade vida, proteção residencial e para o pequeno negócio, microsseguro, dentre outros temas, foram abordados de modo responsável e contaram com a opinião de pessoas que entendem do assunto, como o Coordenador do site Tudo Sobre Seguros, Sr. João Paulo Mello; o Diretor Executivo e o Presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), senhores Neival Freitas e Luiz Roberto Foz; como também os professor da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), senhores José Varanda, Antônio Castello Branco e Bruno Kelly.

Crise não intimida seguradoras, que põem vendas para crescer expressivos 23,4% em cinco meses, contêm sinistros e despesas e deixam para trás dependência excessiva do ganho financeiro Mais rigorosas no gerenciamento de riscos e implacáveis nos reajustes de preços de produtos importantes, como da carteira de automóvel, as seguradoras fecharam os cinco primeiros meses do ano contabilizando resultado operacional recorde, exibindo crescimento de nada menos que 224,3% sobre igual período de 2012. Em um ano o lucro operacional pulou de R$ 2,318 bilhões para R$ 7,519 bilhões. Em 2012, esse resultado ficou estagnado na faixa de R$ 2,3 bilhões, o mesmo de 2011. O desempenho de maio último estabeleceu, pela primeira vez, um quadro mais nítido de independência das seguradoras em relação à área financeira, cujos ganhos, favorecidos pelas altas taxas de juros, eram decisivos até pouco tempo para as transações de seguros fecharem no azul. Pelo menos é o que indicam os dados recém-divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), que não são auditados e não incluem o ramo saúde. Os números oficiais de maio, aliás, apontaram um declínio no retorno das aplicações da carteira de investimentos. A queda foi de R$ 3,420 bilhões, em maio do ano passado, para R$ 2,622 bilhões em maio último: menos 23,3%. No período, a receita (pelo conceito de prêmio ganho) superou em cerca de R$ 11,3 bilhões as despesas. A sobra cai para perto de R$ 5,8 bilhões, se incluídos, além dos sinistros e das despesas comerciais, os dispêndios administrativos e o pagamento de tributos. Neste caso, o total das despesas gerou um comprometimento de 81% da receita, chamado de índice combinado. No ano de 2012 esse índice situou-se em 85%. Com o ganho financeiro enfraquecido, as seguradoras chegaram a maio último ostentando lucro líquido 6,1% menor, na casa de R$ 5,260 bilhões, apesar do fortalecimento do resultado operacional. Faturamento Em cinco meses, as vendas no mercado de seguros brasileiro atingiram R$ 62,127 bilhões, alta de 23,4% sobre janeiro a maio de 2012, a despeito do tímido desempenho da economia. As vendas mostraram vigor mesmo se excluído o VGBL das contas. Sem tais planos geradores de benefício livre, que têm mais caráter previdenciário, o mercado exibiu forte crescimento, da ordem de 19,5%. Já as indenizações avançaram em ritmo bem menor que a receita, no patamar de 12,3%, como também as despesas comerciais, com mais 13,8%, os gastos com tributos, 12% superiores, e as despesas administrativas, alta de 15,1%. O VGBL está entre as carteiras de negócios que mais cresceram até maio. Ao captar R$ 29,227 bilhões, a evolução do produto no período foi de 28,2% sobre os R$ 22,797 bilhões registrados até maio do ano passado. Com essa expansão, sua parcela sobre o faturamento total do mercado pulou de 45,3% para 47% em um ano. Na carteira de pessoas, o aumento das vendas foi de 17,2%, para R$ 10,366 bilhões. Os destaques foram os seguros de viagem (65,3%), auxílio funeral (58,3%), prestamista (28,1%) e desemprego (36,7%). Na área dos seguros patrimoniais, a receita deu salto de 16% em um ano, de R$ 3,853 bilhões para R$ 4,472 bilhões. O seguro de engenharia reagiu, ao sair de uma queda de 21,3%, registrada até abril último, para avançar 35,3% no cumulado até maio. Na garantia estendida, o crescimento foi de R$ 67,3% e nos riscos operacionais, de 66,2%. O seguro residencial, por sua vez, saltou 23,4% e o empresarial, 20,2%. Adicionado às coberturas de assistência e de responsabilidade civil facultativa, o seguro de veículos cresceu 24,2% entre os dois períodos comparados. O faturamento saiu de R$ 9,134 bilhões para alojar-se em R$ 11,344 bilhões em maio deste ano. Fonte: Jornal do Commercio – RJ

DIRETORIA EFETIVOS PRESIDENTE: MANOEL NÉSIO SOUSA SECRETÁRIA: SILVIA HELENA PEREIRA DE SOUSA TESOUREIRO: FRANCISCO PEREIRA DE SOUSA SUPLENTES ALEXANDRE AKSAKOF PEREIRA DE SOUSA CICERO GUARACI PEREIRA DE SOUSA

O Ceará foi o primeiro Estado da Região Nordeste que teve o tato de demonstrar à sua população como funciona o mercado de seguros. Por isso, iniciativas como a dos excelentes profissionais do ramo do jornalismo, Gabriela Ramos, João Moura e Raone Saraiva, merecem e devem ser multiplicadas, a fim de que nosso estado possa brilhar cada vez mais no cenário do mercado de seguros nacional, por possuir uma imprensa empenhada em divulgar a importância do produto seguro e a melhor maneira de contratá-lo. Aos repórteres e demais colaboradores da matéria, meus mais inflamados parabéns e o convite para que persistamos na divulgação do produto seguro, a fim de que o Estado do Ceará se desenvolva cada vez mais.

LÍSIAS BARBOSA PEREIRA DE SOUSA CONSELHO FISCAL EFETIVOS GERALDO BEZERRA MARQUES MARIA RAIMUNDA LOPES FERNANDES SIRLANE ABREU DE ARAÚJO SUPLENTES CARLOS ALBERTO PONTES DE ARAÚJO MARIA ALICE FERNANDES PIMENTEL NESTOR DE CARVALHO AMORIM DELEGADOS REPRESENTANTES JUNTO À FENACOR EFETIVOS 1° DELEGADO - MANOEL NÉSIO SOUSA 2° DELEGADO - CICERO GUARACI PEREIRA DE SOUSA SUPLENTES 1ª SUPLENTE - SILVIA HELENA PEREIRA DE SOUSA 2° SUPLENTE - ALEXANDRE AKSAKOF PEREIRA DE SOUSA


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Agosto 2013

Mercado cearense funda o Clube da Bolinha

Gustavo Melo

Marcelo Amanajas

Recentemente, o mercado de seguros esteve reunido na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, para prestigiar a criação do Clube da Bolinha daquele Estado. Com a presença de mais de 100 profissionais do mercado s e g u r a d o r, e n t r e s ó c i o s e convidados, o mercado empossou a diretoria do clube para o exercício 2013/2014. O evento, apoiado pelo Sindseg N/NE, contou com a presença do presidente do Sindicato, Mucio Novaes, o vice-presidente da entidade, Hodson Menezes, o diretor de eventos, Raimundo Sitaro e o delegado do Sindseg N/NE no Ceará, Raphael Cunha. Durante o evento, Gustavo Melo, economista e professor da Escola Nacional de Seguros, ministrou a palestra “Cenários econômicos e oportunidades no mercado segurador”. Outras autoridades do mercado também marcaram presença no evento, entre os quais o presidente do Sincor-CE, Manoel Nésio; o presidente da Ascor-CE, Leniebson Souza e o presidente do Sindseg BA/SE/TO, João Giuseppe. A gestão para o primeiro mandato terá Marcelo Amanajas, gerente da HDI Seguros, como reitor. Em seu

discurso de posse, ele disse que a diretoria do Clube pretende colaborar para uma maior integração e fortalecimento do mercado de seguros cearense. “O Clube da Bolinha do Ceará nasceu desta necessidade manifestada por corretores e seguradores, durante os vários encontros casuais do mercado de seguros, e que agora materializa-se”, acrescentou. Mesmo “nascendo” agora no Ceará, o Clube da Bolinha já chega com porte de gente grande, com mais de 100 sócios e possui um estatuto bem definido e diretoria com mandato anual, sendo o reitor um segurador e o vice-reitor um corretor, com alternância na próxima eleição. Os encontros serão mensais, contando com a presença de um convidado especial, sempre que possível, a fim de agregar valor ao evento e promover a troca de experiências. A Diretoria Contatos: marceloca@hdi.com.br ou marina.lopes@allianz.com.br Fonte: Marcelo da Costa Amanajás Tel.: 85 3306-4750


