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POVOS INDIGENAS


“São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens...” “Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo.” (Artigos 231 e 232 da Constituição Federal, Outubro de 1988)


DECLARAÇÃO DA ONU SOBRE OS DIREITOS INDÍGENAS 1. Os Povos Indígenas têm direito a que a dignidade e diversidade de suas culturas, tradições, histórias e aspirações fiquem devidamente refletidas na educação pública e nos meios de informação públicos. 2. Os Estados adotarão medidas eficazes, em consulta e cooperação com os Povos Indígenas interessados, para combater os preconceitos, eliminar a discriminação e promover a tolerância, a compreensão e as boas relações entre os Povos Indígenas e todos os demais setores da sociedade.” – Artigo 15 da Declaração da ONU


Com saudações indígenas do Comitê Intertribal Memória e Ciência Indígena (ITC), organizadora da iniciativa indígena Jogos dos Povos Indígenas, Cuiabá 2013, agradecemos todos os apoios das pessoas, entidades e Governo Federal, Estadual, Municipal e aos Países amigos. Desde 1996, temos trabalhado com as diversas etnias brasileiras que somam 330 povos com 240 línguas faladas, para estimular a participação de equipes de vários ecossistemas indígenas para juntos realizarmos essa atividade que hoje é considerada o maior evento do esporte tradicional das Américas, sempre com o lema: “O importante não é competir, sim celebrar”. Os Jogos dos Povos Indígenas promovem uma verdadeira Olimpíada Verde, focada no binômio homem/natureza, e a integração internacional indígena. Países que falam o francês, como Guiana Francesa; o espanhol, como Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Chile, Costa Rica, Venezuela, Panamá, Guatemala, Nicarágua, Peru, México e Paraguai; o inglês, como Canadá e Estados Unidos, se juntam agora em Cuiabá e transformam esse ponto geodésico em capital indígena das Américas, prontos para testemunhar o lançamento do I Jogos Mundiais Indígenas. A realização dessa atividade do esporte tradicional indígena brasileiro foi concebida para durar uma semana. Vamos construir um leque de oportunidades e atividades culturais, igualdade racial, tecnologia da informação, troca de saberes por meio de sementes e um legado de relacionamento para o bem comum entre índios e não-índios, tendo como base a solidariedade entre nós e a gratidão ao Grande Espírito. Obrigado!

Marcos Terena

Articulador do I Jogos Mundiais Indígenas


Povos Indígenas Assurini – PA. Bororo Boe – MT. Enawenê-Nawê - MT. Erikibaktsa – MT. Gavião Ikólóéhj – RO. Guarani Kaiwá – MS. Ikpeng - MT. Javaé Itya – TO. Kaingang – PR. Kanamari – AM. Kanela Rãmkokamekrá – MA. Karajá – TO. Kariri-Xocó – AL. Kayapó Mekrãngnoti – PA. Kayapó Metyktire - MT Kokama –AM.

Krahô – TO. Krenak –MG. Kuikuro –MT. Kuntanawá – AC. Kura Bakairi -MT Macuxi –RR. Mamaindê – RO. Manoki – MT. Matis –AM. Maxacali – MG. Mayoruna – AM. Mehinaku – MT. Nhambikwara – MT. Panará Kreeakarore – MT Paresi Halití - MT Parkatêjê – PA.

Pataxó/ Hã-Hã- Hãe - BA. Shanenawá – AC. Suruí Paiter – RO. Tapirapé -TO. Tauarepang – RR. Tembé – PA. Terena -MS Tikuna Magüta – AM. Tukano Ye’pâ-masa – AM. Umutina -MT. Wai Wai - PA. Wapichana - RR. Xacriabá –MG. Xambioá – TO. Xavante – MT. Xerente – TO.


Asurini

Família: Tupi-Guarani Tronco: Tupi Localização: Estado do Pará População: 384 (2006) Participação nos Jogos: 7 edições

O grafismo Asurini apresenta a estilização do mundo mítico e natural como sua Identidade e estilo próprio. Sobre sua pele e artes a composição dos traços traduz uma linguagem gráfica que se reflete como uma luz a mais nos adornos que utilizam no dia a dia. Principal apresentação nos Jogos: Flecha, Corridas e Representação do ritual de sepultamento dos mortos.


