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Newton e Leonardo da Vinci Quando Leonardo da Vinci não respeita a terceira lei de Newton  PDF 782    Dois corpos não ocupam o mesmo  lugar no espaço    CASE 1  Um  condomínio  foi  planejado  para  que  cada  casa  contemplasse  uma  varanda  e  uma  vaga  para  carro.  E  cada  casa  com  apenas  um  carro  seria  fácil  entrar  no  condomínio; sem  saturar  o  espaço.  Fácil  estacionar  no  espaço  destinado  ao automóvel. Os condomínios, as casas e os  apartamentos   são   planejados   para   determinados   usos   e  utilidades.    Entendamos  como  um  carro  ou  um  automóvel,  um  veículo  tradicional,  considerado  como  veículo  de  passeio,  para  quatro  ou  cinco  passageiros,  inclusive  o  motorista.  Não  consideremos  SUVs e picapes,  que  são  automóveis  fora  do  padrão,  e  servem  a  outras  utilidades.  Como  viver  no  campo e na cidade.  ou  até  na  praia,  no  campo  e  na  cidade.  No  campo  e  na  praia  imaginamos  que  pode  haver  muito  espaço,   que   não   é  o  caso   das   cidades..    E  aos  poucos,  os  proprietários  vão  modificando  as  plantas  de  arquitetura,  modificando seus hábitos e  comportamentos.  Como  o  famoso  puxadinho.  Uns  querem  uma  varanda  maior,  outros querem muitos  carros,  constituir  uma  frota.  Uns  querem  duas  varandas  e  mais  dois  ou  três carros. E os espaços que  eram  destinados  a  uma  varanda  e  uma  vaga,  não  conseguem  mais  ser  dois  espaços  para  quatro  ou  cinco  funções  destinadas  a  dois  espaços.  Os  carros  perdem  seus  espaços,  para  criarem  espaços  de  varanda,  Os  carros  passam  a  ocupar  as  calçadas.  Proprietários  querem  todos  os  espaços, para seus  usos, inclusive seus símbolos de status. E observamos a versão do antigo jeitinho de mudar a cerca de  lugar, invadindo o espaço do vizinho. Espaços para serem amplas varandas e espaços para colocarem  seus  carros.  Carros  de  proprietários  e  carros  de  agregados.  Também querem um espaço para que as  visitas  não  coloquem  seus  carros  na  rua.  Não  querem  que  as  visitas  deixem  seus  carros  nas  ruas,  expostos  as  inseguranças,  no  condomínio  fechado  pode  ser  mais  seguro..  Muitos  carros  vistos  pelo  portão  também  podem  criar  um ambiente inseguros, Seria possível avaliar uma condição financeira de  seus   moradores.   Imaginar   uma   festa.    No  princípio  com um carro em cada casa, não havia problemas de manobra. Cada carro poderia entrar  no  seu  espaço,  e  de  frente;  e  ao  sair  seria  apenas  uma  manobra  realizada  de  ré.  Um  curva  para  um  lado  para  entrar  na  vaga,  E  outra  curva  para  sair  da  vaga.  Não  haveria  necessidade  de outro espaço  para   outras   manobras.   


Com espaços  tomados  e  ocupados,  seja  uma  vaga,  uma  varanda  ou  a  calçada,  surge a necessidade  de  fazer  manobras,  devido  a  falta  de  espaço e um excedente de carros. Então passa a ser necessário  ir  no  espaço  de  outra  casa,  para  fazer  manobras, onde não tenha um carro parado. Lançar fumaça na  porta,  na  varanda,  no  espaço  do  outro.  O  outro  que  não  ocupou  a  calçada,  que  manteve  a ocupação  de   apenas   nos   seus   limites.    Ao  final  do  dia,  e  ao  final  do  mês,  a  partilha  de  cotas  injustas.  Cotas  de  cobrança  de  condomínio;  tarifas  elétricas  e  desgaste  de  peças.  Cotas  de  oxigênio  e  cotas  de  monóxido  de  carbono.  A  cada  movimentos  do  portão  eletrônico,  um  tempo  de  vida  do  equipamento,  vai  aos  poucos  se  extinguindo.  Um  condomínio  com  dez  casas  e  dez  automóveis,  necessitaria  no  mínimo  de  vinte  movimentos,  de  fechar  e  abrir,  supondo  uma  saída  ao  dia,  justificando  uma  volta.  Já  um  condomínio  com  o  dobro  de  carros  e  mais  um  mesmo  número  de  visitas  motorizadas,  o  número  tende  ao  infinito.  Pode  haver  um  entrar  e  sair  constante.  É  como  amarrar  um  jumento  na  porta  e  protegido  da  sombra,  lembranças  de  épocas   passadas.   Na   porta   de   casa   e  na   frente   da   bodega,    E  tal  como nas ruas, as pessoas parecem estar desorientadas, de tantas entradas e saídas repetitivas,  em  curtos  espaços  de  tempos.  Esqueceu  o  fogo  aceso;  esqueceu  a  chave  de  outra  porta....  Esquecendo  de  passar  na  padaria  ou  na  farmácia, que pode ser bem perto da esquina. Já não sabem  o  que  é  andar  a  pé,  Adquiriram  o  hábito  de  mostrar  aos  outros  que  são  motorizados.  E  carroceiros  motorizados   também   podem   fazer   um   entra   e  sai   constante.   Ainda   há   a  entrega   da   água   e  do   gás.    Não  cabe  o  argumento  da  jurisprudência.  Exercer  um  direito,  a  partir do momento que o outro avança  no  espaço alheio ou no espaço comum, A calçada é um direito de todos, principalmente a pedestres. E  existe  um direito primitivo e implícito na arquitetura das casas. Um espaço definido como varanda e um  espaço   reservado   a  vaga   de   um   carro.    Ter  um  carro  não  implica  na  impossibilidade  de  possuir  um  2º.  3º……  Um  automóvel  é  um  problema  adquirido,  tornando­se  uma  responsabilidade  do  dono  ou  do  seu condutor. Mas o primeiro e os outros  subsequentes  estão  comprometidos  a  não  invadir  o  espaço  do  outro.  Possuir  um automóvel não dá o  direito  a  uso  exclusivo  e  individual  no  espaço  público,  ou  coletivo.  As  ruas  já  estão  infestadas  de  carros,  inclusive  nas  calçadas.  E  não  é  admissível  um automóvel invadir uma casa, com sua estrutura  física;  com  seus  poluentes  emitidos  ou  com  seus  faróis acesos, lançados em  uma   casa   às   escuras.     Carros  de  uso  individual ocupam áreas desproporcionais a um indivíduo a pé.  Um   fato   ao   ser   lembrado   ao   estacionar   na   padaria.   E   assim   seguem   as   regras   de   convivência.    28/11/2016  Texto   em:  http://pelasruasparnamirim.blogspot.com.br/2016/11/newton­e­leonardo­da­vinci.html 

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