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Seguro automóvel, cada vez mais commodity Para muitos corretores, o seguro automóvel não é apenas o carrochefe como também a porta de entrada para a comercialização de outros produtos. De um lado, a demanda é grande. Além de 70% da frota nacional segurável não ter seguro, para este ano a indústria automobilística prevê que as vendas de novos veículos cheguem na casa dos 4 milhões em todo o País. Por outro lado, o seguro de automóvel tem se tornado cada vez uma commodity. Para o cliente, o que tem prevalecido cada vez mais é o preço, ao mesmo tempo em que o corretor tem absorvido cada vez mais responsabilidades que eram das seguradoras, o que aumenta os seus custos operacionais e, ainda, concorre com as novas tecnologias. Neste panorama, César Bertacini, presidente da União dos Corretores de Seguros (UCS), é enfático ao dizer que em um futuro breve a carteira do corretor será voltada a frotas e aos seguros diferenciados, no ramo de automóvel. “O consumidor passará a adquirir o seguro de automóvel pela internet, como qualquer outro produto e serviço. O corretor já vinha sendo um verificador de preço, mas ele ainda estava presente para apresentar os diferenciais aos segurados. Hoje isso está acabando e, além do mais, as seguradoras nivelaram seus produtos, seus serviços agregados”, analisa. Mesmo neste cenário, Bertacini destaca que o corretor faz a diferença. “Há detalhes nos produtos de cada companhia, a qualidade dos serviços e a burocracia que não são vistos no que eu chamo de o último número, o preço. Na hora do sinistro, a situação pode ficar complicada para o cliente que adquiriu o seguro por um portal”, comenta. Mesma visão compartilha Dorival Alves de Sousa, presidente do Sincor-DF. “A internet é uma ferramenta que veio para revolucionar o mercado, mas ainda estamos muito carentes de um disciplinamento das condutas por parte das seguradoras em relação à regulação e liquidação de sinistros. Além disso, o consumidor carece de amparo, orientação e esclarecimentos por parte do corretor”, afirma. Para Alexandre Camillo, mentor do Clube dos Corretores de São Paulo, talvez a concorrência com os portais fará com que o seguro de automóvel perca um pouco a característica de

porta de entrada para outros negócios. “E o corretor pode achar que a solução seja se posicionar em relação à internet e talvez esse não seja o caminho. Acredito que o foco é fazer o simples bem feito, ou seja, prestar um bom atendimento ao cliente. A internet não substitui a venda consultiva”, defende. Já Nilson Arello Barbosa, coordenador da Comissão Técnica de Automóvel do Sincor-SP, avalia que a internet pode abrir novas portas. “O seguro de automóvel é praticamente on-line, requer cada vez menos a presença física do corretor no cliente. A internet pode fazer com que os negócios prosperem, até mesmo porque o seguro de automóvel está muito concentrado no Sudeste e, quando falamos em seguro de automóvel, estamos falando de seguro de veículos cujo potencial é grande em todo o País”, afirma. Inclusive, diz ele, “hoje no SincorSP, nós já estamos quase em fase final do multicálculo, o que chamamos de autocálculo, com cerca de doze seguradoras para facilitar o corretor neste processo. São ferramentas que estão vindo para acompanhar essas vendas da internet, que na minha visão ganharão espaço a médio prazo, quando os jovens passarão a consumir seguros, e as corretoras têm estrutura para se adaptar neste sentido”, afirma. Fora isso, Barbosa lembra ainda que no Brasil há a exigência do corretor na comercialização de seguros. “Diferentemente de outros países em que as vendas de seguros pela internet funcionam muito bem”, compara. Demanda em alta Presidente da Cooperativa dos Corretores de Seguros do Rio Grande do Sul - Unics, Marcos Pozza conta que na sua região, Caxias do Sul, cerca de 70% dos corretores estão baseados no seguro de automóvel. “O nosso município conta com uma frota de cerca de 280 mil veículos e, em média, são vendidos 1,6 mil novos veículos, o que é uma grande oportunidade para os corretores”, especifica. Um mercado que também está aquecido na região do Distrito Federal. “Principalmente pela quantidade de veículos que estão circulando, é um mercado em ascensão, que possibilita ao corretor de seguros uma amplitude de comercialização na busca por

produtos adequados ao perfil de clientes. Assim, ele não se foca em preço, mas em custo agregado ao benefício que ele possa trabalhar”, avalia Sousa, do Sincor-DF. Por outro lado, destaca ele, “há uma preocupação em relação às associações e cooperativas que podem trazer prejuízos irreparáveis ao consumidor, quando o mesmo crê que tenha contratado uma apólice de seguro diretamente em uma seguradora quando, na verdade, participou de um sistema de mutualismo que, muitas vezes, têm dificuldade em honrar o que foi ofertado”, alerta. Em relação ao aumento da frota, Bertacini avalia que tudo é proporcional. “Cresce também as oportunidades de negócios e também o número de sinistros. Consequentemente, há a necessidade de uma estrutura maior na corretora para atender tanto a demanda de cotação como a de sinistros. O que de um lado é muito positivo, mas, por outro, nós carecemos de profissionais técnicos e nosso mercado não oferece recurso humano para suprir essa demanda”, lamenta. Sinistralidade Alexandre Camillo comenta que a sinistralidade no seguro de automóvel aparentemente está estável. “As próprias carteiras das companhias têm a sinistralidade média do mercado mantida em relação ao ano passado”, diz. Complementando, Nilson Arello Barbosa afirma que quando se fala em sinistralidade se foca muito no roubo, as companhias fizeram reajustes e alinhamentos de custos, mas o sinistro parcial também deve ser considerado. “E nesse quesito, as companhias também têm administrado muito bem por meio das suas oficinas credenciadas, de forma que o cliente tenha desconto, franquia reduzida, o que ajuda muito no custo entre sinistro e prêmio”, compara. No Distrito Federal, Dorival Alves de Sousa conta que a sinistralidade não é a menor do País, mas uma das menores e, além disso, a justiça funciona muito bem. “As fraudes são pequenas e também há um bom ressarcimento por parte das companhias, em função da tramitação judicial dos escritórios para recuperar, com muita agilidade, o que contribui de forma substancial para que as seguradoras reduzam seus prejuízos”, explica.

Em Caxias do Sul (RS), Marcos Pozza informa que apesar do alto índice de roubo, a recuperação é grande. “Na nossa região são registrados cerca de 20 roubos por dia e deste total 50% são recuperados. As companhias têm ajustado a tarifação, mas, mesmo assim, não é a região mais cara do Rio Grande do Sul. O prêmio do seguro automóvel em Porto Alegre é mais elevado”, compara. Perdas para os corretores Na visão de Nilson Arello Barbosa, o fim da cobrança do custo da apólice, valor que era percentualmente repassado ao corretor, foi uma grande perda. “O corretor assumiu funções operacionais que eram das seguradoras, o que aumentou a sua despesa, e o custo da apólice era uma compensação financeira por toda a operacionalidade. A seguradora deveria ter outra forma para r e m u n e r a r o c o r r e t o r, p e l a responsabilidade que ele assumiu”, defende. Dorival Alves de Sousa também faz uma avaliação no mesmo sentido, “em um primeiro momento impactou os corretores, pois essa receita era alocada para determinadas despesas, o que contribuía para o fomento das corretoras”, mesma visão é compartilhada por Alexandre Camillo: “dependendo da produção do corretor, o valor custeava uma sala, um funcionário, um equipamento. A perda só não foi tão sentida porque houve um bom crescimento da carteira no ano passado e o corretor, por natureza, é versátil e dinâmico.” Em uma matemática, Marcos Pozza diz que os 20% repassados ao corretor só não foi mais sentido porque o prêmio do seguro automóvel subiu, elevando, assim, o ganho do corretor. “As companhias atualizaram suas tarifas embutindo o custo da apólice no prêmio, mas, mesmo assim, o corretor teve uma perda e não conseguiu chegar aos 20%”, afirma. Por fim, César Bertacini conta ainda que para compensar essa perda, algumas seguradoras buscaram a compensação no comissionamento do corretor. “As companhias têm os seus custos e se repassá-los ao mercado ela perde clientes. Então, ela vai ao elo mais fraco, o corretor, o que a meu ver é uma forma bastante inadequada”, conclui. Fonte: Revista Cobertura maio - 138)

