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FLiQ e FLIN  

Que a FLIQ não tenha as mesmas falhas e deficiências da FLINstones   PDF 771    Chapeuzinho Vermelho, podia ter suas estratégias para chegar a casa da Vovozinha, como alem saber  o  caminho,  reconhecer  uma  trilha  marcada  no  chão,  identificar  árvores  e  pedras  que  confirmariam  estar  no  caminho  certo.  A  paisagem  podia  estar cheia de placas indicativas, como vegetais e minerais  que  indicariam  o  caminho  certo.  Cheiros,  ventos  e  fumaças  podem  indicar  uma  mensagem  ou  caminho.  Tio  Patinhas  e  Pato  Donald,  nas  histórias  em  quadrinhos,  sempre  contam  com  a astúcia de  seus  sobrinhos,  para  encontrar  respostas  e  tirar  dúvidas,  de  decisões  e  caminhos  com  o  Manual  do  Escoteiro  Mirim.  Tudo  pode  ser  encontrado  no  manual,  do  símbolo  mais  simples, feito com gravetos,  ao  símbolo  mais  moderno  e  complexo,  com  placas  de  metais  e  fibra  de  vidro.  Além  de  receitas  inimagináveis.   


E no  caminho  da  FLiQ  e  para  a  FLiQ,  está  repleto  de  quadrinhos  que  indicam  como  encontrar  um  caminho,  tomar  decisões  e  destinos.  Quadrinhos com placas e em placas: quadradas ou retangulares,  octogonais  ou  redondas;  com  duas  ou  mais  cores.  Com  palavras  ou  símbolos.  Com  informações  e  setas  indicativas,  espalhadas  pelas  ruas  da  cidade,  Onde  os caminhos estão predeterminados, carros  circulam  nas  ruas  e  pedestres  pelas  calçadas.  A  pista  da  direita  ou  da  esquerda,  determinam  uma  direção  ou  uma  velocidade.  Há  um  conhecimento  básico,  que  determina  os  sentidos,  e  preferências,  quando   não   há   indicativos,   por   placas   ou   sinais.    A  partir  de  um  conhecimento  básico  e  uma  regra,  se  faz  necessário  reconhecer  e  entender  a  linha  divisória  da  rua  e  da  calçada,  separando  os  dois  espaços,  denominada  de  guia ou meio fio, como um  caminho  de  pedras  (um  equilíbrio),  todas  alinhadas,  perfiladas  em  um  sentido  e  duas  direções,  separando  os  caminhantes  dos  carros  diversos. Uma guia feita com blocos de pedras, raras são as de  concreto,  separando  dois  níveis,  com  uma  diferença  de  altura.  Uma  para  os  que  andam  de  automóveis,  o  outro  para  os  que  andam  a  pé.  Um  desnível  facilmente  percebido  por  quem  está  dirigindo,  onde  subir  um  degrau  significa  adentrar em um espaço não permitido. Nas ruas observamos  faixas  pintadas  no  asfalto,  ou  por  pedras  de  cores  diferenciadas  onde  a  pavimentação  é  com  paralelepipedos.  Uma  rampa  ligando  os  níveis  tem  outros  significados,  como  não  poder  obstruir  uma  passagem; como entrada de garagem ou acesso de cadeirante. Ótimo para caminhantes ao atravessar  uma   rua,   e  chegar   do   outro   lado   encontrando   outra   rampa.    Os  quadrinhos  podem  ser  encontrados  por  toda  parte.  Afixados  em  barras  e  postes,  perpendiculares  ao  solo,  ou  paralelos  às  pistas,  tudo  é  informação.  E  ainda  podem  existir  linhas  marcadas  nas  ruas,  contínuas  ou  tracejadas.  A  informação  horizontal  e/ou  vertical,  são  individuais  ou  se completam. Com  cores,  formas  e  letras  uma  mensagem  é  passada.  Uma  linguagem universal, compreendida por todos  os  povos,  línguas,  dialetos  e  idiomas.  Compreensível  aos  que  não  dominam  o  uso  das  letras.  Para  cegos  pode  haver  sinais  sonoros  e  piso  táctil.  Conhecimentos  fundamentais  para  quem  possui  uma  CNH  e  um  volante  nas  mãos.  Onde  um  vidro  transparente  mostra  a  paisagem,  como  uma  tela  de  cinema,  e  o  domínio  do  destino.  No  retrovisor  podem  surgir  luzes  pedindo  passagem  e  abrindo  caminho,   em   situações   de   emergencia   e  urgencia,   complementados   por   sinais   sonoros.    A  princípio  as  placas,  como  quadrinhos,  podem  oferecer  informações  aos  que  circulam  com  automóveis,  mas  um  motorista  também  é  um  pedestre,  quando  se  desarma  da  sua  armadura  ambulante,  promovendo  a  distribuição  farta  de  monóxido  de  carbono,  que  aos  poucos  poluem  o  ambiente  e  provocam  o  efeito  estufa…  A  sua  comodidade  ameaça  o  futuro  do  planeta  e  o  presente  das  pessoas.  Usam  um  carro  para  justificar  um  passado,  de  ser  um  ferrenho  e  persistente  conquistador.  O  carro  além  de  facilitar  um deslocamento, esboça um poder sobre aquele que circula a  pé.  É  uma  arma  nas  mãos  de  um condutor, não respeitador do espaço alheio, da resistência física, do  metal   sobre   a  carne.     A  VI  Feira  de  Livros  e  Quadrinhos  de  Natal/RN  acontece  entre  os dias 10 e 13 de novembro de 2016,  na  Cidade  da  Criança.  A  expectativa  é  de reunir um público entre visitantes, participantes, expositores  e  convidados.  Mas  para  deixar  a  FLiQ  ainda  mais  divertida  e  leve  no  seu  espaço  de  realização, 


