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  imagem:  https://www.google.com.br/search?q=engarrafamento+em+natal&biw=1242&bih=606&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwi23Kfl6JPQAhWIQ5AKH QheBCYQ_AUIBygC#imgrc=1Pdvjf22aZkuVM%3A 

 

O caos urbano implantado  O resultado da tríade: motoristas, falta de educação e omissão da prefeitura  PDF 772    A  imagem  em  tela,  merecia  um  maior  destaque,  uma  melhor  análise,  como  analisar  cada  centímetro  da  cena.  Já  foi­se  o  tempo  quando  se  dizia  que  as  casas  deste  bairro  eram  enfeitadas  de  alecrim.  A  erva  restou  como  nome  ao  bairro,  e  o  cheiro  agora  é  de  fuligem  e  de  fumaça.  Nas  ruas  que  já  são  estreitas,  comerciantes  ilegais  ocupam  parte  das  ruas  e  parte  das  calçadas,  ocultando  o  espaço  público  junto  com  os  veículos.  Não  há  ordenação  urbana,  até  que  aconteça  uma  catástrofe.  As  avenidas  largas  que  um  dia  foram  numeradas,  estão  cada  vez  mais  estreitas  com  carros  enfileirados  dos  dois  lados,  além  de  ocuparem  as  calçadas.  Os  canteiros  no  meio da pista, impedem a passagem  de  pedestres,  já  que os carros ficam sempre, muito “‘colados”, quando estacionados, junto às barracas  e  cigarreiras.  E  o  bairro,  em  tela,  é  apenas  a  parte  de  uma  cidade.  Mas  a  cidade  não  pode  ser  vista  pelo  olhar  cartesiano,  olhando  apenas  um  bairro,  ela  faz parte de um todo que configura a cidade. E o  desordenamento   urbano   espraia­se   pela   cidade.    Um  caos  público  e  urbano  que  já  estava  anunciado.  predestinado  com  exemplos  arquétipos  do  prefeito,  em  seus  comportamentos,  acontecem  diariamente  e  aconteceu  um  mais  pontual  recentemente.  O  caos  urbano está implantado em Natal, como resultado de uma tríade, como excesso 