(Ed. de


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Armando Vergílio apresenta trabalhos em prol dos corretores de seguros como deputado federal e presidente da Fenacor Em evento promovido pelo Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP) na terça-feira, 06/08, o deputado federal e presidente da Fenacor Armando Vergílio dos Santos Júnior, prestou contas de seus mais recentes trabalhos pela categoria. “Faço minhas as palavras do papa Francisco em recente visita ao Brasil, quando disse que toda personalidade pública se obriga a prestar esclarecimento e contas daquilo que tem feito. É o meu caso hoje, como presidente da Fenacor e como deputado federal”. O mentor do CCS-SP, Alexandre Camillo, agradeceu a oportunidade do evento para o mercado paulistano. “Com agenda apertada por conta de tantos compromissos, Armando se mobilizou para estar conosco. Agradeço imensamente em nome dos corretores e do mercado de São Paulo pelo seu interesse em estar aqui. Corretor de seguros, Armando orgulha toda a categoria pela sua trajetória profissional”. Para Armando Vergílio, é muito oportuno falar sobre seus trabalhos na política. “Vivemos em nosso país um momento especial onde novamente a população foi às ruas, demonstrando sua insatisfação com tudo aquilo que tem ocorrido com nosso Brasil. As pessoas estão insatisfeitas com a corrupção de governantes e também com o modelo de política que não é o mais adequado ao país. O setor de seguros cresce, mas é sempre importante analisarmos o que pode

mudar para melhor. Tenho muito orgulho de ser corretor de seguros, foi essa profissão que me fez chegar a todos os cargos e contribuir com o desenvolvimento do País”. O convidado destacou importantes projetos de lei pelos quais está trabalhando. Primeiramente, o Projeto de Lei 3555/04 pela regulamentação do mercado de seguros. “Foi criada a comissão especial para esse PL e recebi a incumbência de ser o relator. Acredito que ainda neste mês de agosto teremos o texto substitutivo criando normas para as relações contratuais entre o mercado e os consumidores. Busca proteção ao consumidor e continuidade do desenvolvimento do setor em todo o Brasil”. Também está tramitando em comissão especial e tem Armando Vergílio como relato o Projeto de Lei Complementar 237/12 que trata da atualização da Lei Complementar 123 que rege o tributamento da pequena empresa e o Simples. “Vamos fazer cinco grandes seminários regionais, um em cada região, o da Sudeste será em São Paulo, queremos mobilizar a participação da categoria. Será uma nova oportunidade de conseguirmos a vitoria para uma luta antiga que é a inclusão das empresas corretoras no Simples que, aliás, já devia ter sido feita há muito tempo”. Falou sobre o Projeto de Lei 6332/05 que institui o seguro obrigatório de responsabilidade civil para corretores de seguro e de resseguro, do qual Armando é relator. “Vem ao encontro de um melhor disciplinamento ético e profissional para o corretor e dá ao consumidor maior garantia, bom para a sociedade e para o setor como um todo. Em outros países o seguro de RC profissional é bem difundido, no Brasil geralmente quem contrata são as empresas corretoras, mas se o corretor atua como pessoa física também precisa contratar pois subtende-se que ele não tem estrutura, trabalha por

conta própria e é quem mais depende do seguro para proteger sua profissão”. O Projeto de Lei da Câmara PLC 7 é uma atualização da Lei Complementar 137/10 que instituiu as autorreguladoras de corretagem de seguros. “Esse PLC clareia a lei complementar, que pra mim já estava clara, mas gerou dúvidas sobre a abrangência da autorreguladora, que deve ser sobre toda a categoria econômica, para evitar que se submetam apenas os de boa conduta. Precisamos das autorreguladoras, apenas no Brasil o canal de distribuição é regulado pelo mesmo órgão regulador do setor”. O deputado é também autor do Projeto de Lei 23/11 que disciplina o funcionamento das empresas de desmonte de veículos. “A maioria dos veículos são roubados para abastecer o comércio marginal de peças de desmontes. E na esteira desses roubos está a ação violenta de bandidos que vitima centenas de milhares de pessoas no país. A regulamentação melhora ainda o ambiente de segurança viária, pois muitos carros circulam com peças sem garantia técnica e de procedência. Com a garantia, diminui a reparação de veículos, viabiliza o seguro popular de automóvel e cria empregos formais”. Uma atualização da regulamentação dos microsseguros também foi aprovada na Câmara e segue para o Senado. “Esse é o verdadeiro microsseguro, pois ele de fato ainda não existe no Brasil, apenas seguro de baixo ticket. Pelo regramento, microsseguro não é meio seguro que se paga meio prêmio. Esse projeto traz um disciplinamento das operadoras de microsseguros inclusive com benefício fiscal e tributário muito grande para que isso possa nascer e se desenvolver, sendo um mercado novo para todos nós”. Armando Vergílio não pôde deixar de

debater dois assuntos polêmicos. O primeiro, a ação de associações e cooperativas que atuam como se fossem seguradoras. “Nosso maior erro foi chamar esse mercado marginal de seguro pirata, pois brasileiro gosta de tudo o que é pirata, e pode buscar seguro pirata porque é mais barato. Temos que falar que é um mercado marginal, caso de polícia. Não está no âmbito da fiscalização da Susep, mas podemos denunciar ao Ministério Publico, à Policia Federal e ao Judiciário”. Também lembrou a regulamentação da figura do agente de seguros, proposta pela Susep. “Não podemos aceitar. A Fenacor, junto com o os sindicatos, tem trabalhado, já fomos à Susep diversas vezes, por escrito ou pessoalmente em audiência, reunião, abordagens, mostrando nossa inteira incompreensão e não aceitação desse assunto na forma como está sendo colocado. Vamos discutir dentro do congresso nacional. O mercado já tem uma distribuição consagrada, através dos corretores e de seus prepostos. Se precisa de mais capilaridade no atendimento, a solução é simples: regulamentar a figura do preposto”. Ao final de suas apresentações, convidou o público de São Paulo para o 18º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, realizado pela Fenacor entre os dias 16 e 18 de outubro no Rio de Janeiro. Fonte: Comunicação e Conteúdo 09/08/2013

Acacio Queiroz lança livro autobiográfico Autor é Presidente & CEO da Chubb Seguros e membro do Conselho Superior da CNseg O Presidente & CEO da Chubb Seguros e membro do Conselho Superior da CNseg, Acacio Queiroz, acaba de lançar o livro “Minhas Bagagens”, obra que relata momentos de sua trajetória da vida. A partir de experiências pessoais, o livro reúne tópicos sobre liderança moderna, otimização do tempo, equilíbrio entre carreira e vida pessoal, conflito de gerações, motivação, entrega de resultados, determinação, empenho, foco, coragem e serve como fonte de inspiração para os mais

diversos perfis de profissionais. “Acredito que o conhecimento deve ser compartilhado. As lições profissionais e de vida que aprendi ao longo dos anos estão retratadas neste livro e meu objetivo é inspirar outros profissionais a conquistarem seus sonhos”, conta o executivo. A obra, que é patrocinada pela Chubb Seguros, também faz um retrato da recente história do mercado segurador no país, tratando do trabalho precursor do autor ao trazer o conceito de produtos massificados ao Brasil. Formado em Economia e pósgraduado em Finanças, com especialização em Business nos

Estados Unidos, o curitibano Acacio Queiroz é conselheiro certificado pela Fundação Dom Cabral e pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Após atuar em várias companhias de seguro no País e na América Latina, assumiu em 2005 o comando da Chubb do Brasil, onde acumula os cargos de presidente do Conselho Administrativo, presidente e CEO da Chubb do Brasil e presidente da Federal S.A – resseguradora da Chubb. Por sua contribuição ao setor, foi eleito, em 2012, “Homem do Ano em Seguros”, organizado pelo grupo JRS, e o “Ícone do Seguro”, no Prêmio Cobertura-Performance 2012. Fonte: CNSeg

Brasil fecha 1º semestre como 4º maior mercado de carros no mundo O Brasil encerrou o primeiro semestre do ano como o quarto colocado no ranking mundial de venda de carros. Segundo dados da Jato Dynamics do Brasil, consultoria especializada no setor automotivo, o país teve 4,6% mais emplacamentos entre janeiro e junho passados do que no mesmo período de 2012, somando 1,7 milhão de unidades. Naquele ano, o país apareceu em quinto no ranking semestral. A China mantém a liderança, ultrapassando a marca de 9 milhões de

carros vendidos nos primeiros seis meses do ano, com crescimento significativo de 18,4%, se comparado ao mesmo período de 2012. Os dados chineses incluem apenas veículos de passeio. Para o restante dos países os números englobam carros e comerciais leves. Em segundo lugar estão os Estados Unidos, com aumento de 7,6%, seguidos pelo Japão, que registrou queda de 8,1% em relação ao ano anterior. Atrás do Brasil ficaram Alemanha, que

era o quarto maior mercado no primeiro semestre de 2012, com baixa de 8,1% nas vendas. Depois vêm Índia e Rússia, com redução de 7,9% e 5,7%, respectivamente. A Grã Bretanha subiu para a oitava posição com crescimento de 10,1%, enquanto a França, ainda sofrendo com a crise econômica, teve queda de 10,9% nas vendas. O Canadá entrou novamente para a lista dos 10 maiores mercados no mundo, deixando a Itália de fora, apresentando aumento de 2,3% nos emplacamentos.