algumas providências  devem  e  podem  ser  tomadas,  aproveitando  seu  público  mostrando  uma  outra  literatura,  no  seu  espaço  interno.  Uma literatura que também existe do lado de fora, antes de entrar no  espaço   da   criança,   e  das   histórias   em   quadrinhos,   e  dos   livros   oferecidos.    E  no  espaço  interno  da  Cidade  da  Criança,  uma  literatura  com  placas  de  informações  pode  ser  implantada,  favorecendo  os  novos  leitores  que  se  adaptam  e  aprendem  a  conhecer  e  reconhecer  as  placas   nas   ruas.    Que  a  FLIQ  não  se  torne  uma  FLINstones (1)  com  desrespeito  aos  que  circulam  a  pé,  ou  até  mesmo  com  uma  bengala  ou  cadeira  de  rodas.  Que  a  FLiQ  não  seja  um  TCP  (Teatro  de  Cultura  Popular):  Tecendo  Críticas  Preliminares (2)  e  Tecendo  Críticas  Posteriores (3) ,  com  desrespeito  aos  seus  ocupantes.  As  placas  foram criadas para serem usadas e respeitadas, promovendo uma convivência e  participação  de  todos  em um mesmo espaço. Um conjunto de normas e regras que proporcionam uma  convivência   mútua.   conhecimentos   que   Vilém   Flusser   denominaria   como   uma   Kommunikologie .     

Roberto   Cardoso   (Maracajá)  Jornalista   Científico  Escritor,   articulista   e  cronista    Em 05/11/2016  No paquiderme norteriograndense.    Texto em:  http://komunikologie.blogspot.com.br/2016/11/fliq­e­flin.html  http://www.publikador.com/saude/roberto­cardoso/fliq­e­flin  https://tmblr.co/Z9gcsh2EIImbu        Textos relacionados    (1)

 Festa   na   FLINstones   (Parte   1)   http://forumdomaracaja.blogspot.com.br/2015/11/festa­na­flinstones.html  (Parte   2)   http://soupwithcake.blogspot.com.br/2015/11/festa­na­flinstones­parte­2.html  (Parte   3)   http://digestaodepessoas.blogspot.com.br/2015/11/festa­na­flinstones­parte­3­final.html    (2)

 Tecendo   Críticas   Preliminares  http://www.substantivoplural.com.br/tcp­tecendo­criticas­preliminares/    (3)

Tecendo   Críticas   Posteriores  http://oblogdomaracaja.blogspot.com.br/2016/09/tcp­tecendo­criticas­posteriores­pdf­736.html   


A   transferência   de   responsabilidade  http://www.publikador.com/saude/roberto­cardoso­(maracaja)/a­transferencia­da­responsabilidade   

Sobre   um   conhecimento   contido   nas   ruas  http://www.publikador.com/cultura/roberto­cardoso­(maracaja)/sobre­um­conhecimento­contido­nas­ruas­tomo­i    Uma   manifestação   diária   que   acontece   nas   ruas  http://www.substantivoplural.com.br/manifestacao­diaria­acontece­nas­ruas/    Uma   manifestação   diária   que   acontece   nas   ruas  http://www.publikador.com/politica/roberto­cardoso­(maracaja)/uma­manifestacao­diaria­que­acontece­nas­ruas     

APÊNDICES   Mais   textos   relacionados   por   Roberto   Cardoso   (Maracajá)  http://www.publikador.com/cultura/maracaja/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-parte-1  http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5445002  http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5443855  https://plus.google.com/+RobertoCardosoMaracaja/posts/GZAjimeqnX7  http://www.publikador.com/cultura/maracaja/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-2  http://www.publikador.com/economia/maracaja/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-3  http://www.recantodasletras.com.br/artigos/5443860  http://www.publikador.com/turismo/maracaja/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-4  http://㰀謄yrc277.blogspot.com.br/2015/02/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-4.html  http://www.publikador.com/tecnologia/maracaja/o-conhecimento-que-circula-pelas-ruas-5 

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