Bororo Boe

Família: Bororo Tronco: Macro-Jê Localização: Estado de Mato Grosso População: 1.571 (2010) Participação nos Jogos: 10 edições

O ciclo de vida do Povo Bororo compreende um número de cerimonias e ritos tradicionais como força da sua Identidade. Desde a nominação das crianças, sua passagem para a vida adulta até sua passagem para o mundo dos espiritos. Principal apresentação nos Jogos: Danças, Cantos e demonstração de rituais de passagem. Participam com arqueiros, tiros de lanças, futebol e corridas.


Enawenê-nAwê

Família: Aruak Localização: Mato Grosso População: 566 (2010) Participação nos Jogos: 5 edições

A vida dos Enawenê-nawê está diretamente ligada ao ambiente que os envolvem. Pescadores natos, estes moradores das margens do Rio Iquê, uma região tradicional e ainda isolada, mas que já sentem os efeitos da aproximação de grandes projetos de desenvolvimento como as PCHs – pequenas centras hidrelétricas, colocando em risco esse modelo de vida saudável.

Principal apresentação nos Jogos: Canoagem e arqueria e cabo de força.


Erikbatsa

Família: Rikbatsa Tronco: Macro-Jê Localização: Mato Grosso População: 1.324 (2010) Participação nos Jogos: 5 edições

Tem como costume o ciclo ceremonial anual ligado aos períodos das plantações, caça, pesca e coleta de frutos e sementes. Para cada periodo são realizados rituais nos quais celebram e agradecem com danças e cantos o inicio de uma nova fase do ciclo da vida. Principal apresentação nos Jogos: Danças e cantos cerimoniais, canoagem, natação.


Gavião Iköloëlu

Família: Mondé Tronco: Tupi Localização: Rondônia População: 531 (2010) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013.

Contactado nos anos 70 ainda possuem em suas atividades produtivas além da caça e pesca, novos projetos como a criação de animais e os sistemas agroflorestais realizados por todos os membros da comunidade. Dos itens produzidos o excedente é comercializado nas cidades próximas como meio de geração de renda para a comunidade. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, danças, cantos e tiro de lança.


Guarani Kaiwoá Família: Tupi-Guarani Tronco: Tupi Localização: Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. População: 31.000 (2008) Participação nos Jogos: 9 edições

Os Guarani, povos que caminham sempre na busca da Terra sem Males, são muito ligados ao mito e sua espiritualidade onde expressam sua ligação com o mundo dos espiritos através de seus cantos, danças e rezas. Os rituais normalmente se iniciam ao final da tarde junto com o pôr-do-sol. Principal apresentação nos Jogos: Cantos, corrida, arco-flecha e jogos.


Javaé

Povo: Javaé Família: Karajá Tronco: Macro-Jê Localização: Tocantins População: 1.456 (2009) Participação nos Jogos: 10 edições

Os Javaé vem o mundo que os cerca a partir da concepção de que todos os seres (animais, plantas, planetas, entidades.) possuem uma origem humana ou tem o corpo humanizado. O que muda de um corpo ao outro é sua capacidade de transformação e fluidez, sua mortalidade ou imortalidade. Muito ligados as águas e terras. Principal apresentação nos Jogos: Luta corporal, remo, natação, corridas.


Ikpeng

Povo: Ikpeng Família: Karib Localização: Mato Grosso – Médio Xingu População: 459 (2010) Participação nos Jogos: Primeira vez. 2013

Dado relevante entre os Ikpeng é o Orengo, um recital cerimonial da sequência de nomes, comum entre as pessoas numa variedade entre 12 e 06 nomes, podendo chegar a 15. Entre os nomes dois são considerados os mais importantes, o imon dado ao nascer e o emiru incorporado depois da morte dos pais. Principal apresentação nos Jogos: Arco-flecha, canoagem, natação.


Kaingang Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo População: 33.064 (2009) Participação nos Jogos: 8 edições

Os Kaingang realizam seus rituais a noite com cantos e danças sendo o dia destinado as atividades de subsistência, como a caça, a produção de artesanatos e a pesca. Os cantos entoados nos rituais são muitas vezes cantados também durante suas idas a mata para a coleta de frutos ou a preparação da bebida de mandioca e pupunha. Principal apresentação nos Jogos: Arremesso de lança, corrida, cabo de força e natação.


kanamari

Família: Katukina/Pano Localização: Amazonas População: 3.167 (2010) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013.