Entre as marcas, a Toyota fechou o primeiro semestre na liderança em vendas mesmo com queda de 2,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A Volkswagen segue em segundo lugar, com aumento de 8,5% nas vendas. Logo em seguida vêm Ford e Chevrolet, com aumento de 10,5% e 2,5%, no acumulado de janeiro a junho, se comparado a 2012, respectivamente. A Jato divulgou também o ranking dos carros mais vendidos no primeiro semestre, encabeçado pelo Ford Focus. Fonte: G1


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ATENÇÃO: PROCEDIMENTO, FORMULÁRIOS, LAUDOS E RELATÓRIOS MÉDICOS NECESSÁRIOS PARA RECEBER O DPVAT SÃO GRATUITOS. PEÇA AO MÉDICO E/OU AO HOSPITAL, QUE ATENDEU APÓS O ACIDENTE, TODA A DOCUMENTAÇÃO DE SEU TREINAMENTO. VOCÊ MESMO PODE DAR ENTRADA SEM INTERMÉDIÁRIOS.


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Agosto 2013 PALESTRA PREVENÇÃO À FRAUDE “NÓS, CORRETORES, SEGURADORES, SEGURADOS E PESSOAS LIGADAS AO MERCADO DE SEGUROS, PRECISAMOS TIRAR O FRAUDADOR DO MERCADO” Os corretores de seguros desempenham papel fundamental na prevenção e combate a fraude em seguros. A proximidade com os segurados e demais participantes da cadeia operacional lhes proporciona excepcional oportunidade de orientação dos segurados, principalmente quanto às consequências e malefícios das fraudes ou mesmo de sua tentativa. Justamente pensando em capacitar os corretores de seguros do Estado do Ceará na prevenção à fraude, que o SINCOR/CE recebeu no dia 23 de agosto, no SENAC da Av. Tristão Gonçalves, 1245, Centro de Fortaleza, o professor da Escola Nacional de Seguros, no curso de Habilitação de Corretores de Seguros, Sr. Adil

Mohamed. Mestre em Economia pela Faculdade Cândido Mendes, pósgraduado em Engenharia de Produção pela UFRJ e especialista em Gestão de Negócios pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), o Professor Mohamed falou por duas empolgantes horas sobre a importância da integração entre seguradoras e corretores como o meio mais eficaz de prevenir e combater a fraude no mercado de seguros. O evento também contou com a presença do Sr. Manoel Nésio Sousa, Presidente do SINCOR/CE; o Sr. Rafael Cunha, gerente da SulAmerica Seguros; Sr. Marcelo Amanajás, gerente da HDI Seguros e o Sr. Fabrício, da Bradesco Seguros. A fraude é responsável pelo aumento do preço do seguro, que é definido com base nos custos da seguradora, formados principalmente pelas indenizações pagas. Muitos segurados, prestadores de serviços, funcionários e corretores já se

Professor Adil Mohamed

conscientizaram e denunciaram a fraude. As tentativas de receber indenizações indevidas foram frustradas e os responsáveis punidos. Mas ainda há muito a ser feito a fim de que nosso importante e promissor mercado se livre desta mácula que afeta a imagem do produto e compromete a relação com os segurados. Segundo o Professor Adil Mohamed, as fraudes podem ser muito mais onerosas do que aparentam inicialmente, se observadas sob o ponto de vista de seu impacto nos resultados da organização, impacto este difícil de ser mensurado, mas que é indiscutivelmente sensível. “A tendência é considerar que o custos das fraudes é exatamente o valor das perdas financeiras detectadas”, destacou Mohamed. As fraudes prejudicam indiscriminadamente a todos os participantes da indústria de seguros. Ou seja, aos corretores idôneos, que são afetados pela prática da concorrência

desleal, através da redução artificial de preços; aos clientes honestos, que podem ter seus sinistros recusados; e às seguradoras, que passam a receber prêmios menores e podem adquirir passivos judiciais com a recusa de sinistros. O Professor Adil Mohamed também frisou que a denúncia, além da excelente formação de profissionais do ramo, também é uma importante arma no que toca a prevenção à fraude. “Todas as seguradoras têm canais que podem ser utilizados para que fatos irregulares possam ser comunicados, de forma anônima ou não. Da mesma forma, a SUSEP, o SINCOR e as autoridades policiais precisam ser comunicadas de fraudes ocorridas ou em andamento”, disse. Fraude em seguros é crime. A denúncia é sua melhor defesa! A fraude prejudica o corretor de seguros e o prestador de serviços. E, por ela aumentar o preço do seguro, menos pessoas compram e, com isso, há uma queda no volume de serviços.


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Notícias do Mercado de Seguros CORRETOR PODE APOSTAR NAS OPORTUNIDADES DA ÁREA DE BENEFÍCIOS

POR INDENIZAÇÃO DO SEGURO, CLIENTES INVENTAM GOLPES MIRABOLANTES

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Enterrar o carro ou fazer seguro de vida em nome de pessoa em estado terminal pode ser estelionato

área de benefícios esta em alta. E, segundo o superintendente-Executivo da Bradesco Vida e Previdência, Carlos Eduardo Sarkovas, para aproveitar as oportunidades é preciso que o corretor tenha a credibilidade dos clientes. “Se o corretor fizer um trabalho de identificação das necessidades em relação aos benefícios, existe uma grande chance. Isso pode ser realizado a partir de um relacionamento prévio com o cliente, até por conta de outros produtos, e aí partir de então oferecer Vida e Previdência para a empresa do potencial segurado e de seus funcionários”, argumenta Sarkovas. Segundo o executivo, a oportunidade está relacionada com melhores resultados e com a “blindagem” da carteira do corretor através da continuidade do relacionamento comercial. “Ou seja, o corretor precisa seguir esse caminho com vontade de ganhar e até por medo de perder, porque um colega concorrente pode chegar na frente”. Sarkovas aponta que a situação acontece porque a maioria dos corretores ainda tem o foco em

Automóvel e Ramos Elementares. “Na verdade, para a proteção da renda do cliente e também para garantia de manutenção dos negócios do corretor, revitalizando a relação estabelecida, deve-se indagar se o cliente tem seguro de Vida, o que ele pretende para o futuro, qual é o planejamento financeiro, quantas pessoas dependem dele, etc. Acho então que vale a pena utilizar toda a credibilidade construída ao longo do tempo para proteger o cliente em todas as suas necessidades”, reforça. A decisão requer especializações oferecidas pela Escola Nacional de Seguros, por exemplo, e conhecimento especializado do portfólio de seguradoras com soluções na área. “A Bradesco Seguros promove treinamentos com certa frequência nas mais diversas regiões, de acordo com a demanda”, conclui Sarkovas, ressaltando que “é importante lembrar que o cliente hoje tem acesso cada vezmais à informação, o que provoca um entendimento muito melhor do cenário e das ofertas existentes, exigindo em paralelo um corretor muito bem preparado”. Fonte: CQCS - 19/08/2013

Cláusula de controle em sinistros pode aprimorar subscrição “Quanto maior a exposição ao risco, maior é o interesse do ressegurador em participar da regulação por meio da cláusula de controle”. Essa foi uma das abordagens da advogada Daniele Fiuza, que desde 2011 é responsável pelo Departamento de Sinistros da Austral Seguradora e Resseguradora, em apresentação realizada durante o Seminário de Resseguro - A Arte de Elaborar o Contrato.

chance de melhorar a subscrição. “O sinistro é sempre um momento do aprendizado. Na semana passada, por exemplo, recebemos o aviso de sinistro por causa da concretagem de uma obra com utilização de um novo material disponível no mercado, mas que tem o inconveniente de ser inflamável. Isso pode gerar uma melhoria do questionário de subscrição, no sentido de verificar se outra obra a ser segurada vai ou não utilizar tal substância”, e x p l i c a D a n i e l e .

