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TACHO

OPINIÃO

Dispersão religiosa

Órfãos do professor Alípio

SÉRGIO ALVES

ROBERTA PSCHICHHOLZ

Em João 14:6 está escrito: “Respondeulhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Nessa ocasião, Jesus estava dando uma resposta às pessoas que estavam com dificuldade em saber qual o verdadeiro caminho para encontrar a Deus. Hoje, não são poucas as religiões existentes no mundo, e olhando para tudo o que está sendo ofertado, as dificuldades para salvar o homem são intensas. Perguntamos dentro de nós: se Deus é um só, a Bíblia é uma só e só há um Criador, por que tantas religiões? Jesus, contudo nos diz: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Quando crermos que Jesus é essas três coisas, O acharemos, O encontraremos e teremos comunhão com Ele. Todo caminho tem um início, uma entrada, uma porta. A Bíblia diz que essa porta é estreita, mas que qualquer um de nós pode passar por ela, desde que queira. Para passar a porta, precisamos confessar com nossos lábios que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que Ele é o único que pode salvar os pecadores por causa do Seu sangue derramado na cruz. Entretanto, logo que se passa a porta, há um caminho longo e apertado, pois nele há muitos atrativos, entre eles, os manjares deste mundo e a falsa liberdade de mandar em nós mesmos. Contudo, a maneira de vencer é olhar para as Escrituras, buscar conhecer os princípios de Deus e viver por eles. Jesus é a única verdade, não há duas, três ou quatro. Não poderemos desfrutar das riquezas do Pai se não praticarmos os Seus mandamentos. Se olharmos como andamos e compararmos como Jesus é, veremos que somos muito diferentes, porque não estamos na verdade. Contudo, Jesus não disse que é apenas o caminho e a verdade, Ele é também a vida. Quem vai a Ele possui vida eterna e estará na glória com Deus eternamente. Que não venhamos mais a perder tempo nos preocupando com coisas vãs! Só Cristo pode nos dar vida abundante nesta era e na vindoura. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Sérgio Alves é pastor servosa@hotmail.com

Sinovaldo (interino)

Ele caminha ao nosso lado preocupação e angústia. Sempre temos receio de que algo venha a acontecer. Sempre esperamos pelo pior. A mensagem da Páscoa é, sobretudo, uma palavra de ânimo e de esperança, de otimismo e de fé. Quando frequenO Ressuscitado caminha com a sua Igreja tamos as nossas igrejas, ouvimos sacerdotes nas estradas da vida, ao lado de cada um de dizendo: “O Senhor esteja convosco”. Será seus discípulos. É impressionante como os que nós acreditamos de verdade, sentimodiscípulos de Emaús caminhavam lado a la- nos acompanhados pelo Senhor? do com o Senhor e não o reconheceram. Eles Depois que o Senhor se apresentou aos mesmos contaram aquela experiência e como apóstolos e se identificou com muita clareo reconheceram no partir do pão. Era uma ce- za, Ele ainda diz: “São estas as coisas que eu na eucarística. Era um sinal ou diríamos hoje, vos falei quando ainda estava convosco; era uma senha. A eucaristia abre os olhos e nos preciso que se cumprisse a tudo o que está esfaz reconhecer o Ressuscitado. crito sobre mim na Lei de Moisés, nos proJá o evangelho deste dominfetas e nos Salmos” (Lc 24,45). go nos conta que, enquanto esPara esses apóstolos, parecia tavam ainda falando, e contan- A verdade tudo estar claro. Por isso, Ele do todas essas coisas aos outros é que nós ainda acrescenta: “E vós sereis apóstolos, o Senhor Ressuscitatestemunhas de tudo isso” (Lc do mais uma vez aparece com a vivemos 24,48). Essa é a palavra que Ele já tradicional saudação: “A paz dirige, neste terceiro domingo esteja convosco”. E observemos num mundo de Páscoa, para todos os seus a pergunta que Cristo faz naque- preocupado missionários que vivem em nosla hora: “Por que estais preocuso tempo, aqui em nossa diocepados e por que tendes dúvidas no coração?” se: “Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lc 24,38). Parece que homens, demasiada- (LC 24,48). Nós só podemos nos apresentar mente preocupados, não têm condições de re- como cristãos e missionários se tivermos toda conhecer o Cristo vivo e ressuscitado. Se nós a convicção em torno do Cristo ressuscitado, observamos um pouco os homens e as mu- que está conosco, caminha conosco. É em nolheres de nosso tempo, certamente também me dEle que nós vamos fazer as visitas mispoderíamos perguntar: “Por que estais tão sionárias e precisamos ter isso como certeza preocupados e por que tendes tantas dúvidas inicial. Queremos que todos compreendam em vossos corações?”. A verdade é que nós que Ele está vivo, que está no meio de nós. vivemos num mundo preocupado. A granD. Zeno Hastenteufel é bispo de maioria olha para frente, mas com medo, da Diocese de Novo Hamburgo

D. ZENO HASTENTEUFEL

Nunca gostei de matemática. Não que meus professores não se esforçassem para que eu mudasse de opinião. O que não faltou em minha formação colegial foram professores cheios de vontade de provar que hipotenusas, senos, cossenos, tangentes e cotangentes tinham, sim, fundamento e utilidade. Um desses guerreiros foi Pedro Alípio Heck. Quem fez o segundo grau – ou seria ensino médio (?), confesso que já não sei mais – no Colégio Marista Pio XII, em Novo Hamburgo, não escapou dele. O irmão Alípio era o cara. O mestre dos mestres. Um mito matemático. Vê-lo cruzar os corredores da escola empunhando sua régua, compasso e folhas pautadas lotadas de exercícios, pelo menos para mim, dava um frio na barriga. Sempre empertigado e austero, sabia o nome de todos os alunos, em especial dos mais “medonhos” e dos “craniozinhos”. Meu nome não sei se ele chegou a decorar. Em suas aulas, preferia passar incógnita a ter de responder a alguma pergunta em voz alta e errar feio. Era o único professor do colégio a ter seu próprio gabinete. Aquela sala, de portas sempre abertas à espera de alunos esforçados, era a salvação para quem precisava de uma forcinha nos estudos. Coincidência ou não, em véspera de prova, o gabinete ficava pequeno para tanto estudante desesperado para entender a matéria. Quando me formei, lá pelos idos de 1998, o professor Alípio completou 50 anos de magistério. Anos mais tarde, quando retornei à escola, nos cruzamos rapidamente. Olhei-o de relance, como nos tempos do colégio, morrendo de medo. Pois na sexta-feira, dia 13, o mestre Alípio nos deixou. A semana foi de troca de e-mails entre os milhares de ex-alunos, seus órfãos. Por mais que eu engrossasse a lista dos pouco fãs da matemática, não poderia deixar de prestar minha homenagem. Certo que vai continuar educando muita gente lá no céu. Roberta Pschichholz é jornalista e editora de Cotidiano do Jornal NH

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Sábado, 21.4.2012 / JORNAL NH

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Singela homenagem ao irmão Alípio