Os Kanamari se dividem tradicionalmente em sub grupos feita a partir da nomeação de cada um dos grupos, identificados a partir de nomes de animais conhecidos seguidos do s ufixo –dyapa. Tal modelo de organização desenha um típico quadro social pural. Principal apresentação nos Jogos: Arco Flecha, corrida, danças e cantos.


Kanela

Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Maranhão População: 2.722 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 10 edições

Os Kanela conhecidos pela velocidade na corrida da tora e cantos tradicionais, tem em suas danças e músicas sua maior expressão artística. Dentro do cotidiano da aldeia passam cerca de ¼ do dia nestas atividades. Em sua pintura corporal é predominante o uso do urucum, sendo o jenipapo utilizado apenas em importantes cerimônias. Principal apresentação nos Jogos: Corrida com toras, danças, cantos e a espiritualidade.


Karajá Povo: Karajá Família: Jê Tronco: Macro- Jê Localização: Goiás, Tocantins, Mato Grosso e Pará População: 3.198 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 10 edições Eximios artesãos principalmente entre as Mulheres e suas incríveis bonecas, os Karajá são donos de uma vasta cultura material, desde tecelagem e adornos plumários, até o trabalho com madeiras, conchas, cabaças e cerâmicas. A pintura corporal feita pelas mulheres é um dos grandes sucessos entre os jovens nos Jogos Indígenas e caracteriza-se por intricados labirintos que cobrem o tronco e o corpo dos guerreiros e marcam assim, sua posição dentro da comunidade. Principal apresentação nos Jogos: Idjassú (luta corporal), canoagem, corrida, cabo de força.


Kari xocó

Família: Português Localização: Alagoas População: 2.311 (Funasa, 2009) Participação nos Jogos: 4 edições

O ritual do Oricuri é fundamental para a organização e significação da vida dos Kariri Xocó. É ele que dá sentido à terra, à família, à identidade. A partir dele também se orientam nas questões sociais do grupo. Povo com muitos anos de contato, continuam resgatando esse modelo cultural como resistência e afirmação territorial. Principal apresentação nos Jogos: Arco Flecha, Lança, Corrida e Cabo de Força.


Kayapó Mekrãngnoti e Metyktire

Família:: Jê Tronco: Macro- Jê Localização: Mato Grosso e Pará População: 5.923 (Funasa, 2006) Participação nos Jogos: 10 edições

Os Kayapó tiveram grande destaque na mídia durante as décadas 80 e 90, devido a sua luta pelo direito a Terra principalmente na região amazônica do sul do Pará e na construção da Constituição Federal pelo Congresso Nacional. Povo forte na cultura sempre defendem a proteção territorial contra as invasões como a conhecida construção do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte. Principal apresentação nos Jogos: Ronkrã, lança, Arco Flecha, danças, cantos.


Kokama

Família: Tupi-Guarani Tronco: Tupi Localização: Rondônia População: 531 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

A história do contato dos Kokama com a sociedade não indígena se deu já na chegada dos primeiros colonizadores na região amazônica. De forma desastrosa estes séculos de contato impossibilitaram de tal modo a manifestação de sua cultura que muitos dos seus costumes foram esquecidos. O processo de retomada e reorganização de suas tradições culturais só começou durante a década de 1980. Principal apresentação nos Jogos: Arco Flecha, Canoagem, Natação.


Krahô

Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Tocantins População: 2.463 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 3 edições

A música Krahô tem como principal instrumento o Maracá feito de cuité que o cantor principal usa para dar ritmo de voz e dança nos cantos das mulheres. Exímio corredores de tora, buscam melhorar a qualidade alimentar com as feiras de sementes. Principal apresentação nos Jogos: Corrida com toras, dança, cantos, cabo de força, natação.


Krenak Família: Krenak Tronco: Macro-Jê Localização: Minas Gerais e São Paulo População: 350 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 3 edições

A retomada do seu antigo território em Minas Gerais, demarcado com apenas quatro mil hectares, impede em grande parte que eles conquistem a autonomia cultural. Sofrem ainda com o preconceito da sociedade regional que ainda veem na retomada de suas terras como um prejuízo à produção agrária local. Principal apresentação nos Jogos: Corrida, Lança e Natação.