O primeiro dia do evento, promovido pela Escola Nacional de Seguros, aconteceu no dia 13 de agosto, em São Paulo. Na ocasião, Daniele lembrou Mas ela lembra que o ressegurador que a cláusula de controle não é a mais precisa antes analisar se tem estrutura frequente desde a abertura do mercado para atender as eventuais demandas. de resseguro, perdendo para a cláusula “Além disso, a regulação mais próxima d e c o o p e r a ç ã o . N o e n t a n t o , ao segurador é interessante no caso de acompanhar de perto a regulação de experiência precária do cedente em sinistros é importante no caso de determinados riscos, novos produtos grandes capacidades oferecidas e ou linhas de negócios”, acrescenta. valores expressivos envolvidos, de modo que a situação sempre traz a Fonte: Segurogarantia.net Capitalização registra segundo melhor resultado da história O encerramento do primeiro semestre garantido por aplicações financeiras de 2013 registrou um forte crescimento e que será futuramente devolvido aos do s etor de capitalização. O clientes) ultrapassaram R$ 24,4 faturamento das empresas atingiu R$ bilhões. O montante representa um 10 bilhões, um avanço de 28,2% em crescimento de 17,4% em relação ao relação ao mesmo período do ano primeiro semestre de 2012. passado. Este é o segundo melhor desempenho registrado pelo segmento No período, foram distribuídos mais de capitalização, no primeiro semestre, de R$ 475 milhões em prêmios à desde 1997 (primeiro dado oficial portadores de títulos contemplados atualmente disponível no site da em sorteios, um aumento de 13,1%. Susep), superado apenas pelo primeiro Os valores devolvidos aos clientes, semestre de 2010, quando registrou o em resgates finais ou antecipados, alcançaram os R$ 6,3 bilhões no recorde de 29,04%. período. Fonte: CNseg - 16/08/2013 - 11:10 As reservas técnicas (valor total

Emprestar a carteirinha para quebrar o galho do irmão que não tem plano de saúde. Assumir a culpa da batida e combinar com o outro motorista de ele pagar a franquia. Embora pareçam irrelevantes, essas artimanhas causam grandes prejuízos às seguradoras e podem até dar cadeia. Esses e outros golpes, bem mais criativos, geram perdas milionárias ao ramo de seguros. A última pesquisa da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), com base em dados de 2011, revela um rombo de R$ 337,7 milhões. E quem paga essa conta são os bons segurados. “Essas fraudes encarecem o seguro e o custo acaba sendo repassado para a grande maioria, que são os bons clientes”, afirma o presidente da Comissão de Direito Securitário da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB/MG), Euler de Moura Soares. Segundo o levantamento da CNseg, de um total de R$ 25,9 bilhões de sinistros, 7,2% foram suspeitos. O percentual caiu em relação aos 11,1% verificados em 2009. Entretanto, nessa mesma base de comparação, o prejuízo de fraudes confirmadas entre todas as suspeitas subiu de R$ 225,1 milhões (10,7%) para R$ 337,7 milhões (18%). As suspeitas são maiores no seguros de carros. Mas, na hora de confirmar, a comprovação é maior no seguro de vida. Em 2011, os sinistros suspeitos somaram R$ 1,3 bilhão no seguro de automóveis e o golpe foi confirmado em 15% dos casos. Já no seguro de pessoas, o prejuízo dos sinistros suspeitos foi estimado em R$ 53,3 milhões, mas a comprovação da fraude aconteceu em 33,9%.

números. Soares lembra de um caso em Pouso Alegre, Sul de Minas, em que um morador fez um seguro de vida para um mendigo, que já estava com a saúde fragilizada, e o colocou como beneficiário. “Ele pegou documentos, assinatura dele e fez várias apólices em seguradoras diferentes. Pouco depois, o mendigo morreu e ele tentou r e s g a t a r, m a s a s e m p r e s a s desconfiaram e acabaram descobrindo a fraude”, conta Soares. O caso foi parar na Justiça e o Ministério Público Estadual indiciou o fraudador. Estelionato. Segundo Soares, esses golpes se enquadram no artigo 171, como estelionato: “Obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento.” A pena para este crime vai de um a cinco anos de prisão e multa, que será cobrada pelo Estado. O especialista alerta que, em casos mais corriqueiros, a seguradora pode se negar a pagar a indenização, mas a conduta também é passível de processo criminal. Enterrar o carro para conseguir outro ou aumentar os dados da batida só para forçar a perda total é muito comum, mas tem gente ainda mais criativa. “Tem um caso de um homem que estacionava o carro no Mineirão, um comparsa ia até lá e dava um sumiço e ele dava queixa de roubo e pegava um novo. Ele fez isso algumas vezes, até que as seguradoras começaram a cruzar os dados e descobriram”, lembra o advogado. Também teve um caso de uma mulher que queria uma cirurgia plástica, mas o plano de saúde não cobria operação estética. “Ela simulou um acidente e combinou com o médico de dar um laudo dizendo que ela precisava da cirurgia”, conta Soares. Fonte: otempo.com.br

E haja criatividade para engordar esses

BERKELEY E FENACOR FIRMAM PARCERIA PARA OFERECER RC PROFISSIONAL A CORRETORES

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seguradora Berkley e a Fenacor oficializaram parceria para oferecer o seguro de responsabilidade civil para corretores na quinta-feira, dia 15 de agosto, durante o II Conseg, em Porto de Galinhas (PE).

Segundo o presidente da seguradora, José Marcelino Risden, mesmo antes da assinatura do acordo, a seguradora já colhe frutos com a comercialização do produto. “Corretores já nos procuraram diretamente, mas temos certeza que com a parceria haverá uma repercussão nacional e, a partir daí, vamos iniciar os trabalhos de divulgação junto a cada Sincor”,

explica. Embora esse tipo de produto já seja oferecido para associados de outros Sincor's, através de outras seguradoras, a Berkley investe em seus diferenciais para ganhar mercado, com novidades que visam ampliar coberturas e a praticidade na contratação. “O próprio corretor pode cotar, ou diretamente pelo nosso site ou através do site do Sincor, simulando valores e coberturas. Depois de finalizar a cotação, a contratação pode ser feita online” finaliza Risden. FONTE: Revista Apólice


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PROGRAMA AMIGO DO SEGURO 2013 O projeto

Seguros

O Amigo do Seguro é um programa de responsabilidade social que visa dar oportunidade de qualificação profissional no mercado segurador a jovens do ensino médio da rede pública. O programa foi criado em 2002 pela Escola Nacional de Seguros, e desde 2009 vem em parceria com SINCOR/CE.

Desenvolvimento e realização dos cursos*: Escola Nacional de Seguros Absorção dos estagiários: empresas do mercado segurador Recrutamento, seleção, contratação e acompanhamento dos estagiários: SINCOR/CE., e CIEE Como participar

Os treinamentos são realizados de acordo com a demanda das empresas por estagiários, e, em 08 de julho de 2013, teve inicio a 5ª turma do Amigo do Seguro em Fortaleza, como feito no ano passado, vem com uma nova carga horária, sendo desenvolvido em seis módulos: Conceitos Básicos de Seguros, Laboratório de Seguros, Laboratório de Língua Portuguesa, Atendimento ao Cliente, Orientação Profissional e Oficina de Informática.

As empresas interessadas em apoiar o Amigo do Seguro devem entrar em contato com a sede do SINCOR/CE., pelos telefones: (0**85) 3226-1328 (Lísias - Diretor) e CIEE (0**85) 4012-7614(Alynne ou Yvina). De acordo com a demanda por estagiários, a Escola abre novas turmas do programa de formação acadêmica na área de seguros. Os jovens são recrutados e selecionados a partir do cadastro do CIEE.