de  carros  nas  ruas,  ocupados  por  muitas vezes, com apenas o motorista; a falta de educação e a falta  de  respeito  aos  outros  que  convivem  na  cidade;  as  obras  e  a  extravagâncias  de  uma  prefeitura,  que  não  dá  o  exemplo  e  colabora  com  a  falta  de  estrutura  urbana.  A  falta  de  cumprimento  de  regras,  o  descumprimento   de   regras   de   urbanidade.    Não  última  sexta  feira  (04/11)  aconteceu  um  experimento  público  com muitos condutores de veículos,  e  alguns  de  seus  ocupantes.  Ficar  preso  no  trânsito  sem  nenhuma  causa  extraordinária  visível  e  aparente;  sem  chuvas  alagando  a  cidade,  sem  manifestações  políticas  ou  administrativas,  ou  um  acidente  de  grandes  proporções.  Era  apenas  o  resultado  de  muitos  veículos  nas  ruas,  um  fato  já  há  muito  anunciado.  E  só faltou uma alternativa a população motorizada e encarcerada em seus veículos,  nas  ruas  e  esquinas  da  cidade.  Postar  seus  lamentos  e  murmúrios  nas  redes  sociais.  O inconsciente  urbano   levou   muitos   a  um   mesmo   destino.    Quem  trafega  todos  os  dias  pela  BR  101  no  sentido  Parnamirim­Natal,  já  antecipava  um  acontecimento.  Durante  um  engarrafamento  é  possível  observar  na  lateral  das  pistas,  as  concessionárias  e  revendedoras  de  veículos,  com  seu  pátios  lotados,  denunciando  veículos  que  ameaçam  invadir  a  cidade,  bastando  um  desejoso  adquirir  um  veículo.  E  na  última  sexta­feira,  a  tragédia  anunciada  aconteceu.  Um  nó  urbano  pelas  ruas  de Natal. E o foco estendeu­se pela Avenida  Roberto  Freire  onde  a prefeitura diz não ser de sua competência. Excluindo a BR e a RN que cortam a  cidade,  o  prefeito  parece  se  sentir  satisfeito,  dorme  em  berço  esplêndido,  olhando  a  cidade  pelo  buraco   da   fechadura.    A  última  gestão  da  prefeitura  não  foi  capaz  de  criar  mais  ruas  para  os  novos  veículos  circularem.  A  maquiagem  foi  perfeita,  com  uma propaganda eleitoral usando as lentes de costas para a cidade. E os  proprietários  de  veículos  todos  os  dias,  tiram  seus  carros  de  suas  vagas  e  garagens, para ocupar um  espaço  nas  ruas,  e  para  subir  em  calçadas.  Tiram  seus  carros  da  própria  casa  para  colocar  na  porta  de  outras  casas.  Cada  condutor  tem  uma  responsabilidade,  estacionar  sem  causar  um  problema  ao  outro.  Fazem  uma  concorrência  desleal  com  seus  veículos,  que  ocupam  alguns  metros  quadrados,  além  de  uma  pessoa  que  faz  seu  deslocamento  com  solas  de  sapato  e  movimento  das  pernas.  Automóveis  ajuntados  ocupam  mais  espaço  que  os  ônibus  de  transporte  coletivo.  O  trem  e  o  VLT  circulam   pela   periferia   da   cidade.     E  quando  os  motoristas  e  proprietários  são  indagados  sobre  a  necessidade  e  o  uso  de  um  carro,  afirmam  ser  a  necessidade  de  deslocamento  em  função  da  deficiência  no  transporte  público.  Um  transporte  rarefeito  e  sempre  muito  cheio,  que  os  fazem  transpirar  e  desmanchar  seus  penteados.  Saltos  altos  não  estão  aptos  a  calçadas  esburacadas.  Então  fazem  a  opção  de  comprar  um  carro  e  enfiar  a  cabeça  na  areia.  Não  estão  dispostos  a  uma  manifestação  pública,  de  exigir  transportes  dignos  que  se  adequam  às  suas  necessidades  e  vaidades,  não  querem  se  misturar  com  o povo. São  herdeiros  de  um  modelo  arquétipo  de  americanos  e  holandeses,  e  mais  outros  povos  do mundo. São  filhos  de  grandes  famílias que ocuparam estas terras, e numeram os filhos no idioma francês, tal como  os   reis.   