Kuikuro

Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Tocantins População: 2.463 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 3 edições

Dentro do vasto repertório da tradição oral existe um local reservado para seus mitos fundadores. Eles explicam seus cantos e suas festas, o universo tal qual ele é.... e contam o tempo em que humanos e não humanos se comunicavam. Os Kuikuro habitam a região do Alto Xingu, Mato Grosso. Principal apresentação nos Jogos: Huka-Huka (luta corporal), canoagem, corrida, natação.


Kura Bakairi

Família: Karib Localização: Mato Grosso População: 950 (1999) Participação nos Jogos: 10 edições

Os Bakairi, como são mais conhecidos, trazem em seus artefatos o mundo espiritual. São as pinturas as reponsáveis por darem espírito as coisas materiais e darem matéria as espirituais, um ritual de resistência ao longo do tempo mesmo com a chegada da nova colonização. Principal apresentação nos Jogos: Luta Corporal, dança, cantos, canoagem, arco flecha.


Kuntunawá

Família: Pano Localização: Acre População: 400 (Pantoja, 2008) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Praticamente exterminados no período inicial da instalação dos seringais no Acre (final do século XIX e início do século XX), seus últimos remanescentes foram os membros de uma família extensa conhecida na região do Juruá onde se refugiaram, como “os caboclos do Milton”. O resgate, a consquista do reconhecimento de sua origem indígena, criou neles um sentimento profundo de indianidade. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria


Macuxi

Família: Karib Localização: Roraima, Guiana, Venezuela População: 29.931 (Funasa, 2010) 9.500 (Guiana, 2001) 83 (INEI, 2001) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Um dos povos protagonistas na luta pela Terra Indígena Raposa Serra do Sol, homologada em 2005 e confirmada em 2009, estes moradores da fronteira com a Venezuela têm enfrentado desde os primeiros tempos de contato uma pressão dos grupos de forasteiros que chegavam ali para subjugá-los e tomarem suas terras, fossem eles, garimpeiros, igrejas, madeireiros, arrozeiros. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, corrida, lança e natação.


Mamaindé

Família: Nambiwára Tronco: Tupi Localização: Mato Grosso, Rondônia População: 1.950 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Ocupam tradicionalmente regiões do cerrado, Amazônia e transição. Hoje vivem na região da cabeceira do Rio Juruema distribuídos em pequenas comunidades onde convivem com seus costumes, culturas e sistemas econômicos sustentáveis e tradicionais.. Principal apresentação nos Jogos: Arco Flecha, Lanças, Canoagem e Demonstração de rituais.


Manoki

Família: Irantxé Localização: Mato Grosso População: 79 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 3 edições

Os Manoki nome próprio dos antes conhecidos como Irantxe, são falantes de uma língua que não se assemelha a nenhuma das outras famílias lingüísticas. Tem uma situação parecida com os demais povos e quase foram extintos no contato com o colonizador. Atualmente lutam para incorporar em seu território uma área de ocupação tradicional que foi deixada de fora pelo Governo Federal. Principal apresentação nos Jogos: Arco Flecha, Canoagem, Natação e Lanças.


Matis

Família: Pano Localização: Amazonas População: 390 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 8 edições

Com o primeiro contato no final da década de 1970, Os Matis viviam felizes em seus territórios, foram quase dizimados por completo quando surgiu na região diversas epidemias, chegando a quase 90 pessoas em 1983. Atualmente vivendo em diversas comunidades de forma estratégica, replantaram suas fontes alimentares e fortaleceram suas culturas e os jogos tradicionais. Principal apresentação nos Jogos: Zarabatana


Maxacali

Família: Maxakali Tronco: Macro-Jê Localização: Minas Gerais População: 1.683 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 5 edições

Em plena região do Leste brasileiro, o Povo Maxakali passa por um processo de superação a doenças, alcoolismo e marginalização econômica e social, reflexo da dizimação cultural e física imposta pela chegada de novas cidades. A forma de resistência foi o uso sistemático da língua, da cultura como o casamento entre eles mesmos, dos cantos sagrados e da luta territorial. São agricultores e produzem peças e artesanatos típicos como flechas, peneiras, cestos e vasos de cerâmicas. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, cantos e danças.