As parcerias Escola Nacional de Seguros Fundada em 1971, no Rio de Janeiro, a Escola Nacional de Seguros promove o ensino, a pesquisa e a produção de conhecimento para o mercado de seguros. A Escola capacita e qualifica os profissionais do setor, além de divulgar institucionalmente o seguro em todo o país.

desenvolvendo ações educativas, culturais, técnicas e de assistência social. Seu objetivo é aprimorar o processo de formação profissional e ampliar o intercâmbio entre escolas, empresas e Governo. As iniciativas incluem ainda a preservação do meio ambiente e da memória nacional, a defesa da justiça social e o desenvolvimento auto-sustentado da região e do país.

SINCOR/CE.

estagiários por ano; Prata: de 6 a 11 alunos e/ou estagiários por ano; Ouro: mais de 11 alunos e/ou estagiários por ano. Responsabilidades Recrutamento e seleção dos estudantes: SINCOR/CE., e CIEE, sob a coordenação da Escola Nacional de

Após a conclusão das aulas, os estudantes são encaminhados para programas de estágio em empresas do mercado de seguros. A Escola comunica o interesse das companhias ao CIEE para que sejam realizados os procedimentos de caráter técnico, burocrático e administrativo. A contratante assina um convênio com o CIEE, que se responsabiliza pela legalização do estágio dos estudantes, conforme o Art. 7 do Decreto número 87.497, de 18/08/1982.

Amigas do seguro Dentre várias iniciativas, o SINCOR/CE., vem em parceria com a Escola Nacional de Seguros e o CIEE, agregando Ações Sociais como o Projeto Amigo do Seguro, que contribuem para a integração do jovem brasileiro na sociedade, através de atividades voltadas para inserção ao mercado de trabalho.

São as empresas do setor que contribuem para a promoção de cursos, na adoção de jovens e na contratação de estagiários. A cada ano, as empresas que mais patrocinam alunos ou absorvem estagiários recebem o selo da Certificação Anual das Empresas Amigas do Seguro, concedido pela Escola.

CIEE Os critérios são: O Centro de Integração EmpresaEscola (CIEE) atua em todo o país,

Bronze: de 1 a 5 alunos e/ou

Prezado Corretor; Pelo terceiro ano consecutivo, conquistamos o troféu “Mercado de Seguros – Gaivota de Ouro”, oferecido pela revista Seguro Total. Fomos premiados nas categorias “Excelência no atendimento ao segurado”, com as Centrais Bate-Pronto e “Excelência em inovação e flexibilidade”, com o seguro personalizado HDI Auto Perfil, o que reforça a qualidade dos serviços oferecidos aos nossos clientes. Mais uma vez, queremos dividir este prêmio com você, nosso parceiro, que é fundamental para nossa existência. Essa conquista é fruto da nossa dedicação e trabalho diário. Em nome da HDI, agradeço a parceria e confiança. Continue contando conosco! Marcelo da Costa Amanajas Abraços, Gerente da Filial Fortaleza 85 9169 5453 marceloca@hdi.com.br

Foto ilustrativa

CO RRETORA DE SEGUROS “ A te n d em o s co m q u a lid ad e e a g ilid a d e ”

SEGURE O QUE VOCÊ TEM E O QUE VOCÊ AMA! T e le f o n e : ( 0 * * 8 5 ) 3 25 2 -4 2 2 0 / 9 9 8 7 -8 7 2 4 e - m a i l: a c a ic o r r et o r ad es e g u r o s@ m s n .c o m at e n d i m e n to @ a c ai c o r re t o ra d e s e g u ro s .c o m . b r w w w .a ca i c o rr e to r a d e s eg u r o s .c o m .b r


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BRADESCO CAPITALIZAÇÃO DISTRIBUI MAIS DE R$ 4,5 MILHÕES EM PRÊMIOS São Paulo é o estado que teve mais clientes contemplados: foram 57 títulos premiados em julho A Bradesco Capitalização distribuiu mais de R$ 4,5 milhões em prêmios de sorteio em julho. Foram 158 títulos contemplados, dos quais 57 em São Paulo; 23 no Rio de Janeiro; 17 na Bahia; 13 no Rio Grande do Sul; 12 em Minas Gerais; 10 em Santa Catarina; cinco em Mato Grosso; quatro no Paraná; três em Goiás; dois no Ceará, no Espírito Santo e em Pernambuco; e um no Acre, em Alagoas, no Distrito Federal, no Mato Grosso do Sul, no Pará, no Rio Grande do Norte, no Sergipe e no Tocantins.

O site da Bradesco Capitalização (bradescocapitalizacao.com.br) disponibiliza os resultados dos sorteios dos títulos de capitalização. Para fazer a consulta dos números sorteados, basta acessar o site, clicar em “Resultados dos Sorteios” e em “Confira Agora” e selecionar um ou mais produtos. O site disponibiliza, para conferência, os resultados do mês corrente e anteriores. Além disso, o cliente que possui acesso ao Bradesco Internet Banking tem a facilidade de consultar o seu saldo, combinações para sorteio e o informe de rendimentos dos seus títulos de capitalização.

Os riscos de petróleo estarão no centro dos debates promovidos pela Marsh & McLennan Companies, companhia global de serviços profissionais que oferece a seus clientes consultoria e soluções nas áreas de riscos, estratégia e capital humano, no próximo dia 10 de setembro, no Hotel Sofitel Copacabana, Rio de Janeiro, quando se realiza o seminário “A Indústria de petróleo e gás no Brasil: gerenciando Riscos Operacionais e Capital Humano”. O evento contará com a participação de Marcelo Haddad, presidente da Rio Negócios, Agência de Promoção e Investimentos do Rio de Janeiro, além de palestrantes e especialistas

O Esforço concentrado aconteceu entre a segunda, dia 12, e a quartafeira, 14 de agosto. Foram realizadas 674 audiências que resultaram em 564 acordos. O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) divulgou na quinta-feira, 15 de agosto, o balanço do mutirão de conciliação de ações envolvendo o Seguro Dpvat realizado na região Sertão do estado. Durante três dias de atividades, foram realizadas 674 audiências. Destas, 564 resultaram em acordos, atingindo um índice de 83,68%. O esforço concentrado gerou um valor superior a R$ 3, 6 milhões em pagamentos.

Fonte: FenaCap

RISCOS DA INDÚSTRIA DE PRETRÓLEO SERÃO DISCUTIDOS EM WORKSHOP Marsh & McLennan Companies promove encontro, em setembro, na cidade do Rio de Janeiro

MUTIRÃO DO DPVAT TERMINA COM R$ 3,6 MILHÕES EM PAGAMENTO NA PARAÍBA

nacionais e internacionais que debaterão o panorama global de riscos para a indústria de Petróleo e Gás, a evolução desse mercado no Brasil, bem como os desafios de mobilidade e seus benefícios. O CEO da Marsh Brasil e Country Corporate Officer para a Marsh & McLennan Companies, Eugenio Paschoal, e o CEO Global Mercer, Julio Portalatin, serão os responsáveis pela abertura do evento. SERVIÇO A Indústria de petróleo e gás no Brasil: gerenciando Riscos Operacionais e Capital Humano Data: 10 de setembro de 2013 Local: Hotel Sofitel Copacabana Fonte: FenSeg

O evento promovido pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em parceria com a segura Líder, aconteceu em Patos entre a segunda-feira, dia 12, e a quarta-feira, 14 de agosto. A diretora do Núcleo Permanente, desembargadora Maria das Graças Morais Guedes, disse que a ação, que integrou 22 unidades judiciárias,

integra as medidas que o Poder Judiciário estadual vem buscando para estimular a conciliação e promover a pacificação dos conflitos. “Evita-se, assim, o abarrotamento de processos nas varas e a consequente demora na solução da lide”, afirmou a desembargadora. Neste mesmo sentido, o juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, do Núcleo de Conciliação, ressaltou que o número de acordos homologados foi bem maior do que o previsto, alcançando êxito. “Devemos levar em consideração que os ganhos não estão relacionados apenas aos acordos, mas também à diminuição do número de processos na Justiça”, observou o magistrado. Nos acordos, a indenização é fixada conforme a extensão da lesão revelada pela perícia médica. Os exames são feitos por médicos habilitados pelo Tribunal de Justiça, acompanhados por assistentes técnicos da Seguradora Líder Dpvat. Fonte: Portal G1

