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Dônica caravana Um grupo de escritores segue em caravanas  PDF 765    Um  grupo  de escritores organizados em caravanas, donicamente visitam diversas escolas, distribuídas  pelo  estado.  Escolas  na  capital  e  escolas  da  região  metropolitana.  E  os escritores seguem na direção  Oeste,  com  a  caravana,  para  chegar  em  escolas  de  cidades  no  interior  do  estado.  Visitam  inclusive,  institutos  federais  de  educação  e  tecnologia.  Cruzam  ruas  e  avenidas,  rodovias  e  estradas,  levando  seus livros que estão publicados. E tal como caixeiros viajantes, chegam em um espaço público, com o  povo  reunido,  à  sua  volta,  e  expõem  suas  mercadorias,  com suas oralidades e seus livros. Elencando  os  benefícios  para  aqueles  que  usem  o conteúdo exposto e escrito, para as mazelas indicadas. Letras  impressas  que  abrem  as  mentes,  oferecendo  conhecimentos e informações. E contidos em um livro, a  embalagem,  tendo  seu  rótulo  a  capa;  químico  responsável,  o  autor;  com  uma  marca  registrada,  autorizada  por  um  ministério  público.  Não  apresentam  contraindicações  e  servem  à  maioria  das  idades.  Para  as  crianças,  em  doses  homeopáticas  com  cores  e  desenhos,  com  as  típicas  bolhas  e  bolinhas.    Escritores  em caravanas que incentivam a leitura, tendo como argumento seus próprios livros. Os seus  próprios  textos  em  livros  encadernados  ou  em  brochuras.  As  folhas  são  encadernadas  e  numeradas,  como  um  modo  de  sistematizar  um  conhecimento,  com  início,  meio  e  fim.  Entram  em  escolas  em  busca  de  leitores.  Costumam utilizar auditórios para expor seus produtos, no mesmo modelo classe de 


alunos e  professor.  Todos  sentados  com  olhar  voltado  para  o  palco,  o  modelo  da  sala  de  aula, todos  sentados  com  olhos  na  lousa  e  no  professor.  O silêncio é imprescindível para que todos possam ouvir  o  orador  a  declamar  seus  livros  e ler seus poemas. Devem falar de seus livros tal como conceberam e  escreveram  um  texto,  a  partir  de  uma  ideia,  evitando  novas  interpretações,  a  partir  de  um  outro  local  no   tempo   e  no   espaço.    Repetem  os  atos  dos  professores,  levando  um  conhecimento  delimitado,  predeterminado.  Querem  vender  e  expor  seus  livros,  conquistando  novos  leitores,  oferecendo  um  conhecimento.  E  com  a  doação  de  exemplares  incentivam  e  fomentam  as  bibliotecas.  A  caravana  segue  defasada  no  tempo,  um  tempo  de novos leitores e novos escritores. Muitos escritores já não colocam seus textos em livros,  o  acesso  público  pode  ser  via  internet. Muitos alunos ainda podem ser obrigados a seguir uma lista de  livros  apontada  por  professores,  mas  tem  a  liberdade  de  procurar  outros  livros  com  outros  textos  e  outras  fontes.  Podem  acessar  tudo  na  palma da mão. Com o livre arbítrio de ler na tela ou transformar  em   material   impresso.    E  os  escritores  repetem  os  atos  dos  antigos,  transportando  seus  tabletes  de  barro  e  seus  papiros,  dando  mobilidade  ao  que  está  escrito,  e  antes  estava  escrito  em  paredes  e  cavernas;  as  antigas  lousas  ou  quadro  negros.  Os  escritores  repetem  os  atos  dos  professores,  falando  de  um  tema  e  um  texto  que  já  foi  escrito  e está impresso nos livros. A tinta e o giz já foram substituídos por uma imagem  pronta  lançada  em  uma  tela,  por  meio  de projetores de imagens, E reina o mito da caverna, onde com  luz  e  sombras  se  projeta  ou  imagina  o  que  acontece  do  lado  de  fora.  Os  cães  ladram  e  a  senhora  caravana  passa,  os  prós  e  os  contra.  Há  sempre  um  público  para  um  determinado  produto.  Novas  formas  de  escritas  não  substituem  as  anteriores;  As  paredes  e  os  muros  são  as  verdadeiras  provas,  com   os   atos   das   cavernas.    O  principal  instrumento  de  consulta,  com  conhecimentos  e  informações,  já  não  é  mais  unicamente  o  livro,  mas  tem  a necessidade de ser uma fonte confiável, ao abrir uma tela, ou interpretar uma imagem  na  parede.  E  até  mesmo  colocar  em  dúvida  a  credibilidade  de  um  livro.  As  imagens  já  se  abrem  na  palma  das  mãos,  como  um  ato  de  cartomante  ou  quiromancia,  enxergando:  passado,  presente  e  futuro.  Com  um  tablet  (o  antigo  tablete  de  barro)  é  possível  folhear  as  páginas,  com  o  passar  dos  dedos,   sem   estar   umedecido.   É  possível   confrontar   informações   e  experiências.    Já  acontecem  mudanças  na  educação  e  na  formação,  como  a  não  obrigatoriedade  de  algumas  disciplinas,   O  que   não   isenta,   ou   proíbe   a  pessoa,   de   buscar   suas   próprias   fontes.    RN,   21/10/2016             


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Como   falar   de   literatura   em   um   lugar   onde   já   existe   uma   linguagem     inserida?    Como     manter     um     foco     na     literatura?    PDF     744  http://fgqoferramenteiro.blogspot.com.br/2016/09/como falar de literatura em um lugar.html  http://www.publikador.com/educacao/roberto cardoso/como falar de literatura em um lugar onde ja exi  ste uma linguagem inserida   

Literatura     no     RN    Desmitificando   e  desmistificando   a  falta   de   representação   literária   no   espaço    potiguar    PDF     750    http://www.publikador.com/opiniao/roberto cardoso (maracaja)/literatura no rn a         

Roberto   Cardoso   (Maracajá)    Em 21/10/2016  Nas terras do Paquiderme  Norte­rio­grandense     

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