Mayoruna

Povo: Mayoruna Família: Pano Localização: Amazonas e Peru População: 1.592 (Funasa, 2006), 1.724 (INEI, 2007) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Os Mayorunas indígenas da fronteira Peru e Brasil, falam a língua Pano, o espanhol e o português. Tem uma profundo conhecimento de seus território e dos caminhos da floresta. O manejo sustentável é uma prática de suas terras, alternando áreas de caça e roças, permitindo um ciclo destes espaços que se refaz e garante a ocupação e vigilância de suas Terras. Gostam de usar colar de dente de macaco, pulseira e colares. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria


Mehinaku

Família: Aruak Localização: Mato Grosso População: 259 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 6 edições

Os Mehinaku habitam tradicionalmente a região mais ao sul do Rio Xingu. Em suas narrativas históricas voltam várias gerações passadas até chegarem à criação dos homens e da própria bacia do Rio Xingu. Principal apresentação nos Jogos: Danças, lutas, canoagem, natação.


Nambikwara

Família: Nambikwára Tronco: Tupi Localização: Mato Grosso e Rondônia População: 1.950 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 4 edições

Os Nambikwara que foram contactados pelo Marechal Rondon, sobreram nos anos 80 com a abertura da BR 364 o impacto sobre suas terras com o Projeto Polonoroeste. Esse avanço trouxe para a região fazendeiros, garimpeiros e madeireiros, gerando novos conflitos. São índios do cerrado, região amazônica e guardiões de dois ecossistemas. Principal apresentação nos Jogos: Espiritualidade, Cantos, Danças, Lanças e arqueria.


Paresi

Família: Aruak Localização: Mato Grosso População: 2.005 (Funai 2008) Participação nos Jogos: 9 edições

No modo de vida tradicional dos Paresi a divisão de trabalho entre os gêneros obedece ao ciclo agrícola na época de derrubada da mata para abrir as primeiras roças, mas a colheita é um dever compartilhado com as mulheres. Além da roça, os homens são responsáveis pela pesca e caça e as mulheres por trabalhar a mandioca. Possuem uma riqueza de trabalhos artesanais, colares e plumagens e alegria contagiante. Principal apresentação nos Jogos: Jikunahity, Arco Flecha, Lança, Canoagem.


Panará

Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Mato Grosso, Pará População: 473 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Os Panará tiveram o primeiro contato em 1973 na construção da estrada Cuiabá (MT)/Santarém (PA). Povo guerreiro e resistente evitavam o contato atacando os sertanistas da Funai. Conhecido como Indios gigantes, doentes e desnutridos tiveram que se entregar em 1975 para morar no Parque Indígena do Xingu. Vinte anos depois em 2000 conseguem retornar as suas terras em Peixoto de Azevedo e a Justiça reconhece seus direitos a indenização por danos materiais e morais no processo contra a União. Principal apresentação nos Jogos: Arco Flecha, Lanças e Lutas.


Parkatêjê/Kyikatêjê

Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Pará População: 582 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 10 edições

Conhecidos como Índios Gavião do sul do Pará, vivem da coleta, caça e pesca mas possuem um acordo sócio-econômico com o Grupo Vale devido a Estada de Ferro Carajás que corta suas terras. Grandes flecheiros, dançam e tem nas mulheres eximias corredoras de tora. Principal apresentação nos Jogos: Corrida de tora, Arco Flecha, Lanças, danças e lutas.


Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe

Família: Maxacali Tronco: Macro- Jê Localização: Bahia População: 2.365 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 10 edições

Pataxó e Hã-hã-hãe, povos da mesma família que vive em regiões distintas no sul da Bahia, litoral e também na região Cacaueira de Camacan. Povo com tino comercial nato, reorganizam suas lendas, línguas e costumes após a demarcação territorial. Possuidores de uma variedade de danças que se cruzam com belos colares, cocares e pinturas corporais. Principal apresentação nos Jogos: Dança, Arco Flecha, Canoagem, Natação e corrida com Maracá.