RECEITA DE MERCADO SEGURADOR CRESCE 20% NO PRIMEIRO SEMESTRE Arrecadação totaliza R$ 88,6 bilhões no período, dos quais R$ 33,6 bilhões a cargo do VGBL A arrecadação emitida do mercado segurador consolidado (Seguros, Previdência e Capitalização, sem contar a receita de Saúde Suplementar) alcançou a casa de R$ 88,6 bilhões nos seis primeiros meses do ano, alta de 20% sobre o acumulado de janeiro a junho de 2012. No período, o grupamento de Seguros Gerais respondeu por R$ 27 bilhões, com alta de 19%; nos Seguros Pessoais (incluindo o VGBL), a receita subiu 20%, para R$ 46,4 bilhões; em Capitalização, R$ 10 bilhões (31%), e em Previdência Privada, R$ 5,1 bilhões (3%), segundo dados estatísticos consolidados pela Cnseg. Nos Seguros Gerais, o destaque

continua a ser o ramo de automóvel, cuja receita no primeiro semestre deste ano (em relação a janeiro a junho de 2012) avançou 22%, para R$ 13,8 milhões. Porém, chama a atenção o resultado do Seguro Rural, com arrecadação emitida de R$ 948,1 milhões e expansão de 78%. O carro-chefe das vendas de todo o mercado é o VGBL: com alta de 20% nas vendas no semestre, sua receita alcançou extraordinários R$ 33,6 bilhões, quase o triplo da arrecadação dos Seguros Pessoais, com R$ 12,7 bilhões de prêmios emitidos e 21% de incremento no período. Incluindo a venda de microsseguros de pessoas, de R$ 2,7 milhões, a receita do período dos Seguros Pessoais atingiu R$ 46,4 bilhões. Fonte: CNSeg

Curso irá formar inspetores de riscos médios Antes do contrato de uma cobertura, a figura do inspetor de riscos se faz presente. É esse profissional que irá verificar as condições do objeto a ser segurado, para que a seguradora possa subscrever um risco. Atualmente, as companhias têm enfrentado dificuldades para encontrar inspetores especializados em avaliar riscos médios. Ciente desta demanda, a Escola Nacional de Seguros desenhou o curso técnico –Formação e Capacitação de

Inspetores de Riscos Médios Ramos Elementares, que está com inscrições abertas no Rio de Janeiro (RJ). O curso tem duração aproximada de dois meses e início no dia 9 de setembro. O investimento é de R$ 2.270,00, valor que pode ser parcelado. Para participar é pré-requisito o ensino médio completo. Mais informações no link acima, pelos telefones (21) 33801543/ 1544 ou através do e-mail secretariarj@funenseg.org.br. Fonte: FUNENSEG


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CAMPANHA PEDE TRÂNSITO HUMANIZADO

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niciativa do Sistema Verdes Mares, com o apoio da Prefeitura, incentiva o respeito nas vias de Fortaleza "Os curiosos atrapalham o trânsito, gentileza é fundamental. Não adianta esquentar a cabeça, não precisa avançar no sinal. Dando seta pra mudar de pista ou pra entrar na transversal, pisca alerta pra encostar na guia, para-brisa para o temporal. Já buzinou, espere, não insista, desencoste o seu do meu metal". Assim dizem os versos do músico pernambucano Lenine. E, em busca de um trânsito mais gentil e humanizado, o Sistema Verdes Mares, com o apoio da Prefeitura Municipal de Fortaleza, lança a campanha Trânsito Gentil Fortaleza Rima com Gentileza. A maior parte dos acidentes acontece devido à imprudência dos motoristas, como intolerância e álcool. Conforme a AMC, muitas ocorrências poderiam ser evitadas se houvesse mais solidariedade e gentileza no trânsito. Atitudes gentis e simples talvez reduzissem pela metade os

4.198 acidentes de trânsito ocorridos no Estado nos dois primeiros meses do ano. Segundo informações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-CE), boa parte desses acidentes acontece por imprudências, intolerância, álcool, entre outros motivos que fazem do trânsito um dos principais problemas da vida moderna. Com o objetivo de aliviar a tensão existente no tráfego no dia a dia, gentileza na condução dos veículos é o direcionamento que a campanha procura transmitir ao público. Para o vice-presidente da Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e de Cidadania de Fortaleza (AMC), Arcelino Lima, a iniciativa vem em um bom momento, tendo em vista que, de acordo com ele, na Capital, ocorre uma média de 20 acidentes diários. "Estes são só os que a AMC atendeu, e a grande maioria tem como precedente uma infração de trânsito, ou seja, se houvesse gentileza, educação, muitos, mas muitos mesmo não teriam ocorrido", afirma Lima.

Para a analista de marketing Juliana Lima, 27, a gentileza de ceder é uma ótima alternativa para uma vida mais saudável nas vias de Fortaleza, que segundo ela, não estão nada bem. " Tento me policiar, mas têm horas que você esquece. Mas não custa nada abrir o vidro e pedir por favor para entrar na via, não custa ceder a vez, não custa esperar um pedestre passar na faixa e estar em segurança na calçada para você, então, seguir. Assim como não custa também para o pedestre aguardar na calçada até o sinal fechar", analisa Juliana Lima. A auxiliar administrativa Talyta Monteiro, 29, acredita que também falta às pessoas educação no trânsito. "Ontem, no meu percurso de casa para o trabalho, observei dois veículos que vinham na contramão, e alguns motoqueiros avançando a preferencial. Observo que, se cada motorista respeitasse as leis de trânsito, já seria uma atitude para diminuir o caos que está a cidade", destaca. Arrecadação

De acordo com a AMC, neste ano, o órgão já transferiu para o Fundo Nacional de Segurança e Educação no Trânsito, aproximadamente R$ 1 milhão. Este recurso equivale a 5% do que é arrecadado com as multas na Capital. "E, por meio deste fundo, são feitas ações de educação no trânsito de forma nacional. De maneira local, nós temos investido em campanhas que abordem os motociclistas, que são os que mais causam acidentes", disse Arcelino Lima. Trânsito Gentil é uma campanha que fala de respeito, cortesia, cooperação, solidariedade e responsabilidade, elementos que constituem os eixos determinantes da transformação do comportamento do homem no trânsito. A campanha visa também reduzir o número de acidentes de trânsito envolvendo pedestres, motociclistas e motoristas em geral. FONTE: Diário do Nordeste

SEGURO RURAL É ESSENCIAL PARA O PAÍS, AFIRMA EX-MINISTRO Transformar a Academia Nacional de Agricultura em um "chapéu pensador do agronegócio brasileiro" é uma das metas do exministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, assumiu a presidência da instituição no dia 15 de agosto de 2013. Em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro, Rodrigues pretende discutir os temas relevantes do setor, "mas não mais na linha do diagnóstico". Em entrevista à Agência Brasil, explicou que deseja encontrar soluções que sejam factíveis para cada gargalo, tanto do ponto de vista das políticas públicas, como do setor privado. O objetivo é elaborar planos e propostas concretas que possam ajudar o governo, o Legislativo e o Judiciário a entender melhor o setor e a encontrar caminhos que levem ao desenvolvimento da agricultura nacional. Roberto Rodrigues avaliou que o agronegócio tem sido responsável por garantir o saldo comercial positivo internacional do Brasil, além do próprio crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços produzidos no país, e a geração de empregos. "É um setor dinâmico, com uma

s é r i e d e g a rg a l o s q u e n ó s precisamos resolver de maneira positiva, construtiva." O exministro disse que o estabelecimento de uma política de renda no meio agrícola seria essencial para o país, do mesmo modo que a instalação definitiva do seguro rural, mas destacou que isso implica em mecanismos de ação pública e privada. "A ideia é trabalhar esses mecanismos a partir da academia e buscar uma costura, ou seja, um entendimento entre o setor público e o privado, para evoluir para um seguro rural digno desse nome, como existe nos países desenvolvidos". Na área do comércio exterior, Rodrigues disse que o Brasil tem sua maior pauta de exportações em commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) "porque o comprador, lá fora, quer comprar matérias-primas para agregar valor lá. Da mesma forma que eu quero agregar valor aqui". A negociação entre compradores e vendedores passa, segundo argumentou, por uma postura diplomática. "Penso que aqui há um papel importante para o Itamaraty jogar junto conosco."Na opinião de Rodrigues, a realização de acordos internacionais que permitam