O  prefeito nobre intelectual, que despacha para a prefeitura em um local fechado com ar condicionado,  sem  janelas,  para  observar  a  cidade,  já  teve  a  oportunidade  de  visitar e estudar em outras cidades. E  como  deveria  estar  sempre  muito  ocupado,  para  imaginar  um  futuro,  não  planejou  a  sua  cidade. Mas  dá  um  “Bom  dia  Natal”  com  orgulho  nas  redes  sociais, esperando uma resposta dos seus seguidores,  e  seus  súditos.  Não  imaginou  sua  cidade  além  dos  dixsept de cores rosadas; galvões e gaviões, mais  alguns guerras e outros alves. Pode não ter ficado atento a história da cidade, que diz que Pedro Velho  em  sua  época,  andava  a  cavalo  para  observar  a  cidade,  descobrir  problemas  e  tomar  providências.  Pedro Velho era boticário e médico, estava acostumado com anamneses e receitas. Sabia diagnosticar  e  fazer  prescrição  acompanhando  a  evolução  ou  melhoria  dos  problemas.  A partir de Natal, governou  o  estado.  O  prefeito  atual  formado  em  direito, defende a própria causa, e de seus amigos motorizados  com   picapes   e  SUVs,   com   GPS   e  ar   condicionado..    A  cidade  que  não  se  define  se  é  do Natal ou de Natal, fruto das invencionices de Cascudo, sempre foi  aberta  aos  povos  estrangeiros.  Recebeu  portugueses  e  holandeses,  que  desembarcaram  de  caravelas.  Chegaram  os  italianos  e  os  franceses,  com  os  primeiros  aviões.  Os  italianos  trouxeram de  presente  uma  pedra,  de  restos  de entulhos e metralhas romanas. Os americanos montaram uma base  com  campo  de  pouso,  e  com  decolagens  chegaram  em  outras  terras.  Agora  a  cidade  criou  um  aeroporto  enorme,  e  continua  aguardando  que  pouse  um  HUB, para ajudar o estado. Querem ampliar  o  porto  para  receber  maiores  tonelagens,  mas  não  tem  logística  urbana  para  transporte  de  cargas.  Natal  que  foi  sempre  aberta,  não  fortaleceu  suas  raízes  para  implantar  uma  posição  e  uma  história.  Sempre  serviu  de  trampolim  para  outros  povos.  Da  época  das  caravelas,  passando  pelo  início  da  aviação,  aos  aviões  maiores;  da  navegação  marítima a navegação aérea. Tentou alcançar o espaço e  perdeu  sua  condição  de  cidade  espacial.  E  assim  perpetua seus arquétipos, enquanto não mudar seu  paradigma.    O  atual  prefeito  levou  um  totó  dos  bandidos.  Teve  seu  carro  oficial  roubado  na  porta  da  casa  dos  vereadores,  Um local mal planejado, com carros sempre mal estacionados na porta e nas calçadas. Ao  longo  da  via,  e  na  vizinhança  a  casa  do  povo  não  dá  o  exemplo  ao  cidadão.  Um  local  previsível  de  chegar  alguém  mal  intencionado,  sem  identificar  os  símbolos  nas  portas,  seja  da  casa  ou  do  carro,  “pareciam  estar  no lixo’, e os meliantes levaram o carro do prefeito. Os meliantes agem assim como as  moscas   e  mosquitos,   gostam   de   lixo   e  desatentos,   água   parada   e  carro   estacionado   em   local   indevido.    A  cidade  é  um  organismo  vivo  com  veias  e  artérias  movimentando  em  um  sentido,  um  vai  e  vem.  Estão  infestadas  de vírus e bactérias nesta corrente líquida, que se movimenta 24 horas, indo ou vindo  a  partir  de  um  bombeamento.  Vias  cheias  de  ideias  e  antibióticos  cada  um  na  sua  especialidade,  A  prescrição  básica  sem  usos  de  elementos  químicos,  é  ar  puro  em  um  ambiente  saudável  e  natural.  Mais  um  antimicótico  para  uso  tópico,  limpando  as  calçadas,  a  epiderme  da  cidade.  Os  trombos  já  estão  surgindo,  sufocando  a  cidade.  Januário  Cicco  apostava  em  saneamento  básico,  prevendo  um  futuro.  Agora  o  conceito  de  saneamento  foi  ampliado, não é simplesmente a não existência de fossas,  mas  água  pura  e  ar  limpo,  com  pistas  amplas  e  livres  contribuem para um bom saneamento, em uma  cidade   trombótica.   


Diante de tantos casos e descasos, com o trânsito influenciando e impedindo e eficiência da segurança  pública,  vem  um  resultado.  As  pessoas  começam a andar armadas. A cidade é um sistema complexo.  E  trânsito  é  essencial na segurança pública, facilitando o movimento de patrulhas e ambulâncias, além  do   Corpo   de   Bombeiros.    Roberto   Cardoso  Entre   Natal/RN   e  Parnamirim/RN,   em   07/11/16    Texto   em:  http://pelasruasdenatal.blogspot.com.br/2016/11/o­caos­urbano­implantado.html  http://www.publikador.com/saude/roberto­cardoso­(maracaja)/o­caos­urbano­implantado     


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