Shanenawá

Família: Pano Localização: Acre População: 411 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 1 edição

Contatados na época que a exploração da borracha e do caucho começava no Acre foram incorporados como mão-de-obra no trabalho nas seringas. No entanto, matém, até hoje, suas atividades tradicionais como a caça, a pesca, coleta de frutos e sementes, a produção de artefatos e suas relações com o mundo cosmológico. Principal apresentação nos Jogos: Natação e arqueria.


Surui

Família: Monde Tronco: Tupi Localização: Mato Grosso e Rondônia População: 1.172 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 7 edições

Contactados no processo de implantação do Projeto Polonoroeste do Banco Mundial (1969), foram vitimas de profundo impacto sócio-econômico que acarretou profundas mudanças no seu modo de vida tradicional. Detentores de belas canções e danças, além de criação de belos colares, cocares e pinturas. Atualmente buscam acesso a tecnologia em convênio com a Google. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria.


Tapirapé

Família: Tupi-Guarani Tronco: Tupi Localização: Mato Grosso e Tocantins População: 655 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 5 edições

Os Tapirapé ocupam tradicionalmente uma área na região do Urubu Branco, próximo a Ilha do Bananal que já foi palco de violentos conflitos devido ao modelo de ocupação fundiária. Mesmo com a tardia homologação da sua Terra, em 1996, e os enfrentamentos com as mílicias e pistoleiros das fazendas os Tapirapé jamais deixaram de ocupar de algum modo seu território tradicional onde ainda hoje mantem seus ritos, diversidade de artes e culturas, danças, passagens e identidade linguistica. Principal apresentação nos Jogos: Arco Flecha, Canoagem, Natação e Luta corporal.


Tauarepang

Família: Karib Localização: Roraima e Venezuela População: 673 (Funasa, 2010), 27.157 (INE, 2001) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Ao longo da expansão pecuária em Roraima no inicio do século XX os Taurepang foram sendo empurrados para a fronteira com a Venezuela e Guiana, ou transformados em mão de obra barata. Um outro Projeto de impacto foi a construção de uma estrada ligando Brasil a Venezuela. Os poucos que aqui permaneceram vivem nas Terras Indígenas São Marcos e Raposa Serra do Sol, junto com outros povos indígenas. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, danças.


Tembé

Família: Tupi-Guarani Tronco: Tupi Localização: Maranhão e Pará População: 1.502 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 8 edições

Os Tembé estão espacialmente divididos em dois grupos, os do Gurupi e os do Guamá. Enquanto os de Gurupi têm gozam de uma certa abundância de áreas de caça, roça e pesca. Por outro lado, os do Guama tem que lidar com a degradação do seu ambiente, devido a projetos auto-manutenção do posto indígena e pela invasão autorizada de suas Terras. Principal apresentação nos Jogos: Lança, Arqueria, Canoagem.


Terena

Família: Aruak Localização: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo População: 24.776 (Funasa, 2009) Participação nos Jogos: 10 edições

Seu território tradicional foi um dos palcos da Guerra do Paraguai (1864), na qual os Terena tiveram que participar devido a encruzilhada das forças imperiais da Tríplice Aliança. Tal fato viria a mudar radicalmente a vida deste povo. Com o final da Guerra e o não cumprimento do acordo de demarcação de suas Terras por parte do Império, os Terena viriam ainda a sofrer novas violências com a chegada de desetores refugiados no seu território. O episódio tornou-se conhecido como uma das grandes dividas históricas do governo brasileiro com os povos indígenas. Principal apresentação nos Jogos: Dança, Corrida, Arco Flecha, Lanças.


Tikuna Magüita

Família: Tikuna/Aruak Localização: Amazonas, Colômbia, Peru População: 531 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 1 vez/2013

Os Ticuna, habitantes da região do Rio Solimões, fronteira Brasil/Perú são o mais numeroso povo indígena da Amazônia brasileira. Apesar da trajetória de violências, seus esforços hoje são no sentido de melhorar as relações com a população da região e buscam um caminho para alcançarem a sustentabilidade econômica. Principal apresentação nos Jogos: Canoagem, Natação, Arqueria.