agregar valor de forma paulatina aos produtos brasileiros poderia ser uma solução muito bem-vinda, "para não criar problemas nem para nós, nem para eles (compradores)". Outro tema que Rodrigues destacou são os acordos bilaterais. "O Brasil não tem acordo bilateral com nenhum país." Segundo ele, esse é um capítulo pelo qual já passa hoje a terça parte do comércio mundial. Na presidência da Academia Nacional de Agricultura, Rodrigues pretende criar um diálogo com o Itamaraty para "buscar essa linha de agregação de valor, sem destruir mercados". No âmbito interno, a infraestrutura logística é apontada como principal gargalo a ser combatido. Rodrigues destacou que a Empresa de Planejamento Logístico (EPL) tem, atualmente, um "plano espetacular"

para a logística brasileira, englobando as áreas de ferrovias, rodovias, portos, hidrovias, entre outras. "O projeto é muito bom. O problema é transformá-lo em realidade". Para ele, a questão passa pelo estabelecimento de parcerias e concessões que o governo fará a empresas privadas. O ex-ministro reconheceu que esse processo demandará muita negociação, porque envolve licenças ambientais, burocracia e outros procedimentos que vão tornar mais lenta a construção dos projetos programados pela EPL. A Academia Nacional de Agricultura atuará na busca de mecanismos de aproximação dos setores público e privado para agilizar esse processo, que é do interesse de todos, destacou Rodrigues. Fonte: Agência Brasil


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Agosto 2013 TRÂNSITO SAUDÁVEL TAMBÉM É UMA QUESTÃO DE MEIO AMBIENTE

Veículos automotores – apesar do conforto, rapidez e comodidade que proporcionam ao homem moderno – podem ser muito perigosos, caso sejam utilizados de maneira irresponsável. Todavia, não são apenas acidentes nas estradas os únicos estragos que podem ser feitos à saúde da pessoa humana, quando falamos da má utilização de automóveis. A poluição do ar nas cidades é hoje uma das mais graves ameaças à nossa qualidade de vida. Os principais causadores da poluição do ar são os veículos automotores. Os gases que saem do escapamento contêm monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, hidrocarbonetos, óxido de enxofre e material particulado, a famosa e incômoda fumaça preta. A quantidade desses gases depende do tipo e da qualidade do combustível e do tipo e da regulagem do motor. Quanto melhor é a queima do combustível, ou melhor dizendo, quanto melhor regulado estiver seu veículo, menor será a poluição. A presença desses gases na atmosfera não é só um problema para cada uma das pessoas, é um problema

para toda a coletividade de nosso planeta. O monóxido de carbono não tem cheiro, não tem gosto e é incolor, sendo difícil sua identificação pelas pessoas. Mas é extremamente tóxico e causa tonturas, vertigens, alterações no sistema nervoso central e pode ser fatal, em altas doses, em ambientes fechados. O dióxido de enxofre, presente na combustão do diesel, provoca coriza, catarro e danos irreversíveis aos pulmões e também pode ser fatal, em doses altas. Os hidrocarbonetos, produtos da queima incompleto (álcool, gasolina ou diesel), são responsáveis, pelo aumento da incidência de câncer no pulmão, provocam irritação nos olhos, no nariz, na pele e no aparelho respiratório. A fuligem, que é composta por partículas sólidas e líquidas, fica na atmosfera e pode atingir o pulmão das pessoas e agravar quadros alérgicos de asma e bronquite, irritação de nariz e garganta e facilitar a propagação de infecções gripais. A poluição sonora provoca

A Susep informa a publicação dos seguintes normativos: Tipo: RESOLUÇÃO Número: 288 Data da Publicação: 12/08/2013 Ementa: Altera a Resolução CNSP nº 136, de 7 de novembro de 2005. Link:http://www2.susep.gov.br/bibliotecaweb/docOriginal.aspx?tipo=1&codig o=31257 Tipo: CIRCULAR Número: 470 Data da Publicação: 03/07/2013 Ementa: Dispõe sobre as regras e os critérios para operação das coberturas oferecidas em plano de seguro de Riscos de Petróleo, e dá outras providências. Link:http://www2.susep.gov.br/bibliotecaweb/docOriginal.aspx?tipo=1&codig o=31124 Tipo: CIRCULAR Número: 471 Data da Publicação: 03/07/2013 Ementa: Altera dispositivos da Circular Susep nº 008/1989. Link:http://www2.susep.gov.br/bibliotecaweb/docOriginal.aspx?tipo=1&codig o=31125 Tipo: CIRCULAR Número: 472 Data da Publicação: 15/07/2013 Ementa: Dispõe sobre a prorrogação de vigência por mais 90 dias dos artigos, 9º, 13 e 16 da Circular Susep nº 460/2012. Link:http://www2.susep.gov.br/bibliotecaweb/docOriginal.aspx?tipo=1&codig o=31161

muitos efeitos negativos. Os principais são: distúrbios do sono, estresse, perda da capacidade auditiva, dores de cabeça, distúrbios digestivos, perda de concentração e aumento dos batimentos cardíacos. Preservar o meio ambiente é uma necessidade de toda a sociedade, para a qual todos devem contribuir. Alguns procedimentos contribuem para a redução da poluição atmosférica e da poluição sonora. A sujeira jogada na via pública ou nas margens das rodovias estimula a proliferação de insetos e roedores, o que favorece a transmissão de doenças contagiosas. Outros materiais jogados no meio ambiente, como latas e garrafas plásticas levam muito tempo para serem absorvidos pela natureza. Custa muito caro para a sociedade manter limpos os espaços públicos e recuperar a natureza afetada. Um motorista consciente é aquele que: · Calibra, periodicamente, seus pneus;

SINCOR - CE

· Evita reduções constantes de marcha, acelerações bruscas e freadas excessivas; · Desliga o motor numa parada prolongada; · Não acelera quando o veículo está me ponto morto ou parado no trãnsito; · Mantém o escapamento em boas condições; · Faz a manutenção periódica do equipamento destinado a reduzir os poluentes – catalisador (nos veículos em que é previsto) · Mantém sacos de lixo dentro do veículo. Não joga lixo na via, nos terrenos baldios ou na vegetação à margem da rodovia; · Não derrama óleo ou descarta materiais na via e nos espaços públicos; · Solicita e colabora na remoção ou limpeza de sujeira nas estradas que possa causar riscos para o trânsito.

·

Não carrega excesso de peso;

O espaço público é de todos. Faça a sua parte mantendo-o limpo e conservado.

·

Troca de marcha na rotação

Emerson Braga - Assessor do DPVAT.

CONSTRUÇÕES | Projeto prevê inspeção dos edifícios a cada cinco anos Aprovadas regras para segurança de prédios residenciais e comerciais

A Comissão de Desenvolvimento Urbano aprovou proposta com normas para inspeção de segurança em todas as edificações do País. Pelo texto, todos os prédios, sejam residenciais ou comerciais, deverão passar por inspeção do estado geral de solidez e funcionalidade a cada cinco anos. Já as condições de segurança contra incêndio e do sistema de elevadores devem ser avaliadas anualmente. O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado William Dib (PSDB-SP), ao Projeto de Lei 3370/12, do deputado Augusto Coutinho (DEMPE). Como foram analisadas outras sete propostas sobre o tema conjuntamente, o relator acolheu todas as sugestões e as consolidou em um texto único. A principal mudança em relação à versão original é quanto à periodicidade das manutenções. O PL 3370/12 prevê que, para edifícios com até 20 anos, a inspeção deve ocorrer a cada cinco anos. Para prédios mais antigos o intervalo cai para três anos. O texto não distingue entre condições estruturais e sistemas de segurança contra incêndio e dos elevadores. Política de manutenção - O texto aprovado cria a Política Nacional de Manutenção Predial, cujo principal instrumento é o Plano de Manutenção Predial. Esse instrumento terá de ser elaborado por cada edifício, com base na norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas para segurança de edificações. Deve estar de acordo também com as normas de segurança contra incêndio de cada estado e do Distrito Federal. Tramitação - O projeto segue para análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. FONTE: JORNAL DA CAMARA 12/08/2013

JORNAL DO SINCORCE FEDERAÇÃO NACIONAL DOS CORRETORES DE SEGUROS PRIVADOS, DE CAPITALIZAÇÃO, DE PREVIDÊNCIA PRIVADA E DAS EMPRESAS CORRETORAS DE SEGUROS

correta do motor;

Brasil! Queremos educação, saúde, transporte, segurança e infraestrutura.

Jornal sincor agosto 2013  
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