Tukano

Família: Tukano Localização: Amazonas e Colombia População: 6.241 (Dsei/Foirn, 2005)
6.330 (1988)
11 (INE, 2001) Participação nos Jogos: 6 edições

Para os Tukano tudo o que há na Terra, seja animais, elementos, plantas são têm em si os poderes de criação ancestral. Deste modo, mesmo os artefatos, como arcos e flechas e canoas são seres animados e autônomos, podendo uma maloca ser o corpo de seus ancestrais. Por isto criar um artefato é também criar ao mundo e a si mesmo numa forma de meditação. Grandes músicos habitam a região de fronteira Brasil/Colômbia. Principal apresentação nos Jogos: Canoagem, Danças, Natação, Lanças.


umutina

Família: Bororo Tronco: Macro- Jê Localização: Mato Grosso População: 465 (Associação Indígena Umutina Otoparé) Participação nos Jogos: 6 edições

Os Umutina foram praticamente dizimados vítimas da violência e da incompreensão. Devido ao modo tradiconal de saudar um novo visitante com seus arcos e flechas prontos a atirar, era em muitos casos entendidos como uma postura de luta pelos recém chegados que respondiam à eles com suas armas também, causando verdadeiros massacres. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria. Corrida, Natação, Canoagem.


Wai-Wai

Família: Karib Localização: Amazonas, Pará, Roraima, Guiana População: 2.914 (Zea, 2005) Participação nos Jogos: 8 edições

Os Wai-Wai fronteira com a Guiana Inglesa, traduzem o mundo através dos seus jogos, danças, brincadeiras e artefatos. As forças celestes são assim traduzidas em sua arte plumária e as potencias espirituais se apresentam nas músicas. Até mesmo sua relação com os não indígenas é expressa por ritual, o Pawana. São admirados pelas artes plumárias e pelas canções que interpretam. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, Canoagem, lanças.


Wapichana

Família: Aruak Localização: Roraima, Guiana, Venezuela População: 7.832 (Funasa, 2010), 6.000 (Forte, 1990), 17 (INE,2001) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Na tradição do povo Wapichana, cada Marinao (Xamã) cria seus próprios cantos, que enteoados nos rituais permitem que a alma do Marinao deixe seu corpo para que outros espíritos possam se manifestar através dele. Enquanto sua alma encontra com os seres invisíveis da serra ou mata. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, Arco Flecha, Lanças.


Xacriabá

Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Minas Gerais População: 8.380 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 5 edições

Sobreviventes da ocupação de suas terras por fazendeiros, pecuarista e garimpeiros, este é um dos poucos povos que vivem até hoje no estado de Minas Gerais. Através do registro de suas manifestações culturais encontraram nas novas tecnologias, um meio de valorização das suas manifestações culturais. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, Danças, Arco Flecha.


Xambioá

Família: Karajá Tronco: Macro-Jê Localização: Tocantins População: 268 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: Primeira vez 2013

Exímios pescados do Rio Araguaia no Estado do Tocantins, os Xambioá ainda mantém mesmo com o processo de colonização, o ritual de passagem de meninos para jovens e que acontece no mês de abril. A diminuição do número e complexidade de seus rituais deve-se as drásticas alterações em seu ambiente e suas condições de vida, mas principalmente pela perda de grande parte de sua população. Principal apresentação nos Jogos: Arqueria, Canoagem, Natação.


Xavante

Família: Jê Tronco: Macro-Jê Localização: Mato Grosso População: 15.315 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 10 edições

Se autodenominam A’uwe, habitantes da Serra do Rocandor e Rio das Mortesem Mato Grosso, usam o nome Xavante para lidar com os não indígenas. Um povo guerreiro que mantém viva sua cultura graças a disciplina educacional interna e a demarcação de suas terras. Entre os homens as gravatas e as pinturas corporais idenficam os grupos de idade, além de um pedaço de pau nas orelhas dos homens. Principal apresentação nos Jogos: Corrida com toras, Cabo de Força, Corrida, Natação,


Xerente

Família: Jê Tronco: Macro- Jê Localização: Tocantins População: 3.017 (Funasa, 2010) Participação nos Jogos: 4 edições

Os Xerente vivem e conhecem profundamente o cerrado, seu local de caça e coleta. Dele sempre dependeu o seu modo de vida por isto, conhecem tão bem suas potencialidades e limites. Entre os artefatos confeccionados, aqueles feitos com capim dourado são os mais valorizados pelos não indígenas. Principal apresentação nos Jogos: Corrida com toras, arco flecha, lanças, lutas.


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Povos indígenas XII  
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